Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Amigo da onça – Autoentusiastas

As rodas do Range Rover foram reparadas com solda e submetidas a um extremo esforço do carro acelerando a quase 200 quilômetros por hora…

 

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Dizem que raramente um acidente aéreo é provocado por uma única causa, mas pela conjunção de várias delas. Não é muito diferente com os automóveis. No acidente que vitimou Cristiano Araújo e sua namorada:

1 – o Range Rover estava em elevadíssima velocidade. O próprio motorista confessou estar muito acima dos 110 km/h permitidos na rodovia. Cálculos feitos pelo tempo gasto desde a última parada (registrada por câmeras num posto) até o momento do acidente indicam que a velocidade média era de cerca de 160 km/h;

2 – Motorista e empresário do cantor sertanejo estavam protegidos com os cintos. O casal, no banco traseiro, foi cuspido do carro indicando que não tinha afivelado o cinto;

3 – As rodas originais do utilitário esportivo inglês tinham sido substituídas por outras bem maiores (aro de 22”), que exigem pneus de perfil bem mais baixo e, portanto, mais sensíveis a danos e estouros;

4 – O amigo do cantor que lhe deu as rodas (tirou do seu próprio carro que seria vendido) confessou que foram amassadas e levadas para reparo. “Não imaginava que pudessem provocar um acidente” disse, completando que as colocou em seu Range Rover por serem “bonitinhas”.

Dezenas ou centenas de acidentes semelhantes acontecem no Brasil provocados por motivos semelhantes, mas sem despertar o interesse da imprensa e do público. Nem são investigados pela polícia ou pelo fabricante do automóvel, como neste Range Rover. Porém, quando se trata de um famoso cantor sertanejo, todas as atenções se voltam para o acidente e suas possíveis causas.

Outros famosos morreram por esta falsa noção de que o passageiro do banco traseiro não precisa afivelar os cintos. Foi assim com Lady Di em Paris, foi assim com o dramaturgo Dias Gomes em São Paulo. E continuará assim até que se mude a ideia de que “acidente só acontece com os outros”.

No Brasil, a situação é ainda pior, pois o governo não se preocupa com o assunto. Ao contrário de outros países, aqui se coloca a venda qualquer componente do automóvel, mesmo os que envolvem segurança, sem que estejam certificados. O Inmetro dá os primeiros passos para homologar alguns produtos, em ritmo de tartaruga e com toda a burocracia inerente a um órgão do governo. E que nem sempre resiste a “pressões” como no caso dos pneus remoldados, quando falou mais alto o interesse dos empresários envolvidos.

No Range Rover do cantor, as rodas não eram originais e exigiam pneus de perfil mais baixo e, portanto, mais sensíveis a impactos em buracos. A estrada onde ocorreu o acidente era asfaltada e de boa qualidade. Porém, e se na véspera o carro passou por uma cratera que rompeu internamente um pneu? Alguém se lembrou de verificar a presença de bolhas (externas ou internas) na banda lateral?

E as rodas “bonitinhas” colocadas no Range Rover? O amigo (…) do cantor confessou que, antes de oferecê-las para Cristiano, mandou reparar duas delas numa oficina em Goiânia, num processo que exigiu solda e que pode ter deixado fissuras ou trincas internas não visíveis a olho nu. A oficina (nem nenhuma outra no Brasil, com certeza) tem o sofisticado e caro equipamento de ultrassom capaz de detectar esse problema. A roda pode até circular sem problemas em baixa velocidade, mas com o extremo esforço a que é submetida com o carro a quase 200 km/h…

BF

Foto de abertura:  parana-online.com.br/TV Globo
Boris Feldman, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos, autoriza o Ae a publicar sua coluna veiculada aos sábados no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG).
A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

  • Luciano Gonzalez

    Boris, ótima abordagem. .o pessoal que gosta de customizar carros, em maioria esmagadora, só visam a estética e esquecem da técnica, da segurança, do funcional.. Esse tipo de modificação exige conhecimento e critério que proprietários e customizadores nem sempre possuem.
    Tenho diversos amigos que usam espaçadores, rodas retrabalhadas, suspensões modificadas e que não me ouvem, simplesmente contam com a sorte..muitos dizem: mas fulano usa, nunca deu nada. ..triste isso, mas é real..
    Abraços

    • Douglas

      Esses espaçadores podem até anular o raio de rolagem negativo do carro, quem coloca é muito desinformado ou displicente.

      • Luciano Gonzalez

        Douglas, infelizmente é o que mais se vê por aí… e pior, esses caras geralmente não andam devagar.
        A história de proprietários e customizadores é sempre a mesma: ah, mas fulano anda há tanto tempo assim com tantos cv e nunca aconteceu nada…
        Eu tenho por hobby, há 20 anos, um Voyage 1992 e queria passar a furação dos cubos de 4×100 para 5×100 para utilizar as rodas BBS do Passat B4 VR6..não fiz nada a olho, trabalho no desenvolvimento de protótipos de uma grande fabricante e verifiquei quais seriam as possibilidades de se fazer a modificação sem fazer nenhuma gambiarra… acabei utilizando todo o conjunto traseiro de freios e ponta de eixo de Fox (plug n’ play) e na dianteira, cubos e discos de Fox com pinças e pastilhas de Santana, tudo feito com muito critério e sem nenhum tipo de “enjambre”. Gastei uma bala mas ficou como original, perfeito.. agora eu só conheço mais uma pessoa que fez isso, 99,9% usam espaçadores ou refuram perigosamente discos, panelas e cubos, inclusive vários preparadores de renome se valem dessa adaptação – tudo em nome do visual.

    • Mario Provenzale

      Mas se o carro fica “daora, loco, diferentão” para poder aparecer na rua com a mulherada, por que não fazer, não é mesmo?

  • Tulyo Cruz

    Bom dia Boris,
    Estou com uma dúvida. Se houve mudança de diâmetro no conjunto de rodas e pneus – e acho que as originais são aro 19 – não estaria o velocímetro marcando velocidade inferior à original? Nesses carros, devido sua estrutura e segurança, a sensação de se andar a 110 ou 150 km por hora e quase imperceptível para um motorista comum.

    • francisco greche junior

      Tulyo, aí teria que se analisar o diâmetro do conjunto e não somente o aro da roda.

    • Boris Feldman

      Tulyo,

      O Francisco tem razão: não interessa se a roda tem outro diâmetro, mas o diâmetro final roda+pneu. Se este não foi modificado, o velocímetro continua indicando corretamente a velocidade.

  • Lucas

    E quantos veículos de comunicação levantam essas questões?? Ficam somente “martelando” na questão do cinto e da velocidade. A impressão que dá é que a única coisa que importa é que não se morra nos acidentes, porém eles podem continuar acontecendo a vontade. É claro que acidentes vão sempre acontecer, mas quantos mais vão se originar de maneira semelhante a esse mas só se falará de velocidade? E quantos acidentes poderiam ser evitados se se levasse a sério aspectos como qualidade da frota, das manutenções realizadas e dos motoristas?

    • José Rodrigues

      Esta semana um ônibus furou um sinal e matou um motoqueiro aqui em Brasília. O que os jornais noticiaram foi que “o ônibus não estava em alta velocidade”. Nesse caso então, pode, foi apenas uma fatalidade. Tá “serto”.

  • Douglas

    O Boris está reforçando a idéia popular de que alta velocidade causa acidente ao colocar a velocidade logo como motivo número 1.
    E além do mais, quem garante que o relógio da câmera do posto estava perfeitamente sincronizado com o de quem registrou o acidente?

  • Franklin Weise

    A propósito, as rodas, por serem um componente de segurança, são sujeitas a algum tipo de homologação?

  • Mr. Car

    E para piorar, cada vez que acontece um caso destes, aumenta o histerismo de “especialistas em segurança viária” defendendo a necessidade da instalação de mais radares, como vi um falando na TV, e citando especificamente este caso para reforçar sua tese. O sujeito negligencia um dos componentes mais diretamente ligados à segurança do carro em si, abre mão do uso do equipamento mais básico para a segurança dos passageiros em caso de acidente, e no final, a grande vilã acaba sendo mesmo a velocidade, como se eles serem cuspidos de um veículo que viesse nos 110Km/h permitidos na rodovia é que fosse fazer a diferença entre morrer e viver. Para mim a causa direta do acidente foi a roda, e a das mortes, foi o não uso do cinto. Admito que a velocidade não era baixa, mas a absolvo de culpa, até mesmo por ninguém garantir que não aconteceria se fosse 20, 30, ou 40Km/h mais baixa, e como se diz no Direito, “in dubio pro reo”.

    • Lorenzo Frigerio

      Sou a favor da obrigatoriedade da inspeção de segurança, a um custo acessível. É a maneira mais eficaz de evitar essas gambiarras.

      • Mr. Car

        Não sei se adianta muito, em casos assim. O sujeito tem dinheiro, guarda o conjunto original, o recoloca apenas para a inspeção, e depois troca outra vez. Outro dia vi até uma reportagem de gente alugando pneus bons para quem estivesse com os seus “carecas” poder passar nas inspeções do Detran! É a cultura do amaldiçoado “jeitinho brasileiro”, e quem o usa ainda se gaba de ser malandro “ixperto”

      • ccn1410

        E a corrupção?

      • Fernando

        Agregando-se também a exigência de não se ter como burlar… o que no nosso país é quase utópico.

      • Gustavo

        Tenho horror a essa cultura paternalista…”Estado por favor cuide de mim, me fiscalize”! Faça-me o favor. Cada um que seja responsável por seus atos. A vistoria obrigatória do Detran-RJ é a prova da inutilidade dessa obrigatoriedade. Conheço vários “causos” de suborno e corrupção nessa vistoria. Sem contar que há milhares de carroças detonadas rodando por aí, a despeito da obrigatoriedade da inspeção. É um problema cultural. Não há fiscalização que resolva.

        • Lorenzo Frigerio

          A Controlar, apesar dos pesares, não dava para burlar na maioria dos casos. Então, tem que dar para fazer uma Controlar-segurança. Se a polícia parar um carro que passou na inspeção e está desoriginal, tem que ser apreendido. Os laudos têm que estar eletronicamente disponíveis para o policial da blitz, junto com o histórico do carro.
          A inspeção seria também uma boa oportunidade para remover os sacos de lixo dos vidros, e ainda verificar outros itens que não têm nada a ver com aparência, nem dá para falsificar para a inspeção, como freios, luzes e suspensão.

      • Rafael

        Não evita. O sujeito coloca as rodas originais de novo, só para passar na inspeção. Depois…

    • ccn1410

      Tenho um amigo borracheiro que me disse que seus maiores clientes de pneus recapados, remold e seminovos são proprietários de picapes e suves. Certamente não foi o caso do cantor, mas muitos que compram esse tipo de veículo, têm dificuldade em mantê-los. Isso sem falar nos amortecedores recondicionados…

    • Avatar

      Sábias palavras, Mr. Car.
      Esse histeria de velocidade já cansou, principalmente esses “especialistas” em segurança viária que parecem ainda dirigir um VW a ar (e tomá-los como referência) e só sabem sugerir isso mesmo.

    • marcus lahoz

      Eu vi a reportagem do radar também. Totalmente equivocada, a única fala certa foi do motorista ao final falando que não temos educação.

  • Rafael Ramalho

    Não dá pra entender, o cidadão me paga mais de 400 mil reais em um carro e me faz uma asneira dessas. Acompanhei de longe o caso e agora lendo o post, pesquisei pelas fotos na web e vejam só esta: http://correiosulgoiano.com.br/site/wp-content/uploads/2015/06/Roda-Site-02.jpg

    Finalizando minha análise, faço as obervações: No Brasil, opcionalmente, o modelo HSE Diesel pode vir com um conjunto máximo homologado de até 21″, sendo: Pneu Pirelli Scorpion Verde, 275/45 R21, 110 W

    Comparando com este conjunto, instalaram no carro réplicas falsificadas, de rodas Porsche Cayenne/Macan/911 (linha turbo e turbo S), fabricadas por qualquer fundição fundo de quintal e pasmem, instalaram um lixo de pneu Chinês: Roadstone, nas medidas 285/35 R22 106 V

    Os pneus possuem um índice de carga menor, 106 (950 kg), contra 110 (1060 kg) dos originais. Considerando o peso em ordem de marcha, 2144 kg e supondo que a divisão de peso, seja 50/50, só ai já são 220 kg a menos para o conjunto lixo. Somando o peso dos ocupantes mais bagagem, o peso total pode passar dos 350 kg.

    O código de velocidade do pneu original, W, suporta velocidades de até 270 km/h, o lixo instalado, código V, suporta até 240 km/h. A velocidade máxima, limitada eletronicamente no Brasil é de 210 km/h. Em alguns mercados, o limite opcionalmente é em 220 km/h, perigosamente perto da máxima do pneu.

    Somem tudo isso, com o reparo nas rodas (algo que jamais deve ser feito) e temos a receita. O conjunto lixo não suportou a fadiga e se rompeu, causando o acidente.

    Andar rápido não foi a causa da morte, e sim deixar de usar o cinto de segurança. Infelizmente nem toda tecnologia é capaz de superar a estupidez humana. Eu era fã do cantor e amo o gênero musical. Fico triste com a perda e que sirva de exemplo para quem não é Autoentusiasta.

    • guilhermecvieira

      É a seleção darwiniana acontecendo. …pelo menos era o que eu pensava até saber que o famoso (sic) deixou dois filhos. Uma pena, duplamente.

    • RoadV8Runner

      Absurdo, além de soldas nas rodas, o serviço foi porcamente feito.

    • Renato Mendes Afonso

      Mas Rafael, o índice de carga não é referente a carga em quilos para cada pneu?

      Pelas contas que você fez, me pareceu que a carga valeria para cada par de pneus e se for isso mesmo, teoricamente mesmo o Scorpion de fábrica não seria adequado a um carro de 2.144 kg (2 pares teriam carga de 2.120 kg). E isso sem levar em consideração o peso bruto total, que para um carro desses imagino ser pelo menos 450 kg em cima do peso em ordem de marcha.

      Quanto ao índice, sem entrar no mérito da qualidade do pneu, 220 km/h não me parece perigoso para o índice V, uma vez que ele é suportado para andar a mais que isso. Entenderia a preocupação caso fosse um índice H (210 km/h, que coincide com o limite eletrônico que você citou), mas não creio que o índice tenha qualquer participação no acidente.

    • Fat Jack

      “…Não dá para entender, o cidadão me paga mais de 400 mil reais em um carro e me faz uma asneira dessas…”
      Definição perfeita! Pior que isso é absurdamente comum… E pode acarretar a morte (não que qualquer morte não seja lamentável) de outro motorista que esteja trafegando de acordo, com o carro perfeito e com cintos atados;
      Ainda em tempo, se a questão da velocidade já foi atestada, caberia ao motorista uma punição exemplar (que óbvio, não vai acontecer…).

      • Pablo Nascimento

        Parem de tentar achar culpados…

        • Fat Jack

          É, devemos fazer como a grande maioria, creditar tudo ao acaso e entender que foi uma fatalidade (fatalidade esta, que leva culpa da grande maioria das irresponsabilidades humanas).

  • Mr. Car

    Em tempo: tem coisa (especialmente se ligada à segurança) que não dá para usar em um carro, se não for de marca reconhecidamente de qualidade, e mesmo sendo, deve ser descartada se precisou passar por algum processo de recuperação, ou teve seu prazo de validade expirado, caso ele exista.

    • Gustavo73

      Meu pai sempre disse.não se economiza com pneus, amortecedores, sistema de freios… São itens que não podem falhar. Pois se falharem os riscos são muito grandes.

  • sergio

    Que conversinha, hein! Nem roda de Boeing evita acidente se o piloto dormir na aproximação e pouso, amigo. Capotou porque dormiu ao volante..ou segurança que também era o motorista dorme enquanto o cantor está no palco? Achar culpa na roda é mais fácil que o motorista admitir que dormiu ao volante pois estava cansado.

    • Lorenzo Frigerio

      Também acho que dormiu no volante, ou “braçou” à noite a 160 km/h.

  • Eduardo Mrack

    Não lamento pelas mortes em si, não me afetam, lamento pela falta de esclarecimento e bom senso de motoristas e proprietários de carros modificados (e até mesmo originais) bem como lamento por existirem oficinas “gambiarrentas” . Vai explicar sobre velocidade periférica para um pseudo reparador de rodas ou ainda um “modificador” de carros… E como citado no texto, como garantir que uma solda ficará sem micro-fissuras ou trincas após a soldagem? Até mesmo rodas novas têm tais defeitos. Aumentar o diâmetro das rodas pode parecer algo trivial e mesmo usando marcas de renome traz muitas implicações, como a velocidade periférica maior, que antes era aplicada no pneu, este com maleabilidade suficiente para sustentá-la, diferente da roda, rígida.

  • Lorenzo Frigerio

    Apesar de tudo isso, não dá para dizer se foram esses os fatores que causaram o acidente. O motorista provavelmente “braçou” em algum momento. Pessoas que andam a 160 km/h em estradas brasileiras são extremamente inconseqüentes, e a maioria não é tão boa de volante quanto se julga. Sorte não ter envolvido outro veículo no acidente.

    • marcus lahoz

      Não é a velocidade que mata, e sim a incompetência do motorista ao andar acima do seu limite e alterar o carro sem conhecimento de causa. Alemães andam a mais de 250 km/h e não morrem, e a estrada deste acidente tem padrão de primeiro mundo.

      • marcus,
        E podem dirigir após uns goles de chope ou vinho, desde que até 0,5 g de álcool por litro de sangue, sem serem chamados de “bêbados”, com se faz aqui por jornalistas como o William Bonner. E com essa alcoolemia podem pegar a Autobahn e acelerar à vontade.

        • marcus lahoz

          100% Bob esta lei seca é estúpida.

        • Newton (ArkAngel)

          Bob, este negócio de nivelar todos na questão da alcoolemia é a coisa mais estúpida que já vi.
          Em primeiro lugar, cada pessoa reage diferentemente em relação ao álcool; conheço pessoas que ficam “piradas” com somente 1 copo de cerveja, e outras que bebem 10 latas e não sofrem praticamente nenhuma alteração, porém, em uma blitz, o primeiro seria liberado, e o segundo retido. Em alguns países, o teste do bafômetro é suplementar, e não conclusivo. Quando o policial desconfia de que alguém esteja embriagado, primeiramente são realizados alguns testes de equilíbrio e coordenação, e caso reprovado, aí sim é aplicado o bafômetro. O argumento usado é que nem sempre álcool no sangue significa embriaguez (em quantidades toleráveis, obviamente).

  • Prezado Boris, não ia comentar porque normalmente incorro no “politicamente incorreto” mas, esperar que um “operador de veículo de locomoção” venha a conferir se algum pneu ficou com algum defeito após um buraco ou obstáculo ( muito comum em paises como o nosso! ) é muito otimismo. Até porque um carro como este, onde tu percebes uma vibração a mais no volante se um dos pneus tiver um prego, imagino o que é possivel perceber se colocares umas rodas deste diãmetro com estes filmes infláveis no lugar de pneus… Impossível não perceber, a não ser que não entenda nada de carros…

  • Mario Provenzale

    A menos que você seja um motorista muito bom, esteja em um carro muito bom, em uma rodovia muito boa e, de preferência, em um país civilizado, pois há também o fator externo dos outros motoristas e carros ao seu redor, altíssima velocidade causa acidentes sim, e o risco é maior sim. Não é uma ideia popular, é um fato.

    • Mario Provenzale,
      Pela sua lógica, na Alemanha a carnificina no trânsito seria diária. Isso é que é fato, o resto é estatística forjada.

      • Marcos

        Mas Bob, ele pôs todos os condicionantes antes: motorista bom, carro bom, estrada boa, país civilizado, ou seja, tudo o que existe na Alemanha. Agora, importar essa idéia para o Brasil, onde não temos nada disso, parece-me bastante evidente que aumenta o risco de acidentes….

      • Lorenzo Frigerio

        Bob, ele falou “altíssima velocidade”. Depreende-se pelo uso do termo que ela era inadequada para aquele lugar. Em Goiás, não Alemanha.

    • Lucas

      Nunca vi acidente causado exclusivamente por alta velocidade. Aliás, como se classifica “alta velocidade”?? 60 km/h numa ruela estreita de um bairro residencial ou em frente a uma escola? 130 km/h na rodovia do acidente? Na hora do acidente?? E num momento de rodovia mais carregada? 170 km/h numa Autobahn?? Velocidade não é nem nunca foi causa isolada de acidente mas certamente ela ajuda a compor um cenário. É preciso trazer a tona todos esses fatores que compõem a situação e não apenas eleger um bode expiatório e satanizá-lo.

      • Rafael

        Alta velocidade não é causa, é conseqüência.

    • Newton (ArkAngel)

      A velocidade é um agravante, não a causa. O que provoca acidentes é a velocidade relativa entre os carros muito alta além da imperícia e falta de conhecimento sobre o próprio veículo, além das leis da física. Já ouvi muitos absurdos desse naipe:

      “Ah, fico tranquilo, numa emergência o ABS segura as pontas.”
      Resposta: O freio segura as rodas, e quem segura o carro são os pneus. Se estiver em um piso cheio de óleo, seu carro não vai rodar, mas vai demorar a parar sim.

      “Ah, mas meus pneus são bons, posso andar na chuva a 160 km/h que não dá em nada.
      Resposta: Beleza, só não esquece de comprar um detetor de lâmina d’água de mais de 10 mm (que um humano normal não consegue ver, ainda mais a 160…)

      E por aí vai.

  • Lucas

    Mas, e se o cara não dormiu no volante?? Pelo que eu saiba isso ainda está na suposição. Enquanto que as rodas terem sido dadas pelo amigo, usadas e remendadas já é fato, bem como os pneus que eram usados no carro e a velocidade que estava sendo desenvolvida no momento. Tudo bem que ainda não saiu o resultado da perícia oficial, mas eu não me surpreenderei nem um pouco se ela vier a confirmar que a causa do acidente foi um colapso das rodas.

  • BlueGopher

    No Brasil não há autoridades com competência suficiente para concluir realmente a(s) causa(s) do acidente.
    O despreparo das autoridades chega a ser chocante.
    Outro dia assisti na televisão uma entrevista com um engenheiro de alto nível do Denatran, na qual ele defendia ao repórter a viabilidade da nova lei das cadeirinhas para crianças em vans escolares.
    Afirmou que a adaptação de novos pontos de fixação de cintos de segurança ou assemelhados, nas vans em circulação, é plenamente viável e seguro.
    Evidentemente o tal “engenheiro” não entende nada a respeito de segurança veicular, projeto de veículos etc.
    Como um indivíduo como este pode promulgar leis a respeito de um assunto que ignora?

    • CorsarioViajante

      O mais duro é ouvir os “seu delega” insistindo com o mito do “velocímetro travado” ou procurando “marcas de freada”… Feitas por um carro com ABS.

      • Stark

        Há alguns meses, aqui em Maceió, houve um acidente entre um Idea Adventure e um Chevrolet Cruze. O cara do Idea tinha bebido todas, furou o sinal vermelho e acabou acertando a lateral do Cruze. Mesmo contando com airbags de cortina, o condutor do Cruze morreu e o marginal do Idea ficou vivo. O velocímetro do Idea travou a 170 km/h, e logo os “especialistas” (incluindo a imprensa e até a polícia, mesmo sem realizar perícia) acharam que a velocidade era mesmo aquela e ponto final. Detalhe que a rotação do motor travou em 3.500 rpm. Poucas pessoas se atentaram ao fato de que a velocidade não era necessariamente aquela marcada pelo carro.

        Pelas gravações de câmeras de segurança de lojas próximas, certamente o Idea estava acima de 100 km/h, mas 170 km/h é bem improvável, pois a via em questão tem muitas irregularidades e ondulações

        Ah, isso aconteceu pela manhã.

  • Carlos

    Gostamos da falsa sensação de que podemos evitar tudo, houve um post recente sobre isso aqui inclusive. É óbvio que a falta do cinto e as modificações no veículo podem ser causas últimas da fatalidade, mas é fundamental reconhecer que elementos mecânicos falham. Mesmo uma roda original de tamanho adequado com pneus adequados poderia ter se partido. Não sou adepto de de modificações no meu carro, mas também não consigo manter tudo o tempo todo com o mesmo rigor que uma empresa de aviação, por exemplo. No meu carro, um Bravo, uso os pneus originais com rodas de aro 16 (banda lateral maior e mais resistente em comparação com as 17 opcionais no mesmo modelo) e mesmo com os pneus sendo bem novos percebi uma rachadura lateral em um dos pneus dianteiros no meio de uma viagem. Antes de ver o defeito não senti nada que alterasse a dinâmica do veículo e passei batido, mesmo tendo conferido os pneus antes de começar a viagem (o que sempre faço). Não houve nada, mas poderia haver, elementos físicos, infelizmente, falham.

    • Carlos,
      Certo, mas mesmo se houvesse estouro desse pneu você não perderia o controle do carro, pois há nele geometria de raio de rolagem negativo, que deixa a direção insensível a resistências assimétricas nas rodas, caso típico de um pneu dianteiro estourar ou esvaziar subitamente.

      • Carlos

        Obrigado pela resposta Bob, o Autoentusiastas tem me dado a oportunidade de aprender uma série de coisas técnicas que antes me passavam despercebidas, inclusive na minha maneira de direção, embora eu ainda me considere um motorista bem mediano.

        • Carlos,
          Saiba que para mim e para o corpo de editores do Ae palavras como essas suas são a nossa sublime satisfação do dever cumprido.

          • Vinicius

            Bob, seria muito pedir uma coluna aqui no Ae especificamente com conteúdo técnico.

            Digo, com informações como essa prestada acima? Sei que muitos de vocês, editores, são formados em engenharia, mas poderiam agregar conteúdo com um técnico/especialista, de fora, convidado de acordo com o assunto.

            Seria minha humilde idéia!

      • César

        Boa colocação, Bob.

        Aqui na região onde moro, toda vez que acontece um acidente trágico provocado pela ingestão excessiva de bebida alcóolica, a imprensa local divulga: “perdeu o controle do veículo”. Ninguém em pleno gozo de suas faculdades físicas e mentais perde o controle de um veículo de um segundo para o outro.

    • CorsarioViajante

      É, e muitas vezes falham em avisar, como você disse. Quando fui trocar os pneus de meu carro fiquei bobo, um deles estava com uma bolha imensa do lado de DENTRO, onde dificilmente veria.

  • Marco

    Independentemente da causa do acidente, o que leva o camarada que tem um Range Rover colocar um jogo de rodas de segunda mão, hein? A grana que esses caras ganham em um único show dá para comprar um carro novo do mesmo modelo e economizam num jogo de rodas (que costumam ser beeem caras, eu sei, mas se dinheiro não é problema)?

    Sobre pneus de perfil baixo. Minha irmã teve um Kia Soul com rodas aro 18. Parecia uma carruagem. Tremendo exagero. Caiu num buraco em Ilhabela e fez uma pequena bolha na lateral, aparente pelo lado externo. Quando vi, a alertei para trocar o pneu. Ela achou frescura. Insisti e ela trocou o pneu na mesma semana. Quando retirado o antigo, deu para ver que por dentro o dano era bem maior e numa velocidade maior e maior esforço não agüentaria mais muito tempo…

    • César

      Arrancou-me as palavras da boca, ou melhor, as letras do teclado.
      Mas vou mais além: o que leva um sujeito a trocar rodas originais por rodas de segunda linha de gosto duvidosíssimo? A resposta é uma só: é muito mau gosto.

  • Roberto

    É impressionante a quantidade de gente que se preocupa mais com a estética do que a segurança dos seus veículos. Moro perto de uma rua onde há várias lojas de peças e acessórios automobilísticos e hoje pela manhã, ao passar na frente de uma delas (loja de som para automóveis), reparei que havia um Gol com rodas de liga leve, mas com os pneus quase carecas. E pelo jeito ainda vai continuar assim, pois ao passar novamente pela loja, reparei que já estavam mexendo no carro para provavelmente instalar um novo som.

    • CorsarioViajante

      MInha esposa trabalha em um bairro bem periférico, e sempre cruzava com um Prisma, dos primeiros, com G5 em todos os vidros, capô preto e rodas cromadas que deviam ser 19″, realmente algo imenso. Em algumas semanas uma das rodas foi trocada pelo estepe, e assim ficou por mais de seis meses – via o carro quase todo dia.

    • Luciano Gonzalez

      Roberto, eu tenho a mania de quando paro em faróis, fico olhando os pneus dos outros carros… eu fico estarrecido, cada “nave” com pneu careca, é estarrecedor…

  • Marcos,
    Mais uma “Síndrome do Tostines”: os motoristas alemães não andam rápido porque são bons, eles são bons porque andam rápido. É por isso que bato na tecla de o Brasil ser a grande fábrica de motoristas idiotas, talvez a melhor do mundo.

    • Mario Provenzale

      Olhemos ao nosso redor. Prestemos atenção no quão cuidadoso o brasileiro, de maneira geral, tende a ser com a manutenção de seus carros. Saiamos pelas nossas rodovias e prestemos atenção no quão despreparados os motoristas, de maneira geral, são. Reparemos na quantidade de imperícia, imprudência e negligência que podemos ver em uma rodovia durante uma viagem comum. Pensemos nas muitas vezes que pessoas estiveram no limiar de um acidente por erros alheios. Pensemos no que está por detrás do limite de velocidade das rodovias alemãs serem liberados em alguns trajetos. Analisemos a nossa realidade, o nosso trânsito, a nossa gente. Talvez o problema seja que o bom senso é algo que somente nós o temos e que idiotas são todos os outros.

    • Lorenzo Frigerio

      Os motoristas alemães são bons porque têm a responsabilidade de saber onde podem andar rápido, ou de prestar atenção a outros motoristas andando muito mais rápido que eles, antes de mudar de faixa. Sem contar a consciência de saber se seu carro, ou eles próprios, podem andar seguramente àquela velocidade.
      Sem contar que lá a punição a desvios é implacável, e ninguém quer passar vergonha.

    • RoadV8Runner

      Inclusive nos EUA vários estados têm feito estudos que, com o aumento da velocidade máxima permitida nas vias, o número de acidentes tem diminuído. Portanto, essa de que velocidade alta aumenta o número de acidentes não tem fundamento científico.

    • Pablo Nascimento

      Bob, aqui em Porto Alegre a situação é seríssima. Média horária de 15 km/h, donos da esquerda, conversas animadas “olhos nos olhos” a 25 km/h e um show de furadas de semáforo e troca de faixa sem sinalizar. Parece que ao entrar no carro os motoristas são acometidos de algum tipo de retardo mental.

  • Roberto,
    E nessa da estética vai deixar o carro “lindão” mandando colocar sacos de lixo nos vidros.

    • Roberto

      E pela impressão que tenho, Bob, dificilmente o dono deste tipo de veículo todo irregular é autuado, já que eu acho que as nossas autoridades fazem pouco caso da situação ou pelo fato deste tipo de veículo circular geralmente nas madrugadas, quando já não existe mais blitz da lei seca ou algo do tipo.

      • CorsarioViajante

        A blitz olha e pensa “se parar vou ter que apreender, chamar guincho, mandar para o pátio, vai vir a família toda chorar e espernear, vai vir vereador dizer que é abuso de autoridade, mais fácil parar o cara classe média, que paga a multa”.

      • Luís Galileu Tonelli

        Pior é que nunca vejo esse tipo de carros parados nas blitze da vida. Mas eu por trafegar a 88 km/h numa rodovia de 80 km/h e tenho meu carro original e com todas as manutenções possíveis em dia, levo multa e perco pontos na carteira.

    • Costa

      Além de feio vai ficar inseguro.
      Não sei qual é a graça que as pessoas vêem em ficar colocando Rodão em carro.
      Muitos anos atrás ouvi de um colega de trabalho falar a seguinte frase, nunca me esquecerei: “Imagine você chegar de cinto na ‘balada’, o que as gatinhas vão achar de você?”
      Dureza ouvir isso, viu! Agora imagine o tipo de balada.

  • francisco greche junior

    Penso que o veículo com seus quase 3.000 kg naquele momento, a força da gravidade implacável agindo sobre tudo e todos, o motor forte e torcudo deslocando tudo isso a velocidades muito altas, daí vem a ligação entre tudo isso, as rodas e pneus. Imagina o extremo estresse que elas sofreram? Pois é, certamente as originais trabalhariam numa boa com tal carga e forças.

  • Lucas Mendanha

    Eu penso que modificações são bem-vindas, mas desde que se leve em consideração o projeto como um todo. Caso seja necessário uma modificação mais extensa, que seja feita por completo, ou então não faça.

    Vou dar um exemplo próprio:
    Veiculo: Focus Sedan 2009, rodas originais 16″ 5×108 ET53.

    Antes de pegar o carro já tinha em mente que iria alterar o jogo de rodas originais, mas tinha alguns problemas a resolver:

    1° Furação especifica da Ford. Muita gente refura o cubo, escaria as rodas ou usa adaptador de furação. Era algo que eu não queria fazer pois não me passava confiança nenhuma. Teria que arrumar uma roda com furação 5×108.

    2° Off-set: Vejo que grande parte de quem altera o jogo de rodas esquece desse detalhe.. Percebe apenas quando pega na lata ou na torre da suspensão. resultado? ou rebate a lata ou bota espaçador no cubo..e dane-se a geometria da suspensão.

    3° Pneus: queria um efeito visual bonito, com rodas maiores, deixando o carro com um design mais harmônico. Não gosto do efeito visual fita isolante, pois além de perigoso e impraticável, quebra a harmonia do conjunto.

    Analisando o projeto do Focus, vi que ele foi vendido em versões civis com opções até 18″, e 19″ nas RS. Decidi que esse seria o tamanho perfeito para o que queria..

    Antes de decidir o modelo, tomei conhecimento de um jogo de rodas 18″ do Range Rover Evoque Pure, 0-km à venda por um preço de aro 14.. As rodas foram usadas apenas 14 km, entre a concessionária e a loja, onde foram instaladas um jogo de rodas 22″. Sem pensar duas vezes comprei a roda. Ela era perfeita para o que queria, afinal, a Evoque tem o DNA Ford no projeto.. Furação OK, Offset 45 era o mesmo das 18 do Focus: OK. E o pneu será uma mínima coisa maior que o original do Focus: quero 225/45 ou 235/40 ante 225/40.

    Ainda não instalei pois o pneu 16 ainda tem muita borracha pra gastar.. Mas em breve o efeito visual será semelhante ao da foto abaixo:

    • João Laganà

      “Efeito visual”.

      • Lucas Mendanha

        Bem…

        Levando em conta o ganho em estabilidade do meu outro carro, um Fiesta Mk4 comparando com os “originais” 165/70 R13 (“originais do manual” porque o meu veio, quando 0-km, com 145/80R13) e com o jogo de TSW Alpine 15 Et40 e pneus 195/50 que coloquei com o passar dos anos, alteração esta dentro do projeto original do carro, visto o Zetec-S europeu, acredito que terei ganhos em estabilidade em proporção semelhante.

        Mesmo se não melhorar 1%, vou ficar bem satisfeito, pois o carro já atende perfeitamente os meus anseios…

        =D

    • Renato Mendes Afonso

      Me parece que o diâmetro total do conjunto, mesmo que seja 235/40R18, ficou visivelmente maior. Só aí tu tens um aumento de 6% na v/1000rpm. A intenção era aumentar a v/1000rpm?

      Fez ou pretende fazer algo na suspensão do carro?

      O resultado estético me pareceu bacana.

    • Rafael Guerra

      Ficou ótima essa roda, com a altura do flanco ainda compatível com nossas ruas. Só atente para os amortecedores, deverá usar uns com maior carga para compensar a maior capacidade de aderência do carro, peso do conjunto e as molas mais duras, além de diminuir sua vida útil mais rapidamente. Boa sorte!

      • Lucas Mendanha

        Ainda não troquei do meu..mas quando trocar, vou preparar a suspensão também..

        valeu!

  • CorsarioViajante

    As pessoas são muito estranhas. Gastam R$ 200.000,00 num carro, mas não gastam R$ 20.000 num bom jogo de rodas novas. Aí exigem um monte de equipamentos de segurança mas ignoram o mais básico e eficiente deles, o cinto de segurança. Realmente é muito estranho.

  • Lauro Agrizzi

    Penso estarem tirando conclusões apressadas. Ninguém sabe se a causa do acidente foram as rodas ou as soldas nas rodas. Parece claro que as rodas quebraram onde não havia solda. E de qualquer forma o mais provável é que quebraram por causa do acidente e não que quebraram e causaram o acidente.Se todos os passageiros estivessem usando cinto de segurança, como é obrigatório, eles não teriam morrido e não teria essa polêmica de roda. Estão procurando causa para culpar alguém que não sejam o motorista ou os proprietários.Estão querendo tomar dinheiro de alguém.

    • Lauro, você tocou num ponto importantíssimo, as rodas quebraram no meio. Também acho que isso seja conseqüência e não a causa do acidente.

  • Cleber

    Para quem quer trocar as medidas originais de seu carro, esse site é interessantíssimo! http://www.pneusfacil.com.br/compare_medidas.php

  • marcus lahoz

    É aquela coisa da ignorância, coloca a forma antes da função. Um grande erro. Eu como trabalho na área da mecânica coloco sempre a função antes da forma.

  • André Castan

    Só tenho uma dúvida. O que teria acontecido se estivesse respeitando as leis e andando 110 km/h ou menos?

    • Rodrigo Alves

      Se fosse em São Paulo seria roubado

    • Lemming®

      Se a causa foi roda quebrada por ter sido reparada…a mesma coisa…pois a 110 ou 160 seria lançado para fora do carro da mesma maneira.
      Colocar a culpa na velocidade quando o problema é outro é arrumar desculpa para dizer o mínimo.

    • Agnaldo Timóteo

      Estaria vivo, fazendo seus shows, namorando…

      Quem dirige carrega a vida dos seus e dos outros nas mãos. A grande maioria deveria ter este tipo de consciência. Haveriam menas mortes no trânsito.

      Uma pena pelo desperdício de vida.

  • Luciano Gonzalez

    Tenho por Hobby um Voyage 1992 que está na família há 20 anos… ele possui algumas modificações que foram feitas com muito critério e estudo, afinal, trabalho no desenvolvimento de protótipos de uma grande montadora.
    Em determinado momento, resolvi que queria utilizar as rodas do Passat VR6 B4 em meu carro, porém, o Passat usa furação 5×100 e o Voyage, 4×100… estudei detalhadamente as peças envolvidas e verifiquei que todo o conjunto traseiro de ponta de eixo e freios do Fox era perfeitamente compatível com o eixo traseiro do Voyage e o conjunto dianteiro, utilizando – se os cubos e discos de Freio do Fox com as pinças e pastilhas de Santana, também daria certo.. comprei todo o conjunto, gastei um bom dinheiro e fiz a modificação, foi plug n’ play, sem qualquer tipo de “gambiarra”, ficou como original.. agora a pergunta: quem faz dessa forma? NINGUÉM.
    99,9% Refura cubos, discos, panelas sem critério algum ou utilizam os tais espaçadores.. e a conversa sempre é a mesma: fulano usa faz tempo e nunca deu nada, ciclano anda com tantos cv e nunca deu nada, e o pior, além de proprietários iludidos, muitos preparadores e customizadores se valem da mesma prática e agem da mesma forma.. essa é a realidade, infelizmente.
    Vai uma fotinha do Voyage para a turma.
    Abraços

    • Belo Voyage!!

      Sem dúvidas, uma transformação dessas, além de demandar dinheiro, requer atenção e dedicação. 99% das pessoas usa espaçador ou refura os cubos.
      Também sofro com isso, meu 206 usa rodas com 4×108 e off-set 25.

      Abraço.

    • Lucas Sant’Ana

      Bonita cor de carro, esse é o tom de cor que mais gosto, (prata Egito na VW, bege Desert na GM, prata Riviera na Ford etc…), pena que essas cores são raras.

  • Renato,
    V = 240 km/h.

    • Renato Mendes Afonso

      Minha intenção era dizer que 220 km/h esta dentro do limite suportado pelo índice V, que é de 240 km/h. Acho que não ficou claro.

      De qualquer forma editarei meu comentário para melhor entendimento.

  • Luiza Patrícia

    Diversos engenheiros passam anos estudando, especializando-se, projetando e construindo um veículo com centenas de especificações, aí chega um sujeito e troca o aro, os pneus e acredita piamente que o resultado será melhor. Arrogância e vaidade matam.

  • Paulo Sousa

    Outro famoso (e bem genial…) que morreu por estar sem cinto, no banco de trás, o economista John Nash, em maio de 2015.

    http://www.dailymail.co.uk/news/article-3096244/Tragedy-deepens-John-Nash-s-death-s-revealed-wife-called-cab-arriving-airport-hours-early-happened-novice-taxi-driver.html

  • Vinicius,
    Nesse caso é mais fácil falar do que fazer. Mas, diga, do que você está sentindo falta, em técnica automobilística, aqui no Ae? Sua opinião conta.

    • Vinicius

      Na verdade, Bob, seria agregar em uma coluna específica. Não sinto falta de algo. Gosto do conteúdo do Ae, aprendo todos os dias. Seria uma questão de aprofundamento para os que acompanham. As informações aqui prestadas são muito boas, sobretudo as de conteúdo técnico, onde aprendo cada vez mais e vejo como diferenciador.

      Sempre que leio a opinião de vocês ao avaliar os carros, motores, equipamentos, eu desfaço um mito, um preconceito ou uma opinião errônea que eu possuía sobre determinado veículo. Sabe por quê? Justamente por não ser opinião emitida no achismo. Sempre há a um fundamento técnico, de quem tem experiência nos “bastidores” das fábricas.

      Então, quando opinei neste sentido, não seria para mudar o que já está bom, mas somente agregar.

      E imagino que seja complicado! Abraço e um ótimo domingo, Bob!

    • Vinicius

      Bem, o que eu quis dizer é bem longe de sentir falta de alguma informação técnica aqui. Nesse tempo em que acompanho o Ae, com as muitas informações técnicas aqui prestadas, eu desfiz algumas opiniões minhas equivocadas. E sabe por quê? Aqui não vejo o puro achismo. Vejo informações embasadas.

      Quando eu disse que poderiam chamar um técnico e/ou especialista de fora, seria somente em assuntos específicos que vocês não dominassem. (existe?) Não quis dizer que falta um técnico/especialista!

      Logo, a minha humilde sugestão foi no sentido de se criar uma coluna, a exemplo da “história dos leitores” onde houvesse um aprofundamento técnico. Lógico que vocês, editores, em sua maioria, possuem conhecimento técnico suficiente para, sozinhos, escreverem esta “coluna” em diversos assuntos.

      Então, quando digo fazer uma coluna, é no sentido de que informações importantes prestadas como a acima, onde você explica o motivo de não se perder o controle do carro por causa de um estouro de pneu, não fiquem esparsas e “perdidas” em comentários.

      Leigos em engenharia, como a minha pessoa, aprendem muito com essas informações.

      Essa seria a minha humilde sugestão.

  • Pablo N,
    O meu diagnóstico para o que você conta é outro: falta de educação. O brasileiro está cada vez mais deseducado e porco.

  • Paulo César_PCB

    É ligar primeiro o “sentimento/emoção” sem ligar o cérebro. É a moda “perfil baixo” e roda carroça para andar na condição brasileira, num carro que pesa mais de 2 t e proposta mais off do que on-road e achar que se a BMW e a Mercedes DTM usam é porque é bom, faz bem curva…. É, ignorância uma hora dá nisso, morte.

  • Corsario,
    É de desanimar tanta ignorância, não?

    • CorsarioViajante

      Sem dúvida, é inconcebível que ainda insistam em umas idéias tão anacrônicas. Caramba, isso para fazer um “laudo técnico”!

  • Gabriel

    Independente de possuir uma Range Rover ou um carro popular, rodas e pneus deveriam ser uma prioridade para quem pega estrada.
    Rodão e pneu fita isolante é para moleque que só anda dentro de cidade, quase sempre devagar para o carro não “quicar” devido a altura.

  • guimourao

    Concordo com o que o Boris falou. A roda estoura pois a solda destempera o metal. E assim o material se torna frágil e se rompe com muito menos esforço que uma peça nova, mesmo sem a presença de micro fissuras.

  • Regra fundamental para o projeto e durabilidade de rodas é entortar em caso de impactos porém não pode quebrar ( fragilização).

    • Guilherme Keimi Goto

      Verdade Meccia, mesmo nesse choque de 200 a 0 km/h com 400g de pico de desaceleração e toda a massa do carro tentando destruir as rodas dianteiras, elas saem razoavelmente intactas.

  • Fórmula Finesse

    Algo a ser investigado; pois ninguém dorme ao volante andando a mais de 160 km/h…

    • Amigo, dá para dormir sim. Estradas como a free-way no Rio Grande do Sul, ou a Castello Branco permitem médias mais altas, e são até entediantes. Viajo direto a São Paulo e em toda viagem eu vejo carro capotado, sozinho. Se for um Celtinha, a média é baixa. Se for um Rover, é aceitável a média mais alta…

  • Vinicius

    Rapaz, te digo que se for a uma velocidade média, dorme sim.
    Não sei se o estado da estrada em que ele capotou daria para manter essa média por muito tempo, mas eu já mantive esta média de 160, 170 km/h no trecho da Póvoa de Varzim até Fátima, em Portugal. A A1 é um tapete e são, mais ou menos, 220 km neste ritmo.

  • natan ravel

    Aconteceria do mesmo jeito mas com alguns efeitos diferentes, o pessoal pensa que velocidade mata, na realidade a velocidade só amplifica as conseqüências (e as forças aplicadas) e diminui tempo de reação.

  • natan ravel

    Uma pergunta aos autoentusiastas, como fica a atuaçao do controle de estabilidade num carro com rodas alteradas? Comprometeria muito ou o sistema se adapta as condições?

  • Newton(Arkangel),
    Pelo que você diz, ser estupidez nivelar todos na questão de alcoolemia, você está afirmando e assinando que os alemães, franceses etc (0,5 g/litro de sangue), americanos e ingleses (0,8) são loucos. Agora, essas pessoas que você diz ficarem piradas com um copo de cerveja, só vendo para crer, pois duvido do que você diz. Essa é a grande justificativa/mentira para os que defendem a lei que o idiota do molusco nove-dedos sancionou.

    • Newton (ArkAngel)

      Hehehe, desculpe, Bob, acho que não me expliquei direito…o que quis dizer é que aqui no Brasil, esse negócio de achar que TODOS que possuem 0, 00000006/i g de álcool no sangue estão embriagados é besteira. Claro que 0,5 g/l é um limite razoável. Quanto à questão de pessoas ficarem bêbadas com somente um copo de cerveja, isso realmente existe, tem um primo meu que basta beber um copo que ele fica com o rosto todo vermelho e perde completamente o equilíbrio, pode ser algum tipo de alergia, sei lá…o que digo é cada um reage de uma maneira diferente ao álcool, por isso o teste do bafômetro não é 100% conclusivo. Inclusive, se meu primo bebesse um copo de cerveja e fizesse o teste, teoricamente não estaria embriagado, mas na prática mal conseguiria ficar de pé.
      Quanto ao molusco, argh! Nem cite seu nome por aqui, por favor.

  • Lucas Mendanha

    De acordo com uma tabela que me guio aqui. a diferença ficaria em:

    235/40: 2.1%
    225/40: 0,8%
    225/45: 4.4%

    O mais provável é que eu fiquei entre o 225/40, que seria o correto, e o 235/40, que são mais fáceis de encontrar…

    Quanto a V/1000 levo como “efeito colateral”.. atrapalha um poquinho na cidade..ajuda na estrada em velocidade de cruzeiro..

    Na suspensão tenho a ideia de usar molas H&R, buscando um visual como o do carro branco…

    • Renato Mendes Afonso

      Eu usei como base a medida 205/55 R16 para comparar com as outras medidas. Posso ter me enganado nas dimensões do pneu do Focus.

      • Lucas Mendanha

        Então..esse calculo é feito com base na circunferencia da roda.

        No caso da original, 205/55R16, a medida é 198.4166 e na 235/40R18, 202.5928.

        Dividindo 202.5928/198.4166 = 1.021047634119323

        Dessa forma, a alteração fica dentro dos 3% legais

  • Carlos

    Há alguns anos quando comprei meu Peugeot 207, a única modificação que eu queria fazer era colocar uma roda esportiva. Preço proibitivo na concessionária, mas encontrei um modelo que me agradava em uma loja especializada, porém era necessário usar adaptador. Como a intenção era viajar com a família, simplesmente fiquei com as rodas que vieram originalmente no carro, simples assim.

  • lucio

    A 110 km/h talvez a roda não sofreria o mesmo esforço e o mesmo dano.

  • Viajante das orbitais

    As rodas foram dadas de presente ao motorista por um jogador de futebol. Eram rodas tipo imitação e foram consertadas e soldadas em uma loja chamada “Sem Limites”.

    Repetindo, um jogador de futebol comprou essas rodas fracas para deixar seu Land Rover lindão e quando elas quebraram ele mandou remendar nessa loja que me inspira desconfiança pelo nome e então deu de presente para o motorista do cantor.

    O Jogador, um tal de Wellington, já arranjou um tal de Simão, que inclusive já deu entrevista de nível cultural baixíssimo, para dizer ter dado as rodas. Mas a mentira já foi descoberta, quem deu as rodas foi o tal Wellington. Amigo da onça.

    Dizem que viram falhas nas rodas em um lava-jato e que haviam alertado o motorista.

    Essas rodas fracas remendadas em uma lojinha qualquer com pneus fracos equipavam um SUV monstro de 400 mil reais que andava em alta velocidade.

    • Rochaid Rocha

      Presente de grego de rodas sem limite. Sem limite de vergonha na cara.

  • Stark

    Ótima matéria! Infelizmente o que mais se vê por aí é gente com molas cortadas (não é o caso desseLand Rover) e com rodas enormes e pneus (chineses) fininhos. O cara gasta uma grana pesada no jogo de rodas e economiza nos pneus, de baixa qualidade, pois prioriza a estética (em certos casos, duvidosa), em detrimento do conforto e da segurança.

    Aproveito e faço uma sugestão ao Ae: colocar o subtítulo da postagem no assunto da coluna. Facilita a busca por postagens mais antigas, num mar de vários posts com o mesmo título. O título ficaria, por exemplo, “Opinião de Boris Feldman – Amigo da onça”. Isso se estenderia às outras colunas também.

  • Sephiroth
    Ótima sugestão, que está aceita e implementada. Veja lá no menu Colunas ou Editores, Boris Feldman. Os títulos serão modificados paulatinamente. Agradeço-lhe..

  • leoayala

    Caro Boris.

    Eu já trabalhei em uma empresa que fornecia matéria-prima para a fabricação de rodas, e lhe asseguro que tudo é normalizado pela ABNT, incluindo ensaios destrutivos e não-destrutivos, processo de fabricação, composição química etc. Posso te dizer, sem sombra de dúvidas, que existem todos os subsídios para se produzirem rodas seguras, e é isto que os grandes fabricantes fazem e que algumas marcas de aftermarket também praticam.
    Eu desconheço qualquer prática de reparo em rodas de alumínio envolvendo solda (que deve ser específica para cada caso), ainda mais se for em uma liga tratável termicamente (o que é, em qualquer hipótese, errado de se fazer). Também não há nada que impeça o sujeito de instalar uma roda não apropriada para um modelo de automóvel. Infelizmente, o que causa este tipo de falha é a total falta de conhecimento técnico de quem deveria ter (o sujeito que instalou a roda e o outro que a soldou).

    • Amigo, vou te dizer: “Auto Center especializado em reforma de rodas de liga-leve” tem aos montes.
      Passei por isso quando tinha um Monzão 89. Achei trincas nos raios de duas rodas. Todo mundo queria soldar para mim. Deu um trabalhão pra conseguir destruir as rodas corretamente.
      Povão só olha o próprio umbigo. No meu caso, ao dizer pro pessoal que eu queria destruir as rodas, alguns chegaram a dizer “Deixa aqui que eu destruo elas depois”.
      Estava na cara que iria esperar eu virar as costas para reformar a roda e vender. Quando achei um sujeito que as cortasse ao meio pra mim, foi uma grande resenha pra explicar para ele os motivos que me levaram a isso.

      • Rochaid Rocha

        Pois é. Eu achei um absurdo rodas de liga soldadas. Isso não existe. Se tiver que soldar joga fora. Nem eu que sou pobre usaria uma porcaria dessas. Onde estamos? Coisas absurdas como essa não poderiam acontecer. E esses pneus remoldados são outra tragédia. Faz um ano que um caminhão soltou uma banda de rodagem INTEIRA na minha frente e por pouco não me arrebento. Sorte que só destruiu a frente do meu carro.

        • Mineirim

          Também passei por um perigo desses ano retrasado. Foi na BR-040, perto de Conselheiro Lafaiete, MG.
          Pista simples, duas faixas para cada sentido. O pneu traseiro esquerdo de um caminhão simplesmente explodiu a uns 100 metros de distância. Por instinto, joguei meu carro na contramão (sem carros transitando), desviei da maioria dos destroços e retornei para a pista da esquerda. Só não capotei porque o carro é muito estável e desviei na medida certa.

  • WSR

    Boris, muita sorte teve quem comprou o outro Range Rover sem as rodas reparadas. Achei uma foto divulgada pelo sítio G1 e é possível ver os pontos do reparo. É muitíssimo preocupante não existir algum tipo de fiscalização ou exigência sobre as oficinas que fazem este tipo de reparação, para que o serviço tenha um mínimo de confiabilidade, caso a roda suportasse a reparação. Mas, no país onde é possível montar um carro com partes de estruturais de vários outros, sem exigência alguma, não espero muita coisa, apenas o caos.

  • Ricardo Kobus

    Bom dia!
    Ficou lindo o Voyage com essas rodas!
    Eu possuo um Gol quadrado 94 1,8 e amigos meus falam, por que você não turbina ele, daí eu digo o dia que eu melhorar os freios dele talvez eu faça alguma coisa, sem freios bons não adianta mexer no motor.

    • Luciano Gonzalez

      Ricardo, meu carro é turbo, está com aproximadamente 220cv e 27m.kgf de torque.. não é carro de racha muito menos de arrancada, é carro de estrada que anda com comportamento de carro original, inclusive no trânsito.. o caminho foi longo, freios e suspensão foram revistos, pneus foram escolhidos a dedo em modelo e medida (185/55 15″ – Dunlop SPLM 703), escape com dois abafadores confeccionado pela Giba Escapes Especiais (não gosto de muito barulho) ando assim há 03 anos e não me dá dor de cabeça, é como um carro original.. mas quem faz dessa forma? Poucos… foi muito tempo de dedicação, estudo, contrariando preparadores entre outros detalhes.. a turma quer potência, potência e potência e eu não, viso desempenho diferenciado com durabilidade e mais, carro é conjunto, se tem motor forte, o conjunto tem que acompanhar…
      Abraço!

  • Pércio Guimarães Schneider

    Boris, pneus reformados por qualquer processo (recapados, recauchutados ou remoldados) são utilizados no mundo todo, e não uma exclusividade do Brasil. O processo de remoldagem, que consiste em uma reforma que vai de talão a talão, é utilizado na reforma de pneus de avião, e que recebem mais de dez reformas cada pneu. Se fosse inseguro, o meio de transporte que mais preza por segurança não utilizaria. A diferença, é que nos pneus de avião o procedimento é idêntico, mas chamado de recauchutagem. Veja o que foi publicado na revista “Notícias da Goodyear”, edição 23 de Mai/2005.

    • Rochaid Rocha

      Me desculpe, mas alguém que tem grana para comprar um Land Rover, ganha milhões por mês, vai comprar pneu reformado? Se eu tiver que apelar para comprar isso, vendo o carro e vou de bicicleta.

    • Marlon J Anjos

      Os pneus de aviação assim como alguns de caminhões, são produzidos com a opção de recauchutagem já de fábrica. Todo projeto e produção é pensando na recauchutagem.
      Geralmente os pneus de carro tem outros objetivos (carga, velocidade, etc..) e não devem ser recauchutados.

  • Tenho um vizinho com um Veloster, rodão aro 20″ e pneu riscado. Vai entender…

    Pelo menos o Veloster não corre tanto, rs…
    (Desculpe, foi mais forte do que eu!)

  • Fórmula Finesse

    A Free-way não é monótona, ela têm vários aclives e declives suaves, curvas de raio bem longo, não acredito que o cara vá se desconcentrar a ponto de pegar no sono se andar direto a 160 km/h lá…as retas acabam em um instante a 160 para cima.

  • Rochaid Rocha

    Perfeito. Ontem acabei assistindo na Record uma reportagem a respeito das rodas. Inclusive apareceram donos de lava-car dizendo que avisaram do perigo daquelas rodas. Eu fiquei imaginando um carro desse valor com rodas “soldadas”. Nem no meu carro que custa a décima parte ou menos desse carrão, eu usaria rodas com solda. Isso é loucura. Falta de atenção. Nem sempre o bonitinho é seguro. Quem fiscaliza essas rodas? Existe regulamentação? Ou só agora quando o cantor famoso morre vão criar alguma lei nova ? Tipo uma inspeção de rodas, logicamente com você pagando mais alguma taxa para ter a aprovação. As pessoas no geral não se preocupam com segurança. Ficam apenas apagando incêndios. Não se importam com pneus carecas. Pensam na economia, no bolso. Afinal aqui tudo é caro, tudo tem imposto nas alturas. Assumem riscos idiotas que podem colocar suas vidas e a dos outros em risco. Até quando?

    • Caio Ferrari

      A fiscalização seria furada. O cara guarda as rodas “bonitonas” capengas e coloca as originais para fazer inspeção. É educação, não adianta você tentar fiscalizar centenas de milhões de veículos.

      Aqui no Brasil é assim, não existe cultura de cuidar do automóvel. Brasileiro odeia carros, odeia fazer manutenção correta, odeia ter que mover um dedo para manter o veículo em boa qualidade. Essa coisa é só um símbolo de status.

      O cara da nó em pingo d’água para colocar aquela roda bonita e fora das especificações, as vezes até alarga a caixa de roda para caber, mas não troca a vela antes que o carro comece a falhar e pipocar pelo escapamento.

  • Boris Feldman

    Oi Pércio,
    Nada contra remoldagem nem recapagem nem recauchutagem. Só não pode o Inmetro ter homologado a remoldagem sem manter, na lateral, o registro das características originais do pneu. Ou seja, no Brasil, ao contrário da Europa, você compra dois remoldados para o seu carro. No lado direito, com carcaça que foi de pneu para furgãozinho Towner. Na esquerda, de um pneu para Porsche. Quem “dobrou” o Inmetro para esta irresponsabilidade foi a BS Colway.

    • Pércio Guimarães Schneider

      Me desculpe a insistência, mas você não está corretamente informado. Muito antes do Inmetro regulamentar a reforma de pneus pela portaria 444/2010, a ABNT já havia elaborado as normas que deram origem aos regulamentos, através do seu Comitê CB-45. As normas da ABNT são de 2000 a 2003.
      E o Comitê Brasileiro de Pneus e Aros ABNT/CB-45 é constituído de representantes de todos os fabricantes de pneus e rodas existentes no país, que são maioria no grupo. A B S Colway faliu em 2007, muito antes do Inmetro publicar sua portaria.

      • Boris Feldman

        Pércio,
        Mencionei a correta informação apenas em linhas gerais, mas se você tem interesse em conhecê-la em detalhes, aqui vai:
        1 – o Inmetro desenvolveu um Programa de Certificação de Pneus Reformados formalizado pela portaria nº 13 de 13/01/2004, publicada no Diario Oficial de 15/01/2004.
        2 – Além disso, o próprio Inmetro emitiu uma NotaTécnica (numero 015/2005) declarando não ter qualquer validade uma outra Nota Técnica anterior, de n. 83/2000, que referendava os pneus recauchutados de talão a talão (remoldados), emitida sob “pressão” da BS Colway. Seu proprietário, Francisco Simeão, recebeu das mãos do então governador do Paraná, Roberto Requião, em nome do Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná), a certificação do Inmetro.
        3 – Quanto à exigência européia (não seguida pela brasileira) de que as características da carcaça original fossem mencionadas na banda lateral do pneu reformado, ela foi publicada sob n. 109 da regulamentação da Comunidade Européia.

  • Bom…deixa explicar umas coisas. Sou de Goiânia e vou contar o que está rolando nos bastidores daqui:

    1- Esqueçam punições para a loja que fez o serviço nas rodas. É a loja predileta dos ricos e poderosos, e o dono já acionou toda a sua rede de contatos para garantir isso, tanto é que o delegado do caso já mudou a versão dos fatos, antes culpou a roda e agora o pneu.

    2-Os pneus chineses não são confiáveis,, afinal de contas, quem garante que eles oferecem e representam o que ta escrito nas suas bordas?

    3- Tem gente falando que não sabe como alguém gasta 400 mil num carro e põe roda e pneu vagabundo. Gente…ACORDA…o motorista do cantor ganhou de presente de um jogador e pediu para o cantor se poderia pôr no carro dele. Claro que ele concordou porque ficou bonito…ou vocês realmente acham que o cantor entendia algo sobre isso?

    4- Quando você tem dinheiro e fama, você paga VÁRIAS pessoas pra fazer praticamente TUDO para você….sendo assim o cantor jamais iria se importar se as rodas eram reformadas ou se tinha pneu vagabundo.

    5- Já tiraram o do motorista da reta com essa história de roda/pneu, mas por aqui tem muita gente que tem certeza que foi ele que dormiu mesmo.

    6-Anotem e me cobrem: A culpa vai ser todinha da fabricante dos pneus e TALVEZ alguma coisinha para o importador. É bom os chineses prepararem o bolso.

  • Agnaldo Timóteo

    Sim, é o que mais tem.

    O cara compra o carro, coloca os aros reformados que comprou de um amigo, bem “baratinho”, vai até uma loja que esteja com promoção do tipo pague 3 e leve 4, dá as rodas e pneus originais como parte do pagamento, manda instalar pneus remold e vai andando com o carro “lindão”.

    Depois manda instalar kit GNV e, de quebra, película em todos os vidros, sabe a gasolina está cara e o ar já está sem gás.

    Segurança? IPVA? Seguro? Manutenção? Prestação do carro em dia? Ora, são detalhes…

    Isso me lembra da época em que trabalhava em um hospital e atendia na emergência. Garotas novas, lindas, todas “preparadas” com lipo, silicone, academia e cabelereiros, mas quando os cafet… digo “namorados” resolviam quebrar seus narizes, tinham que ser atendidas em hospitais públicos por não terem plano de saúde…,”é besteira tio…”

    É a cultura da aparência em todos os níveis!

    • Rochaid Rocha

      Pois é. Você tem razão. Sou quadrado mesmo.

  • Rochaid Rocha

    Não pude jogar para a pista contrária. Nem deu tempo de piscar. Aquela coisa voou na minha direção e caiu embaixo. Tive que trocar o parachoque todo, farol de neblina, grade. Mas ainda bem que sai vivo. Estava com toda família no carro.

  • Rodolfo

    Quem soldou a roda do carro do cantor devia mofar na cadeia… ou no mínimo pagar uma indenização milionária. Mas aqui é Brasil!

    Aprendi na vida que em carro e moto o que se trinca não se deve ser soldado, pois é a sua vida que está em jogo.

  • Renato Mendes Afonso

    Por falta de atenção comparei o original com o 235/40R19. Foi erro de digitação da minha parte. A V/1000rpm aumenta apenas 2%.

  • Cadu Viterbo

    Os perigos das soldas, do uso de pneus de baixa qualidade, são óbvios. Acho que todo mundo comentou a respeito.

    Mas, alguém já pensou na possibilidade de os danos às rodas não terem sido a CAUSA, mas conseqüência????
    Ora, uma batida, com capotagem a mais de 110 (160? 150?) destruiriam até as rodas originais.

    Acho que, por mais que se busque culpados, o dono do carro tem que se responsabilizar por ele. No fim das contas, ele permitiu o uso das tais rodas usadas e reformadas….