O que ela fez com álcool pensei que faria com gasolina. Em outras palavras, eu imaginava que essa picape de cabine dupla, motor flex — que pesa 1.730 kg em ordem de marcha e cuja aerodinâmica é mais própria para objetos não dinâmicos — gastaria bem mais combustível do que gastou. Usando álcool e viajando em pista dupla a 120 km/h indicados ela fez 7,3 km/l, segundo o computador de bordo. Na cidade, com trânsito ruim, fez 4,7 km/l, o que também não está mau, já que ainda por cima o câmbio é automático — não há manual para a versão flex. Eu esperava obter esse nível de consumo quando utilizasse gasolina, o que me leva a concluir que este motor é bastante econômico e algo especial.

Já ficou para trás o tempo em que para mover uma picape desse porte e capacidade de carga eram necessários gastadores motores de 6 ou 8 cilindros de grande cilindrada. Este, de 4, já satisfaz plenamente. De 2,7 litros, taxa de compressão de 12:1, duplo comando e quatro válvulas por cilindro,  com álcool produz 163 cv a 5.000 rpm (158 cv com gasolina). Seu torque máximo de 25 m·kgf vem a 3.800 rpm, tanto faz com álcool ou gasolina, mas por ter comando de admissão de fase variável já produz elevada potência em rotações bem baixas, é assim que o sentimos, um motor direcionado a ter boa pegada em baixa.

 

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Ventilador do radiador com cubo viscoso

Seu funcionamento é suave, silencioso e está bem isolado da cabine. Quando no trânsito, o ruído que volta e meia sobressai do cofre não é do motor, mas do ventilador do radiador. Seu acionamento é mecânico com cubo de acoplamento viscoso, e não por meio de motor elétrico como na quase totalidade dos carros hoje. O ventilador funciona quando a água do sistema de arrefecimento atinge determinada temperatura, algo em torno de 100 °C, e pára de funcionar quando essa temperatura cai para cerca de 90 °C. Por isso este sistema da Hilux faz com que o ventilador acompanhe o giro do motor. Na estrada, em condições normais, esse ruído do ventilador obviamente não existe, já que ele se desliga da rotação do cubo por ser desnecessário (o ar que passa pelo radiador é suficiente para o radiador cumprir seu papel), e a viagem segue bastante silenciosa, mais do que quando a Hilux tem motor a diesel — fora, claro, que o motor de ciclo Otto tem funcionamento mais suave.  Em resumo, ela é agradável nas viagens.

 

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Interior de automóvel; picape testada tinha o Pacote Couro, que inclui sistema multimídia com navegador

Por sinal, os que ainda insistem em dizer que motor de 4 válvulas por cilindro só tem pegada em alta deveriam dirigir esta picape. Fica evidente que este motor é de dar potência em baixa rotação, bem próprio para o uso a que se destina.

E nada como um bom câmbio automático para valorizar o que o motor tem para dar. O da versão flex é de 4 marchas, enquanto o da diesel é de 5, porém este câmbio está com escalonamento e programação, a meu ver, perfeitos, e não há necessidade de uma marcha a mais. As marchas são longas. por exemplo, a 1ª vai a 70 km/h e a 2ª a 120 km/h, e estando em 4ª marcha a 100 km/h, uma acelerada mais funda já provoca a redução de duas marchas, e assim, imediatamente entra a 2ª a pleno gás, proporcionando forte aceleração.  O câmbio é rápido e eficiente, muito bom. Há pouco testei a Hilux SW4 com motor diesel e apesar de não ser uma imagem empolgante, se imaginarmos um racha entre as duas, ele será bem parelho.

 

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O que fica, ao menos para mim, é que se esquecermos o custo do combustível por quilômetro rodado — onde o motor diesel é imbatível — o motor flex é preferível, pois anda igual, é mais suave e mais silencioso. Quanto à durabilidade, este elástico flex parece preparado para dar várias voltas no mundo sem mostrar fadiga. Sendo assim, na hora de comprar uma, deve-se fazer bem as contas para ver qual vale mais a pena., e essa conta vai depender do quanto pretende rodar com ela. O tanque leva 80 litros, o que deve dar de 700 a 800 km de autonomia em estrada, quando com gasolina.

Em vista do uso que costumeiramente fazem dela, dirigi igualmente errado. Desci meio rápido a razoavelmente íngreme e sinuosa serra que vai de Mogi das Cruzes a Bertioga, e desci sem utilizar as marchas mais curtas, que ajudariam a “segurar o carro”. Deixei em Drive e boa, e as reduções de velocidade ficaram somente por conta dos freios, que na dianteira são a disco ventilado e na traseira, a tambor. Abusei um pouco deles, e nada de fading, nada de perder eficiência.  Em freadas mais fortes, propositalmente provocadas na descida, ela nem ameaçou travar as rodas traseiras — algo indesejável e meio comum nas picapes antigas —, o que mostra boa distribuição de forças de frenagem promovida pela tanto pelo ABS quanto pela válvula proporcionadora sensível à carga no freio traseiro. Senti falta foi do controle de velocidade cruzeiro, que casa bem com este tipo de veículo.

Claro, ela não é estável e agarrada ao solo como um bom carro de passeio, mas viaja bem e com segurança, desde que não nos esqueçamos que estamos numa picape rural. O pesado eixo rígido na traseira quica em asfalto irregular, e isso não é nada bom nas curvas, pois cada quicada é um saltinho a mais da traseira para fora da curva, mas não é nada dramático ou comprometedor. Vale lembrar que manter as pressões recomendadas  aos pneus é essencial para atenuar essa característica. Pressões demasiadamente altas, principalmente na traseira, provocarão mais e maiores saltos, e por conseguinte mais tempo com os pneus longe de onde deveriam estar: se segurando no asfalto. O fabricante recomenda, para carga leve, 29 lb/pol² nos quatro, o que achei adequado.

 

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Grafismo dos instrumentos poderia ser mais simples

A suspensão, como era de se esperar, é mais dura que a da Hilux SW4 testada há pouco. Isso porque a picape está projetada para levar até 730 kg de carga, o equivalente a um boi de 24 arrobas e meia. Sendo assim, essa maior dureza é inevitável, mesmo com os feixes de molas de dois estágios na traseira. Mas, afinal, parece que quem gosta de picape, gosta porque gosta e não liga para essas coisas, diferentemente de uma senhora grã-fina, que conheci lá pelos anos 80, que tinha dois sedãs, um Mercedes e um Cadillac, e só viajava de Cadillac porque achava o Mercedes “muito duro”. Pensando bem, ela estava certa. Cada um com sua sensibilidade. Já os que compram picapes para encarar a tarefa rural, uso para o qual foram projetadas, delas não esperam outra coisa e tudo bem.

Achei a relação do acelerador um pouco rápida demais, abrupta, principalmente no início do seu curso. Falta-lhe precisão. Deveria ser programado para ter uma relação mais lenta, para facilitar a dosagem de aceleração nas manobras e em trechos lentos, pedregosos, típicos de off-road, desses de velocidade bem baixa onde se deve dosar bem a aceleração para evitar que o veículo chacoalhe ou patine em demasia. Ela não tem marcha reduzida, mas é uma 4×2 e não um jipe. Vale lembrar que há a versão 4×4 temporária com esse mesmo motor, e que tem reduzida,  certamente irá consumir um pouco mais combustível que esta 4×2. Na flex 4×4, além do câmbio automático há a opção do câmbio manual de 5 marchas. Nessa 4×2 do teste, só automático.

 

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Bom câmbio automático, mesmo sendo de apenas quatro marchas

Na estrada, a 120 km/h o giro está em silenciosas 2.500 rpm na 4ª e última marcha. Na aceleração com o pedal no batente  ela troca marchas a 5.100 rpm. Quando engatamos marchas mais curtas, ao trazer a alavanca de câmbio para trás — colocando-a em 3, que usa todas as marchas menos a 4ª, ou em 2, só 1ª e 2ª, e L, que só usará a 1ª —, e acelerarmos a fundo, ela corta a 5.500 rpm. Não adiantaria o corte vir em giro mais alto, pois a 5.500 rpm o motor mostra que já deu tudo o que podia dar.

Esse motor é mais uma bela obra de engenharia da Toyota, pois cumpre, com relativamente pouco gasto de combustível, a tarefa a que se propõe. Se antes, por excesso de gasto de combustível, era inviável uma picape desse porte que não fosse a diesel, esse motor muda a situação. Esse, a meu ver, é o seu mérito.

Preço sugerido: R$ 102.150

AK

Fotos: autor

 

FICHA TÉCNICA TOYOTA HILUX CABINE DUPLA FLEX SRV 4×2
MOTOR
Designação Toyota VVT-i Flex 2.7L 16V DOHC
Descrição 4-cil em linha, bloco de ferro fundido, cabeçote de alumínio
Cilindrada 2.694 cm³
Diâmetro e curso 95 x 95 mm
Taxa de compressão 12:1
Potência máxima 158 cv (G), 163 cv (A); a 5.000 rpm
Torque máximo 25,0 m·kgf a 3.800 rpm (G e A)
Formação de mistura Injeção eletrônica no duto
TRANSMISSÃO
Câmbio Automático epicíclico de 4 marchas + ré
Relação de diferencial 4,10:1
Rodas motrizes Traseiras, diferencial de deslizamento limitado
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, braços duplos triangulares, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo rígido, mola semielíptica de duplo estágio e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO Pinhão e cremalheira, assistência hidráulica
FREIOS
Dianteiros Disco ventilado
Traseiros Tambor com válvula proporcionadora sensível à carga)
Controle ABS, distribuição eletrônica das forças de frenagem
RODAS E PNEUS
Rodas Liga leve 7J x 16
Pneus 265/70R16
CAPACIDADES
Tanque de combustível 80 litros
PESOS
Em ordem de marcha 1.730 kg
Carga útil 730 kg
DIMENSÕES
Comprimento 5.260 mm
Largura sem espelhos 1.835 mm
Altura 1.860 mm
Distância entre eixos 3.085 mm
Comprimento da caçamba 1.520 mm
Largura da caçamba 1.515 mm
Vão livre do solo 222 mm
Diâmetro de giro 12,2 m
Ângulo de ataque 30°
Ângulo de saída 23°
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL (computador de bordo)
Cidade 4,7 km/l (álcool)
Estrada 7,3 km/l (álcool)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 4ª 48 km/h (aprox.)
Rotação a 120 km/h 2.500 rpm
Rotação à vel. máxima n.d.

 

EQUIPAMENTOS TOYOTA HILUX FLEX SRV 4×2
Acionamento elétrico dos vidros, motorista 1-toque com anti-esmag.
Ajuste de altura de ancoragem dos cintos dianteiros
Ajuste de altura do volante de direção
Ajuste elétrico dos retrovisores externos
Alarme com acionamento a distância
Alças de segurança (5)
Alerta de faróis ligados e chave no interruptor de ignição e partida
Apoio de cabeça dianteiros com apoios de cabeça reguláveis em altura
Apoios de cabeça traseiros (2) com regulagem de altura
Ar-condicionado integrado frio e quente
Banco do motorista com ajuste de altura
Banco traseiro com assento rebatível
Bancos dianteiros individuais
Bliuetooth com microfone no teto
Caçamba com 4 ganchos internos
Cinto de segurança traseiro central subadominal somente
Cintos de segurança laterais traseiros de três pontos
Comando interno da portinhola do bocal de reabastecimento
Console entre os bancos diant. com porta-copos e porta-objetos
Conta-giros
Desembaçador do vidro traseiro
Faróis de neblina
Ganchos dianteiros (2)
Grade do radiador com detalhe cromado
Hodômetro parcial
Imobilizador de motor
Jogo de tapetes
Limpador de pára-brisa com temporizador
Luzes de leitura individuais dianteiras
Maçanetas no cor do veículo
Moldura pintada nos pára-lamas
Pára-barro dianteiro e traseiro
Pára-choque traseiro cromado reto
Pára-choque dianteiro na cor do veículo
Pára-sol do motorista com porta-documentos
Pára-sol do passageiro dianteiro com espelho
Porta-copos no painel (2)
Porta-luvas com chave
Porta-objetos com porta-garrafas nas portas
Porta-objetos sob o banco traseiro
Porta-óculos no teto
Protetor de caçamba
Quatro alto-falantes e antena de teto
Rádio com toca-CD/MP3/USB/Aux, compatível com iPod e iPhone
Relógio digital
Revestimento do teto de tecido
Revestimento dos bancos em tecido e vinil
Tampa traseira com chave
Tomada 12 V no painel
Trava para crianças nas portas traseiras
Travas elétricas com acionamento a distância
Vidros esverdeados; pára-brisa com faixa degradê
Volante de direção com comandos de áudio

 



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  • Lorenzo Frigerio

    Se um caixote pesado desses pode andar a 120 km/h em última marcha a 2.500 rpm, com um motor de 4 cilindros, não vejo por que os carros de passeio não podem. Aposto que o Corolla não faz isso.

    • Renan

      Corolla com cambio automático está a 2.300 rpm a 120 km/h.
      Viaja quietinho até uns 160 km/h.
      Mas acredito que todos os outros sedans dessa categoria tenham um comportamento bem parecido…

      • Lorenzo Frigerio

        Acho que nem todos.

      • Thiago Teixeira

        Focus Duratec 2.0: automático vai girando baixo. O manual gira por volta de 3.250 rpm a 120 km.h

    • Fat Jack

      A grande maioria não o faz nem a 3.000 rpm, um ou outro abaixo de 3.500 rpm, de resto todos com rotação “lá em cima”, para mim um desperdício de combustível associado a maior ruído e desgaste desnecessário do motor…

  • Davi Reis

    Por um momento achei que estivesse muito cara, mas aí fui ver o preço da Ranger e da Amarok… E quase caí para trás! Acredito que seja um carro prático pra se transportar muita carga (mais passageiros) em estradas rurais, mas nunca para uso exclusivo na cidade, como muitos donos o fazem. Nesse último caso, considero um verdadeiro despropósito a compra do carro.

    Uma curiosidade, qual a calibragem que a Toyota indica com carga máxima?

  • Leonardo Silva da Rosa

    Nao sentiu a necessidade de um câmbio com mais marchas?
    Motor bem econômico?
    Confesso que o carro é bom, mas definitivamente um câmbio com mais duas marchas iria amenizar o alto consumo e baixo fôlego do veículo.
    De resto… Bom carro, boa mecânica!

  • Lucas Mendanha

    Pensar que o Corolla do pai da 7,5 a 8 km/l de álcool na estrada, sem passar de 120 km/h..Ate porque na BR-262 e BR-381 não tem como manter isso por muito tempo..

  • Rodrigo Costa

    Arnaldo, interessante este escalonamento de 4 marchas. O antigo Corolla com motor 1.8 poderia ter este escalonamento em seu câmbio automático de 4 marchas? Digo isso, mesmo sem ter dirigido o carro, por que o câmbio deste Corolla me parece um pouco curto para um motor 1.8 tão elástico.

  • Francisco Bruno de Figueredo F

    Queria saber se você acha que a mesma sensação seria sentida pela SW4 com motor flex. Você já andou com ela ou sabe de alguém que a tenha? E o acabamento é bom ou ruim? Eu achei uma opção razoável para quem quer um grande utilitário e não quer pagar o que se pede pela versão a diesel que, a meu ver, tem um preço absurdo. Vejo muitas em minha cidade que foram blindadas, que é o que pretendo.

  • Lucas Peixoto

    Achei os elogios ao câmbio meio forçado. AT4 bom em 2015? Taí o 0-100 em 15 segundos como reflexo.

    O consumo apresentado foi bem otimista… noutros sítios fala-se em 6.1 km/l de álcool no trajeto rodoviário.

    E esse painel é datado, o grafismo bem enjoativo. E a falta de piloto automático é imperdoável.

    Não me convenceu.

    • RoadV8Runner

      0-100 km/h em 15 segundos em um veículo equipado com motor de 163 cv, que pesa 1730 kg, tem aerodinâmica de tijolo e é calçado com largos pneus de 265 mm de largura de banda? Para mim tá bom demais.

  • Mr. Car

    Não sei hoje, que faz muito (mesmo) tempo que não ando em uma picape não derivada de carro pequeno, mas quando andava, as duas principais que existiam, mesmo voltadas para trabalho de verdade, eram beeeem macias de suspensão: F-100 e C-10. Notei que o preço desta Hilux é praticamente o mesmo da S10 LTZ 4×2 2.5 Ecotec e também da Ranger XLS 2.5 Flex. Como diria Hardy Har Har, “ó céus, ó vida”, qual escolher? Se bem que não tenho este “problema”, que não tenho cem mil dinheiros para dar em um carro.

    • RoadV8Runner

      Apesar dos maiores predicados da S10, eu acho que ficaria com a Ranger, tem mais cara de picape. Mas o câmbio de 6 marchas da S10 é algo que ainda me atrai (muito!).

  • Christian Govastki

    Finalmente um teste com camionete a gasolina (Ok, flex, meu eu rodaria só com gasolina).

    A diferença de preço entre uma camionete a gasolina e uma diesel compensa em muitas vezes o maior consumo.

    Antigamente, no tempo dos carburadores e dos motores a diesel de baixa rotação a confiabilidade de um motor a diesel era incomparável, hoje, não se justifica.

    Eu compraria uma camionete a gasolina sem a menor sombra de dúvida, tanto que já tive uma F100 que começou com o 2,3-l OHC e depois foi mudado para um 302 V-8 e uma Veraneio com motor 4,3-ll Chevrolet Brasil.

  • Avatar

    Carga útil de 730 kg na Hilux? Uma “Monstrana” possui especificação para 735 kg e uma manutenção muito mais barata… Ok, a Montana só leva duas pessoas, mas com o que sobra de dinheiro, ainda compra-se um Cruze, só para ficar na mesma marca…

    Realmente, trata-se de um carro para área rural apenas. Não consigo entender tantas picapes dessas rodando (e emplacadas) nos centros urbanos… Se pensar que as versões 4×4 são maioria, aí sim é que não dá para aceitar. Até onde as pessoas vão para parecer mais “poderosas”?
    Vejam bem: não estou criticando o carro, que no teste realmente mostrou-se econômico e competente, mas sou da opinião de que tudo depende da aplicação: eu não fico enfiando meu carro no matagal, subindo canteiros ou achando que dá para levar a geladeira na mudança. Por outro lado, acho graça quando um bicho desse tenta seguir um carro de passeio “baixinho” (monobloco, pneus para asfalto, CG baixo, pouca transferência de peso, etc) na estrada e depois do primeiro susto no trecho com curvas, levanta o pé e nunca mais aparece no retrovisor… Parece até que os proprietários tem que provar que aquela não é uma escolha irracional e que seu brinquedão não é assim tão desajeitado no asfalto, onde roda a maior parte do tempo.
    Alguns “Gérsons” dizem que sentem-se seguros em saber que em uma colisão o carro de passeio levará a pior ou que a picape desengonçada “impõe respeito”. Nesse aspecto, meu voto ainda vai para a segurança ativa proveniente de um comportamento dinâmico exemplar resultante mais de um projeto bem elaborado do que dependente de salvaguardas eletrônicas.

    • Mr. Car

      Para as grandes cidades eu não teria, mas se eu fosse o “rei do gado” e morasse em alguma cidadezinha do interior ou mesmo em área rural propriamente dita deste mundão véio sem porteira, rolava.

    • Caipira

      Pergunta 1) de que adianta comprar uma picape a diesel e com tração 4×4 com reduzida para enfrentar a selva urbana e talvez uma vez no ano pegar uma estradinha enlameada ou areia da praia?

      Pergunta 2) de que adianta comprar, sei lá, um Audi RS7 com desempenho de carro de corrida para enfrentar os obstáculos urbanos e ter seus cavalos amordaçados pelos radares e pelo próprio trânsito e talvez uma vez ao ano pegar um autódromo ou pista fechada?

      Cada um tem seus gostos…

      • Domingos

        É que uma picape na cidade atrapalha bastante. A RS7 e um Corolla ocupam quase o mesmo espaço.

      • Avatar

        Na verdade, eu tinha pensado em coisa mais humilde, como os exemplos de uma picape pequena (derivada de carro de passeio) e um sedã médio, tal como citei, independente de marca. mas você já partiu para a ignorância, mencionando um RS7 de 6 vezes o valor…
        Com relação a gosto, concordo sim que cada um tem o seu… Afinal de contas, nunca vi um carro que tenha sido lançado e não tenha vendido nenhuma unidade… Tem público para tudo.

    • Queria poder “curtir” duas vezes seu comentário.

      Infelizmente o que mais vemos são “agroboys” e “patricinhas” indo ao shoping center, com carros desse tamanho.

      Sobre o que você comentou, de quando os donos desses carros resolvem andar rápido, lembrei de um “causo”.
      Agora na páscoa, estava indo ao RS passear. Ainda no Paraná, na serra do cadeado, eram umas duas ou três da madrugada, percebi uma Frontier e uma Hilux SW4 andando juntas. Como estava num ritmo alguma coisa mais rápido, passei por eles.
      Sei lá, acho que os ofendi com minha ultrapassagem, algo do tipo: “Como pode um carrinho que custa 10% do preço do meu me passar assim na serra?”

      E as duas monstrengas desandaram a me seguir. Deixei que passassem, fiquei na minha e comecei a apertar o passo, como dizem, “só pra ver o barulho”.
      Meu carro é de pobre mas é bom em curvas, e comecei a entrar um pouco mais rápido nelas. Em determinado momento, passei pelos caras… Acho que invoquei a besta do apocalipse. O cidadão da Frontier tentou andar junto. Me passou num pedacinho de reta (Afinal, aquele motorzão diesel tem que mostrar seu valor, contra meu pequeno 1.4) e logo na primeira curva, num relance, deu uma rabeada. Eu de longe só observei e esperei a porrada.

      Por sorte ou por Deus (Quem não acreditar em Deus, pode creditar à sorte, habilidade não foi) depois de duas ou três chacoalhadas ele retomou o prumo. Depois da quase-tragédia o distinto foi pra faixa da direita, e como diria minha avó, “sossegou o facho”.

      Vejo muita gente dirigindo essas picapes como se fossem carros baixos. Não são. E o pior, é que geralmente os adjetivos “barbeiros” e Gérsons” estão na mesma pessoa. Aí, o infeliz roda sozinho, atravessa a pista e bate num carrinho popular. Mata todo mundo e sofre escoriações.

      • m.n.a.

        Bem isso mesmo….

        deixei uma dessas para trás na serra Joinville – Curitiba…depois de tê-la deixado passar “com tudo” antes de começar a subida…

        (grudou “colado” impacientemente atrás, típico dos barbeiros curitibócas…)

        O Chevette em 3ª na subida mantendo 100~110 km/h “parece que vai explodir”, mas mantém a linha! Piso seco, claro….

        imagina, um “Chevette podre” contra minha “caminhonete milionária” (rs)

        (quanto menos potente o veículo mais divertido fazer isso ao lado dos “carrõe$….)

    • Daniel S. de Araujo

      Com todo respeito mas…De novo essa questão da dita “racionalidade”…Questionam a “racionalidade” de uma Hilux mas não questionam a de um sedan grande (ex. Fusion, Azera). Para que ter um Fusion se um Ka Sedan realiza 99% das tarefas do Fusion a 1/3 do preço? Ou um HB-20 sedan? Isso os “racionais” não “racionalizam”…

      Quem quer comprar uma Hilux que compre, com motor 2,7L ou mesmo o 3L diesel, o que importa é se a aquisição satisfez a intenção de seu proprietário! Racionalidade é o valor pago atender a expectativa de quem compra! Qual a Racionalidade do cara que compra uma Ferrari para andar no asfalto lunar de São Paulo? Se for a de atender o gosto particular de seu dono e ele puder pagar, porque não?

      Essa história de ” ´Gerson´ que compra Hilux”, “brinquedão”, etc. isso dai é página virada. Já deu

      • Essa história de ” ´Gerson´ que compra Hilux”, “brinquedão”, etc. não é página virada.

        Todo dia aparece um retardado dizendo:

        “Comprei uma picape pra minha esposa porque ela tem medo dos outros carros.”

        Ou

        “Comprei uma picape porque numa batida eu me machuco menos.”

        Se você nunca ouviu isso, sorte sua.

        • Daniel S. de Araujo

          Mike, cada um compra o que quer. Não cabe a você nem a ninguém a dita “patrulha ideológica”. Graças a ela que nossa política é essa lástima que vivemos

      • Avatar

        Sem querer polemizar, pois sequer um sedã eu tenho atualmente (já tive muitos anteriormente), mas viajo muito por longas distâncias e por várias vezes em cinco pessoas. Adoraria passar horas em cinco ocupantes em um Fusion ao invés de num HB20S… Sem entrar no mérito de luxo e nível de equipamentos e tecnologia embarcada – que nem mencionei em meu comentário e altera consideravelmente o preço – concordo que um HB20S seria muito bem aplicado a uma família de 4 pessoas não muito grandes. A equação muda, porém, se alterarmos algumas variáveis: pessoas muito altas em percursos curtos, OK. Em percurso muito longos, já não seria tão OK assim… E assim vai…
        O que quis ressaltar no meu comentário foi a questão de aplicação de cada tipo de produto àquilo para o que foi pensado inicialmente. Lógico que para vender atualmente, os carros (e utilitários) tem que ser ao menos razoáveis em todos os quesitos. E na prática conseguem.

        • Daniel S. de Araujo

          Precisamos ter algo em mente: Apesar do automóvel ser um produto de alto valor, sua compra é menos racional e mais emocional.

          Os argumentos que as pessoas usam para justificar a compra de um automóvel (“preciso de um carro alto porque mês que vem irei a uma chácara e pegarei 500 m de terra”) são apenas racionalizações para algo emocional, muito mais forte, na maioria das vezes, do que qualquer situação efetiva e real.

        • Marcio

          E se o cara carrega a geladeira várias vezes e pega o trecho de 500m de estrada de terra várias vezes, justifica investir numa pickup dessas, ou estou ficando doido? E não me venha dizer que a Montana vai fazer isso tão bem quanto essa do teste, porque não vai não, as duas podem ser 4×2 mas essa aí tem tração traseira, todo mundo sabe que em estradinha de terra só isso já faz um boa diferença! O que o cara do comentário quis dizer é que você não pode culpar a pickup de irracional e dizer que um Azera é racional porque é mais baixo, isso depende somente do ponto de vista do consumidor. E se a esposa quer se sentir mais alta e se impor no trânsito, isso não faz parte do valor agregado ao carro? Ou as pessoas compram roupas só para não ficarem peladas? Iphone a R$4000 é a coisa mais irracional do mundo, então. Olha, eu tive um carro com 4×4 reduzida, todo mundo vivia me zoando, até que um dia precisei usar… Nessa hora virei o cara mais esperto do mundo.

    • Nic

      A Diesel tem capacidade de carga de 1000kg.
      Concordo que tem muito “Gerson” mas também existem aqueles que precisam ou simplesmente querem um veículo que leve-os mais longe que um carro monobloco, pneus pra asfalto CG baixo, etc. Resumindo, mesmo sem os “Gersons” ela tem seu mercado.

    • A tração 4×4 deveria ser padrão em pickups deste tipo. Se o cidadão anda de pickup 4×2 no ambiente urbano pode se lascar em váras situações, se entrar descendo em uma garagem e tiver que sair de ré com o piso molhado, já era. As vezes até de frente mesmo, subir rampa de garagem molhada pode ser problema. Se der enchente e ficar lama nas ruas? Se precisar subir um canteiro central pra fugir de enchente? De arrastão? No ambiente rural então nem se fala. Pra finalizar:

  • REAL POWER

    Creio que a melhor opção nesse caso seja a S-10 2.5 Ecotec. Motor mais moderno e mais potente. Não sei em relação ao consumo, mas tem tudo para ser melhor que o 2.7 da Toyota, inclusive pelo câmbio do GM ser de 6 marchas. Em relação ao conforto e tecnologia, estão lado a lado. Ou seja, na média. Preços parecem estar nivelados. Então a S-10 entrega mais pelo mesmo a ser pago na Hilux. Fica fácil para o consumidor na hora da compra.

    • Lorenzo Frigerio

      Com certeza um câmbio de 6 marchas é mais apropriado para uma picape. O que dizer então do ZF de 8 marchas da Amarok?

      • Daniel S. de Araujo

        O ZF 8 marchas da Amarok é um câmbio adequado para neve mas não para lama ou areia, até porque a Amarok automática não tem reduzida. Se fizer a conta (usando as relações de marcha da Amarok manual e da automática), a 1ª marcha do ZF equivale a uma marcha intermediaria a entre a segunda e a terceira reduzida (mais próxima a terceira) da versão de câmbio de acionamento manual.

        Usando como base a ex. Ranger 3L diesel que tive e do motor da Amarok que gosta de girar te falo: Em um areião, essa 1ª marcha do ZF pode ser longa demais e acabar por forçar demais o conversor de torque.

        • Marcio

          Acho que para quem tem sítio, como eu, e em uma região mais rural (200 km da capital), simplicidade é tudo. Como lá não tem trânsito, preferiria um câmbio manual mesmo, e o acoplamento do 4×4 (ok, essa do teste é 4×2) prefiro na alavanca, sem botões que podem dar problema. Não tenho nenhuma pesquisa aqui para comprovar, mas acredito que para o pessoal da roça (favor não confundir com agroboy,) a Amarok parece muito mais um carro para ir ao shopping do que carro para chegar sossegado no sítio. Fora ao inúmeros componentes eletrônicos que a qualquer momento podem dar defeito e aí, só passando num scanner de uma concessionária Volkswagen.

      • REAL POWER

        Talvez seja demais.

  • Fórmula Finesse

    Creio que essas picapes a gasolina são bem agradáveis de usar hoje em ida, recentemente andei em uma Ranger cabine dupla com motor 2500cm3 – idêntica visualmente a uma versão diesel – e eu achei o carro realmente bem bacana. Caixa manual sequinha e precisa, silêncio e pouca vibração do motor sendo forçado ou não, acelerações e retomadas suficientes com o utilitário vazio…custando bem menos que a versão a diesel, e não rodando como um profissional das estradas, por quê não? Tenho na memória o consumo das antigas picapes alcoolizadas nacionais: andando em vazão rápida na estrada, a média ficava de 4,50 km/l a 4,77km/l (A-20 e F-1000 A respectivamente), camionetes que mal passavam dos 145 km/h reais…
    Eu estaria curiosíssimo em ver uma avaliação da S10 com o novo motor 2.5 de injeção direta, mas parece que a GM é um tanto míope e não percebe a força, a influência e o elenco do Autoentusiastas, bem como o público que a lê…
    FF

    • RoadV8Runner

      A GM precisa parar com a mania de criança mimada, de fazer retaliação às publicações que põem o dedo na ferida. Com isso, acabam perdendo a oportunidade de expôr ainda mais os produtos.

    • guest

      A pessoa da GM que tinha essa postura aposentou-se… é possível que o Ae passe a ser visto com outros olhos em São Caetano do Sul…

      • Fórmula Finesse

        Assim esperamos, nos dias de hoje, a GM não está em condições de se insular da mídia especializada, ainda mais sumamente respeitada como o Autoentusiastas…

      • Lorenzo Frigerio

        É muito estranho que uma única pessoa lá dentro tenha essa força toda. Vai entender…

  • Fórmula Finesse

    S10 pelos alentados predicados da nova motorização…E sim, as picapes hoje estão mais durinhas e mais estáveis.

    • Paulo Belfort

      Parece-me que a versão LTZ, 2.5-Litros da S10 possui até controle de tração e estabilidade! Ponto para a GM!

      • Mr. Car

        Sim, possui.

      • Fórmula Finesse

        No momento, é a melhor opção no segmento de forma incontestável!

        • Paulo Belfort

          Não tenho a real necessidade de justifique a compra de uma picape, mas gosto desse novo modelo da S10.
          Quem sabe um dia…

  • Leonardo Mendes

    Até que a autonomia, considerando o tipo de veículo que é, não é das piores.

  • Marco de Yparraguirre

    Arnaldo: O Dobló pode ter motor a Diesel?

  • Lucas, você sugere que eu menti, que o câmbio não é bom e que o consumo não foi esse?
    Abra logo o jogo.

    • Lucas Peixoto

      Que você mentiu, não é isso que sugeri. Quis dizer que pareceu parcial a avaliação. O consumo pode ter sido em função de um regime de cruzeiro que não reflete o mundo dos fatos: sem ultrapassagens, sem morros, sem oscilações de velocidade. Caso nesse cenário fosse, acredito num consumo aquém do mencionado.

      O câmbio definitivamente não é bom. Aqui, questão de gosto, talvez. A Toyota tem o CVT no RAV4, mil vezes melhor.

    • Leonardo Silva da Rosa

      Consumo depende de diversos fatores, já ouvi de proprietários que fazem consumos melhores e de outros piores.
      Quanto ao câmbio, penso que os elogios esconderam o fato do câmbio ser muito bom e ser bem programado, mas demasiado antigo e “capar” a agilidade do carro! E o conjunto certamente é merecedor (na próxima geração deve receber) de um câmbio com mais marchas.

    • Robertom

      Provavelmente ele não pôs muita fé por se tratar de valores de consumo obtidos no computador de bordo.
      O do meu Polo é extremamente pessimista, quando completo o tanque é sempre um alívio.

    • Daniel S. de Araujo

      Patrulha ideológica detected

    • Rafael_B

      Arnaldo, possuo o modelo 4×4 e li com alegria seu relato. Eu não teria melhores palavras.
      Meu consumo é sempre na casa dos 5,5 km/l de média e somente no rodoviário faz mais de 7 km/l se andar moderadamente.
      Ela vai melhor com etanol no rendimento, como se o fator dela fosse em torno de 0,75 ou 0,80; não os 0,70 padrão.
      O câmbio, apesar da limitação das 4 marchas, é bom mesmo, como o do Corolla.
      Escolhi ela em detrimento à diesel (já tivemos duas) justamente pelo preço terrível daquela versão. Falta força, mas sobra custo-benefício.
      E para finalizar, cansei de imaginar ou ligar para o que pensa quem vê ela lavada numa vaga de shopping, o uso dela para as minhas atividades definiram a compra.

  • Francisco, quanto ao acabamento, é melhor você verificar por si, pois esse é um tema meio controverso em todos os carros, cada um acha uma coisa. Esse motor daria conta de uma SW4, que é mais pesada, mas nenhum carro fica bom quando blindado, estraga o carro. Ainda mais carro alto, os vidros, que pesam bastante quando blindados, ficam lá no alto desestabilizando.

    • Francisco Bruno de Figueredo F

      Eu sei Arnaldo, mas vivemos, infelizmente, em um país cada dia mais violento, e digo isso com base pois sou delegado de polícia civil, e olhe que penso nessa opção não pela minha profissão mas porque a coisa está feia mesmo para qualquer cidadão e nada, nada mesmo, paga a tranqüilidade de poder andar com mais segurança, além disso se eu andar só ainda posso tentar dar conta da bronca, mas tem a esposa e aí fica mais difícil a reação, com um blindado pode ter certeza que passo por cima e mando os caras para o inferno. Há algum tempo deram cerca de 6 ou 8 tiros no pára-brisa do carro de um juiz aqui no Ceará, ele agradece a Deus ter optado pelo blindado. Um grande abraço a todos do Ae..

  • Leonardo, o que manda mais num câmbio automático, hoje, é a sua programação, mais que o número de marchas. Acredite: não há necessidade de mais marchas do que ela tem, pois o motor é mesmo muito elástico.

    • Leonardo Silva da Rosa

      Arnaldo, já andei em diversas situações (em Hilux 2.7) e sim, a programação é excelente.
      Mas o câmbio deixa o carro pouco ágil e beberrão. Um câmbio com mais marchas certamente acrescentaria em agilidade e consumo inferior.
      Toyota é muito boa na programação de seus câmbios, escondendo um pouco a defasagem tecnológica!

  • Davi, nem reparei, pois eu não ia carregá-la com tanto peso.

  • Lorenzo, o motor é de baixo giro. Potência máxima a 5.000 rpm. É diferente.

    • Lorenzo Frigerio

      Aposto que mesmo assim a relação peso/potência dela é muito inferior, a 2500 rpm, que a da maioria dos carros. Chega até a ser longa demais para um veículo de carga.
      A escolha de relação final, nos carros, parece cultural: franceses e Fiat a 3700 rpm, VW e outras a 3000 ou menos, dependendo do número de marchas. E populares japoneses, como Nissan, também lá em cima. Sem mencionar os mil, que naturalmente giram mais alto pela falta de cilindrada.
      É ilógico.

      • Thales Sobral

        Esses carros são automáticos? O Civic e o Corolla automáticos, com suas 5 e 4 marchas respectivamente, giram baixo em velocidade de estrada. Já carro manual costuma girar mais, mesmo.

  • Dessas médias eu não teria nenhuma.

    Se fosse pra ter uma picape realmente util, seria uma RAM ou uma F 250, das últimas series.

    • Mr. Car

      Aí é covardia: falou RAM, meu coração bate mais forte, he, he! Teria uma 1500. Não que eu ache que a Hilux, a S10, ou a Ranger, não sejam realmente úteis.

  • Paulo Belfort

    São propostas diferentes. Esse motor, aparentemente, privilegia o torque em baixo giro, o que é muito bem vindo para uma pickup!

  • Paulo Belfort

    Para uma pickup desse porte, o consumo não está muito diferente da minha Chevrolet Tracker na estrada.
    Com o 1.8-litro amarrado da GM, faço a média de 7,5 ou 8,0km/L andando a 110km/H.

    Arnaldo, se possível, faça um “no uso” com a Chevrolet S-10 com motor 2.5-litros SIDI.

  • Não, Marco, no Brasil não pode. Tem que ser 4X4, por motivos injustificáveis. Seria ótimo se pudesse.

  • Lorenzo Frigerio

    Caramba, uma F-100 com 302 deve fazer 2 com um litro.

    • Christian Govastki

      Lorenzo, isto foi nos idos de 1990, Brasília não tinha tanto trânsito nem tantos controles de velocidade, mas pegava um trânsito pesado na principal do Lago Sul, entre a QI 23 e a ponte Costa e Silva (não existia a ponte JK), algo como 25 km.

      Como o motor 2,3-l ela fazia em média 7,5km/l com um carburador recondicionado.

      Quando trocamos o motor para o 302, ela fazia em média 5 km/l, câmbio de quatro marchas e diferencial longo 3,54:1.

      A Veraneio era 4,3-l com o famoso DFV 228, câmbio de 3 marchas na coluna, ela fazia algo 6,5 km/l.

  • pkorn

    Ela existe na versão cabine simples ou estendida?

  • Fat Jack

    A dúvida basicamente é se ela é ou não páreo ou para a S10 2.5 Ecotec, infelizmente devido as medições de consumo e desempenho terem sido feitas com etanol, ficou difícil fazer comparações (a S10 vem sendo avaliada com gasolina).
    Acho que Hilux é uma boa opção, a ausência da caixa manual pode desagradar a quem pretende tê-la realmente como opção para trabalho (ter opção é sempre bom!), situação na qual também não sei de o fato do automático ter apenas 4 marchas não pode incomodar.

  • Diego Clivatti

    Quanto ao consumo ok, até concordo, ruido depende do gosto do freguês, mas não acho que 3500 sejam prejudiciais em relação ao desgaste, haja vista os motores aeronáuticos por exemplo que giram a cerca de 80% da rotação máxima constante na maior parte da vida útil. Ainda mais se levarmos em conta uma situação em estrada onde se consegue manter uma velocidade mais constante com boa ventilação.

    • Fat Jack

      Quando eu mencionei o desgaste é em relação a que eu acredito que um motor girando horas a 4000 rpm (por exemplo) deve ter desgaste superior a este mesmo motor girando a 3.000 rpm pelo mesmo tempo, (neste sentido a menor rotação à “velocidade de cruzeiro” seria preferível) não a um desgaste anormal ou redução substancial da sua vida útil.

    • Diego, é como o Bob diz. o câmbio certo não ajuda. Ele só é o certo. Já o que está fora disso, do certo, é câmbio ruim e atrapalha.

  • RoadV8Runner

    Fiquei surpreso com a elasticidade do motor, pois as marchas são bem longas. 70 km/h em primeira e 120 km/h em segunda não é para qualquer um! Belo trabalho de acerto de motor e transmissão, para priorizar força em baixa rotação, como é necessário em veículos desse tipo. Por isso que olhar somente para os números pode levar a conclusões erradas, pois num primeiro momento, imaginei ser 4 marchas insuficientes para dar bom desempenho à Hilux.

  • Domingos

    Bom, se fosse por isso também não poderíamos reclamar de quem usa xenon violeta no carro.

    Acredito que aí caiba sinceridade. Geralmente o patrulhamento é com questões inúteis (que por trás sempre escondem uma causa).

    Com coisas úteis é outra coisa. Numa cidade, um caminhãozinho desses é bem estúpido e bem desnecessário sim.

    • Daniel S. de Araujo

      E desde quando é algo útil saber se o vizinho comprou uma picape porque precisa ou porque quer?

      Quem tem que escolher o que comprar ou deixar de comprar é o próprio indivíduo. Tem um cara aqui onde moro que tem uma RAM. A RAM dorme na rua porque não cabe na garagem do prédio dele. Isso dai é uma questão dele, não cabe a mim, ao prefeito, ao Governador ou ao presidente proibir ele de comprar ou não comprar.

      Anos atrás, estava para comprar uma Ranger XLT 4×4 ou uma F-250 XL 4×4 (custavam quase a mesma coisa). E meu sonho era a F-250. Por que não comprei então? Porque a F-250 não cabia na minha garagem e era ruim quando viajava para São Paulo. Só isso.

      Outra coisa, se o xenônio violeta estiver regulado corretamente, quem vai enxergar tudo violeta é o dono do xenônio e não eu. Portanto, não tenho nada haver com a escolha dele.

      • Domingos

        Não tem como o xenon violeta estar regulado corretamente… A cor em si atrapalha a iluminação dele e dos outros, além de ser um furo numa norma (luz tem que ser azul ou branca) que todo mundo, fabricantes inclusive, têm de cumprir…

        Não acho que caiba proibição no caso das picapes, pois seria exagero mesmo. Porém se a pessoa mora em cidade grande, não usa para trabalho etc. é bem despropositado mesmo.

        Mas se fosse para escolher restrições em dia de rodízio, por exemplo, começaria por todos os veículos de maior tamanho que não estivessem sendo usados a trabalho.

        Numa cidade mais tranquila, aí faz como quiser. Porém fica meio sem sentido andar com uma dessas vazias o tempo todo também…

  • Domingos

    Acho que eles ainda sentem um gostinho de Brasil anos 80, de geração 4 Rodas… Não é à toa que foi a fabricante que ao mesmo tempo mais renovou linha e mais deu com os burros na água.

    Mas admiro a renovação deles. Surgiram bons produtos dessa estratégia bem agressiva, como Cobat e Onix. Acredito que o próximo carro no lugar do Cruze seja muito bom também.

  • Lucas, o texto é claro, consumo em estrada de pista dupla, portanto, sem ultrapassagens que requeiram aceleração rápida; velocidade cruzeiro a 120 km/h. Deu isso na ida e deu isso na volta. Achei o consumo tão bom que fiz dele o centro da matéria, como dá para perceber. De mais a mais, acelero só o que precisa e não sou apressadinho, ainda mais com uma picape, que deve ser dirigida condizentemente. Quem tem pressa pega outro tipo de carro.
    Há alguns meses critiquei o câmbio automático do Peugeot 208, que tem 4 marchas também, e testando este aqui foi que me ficou absolutamente claro que hoje em dia, com programação eletrônica, etc, de que é mais importante a programação do câmbio do que o número de suas marchas. Bem mais. Esse câmbio é ótimo.
    Acho incrível que só duvidem dos elogios. Duvide também das críticas. Duvide que o acelerador é abrupto. Duvide que ela é durinha de suspensão, quando bem poderia ser mais macia.

    • Daniel S. de Araujo

      As pessoas leem as avaliações querendo “malhação do Judas” ou “jogar b…. na Geni”

  • Tá explicado, Francisco.
    Vocês prendem, eles soltam, vocês prendem, eles soltam. Haja paciência de vocês! Fórmula perfeita para atiçar a fazerem justiça com as próprias mãos.
    Te cuide. No seu caso é bom que compre blindado, mesmo. De todas picapes cabine dupla que testei, achei a Amarok a melhor de curva, a mais “esporttiva”, mais ágil, melhor para direção defensiva. Cada uma dessas picapes têm diferente aptidõe, uma é melhor de estrada de asfalto, outra melhor de terra, outra melhor de carga, etc. Todas fazem tudo, mas cada uma tem seu ponto alto.
    E lembre-se que picape perua, tipo a Hilux SW, tem mais área envidraçada que as de cabine dupla, e mais área envidraçada (vidro blindado, pesado) é mais peso no alto.

    • Chega_de_Ignorância

      Lamentável essa colocação…
      Eu passei como juiz substituto em concurso público e também estou atrás de um carro blindado.
      Você acha que eu solto vagabundo para quê? Para tomar 8 tiros na rua, como o próprio colega ali mencionou que um juiz tomou?
      Ou você acha que é cumprimento da LEI?
      E de onde mesmo vem a lei? Do poder judiciário é que não é….

      Ou pior ainda, você acha que um juiz ganha trocados para soltar vagabundo?
      Alguns devem ganhar naqueles crimes do colarinho branco, também não sou cego para não ver isso, mas para soltar esses vagabundos (ladrõezinhos, assaltantes, estupradores) que o Datena e outros mostram na TV eu duvido….

  • Leonardo, não senti falta de fôlego dela. Achei que anda muito bem para a proposta. Para correr há veículos mais próprios. Pessoalmente, preferi ela com álcool que com diesel.

    • Leonardo Silva da Rosa

      Perfeitamente compreensível.
      No meu Estado (MS) muitas pessoas tem feito uso da 2,7 como uma alternativa ao uso não tão freqüente no fora de estrada. Mas mesmo nessa situação ela se dá bem em razão da boa construção.
      Preferência pessoal pelo Diesel à parte, é um bom carro!
      Obs: Para correr? Ninguém falou em correr aqui…

  • Lorenzo, na estrada o arrasto aerodinâmico é mais importante que o peso. Claro que não estou falando dela carregada com 730 kg e pegando estrada de serra, etc. Na cidade, sim o que pesa é o peso.

  • Fórmula Finesse

    Exatamente, uma empresa de tal porte agir como mulher trocada (rsrsrsr – céus, que machismo!)

  • Fórmula Finesse

    Exato, dá a forte impressão que não “haverá motor” para preencher o longo hiato entre as marchas.

    • Fórmula Finesse, esse motor foi feito para isso mesmo, ter grande potência em baixa. Não há hiato algum, acredite. Ele seria ruim para um carro de passeio, mas bem bom para picape rural.

      • Fórmula Finesse

        Obrigado AK, na verdade eu apenas fazia eco as considerações anteriores (ou leitura fria da ficha técnica)…

      • Domingos

        Esse motor tem árvore de balanceamento? Porque fico pensando, 2,7 é muita cilindrada para um 4-cilindros.

  • Christian Govastki

    Estendida só fora do Brasil, para qualquer das alternativas (Ranger / S10 / Amarok / Hilux / Frontier)

    • Paulo Belfort

      O que é uma pena! Quem lembra das S10 ou Ranger com cabine estendida, nos idos dos anos 90?
      Não tenho a necessidade de cabine dupla, mas seria perfeito ter algum espaço atrás.

    • Paulo Belfort

      O que é uma pena! Quem lembra das S10 ou Ranger com cabine estendida, nos idos dos anos 90?
      Não tenho a necessidade de cabine dupla, mas seria perfeito ter algum espaço atrás.

  • Alexandre Cruvinel

    Sou contra o patrulhamento, cada um que cuide de seu nariz. Mas outro dia estava em um estacionamento de um shopping pequeno, um senhor tentava colocar o suve enorme dele com sacos de lixo nos vidros em uma vaga. Vaga que normalmente se entra de primeira. Ele causou uma confusão na garagem, pois ninguém passava e ele não conseguia encaixar o carro na vaga. Abriu a janela para enxergar melhor, e aí, depois de mais umas 3 manobras, conseguiu.
    Ou seja, se fosse da casa dele ao shopping de, sei lá, Golf, isso não teria acontecido.

    • Daniel S. de Araujo

      Ai Alexandre, o que matou a manobra foi o que você mesmo comentou: Os sacos de lixo nos vidros.

      Tive um Golf com saco de lixo nos vidros e só conseguia manobrá-lo quando abria os vidros.

    • Newton ( ArkAngel )

      Creio que seja uma questão cultural, o que é mesmo evidente é que o brasileiro na média adora se exibir. O que justifica ir a um shopping center, com suas vagas diminutas, dirigindo um veículo enorme? Aliás, acho hilário o costume de se produzir para ir às compras em tais lugares.
      Tenho um amigo que mora nos EUA, e no dia a dia usa um Corolla, que lá é um carro de entrada, e só usa a RAM1500 em viagens, rebocando seu jetski. E não precisa ser da classe rica pra ter isso. As coisas são usadas para a finalidade que foram feitas, não para ostentar. Quem quer se exibir, anda de Porsche, Maserati, e mesmo assim, tem rico que vai ao shopping de tênis e camisa polo.
      Antes que digam que é complexo de vira latas, afirmo que é simplesmente uma constatação de outra cultura, onde SER é mais importante do que TER.

    • Cesar Mora

      Mas ai precisamos analisar a perícia do motorista em questão e o problema maior da má formação de motoristas em nosso país…

      cansei de ver pessoas ( homens, mulheres, novos e velhos ) com carros pequenos também com dificuldades para estacionar em vagas simples de forma que atrapalhavam o fluxo seja na via pública ou em um estacionamento privado.

      Também sou contra o patrulhamento e a generalização, poxa todos sabemos como as percepções e necessidades são diferentes até mesmo entre irmãos criados da mesma forma, na mesma casa… temos que defender a liberdade de cada um sempre que esta estiver dentro das leis.

  • Avatar

    Engraçado, eu me sinto o cara mais esperto do mundo toda vez que pego a estrada pista simples(asfaltada) e abro sorriso devido à desenvoltura do carro feito para isso…

  • marcus lahoz

    Muito boa a ideia do câmbio mais longo em primeira e assim deixando as marchas mais próximas. Um carro bem planejado e moderno, para uso em cidade pode ser muito bom mesmo com câmbio de 4 marchas.

  • marcus lahoz

    por isso a S10 nada de braçada neste terreno. Eu concordo com você; apesar de não gostar deste tipo de veículo e viver longe de estradas de terra, acho que a GM acertou bem mais a mão que a VW.

  • Chega_de_Ignorância, lamentável é o senhor achar que ignoro a quem cabe fazer as leis. Sei muito bem que ao juiz só cabe cumpri-las. E por acaso eu disse que os juízes são corruptos? Seja justo e não coloque palavras na minha boca.
    Não assisto o programa do Datena.
    E também sei que muitas vezes o juiz, mesmo contrariado, tem que cumprir a lei.
    E este site é livre para emitir opiniões, seja a respeito de carros ou outros temas. O seu julgamento a respeito está publicado.

  • Chega de Ignorância, ele não o ofendeu. Ele emitiu a opinião dele sem a estar endereçando a ninguém em especial. Você a tomou para si não sei porque, já que ele nem sabia da sua existência. Quem está bancando o intolerante aqui é você. Pondere.

  • Christian, meu pai teve várias Veraneio dessas que você disse e não fazia isso, não. Pode baixar para uns 5 km/l. Gastava mais que o Galaxie.

    • Christian Govastki

      AK, permita-me discordar, mas das duas, a mais econômica era a Veraneio.

      Como elas não tinham nem o hodômetro parcial e o marcador de combustível da Veraneio nunca foi um primor de precisão, eu deixava uma planilha em cada porta-luvas onde anotava os dados para calcular o consumo e o da Veraneio sempre foi inferior.

      O motor devia estar estrangulado mas como o objetivo não era correr (para isto tinha a F100), atendia bem.

      Era um carro muito agradável de dirigir, o único senão é que não podia usar gasolina Petrobrás / Cascão (rede de postos daqui do DF) era abastecer que o carro perdia a marcha-lenta e começava a falhar.

      Pena que foi “sacrificada” quando foi vendida, o novo dono tirou o 4,3-l e colocou um Perkinho.

      Lembrando que ambas eram a gasolina e não a álcool, como era a moda na época.

      O Diplomata 89 4,1-l a álcool não fazia mais que 4 km/l.

  • O importante, Leonardo, é que o consumo dos modernos motores do ciclo Otto estão baixando forte o consumo e em vista disso viabilizando utilizá-los nessas picapes grandes. Antes era só diesel. Agora o cara para pensar, calcular.

  • Fernando

    Vendo a rotação da última marcha e elasticidade do motor, é de se perceber que não seja de fato necessário mais marchas.

    Na última e a 120km/h achei a rotação bastante baixa, já que embora o motor tenha muita força nessa rotação, o arrasto de uma picape nessa velocidade também é bem considerável. Por isso mesmo acho que tem carros de passeio que poderiam ter a última marcha mais longa, mesmo que o motor tenha maior rendimento em rotações mais altas, o Cx certamente é muito inferior ao da Hilux, por exemplo.

  • braulio

    É de se estranhar que esse motor não esteja tocando uma caixa manual na carroceria de cabine simples. A Toyota não gosta de vender seus carros em licitações?

    • Paulo Henrique

      Se o fizer, será por “encomenda”. Um lote destinado a isso.

  • Paulo Belfort

    Colega Francisco Bruno de Figueredo F, vivemos a mesmíssima realidade. Busco um veículo equipado também com blindagem.

    Quando sozinho, é possível reagir sem muito receio. O problema é quando a família está conosco.

    Se bem que… analisando, a blindagem de hoje talvez não seja tão eficiente como antes.
    Quando entrei para a PC, o armamento utilizado pelos vagabundos eram, em sua maioria, .22, .32, .38… Em alguns raros casos, .40 e 9mm.

    Hoje a realidade é diferente: eles estão bem armados, com um poder de fogo infinitamente superior ao nosso. O que tenho em mãos? .45. O que eles possuem? 7.62… 5.56… .40 é a regra.

    Já peguei cara com até com .375 H&H Magnum, que é munição de caça, utilizada para derrubar leões, elefantes, etc.
    Imagina um disparo desses em um vidro blindado… Já era!

  • Isso mesmo, Fernando. Nós do Ae também achamos, tanto que volta e meia isso é motivo de crítica a um ou outro carro de teste. Os engenheiros das fabricantes sabem disso melhor que ninguém, mas o que acontece é que a fabricante faz pesquisas de opinião e dá que o brasileiro gosta de carro que responda de pronto em última marcha, mesmo estando em velocidade baixa, então deixam a última curta. Isso não é novidade, há mais de um século que é assim. Antes da 1a Guerra, uma das “regalias” que o Rolls-Royce oferecia era essa. O cara mal saía e já metia 3a e última e seguia assim, dobrando esquina, subuindo morro, etc. Outros bons carros da época também. O comprador achava que assim é que era bacana, assim é que era o certo.
    Portanto, não espere que isso seja corrigido em todos os carros. Um ou outro continuará a ter esse erro.

  • Dieki

    Eu estive conversando com donos de picapes médias a gasolina e um amigo que tem uma S10 LTZ flex (motor antigo) me disse que a dele faz 8 tranqüilamente na cidade.

  • Rafael, a sua, por ser 4X4 gasta um pouco mais. Legal que concorde com as minhas impressões.