DEZ MELHORES CARROS TURBO CLÁSSICOS

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(rennlist.com)

Se você olhar os motores Diesel à venda hoje, notará que o turbocompressor é a norma. Simplesmente não existem mais motores Diesel aspirados, não-turbo. Nada mais lógico; motores Diesel têm como razão de sua existência a economia de combustível, a eficiência. Sendo assim, logo adotaram a superalimentação via turbocompressor como um caminho para isso.

A mesma lógica agora começa a tomar força para os motores ciclo Otto, e as turbinas estão ficando bem mais comuns e corriqueiras. Todo BMW moderno, por exemplo, já tem uma, e é um caminho sem volta e contínuo para todas as marcas.

Mas não foi sempre assim. O turbocompressor, apesar de inventado nos primórdios do automóvel, começou a ser utilizado tarde, a partir dos anos 1970 apenas. E do seu início até não muito tempo atrás era adotado tão-somente por um motivo: melhorar a potência de um carro. “Turbo” era uma palavra mágica, sonora, que sozinha dava a ideia de algo exponencialmente melhorado.

Antes dos avanços recentes que praticamente acabaram com o atraso de entrada da turbina, conhecido como “turbo lag”, os carros turbocomprimidos eram coisas nervosas, violentas, indomáveis. Você pisava fundo, e nada acontecia por um, dois longos segundos que pareciam demorar horas, e depois…BANG! Como uma explosão de fúria parecia que dois motores apareciam do nada e empurravam o carro de forma surreal até a linha vermelha do conta-giros. Na reta era divertido, mas em curvas, requeria habilidade e controle para que, na retomada, não acontecesse no meio de uma curva… Muita gente acabou no meio do mato. Perigoso, indomável, mas, vamos ser claros: uma experiência inesquecível.

E é de turbos desta época que falamos aqui. Nada de coisa dócil e sem turbo lag. Nada de módulos de potência de três cilindros supereficientes e inócuos; aqui todos os carros são do tipo que se conta um, dois, três e BUM! Tudo explode em uma fúria insana. Turbos da velha guarda, para gente sem medo ou juízo, mas que adora aquela característica e inimitável onda de poder crescente e exponencial que só um turbo antigo nos dá.

1) Chevrolet Corvair Monza (1962)

 

1965 Chevrolet Corvair-01  DEZ MELHORES CARROS TURBO CLÁSSICOS 1965 Chevrolet Corvair 01

Lançado uma semana antes do Oldsmobile F-85 Jetfire, este é o início, marco zero do gênero, o primeiro motor turbo de grande série. No caso do Oldsmobile, seu V-8 de alumínio e 3,5 litros turbocomprimido mantinha a taxa de compressão do motor sem turbo (10,25:1), e tentava evitar a detonação com a injeção de uma mistura de água e álcool. Esta mistura, vendida nas concessionárias da marca com o nome de “Turbo-Rocket fluid”, era armazenada em um reservatório parecido com o nosso de partida a frio, e freqüentemente era esquecido, com resultados catastróficos para o motor. No fim de 1962, saiu de linha.

Já o Corvair foi mais longevo; reduzindo a taxa de compressão, acentuava ainda mais o buraco entre a fase com e sem turbo. O motor, um seis-cilindros contrapostos de alumínio, arrefecido a ar, primeiro de 2,3 litros e depois 2,6, aceitou melhor o turbocompressor, e apesar do aumento de potência ainda ser baixo (para 150 cv na primeira geração e 180 cv na segunda), foi o início dos motores turbo clássicos que homenageamos aqui.

2) BMW 2002 Turbo (1973)

 

BMW-2002_turbo_1973_800x600_wallpaper_01  DEZ MELHORES CARROS TURBO CLÁSSICOS BMW 2002 turbo 1973  wallpaper 01

O BMW 2002 é até hoje um clássico esportivo; usando o motor grande de 2 litros no menor sedã da marca bávara de então, era um carro divertido e eficiente, caso de amor inicial dos entusiastas com a marca de Munique.

Mas em 1973 foi lançado o que se esperava ser o passo definitivo nisso: partindo de um 2002 Tii com injeção , a taxa de compressão fora reduzida drasticamente para 6,9:1, e um enorme turbocompressor KKK instalado, para nada menos que 170 cv, e todo comportamento explosivo que se espera disso. Era para ser um terror nas Autobahnen, exemplificado pelo letreiro “Turbo” escrito ao contrário no spoiler dianteiro; apenas visto por um espelho retrovisor podia-se lê-lo.

Mas foi lançado exatamente no auge de uma crise do petróleo, e portanto, teve vida curta: apenas pouco mais de 1600 deles foram fabricados.

3) Porsche 911 Turbo (1974)

 

DEZ MELHORES CARROS TURBO CLÁSSICOS porshe

Nos anos 1970, quando fálávamos “o Turbo”, estávamos falando deste carro. Com ele, a Porsche finalmente saía de seu mundo de carros esportes pequenos, de desempenho inferior aos exóticos italianos, para o primeiro time.

O 911 Turbo é famoso por juntar o motor traseiro, e o famoso comportamento imprevisível em curva dos velhos 911, com um explosivo motor que, freqüentemente na pior hora possível, passava de Fusca a Saturno IV em milissegundos. Não era para os fracos de coração.

Apesar de ser terrível nas imprevisíveis vias públicas, era extremamente emocionante e intenso, um tipo de carro que não existe mais. Nas pistas de corrida, por outro lado, esta imprevisibilidade pouco atrapalhou: domando a besta-fera com pura habilidade ao volante e coragem, os pilotos profissionais faziam todo o uso da aparentemente infindável potência daquele motor em versões preparadas, e a durabilidade do chassi Porsche em pista, para criar uma combinação quase imbatível.

 

Porsche-930_Turbo_1980_800x600_wallpaper_01  DEZ MELHORES CARROS TURBO CLÁSSICOS Porsche 930 Turbo 1980  wallpaper 01

Um clássico inesquecível, e um tipo de experiência intensa e nervosa que sumiu para sempre. Ele vai tentar matar você, mas nem por isso você deixará de amá-lo.

4) Audi quattro Coupé (1980)

 

Audi-quattro_1980_800x600_wallpaper_02  DEZ MELHORES CARROS TURBO CLÁSSICOS Audi quattro 1980  wallpaper 02

Depois do intratável 911, o quatro seria a próxima revolução para os carros esporte. Com tração total permanente, o quatro original era de uma tranqüilidade total em qualquer situação, um carro tão benigno e previsível que tornava todo mundo um piloto melhor.

Mesmo quando seu 5-em-linha 2,1-litros turbo dava aquele coice característico, seguido da exponencial subida de giro que fez o turbocompressor famoso.

5) Lotus Esprit Turbo (1980)

 

Lotus_Turbo_Esprit_1981  DEZ MELHORES CARROS TURBO CLÁSSICOS Lotus Turbo Esprit 1981

A Lotus só tinha um motor em 1980, o quatro em linha DOHC de 2 litros que fora lançado (e pago) pela Jensen-Healey. Querendo dar mais potência a seu exótico carro de motor central-traseiro desenhado por Giugiaro, o Esprit, também adotou cedo o turbocompressor.

É algo que combina bem com a companhia; Lotus sempre foram carros leves, bons de curva, que tem excelente desempenho apesar de motores pequenos. O Esprit se tornaria um clássico desta definição, em sua longa vida. Seu pequeno 4-em-linha turbo inicialmente soprava através de dois Weber duplos, para 210 cv e um 0-a-100 km/h em 6 segundos.

Com evolução constante, chegaria na década de 90, já com injeção e sem tanto turbolag, a mais de 300 cv e 4 segundos e meio no zero-a-cem, e uma velocidade final de 280 km/h.

6) Renault R5 Turbo (1982)

 

renault_5_turbo  DEZ MELHORES CARROS TURBO CLÁSSICOS renault 5 turbo

A Renault francesa sempre foi um expoente no desenvolvimento do turbocompressor. É da Renault a revolução do turbo na F-1 em 1977, e em meados dos anos 1980 toda sua linha tinha versões equipadas com ele.

Mas o mais clássico e desejável carro turbo da marca é este: uma homologação especial para ralis que tomou o mundo de surpresa em 1982. O R5 normal era um carrinho de motor central-dianteiro, longitudinal, com o câmbio à sua frente no idioma dos Citroën clássicos, e tração dianteira. Mas o R5 Turbo era outro animal: o motor Renault Gordini de 1,4 litro e cabeçote hemisférico estava onde ficava o banco traseiro, e o transeixo atrás dele o fazia um tração traseira!

E com uma bela turbina, se tornou um carro pequeno que podia acompanhar coisa muito séria nas ruas; ajudado é claro por um comportamento equilibrado de sua suspensão especial, e o equilíbrio de massas. Um clássico imortal.

7) Mustang SVO (1984)

 

1984 Ford Cars-12  DEZ MELHORES CARROS TURBO CLÁSSICOS 1984 Ford Cars 12

Numa época em que os antigos V-8 americanos não lidavam bem com os limites de emissão de poluentes da legislação daquele país, o Mustang mais potente (V-8, claro) tinha apenas 180 cv. Foi então que a Ford resolveu fazer este, o mais potente de seus Mustangs, usando o 4-em- linha SOHC brasileiro de 2,3 litros, turbocompressor, resfriador de ar de admissão, e muita tecnologia.

Inicialmente eram 175 cv, mas logo, em 1985, chegava-se a 205 cv, uma fábula para a época. Mas o americano de então não estava preparado para um Mustang de 4 cilindros e alto desempenho, e o carro nunca foi um sucesso.

Veremos se hoje, com o EcoBoost que é neto deste SVO, se a tendência se reverteu.

8) Ferrari 288 GTO (1984)

 

Ferrari-288_GTO_1984_800x600_wallpaper_01  DEZ MELHORES CARROS TURBO CLÁSSICOS Ferrari 288 GTO 1984  wallpaper 01

Outra homologação especial, esta para o famoso grupo B, mas que nunca correu. O 288 GTO é em minha opinião o Ferrari mais belo de todos os tempos, juntando o quase perfeito 308GTB com pára-lamas alargados e uma cara de mau que é simplesmente de cair o queixo.

Some-se a isto um V-8 com dois turbos e 400 cv, e aquela alavanquinha cromada com uma bola preta em cima no meio dos bancos, e se tem um dos carros mais desejáveis de todos os tempos. Foi base, também, para a ainda mais legal, mas mil vezes mais feio, Ferrari F40.

9) Bentley Turbo R (1985)

 

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O V-8 de alumínio e 6,75 litros da Rolls-Royce já era uma coisa antiga em 1980: tinha suas raízes em 1962. Apesar de aceitável em torque e potência para os Rolls de então, para reviver a marca esportiva Bentley algo mais se fazia necessário.

Este algo mais apareceu então na forma de um turbocompressor. O que era um pacato e quadrado sedã se tornou a sala de estar inglesa mais rápida do mundo: acelerações de zero a 100 km/h em menos de 7 segundos, então privilégio de carros esporte, se tornaram possíveis.

Este carro sozinho fez o renascimento da marca, então para todos os efeitos morta. E até hoje sua combinação de um clássico Rolls quadrado com um motor superpotente ainda é desejável como poucas.

10) Pontiac Firebird Turbo Trans Am (TTA) (1989)

 

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Depois que tinha morrido com o Buick GNX em 1987 (como contamos aqui), o fantástico motor V-6 de 3,8 litros Turbo da Buick volta mais uma vez para uma despedida triunfal neste carro, por apenas um ano, para comemorar o vigésimo aniversário do Firebird. A revista Car and Driver americana faz o 0-a-100 km/h em 4,6 segundos, e atinge 260 km/h, fazendo dele o mais rápido e veloz carro à venda nos EUA em 1989.

A Pontiac dizia 250cv; a revista Car and Driver disse que o número era conservador demais, e que para atingir este desempenho, pelo menos 300 cv eram necessários. Um tributo perfeito ao grande legado deste motor. Legado, é claro, que não podia ficar de fora desta lista!

MAO

Sobre o Autor

Marco Antônio Oliveira

Engenheiro mecânico automobilístico de formação e poeta de nascimento, tem uma visão muito romântica do mundo, sem perder a praticidade, e nos conta a história do automóvel e seus criadores de maneira apaixonante. Também escreve sobre carros atuais sempre abordando aspectos técnicos e emocionais.

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  • $2354837

    O Corvair foi um dos carros mais injustiçados que existiram.

    Mas vendo esse complicado caminho da correia… Isso não dava dor de cabeça não?

    http://www.conceptcarz.com/images/Chevrolet/63-Chevy-Corvair-Monza-SS_DV-12-AI_e09.jpg

    • marcus lahoz

      Isso deve quebrar o tempo todo. Rsrsrs

    • Lorenzo Frigerio

      Que belos Weber IDA triplos, hein?

  • Lorenzo Frigerio

    Houve um outro Pontiac Firebird turbo, em 1980/81 – o desempenho era considerado decepcionante.
    Belo carro o Corvair da foto.

  • marcus lahoz

    Mao

    Ótima lista, mas discordo no F40, ele é lindo e foi o primeiro carro de série a passar das 200 milhas por hora, atingia 201 mp/h.

    Carro turbo das antigas era bacana demais, quem já teve um preparado sabe como é. Comparo meu Tipo turbo com o carro que tenho hoje (turbo de fábrica) e fico espantado em como se evoluiu ao ponto que hoje senão falar, ninguém desconfia que o carro é turbo. Saudades do Tipo!

    • Domingos

      Uma coisa que me faz falta é dirigir um carro turbo adaptado ou de concepção mais antiga.

      Com certeza são menos eficientes, porém a sensação deve ser toda outra coisa. Mesmo os modelos do começo dos anos 2000. que já dirigi alguns, eram bem calmos nessa parte do turbo ir entrando loucamente.

      Aliás, a questão da linearidade hoje é levada muito à sério. Os VTECs linha K, os novos, têm uma mudança de comportamento muito menos bruta e divertida que os antigos B –os originais.

      Até um ponto, não dá para reclamar. Mas em motores de vocação mais esportiva, como nos Hondas, seria legal manter uma maior diferença.

      Não só pelo efeito como pela possibilidade de com isso ganhar algo a mais nas faixas de rotação mais elevadas.

  • Mr. Car

    Provavelmente o up! turbo será o primeiro carro com esta tecnologia, que eu poderei (?) comprar 0-km. Estou curiosíssimo para ver seus números (em preço e desempenho), embora já saiba que não será nenhum foguete, apenas um 1,0 com desempenho de um carro com motor de maior cilindrada, mas feito para uso de motoristas comuns, não pilotos. Ainda assim, deve ser bastante interessante.

    • lightness RS

      Estou esperando o 1,4 T no Cruze!!! Adeus 1,8 manco de baixa.

    • Acredito que terá um preço muito alto, o objetivo de ter um up! turbo seja mais uma vitrine de tecnologia, para associar o up! a diversão e tecnologia. O preço alto diminui o número de unidades vendidas e conseqüentemente a necessidade de atendimento no pós-venda e treinamento de mecânicos. Eu acho carro turbo muito legal, estava vendo hoje ainda uns vídeos no YouTube o Subaru Forester XT. Muito legal vídeos do tipo: Forester XT x Golf GTI.

  • Ilbirs

    Faltou o Saab 900 Turbo, que tem a curiosidade de um exemplar nos Estados Unidos ter passado do milhão de quilômetros rodados e ter sido um dos carros turbo mais vendidos em uma época que tal solução era exceção absoluta.

    • BЯдΖǐL-ЯЄРΘЯΤЄЯ

      Quero acrescentar outro linha de suecos turbo da Volvo. 240 Turbo, 740 Turbo, 850 T5 e mais recente os Polestar.

  • Fernando

    Bela matéria,MAO!

    Creio que a atitude do motorista com os mais bravos (o 911 Turbo, por exemplo) quando em curva, devesse ser a de não esperar para aquele momento a situação de pisar fundo e sim segurar para ganhar o atraso nas retas… eu pelo menos me imaginando com ele, não abusaria nessa situação, deixaria nas rotações que sem a turbina “entrar” fosse suficiente, senão custaria muito caro consertar…. hehehe

  • francisco greche junior

    Essa matéria dá o solavanco do turbo.
    Eu vendo o Porsche 911 de corrida na hora lembrei dos 935 de primeira geração, que usavam somente uma turbina e tinha muito lag.
    Um tempo atrás eu pesquisei o tempo do 1/4 de milha dele e era algo como 8,900 segundos. Sendo que o recorde aqui no Brasil nos 402 m em 2013 foi de um Opala turbo fazendo 8,747 segundos. Já em 2014 o recorde foi 8,245 segundos. Agora em 2015 estamos com o recorde do Opala do Celso Camargo Turbo Traseira mais rápido do Brasil 8.010 @ 306 km/h.

    Essa comparação chega a ser desleal, carros com bem mais de 1500 cv que só aceleram por pouco tempo na reta, não fazem curva, não freiam, não fazem nada além de ser rápidos nos 402 metros.
    Mesmo com toda a gigantesca diferença entre eles o 935 andava praticamente igual.
    Com isso vemos como existiam carros monstruosos antigamente.

    • Domingos

      Esse número tem que estar errado. Um GT-R faz na casa dos 10 altos, um Porsche sem tração boa dessa época é impossível fazer 8,9 sendo remotamente original!

    • Lorenzo Frigerio

      Como é possível um Opala chegar a 306 km/h? Um carro desses levanta vôo a uns 240 km/h, mesmo com pneus enormes. Não tem aerofólio que segura.

      • francisco greche junior

        Lorenzo, é incrível mesmo, postei um dados abaixo. Abraço

  • Ilbirs

    A GM deve ter estudado tanto o motor VW a ar de ventoinha plana que quis porque quis tornar o motor do Corvair o mais livre possível de vícios que a unidade do Typ 3 tinha. Provavelmente quiseram deixar esse motor o mais baixo possível e nessa, a tal ventoinha em posição estranha e o alternador transversal para um propulsor longitudinal, mais a correia esquisita que aciona uma ventoinha que, por sua vez, aciona uma correia menor de outro dispositivo.

    • Domingos

      O desenho é estranho e essa torção que ela tem deveria dar um desgaste mais acentuado (ela vai torcer e destorcer a cada passagem por esse par de polias, além do trabalho normal dela).

      Porém, sendo a correia de acessórios, o máximo seria ficar parado na rua. Nada de maiores prejuízos e não deve ser muito complicado trocá-la.

      Mas que é uma solução estranha, é. Meio caricata até, com essa segunda mini-correia logo acima.

      • Ilbirs

        Essa correia do Corvair me lembrou um pouco algumas correias que já vi em algumas máquinas agrícolas e de outras finalidades, que também fazem curvas estranhas.

  • Viajante das orbitais

    Carro clássico com lag no turbo ? AP 3,5 kg.

  • César

    MAO,

    Excelentes suas definições sobre o 911 Turbo:

    “(… ) freqüentemente na pior hora possível, passava de Fusca a Saturno IV em milissegundos.(…) Ele vai tentar matar você, mas nem por isso você deixará de amá-lo.(…)”

    Com todas as evoluções, tanto na tecnologia do turbo, quanto nas assistências eletrônicas, além da natural evolução pela qual tudo passa, as gerações atuais do 911 continuam indóceis, ou sua dirigibilidade chegou ao nível do Audi Quattro?

    No mais, grande matéria!

  • Mr. Car

    Não pode ser tããão alto assim. Primeiro, que não será exclusivo das versões mais top. Depois, se a VW exagerar, estará jogando no lixo a oportunidade de alcançar vendas ao menos mais próximas das previsões iniciais para o up!, e que nunca chegaram nem perto daquilo que esperavam. A chance de recuperar algum terreno é esta.

    • Os 10 carros mais vendidos na primeira quinzena de julho

      1º – Fiat Palio – 5.222 unidades
      2º – Fiat Strada – 4.771 unidades
      3º – Chevrolet Onix – 4.251 unidades
      4º – Hyundai HB20 – 4.194 unidades
      5º – Ford KA – 3.855 unidades
      6º – VW Gol – 3.399 unidades
      7º – Toyota Corolla – 3.038 unidades
      8º – VW Fox – 3.006 unidades
      9º – Renault Sandero – 2.866 unidades
      10º – VW Saveiro – 2.861 unidades

      É curioso que o up!, que seria o carro de entrada, está atrás de Gol, Fox e Saveiro em vendas. Eu fiz um test-drive no up! manual e no I-Motion. O manual é muito bom, motorzinho forte para a cilindrada, o I-Motion demora muio para trocar marchas. O concorrente direto, o novo Ka só manobrei em estacionamento. Acho que o Ka vende mais porque é mais bonito e tem menor preço, mas se você anda com o up!, vê que é mais gostoso. Com esse up! TSI turbo, a VW vai atrair a curiosidade do pessoal, que vai na agência conhecer, fazer test-drive no turbo e no aspirado e perceber como ele é bom, alavancando as vendas.

    • Fabio Toledo

      Falam em 50 mil na versão mais em conta equipada com este motor. A VW não vai vendê-lo e nem prepará-lo como esportivo, apesar do motor render bem mais, haveria um incremento em freios e suspensão (menos confortável), até mesmo na estrutura do carro, tudo isso encarece, fora o fator preço de seguro VWB… Acho que estão no caminho certo, estou de olho no carro também, acredito que será a melhor opção para a cidade disparado!

  • Mr. Car

    MAO, que tal juntar duas coisas que eu adoro em um post? Fica a sugestão: “Dez melhores comerciais de carros”, he, he! De preferência comerciais nacionais, já que são muito mais conhecidos de todos nós. E já vou indicar um, que pode ser visto no YouTube sob o título “Linha Fiat 89: Comercial Antigo (Brasil)”. Muito legal.

  • Offspring

    Senti falta da astuta Audi RS2, do mitológico Ferrari F40, do grande Buick Gran National, do roncador Ford Escort Cosworth e do fenomenal Saab 99.

  • Offspring
  • Rafael

    MAO,
    essa vai para você que tem muitas respostas para poucas perguntas (ótimo contador de histórias, parabéns por mais uma):
    Em termos de automóvel, o que será que vai deixar saudade desta época que vivemos? Tudo me parece um lixo, perfeito de mais. Engraçado, será que quem vivia nos 70 e 80 tinha noção de quão legal era a vida e os carros, ou será que eram como nós, sempre olhando o passado com muito carinho?
    Você me deixa louco, cara! Seu enfoque das coisas é alucinante!.

    abraço,
    Rafael

    • Fabio Toledo

      O mundo está cada vez mais chato, sem dúvida! Minha irmã estava resmungando para mim que um colega de trabalho (mais novo) disse que gostaria de ter vivido nos anos 90… hahaha… Ela ficou se sentindo velha.

  • Fat Jack

    Sou muito fã dos 911 Turbo (apesar de seu temperamento bipolar) e gostei muito de ver o Mustang SVO (muito interessante pelo desempenho que apresentava), praticamente um desconhecido do público geral.
    A lista é excelente, mas destacaria o Saab 900 Turbo também e gostaria de ter visto este aqui na lista (apesar da menção a ele…).

  • Peter Losch

    Tenho um destes carros turbo modernos quatro cilindros e, tirando o som da turbina enchendo e o espirro da válvula “wastegate”, não sei se gosto deles. Fraco no primeiro momento em que se aperta o acelerador, o torque aparece todo de uma vez logo após passar este momento de inércia. Não é um comportamento linear, fora o funcionamento um pouco vibrante dos quatro cilindros. Preciso me acostumar com o carro, mas ficaria no antigo seis cilindros de alta potência, altamente linear, livre de qualquer vibração e uma ligação direta entre o que se aperta o acelerador e o ganho de velocidade. O pedal do acelerador do turbo é daquele tipo que pisa-se e aguarda as coisas acontecerem antes da efetiva aceleração. Não é direto como o aspirado.

    • RED883

      Você tem um Golf Mk7 1,4 TSI?
      Tenho a mesma sensação, mas…depois que o turbo enche a brincadeira fica gostosa. Claro que se existisse a venda um hatch 6 cilindros em linha (está bem, conheço o BMW 130i, mas é pouco usável no dia-a-dia pelo custo) eu preferiria ao Golf…

      • Peter Losch

        Não, é um 1,8 TFSI. Carro lindo com desempenho de barca de vovô… :o)

        • RED883

          Câmbio CVT ou DCT?

          • Peter Losch

            CVT… :o(

      • Fabio Toledo

        Tenho intenção de comprar um Golf, não imaginava que existisse esta inércia tão perceptiva, tendo em vista atingir o pico de torque tão cedo.
        130i não é pouco usável no dia-a-dia… A gente que não tem $$$ mesmo… hahahaha… Mas segue a vida!
        Entre os mortais acho que as opções turbo valem mais a pena… Bom… O Si era sensacional, o anterior era mais girador, agora fiquei curioso em testar o novo, mais torcudo.

        • RED883

          Fabio, vai fundo, o carro é muito bom, embora exista uma certa letargia ao partir, que diminui quando colocamos o DSG no sport.
          Boa parte dessa lentidão ao partir , em “D”, ocorre porque ele engata a 2º marcha tão logo começa a andar, para economia (até porque o TSI não é esportivo). Em “S” o câmbio segura um pouco mais as marchas e se você pisar tem que segurar o volante, pois as paisagens passam bem mais rápido que com carros aspirados (estou comparando com meu ex-Focus Duratec 2,0, no qual usava o sprint booster para tirar o lag do acelerador eletrônico.)

      • Peter Losch

        Não. O motor é um 1,8 TFSI.

    • Eduardo Mrack

      Realmente é preciso se acostumar com o diferente comportamento da faixa de potência. Daí a preferência de muitos pelo câmbio manual, onde é o motorista quem seleciona, em um primeiro momento, em qual faixa de rotações quer que o motor trabalhe. Na prática, ao menos nos modelos de carros turbo mais acessíveis, a tal eliminação do “turbo lag” ainda não chegou até nós, diferente do que ocorre com as picapes a diesel.

      Ah, não é a válvula “wastegate” quem “espirra” , o som característico do alívio de pressão de ar admitido nos motores turbo é gerado pela válvla de prioridade ou “blow-off” e ainda algum som pode ser emitido pela válvula de alívio, se for o caso.

      • Peter Losch

        Obrigado pela informação. Confesso desconhecer os termos corretos!

  • Felipe Lima

    Eu gostava do comportamento do Marea Turbo, não tinha força em baixa, mas ao redor das 3000 RPM o carro dava um coice e acelerava liso até a faixa vermelha!

  • Domingos

    Esses de arrancada têm só o logotipo do Opala de original.

    • francisco greche junior

      Bem isso, só a carroceria e o bloco de original. Mas sem aerofólios (rs)

      É amigos, antigamente eu não dava atenção, não entendia bem o que é a arrancada, mas de verdade é o único lugar onde temos desenvolvimento de carros aqui no Brasil, já que Stock Car é uma piada de mau gosto.

      Por exemplo, deixando estes recordistas todos extremamente modificados, podemos ver os tempos da TO (traseira original). Nesta categoria para os Opalas temos os seguintes trechos das regras:

      PESO MÍNIMO:

      • 1.230 kg (um mil duzentos e trinta quilos) para veículos equipados com motor 6
      (seis) cilindros.
      • 1.330 kg (um mil, trezentos e trinta quilos) para veículos equipados com motor 6
      (seis) cilindros e cabeçote não original do motor utilizado.

      b) Não é permitido qualquer tipo de alívio de peso através da retirada de partes e itens
      originais de fábrica, exceto as permitidas por este regulamento.
      c) Permitida a retirada do macaco, estepe, chave de roda e triângulo de segurança.

      ALIMENTAÇÃO:

      f) Proibido qualquer tipo de dispositivo de superalimentação. (óxido nitroso, turbo,
      compressor, blower, superchargers e outros mais que possam surgir).
      g) Obrigatório o uso de metanol puro como combustível com as especificações
      técnicas descritas nas Regras Gerais.

      8.13) RODAS E PNEUS:

      b) Os pneus deverão obrigatoriamente possuir classificação DOT com medidas de
      largura máxima em 235 mm e mínima 165 mm.
      c) Obrigatória a utilização de pneus do tipo “DRAG DOT RADIAL”, respeitada a
      medida máxima acima citada.

      Com isso vemos que não são tão modificados assim, não usam nitrometano, não usam pneus puramente de DRAG, não tem alívio de peso e são aspirados.

      Agora vemos o recorde atual nos 402 metros 10s092. https://www.youtube.com/watch?v=d5DQl7A09sY

      Aceleram muito, não?

      • Domingos

        Poxa, realmente nessa categoria é impressionante. Quase sem redução de peso e ainda por cima aspirado!

        Embora não goste de arrancada, alguns desenvolvimentos são interessantes.

  • Antonio Filho

    Acho que o tema não condiz muito com os carros escolhidos…Tiraria os
    Corvair Monza e Mustang SVO pois estão muito longe dos melhores, e como apaixonado que sou por motores turbo, na minha opinião colocaria o Ferrari F40 e o Porsche 959 em lugar desses outros dois, mas de resto foi uma bela pedida.

  • Eduardo Sérgio

    Quando o assunto é Chevrolet Corvair o que me vem à mente é o livro “Unsafe at Any Speed” (“Inseguro a Qualquer Velocidade”), do advogado americano Ralph Nader, que ajudou a arruinar a reputação do modelo.

    Quanto ao Audi quattro, sua imagem ficou associada à vitoriosa presença nas pistas de rali, especialmente sob o comando da dupla Michele Mouton e Fabrizia Pons. Projeto bem resolvido, a combinação do motor turbo com a tração nas quatro rodas foi assim traduzida em um documentário sobre automóveis: “enquanto os outros aprendiam como fazer prédios de dois andares, os alemães já construíam prédios de vinte andares.”

  • Fabio Toledo

    O meu turbo foi um Golzinho… rs… Valeu ter realizado este sonho, estas coisas ficam pra toda a vida! E lógico, meu carro era um sleeper, manolização zero!

    Esperava pelo F40 na lista, mas o 288 realmente é lindo demais!

  • Fabio Toledo

    Mas era um carro de competição, não?

    • Domingos

      O 911 Turbo? Não, era um carro de rua “normal”.

      • Fabio Toledo

        O comentário acima é sobre o 935.

  • Fabio Toledo

    Creio que combinado com o fato de ser um tração-traseira, se adiantava um pouco a freada, punta-tacco “vigoroso” para manter a turbina viva e daí para frente só emoção dosando no acelerador, aquele famoso vídeo do Yellow Bird não é por aí?

  • Fabio Toledo

    Bem lembrado! Notchback!

  • Fabio Toledo

    Valeu Daniel! Eu tenho um Focus 2.0 manual 2013 e a dúvida que ainda paira minha mente é “manual ou DSG?”… Curto meu carro com câmbio manual, mas como o DSG é dito como o “estado da arte”… Bom preciso fazer um test drive. Minha irmã tem um Focus do novo e demonstrou ter gostado bastante do Golf, quando ficou com um (TDI) na Alemanha.
    Esse sprint booster você usou em qual ano/modelo? Eu achava que o problema estava naquele “workaround” que a Ford fez para não colocar o VVT.

    • Daniel Andraschko

      Fábio, eu também estava em dúvidas em relação ao cambio, pois adoro “cambiar” e acabei pegando o DSG para provar um DCT e estou gostando. Tem o conforto de um auto e a opção de cambiar (borboletas e palanca) quando quiser (claro que não é a mesma coisa, mas acredito ser o que te dá mais opções).
      Eu tinha um Focus Mk2,5 2009, 2.0 gasolina e não, o delay esta mesmo no acelerador eletronico e não no coletor de admissão variável que a Ford colocou no Duratec. Tive um 2006 Duratec com acelerador a cabo e o 2009 com sprint booster passou a ter uma resposta igual.

      • Fabio Toledo

        E como ficou o consumo? Puxa,. de repente coloco esse artifício no meu carro, esse comportamento morto em baixa tira o prazer em dirigir na cidade em diversas situações.
        Esse dito coletor de admissão variável, já ouvi dizerem que é uma solução um tanto primária da Ford, no seu 2006 então a resposta era lisa mesmo original?
        E aí, alguma saudade da Ford?