“A melhor câmera é aquela que está sempre com você.”

Essa frase demonstra exatamente por que os smartphones estão acabando com o mercado de câmeras compactas. Hoje em dia ninguém sai de casa sem o seu smartphone. E o fenômeno das redes sociais fez a fotografia virar praticamente uma necessidade. Todo mundo quer retratar e compartilhar os momentos bons de sua vida, suas aventuras e viagens, as amizades, as risadas e, no nosso caso, nossos carros!

Os fabricantes de smartphones já perceberam isso e estão melhorando muito as câmeras e recursos de seus aparelhos a cada geração. O resultado é que hoje carregamos em nossos bolsos um potente equipamento de socialização.

Uma atividade social e sadia Dicas de fotografia DICAS DE FOTOGRAFIA COM CELULAR lexusamazing 11

Uma atividade social e sadia

Mas com o recente Desafio AUTOentusiastas mObgraphia, uma ação para fomentar a captação de fotos de carros feitas com smartphones, eu percebi que essa não é uma prática muito entendida ou dominada por muitos dos leitores que nos acompanham. Pode ser pela falta de interesse, ou até por receio ou falta de conhecimento. Há ainda alguns que são um pouco avessos a mídias sociais. E aqui eu faço um comentário: como tudo nessa vida, ou quase tudo, temos que saber fazer bom uso das coisas.

Há quem use as mídias sociais apenas para futilidades. OK, cada um usa seu tempo como quiser. Mas sabendo usar, elas podem ser uma boa fonte de informação e uma distração muito sadia. Eu, por exemplo, fico sabendo de muitas notícias por links compartilhados no Facebook, e filtro muito bem o que não quero ver. Há ferramentas e opções para isso. O Instagram também é uma mídia social, só que lá a linguagem são as imagens. E fotos bacanas devem ser compartilhadas, pela beleza em si, e pela possibilidade de contaminar outras pessoas com o entusiasmo.

Por isso eu resolvi escrever essa matéria com dicas para ajudar aos que já praticam a mobgrafia (fotografia feita com aparelhos móveis, mob é de mobile, móvel em inglês) e querem melhorar a qualidade do seu trabalho, e também para aqueles que gostariam de se iniciar nessa prática.

A melhor câmera é aquela que está com você Dicas de fotografia DICAS DE FOTOGRAFIA COM CELULAR lexusamazing 23

A melhor câmera é aquela que está com você

De início eu já digo que não há milagres. Há dois ingredientes que não podem faltar: vontade e dedicação. E eu digo que esses ingredientes são essenciais, pois fazer fotos mais elaboradas exige um processo de aprendizado basicamente relacionado à prática e à experimentação, para assim desenvolver o olhar.

O processo completo para uma boa mobgrafia é composto de três etapas: captação e enquadramento, edição e compartilhamento.

 

Captação e enquadramento

Claramente é a etapa mais importante. A primeira coisa a fazer é ajustar a câmera de seu celular para máxima resolução. Isso faz muita diferença principalmente se a foto será compartilhada e editada. Embora não seja um padrão obrigatório, as mobgrafias são geralmente no formato quadrado (ou 1:1). A maioria dos celulares modernos tem a opção de ajuste do formato da foto. Isso facilita muito o enquadramento, evitando que se faça cortes no momento de postagem no Instagram.

Mas há aqueles que gostam de enviar as fotos diretamente para o Facebook e preferem uma linda foto em paisagem. Sem problemas. Feita a foto em qualquer formato é possível recortá-la no momento da edição. Mas cuidado com os recortes pois nem sempre o enquadramento fica bom com o recorte. Por isso, ao menos no começo, eu recomendo que já se faça a foto no formato 1:1.

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No Instagram o formato é 1:1, mas isso não deve ser uma limitação

Outro recurso que ajuda muito é a grade, ou linhas de grade. São linhas que parecem um Jogo da Velha. Através delas pode-se aplicar a regra dos terços mais facilmente colocando o objeto principal de sua foto em um dos pontos de intersecção das linhas. Dessa maneira temos o tema da foto sempre deslocado do centro, o que deixará suas mobgrafias mais atraentes. De maneira geral, fotos centralizadas ficam boas apenas quando queremos enfatizar simetria.

No exemplo abaixo o carro está bem no ponto inferior direito. Repare também como as linhas servem para organizar a foto com a linha inferior servindo de guia para o posicionamento vertical da foto e separando bem a parte baixa e clara da parte alta e mais escura. Se você estiver fotografando o horizonte, no mar por exemplo, posicione-o nessa linha deixando dois terços de céu e um terço de água. Mas não fique refém dessa regra e ele também não precisa ser milimétrica.

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Regra dos terços, use os pontos de intersecção para posicionar o objeto e as linha para ajudar no enquadramento

Escolhido o objeto principal, que provavelmente será seu carro, seu par ou seus amigos, vem outro ponto de observação que nem sempre é fácil de mexer. Poucas pessoas reparam no fundo da foto no momento em que estão fotografando e o resultado disso é que quase sempre temos distrações, como outras pessoas, postes, fios, mata ou outros elementos que podem desviar a atenção do tema central da foto.

A melhor solução para resolver isso é escolher um fundo neutro e sem distrações. Se isso não for possível podemos trabalhar na distância do objeto, mover-se ao redor do objeto em busca de um ângulo melhor, ou procurar posições mais altas ou mais baixas e assim encontrar um enquadramento que exclua os elementos indesejáveis do enquadramento. Quando isso não for possível tente incluir esses elementos com a menor interferência possível.

Na seqüência abaixo a estrada à direita estava causando uma distração na primeira foto. Na segunda ainda ficou um caminhão bem na frente do carro. Até que na terceira e já editada a opção foi remover a estrada por completo do enquadramento. Procurar um enquadramento melhor as vezes é bem fácil e neste caso bastou abaixar o smartphone quase ao nível do chão.

 

Nessa próxima sequência a tentativa foi fazer a estrada entrar na composição, mas de uma maneira gráfica e ampliando a percepção da situação retratada. Nas duas primeiras o carro simplesmente não ganhou destaque.

Quanto mais tempo você se dedicar a captação e ao enquadramento melhores serão suas mobgrafias. Faça muitas experiências, faça mais de uma foto de cada momento e depois escolha a que ficou melhor. Parte desse processo é a observação posterior do seu material para entender o que funcionou e o que não funcionou bem. Há ainda muito que falar sobre luz, formas, padrões etc. Mas isso fica para uma próxima matéria.

 

Edição

Quando você se depara com uma foto muito interessante pode ter certeza que ela passou por algum tipo de edição. Todas as fotos publicitárias ganham aquele ar de perfeição no pós-tratamento. Se o enquadramento já estiver bem feito e seu objeto bem focado a edição fica bem mais fácil.

Existe uma infinidade de programas de edição. Todos fazem praticamente as mesmas coisas. Mas dois deles destacam pela facilidade de uso ou por recursos interessantes. Como não poderia deixar de ser, o Instagram é algo mandatório, pois além de uma mídia social, ele também é um excelente editor. Como editor o Instagram é um dos mais fáceis de se usar.

Conheço muita gente que morre de medo de se aventurar nos filtros e ajustes possíveis. Mas esses recursos podem realmente dar uma cara diferente para suas mobgrafias. No Instagram é possível escolher um filtro, ajustar sua intensidade e logo publicar a foto. Ou também “brincar” com os outros ajustes antes de publicá-la.

Diferentes tela do Instagram. Fácil e gratis! Dicas de fotografia DICAS DE FOTOGRAFIA COM CELULAR Lexus IS250 mObgraphia Instagram

Diferentes tela do Instagram. Fácil e gratis!

Se você é daqueles que gosta de compartilhar tudo em tempo real recomendo já captar as fotos pela própria câmera do Instagram e compartilhá-las logo depois da edição. Se é do tipo mais calmo, captar as fotos, quanto mais melhor, e depois, quando der um tempo, selecione apenas as melhores e capriche mais na edição. Quando você vê uma foto maravilhosa no Instagram pode ter certeza que foi feita e editada com calma, e não necessariamente no Instagram.

Outro aplicativo mandatório é o poderoso Snapseed. As fotos em preto e branco dessa matéria foram todas editadas apenas no Snapseed. Nele é possível fazer edições mais sofisticadas pois ele apresenta uma grande variedade de filtros e ajustes. O destaque é o ajuste chamado drama, que deixa as mobgrafias com muito mais vida. Freqüentemente edito fotos no Snapseed e depois as publico no Instagram (sem aplicar nenhum filtro adicional).

Tela do Snapseed, também grátis Dicas de fotografia DICAS DE FOTOGRAFIA COM CELULAR Screenshot 2015 07 06 21 24 54

Tela do Snapseed, também grátis

Na edição das mobgrafias vale tudo. Também é uma etapa em que o aprendizado vem com a prática. É uma etapa que funciona até como uma terapia ou uma excelente distração. Eu recomendo que se faça mais de uma versão da mesma foto e depois as compare e escolha a mais bacana para publicar.

Outra recomendação importante é que se tome cuidado com o abuso dos filtros. Muita gente, eu diria a maioria, no começo tem uma tendência a exagerar nos filtros. Como regra básica, quando você achar que o ajuste está bom, volte ou diminua um pouco esse ajuste para atingir um melhor equilíbrio.

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Original colorida e a editada no Snapseed com o filtro drama e preto e branco

Compartilhamento

De nada adianta fazer uma foto super-bacana e não compartilhar com ninguém. E nisso as mídias sociais ajudam muito. Compartilhar nossas experiências já é uma coisa legal. E uma qualidade visual melhorada vai agradar muito mais a sua audiência.

O ponto de partida para o compartilhamento é o Instagram. Se você é do tipo mais reservado ou não gosta de se expor muito há duas alternativas. Torne sua conta do Instagram privada (o que limita muito sua audiência) ou deixe ela aberta e poste fotos mais genéricas e menos pessoais. Uma das vantagens do compartilhamento e participação nas redes sociais é a observação de outras fotos que podem servir de inspiração. Não é raro guardarmos uma imagem bacana na cabeça e depois a usarmos como inspiração para fazermos a nossa própria mobgrafia. O compartilhamento também nos ajuda a participarmos de comunidades com os mesmos gostos e paixões.

Compartilhar do Instagram para outras redes ajuda no processo e comentar fotos de amigos também é bacana Dicas de fotografia DICAS DE FOTOGRAFIA COM CELULAR Screenshot 2015 07 06 21 52 50 tile

Compartilhar do Instagram para outras redes ajuda no processo e comentar fotos de amigos também é bacana

O Instagram também permite o compartilhamento no Facebook (basta associar os seus perfis) E para aqueles que produzem muitas fotos e não gostam de fazer o download no computador a dica é abrir uma conta no Flickr (que disponibiliza 1 terabyte de armazenamento grátis). Através do Instagram é possível enviar as fotos também para o Flickr e deixá-las lá guardadas.

No caso do compartilhamento, diferente da captação e edição, a quantidade não é importante. Quando você vê fotos maravilhosas pense que elas representam entre 5% e no máximo 10% de todo o material produzido. Todo fotógrafo só exibe o melhor de seu material.

Ao compartilhar é muito gostoso receber os comentários. Então recomendo que também se comente fotos legais de seus amigos. Só faz bem. E nas fotos de carro use sempre o hashtag (#) #autoentusiastas. Assim nos facilita encontra as suas fotos.

 

Uma nova linguagem

Agora que as dicas já foram dadas é importante destacar que mObgraphia (com ph) é um movimento criado para desenvolver e promover a mobgrafia e através delas estabelecer uma conexão próxima e engajadora entre grupos de pessoas com interesses comuns. Nesse caso, autoentusiastas com carros! Celulares, tablets, não importa; tudo é arte e movimento. Nesse tempo super-acelerado em que vivemos as imagens estão se tornando fundamentais para a comunicação. No exterior já existe um movimento muito organizado em torno da mobgrafia, inclusive no meio jornalístico e aqui esse movimento vem ganhando força e se consolidando.

Por isso estamos promovendo o Desafio AUTOentusiastas mObgraphia. Agora que as dicas foram dadas é só participar. Se ainda não sabe do que se trata, veja aqui. Participe.

Para saber mais sobre o mundo da mObgraphia:
mobgraphia.com
facebook.com/mobgraphia
no Instagram: @mobgraphia e @autoentusiastas

As imagens dessa matéria são todas mobgrafias feitas durante uma viagem de Tiradentes (MG) para São Paulo e captadas com um Samsung Galaxy S5 e editadas no Sanpseed. Outras dicas minhas estão aqui.

Pratique autoentusiasmo! Pratique mobgrafia!

PK

Sobre o Autor

Paulo Keller
Editor Geral

Engenheiro mecânico com pós-graduação em marketing e administração de negócios iniciou um grupo de discussão sobre o mundo do automóvel no final dos anos 90. Em 2008 percebeu que a riqueza do conteúdo desse grupo não deveria ser restrita aos seus integrantes e então criou o blog AUTOentusiastas. Seus posts são enriquecidos com belas fotos que ajudam a transmitir sua emoção e sensibilidade. Além de formatar e manter as mídias sociais do site. Visite: www.paulokeller.tumblr.com.

Publicações Relacionadas

  • Mr. Car

    Desta, eu vou ficar fora: não tenho smartphone, só um velho celular Nokia que faz apenas aquilo que se espera de um telefone: telefona, he, he!

    • ccn1410

      E eu um LG, o mais simples que pude encontrar. Fiquei uma semana com um smartphone e o vendi para minha filha. Detestei esse negócio de ter mil ícones que nunca irei usar e também detestei o “passar a mão” na tela.

      • Mr. Car

        Eu já desencanei deste negócio de ficar tentando acompanhar as modernidades tecnológicas. Quando você está aprendendo a lidar com uma, aparece outra que a torna obsoleta, e com mais “trocentos” recursos além daqueles que você já não usava no modelo anterior. E claro, cobram bem caro para você se sentir um tripulante da Enterprise, he, he!

        • Newton ( ArkAngel )

          Puxa vida, Mr. Car, não precisa ficar correndo atrás da última novidade, mas com um smartphone de 700,00 já dá para se divertir . Acabamos nos acostumando, muitas vezes nós vemos algo legal na rua, ou em qualquer lugar, e não perdemos a chance de fotografar. Tenho um smartphone Positivo de 299,00, e um tablet Samsung que tem uns dois anos, já é o suficiente pra brincar. Não sou nenhum adolescente, tenho 48 anos, e a idade não é obstáculo.

          • Domingos

            Se for para uso básico, 700 reais é desperdício.

            Hoje tem bons na faixa dos 400 reais. Já começaram a surgir alguns na casa dos 300 que ao menos servem para consultar um mapa ou coisa do tipo, algo que é realmente útil.

      • LG

        Vender para a filho(a) é sujeira…
        Poderia dar ou doá-lo

        • Domingos

          Para filha em específico eu doaria um Nokia tijolão.

          É impressionante como a mentalidade de manada dessas coisas estraga as meninas.

          É como dar uma arma, só que apontada para a própria filha.

    • Falar ao telefone está entre a quinta ou sexta atividade que se faz com um smartphone! Eu estou até pensando em ter em adição ao meu smartphone um celular bem básico, só para usar o telefone e não ser “atrapalhado” quando entram ligações.

      • Mr. Car

        Já tinha ouvido falar, he, he!

      • Domingos

        Tem smartphone mais básico que a parte reservada a fazer ligações… Trava. E não ligam muito, os usuários reclamam disso como algo secundário!

    • Fórmula Finesse

      Árra amigo…e os selfies, os #boraacadimia, as fotos da dieta preconizada pela #nutri tridimensionadas no prato? Seu ser arcaico! (rsrsrsrs – brincadeira com o uso fútil dos modernos aparelhos que muitas vezes servem como instrumento para desmiolado hedonismo).

      • Domingos

        Perfeito, hedonismo mesmo. Os perfis de “academia”, “nutrição” e outros do tipo me fizeram fechar a conta que tinha nessa rede.

        É vontade demais de ser inútil.

    • Lorenzo Frigerio

      Também tenho um velho Nokia flip. De tanto ficar no meu bolso, o plástico transparente que protege a câmara de 1,3 MP ficou todo riscado. Portanto, a câmara se tornou inútil. Se comprasse um smartphone, provavelmente aconteceria o mesmo.

  • Lorenzo Frigerio

    Câmara de celular é quebra-galho. E se antigamente as pessoas já não eram muito chegadas a assistir projeção de slides daquela viagem dos amigos, o que dizer de ver em minúsculas telas de celular fotos tiradas pelos outros. Se em outros tempos, ver um álbum de fotos era pretexto para as pessoas se encontrarem, o “compartilhamento” via celular é exatamente um pretexto para não fazê-lo. Não sobra muito para os encontros reais, e até quando vão comer juntos num restaurante, as pessoas não tiram o nariz do smartphone.
    E o pior de tudo, fotografia virou uma coisa descartável. O cara sai por aí clicando com um celular, passa a imagem nesses “filtros”, e pronto: aí está mais um “Sebastião Salgado”. Com a diferença que ninguém realmente irá dar atenção a essas imagens. É como se manipular toda essa eletrônica fosse mais importante que a finalidade em si.

    • Você ficaria surpreso com o que já se faz com câmeras de celular.

      • Lorenzo Frigerio

        As câmaras de celular superaram de longe as velhas “Xeretas”, porque a eletrônica eliminou o filme e a má fotometragem das velhas câmaras. Mas o ponto fraco de uma câmara de celular sempre será as objetivas. Por mais precisas que sejam as técnicas de fabricação das melhores objetivas de smartphone, será sempre impossível você ter ajuste de foco e abertura, e um zoom óptico num aparelho de 1 cm de espessura, limitando bastante a fotografia de qualidade.
        Mas é fato, as câmaras de smartphone são em geral bem mais capacitadas que as pessoas que tiram fotos com elas. Mais ou menos como os carros esportivos de hoje e a maioria dos motoristas.

    • CorsarioViajante

      Mas daí voltamos ao texto, tem que ter bom senso. Tem gente que faz ótimas fotos com o celular e sabe a hora de guardar no bolso e não encher o saco. E tem gente que enche o saco com ou sem o celular.
      Quanto à qualidade, evoluiu muito, e muitos celulares hoje podem substituir câmeras, alguns amigos meus fotógrafos nem levam mais a máquina em trabalhos simples, basta o celular – e atenção à iluminação, essa sim fundamental.

    • Daniel Mietto

      Não é bem por ai não amigo. O Instagram por exemplo, tem 300 milhões de usuários ativos. E as fotos de um Iphone, Lumia ou qualquer outro smartphone de ponta, tem muita qualidade. Fora o poder de edição instantâneo e fácil. Lógico que a fotografia profissional sempre irá existir, mas os “amadores” de hj, tem muito mais recursos do que se imagina.

      • Domingos

        Nossa, se tem uma rede social insuportável é o Instagram.

        O Flickr para quem realmente gosta de ver fotos boas é muito melhor, talvez por não ter a questão da visibilidade extremada do Instagram – em que 80% desses 300 milhões se dividem entre “fotógrafos” com fotos chatas e mal tiradas – onde tacam efeito para compensar – menina querendo chamar atenção.

        Mas sim, muitos celulares hoje surpreendem na qualidade das fotos.

    • Lucas

      Câmeras de celular realmente são uma droga, já câmeras de smartphones são bem melhores.

      • Domingos

        Houve alguns celulares “normais” com câmeras muito boas. Tenho um comprado recentemente, quando já era mais comum smartphone que celular.

        De dia ao menos tira fotos bastante razoáveis.

        Porém a utilidade era meio limitada mesmo, especialmente porque eles não tinham muito armazenamento.

        Bom, ao menos não custou caro…

    • Domingos

      “É como se manipular toda essa eletrônica fosse mais importante que a finalidade em si.”

      É exatamente isso! E some-se com a cultura do “muito social” que essa interação 24 horas por dia com todo mundo formou, ainda por cima existe uma fingição realmente enjoativa que essas “obras de arte” são realmente legais ou que toda foto de decote, comida “chique” e coisas “inusitadas” é realmente legal de se ver.

      O pior mesmo é isso de ver rodas de amigos checando smartphone. Eu faço questão de levar um Nokia só com tela colorida – tem 10 anos! – nessas reuniões. Junta um outro amigo que não liga muito pra isso também e pronto, todo mundo conversa.

  • Henrique Lopes

    Comecei a usar as linhas de grade depois de ler suas dicas, acredito que melhorei muito a qualidade das fotos. Uso o Instragram e acho muito prático, nem sempre posto as fotos, mas sempre brinco com as edições. Vou baixar o Snapseed para testar. Obrigado por compartilhar conhecimento e suas fotos!!!

    • Legal saber Henrique. Você está no Insta?

      • Henrique Lopes

        Sim, @henriquelopes83.
        Andei postando algumas fotos com as hashtag do desafio.

  • MrBacon

    Desde 2012 que eu percebi que meu smartphone tira fotos com uma qualidade bem razoável, daí passei a levar minha Nikon apenas em viagens familiares. Mas é importante perceber que não é todo celular que tira boas fotos, e que nem todo celular que tira boas fotos (como um Nokia Lumia que eu tenho) é um bom smartphone 🙂

    Importante sempre atenção às configurações da câmera (nem sempre o software padrão permite) e às condições de luminosidade, no mais, as fotos ao ar livre durante o dia ficam muito boas.

  • Fórmula Finesse

    PK é um verdadeiro artista; e nos mostra o caminho das pedras! Mesmo que eu seja um ser obsoleto que utiliza um telefone de 99 reais (perco e quebro muito telefones e relógios, é incrível!), sei reconhecer as maravilhas da novas tecnologias no tocante a captura de imagens, e não basta ter o aplicativo, é preciso de sensibilidade artística para produzir imagens como as criadas pelo PK…
    FF

    • Obrigado FF! Eu acredito que a sensibilidade pode vir com a prática, ou pode ser despertada. Mas para isso é necessário o interesse e a vontade. Nem sempre temos vontade de fazer coisas que podem ser legais. Eu mesmo admiro o MAO pela vontade e interesse que ele tem em devorar livros de mais de 500 páginas. Ou do Josias, que arruma cada encrenca. Mas eu acho muito importante termos alguma coisa que fazemos com o coração.

      • Fórmula Finesse

        O dito e batido (e idolatrado) entusiasmo! É por isso que estamos aqui, caro camarada. Abraço!

  • JT

    Há alguns dias escrevi uma resenha sobre um livro elaborado em parceria entre um poeta e uma fotógrafa. A comparação que fiz foi a seguinte: assim como a caneta e o papel estão ao alcance de todos e não esbarramos com poetas em todas as esquinas, agora há também as câmeras digitais e smartphones, que não fazem de seus portadores fotógrafos de arte.
    No entanto, querer escrever bem e querer fotografar bem já é um grande começo. Ter alguém disposto a te ensinar é um presente que nem todos reconhecem.
    Vendo por outro lado, uma das coisas mais desagradáveis que alguém pode sentir, é querer ensinar algo para uma pessoa que não quer aprender.
    Parabéns, PK, pelo artigo tão refinado como as fotos que você compartilha.

  • João Guilherme Tuhu

    Não sou tão entusiasta desta sociedade que transformou a tecnologia em fetiche. E compartilho a opinião de alguns: odeio smartphones de toque na tela – falemos essa língua morta, o português – que se sujam e toda hora têm que ser limpos… Mas para quem gosta, é uma maravilha.

    • João, sabendo usar, uma coisa nunca exclui a outra. Mas entendo. Abraço.

    • Domingos

      Dois. Recentemente cancelei todas minhas redes sociais. Tenho apenas um perfil no facebook, que planejo excluir.

      Tenho 28 anos e há uns 3 anos a utilidade dessas coisas deixou de existir em grande parte. Sevem para mulher, das mais variadas idades, se exibir e alimentarem sua doentia necessidade de atenção e para homem ficar babando em cima ou falando besteira.

      O tempo que isso aí foi útil já passou. Agora é o fetiche mesmo. O pessoal tira uma foto não porque vai ficar bonita, para retratar um momento, mas sim para meramente fazer fotos mesmo e se mostrar ou ficar preenchendo necessidades estúpidas.

      Felizmente tenho contato com meus amigos por telefone, pessoalmente ou nos meios informáticos que ainda não são um desfile de vaidades e gente procurando vantagem (já perceberam como o facebook foi inutilizado por gente comum concordando com os maiores absurdos para agradar parente, conhecidos ou namorada/o?).

      Experimentei um tempo usar smartphones e ou me são inúteis ou simplesmente tudo o que tenho a fazer virtualmente sai muito mais rápido e melhor num computador comum.

      Conheço mais pessoas assim também e da minha idade. Tem gente que tem essas coisas apenas porque hoje é tão comum, mas felizmente uma boa parcela já percebeu a perda de tempo e a doutrinação que é esse “oba-oba” virual.

  • Newton ( ArkAngel )

    Adorei a matéria. Nos tempos atuais em que impera o egoísmo, compartilhar conhecimento é algo precioso.

    Parabéns, PK.

    • Luiz_AG

      Egoísmo? Me fale sobre qualquer assunto que acha que não sei e você conhece muito, vamos fazer um teste…

      • Newton ( ArkAngel )

        Luiz_AG, não entendi direito sua proposta. Eu não sei a extensão de seus conhecimentos, pela suas postagens creio que você seja uma pessoa culta e bem informada, não ficaria surpreso de você ser conhecedor de várias áreas.
        Testes não dizem nada, o que nos impulsiona para a frente é o entusiasmo e as coisas que não conhecemos. A ânsia de descobrir e a curiosidade são os motores da humanidade.

        • Cadu Lemos

          Eu topo. Vamos lá Luiz, discorra por favor sobre o trabalho de Man Ray. E por favor, me poupe de cópias e pesquisas no Google.

        • $2354837

          Vou deixar mais claro então…. Estamos a distância em que a informação está a um toque. Conseguimos achar quase todo material sobre qualquer assunto na internet. Não vejo como egoísmo, pois a informação nunca esteve tão acessível.
          Isso é considerado tão perigoso por algumas classes dominantes e por isso mesmo o acesso da internet é muitas vezes monitorada ou proibida.
          Sou anarquista por natureza, acredito na liberdade do cidadão e no compartilhamento de informação. Temos hoje um cenário que foi impensado em toda a história da humanidade, de informação livre.
          Dizer que estamos vivendo em uma fase de egoísmo, desculpe, para mim só justifica a preguiça que cada um tem que procurar aumentar o conhecimento.

          Meu teste seria para te provar que em menos de meia hora consigo me interar de qualquer assunto que queira, com poucas procuras na rede mundial. Hoje você é capaz de fazer qualquer coisa, só querer.

    • Eu nunca tinha pensado por esse lado. Mas agora que você falou, acho que rola um pouco disso mesmo. Acho que egoismo está relacionado com insegurança. Abraço e obrigado pelo comentário.

      • Newton ( ArkAngel )

        Sério, PK, em meu ramo, que é a reparação automobilística, a maioria dos profissionais nem pensa em compartilhar conhecimento, rola o seguinte pensamento : “Custei muito para adquirir meu conhecimento, quem quiser que se dane e sofra como eu pra aprender “. Sinceramente, jamais pensei assim, desde que me conheço como gente nunca neguei informação a ninguém, e nem por isso me faltou serviço . Deve ser insegurança mesmo.

  • Claudio Alves

    Valeu, PK. Sou bem preguiçoso e gosto de fotos no celular agora, mas as que não gosto, descarto. Pouco uso dou ao corretor e editor, no máximo recorto textos. Nem atras do mob fui, obrigado pelo informe. Então como é foto via celular, posso tentar. Qual tema, envia por Instagram, mail?

  • Davi Reis

    Tirar uma boa foto não é mesmo fácil, por sorte, tenho um amigo fotógrafo que passa algumas dicas e ajuda na tarefa. E como com todo o resto, a prática é importantíssima. Com o tempo, as coisas vão entrando nos trilhos.

  • JT, obrigado pelas palavras. Quanto a ensinar, a gente logo nota que é mais aberto ao aprendizado. E aí a gente se motiva… Se bem que a ideia do post era mais compartilhar mesmo. Abraço.

  • Boa Mr. Bacon!

  • Rodrigo Westphal

    Muito boas dicas, já tenho o hábito de fazer fotos, passarei a usar as linhas de guia! Sinceramente, não imagino como seria viver sem smartphone, preferencialmente conectado: conectividade pessoal e profissional por mensagens, fotos e vídeos, calculadora HP48, bloco de notas, afinador de violão, mapas e navegação por gps, dicionários offline, lanterna, nível, bancos, email, web, redes sociais, música, e às vezes até mesmo fazer ligações…

    • Sou desses… Adoro usar a tecnologia a meu favor.

  • Felipe Lima

    Brilhante post PK!

    Eu tenho o Instagram e faço pouco uso dele, agora baixei o Snapseed que você recomendou. Lendo esse post me interessei em fazer boas fotos. Vou testar antes de fazer o passeio AUTOentusiastas e tentar fazer belas fotos do meu Punto no dia 19!

    Obrigado por compartilhar!

    • Felipe, no dia do passeio me cobre para fazermos juntos uns cliques do seu carro! E depois ele sai aqui no Ae!

  • Domingos

    Muito legal as dicas para tirar fotos especificamente de carro, mas tenho uma teoria que um colega fotógrafo comprovou na prática ao participar de um track day: quando a atividade é boa mesmo, sobra tempo para poucas fotos. Sempre.

    Por isso talvez essa geração tire tantas fotos, porque é para preencher vazio. Pessoalmente, gosto de tirar uma ou duas se o momento for muito especial e quando não atrapalhar.

    A melhor viagem que fiz foi uma que a câmera quebrou.

    A regra é: se precisa de muitas fotos não é legal, é futilidade.

    • Depende do seu objetivo Domingos. Eu mesmo uso a fotografia como terapia. E isso não é futilidade. A ideia do post não foi sugerir que se saia clicando compulsivamente e sem critério. Valeu!

      • Domingos

        Sim, é que pessoalmente não consigo “mergulhar” nas duas coisas ao mesmo tempo: um momento realmente legal e fotografar.

        Vejo que a maioria não consegue também, de forma que a maneira como usam a tecnologia disponível é reveladora de que na verdade não estão curtindo o momento.

        É como no último show que fui: quem estava realmente ali de coração tirava só algumas fotos, às vezes nenhuma. Todo mundo estranhava quem as tirava cada 5 minutos, claramente não estavam “bem” lá.

    • Cadu Lemos

      Regras existem para serem quebradas e precisar não é o termo. É querer, gostar, apreciar. O perigo é generalizar como você o faz neste comentário. Futilidade pode se aplicar para tantas coisas, como por exemplo até um track day (depende do ponto de vista de quem vê). Aliás, ponto de vista é a vista à partir de um ponto. Existem infinitos.

      • Domingos

        Bom, regras são regras. No caso, é uma referência mais que uma regra.

        Pode acreditar que é boa. Sempre que levei uma câmera a um momento especial e esse foi muito bom, ela acabou lá no cantinho dela.

        Porém, sim, sei que podem existir as duas coisas ao mesmo tempo. Só é extremamente difícil.

  • Cláudio P

    Muito legais as fotos, PK! Eu sempre curti muito fotografia em preto e branco. Fiz curso de fotografia e laboratório PB nos anos 90 e durante anos fotografia foi minha higiene mental. Gastei muitos e muitos rolos de Tri-x e lembro que para conseguir efeitos dramáticos como esses usávamos os filtros vermelho, laranja e amarelo, e também o polarizador. Nossas mochilas eram grandes (rsrsrsr). Hoje você fez o mesmo com apenas um smartphone e, diga-se, com muito bom gosto e competência. Ainda acho que nada supera fotografar com uma boa reflex, mas você prova que temos que estar abertos a outras soluções, pois no fim o que importa é fazer uma boa foto e você vai além, domina a composição. Parabéns!

  • Isso Davi, é um processo. Abraço

  • Tem muitos trabalhos bem feitos e inspiradores no Instagram. Como eu citei no texto, depende de como se usa. E, assim como em qualquer rede social, você mesmo seleciona o que quer ver. Eu só seleciono coisas bacanas! No Facebook também.

    • Domingos

      Conheço um ou outro perfil do Instagram fantástico, geralmente de fotógrafos amadores que realmente se preocupam em tirar uma boa foto – sem se apoiar só nos efeitos – ou de profissionais muito bons que estão começando.

      Alguns mais velhos aproveitam essa nova “mídia” também.

      Porém a maioria é golpista. Alguns compram uma câmera para ter desculpa de tirar fotos “sensuais” de desavisadas, como se estivessem lidando com um profissional ou um verdadeiro fotógrafo.

      No Instagram infelizmente não tem como selecionar muito, logo se for seguir só os bons você fica com uma conta para seguir 10 pessoas…

      Já vi alguns arquivos originais da maioria desses “fotógrafos”, alguns com 10 mil seguidores, e são picaretagem mesmo.

      Nem mesmo as técnicas básicas, que qualquer um pode aprender, são usadas. Depois se aplica uma quantidade enorme de efeitos e pronto…

  • Nossa Domingos! Acho que isso depende mais da educação que os pais dão aos filhos do que qualquer outra coisa. Minha filha de 15 tem um smartphone, minha mãe de 73 que mora longe tem um smartphone. Me comunico muito mais com elas e de uma maneira muito sadia.

    • Cadu Lemos

      Minha mãe de 80 é usuária de smartphone e Facebook e se diverte muito com isso. O perigo da generalização e do conformismo anda grassando por estas plagas.

      • Domingos

        Veja a forma como sua mãe usa. Provavelmente ela tem apenas poucos amigos adicionados, o que faz com que aconteça apenas uma comunicação prática e saudável.

        No entanto, veja como quase a totalidade usa. A partir do momento que você adiciona mais que umas 80 pessoas, vai aparecer besteira na sua timeline – coisa que não acontecia no Orkut, por exemplo.

        Claro que você pode ficar selecionando, mas é um trabalho chato e que não tem fim. Sempre tentam colocar algo novo para você ver, é programado assim.

        Acho muito mais conformismo hoje ser a favor dessas coisas do que contra, mas isso não é a questão.

        Sobre a generalização, é muito mais para o lado dela do que para o “veja bem” a coisa. A maioria esmagadora usa assim dessa forma nada positiva.

        Tenho tias etc. que usam e evito até adicionar, porque “caíram na gandaia” da grande maioria e sempre vai ter algum post incomodo ou alguma exibição de egos – nais quais às vezes você ainda por cima é chamado a interagir por marcações etc.

        Ninguém está falando que todas as pessoas ou todas as redes sociais são fúteis. Apenas que é tanto a maioria que quase todas elas perderam um sentido positivo, portanto sendo lógico e positivo evitá-las.

        • Cadu Lemos

          Um ludita à bordo. Parabéns, fazia muito tempo que eu não encontrava nenhum. Boa sorte na sua jornada de volta ao passado.

    • Domingos

      Claro, a sua comunicação entre ela e você vai ser saudável. Assim como entre você e sua mãe.

      O problema é que chegamos num nível que a exposição a tudo o que tem de ruim nessas redes é MUITO grande. Quase não tem como escapar.

      Antes se usava as redes sociais como descrito por você: para uma comunicação sadia, construtiva, entre pessoas conhecidas ou ao menos que se deseja conhecer.

      Hoje a forma como elas são arquitetadas (veja a linha do tempo do Facebook, por exemplo) e a forma como a maioria das pessoas a usa como espaço de exibição ou uma forma de “ganhar créditos” com os outros acaba as fazendo um inevitável meio de transmissão dessas besteiras.

      Para essa faixa dos 15, acho um perigo real mesmo, concreto, tanto meninas quanto meninos que tenham instalados no seus aparelhos coisas como Snapchat, Instagram e mesmo o Facebook.

      Quem dera usassem apenas para falar com a família… E, claro, não tem como controlar isso.

      Uma rede que aconselho todo pai a evitar que a filha use, se for possível (acho que só não tendo smartphone…) é o Tumblr.

      Aquilo é um verdadeiro bombardeio de coisas ruins. Desde escatologia (gente que se corta etc.) até doutrinação pura e simples.

      Claro que isso sempre existiu. O problema é que tanto os meios como os tempos “evoluíram” de forma que isso se tornou o padrão. Muitas redes sociais perdem o sentido se usadas para boas finalidades, porque ou estão infestadas disso ou foram feitas para isso!

      • Newton ( ArkAngel )

        Realmente, temos que ser seletivos, rs….
        Porém, a “vida virtual” é apenas um reflexo daquilo que a pessoa é na vida fora da net. Gente exibida, safada e sem-vergonha existe desde que o mundo é mundo. A net apenas expõe aquilo que sempre existiu, e não tomávamos conhecimento por falta de um meio rápido e difundido de comunicação.
        Assim como no dia a dia comum, velhas máximas servem também para a net. Diga-me com quem andas e te direi quem és. Sinceramente, não dou a mínima para quem enche o saco ou para coisas que me aborrecem. Um clique bem dado resolve muita coisa.

  • Christian Bernert

    Quero muito participar da mObgraphia. Mas meu smartphone ultra moderno com câmera Full HD que filma em 4K além de muitas outras funções que dão um trabalho enorme para aprender a usar… simplesmente ganhou um ‘aplicativo’ extra: a função ‘ferro-de-passar-roupa’ ou ‘torradeira’. De uma hora para outra passou a aquecer exageradamente, com a duração da bateria caindo para cerca de 3 a 4 horas.
    O fabricante está consertando em garantia, mas eu fiquei sem a tal maravilha multifuncional.
    O dilema destes aparelhos mais modernos, cheios de funções e com aplicativos os mais diversos é o paradoxo do ‘tudo-em-um’. Lembra daqueles fantásticos aparelhos de som da década de 1970 que ficaram conhecidos como ‘3-em-1’ ? Imagine agora alguém sendo transportado daquela era para hoje e ver o que virou!
    Tem tudo ali. Mas quero ver você conseguir usar tudo ao mesmo tempo:
    GPS, mensagens instantâneas (Whatsapp, SMS, Instagram), redes sociais, internet, e-mail (várias contas), aplicativo do banco, chamar um táxi, achar o bilhete de embarque, reserva de hotel, e por aí vai. Você está filmando e… entra uma ligação; pronto, filmagem arruinada. É uma máquina de fazer louco.
    Daí o bicho quebra e você fica duas semanas igual a uma múmia enfaixada tendo que aprender a fazer tudo sem o bendito aparelho ‘facilitador’ da sua vida.

    • Domingos

      Tudo na vida que se presta a fazer tudo não presta, no entanto é uma tara da geração atual ter absolutamente todos os brinquedos e recursos na palma da mão.

      Passou o tempo que a tecnologia era facilitadora ou mesmo algo curioso, para ser um fetiche.

      Em informática existem aparelhos que fazem uma única função, apesar de poderem executar quase tudo – como um computador de qualquer tipo costuma ser.

      Chamam-se appliances. São muito melhores nessa única tarefa que um computador normal.

      Quanto mais se vai ao outro extremo, mais desotimizada e desorganizada fica a coisa.

      Os smartphones na verdade são bem impressionantes tecnologicamente, tendo o poder computacional de um desktop de alguns anos atrás num espaço de uma barra de chocolate.

      A tecnologia empregada também é de ponta em vários sentidos, muitos deles tendo certos recursos em seu hardware muito a frente do equivalente num desktop ou laptop.

      Porém, é simplesmente muita coisa a se fazer ao mesmo tempo. É comum os relatos de perderem ligações por simplesmente travarem.

      O próprio conceito de simplicidade desses aparelhos tem se perdido.

  • Dependendo da finalidade para qual se está fotografando, não tem jeito, precisamos de equipamento mais específico, lembrando que quem faz as fotos é o fotógrafo, seja ele profissional ou não, bom equipamento ajuda. Mas confesso que tenho feito algumas com smartphone e olha, tem momentos que fica difícil alguém dizer que foi feito com tal eqpto, tamanha a tecnologia de hoje. Eu quando fotografo, “esqueço da vida!” Valeu pelo post, PK!

  • ccn1410

    Pode deixar que ela já ganhou coisas bem mais caras que isso, hehehe…

  • Cadu Lemos

    Oba oba virtual só é para quem assim o faz. Fotografia é fotografia, não importa o hardware usado e, convenhamos, um telefone é muito mais fácil e leve do que uma câmera convencional. Quanto à ‘perda de tempo’ isso é totalmente relativo, assim como o conteúdo do seu comentário.

    • Domingos

      Sim, a parte da praticidade hoje ficou muito boa. Além de mais fácil de carregar, o telefone chama menos atenção e oferece qualidade suficiente para a maioria das coisas.

      Quanto à relatividade, é um pouco difícil relativizar um comportamento de mais de 70% dos usuários.

      O problema é que usar essas redes muito de massa, onde a vasta maioria é mesmo do oba-oba, fica impraticável ou inútil.

      Sua linha do tempo ou seu feed sempre acaba invadido por alguma besteira, alguém querendo chamar atenção…

      No facebook existe ferramenta para tudo, como o PK disse na matéria. Está escondido, mas está lá.

      Dá para ir de um em um ir selecionando para “não ver” o que não te interessa.

      O problema é que vira um processo que leva tanto tempo quanto se comunicar com quem interessa e que tem que ser feito na base do um a um, conforme vai aparecendo.

      Para essa comunicação útil e construtiva, vale mais a pena meios mais tradicionais e “antiquados” da internet – como essa seção de comentários!

  • Cadu Lemos

    Nota-se que o Domingos é um entendedor profundo de fotografia. O Flickr hoje é o maior repositório de ‘backups’ do planeta. E grátis. 1TB para quem quiser. Quer ver fotografia de qualidade, siga fotógrafos de qualidade. Sim, no Instagram existem muitos. Se quiser passo uma lista.

    • Domingos

      Na verdade, o que conheço de fotografia foi por fuçar numa câmera digital até que as fotos dela saíssem certinhas (me incomodava, talvez por ela não ser das melhores, que quase sempre a cor das coisas saia errada ou simplesmente a foto não saía boa).

      Acabei vendo que o Flickr é realmente um lugar que concentra mais boas fotos de tanto ver que quem realmente tirava uma foto ao menos com esse básico de enquadrar as coisas direito, sair com a exposição certa etc. sempre tinha um perfil por lá.

      Hoje faço no modo manual: Se tem um perfil bom de fotos no Instagram, procuro o Flickr respectivo e sigo apenas esse.

      Assim evita ter que manter uma única rede social que é basicamente inútil.

  • Lucas dos Santos

    Muito boas dicas Paulo. Destaque para a dica das linhas de grade, recurso que eu não sabia usar até então. Estou longe de ser um “fotoentusiasta”, mas às vezes gosto de “brincar” com a câmera do meu smartphone.

    Você teria alguma dica – que talvez possa até render uma matéria – quanto a fotos noturnas ou tiradas em ambiente com iluminação artificial? Pois à noite as minhas fotos não ficam boas e não há balanço de branco ou flash que dê jeito nisso! A título de curiosidade, o meu aparelho é um Samsung Galaxy S4 Mini (GT-I9192).

    • Domingos

      Foto noturna é difícil até em câmera razoável, celular ainda não atingiu esse nível – ainda mais um modelo mais básico.

      Aí deve-se usar o flash com tudo em automático, pois é o que fica “menor pior”.

      Para uma foto noturna realmente boa, acredito que só com uma câmera reflex com lente apropriada.

      Uma coisa que noto é que usando um tripé e acertando bem a regulagem, dá para tirar fotos de ambientes internos boas com uma câmera simples. Talvez com um celular mais avançado também…

      • Lucas dos Santos

        Pois é. Eu, pelo menos, não consigo usar flash – talvez até por falta de habilidade minha.

        Como a luz do flash é direta – e não difusa – ela acaba sendo refletida pelo objeto que estou fotografando e fica aquele brilho horroroso “cobrindo” justamente o detalhe que eu gostaria de dar destaque. Mas, se eu desativo o flash, a iluminação fica insuficiente.

        Em ambientes internos também não consigo acertar. A foto sempre acaba ficando escura, mesmo quando há uma boa iluminação. E, se uso o flash, ocorre o descrito anteriormente.

        • Domingos

          Flash deixa feio mesmo, mas ao menos com equipamento comum é o jeito de não sair tremida ou escura.

          Se você tem ajuste de ISO ou de tempo de abertura na sua câmera ou celular, é possível desativar o flash e ter bons resultados. Basta colocar ambos o mais alto possível antes de começarem a surgir ruídos ou borrados nas fotos.

          Porém aí tem que usar tripé ou ter mãos muito firmes. E mesmo assim, é preciso um equipamento melhorzinho. Lentes pequenas de celular têm muita dificuldade em encontrar luz suficiente nessas condições.

          Talvez com o tempo resolvam isso…

      • ussantos

        Smartphones Lumia com tecnologia PureView tiram boas fotos noturnas. Lumia 830, 930, 1020 ou 1520

        Veja esta foto, por exemplo:

        • Domingos

          Muito bom mesmo, já tinha ouvido falar bem desses Lumias em específico. Melhor que uma câmera mais simples nas mesmas condições!

          Porém essas fotos não são exatamente “noturnas”, tem muita luz disponível aí!

          Difícil ainda é tirar, com celulares ou câmeras comuns, fotos em ambiente interno durante a noite por exemplo.

      • ussantos

        Outro exemplo de Lumia com PureView a noite:

    • Lucas, eu basicamente evito fotos noturnas com o smartphone. NUNCA uso o flash. E quando há puco luz tento sempre utilizar o pouco de luz a meu favor. Eu não me preocupo muito em tem uma imagem perfeita ou que mostre o objeto por completo. Prefiro imagens insinuantes, que conduzam o observador a tirar suas próprias conclusões. Eu tinha algumas outras que gostaria de usar como exemplo, mas se perderam num HD com defeito. As recentes são essas.

      Abraço

      • Lucas dos Santos

        Muito interessante a abordagem, PK. Gostei dos resultados.

      • Domingos

        É uma forma criativa de se lidar com o problema das fotos no escuro e com resultados bem interessantes.

        O problema é quando você quer ao mesmo tempo uma foto que não seja feia (pelo flash) e que mostre tudo no enquadramento de forma boa – fotos de grupos de pessoas, por exemplo.

  • Franklin Weise

    Paulo, sempre acho legal quando alguém com mais vivência, como você, encara as novas tecnologias de um modo ponderado. No exemplo aí acima, você está resgatando os conceitos clássicos da boa fotografia (que a maioria dos mobile photographers não conhece). Gostei!

  • Domingos

    “Hoje você é capaz de fazer qualquer coisa, só querer” – Menos o que interessa.

    A questão da informação compartilhada com certeza é muito útil, porém achar que isso “abala as classes dominantes” (tara de adolescente, basicamente), que não foi previsto ou que não deixa as pessoas serem egoístas é engano.

    A internet já há uns 5 anos é MAIS infiltrada que a “grande mídia”. Quem se informa pelos meios mais comuns dentro dela é ainda mais robozinho consumista e essa geração é a MAIS egoísta de todas.

    Aliás, a tara da informação é um pouco como a tara do estudo: o pessoal acha que o mundo será perfeito se todo mundo tiver um diploma e souber “de tudo”.

    Pois é, a distopia chegou. Pegunta pros europeus como deu “certo” isso.

    Claro, a ferramenta é ótima. O humano continua o mesmo de sempre – e batendo recordes de se apoiar nas ferramentas/material no lugar do espírito.

    Preferiria “não saber de qualquer assunto” (coisa que também não é com uma googleada que se sabe, pelo contrário) e contar com pessoas menos fúteis.

    Tenho séria preocupação com a continuidade da humanidade por essa geração atual. Porém, disso Deus cuida.

  • Newton ( ArkAngel )

    Valeu, obrigado pelo esclarecimento.
    Quando digo egoísmo, falo mais especificamente sobre aqueles profissionais que “escondem o ouro”. Felizmente, o alcance da disseminação dos ensinamentos daqueles que compartilham seu conhecimento é imensamente maior do que daqueles que o segregam, apesar da maior quantidade destes últimos. O irreverente é que aqueles que trancam seus conhecimentos a sete chaves geralmente os adquiriram através dos que compartilharam , rs…se isso não for egoísmo, então não sei o que é. Hoje em dia a humanidade está onde está graças ao compartilhamento de idéias e conhecimentos.
    Agora entrando no espírito da sua proposta, faço uma pergunta: quem foi Merv Paine, no contexto Hollywoodiano? (Rsrs…) . A risada não foi de gozação, é que a resposta é engraçada.

  • Excelente artigo. Pena que a câmera do meu Nexus 5 é uma porcaria e com poucos recursos. Saudades da câmera do meu Lumia 820, aquela sim era fenomenal.

  • João Guilherme Tuhu

    Também vou pelo mesmo caminho. Prefiro ser a metamorfose ambulante, do que ter o smartphone mais informado sobre tudo…

  • ussantos

    Dê uma olhada no link abaixo onde foram tiradas fotos num corredor sem luz. http://ipodschool.com/comparativo-camera-do-nokia-lumia-1020-vs-iphone-5/

    • Domingos

      Uau, muito bom! Uma pena o 1020 ser tão grande, o que não gosto num celular…

  • Legal Franklin. Eu vim de uma DSLR. Agora praticamente só uso meu smartphone. Prefiro uma foto imperfeita feita a uma perfeita não feita! Valeu!

    • Atualmente há a venda lentes para celulares que permitem ela se tornar wide, fisheye e a mais cara que é a teleobjetiva. Isso ao custo de perda de qualidade optica mas tambem compartilho de melhor uma foto ruim do que não ter tirado a foto.

    • Franklin Weise

      Acho que depende muito da situação. Por exemplo eu, que agora tenho filho pequeno, para tirar fotos em ambientes internos com um celular é muito difícil (devido à pouca luminosidade e muita movimentação da criança). Já para tirar fotos em ambientes externos com boa luminosidade, realmente, o celular é uma ferramenta excelente.

  • Leonardo Mendes

    Apesar de ter um Samsung Galaxy Ace, com uma câmera até razoável, eu prefiro confiar minhas fotos a minha fiel Fuji S3300 por uma simples razão…

    Perdi a conta da vezes que estava com a imagem na mira e o aparelho caiu da mão após executar a Dança do Desajeitado… o resultado, via de regra, é o celular no chão e a foto perdida.
    Com a câmera é outra história… é como se fosse uma extensão natural do meu corpo.

  • Valeu Claudio! Abraço!

  • Lucas dos Santos

    Sim. Na câmera do meu celular há esses ajustes. Só falta eu aprender a usá-los ao meu favor, pois eu já mexi neles, mas confesso que eu não sabia bem o que eu estava fazendo ao alterá-los!

    • Domingos

      ISO serve como forma de “enclarecer” a foto, mesmo em condições de pouca luz, resumidamente.

      No entanto, quanto mais alto, mais ruído na imagem.

      Lembra dos filmes ISO 400, feitos para fotos noturnas ou mais difíceis? É a mesma coisa, só que no filme era mais granulado quando subia o ISO e no digital isso se manifesta em forma de artefatos na imagem.

  • Salve Pk,
    Belo artigo, agora é ver o que se aplica ao meu Samsung Galaxy S6, que é capaz de tirar fotos muito interessantes (a meu julgamento, é claro), mas eu jamais usei filtros como estes que você mostrou. Tampouco tirei fotos recentemente em 1:1, isto eu fazia nos tempo de minhas antigas câmeras Agfa com filme 6×6 e cópias em papel… Isto é mais antigo do que andar para frente. Tenho que descobrir como é que se regula isto em meu aparelho e mudar de atitude, pois ainda sou do tempo do “retângulo mágico”. Também tenho que ver se o meu aparelho oferece a opção de linhas de guia.
    Sou fanático por fotos, mas, pelo que vejo há muito mais o que pode ser feito com um celular…
    Reinstalei o Instagram e escolhi uma foto a esmo, o caminho será longo…
    Obrigado pelas valiosas dicas!!!