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PARA GOSTAR DE SER

145 1996

145 1996

“Ser alfista não é um passatempo.”

Certa vez ouvi a frase acima e fiquei pensando como um automóvel, ou melhor, uma casa automobilística, poderia ter gerado em sua história tamanha distinção, mesmo tendo passado por momentos difíceis e até mesmo perdido muito da sua fleuma original nos modelos mais recentes.

Inegável que existe um esforço em preservar a força e tradição da marca, mesmo com a necessidade de adaptar seus produtos para aquilo que a realidade pedia ou a saúde financeira da empresa permitia, alguns conceitos sempre foram mantidos, como uma crença absoluta e irrefutável. A disposição dos instrumentos (sempre analógicos) no painel de instrumentos, o acerto da suspensão e o cuidado com o som que é produzido pelo escapamento foram sempre pontos de atenção dos projetistas.

 

Catálogo do 145 Quadrifoglio (swaqvalley.com)

Outra ação de sucesso para a sustentação do que representa ter um Alfa Romeo sempre foi executada com primor pela equipe de marketing da empresa, os temas das campanhas, slogans e material publicitário não amuavam, mesmo quando sua missão era promover um apático design ou um motor menos potente, as frases fortes, as cores e imagens de efeito estavam ali, presentes.

O tema utilizados por exemplo, para altear o lançamento do último Giulietta em 2010, foi simplesmente inspirado no texto de William Shakespeare “A Tempestade”. Uma de suas proposições mais famosas, atribuída à personagem Prospero, “Somos feitos da mesma matéria com a qual são construídos os sonhos”, foram adaptados com sabedoria nos comercias do novo modelo.

Outra frase forte: “Senza cuore saremmo solo macchine”, ou seja, “Sem coração seremos somente carros”, é fantasticamente briosa.

 

Coração Alfista (divulgação)

Além disso, vejo a Alfa Romeo como uma marca cordial, com poucas opiniões e críticas de desgosto. Mais ou menos como acontece com aqueles times de futebol menores, que tem poucos torcedores contra. Hoje a marca é simpática a muitos e ficou maior do que os produtos que conquistaram a honra de a ostentar.

Outro exemplo, a campanha de TV do Alfa Romeo 156 SW, estrelada por Catherine Zeta Jones no ano 2000, torna-se mais uma maneira de compreender até onde pode viajar a ousadia da divulgação dos produtos da casa. Após assistir a peça publicitária surge imediatamente a vontade de vivenciar a marca, a experiência passada pelo filme é insuportavelmente incomodante. Desejo é o nome do jogo.

Existe atualmente um plano para recuperar a antiga fleuma Alfa Romeo, e tenho que tirar o chapéu para esta iniciativa. Caso esta estratégia seja bem sucedida, teremos a casa de Arese como uma das grandes da história do automóvel, principalmente porque, mesmo sem manter todas as características mais desejadas e mais apreciadas pelos alfistas, a marca e a produção de veículos nunca foi interrompida.

A volta de motorizações exclusivas, o uso da tração traseira e a produção de modelos de alta gama estão nas pranchetas e planilhas de projetistas e financistas da marca, tentando resolver a equação de grau infinito de como atender aos desejos dos alfistas mais enlouquecidos sem quebrar a empresa que detém o nome Alfa Romeo, o grupo FCA – Fiat Chrysler Automobiles.

Os novos modelos precisam também ser competitivos em desempenho e em preço, além de atender às expectativas de quem está aguardando por um verdadeiro Alfa Romeo. Veremos o resultado em breve.

 

Simples, mas Alfa

Simples, mas Alfa

Imerso neste ambiente que embaralha paixão, sedução, engenharia, design, erros e acertos, estamos fechando a seqüência de matérias sobre o singelo modelo que pudemos conhecer nas últimas semanas, o Alfa 145 1996 que tive o prazer de conhecer  e de poder dividir parte desta emoção com você, leitor.

Simples, é um carro simples quando comparado aos os outros modelos da casa automobilística que trabalha a paixão, o drama e o coração italiano como poucos. Mas é justamente no fato de ser simples que reside o grande barato de curti-lo. Ao chegar nesta opção de compra, exatamente dois anos atrás, eu tinha encontrado muito do que estava procurando em um carro para vivenciar intensamente a experiência de ser autoentusiasta.

Junto com o 145 vieram acessórios exclusivos, como a chance de ser chamado de alfista. Pude conhecer clubes e fóruns de discussão sobre o modelo e também sobre o universo Alfa Romeo em geral, tive vontade de ler mais sobre a marca e sua história. Pude conhecer pessoas incríveis que navegam nos oceanos alfista, inclusive o antigo (e único) proprietário anterior do meu 145.

Conhecê-lo foi uma experiência genial. Após eu descobrir que ele tinha o carro à venda fui conversar com ele e para minha surpresa o tom da conversa não foi o clássico vendedor versus comprador. Eu, como potencial comprador do carro deveria ter feito uma série de perguntas para o antigo dono do veículo, permitindo conhecer o histórico do carro, manutenção, problemas etc. Em vez disso me vi interrogado pelo alfista (que já havia sido também proprietário de dois Alfa 164), ele queria saber como eu tinha chegado até ele, quis conhecer o meu histórico como interessado em automóveis, queria detalhes de como eu iria usar o carro, perguntou que carros que eu tinha e que já havia dirigido, até que a certo momento ele me perguntou: “Sua intenção é de usar o Alfa para desfilar ou para ir ao trabalho?”.

Fui fiel à minha intenção e respondi que era para “desfilar”, senti que havia começado a ganhar a confiança dele. Ficamos então conversando do Alfa e do assunto automóvel por mais uma hora quando ele inesperadamente me avisa: “Na realidade o 145 não está à venda, eu estou procurando um comprador para ele.” Quase caí da cadeira.

 

Corpo e coração (alfa.com)

Tive que voltar mais duas vezes para conversar com o nobre colega até que fui “aprovado” e acertamos o negócio,  ele então avisou: “Agora que ele é seu, peço que cuide dele com carinho e mande notícias de vez em quando.” Tive a sensação de ter pedindo a mão da filha dele em casamento. Por fim ele me lembrou: “Um carro como este nunca se vende, se algum dia não tiver mais condições de continuar com ele, encontre alguém para comprá-lo de você.” No final acabei achando bacana aquela história e a novela toda.

O exemplar em questão estava na época com pouco mais de 70.000 km e uma condição de manutenção exemplar. Como a minha opção havia sido de colocar o 145 para desfilar e não para usá-lo no batente do dia a dia, apenas 5.000 km se passaram deste então, e neste período não precisei mais do que fazer uma boa revisão geral, trocando também as bronzinas fixas, velas (8 no total) e correias. Comprei ainda uma bateria nova e o filtro de ar de alta vazão, do qual já falamos aqui no Ae. O restante do sistema elétrico, hidráulico, freios e suspensão estão como vieram, sem dar dor de cabeça. Um pequeno furo em uma mangueira fazia baixar o nível da água de arrefecimento do motor e foi resolvido de modo improvisado com uma fita que assumiu o papel de conserto, mas me pede uma intervenção definitiva; entretanto, está atendendo a demanda muito bem, impedindo o vazamento. Em geral, descobri se um modelo como este foi bem cuidado pelo seu dono (ou donos) anterior, ajuda muito na preservação e manutenção longeva.

 

Coração ainda jovem

Estamos falando de 19 anos de estrada, mesmo a baixa quilometragem não evita o desgaste e o fim de vida de alguns componentes, o tempo se ocupa disso. Esta é a razão que se torna uma surpresa muito agradável dirigir o Alfa atualmente e observar seu funcionamento e entrega no prazer de condução, como se fosse novo, ou quase novo.

E para ser melhor ainda é um Alfa Romeo, mesmo sendo um dos mais simples e atualmente um dos carros legais mais acessíveis por aqui no Brasil, tem uma tradição a contar. O fato de usar uma plataforma comum com os veículos Fiat não desmerece o cuidado com que os seus projetistas se decidiram para o identificar como um veículo diferenciado. Em resumo, é uma baita de um carrinho bacana.

Outra motivação que me mantém no mundo dos entusiastas por automóveis é a chance de conversar sobre carros. Descobri nos últimos dois anos, que com o Alfa o interesse do grupo de conversa é sempre garantido, e a surpresa para os mais leigos quando você conta um detalhe específico que tem a assinatura da tradição da marca, é muito gratificante. São carros com pedigree.

 

Brasão Alfa Romeo (divulgação)

Para gostar de ser alfista você tem que enveredar sobre outros contextos também, é como estar sempre preparando um relatório desta vivência, de modo contínuo, onde cada detalhe, cada minutaria associada à marca é uma fantástica desculpa para transformar o assunto em um tema maior. Um simples chaveiro vira um amuleto, uma camiseta vira um manto.

Todo este processo teve muito apoio das campanhas e estratégias de divulgação para a manutenção da marca de modo vivo e presente no imaginário dos apaixonados por carro. Podem até existir outros carros mais competentes, mas a maneira especial de se apresentar e de se sentir um Alfa Romeo sempre foi distinta. Para iniciados e os iniciantes, que serão contaminados.

Normalmente uma estratégia publicitária busca convencer o comprador da qualidade de um produto, textos e imagens que acompanham a descrição de suas virtudes, costumam ser apoiados com depoimentos de pessoas que demonstram, ainda que ficticiamente, a experiência de compra daquele item. Mas existe uma outra forma de promover um produto, aquela que prevê a associação da marca com um símbolo.

Esta forma poderosa de vender algo foi especialmente explorada por Leo Burnett, fundador da agência de publicidade que carrega o seu nome até os dias atuais. Obcecado pelo poder dos símbolos e também em encontrar gatilhos visuais que provocam uma fixação mais profunda da mensagem a ser enviada, Burnett costumava a dizer que o fato de uma mensagem passar superficialmente pelo nosso consciente não impede que ela seja subliminarmente aceita e registrada. “Nós absorvemos a mensagem através de nossos poros, por osmose, sem sabê-lo”, dizia ele.

A publicidade confia sempre mais e mais nas imagens. As imagens iludem a razão: eles não são argumentos, mas dardos disparados diretamente em nosso cérebro. Uma das campanhas mais bem sucedidas da Leo Burnett foi a do cigarro Marlboro, tornando-se um ícone da publicidade moderna. A campanha, que usou o homem de Marlboro como mote, não procurava convencer os benefícios de um produto, apenas despertava o desejo de desenvolver um estilo de vida, participar em um grupo e ser reconhecido. Burnett morreu em 1971, mas a agência foi em frente e hoje é uma dos maiores do mundo. Foi lá que nasceu o slogan atual da Alfa Romeo, “Senza cuore saremmo solo macchine“. É para refletir.

O cuore, cuore sportivo, o símbolo do coração, desenho clássico da grade frontal dos Alfa Romeo está ali incrustado no capô do 145 lá de casa, mas está também vivo em todos aqueles que de algum modo aproveitaram a desculpa de ter um automóvel para desenvolver um estilo de vida.

 

Alfa Felipe

Alfa 145 bianco Argento Metallizzato

Já que disseram que ser alfista não é um passatempo, teremos que encontrar uma outra definição, mais séria e densa. Para nos ajudar existem muitos textos, livros, clubes e fóruns descrevendo o tema “ser alfista”, e como toda paixão existirão sempre vários pontos de vista sobre o mesmo princípio. Neste caso o de andar em um carro legal. E de carregar consigo uma tradição.

Convido o leitor interessado em pesquisar mais sobre os Alfa Romeo, aqui no Ae temos e sempre teremos mais a respeito. Pois também não estamos aqui por passatempo. Agradeço também ao leitor por ter acompanhado esta breve história do meu 145, contada em pequenos atos. Shakespeare com certeza faria melhor, mesmo assim espero que tenham gostado.

Conheci um alfista que me disse uma outra frase de efeito, e que quero dividir com você. Quando eu mostrei para ele o Alfa Romeo 145 na cor bianco Argento Metallizzato que acabara de comprar, ele proferiu: “Você não comprou um carro, encontrou um companheiro.”

Acreditem, é verdade. E é para gostar.

FM

Fotos do autor, a menos quando especificada a fonte.

Sobre o Autor

Felipe Madeira

Engenheiro, atuando na indústria desde o início dos anos 1990, focado no segmento de autopeças e fabricantes de veículos. Apesar de algumas preferências automobilísticas pouco ortodoxas, aprecia de tudo um pouco quando o assunto é carro. Interessado não só no mundo automobilístico nacional, mas também antenado no que acontece lá fora. Propõe em seus posts um papo aberto e sem preconceitos neste cotidiano, mas fascinante, mundo sobre rodas.

  • RoadV8Runner

    Eu sempre costumo dizer que para possuir determinados carros, não basta ter dinheiro para comprar, é preciso gostar de verdade e conhecer o modelo, saber a história por detrás da marca e desenvolvimento do projeto. No caso dos Alfa Romeo, pesa muitíssimo a longa tradição da marca, que desde os primórdios sempre apresentou modelos diferenciados, que se destacavam dos demais. Até hoje me arrependo de não ter comprado um Alfa Romeo Ti4 longos anos atrás, justamente por receio de ser muito complicado conseguir manter o carro em ordem.
    Já que a história de seu 145 chega ao fim, espero que continue a nos presentear com textos sobre mais informações dos Alfa Romeo.

    • Mr. Car

      Você pode comprar hoje, mas já vai pagar uma fortuna por um realmente bom, ao contrário de mim, que paguei uma merreca por um 2300 77 em 1992. Eram tempos pré-especulação, creio.

      • Leo-RJ

        Mr. Car,
        Você sabe que também fui proprietário de um Alfa 2300 Ti, e que beleza de carro. Era do último ano, ano 1985 modelo 1985, já com as lanternas maiores e os para-choques envolventes (última mexida da Fiat), na cor cinza… inesquecível. Foi o carro que me tornou “alfista”.

        E também paguei uma merreca por ele, em 1993; algo em torno de dois mil reais apenas (em valores atualizados). Gastai isso para acertar algumas coisas (com um mecânico ali perto do Sambódromo que mexe em Alfas antigas até hoje) e desfilava com ele pelo Rio aos finais de semana. Vendi, no final de 2012, por uma proposta irrecusável na época. Achei que conseguiria pegar outro, mas não deu… Infelizmente.

        Como era fácil pegar esses carros (inclusive Dodge e Mavericks) no início dos anos 90.

        Abç!

    • Felipe Madeira

      Mais sobre Alfa Romeo está garantido por aqui.

  • AlexandreZamariolli

    Você definiu a Alfa como uma marca “cordial”. Interessante. Cordial vem do latim cordis, que em italiano virou cuore e significa “coração” – ou seja, tudo a ver com o cuore sportivo da marca.

    • Felipe Madeira

      Alexandre, valeu pela observação. Gosto muito de etimologia das palavras, e neste caso você encontrou uma referência muito legal!

  • Não tenho palavras para descrever o quão emocionado fiquei com esse texto. Sintetizou muito bem o que é ser Alfista. Eu e tenho certeza que muitos outros Alfisti, se viram vivendo uma situação descrita nessa bela ode à Alfa Romeo.

    No próximo dia 24, nossa Marca querida completa 105 anos e esperamos que esta data seja o renascimento de uma nova fase de ouro para Casa del Biscione.

    • Felipe Madeira

      Valeu Delfino, já reservei o bolo para os 105 de nossa querida marca!

  • BlueGopher

    Há muitos anos atrás tive a honra de ser dono de um belo FNM 2150 1971.
    O seu peso, a distância entre eixos, o câmbio, o luxo interno e mais uma série de variáveis subjetivas somadas faziam com que ele transmitisse ao motorista uma sensação bem diferente dos carros comuns na época.
    E, principalmente, após tantos anos, ainda lembro exatamente o ronco daquele motor, ele era a assinatura inesquecível da macchina.

    • Luiz_AG

      Me impressiono até hoje com o vale que existia entre os FNM e os outros carros da época.

  • CignusRJ

    Uma pergunta.
    Com relação a este nosso combustível “pornográfico” como tem se comportado o seu Alfa?
    Tenho dúvidas sobre comprar um 164 ou um 156 que andei vendo, não quero ter dor de cabeça por usar o carro e nem deixá-lo parado apenas para exibi-lo, quero usá-lo eventualmente tipo finais de semana para ir a Petrópolis com a família.

    • JT

      Olá, tenho um Alfa 156. Nesta semana rodei 400 km com ele, usando apenas meio tanque de gasolina aditivada, que por enquanto não sofreu aumento na porcentagem de etanol. Se a manutenção do carro estiver em ordem, você vai curtir muito ir a Petrópolis com ele.

      • JT
        A gasolina aditivada também está com 27% de álcool. Só a premium e a Podium é que se mantiveram com 25%.

        • JT

          Caro Bob Sharp, abasteço meu carro com a gasolina Grid, da Petrobras. Não sabia que ela também recebeu aumento de etanol na composição. Neste caso o gerente do posto perto de casa me informou errado, pois perguntei isso para ele. O lado bom é que o motor de meu 156 ainda não embaralhou!

          • JT
            O que poderia dar de problema seria o sintoma de mistura pobre, alguma hesitação nas retomadas na mesma marcha. Mas como a mistura ar-combustível dos carros dos anos 90 era algo “gorda”, rica, esse álcool adicional pode tê-la trazido para mais perto da ideal. Se seu Alfa é até ano-modelo 1996, foi calibrado para gasolina com 12% de álcool. No ano seguinte a mistura passou a ser 22% e em 1993, 25%. Mas que bom que o motor esteja funcionando bem, isso é o que importa.

          • JT

            Bob Sharp,
            Meu Alfa 156 é de 1998. Ontem fui para Águas de Lindóia com ele, que comprei há uns dois anos e meio.. No trecho final entre Itapira e o destino, tem uma estradinha que corta caminho por fora de Lindóia. São oito quilômetros deliciosos, com várias reduzidas e retomadas, variação de altitude e curvas alternadas. O motor funcionou como um relógio. Pena que não tirei foto, senão escreveria uma “História do Leitor” para o Ae. Abraços!

    • Tenho um 155 Super que usa o mesmo motor. A princípio não notei piora no comportamento, apenas uma ligeira piora no consumo.
      Uso meu carro mais ou menos como você descreve que quer usar o seu, e até agora tudo tem corrido maravilhosamente bem. O segredo é comprar um carro bem cuidado e manter as manutenções em dia.

    • Domingos

      O 164 tem aquela versão 12 válvulas que, além de cantar bonito, dizem ser muito mais tranqüila que o 24 valvole.

      Alguém sabe se é verdade? Dá vontade de ter um 164 que não encha muito. O 24, pelo que leio, era quase outro carro. Motor muito melhor, mas o peso aumentou muito também (aparentemente por reforços na carroceria).

      • CignusRJ

        Eu não sei dizer se existe no Brasil a 12V.
        Mas o que leio é que se deve dar preferência aos de câmbio manual pela manutenção mais fácil.

        • Existe 12V por aqui sim, mais do que a 24V, visto que essas começaram a ser importadas antes.

    • Felipe Madeira

      Cignus, decidi usar só gasolina Podium/premium, por enquanto sem qualquer reclamação do sistema de injeção do Alfa.

    • CignusRJ

      Valeu pelas respostas, foram bem elucidativas.

  • Teu verdadeiro pai

    Eu sonho com um 166. Na minha opinião, um dos mais belos desenhos já criados!

    • Domingos

      É um sedanzão incrivelmente carro e bonito mesmo. Foi um dos melhores modelos da marca, ainda que tração dianteira e tudo mais.

  • Fantástico! Foi um prazer ler esta série de textos e poder observar que o alfismo ainda contamina a vida de bons GearHeads por aí. Parabéns pelo 145 e continue mantendo esse carro fenomenal com essa linha de respeito e cuidado.
    Forza Alfa!

    • Felipe Madeira

      Forza Sempre!

  • Viajante das orbitais

    Existem os audiófilos.
    Alfas são para os automófilos.

  • Boniek Evangelista Leite

    Tenho um Alfa Romeo 145 QV e é nítida a preocupação com os detalhes do carro, logo ser alfista é um estilo de vida 🙂

  • RoadV8Runner

    Pois é, hoje o Alfa Romeo 2300 Ti4 vai entrar para a lista de histórias “O carro que eu não tive”… Mesmo pagando caro, atualmente está difícil achar um Alfa Romeo 2300 à venda.

  • Luiz_AG

    Eu preciso dessas rodas “quadrifoglio”. São tão lindas que servem para pendurar na sala para ficar como quadro.

    http://www.prontorodas.com.br/Rodas%20Alfa%20Romeo%20145%20Quadrifoglio%20aro%2015%20(3).jpg

    • Domingos

      Não é uma roda, é uma pizza Margherita. Muito bonita mesmo e evoca algo único do carro, marca e país.

  • Diego Cardoso de Araujo

    Ótimo texto, meu amigo Delfino quase me convenceu a pegar um 155, mas acabei trazendo um Bimmer para casa (rs)
    Mas tenho uma grande simpatia pela marca

    • Como você queria um vermelho, fiz um trabalho leve de persuasão. Mas se você quisesse um preto, estaria com uma macchina na garagem agora. kkk

    • Felipe Madeira

      Obrigado Diego! BMWs também são legais!!

  • Marcos Alvarenga

    Qualquer carro que dois editores do Ae tenham em casa merece o respeito e admiração de todo amante de carros.

  • Newton ( ArkAngel )

    O que acho legal é que os Alfas são carros bonitos, e não carros enfeitados.

    • Felipe Madeira

      Ótima definição, Newton!

  • JT
    Então nesse caso o pulo foi pequeno, de 22% para 27% de álcool, daí o funcionamento não ter se alterado praticamente nada. Mesmo sem ter feito foto da estrada tem o Google Earth para se ter uma idéia. Escreva a história sim!
    Abraço;

  • Vinicius
    • Antônio do Sul

      Por fora, parece estar muito bonito. Quanto à parte interna, nada que uma hidratação do couro não resolva. O painel desse carro é muito bonito e completo, melhor do que o de muitos carros atuais. O preço parece estar muito bom, mas é preciso ver como foram feitas as manutenções preventivas. Eu daria preferência a um com câmbio manual, que, além de mais divertido, é menos sujeito a problemas do que um automático.

      • Vinicius

        Pois é, Antonio. Estou pensando em adquirir um carro para cuidar. Já tenho o meu 307 2.0 2005, que está impecável e não vai sair da família. Dona patroa vai trocar o Fit dela em um 308 THP, por IMPOSIÇÃO minha (rs). E como ela não vai precisar dirigir tanto, vou ficar andando com ele e me dedicar a outro carro para cuidar.

        A gama é grande. O que muda são as prioridades. Pego um carro mais barato, com manutenção a ser feita (diga-se dinheiro investido em peças originais e trabalho bem realizado) ou um mais caro que precise de menos manutenção?

        E confesso, adoro essa peregrinação de peças, códigos originais, deixar perfeito, eBay, importação etc.(rs)

        • Antônio do Sul

          Para achar algo que não traga dores de cabeça, talvez seja o caso de entrar em contato com alguma oficina especializada em Alfa Romeo, pois eles podem lhe indicar um carro que esteja à venda e que seja de um cliente deles. Como você também poderá ser mais um cliente, acho que dificilmente vão lhe indicar uma bomba.

    • Por fotos parece estar boa, porém o preço está aquém do que é normalmente praticado para um carro em boas condições. Convém pesquisar o histórico. E independente deste ser bom ou não, esteja preparado para gastar uns R$ 5 mil numa primeira revisão. Depois é só alegria e gastos menos onerosos.
      Sobre o câmbio, sempre é preferível um manual, mas nunca ouvi relatos que os câmbios automáticos dos Alfa são problemáticos, então é questão de gosto e oportunidade.

      • Antônio do Sul

        O problema não é o câmbio automático em si, mas sim a manutenção preventiva que lhe foi dada, e isso vale para todas as marcas. De resto, é como você mesmo disse: não é carro para se comprar e sair rodando. Sempre vai haver algum servicinho para fazer, mesmo que seja para evitar surpresas.

  • Bera Silva

    Felipe, muito boa a série de matérias sobre o seu 145. Acho que não existe Alfa Romeo feio. Ontem mesmo ví um 156 vermelho. Ao lado de carros comuns, ele se destaca e o resto some.
    Acho que para fechar esta série, falta uma matéria feita na estrada (naquela estrada que tem o Vickers Viscount), que tal?

  • Felipe Madeira

    Valeu, Bera! Vou tentar fazer algo com o 145 em movimento. Agradeço a sugestão.

  • Roberto Nasser

    Felipe,
    Belo texto. tenho Alfas ininterruptamente nos últimos 45 anos, e tais experiências me permitiram desenvolver um raciocínio: antigomobilista verdadeiro que só nasce após casos de paixão e ódio com Alfa Romeo.
    É o melhor coquetel de história, paixão e tecnologia da história do automóvel.

    • Felipe Madeira

      Obrigado Nasser, é sem dúvida um coquetel delicioso. E como toda receita de sucesso, tem que ser saboreado com paixão.

  • Ótima série! Parabéns pelo carro.

  • Cesar Mora

    Fato, a estradinha de Itapira é uma delicia! 8km muito seletivos… tive o prazer ( e a sorte ) de fazê-la com uma 164 Mec, de um amigo infinitamente mais divertido do que com minha CR-V ou com um Sandero alugado que fiz uma vez também… embora com todos eles é possível se divertir por ali, sempre passeio ali quando vou a Monte Alegre..

  • Roberto Da Silva Zullino

    Não sei porque falam tanto sobre delicadeza dos Alfas, nunca procurei Alfas, eles é que me acham. O último foi um 145 Elegance 1998 comprado novo e esmerilhado até 262.000 sem nunca queimar uma lâmpada, ganhou a vida puxando carreta com um Formula Vee em cima. As únicas coisas feitas foram manutenções normais, óleo, pastilhas e correia dentada. O variador do comando no final fazia barulho de motor diesel em marcha-lenta. Nem mexi, me informei na Inglaterra e disseram para não mexer a menos que o barulho incomodasse. A Alfa Romeo não é nenhuma milagreira em projeto, pegou o Tipo e o Tempra e fez o 145, o 155 e suas continuações que são excelentes carros, partir de boas plataformas ajuda. Na hora que teve que fazer um carro do zero se juntou com a Saab e uma outra, brigaram no meio e cada um foi para o seu lado. No final, surgiu um carro como a 164, tem excelente desempenho e conforto, mas não agradou e a Alfa Romeo deixou mercado americano. 164 é sorte, os que sobreviveram são todos bons. Uma pena, o motor do 164 é uma jóia, um “falso” V-6 com um colo de virabrequim por biela, virabrequim cruzado e cabeçotes muito bem feitos. Espero que os defeitos tenham sido corrigidos no 166. Comercialmente, a Fiat só fez bobagem com o 164, começou vendendo por preços estratosféricos e depois abaixou tanto que teve que dar compensações aos antigos compradores.

  • lbreis

    Está série é inspiradora.
    Há alguns dias estive procurando uma opção com mais espaço que o Fox que me acompanha há 125.000 km, já que a família está com planos de crescimento. Fui procurar opções de médios, mas as mais interessantes, na faixa de R$ 65.000,00 foram os tais compactos premium, já não tão compactos, como Honda City, SpaceFox Highline, Fiat Linea…
    Então li este texto e acendeu uma luz: lembrei da Alfa Romeo 156 Sportwagon V-6 automática. Pesquisei e encontrei uma azul, 2003, bern acima da tabela Fipe: 50.000,00, com 90.000 km. Pesa conta a dificuldade de peças e mão de obra especializadas aqui em Londrina. Será quites tem muito em comum com a Marea 2,4? Enfim, além do valor pedido, sempre gosto de trocar correias, tensores, filtros, óleos e tubulação da alimentação para prevenir incêndio por ressecamento. Talvez seria o caso de aproveitar o internamento e substituir coxins, além da revisão de freios e suspensão, ficando com o carro confiável, mesmo com procedência desconhecida. Enfim, uma brincadeira entre 55 e 60 mil reais por um sonho (ainda menos que um City,EX). Na mesma pesquisa esbarro com uma A4 Avant 2,0 TFSI 2010, com 50.000, por R$ 64.000. Uma revisão menor, devido ao ano e quilometragem (discos, pastilhas, velas, correias e sensores e teria um carro atual, confiável pelo preço do mesmo City EX e que, ao contrário da Alfa, já tem Isofix.

    Nunca dirigi nenhum dos dois, mas admiro ambos, embora pertençam a escolas diferentes. Então resolvi pedir permissão para usar o espaço como um bate-papo autoentusiasta. Pois então, amigos leitores e editores, o que vocês escolheriam e por quê? Um abraço, Leandro.