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DEBAIXO DA GAROA, UM COPO MEIO CHEIO, MEIO VAZIO

Wagner atual r

Debaixo da garoa, um copo meio cheio, meio vazio

 

 

Massa: melhor largada da temporada. FInal nem tanto (foto Alastair Staley/Williams)

Massa: melhor largada da temporada, final nem tanto (foto Alastair Staley/Williams)

Verão inglês colocou água no chope da equipe Williams. Famosos pela cerveja natural, alemães fizeram mais uma dobradinha em pódio que Ferrari marcou presença. Em Daytona, acidente espetacular marca vitória de Dale Earnhardt Jr.

 

Largada fulminante, chegada nem tanto

Ri melhor quem… Copo meio cheio… Nenhum dito popular serve melhor para descrever o GP da Inglaterra como a famosa frase do lendário pentacampeão, o argentino Juan Manuel Fangio: “Carreras son carreras”.

 

Chove melhor...(foto Sam Bloxham/Williams)

Chove melhor…(foto Sam Bloxham/Williams)

...quando chove por último (foto Mercedes-Benz)

…quando chove por último (foto Mercedes-Benz)

Felipe Massa alinhou em terceiro no grid e assumiu a ponta em uma largada que entrou para sua história, talvez até mesmo para a história da F-1. Afinal, poucas vezes uma dobradinha com chances de derrotar a praticamente imbatível equipe Mercedes foi desperdiçada de maneira tão clara. No final, a chuva se encarregou de garantir que Lewis Hamilton e Nico Rosberg terminassem mais uma vez em primeiro e segundo lugares e Sebastian Vettel subisse novamente ao pódio.

 

Há tempos Felipe Massa não brilhava tanto (foto Andrew Ferraro/Williams)

Há tempos Felipe Massa não brilhava tanto (foto Andrew Ferraro/Williams)

O que se viu em Silverstone, além de uma mostra do verão inglês, foi um Felipe Massa em grande dia ser anulado por uma estratégia nada ou pouco digna de uma equipe de F-1 com tamanha tradição. Não se pode esquecer que a categoria está mais do que nunca tomada pelo politicamente correto a ponto de colocar ordens e jogo de equipe na categoria do inadequado. Mas quem é autoentusiasta se perguntou por que durante as voltas em que o brasileiro do carro 19 e o finlandês do carro 77 lideravam a prova eles não se ajudaram para aumentar a vantagem sobre o rapazinho do 44. Qualquer mecânico de kart, daqueles que ficam fazendo mímicas absurdas e incompreensíveis à beira da pista, teria sido capaz de transmitir claramente essa ordem.

 

Bottas parece cansado dos limites que a Williams impõe (foto Glenn Dunbar/Williams)

Bottas parece cansado dos limites que a Williams impõe (foto Glenn Dunbar/Williams)

Foi esse desperdício que deixou o copo da vitória meio vazio, volume que nem mesmo a garoa que invadiu Silverstone sem credencial serviu para compensar. Pior: aumentou a seca de vitória da equipe — a última foi na Espanha, em 2012 — e do brasileiro (GP do Brasil de 2008) e adiou a primeira conquista de Valteri Bottas. Tal qual muita gente que assiste o GP do Brasil pela TV está cansada de ouvir, os ingleses da Williams demonstraram não saber que a “..a chuva vem de Oxford”.

 

A chuva pregou peças em muita gente (foto Steven Tee/Williams)

A chuva pregou peças em muita gente (foto Steven Tee/Williams)

Brincadeiras à parte, só mesmo essa folclórica frase para explicar a tática equivocada para trocar os pneus de seco pelos intermediários quando os 5.891 metros ficaram úmidos ou molhados. Até mesmo os adversários com conhecimento de causa, e de casa, estranharam a tática da Williams, caso de Toto Wolff, austríaco cuja esposa é piloto de desenvolvimento da equipe inglesa, da qual já foi acionista, e lidera a equipe Mercedes. Para ele, os rivais deveriam ter usado táticas diferentes para cada piloto, em especial para Bottas, “que parecia mais rápido”.

 

Vettel veio pelas beiradas e conquistou mais um pódio (foto Studio Colombo/Ferrari Media)

Vettel veio pelas beiradas e conquistou mais um pódio (foto Studio Colombo/Ferrari Media)

Mesmo ocupando a segunda fila do grid (Bottas largou em quarto), a Williams acabou sucumbindo à estratégia e malandragem de Sebastian Vettel. O alemão deu show de pilotagem na chuva ao disputar posição com Kimi Räikkönen, como você pode ver abaixo.

 

 

 

 

 

Como não adianta chorar sobre a garoa derramada, a Williams tratou de valorizar o resultado e chutar a bola para a frente, o que no caso é focar no GP da Hungria, dia 26. Nesse meio tempo será preciso conter os ataques à manutenção de Valteri Bottas na equipe em 2016. Se a Ferrari já tinha interesse no finlandês, o capítulo Silverstone certamente tem tons de epílogo nessa relação. O resumo desta ópera pode ser descrito como o interesse de Frank Williams em faturar o máximo possível para liberar o piloto, que começa a se cansar da demora em vencer seu primeiro GP e vislumbra pastos mais verdes, como sempre parece ser o gramado do vizinho.

 

Ron Dennis não poupou desculpas nem Eddie Jordan (foto McLaren Media Centre).

Ron Dennis não poupou desculpas nem Eddie Jordan (foto McLaren Media Centre).

D-R por D-R, nada supera o clima que reina no Império de Dennis, o Ron, não o travesso das antigas revistas de quadrinhos. Com um pouco de sorte você poderá assistir a esta entrevista onde Ron Dennis responde perguntas de Martin Brundle. Com conhecimento de causa e de casa, Brundle encosta Dennis na parede ao questionar a atual falta de competitividade da McLaren e, surpreso com uma resposta típica de político em campanha, fuzila uma réplica tipo não-é-bem-isso-que-se-vê-na-pista. Os dois concordaram em novo capítulo dessa tertúlia para o final da temporada.

O clima de desespero já envolve a Honda e ex-amigos como Eddie Jordan. Se para o construtor japonês, cujos valores orientais preservam a paciência e o tempo, o projeto é de cinco anos, para Dennis e seu orgulho os resultados devem aparecer ontem, algo que quem acompanha a F-1 sabe que não é o caso. Com relação a Eddie Jordan, que nos seus tempos de dono de equipe era próximo a Dennis-, a declaração que o mal da McLaren está na arrogância do seu líder, provocou uma resposta igualmente áspera:

“A F-1 é uma família que mora em um monte de vilinhas e cada uma tem sempre seu idiota. Ele (Jordan) se encaixa perfeitamente nesse papel…”

Enquanto o desempenho competitivo não vem, a sombra do processo que levou Ron Dennis a assumir o comando da McLaren aparece como um verdadeiro lobo mau. O ex-mecânico de John Cooper conquistou a equipe quando Teddy Mayer começou a perder seu toque de fada no final dos anos 1970 e acabou entregando a varinha para Dennis em 1981. Teddy Mayer não acabou no Irajá, mas ainda não dá para dizer o mesmo de Ron Dennis.

Diferenças à parte, o famoso Grupo Estratégico da F-1, aquele que Bernie Ecclestone quer ver dizimado, se reuniu novamente e serviu para deixar Ron Dennis, digamos, menos estressado. Além de uma cruzada para diminuir o uso de parafernálias eletrônicas a partir do GP da Bélgica (marcado para 21 de agosto), novos fabricantes poderão usar um quinto motor, ou melhor: unidade de potência, em seu primeiro ano. Soou como presente para a Honda e um atestado de cinismo para os que fazem o regulamento da categoria. Afinal, hoje em dia, tem gente que já perdeu 25 posições em um grid que tem meros 22 participantes. O futuro é, digamos, nosso conhecido: no ano que vem o sistema de escapamento dos motores será modificado para produzir um ronco mais forte, atitude comparável à eficiência digna de serviços públicos brasileiros…

Para ver o resultado completo do GP da Inglaterra e a situação do campeonato basta clicar aqui.

 

Nascar: na reação em cadeia piloto escapa ileso

 

Dale Earnhardt Jr( #88) venceu a Daytona Coke Zero 400 (foto Chris Trotman/NASCAR)

Dale Earnhardt Jr( #88) venceu a Daytona Coke Zero 400 (foto Chris Trotman/NASCAR)

Nem a chuva que atrasou a programação em três  horas e meia arrefeceu os ânimos dos pilotos que disputaram a Coke 400, etapa da Sprint Cup (principal categoria da Nascar) em Daytona. Você pode ver aqui um resumo dos principais acidentes da prova vencida por Dale Earnhardt Junior. Neste link você vê o acidente em vídeo registrado por um espectador; cuidado, são cenas fortes…

Neste outro logo abaixo você a sequência por outro ângulo e com melhor definição, inclusive da caixa de câmbio que ficou separada do automóvel. Austin Dillon, o piloto do carro que decolou e bateu contra as grades de proteção (que cumpriram sua função com méritos…) saiu caminhando do acidente. Entre os espectadores que foram atingidos por detritos e peças dos automóveis, seis foram liberados após receber primeiros socorros no local e os demais encaminhados para um hospital local, onde receberam os cuidados necessários. Todos passam bem.

 

WG

A coluna “Conversa de pista” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


Sobre o Autor

Wagner Gonzalez
Coluna: Conversa de Pista

Jornalista especializado em automobilismo de competição, acompanhou mais de 300 grandes prêmios de F-1 em quase duas décadas vivendo na Europa. Lá, trabalhou para a BBC World Service, O Estado de S. Paulo, Sport Nippon, Telefe TV, Zero Hora, além de ter atuado na Comissão de Imprensa da FIA. É a mais recente adição ao quadro de colunistas do AUTOentusiastas.

  • Que pancão, na Nascar, Wagner! Impressionante… Eu achei que, quando o carro do Brad Keselowski bate no dele, já capotado, o rapaz (Dillon) ia pro espaço… Graças a Deus, se salvou… Muito legal, a reação do público, quando os mecânicos de macacão da “Geico” fazem o sinal de positivo para mostrar que o cara está bem… Eles gritam, que parece que marcaram um gol…

    • Wagner Gonzalez

      Ricardo,

      O site da Nascar até entrevistou o mecânico/engenheiro que foi o primeiro a chegar no carro acidentado. Sem dúvida foi um milagre o Dillon ter saído inteiro do carro quando se nota que o trem de força foi arrancado da estrutura e em seguida o que sobrou foi alvejado pelo BK!

    • Domingos

      Muito bacana, mas o modelo de corridas americano merece uma revisão. Eles apostam em corridas pouco técnicas e de altíssima velocidade para dar emoção ao público e manter um custo discutivelmente mais baixo.

      O problema é que esse modelo é bem assassino, sem contar na chatice das corridas em oval. Deveria ser revisto.

      • Pois eu penso o contrário, Domingos. Sendo os carros seguros e tendo a arquibancada segura (e acho que estava, porque se você pensar na força do impacto e os cabos de aço não foram rompidos), tem mais é que largar o pau, mesmo!

        Oxalá, tivéssemos a mesma estrutura e segurança (+organização +promoção e +entretenimento) na Stock tupiniquim e pudéssemos ter corridas em ovais/superovais, aqui no Brasil, também…

        Ia ser bem bacana ver Cacá, Átila, Ricardinho, Valdeno e Rubinho, a “1000 por hora” num ovalzão…

        • Wagner Gonzalez

          Ricardo,

          Tempos atrás dois brutos da F-Truck se estranharam na freada do S do Senna e um deles foi lançado contra as grades de proteção. Um deles teve a carroceria arrancada do chassi! Como o Autódromo de Interlagos tem a licença mais severa da FIA o acidente acabou limitado aos dois veículos e pilotos envolvidos. Com exceção de Curitiba, temo que se acidente semelhante tivesse acontecido em algum outro circuito brasileiro as consequências teriam sido trágicas.

  • Fat Jack

    Uma bela corrida, sem dúvida, a largada do Massa foi realmente soberba, a Williams acabou por deixar escapar uma chance clara de pódio. Massa fez sim um a grande corrida, mas ainda não consegue ter um ritmo de corrida superior ao Bottas e isso para ele (Massa) eu acho ser péssimo, por não conseguir se impor.

    • Wagner Gonzalez

      Fat Jack,

      Pena que choveu por último na horta do Lewis Hamilton…

      Quanto à célebre frase, acredito que sua repetição soaria como uma pá de cal na atual crise da categoria… Você não concorda?

  • Paulo César_PCB

    Será que com tanta gente no staff da Williams não tinha ninguém para “fazer um joguinho de simulação ?”. Monitoramento da corrida é novidade ? Ai se eu sou o patrocinador……
    Nascar é Nascar, tudo numa categoria só. Certamente os caras do board vão reforçar a segurança tanto de pilotos como de espectadores. Infelizmente só com acidentes e que se pensa além do ponto “fora” da curva.

    • Wagner Gonzalez

      Essa é a pergunta do milhão de dólares, PCB!

      Na Nascar os pilotos já soltaram o verbo sobre a segurança e a grita geral é para diminuir a potência e, por tabela, a velocidade dos carros.

  • Alexander Arake

    Fala Wagner Gonzalez!

    Concordo com você, a Williams deveria ter adotado uma tática visando maximizar seu resultado. O Bottas era mais rápido sim, mas o quanto isso se deveu ao uso do DRS? Andando no vácuo do Massa ele conseguiu economizar um pouco de combustível mas seus pneus macios iriam acabar antes do que o do Massa. Já que Silverstone era muito difícil para as Mercedes ultrapassarem as Wiliams, por causa das retas curtas e da boa velocidade final do FW37, deveriam ter adotado uma tática para o Bottas segurar o ritmo e permitir ao Massa abrir de 10 a 15 segundos para fazer a troca e voltar em primeiro.

    Bottas não estava tão mais rápido assim do que o Massa, tanto que de pneus duros Massa abriu facilmente e com os intermediários terminou 27 segundos a frente do Finlândes.

    No final a chuva estragaria tudo de qualquer forma, mas o Massa poderia ser segundo ou terceiro, tirando mais do que os 3 pontos que eles descontaram da Ferrari, sua real adversária no campeonato.

    Concordo com vc e com o Totto, o mínimo que a Williams deveria ter feito era táticas diferente com seus pilotos. Não poderia tomar o undercut da Mercedes, já que a previsão de chuva era certa, então não teria porque estender o primeiro stint.

    Mérito para a Mercedes e Hamilton, que além de antecipar a parada, ainda foi mais rápida na troca e também parou na hora certa na chuva e mérito para Vettel que soube aproveitar a chance e conquistar um improvável pódio em Silverstone.

    E por último a culpa não é só da Williams, na chuva quem deve peitar o engenheiro e decidir a melhor hora de parar é o PILOTO. Massa e Bottas tem bastante peso ao deixarerm Vettel roubar-lhes posições.

    Abraço!!

  • Alexander Arake

    Ele já ouviu isso ano passado, se não me engano na Malásia, e mesmo assim não deixou o Bottas passar. Ali ele demarcou o território, mostrando que o tal do “faster than you” ficou enterrado em Maranello. Se o Bottas não quer ter que ficar pedindo permissão para ultrapassar é simples, se classifique a frente do Massa ou então, largue melhor. Esse ano está 6 x 3 para o Massa em posição de largada.

    O Bottas era mais rápido pois podia usar a asa móvel e o Massa não. Quando trocaram de pneus médios para duros, Massa conseguiu rapidamente o gap que anulou a DRS do Bottas e de pneus de chuva colocou o Bottas no Chinelo, tanto que terminou 27 segundo a frente.

    Não quero desmerecer o Bottas que todos dizem ser um futuro campeão mundial. Também acho, mas o Massa esse ano tem sido um adversário duro para o Finn.

    • Wagner Gonzalez

      Alexander,

      Massa e Bottas gostaram da idéia de disputar posições, o que mostra que ambos são corredores de verdade. Quanto ao DRS, se o finlandês passasse o brasileiro ambos poderiam se aproveitar dessa ferramenta execrável.

    • Fat Jack

      Da mesma forma, não quero de forma alguma desmerecer o Massa… mas não se pode esquecer que e o finlandês ainda está melhor posicionado no campeonato (e só para que não haja dúvida, sou totalmente contra esses “joguinhos” de equipe, seja para o lado que for)

  • Antonio Pacheco

    Concordo que a Williams deveria ter feito uma estratégia de segurar a Mercedes com um piloto, deixando o outro abrir. No caso do Massa, o erro que lhe tirou o pódio foi quando o Hamilton entrou para colocar pneus intermediários, e ele e o Bottas resolveram ficar por mais uma volta. Se a corrida era contra o Hamilton, quando este entrou, o Massa deveria ter entrado junto. No primeiro pit não tinha o que fazer, já que a Mercedes antecipou e o Massa estava na frente. Mas, no segundo, a falha foi fatal.

    • Wagner Gonzalez

      Antonio,

      A briga de gato e rato entre a Williams e Mercedes teve lances pitorescos, incluindo mensgaens entre marido e mulher (Totto e Suzi Wolff) e Ameaças de pit stops. Nesse jogo o time do Frank acabou dançando…

    • Domingos

      Mas no primeiro a Williams estava atrasando também, inclusive com aquela troca de mensagens blefe de que iam correr até o final com o segundo jogo de pneus.

      Ninguém, nem sem chuva, ia usar só 2 jogos de pneus.

      Simplesmente a Williams errou todas as trocas de pneus. Isso que perdeu a corrida, nem precisaria segurar o Rosberg.

    • Lucas dos Santos

      Outra coisa que contribuiu para o Massa perder a liderança foi o trabalho mais lento da Williams nos boxes.

      Enquanto a Mercedes trocou os pneus do carro nº 44 em 2,4 segundos, a Williams levou 3,8 segundos para fazer o mesmo trabalho no carro nº 19.

      Isso somado ao bom desempenho do Hamilton, com pneus novos e pista livre, foi a “receita” para voltar atrás.

  • Wagner Gonzalez

    Pois é, Alexandre,

    Vamos ter que esperar outra oportunidade dessas, coisa que não acontece toda hora…

    WG

  • marcus lahoz

    Wagner

    A corrida foi boa hein. Lembra que falei que nos autódromos antigos sempre (em 90%) temos boas corridas (tiro apenas 3 desta conta: Monaco, Barcelona e Hungria). Sobre a questão do Bottas estar mais rápido, tenho minhas dúvidas, na reta o Massa não tinha a asa aberta, e nas curvas eles conseguia ficar a frente e até abrir um pouco; pelo que acompanhei na corrida a asa aberta consegue tirar 0,3s por reta de funcionamento; o que dá uma vantagem de 0,6, mas vamos arredondar para 0,5s por volta. Se o Massa conseguiu ficar a frente mesmo perdendo 0,5s por volta, então ele estava mais rápido. Depois da troca de pneus então nem se fale, com os duros o Massa não deu chances para o Bottas.

    Hoje temos 2 bons pilotos de chuva: Hamilton e Vettel, o resto se segura na pista.

    Abraço.

    • Wagner Gonzalez

      Marcus,

      Caso Massa e Bottas tivessem alternado as posições entre eles teriam explorado o DRS da melhor forma possîvel naquelas circunstâncias e construído boa vantagem sobre o LH.

      Quanto ao consumo de pneus eu acredito que o Massa é mais agressivo que o Bottas, algo que seria atenuado com o jogo de equipe.

      No final das contas acredito que em muito breve ouviremos mensagens do tipo “mantenham as posições e se ajudem”…

      WG

      • marcus lahoz

        Wagner

        Se até na Nascar eles conseguem se ajudar intraequipes, não entendi pq a Williams não fez isso.

    • Alexander Arake

      Hulkenberg também é bom na chuva, fez uma pole épica em 2010 em Interlagos e sempre que tem corrida com chuva ele sobe no Grid.

      Falando em chuva, a prova da Hungria ano passado foi excelente e contou com a vitória do Ricciardo e belas ultrapassagens.

      E por incrível que parece, o tedioso circuito de Barcelona teve uma corrida boa esse ano

      • marcus lahoz

        Tomara que seja bacana.

      • Thales Sobral

        Hulkenberg pegou aquela pole num oportunismo incrível. Não deixa de ser um grande mérito, mas não dá pra tirar a performance no molhado do cara por causa daquela volta.

    • Domingos

      As pistas tradicionais sempre são fantásticas, mesmo com esses carros horríveis e fracos desses anos.

      O que matou a F-1 é o que a mata agora, a gerência procurando grana de governo e da TV. Não é à toa que já estão fechando as portas (com rumores que vão vender os direitos a alguém…).

      A falta do safety car nessa corrida para mim é forte indício que estão rompendo os contratos.

      Imagina a “alegria” da Mercedes-Benz de não ver em nenhuma das voltas o seu carro ali na frente, pelo qual ela pagou caro (o contrato do safety car é longo, bem longo).

  • César

    Sem querer ser chato, mas como o AE preza pela correção em conceitos/terminologias/nomenclaturas, o correto é GP da Grã-Bretanha (British Grand Prix), não GP da Inglaterra.

    • César,
      Agradeço sua atenção para esse detalhe, mas o fato de ser chamado de GP da Grâ-Bretanha ou GP Britânico é impróprio, pois a Grã-Bretanha não é país, e as provas do mundial de F-1 são sediadas em países. Além disso, absolutamente ninguém ficou em dúvida sobre onde a corrida foi realizada.

      • Domingos

        Tinha o GP da Europa. Talvez isso não seja bem uma regra.

        • Wagner Gonzalez

          Domingos, o GP da Europa é um eufemismo para realizar duas corridas no mesmo país. Você sabe em qual continente fica o Azerbaijão? Pois é, ele deverá receber o GP da Europa no ano que vem… Quanto a usar a opção “GP da Inglaterra” em vez de “GP da Grã-Bretanha” considero totalmente desnecessário ir além na discussão.

  • André Castan

    Acho que a frase mais correta seria: “Massa, everyone is faster than you”.

  • Fat Jack

    Certíssimo!
    (O que será que houve com meu comentário que agora só aparece parcialmente?)

  • Alexander Arake

    O SC entrou no começo da corrida sim, e nos estágio finais, foi usado o Safety Car Virtual, para o trator remover um carro, e funcionou muito bem, pois diferente do SC físico, o virtual permitiu aos pilotos manterem a vantagem que haviam construído.

    • Wagner Gonzalez

      Safety Car Virtual, grunft…

    • Domingos

      Mas foram umas 5 a 6 voltas o safety car do meio da corrida…

      Poderiam simplesmente mandar os pilotos manterem as vantagens, somando a regra do “virtual” com a presença do carro de segurança.

      Além do charme e tradição, com certeza o patrocinador agradeceria muito.

      Aliás, nessa corrida não apareceu UMA câmera onboard ou conta-giros.

      Daqui a pouco vai ter bicicleta de segurança. Ou alguma “classificação virtual” pelas simulações das equipes :s …

  • leoayala

    Respeito a sua opinião, mas não considero as corridas em ovais tão chatas assim. Apesar disso, dá para se ter uma ideia do “potencial” de ter mais etapas em mistos. A etapa da Nascar em Sonoma foi sensacional! Quanto à velocidade, é melhor ser rápido do que ser uma Formula 1 da vida, cheia de tecnologia, mais lenta e chata pra caramba.

    • Domingos

      As mistas são muito legais mesmo, já vi uma ou outra.

      O problema é que se forem só essas, não é mais Nascar.

      Ainda, com tudo o que tem acontecido na F-1, acho quase todas as suas corridas muito mais legais.

      Os anos de 2009 a 2013 foram tão legais que não imagino como possam preferir as corridas americanas a isso…

  • Alexander Arake

    Corridas em ovais eu imagino que deve ser legal ver “in loco” para ver a real velocidade dos carros. Na TV não passa a sensação real de velocidade, apenas algumas tomadas com a câmera fixa.

    Também acho que seria legal ver esses carros de turismo em ovais atingindo 300 km/h. Atualmente um carro de Stock Car dificilmente passa de 240 km/h, seja pelos circuitos ou pelo carro mesmo.

    • Domingos

      O público parece gostar muito mesmo!

      Pela TV, dá até desespero. 5 minutos de corrida tava bom.

  • Alexander Arake

    Mas você lembra Wagner, antigamente o SC entrava na pista e mesmo os carros juntos, a diferença que eles tinham uma volta antes da parada era mantida. Por exemplo, Senna em primeiro e Prost colado em segundo, mas no cronometro da FIA aparecia que ele estava 10 segundos atrás. Para ganhar a posição, nesse exemplo hipotético, o Prost teria que ultrapassar o Senna e abrir mais de 10 segundos. Por ser confuso, e afastar fãs desinformados, a FIA aboliu esse sistema e copiou o Pace Car Americano que elimina as diferenças de cronômetro. O Safety Car Virtual, tem o mérito de, ao fazerem os pilotos andarem em uma velocidade controlada pelo display, permitir a manutenção das diferenças que eles construíram. Eu acho justo.

    • Wagner Gonzalez

      Alexander,

      Manter as diferenças nos casos em que fatores externos alteram o andar da carruagem é algo utópico. Da mesma forma que um piloto pode perder a vantagem sobre outro piloto por causa da entrada do Safety Car ele também pode se beneficiar ao reduzir o estresse que alguns componentes do seu carro que possam estar a ponto de quebrar. Enfim, não é possível reduzir a zero os riscos inerentes ao esporte ou a qualquer atividade humana. É como aplicar métricas de produção de uma fábrica de macarrão no atelier de um pintor.

  • Domingos

    Sim, é impressionante mesmo. Mais até a proteção da pista do que a do carro.

    Os carros da Nascar são pesados, ainda por cima. E foi tudo nos cabos, nada dos muros.

    Ainda assim, nem chegou a rasgar!

    Mas anda tendo muita morte e acidente nessas categorias.

    Apreciaria uma estrutura dessa, porém ainda assim oval não me desce.

  • Domingos

    Não tem coisa mais sem graça.

  • Domingos

    Verdade, realmente era para poderem sediar duas corridas no mesmo país, o que há algum tempo não sei se foi tornado proibido ou se tornou um taboo na categoria.

  • Fat Jack

    Apoio: “grunft…”