Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Segurança em marcha-lenta – Autoentusiastas

Rodas quebradas num acidente, ao invés de seguirem para o lixo, são irrresponsavelmente reparadas e seguradoras fecham os olhos para esta barbaridade técnica

Notícia boa: a segurança do automóvel vai evoluindo — e muito — no Brasil. Crash-tests (Latin NCAP ou Euro NCAP) obrigam fábricas a rever projetos, modernizar manufatura e equiparar nossos veículos com os produzidos no exterior. Falta muito, mas nossos carros já se aproximam dos padrões de Primeiro Mundo. A obrigatoriedade do ABS, por exemplo, tornou mais simples instalar outros dispositivos de segurança como o controle eletrônico de estabilidade (ESC) ou o TPMS, iniciais em inglês para sistema de monitoramento da pressão dos pneus. Que já estão chegando por aqui.

Noticia ruim: se o carro zero km ganha segurança, os mais velhinhos continuam distantes de padrões mínimos internacionais. Enquanto o veículo é assistido pela oficina da concessionária ou outras de mesmo nível técnico, ele se mantém dentro dos padrões estabelecidos pelo fabricante. Mas, ao atingir elevadas quilometragens, exatamente quando necessita de manutenção ainda mais cuidadosa, vai parar em oficinas de competência e ética duvidosas. Na base do salve-se quem puder, pois o governo falha em dois pontos:

1. Não implantou a inspeção veicular para se garantir um mínimo de integridade em veículos a partir de três ou quatro anos de fabricação;

2. Toca em marcha-lenta a certificação de componentes do mercado de reposição. Ao contrário do Brasil, fornecedor nenhum do Primeiro Mundo coloca seu produto à venda se não for certificado por um órgão especializado, como o TÜV, na Alemanha, por exemplo.

Amortecedores vencidos passam por uma pinturinha na carcaça, óleo trocado por outro mais “grosso” e colocados de volta no mercado como “recondicionados”.

Rodas de alumínio quebradas num acidente, ao invés de seguir direto para o lixo, são reparadas em oficinas “especializadas”. Voltam a ficar ‘bonitinhas” mas podem esconder trincas ou fissuras que só se detectam com sofisticados aparelhos de ultrassom. Muitas seguradoras autorizam e fecham os olhos para esta barbaridade técnica.

Fluido de freio pode não passar de álcool colorido com anilina vermelha. Que não resiste a temperaturas elevadas e ferve na primeira freada de emergência.

Pneu é capítulo a parte. Neste país de corrupção generalizada, empresas de remoldagem “convenceram” o Inmetro a certificar — sem observar regras mínimas de segurança — pneus produzidos a partir de carcaças velhas. Inicialmente, pneus velhos (lixo no Primeiro Mundo) eram importados e parte deles vendidos (ilegalmente) no estado, como pneus usados, nas periferias das grandes metrópoles. Outros utilizados para remoldagem, mas sem a necessária especificação da carcaça: num par de pneus remoldados, um pode ter sido projetado para um Porsche, outro para um furgãozinho Towner. Ambos vendidos para um mesmo automóvel. O poder de “convencimento” das empresas foi tão grande que obtiveram homologação de remoldados até para motocicletas. Hoje, o mercado de reposição foi invadido por asiáticos, com qualidades variáveis. Alguns tão confiáveis quanto marcas tradicionais e utilizados em linhas de montagem. Mas, como separar o joio do trigo se não há controle de qualidade nos portos?

O Inmetro está trabalhando para homologar componentes de reposição e já estabeleceu padrões para rodas de liga leve, catalisadores, fluidos de freio e alguns outros. Num processo extremamente lento e sujeito a todas as burocracias governamentais. Tão lento que, muitos anos depois lançada no Primeiro Mundo, só agora a cadeirinha Isofix recebeu padrões de certificação e poderá ser fabricada no Brasil.

Se a segurança do nosso carro zero-km evolui, os mais velhinhos continuam ameaçando a segurança pública. E, infelizmente, representam a grande maioria da nossa frota.

BF

Foto da abertura: 4wd.blogeasy.com
Boris Feldman, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos, autoriza o Ae a publicar sua coluna veiculada aos sábados no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG).
A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

  • Rodolfo

    Pneu remold é um crime, não se sabe da segurança do pneu e nem da durabilidade do mesmo.

    Na Europa é legalizada a venda dessa aberração também?

    Acho que se a pessoa não tem condições de compra um jogo de pneus de uma marca de renome é melhor ela nem ter carro.

    • FocusMan

      No Reino unido é permitido a venda de pneus usados. Inclusive tem um episódio do programa 5th gear onde o Teff Needel testa um carro com pneus Continental, com uma marca de pneus chinesa e com pneus usados, de marcas diferentes inclusive. Estranhamente no teste o pneu Continental não se saiu bem.

  • Mr. Car

    Fora os componentes recondicionados sem critério, e os de marca própria mas de qualidade inferior, temos ainda o problema das falsificações das marcas de maior prestígio, não?

  • RoadV8Runner

    Desculpe eu ir contra a maré novamente, mas não vejo como grande culpado do que é exposto nos textos o governo em si. Essas coisas só acontecem porque o brasileiro médio aceita pagar pouco em um produto sabidamente inferior ao de primeira linha. Muitos preferem pagar uma fortuna em rodas enormes, que exigem pneus novos caríssimos, mas como o dinheiro está curto, investe em pneus usados ou então nos remoldados. O mesmo vale para pastilhas e lonas de freio, terminais e buchas de suspensão e por aí vai. Muitos me acham chato por exigir sempre produtos de primeira linha para fazer manutenção em meus carros.
    E voltando ao tópico pneus, que vem sendo invadido por marcas chinesas de qualidade desconhecida, em alguns casos simplesmente não se tem opção. Por exemplo, somente dois fabricantes nacionais mantém em catálogo pneus 195/70 R14, usados nos Opala e Caravan, entre outros carros nacionais. Tente comprar ou até mesmo encomendar esses pneus em qualquer revendedor. Impossível, na prática não existe mais fabricante nacional que forneça pneus nessa medida. Quando fui comprar pneus para meu Opala tinha apenas duas opções: comprar pneus chineses, que é possível encontrar (e, mesmo assim, não é tão fácil); importar eu mesmo pneus dos EUA, de qualidade acima de qualquer suspeita (mas vá ver a tremenda dor de cabeça que é para trazer um jogo de quatro pneus…). Havia ainda uma terceira opção, manter os pneus traseiros riscados e os dianteiros remoldados, que o dono anterior usava…
    Eu realmente fico muito incomodado com essa tendência atual de se culpar o governo por tudo, exigir que sejam criadas mais e mais leis para proteger o consumidor. Enquanto não houver uma mudança de postura do cidadão brasileiro médio, pode-se criar quantas leis forem, pois sempre o sujeito irá dar um jeitinho de conseguir comprar um produto ruim, que custa metade do preço (ou menos) de um produto de qualidade. Sem contar que, exigir que o governo eleito por essas pessoas que compram produtos por preço e não por qualidade, faça algo que resolva a questão, é exigir demais. O governo só está lá e o país nesta situação atual porque o povão em geral aceita.

    • Lorenzo Frigerio

      Há alguns anos, cheguei a comprar Michelin XT-AS 205/70SR14 para o meu Oldsmobile, mesma medida do Dodjão. Talvez

      Ela ainda comercialize essas medidas.

    • Roberto

      Isto que você colocou no início do seu comentário me fez lembrar de um acidente na BR-386, onde o motorista e passageiro de um carro morreram após derrapar na pista e bater de frente com outro veículo maior. O detalhe é que os pneus do carro estavam carecas, mas o dono do carro não poupou dinheiro para colocar rodas grandes de liga leve.
      Pior é que este tipo de gente que coloca a aparência em primeiro lugar e a segurança em segundo plano, não é tão difícil de se encontrar nas ruas.

    • $2354837

      RoadV8Runner, vai ver quanto custa, um kit de troca de correias… Cotado na concessionária a 1,500,00 comprei pela internet peça de primeira linha (Gates e Contitec) por 200,00.

  • RoadV8Runner

    Não sei se na Europa é permitida a venda de pneus remoldados. Mas uma coisa é certa: lá, o cidadão procura por qualidade, não preço. Eles sabem que determinados itens são de custo elevado, justamente pela importância ou complexidade que tal item apresenta. Na Holanda e França, que conheço pessoalmente, simplesmente não existem produtos chineses de baixíssima qualidade que se vê em profusão por aqui, por um motivo simples: não adianta apresentar esses produtos ruins para venda, ninguém irá comprar.

    • Luiz_AG

      Não é assim, não, roadV8runner… A diferença é que se alguém sofrer acidente por causa de pneu as penas são duríssimas.

      • RoadV8Runner

        Sobre produtos em geral, ao menos na Holanda e França (e dentro do rol de convivência que eu tenho), as pessoas ficam horrorizadas com alguns produtos de péssima qualidade que se encontram à venda aqui no Brasil. E quando eu ando pelas lojas desses dois países, nunca encontrei produtos asiáticos de qualidade abaixo da crítica. Têm sim produtos inferiores, mas perfeitamente dentro do que se espera em qualidade mínima.
        A lei de lá é dura sim, mas a cabeça das pessoas é completamente diferente do brasileiro. A grande maioria das pessoas pensa na coletividade, aceitando alguns sacrifícios para não prejudicar o todo. E não é comum darem o tradicional “jeitinho” para driblar a lei. Alguns até fazem, mas se forem pegos, a encrenca é enorme.

  • Oli

    Apenas a roda da foto que parece ser de aço, e até onde eu sei, não há problema em desamassar rodas de aço. Aliás, rodas de aço para carros comuns só perdem na beleza, no resto são melhores em tudo.

  • Acyr Junior

    Muito bem lembrado, Mr. Car
    Há pouco tempo vi, incrédulo, o filho de um amigo comprar um par de pinças de freio Brembo por um valor que certamente não poderia ser real. Resumo da ópera: depois de instalado descobriu que apesar de bonito (?!?) os freios do seu carro ficaram piores que o original. Para não “ficar no prejú”, vendeu o conjunto num desses sites de leilões…

    • Danilo Grespan

      Nos sites de venda chineses, como o AliExpress, que reúne produtos de várias indústrias, você encontra falsificações de qualquer coisa para carro. Qualquer pessoa pode comprar um produto “cópia” de um original por 1/10 do preço, e vender no Mercado Livre por 1/2 do preço. Infelizmente, nesse aspecto, a internet mais ajuda do que atrapalha, pois é impossível ter controle de qualidade disso. Cabe a quem compra exigir NF, verificar o preço original do produto etc.

  • boris feldman

    Sim, na Europa existe o remold, com uma diferença fundamental: a remoldagem é obrigada a manter na banda lateral as características originais da carcaça, para não se colocar no mesmo eixo pneus com comportamento completamente diferentes. No Brasil, esta exigência (que encarece o custo da remoldagem) foi relaxada graças ao lobby da BS Colway junto ao Inmetro.

  • Newton ( ArkAngel )

    Certo, vamos proibir então a circulação de veículos com mais de 10 anos ou 100.000 km.
    Posso estar errado, mas a meu ver o investimento prioritário em termos de segurança deve ser naquela peça situada entre o volante e o banco.
    Claro que é ridículo negar a evolução dos carros em termos de segurança, mas apesar disso, apesar das mortes terem diminuído, o número de acidentes cada dia aumenta mais, tanto pelo aumento da frota quanto pelo aumento da inabilidade dos motoristas. Cada um tem o direito de pensar como quiser, mas creio que sempre é melhor evitar acidentes do que se envolver por imprudência confiando nos equipamentos.
    Parece a história do sujeito que pegou a mulher no sofá com o amante. Acho que todos vocês já a conhecem.

    • RoadV8Runner

      Concordo totalmente com seu comentário. É louvável a evolução que vem acontecendo com os automóveis modernos, mas daí a exigir que toda a frota seja assim, beira o surreal. Nem mesmo na Europa, EUA ou Japão, cuja frota é composta em sua maioria por carros novos, vez ou outra encontram-se modelos com mais de 10 anos de uso circulando normalmente. E se o grosso dos acidentes fatais por estas terrinhas fossem causados por carros velhos…
      Como certa vez alguém escreveu por aqui, eu dirijo como se houvesse uma faca apontada para meu peito, vinda do volante, sem essa de contar com a tecnologia para me proteger. Nem que eu esteja em um carro 20 estrelas, jamais me sentirei confortável em saber que o número de acidentes é absurdo aqui no Brasil.

      • Newton ( ArkAngel )

        A média de idade da frota norte-americana é de cerca de 11anos, e a do Brasil é de 8,8 anos. A qualidade dos carros também ajuda na durabilidade, fora a excelência da pavimentação.

      • RoadV8Runner,
        O cidadão deveria ter mais responsabilidade ao dirigir, com mais educação, segurança e respeito.

    • Ramon VillaNuevas

      Newton, creio que deveria ser adotado no Brasil um controle veicular semelhante ao que ocorre no Reino Unido. Lá se o seu veiculo não estiver dentro da legislação vigente, com a manutenção e conservação em dia ele NÃO pode rodar. E o NÃO é não mesmo. Não há jeitinho que resolva. Já aqui, tentaram colocar a inspeção com a Controlar. Aí todos nós já sabemos o resultado… como diria Cazuza: “… Só sujeira pra todo lado… Brasil!!! “

      • Lorenzo Frigerio

        O problema da Controlar é que era uma inspeção só de emissões, sendo que em São Paulo os carros são praticamente todos injetados. Uma inspeção de segurança, como no Reino Unido (MOT) seria mais importante.

        • Lorenzo,
          Os veículos antigos no Reino Unido são inspecionados de cabo a rabo, freios, suspensões, motor, transmissão etc, garantindo que os velhinhos possam circular com segurança. O cidadão também colabora dirigindo os antigos em velocidade e maneiras compatíveis

    • Sem falar as auto-escolas que formam esses condutores, tem uma aqui que a mulher tirou a carteira, tem carro automático porque não sabe usar manual, mas não sai com o carro porque não sabe tirar e colocar na garagem e nem fazer meia-embreagem na ladeira sabe.
      Tanto homem quanto mulher, tem alguns que não tem como ter passado exame sem suborno.

      • Fat Jack

        Fato!
        Canso de ouvir que “fulano” e “ciclano” pagaram a “quebra” para terem a carteira de habilitação sem sequer uma aula teórica ou prática.
        E tenho um exemplo em família, um tio de aproximadamente 70 anos que tem “somente” Parkinson e Alzheimer e conseguiu renovar a carteira através de um “amigo”, não preciso nem dizer como a família ficou desesperada ao ver aquilo, felizmente tal habilitação “se perdeu”…

  • Newton ( ArkAngel )

    Enquanto isso, nada é feito para aumentar a segurança nas vias, além disso, existem contra-sensos hilários, como por exemplo, falarem tanto em segurança e ao mesmo tempo os ônibus urbanos circularem lotados, com idosos, gestantes e crianças em pé e sem cinto de segurança.
    Mas pensando bem, não faz diferença, se um ônibus bater em um carro quem vai absorver (ou não ) o impacto com certeza não vai ser o ônibus…

    Fé em Deus e pé na estrada.

  • Ozirlei

    Ao meu ver a matéria coloca como se o carro antigo fosse uma ameaça. Como ja foi comentado em outras matérias do André Dantas e do Bob a segurança passiva e ativa nos novos veículos é muito bem vinda desde que não seja uma muleta para se andar igual loucos nesses novos carros e desde que e que saiba que esses itens devem ser o último recurso que não substituem o conhecimento e responsabilidade de quem dirige. que os mesmos amenizam… mas como no post do André Dantas.. qualquer impacto acima de 60 km/h é potencialmente fatal… é física, e no máximo é possível atenuar… então nada substitui um motorista. Pode ser na porcaria do carro que for.
    Ahhhh… sim.. e claro para colocar um pouco de lenha na fogueira, assim como os carros antigos, talvez motoristas velhinhos também sejam uma ameaça a segurança pública, não? Já não ouvem tão bem, não enxergam como antes, não tem mais o raciocínio rápido de antes… alguns são piores que quatro pneus remold num Fusca caindo aos pedaços no trânsito.

    • Rodolfo

      O que é um perigo na verdade é um carro em mau estado de conservação: pneus carecas, freio ruim etc.

    • Ricardo

      Seguindo este raciocínio então TODAS as seguradoras estão erradas não?

  • Totiy Coutinho

    Aviões e caminhões tratores e carros em geral usam pneus recauchutados mundo afora há décadas. A B S Colway saiu do mercado em 2007 por ser proibida de importar carcaças de pneus européias (que teoricamente estão mais inteiras devido as características de piso )

  • RoadV8Runner

    Essa de falsificações é de arrepiar. A cerca de dois ou três anos atrás foi comprado um lote de 20 rolamentos onde trabalho, que deveriam ser SKF. Quando colocados em uso, não duravam nem 24 horas nas máquinas. Como achei isso muito estranho, pedi para ver um desses rolamentos: na hora descobri que eram falsificados, a começar pelo material da caixa (papelão bem vagabundo, ao estilo dos componentes xing-ling das lojinhas de R$ 1,99…) e havia folga no rolamento, em um componente nunca usado! O que me deixou maluco foi o pessoal da manutenção ter usado o componente, sem sequer questionar as evidências de ser um rolamento completamente diferente dos SKF até então usados. Imagine um rolamento desses na roda do seu carro?

    • $2354837

      A SKF não anda bem das pernas. Já ouvi reclamações de quem lida com máquinas industriais. O pessoal está evitando a marca. INA é outra que já foi boa. Prefira Timken e NSK.

      • Lorenzo Frigerio

        Acho que simplesmente você não tem como ir na loja e pedir um Timken do modelo que você quer. Nunca vai ter o que você quer, da marca que você quer. Fosse nos Estados Unidos, você encomendava pelo correio e pronto.

  • Lorenzo Frigerio

    As peças falsificadas só existem porque os impostos sobre as originais e legais é absurdo, e a burocracia de importação, idem. Não só em carros, mas em comida e materiais de construção, ao longo dos anos vejo marcas tradicionais desaparecerem porque aparece um fornecedor oferecendo um produto totalmente desconhecido por preço menor e, na cabeça dos compradores das empresas varejistas, o consumidor só vê preço. Resultado: só porcaria na praça, e eventualmente, depois de empurrar as marcas boas para fora do mercado, os preços se “realinham”.

    • $2354837

      Impressionante como as pessoas acham que o setor automobilístico é instituição filantrópica… É caro para ter lucro simples assim.
      O preço é o que o consumidor paga. Isso pode ser 5 ou1.000% a mais que o custo de produção, como no caso dos perfumes.
      Consigo bons descontos me antecipando as trocas de componentes e pesquisando muito. Geralmente compro pela internet.

  • Fat Jack

    Vou abordar inicialmente somente dois dos (vários) tópicos abordados pelo Boris:
    1 – Pneus:
    Se temos no Brasil um instituto regulamentador que pode ser “convencido” a certificar determinado tipo de produto (como o pneu remoldado ou recauchutado), obviamente algo está muito, mas muito errado.
    Se estivéssemos em um país sério, em tese qualquer produto para poder ser vendido (novo, remanufaturado, nacional, importado etc…) deveria obrigatoriamente ter o selo do Inmetro, e este selo (também em tese) deveria representar que ele tem as condições mínimas de segurança para os fins a que se destina.
    Ou seja, cabe ao Inmetro (a meu ver) tanto a certificação, como os testes, como as fiscalizações e tudo mais…
    Outro critério que tem de ser abordado é por que os pneus nacionais (de fabricantes de respeito) são encontrados no Paraguai por certa de 1/3 de seu preço da amada “terra pátria” (a fabricante é a mesma, o produto – em tese – também, há um elevado gasto com frete, lucro para a fabricante e para os revendedores com esse valor)?

    2 – Veículos antigos:
    Generalizá-los como “ameaça a segurança pública” me soa como absurdo, acredito que (estatisticamente inclusive) eles não representem uma quantidade tão grande assim de veículos envolvidos em acidentes graves para merecerem este título.
    Ah, e ainda em tempo, a inspeção veicular temporariamente em São Paulo se mostrou um fiasco, com diversos carros com certificação comprada (novidade…) enquanto outros eram reprovados por não obterem índices que não apresentavam nem 0-km. Resumindo, era um belo “pega-trouxa”.

  • Fernando

    A respeito da qualidade dos produtos, um outro que precisaria de atenção e fiscalização também seriam os “aditivos” ou soluções para o sistema de arrefecimento, pois tem alguns por aí que se bobear dá na mesma de usar somente água (capaz que seja pior do que uma água pura mesmo).

  • francisco greche junior

    Lí verdades mas lí generalidades. Não achei produtivo.

  • RoadV8Runner

    Há pouco mais de um ano atrás eu fui numa revenda Michelin aqui de Sorocaba-SP e eles me disseram que poderia ser encomendado o pneu na medida 195/70 R14. Passados mais de três meses, desisti de continuar ligando para saber a previsão de entrega. Tentei em Campinas em outra revenda e nada… Há cerca de duas semanas passei em outra revenda de pneus (não autorizada Michelin) em São Paulo, onde me disseram que no catálogo do fabricante consta o pneu, mas na prática, a fábrica não informa o prazo de entrega quando é feita encomenda. Ou seja, não fabrica mais, não sei porque mantém as medidas 195 e 205/70 R14 em catálogo!

  • RoadV8Runner

    Não sei o que se aplica a pneus, mas em geral, produtos fabricados no Brasil e destinados a exportação recebem descontos generosos da pesada carga tributária, inclusive nas matérias-primas, mesmo que importadas (se for o caso).

    • Luiz_AG

      Isso acontece em todo pais do mundo, até na China. Qualquer produto comprado na Europa de fora da Comunidade Européia tem 20% de desconto no VAT.

      • Fat Jack

        20%, ok, pois esta diferença será diluída completamente ou quase pelos maiores custos de frete etc…, agora no caso que eu citei, chega-se a 66% de “desconto” com frete e tudo!

    • Fat Jack

      Perfeitamente, o que eu quis levantar é justamente o quanto a carga tributária é elevada neste item de absoluta importância em termos de segurança, pois é muito fácil culpar o consumidor por comprar um produto “Made in China”, “logotipado” pelo Inmetro (portanto em tese um produto seguro) por metade do preço de um nacional sem levar em conta os preços absurdos a que os pneus estão chegando. (Não é defesa de causa própria, ainda uso Pirelli e Bridgestone nos meus carros)

  • RoadV8Runner

    Não é só por causa de impostos e burocracia que as peças falsificadas estão rolando por aqui. Existem algumas empresas xing-ling que falsificam na má fé mesmo, para enganar os incautos. Claro que para isso precisa ter alguém aqui de dentro do país que facilite as coisas…

  • Vinicius

    “Se a segurança do nosso carro zero-km evolui, os mais velhinhos continuam ameaçando a segurança pública. E, infelizmente, representam a grande maioria da nossa frota.”

    Creio que não foi a intenção, mas soou preconceituosa essa assertiva.
    Existem velhinhos e velhinhos; zero km e zero km.
    Dependendo dos modelos comparados, existem velhinhos de mais de 15 anos com mais segurança que zero km. Obviamente, desde que bem manutenidos..

    Meu 307 2004/05, ao trocar os pneus, não quis nem saber Pzero Nero 225/50/17. Caros? Depende, consegui a 349,00 cada porque o pneu que cotei meia hora antes de chegar à loja ( Goodyear Excellence), sumiu… Aí, discutindo a falta de consideração comigo, pois confirmei que ia trocar os pneus, e me disseram que reservariam, solicitei uma compensação no pneu melhor. Consegui e coloquei.

    Que pneu silencioso e com bom grip. Remold? Nunca. Marcas chinesas, etc, só conhecendo bem e sendo indicados com propriedade.

  • Vinicius

    Ah, idade de frota x segurança veicular (veículos seguros), para se configurar em um parâmetro válido, deve-se verificar outras variáveis…

  • Roberto
    O negócio é o carro ficar “lindão”…

  • Danilo K

    Isso é reflexo da forma como é tributado os carros aqui. Os tributos estão concentrados nos zero-quilômetros. Paga se muito imposto ao retirar um zero e já se paga IPVA no mesmo ano. E os mais velhos ganham isenção. Não deveria ser ao contrário? Bastando inverter o IPVA, ser isento para zero e gradativamente aumentando a medida que o veiculo fosse envelhecendo, facilitaria as pessoas a ter veículos novos, gerando empregos nas fábricas de automóveis, diminuindo o mercado de peças usadas e diminuindo roubos e preço dos seguros…

    • Rodolfo

      Você está querendo deixar os cofres públicos mais gordos? Se você não gosta de carro antigo tem quem goste. Tenho um Gol 1990 e já paguei IPVA por 21 anos… já foi até demais.

      • Rodolfo

        Se qualquer um for comprar carro 0-km ou semi-novo com isenção de IPVA que você quer, o trânsito vai ficar mais caótico do que já está nas grandes cidades.

        Não tem nada de agradável demorar 1 hora e meia pra andar 15 km em São Paulo, e ainda você quer piorar as coisas.

        A maior parte dos carros da frota de São Paulo são acima de 8 anos, carro com mais de 20 são apenas 4%. Então essa sua idéia de isenção de IPVA para 0 km fica inviável.

        Quem consegue ficar com um carro com mais de 20 anos de uso andando todo dia no trânsito caótico de São Paulo-SP, devido ao excesso de consumo de combustível dos carros carburados?

        O meu Gol deve fazer uns 5 km/l no trânsito parado, ou até menos. Nem me atrevo a pegar trânsito com ele. Só ando nos finais de semana em horários e regiões que o trânsito esteja tranqüilo, pois com trânsito bom ele faz 8 km/l na cidade.

      • Rodolfo

        Então você quer que um Fusca 1975 pague R$ 1.500,00 ou mais de IPVA?

        O que vai acontecer se isso ocorrer é que todo mundo vai mandar os carros antigos para o ferro-velho, e então o governo vai ter que voltar atrás e por IPVA de 4% em carro 0-km.

  • Luiz_AG

    Inclusive a totalidade dos aviões usam remold.

  • Rodolfo

    Carro antigo não é o problema, mas sim carro mal conservado. Fico furioso quando veja um carro com pneu careca… isso é sinal que o dono é relaxando… é o do tipo que só põe gasolina no carro e para variar batizada. Isso sim é um perigo para os outros.

    Tinha um vizinho que o fluido de freio baixava e ele completava em vez de ir a um mecânico e corrigir o problema. Um dia perdeu o freio e bateu em outro carro. O barato saiu caro! Ainda bem que ele não machucou ou matou ninguém.

    Acho que uma das maiores culpas de tudo isso é da polícia que não apreende esses carros em mau estado de conservação.

    • Vinicius

      Meu amigo, fico furioso com carro novo com uma lâmpada queimada ou parte elétrica em pane… Que dirá pneu careca! rs.

    • Tenho um vizinho com um Veloster com pneus de três marcas diferentes, e sendo que os traseiros estão no arame. Na frente tem Pirelli e Goodyear, e na traseira tem LingLong…

  • RoadV8Runner

    No que vivenciei, o problema não foi a qualidade inferior dos rolamentos SKF, mas a falsificação em si. Alguns desses rolamentos chegou a quebrar o anel externo depois de menos de um dia rodando. Como são máquinas de produção, de precisão e que rodam a velocidade elevada (1650 m/min), onde não é admissível a menor vibração, a troca de rolamentos é freqüente, ao menor ruído ou sinal de interferência no processo, o rolamento é substituído. Via de regra, quando se tira o rolamento usado, visualmente ainda está perfeito, sem folgas aparentes e giro liso. E se um rolamento deu problema, o histórico diz que outros começarão a falhar em breve, sendo mais vantajoso em termos de produtividade trocar o conjunto completo (são cerca de 15 rolamentos por máquina). Dessa forma, compra-se rolamentos que estiverem com menor preço, dentre os conhecidos, claro (SKF, NSK, INA/FAG, Timken…). Se a durabilidade fica abaixo do esperado, analisa-se a causa, para saber se é rolamento de qualidade inferior ou outro problema que reduziu a vida do componente.

    • $2354837

      Road, o cara me me falou isso trabalha com manutenção de máquinas no mesmo procedimento que você comentou. Disse para fugir da SKF e da INA, que estava tendo muito problemas. Pelo preço do desmonte, recomendou pagar mais caro pelo NSK.
      A Magneti Marelli estava mandando fazer muita coisa na China, o que piorou a qualidade consideravelmente.

    • agent008

      Máquinas trbalhando a 99 km/h! Linha de produção autoentusiasta? rs

      • RoadV8Runner

        Antes fosse, são máquinas para teste de resistência mecânica de fibras ópticas. E existem máquinas desse tipo que trabalham a 2000 m/min (120 km/h!).

        • agent008

          Certa vez visitei uma fábrica de papelão, tinham uma máquina de corrugado que trabalhava a 60-70 km/h. Já achei espantoso, imagina estas de 120!

  • RoadV8Runner

    Esse é o ponto, procurar peças de boa qualidade a preço justo. Uns três anos atrás tive que trocar a correia dentada e tensores dos comandos de válvula de meu Focus 2002. O preço dessas peças em concessionária era de R$ 1900, mas optei por usar Contitec e INA, que me custou R$ 900… De qualquer maneira, o mecânico me orientou a não rodar os 120 mil km que a Ford determina para troca, bem como não deixar passar mais do que 4 ou 5 anos, pois as polias das árvores de comando de válvulas não estão como novas e irão aumentar o desgaste da correia.
    Aliás, esse é um ponto que a Ford falhou, ao não colocar no manual do proprietário do Focus que a troca da correia deve ser feita a cada 120 mil km ou X anos. Na época, meu carro estava com cerca de 90 mil km, mas as correias tinham mais de 10 anos, o que considerei um exagero para borracha. Não deu outra: o desgaste dos dentes era pequeno, mas a borracha externa da correia estava totalmente trincada…

    • $2354837

      Road, sabe que confio mais em correia que corrente? Explico.
      Como muitos sabem sou motociclista. Tive uma moto com correia dentada na transmissão final que tem vida útil estimada em 100 mil milhas. Minha moto estava com 40 mil milhas (aprox. 65 mil km) e a correia estava nova, com mais de 10 anos de uso! Não demonstrava rachaduras, nem desgaste. Nunca precisei esticar. E olha que a correia ficava exposto a intempéries.
      Corrente de transmissão no entanto nunca vi durar mais que 30 mil km. E o procedimento de esticar a corrente por causa de aumento da folga nos elos é constante, a cada 1000 ou 2000 km. E se deixar sem lubrificação por 1 mês já emperra todos os elos.
      A correia de transmissão era semelhante à correia dentada.
      http://images.motorcycle-usa.com/PhotoGallerys/2009-Vulcan-1700-cruisers.jpg

      Eu ainda tenho por mim que por mais que uma corrente de transmissão de comando de válvulas não tenha manutenção, ela estica, tirando o motor do ponto. Com uma correia dentada isso nunca acontece.

      Em motos, algumas tem problemas com corrente de comando.

      • RoadV8Runner

        Não sou especialista no assunto, mas acredito que o esticador da corrente que sincroniza o comando de válvulas com o virabrequim exista justamente para manter o sistema com o mínimo de folgas (as correias dentadas também têm o esticador no circuito).
        Não tenho nada contra ambos os sistemas para sincronia do comando de válvulas, pois desde que se siga a manutenção adequada, conforme determina o fabricante, o risco de problemas é pequeno. Mas a correia dentada que saiu de meu Focus estava em condições assustadoras, em alguns pontos dava para ver as fibras internas de aramida…

  • Luiz_AG

    Isso é um dos impostos descontados de pessoa física. Tenha certeza que exportação de lote tem muito mais.

  • Boris, a roda pode entortar mas não quebrar. Inúmeros testes de impacto são efetuados pelas fábricas de automóveis e parceiros fabricantes de rodas para eliminar totalmente a quebra frágil. O que é absolutamente “proibido” é tentar consertar a roda danificada. A recomendação é substitui-la por outra igual.
    Obrigado e parabéns pelo excelente post !

  • Vinicius

    Aqui no Rio existe uma reparadora de rodas tradicionalíssima. Pronto Rodas. Os caras são bons e super responsáveis. Não consertam rodas com trincas em lugares críticos pois não querem se responsabilizar pela possibilidade de acidente.
    Ou seja, são criteriosos ao extremo no conserto. Não pegam qualquer defeito para reparar.

    • Vinicius,
      Micro-trincas são difíceis de serem detectadas, é necessário aparelhos de ultra som, raio-X, detectores de trincas por spray e revelador etc.Não creio que a maioria destes “especialistas” tenham estes equipamentos

      • Vinicius

        Meccia, a primeira vez que conheci esse lugar, o próprio dono me recebeu e me deu uma aula. Visitei as instalações e não lembro dele dizer, especificamente, da existência desses equipamentos, mas havia um laboratório de ensaio, com pessoas trabalhando.

  • Quando eu tinha meu velho Monza 89, ele tinha um jogo de rodas Vaska 15″, montadas em pneus Bridgestone Potenza.

    Era lindão.

    Um dia, levei pra alinhar e balancear, e o técnico achou uma trinca no raio de uma das rodas. Aí, ele procurando mais atentamente, achou mais uma roda com raio trincado… Vi ali um homem integro, que sumariamente condenou as rodas.

    Como era um jogo de rodas antigo e raro, desisti de procurar rodas pra substituir. Coloquei as 13″ de volta.
    Ao tentar algum lugar pra destruir as rodas, a surpresa: Todo mundo queria ficar com elas, pra soldar e depois vender. Andei muito, até achar um rapaz que as cortasse ao meio pra mim.

    Aí, doei o aluminio pra uma senhorinha recicladora.

  • Frederico

    Espera aí… falar que concessionárias têm mão de obra altamente capacitada é brincadeira…
    Só se for nos países de 1º Mundo, porque aqui, no Brasil, nem torquímetro eles usam…

  • RoadV8Runner

    Exatamente, a maioria dos motoristas brasileiros precisa se dar conta que fazem parte de um conjunto complexo, onde uma ação oportunista ou displicente pode gerar uma encrenca das boas.

  • Leonardo Mendes

    Só li verdades.

    Quanto a questão dos pneus, quem nunca conheceu alguém (amigo ou familiar) que comprou aquele jogo de rodas “da hora” para incrementar o visual do carro e usa 4 pneus de marcas diferentes porque “já vieram no negócio e não dava para comprar novos” e “ah, vá, quem que olha para pneu com umas rodas dessas?”

  • Ricardo

    É verdade, por isso sou muito reticente com quem compra “carrão importado” usado. Lógico, quem o faz é porque não pode comprar o novo, e aí o cara acha que porque tem um “BMV” pode sair acelerando e fazendo curvas (quase) impossíveis. Pergunto, será que o proprietário anterior (que já deveria ser o segundo ou terceiro) fazia a manutenção corretamente? Comprou pastilhas de freio originais? Pneus são os homologados para aquele veículo? Óleos e demais fluidos são compatíveis com o desempenho? A mão de obra empregada nas manutenções tinha treinamento para aquele carro? Enfim, sabemos que não. Na intenção de “causar” o cara põe em risco outras pessoas que nada têm a ver com a confusão. E assim vamos nós, no salve-se quem puder!

  • Ricardo

    Tem certeza que esta era a medida do seu 307 boquinha? Pois eu tive um 307 2008 (bocão) e os pneus eram 195/65R15. Meu cunhado tem um 307 PPack (acho que 2011) e usa a medida 205. Estou achando estranho o aro 17.

    • Vinicius

      Ricardo, sim. Meu 307 boquinha veio calçado de fábrica com 195/65R15. Eu já utilizei 225/45R17 e agora utilizo 225/50. Fica certinho e não arrasta em nada. Essa medida, 205/45R17 é utilizada nos 206/207, quando dotados de rodas 17. É o limite para os 20X.

  • awatenor

    Interessante como essa matéria é quase um “presságio” quanto ao fato de se recuperar rodas inservíveis, relacionando-se com o acidente (ou seria homicídio culposo?) do cantor Cristiano e sua namorada.
    Foi uma imprudência enorme, grandemente ampliada pela falta do uso do cinto de segurança no banco traseiro.

    Lamentável será, provavelmente, observarmos que não haverá mudança de atitude da população em geral, incluídos os “a quem de direito”. Deverá, infelizmente, continuar o não uso dos cintos por quem vai sentado atrás e nos ônibus urbanos, que, para piorar, transportam a maior parte dos passageiros de pé, feito gado.