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Acidente? Só com os outros

Uma “fofura”. Não importa se tem ou não dispositivos de segurança: o que interessa é o som da pesada e ar-condicionado.

 

Rodao

Brasileiro só se preocupa com segurança veicular ao responder pesquisa. Inclui segurança entre os fatores que mais pesam na decisão de compra de um carro zero-km. Mentira. O que pesa mesmo é design, consumo, custo de manutenção e valor de revenda. Não adianta a imprensa elaborar meticulosa análise de um modelo, colocar na balança pontos positivos e negativos, espaço interno, capacidade de porta-malas, estabilidade, comportamento dinâmico e itens de segurança. A leitora vai na concessionária, vê o compacto cheio de charme e diz “Mas que fofura” e fecha o negócio….e nem o maridão, que diz entender do assunto, se preocupa também com a segurança.

A tal “fofura” só tem airbags e freios ABS, pois são obrigatórios. Fosse possível, seriam trocados por um som da pesada, ar-condicionado e rodas de liga leve. No caso de um acidente grave, morreria com todo o conforto…

No Brasil, tem carro campeão de consumo, segurança (“crash test”) e índice de reparabilidade do Cesvi (custo do reparo de pequenas batidas). Mas não é sucesso de vendas porque “não é bonitinho”.

Outro dia, um vizinho do condomínio onde moro veio reclamar comigo que deu um golpe no volante de seu Corolla para desviar de um cachorro que atravessou a pista. O carro deu um “cavalo de pau”, saiu da estrada e bateu num barranco. “O ABS não deveria evitar a derrapada?” ele perguntou. Foi difícil explicar o que faz o ABS, o que faz o ESC, o controle eletrônico de estabilidade. Que seu Corolla, mesmo sendo o mais sofisticado da linha, tem o ABS, mas não tem o ESC nem como opcional. E talvez só venha a ter o dia em que o dispositivo também se tornar obrigatório no Brasil. A Toyota deve estar certa: para que instalar um equipamento que ninguém exige e nem sabe do que se trata? “ESC é só para quem se arrisca em curvas feitas em alta velocidade” interfere um amigo do vizinho, mesmo sabendo que o Corolla estava numa reta asfaltada e seca.

Por falar em condomínio, eu vejo passar por aqui, com freqüência, pai ao volante com o filho no colo. Tenho gana de gritar, xingar e acusá-lo de criminoso em potencial. Mesmo na vez (primeira e última) que observei polidamente o risco que ambos corriam, ouvi que o filho era dele e que eu não tinha nada com isso. Que ele estava devagar dentro do condomínio, sem outros carros em velocidade, nenhum risco. Mais um da turma do “acidente só acontece com os outros”.

E, quando o filho não está no colo, atrás do volante, está com dois ou três irmãos ou amigos aboletados na traseira do hatch, da perua ou do utilitário esportivo (SUV). Ou seja, os engenheiros da indústria automobilística investem milhões de horas e dólares para que a carroceria tenha uma absorção programada das forças provenientes do impacto frontal ou traseiro. Na frente, a região do motor é mesmo projetada com baixa resistência para absorver o choque, desviar as forças da batida para as laterais e proteger o habitáculo de passageiros. Mesmo projeto no porta-malas: se sofre um impacto, funciona como uma sanfona, encolhe e evita (ou reduz) que as forças resultantes atinjam a cabine. Se houver danos, que sejam nas eventuais valises dentro do porta-malas. Os engenheiros jamais imaginariam que pais fossem suficientemente irresponsáveis para deixar os filhos serem transportados no local projetado para oferecer menor resistência e encolher no caso de impacto traseiro…

BF

Foto de abertura: tuningcarextremebrasil.com.br
Boris Feldman, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos, autoriza o Ae a publicar sua coluna veiculada aos sábados no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG).
A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

  • Estou curioso para ver os comentários. Tenho minha opinião com base nos leitores do Ae, mas não vou falar agora.

    • João Carlos

      Teve um artigo do MAO (aquele dos mitos e tal, chiqueirinho do fusca etc) que ia no sentido oposto a este do excesso de cuidados. Vivemos a geração do “garoto bolha”, queremos risco zero. Até para dar um volta de bicicleta as crianças ficam fantasiadas de ciclistas profissionais que competem nas montanhas.

      Quanto a comprar carro só pelo design, é isso que prepondera no mercado do mundo todo, só que lá fora todos já veem com pacote “básico” de segurança. Então é só escolher o que lhe agrada mesmo. E, carro inseguro dinamicamente, não existe mais faz tempo.

      Mas, claro, do ponto de vista de quem é apaixonado por carros, entram outras variáveis além do “bonitinho”.

    • CCN-1410

      O Boris já disse tudo, mas apenas para citar, sei de proprietários que desligam equipamentos de segurança quando o carro permite, como controle de tração, entre outros. Poxa, se está lá, para que querer bancar o Nelson Piquet?

    • $2354837

      Nada ainda Paulo Keller, pessoal ficou com medo? rsrs…

    • Aguardando, também

    • Offspring

      Paulinho, o controle eletrônico de estabilidade é algo bom para uma situação abrupta em uma reta, como desviar de um animal e buraco, freando apenas as rodas necessárias para que a trajetória não seja comprometida.

      Mas, na pista, o ESC só atrapalha hehehe

  • caique313131

    A sopa de letrinhas é importante pois evita surpresas, e é mais ainda ao motorista médio, que não possui conhecimento sobre quais situações botam em cheque a estabilidade do carro, e menos ainda sobre o que fazer caso elas venham a acontecer.

    Entretanto, é triste ver tamanha desinformação de muitos comentaristas de sites sobre automóveis (claro, exclusos os do Autoentusiastas) que, ao menos na teoria, espera-se que sejam os mais informados sobre automóveis em geral. A maioria venera os artifícios eletrônicos de segurança como se fossem entidades sobrenaturais, em vez de serem considerados apenas como auxílios, e jamais como alicerces. A situação chegou a tal ponto que, caso algum carro não conte como tais elementos, é prontamente denotado como “lixo, inseguro” e, essa é a melhor, “carro feito para ‘Banânia'”.

    Fora de tópico, em várias notícias veiculadas por aí, nos Jogos Panamericanos, diversos atletas brasileiros, ao subirem no pódio para a entrega de medalhas, ao ser tocado o Hino Brasileiro, em especial os militares, batiam continência em sinal de respeito à pátria. Prontamente, os esquerdistas fizeram uma zorra ideológica, criticando como inaceitável o gesto de amor ao próprio país. Onde é que iremos parar?

    • Domingos

      Achei o máximo os militares cuspirem no mito que é a esquerda que fomenta o esporte. E terem dado essa imagem de força e respeito.

      Que eles rasguem as calcinhas de raiva. Lixos.

  • Moro no interior de Goiás, numa cidade com 45 mil habitantes e me sinto um alien aqui, pois sou o ÚNICO da cidade q usa cinto de segurança.

    Daí você conversa com todos sobre isso e o que eles respondem? Que só usam na rodovia porque aqui se anda em baixa velocidade e não tem perigo….

  • Antonio Pacheco

    Excelente coluna! Fica até difícil comentar algo, já que a minha opinião bate exatamente com tudo que foi escrito. O brasileiro acha um absurdo um carro não ter central multimídia, mas não liga para a falta de ESP, um mero detalhe. ESP não serve para melhorar a estabilidade de um carro com suspensão ruim, como alguns vendedores da Toyota “vendem”, dizendo que seu Corolla não precisa. Como não? Eu também dirijo tranquilo, e achava que o ESP era desnecessário. Isso até um motorista distraído atravessar a pista na minha frente e me forçar a um desvio repentino em um trevo para não bater. Sorte minha que estava no Fiat 500, que possui ESP de série e deu para sentir o carro querendo escapar e a eletrônica corrigindo a trajetória. Se tivesse em carro sem ESP, no mínimo tinha rodado. Depois dessa situação, passei a dar valor nesse anjo da guarda eletrônico. Resumindo: ESP não é para você se sentir um semi-deus e abusar dos limites, mas sim, quando ocorrer alguma situação adversa, ele te auxilia a não perder o controle, ocasionando um acidente.

  • ussantos

    Infelizmente tudo isso é realidade em todo país, e acrescento uma cultura comum nas zonas norte e oeste da metrópole Rio de Janeiro: Motociclistas andando sem capacete. Isso é tão normal na cultura dos cariocas que os policiais nem aplicam multas.

  • Franklin Corcino

    O texto traduz o que sinto a me deparar com estas situações, um tio ao me consultar para a compra do seu carro. Desta vez um SUV, eu como amante dos japoneses lhe sugeri um Subaru Forester.
    O mesmo ainda ficou com um pouco de receio, mas comprou e começou a andar com o carro. Na compra eu contei toda a história do carro e de toda a sua segurança passiva.
    Hoje ele está muito feliz, pois em uma chuva conseguiu salvar sua família de um acidente graças a tração integral e o controle de estabilidade que o colocou de volta a pista.
    O Autoentusiasta me representa, assim como a opinião de todos os colunistas.
    Obrigado a todos por este trabalho fantástico.

  • Evandro

    Concordo integralmente contigo, Boris.

    Por isso acho que, neste caso, a mão do governo deveria pesar e forçar as fabricantes e nos tratarem como pessoas e não como números, a dar valor a cada vida e de subir MUITO o nível de exigência de segurança e de consumo dos veículos, pois se deixarmos a coisa solta, fica essa porcaria.

    E que se danem os que preferem aparecer em páginas de sarcasmo no facebook sobre carros “xunados”, nem sempre a voz do povo é a voz de deus.

    Do jeito que as coisas caminham por aqui, food truck é o caminhão de transporte de gado, não o carrinho de lanche com preço abusivo.

  • REAL POWER

    A segurança ativa e passiva é de grande importância em um carro, mas um bom motorista faz toda a diferença. Tem pessoas que ao comprarem um carro com ABS, etc etc acham estar 100% protegidas contra acidentes e que o carro vai corrigir suas falhas ao volante.
    Por outro lado tem pessoas que nada dão para o quesito segurança, realmente não tão nem aí. Basta ver a grande quantidade de carros que sofrem modificações na suspensão sem critério algum, tudo para poder usar rodas gigantes. Um amigo praticamente cortou toda lataria interna dos pára-lamas para poder usar rodas 22″. Chegou a cortar parte da longarina e reforços estruturais. Quando ele me contou o que tinha feito, eu fiquei sem palavras mesmo. Não acreditei, achei que estava brincado. Mas não, e como ele tem muitos que para rebaixar o carro fazem de tudo. Ele me falou que seu carro tinha meia dúzia de airbags, e isso e aquilo. Aí veio em minha mente a frase. “Deus, não perdoa eles, pois sabem o que fazem, mas agem como idiotas.”

  • Curió

    Vez em quando, não é questão de pensar que acidente só acontece com os outros, mas de momentos de descontração ou de necessidade e pouco risco. É muito difícil que haja um acidente grave a 30 km/h num lugar com pouco tráfego para que se justifique que a criançada não pode brincar no “chiqueirinho” do porta-malas. Tem situações e situações. Já andei com sete ou oito pessoas num Fusca em estrada de terra com pouquíssimo tráfego, e tráfego lento. Pode acontecer um acidente? Pode, claro. Mas a situação torna isso tão difícil, e torna ainda mais tão difícil que seja grave, que ninguém se importa, e, ao meu ver, nem deveria se importar. Mas é claro que não me refiro às grandes rodovias ou ao trânsito caótico, nem a lugares onde passam muitos pedestres. Nesse caso, inclusive, acho que até a peça atrás do volante é meio falha por aqui. Os cursos de carteira de motorista são cada vez mais malucos e menos funcionais.

  • Gustavo

    Quer dizer que não posso colocar meu filho no colo ao manobrar na garagem? Me desculpe, mas é assim que nasce um autoentusiasta: brincando de dirigir no colo do pai, num ambiente fechado, seguro e a baixa velocidade. Os cuidadores da vida alheia e mantenedores do politicamente correto estão deixando o mundo mais chato.

    • Davi Reis

      Acho que não é bem assim. Não existe uma receita pronta pra um autoentusiasta, e se existisse, acho que não seria bem essa.

  • Pedro_chato

    Boris lhe aplaudo de pé.

    Li o texto esperando alguma critica, por sinal muito merecida, ao Focus com “rodão”. Posso fazer por você? Ridículo, irresponsável e imbecil. Depois vende o carro com rodas originais, um infeliz que o compra vai reclamar que sua suspensão dá problema demais…. Triste. O ridículo se torna ainda mais extremo quando – vejo muitos – veículos com grande aptidão off-road com picapes, Troller, TR4 etc com rodões calçados com pneus “fita isolante”. Mas tem idiota nessa raça humana.

  • Mingo

    Quanto à segurança dos carros, nem vou palpitar, mas se tenho horror de alguma coisa, ela se chama “condomínio”…

  • José Rodrigues

    PK, se é sobre a brabeza com o pai levando o filho no colo, ainda mais em tempos de politicamente correto e Estado-babá, bom… Permito-me discordar do colunista desta vez, e principalmente, atentar à notinha no rodapé do texto:

    A coluna “Opinião de Boris Feldman” é
    de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a
    opinião do AUTOentusiastas.

    Ainda bem…. Respeito a opinião do colunista, mas não compartilho dela.

  • walterjundiai

    OFF: Alguém aí viu o vídeo que circula nas redes sociais sobre o ciclista ultrapassando um carro na marginal? Finalmente o Haddad conseguiu transformar São Paulo num pesadelo bizarro e surrealista. Bem voltando ao assunto do texto, motorista´brasileiro só se interessa por automóvel na hora de pensar em revenda. Vai desvalorizar quanto?
    Tem ar? roda?(como se o carro andasse sem rodas…..) Tudo isso se resolve com a educação no Transito., e mudanças na hora de tirar a CNH. É simplesmente ridículo que se privilegia a habilidade em estacionar um veículo em detrimento da capacidade de conduzi-lo em vias públicas e direção defensiva na prática.

    • Costa

      Sobre o seu off, já ta virando tendência na Europa reduzir a velocidade dentro das cidades, uma rápida pesquisa e você vai confirmar o que estou falando. Inclusive teve uma reportagem na TV outro dia falando justamente sobre isso em alguns países do continente europeu e inclusive com pesquisa que confirma a redução de mortes no trânsito. Pessoal que comenta aqui vai ter que achar outra referência daqui um tempo, porque não vai demorar muito e a tão citada Alemanha daqui a pouco vai entrar na jogada também.

  • Newton(ArkAngel)

    Concordo com o autor em relação à falta de cultura automobilística e a falta de equipamentos importantes na maioria dos veículos.
    Por outro lado, todos estamos cansados de saber que o automóvel é um bem muito caro aqui no Brasil; aliás, dizendo melhor, o brasileiro é que tem poder aquisitivo baixo. Justamente por isso, os modelos mais vendidos não têm tais equipamentos, e muitas vezes os mais caros também não. O problema é econômico, mais do que técnico. Se fôssemos somente comprar carros que apresentam nível de segurança acima de um certo patamar aceitável, então haveria muito pouca possibilidade da maioria das pessoas adquirir um veículo.
    Agora, quando se tem dinheiro sobrando, a coisa fica mais fácil…

  • Tiago Buccini

    Concordo inteiramente.
    Acho que tem tanta caminhonete (Hilux, S10, Ranger, etc) na rua por isso. Muita gente acha que por ter um porte avantajado, vai ter mais segurança, o que não é verdade. Muitas delas não tem as tecnologias que alguns carros pequenos têm, mas a maioria não está nem aí para isto.

  • Claudio Abreu

    Tocou no ponto, Boris. Um dos maiores males dessa nossa sociedade é a confusão entre público e privado (que se estende para um outro eixo, público x individual). Nesse ‘ábaco’ é que se dá o jogo das nossas mazelas – e é nesse tabuleiro que todos nós deveríamos ter coragem de rever nossas ‘jogadas’.

    Como ilustração antagônica desse nosso comportamento, sugiro aquele velho (e não tão conhecido) vídeo on-board em uma ambulância (alemã?), que, indo a uma ocorrência, percorre por alguns minutos pela faixa da esquerda completamente livre, enquanto os carros estão respeitosa e responsavelmente parados das faixas da direita. É um dos vídeos que me vez chorar de emoção, seja pela minha vergonha tupiniquim, seja por acreditar que é perfeitamente possível ao homem atingir esse feito. Coragem, colegas!

  • Fabricio

    Assino embaixo! É exatamente isso!!!

  • David

    Devo ser o ÚNICO que detesta trocar um par de airbags(e freios ABS) por um “jogo de rodas 20”. E Eu tive um Logan, logo meu quesito “carro fofo” não me importa mas o Logan tinha freios ABS e airbag duplo..

  • L641

    Eu acho que o maior problema nem é o brasileiro comprar o carro sem pensar na segurança, claro que não quero dizer que isso seja bom mas o pior mesmo são as práticas adotadas no volante que potencializam qualquer risco.
    O Corolla não ter ESC como opcional nem na versão topo de linha é um absurdo, mas mais absurdo e perigoso é o sujeito dirigir com sono ou sob efeito de drogas, sem o cinto de segurança, sem usar a seta ou os faróis baixos nem a noite e outros absurdos que vemos todos os dias.
    O sujeito que dirige um velho Mille com cautela tem mais chances de sobreviver que aquele que anda de Land Rover, Camaro etc em velocidade incompatível com a via (eu disse velocidade incompatível e não alta velocidade, viu sr Haddad?) e sem nenhum cuidado.
    No fim das contas ninguém tem peito de aço, mesmo dentro de um carro com vários itens de segurança.

  • Pois é….Cultura ( a falta dela! ) causa todo este estrago!

  • Leonardo Mendes

    Brasileiro só se preocupa com segurança veicular ao responder pesquisa
    Se o texto se resumisse apenas a essa frase já estaria mais que perfeito.

    A síntese de tudo isso que o Boris escreveu atende pelo nome de VW up!.
    O brasileiro clamou por anos por um produto que “se equiparasse ao que se fabrica na Europa”, quando o produto chegou não vinga porque, de acordo com os mantras repetidos à exaustão, “é muito caro pra um reles 1,0” e “por esse preço eu compro coisa melhor com 5, 10 anos de uso.”

    Acho que é isso que o brasileiro merece mesmo: se enfiar num carro usado bem castigado e vociferar que “amo demais o meu dinheiro para comprar carro zero.”

  • marcus lahoz

    Boris, acredito que a maior segurança de um veículo vem do motorista. Não adianta 500 airbags se o elemente é uma anta. Interessante é que dirigi diversos carros sem nenhum item de segurança e com motores fortes (para a época) e ainda estou vivo, dirigi no colo do meu pai e não bati o carro. Nunca matei ninguém ao dirigir e obviamente também não morri.

  • Lemming®

    Sem novidades…brasileiro adora carro só naquele comercial…
    Vide o que são os mais vendidos. Se houvesse mesmo alguma preocupação up! seria o mais vendido. Mas não…carro pequeno que não cabe a família!
    Vai lá e compra Prisma, Classic etc…

  • Mr. Car

    Tudo o que eu poderia dizer deste assunto já foi dito aqui mesmo no Autoentusiastas, naqueles sensacionais “As falsas sensações de risco e segurança”, do André Dantas.

  • Diney

    Uau, pensei que só eu tinha vontade de xingar esses imbecis que ainda insistem em por em risco a vida de seus filhos. Outro dia onde moro vi o maior absurdo de irresponsabilidade, uma mulher, dentro de um carro com todos os dispositivos de segurança possíveis, com seu bebê deitado em seu colo e mamando em seu peito, o detalhe é que ela estava dirigindo.

  • Renato

    Não acredito que nosso povo possa ser educado. Deixemos que a seleção natural cuide disto…

  • Fabio Toledo

    Que tristeza essa foto! Quanto a dirigir com o moleque no colo, meu pai fez isso por mim e eu farei para meu filho (aproveito para lembrar o post do MAO sobre como o mundo está ficando chato com tanto patrulhamento politicamente correto, algo intensificado dentro de um condomínio), mas no chiqueirinho ele não vai andar pelas razões já explicadas no post.

  • Marcos Zanetti

    Eu concordo com tudo que foi dito! Brasileiro é do tipo que merece um estudo detalhado por parte de cientistas, sociólogos etc

  • Ricardo Lopes de Carvalho

    Tendo trabalhado por mais de 30 anos com segurança veicular numa fabricante, lhe dou toda a razão pelo que escreveu, principalmente quanto ao trabalho dos engenheiros desenvolvendo itens que não são percebidos pelos usuários, e que normalmente acrescentam custos nos veículos.

  • Marcelo R.

    Me lembrei do “causo” do Renault Clio que, quando começou a ser fabricado aqui, oferecia duplo airbag de série. Mas, depois de um tempo, uma versão “pé-de-boi” que ficava R$ 500,00 mais barata com o “desopcional” de retirar os airbags (e que foi um enorme sucesso), conseguiu acabar com a oferta do equipamento de série…

    Agora, sobre toda essa sopa de letrinhas de segurança, eu acho que ela acaba ajudando o povo, que não tem tanta habilidade assim, a se livrar de encrencas. Mas, por outro lado, cria um tipo de gente que se acostuma com essas “muletas eletrônicas” e não desenvolvem suas habilidades. Aí, na hora em que o cara se meter em uma encrenca, a “muleta” falhar e ele não tiver habilidade para resolver a coisa “no braço”, o bicho vai pegar… Meu carro mesmo (comprei usado), tem duplo air,bag não tem ABS e (em mais de dois anos que estou com ele) até hoje este item não me fez a menor falta, justamente pelo que eu expliquei anteriormente.

  • Davi Reis

    Mais do que a segurança do carro em si, existe a segurança do motorista sempre atento e preparado. E nisso, o Brasil peca demais, realmente. Como já vimos recentemente, de nada adianta todo o aparato tecnológico se o condutor, ou até mesmo o passageiro, não ajudam. Se fosse o contrário, seria um verdadeiro mistério como a raça humana conseguiu chegar tão longe depois de anos andando em carros que não tinham a mesma preocupação com segurança passiva que existe hoje.

  • Brenno Fernandes

    Dou os meus parabéns á você Boris Feldman, pois tenho o mesmo pensamento que ti, e somos obrigados a escutar certas coisas vide esses seus vizinhos citados, pois querem tudo mas não fazem por merecer, querem segurança com a molecada toda solta no carro, querem segurança com o filho logo a frente do airbag sentado no colo dirigindo. Cada uma! Mais uma vez Parabéns!

  • Rafael Sumiya Tavares

    A julgar pelo número de pessoas que rejeitam certos carros somente pelo tamanho e beleza já se pode entender a cultura dos consumidores… É chato e desgastante argumentar com cabeças duras, e é por isso que venho todo dia ao Ae, aqui eu renovo minha dose de entusiasmo, adquiro conhecimento e faço amigos de verdade.

  • Ricardo

    O autor tem toda a razão.

  • Kenzo

    Perfeito.

    Sem contar aqueles que dirigem com cachorro no colo, geralmente com a janela aberta e o animal (cão) com a cabeça para fora.

    Brasileiro compra carro por metro e para mostrar para o vizinho, pensa que é apaixonado por automóvel e entende tudo do assunto. Mas é um boçal.

    De que adianta a obrigatoriedade do ABS e air bags se os boçais não fazem ideia de como funcionam e para que servem? Sonzão, rodona, farol de ‘xenão’, saco de lixo no vidro e nenhuma civilidade.

    • Lorenzo Frigerio

      Cachorro enjoa se não ficar com a cabeça para fora.

      • Kenzo

        Enjoar, ou não, depende de uma série de fatores, geralmente contornáveis e a maioria ligada a hábitos relacionados à criação do animal, pergunte a qualquer bom médico veterinário.

        Sem contar que, inclusive para a segurança do próprio animal, o CTB estabelece regras bem claras.

        Art. 169 – Dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança. Multa de R$ 53,20 e três pontos na carteira

        Art. 235 – Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados. Infração grave com multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira.

        Art. 252. Dirigir o veículo transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas. Multa de R$ 86,13 e quatro pontos

        O problema é que a maioria acha que não há perigo nenhum (para o cachorrro, para o motorista e para todos ao redor). E esse é o problema do Brasil, todo mundo reclama do Governo, da corrupção, mas sempre tem uma justificativa para dar um jeitinho e não cumprir algo que não lhe convém individualmente.

        Se todo mundo anda com o cachorro solto dentro do carro, com a cara para fora, é consequência da falta de fiscalização ostensiva das regras de trânsito, fiscalização que o Bob defende tanto e com razão.

  • CorsarioViajante

    Desta vez, talvez pela primeira vez, concordo com o Boris. O legal do Ae é a pluralidade dos colunistas e de pontos de vista. Para uns isso é “tabu”, como naquele polêmico post, para outros é algo apenas errado. Eu também acho errado e, principalmente em Campinas, canso de ver gente com criança no colo dirigindo (“ah, mas é só dentro do bairro”), menor de idade dirigindo ou aprendendo a dirigir (“ah, mas ele toma cuidado”), gente na caçamba da picape / caminhão (“não tem perigo, eles se seguram”), ou criança no carro sem cadeirinha (“mas é só até a casa dos avós”).
    Felizmente, aos poucos, noto evoluções e vejo, ainda que poucas, pessoas que valorizam equipamentos de segurança e, principalmente, atitudes responsáveis e seguras.

  • Lorenzo Frigerio

    Desculpe, Boris, mas ar-condicionado é fundamental. Vou ecoar o Bob, para quem não é a “sopa de letrinhas” que salvará sua vida se você for imprudente.

  • Oli

    Pode dizer qual o carro campeão de consumo, reparação, segurança, que não vende? Só consigo imaginar que seja o Etios, e não acho que ele venda tão pouco, mesmo sendo o carro com o interior mais feio já fabricado em todos os tempos e ainda mais que não tem automático.

    Concordo quanto ao ESP, se a pessoa optar por um carro da mesma categoria e preço sem o item, realmente é lastimável.

    Quanto a deixar as crianças no colo ou no porta-malas, dentro do condomínio, realmente é um risco, mas e o prazer que isso proporciona? Andando devagar e com cuidado, é muito mais seguro estar no porta-malas que na garupa de uma motocicleta, ou numa cadeirinha de bicicleta. Muito mais seguro do que deixar a criança pedalar sozinha, muito mais seguro que deixar a criança pegar onda na praia, muito mais seguro que deixar o filho correr de kart…

    • guilhermecvieira

      Oli, acredito que se trate do VW up!.

  • Guilherme Lemos Do Vale Souza

    Isso me lembra aquela frase (não me lembro do quem). Que brasileiro compra carro por metro, esse deve ser um dos reais motivos do up! não alavancar as vendas, um ótimo carro diga-se de passagem, ainda mais com esse novo motor turbo.
    Essa história de rodas e ar-condicionado também m faz lembrar daquela ladainha de vendedores que o carro é “completo”, só por ele ter ar e direção (com as rodas e o trio ás vezes). Muitos se esquecem do ABS e airbag. E poucos sabem como eles realmente funcionam ou para que servem. realmente é inexplicável o motivo de um carro como o Corolla ser oferecido sem esse item de segurança.

    Sobre o pai e filho, nada a comentar, fiz muito isso na minha infância (meu pai teve e ainda tem um Blazer).

    • Lucas Mendanha

      O Diretor Comercial da Mercedes-Benz na época do lançamento do Classe A disse ao contrário..

      “Durante a entrevista coletiva, Roberto Bogus, então diretor comercial da Mercedes-Benz, foi questionado sobre o preço e o tamanho do Classe A. Em outras palavras, se não havia o risco de o consumidor preferir pegar um Chevrolet Vectra em vez do Mercedinho, já que os preços eram equivalentes. Sua resposta ficaria registrada: “Brasileiro não compra carro por metro”. O azar de Bogus e da Mercedes é que os consumidores preferiram o Vectra.

      O Classe A vendeu, de 1999 a 2005, ano em que sua produção foi encerrada no Brasil, 63.402 carros. Era um pouco mais do que a marca pretendia vender em um ano, o que dá a dimensão do tamanho do prejuízo. Era um carro indiscutivelmente bom e o mais moderno à venda no país, mas custava caro, tinha manutenção cara e era pequeno.(Flatout)”

      Devem ter demitido ele só por causa dessa frase..kkkkkkk

      E de fato, à época todo mundo que eu conhecia falava que era “carissimo” pra um carro daquele tamanho..além de ser um mercedes e tudo ser caro (só porque era uma marca “importada”)

      Ao mesmo tempo, lembro do meu professor de Geografia na época, debatendo em sala e argumentando que pelo contrário, em vista do conteúdo, era o carro com o melhor custo x beneficio do brasil e que era “barato” por tudo que oferecia..

      Infelizmente, não vingou.

  • Aqueles carros de 7 lugares mesmo. Os dois últimos lugares, eu não sento nem que me obriguem.

    • CignusRJ

      Fantasma do espaço, estou contigo.
      E ainda digo mais, em ônibus não sento na última cadeira e nem na primeira, aquela pequena que fica em frente à escada, a popular “Jesus me chama”.
      .

  • André Castan

    ESC? Não sabem nem a função do conta-giros, ops, tacômetro. Infelizmente a maioria só quer saber de aparência, ar-condicionado e câmbio automático.
    Pensando bem, para que tacômetro com câmbio automático? Só para o painel ficar mais “bunitinho”?

  • Navegador

    Quando fui comprar meu segundo carro (o primeiro era da mamãe mesmo, sem airbags apesar de seu fabricante incluir airbags de série na europa desde 1992 e ABS desde 1996), em 2003, pedi a versão com carro com Airbags e ABS opcionais. Fui informado pelo vendedor que tal versão não existia, apesar de constar no catálogo da montadora. “Só existe para algumas frotas de multinacionais que têm essa exigência padronizada”. Para ter os equipamentos, só optando pela versão com motor 2 litros e uma série de equipamentos que eu não queria e pelos quais não poderia pagar. Noutras tentativas, chegaram a me dizer “que vocês universitários [eu trabalhava mas fazia mestrado] deveriam fazer campanha para conscientizar as pessoas”. Isso de um vendedor de marca cujo marketing no mundo desenvolvido se baseava nas 5 estrelas NCAP de toda a linha… Quanto a mim, Airbags e ABS só em 2010, quando troquei o 2003. E só agora, em 2015, comprei meu primeiro carro com ESC – mas que não tem airbags laterais e de cortina. A cada compra, a procura pela versão segura vira missão impossível: falta avaliação NCAP, segurança só para em versões ridiculamente equipadas, economias porcas e falta de informação. Quando não má fé, como no caso da Hyundai (cito o nome mesmo), que tentou me empurrar que todo i30 (modelo atual) tinha ESC, apenas que na versão mais básica não havia botão para desligá-lo. Ou que o eixo traseiro/a suspensão traseira “especial” do i30 “atuava como um controle de estabilidade”. Mentiras idênticas contadas por vendedores de três concessionárias em duas cidades diferentes, que me levam a crer que essa balela fazia parte do treinamento. Enfim. Até hoje, para se ter bolsas infláveis laterais, é comum ter que ficar com bancos de couro (ou o infalível “couro ecológico” da Bacia de Campos), que eu detesto. Por quê? Porque há o risco do consumidor brasileiro cobrir o equipamento de segurança com couro de concessionária ou loja de acessórios, criando uma mina terrestre no processo.

    Há um problema com os consumidores e há um problema grave com os fabricantes e importadores. Aguardo o ESC obrigatório para os próximos anos, a ver se o obrigam como foi preciso com ABS e airbags frontais.

  • WSR

    Infelizmente esse é, sempre foi e, ao que tudo indica, sempre será o Brasil. Pessoas que não aceitam a opinião contrária ou algum bom conselho e ainda brigam com quem adverte. O que mais me preocupa é que o trânsito é coletivo e não temos como nos livrar desse bando de bestas com CNH.

  • Félix

    Não adianta muito discutir segurança com os amigos: tudo o que foi escrito é o espelho do consumidor médio no Brasil. E a Toyota sabe bem disso. É como o uso do “insufilm”, que vivo sendo alvo de chacota dos amigos por não usar… pior ainda quando explico meus motivos por que não instalei!

    • Roberto

      Já fui chamado de “meia roda” por não gostar de películas. Estou longe de ser o melhor dos motoristas, mas não faço barbeiragens típicas de gente que enche o carro destas porcarias, como por exemplo dar fechadas no trânsito ou ter o carro todo ralado nas laterais devido a colisões em garagens.

    • Fabio Toledo

      Ooow! Está na hora de você argumentar sério com eles e tentar trazê-los para o nosso lado (dos motoristas conscientes)… Meus amigos respeitam muito minha opinião, você só precisa explicar, exponha os fatos! Boa sorte!

  • Lucas Pereira

    PK, e eu estou curioso para ver os comentários de vocês (rsrs).
    Me lembro que em uma avaliação do novo Corolla, o Arnaldo, respondendo um comentário que questionava a falta do controle de estabilidade, disse que no Corolla esse recurso não fazia falta, pois tratava-se de um veículo com uma estabilidade já natural. Gostaria de ouvir mais a respeito por parte de vocês. Na minha humilde opinião, deve haver carros que naturalmente teriam uma estabilidade melhor que a do Corolla, mas que ainda assim trazem dispositivos eletrônicos.

    • Roberto

      Também fiquei pensando nisto. Talvez um das razões do texto é questionar o motivo de o Corolla não possuir controle de estabilidade, enquanto outros carros de menor ou valor próximo possuem, e mesmo assim ser um carro bastante desejado.

    • FocusMan

      Nem precisa pensar muito, olhe a foto do meu avatar! kkk

  • ochateador

    Se exibir para o vizinho vale mais a pena que pensar na própria segurança.
    Essa é a realidade infelizmente :/

  • Quando adolescente, nem espinha na cara tinha ainda e carteira estava longe, mas já dirigia, era obcecado com segurança. Verdadeiro chato, falava a respeito com todo mundo que andava de carro comigo dentro.
    Hoje, velho, mal mando afivelar o cinto aos descuidados.
    Mudei muito em 20 anos… kkkk

    E se tem uma coisa que deixei de (tentar) explicar é o motivo do airbag abrir ou não. Perdi a paciência de ser educado e polido ao ter que chamar meu interlocutor de burro…

  • Costa

    Não vou defender brasileiros, até porque acho que falta muito para o povo conseguir uma educação e noção do que é melhor na aquisição de bens, principalmente carros.
    Mas em alguns países, a população age da mesma maneira, e em muitos deles só existem equipamentos de segurança porque o governo daquele país obrigatórios. Nos EUA por exemplo, desde 1995 o governo obriga o airbags dianteiros, controle de pressão dos pneus desde 2007, ESC desde 2012 etc..
    Fora isso, o grande diferenciador de outros mercados e que faz com que exista concorrência entre as fabricantes é a quantidade de marcas (26 nos EUA) no mercado e o valor do veículo. Aqui não existe concorrência, tudo aqui é muito caro, isso acaba inviabilizando a compra de um veículo com mais itens de segurança e que estejam de acordo com o gosto do comprador e supram suas necessidades.

  • Vagnerclp

    Certa vez quando estava procurando um carro para trocar (na época em que ABS e airbags ainda não eram obrigatórios), na negociação eu fazia questão de um carro com estes itens e ouvi do vendedor: “ah, mais para que que você quer isso, ninguém que compra carro aqui conosco exige estes itens…”, e logo encostou uma vendedora de acessórios, oferecendo proteção contra riscos na pintura, sacos de lixo etc. Ou seja, os próprios vendedores endossam a visão míope do cidadão que não tem conhecimento.

  • Douglas

    O Boris se excedeu.
    Concordo que na hora da compra o povo quer carro “bonitão”, mas tratar controle de estabilidade como um anjo da salvação e criticar o Corolla por não tê-lo é puro exagero.
    Ah, e quando escolho um carro não procuro o mais bonito, o com mais status e nem o mais seguro, escolho o mais divertido de dirigir.

    • Offspring

      O Corolla não merece críticas por não oferecê-lo. Mas a Toyota merece todas as críticas do mundo por não colocar este importante item em um automóvel que custa mais de 100 mil reais. É o mínimo que se espera de respeito com o fiel consumidor do produto dela.

    • Lucas Mendanha

      Pelo preço da versão Altis da pra reclamar até da falta do Park Assist do Focus Titanium…

      kkkkkkkkkkkk

    • FocusMan

      Eu critico o Corolla por não tê-lo. Mas não porque ele seja essencial, mas sim porque pelo preço cobrado, deveria ter.

  • Michel

    Pelo menos meu novo carro tem toda aquela sopa de letrinhas e se trata de um Toyota.

    • Mineirim

      Me deixa adivinhar: Camry.

      • Douglas

        Aposto no RAV4.

        • Lucas Mendanha

          Crown? kkkk

      • Michel

        Mineirim, um belo Camry V6 2008

  • Jorge Cruz

    Boris, parabéns pelo texto. Penso da mesma forma. Por que o motorista seja um excelente ” piloto” tem horas que isso não serve… Foi por causa do ESC que escolhi meu carro atual. Pretendi nunca usar, mas pelo menos tenho um equipamento a mais de segurança e ao contrário do ABS o ESC 3 ativo. Abs

  • Lucas Pereira,
    A opinião dos colunistas não reflete necessariamente a do Ae, isso sempre é avisado no final. Não nos cabe arqüir colunistas.

    • Lucas Pereira

      Sim, sei disso. Mas o PK disse que tem uma visão e diria depois.

  • Olha, eu não andei num up! turbo ainda, mas a julgar pelo que falam, se eu tivesse que escolher entre um up! turbo sem airbags e nem ABS ou um up! aspirado com estes itens, eu ficaria com o turbo. Afinal, estes itens não existiram desde sempre, e ninguém morreu por causa disso – mentira, morreu sim – mas eu cresci andando em carros sem ABS e sem airbag e sem controle de estabilidade e nem usava o cinto no banco traseiro. Daqui a alguns anos a indústria vai disponibilizar novos itens de segurança e todos vão procurar comprar carros equipados com eles, mas como andamos hoje em dia sem eles? Os itens de segurança de um carro são somente um dos fatores de segurança no trânsito. As condições das estradas, do tráfego, do motorista do veículo e dos demais motoristas são fatores muito mais importantes a se avaliar na segurança do trânsito e estão fora das nossas mãos. Quem tem poder de interditar uma estrada mal conservada, com buracos que causam acidentes? Ninguém, a estrada fica aberta e veículos se arrebentam e está tudo ok. Então menos histeria com itens de segurança e mais cuidado ao guiar.

    • RoadV8Runner

      Concordo em gênero, número e grau. Ao invés de se buscar acabar com a imprudência ao volante nesta terrinhas tupiniquins, criam-se cada vez mais itens de segurança.

    • Lucas Mendanha

      São itens bacanas? Sim. Salvam vidas? Sim.

      Mas dirigir com prudência, mesmo que rápido, e respeitando os limites da máquina, fazem com que estes itens (ressalva para o ABS) fiquem ali de meros coadjuvantes..

      Acho que esse tanto de babá eletrônica nos carros de hoje transmitem uma confiança incomum aos “motoristas” modernos, e que acarretam nas cacas que vemos todos os dias nas estradas..

      Lembro que quando meu pai tinha uma F1000 XK ele tinha um cuidado maior que hoje, pois era um carro que andava bem, mas pesado, grande, e que num apuro era mais difícil de lidar..

      E mesmo assim, em 13 anos com ela, viajando muito, ainda passamos por alguns apuros, com final feliz justamente pela pericia e conhecimento do carro…

      Hoje em dia, com essa quantidade de picapes ainda mais potentes, o que mudou em termos gerais, em relação aquela F-1000? Muito pouco. Mas, pelo menos onde ando, os donos delas andam de forma ainda mais agressiva que em bons carros médios de muito chão…sentam o pé mesmo. Acho que a única justificativa é o excesso de confiança mesmo…Ai depois é a Hilux que é capotadeira, e blablabla..

  • Eduardo Sérgio

    Já tive Uno Mille Fire. Carrinho espetacular em termos de praticidade, economia, custo de manutenção, durabilidade etc. Mas afirmo que para meu uso pessoal não compraria outro, pois vejo como seu principal aspecto negativo o baixo nível de segurança em caso de colisões mais fortes.
    Argumentei sobre isso com um colega de trabalho que também tinha um Fiat Mille, e a resposta dele retratou o grau de importância que o brasileiro dá quando o assunto é segurança nos automóveis: “Ah, que nada, todo carro se desmanha em batidas mais fortes”.

  • Navegador,
    Certo que seja obrigatório todo carro ter ESC, mas não venha reclamar depois que “os carros estão caros”…

    • Navegador

      Pois é. Vou converter o preço pelo dólar do dia, comparar com o que se pede na América do Norte e reclamar que o Brasil é pior lugar do mundo e blá blá blá… Hahaha. Aliás com o dólar a 3,20 a turma da conversão anda discreta.

      Sobre valores, li com entusiasmo a avaliação do Up TSI. Muito razoáveis mesmo os 43 mil da versão Move com esse motor, mas próxima da proposta do carro. Injeção direta, turbo + intercooler, dupla variação dos comandos de válvulas, estrutura leve e rígida, cinco estrelas NCAP. Perdeu meu “voto” com a carteira pela falta do ESC, mas ainda pode levar uma repescagem. Imaginar que essas coisas saem de graça é só isso, fantasia. Wishful thinking. Não adianta reclamar de motor dos anos 70 e não querer pagar pelos mais modernos!

      Ainda sobre preços e segurança, hoje os Fords oferecem versões de carros pequenos com ESC a preços muito competitivos. Hoje está mais fácil, mas ainda acho que deveria ser obrigatório.

      • Costa

        Navegador, fazer conversão de dólar para real é a forma mais ignorante de comparação de preço. Americano proporcionalmente ganha muito mais que brasileiro. Pode-se comprar um carro novo lá com míseros 10 salários mínimos lá, aqui, para comprar um carro equiparadado são necessários 65 salários mínimos do Brasil.
        Carro aqui no Brasil é sim um produto extremamente caro, não só carro, mas tudo.
        Ano passado minha nomorada comprou um Logan 2015 Dynamique com todos os opcionais, o chamado zero emplacado, ela pagou 42 mil e o carro era vendido na loja por 51 mil. Esse ano ela foi levar para fazer a primeira revisão na Renault e o cadastro da garantia estava com data errada. Pediram para ela pegar a nota na concessionária que ela comprou o carro e passaram para ela a nota que a concessionária comprou o carro na fábrica, sabe qual foi o preço? 30,500 reais!!! Ai você vem dizer que o povo da conversão sumiu! Cansado de gente que faz esse tipo de comentário como você sem saber o que realmente acontece.
        Entre 30.500 reais e 51mil tem uma distância muito grande e uma margem de lucro gigantesca.
        Pare e pense.

    • Lorenzo Frigerio

      Provavelmente todos eles têm, mas é uma “anti-feature” do André Dantas.

  • André Castan,
    Para que conta-giros? Para saber a quantas anda o motor, ora. Há que goste de saber, meu caso e de muitos.

    • André Castan

      Claro Bob, usei esse exemplo de modo meio irônico para dizer que há uma obsessão tão grande por câmbio automático e querer que o carro faça tudo sozinho, que a grande maioria das pessoas nem quer se dar o trabalho de olhar para o conta-giros. Independente disso, há de concordar que os conta-giros perdem muito sua utilidade em carros automáticos.

      • CCN-1410

        André Castan,
        Recentemente dirigi um carro robotizado e estou propenso a comprar um. Com o tempo algumas coisas mudam em nossas vidas, porque com nossas estradas horríveis, engarrafamentos sem conta e ainda por cima um monte de radares escondidos, cadê o prazer de dirigir? Já que perdemos isso, então que venha a comodidade.

    • E meu caso também. Até fazendo freio-motor fico de olho na rotação para ver a melhor marcha….

  • RoadV8Runner

    Eu só compro carro que me dê prazer ao volante. Mas não prazer simples, mas o máximo de prazer que meu dinheiro possa comprar. E esse prazer independe de sopa de letrinhas ou segurança passiva em caso de impactos. Se for para eu morrer em acidente de trânsito por ter escolhido um modelo que tenha ganho apenas uma estrela pelos órgãos de segurança, que assim seja, ao menos morrerei feliz e sem arrependimento de ter preterido um carro altamente entusiástico só porque não era o mais seguro de todos. Ou então o mais racional possível.
    Por exemplo, convivi por algumas semanas com um Corolla 2014 novinho, com câmbio automático. Pois essa experiência serviu para riscá-lo definitivamente da minha lista de carros que compraria. E também voltou a me fazer olhar com (muitas) ressalvas em adquirir um carro com câmbio automático.

    • CCN-1410

      Eu gostei muito de dirigir o Fiesta robotizado. Talvez seja peculiar ao tipo de veiculo. Talvez eu também não gostaria de dirigir o Corolla… Ou sim!

  • Daniel S. de Araujo

    ABS, EDB, ESC, Airbag cortina, célula de deformação não resolvem nada se o motorista for incapaz de conduzir um veículo. Se os pneus rodarem carecas. Se dirigir embriagado…

    O resto é retórica. Eletrônica nenhuma revogará as leis da física e vou mais além: é um convite ao emburrecimento do motorista ao comportamento do carro e a imprudência.

    • Rafael

      Perfeito. Toda essa parafernália apenas engrossa as matérias pagas, com utilizadade reduzida quando o carro está na mão de uma pessoa despreparada.

  • Lemming®

    Curioso…
    Que tipo de ultrapassagem que esta pessoa tentou fazer que levou assim tantos sustos??
    O meu tem 85 cv e não fico passando susto em ultrapassagem…

    • Lucas Mendanha

      Ah fi…tem carro que custa a embalar… O Corolla do meu pai é assim… enquanto não passa dos 3500/4000 rpm é uma murrinha só… Agora pensa como fica a situação com 5 pessoas, mala cheia e subindo a serra do ES pra MG…da pra passar uns apertos dependendo do trecho e da velocidade, porque esses 3500/4000, custam a chegar.

      • guilhermecvieira

        Estranho… Esse Corolla só tem uma marcha?

  • André, tem gente que nem sabe o que o conta-giros mede, independente do tipo de câmbio. Já eu faço questão absoluta. Jamais compraria um carro sem.

    • Offspring

      Bob, nosso Ford modelo “A” 1929 não tem conta-giros. Para a troca de marchas em uma subida, por exemplo, haja bom ouvido para o momento certo, além da falta de sincronismo no câmbio… Mas somos entusiastas, afinal de contas… hehehe Este eu acho que você compraria com muito gosto! Abraço!

    • Leo-RJ

      Caro Bob,

      O conta-giros também está na minha lista de obrigatórios num carro!

  • Mr. Car

    Tentou as do tipo errado, he, he! Tive um Palio 1,0 16V com bem menos que isto, e nunca me vi em apuros. Ok, confesso que era chato muitas vezes ter que esperar por situações propícias para ultrapassar, tendo que deixar de fazer as que poderia fazer se com um carro com mais motor, mas susto? Nenhum. Pode apostar que o problema estava no tal vizinho, não no Renegade.

  • Fabio Toledo

    Esqueceu da questão cultura, ou o up! Já estaria vendendo horrores mesmo antes da versão tão aguardada.

  • Fabio Toledo

    Tem toda razão, aquela teoria catastrófica da evolução tecnológica ultrapassar o desenvolvimento humano, estamos presenciando isso acontecer.

  • Lucas Mendanha

    Vendo esse caso e estou lembrando de mais cedo… Estou no Espírito Santo e meu pai, que tem um Corolla, foi de ônibus a Belo Horizonte resolver um assunto e vai voltar no meu Focus..

    Eu disse a ele:que para ultrapassar só precisa acelerar (no XEi 1,8 auyomático é meio dose sem reduzir marcha no seletor)…e quando chegar na curva, senta o pé… Não precisa ficar com medo igual fica no Corolla não…

    E falando nisso..rodinha feia a do amigo ai hein…tanta opção Volvo e Land Rover que fica linda no Focus, com toda a geometria da roda no capricho..

  • Lucas Medanha
    Conselho estranho para dar a alguém, “na curva, senta o pé”. Não é por aí.

    • Lucas Mendanha

      Metáfora de filho pra pai Bob…

      É porque ele não tem a mesma confiança em curvas, que tinha no ex-Vectra B, com o Corolla…

      Não que este seja instável, já até discutimos isso numa outra matéria, mas também não inspira tanta confiança como o Vectra B e os Focus em geral, principalmente as que temos aqui no trecho da BR 262 entre João Monlevade e Realeza, com bons trechos de longas retas e curvas abertas.

      Andando de carona com ele, vejo claramente a falta de confiança nestas situações.

  • Fabricio d

    Segurança é importante mas não estamos falando de uma máquina de operar milagres. Tem pessoas que se sentem indestrutíveis porque estão em um carro cheio da sopa de letrinhas e abusam da sorte andando no limite e dizem “relaxa, o ESP segura”. Conheço alguns casos assim e esse é um dos motivos que acho que segurança demais atrapalha.

  • Rochaid Rocha

    Li os comentários. Uns dando mais importância ao prazer de dirigir, a beleza do automóvel, ao preço etc. Cada um com o seu grau de razão ou de loucura.
    A minha opinião, curta e grossa é a seguinte. Não existe ABS, EBD, ESC, e quais letras preferirem que dê jeito a FALTA DE EDUCAÇÃO e a IMPRUDÊNCIA. Esses dois últimos acessórios, quando usados ou não, salvam mais vidas do que todos esses equipamentos, independente do tipo do automóvel.

  • ccn1410
    Quem reclama da estabilidade do Corolla não sabe dirigir e deveria ter a CNH cassada.

    • Offspring

      Bob, o Corolla é firme, mas aquela sensação de torção de carroceria quando se está em alta velocidade incomoda um pouco. Acho que o ponto negativo fica pela ausência de suspensão independente, especialmente em curvas com pisos irregulares. Outra coisa que realmente não gosto do Corolla: a direção não é tão comunicativa. Acredito que estou mal acostumado com os Focus e a 320i 2014…rs

      • Domingos

        Incomoda bem. Dá um frio na barriga.

        Mas em comunicação de volante os modelos até 2008 eram bons. Os 2008-2013 são bons para um sistema elétrico típico.

    • Lucas Mendanha

      Mas também não chega nem perto de um Fiesta ou Focus né Bob..sejamos sinceros..

      Tenho em casa um Fiesta Mk4 98, um Focus Mk2.5 09 e um Corolla 10G 09 em casa, e, a nível entusiasta, o Corolla perde disparado entre os 3. Nesse ponto até o Fit da minha irmã é mais divertido de guiar.

      O Corolla é sem graça. Não empolga. Mas também no dá dor de cabeça. Por isso atende meu pai muito bem: ele não é um autoentusiasta. Ele é automuquirana.

      • Domingos

        O 10 era o melhor. Porém realmente não tem comparação no comportamento com um Focus ou um Fiesta.

        Velocidade de curva, surpreendentemente, é algo que ele fica parelho com os concorrentes.

        Porém a graça dele é freio e retas. O motor dele, mesmo os antigos 4A, são vastamente superiores em rendimento e dirigibilidade aos Zetecs e, após os VVTi, idem aos Duratecs pós 2009 (os primeiros, leves, eram animais…).

    • Concordo caro Bob. O Corolla é um carro muito bem acertado em qualquer ano ou versão. Tenho um 2015 e o carro é muito bom de chão e curva.

      • FocusMan

        Na versão Atual o Corolla é muito bom, mas nos anteriores eu não concordo.

        • Não é excepcional, mas é muito bom também.

        • Lucas Mendanha

          Ainda nao dirigi o atual.. O que meu tio encomendou (PCD) ainda não foi entregue..

          Mas pelos 6 anos de convivência com o anterior, ele tinha muito a ser melhorado para essa nova versão..

          Muita coisa ligada a conforto e interação homem-máquina melhorou pelo que li nas reportagens… falta apenas o teste pessoal.

          • FocusMan

            Lucas, o novo Corolla melhorou bastante, chego a dizer que foi o melhor carro médio com eixo de torção traseiro que dirigi.

            Melhor que ele somente os carros com suspensão multibraço.

    • FocusMan

      Bob, acho que o pessoal fala do Corolla fabricado até 2013.

      Tenho a mesma impressão sobre o carro. Ele não aceita fazer curvas como os outros sedans médios do mercado.

      Em casa temos Focus, Corolla e Sentra e de longe o Corolla é o mais impreciso dos 3. O Focus dispensa apresentações, apesar de eu achar o modelo anterior melhor acertado que o atual MK3 e o Sentra é bem correto apesar do péssimo câmbio CVT de Mobylette japonesa.

      • FocusMan
        Em março de 2011 fui ao lançamento do Corolla 2012, achei o carro tão incrível que o título da matéria foi “Carro de corrida” (http://autoentusiastas.com.br/2011/03/carro-de-corrida/). Acho que está havendo aí qualquer curto-circuito no entendimento e/ou da expectativa do comportamento do Corolla.

        • Lucas Mendanha

          Então Bob, veja que os que criticam o Corolla em especial os 10th, eu incluído, apontam sempre para as mesmas características.

          Não desmerecendo toda a sua história, mas são opiniões de proprietários do veiculo, pessoas que convivem com ele diariamente e, chegam à mesma conclusão, principalmente por termos referências cotidianas de concorrentes também.

          Além de tudo, somos freqüentadores assíduos do AUTOentusiastas.

          Concluindo, deste ponto de vista, acho injusta a colocação “não sabe dirigir e deveria ter a CNH cassada.”

          Enfim, viva o respeito pela opinião alheia.

        • FocusMan

          Olha Bob, quem sou eu para questionar sua capacidade de julgamento sobre o comportamento de um veiculo, mas dentre os sedãs médios mais poppuares feitos de 2009 para cá, acho o Corolla o mais solto na pista. Ele é confortável, mas tem um delay nos comandos de direção e no comportamento da suspensão que em velocidades mais altas causa uma insegurança. Costumo ser irresponsável às vezes e transito a velocidades maiores do que o permitido e dou muito valor a essa característica. Para mim um veículo precisa cortar o vento e tentar “driblar” os efeitos dos ventos laterais e isso ele faz até bem, mas ao chegar uma curva, quando você prepara o carro para entrar nela, o carro dá aquela balançada e ai corta todo o barato do momento.

  • Piero Lourenço

    Concordo… Brasileiro fica falando que carro bom é o mais vendido… Corolla custa 101 mil reais e não tem controle de estabilidade… bom custo-benefício? Excelente exemplo citando o Corolla!!

  • Vitorio Roman

    Eu já vi muitos absurdos por aí em questão de transito/veículos talvez os dois piores foram um cidadão que é proprietário de uma auto-escola andar com o filho pequeno no colo sem cinto enquanto dirigia, e detalhe mor dirigia um carro da auto-escola. O outro um cara comprou uma Hilux SW4 nova e assim que saiu da concessionaria levou para uma oficina pois queria colocar rodas maiores e rebaixar a caminhoneta só que para executar tal peripécia teve que recortar as longarinas para que as rodonas coubessem na caixa de roda. Mas também já vi casos surpreendentes para o bem o que mais me chamou a atenção foi um índio velho pilchado montado num cavalo num domingo de manhã ensolarado sem mais ninguém na rua parado esperando a sinaleira abrir para continuar o seu caminho.

  • César

    Eu sinto saudades da minha infância, no início dos anos 80, em que o “Dojão” que meu pai tinha, além de ter mais de 200 cv, não tinha zona de deformação programada, nem controle de tração, nem cintos de segurança, apoios de cabeça, muito menos freios ABS (que aliás eram todos a tambor). E ainda por cima, tinha pneus diagonais bem estreitos com câmara. E ainda eventulamente rebocava um Turiscar de quase 1.000 kg. E estamos vivos até hoje. Não que não ocorressem acidentes fatais, mas me parece que havia mais consideração com as condições das estradas, algo que há muito se perdeu. Hoje as pessoas vivem uma fase de pressa, de loucura, de estresse. Lamentável.

    • Eduardo Cavalcante

      César, era uma época em que as pessoas ainda se preocupavam em dirigir bem, em se aprimorar cada vez mais ao volante. Tinham respeito pela máquina e sabiam que existia um limite em cada uma delas. Hoje tem muitas tecnologias que jogam o limite dos carros muito para cima, e isso idiotiza o motorista. Primeiro, as pessoas hoje só se preocupam em ligar o carro, usar de forma mais objetiva possível e desligar, como um eletrodoméstico. Segundo, quando esse limite é ultrapassado, os motoristas perderam a tempo a sensibilidade de corrigir seu próprio erro, simplesmente por falta de prática. Quem nunca ouviu histórias do pai que teve que bombar o freio do Fusca porque ficou sem freio, ou que teve que corrigir uma saída numa curva na estrada? Coisas assim acontecem cada vez menos com os carros modernos.

  • Fantasma do Espaço

    Nos tempos de colegial, andava no Fundão com a galera, mas hoje em dia, não vou mais, e quando tenho de ir, vou com medo, de assalto, de batida. etc…..

  • André Castan

    Felizmente enfrento pouquíssimos engarrafamentos e tenho andado por boas estradas. Assim continuo na tocada de ter carros que toda ação depende da minha vontade e que acima de tudo privilegiam o prazer ao dirigir. Talvez eu seja um sortudo por isso não ter mudado na minha vida.

  • Lucas Mendanha

    Quem nunca andou em pé na traseira de uma Pampa ou de uma D20 empoleirado no santo antonio, que atire a primeira pedra!

    hahahaha

    Uma das melhores lembranças de uma criança de verdade

  • Lucas Mendanha

    Ta parecendo um amigo da familia que resolveu comprar um carro só pra ele, em 2010, pq a esposa tomou conta do Corolla que tinha..Muito amigo do dono da Honda da cidade dele, foi lá e pegou uma CRV EX-L completassa.. O filho, que tinha uma HIlux SRV dirigiu ela uma unica vez numa viagem e disse que nunca mais entrava nela…

    Pouco mais de um ano depois, a CRV foi pra esposa e o no lugar entrou uma Journey R/T Pentastar…

    Nem precisei perguntar o motivo da troca…hehehehe

  • Domingos

    Olha, esse carro era a definição de ruim. Sou forte defensor de zero politicamente correto, mas certas caseiragens do passado devem ficar no passado.

    Um carro com 200cv e freios a tambor é precariedade mesmo. Deus ajudava porque eram tempos mais inocentes.

    Hoje carros assim dariam argumentos a uma total proibição de qualquer carro que não fosse autônomo.

  • Lucas Mendanha

    Quando morei em Vitoria eu levava 25~30 minutos (de boa) e 15 minutos (na pressa) de bike e 45~60 minutos de carro, pra ir de casa ao trabalho, trecho de pouco mais de 10km..Se conhecer la, morava no final de Jardim Camburi, quase bairro de Fátima e trabalhava em Bento Ferreira..

    E cada vez mais pessoas assumiam em meio de condução..

    É um modo que a médio e longo prazo, tende a trazer beneficio pra todos…

    • WSR

      No outono/inverno ainda vai. Andar de bicicleta na primavera/verão, com aquele calor infernal e chuvas, não é para qualquer profissional. A não ser que exista um banheiro com chuveiro no local de trabalho do sujeito ou o cara tem que ter muita disposição pra vestir um terno e gravata mesmo estando todo suado e “preguento”.

  • Essa confiança toda é que provoca acidentes. Prefiro andar com meu Corolla na boa, prestando atenção no que estou fazendo. Deixa seu pai reduzir na curva, seja com Focus ou Corolla. As pessoas confiam demais nessa parafernalha eletrônica e esquecem que o principal item de segurança está atrás do volante.

    • Domingos

      Alex, no caso a confiança vem do acerto mecânico mesmo do carro.

      No Corolla algumas situações passam ao corpo sinais bem ruins, especialmente em trechos de curvas de velocidade mais alta.

      Isso ainda um pouco longe do limite. Fica desagradável num trecho longo de serra.

      O motorista até se acostuma com o tempo, porém os passageiros não.

      Claro, cabe ao motorista não abusar quando o carro dá mais confiança.

      Pessoalmente acho muito melhor que o carro não fique dando alertas muito antes do tempo, pois tira a concentração. Além disso, vira confuso.

      Carro que você sabe que aquilo ali que ele reclama é o limite é carro que você obedece à risca e com clareza.

      Mas vai do motorista…

      • Lucas Mendanha

        “No Corolla algumas situações passam ao corpo sinais bem ruins, especialmente em trechos de curvas de velocidade mais alta.”

        Exatamente…tanto que depois de adulto ja passei mal algumas vezes no banco traseiro, justamente em trechos de serra e curvas, tão comuns em MG e ES..e estava em ritmo normal, sem correria.

        Quando digo confiança é pq no ato da condução, as sensações que o Fiesta e o Focus que eu tenho dão são muito mais precisas.

        Se eles avisam que vao sair da trajetoria (e é dificil..muitas vezes é pq vc errou feio o ponto de frenagem ou de inicio de curva) a sensação é fiel e pelo bom acerto, vc corrige e conclui a manobra com perfeição. O Focus tem ABS e airbag e ainda rodas originais 16″..o Fiesta não tem nem ar quente, reflexo de uma epoca que popular era popular, mas tem aro 15, e amortecedores “esportivos” (com mais carga). Ou seja, nada de ESP, de TC, nem nada..Apenas o bom acerto de suspensão/direção dos Ford UK.

        No Corolla ja passei alguns apertos, na epoca que o dirigia mais, justamente por ter costume com o Fiesta, por essa sensação de que ele ia rodar. O que habituei a fazer no Corolla foi dirigir igual meu pai mesmo..com calma e tranquilidade..sem pressa, poupando combustivel… Deixa a diversão para com os meus filhotes..

        Duro é viajar nele no banco de tras..o banquinho horrivel! parece uma picape de tao vertical.

  • Eu tb não tenho película em nenhum carro meu. Simplesmente porque aquilo atrapalha dirigir a noite, manobrar na garagem e ver o que acontece ao redor.

    • Domingos

      Depois que tirei, passei a dirigir de noite muito melhor.

      Existe muita coisa que realmente não se vê quando se usa filme durante a noite.

  • Domingos

    O Corolla é marcante em falta de confiança ao piloto, tinha essa mesma sensação.

    Dica: o segredo dele é o “entrar devagar”. Jogue o volante progressivamente e mire para mais velocidade de saída.

    Ele não aceita, além de dar esse frio na barriga, que seja jogado mais rápido no esterço ou na velocidade durante a entrada.

    Fazendo isso ele até é bem ágil! Ao menos com bons pneus.

  • WSR

    Outro fator que pouca gente comenta são as estradas brasileiras sem uma divisão física entre as mãos de tráfego. Canso de ver acidentes fatais onde carro ou caminhão invadem a mão contrária e causam tragédia. E isso existe em estrada com e sem pedágio. Somando a “qualidade” do motorista brasileiro mais as condições de algumas estradas, não adianta apenas ter um carro dito seguro.

    • Davi Reis

      Também. Canso de ver motoristas que trafegam em estradas de pistas simples praticamente em cima da faixa amarela. Acho que é uma simples questão de bom senso ficar sempre mais a direita dentro da faixa, beirando o acostamento.

  • Guilherme Guersoni

    Algum tempo atrás, aprendíamos a dirigir… Infelizmente hoje se aprende a tirar carteira de motorista!
    Fico impressionado também em como se abre mão da visibilidade, em prol do design. Na minha opinião, muito mais importante do que muitas letrinhas de tecnologia!

  • Domingos

    Hoje eu acho que faria enorme sucesso. Não só porque aceitam carros mais diferentes, como porque todo mundo pularia na onda de ter um Mercedes – por mais que custasse tanto quanto um carro maior.

    Acredito que havia na época tanto um certo tradicionalismo, até pelas maravilhosas opções de carros desse período, como também um fator do pessoal ser um pouco menos deslumbrado.

    Hoje um Mercedes qualquer, por causa da marca, custando o mesmo que um Corolla GLi venderia absurdos por pior que fosse o custo benefício.

  • Daniel S. de Araujo

    Anos atrás fiz um Test Drive com uma Amarok e fiz uma rotatória meio rapidamente para sentir um pouco do limite dela em comparação com minha ex. Ford Ranger.

    O vendedor que estava comigo simplesmente se virou para mim e disse “pode sentar o pé que ela não capota”. Aquele dia eu vi que esses sistemas na mão de um inconsequente é o convite perfeito para imprudências.

    • Domingos

      Os sistemas da VW nessa parte são hoje extremamente avançados e no treinamento ou demonstração ou pessoal manda abusar mesmo.

      É impressionante como se pode fazer qualquer besteira com os sistemas mais novos, porém na hora que você passar até desses limites é morte certamente.

  • WSR

    O brasileiro não tem bom senso no trânsito. Bom, pelo menos acho que a maioria não tem. Estamos perdidos.

    • Davi Reis

      O brasileiro não anda tendo muito bom senso em aspecto quase nenhum viu…

  • Gustavo

    Não disse que essa é a única receita.

    • Davi Reis

      Achei que tivesse dito que era assim que nascia um autoentusiasta, mas tudo bem.

  • FocusMan

    Desculpe Boris, mas discordo do seu texto.

    Esse contato de pai com filho/filha ao volante do carro é uma das coisas que 10 entre 10 auto entusiastas lembram de terem tido com seus pais. Ninguém com seu filho ao colo, dentro de um condomínio irá provocar um acidente propositalmente e olha, é bem provável que durante este momento esteja ainda mais atento.

    • Andre Mondino

      Concordo! Faço isso de vez em quando com meu filho de 6 anos. É a glória para ele!

    • Thiago Doucsecz

      Concordo com você. Quando era pequeno tive essas experiências com meu pai e meu avô, e sou grato pelos dois, pois esses momentos influenciaram muito na paixão por carros que tenho.

    • CorsarioViajante

      Não acho. Meu pai nunca curtiu carros, e nunca dirigi antes de tirar carta. Isso não impediu que eu passasse a gostar de carros e de dirigir por conta própria.

      • FocusMan

        Você é não é a regra… Rs

  • Lucas Mendanha

    Não. 4 marchas,

    Sendo que nas reduções, a 2° só entra abaixo de 90 km/h (se não me falha a memória, o manual diz 86 km/h), mesmo que você posicione a alavanca no ‘2’, tente kickdown, faça uma oração, implore…

    Logo, imagine, você está a 100 km/h, em 3° e o momento não permite que ele desenvolva (peso+aclive, por exemplo), não tem muito o que fazer a não ser esperar, pois nessa velocidade/marcha ele se encontra na faixa dos 3.300 rpm… A “estilingada” dele (XEi 1,8 2009 automático) é só depois de 3.800 rpm..

    Uma coisa que funciona também é que na retomada, quando já está em 2° e limitado no ‘2’, ele aceita uma esticada até o corte de giro, lá pelos 115 km/h…Então, em uma necessidade, dá para usar o macete de reduzir para menos de 90, deixar o cambio engatar a 2° e esticar até o corte, ai a 3° já entra numa faixa de giro legal… Mas aí já entra no estilo “cupim” e o velho fala um monte..

  • FocusMan
    Concordo plenamente com você. Meu pai fez isso comigo, eu fiz com meus filhos e vou fazer com meu neto quando ele for mais crescido.

    • Daniel S. de Araujo

      Meus pais também fizeram isso comigo.

  • Lucas Mendanha
    O “cassar a CNH” é força de expressão, obviamente. Mas, sem brincadeira agora, criticar o comportamento do Corolla, como tenho visto aqui, é assustador. O carro não tem vícios e o que fica claro é estar havendo associação de conforto de marcha e isolamento a falta de aptidão para curvas e de estabilidade direcional.

    • Lucas Mendanha

      Exatamente, Bob.

      Posso parecer contraditório, mas, não é que o carro seja horrivel, instavel ou coisa assim. A questão que eu e outros usuários colocamos está no uso diário do carro. Em situações corriqueiras.

      Usando técnicas de direção, e comprometendo o bem estar dos passageiros (eles vao sacudir pra la e pra ca com gosto, ja experimentei acompanhado e tomei esporro), ele vai até bem, como você afirmou no post citado. Mas, o 10th, pelo menos, não transmite a confiança que se espera numa tocada rapida, de um veiculo de seu porte para um uso civilizado, numa viagem em familia, por exemplo. Viajar rápido e tranquilo não fazem par com ele.

      Mas quando isso fica evidente? Quando temos um bom parametro de comparação, como, por exemplo, outros players do segmento. Para quem vem de outro Corolla ou de um carro de segmento inferior, é ótimo e não tem nada, nada a reclamar.

      Eu mesmo estranhei muito quando pai trocou o Vectra B no Corolla 10th, mas depois de 1 ano mais ou menos eu peguei o jeito dele. Acostumei. Esse jeito foi pro beleléu agora no inicio do ano que peguei o Focus e também tive contato com Cruze e New Civic, onde pude perceber o quão inferior a estes é o comportamento do Corolla.

      Usando como parâmetro e exemplo o Focus, que é o meu carro de uso diário, a sensação de segurança numa tocada mais rápida e em manobras imprevistas é muito maior. Você não tem duvida se “vai funcionar” ou não” como acontece no 10th. E mesmo andando rápido e fazendo curvas a contento, os passageiros vão bem, em conforto, sem tomar muita ciencia do que o condutor ta aprontando. Não ficam sacolejando pra la e pra cá.

      Tenho um tio PCD e desde 2002, de 3 em 3 anos, ele só compra Corolla. O último, um XLi 2010, o cunhado dele comprou a alguns meses, com 22mil rodados, e ficou encantado, pois a vida toda teve sedans 1.0, sendo o anterior um Fiesta Sedan.

      Porém, com pouco tempo ele veio até meu pai e eu, perguntando sobre esse já citado comportamento em curvas e também sobre uma sensação ruim em frenagens em piso irregular: segundo ele, a sensação era de que o carro tava “flutuando”, balançando bastante, transmitindo inseguranca. Isso é algo que também sentimos mas com menor intensidade que a que ele reclamou. Inicialmente achamos que poderia ser falta de costume com ABS, mas ai lembramos que o XLi não tinha ABS, o que somado a assistencia exagerada do servofreio se torna um problema. Em face disso, ele aprendeu os limites do carro e adequou a sua condução para evitar sustos, afinal ele é representante comercial e viaja bastante.

      Enfim, acho que quando você escolhe um carro de perfil superior, você espera que ele apresente um avanço geral em relação a um carro mais simples, seja em conforto e equipamentos, seja no feeling da condução. E sinceramente, nesse ponto, eu não vejo muito avanço numa mudança de um Siena para um Corolla não.

      Ai alguem pergunta “Ah, então ele é ruim?” Não, mas enquanto carro, existem opções melhores no mercado.

      Mas se não liga com feeling na direção, ve um carro apenas como meio de transporte e se preocupa mais com economia e revenda (meu pai ta nesse time), não tem opção melhor!

  • Lucas Mendanha

    “Alex”, por curiosidade, antes deste 2015 você tinha o anterior 8-13? Se sim, e antes deste, qual era seu carro?

    • Eu não tinha o anterior, mas usava sempre um XEi 1,8 2010 do meu sogro. Não era um campeão em desempenho, mas era muito bom. Antes eu tinha um Punto 1,6, que é um carro muito bom de curva. Sempre usei vários carros no trabalho: Cruze, SpaceFox, Linea, Fiesta, Classic, Focus, Sentra, Cobalt, Prisma, Palio Adventure, entre outros.

      • Lucas Mendanha

        ah, sim..realmente o 1,8 só fica bom pra andar depois 4.000 rpm…

        Tenho muita curiosidade de dirigir o manual de 6 marchas, pois deve render muito mais…mas é algo meio raro de encontrar…hehe