Esta matéria é tradução e transcrição da publicada no site americano Wired (www.wired.com) quatro dias atrás, de autoria de Alex Davis com foto (acima) de Mitch Diamond. Ela chegou ao conhecimento do Ae por colaboração do leitor Sandro Antônio Cunha, a quem agradecemos.

Note como o que se propõe passa por uma coisa chamada bom senso, algo em baixa no Brasil quando o assunto é trânsito.

Bob Sharp
Editor-chefe

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Sim, devemos permitir que as motos andem no corredor

Todo motorista de Califórnia já viu isso. Enquanto ele está de carro no trânsito carregado de uma via expressa trafegando lentamente, um motociclista após outro vai passando célere  entre duas faixas. Pode parecer injusto (como ele é autorizado a fazer isso!?) e inseguro (ele não bate em nada!?), e por esses motivos, irregular. Só que não é. Pelo menos não na Califórnia.

Dividir a faixa, também chamado de compartilhar a faixa, é 100% legal no Estado Dourado, simplesmente porque não é proibido. Sequer é mencionado em alguma página das regras da estrada.

Só que agora políticos da Califórnia estão tentando torná-lo permitido, com uma lei que tornaria o compartilhamento de faixa explicitamente legal — e, naturalmente, com certa regulamentação. O projeto de lei já tramitou pela assembléia estadual sem contestação e agora segue para o Senado.

E para quem ser preocupa com congestionamentos, emissões de carbono ou segurança dos motociclistas será muito bom.

De não ilegal a permitido

Todos os demais estados da união proíbem explicitamente o compartilhamento de faixa, de acordo com a Associação Americana de Motociclistas, embora alguns tenham reconsiderado a questão nos últimos anos. Na Europa e na Ásia é permitido.

O Código de Veículos da Califórnia nada fala de compartilhamento de faixa, por isso mesmo não sendo ilegal. O mais próximo que motociclistas têm sobre compartilhamento de faixa são conselhos dados pela Patrulha Rodoviária da Califórnia em 2013. Eles não têm poder de lei, mas motociclistas são aconselhados a fazer o compartilhamento só quando o tráfego estiver a 50 km/h ou menos e não andar mais que 15 km/h em relação à corrente de tráfego. É recomendado também andar entre as duas faixas mais à esquerda (onde os motoristas estão “mais acostumados” ao compartilhamento) e não fazê-lo perto de caminhões, à noite ou em estradas com as quais não se está acostumado, ou quando está chovendo.

O projeto de lei que está tramitando segue essas mesmas linhas básicas, mas torna o assunto bem mais claro. Ele “inequivocamente autoriza motocicletas a trafegar entre veículos parados ou andando lentamente,” desde que a coluna de tráfego esteja a 80 km/h ou menos e o motociclista não vá a mais que 25 km/h que a coluna.

Vantagens

O grande ganho dos motociclistas ao poderem andar entre carros é óbvio. Enquanto um horda de quatro rodas se arrasta na Ponte Bay a 5 km/h, motociclistas passam zunindo por eles. Mas é bom para os motoristas também, porque motociclistas que usam o método reduzem congestionamentos e emissões de carbono. Isso de acordo com um estudo de 2012 pela firma belga Transport & Mobility Leuven.

Ao estudar um trecho de estrada congestionado, os pesquisadores concluíram que substituindo 10% dos carros por motos reduziria o tempo preso no trânsito em 63% — para todo mundo. As emissões de carbono caem em 6%, devido em grande parte à melhor fluidez. O estudo não considerou especialmente o compartilhamento de faixa, mas observou que “quando o trânsito pára de uma vez pode-se assumir que motocicletas trafeguem entre duas faixas.”

Além disso, há vantagens em segurança no compartilhamento de faixas. É difícil acreditar — é fácil para um motorista bater em que esteja passando — mas andar entre dois carros em vez de na frente ou atrás deles parece reduzir o risco de uma colisão fatal, especialmente pela traseira.

“Aparentemente contra-intuitivo, filtrar o trânsito é na verdade uma técnica segura,” escreveu num estudo em agosto de 2011 o consultor de segurança em motocicletas Steve Guderian; “Ela tira a motocicleta e o motociclista de um ponto perigoso atrás de um carro parado e coloca a motocicleta num envelope mais seguro formado por dois veículos maiores.” Guderian descobriu que a Califórnia tem bem menos fatalidades de colisão pela traseira do que outros estados.

O membro da Assembléia da Califórnia Dan Quirk, um dos autores do projeto de lei, destaca esses benefícios. Ele também argumenta que uma vez o compartilhamento de faixa se tornando oficialmente legal, será mais fácil criar regras definindo o que é seguro e o que não é. “Ao serem estabelecidas claramente normas na lei estadual tornará mais fácil para a Patrulha Rodoviária da Califórnia e para o Departamento de Veículos a Motor, por exemplo, educar os motociclistas para esse procedimento,” diz.

Ae/BS

 



  • Luiz_AG

    Só quem anda de moto sabe… Quando paramos na faixa de retenção entre os semáforos não é para que diminua a possibilidade de levar uma pancada na traseira. E sobre andar no corredor, ando há 20 anos sem problema algum.
    Se quem tem capacidade e discernimento suficiente para andar de moto utilizasse uma moto ou um scooter para se locomover em São Paulo, o problema do trânsito estava resolvido.
    Não estou mais em São Paulo, mas andei grande parte da minha vida de moto na cidade. Quando tinha que ir em centros de grande concentração (Santa Ifigênia, General Osório, 25 de Março) não hesitava em pegar meu scooter. Gastava menos que transporte público, achava vaga facilmente e economizava coisa de 1 hora total no trajeto.
    Roma, por exemplo, só aceita moto no centro. Corretíssimo.

  • Roberto

    Também não vejo problema e acredito nos benefícios da utilização do tal “corredor” pelas motos, desde que seja usado nas condições descritas no artigo (trânsito quase parado e passando em baixa velocidade). Já aqui o que temos é uma alta taxa de acidentes com motos. Ao meu ver os principais motivos são: motociclistas andando em alta velocidade entre as faixas (ainda mais nas cidades grandes, onde geralmente as faixas são estreitas) e carros que trocam de faixa sem olhar os espelhos (culpa em parte das porcarias das películas). Além disso, tem muito motociclista que insiste em andar entre as faixas quando o trânsito já está fluindo bem, sem falar naqueles motoqueiros que insistem em “inverter” os espelhos, o que tira toda a funcionalidade dos espelhos retrovisores.

  • xineis

    Muito bom o texto. Já havia lido em outro site a respeito.

    Creio que há uma correção a ser feita em um dos trechos, Bob:

    “Eles não têm(?) poder de lei, mas motociclistas são aconselhados a fazer o
    compartilhamento só quando o tráfego estiver a 50 mph ou menos e não
    andar mais que 15 mph em relação à corrente de tráfego.”

  • RoadV8Runner

    “Aparentemente contra-intuitivo, filtrar o trânsito é na verdade uma técnica segura”, escreveu num estudo em agosto de 2011 o consultor de segurança em motocicletas Steve Guderian.

    Essa é a grande diferença quando se pensa de verdade em como tornar o trânsito mais seguro: conduzir estudos da situação, de forma séria, a fim de determinar onde e como o problema deve ser atacado. Nada de achismos, de observar o trânsito por alguns minutos e concluir o que é melhor. Por exemplo, um semáforo perto de casa: não sei até quando vão ficar alterando os tempos de abertura e fechamento à revelia, pois vira e mexe nota-se que os tempos foram alterados e confusão só piora. Sempre observo que os tempos estão completamente errados… Se voltassem ao ponto zero, ficaria menos pior para todos!
    E sobre o bom senso estar em baixa no trânsito brasileiro, o bom senso está em baixa em todas as áreas de conhecimento aqui no Brasil…

  • Félix

    Aqui também seria possível. Mas antes deveríamos repensar nossa conduta no trânsito. Somos motoristas e motociclistas mal-educados e mal-formados.

    • $2354837

      Exato, precisa ver dois lados. Se dependesse dos motoristas todos os motoqueiros estavam mortos. Se dependesse dos motociclistas todos os motoristas iriam para casa sem mudar de faixa.
      É necessário mudar a conduta.

  • xineis
    Obrigado por apontar necessidade de correção, mas o texto está certo. O “Eles não têm” refere-se aos conselhos da Patrulha Rodoviária da Califórnia, as velocidades que recomendam são 10 mph e 30 mph, que arredondei para 15 km/h e 50 km/h. No projeto de lei é que essas velocidades são mais altas, 15 mph (25 km/h) e 50 mph (80 km/h).

    • xineis

      Na verdade Bob, eu fiz as correções em negrito e esqueci de explicar. No texto acima está faltando a palavra “têm” e eu achava que as unidades deveriam estar em mph em vez de km/h. Só é necessário adicionar o “têm”.

  • Eduardo W.

    A diferença está na cultura. Sinceramente, não acredito que na Califórnia uma grande parte dos motociclistas se comporte como os “motoqueiros” brasileiros, que correm a mais de 150 km/h entre os carros e (na melhor das hipóteses) buzinam e chutam quando vêem um carro dando seta. Aqui prevalece a lei da selva.

  • Malaman

    No Brasil, antes de tudo, é necessário adestrar os cachorros loucos para que entendam que mesmo que estejam no corredor, os outros veículos também têm o direito de estar no trânsito e por isso coisas simples como mudar de faixa é direito deles, e por isso não devem destruir seus retrovisores nem danificar a lataria. E o mais importante, que o principal responsável por sua segurança são eles mesmos e não aqueles em volta.

  • Mr. Car

    Me parece que para isso funcionar de modo eficiente e o mais seguro possível, os motoristas deveriam se posicionar mais próximo do meio fio, tanto na faixa da direita quanto na da esquerda, criando assim um corredor mais largo para as motos, evitando no mínimo o famoso retrovisor quebrado/arrancado. É o que faço, mas vejo a imensa maioria não fazer. O duro será tornar este, um comportamento padrão dos motoristas, ainda mais quando se tem também o problema da mudança de faixa. Se o sujeito vê que a faixa do lado andou um pouquinho mais que a sua, já quer imediatamente trocar, afinal, aqui é Brasil, terra onde se “tem que levar vantagem em tudo, certo”?

    • É melhor procurarem criar os TeleTransportes do StrarTrek, pq isso ai depende de Cultura Local, Regional, Nacional.

  • Caramba! Parabéns pela iniciativa desse pessoal. É bom ver algo de positivo em relação ao trânsito. Espero que funcione bem por lá. Já aqui no Brasil, que sabe daqui a algumas dezenas de gerações, se a seleção natural funcionar

    • Victor H
      Sabe o por quê da iniciativa desse pessoal? Eles pensam no assunto trânsito, ao contrário dos que cuidam do assunto no Brasil. Já falei aqui, ao dirigir no exterior se percebe essa preocupação, como cuidam até dos detalhes.

  • xineis,
    Entendido, “têm” acrescentado. Obrigado.

  • Renato Mendes Afonso

    Assim como também deverá haver adestramento dos “engaiolados” que, dentro dos seus carros pensam apenas única e exclusivamente em se locomover e que, devido a proteção que sua “gaiola” proporciona, pouco dão atenção ao que esta em sua volta.

    Concordo que existem motociclistas ruins, porém a má educação é geral e deve ser combatida em qualquer setor.

    • Renato Mendes Alonso
      Em termos de comportamento agressivo, numa escala de 0 a 100, motorista é 10 e motociclista, 100.

      • Renato Mendes Afonso

        Imagino que a localidade no qual cada um de nós more influencie em tal percepção, porém não percebo essa diferença toda na hostilidade de motoristas e motociclistas.

        E ainda sim nem estava me referindo a agressividade, mas sim no comportamento desatento e/ou negligente que motoristas tem com relação a veículos (principalmente menores) ou mesmo pedestres. Uma mudança de faixa ou cruzamento de preferencial por exemplo são ações comuns de serem executadas sem os cuidados necessários.

        • Pegando carona no assunto. Acho que a educação, no caso das motos, independe do lugar do país, pois dirigi no Rio de Janeiro e atualmente no Ceará e onde pensei que seria pior, foi justamente o contrário. O trânsito de motos aqui em Fortaleza é simplesmente horrível, pois os motoqueiros no geral fazem o uso do corredor em alta velocidade, se enfiam entre teu carro e a calçada e no sinal, quando arrancam, ao invés de fazerem como no Rio ou São Paulo, onde eles tratam de se adiantar em relação ao fluxo mais pesado, saem sem a menor preocupação ou pressa, fazendo com que, por mais devagar que você esteja, se veja com um ou dois de cada lado do seu carro, em cima das faixas, com o risco de acidente. Isso quando você não vem em uma avenida de 2 ou 3 faixas, vazia e o cara está pilotando entre as faixas e ainda acham ruim quando você dá um toquinho na buzina para alertar o sujeito de que você está próximo dele.
          Enquanto esse tipo de comportamento não mudar, dificilmente conseguiremos um trânsito mais civilizado por aqui.

          • Renato Mendes Afonso

            Olha, não duvido em nada da tua experiência e não descarto que existam péssimos motociclistas (e nem que sejam maioria), mas mesmo eu me esforçando tenho dificuldade em enxergar essa diferença tão grande entre motorista e motociclista na minha cidade. Não que não exista, mas nem perto de “10 para 1” como o Bob ou outros leitores sugerem.

            Na verdade eu vejo que o motociclista é tão “destemido” no trânsito quanto um motorista é “desatento” a sua volta (não olha retrovisores, desrespeita preferenciais, entre outros). E sem um tratamento de ambos os lados, dificilmente conseguiremos um trânsito mais civilizado por aqui.

          • Malaman

            Seu argumento é falho, pois se contradiz. Se realmente o grande problema fosse a “desatenção” dos “aprisionados”, como você diz, os motociclistas, por esse motivo, deveriam ser mais prudentes no trânsito, e não mais imprudentes como o são.
            “Ah, mas no código de trânsito diz que o veículo maior é mais responsável pelo menor e blablablá”. O maior responsável pela sua segurança é o próprio condutor, seja de qual veículo for e depois são os outros em torno dele.

      • Costa

        Concordo 100% Bob

      • Pablo Nascimento

        Motociclistas não Bob, esses são “motoqueiros”…

    • Enquanto isso os “Aprisionados”, Usuários de Transporte público, observamos os Cachorros Loucos e os Enlatados se digladiarem na Via…

    • Malaman

      Eu ia te responder, mas a resposta que o Bob Sharp te deu é mais do que suficiente.
      Sempre tem que ter um para passar a mão na cabeça do “fracos e oprimidos”. Oh, pessoal que adora um coitadismo.

  • Renato Mendes Afonso

    …Ao estudar um trecho de estrada congestionado, os pesquisadores concluíram que substituindo 10% dos carros por motos reduziria o tempo preso no trânsito em 63%…

    Estranho mas o efeito percebido pelo estudo sempre me pareceu óbvio. Motocicletas além de ocuparem menor área, em media são bem mais ágeis que carros no ambiente urbano. E o uso do corredor potencializa a agilidade da moto.

    O potencial que uma moto tem no trânsito é excepcional, uma pena que exista um tabu forte em cima da mesma, principalmente na questão segurança.

    Obrigado pela matéria Bob, muito boa mesmo.

  • Marcelo Alonso

    Talvez funcione nos Estados Unidos e a largura de suas pistas de rolamento, enquanto que aqui em São Paulo temos avenidas como a Rebouças na qual a pista é tão estreita que quase não cabe seu carro, ciclo faixas invadindo a segunda faixa, cortesia da Cia. de Estupidez de Trânsito, buracos não corrigidos, corrigidos com compactação por passagem dos veículos, ao invés de maquina específica, que não compacta, deixando morros na pista, ou que cedem, se transformando em uma depressão em dias. Me corrijam se eu estiver errado, a largura da faixa não é apenas para o veículo caber, mas ter algum espaço para desviar de algum problema na pista sem invadir a outra faixa de rolamento, mas aí tem uma moto ao seu lado, dentro de sua faixa de rolamento, o que você faz? Passa em coma do obstáculo ou derruba o motoqueiro, perfeito… Acho perfeito essa atitude quando o trânsito está parado ou em baixa velocidade, mas o que vemos é eles passando entre o trânsito parado a 80 / 100 km/h A. 23 de Maio em São Paulo, ou trafegando entre 2 caminhões a 80 ou 90 km/h. Desculpe, eu entrou trabalhando, preciso correr para ganhar o suficiente.

    • Renato Mendes Afonso

      Você tocou em um assunto interessante: Aparentemente não há uma padronização (ou existe mas não é levada em conta?) na largura das faixas de rolamento. Mesmo na minha cidade, em algumas avenidas de pista dupla, se um caminhão está em uma faixa, mesmo com um carro na faixa ao lado fica difícil passar entre eles. Mesmo com os motoristas colaborando ainda é complicado passar os retrovisores com segurança e desenvoltura.

      O bom senso na Califórnia é evidenciado justamente pela orientação dos agentes. E realmente concordo que falta bom senso em uma boa fatia de motociclistas.

    • Roberto

      Isto que você comentou me fez desistir de ter um carro maior em casa (além, é claro, de outros motivos pessoais). As faixas das nossas vias estão ficando cada vez mais estreitas, principalmente nas capitais onde já eram tão estreitas quanto trilhas de formigas (bem diferente do que se vê com freqüência nas cidades do interior). Aí muitas vezes você tem que se espremer entre uma ciclofaixa e uma moto que acha que o chamado “corredor” é via preferencial, mesmo que você não tenha para onde ir. Como eu comentei anteriormente, não sou contra as motos andarem entre as faixas, desde que isto seja feito com bom senso e na medida do possível (coisa que é difícil encontrar no trânsito brasileiro).

  • Renato Mendes Afonso,
    Tabu mesmo, já escrevi aqui a respeito, você deve ter lido. O problema não é usar o corredor, mas como ele é usado. Sempre usei o corredor, coincidentemente segundo o aconselhado pela Patrulha Rodoviária da Califórnia, jamais como esses motoboys aloprados e sobretudo carentes de um mínimo de inteligência fazem e, pior, agindo com se o corredor fosse uma via deles e de mais ninguém. Não é. E agradeçamos ao leitor Sandro Cunha pelo envio da matéria!

    • Renato Mendes Afonso

      Verdade. Meus agradecimentos ao Sandro Cunha por compartilhar a matéria.

  • Milton Evaristo

    Devemos entender que as faixas americanas nem se comparam com as nossas. As deles cabem um QQ ou um 500 no corredor. Aqui em São Paulo capital é uma vergonha, é só dar uma volta no corredor norte-sul e leste-oeste para perceber. Temos que andar rente à guia para sobrar espaço, sobretudo quando o da faixa ao lado não percebe que tem que colaborar também.

    • $2354837

      Verdade, muitas avenidas não passam moto. A Jabaquara não tem condições de passar nenhuma moto no corredor.

    • Marcos Alvarenga

      E a largura da faixa muda a cada quarteirão, para piorar as coisas. Aqui no Brasil não dá.

  • Se o motoqueiro brasileiro tivesse o mínimo de noção no trânsito, isso seria perfeito, mas infelizmente acho que eles nunca iriam respeitar essa “limitação” de rodar de 15 a 25 km/h acima do fluxo de tráfego. Pelo contrário: iriam continuar a abusar da velocidade nos corredores, pondo eles e outros motoristas e, principalmente, os pedestres em risco.

    • $2354837

      Legal sua generalização…

  • Sergio S.

    Ótima matéria!
    Eu ando tanto de carro quanto de moto e sou totalmente a favor que as motos utilizem os corredores entre os carros. Nos congestionamentos, quando estou de moto, tenho muito cuidado ao entrar e sair de corredores, sendo que minha maior procupação é com as outras motos. Intuitivamente utilizo, sempre que possível, velocidades na faixa de 20 a 30 Km/h acima da dos carros. Se estou de carro, procuro deixar o espaço para as motos passarem; me dá uma agonia muito grande se uma moto fica trafegando na frente do meu carro, acho muito perigoso e preferiria que entrasse no corredor e fosse embora…

    • lightness RS

      Compartilho da sua opinião, ando de carro e moto e não vejo como proibir o corredor, seria pior para todos, boa parte do tempo ando de carro e o pior pra mim são as motos por perto, que passem! O grande problema são os ‘pilotos das CG’ que passam zunindo por você e surgem do nada, para levarem a pior é questão de tempo, e você ainda leva a culpa, boa parte deles nem sabe o que é a palavra prudência…

      • Marcio

        Acho que também valeria um estudo (talvez até já exista) da quantidade de motoristas nas capitais brasileiras que saem sozinhos no seu carro e empacam o trânsito. Imaginem quantas motos cabem no espaço de 1 carro levando 1 pessoa. E amigos motociclistas, hoje quase passo por um apuro, me safei por estar a essa velocidade (uns 30 km/h). Semáforo fechado, corredor livre, estou passando quando de repente um cara abre a porta do carro para cuspir (!) no chão! Baita susto.

        • Fabio Toledo

          Devia ter chutado a cabeça do maledeto! rs
          “Chuta que é macumba!”

    • Renato Mendes Afonso

      Eu também, sempre que vejo uma moto atrás de mim, me coloco da melhor maneira possível para que a motocicleta me ultrapasse. Não vejo o porque de ficar trancando a faixa para as motos, ainda mais quando há um bom pedaço de via que pode ser usado com segurança para transitar enquanto que veículos de 4 rodas andam a velocidades baixas devido congestionamento ou algo do tipo.

    • francisco greche junior

      Sinto a mesma agonia, ainda mais que parece que desembarca a cada dia mais uma nova leva de motociclistas despreparados andando e scooters e motos pequenas. Temo pela segurança deles.

  • Lorenzo Frigerio

    Os EUA não são, assim, uma Brastemp em trânsito: lá é permitido dirigir ao celular. Mas em geral acho que a vantagem da moto se evaporaria se ela tivesse que andar com os carros; inclusive, seria mais inseguro para o motoqueiro ficar engessado no trânsito, no meio dos carros.

    • Dirigir falando ao celular é permitido ou não, depende de cada estado. Na Flórida é permitido, na Califórnia não. O mesmo vale para o uso do capacete, cada estado tem sua decisão. Na Flórida, por exemplo, não é obrigatório, mas é exigida por lei a proteção para os olhos.

      • Fabio Toledo

        A Califórnia parece estar à frente em tudo nos EUA.

  • Sergio

    Ultimamente tenho visto as motos andarem com o farol aceso de dia, isto tem ajudado muito a vê-las mais facilmente.

    • Felipe

      Nas três motos que tive não tinha como desligar o farol, bastava ligar o motor e o farol acendia automaticamente.

    • Marcio

      Rapaz, se andar de moto com o farol desligado o sujeito toma multa… É lei.

      • $2354837

        Sim é lei, estou inclusive colocando DRL na minha moto para facilitar ainda mais a visualização.

      • Sergio

        Ah, então é isso. Achei que fosse um instinto de sobrevivência deles, enfim uma lei boa.

  • Davi Reis

    Não entendo a tara de muitos motoristas por fechar o corredor. Não vejo problema nenhum em deixar o corredor aberto e deixar os motociclistas passando, nada ganho tentando impedir eles (talvez ganhe um chute no retrovisor, dependendo do que se encontra por aí). O que me incomoda mesmo é quando sinalizo a troca de faixa, início a manobra (com o corredor vazio) e um espertão trata logo de acelerar e tentar me impedir de trocar. E claro, sempre acompanhado de luz alta e buzina frenética.

  • a. shiga

    Mas eu acho que lá tem muito mais fiscalização do que aqui, então regulamentando ou não, se alguém tiver fazendo qualquer tipo de besteira, já é pego.

  • J Paulo

    Pergunta: será que os motoqueiros da Califórnia estão desesperados em ganhar o pão de cada dia como os entregadores de pizzas montados em suas CGs? Eu posso até ser a favor disso, desde que tivéssemos faixas mais largas. Só para começar..

  • Christian Bernert

    Tudo o que vem a agilizar o trânsito é bem-vindo. Desde que haja ordem e não resulte em risco de acidentes.
    O problema dos motoqueiros é não admitirem que carros sequer mudem de faixa no trânsito. Caso o motorista resolva mudar de faixa, mesmo que a motocicleta circulando pelo corredor esteja ainda bem longe, e caso seja obrigada a diminuir a velocidade, o motorista ‘causador’ desta redução será tratado como ameaça ao trânsito de motocicletas.
    Não vejo hora de que haja alguma regulamentação no trânsito de motocicletas no corredor. Assim, quem sabe, os motoristas parem de ser demonizados no trânsito.

  • francisco greche junior

    Isso que vocês estão falando é que eu acho ser um grande câncer em São Paulo e certamente em outras cidades, encolhimento de faixas.
    Agora o lixo da prefeitura e seu prefeito haddad (em minúsculo mesmo) fizeram questão de pintar ciclofaixas à revelia na cidade toda, de qualquer forma e sem estudo. Resultado? Encolhimento de faixas.
    De verdade não vejo problemas nos motoqueiros andarem no corredor, mas vejo que esta ficando mais difícil a cada dia para eles e para os carros.

  • francisco greche junior

    Luiz eu moro em frente à Igreja de São Judas, a Jabaquara era uma bela avenida, faixas amplas, limite normal de 60 km/h. Hoje literalmente emporcalharam ela toda, ciclofaixa, radares de monte e limite de 50 km/h.
    Hoje mesmo passei em um trecho da Av. Nazaré, pedacinho de 2 faixas, limite de 60 km/h.
    Vai entender…

  • O grande problema de uma regulamentação assim, é que aqui os motociclistas andam rápido demais entre os carros. é isso que causa tanta morte.
    Mesmo que um motorista distraído troque de faixa sem olhar, um motociclista andando devagar teria tempo pra frear, ou na pior das hipóteses, se machucar menos.

    Do jeito que alguns panacas andam, se encostar em um carro é caixão lacrado na certa.

    • $2354837

      Mas isso é outro problema… Deveria dar prisão.

  • pkorn

    Discordo. É essa a origem dos guidons encurtados das motos (ótimo no corredor e péssimo em tudo o mais) e dos chutes no retrovisor, além da exploração dos jovens que por necessidade aceitam trabalhar nessa perigosa atividade. No primeiro mundo pizzas e documentos são entregues de carro e não chegam frias nem as empresas quebram. Estranho…

    • $2354837

      Está esquecendo que esse é um formato do subúrbio americano… Na Europa entregam de bicicleta. Em Londres há motoboys sim, inclusive é uma profissão de brasileiro lá.

  • REAL POWER

    Não gosto de motos andando no corredor. Deveria ser permitido apenas quando o trânsito estiver parado por congestionamento ou num determinado espaço antes de cada sinaleiro. Nesse caso as motos devem sempre estar em baixa velocidade. Daria para pintar a faixa central de verde, (como exemplo) indicando que nesse espaço pode andar no corredor. Algo como 30, 50 metros antes de cada sinaleiro. Poderia ser variável o comprimento dessa faixa verde em virtude do trânsito naquele local. Ou seja, num sinaleiro de pouco movimento faixa verde de 20 metros, num sinaleiro de grande movimento, 50 metros. O desrespeito e a falta de educação por parte dos motoqueiro que hoje usam o corredor sempre em alta velocidade e com suas buzinas atômicas me incomoda muito. Batem no carro e somem. Bando de retardados que não dão valor a própria vida.

    • $2354837

      Pára com isso, por favor. Não precisa segregar mais nada nesse trânsito maluco. Só precisa de respeito de ambas as partes. Sou motorista, motociclista e ciclista. Sei o lado ruim de cada transporte e como cada um acha que está no seu direito. O problema não é o meio de condução, e sim o condutor.

    • Roberto

      Eu prefiro muitas vezes deixar o caminho livre para os “motoqueiros” (principalmente os mais “aloprados”) do que tentar trocar de pista, até para evitar qualquer tipo de irritação no trânsito. Entretanto, se porventura um desses acabar se matando por perto e eu não estiver envolvido no acidente, não esperem o meu socorro e piedade. Afinal, não tem lógica eu ajudar alguém que não da valor à própria vida.

  • Marcelo Alonso

    Tenho um amigo motociclista que diz que o maior medo dele no trânsito são os motoboys quando ele está no corredor, em velocidade sensata e cola nele um motoboy achando que ele está atrapalhando a velocidade “natural” do corredor.

    • Marcelo Alonso
      Esses débeis mentais chegam a tocar rodas para assustar e fazer o motociclista da frente sair.

      • Marcelo Alonso

        Pois é, acho que precisamos de umas duas gerações para que essa situação melhore através da conscientização dos mesmos, pois esperar a ordenação por nossas autoridades é pedir demais, visto sua “competência”.

  • Veja que falei motoqueiro e não motociclista. A diferença entre os dois, acho que todos sabem. Então, acho que não generalizei amigo Luiz_AG.

    • $2354837

      Motoqueiro e motociclista são sinônimos. Melhor parar, só está aumentando a percepção de seu preconceito…

      • Bom amigo, se informe melhor então, pois tenho vários amigos motociclistas, que ficam com muita raiva quando são chamados de motoqueiros, pois segundo eles, existe uma grande diferença do primeiro para o segundo, principalmente no que diz respeito a respeitar as leis de trânsito.
        Outra coisa, não é preconceito. É opinião formada. Basta dirigir pelo nosso país para perceber quão grande é a falta de educação de motoqueiros e motoristas por aí afora.

        Passar bem.

  • Marcelo Alonso

    Também não sei, mas deve existir, e não ser cumprida por nossas “otoridades” municipais.

  • Fat Jack

    Trazendo para a realidade brasileira, apesar de não gostar eu concordo com o tráfego das motos nos corredores.
    Quando digo que não gosto é por causa dos motoqueiros (sempre: motociclistas são outra categoria), que acham um absurdo, ficam indignados e muitas vezes violentos quando por um motivo qualquer um motorista não consegue finalizar a manobra de troca de faixa e se vê obrigado a interromper a passagem no corredor, onde a paciência, educação e compreensão é 0, e tente argumentar ou discutir civilizadamente para ver o que acontece… (por bem menos que isso já tive uma lanterna traseira quebrada no chute!).
    Então eu (como motorista) devo colaborar: colocando-me o mais lateral possível dentro da minha faixa, deixar um “vão” para o carro da frente para que o motoqueiro possa trocar de faixa de assim precisar, ter atenção redobrada (dada a velocidade que os motoqueiros trafegam) antes de trocar de faixa, aturar o “buzinaço” das motos e tudo mais… enquanto a contrapartida é nenhuma (ou quase, caso se trate de um motociclista), somente como exemplo, tenho colega de trabalho motociclista e ele tenta fugir do corredor mesmo em caso de congestionamento, porque segundo ele mesmo:
    – Não tem como andar no corredor na velocidade desses “malucos”, e se você não andar, eles ficam te empurrando!!!.
    Ou seja, mais uma vez a questão na verdade é cultural e educacional, compartilhar é possível, no atual estágio mental dos motoqueiros é sempre um risco.

    • Alexandre Cruvinel

      Concordo, ando de moto com frequência e passo raiva com os motoqueiros, buzinam excessivamente, andam rápido demais no corredor, não esperam ninguém mudar de faixa. Já cansei de levar fechada porque estava devagar no corredor e o impaciente assim que surgiu um espaço me ultrapassou por onde dava e jogou a moto em cima. E olha que quando posso, dou passagem logo. Quase não uso buzina, minha lógica é manter margem de manobra imaginando que os motoristas não estão me vendo/ouvindo. 25 anos andando de moto e nem um único arranhão.
      Mas apesar de tudo, corredor tem que ser permitido, para ficar preso no trânsito vou me arrastar com uma barca qualquer, curtindo um som e ocupando o mesmo espaço que os outros. Falta liberarem parte de calçadas grandes, demarcadas, para estacionarmos motos. Aqui no Rio está um inferno estacionar a moto, ou seja, uma das vantagens já não existe mais.

  • Marcos Alvarenga

    Com faixas de rolagem cada vez mais estreitas e que mudam de largura a cada quarteirão nas nossas metrópoles, os riscos com certeza extrapolam os benefícios.

    Só é vantagem em países civilizados. Aqui é muito perigoso.

    Se alguém for se aventurar, lembre-se de usar farol alto quando estiver máis rápido que os outros carros, e farol baixo quando ficar muito tempo atrás do mesmo veículo, para não irritar o motorista.

  • CorsarioViajante

    Altamente polêmico este assunto.
    Por um lado, parece mesmo sem sentido obrigar as motos a ficarem paradas quando poderiam passar pelo “corredor”. Mas em algumas avenidas ou rodovias, o “corredor” é amplo, passaria um carro compacto, então eles também podem usar o corredor não? Eu já vi isso ocorrer no túnel Ayrton Senna em SP, tudo parado e um sujeito com um gol passou pelo meio das pistas, igualzinho uma moto.
    Além disso, isso tem um lado que me parece a piada do sofá. A discussão não deveria ser se pode ou não usar o corredor, mas sim porque temos tantos engarrafamentos. Talvez seja hora de repensar nosso modelo de urbanização ou coisa do gênero. Em São Paulo em alguns momentos ou corredores já tem congestionamento de motos, pois são muitas disputando o mesmo espaço. Então no fim acaba trocando seis por meia dúzia, com um imenso acréscimo de bagunça, caos e acidentes.

  • Newton ( ArkAngel )

    Moro na região da Raposo Tavares, e o que me dá calafrios é ver os pequenos scooters com motor de 50 cm³ e rodas aro 10, que dão no máximo 70 km/h em WOT, rodando na faixa da esquerda nesta rodovia à noite, geralmente pilotadas por jovens mulheres. Já vi algumas transitando junto ao muro central, passando os carros que estão na faixa da esquerda pelo lado esquerdo dos mesmos.

    • CorsarioViajante

      Achei que era só eu que notava o perigo que são estes scooters em rodovias e vias expressas, normalmente dirigidos por pessoas sem nenhuma noção de trânsito. É bem comum ver estas pessoas ultrapassarem como você falou ou fazerem todo tipo de barbaridade. Duvido que tenham carta ou, pelo menos, tenham-na obtido.

    • Fabio Toledo

      “Motociclistas” em velocidade incompatível com a via eu acredito que seja o que há de mais perigoso quando o assunto é moto. Não há potência ou capacidade volumétrica regulamentada para rodovias?

  • Junior

    Pode funcionar na Califórnia porque o povo tem educação. No Brasil os motoboys já se acham os donos da rua, imagina com uma lei para favorecê-los. Não adianta achar que novas regras vão melhorar o trânsito. O que esse pais precisa e’ de educação antes de tudo, mas infelizmente isto esta longe de acontecer…

    • Fabio Toledo

      O problema não está só na classe de motoboys, praticamente nunca tive problemas com eles, muitos motoristas ficam em zigue-zague nas faixas 1 e 2 e depois reclamam que os motoboys são “isso e aquilo”, vamos todos fazer cada um a sua parte, porque se formos esperar educação por parte do governo este país não vai sair da meleca que está nem em 50 anos! E a lei já privilegia os motociclistas, se você fechar um será culpado! A lei brasileira dá razão para quem está exposto, mesmo que este esteja colocando sua moto onde “não deveria”, isso conforme o mesmo código.

  • Renato Mendes Afonso

    O maior responsável pela sua segurança é o próprio condutor e isso nós concordamos plenamente. Entretanto ainda não tira o fato de que existe motoristas ruins por ai. Motociclistas destemidos são problemáticos assim como motoristas desatentos também são, talvez não tenha deixado isso claro e tenha ficado como se um comportamento justificasse o outro, o que não foi minha intenção.

  • Renato Mendes Afonso

    De “cachorros loucos” a “engaiolados”: O “adestramento” é necessário para todos. A intenção do meu comentário foi dizer justamente isso.

    Não á nada de coitadismo nisso.

  • João Carlos

    Outra coisa que é “paixão nacional” são os canteiros centrais. Comecem a perceber a quantidade de avenidas e mesmo ruas com os tais canteiros, sem a menor necessidade, somente perda de espaço.

    E o detalhe, isso ocorre justo aqui onde precisamos de espaço, nos EUA, canteiro é exceção, não regra.

  • REAL POWER

    Luiz_AG.
    Você acha que a pessoa que não da valor para a própria vida vai respeitar alguém? Como você mesmo disse, é o condutor o problema. O que reforça o meu pensamento. Sei que não são todos os motociclistas que tem culpa. Mas os retardados estão aí pelas ruas incomodando e atrapalhando o trânsito.Estejam eles com carro, moto, caminhão etc. Eu já tive moto, e escolhi não ter mais. Mas nunca fui desrespeitado no trânsito, e nunca desrespeitei outro cidadão. E eu somente usava o corredor quando o trânsito estava parado. E nessa condição os retardados dos outros motociclistas praticamente me apedrejavam por que eu estava andando lentamente, justo para não provocar um acidente. Faço o possível para facilitar a vida dos outros motoristas e motociclistas justamente para que o trânsito seja melhor para todos. Mas enquanto a maioria não tiver educação suficiente, prefiro que seja proibido o uso do corredor. Não dou a miníma quando um retardado morre, que vá queimar no inferno. Se ele apenas provocou danos matérias a terceiros,menos mal. Mas o pior é quando leva junto outra vida que não tinha culpa. Entenda, que dou muito valor a vida, e não sou nada “politicamente correto”, apenas correto. Abraços.

    • $2354837

      Isso é vender o sofá para resolver o problema da mulher traindo com o vizinho na sala…
      Para quem não respeita as leis, prisão e suspensão de carteira. Com agravante em caso de reincidência.
      Agora, as leis devem ser suficientemente lúcidas para serem respeitadas…

  • Ilbirs

    Bob, notícias que podem interessar, ainda mais quando se fala das coisas malfeitas que essa gestão tem feito: ônibus nas faixas voltam à média de velocidade que imprimiam quando não havia a faixa. Estão falando de semáforos, mas fica óbvio aqui que não querem falar da coisa mais óbvia, que é a de eles estarem na faixa da direita inclusive de vias com canteiro central, que por si só já dizem que deveria haver um corredor de ônibus na faixa de esquerda de ambas as pistas.
    Já a outra fala sobre o Minhocão e pode ter um verniz acadêmico para coisa malfeita: Jilmar Tatto defende tese de mestrado na USP falando sobre o que fazer após a demolição do elevado. Ele usa parte de estudos consagrados, mas aqui pode cair naquele lance de só derrubarem o elevado e nada fazerem para substitui-lo, como uma avenida projetada sobre a linha da CPTM cujo intuito é também adensar mais a área a norte dela, que é bem mais vazia que tudo aquilo a sul dos trilhos:

    Observe-se no texto que se fala de tirar vagas de estacionamento nas ruas para compensar a perda do Minhocão e sua não-substituição por alguma outra coisa, algo que muito agrada a CET e seus propósitos históricos de atrapalhar a vida do paulistano, inclusive daquele que usa outros meios de transporte que não carro (vide a notícia anterior falando sobre os ônibus nas faixas terem passado a andar tão lento quanto na época em que ela não existia).

  • Fat Jack

    Perfeitamente Alexandre, agora, se a situação aí no Rio está complicada em São Paulo já está insuportável com as “ciclofaixas” (sou 200% a favor das ciclovias, não deste absurdo) espalhadas pela cidade (feitas de qualquer jeito, algumas até sem projeto e usando as calçadas), e com as reduções sucessivas de velocidade pela cidade (com a tal “área 40” proliferando), devemos ter brevemente a redução de velocidade nas marginais (Pinheiros e Tietê), de 90 e 70 km/h para 70 e 50 km/h (expressa e local respectivamente) e mais 325 novos radares.
    É a indústria da multa mais forte do que nunca…

    • Fabio Toledo

      Santo André já foi a cidade das multas… Agora São Bernardo do Campo não fica atrás… Agora o que estas cidades tem em comum com a cidade de São Paulo? Uma chance!

      • Fat Jack

        Duas consoantes na nomenclatura do partido político que a administra atualmente?

  • Fabio Toledo

    Moto já tem uma vantagem gigantesca em relação aos carros, essa de motoboy brigando com motociclista porque quer ir mais rápido é o cúmulo da ignorância… Com a desculpa que se não for assim não consegue pagar as contas…