DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

Monroe c  DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS Monroe c

A imagem acima é fac-símile do que foi publicado sábado último (27/6) no caderno de veículos do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG), editado pelo Boris Feldman. O texto relativo ao desenho é este:

“Amortecedor não tem prazo de troca. Ele pode rodar dez mil quilômetros em estradas ruins, esburacadas e “entregar os pontos”. Como pode durar mais de cem mil quilômetros se rodar sempre no asfalto liso, tipo “tapete”, sem irregularidades. Isto significa que este componente deve ser verificado periodicamente, a cada 10 mil km, para verificar suas condições. A Monroe, maior fábrica de amortecedores do mundo, com filial no Brasil, tem dois pesos e duas medidas. Nos EUA, onde se respeita o consumidor, ela recomenda em seu site a inspeção do amortecedor a cada 80 mil km. Nem sugere sua substituição, apenas verificar se ele está ou não em boas condições. No site montado (copiado, aliás) por sua filial brasileira, a conversa é outra: na língua portuguesa, seus amortecedores devem ser substituídos, segundo “especialistas”, aos 40 mil km.

Esta “empurroterapia” teve início há muitos anos, com uma propaganda da Cofap que sugeria troca dos amortecedores aos 30 mil km. Uma séria de filmes publicitários (um deles, um cachorrinho escorregando pelos corredores de um prédio) ficou famoso. Outras fábricas no Brasil, como Nakata e Monroe, aderiram à idéia e passaram a insinuar a substituição aos 30 mil ou 40 mil km. Nada que se justifique tecnicamente, simplesmente uma tentativa de aumentar seu faturamento.

As fábricas de amortecedores, consultadas sobre a diferença de comportamento entre matriz nos EUA e filial no Brasil, tem na ponta da língua a explicação para seu desrespeito com o consumidor brasileiro: “São as condições das nossas estradas que reduzem a vida útil e o prazo recomendado para se verificar os amortecedores”. Conversa para boi dormir, pois quem roda em estradas de excelente pavimentação (rodovias estaduais em São Paulo, por exemplo), poderão rodar até mais que 100 mil km, sem problemas. O que não deixa de ser curioso, pois pode ser um tiro no pé das próprias fábricas, pois quem roda em estradas esburacadas deveria inspecionar amortecedores em prazo até inferior aos 40 mil recomendados pela Monroe… e trocá-los aos 10 mil ou 20 mil km, por exemplo.”

O Ae comenta:

Incoerência absurda, o que a filial brasileira da Monroe preconiza. O Boris falou em amortecedores poderem durar mais de 100 mil quilômetros, mas o Ae acrescenta que podem durar bem mais que isso, não raro ultrapassando 200 mil quilômetros. O editor-chefe do Ae, Bob Sharp, é testemunha de um Fiat Uno Mille 1993 de seu irmão ter chegado a 240.000 km com os amortecedores originais e o carro ter sido vendido com eles.

O  argumento de que as condições das estradas brasileiras influem na menor vida útil dos amortecedores é pífio, pois quem já teve oportunidade de dirigir nos Estados Unidos sabe que o piso lá também tem imperfeições e buracos. De qualquer maneira, há um abissal diferença entre inspecionar, como está no anúncio americano, e o substituir da versão brasileira da mensagem — que traz ainda erro crasso de tradução, chamando struts de suportes, na verdade colunas de suspensão. Quem é do ramo sabe.

A história dos comerciais do cachorrinho a que o Boris se referiu é contada nesta página do site “Dr. Zem”, que inclui quatro comerciais produzidos pela agência W/Brasil, de Washington Olivetto. Vale a pena relembrar.

Amortecedores fazem parte do pacote de segurança do automóvel? Sem a menor dúvida. Mas entre isso e gastar dinheiro à toa há uma enorme diferença.

Ae/BS

Reprodução da imagem e texto do jornal devidamente autorizada pelo editor da publicação, Boris Feldman.

Sobre o Autor

AUTOentusiastas

Guiado por valores como paixão, qualidade, credibilidade, seriedade, diversidade e respeito aos leitores, o AUTOentusiastas desde 2008 tem a missão de evoluir e se consolidar como um dos melhores sites sobre carros do Brasil. Seja bem-vindo!

Publicações Relacionadas

  • Danniel

    Concordo, a alguns dias acessei o site da Monroe em busca do código para aplicação no meu carro e vi esta afirmação absurda. Meu outro carro esta com 94.000 km ainda tem os amortecedores originais, sem demonstrar vazamentos ou perda significativa na ação. E mesmo encarando varias lombadas por dia – basta passar devagar para evitar o fim de curso da suspensão.

  • Ruarc

    Ignorância da pessoa aliada a safadeza do outro dá nisso mesmo. Se realmente queremos melhorar o país, devemos ter mais notícias assim, com informaçao para que as pessoas não sejam mais enganadas.

  • Daniel S. de Araujo

    Até bem recentemente os extintores de incêndio tinham validade de 5 anos quando novos e depois requeriam trocas anuais. Um absurdo total pois os elementos contido no extintor não são perecíveis e a pressão interna do reservatório deve ser checada no marcador.

  • Fernando

    É algo que já tem história por aqui.

    Na oficina de alinhamento que vou ainda deve ter o inflável do cachorrinho da Cofap com essa mesma “sugestão” da troca aos 40.000 km.

    De resto é algo que deve ser inspecionado, não sumariamente trocado. Até mesmo as concessionárias já vi fazerem assim, alguns carros passando por revisões de todos níveis sem nunca ter trocado ou nem sugerido, exceto em alguns casos em que houve evidência de mal funcionamento.

    Sendo algo que não dá para se dizer somente com números, um exemplo é de carros que rodam pouco também, tanto eles podem estar péssimos, sem ação alguma mesmo depois de um pouquinho de “exercício” como também podem ainda estarem bons. Tenho um carro com 15 anos que ainda tem os traseiros originais e funcionando bem, outro que passou dos 30 e agora que vou os substituir por já não estarem com mesma ação de antes.

  • Aldi Cantinho

    Meu carro tem 112 mil km rodados e não vejo necessidade de troca..

    • CCN-1410

      Eu agora não lembro exatamente, mas me parece que troquei os amortecedores traseiros de meu carro anterior com aproximadamente 80.000 quilômetros rodados, e os dianteiros em torno de 100.000 quilômetros ou até um pouco mais.

  • Mr. Car

    Tem coisa cuja durabilidade varia muito, dependendo do modo como o sujeito dirige, e dos lugares por onde dirige: amortecedores, molas, pastilhas de freio, pneus (embora estes tenham prazo de validade)… Então, é verificar periodicamente, e não se impressionar com a propaganda, por mais que ela seja um sucesso e permaneça na memória do consumidor, como esta campanha da Cofap. E por falar em propaganda (outra paixão absoluta minha), uma que me lembro até hoje (também Cofap), é a de dois Gordini em uma pista, disputando uma corrida. O de amortecedores vencidos capotava ao tentar fazer uma curva. Eu era bem criança e adorava ver aquilo, achava um barato, he, he! Alguém se lembra? Suponho que seja do final dos anos 60, no máximo comecinho dos 70.

  • mecânico anônimo

    Em volume de produção, a Kayaba é a maior do mundo, assim como é a maior fornecedora para as “montadoras”, segundo várias fontes. Em seu site brasileiro ela recomenda troca dos amortecedores aos 50 mil quilômetros ou 4 anos, o que é muito estranho, trocar amortecedor por tempo… No site americano, ela recomenda inspeção a cada 12 mil milhas e sugere substituição às 50 mil milhas para manter a eficiência original, mas não cita tempo de uso. Assim como ocorre com os sites da Monroe, a versão brasileira é bem mais, digamos, enganadora.

  • $2354837

    Outra coisa que me irrita é o famoso óleo para 3, 5 e 10 mil km, assim como analisar a viscosidade com o dedo ou pela cor…

    Ultimamente acabaram as ameaças em postos de combustível para trocar o extintor…

  • Paulo Viper

    Meu carro esta com seus belos 101 mil km e só agora o meu mecânico me aconselhou a troca dos amortecedores, isso que meu carro é Citroën que tem a fama de os amortecedores traseiros não agüentarem o tranco.

    • Arruda

      Qual Citroën? Os C4 Hatch e Pallas vinham com amortecedores traseiros com uma calibração mole demais, completamente fora de qualquer propósito. Troquei os meus aos 25 mil km (teria trocado antes não fossem razões particulares) por originais do 307 e o carro ficou outro. Os dianteiros, embora também macios agüentaram até os 84 mil quando apresentaram vazamento. Foram substituídos também por originais Peugeot. Depois de “velho” o carro ficou melhor que 0-km….
      Agora, em questão de durabilidade do restante da suspensão me surpreendeu. Semana passada na revisão dos 110 mil km estava preparado para meter a mão no bolso e trocar buchas de bandejas ainda originais e dar uma geral nas suspensões, mas o exame no elevador revelou que apenas uma barra axial da direção se resolvia, como de fato resolveu. O carro agora vai para o segundo alinhamento de direção de sua vida.

      • Paulo Viper

        C4 VTR… agora que vou ter que mexer nos amortecedores, estou pensando seriamente em buscar umas Eibach para mudar um pouco o visual do carro… por falar nisso, o preço dos amortecedores originais do VTR é proibitivo… me aconselharam os Monroe ou os Cofap… ainda não sei qual pegar…

        • Arruda

          Se for pegar original aconselho a ir na Peugeot, que sai um pouco mais em conta, embora estejam longe de serem baratos… O traseiro veio francês com o corpo com diâmetro bem maior que o original do Hatch. O dianteiro veio Sachs argentino, eternamente idêntico ao original,mas com calibração mais firme.
          No C4 Clube tem relatos de boas experiências tanto com Monroe como Cofap Turbogás, a um valor mais em conta que os originais.

  • Milton Evaristo

    Mas e quando não estão vazando, como saber se ainda estão em bom estado sem retirá-los do carro?

    O carro flutuando nas ondulações ou ação do ABS ao frear apenas moderado em irregularidades, é sinal de falta de ação dos amortecedores?

    Existe algum equipamento que os testa no veículo?

  • Rubem Luiz

    Os meus amortecedores, por conta das estradas de chão e das velocidades tipo 100 km/h sobre os buracos, duram 10 a 15 mil km, sendo Cofap, mas só perdem eficiência sem vazar. Marcas de menor preço como Monroe ou Nakata começam a vazar depois desse tempo, não apenas perdem eficiência. Marca ainda mais barata (De R$ 120 ou menos) sei lá se agüenta 5.000 km nesse uso. Não é porque as estradas são ruins que se deve ir devagar, é só passar por cima e não por dentro dos buracos. Troca amortecedor a cada 15 mil km, mas ao menos economiza tempo e combustível.

    • $2354837

      Monroe ou Nakata serem de 2ª linha para mim é novidade, já instalei e nunca tive problema algum.

  • CorsarioViajante

    É verdade, eu já caí neste papo e infelizmente troquei desnecessariamente, por “erro de diagnóstico”, os amortecedores originais do meu carro com uns 80.000 km. Por essas e outras que me tornei um “chato” que só troca peça quando o cara explica e MOSTRA o problema.
    Ao mesmo tempo, até quando, meu Deus, vamos ter um piso tão inaceitável? Além dos buracos “não-oficiais” temos que aguentar também lombadas e valetas oficiais.

    • CCN-1410

      As estradas catarinenses estão um caos. Recentemente após uma curva, CINCO automóveis caíram no mesmo buraco, um após o outro, furando os pneus. Até vi a foto das pessoas a trocar os pneus dos seus carros.

      • agent008

        Lembro de um feriado de Páscoa, lá por 2003 ou 2004, quando estava voltando da casa dos pais (no Oeste) para Florianópolis pela BR-282, sob chuva torrencial. Um trecho em especial estava terrível, a serra entre Alfredo Wagner, Rancho Queimado e Santo Amaro. Uma semana antes do tal feriado, caí em um buraco e estourei um pneu. No feriado de Páscoa passando por ali novamente, tomei cuidado, mas naquele trecho contamos, eu e meus passageiros, 13 (treze!) automóveis parados trocando pneus….

  • francisco greche junior

    Total falta de respeito isso. Sempre um salve-se quem puder.

  • Newton (ArkAngel)

    A vida útil dos amortecedores, bem como do restante do veículo, depende fortemente do modo de dirigir do usuário. Na oficina em que trabalho, prestamos serviços de manutenção para algumas empresas, e a diferença com que os carros são usados é absurda. O Celta de uma das empresas teve os amortecedores substituídos com 10.000km devido à vazamentos, ocasionados por haste do amortecedor empenada, que por sua vez foi ocasionada por repetidas batidas contra a guia, danificando inclusive as rodas e geometria de suspensão. Já outra empresa, possui uma Courier com mais de 150.000 km em perfeito estado.
    Uma máquina de alinhamento é uma boa maneira de detectar divergências na geometria do veículo, que por sua vez podem ser consequência não só de amortecedores, mas de vários componentes da suspensão desgastados ou danificados. Tomem especial cuidado com certos centros automotivos que vendem “cambagem”, pois a maioria dos veículos com suspensão McPherson não possuem tal ajuste, que só pode ser feito através da substituição dos parafusos que fixam o amortecedor na manga de eixo por outros de medidas diferentes, ou por substituição de peças, jamais forçando a coluna McPherson com equipamento hidráulico. Consulte o fabricante ou alguma boa oficina para saber se seu carro possui tais ajuste.

    • Vagnerclp

      Eu já caí neste papo.

    • $2354837

      Não caio mais. Já destruíram 2 carros meus. Quando o mecânico diz que tem que fazer cambagem agora eu já digo para trazer uma garrafa de gasolina. Digo que prefiro botar fogo no carro a meter prensa na suspensão.

      • Domingos

        É um dos serviços mais assassinos e mal intencionados que tem.

        De todo mundo que fez esse serviço, conheço pouquíssimos que não tiveram problemas.

        Pior que hoje o pessoal sabe que é para fazer com parafuso ou mesmo com arruelas o ajuste – fora os casos que é algum componente com problema ou que simplesmente inventam que tem que fazer – mas fazem com a prensa porque assim cobra-se mais.

        • Marcos_M

          Qual é o principal problema que surge com o ajuste de cambagem através de prensa hidráulica? Reparei que o meu carro passou a roncar, deve ter forçado os rolamentos.

  • Todo ano uma das carretas de inspeção veicular de uma grande seguradora vem à cidade que moro. E sempre levo meu carro pra fazer a bendita inspeção, mesmo não sendo cliente.
    Meu Logan está com 105 mil km e apresenta boa saúde. Feito o teste de eficiência da suspensão, alcançou o índice de 84% de eficiência do conjunto dianteiro, e 88% no traseiro, mas com a TD atingindo 76%, creio que por causa de um leve empenamento do eixo, comum neste carro. Uma cambagem resolve. Toda a suspensão é original de fábrica.

    Mas o que mais me interessa é a emissão de poluentes, que não existe nestas paragens oficina que meça. E o resultado é que foi aprovado, com índices próximos ao de 0-km.
    Ou seja, motor goza de boa saúde e o catalisador funciona perfeitamente.

    • Caio Azevedo

      Qual cidade?

  • Newton (ArkAngel)

    Quem determina o prazo da troca do óleo é o fabricante. Não existe óleo “para 5.000 ou 10.000” , como se o carro soubesse que óleo está no cárter…

    • Luiz_AG

      Sim exato, mas pergunte para qualquer frentista que vai te falar “Dotô, leva esse de 10 mil que é mió”.

      • Fernando

        Me lembrou o comercial da Petrobras rs

    • Lorenzo Frigerio

      Sim, porque o fabricante recomenda um óleo específico para aquele motor. Mas você pode colocar um melhor, especialmente se o uso for mais severo. O motor obviamente não “sabe” qual o óleo que está nele, mas óleos de classificação mais alta durarão mais. Agora, dependendo do preço desses óleos, sera que você precisa deles? Alguns são bem caros. Eu prefiro um óleo de bom custo/durabilidade, e trocas mais frequentes, para manter o motor limpo por dentro.

      • Newton ( ArkAngel )

        Um intervalo bom seria de 10.000 km ou 1 ano, óleos bons atendem perfeitamente as exigências da maioria dos motores atuais. Obviamente, carros do naipe de um Porsche exigirão algo do tipo “Mobil 1”. Para a grande maioria, é jogar dinheiro fora.

  • Lorenzo Frigerio

    Kayaba (ou KYB) são os melhores amortecedores que já usei (no meu Charger e no meu Oldsmobile). Mas a presença da Kayaba no Brasil é fictícia. Eles têm um site e um catálogo, mas os amortecedores da marca não existem à venda.

    • Richard Costa

      Acho que vi o ADG do Por Dentro da Oficina utilizando Kayaba.

      • $2354837

        Não vou entrar no mérito do marketing, mas esse é um que recomenda a troca com base no “apertômetro”.

    • Fernando

      Isso é uma pena. Às vezes a gente chega na loja e não encontra algo que só existe aqui virtualmente.

      Erro em mão dupla: a fabricante poderia ofertar mais às autopeças e elas idem, deveriam oferecer mais peças, afinal eles precisam ter a parte do risco de até uma peça quem sabe ficar um tempo encalhada, mas faz parte do negócio deles.

      Já fui em uma loja que sempre freqüentei (e conheço os donos) para comprar o filtro de ar para meu E36, e o vendedor disse que não tinha coisa para esse carro pois não tem saída (e o outro atrás dizendo algo sobre importado não ser bom negócio). Mesmo sem esperança passei em outra loja e eles tinham, era a única coisa que eu queria de imediato e então resolveu a questão, e parece que eles vendem para todo mundo que a outra não enxerga que deixou de ir lá por esse pensamento deles.

      Caso dos KYB, vejo à venda por importadores independentes. E olha que são diversos… mercado ignorado por lojas que não enxergam o potencial, e por conhecê-las, noto que estão perdendo o mercado regional, quando acordarem se perguntando o por que de estarem em situação difícil será tarde.

  • Mr. Car

    Troco o meu (5W 40) por tempo (1 ano). Rodo uns 4.000Km neste período. Outra coisa que acho uma tremenda política caça-níqueis é a revisão semestral, para quem roda pouco como eu. Comprando um carro 0km, que diabo de revisão eu preciso fazer em seis meses? Fora a aporrinhação de levar o carro até a concessionária “toda hora”, também tem o custo de cada revisão.
    Deixei de comprar um Fiesta Rocam e Levei o Logan também por conta disto. As outras razões foram a garantia de três anos do Dacia (não ligo a mínima quando, na intenção de depreciar o carro, o chamam de Dacia, he, he!) e o espaço interno de carro médio.

    • Luiz_AG

      Tive um Sandero e sempre ofereceram revisões extras, mas nunca empurraram nada. Sempre fui bem tratado na concessionária Renault.
      Só não gostei que trocaram a vela de 2 polos originais pela de 1 pólo.
      Meu prazo é 10 mil ou 1 ano.

    • CCN-1410

      Eu sigo as recomendações de fábrica e troco o óleo a cada 10.000 quilômetros.

      • Lorenzo Frigerio

        Eu troca a cada 5 mil, mesmo usando o semi-sintético. A razão é que a carbonização e o metal desgastado vão para o óleo, e ao trocar com mais frequência você retira esse material de circulação e evita que ele decante sobre as superfícies.

  • Lorenzo Frigerio

    A Cofap (nos anos 70, pelo menos) tinha o capricho de mandar trocar os amortecedores a cada 29.000 km. O número sempre me causou espécie. Era como se eles se “autodestruíssem” aos 30 mil. E olha, amortecedores eram caros naquela época, assim como pneus.

    • Lemming®

      Deve ser coisa de “Missão Impossível”…hehe

  • Lorenzo Frigerio

    Lembro de um Gordini “barbarizando” numa propaganda da série “Não faça do seu carro uma arma. A vítima pode ser você.”.

    • Mr. Car

      Lembro do “Não faça etc…” em placas nas rodovias, mas não deste comercial.

  • Fernando

    Milton, existe um equipamento específico “shock tester” em que o carro sobe em plataforma que tem um procedimento específico. Além de eu nunca ter visto em uso, me questiono como o equipamento identifica se está bom ou não, em carros totalmente diferentes e então com ajustes que vão do extremo da maciez a um comportamento esportivo, além de buchas, e vários outros componentes com elasticidade diferente etc.

    Em um carro que você não esteja acostumado com a reação, um teste de rua que já indica que os amortecedores não estão bons é em curvas ou lombadas, ele tender a ficar com um movimento como continuando a balançar demorando a parar, já que o amortecedor justamente ajuda a neutralizar esse movimento, para justamente manter o conjunto estável. Em um carro meu eu notava especificamente em uma rua com uma lombada em descida, com o peso na frente do carro sendo maior então, a frente continuava em ressonância.

    • WSR

      O meu velho carro velho passa anualmente por uma inspeção de amortecedores e freios em um centro de inspeção veicular equipado com o testador de amortecedores e de freios. Todas as vezes que acusa algum problema e levo o carro para acertar, é sempre certeiro que a peça realmente estava ruim. Quando o freio apresenta um gráfico irregular, geralmente é o “burrinho” com início de vazamento ou, no caso do amortecedor, perda de eficiência mesmo. O mecânico chegou a perguntar o que eu fazia para sempre ter certeza de que o carro precisava da manutenção em tal lado, rs. E o impressionante é que descobri que a cada 3 anos um “burrinho” sempre vaza e que os amortecedores raramente chegam aos 40 mil km comigo. Sempre vazam um pouco antes disso. Um deles, Nakata, durou apenas 14 mil km.

      • Lorenzo Frigerio

        A melhor maneira de não ter problema nos freios é trocar o fluido a cada alguns anos, pois ele absorve umidade e leva à corrosão.

        • WSR

          Sempre troco conforme o prazo indicado no manual do carro.

    • Lorenzo Frigerio

      O “Shocktester Cofap” era uma farsa – acho que nem existe mais. Ele imprimia um gráfico das oscilações, e a amplitude não podia passar de um certo limite. O fato é que os amortecedores têm dupla ação, oscilação e pancadas, e é a segunda que nos convence que chegou a hora de trocá-los, mas acho que a máquina não tinha como submeter a suspensão a esse tipo de esforço.

  • Fernando

    Inclusive os Nakata HG eram amortecedores de fábrica quando saíram os Escort XR3.

    Na reposição, gostei um pouco mais dos Monroe Gas Premium do que os Cofap Turbogás.

    Destas grandes fabricantes que oferecem no Brasil nada parece se destacar muito.

    • Domingos

      Monroe pode ser bom, mas uma vez os colocamos num Escort Zetec e como ficou duro o carro!

      • Fernando

        Domingos, foi exatamente o porque gostei deles rs

        Foi o mais parecido com os HG originais do XR3, pelo que vi na época, eles tinham mesmo mais carga.

        • Domingos

          Sim, imagino que para quem procure esportividade sejam ótimas opções (marca boa, preço bom, garantia de um produto original e ainda com a carga extra).

          Porém o carro ficou realmente incomodo na parte traseira. Até quem não conhecia do assunto comentava ao andar.

          Pior que trocamos por besteira. O carro tinha 50 mil KM e meu pai cismou de trocar.

  • Cristiano Reis

    Olha, eu ando 80% do tempo fora de estradas, inclusive andando muito sobre trechos compactados com rolo pé de carneiro (afrouxa até moça) e os amortecedores dos carros que ando/andei (Strada, Palio, up!, Gol, Classic, Duster, S10, Ranger dentre outros) nunca duraram tão pouco, sempre mais de 50 mil km…

  • Thiago Teixeira

    Uso Nakata no meu Tempra. Os mesmos amortecedores estão nela há uns 60 mil km. Um terço dessa distância foi com ela rebaixada. Estão funcionando perfeitamente.

  • marcus lahoz

    Incrível como gostam de enganar os clientes no Brasil. Nas concessionárias então dá até medo de chegar perto tamanha a sessão de empuroterapia.

    • Fabio Toledo

      Marcus, não é só em concessionária não… Qualquer destas redes de “centro automotivo” a história é a mesma, não é lugar para a maioria das mulheres mesmo!

  • Paulo Roberto de Miguel

    Nunca troquei amortecedores de nenhum de meus carros. Nem comentava isso, pois me chamavam de louco. Que bom ler esta matéria.

  • Nando

    Meu penúltimo carro, um Ford Focus, foi embora com 120.000 km e amortecedores originais. E garanto que estavam bons!

    • RoadV8Runner

      O meu está com 131 mil km e os amortecedores estão em bom estado. Tempos atrás pensava que os traseiros estavam perto do fim de vida, mas eram as bieletas, que tinham folga. Troquei-as e o carro voltou à boa forma de antes.

  • Nando

    São primeira linha!

  • Junior

    Cuidado com essa estoria dos mecânicos de amortecedor vazando. Aquela pequena marca de óleo “marejado” próximo do retentor é normal, mas muitos mecânicos inescrupulosos dizem que está inutilizado pelo vazamento. O único tipo de vazamento que inutiliza o amortecedor é aquele onde o óleo escorre, muito fácil de diagnosticar, neste caso o amortecedor perde a ação.
    Para que um retentor chegue a permitir vazamento significativo de óleo ele tem que ser danificado por agente externo ou ter defeito de fabricação. Por mais esburacada que seja a estrada, fazendo o amortecedor trabalhar mais, não vai causar vazamento com km tão baixo.

    • Domingos

      O diagnóstico dos mecânicos é bom sim. Começou a vazar, prepare a troca.

      O meu vazava um pouquinho, se limpasse demorava algumas semanas para voltar a aparecer, e em 6 meses perdeu bem a ação.

      Já se notava o carro ruim de curva desde o começo do vazamento.

      Esperar o amortecedor arregaçar para trocar se chama brasilidade. Você vai, entre outras coisas, perder pneu por desgaste irregular e pode ter que trocar também batentes – além da possibilidade de acidente.

      • Junior

        O diagnóstico de um amortecedor não pode ser visual, mas sim pela sua eficiência. Fazendo os testes corretamente você nunca vai rodar até um amortecedor vazar.
        Já me disseram uma vez durante uma troca de pneus, que eu precisava trocar os amortecedores porque a haste estava escurecida na região de trabalho, algo normal para os 80 mil km que tinha, rodei ainda até os 95 mil km quando vendi o carro sem nenhum problema. Se fosse na conversa do mecânico trocaria até as molas que ele sugeriu por já estarem “cansadas”, outro golpe comum, pois as molas são validadas para durar a vida útil do veículo, desde que não tenha mau uso.

        • Domingos

          Mola tem muita empurroterapia mesmo, porém no Brasil não vai durar a vida útil do carro não.

          Agora, haste escurecida e vazamento são coisas diferentes. No seu caso, realmente não indicava troca.

    • Newton ( ArkAngel )

      Junior, quando o óleo do amortecedor começa a vazar, com certeza o gás da pressurização já foi embora faz tempo…a não ser que o amortecedor seja somente hidráulico.

  • Renan V.

    É a mesma história aqui com os freios. Quando fui levar meu carro para fazer revisão na concessionária (a última revisão, ufa!), com 35.000 km rodados e freios ainda excelentes, sugeriram a troca dos discos (!), ignorei o “conselho”, rodei mais 30.000 Km com eles ainda em ordem. Fora os serviços de limpeza de bicos, oferta de aditivo no reservatório do limpador (pelo jeito era Chanel nº5, dado o preço) e outras empurradas.

  • alexandre

    Oi, tenho uma Montana 2008 com 276.000 km com os amortecedores traseiro originais e lona do freio traseiro também. E sem contar o motor nem tirado o cabeçote e não baixa óleo.

  • Alexandre Souza

    Mas com as condições péssimas das estradas brasileiras, substituir não é razoável? Eu acho bastante razoável.

    • Domingos

      É, de fato, razoável substituir qualquer coisa com muita idade na parte de suspensão, freios e pneus.

      E muita quilometragem, mesmo que pareça bom, dadas nossas condições de rua.

      Meu carro tinha amortecedores originais desde zero, em 2004. Porém era claro que curvava pior de 1 ou 2 anos para cá, mesmo ainda estando “bons”.

      Se eu fosse ficar mais tempo com o carro, teria os trocado já nessa época.

    • Caio Ferrari

      É Acho que é razoável verificar, caso estejam ruins, substituir.

    • Paulo Roberto de Miguel

      Acho razoável trocar uma coisa quando estiver ruim, não preventivamente.

  • Marco

    Vendi um Focus para meu pai (mas continuo utilizando-o vez ou outra), que está com pouco mais de 98 mil km. Pelo menos 70% dessa quilometragem foi em pavimentação da São Paulo/ABC. Ou seja, puro lixo. Os amortecedores continuam cumprindo muito bem sua função.

    E, se não me engano, são Monroe.

  • Isso é tão relativo quanto consumo de combustível.

    Já troquei os amortecedores de um Celta com 90 mil km, mas só porque estouraram após um “pouso forçado” depois que passei a 80 km/h por uma senhora ondulação no asfalto e bati o fundo com força no chão (ao ponto do carro pular novamente e bater o fundo de novo). 1 travado e os outros mortos, traseira dançando em qualquer ondulação, mesmo em linha reta.

    Por outro lado, ano passado quando fui trocar os amortecedores de meu Mercedes 280S 1985 à época com 29 anos de uso e 146 mil quilômetros, os Bilstein originais de fábrica na traseira estavam em perfeito estado, mais firmes que os novos (Sachs), inclusive. Os dianteiros estavam um lixo. Mesmo assim, foram os quatro trocados e o carro virou outro!

    • Diego Clivatti

      Dei um azar danado, já tive que trocar o amortecedores dianteiros com cerca de 10 mil km, entrei em uma cratera e perdi duas rodas, dias após o realinhamento e ajuste percebi um barulho estranho e havia entortado a haste do amortecedor, pus um par novo e está lá após pouco mais 30 mil km tudo funciona tal qual um relógio.

  • Christian Bernert

    Tem muita gente que acha que precisa trocar o amortecedor quando o carro está ‘batendo muito seco’ nas lombadas e irregularidades do piso.
    Mas não é nada disso. Um teste simples que pode dizer se o amortecedor está ruim consiste no seguinte:
    Posicionado em pé ao lado do carro e perto de uma das rodas, pressionar o carro para baixo e soltar repentinamente. Observe como ocorre o retorno da suspensão à posição normal. O carro deve subir e parar imediatamente sem oscilar. Caso o carro suba e torne a descer levemente até parar o amortecedor estará próximo à necessidade de substituição. Caso o carro suba, desça e volte a subir até parar, significa que o amortecedor não está mais cumprindo seu papel e deve ser substituído imediatamente.
    Pessoalmente nunca tive um carro cujo amortecedor tenha durado menos de 80 mil Km. Mecânicos, oficinas, frentistas não me enganam. Mas já tentaram enganar minha esposa inúmeras vezes. Ainda bem que ela já tem resposta pronta para qualquer tentativa do gênero: “– Vou pedir para o meu marido verificar se é mesmo necessário”.

    • Domingos

      O melhor teste de amortecedor é ver se o carro está curvando ruim. O resto é tudo lenda, inclusive aquelas máquinas que não raro eram adulteradas para gerarem resultados falsos.

      Pressionar o carro para baixo é falho também, só funciona quando o amortecedor está absolutamente acabado.

      Vendi meu carro precisando da troca de 1 amortecedor e, mesmo já estando até quicando um pouco, não balançava nesse “teste”.

      • guilhermecvieira

        Além disso, um Opala 0-km balançaria nesse “teste”.

        • Domingos

          O que o Road Runner falou é verdade. Opala realmente com manutenção em dia não é tão mole.

          Mas sim, se você balançar um Focus por exemplo e depois balançar um Corolla, vai achar que o Corolla está com amortecedores ruins.

          Não é um bom teste mesmo. Mas ficou como lenda urbana, inclusive sendo repetido por mecânicos e revistas.

  • Lorenzo,
    Três anos é um bom intervalo, lembro-me de assim ser recomendado no manual do meu Escort que hoje é do Arnaldo. Mas quando o carro “mora” em região de umidade do ar elevada, como no litoral, convém trocar o fluido a cada dois anos. Aqueles que costumam lavar sempre o motor também devem adotar esse prazo. Sabia que há alguns anos um desses fabricantes de fluido hidráulico para freios, que não me lembro qual, anunciava direto trocar a cada 10.000 km? E se não me engano, a GM até hoje recomenda a troca a cada 30.000 km, o que é um absurdo total.

    • Christian Bernert

      Bob, também concordo que trocar fluido de freio baseado em quilometragem é absurdo; sua sugestão de 3 anos é muito correta.
      A Volkswagen recomenda a troca do fluido de freio do Golf a cada 2 anos, nem precisava ser tanto. Porém para minha surpresa, na última revisão dos 40.000 km com 1 ano e 6 meses de uso, a concessionária Servopa aqui em Curitiba veio com uma ‘recomendação’ para trocar o fluido de freio sob a alegação de que este é o padrão deles. Ora, como é que uma concessionária pode ter um padrão que difere da recomendação do fabricante? Esta prática deveria ser fiscalizada pelo fabricante. Eu leio o manual do carro e sei o que faz parte do plano de manutenção, mas o consumidor em geral fica sujeito a esta enganação.

    • Newton ( ArkAngel )

      Acabei de adquirir um medidor de teor de água no fluido do freio, indica de 0 a 4%, sendo que 3% já é recomendável a troca.

      http://smalltools.mercadoshops.com.br/wurth-caneta-teste-fluido-freio-dot3-dot4-dot5-20903748xJM

  • Pércio Guimarães Schneider

    Não dá para ter os mesmos parâmetros em países com condições tão distintas das vias. Independente da qual seja a quilometragem, aqui as trocas são mais freqüentes pela quantidade de buracos, lombadas e valetas.

    • Lemming®

      E porque então não recomendar a inspeção em vez de dizer que se deve trocar??
      Há condições e condições, concordo…mas a cara de pau dos fabricantes é grande demais…

      • Fabio Toledo

        Com certeza, aliás recomendar a inspeção em qualquer lugar do mundo, por exemplo a mulherada não costuma reduzir para passar nas “tartarugas” de estacionamento. Tipo de coisa que “nem estraga nada”!

  • Fat Jack

    Realmente guiar-se pela quilometragem como parâmetro para troca é um erro. Só como comparação, rodei com meu carro (um Fiesta) mais de 100.000 km para precisar da troca (e na verdade um perdeu a ação, mas, claro troquei os 4), enquanto ontem rodei com um carro (alugado) na casa dos 60 mil km sem a menor ação dos amortecedores era possível senti-lo “quicando” à menor ondulação da pista.
    Quanto à atitude das fabricantes, é um absurdo! Infelizmente somente mais um absurdo, nesta terrinha muito pouco se faz para proteger o consumidor, que não raramente tem de ir à justiça para ter seus direitos assegurados (o que alguns casos os fabricantes até preferem, ao invés de entrar num acordo, por acreditarem que parte dos consumidores desistirá em decorrência da demora, o que em parte realmente ocorre).

    • João Guilherme Tuhu

      Aliás, esses carros alugados…Já peguei cada bomba.

  • Marlon J Anjos

    Propaganda da Cofap foi tão forte para o brasileiro, que virou sinônimo da raça do cão. Muitos chamam de cofap ou cofapinho, sendo o correto dachshund ou teckel.

    • Lemming®

      E não é que é…sempre chamei de cofap…

    • Carlos Komarcheuski

      Eu não entendo de cachorro, mas não era Basset?

    • Domingos

      Ou salsicha mesmo. Haha

  • a. shiga

    O problema do amortecedor é que ele se desgasta muito lentamente, então fica difícil para a pessoa que dirige aquele carro todo dia dizer se o amortecedor perdeu, digamos, 20% da eficiência. Procede?

    • Paulo Roberto de Miguel

      Acho que da mesma maneira que é difícil perceber se o filtro de ar está ficando sujo ou se as velas estão ficando corroídas, não é? Por isso verificar sim, trocar quando for necessário.

    • Domingos

      Exatamente. Quem usa o carro competitivamente, como em track days, costuma por exemplo trocar buchas e amortecedores bem antes do tempo normal justamente porque vão se perdendo alguns décimos aqui e ali…

  • Caio Ferrari

    Mas como você sabe o quão mais durarão?
    Não dá para saber. Melhor trocar no prazo do fabricante

    • Guilhermino

      Dá para saber se enviar o óleo usado para análise num laboratório. Pena que isso seja absurdamente caro por aqui, pois nos Estados Unidos existem laboratórios que fazem esse serviço a preço justo. No mais, nem sempre a recomendação do fabricante é adequada, vide o que ocorreu com os motores EA111 da VW e com o Marea, assim como as transmissões automáticas cujos fluidos eram anunciados como “lifetime”.

      • Caio Ferrari

        Então, mas a gente sabe quando não é ideal, a não ser que sejamos os “beta testers” do carro. Eu não trocaria jamais a especificação de um veículo por causa destes dois erros, isolados, da engenharia. Eu supero a especificação muitas vezes, mas sem mudar o prazo de troca.

  • Rochaid Rocha

    Nunca troquei amortecedor. E a minha cidade é parecida com a lua.

  • rachid

    Troquei os originais do Palio 1,0 1999 com 150.000 km, e não notei a mínima diferença no conforto. Confesso que não entendia por quê…

  • Lemming®

    A falta de vergonha dos fabricantes na Banania é impressionante!
    E como se pela Internet hoje em dia não fosse bem fácil desmascarar essas “diferenças”…wtf

  • Carlos Komarcheuski

    Eu tava vendo o Auto Esporte domingo, e estavam fazendo um comercial de um programa pra smartphone da Texaco que avisa quando tem que trocar o óleo. Você coloca uma média de uma quilometragem por mês, e ele avisa quando tem que trocar. Mas e se eu fizer uma viagem? A etiqueta é muito mais pratico. Fora que deve recomendar pra trocar a cada 6 meses, o que pra mim que rodo 5 mil no ano, só troco uma vez por ano, mas da pra ver que o óleo ta bom ainda.

  • Diego Mayer

    Alguém sabe como verificar se as molas devem ser trocadas? Meu A3 1.8T tiptronic parece ter a frente muito “mole”, afundando nas lombadas. Botei 4 amortecedores Monroe, diminuiu, mas não neutralizou esse efeito. Estou pensando em trocar as molas, mas a maioria diz que mola não se troca. E aí?

  • Diego Mayer,
    É preciso separar o efeito da mola e do amortecedor. Pode-se ter dois carros com mesma altura de rodagem com molas de característica diferente, tipo uma mais dura e outra mais macia. O de mola mais macia afundará mais facilmente nas lombadas. Essa característica, dura ou macia, não muda com o passar as dezenas de milhares de quilômetros. O que pode mudar, isso sim, é a constante da mola, por cansaço, visível com a frente mais baixa do que quando o carro era novo. Nesse caso, só substituindo o par de molas para devolver a altura original. Portanto, mola se troca sim. Por outro lado, considerando que tudo esteja normal com as molas, carro afundando muito nas lombadas é o primeiro sinal de deterioração do amortecedor. Por isso você notou melhora quando colocou os quatro Monroe novos. Resumindo, se a frente do seu A3 não afundou, não adiantará trocar as molas por outras iguais.

    • Vinícius

      Bob, acho a suspensão traseira do meu GM Classic absurdamente dura, tanto amortecedor quanto mola, penso em trocá-las por um jogo mais macio, mas não sei onde obter informações a respeito das cargas de molas da linha GM para que seja feita uma comparação.
      Já a suspensão dianteira acho excelente.

  • RoadV8Runner

    O triste é que muita gente acaba caindo nessa malandragem de amortecedor ter prazo de validade. Até hoje, em todos os meus carros os amortecedores passaram dos 100 mil km sempre em estado razoável até a hora em que decidi substituir, mesmo eu não sendo muito comportado em curvas, o que exige um pouco mais dos amortecedores. A exceção ficou por conta do Ka de minha noiva, onde decidi substituir os amortecedores por não estarem 100% e já haver desmontado o conjunto dianteiro para troca dos batentes superiores, que estavam com folga. Mas, na época, o carro estava com 66 mil km, ou seja, bem à frente dos 40 mil km.
    E aqui nos EUA (onde estou a trabalho no momento), tem bastante estrada de terra ou pavimentação longe de ser um tapetão. Ora, se por aqui deve-se verificar o conjunto após 80 mil km, trocas aos 40 mil km são uma tremenda empurroterapia…

    • Domingos

      Bom, mas quando em uso urbano ou normal aí tem uma quantidade de buracos incomparavelmente menor.

      Se eu fosse fabricante de elementos de suspensão, teria muito medo de dar garantia em coisas para uso aqui no Brasil. Em São Paulo a suspensão do carro trabalha o tempo INTEIRO. Ou é ondulação ou é buraco.

      Bom, por isso temos esses preços caros. O fabricante já deve contabilizar o quanto de prejuízo vai ter…

  • RoadV8Runner

    Não balança, não. Só se os amortecedores estiverem muito ruins. Meu pai teve quatro Opala, eu tive um Caravan e agora estou com outro Opala e, em nenhum deles, a suspensão balançava com os amortecedores bons. Mesmo com os amortecedores traseiros de meu Opala atual estarem sem ação na distensão, no teste do empurrão não está tão ruim.

  • Marlon J Anjos

    Não, o basset tem o corpo alongado igual o daschund, daí o pessoal confunde. O basset tem as orelhas bem compridas, porte major, olhos caídos.
    Joga no google imagens as duas raças que vc vai ver a diferença.

  • Vinicius,
    Informação de constante de mola não é disponível nas fábricas. Você pode tentar obtê-la junto a um fabricante de molas que seja fornecedor da indústria automobilística como a Fabrini (http://www.rassini-nhk.com.br/) e solicitar orientação sobre que mola seria recomendável para deixa a suspensão traseira mais macia. Mas calibração de suspensão é algo que requer muito conhecimento e, francamente, recomendo que você se acostume com esse desconforto em vez de partir para uma modificação sem critério..

    • Vinícius

      Obrigado pela resposta!
      No catálogo só informa número de espiras e aplicação.
      Tenho outra dúvida, meu carro tem barra anti-rolagem nos dois eixos. Isso interfere ao passar por uma ondulação com apenas uma roda ou lado do carro? Pois em lombadas sinto menos o solavanco na traseira, em outras palavras, a carga da mola somada a resistência à torção do eixo traseiro pode ser reduzida retirando a barra?

      Desculpe se não consegui explicar direito.

      • Fabio Toledo

        Putz Bob não adianta nada falar!

  • robson santos

    App de smartphone, e do fabricante do óleo, pra te avisar quando tem que trocar o óleo, fala sério… Falando desse programa dominical então isso não passa de “jabá”, é como você falou, “comercial”, e é só pra automaticamente lhe mostrar onde são os pontos de vendas credenciados mais próximos pra você ir lá correndo rapidinho trocar seu óleo antes que seu motor “estoure” rsrsrs …

    Nesse aplicativo “inventaram” um algorítmo baseado nas informações prescritas em manual de cada veículo, que pela quilometragem semanal lhe “calculará” se você está ou não em regime severo de uso, que é o que mais interessa a eles, daí só variando um pouco no que já está prescrito no manual, tipo no máximo 1 mês ou 1000 km para mais ou para menos, só, quase mesma coisa que seguir o manual do veículo, a diferença que esse aplicativo deve variar dentro desses números, tipo em regime normal te recomenda trocar em até 10500 km e você achando que o app é o máximo por não te fazer trocar com 10000…enquanto o manual te fala que poderia ir até 11000…

    E você lá, alimentando o app semanalmente só com a quilometragem, achando que está sendo cuidadoso.

    Por acaso esse aplicativo da Texaco lhe solicita informar quantas horas você fez funcionar seu motor, a quilometragem, o intervalo médio entre partidas, a velocidade/rotação e temperatura médias etc e tal ? Aposto que não… também pede TODAS as principais características do óleo real que está no motor ao invés de só simplesmente supor que você está usando aquilo que o app recomendou ?

    Independente se isso tudo descrito acima faz parte de algoritmos implementados em Computadores de Bordo (podendo ter mais variáveis ainda, como medição de pH) representa garantir um método seletivo para a maioria dos motoristas (aplicação regime severo), ou seja garantir antecipar a troca de óleo, pelo menos não é só simplesmente informar a “quilometragem semanal”, esses algoritmos podem perceber qual o regime real de uso, evitando de você achar que está em regime severo de uso só porque “roda pouco” por exemplo… Duvido que esse App faça isso…

    Não é possível que app de smartphone agora virou referência ao invés do próprio manual do veículo, perde-se a oportunidade de se aprender mais lendo o manual (e até informações no site da fabricante), não acredito que a Texaco está sendo boazinha, caso contrário então esse app deveria se chamar “app da preguiça de ler o manual”, para quem tem essa preguiça.

    Meu conselho é que não caia nessa de que “etiqueta” é mais prático, quem afixou a etiqueta escreve o que quiser pra te fazer voltar logo, primeiro se oriente pelo manual do veículo, depois questione se pela tecnologia do óleo e o uso que você faz de seu carro vale a pena estender a troca de óleo.

  • Marcus Quintanilha

    Boris. tive uma Parati 1,6 álcool 2003 comprada zero que utilizei como táxi executivo aqui no interior do Paraná.90% dos 293 mil km que utilizei a valente “peruinha” foram na estrada.Vendi sem trocar os amortecedores mas já apresentavam uma certa instabilidade e altas velocidades mas ruídos,vazamentos nada Parabéns pelo texto.

  • Juvenal Jorge

    Bom, nada de espantar o “marketing” convencer um monte de gente que a troca deve ser feita com baixa quilometragem.
    Marketing já até mesmo elegeu um ser desclassificado para o cargo de Presidente da República.

  • Fabio Toledo

    Carro alugado com 60000 km já está uma desgraça, afinal ninguém tem dó deles.

    • Fat Jack

      Nessas horas é que noto que sou realmente um romântico, (ou tolo, depende do ponto de vista…) tentei tratá-lo com o mesmo cuidado que trataria o meu…

      • Fabio Toledo

        Não diria nem romântico, nem tolo… Mas acho que chega a ser hipocrisia dizer que você trata com o mesmo carinho que o seu próprio carro, mesmo tentando… É natural.

        • Fat Jack

          Por que hipocrisia?
          Nada de dar pancada nas portas, trocar as marchas da forma correta (ao invés de arrancar o pé do pedal da embreagem), conferir a calibragem dos pneus e não usar altas rotações á toa, (na verdade cuidei até melhor, pois com o meu eu costumo andar mais rápido do que eu andei com o alugado) são algumas das características que eu carrego para os carros que eu dirijo, meu, da família ou alugado.

  • pkorn

    Verdade.

  • João Guilherme Tuhu

    Neste piso brasileiro, é difícil durar muito. 80 mil pra trocar tá ótimo.

  • Cadu

    OK, concordo plenamente com o texto. Mas uma pontuação há de ser feita: “inspecionar” é meio vago. Pode ser apenas levantar o carro no elevador e verificar por trincas, vazamentos, riscos na canela, defeitos visuais….Mas pode ser desmontar toda a suspensão e testar os amortecedores em bancada.

    Acho MUITO difícil medir o desempenho de amortecedores, para não dizer impossível, somente no visual!
    Aquele teste de balançar a carroceria só vale para amortecedores extremamente desgastados, praticamente sem carga.

    Quando, na realidade, 30% a menos de carga já compromete seriamente a estabilidade do veículo. É nítida a diferença de um amortecedor rodado de um novo, em termos de compressão e “rebound”, mesmo sem nenhum déficit em conforto ou estabilidade perceptíveis.

    Poderia-se usar um amortecedor deficiente por 200, 300 mil km em condições suaves, sem levar o carro ao extremo. Carros urbanos não são constantemente levados ao extremo, por isso é possível rodar com amortecedores velhos, molas cansadas. Mas numa situação de emergência, uma frenagem brusca num terreno acidentado,uma mudança de direção repentina pode ser suficiente para tirar a roda do contato com o asfalto…

  • Fabio Toledo,
    Não há hipocrisia nisso. Ajo igualmente, qualquer carro merece respeito..

  • WSR,. boa ideia.