Depois do editorial Malfeitores de  São Paulo no último dia 9, que trata das irresponsáveis e incompreensíveis  reduções de velocidade na cidade, no qual o AUTOentusiastas conclama os cidadãos-motoristas, em sinal de protesto perturbar a cidade trafegando à metade da velocidade máxima nas vias que sofrerão tal redução, cumpre-me mostrar, conforme respondi ao comentário do leitor nrporto, como praticar esse protesto — legal, diga-se, é uma manifestação como qualquer outra — sem incorrer em infração de trânsito, pela qual, ou pelas quais, o prefeito que não escolhi (não sou louco) certamente deve estar ansiosamente aguardando.

O primeiro ponto é a questão da velocidade mínima — 35 km/h no caso das pistas centrais das marginais do Pinheiros e do Tietê que passarão da atual e segura velocidade de 90 km/h para 70 km/h dentro de nove dias.

O Código de Trânsito Brasileiro, uma lei federal, diz:

Art. 62. A velocidade mínima não poderá ser inferior à metade da velocidade máxima estabelecida, respeitadas as condições operacionais de trânsito e da via.

Fica então claro que imprimir 35 km/h, nesse caso, não constitui infração.

Tampouco constitui infração trafegar abaixo da velocidade mínima — só acima da máxima. A única infração relativa a perturbar o trânsito é transitar ao lado de outro veículo, interrompendo ou perturbando o trânsito, o que não é o caso, pois quem quiser tem a última faixa da esquerda (a nº 1) para ultrapassar:

Art. 188. Transitar ao lado de outro veículo, interrompendo ou perturbando o trânsito:

Infração – média;     (4 pontos)
Penalidade – multa.  (R$ 85,13)

Por isso, deve o leitor atentar para a obrigação de dar passagem pela esquerda, conforme o art.  198:

Art. 198. Deixar de dar passagem pela esquerda, quando solicitado:

Infração – média;     (4 pontos)
Penalidade – multa.  (R$ 85,13)

Para evitar problemas, não utilizar a faixa nº 1 (última da esquerda), dentro daquilo que o Código estabelece no art. 29, Inciso IV, e o que o AUTOentusiastas tanto insiste, ser essa faixa exclusivamente para ultrapassar.

A Velocidade Considerada

As matérias Enfrentando o inimigo com armas legais e Tabela de velocidade medida e considerada, de 16 e 20 de setembro de 2014, respectivamente, explicam em detalhe todos os elementos relacionados a infração por excesso de velocidade e recomendo sua leitura ou releitura.

Para evitar que a Companhia de Engenharia de Tráfego — leia-se Fernando Haddad e Jilmar Tatto — tunguem o nosso bolso aplicando o Art. 188 acima,  cuidar para que a velocidade mínima considerada não baixe nunca de 35 km/h.

Para isso, e observando a tabela da segunda matéria com link acima, não deixar a Velocidade Medida cair de 42 km/h, que corresponde à Velocidade Considerada de 35 km/h, a metade da velocidade máxima permitira nas pistas centrais das marginais dos dois rios que banham São Paulo a partir de 20 de julho.

Como todo velocímetro tem erro para mais, em torno de 5%,  42 km/h corresponderiam a 44,1 km/h. Portanto, o que  recomendo é rodar a 50 km/h diante do limite de 70 km/h, que já será um eficiente protesto.

Naturalmente, quem puder contar com GPS pode adotar 42 km/h lido no navegador. E quem dispuser do Waze, vá inserindo os pontos onde houver radar fixo (“pardal”) ou estático (tripé no solo ou “inimigo” com radar de mão).

Vale também ler o comentário do leitor, que assina como Ilbirs, na matéria Malfeitores de São Paulo, com informações úteis sobre ajuda que a eletrônica pode dar, tanto para este caso de velocidade mínima, quanto de máxima.

Vamos nos manifestar contra essa dupla de malfeitores da cidade!

Em tempo: começou neste sábado o fechamento do Elevado Costa e Silva, o “Minhocão”, para lazer da população. A mim parece um contra-senso uma área de lazer, onde estarão crianças e ciclistas aloprados, com aquela altura toda e sem grade de proteção. É torcer para que ninguém se mate ou se machuque.

BS

Foto de abertura: prosaepolitica.wordpress.com

 

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Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • m.n.a.

    Não sou de São Paulo mas acho difícil esse protesto dar certo….90% dos brasileiros “não estão nem aí” para civilidade, vida em sociedade….preocupam-se apenas consigo mesmo, querem andar o mais rápido possível…..

    “eu não vou entrar nessa, os outros que se danem”…acredito ser o pensamento da grande maioria….

    os autoentusiastas devem ser uns 5% ou menos do total de motoristas, na minha opinião……

  • Lauro Agrizzi

    O governo de São Paulo quer parar a cidade.Uma barbaridade. Os paulistas deveriam aderir ao protesto, caso contrário o próximo passo será tirar os carros de circulação.

  • Mineirim

    Hoje, às 13h30, passei pelo Minhocão e não havia qualquer restrição de tráfego. Será que desistiram? Não: li agora que fica fechado das 15 horas de sábado até 06h30 de segunda…

  • Roberto Aiello

    Bob, se não me engano o CTB não faz referência a tolerância de 7 km/h para a velocidade mínima, sendo assim andar a 35 no velocimetro não pode ser passível de multa, mas…

    • João Carlos

      É porque não temos a figura da multa por velocidade mínima, pois aí seria o caso de adotar outra tabela, adicionando velocidade à velocidade medida, para aí sim cair no patamar inferior. O erro é para mais ou para menos, mas como só temos multa para a máxima, adotou-se somente um lado do erro na tabela do Contran.

  • Sergio

    Mandei o link desta matéria pro Roger do Ultraje, quem sabe ele se junta ao protesto! 🙂 https://twitter.com/roxmo/status/619620084764516352

  • Mr. Car

    Sempre fui contra estre negócio de fechar rua para lazer. No Rio fazem, em Brasília fazem, e não sei se tinha em São Paulo, mas se não tinha, agora tem. Para lazer em locais públicos tem os parques, as praças… tem que ser no meio do chamado leito carroçável? No carnaval então, vira um inferno. Pleno dia útil, e ruas ou trechos de ruas fechadas ou com sua mão alterada para os tais blocos desfilarem. E com o aval da prefeitura.

  • Roberto Aiello,
    Não se trata de CTB,. mas de norma do Inmetro, tolerância legal de medição, independente de ser máxima ou mínima.

    • robson santos

      Bob,

      numa medição uma margem de erro, ou tolerância, ou precisão etc.. expressa em unidades de engenharia ou porcentagem, no comprimento de uma escala, no início de uma escala ou em valores absolutos desta escala, tem que valer nos dois sentidos, ou seja tanto para mais como para menos, então uma margem absoluta de 7km/h ( em velocidades até 100 km/h ) vale tanto acima como abaixo da velocidade de referência, sendo assim na verdade para estar cometendo uma infração por velocidade mínima neste caso a fiscalização dessa natureza de velocidade ( só possível pelo policial com sua “pistolinha” ) lhe enquadra se estiver abaixo de 28 km/h na pista expressa, certo ?

      A não ser que tal margem somente seja aplicada aos radares fixos e no caso de ultrapassar a velocidade máxima…

      É insano, mas…

      • Caio Azevedo

        Eu acho que é essa a lógica da coisa mesmo.

  • Avatar

    Bob,
    Precisamos marcar um dia para fazer isso em massa. Infelizmente não poderei comparecer ao passeio, mas será uma oportunidade e tanto para amadurecer a idéia e depois repassar aos demais…

  • Marco

    Sendo bem sincero. Moro em São Bernardo do Campo e trabalho em Diadema. Sempre que saio da rota casa–trabalho–casa, utilizo o GPS, ainda que eu conheça bem o caminho. O objetivo principal é o de ser alertado dos radares que infestam cidades e rodovias paulistas.

    Vou continuar andando no meu ritmo, que na média é de 90 km/h nas marginais, pouco mais pouco menos. Isso quando o trânsito permite, pois atualmente há uma infinidade de tontos que mesmo com pista livre andam bem abaixo do limite. Nos radares, reduzo e velocidade e acelero e em seguida.

    Utilizo as marginais basicamente quando preciso ir ao aeroporto de Guarulhos. Passarei a utilizar a Dutra.

    Sobre o Minhocão. Saiu no Estadão de hoje uma matéria sobre o parapeito ser bem baixo.

    Também discordo sobre o fechamento com o objetivo de virar um parque aos finais de semana, mas entendo bem o lado de quem mora nos prédios “colados” à pista. Deve ser um inferno morar ali. Ao menos sossego durante o final é merecido.

    E já deveriam ter dado um destino, estudado alguma outra solução para o elevado, de forma a conciliar o trânsito leste–oeste e a revitalização da área. De nada adianta somente proibir o trânsito de veículos. Pode-se reduzir o barulho, mas aquele lixo continua ali.

    Mas quer saber? Tenho 31 anos e vou morrer de velho sem que encontrem a solução para o trambolhão…

    • Christian Govastki

      Marco, permita-me discordar de você. A não ser aqueles que moram ali desde antes do elevado ser construído, quem mudou depois não tem o menor direito de reclamar, afinal o elevado já estava lá, o trânsito e o ruído já existiam e quem mudou para a área foi por vontade própria.

      É o mesmo caso das moradores das vizinhanças de aeroportos, todos foram construídos a pelo menos trinta anos (exceto São Gonçalo do Amarante / Natal) e não eram áreas habitadas, o povo vai morar ali e depois reclama do barulho?

      Congonhas foi construído na década de 30, naquele tempo era um mato só ao redor, se a cidade engoliu o aeroporto tem que agüentar o barulho ali produzido.

      • Marco

        Não há problema nenhum em discordar. É salutar.

        Mas penso diferente. O elevado foi construído na década de 70. Aqueles prédios antigos bem “colados” à pista já estavam ali. O minhocão quebrou um galhão para quem passa de carro (mas não mora por ali)? Evidente que sim. Mas degradou o centro. A av. São João e toda a região escura por conta do elevado é um verdadeiro lixo.

        A cidade vive em constante mudança. E deve ser sempre melhorada. Qual a solução a ser dada para o minhocão para conciliar o trânsito da região com qualidade de vida para os moradores? Não sei. Não sou arquiteto, engenheiro ou urbanista. Mas que aquilo é um monstrengo que enfeia a cidade, é.

        Quanto à Congonhas, o crescimento no entorno ocorreu de forma desordenada (como basicamente ocorreu com todas as cidades brasileiras). Hoje em dia o que fazer? Tirar o aeroporto dali? Quase impossivel.

        Mas limitou-se o horário de funcionamento para dar um pouco de tranquilidade aos moradores do entorno. Imagine funcionando 24h por dia como seria viver ali perto. Dependendo da rua em Moema, é difícil conversar durante o dia…

  • Avatar,
    O ideal seria como você disse, mas não é tão fácil, as pessoas têm compromissos, trabalho etc,, porém cada um dando sua cota de perturbação quando puder, já fará bom efeito.

  • Thales Sobral

    “Um elefante incomoda muita gente, dois elefantes incomodam muito mais…”

    • Lau

      Uma gota do oceano não é nada. Mas um oceano sem essa gota não será mais o mesmo.

  • $2354837

    Andem dentro do limite… respeite as placas mais absurdas. Se ninguém mais levasse multa os radares sumiriam em menos de 1 ano.

    Pode ver… locais onde é improvável levar multa os radares sumiram.

    • Domingos

      Te mostro uns 2 só no meu bairro que são “improváveis”. Um deles, sendo honesto, realmente é para não arrecadar mesmo: uma rara lombada eletrônica num lugar que era bem necessário.

      Outro veio numa avenida num lugar meio escondido, de surpresa mesmo. E ainda nessa avenida, duplicaram os equipamentos nos mesmos locais “improváveis”.

      A questão é que nela o limite ficou tão baixo, que deve ser freqüente o motorista passar por um dos radares ainda dentro da tolerância e no outro – 20 metros à frente – passar fora.

      Aqui em São Paulo acho que a próxima coisa “chique” vai ser falar “na minha rua tem radar”.

  • Cesar Maia

    Ou, pior, mate ou machuque o outro.

  • Cesar Maia

    Acho que não.

    O “Inútil”, só quer “Invadir sua praia”, porque tem “Ciúme”, afinal ele está “Nu com a mão no bolso”.

    • Sergio

      Mas se tiver mulheres bonitas no protesto, ele vai. Porque, afinal, ele gosta é de mulher. hehehe

    • Ilbirs

      O problema é ele não ter nada pra dizer, não ter mais o que fazer e, só pra garantir este refrão, enfiar um palavrão…

    • Fernando

      Poderia dizer que “Agora é tarde” mas a prefeitura como sempre não vai ter “Nada a declarar” em um evento qualquer do partido continua achando: “Todo mundo gosta de mim”

      Sabem o que eles são, não é?

  • Rafael Alx

    Como, para o prefeito, todo mundo que tem carro é da elite, acho que uma outra forma de protesto seria todos deixarem o carro em casa pra entupir o transporte público. Como a qualidade do transporte teoricamente é responsabilidade da prefeitura, queria ver a cara de mané dele se isso acontecesse, e que desculpa iria dar…

    • Domingos

      Ele daria a desculpa que todos estariam satisfeitos com o transporte público.

      Petista do nível dele é que nem homem galinha em festa: nem se importa em mentir e pior ainda de quem “acredita”.

      É óbvio que esse discurso de elite é diarréia.

  • Daniel

    Fecharam o elevado a partir das 15h .

  • Fernando

    Pode ser(e é provável) mesmo, mas acho que uma manifestação assim em um dia previamente marcado, assim chamando para a mídia (e indicado pelas pessoas certas, que sei que entre nós há quem possa fazer isso) e ao mesmo tempo revelar aos que não saibam, o porque do trânsito neste dia estar pior do que o normal, ajudam a pelo menos mostrar um pouco sobre os efeitos da redução absurda de velocidade que CET e prefeitura estão pregando.

  • Magrathiano

    O Plano Diretor da cidade de São Paulo mostra três saídas para o Minhocão: virar um parque, virar uma área de movimento exclusivo de transporte público (que eu sou contra) ou derrubar (que é o mais certo a se fazer, ao meu ver). O Plano prevê que isso aconteça em 16 anos e acredito que não vão precisar desse tempo todo para definir o caminho daquela engenharia bruta…

  • Margrathiano,
    Aqui não, petista. Vá pregar em outro lugar!

  • Simon Missirian

    Sugiro um adesivo para ser colado no vidro traseiro, como um manifesto – assim tornaria o movimento mais unido e chamaria atenção de outros motoristas, aumentando a exposição. Quem sabe até com a logomarca do Ae, onde a pessoa acessaria o site para entender o protesto.

  • Danilo Grespan

    Se andar abaixo ou na velocidade mínima é sinal de protesto, tem gente protestando faz muito tempo, e para ajudar, no lado esquerdo! Mas, será que em SP existe multa por velocidade mínima? Com o transito como já é, milhares seriam multados diariamente, por andar a 5, 10km/h…

  • Mingo

    Eu também nunca soube de ninguém ser multado por trafegar abaixo da velocidade mínima…

  • Christian,
    Perfeito! Será que é tão difícil as pessoas compreenderem algo tão ridiculamente simples?

    • Lucas5ilva

      Falta bom senso nessas pessoas, mesma coisa no Metrô de SP aqueles tapumes anti-ruído por causa dos “lançamentos” imobiliários que surgiram ao longo do trajeto do metrô, o povo quer a comodidade de morar ao lado de um aeroporto, uma estação de metrô, mas não quer o barulho dos aviões e dos trens. pessoas completamente sem noção, se acham seres imprescindíveis para a humanidade, querem ser tratados como especiais, elas são ególatras.

      • Domingos

        “elas são ególatras” – Fim. É isso mesmo.

        São de um egoísmo e maniacas por terem seus interesses individuais atendidos sob alguma desculpa ímpar. O maior problema é que elas sequer assumem isso, descontando a coisa em chavões como “ecologia” ou “mobilidade”.

        Uma coisa seja dita: qualquer uma dessas obras passando raspando por entre prédios se chama desespero e falta de pulso em ter um VERDADEIRO planejamento urbano (com limitação de construções e TAMBÉM de número de moradores).

        Porém, é bonito hoje o tal do metrô, então vai ter muito minhocão de metrô…

  • João Guilherme Tuhu

    Estive em São Paulo este fim de semana. Realmente, estas medidas da petralhada são ridículas. E fiquei impressionado em ver como os taxistas odeiam o Malddad…

    • Domingos

      Mas gostavam do Maluf…

  • Marco,
    Duas observações. O maior problema do Minhocão ninguém fala e, inclusive, levou à infeliz idéia de fechá-lo aos domingos e, pior, sábado, um dia útil, a partir das 15h00: ruído. Nosso trânsito é barulhento por décadas de inoperância da autoridade responsável. Veículos têm limite de ruído mas isso não é fiscalizado como deve. Quando se vai a países de Primeiro Mundo nota-se com o tráfego emite pouco ruído. E tem a poeirinha maldita, nossas ruas são empoeiradas. Se fossem lavadas, como o eram até algum tempo atrás, e se os escapamentos dos carros fossem originais (agora mesmo acabou de passar uma moto “F-1” aqui em Moema), não haveria motivo para fechar essa importante via elevada ao tráfego. Quanto à insistente conversa de derrubá-lo há uma componente que poucos perceberam: o nome do elevado dá azia nos petralhas. O elevado Presidente Costa e Silva está integrado ao sistema viário da cidade e só pode ser demolido se houver alternativa tipo passagem subterrânea. Mas isso favoreceria quem? Quem tem automóvel (as “zelite”), que os malfeitores Haddad e Tatto querem ferrar de todo jeito.
    Aeroporto de Congonhas: é um crime contra o interesses da população encerrar seu movimento das 23h00 às 6h00 por interesse de meia-dúzia de moradores folgados, imbecis. Vieram morar perto porque quiseram, ninguém obrigou. Como eu, foi minha escolha morar perto deste aeroporto.

    • Domingos

      Tem muita gente comprando apartamento baratinho perto do minhocão e só esperando para vender por 3 ou 4 vezes mais quando for demolido.

      A maioria deles petistão e muita gente de fora também, aquele tipo que gosta de desgraça e fala de especulação imobiliária – mas, como um carguinho no ministério da cultura, já está de olho numa valorização do seu imóvel.

      Na Europa é o mesmo chororô com autódromos: fizeram em áreas isoladas, com autorização e onde não morava quase ninguém.

      Depois vem meia dúzia de esquerdas, ou de espertinhos “caridosos” (sinônimo), e começam a morar lá pelo baixo preço. Começam também a vomitar coisa de meio ambiente e sobre carros por causa do óbvio barulho.

      A única coisa que concordo é que o Minhocão era uma área em que já haviam moradores e é realmente MUITO feio.

      Porém, não resolvem porque não querem. Uma passagem subterrânea seria perfeitamente possível.

    • Marco

      Respeito sua opinião. Mas limitar o problema do Minhocão ao barulho, bastaria colocar aqueles protetores laterais, comuns em rodovias no exterior e que aqui moradores de condomínios precisam mover ação judicial, como é o caso do rodoanel.

      O problema é que o Minhocão degradou demais o centro. O local é (a bem da verdade, toda a cidade o é, mas ali é pior) é sujo, horrível.

      Eu sou favorável à derrubada do Minhocão sim, desde que antes adotem uma solução. Simplesmente fechá-lo e transforma-lo num parque suspenso (como vira e mexe aparece algum projeto) continuará a deixar a região bem degradada.

      Entendo também seu ódio à atual administração (que é um lixo mesmo), mas a derrubada do minhocão se fala há muito tempo. Não é uma questão de Haddad e Tatto, tampouco de petralhas ou tucanalhas ou outros adjetivos semelhantes.

      Se algum dia irão mandar tudo aquilo pra baixo? Duvido. Antes precisariam adotar uma solução, e independentemente da administração de plantão, sabemos como as coisas (não) funcionam por aqui.

      E barulho não é frescura. Se fosse assim, não haveria altura mínima para voo de aeronaves.

    • Diego Mayer

      Verdade Bob. Sem falar que os caminhões ficam de fora dessa fiscalização, ou seguem regras muito mais brandas. Pois qualquer caminhão novo faz mais barulho que um 4100 com 6×2. Tem ainda os CGzeiros que usam “Torbal” e furam o escape para fazer barulho. Inspeção é inócua, já que as pessoas trocam tudo novamente após a vistoria. Essa fiscalização deveria ocorrer de forma aleatória nas barreiras policiais. Assim como fiscalizar os “sacos de lixo” com o opacímetro. Aqui em Floripa vejo poucos automóveis barulhentos, os que infernizam o trânsito são os caminhões, motos e ônibus.

    • JPaulo10

      Bob Sharp,
      A posição oficial da prefeitura perante a “Associação Parque Minhocão” (sim, ela existe) é de que o fechamento aos sábados é experimental, podendo ser ampliado ou extinto conforme as condições de tráfego e o comércio.
      Quanto à questão dos parapeitos, eventos foram cancelados (como a não utilização do elevado na Virada Cultural) ou deslocados para a rampa da Pça. Marechal Deodoro (feirinha gastronômica).
      Quanto ao nome, existe projeto de lei para a troca (adorariam “Elevado Mártir José Genoíno”, mas não se pode dar nome de logradouro a pessoas vivas).rsrsr

      Embora seja uma via importantíssima no sistema viário, há de se entender seu fechamento à noite e aos domingos: ruído e poluição. As pessoas freqüentam o elevado, porque não existe em seu entorno áreas de lazer.
      Em tempo: desde dezembro/13, nunca tive notícia de que alguém tenha caído de lá.

      • JPaulo 10
        Essa história de experimental conheço-a bem, tomemos o rodízio como exemplo, que também era. Boa, essa do mártir! Quanto às pessoas não terem área de lazer no entorno, quando não havia o Elevado, como faziam? Quanto a até hoje ninguém ter caído, eu não esperei que meus dois filhos, e agora meu neto, caíssem do apartamento para colocar grades/redes. Tomara que ninguém caia do Elevado. Aliás, eu não soube que só a rampa é utilizada devido a esse risco. Ruído e poluição? Se as ruas fossem limpas e o carros não tivessem escapamentos alterados, estes não haveriam. Mas dá um trabalho danado…

  • Cesar Maia
  • Christian Govastki

    Quanto ao elevado há algumas soluções possíveis, como investir em transporte público de massa (metrô, trem, trólebus, VLT exceto ônibus) com conforto, regularidade e preço justo.

    Para manter o transporte individual uma solução possível seria a construção de um túnel substituindo o elevado, como está sendo feito no Rio de Janeiro.

    Soluções há, basta querer… o que não é o caso dos nossos governantes.

    Quanto ao aeroporto, também defendo a inviabilidade de transferir o aeroporto para outro lugar justamente por que ninguém viaja para ficar no aeroporto… então não adianta levar o aeroporto Valinhos ou Jundiaí com estavam cogitando se não houver transporte de qualidade entre o aeroporto e o centro urbano.

    Quando vou a São Paulo sempre vou para Congonhas pois mesmo que a passagem seja de graça para Guarulhos minha “hora de solo” é muito cara que compensa a diferença de tarifa, pois não dá para perder 3 horas para chegar em Guarulhos (talvez seja mais rápido chegar em Viracopos).

    Apesar do ruído provocado pelas aeronaves, eu defendo a ampliação do horário do aeroporto até mesmo porque as aeronaves mais modernas são bem mais silenciosas que as antigas (basta comparar o ruído provocado por um 737-300 em comparação com o 737-800) e há procedimentos para atenuação do ruído.

    Outra alternativa é a utilização de aeronaves turbo-hélice ao invés de jato, só que não há aeronaves com tamanha capacidade no mercado.

  • Danilo Grespan

    Se for para focar em questões de tráfego, também admiro o Maluf. O problema é o que ele faz com o orçamento….

  • Lucas5ilva

    Uma passagem subterrânea embaixo da Avenida São João seria um trabalho de engenharia imenso e dispendioso, fora que do lado, na rua das Palmeiras já tem o túnel da linha 3 vermelha do metrô, e esse túnel do metrô corta um belo pedaço do final da São João, perto da Rua Mário de Andrade, então ficaria complicado fazer um túnel passando abaixo da linha do metrô para desembocar justamente na parte mais alta da Av. Francisco Matarazzo, onde justamente termina o elevado.

  • Fat Jack

    Apesar do post ser relativamente antigo, achei interessante compartilhar esta informação (veiculada hoje pelo jornal Metro)…

  • pkorn

    Quando será o protesto?

  • pkorn
  • Renato Braga

    Chama o Eduardo Cunha para te ajudar nessa manifestação.