SEM CINTO? SINTO MUITO…

Seat Belt Man

Na madrugada desta quarta-feira, num acidente na BR-153, em Goiás. faleceram o cantor sertanejo Cristiano Araújo e sua namorada Allana Coelho Pinto de Moraes. O veículo, um Land Rover Range Rover Sport, capotou numa reta, sem que se saiba até agora a causa exata. Eles se dirigiam de Itumbiara à capital Goiânia, um percurso de 208 quilômetros, após uma apresentação de Cristiano. O acidente aconteceu por volta de três e meia da madrugada, segundo os noticiários.

Havia quatro ocupantes no veículo, o casal, o motorista e o empresário do cantor. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o casal estava no banco traseiro e não usava o cinto de segurança. O motorista e o empresário, que ocupavam os bancos dianteiros, tiveram apenas ferimentos leves.

Olhando as fotos do acidente percebe-se claramente que a estrutura do veículo cumpriu sua função na capotagem, mantendo relativamente íntegra a célula de sobrevivência. Isto, aliado ao fato dos ocupantes do banco dianteiro terem sobrevivido com poucos ferimentos, permite afirmar que muito provavelmente a falta do uso do cinto de segurança foi o que matou o casal. Ou seja, se ambos estivessem com os cintos afivelados, muito provavelmente sofreriam apenas ferimentos sem gravidade.

Range Rover capotado

Célula de sobrevivência íntegra (foto extraída de vídeo da TV Globo)

O suve Range Rover Sport 2015 tem toda a sopa de letrinhas de segurança atual. Sete bolsas infláveis, inclusive as que protegem os ocupantes do banco traseiro, que se abriram no momento da capotagem. O único fator que poderia fazer algo dar errado neste acidente seria a falta do uso do cinto. E foi justamente o que aconteceu.

No dia 18 de maio de 1999 o conhecido romancista, dramaturgo, autor de telenovelas e membro da Academia Brasileira de Letras, Dias Gomes, de 76 anos, morreu quando o táxi em que estava foi atingido por um ônibus no corredor da Av. Nove de Julho, em São Paulo, ao o motorista erroneamente fazer uma conversão à esquerda. Não foi uma colisão que se possa chamar de séria, mas quando o táxi rodou uma porta traseira se abriu e Dias Gomes, por não estar com cinto atado, foi atirado do carro, batendo com a cabeça numa mureta divisória. Como as de Cristiano e Alana, outra vida perdida bestamente.

Dias_gomes

Dias Gomes – 19/10/1922–18/05/1999 (foto oocities.org)

O pior é que atar o cinto é mera questão de hábito. Todos fazem isso automaticamente ao se sentarem tanto nos bancos dianteiros de um automóvel, quanto num banco de um avião. É um ato simples, que nada custa fazer. Parece que nos esquecemos que acidentes não avisam.

Num acidente, uma das coisas que mata os ocupantes do veículo é a súbita desaceleração. Por conta disso é que os carros têm zonas de deformação programada, é uma forma de dissipar a energia do impacto, diminuindo o efeito da desaceleração, tentando fazê-la acontecer da forma mais suave possível. Isso pressupõe, portanto, que os passageiros estejam firmemente presos ao veículo e que desacelerem junto com ele, aproveitando a zona de deformação programada. E é justamente esta a função primária de um cinto de segurança: manter o ocupante firmemente preso ao veículo no momento do acidente. Quando os ocupantes não afivelam o cinto, ficam soltos dentro do veículo. Por conseqüência, esta zona de deformação programada deixa de protegê-los.

A segunda colisão

Lembra daquela aula de física do 2º ano do Ensino Médio em que você provavelmente estava dormindo ou sonhando com seu(sua) paquerinha? Aquela aula (chatíssima, para você) em que o professor ensinava uma tal de 1ª Lei de Newton (que ia cair na prova!), a lei da inércia, que diz “Um corpo em repouso tende a permanecer em repouso, e um corpo em movimento tende a permanecer em movimento”?

Pois bem, uma aplicação implacável desta lei ocorre durante um acidente. Ao bater de frente, o veículo desacelera bruscamente. Porém, seus ocupantes tendem a continuar na mesma velocidade em que estavam. Se estiverem soltos, sua inércia produz uma “segunda colisão”, em que os passageiros batem violentamente contra o interior do veículo que desacelera. Só que, neste caso, não há zonas de deformação programada para suavizar a desaceleração, é uma batida seca contra o painel, pára-brisa, volante ou, no caso dos ocupantes do banco traseiro, contra o banco dianteiro. Neste tipo de batida a desaceleração costuma ser mortal, com os órgãos internos se arrebentando ao se chocarem uns contra os outros ou contra o esqueleto; o frágil cérebro, contra a caixa craniana.

Além disso, há um problema adicional em relação aos ocupantes soltos no banco traseiro. Eles são jogados contra o banco dianteiro, só que neste banco há uma pessoa com cinto de segurança. Desta forma, o ocupante do banco dianteiro pode ser esmagado entre o cinto e o banco. O passageiro de trás morre pela desaceleração e o da frente, que teria grandes chances de sobrevivência, acaba perecendo esmagado.

Isso não aconteceu no acidente do Cristiano Araújo porque não foi uma colisão, e sim uma capotagem. Nesta, mesmo não havendo uma desaceleração tão brusca, a rolagem do veículo em torno de si mesmo faz com que os passageiros soltos se choquem repetidamente contra o interior do veículo e contra si mesmos. Se estivessem presos, rolariam junto com o veículo e estes choques não ocorreriam. No caso deles, segundo a PRF, ambos ainda foram atirados para fora do veículo durante a capotagem, ocasionando mais um choque — contra o solo. Há casos também de esmagamento pelo próprio veículo.

A falta de costume do brasileiro médio em usar cinto de segurança no banco traseiro não condiz com a recente “paranóia por segurança” do consumidor. Ultimamente este passou a exigir freios antitravamento, assistente de frenagem, bolsas infláveis, controle de estabilidade, controle de tração, distribuição eletrônica de frenagem, todos traduzidos na famosa “sopa de letrinhas” (ABS, EBD, BAS, ESC, TC etc), isso sem falar nas famosas estrelinhas conferidas pelos NCAP, hoje tão alardeadas e valorizadas. Toda essa sopa de letrinhas que é exigida (e regiamente paga) na hora da compra de nada serve quando este mesmo consumidor não afivela e nem exige que os seus passageiros no banco traseiro façam o mesmo, já que “não precisa porque o guarda não multa”.

Pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ironicamente divulgada ainda neste mês, aponta que metade (50,2%) dos brasileiros não usa cinto de segurança no banco traseiro. Na dianteira, o percentual é bem maior, próximo dos 80%, porque “dá multa”. Olhando através do pára-brisa, é fácil ao agente de trânsito perceber se os ocupantes do banco dianteiros estão ou não com o cinto afivelado, embora em carros com “sacos de lixo” nos vidros isso se torne impossível. Já no caso dos ocupantes do banco traseiro é bem difícil. Por conta dessa brecha, muita gente dispensa o uso do cinto no banco traseiro.

O mais irônico é que o cinto de segurança, o equipamento de segurança mais importante de todos, exigido em todos os carros vendidos no Brasil a partir de 1968 e cujo uso foi tornado obrigatório pelo Código de Trânsito Brasileiro, é justamente o mais esquecido e menos valorizado. Falta conscientização de que se deve usar o cinto só para não tomar multa, mas porque ele efetivamente faz uma enorme diferença em um acidente, mais do que todas as letrinhas da sopa juntas.

Tente lembrar da aula de física do ensino médio toda vez que entrar no carro. Afivele o cinto, exigindo que todos os passageiros façam o mesmo. Para a  segurança deles e sua própria.

CMF



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Sobre o Autor

Carlos Maurício Farjoun

Formado em Administração de Empresas, atualmente trabalha como servidor público na área tributária. Apaixonado por carros, mecânica e história dos automóveis desde a infância, conhece bem a área de marketing e comportamento do consumidor, gostos que costuma trazer para posts que às vezes acabam gerando polêmica.

  • André

    E se o carro for blindado, a pancada contra o vidro deve ser ainda pior.

    • André

      Em alguns casos, quem está atrás sem o cinto é arremessado pelo vidro, depois de arrebentar quem está no banco da frente

  • m.n.a.

    …Eu me sinto totalmente “estranho” sentado num banco de automóvel SEM o cinto…..não fico confortável…..

    • Portuga Goleta

      Realmente, eu não consigo mais ficar sem cinto, parece que estou sem calças ou coisa do tipo.

  • Dieki

    Penso da mesma maneira. Não estava de cinto? Que pena…

  • Airton Silva

    De se lembrar também o acidente em que faleceram Diana Spencer e o namorado Dodi Fayed em Paris em 31-8-1997, pois nele o motorista e o segurança certamente sobreviveram porque estavam a usar o cinto de segurança.

  • Muçouçah

    Excelente. Parabéns pelo artigo.

  • Eduardo Silva

    No meu carro, se morrermos, morreremos todos afivelados. Espero o tempo que for necessário (e ajudo) a avó-de-não-sei-quem que acha bobagem porque é ali pertinho. E ameaço: se não colocar o cinto vou andar feito louco e bater de propósito. Claro, sempre com bom humor para quebrar a resistência. Não deixo nem mesmo volumes perigosos no banco de trás, tenho cuidado com minha nuca.

  • Excelente matéria, Carlos. Parabéns!

    O Flat-Out havia “re-publicado” uma matéria a respeito do uso do cinto, nas redes sociais na tarde de quarta-feira. Li comentários dizendo que a matéria tinha sido oportunista e que queriam se promover em cima da morte do cantor. É o fim da picada…

    O fato é que devemos usar o cinto. Os carros mais modernos informam o motorista quando os passageiros do banco de trás não estão usando e eu acho isso, excelente.

    Mais uma vez, parabéns pela matéria!

    • Carlos Mauricio Farjoun

      Ricardo, há sim um certo oportunismo, mas no bom sentido.

      É oportunismo no sentido de usar um fato que está em toda a mídia e que causou comoção para chamar a atenção para o assunto importantíssimo que é o uso do cinto de segurança por todos os ocupantes do veículo. Uma matéria dessas sem o fato talvez chamasse menos a atenção. O meu objetivo, no caso, não foi “promover o site”, mas sim chamar a atenção mesmo para o grande problema que é o costume de achar que não é necessário o uso do cinto no banco traseiro.

      No caso, a tragédia ajuda a exemplificar a importância do assunto, daí eu vejo o “oportunismo no bom sentido”, de aproveitar a “oportunidade” da comoção para fixar um conceito que de outra forma seria de mais difícil fixação.

      No caso do site que você mencionou, tenho certeza que a matéria teve muito mais views depois da tragédia. Sendo o objetivo do site informar os seus leitores, considero positiva a republicação sim.

      Se mais gente se conscientizar e passar a exigir o uso do cinto também no banco traseiro, ficarei feliz. Muitas vezes, quando alugo carros, os cintos estão enfiados para dentro do assento traseiro “para não atrapalhar quem senta atrás”. A mesma coisa em táxis. Não quero nem saber, puxo os cintos traseiros para fora e faço questão de usar. Minha filha, com 12 anos, não entra no carro sem afivelar cinto, não preciso nem lembrá-la. Foi educada assim desde cedo.

  • Muçouçah

    Excelente. Parabéns pelo artigo.

  • Rodolfo

    Lembrei que a princesa Diana e seu namorado morreram em um acidente de carro em um túnel porque estava sem cinto.

  • Ruarc

    Sem mais, com toda a certeza.

    Eu imagino que o motorista devia estar correndo, já que é uma pista dupla de asfalto bom, e 3:30 da manhã não devia ter tráfego nenhum. Em condições assim é difícil a pessoa não querer acelerar muito num carro desse.

    Com toda a divulgação, acho que o motorista está encrencado agora. Se for confirmado que estava acima da velocidade permitida, então…

  • carlos alexandre noriler

    Para falar a verdade, a primeira vez que ouvi falar desse Cristiano Araújo foi no falecimento dele. A questão de ele estar sem cinto, penso eu que depois do show ele estava dormindo no banco traseiro, ou ele no colo da noiva, ou a noiva no colo dele (suposição minha). A questão é que, viajando de madrugada e dormindo, até hoje nunca vi ninguém usar cinto no banco traseiro, o que não estou dizendo que é correto, neste caso, foi pago com a vida.

    • Roberto Neves

      Eu ponho cinto no banco traseiro até no táxi!

    • Lorenzo Frigerio

      Não foi só você que supôs isso. Provavelmente, estavam todos cansados, e o motorista ainda teve de dirigir. Pode ter dormido na direção.
      Veja como são as coisas, Buddy Holly pegou seu vôo fatídico porque queria chegar mais cedo para poder descansar um pouco antes de um novo show.

  • Nunca havia ouvido falar desse tal cantor, mas quando vi as reportagens sobre o acidente logo pensei: “No mínimo estavam sem cinto” e pelo visto, foi exatamente isso que aconteceu.
    O pessoal realmente tem essa mania de achar que cinto é só no banco da frente e na estrada, até o dia que sofrem um acidente e se arrebentam, ou num lance de sorte, só passam susto e aí começam a usar o cinto.
    O cinto salva vidas, experiência própria de quem já teve o carro abalroado por um imbecil numa caminhonete com sacos de lixo nos vidros e que avançou preferencial, quase me levando à capotagem. Se eu estivesse sem cinto, teria sido arremessado em cima da minha mulher no banco do carona e teria sofrido sérios ferimentos, sendo que com o cinto, só foi mesmo o susto e o carro.

  • Bruno

    Eu não tenho costume de cobrar o uso do cinto de segurança no banco traseiro. Minha esposa usa naturalmente, mas outros eu não sei, creio que não.

    No banco da frente o próprio carro avisa se o ocupante não estiver, fica apitando, incomodando. Talvez um alarme semelhante para o banco traseiro ajudasse.

    • Carlos Mauricio Farjoun

      Possível tecnicamente é, pois há sensor idêntico no banco dianteiro. Agora temos que ver se o “custo, o fantasminha” deixa…

    • Stark

      Já andei numa Evoque, que tem o sistema de aviso dos cintos também no banco de trás, mas a proprietária me informou que ele não fica apitando para os ocupantes traseiros. O carro só avisa no painel (tipo um mapa dos passageiros, que mostra quem está sem cinto), e parece que tem como ocultar o aviso.

      Já nos bancos da frente, é um sistema que até o up! tem, mas meu Fiesta não.

  • Antonio Pacheco

    Fico impressionado com a quantidade de gente que morre pela falta do uso de cinto de segurança. Aqui na minha cidade, recentemente 3 moças morreram quando o carro que elas estavam capotou. Motorista e passageiro do banco da frente nada sofreram mas as três, que estavam sem cinto, foram jogadas para fora. Esse acidente causou comoção na cidade, mas a maioria ainda não usa o cinto.

    • mecânico anônimo

      Por ora não se sabe se houve falha mecânica, mas eu fico impressionado com a quantidade de acidentes graves causados por motoristas que simplesmente “perderam o controle” em pista reta e boas condições climáticas. Isso sim é morte boba.

  • Mr. Car

    No meu carro, até o Joy (meu amado e inquieto Canis lupus familiaris, que ao contrário de mim não é um autoentusiasta e detesta andar de carro, he, he!) vai em uma cadeirinha própria que evita que ele saia “voando” em caso de acidente. Morrer em um carro estruturalmente tão bom e tão cheio de recursos de segurança, por não ter feito o básico do básico, que é afivelar o cinto…que vacilo! E o pior, é que me vem na cabeça a hipótese de que até tenham pensado em afivelar, mas não o fizeram para poderem viajar abraçadinhos, bem coisa de casalzinho jovem apaixonado.

    • Valdeir Jr.

      O Joy tem sorte! Me irrito quando vejo Canis lupus madamis familiaris no colo dos passageiros e focinho para fora da janela.

    • RoadV8Runner

      Canis lupus familiaris foi ótimo! Tenho uma em casa que
      também não sossega de jeito nenhum.

  • CorsarioViajante

    Eu virei o “chato”, sempre peço que usem o cinto atrás. Incrível como tem carona chato, mesmo você pedindo não coloca, tem que ser insistente e elevar o tom. AO contrário, sempre que ando atrás, faço questão de colocar o cinto, para surpresa de todos, exceto quando “escondem” o cinto traseiro embaixo do banco porque “é feio e faz barulho”.
    Quanto ao acidente, mortes evitáveis são sempre lamentáveis. Vale como reflexão complementar para aquele post sobre os “tabus” e como tudo era melhor e mais alegre.

    • RoadV8Runner

      Essa de esconder o cinto traseiro, impedindo o uso, me deixa doido… Mesmo sendo carona, faço comentário em tom de brincadeira, mas com humor apenas suficiente, para o dono perceber que é uma crítica séria.

    • Davi Reis

      Virei o chato também. Quando alguém que não usa o cinto atrás pede carona, eu simplesmente digo que não pode ir comigo e pronto. Se fica emburrado, o problema não é meu. Felizmente, não tenho amigos assim, apenas um conhecido ou outro, de relação cada vez mais distante.

  • Boni

    Incrível como este carro é seguro!
    Mesmo ficando todo deformado, os passageiros que estavam de cinto já estão liberados do hospital.

    • PEDAORM

      É o que há de mais caro e luxuoso na indústria automobilística, se tivessem todos com o cinto, era de se esperar que todos sobrevivessem, na minha opinião.

  • Pedro_chato

    Todas as atenções recairão aos poucos sobre a culpa do motorista… Pode ser o culpado, mas, ao meu ver, estava sob ordens/consentimento quanto a velocidade. Como diz o ditado, errar é humano, penso no condutor. Quanto ao casal, vacilar também é humano. Uma grande pena, principalmente por – aparentemente – estar no auge da carreira e pelos pequenos filhos.

    Estão falando agora das rodas não serem originais, que acham? Só se alguma tiver quebrado, porque por pneu estourado os sistemas manteriam tranqüilamente o carro na trajetória. Agora um parêntese: Por que têm sempre que pôr rodas maiores? As que vêm de fábrica já não são grandes o suficientes? Repudio essa “cultura”.

    • Douglas

      E junto com as rodas novas vêm os pneus xing-ling.
      É impressionante como quase todos que colocam rodas maiores usam pneus chineses, inclusive as lojas de rodas já vendem os pneus chineses e não vendem de marcas conhecidas, só de vez em quando que junto com os chineses vendem também coreanos.

    • Davi Reis

      E não só não eram originais, como parecem que foram refeitas. Só em uma das rodas, acharam NOVE pontos de solda. Quem vendeu, sabia muito bem dos riscos que esse jogo de rodas representava. Além disso, me parece que trocaram o jogo mas não respeitaram o diâmetro do conjunto original.

  • Diogo

    De vez em quando eu pensava em deixar meu filho de 2 anos um tempinho solto pelo carro. Todo mundo que teve a experiência de andar solto no carro quando criança, como eu, sabe como é gostoso acompanhar o trânsito em volta e o movimento do pai/mãe dirigindo. Porém depois de ver esse vídeo isso nunca mais me passou pela cabeça.

  • Paulo Belfort

    Sou do tempo de antes da obrigatoriedade do cinto de segurança, mas lembro-me perfeitamente dos meus pais obrigando o uso, caso contrário, não colocavam o carro em movimento e eu acabava me atrasando para os compromissos…
    Hoje, é algo tão natural para mim, que, se se entro no carro e não coloco o sinto, a sensação é de que falta algo.

    Foi uma fatalidade a morte do casal? Sem dúvida. Uma pena.
    Mas também, ao neglicenciar o uso do cinto de segurança, assumiram o risco, mesmo acreditando que nada aconteceria…

    • Roberto Neves

      Uma vez um vizinho nos convidou, mui gentilmente, a mim e a meus filhos, para passar um final de semana na casa de campo da família dele. Entramos no Chevette dele (década de 1980, eu ainda não tinha carro) e ele arrancou. Fui colocar os cintos nos meus filhos, mas eles estavam presos embaixo do banco. Fiz um escarcéu, disse a ele pra encostar, que se fossem sem cinto eu voltaria com eles a pé pra casa. O vizinho cedeu, tiramos os cintos de debaixo do banco e pusemos nos meus petizes. Dane-se a “boa educação” numa hora dessas! Segurança em primeiro lugar, sempre!

  • CCN-1410

    O pior é que quem deveria ler o artigo não tem tempo para isso. Só lê quem já sabe.

    • Fernando

      Tempo ou interesse… porque para um baile funk encontram tempo sim…

    • Mr. Car

      Não tem tempo ou pior, não tem interesse.

      • Milton Evaristo

        Basta haver fiscalização e boa formação ao tirar a habilitação, é isso que falta nesse país. Temos sempre que lembrar que a maioria que guia só vê no automóvel um meio de transporte, não um prazer, como um entusiasta, que busca informações etc.

        Esse é o motivo do sucesso na prevenção de acidentes em vários países: formação e fiscalização.

        Claro que um pouco de orientação de um familiar ou amigo sempre ajuda. Já “curei” vários “ordenhadores de vaca”, e já orientei e substituí alguns retrovisores esquerdos planos por convexos.

  • Roberto Alvarenga

    Vi ontem no Jornal da Globo que as rodas de liga leve da Land Rover se despedaçaram no momento do acidente. Havia marcas de soldas mal feitas na parte de dentro. Provavelmente, tratam-se de rodas “recuperadas”, não originais, e podem ter contribuído para a tragédia. A perícia ainda confirmará se há alguma relação disso com o acidente, mas, se houver, fica mais essa lição também.

  • Valdeir Jr.

    Uma recente perda foi John Nash, vencedor do Prêmio Nobel, que morreu junto com sua esposa num acidente com o táxi em que estavam. Eles também não usavam o cinto de segurança, o que prova que mesmo as mentes mais brilhantes negligenciam o uso do cinto de segurança no banco traseiro.

  • Edison Guerra

    Constranjo qualquer pessoa ao exigir o uso do cinto, no meu ou no carro dele. Hábito adquirido desde o meu primeiro Fusca 1963 comprado em 1977. Já nesta época, inspirado pelos pilotos de competição, me sentia “o máximo”, sendo motivo de chacota de todos que me viam. Ah! e a sensação de insegurança quando eventualmente ando em ônibus urbano e vou sentado. Faz falta.

    • CorsarioViajante

      Bem lembrado o absurdo de ser obrigatório usar cinto no carro mas não usar no ônibus, sendo que no ônibus o banco da frente, apoiado numa barra exposta de aço, normalmente fica a centímetros do rosto.

    • Mineirim

      Na década de 1970 era assim mesmo. As pessoas debochavam quando viam alguém usar o cinto. Diziam que seria o primeiro a morrer numa batida. Ignorância total…

    • Roberto Neves

      Constranjo também! Enquanto não colocam o cinto, não arranco com o carro. Antes constrangido que esmagado!

    • cesar

      Comigo, o carro não sai do lugar. Porque alem do fato da minha segurança e de terceiros, há um outro que ninguém se dá conta. ou seja, no caso de um acidente com morte, quem responde criminalmente, sou eu.

  • $2354837

    Lembro de uma ocasião em um estacionamento de um supermercado, com meu filho na época de 1 ano e pouco. Estando em uma localização de muito movimento e causando momentâneo estorvo para aqueles que ali circulavam, decidi deixar o carro rolar poucos metros a frente para então terminar o procedimento de arrumação.
    Meu filho ao perceber que o carro andava então grita quase em desespero querendo me advertir “papai, papai papai!”, pois estava sem o cinto da cadeira infantil atado. E desde sempre nunca precisei advertí-lo a colocar o sinto, sempre foi automático para ele.
    Conclusão: Segurança no trânsito é somente uma questão de educação.

  • Gabriel Felipe Moretti

    Sempre peço aos ocupantes do bando traseiro do carro que estou dirigindo para colocarem o cinto de segurança, mas faço sempre com uma piada.
    Coloca o cinto aí, não quero levar uma multa por sua culpa.
    Se der um acidente não quero ter a culpa de você estar sem cinto.
    Coloca o cinto aí se não o carro não anda, bloqueia a ignição…

  • Henrique Lopes

    As poucas matérias que vi na TV não trataram o assunto falta de cinto com tanta ênfase quanto a comoção que a morte deles causou nas pessoas, seria uma ótima oportunidade de tirar disso uma lição, assim como vocês e o FlatOut! fizeram no meio dos entusiastas.
    Agora há suspeitas de que as rodas não eram originais, se foram trocadas, foram por aros maiores, talvez sem qualidade, assim como os pneus, o que renderia também matérias ótimas para conscientização sobre os riscos de comprometer até o funcionamento dos sistemas eletrônicos de segurança.

  • ccn1410
    Opa, voltou, andou sumido! Bem-vindo de volta!

  • Uma coisa que ando percebendo é que ninguém usa cinto em ônibus rodoviários, quando pego um sempre uso o cinto, mas na maioria das vezes sou o único

    • Roberto

      Eu viajo toda a semana por conta do meu trabalho, sendo que na maioria das vezes utilizo ônibus. Sempre uso o cinto, mesmo a noite ficando ruim para dormir. Prefiro perder uma noite de sono do que me arriscar em perder a vida.

  • Pedro chato
    Talvez as rodas tivessem sido trocadas para deixar o suve “lindão”…

    • Quando vi a foto, pensei na mesma coisa, um carro desse pesado com essas rodas.

    • Fat Jack

      Bob, não vejo problema em querer deixar o carro “lindão”, o que não se pode é deixar de lado a segurança. Tentar economizar em itens importantíssimos como esses, economizar num jogo de rodas depois de ter pago uma “bala” num Land Rover? É como economizar palitos de dente num banquete, não vale o “investimento” e certamente trará incômodo…

    • Gerry P. Lewis

      Na primeira imagem vista na TV, falei para minha esposa: “Essas rodas não são originais LR ….o pneu parece ser perfil 55″….Lindona, como você diz. Me lembro de uns “Pot Hole Wheel Tests ” de Engenharia de uma fabricante em que se decretou :” No Brasil, o menor perfil permissível é a serie “65”. Aguardemos os laudos técnicos.

    • Lorenzo Frigerio

      Deve ter ido lá no Colonial Rodas. Vejo muito carro caro ali. Que idéia de jerico, trocar as rodas de um Range Rover de 500 mil reais. Só pode ser coisa de novo rico.

  • Leonardo Mendes

    Não fazia ideia desse pormenor no falecimento do Dias Gomes, que ele havia sido arremessado para fora do carro.
    Dizia-se, à época do ocorrido, que ele havia escolhido ir naquele táxi por ter simpatizado com o motorista… teria ele dito “vou com você porque você é trabalhador“… perda irreparável para a dramaturgia brasileira, assim como a de Janete Clair.

    No programa do Augusto Liberato veiculado no dia do falecimento do Cristiano Araújo apareceram alguns vídeos de colisões onde os ocupantes não usavam cinto de segurança nos bancos de trás… incrível como o passageiro fica “solto” como se fosse um boneco dentro do carro.

  • Fat Jack

    Vários anos atrás sofri um acidente juntamente com minha esposa a uma velocidade boçal, 60 km/h.
    Uma via “lateral” a Rodovia D. Pedro I (nas proximidades da cidade de Piracaia) não estava finalizada e muito menos sinalizada, num início de noite chuvoso quando voltávamos para São Paulo fui ofuscado pelo farol alto de um mal-educado, sendo que em seguida havia um desvio em “cotovelo” devido às obras na via, claro, foi impossível de vê-la, e passei reto utilizando um monte de terra da obra como “rampa de lançamento”, batendo com a frente do carro na tubulação de drenagem (em concreto) da rodovia. Ambos estávamos de cinto e pouco sofremos, mas foi possível notar estrago proporcionado pelo impacto que caso estivéssemos sem, estaríamos em grandes apuros…(mesmo com, ao perceber que iríamos bater estiquei os braços com força contra o volante, chegando a envergá-lo para trás).
    Meu filho já saiu da maternidade num bercinho (próprio para carro) fixado no banco do passageiro e ele no cinto do bercinho… no meu carro não se anda sem cinto…

    • Mineirim

      Fat Jack,
      Que bom que nada de mais grave aconteceu com você e sua esposa. Lamentáveis as condições da pista e o farol que ofuscou sua visão.
      Só vou comentar o detalhe do braço no volante: quando o choque é inevitável, deve-se largar as mãos do volante. Inclusive em corridas, pode reparar, os pilotos cruzam os braços no peito e aguardam o impacto.
      É claro que a gente sempre acha que vai conseguir controlar o carro no último segundo (hehe), mas as conseqüências são muito perigosas: fraturas nas mãos, nos braços, e quando existem airbags, compromete-se a eficácia do amortecimento.

      • Fat Jack

        Bastava qualquer sinalização que indicasse que a via estava em obras, nada mais. Uma irresponsabilidade da executora da obra e de quem deveria fiscalizar a mesma, um desvio sem sinalização é no mínimo um absurdo!

  • Aldo Jr.

    E muitas vezes quem anda sem cinto, é o mesmo que escolhe seu carro novo em função das estrelinhas dos testes de abalroamento! Abs.;

  • Fernando

    Belo texto CMF!

    Desde sempre não ando em carro sem o cinto, pode até ser piada para quem “gosta” de andar solto, mas o fato é que me sinto totalmente solto sem eles afivelados, assim mesmo antes de qualquer manobra na garagem já estou pronto.

    Além da questão tratada (e o que diretamente é um problema para os passageiros que morreram), vi mencionarem sobre as rodas do carro (que parecia ter 2 meses de uso) não serem as originais e inclusive terem supostas marcas de solda por manchas de aquecimento nelas. É aí que um cara em um carrinho velho qualquer, usando cinto, se põe a menos riscos do que alguém com tanta sensação de segurança em um carro novo mas ignorando alguns princípios básicos.

  • Diplo86

    Parabéns! Excelente texto! Faz parte da vida corrermos certos riscos, mas sinceramente não consigo entender o motivo de se submeter ao risco de não usar o cinto de segurança. A frase “Parece que esquecemos que acidentes não avisam” resume tudo. Quando vejo o saudosismo de antigamente, agradeço a Deus por ter sobrevivido àquela época de hábitos inseguros.

  • Carlitos Queiroz

    Já sofri um acidente no qual estava sem cinto, o carro rodou e entrei de lado em uma árvore, esta adentrou o veículo em cima da porta do motorista, movimentando o banco e o volante ao centro do carro. Se estivesse de cinto teria sido esmagado por ela. Caí atrás do banco do passageiro, era uma picape Fiat Strada, fiquei desacordado, recuperando a consciência somente no hospital onde fui atendido, tive apenas luxações no braço.
    Logicamente o que ocorreu comigo foi um caso isolado, hoje tento me policiar mais com relação ao uso do cinto, e a patroa também sempre tem falado e me alertado.

    • José Henrique V. Guimarães

      Desculpe Carlitos, bem provável que o que fez você perder a consciência foi o seu choque com alguma parte do carro, por justamente estar sem cinto. Estar de cinto, não significa ficar imóvel e sem possibilidade de sair do lugar no carro. Se você observar os vídeos de testes de colisão, verá que os bonecos sempre mexem, não o suficiente para baterem em algum lugar, mas lhe dão uma certa mobilidade. Mobilidade esta que acompanha as deformações que ocorrem ao redor. Se amassou os pontos de ancoragem do cinto, você se move junto. e a estrutura de aço do banco será sempre mais resistente que seus ossos. Prefiro estar junto do banco…

  • Andre Mondino

    Eu me lembro como se fosse ontem: quando eu tinha 10 anos de idade (hoje tenho 37) meu pai comprou um Santana CD 4-portas e uma das minhas maiores alegria ao andar naquele carro era poder usar cinto de 3 pontos no banco traseiro. O mais engraçado foi que comecei a fazê-lo por iniciativa própria e nunca mais abandonei esse hábito. Hoje, meus filhos afivelam o cinto no banco traseiro naturalmente só entrar em qualquer carro, seja cinto de 2 ou 3 pontos.

  • Outro dia testei uma Harley toda carenada. nas 4 primeiras vezes que saí com ele tive o impulso de colocar o cinto!

    • Paulo Belfort

      Pois é, Paulo!
      Vira algo natural, não?
      Minhas filhas aprenderam já. Entraram no carro e afivelam o cinto na hora.

  • Félix

    E pensar que ainda tem muito motorista que acha que antigamente ninguém usava cinto, tinha ABS, airbag, etc e nada acontecia! Santa ingenuidade.

    • anonymous

      Mas até o Bob é desses (rs)

  • cesar

    CMF,
    Uma dúvida, falam que uma das razões do carro ter capotado (suposição) seria o fato do pneu ter estourado. Isto é possível (muito provavelmente em função de uma alta velocidade)? Pergunto por que ocorreu fato semelhante de um pneu estourar. Estava indo para Belo Horizonte na BR 040, quando vários veículos em sentido contrário forçaram ultrapassagem em duas carretas. Para evitar uma batida frontal joguei o carro para o acostamento onde haviam alguns pedaços de ferro que arrebentaram o pneu e a roda dianteira direita do Fluence. O dito, não mexeu um milímetro da sua trajetória ou vibração no volante. Detalhe, meu carro não tinha controle de estabilidade.

    • anonymous

      Passei por situação similar quando tinha um Accord, o pneu traseiro esquerdo foi instantaneamente rasgado mas mesmo trafegando acima do limite da rodovia (120km/h) praticamente só percebi por causa do forte ruído. Parei, fiz a troca e segui viagem. Não creio que um pneu estourado possa causar um acidente como esse, num veículo moderno e seguro. O que acontece muito é falta de competência (ou excesso de confiança) do condutor…

    • Carlos Mauricio Farjoun

      Não temos como afirmar com certeza o que aconteceu, é uma hipótese sendo investigada, mas não há nada que indique que foi a quebra de uma roda provocou o acidente. Ela pode ter se quebrado depois… Mas, dependendo da velocidade, um pneu estourado pode perfeitamente causar um acidente. Lembre o caso das Ford Explorer que capotaram após ter pneus estourados. O estouro de um pneu pode provocar uma mudança brusca de trajetória, o que, em altas velocidades, pode levar o veículo a capotar.

  • CorsarioViajante

    Mr. Car, como se resolveu com o cachorro? Eu normalmente amarro a coleira do cachorro no encosto de cabeça do banco de trás para ele não ficar andando pelo carro, mas sei que num acidente isso provavelmente destroncaria a cabeça dele fora. Porém naõ conheço equipamento adequado para isso, como é esta cadeirinha própria?

    • Mr. Car

      Corsário, a cadeirinha tem uma alça que passo por trás do encosto de cabeça e tem uma outra alça fixa nela, que é como se fosse a alça de uma coleira com um tipo de mosquetão na extremidade, que se conecta à pescoceira da própria coleira do Joy. Depois passo o cinto do carro pela frente da cadeirinha, para ficar mais firme junto ao encosto do banco do carro. Não sei se deu para entender, se consegui explicar direito, mas digite “cadeirinha para cachorro” no Google e depois clique em “imagens”, e você vai ver exatamente como é. No “Mercado Livre” também serve.
      Abraço.

    • Lucas

      O nosso cachorro, que é de pequeno porte, vai em caixa de transporte mesmo, daquelas plásticas. Como o carro tem 3 cintos de 3 pontos atrás, afivelo o esquerdo e passo a caixa por trás dele e do central. Fica bem firme.

  • André Stutz Soares

    Sou estrito: não coloco o veículo em marcha se todos não estiverem com o cinto afivelado, e também não dou carona a crianças sem cadeirinha. Parece um rigor excessivo, mas segurança é coisa muito séria; e, se sou o motorista, logo me torno responsável por aquelas vidas – aliás, sabemos que por este motivo existe seguro para os ocupantes do veículo.

    • Marcelo Henrique

      Cara, você comprou o veículo e está dirigindo para os outros.
      Então, o carro é seu e as regras são suas. Os acompanhantes têm que dizer amém e muito obrigado.

    • Diego Clivatti

      Então somos dois meu amigo, se estou no comando no veículo a autoridade lá dentro é minha até que eu largue o volante (na aviação é assim também), e umas das poucas ordens que dou é que todos estejam devidamente afivelados, independentemente se o carro é meu ou não, e não acho rigor excessivo, geralmente “tragédias” acontecem em função de uma sucessão de erros humanos e não da máquina.

  • Christian Bernert

    É realmente uma pena que nós tenhamos que primeiro ver uma tragédia como estas para nos conscientizar da importância do uso do cinto.
    Pior que eu nem posso apontar o dedo. Afinal foi ao ver um acidente em uma esquina da minha cidade, onde um jovem perdeu a vida no dia do seu aniversário de 18 anos justamente por não usar o cinto, que eu me dei conta da importância disso. Nunca mais deixei de usar o cinto. Isso foi em 1992. Eu era até ridicularizado por alguns amigos por usar o cinto naquela época em que o uso do cinto era obrigatório apenas ao transitar em rodovias.
    Semana passada ao sair de viagem meu colega que ia de passageiro se espantou ao ver que eu prendi ao cinto de segurança uma bolsa que estava no banco de trás. Expliquei que era para evitar que a bolsa ficasse solta dentro do carro e viesse a representar um risco a nós em caso de um indesejado acidente. Segurança nunca é demais…

    • cesar

      Christian ,
      Pior que não. Esta não foi a primeira nem a última. Veja o caso da princesa Diana, que teve repercussão mundial e até hoje, continuamos com esta displicência. Principalmente nós brasileiros de memória curta. Amanhã acontece algo novo e esquecemos tudo e tudo continua como antes, infelizmente.

  • Kevin “Schãoantz!” (F.Lopes)

    Comigo a coisa funciona assim: entrou no meu carro, coloca o cinto!
    Não quer colocar? Vai de busão!

    • Lorenzo Frigerio

      Busão na estrada também não é muito seguro, especialmente em Minas Gerais. Volta e meia despenca um serra abaixo. E sem cinto, morrem muitos.

    • vstrabello

      Tem que ser ferrenho com essas coisas mesmo. Sou assim. Saio com o carro somente depois de ter certeza se todos estão com os cintos. “É ali pertinho..” isso nem é desculpa para não usá-los.

  • a. shiga

    Uns 9 anos atrás, estava no banco de trás de um táxi de um lugar remoto do Pará quando de repente apareceu uma moto na frente do taxista no cruzamento e não teve jeito, o taxista pegou o motoqueiro em cheio. Nisso minha cabeça foi parar entre o encosto de cabeça do motorista e a porta. A minha sorte é que o táxi estava a 20 km/h, pois eu estava sem cinto. O motoqueiro não sofreu nada, apenas caiu. Depois desse dia eu sempre mando todo mundo que entra nos meus carros no banco de trás colocarem os cintos.

  • Milton Evaristo

    Se já não existe, logo haverá cigarra para aviso de cintos sensível ao peso também para o banco traseiro. O que particularmente acho desnecessário, assim como para quem vai na frente, pois já existe regra e punição para isso.

    Na minha opinião, o que falta é fiscalização para o uso no banco traseiro, os próprios agentes fazem vista grossa para uso do cinto atrás (além dos vidros escuros que dificultam a confirmação). É o mesmo caso da “lei seca”: a regra sempre existiu – punia os embriagados, a diferença é que agora engloba quem ingeriu álcool sem efeito algum no comportamento – mas nunca houve fiscalização.

    • César

      Existe sim Milton.
      No início deste mês aluguei na Espanha, pasme, um Chevrolet Spark fabricado em 2012, por lá já totalmente defasado e que é o cúmulo do carro popular, e “caiu-me o queixo”.
      O carrinho tinha airbags no volante e no painel, na área dos joelhos do motorista, nas seis colunas e nas laterais dos bancos dianteiros. E sim, cinco luzes espia para os cintos de segurança no display central do painel, sendo que as indicativas dos cintos traseiros se apagavam assim que o veículo começava a se movimentar. Não preciso nem dizer que o banco traseiro tinha três cintos de três pontos, três apoios de cabeça e dois conjuntos de travas Isofix, além de chave para desativar o airbag do painel.
      Não que seja do mesmo assunto, mas no porta-malas ainda tinha um compressor para encher pneus e um calibrador digital, ambos com o logotipo da fabricante e com instruções de uso detalhadas no manual do proprietário. Ainda, logicamente, ABS, EBD e luz-espia para o nível do líquido de arrefecimento. Um sonho possível só mesmo no Primeiro Mundo.

      • Iury

        Esse mês aluguei um Seat Ibiza na Alemanha. Bati o olho nas calotas e torci o nariz: sabia que era um modelo de entrada. Entrei no carro e fiquei surpreso com os itens de série do carro: cintos de 3 pontos para todos os ocupantes, 6 airbags, ESP, comando satélite para o rádio, direção eletro-hidráulica, som com bluetooth e entrada auxiliar, computador de bordo, aquecedor de bancos (!), sensor de pressão dos pneus, entre vários outros. Além disso, o já conhecido pacote de segurança alemão: triângulo, colete hi-vis (verde fluorescente) e kit de primeiros socorros. O motor era pequeno, 1.2 litros, mas era absolutamente sublime, e não fez feio na Autobahn. Uma esticada saudável até os 180km/h e no final da viagem de 1700km, um consumo médio de 16.2km/L. A vontade é mesmo de ficar por aqui!

    • Leonardo Mendes

      O 3008 da minha mãe tem esse sistema.

  • Marcelo Henrique

    Agora o motorista vai ser indiciado, o que vocês acham disso?
    Ele certamente era o responsável pelos ocupantes, mas recebe o salário de um ilustre passageiro. Se ele fosse falar algo imagino até como seria a bronca e as contas sendo pagas no outro dia.

    • Leandro Magon

      Tempos atrás quando eu fui motorista da rodada não das festas mas do trabalho em outra cidade certa passageira, depois de um tempo, descobrimos que só colocava o cinto por cima do corpo mas não o afivelava….pois dizia que este a sufocava (até não fui contra a esta desculpa) mas quando eu descobri fui claro e disse que não queria ser responsabilizado pela sua morte.Se eu batesse com ela e mais pessoas dentro e ela não estivesse com o cinto quem é o responsável? É o motorista não é? Nesse caso eu.Pois bem essa caroneira desistiu de vir com a gente e vai de onibus para o bem de todos.

  • André Castan

    Ótima matéria Farjoun! Gostaria de acrescentar que muitos pensam que estão imunes só porque seus carros possuem a sopa de letrinhas. A principal forma de segurança é a direção defensiva, algo que é raro ver nos motoristas por aí.

  • natan ravel

    Um aviso sonoro bem chato igual o que tem no VW up!, só que no banco traseiro resolve tudo, passageiro entra no meu carro, ouve o barulho chato e se toca que falta afivelar o cinto de segurança. Para mim a melhor forma é essa.

    • Iury

      Também adoro isso no meu Punto.

    • Leandro Magon

      Tem no etios tb a ponto que se vc deixar uma mochila pesada no carona da frente o bichinho grita e reclama para a mochila colocar cinto…kkk

  • Lorenzo Frigerio

    Cães enjoam andando de carro, é por isso.

  • Roberto Aiello

    Concordo com a matéria e vejo como uma oportunidade de rever a necessidade dos airbags. Os 7 airbags não salvaram as vidas de quem estava sem cinto. Até acredito que em determinados acidentes elas possam ser úteis, batida lateral, mas no geral não creio que a ausência deles piorem os efeitos do acidente.

    • anonymous

      Felizmente a segurança automobilística atualmente é baseada na ciência, não em crenças. Airbags são eficazes em muitos, quase todos os tipos de acidente.

  • Gustavo73

    Depois perguntam porque a NCAP dá tanta atenção aos cintos de segurança.

  • L641

    Fui parar para ler os comentários da postagem do Flatout e me deu até tristeza. Não sei se é porque estou rodeado de gente que pensa como eu, mas ler aquilo me fez ver como é absurdo o pensamento de MUITA gente.
    Gente justificando com a desculpa que conheceu alguém que morreu porque estava de cinto (ou não morreu porque não estava de cinto), gente dizendo que isso não tem nada a ver porque era hora e pronto, que só morreu porque Deus quis…
    As pessoas se recusam a enxergar a realidade, parecem crianças fazendo birra, tudo isso é pra justificar a preguiça de puxar uma tira e encaixar na trava?

  • RoadV8Runner

    Sempre usei o cinto de segurança ao andar em automóveis, desde criança, mesmo quando não era obrigatório. E até hoje gosto do cinto bem firme, colado ao corpo, nada de folga. Quando vejo casos como esse do cantor acontecerem, fico incomodado, em se perderem vidas por um detalhe tão simples, não usar o cinto. E quando ocorre em carros muito seguros, como nesse Range Rover, a sensação é ainda pior.
    Ao menos nesse caso, aproveitei para instruir o pessoal onde trabalho, pois muitos comentaram como pode ter ocorrido a fatalidade com um carro cheio de bolsas infláveis. Foi aí que expliquei que, sem uso do cinto, essas bolsas infláveis são praticamente inócuas, podendo até mesmo agravar os ferimentos de um acidente, no caso dos passageiros dianteiros estarem sem o cinto afivelado e serem arremessados contra a bolsa, totalmente soltos. Ou então serem esmagados, se usando o cinto, pelo passageiro de trás pressionar o corpo contra o cinto. Incrível como isso era novidade para a maioria!!! Pois agora vou sugerir que leiam este belo texto a respeito.
    Primeira providência que fiz ao comprar meu Opala foi adquirir um jogo de cintos de segurança novos, de boa qualidade. Mesmo sendo subabdominais apenas, tem que ser usado equipamento de procedência, que irá te segurar no caso de impacto. E, para piorar, os da frente eram xing-ling de três pontos e adaptados, pois o Opala 1980 2 portas não previa a ancoragem do cinto na parte superior da estrutura do teto. Sei que com isso vou receber, de vez em quando, multas por não estar usando o cinto, como acontece com outros donos de carros com cintos apenas subabdominais na dianteira, mas sei que estarei preso por equipamento de boa qualidade.

    • DeathMagnetic

      Eu ouvi dezenas de pessoas comentando o mesmo. “Como pode? Num Range Rover?E os airbags?”. Eu nem explico mais, só digo, seleção natural.

      Se em pleno século 21, já na metade da década 10 você ainda não sabe o funcionamento dos airbags + cinto de segurança, sinto muito.

      PS: Não estou dizendo isso para você ROAD e sim para os que me perguntam sobre o acidente do cantor.

      • Jonas Torres

        Curioso que de um artigo para o outro (aquele do MAO sobre o chiqueirinho do fusca) todo mundo sempre usou cinto, nunca andou no porta-malas, crianças sempre usaram cadeiras etc. Virou o disco.

  • anonymous
    Claro que não. Eu tinha cintos subabdominais nos meus carros desde o começa dos anos 1960.

  • Thales Sobral

    Por sinal, no Euro NCAP isso dá pontos na classificação do carro.

  • mecânico anônimo

    Na minha opinião, rodas que sofreram dano estrutural (como trincas ou grande deformação) não devem ser recuperadas, muito menos soldadas. O que acho aceitável é a recuperação de pequenos amassados na borda e leve “passe” no torno para “zerar” as superfícies de assentamento dos talões, sempre dentro das tolerâncias. A remoção excessiva de material da face externa (“diamantação”) como medida cosmética (?) também é prejudicial.

    • Roberto Alvarenga

      Pode ter sido justamente esse o caso da Land Rover do acidente…

  • CorsarioViajante

    Nestes casos, o melhor é não comprar a discussão e pensar que Darwin estava certo… 🙂

  • CorsarioViajante

    Muito obrigado, Mr. Car! Vou pesquisar.

  • Paulo Belfort

    Hoje, com os cintos de três pontos nos bancos de trás, essa coisa de ficarem embaixo do banco acabou. Ainda bem!
    Uma das desculpas que eu usava era justamente essa, de que eles estavam sob o banco!

    • Stark

      Mas alguns ainda escondem o do meio (quando é de dois pontos), e outros escondem o encaixe do cinto. Outra coisa que desestimula são os cintos não-retráteis (seja de três pontos ou subabdominal), que precisa regular manualmente. É um trabalho tão chato usar aquilo que a pessoa acaba desistindo.

      Eu sempre peço para todos usarem o cinto no meu carro, tiram até onda de mim por causa disso, mas percebo que no fundo eles sabem que estou certo.

      Já no carro de outro colega meu, o pessoal costuma colocar o cinto, mas por causa da forma que ele dirige, rs.

  • Jonas Torres

    O pessoal que lá no post do MAO andava no “chiqueirinho” do Fusca, agora virou o disco. Não deu pra entender!

    Calma pessoal, vamos ser menos Zelig.

    • Milton Evaristo

      Um efeito manada escalafobético!

  • braulio

    Não sei como escrever isso de forma que não pareça insensível, então vai do modo psicopata mesmo: Em que pese que nenhuma morte ser boa, a do cantor foi a melhor opção possível: Ele era um “artista sertanejo universitário”, coisa que o Brasil produz aos borbotões. Fosse um professor universitário, o investimento em sua formação teria sido perdido, e sua especialidade poderia ficar por décadas, ou mesmo eternamente, sem outro representante.

    Aos 29 anos, ele já estava no auge de sua carreira, enquanto um engenheiro, por exemplo, só estaria começando (e durante uma carreira produtiva, produziria dezenas de vezes mais divisas para o país, mas não receberia mais do que o cantor ganhou em sua curta carreira). Ele foi vítima da própria irresponsabilidade, enquanto todos os dias centenas de pessoas morrem vítimas de ações nas quais não tiveram direito de escolha.

    Mas talvez o melhor (se é que se permite ver algo bom numa tragédia) seja justamente a volta do assunto segurança viária nas discussões diárias. O suve, dentro do que se considera mais desejável tinha pneus fita-adesiva, sacos de lixo nos vidros e rodas gigantes, mas também todos os equipamentos de luxo e segurança que poderiam estar disponíveis num carro. Usar o cinto de segurança é algo fácil e obrigatório por lei. O que faltou?

    Haverão os que considerarão a situação resolvida com mais uma ou duas canetadas. Os vendedores de badulaques falarão em mais uma babá eletrônica. Afinal, uma geração que elege nossos políticos não pode ser considerada “em plena posse de suas propriedades mentais”.

  • Lucas

    Eu apostaria em uma tentativa de desviar algum animal/objeto na pista ou o motorista ter dormido.

    • Lucas,
      O que deve provocado a capotagem foi a canaleta de escoamento de água que foi mostrada em algumas fotos. Ele andou um bom pedaço no canteiro central até capotar. Pelos danos traseira ele deve ter capotado de frente.

  • DeathMagnetic

    Perfeito, mas claro, o cara passou por um acidente sem o cinto, agora é a prova que o não uso do cinto salva vidas.

    Tem gente que toma tiro na cabeça e sobrevive sem sequelas, logo, podemos afirmar que bala na testa não mata.

  • jr

    Muitos tem preguiça de usar o cinto, ou acham que o cinto os “prende” ou “sufoca”. Outros, argumentam que “não tem perigo”, “melhor nem pensar nisso”, “eu dirijo bem”, “comigo não acontece”, “tira minha liberdade”.
    Existe lei, mas a fiscalização realmente é pouca.
    Nenhum adulto portador de carteira de motorista ou mesmo qualquer pessoa que assista eventualmente televisão pode alegar ser desinformada, a questão do cinto já é senso comum faz tempo.
    Acho que é hora das pessoas assumirem suas atitudes. Chega de culpar o outro, no caso, o Estado, ou o motorista, ou sei lá quem.
    Se a pessoa tem suficiente idade, a RESPONSABILIDADE É DELA. Se não tem, obviamente é do RESPONSÁVEL LEGAL (pai, mãe etc).
    No caso que motivou a coluna, sem considerar questões legais, a culpa é de quem não quis usar o cinto. Não foi Deus, não foi o Estado, não foi a tia do pré-primário que não educou. Simples assim.
    Acho que, com lei ou não, no momento cada RESPONSÁVEL atua segundo seu julgamento.
    Sempre usei cinto, desde criança. Sempre cobrei que os outros usassem. Cansei de discutir com minha esposa quando tomávamos táxi, pois ela sempre se recusava a usar o cinto. Levei anos para convencê-la. E ela não é uma pessoa ignorante, definitivamente. Mas acha (ou achava, não sei) que “com ela não aconteceria nada”.
    Por muitos anos, quando dirigia com passageiros, fiquei com o carro parado esperando que todos colocassem o cinto. Sempre ouvindo resmungos e reclamações. Como não temos mais crianças na família, hoje já não faço mais isso, exceto quando vou levar passageiro em viagem. Por quê não faço mais isso? Por que me cansei. Exijo de minha esposa e filho, os outros, que se danem. Bando de marmanjos, educação superior, engenheiros, advogados, médicos, todos com a educação com a melhor qualidade possível. Mas, se recusam a usar o cinto. Na cidade, como disse, já não me incomodo mais. Só que daí vou por caminhos fora das vias principais, a 20 por hora, até que as pessoas começam a ficar bravas comigo e daí sugiro que da próxima vez peguem um táxi ou vão de ônibus. Quando o trajeto é fora do urbano continuo a ficar parado enquanto não colocam o cinto.
    Há algum tempo um colega me pediu uma carona. Tudo bem. O cara entrou no carro, no banco do carona (na frente) e fiquei esperando ele por o cinto. Nada de por o cinto. Pedi. “Não precisa, logo ali desço”. Seguindo o princípio que comentei antes, segui leeeeentamente. O cara ficou me olhado, como querendo dizer, “cara, anda!”. Nisso o alarme de cinto aberto começou a tocar, e o som cada vez mais intenso. “Nossa, o que é isso?”.”É o alarme do cinto. Afivele”. Ele teve a pachorra de fazer toda uma ginástica para afivelar o cinto por trás, e ficou sentado / recostado sobre o cinto…
    Essa mesma pessoa, dois meses depois viajava com a família toda, incluindo dois filhos pequenos, sogra, cachorro. Todo mundo sem cinto. Ele capotou o carro (cinco voltas contadas, só parou num barranco), um dos filhos acabou deitado no pára-brisa, sobre o painel do carro, a mulher se machucou no rosto etc.
    Daí pegou uma carona comigo para ir até a seguradora, levar uns papéis. “Põe o cinto”. “Não precisa”.
    Ou seja,…

    • Bera Silva

      Concordo, as pessoas têm que assumir suas escolhas e pronto! Se não quer usar (como às vezes eu mesmo não uso) que assuma as conseqüências.

  • Frank Pontes

    Quanto ao que pode ter causado a capotagem, tem a questão das rodas não originais e de qualidade duvidosa. Uma delas se quebrou, a perícia vai determinar se antes do capotamento, causando-o, ou se durante. Segue link: http://oglobo.globo.com/economia/carros/range-rover-em-que-morreu-cristiano-araujo-foi-adaptado-com-rodas-iguais-as-do-porsche-cayenne-16568538
    É outra coisa que não condiz com a histeria por segurança. As pessoas fazem questão da sopa de letrinhas, mas colocam qualquer roda de caminhão com pneu fita isolante sem nenhum critério, para ficar “lindão”. Como se isso não afetasse as características dinâmicas e a segurança!

    • Rodrigo

      Obviamente o motorista vai alegar que houve falha mecânica.
      Trocar as rodas não traz perigo.
      Não há marcas de freada, não há marcas de atrito entre metal e asfalto (que ocorreria se o pneu tivesse mesmo rasgado ou furado) e a ocorrência aconteceu em linha reta numa pista bem pavimentada.
      Ninguém quer trazer sofrimento pros outros, mas o cansaço e cochilada ao volante do motorista aliado à negligência do casal ao não utilizarem o cinto no banco de trás, surtiram em um efeito fatal, infelizmente.
      A mídia vai suportar as hipóteses mais esquisitas e improváveis para minimizar a culpa do motorista.
      Esse peso nas costas dele já vai acompanhá-lo pro resto da vida, e acusá-lo ou sentenciá-lo não trará o casal de volta.

  • Perfeito, Carlos!

  • Frank Pontes

    “Trocar as rodas não traz perigo”
    Paro a leitura por aqui.

    • João Carlos

      Depende, por exemplo, o up! traz três opções de rodas de tamanhos diferentes.

  • Luis_Zo

    “Sete bolsas infláveis, inclusive as que protegem os ocupantes do banco traseiro, que se abriram no momento da capotagem”.

    Melhor verificar essa informação. Bolsas geralmente são projetadas para abrirem somente em batidas. Para capotamentos “puros” elas são projetadas para NÃO deflagrarem… salvo o carro não ser assim (o que sairia do padrão) as bolsas abriram em uma batida ANTES do capotamento, e não na hora do capotamento, como escrito. Faz bastante diferença…