Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas UM ALFA ROMEO PARA ENVELHECER CONOSCO – POR JEAN TOSETTO – 14/06/15 – Autoentusiastas

UM ALFA ROMEO PARA ENVELHECER CONOSCO – POR JEAN TOSETTO – 14/06/15

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Alfa Romeo 156, beleza que dispensa explicações

Já compartilhei com os leitores do AUTOentusiastas um pouco de minha história com o modelo MP Lafer, que durante muitos anos foi meu único carro. Gosto tanto de guiar este conversível que certa vez um senhor de respeito se referiu a mim como fanático pela marca. Fiquei sem responder para ele, escondendo meu desapontamento, pois não me considero fanático por nada. Fanático é o sujeito que só tem um assunto na cabeça e a minha é povoada por diversos temas, como futebol, mulher e rock ‘n’ roll – sem contar a salvação da minha alma, por causa dos pecados que já cometi.

No entanto, foi bom ter recebido esse comentário: não é de bom tom ficar estigmatizado por causa de algo material. Isso aconteceu na mesma época em que minha esposa engravidou. Saber que você será pai mexe com suas idéias. A família iria crescer em 50% e disse para a Renata: “O MP Lafer só leva duas pessoas, então precisarei comprar um carro novo”.

“Sério que você vai comprar um carro novo?” — ela, incrédula, questionou.

Como sou um profissional autônomo, sem salário fixo, decidi que compraria um carro à vista, sem fazer grandes malabarismos, sabendo que ficaria com o veículo por muitos anos. Vi um Siena da Fiat, um Fiesta da Ford e um Sandero da Renault. Neste último cheguei a sentar no banco traseiro e me empolgar com o espaço. Estava sacando o cheque quando me veio uma imagem na mente, levando minha filha para escola. Senti aquela angústia que arrebatou Raul Seixas, ao citar seu Corcel 73 na canção “Ouro de Tolo”.

“Uma vez na vida quero ter um carrão” — pensei. Ao invés de comprar um automóvel popular — zero-quilômetro — mudei a mira para um modelo importado usado, mas que fosse completo. Aí confesso: pesou meu sangue italiano. Deixei Audi, Mercedes e BMW de lado e fui seco num Alfa Romeo, com seu design apaixonante e sua áurea de romantismo. Pesou na escolha, também, um artigo do Arnaldo Keller, onde ele convence sua filha a ser dona de um Alfa Romeo 145.

 

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O interior de sedã com pinta de cupê é idealizado para o motorista entusiasta

Ao avistar um Alfa Romeo 156 na internet, enviei inclusive um e-mail para o Arnaldo, como que perguntando para o lenhador se poderia acender a fornalha. Logicamente ele — sempre solícito e atencioso — me incentivou, passando algumas dicas para avaliar o carro, que acabei comprando de um mecânico de Jundiaí, especialista em Fiat e Alfa Romeo. Era o veículo de uso pessoal do Joel, que me avisou que seria o terceiro dono daquele sedã de nome e sobrenome extravagante, algo perdoável num modelo italiano: Alfa Romeo 156 Twin Spark 2.0 Elegance.

Havia me apaixonado por aquela máquina na primeira volta, empunhando o volante de madeira, tomando vento pelo teto solar, engatando marchas como se fossemos velhos amigos. “A Renata que nos aceite, pois vou levar você para casa” — disse para a minha futura amante de quatro rodas.

Meu pai, que havia me dado carona para buscar o 156, não quis guiá-lo quando chegamos em Paulínia, mas fiz questão de emprestá-lo para o meu sogro dirigir. Ele, católico praticante, costuma levar seus carros para uma bênção em Aparecida. Como sou protestante, não ouvi seu conselho.

Por castigo ou não, logo nos primeiros dias passei por um desapontamento. Estava voltando de um compromisso profissional. Ao fazer uma conversão para a direita, na esquina junto a um posto de combustíveis, levei uma pancada na lateral do carro. Ia rodar por completo, mas segurei o touro no volante, apontando para a direção oposta, e consegui estacionar.

 

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Quando o verbo “estampar” se aplica a um acidente de trânsito

Uma Ford Pampa, com uma charmosa pintura do tipo “saia-e-blusa” (vermelho ferrugem sobre vermelho barro) estava estacionada na avenida, engatando a primeira marcha no exato momento da minha conversão, às 9 horas da noite. A explicação: neste horário o posto abaixava o preço do litro do álcool em cinco centavos. Foi o que me explicou o tratorista, dono da caminhonete, reconhecendo a culpa pela colisão imediatamente.

O estrago foi considerável: começou pela porta do passageiro dianteiro, amassou bastante a porta traseira, pegando também o pára-lama e pára-choque traseiro. O elemento me acompanhou até em casa, lá perto, me passou seu número de telefone celular e pediu que eu ligasse de volta, com o valor do menor orçamento para fazer o conserto.

No dia seguinte, fui até a oficina mais badalada do centro. O gerente olhou para o estrago e condenou a porta sem dó. Disse que teria que encomendar ela e que isso custaria uns R$ 9.000,00 — fora a mão de obra. Era quase metade do valor pago pelo carro e, se isso se confirmasse, seria melhor desmontá-lo para vender as peças.

Fui até uma funilaria na periferia da cidade, que ainda arruma Parati, Del Rey, Monza e outros carros velhos que ainda não são colecionáveis. O dono do negócio olhou, olhou, botou a mão no queixo e disse que dava recuperar a porta, mas que ficaria caro. Quanto? R$ 1.700,00. O serviço — perfeito e digno de sinceros elogios — ficaria pronto em uma semana.

Na noite seguinte a Pampa ferruginosa apareceu no portão de casa. O tratorista estava ansioso, pois eu não havia ligado para ele. “O conserto vai ficar em R$ 1.700,00” – disse para ele. “Jean, não tenho condições de pagar isso à vista, mas você pode me parcelar em 17 vezes?” – ele retrucou.

“Vamos fazer melhor: não vou lhe cobrar um centavo sequer. O Pai do Céu me deu condições para comprar este carro e consertá-lo sozinho — não vou tirar isso de você”.

Os olhos dele lacrimejaram. Ele me abraçou encostando a cabeça em meu ombro direito. “Você é meu irmão. Vá em paz, mas tome muito cuidado no trânsito” — me despedi dele.

Meus amigos, não sou um moralista. Longe disso. Mas posso afirmar o seguinte: nada é mais libertador do que perdoar de coração.

 

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O início da estrada vicinal, na SP 147, não foi registrado pelo carro do Google

Porém, eu precisava tirar a “nhaca” daquele Alfa Romeo 156. O que poderia fazer? Dar um banho com sal grosso nele? Achei melhor fazer logo uma viagem, para perder o medo de guiar um carro importado, de manutenção teoricamente mais complicada.

Logo, as pequenas viagens de fim de semana foram se sucedendo, especialmente depois que a Carolina nasceu e completou alguns meses de vida. Os passeios em família para Itu, Holambra, Jaguariúna, Pedreira e Serra Negra foram reforçando minha convicção, espantando para lá o arrependimento pela aquisição do veículo.

 

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Quem precisa de Spa-Francorchamps com uma estrada como essa perto de casa?

Nestas ocasiões aprendi a dirigir de modo suave e moderado. Penso que recebi o diploma desta disciplina quando estava serpenteando pelo Circuito das Águas, voltando para casa, quando começou a chover. Olhei para o lado e vi minha esposa e minha filha dormindo — um sinal pleno de confiança, em mim e na máquina. Foi um momento tenro e memorável, acompanhado pelo ronco gostoso do motor, que dispensa o uso do rádio.

Mas ainda faltava algo que preenchesse aquela expectativa que tinha na busca por aquele carro. Tal lacuna não teria como ser preenchida viajando com a família, com o freio de mão psicológico acionado. Tive a oportunidade de ir a Campos do Jordão sozinho, por ótimas rodovias, e senti que daquele modo egoísta poderia extrair mais prazer em dirigir.

Ao negociar um alvará para ir até Águas de Lindóia prestigiar um encontro de carros antigos, tive a feliz idéia de convidar um amigo, também casado, para ir junto. As esposas costumam ser mais compreensíveis quando seus maridos demonstram que podem se comportar bem lá fora.

 

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Bifurcação entre Itapira, Lindóia e Águas de Lindóia

Acontece que esse meu amigo é muito bom de bota, tanto em carros como em motos, com as quais já correu em Interlagos. Sabia que ele ia me avaliar naqueles 102 quilômetros até a Meca do Antigomobilismo. Nas rodovias duplicadas e retilíneas não havia muito a fazer, salvo conservar sobre futebol, mulher em rock ‘n’ roll (mentira, o papo girou sobre carros mesmo). Foi no setor final, entre Itapira e Águas de Lindóia, no corta caminho por fora de Lindóia, que o bicho pegou.

Trata-se de uma estradinha vicinal — um caminho de mula que recebeu uma casca de asfalto sem qualquer tipo de correção de inclinação nas curvas, bem como abertura de áreas para acostamento. A sinalização também não é grande coisa, mas a paisagem é marcante: uma zona rural autêntica, entre as montanhas da Serra da Mantiqueira, com suas cachoeiras e riachos vencidos por pontes estreitas, ligando curvas cegas intercaladas para a direita e esquerda, com grandes variações de altitude, mesclando topos de morros com várzeas. Tudo isso cruzando um pequeno bairro com capela rodeada de casebres vernaculares, em apenas oito quilômetros deliciosos. Uma etapa de rali, ali, cairia muito bem.

Um detalhe importante: estávamos completamente sozinhos naquele trecho. Havíamos madrugado naquele dia, pois o gado que chega antes ao açude bebe água limpa. Refiro-me à balbúrdia que costuma tomar conta de Águas de Lindóia para ver os carros antigos e o mercado de pulgas.

 

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Janelas baixadas para sentir o ar gelado, ao som da cachoeira que brota na serra

Uma súbita coceira na sola passa a comandar meu pé direito no acelerador, sem atolar o mesmo no pedal, porém dosando a pressão nele num crescente contínuo. Curva para a esquerda à vista. Redução de quarta marcha para terceira. O motor urra. Um totó no freio. Redução para segunda. Mergulhamos sob a copa das árvores. Tão logo a saída curva é avistada, a retomada é feita. Terceira. Quarta. Não dá tempo de engatar a quinta marcha. Curva para a direita. Nova redução para terceira. Segunda marcha. Segura, pois há uma lombada. Passando a primeira roda, pé embaixo de novo. O carro dá uma estilingada.

Coloco meus rins para dialogar com as abas laterais do banco de couro. Passo a entender a razão da existência delas, dada a sinuosidade da pista. Nós nos aproximamos de um topo de morro. Costas coladas nos encostos. Subitamente flutuamos por alguns instantes, na inversão para uma ladeira. Despencamos morro abaixo. A ponte lá na frente tem um degrau entre o asfalto e o concreto. Vai raspar na base do pára-choque! Não raspou. A suspensão assenta feito um pão de forma prensado na chapa, respondendo muito bem ao esforço solicitado.

Meu amigo estava se divertindo à beça. Ele passou a cantar os pontos de retomadas da aceleração para mim, feito um navegador. “Vai!” E fomos, sem cantar pneus, sem derrapar, sem travar as rodas nas frenagens. A velocidade? Se você perguntar, terei que garantir que respeitei os limites, obtendo diversão, esportivamente, no desafio de mantê-la constante. Não errei um engate. Estava usando aquele carro, pela primeira vez, nos conceitos para os quais havia sido projetado.

 

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Levei a dama para o concerto, mas não havia peça

Passados dois anos e meio após a compra, finamente senti que estava sendo digno de guiar o Alfa Romeo 156, fabricado em 1998. Um modelo velho demais para ser a ponta de lança da marca, mas novo demais para ser considerado um clássico. Não tem problema. Estou quase completando 40 anos de idade e acho que estamos no mesmo barco, envelhecendo juntos com alguma dignidade.

Depois dessa você já pode me chamar de alfista, não é mesmo? Nada disso. Nada que lembre o fanatismo, por favor. Pode me chamar de renatista, por ser apaixonado pela Renata; ou de carolinista, por ser o pai coruja da Carolina. É para elas que eu sempre volto para casa, independente do veículo a ser manejado.

JT

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Sobre o Autor

Autoentusiastas

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  • Mr. Car

    Boa história! Eu não estaria aqui para contar: teria enfartado no episódio da Pampa. E tenha respeito, he, he!: Del-Rey, Monza, e Parati, são carros colecionáveis, sim, inclusive as primeiras levas de todos eles já tendo idade oficial para serem considerados carros antigos. Digo oficial, pois pelos meus critérios particulares, vejo como antigo qualquer carro fora de linha há mais de 10 anos, e que esteja muitíssimo bem conservado e original, justamente para não ser tachado de “carro velho”.

    • JT

      Caro Mr. Car, é claro que eu respeito Del-Rey e cia ilimitada. Apenas os modelos que citei ainda estão nas mãos de pessoas que não os consideram como carros de coleção, mas carros de uso cotidiano. As periferias estão repletas deles. Valeu!

      • Mr. Car

        Felizmente, especialmente nos casos de Del-Rey e Monza, já tem gente os olhando como carros de coleção, e salvando exemplares do triste fim de serem usados sem dó em alguma periferia, muitos como carros de serviço para bombeiros hidráulicos, marceneiros, pedreiros, e serralheiros, até se acabarem.

  • Christian Bernert

    Excelente texto Jean. Deu para sentir a emoção. Estou cada vez mais curioso para sentir o prazer de guiar um Alfa.

    • JT

      Obrigado, Christian. Faça um test-drive com um Alfa que esteja para vender. Se bobear você compra ele. Saudações!

  • Piero Lourenço

    Showww!!! Super máquina Jean!!! Pegou com quantos mil quilômetros? Abraços

    • JT

      Piero, adquiri o Alfa 156 com 122 mil quilômetros rodados. Fiz uma bela revisão só para constatar que o carro já estava muito bom. Estamos chegando em 132 mil e contando. Abraços!

  • CorsarioViajante

    Belo texto, vivo num momento similar ao seu (família vai crescer) e é sempre bom ver que nem sempre filhos precisam ser sinônimos de possuir carros-bigorna sem graça. Curta muito estes alfas!
    Ah sim, moro em Campinas e em Paulínia tem mesmo muito acidente deste tipo, pois a galera dirige bem relaxada na “roça”… Rs abraços!

    • JT

      Obrigado CorsarioViajante. Quer dizer que você mora numa cidade satélite de Paulínia? Ha-ha! Brincadeira. Em Campinas existem ótimos mecânicos para qualquer marca. Se você comprar um Alfa, aqui em Paulínia mesmo temos um porto seguro para a manutenção. Abraços!

      • CorsarioViajante

        Haha pior que se lembrar das empresas de Paulínia, Campinas fica pequena mesmo, mas não ligo porque, afinal, sou paulistano! Rs
        Eu estava quase perdendo a cabeça por um Alfa 156 verde com bancos originais de veludo verde, mas daí veio a gravidez e congelou o sonho…
        Outro dia vi um Alfa similar ao seu numa oficina que freqüento, a Ophicina, perto da lagoa. Abraços!

  • Carlos A.

    Jean, muito legal a sua história. Tomara que esses carros continuem fazendo parte da vida de vocês.

  • Rafael Ribeiro

    Belo texto, e incrível coincidência com minha programação autoentusiasta de hoje: uma visita ao Museo Enzo Ferrari, em Modena, onde pude apreciar belas máquinas, dentre as quais o Alfa pilotada por Enzo na década de 20!

  • douglas

    Bom dia ,quais são as dicas para avaliar essa máquina? também tenho interesse em adquirir uma.
    Obrigado
    Douglas

  • guest

    Belo relato… já pensei, anos atrás, num 156, mas temi por sua manutenção.
    E, apesar de conhecer bem Itapira, eu não sabia dessa estrada ligando o bairro Ponte Nova à Águas de Lindoia… além de cortar caminho, poder andar de boa, sem um pseudo-piloto de SUV ou de sedã dito japonês colado na traseira nas retas (pois eu os despacho nas curvas), é um alento!

    • JT

      Itapira está muito bem localizada: é perto de Campinas e seus serviços típicos de capitais, e é perto também do Circuito das Águas, repleto de lugares para explorar. Valeu!

  • Custodio Saraiva

    Jean
    Como sempre, seus artigos prendem mais a gente do que as abas laterais do banco do seu elegante Alfa. Por coincidência, o nome de minha filha mais nova é Carolina e o Alfa 156 é o carro preferido de minha esposa..Em parte está explicado o sucesso naquilo que você executa.O amor pela família,antes de tudo!!!!
    Grande abraço

    • JT

      Caro Custodio, quando minha esposa veio com o nome Carolina, puxei na memória a lembrança de alguma Carolina que fosse feia. Não existe. Todas são lindas. Então concordei com a escolha da Renata. Um grande abraço, amigão!

  • André Castan

    Parabéns Jean! Pelo ótimo texto e pelo carro. Vivo paixão parecida com a sua, só que com um BM. Moro em Campinas e digo que nunca tive oportunidade de andar num Alfa e com o seu texto aguçou a vontade. O que você acha de qualquer dia marcarmos um encontro e andamos de Alfa e BM?

    Abraço,
    André.

    • JT

      Prezado André, aqui em Paulínia tem um encontro de carros antigos e especiais no último domingo de cada mês, no Shopping. Esse evento era feito no Galleria de Campinas, mas veio para cá. Apareça um dia para apresentarmos o BM ao 156. Abraços!

  • Gustavo França

    Estou com uma coceira para pegar um Alfa 2300 86…. e esse artigo me instigou mais ainda… o racional dizendo que não tem espaço na garagem… que já tenho um carro antigo (Impreza 95), mas cada dia mais a coceira esta aumentando… Quanto ao Alfa 156, acho um dos sedãs mais bonitos de todos os tempos.

    • JT

      A vida é uma só e passa rápido demais, caro Gustavo. Se o Alfa não embaralhar sua contas e prioridades, vá em frente sem medo. Abraços!

  • Bera Silva

    Texto emocionante e muito bem escrito. Parabéns, Jean!

    • JT

      Obrigado, Bera. Que bom que o Ae abriu este espaço para nós, leitores!

  • Gabriel

    Belo texto, conheci tal estradinha indo para o Encontro de Águas de Lindóa esse ano, quando o GPS resolveu me desviar do trânsito da bifurcação em Lindóia, confesso que mesmo com a namorada e meus pais no carro, meu Bravo T-jet se sentiu em casa nesses poucos km e eu como apreciador de estradas secundárias e belas paisagens me diverti muito no caminho também! Sobre o Alfa, um sonho de consumo antigo. Lembro do final dos anos noventa, com meus 11 anos, babando na 156, carro que ainda hoje me passa um ar de elegância e modernidade. Pretendo assim que possível, juntar verba para comprar um exemplar para complementar minha garagem, que hoje conta com o Bravo T-Jet e meu xodó, um Fiat 147L 1980 Europa restaurado.

    • JT

      Caro Gabriel, você tem bom gosto. O Bravo T-Jet é um carro lindo e o Fiat 147 L não fica atrás em simpatia. Espero que encontre um Alfa 156 para completar a coleção. Abraços!

  • Gustavo Segamarchi

    Atitude nobre com o cara da Pampa, hein, Jean! Parabéns, cara.

    Felicidades com o novo “brinquedo”, é um belo carro. Os carros da Alfa são maravilhosos!

    • JT

      Obrigado, Gustavo. Pensei em guardar este episódio comigo, mas ao dividir ele com os amigos, sinto aquele bem-estar novamente. Abraços!

  • vstrabello

    Rodei por lá tembém, com o nosso 147C 1985. Bela paisagem e ainda bem que passamos por este caminho mesmo. Muito gostoso para dirigir!

    • JT

      Naquela estrada tem uma derivação para Lindóia, que passa por fazendas lindas, margeando o Rio do Peixe. Como é que a TV não mostra isso?

  • Jean, muito bom o texto… Compartilho as sensações dessa estradinha, quando vou para aquele “caminho de peregrinos”, entre Barueri e Itupeva…

    • JT

      Ricardo, já guiei nesta estradinha, mas com o carro da esposa. O trecho de Itu e Salto é ainda mais empolgante.

  • Carlos

    Eu acho admirável a coragem de ter um carro desses como carro de uso cotidiano. Digo isso porque a maioria de nós, penso eu, enxerga carros desse tipo, BMW´s,Alfas,Audis e Mercedes, com mais de 10 anos, como carros menos confiáveis para se usar com freqüência, com manutenção complicada e sobretudo cara, além da dificuldade em se comprar em bom estado. Eu não tenho comprado carros zero, meu último foi um Honda Fit e o atual é um Bravo manual, mas todos comprados com não muitos anos de rodagem. o Bravo comprei com uns 35 mil km rodados. Estou gostando do carro desde então, mas confesso que cheguei a pensar em comprar um carro mais antigo e entusiasta. Por enquanto fico aqui desejando diversão ao que tiveram coragem de fazer o que eu não fiz.

    • JT

      Carlos, meu Alfa é primordialmente um carro para o fim de semana, com a vantagem de poder ser usado eventualmente nos dias de trabalho. A manutenção, basicamente preventiva, é meio cara sim, mas não é nenhum absurdo. Também não cobro pressa da oficina mecânica. O grande problema nos carros com mais de dez anos de uso é que o sistema de airbags perde a garantia e sua troca é inviável. Por isso mesmo a diversão ao volante não pode ultrapassar a linha da segurança, não é mesmo?

      • Carlos

        Desativar os airbags não me parece um ônus tão grande para motoristas atentos, como parece ser o seu caso, vivemos sem eles a maior parte da vida por essas terras tupiniquins e o próprio Bob tem suas birras com eles. É bom ler relatos como o seu, felicidades com seu Alfa.

  • Peter Losch

    Belo texto!

    • JT

      Grato, Peter Losch!

  • Jr_Jr

    Texto excepcional, dá gosto de ler!! Obrigado!!!

    • JT

      Eu é que agradeço pela leitura, Jr_Jr. E também ao “Ae” pela possibilidade de ser lido por um grande público.

  • Leonardo Mendes

    futebol, mulher e rock ‘n’ roll
    Meu Deus, como isso é bom… até hoje escuto essa música do Dr. Sin, a participação do Silvio Luiz é impagável.

    Faz tempo que ando estudando uma visita a Itu… fui uma vez pela Estrada dos Romeiros, de moto, e nunca mais voltei lá.
    E interessante como o interior de SP tem estradas, digamos, entusiastas… um trecho jamais é igual ao outro.

    • JT

      Dr. Sin… você sacou direitinho, caro Leonardo. Quando for para Itu, chegue mais cedo para almoçar no Bar do Alemão. Você evita a fila de espera e saboreia os melhores bifes. Abraços!

  • Alemão M

    Como é bom não se sentir sozinho – rsrsrs. Comprei recentemente um 320i de 2004 com o mesmo sentimento: ter um carrão, uma vez na vida, em vez de um popular novo. Faz três meses e ainda não consegui fazer uma viagem de mais de 70 km. E ainda tenho essa sensação que ele não me pertence plenamente. O carro está muito íntegro e já pude andar a velocidades muito superiores aos meus outros carros com uma sensação de segurança que chega a ser emocionante: “Por que não fiz isso antes?” Antes das críticas, já tenho quase 40 também e tive o prazer de fazer um curso de pilotagem pela marca, e continuo aprendendo a guiar de maneira melhor, com consciência, segurança e prazer.

    • JT

      Alemão, um dos prazeres em ter o carro por mais tempo, é descobrir suas minúcias e constar que os limites vão além de suas primeiras impressões. Mas é preciso rodar – carro em cavalete, nem se tiver um cavalinho rampante no capô!

  • cedujor

    Excelente texto, li com prazer!

    • JT

      Foi um prazer escrever também, caro cedujor. Obrigado!

  • Bruno Rezende

    Muito bom texto!

    • JT

      Valeu, Bruno!

  • Alemão M

    Parabéns pelo 156. É verdade: falar da beleza desse carro é chover no molhado. Sempre o achei lindo, com especial atenção às maçanetas maciças de desenho irretocável e o interior com volante em madeira. Nunca dirigi um e adoraria fazê-lo. Sobre o 320i que citei logo antes, o que me fez bater o martelo foi, além do valor, ser o último desse modelo com motor de seis cilindros (que faz um som característico e inebriante nas rotações médias) e sem os pneus run flat, além do design que acho perfeito. Bem cuidado, precisou de imediato foram duas buchas em cada balança dianteira e quatro batentes de amortecedor. Por enquanto, só alegria a cada passeio. Pena que resolvi pegá-lo num momento de aperto no orçamento familiar e receio não poder mantê-lo envelhecendo comigo (rsrsrs). Ao menos não uso no dia a dia, dando preferência a saídas de scooter, e minha esposa tem o dela, que atende toda a família. Não devemos ter muito apego a essas coisas, realmente, mas como é bom dirigir algo construído com um algo a mais, com preciosismo técnico e sensorial. É viciante!

    • JT

      Caro Alemão, seu 320i tem a grande vantagem de possuir um valor de revenda estabilizado, com potencial para valorização em caso de necessidade futura. Complicado é tirar um SUV da concessionária e vê-lo derreter feito um sorvete de palito. Abraços!

  • JT

    Douglas, mais importante do que a aparência do carro, é a sua procedência. No caso, comprei meu Alfa de um mecânico especialista na marca. Mesmo assim conferi o óleo do cárter e mandei acelerar o carro em ponto morto, para ver se o motor não fumava. Vários artigos no “Ae” abordam este assunto. Grato!

  • JT

    Rafael, aí você mata o papai do coração. Ops! Do cuore. Abração!

  • JT

    Valeu, Carlos. Planos a gente não faz com rigor, mas a vontade de colecionar histórias é grande. Abraços!

  • Ricardo

    É questão de escolha. Um carrão de luxo velho, ou um compacto novo. Depende do tipo de uso. Se a intenção é “saborear” o carro, curtindo o desempenho e o conforto, antigão vai proporcionar muito prazer. Se a intenção é uma compra racional, dentro da realidade econômica do cidadão, então o compacto é melhor. Não há resposta certa, depende do uso e expectativas com a aquisição, as duas (como tudo na vida) tem vantagens e desvantagens.

    • JT

      Ricardo, eu até poderia forçar a barra e comprar um carrão novo, mas a minha fama de pão duro na verdade significa que sou mais previdente do que o convencional. Como você afirma: são escolhas que cada um faz. Valeu!

  • Marco de Yparraguirre

    Belo texto.Gosta de Alfa mas é fanático pela mulher e a filha.Eu sou fanático pela minha mulher e minha afilhada.Só não tenho um Alfa.

    • JT

      Você já tem o mais importante, certo Marcos? Abraços!

  • REAL POWER

    “Olhei para o lado e vi minha esposa e minha filha dormindo — um sinal pleno de confiança, em mim e na máquina. Foi um momento tenro e memorável, acompanhado pelo ronco gostoso do motor, que dispensa o uso do rádio.”
    Me identifiquei com esse trecho.
    Momentos assim, são maravilhosos. Minha esposa e filhos logo dormem ao pegar a estrada. Desligo o som, e curto o carro e a estrada, dirigindo suavemente, nem por isso lento. Volta e meia preciso conferir o velocímetro e lembrar que estou com a “carga mais preciosa do mundo”
    Entre um popular novo e um carrão com 10 / 15 anos, para ser utilizado em viajem, fico com o “carrão papa-estrada”.

    • JT

      Dirigir sozinha é prazeroso, pois rende altas conversas consigo mesmo. Mas estar com a família ou amigos no carro é muito bom. Meu pai viajava bastante com a gente. São doces lembranças. Abraços!

  • Fernando

    Texto muito bem elaborado!

    Legal contar tudo que o cerca e faz com o carro, tudo isso faz parte da história e relação com o dono.

    • JT

      Obrigado pela leitura, Fernando!

  • Car Science

    Parabéns pelo texto, muito bem escrito e consegue bem passar as sensações que um AUTOentusiastas procura. Gostei muito, também me identifiquei com várias citações ao longo da história.

    • JT

      Que bom que o “Ae” nos permita compartilhar de tamanha satisfação. Valeu, Alexandre!

  • André Castan

    Com certeza Jean. Faz tempo que estou com vontade de comparecer a esse evento mas ainda não casou a agenda. Talvez no próximo dia 28 eu apareça por aí.

    Até mais,
    abraço!

  • Renato

    Boa questão esta dos airbags. Talvez o Autoentusiastas” poderia fazer um artigo sobre o assunto.

    – Qual a validade dos airbags?
    – Como proceder após a validade?
    – Quais são as práticas sobre este assunto em outros países que já tem o airbag popularizado há mais tempo?
    – Agora que a Honda está fazendo um recall de airbags até para veículos com mais de 10 anos, que tipo de validade ela está oferecendo a estes clientes?

  • Lucas CRF

    Muito bom, Jean! Tive um 155 há muito anos, um verdadeiro prazer.Parabéns pelo texto.

    Lucas CRF

    • JT

      Obrigado, Lucas CRF. O 155 tem uma cara mais nervosa e um volante ainda mais esportivo. Abraços!

  • Leo-RJ

    Como fã de Alfas, e ex-proprietário de um modelo 2300 Ti, ler esse tipo de texto me estimula a sonhar com um Alfa 164 ou um 156…

    • JT

      Fico feliz por te incentivar, caro Leo-RJ!

  • Belíssimo relato e parabéns pela escolha, Jean. Percebe-se que mais do que o carro em si, você gosta e aproveita da satisfação e lembranças ele traz, igual a mim.
    Desde agosto de 2013, sou o feliz e orgulhoso de um 155 Super, rosso Alfa, que também é meu único carro. Porém, ao contrário de você não ligo de ser rotulado ou me rotular de Alfista, pois graças a ele conheci pessoas maravilhosas, lugares fantásticos e vivi experiências extraordinárias que dificilmente aconteceriam se dirigisse algo de outra marca. Sempre comento que a Alfa Romeo tem uma mágica especial.

  • De domingo, 6 da manhã, é fácil, me encontrar lá, rs…

  • JT

    Caro Delfino Mattos, logicamente você pode me chamar de alfista, pois esta condição é um fato que não se discute. A provocação no fim do texto foi mais uma forma de encerrá-lo nos remetendo à introdução do mesmo, lembrando que mais importante do que os carros são as pessoas que nos cercam. Você notou quanta gente foi mencionada na história? Abraços!

  • rafaelaun

    Admiro sua história.

    • JT

      Grazie, Rafael!

  • Bruno Ventura

    Caro Jean, se eu te disser que esse teu carro quase foi meu… Estava anunciado no Webmotors entre o final de 2012 e início de 2013, e lembro de o proprietário Joel ter me comentado que o primeiro dono do carro era um médico de Jundiaí, lembro até do primeiro nome, de tanto que o carro havia me chamado a atenção (pelo que o Joel falou, estava bem revisado, visto que o mesmo é dono de uma mecânica especializada em Jundiaí). Acabei me enrolando para ir vê-lo porque sou de Floripa, e necessitaria de uma certa logística para chegar até Jundiaí. Demorei, aí aparecesse. Se bobear, tenho as fotos do interior dele até hoje!
    Acabei comprando um em Curitiba em março de 2013 e o mesmo veio necessitando de um retoque em uma das laterais. Fiz o trabalho mas não ficou bom, e aí te pergunto: O que foi feito no teu, com relação à batida? Foi pintada só uma porta ou o funileiro estendeu a pintura para toda a lateral. Te pergunto isso porque gostaria de pintar só uma porta e manter o resto original, mas os funileiros aqui de Floripa insistem em dizer que não dá pra fazer. Abraço e aproveite o Alfa que quase veio rodar pelas bandas do sul do país. Bruno.

    • JT

      Caro Bruno Ventura, tenha a certeza de que é o mesmo carro. Fiz o test-drive nele em fevereiro de 2013, pouco antes do Carnaval, mas não fechei negócio na hora. Passei os dias de folia pensando no Alfa. Decidi pela compra dele no meu aniversário, poucos dias depois.
      O funileiro aqui de Paulínia fez toda a lateral do carro, desmontando as portas e até os para-choques, pois aproveitei para retocar a base da calandra, que ostenta o “cuore” e estava meio lascada. Uns dez dias depois do serviço concluído voltei na oficina para fazer um polimento. Se eu não contasse sobre o episódio da batida, não daria para saber apenas vendo o carro.
      Gosto muito de Santa Catarina, foi aí pertinho de Floripa, em Indaial, que imprimi o livro do MP Lafer, de minha autoria. O Joel de Jundiaí, inclusive, ficou com um exemplar. Mundo pequeno!

      • Bruno Ventura

        Então JT, se vier novamente para cá, avise que temos uma comunidade alfista bem grande por essas bandas, numa dessas combinamos um café.
        E se souber de alguma 156 prata com a lateral esquerda com pintura original, por favor, me avise, que pretendo trocar a porta inteira para evitar de pintar a minha (é a traseira esquerda).
        Procure a comunidade alfaromeobr no facebook (o AG também do autoentusiastas participa bastante da lista nacional) e a nossa lista nacional, lá trocamos muitas informações sobre os carros e marcamos encontros e passeios, seja bem vindo a esse maravilhoso e viciante mundo alfista. Abraço.

        • JT

          Caro Bruno, estou devendo uma visita aos amigos de Santa Catarina. Eu também colaboro com uma pequena revista de lá, a MotorMachine, que é distribuída nos encontros do estado. Alguns exemplares chegam aqui em São Paulo. Abraços!

      • Gabriel

        Bruno, desculpe me meter na conversa e espero que vejas esse comentário e me responda. Sou de Floripa também e estou para comprar um Alfa mas morro de medo de não encontrar quem faça manutenção. Você tem uma oficina “de estimação” por aqui para tratar do seu Alfa? Abraço!

    • WSR

      Se for fazer apenas a porta, não deixe “estender” o verniz sobre o verniz das peças que não serão repintadas. Este truque é muito corriqueiro mas faz o verniz trincar com o passar do tempo. É preferível pagar mais caro e mandar fazer a lateral toda. Falo isso por experiência própria. Um funileiro usou esse truque no meu carro (uma Parati velha), sem a minha permissão e agora terei que mandar repintar as duas laterais e o teto, infelizmente.

      • Bruno Ventura

        Então WSR, na verdade não vão encostar no meu carro para estender verniz nenhum, e também não cogito pintar a lateral toda, visto que o objetivo é manter a pintura do carro 100% original, ou o mais próximo possível, visto se tratar de um carro de 2º dono com 73 mil km. Aliás, se souber de algum desmanche que tenha um 156 prata e possa ser doador de uma porta com pintura original, por favor, avise. Abraço.

  • Leonardo Mendes

    Agradeço a dica, Jean!

  • Ai, ai, ai… Achei uma pra vender… Com 88000 Km… Azul… Que tentação dos infernos…

    • JT

      Pergunte para o Arnaldo Keller se vale pena comprar!

      • Nada, Jean… Melhor, não… Dá até medo da resposta… Já pensou se ele fala, “Manda ver!”? Aí, com a benção do AK, vai ficar impossível, resistir à tentação…

  • Klinger

    Bom dia, amigo, já tive quase todos os modelos de Alfa modernos, 164, 145 (ainda tenho), 156 (foi meu melhor carro) e hoje tenho um Alfa 147 2005 (exige muito cuidado e manutenção) e sem dúvidas o Alfa 156 foi o melhor carro de todos que eu já tive na vida. Uma porta desta, em vários ferros-velhos pelo Brasil, com a pintura original prata, deve custar em torno de uns 300 reais, sendo plug in play. Com o narrado acima, depois de ter viajado junto com você neste belíssimo texto, para você economizar tempo, dinheiro, já que todas as peças de Alfa 156 encontra-se praticamente a pronta entrega no balcão, é que te convido para participar do clube http://www.alfaromeobr.com.br. Você receberá dicas para arrumar mecânica, onde vende as peças a um preço justo e qualidade indiscutível. Abraços, e parabéns pelo texto e pela aquisição do melhor Alfa já produzido. Klinger

    • Bruno Ventura

      Klinger, como deve ter visto meu comentário abaixo, é exatamente isso que pretendo para o meu carro, encontrar uma porta ainda com a pintura original. Você como alfista de tempos, lembra de um lugar em que eu possa encontrar.
      Lembro de você da lista nacional, a qual também faço parte. Abraço.

    • JT

      Klinger, já entrei em contato com o responsável pela página, excelente por sinal. Fora o incidente da esquina do posto, ainda não precisei correr atrás de alguma peça difícil, mas vou passar o endereço do site para o meu mecânico. Valeu!

  • KzR

    Caro Jean, fabuloso texto. Digno de editor do Ae (não desmerecendo os demais leitores-autores, de forma alguma). Apreciei três coisas: verbetes empregados na narrativa; decisão de comprar um importado usado como carro de batalha – “o carrão”; e ainda se declarar não alfista, mas ‘alfista’ pela família.

    Sendo ou não alfisti, um Alfa Romeo sempre tempera uma boa história. Exemplos não faltam para não me deixar mentir.

    • JT

      Prezado KzR, agradeço a leitura e o comentário motivador. Foi um grande prazer escrever para o Ae. Abraços!

  • FT

    Caro JT. Está na hora de procurar um segundo carro, familiar. Uma 156 Sportwagon. Abraços. FT.

    • JT

      Caro FT, quando comprei o Alfa 156 sedã, havia também uma Sportwagon lindona em Leme, por um preço atraente. Depois fiquei sabendo que só vieram 60 unidades para o Brasil. Abraços!

  • João Paulo

    Caro Jean, depois de algum tempo consegui ler o seu belo texto sobre o Alfa, digo-lhe que consegui viajar junto contigo nesta bela história.
    Parabéns!
    Grande abraço!
    João Paulo

    • JT

      Obrigado, João Paulo. Em breve quero dar uma volta em sua réplica de Porsche Spyder 550, e você vai me contar em detalhes as soluções mecânicas que você bolou na construção do carro. Abraços!

  • Guilherme Souza

    Cara ao ler o seu texto, confesso que embarquei nesta aventura, meus parabéns pelo carro, eu sou louco por um Alfa 156 Sedan, ainda estou a procura de um. Parabéns!!

    • JT

      Caro Guilherme, os preços do Alfa 156 ainda estão num patamar “terráqueo”. Não espere muitos anos para comprar um. Abraço!

  • JT

    Otávio, deve ser ótimo guiar o 145 nessas estradinhas. Está esperando o quê? Divirta-se!

  • Renato K.

    Prezado JT,
    Passou-se quase um ano e meio desta publicação. Somente a vi agora, pois estou com uma “coceira” para comprar um 156, ano 1999, com 94 mil km. O preço é convidativo, e o carro, mais ainda. Pergunta: passado este tempo, você ainda tem o carro ? A paixão continua 🙂 ? Muito importante: tiveste algum problema com manutenção/peças, ou apenas os cuidados de praxe ? Finalmente: recomendaria ? 🙂 Abraço e obrigado pela atenção !

    • JT

      Renato, fiquei uns tempos sem revisitar o artigo e só hoje vi seu comentário. Vamos lá:
      1) Ainda tenho o carro. 2) Sim, a emoção continua. 3) Cuidados de praxe: ontem mesmo revisei o compressor do ar condicionado. 4) O Alfa 156 é um ótimo segundo carro para a minha família: neste aspecto eu recomendo. Abraços!

  • JCQ

    Ótimo texto!! Ótima decisão! Os Alfas também mexem muito comigo e parecem reunir os apaixonados pelo prazer em dirigir. Adoraria saber mais sobre a vida com um belo Alfa na garagem. Abs!

    • JT

      JCQ, adoraria escrever mais artigos sobre meus passeios com o Alfa, mas aí os editores do AE ficariam de airbag cheio comigo. Abraços!

      • JT, claro que não, pelo contrário. Abraço.

  • Marcio Muzzi

    Caro JT, antes de tudo, parabéns pelo artigo!

    Sou de Brasília e semana passada vi um Alfa 156 98/99 2.0 TS, igual ao seu. Estou quase com toda a coragem necessária para comprá-lo. Será usado apenas nos finais de semana e em viagens.
    O carro está com 89mil km e , pelo menos na aparência, está impecável. O dono pede o valor de 17.900 no carro, preço bem atraente, na minha opinião.

    Mas tem alguns pontos que gostaria de sua opinião:

    1. Embreagem, ainda original, está muito dura. A troca do kit de embreagem e atuador resolverá o problema?

    2. O carro funciona, em ponto morto, nos 800 giros, os quais sobem para 1mil giros após ligar o ar-condicionado. É este o comportamento normal?

    3. O atual proprietário usa óleo 20W50, mineral, trocado a cada 5mil km. Porém achei muito estranho a viscosidade escolhida, uma vez que numa rápida pesquisa pelo Google, vi que o recomendado é o 10W40, semissintético. O proprietário do carro chegou a me mandar um print do manual do proprietário informando que deverá ser o 20W50, pelo menos na versão do manual que vem para o Brasil (?). O que me diz sobre isso?

    Abraço.
    Marcio

    • JT

      Caro Marcio, o preço pedido pelo carro está muito atrativo, mesmo!
      1) A embreagem original não dá mais regulagem? A troca do kit pode resolver, sim. Não tive esse problema.
      2) Confesso: nunca reparei nisso. Fiquei uns tempos sem ar condicionado, mas ontem mesmo revisei o compressor por onde o gás estava vazando. O compressor nunca tinha sido aberto, segundo o técnico.
      3) Sim, o manual recomenda o óleo Selenia SAE 20W50-SJ para gasolina com 21% de álcool etílico anidro. Uso um similar da Lubrax. Curiosamente farei a troca hoje. Talvez pelo aumento da porcentagem de álcool para quase pornográficos 30% você tenha encontrado outra recomendação no Google, mas não me atentei para isso.
      Abraços!

  • Marcio Cardoso

    Muito bom seu texto, acho esse carro maravilhoso, um verdadeiro sonho de consumo que agora esta mais palpável digamos assim, só tenho medo de pegar um que não esteja em bom estado , não sei o que verificar nesse em específico.