Chegando lá

 

Não vai demorar muito para se ter um automóvel nacional que, por vontade própria, desligue metade dos cilindros do motor…

 

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VW Fox BlueMotion 1-L, o primeiro 3-cilindros, lançado em junho de 2013

Ainda falta muito, mas as diferenças entre nossos automóveis e os produzidos no Primeiro Mundo vão se reduzindo. Um estímulo a novas tecnologias foi disparado pelo Inovar-Auto, um plano de incentivos do governo federal que reduz impostos (IPI) à medida que o automóvel apresente melhor eficiência energética. Existem metas a serem cumpridas nesta primeira fase (2013 a 2016) com redução de consumo e emissões. Pelos cálculos do governo, a partir de 2017, com as metas cumpridas, o consumidor irá economizar cerca de R$ 1.150 por ano em combustível.

Foi para se enquadrar nas metas do Inovar-Auto que várias fábricas trouxeram tecnologias desenvolvidas por suas matrizes. A mais significativa foi o motor 1,0 de três cilindros em substituição ao de quatro. Já contam com ele o Hyundai HB20, VW Fox e up!, Ford Ka e Nissan March e Versa. A vantagem? Redução do peso de um pistão com pino e anéis, pino, biela, casquilhos, válvulas, balancins, virabrequim e mais uma pilha de peças. A vantagem não é somente no peso, mas também pela redução de atrito. E quanto mais ele se reduz, mais potência disponível.

Outros dispositivos estão chegando e já foram elencados pelo governo:

Start-Stop – Já está em dois modelos, o Fiat Uno e o BMW 320. Desliga o motor automaticamente quando o carro pára e liga quando vai arrancar. Reduz consumo e emissões no trânsito urbano. O sistema existe há muitos anos na Europa e foi desenvolvido pela Bosch.

TPM – Nada com a tensão pré-menstrual: são as iniciais em inglês de monitoramento da pressão dos pneus, uma luz-alerta que se acende no painel quando sua pressão cai 20% em relação à recomendada. Neste caso, com o duplo objetivo de reduzir consumo (pneu murcho aumenta o atrito) e garantir segurança. Pode funcionar com sensores nos bicos das válvulas que percebem a variação da pressão ou pelo sistema ABS que detecta diferença entre o diâmetro de um pneu em relação aos outros três.

Sinalizador de marcha – Alguns modelos nacionais e importados já contam com este sistema, que indica ao motorista — com uma luz ou setinha no painel — o momento de cambiar para que a rotação do motor seja a mais adequada. Rodar com a marcha correta com o motor sempre na faixa de maior eficiência é fundamental para se reduzir consumo e emissões.

Grade variável – Ainda não existe em modelos nacionais. A grade defronte ao radiador funciona com uma articulação semelhante à de uma persiana. Quando o sistema de refrigeração necessita de maior fluxo de ar, ela se abre completamente. Quando a necessidade se reduz, a persiana vai se fechando. Na estrada, por exemplo, em elevadas velocidades, a necessidade do fluxo de ar é muito inferior ao volume que chega na dianteira e a persiana pode ser quase completamente fechada. No inverno, por exemplo, ela permanece fechada quase todo o tempo, melhorando sensivelmente a aerodinâmica e reduzindo o consumo.

Mas tem mais. Motores de maior cilindrada (1,5) com três cilindros já equipam MINI e BMW. A Ford também desenvolve projeto semelhante. O sistema “Cylinders on Demand” (motor desliga metade dos cilindros quando não são necessários) vai acabar desembarcando por aqui. Mundo globalizado é assim mesmo…

BF

Foto de abertura: Ae/Bob Sharp
Boris Feldman, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos, autoriza o Ae a publicar sua coluna veiculada aos sábados no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG).
 A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


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Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

  • Rodolfo

    Sou mais um motor 4 cilindros do que um de 3. E amo motor V-8.

    • Uba

      Os motores V-8 tendem a morrer, por serem gastadores, poluentes e nada eficientes.
      O que um V-8 fazia há alguns anos, um 2.0 turbo de 4 cilindros faz hoje, por exemplo, o motor Mercedes que tem 381 cv e 48 mkgf de torque.
      Já sobre os 3-cilindros, vide o BMW 1.5 que tem 218 cv, eficiente, pouco poluente e com torque abundante.
      Sou a favor da tecnologia para ajudar a vida das pessoas e o nosso planeta, precisamos de qualidade de vida agora e para as próximas gerações.

      • Mr. Car

        Que os V-8 morram! Depois de mim, he, he, he!

      • Lorenzo Frigerio

        Idealmente, você pode usar esses motores turbo em carros esportivos que sejam leves; não para puxar uma barca.
        Além do mais, “downsizing” é coisa de europeu. Lá os combustíveis são muito caros e os carros são taxados de acordo com a cilindrada. Existe também o problema das emissões, pois um V-8 sem desativação emite mais que um 4 cilindros. Um motor Mercedes de 381 cv e 48 kgfm de torque custa provavelmente o preço de dois V8 aspirados. Pense só nos materiais “premium” utilizados para que ele aguente esse nível de potência. E nem precisa ir tão longe na preparação.

      • Rodolfo

        Mas e o roncão do V-8 é imbatível por um 4 cilindros.

    • Lorenzo Frigerio

      Chuto que a relação r/l dos 3-cilindros seja mais favorável. Além do mais, cilindros maiores melhoram o torque, como em motos do tipo da Ténéré.

  • Thiago Teixeira

    O importado Fusion modelo mais poderoso usa o recurso das persianas…

    • Lorenzo Frigerio

      Acho que o próprio Uno tem essas persianas na frente.

  • Paulo Belfort

    Não tenho certeza, mas acho que a fotografia que ilustra o artigo é do motor 1.0-litro “TEC”, da Volkswagen, quatro cilindros, e não três.
    A não ser que o Fox BlueMotion também conte com motor quatro cilindros — o que desconheço.

    De qualquer forma, excelente artigo!
    Aos poucos, vemos carros populares com itens anteriormente restritos a modelos de luxo.
    A título de exemplo, o controle de estabilidade no Ford Ka.

    Aliás, a lei que introduziu o ABS e Airbags, em 2011, poderia também ter feito menção ao ESP, estipulando sua adoção futuramente.

    • Paulo Belfort,
      Pois pode ter certeza, a foto estava errada, escorregada do editor – eu, não do Boris. Já foi corrigido.

  • ccn1410

    Tipo de tecnologia que eu gosto. Imaginem em um futuro próximo, motores de três cilindros com apenas um em funcionamento? Sinceramente, eu gosto mais disso do que maquiagem, enfeites e afins.
    Apenas quanto ao sinalizador de marcha, eu tinha em meu carro anterior, mas ele só entrava em funcionamento quando eu errava de propósito, só para ver o dito funcionar.

  • Boas informações!

  • ccn1410

    Quanto a outros tipos de tecnologia, eu posso não gostar de alguns, mas isso não quer dizer que eu não seja favorável. Apenas existem uns que não gosto de usar e ponto final.
    Um exemplo é o Smartphone que não agrega nada para mim, mas que é importante e extremamente útil para outros. Quem por exemplo não gosta das fotos do PK? Acredito que todos os que frequentam o site gostam, mas nem todos, como eu, gostam de utilizar o aparelho.
    Carpe diem!

    • ccn1410, primeiramente quero dizer que respeito a sua posição e de outros que não gostam, mas digo uma coisa: você gosta de ir ao banco pagar conta? Pegar fila? Olha, eu gosto muito das facilidades proporcionadas pelo smartphone, é um computador de bolso. Pagar conta em casa, ver se o trânsito está engarrafado antes de sair de casa pelo Waze, consultar pelo aplicativo se o vôo já pousou quando vai buscar alguém no aeroporto e infinitas outras possibilidades, até abrir o navegador e ficar lendo autoentusiastas quando estiver esperando no dentista, na loja enquanto a mulher faz compra, etc etc

  • malaman

    As grades dos Corcel II e Escort MKIII na década de 80 já tinhas uma forma que propiciava fluxos diferentes de ar de acordo com a velocidade, sem precisar de motores para abrir ou fechar…

    • Ilbirs

      Era a chamada “grade aerofólio”, algo que ficou popularizado principalmente nos anos 1970 e acabou se tornando marca identitária da VW na transição do ar para a água, estando nos carros da marca até hoje.

    • Fat Jack

      E pouca gente sabe disso…

  • BArroso

    Eu também. Motorzinho não me apetece.

    • Mr. Car

      Creio que o que não te apetece é motorzinho pequeno de potência e torque baixos. Só que isto está virando passado.

  • Uba

    Parabéns por reconhecer que o Inovar-Auto foi uma grande conquista do nosso mercado, ao contrário do que muitos “analistas” falaram à época de seu lançamento.
    Aguardo ansiosamente os 1.0 turbo de up! (para julho agora) e do New Fiesta previsto para 2016.
    Informações da VW apontam consumo 15% mais baixo do up! turbo em relação ao aspirado, ou seja, se o consumo do up! aspirado é de 22 km/l com gasolina a 100 km/h, o do turbo será de mais de 25 km/l!

    • Reginaldo Ferreira Campos

      Só que essa conquista/reserva de mercado está sendo contestada pelo Japão na OMC e tem tudo para ser julgada como procedente.

      • Uba

        Não é reserva de mercado, é política industrial.
        O Japão fez isso no passado, a China fez e ainda faz, a Coreia também fez.
        Passamos de poucas fábricas aqui instaladas, com baixa capacidade produtiva e com produtos defasados, para muitas fábricas, com grande capacidade instalada em conjunto e com produtos muito mais modernos.
        O programa acertou em cheio.

        • Reginaldo Ferreira Campos

          Como disse bem o colega, NO PASSADO! Hoje se fizer isso toma um reversal de qualquer país que se sentir lesado. Como o próprio Brasil ao acionar os EUA pelas políticas protecionistas na área agrícola.
          O programa vai dar errado.

    • Thales Sobral

      Conquista? Conquista seria um mercado mais aberto, a gente tendo acesso a esses itens mais cedo, e a produção nacional correndo atrás das inovações pra não perder mercado, como em qualquer mercado normal.

      • Uba

        Thales, o nosso mercado é totalmente aberto.
        Sobre o Inovar-Auto, leia quem veio para o Brasil, produzir aqui:
        AUDI;
        BMW;
        MERCEDES;
        LAND ROVER;
        NISSAN;
        FCA (Renegade);
        etc.

  • Uba

    Boris, outra coisa que tem sido bastante ampliada para redução de consumo e emissões são os pneus verdes. O meu carro possui um jogo completo desses, e posso afirmar que fazem toda a diferença.

  • Uba

    Essa semana saiu uma informação que a Toyota do Brasil fabricará em São Bernardo do Campo o novo Prius. O que será um novo divisor de águas, nosso primeiro híbrido fabricado no Brasil. O que é mais legal, pelo que tenho ouvido, é que ele será flex, ou seja, 3 opções num único carro (gasolina, etanol ou elétrico). Gostaria que a Toyota o fizesse em versão “plug in”, assim seria perfeito.

    • robson santos

      opa, híbrido-flex ? Tomara que seja mesmo, vou poder abastecer com nossa gasoálcool sem preocupações !

      Fala sério meu amigo…

      • Uba

        Só falo sério.
        Visito a fábrica da Toyota, e você vai se surpreender…
        Quanto ao seu preconceito sobre carros flex, eu reputo que seja falta de conhecimento.

  • Uba,
    Os motores V-8 não têm nada de poluidores, você e muitos confundem poluição com emissão de dióxido de carbono, a grande histeria do século 21. Esse gás “venenoso” nada mais que é o ar que exalamos dos nossos pulmões.

    • Welyton F. Cividini

      Bob o que seria um motor poluidor então?

    • LG

      Isso aí Bob. O CO2 é produto final da combustão, tanto do motor quanto das nossas células. O problema é o CO, A hemácia percorre a corrente sanguínea retirando CO2 e fornecendo O2. O CO se liga na hemácia e não “desgruda” mais e essa célula perda a sua função. Esse basicamente é o problema.

    • Uba

      Não é isso que as fabricantes pensam, tanto que elas tem substituído os motores grandes e aspirados por menores e turbinados.

  • Fat Jack

    Nos confronto de informações dos Marchs 1.0 as apregoadas vantagens do motor 3 cilindros de melhor desempenho e menor consumo não se concretizaram, ele acelera menos, retoma menos e consome o mesmo.

  • Renato Mendes Afonso

    Mas HB20 e Picanto são carros anteriores a 2013 e já vieram com motor 3 cilindros. O EA211 não seria o primeiro motor 3 cilindros a ser fabricado no Brasil?

    Agradeço a atenção.

  • Renato Mendes Alonso,
    Certamente, mas houve outro, bem antes, em novembro de 1956, o DKW-Vemag de 896 cm³…

  • Junior

    O sinalizador de marcha já existia no primeiro Kadett com injeção eletrônica (o meu era 92). Uma setinha amarela acendia no painel no momento ideal se mudar a marcha.

  • César

    “…A mais significativa foi o motor 1,0 de três cilindros em substituição
    ao de quatro. Já contam com ele o Hyundai HB20, VW Fox e up!, Ford Ka e Nissan March e Versa…”

    Certamente preferiria ter por aqui: Hyundai I20, VW Polo e up! (com tampa de vidro), Ford Ka Kinetic e Nissan Note e Pulsar…

  • Junior,
    O melhor é que essa luz era adaptativa, o sistema “aprendia” o seu modo de dirigir a a luz passava a acender de acordo, de andar em baixa rotação a ir ao limite do motor. Era espetacular, mas ficou pouco tempo, a GM argumentou que os consumidores reclamavam dela. O Santana CD, já no lançamento em 1984, tinha um sistema semelhante, mas o padrão era único; acima de 1.900 rpm, pressão no coletor de admissão inferior a 0,3 bar, motor em temperatura normal de funcionamento, acelerador não totalmente fechado e câmbio não na última marcha. A luz, amarela, ficava inserida na figura de um seta apontando para cima.

    • Danniel

      Bob, tivemos um Monza com esse recurso, meus país falavam que era muito útil. O Omega possui a posição para essa luz no painel mas nunca foi tornada operacional pela GM. Teve um carro, por volta dos anos 2000 que possuía esse recurso. Salvo engano era um Astra, e curiosamente tinha um botão próximo ao câmbio para desativá-la. Afinal, brasileiro é muito bom de braço para ser ensinado por uma luzinha…

      • Danniel,
        Exatamente, a luz voltou, mas com o interruptor. Lembro-me de num Kadett SL/E ’92 que tive a luz ser muito útil para as trocas a 6.000 rpm, nem precisava olhar o conta-giros. Saudade desse carro, era um 4+E perfeito.

        • Fat Jack

          Bob, este câmbio tem as mesmas relações dos Monza 85 fase I? (tive um Monza desses, e era realmente muito bom, até o preferia ao do Kadett GS que eu tive antes)

  • Welyton,
    É o que lança gases tóxicos, nocivos aos seres vivos e prejudiciais ao meio ambiente. Se o dióxido de carbono (CO2) polui, então temos todos na Terra que parar de respirar.

    • Rodolfo

      Agora você falou a minha língua. (rs)

    • robson santos

      Bob, acho que alguns estão confundindo CO2 com CO, ou seja dióxido com monóxido de carbono, vai ver que porque tem “só” 1 átomo de oxigênio a mais então tudo é a mesma coisa rsrsrs

      Bob, coitado do catalisador, tem que avisá-lo da diferença para acabar não fazendo a conversão inversa rsrsrs.

      Caramba, se ao menos esses alegassem a contribuição para o efeito estufa, daria até pra compreender…

    • Welyton F. Cividini

      gosto de sua maneira de ver Bob. Mas os automóveis liberam outras substância na combustão do combustível como monóxido de carbono, dióxido de enxofre, ácido nítrico entre outros. Então um motor que consome mais combustível não tende a liberar mais estas substância nocivas? Aguardo resposta.
      ABÇ.

  • Thales,
    Mais aberto? Nosso mercado é totalmente aberto.

    • Thales Sobral

      Em teoria sim, não é, mas aqueles pontos adicionais de IPI para os importados não soa bem como uma liberação, concorda? A Kia e as chinesas que estavam ganhando mercado com força em 2010/2011 foram logo sufocadas com essa medida.

      • Uba

        A Kia errou na estratégia de não abrir fábrica aqui.
        A Hyundai abriu e está voando.
        As chinesas também estão abrindo suas fábricas aqui.
        Então, o programa é um sucesso.

  • Rodolfo

    Carro flex polui mais usando álcool. Aquela afirmação de que álcool é limpo é mito.
    Veja o artigo de um teste no link abaixo:

    Em todos os poluentes a gasolina (aliás gasool – 22% de álcool) só polui mais no CO2, isso porque o álcool polui 7,5% a menos que a gasolina. Porém a conclusão do referido artigo se contradiz com os dados coletados… mas o que vale são os dados, pois eles são objetivos.

    No teste tem três combustíveis:
    – etanol – 100%;
    – E85 – 85% etanol e 15% gasolina;
    – E22 – gasool (22% etanol e 78% gasolina)

    http://pdf.blucher.com.br/engineeringproceedings/simea2013/PAP51.pdf

    E no site do Ministério do Meio Ambiente tem o Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas de Veículos 2013, nele também se observa que motor flex polui mais usando álcool. Veja as emissões na Tabela 6 na página 33:

    http://www.mma.gov.br/images/arquivo/80060/Inventario_de_Emissoes_por_Veiculos_Rodoviarios_2013.pdf

    • fred

      Rodolfo,
      A ideia de “combustível limpo”, no caso do etanol, não diz tanto respeito ao que sua queima emite, mas ao que a sua produção anula. É que as plantações de cana absorvem, por fotossíntese, praticamente a mesma quantidade de CO2 emitidas pela queima do etanol. Já com a gasolina isso não ocorre, pelo contrário, a sua produção também emite CO2.

      • Rodolfo

        Dizem que “Só após a tal compensação pelo que a planta do etanol, a cana de açúcar no caso, tira de poluentes durante sua vida.” Mas as florestas que foram derrubadas e as plantações de verduras e grãos e etc também tiram esse CO2… e a cana-de-açúcar tira as florestas.

        Já imaginaram quantas florestas são derrubadas para se plantar cana de açúcar? Cadê o ecologicamente correto nisso? Já imaginaram se o Brasil fosse o maior exportador do mundo de álcool para veículos automotores?… Além de acabar com as florestas, os produtores rurais iriam parar de produzir por exemplo arroz e feijão para produzir cana, então iria faltar feijão e arroz no mercado interno, então a gente teria que exportá-los!

        Dou Graças a Deus que no exterior o álcool não deu sucesso… lá não faz sucesso carro flex, porque lá eles se preocupam com o meio ambiente, a gasolina só tem em média 15% de álcool na Europa e olhe lá, pois eles sabem o aumento de álcool na gasolina polui mais e acaba com a vida útil dos componentes do motor.

        Outra coisa que me lembrei… tenho um Gol ano 1990, a gasolina, e na Inspeção Ambiental de São Paulo-SP de 2010 a 2013, os carros movidos a álcool tinham tolerâncias maiores de poluição de HC. E não dizem que carro a álcool polui menos?

        Se temos que diminuir o uso de combustíveis fósseis a solução seria os carros elétricos. Mas vão me dizer que a bateria é prejudicial ao meio ambiente. E a cana de açúcar não está sendo? Ela altera até o clima… não é a toa que está faltando água aqui em São Paulo.

        A solução também seria o governo investir melhor em transporte público, pois o metrô e os trens estão num ritmo de crescimento insatisfatório com relação ao da população. No ônibus, metrô ou trem a gente parece dentro de uma lata de sardinha.

        Pois se um dia o transporte público for no nível de Londres, Nova York etc, aí sim muita gente vai deixar o carro na garagem e então o meio ambiente vai agradecer.

        • Uba

          Discordo bastante.
          É evidente que o etanol é muito menos danoso ao meio ambiente do que a gasolina ou o diesel.
          E vem aí o etanol de palha da cana, que vai aumentar em 30% a produção com a mesma área plantada.
          Meu carro é flex e eu praticamente só uso etanol, o carro anda muito melhor, tem mais potência e torque, polui menos e é totalmente nacional.
          Hoje paguei R$ 1,699 no litro.

          • Rodolfo

            Você não sabe ler gráficos e tabelas não?

          • Rodolfo

            Estão você está dizendo que estes gráficos do artigo e o Inventário Nacional do IBAMA são mentirosos?

          • Rodolfo

            Você só defende o álcool porque ele é mais barato…

  • Fat Jack
    Tenho impressão que era. O do Kadett GS era ridiculamente curto, v/1000 em 5ª de 30 km/h. Depois alongaram um pouco.

  • Patric Cipriano

    Deviam as fábricas, de início de conversa, parar com estas seguintes “pobrices” de versões ditas básicas:

    – Manivelas nos vidros traseiros;
    – Rodas de aço com calotas plásticas;
    – Ausência de computador de bordo;
    – Vidro traseiro sem desembaçador;
    – Falta faróis de neblina;
    – Falta ar-condicionado;
    – Faróis de parábola simples;
    – Falta de conta-giros e de termômetro do líquido de arrefecimento do motor;
    – Falta de ajuste de luminosidade do painel;
    – Falta de ajuste de altura dos faróis;
    – Falta de luz interna
    – Rádio com USB e Bluetooth (nem precisa CD nem tela multimídia, Bluetooth é para segurança, pois assim da para usar o celular deixando as mãos livres);

    O frotista ou pessoa física que quiser um carro “peladão” teria que encomendar e não levar a pobrice de série…
    Se não começar por aí nem adianta ter cylinders on demand…

  • Mendes

    Pessoal,

    Creio que esta e a melhor oportunidade para tirar uma dúvida que sempre tive: por que os automóveis não possuem a “faixa verde” no conta-giros, sinalizando a faixa de maior eficiência, como nos veículos pesados?
    http://www.cmgautoparts.com.br/fotos/contagiro%20volvkis%20azul.JPG

    Creio que seria bastante útil para quem deseja dirigir economicamente, como o é em caminhões e ônibus.

  • Matheus Giotto

    Robotizado de dupla embreagem!!! Faltou falar!!

  • Mendes,
    Há a faixa verde nos veículos pesados porque os motores são Diesel, que não têm borboleta de aceleração, o motor está sempre em aspiração máxima, como se o pedal do acelerador estivesse permanentemente no fundo. Então a combinação que resulta em menor consumo é o envio de combustível (pedal do acelerador) dentro daquela faixa de rotação. Já no motor de ciclo Otto dos automóveis e sua variação do pedal do acelerador o tempo todo, não dá para estabelecer uma faixa de rotação de menor consumo.

    • Bob, mesmo não dando para estabelecer uma rotação de menor consumo, seria possível uma “faixa verde” apontando as rotações de maior potência/torque?

  • Thiago Teixeira

    o Del Rey tinha…

  • Lucas

    Esse sistema Cylinders on Demand da Ford, de desligar alguns cilindros de acordo com a necessidade, tem alguma diferença em relação ao que a Honda usa no V-6 do Accord, por exemplo?

  • Mike Castro,
    Seria uma faixa verde de enfeite, pois o torque máximo só ocorre estando o acelerador todo aberto. É impossível trafegar na rotação de torque máximo estando o acelerador a fundo, pois o carro vai ganhar velocidade imediatamente e o ponteiro do conta-giros deixará a faixa verde. Não dá.

  • ccn1410

    A maioria de minhas contas eu tenho no débito automático, ainda mais que gasto quase tudo no cartão. As demais contas, eu utilizo meu notebook.
    Depois eu não tenho essa de trânsito engarrafado na cidade e na estrada sempre tenho coisas para fazer. Quanto ao dentista, médico e afins, eu prefiro ler alguma revista disponível.
    Como você pode ver, eu vivo muito bem sem Smartphone, mas quem sabe um dia eu o utilize, sei lá…
    Victor H, nós vivemos em mundos diferentes. Cidade pequena e totalmente diferente de cidade grande.

  • André Castan

    Não concordo. Estamos a uma eternidade de chegar lá. Aliás, nunca vamos chegar lá, me desculpe, Boris. Sem falar que nem carro movido a diesel nós temos. Único “país” do mundo que consegue a proeza.

    • André Castan

      Não foi esse comentário que eu fiz. Vocês retiraram parte do que comentei onde exemplifico a diferença entre a linha de veículos brasileira da nossa melhor fabricante contra sua linha na Europa. Não ofendi ninguém. Não usei palavrão. Disse o que penso sobre a qualidade dos nossos carros. Se o AE está satisfeito com os carros que temos aqui, eu não estou. Caso não seja permitido expressar a opinião sobre a qualidade dos nossos carros, podem bloquear o comentário. Não tem problema. Apenas não mudem minhas palavras.

  • André Castan,
    Aqui no Ae é assim, editamos comentários rotineiramente, até para correção ortográfica, eliminação de abreviações tipo nerds da internet etc. Sobretudo, não admitimos ofensa a automóvel. Aqui não é lugar para isso.

  • robson santos

    Meu amigo, um híbrido-flex vai te satisfazer no quê ???

    De novo, fala sério…

  • Fabio

    A Kia não errou em estratégia. Na verdade existe um processo de uma divida grande de impostos não pagos por um revendedor da Kia que caso a fábrica queira se instalar no Brasil terá que pagar. Esse processo corre na justiça há anos e é o único motivo para a Kia ainda não ter montado uma fábrica aqui.