Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas MERCADO: O TERRÍVEL MÊS DE MAIO – Autoentusiastas

MERCADO: O TERRÍVEL MÊS DE MAIO

Caro leitor,

A partir deste mês contamos com o retorno do Marco Aurélio Strassen como editor do Ae, que se incumbirá de escrever matérias mensais sobre o mercado e o desempenho do emplacamento de automóveis.

Ae/PK

____________________________________________________________

 

Honda HR-V 2015 (5)

Honda HR-V: fila de espera de 90 dias apesar da crise de vendas

O terrível mês de maio

O brasileiro é naturalmente um otimista. Incluo-me nesse clube. Otimismo lhe permite olhar para frente com a convicção de que o futuro será melhor e trabalhar para ele deixando de lado o “pensar para trás” que, invariavelmente, põe problemas antigos à frente de decisões importantes. Por outro lado, se exagerar no otimismo, corre-se o risco de ofuscar a realidade.

Meus colegas da indústria que trabalham com previsões e planejamento sofrem um bocado quando em circunstâncias favoráveis suas lideranças os obrigam a conter o otimismo e saem estimativas tímidas de crescimento nunca superior a dois dígitos. No contrário também são obrigados a pôr o pé no freio, desconheço previsões negativas que apostem no caos. No máximo, as planilhas apontam para redução de 5% quando olham para frente, com tendências a melhorar no 2º semestre e o ano que vem pode ficar no zero a zero.

A cada ano que acompanho as previsões, reforço minhas convicções de que os previsores da indústria são obrigados a ser otimistas. Acredito que o processo de seleção para essa posição tenha o otimismo como item obrigatório no perfil deles.

Quanto a mim, procuro corrigir o otimismo exagerado com ações no meio do caminho que me ajudem a alcançar os objetivos traçados. O problema é que sempre espero o início do ano e espero mais um pouco para entender por que os ventos positivos não estão soprando e mais um tanto para confirmar que eles não sopram e não soprarão, para aí então sair atrás do prejuízo. Fica a sensação que poderia haver feito mais se não fosse tão otimista ano a ano.

Na última crise dos bancos de 2008, aquela que arrastou a indústria de automóveis em quase todos continentes para o fundo do poço, o presidente brasileiro, numa ação de marketing otimista, chamou a crise de “marolinha” e rapidamente cuidou de articular ações de contenção que em poucos meses reconduziu o setor automobilístico e outros setores industriais para o rumo do crescimento. Essas medidas foram reconhecidas como anti-cíclicas, o empresariado e os bancos elogiaram, na época assisti até um ex-ministro da Fazenda alinhar-se aos elogiosos e dizer numa palestra que se fossem economistas da USP na condução da política econômica deste país, as ações teriam sentido oposto e a recessão se aprofundado, a exemplo do que sempre se vira até então.

A platéia riu e veio abaixo, ele estava certo. Numa receita pouco ortodoxa, o governo lançou estímulos com renúncia tributária, zerou o IPI para automóveis e comerciais leves e forçou os bancos oficiais a liberarem crédito de financiamento para os compradores, na contramão do que os bancos privados estavam fazendo. Estes, para não perder espaço nem clientes, não tardaram em acompanhar os bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), e todos vimos o Brasil se recuperar em 2009 e nos anos que se seguiram.

Havia um problema a resolver no médio prazo, o de recuperar o IPI para os níveis habituais. A demanda por automóveis é reconhecidamente elástica. Por exemplo, se aumentarem o preço de todos autos em 5%, o consumo cai em proporções até maiores; o inverso também ocorre, mas de forma menos intensa. Assim, quando o governo decidisse retomar a arrecadação, assistiríamos uma queda do nível de vendas e conseqüente de produção. Então escalonaram essa retomada do IPI, mas adiaram várias vezes a volta do imposto cheio e a última data foi 1º. de janeiro deste ano.

Essa renúncia prolongada do IPI foi sem dúvida benéfica à indústria, mas gerou uma distorção interessante que poucas pessoas apontavam. Estimular setores da economia, entre eles o automobilístico para que saia da crise é uma coisa, manter a o estímulo inalterado anos a fio, para que a mesma indústria bata sucessivos recordes de produção e vendas, às custas desse estímulo, soou anacrônico e pode ser entendido como manobra populista e irresponsável, pois uma hora o imposto teria de voltar e ninguém vai acertar o momento do retorno sem enfrentar críticas ferozes, a inevitável retração de vendas, o desemprego, enfim.

A virada de 2014 para 2015 já sinalizava problemas. Ao consultar um colega sobre o fim do subsídio ao IPI anunciado para janeiro, que forçaria os preços dos automóveis e comerciais leves a subirem para compensar o fim da isenção de 4,5%, a maioria das opiniões convergia para que haveria crédito mais facilitado, que compensaria esse fator, total ou parcialmente. Os otimistas, eles de novo, contaminando a todos.

Essa facilidade de crédito não veio e o ano começou ladeira abaixo. E as “marolinhas” foram aumentando de tamanho, o suficiente para surfarmos rumo ao desastre numa onda tubo. Passou janeiro, fevereiro e as comparações com mesmo período do ano anterior já apontavam -20%.

Como desgraça pouca é bobagem, os fatores negativos pareceram vir do armário, somando-se escândalo do Petrolão, crise de credibilidade do “novo” governo, consumidor reticente em sair a comprar, tudo convergindo para trair as previsões de meus colegas. Para piorar, a possibilidade de novas medidas de estímulo com nova renúncia de IPI é próxima de zero, todos sabemos. Os remédios aplicados na crise anterior não serão os mesmos.

 

Maio total

Segundo números da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), em maio tivemos vendas inferiores a abril em 3,1%, 204.978 unidades e no acumulado do ano, 1.065.252 ou 20% menores que similar período de 2014. Para junho, novas paradas dos fabricantes já começaram para ajustar estoque. Não está ruim para todos, pois enquanto os três grandes — Fiat, GM e VW — amargam quedas maiores do que e média do mercado, os asiáticos seguem se dando bem,  com a Ford experimentando um momento oportuno de menor diminuição de vendas e ganho de participação no bolo graças à boa receptividade dos novos Ka e Ka+.

A vinda dos novos crossovers Honda HR-V, Jeep Renegade e Peugeot 2008 faz o segmento crescer, roubando participação dos automóveis. Enquanto o Honda encontrou consumidores esperando por ele, exaustivamente falado pela imprensa desde seu lançamento e enfrenta dificuldades em atender todos, sua fila de espera ultrapassa 90 dias e alguns deles abandonam seu desejo e partem para outra marca, para felicidade da Jeep e da Peugeot. Jeep ainda por resolver questões de início de produção, o chamado ramp-up, ou sua aceleração, que não é só de produto novo, mas também de fábrica nova, rede nova e em formação e modelo desconhecido da maioria, portanto um bom espaço para crescer quando estas questões estiverem melhor equacionadas.

 

Mais vendidos maio marca

Mais vendidos maio acumulado marca

Campeão de vendas do mês, momento para celebrar? Outra distorção interessante merece destaque. Em meados da década anterior, Fiat, GM e VW cuidaram de renovar os seus modelos de entrada e, em vez de retirar de produção os antecessores, diga-se Fiat Uno e Palio, Chevrolet Corsa Classic e VW Gol, cuidaram de reposicioná-los para baixo, criando um segmento de entrada da entrada.

Todos gostaram, os analistas da indústria e imprensa tinham certa facilidade de identificar os modelos mais vendidos, por que as tabelas de vendas emitidas pela Anfavea (associação dos fabricantes) e Fenabrave mostravam os números dos modelos recém-lançados e dos que não morreriam. Alguns anos se passaram e essa identificação deixou de ser possível, não no modo oficial das entidades. Quem quisesse saber teria de recorrer a informações de fontes diferentes. Mas o marketing de modelo mais vendido soou mais forte e os números de vendas do Uno não eram do modelo Uno e sim dos Unos, pois estes eram dois. Analogamente, Palio e Gol seguiram na mesma direção, justamente os três mais vendidos por anos a fio. Com o fim de produção do Gol G IV e do Uno original, graças à lei do airbag e ABS, somente os Palios seguiram figurando entre os mais vendidos, mas eram e são dois modelos bastante distintos, apesar de compartirem plataforma e diversos componentes, e de mirarem consumidores diferentes também.

No final do ano passado os Palios ultrapassaram o Gol e se viu grande estardalhaço do fato e este ano ambos seguem à frente nas vendas, mas todos sabem não é o Palio o mais vendido e sim os Palios. Estima-se, sem grande erro, que cerca de 80% deles sejam do projeto 178 (o primeiro Palio), na reestilização de 2003, portanto, se separarmos os Palios como se deve, nenhum deles figuraria no topo das tabelas de vendas.

Os sedãs pequenos Siena e Grand Siena têm tratamento semelhante ao do irmão hatchback, com o agravante de serem ainda mais distintos que eles. Até quando esta informação será divulgada de forma “distorcida”? Disputa pela liderança não faz muito sentido, não se trata de uma corrida, mas todos gostam de ler e anunciar os campeões de vendas. Sem prazo para acabar, portanto.

 

Mais vendidos maio

Mais vendidos maio acumulado

Os fabricantes buscam desovar seus produtos no mercado e contam com áreas de vendas e rede agressivas. No ano passado notou-se um salto de participação nas vendas para frotistas, incluindo as locadoras e sabe-se que estas usam de seu poder de barganha para regatear preços, ou seja, os produtos seguem a eles com margens menores, ou mesmo zero para alguns modelos importantes. Ninguém gosta disso e nesses tempos de retração de vendas cerca de 30% delas destinam-se a frotistas, ou seja, os fabricantes não vivem somente uma redução de faturamento causada pela retração de volume de vendas, mas também nas margens, prejudicando ainda mais seu desempenho operacional.

Há como recuperar o ano? Não em 2015, mas espera-se que os fabricantes, através da Anfavea, acelerem suas ações de combate à crise. Como ninguém espera fazer o senhor (Joaquim) Levy mudar as suas convicções, um caminho pode estar na melhoria das condições de crédito ao consumidor. Por mais contraditório que isso possa parecer.

Até o mês que vem.

MAS

Sobre o Autor

Marco Aurélio Strassen

Engenheiro Mecânico pós-graduado em Finanças e Marketing trabalha há vários anos na indústria de autopeças e faz a análise mensal sobre mercado especialmente para o AUTOentusiastas.

  • Davi Reis

    Estou surpreso com a parcela que a versão Fire representa das vendas do Palio. Já esperava algo considerável, em torno dos 60%, mas 80% é realmente um montante impressionante. Sei que na época da reestilização do Palio, em 2007, a Fiat se preocupou com a preferência pelo modelo Fire, tanto que tentou melhorar os pontos que mais reclamavam, mas até agora, nada de novo no Palio, desde 2011. Em se tratando de Fiat, essa “demora” é realmente estranha.

    • Thales Sobral

      É até perceptível, mas também me espantei com esse percentual tão elevado. O “novo Palio” eu vejo com muito menos freqüência que a versão Fire. Já o Uno, realmente tem bastante.

      • Uber

        Engraçado que aqui, na região de São Paulo, o que mais vejo é o Novo Uno sendo usado como carro de frota em vez do Palio Fire!

  • Daniel S. de Araujo

    Melhorar o crédito é ilusório. Ano passado, o Banco Central liberou o Compulsório para bancos que quisessem emprestar para a aquisição de carros zero e o que deu? Nada! Teve banco que passou reto pela medida.

    A população está endividada demais, o governo gastou mais do que deveria e causou uma inflação, que está corroendo com o poder de compra das familias. A energia elétrica subiu mais de 40% do inicio do ano para cá, a gasolina, em virtude da irresponsabilidade econômica do governo e do maldito “Etanol Completão”. Enquanto a gasolina abaixou de preço junto com o Petróleo no mundo inteiro, aqui no Brasil subiu. E com força total! E com ela, a comida subiu, planos de saúde reajustados acima da inflação, enfim, tudo subiu e a renda permaneceu estagnada. Cadê o dinheiro para comprar carro? Dar mais crédito para quem já está endividado?

    Isso sem falar nas taxas de juros: Para frear o consumo, aumenta-se os juros, afinal, na confusão que vivemos (falta de água, energia elétrica, estradas, portos e aeroportos), incentivar a demanda causa inflação do mesmo jeito e corrosão ainda maior da renda.

    Terei de comprar um carro zero, não porque eu queira mas por precisar, porque se não fosse isso, estaria bem quieto. Não é hora de gastar.

  • Lemming®

    Só estou vendo aumentar preços, aumentar juros e diminuir as promoções!
    Querem vender como esses fabricantes?

  • O Brasil é um país diferente em muitos aspectos.
    Aqui não tem imposto. Tem confisco. Não dá pra dizer que 40 ou 42% do valor do veículo sendo imposto é realmente imposto.
    Isso é sufocante onde há uma economia mundial altamente competitiva.

    É bom lembrar que a Inconfidência Mineira, um movimento de independência do país de Portugal ocorreu devido aos altos impostos da época, o famoso “Quinto”, ou 20% de todos os valores ganhos na época, fonte da tradicional expressão popular “quintos dos infernos”.
    Isso mostra que hoje o povo é muito mais manso na hora de pagar impostos.

    Outro problema sério: economia tem muito de profecia auto-realizável.
    Se a população imagina que a economia estará ruim nos meses vindouros, ela se contém nos seus gastos, a economia encolhe e realmente o ruim previsto acontece. Se a população espera algo melhor, abre mais fácil a carteira, gasta mais, a economia não encolhe tanto e o milagre da “marolinha” se faz presente.

    Quando se faz a recursiva renúncia fiscal, o que se faz na verdade é reequilibrar momentaneamente o confisco, e o setor e os consumidores respiram uma economia um pouco mais saudável.
    Mas privilegiar setores como faz o governo é ruim para todos.
    O correto seria uma reforma tributária de raiz.

    • Cesar Augusto

      André, o grande problema é este mesmo. Não adianta diminuições temporárias de imposto. Temos que refazer tudo do zero. Duvido que em algum pais sério, se tenha uma bagunça tributária como esta que existe no Brasil é inadmissível que os quadros das empresas sejam compostos em sua maioria de advogados e contadores, como por exemplo, as empresas de engenharia contratam menos engenheiros do que estas duas categorias.

      • Cesar, o “imposto” nacional é um gargalo que impede a economia brasileira de crescer por asfixia.

        Quando houve a crise de 2008 e o Lula falou em “marolinha”, ele simplesmente aliviou o imposto de um lado para compensar o aperto da crise mundial do outro.
        Claro que virou marolinha.

  • CorsarioViajante

    Ótimo texto, conduziu bem a questão. Se os governos anteriores tivessem refreado sua vontade de “fogos de artifício” e distribuído melhor os incentivos, de forma mais gradual e moderada, não precisaríamos estar penando tanto agora. Queimaram todos os cartuchos de uma vez e agora, passada a embriaguez, veio a ressaca.
    Realmente a saída para a crise, e não só do setor automobilístico, está complicada. Todos os cortes, ajustes e aumentos já feitos até agora não são para evitar a crise, são simplesmente para o governo não quebrar. O buraco é mais embaixo.
    E a confusão desta tabela vai longe: se não me engano Pajero soma todos, desde o TR4 até o Pajero Full. Já o Fox não soma com…CrossFox. E Punto é médio. Parece que a tabela foi feita por gente sem noção de automóvel.

  • Mineirim

    Marco Aurelio Strassen,
    Bem-vindo novamente ao Ae. Seu artigo faz uma análise abrangente da situação.
    Entretanto, no Brasil não vejo as grandes indústrias mexerem no item básico: preço! Nos blogs e sites que frequento, já tem um ano que a grita é geral. Como pode um carro 1,0 custar até R$ 50 mil com todos os opcionais?
    Essa queda nas vendas já era previsível. Na lógica do capitalismo selvagem funciona assim mesmo!
    Quanto ao IPI, o consumidor apenas se iludiu. Não notei qualquer desconto significativo durante o período de desoneração.

    • Diogo

      Li uma numa matéria recente do Estadão, do dia 04/06, o professor Luiz Carlos Mello, da FEI, sugerir uma “reprecificação” dos bens como alternativa para reverter a queda nas vendas de algumas marcas. Foi a primeira vez que li na imprensa automobilística alguém mencionar queda de preços.
      Observe que não necessariamente o preço nominal precisa cair, mas a marca pode oferecer mais pelo mesmo preço. Vide o exemplo da Ford, que obteve grande sucesso com o Ka e Fiesta vendendo-os já completos, sem aqueles pacotes ridículos de outras marcas em que se você quer somente um rádio, precisa pagar R$ 10.000,00 por um pacote cheio de outras coisas desnecessárias. Renault e Peugeot também adotaram estratégia semelhante. Creio que as vendas de Renault / PSA / Ford / Hyundai só não são maiores porque a rede de concessionárias ainda é muito inferior à das três maiores.

    • lightness RS

      Inflação, 40-50% de impostos… Mas não, o problema é o lucro dos caras hahahaha

    • Marco Aurélio Strassen Murillo

      Lembrando, houve um acordo com a renúncia tributária em troca de manutenção do emprego.
      Preços, sempre haverá o lado do consumidor, se queixando, e com razão, que no Brasil são muito elevados e o do fabricante mostrando que mesmo assim, perde dinheiro.

    • Malaman

      Como pode um carro 1.0 custar 50 mil? Fácil. Junte impostos escorchantes, custos de produção altos, mercado fechado, baixa competitividade e desestruturação da economia com um todo é fácil chegar na resposta
      E tem outra, com o câmbio mais “normal” como o atual, temos que esse carro de R$ 50 mil custa em torno de U$ 16 mil. Se considerarmos que o preço de venda no Brasil já embuti o imposto e que esse imposto gira em torno de 50%, temos um valor em torno de U$ 12 mil, o que não é nada de outro mundo.
      “Ah, que eu ganho pouco e não consigo pagar por isso”. Aí são outros 500.

  • VeeDub

    No momento da euforia, nem fabricantes nem sindicatos nem governo se preocuparam em melhorar a competitividade do setor e, deixar de fabricar carros que só vendem no Mercosul; ao contrário, apelaram ao protecionismo. Bom, agora não tem mercado interno (Mercosul) nem externo, pois até países subdesenvolvidos(da África, Américas Central e do Sul) tem melhores opções que nós. E nos raros casos de carros mundiais (ex. Corolla) não temos condições de competir em custo com a fábrica da Toyota em Tupelo, Mississippi-(EUA).

    Quanto ao Palio antigo, tudo indica que será substituído ano que vem pelo Sub-Uno – Projeto X1H. Meu pai tem um Uno Way, o carro já é minúsculo, por isso pergunto: Existe vida abaixo do Uno? Daqui a pouco vão começar a fazer triciclos com motor flex de 0,5 L.

  • REAL POWER

    Há pouco tempo as fabricas estavam vendendo muito os carros de entrada. Suas propagandas sequer mencionavam as qualidades ou características dos carros. Basicamente mostravam pouco o carro e muito uma mulher bonita, um ator etc. O produto em si não era o principal argumento para a venda. Venderam muito a um consumidor desinformado, mas que recebera crédito para fazer a compra. O vendedor praticamente fazia uma análise do poder de pagamento mensal do cliente e vendia o que estivesse dentro do valor. Saturou o mercado por muitos anos, devido a maioria das vendas serem financiadas. Foi um crescimento forçado, artificial, que não poderia durar muito mais. Era mais fácil uma pessoa comprar um carro de 100 mil do que uma casa de mesmo valor. Agora as fábricas, principalmente as que vendiam muito os carros populares e defasados, estão com seus estoques lotados. Quem ainda não foi atingido pela crise, esta comprando carros de mais valor e de melhor qualidade. Basicamente um consumidor com mais dinheiro, ou ainda que tem dinheiro para comprar e um pouco mais esclarecido. A venda de carros novos nesse ano deve fechar com queda de no mínimo 28%, por que no segundo semestre nem os carros de maior valor vão vender bem como estão vendendo no primeiro. Vai ter que ocorrer uma renovação no marketing dos fabricantes, melhorias significativas nos modelos de entrada e uma certa dose de otimismo para as vendas voltarem a crescer. Mas crescer pouco por anos. Não esperem mais uma explosão de venda. Como diria o padre Quevedo, “isso non ecziste”.

  • Portuga Goleta

    09 Palio Fire 5.758
    12 Novo Palio 4.711

    Não sei se a fonte é verdadeira, peguei do comentário de um outro site, mas deve ser algo parecido com isso.

  • $2354837

    Gostaria de saber qual é a dificuldade em perceber que todo crescimento econômico baseado em crédito tende a formar bolhas e estourar…
    Não houve crescimento real do poder de compra da população. Apenas aumentaram a concessão de crédito. Isso tem um limite, que é o limite de endividamento das famílias.
    A conta chegou. Querem acreditar na teoria ou não. E só está começando… Logo quebra a construção civil.
    Me chamaram de louco e pessimista quando desenhei o atual cenário de hoje. Será que vão me chamar de o quê no futuro?

    • Cesar Augusto

      Luiz, não tem como a construção civil quebrar no Brasil. A falta de moradia é maior que a quantidade de habitações existentes. Só a titulo de exemplo, Brasilia tem uma população de 2.500.000 habitantes e o déficit habitacional é de 500.000 moradias ou seja um quinto. Ademais, as garantias para compra de um imóvel e o fato de que culturalmente imóvel no Brasil é tratado como o investimento mais seguro, o que pode ocorrer é as construtoras segurarem em suas carteiras os imóveis até o preço se encontrar num patamar que as atenda.

      • Arruda

        Mesmo com o déficit de moradias as pessoa precisam de dinheiro e/ou crédito para comprar, o que está escasso.
        Essa crise que bateu na indústria automobilística esse ano, chegou ano passado na construção civil.
        Raras são as grandes construtoras que não estão em dificuldades.

      • Lemming®

        Não importa o “precisar” se os imóveis disponíveis não podem ser comprados por quem precisa deles vide que existe mega oferta…em valores irreais…

  • Mr. Car

    Otimismo? Em relação ao Brasil? Desculpe a brincadeira, Strassen, mas para este tipo de otimismo, eu dou outro nome: ilusão, he, he!
    Abraço.

  • Juvenal Jorge

    A culpa é do ex-presidente que disse que estava tudo perfeito, e os ingênuos acreditaram.
    Quero ver algum jornalista macho ir cobrá-lo.
    E 90 dias de espera por um simples hatch crescido com estilo indefinido e mal ajambrado, só mesmo no deslumbrado “mercadinho” brasileiro.

  • Oswald Reis

    Mineirim, também estou nesse seu ponto de vista. Estava vendo o exemplo da VW do Brasil. O Gol que era o carro mais vendido até pouco tempo, agora amarga a 5ª posição. A VW sempre vendeu o seu peixe com a imagem de robustez e confiança e sempre cobrou mais por isso. Agora o mercado mudou. Novas opções, mais modernas e melhores chegaram e competem na mesma faixa de preços. Digo isso por que fui um desses fâ-boy que abandonou a marca… Tinha um G3 Rallye que era motivo de orgulho. Robusto, motor bom, barato e confiável. Um Rallye novo custa mais de 55 mil (site da VW). Acho um absurdo pagar 55 mil num Gol. Pode ser equipado e tudo mais, mas mesmo assim é muito dinheiro num VW popular. Por isso prefiro pagar os mesmos 55 mil num Honda Fit CVT. Um carro bom, confiável, projeto moderno e muito mais seguro. Além disso estão pagando preço Fipe no meu Gol usado, hehehe.

    • CorsarioViajante

      R$ 55.000 num Fit CVT usado, não é?

      • Mineirim

        Corsário,

        Saiu nova tabela do Fit:
        Honda Fit DX MT 2016 – R$ 51.600
        Honda Fit DX CVT 2016 – R$ 56.600
        Honda Fit LX MT 2016 – R$ 55.900
        Honda Fit LX CVT 2016 – R$ 60.800
        Honda Fit EX CVT 2016 – R$ 65.900
        Honda Fit EXL CVT 2016 – R$ 68.900
        Portanto, é possível ter um Fit CVT pelo valor citado pelo Oswald Reis, com descontos ou modelo 2015.

  • BlueGopher

    É muito interessante analisar os dados de mercado, procurar detalhes que estão “escondidos” dentro dos números, como bem fez o Marco Aurelio.
    O tradicional otimismo das previsões das fabricantes deve-se não somente a motivar positivamente o mercado consumidor, mas também acaba garantindo informalmente uma folga razoável no planejamento da capacidade produtiva dos fornecedores da sua cadeia de suprimentos.

  • Fat Jack

    A única maneira da redução do IP não vir futuramente a
    cobrar (com os devidos juros e correções monetárias), seria o governo durante o período de vigência dessa redução ter reestruturado seus gastos, permitindo-se não precisar mais cobrar o dito tributo, algo que sabidamente não fez e pela mais pura incompetência.
    A meu ver o ano de 2015 tinha todos os indicativos de um “ano bomba” (em todos os setores da economia como vemos):
    – pós Copa do Mundo (investimentos governamentais murchos
    devido ao gasto excessivo com as obras para o evento);
    – pós eleições presidenciais (sabidamente o governo federal acorrentou diversos aumentos de impostos, taxas, fornecimentos como águe e luz e combustíveis como manobra eleitoral e teria de soltá-los, e pior todos juntos e com índices bem mais elevados);
    – o escândalo do petrolão (deixando qualquer investidor externo – exceto a China – absolutamente receoso de investimentos em “terra
    pátria”).
    “…se exagerar no otimismo, corre-se o risco de ofuscar a realidade…”
    Fato! O otimista incorre em erro por se arriscar não vislumbrando a possibilidade de revés, podendo ser facilmente pego desprevenido.
    Me considero um “reali-pessimista” (explico, tento ver o panorama o mais realisticamente possível, mas antevendo a pior situação, para caso ela venha, não ser pego desprevenido), se vier marolinha, excelente, nado de braçada, se engrossar, saco a câmara de caminhão e uso de bote salva-vidas!

    • CorsarioViajante

      Pois é, sempre achei que a tal “reduçaõ aproveite-ainda-hoje” do IPI deveria ter vindo atrelada à uma política maior de ir extinguindo o IPI definitivamente de vários setores da economia. Chega, já temos impostos demais!

    • Luiz_AG

      Esqueça redução de IPI. Governo está sem dinheiro. Põe na conta da Dilma e sua reeleição…

      • Fat Jack

        Adoraria, mas ela foi mais rápida e já pôs na(s) nossa(s) conta(s), cujos consumos diminuem enquanto os valores pagos aumentam. Ah, e a inflação não existe viu, é só intriga da oposição!

  • Fat Jack

    Mineirim, eu comprei um carro em 2012, e a diferença na época foi de aproximadamente 12%, sei pois vinha acompanhando os preços e estudando a possibilidade de compra antes da redução…

    • Mineirim

      Pois eu troquei o meu carro em 2011. Tive 10% de desconto num Focus 2.0. A redução do IPI não chegava a tanto…

  • Carlos A.

    Muito complexo mesmo a questão da economia atual. Mais complexo ainda a questão dos automóveis, curioso como os lançamentos em geral tem boas vendas ou vendas garantidas pelo menos por alguns meses, é o caso do Honda HR-V um conhecido comprou um pagando ágio (para furar a fila de espera) e ainda achou o máximo! Parece que algumas pessoas também não sentem a crise atual.

  • Sem querer polemizar, a Ford está encostando na VW devido ao seu excelente produto o Ford Ka. Veículo muito bem desenvolvido e com dinâmica superior.

    • CorsarioViajante

      Acho que o Ka e a Ford em geral levam uma grande vantagem pelas versões fechadas muito bem pensadas e distribuídas para toda sua gama. Na VW, existe uma bagunça enorme de opcionais, sempre caros, que deixam sempre uma sensação de que levou menos do que gostaria e pagou mais do que deveria.
      Exemplo prático: um tempo atrás estava pensando em comprar um carro de entrada. Na ford é simples: eu fucei no site e decidi que o carro que me atenderia seria um Ka SE 1.0. Fui lá e vi preços e condições para o Ka SE 1.0 e pronto. Já na VW eu sabia que precisar ser o Up a partir da versão Move, mas teria que adicionar no mínimo os opcionais de A/C, Direção elétrica, travas, som, gostaria com sistema S.A.V.E., aí na concessionária tem vários carros a pronta entrega, cada um de um jeito, numa bagunça de catálogos de opcionais e preços, você não consegue ter clareza do que está comprando e o preço sempre parece muito mais alto – e você não consegue comparar com clareza com o preço de tabela porque nunca sabe quantos dos duzentos opcionais tem ou não. Essa política dos anos 70 cola cada vez menos.

      • Mr. Car

        Isto mesmo, Corsário: o Ka tem “isto”, o Ka SE tem “isto e aquilo” por “X” mais, e o Ka SE Plus tem “isto, aquilo, e aquilo outro”, por “Y” mais. Simples e objetivo. Já o Up!, dá raiva até de brincar no configurador.

        • CorsarioViajante

          Exato!

    • Rafael Malheiros Ribeiro

      CM,
      Fiz um test drive no Ka e no up! Ambos me impressionaram muito positivamente, mas acho que o sistema de pacote completo de opcionais nas diferentes versões do Ka está definindo sua vendagem superior em relação ao up! (que eu prefiro), por questão de preço final inferior quando igualmente equipados.

    • Luiz_AG

      Meccia, a VW está agonizando na arrogância de seus departamentos de marketing. Outra com os dias contatos é a GM. Japoneses e coreanos vão comer essas duas com farinha se não tomarem cuidado. Isso se não repetirem de novo o erro estratégico do Etios.

      • Mr. Car

        Com farinha, não: com shoyo, he, he!

    • Antônio do Sul

      Realmente, a Ford trabalhou para ter uma linha de produtos muito boa e está colhendo os frutos. Ka, Fiesta, Focus, Fusion e Ranger são muito bons, mas ainda são necessárias melhorias na rede autorizada e mesmo na linha de produtos. O público reclama muito do atendimento dos concessionários, tanto na hora da aquisição do veículo quanto no momento de levá-lo para serviço. Quanto à linha de produtos, acho que, no geral, tem um ótimo comportamento dinâmico e um conjunto mecânico muito bom, mas bem que Focus e EcoSport, pelo menos, já poderiam contar com os motores EcoBoost.

      • Antônio do Sul,
        Se a Ford fosse mais rápida nas tomadas de decisão já teria muito mais sucesso do que tem. EcoBoost é um exemplo, já deveria estar em produção no Ford Ka e no Fiesta há muito tempo.

        • Antônio do Sul

          Olhando de fora, como consumidor, é essa impressão que se tem. Essa lentidão é o maior inimigo da Ford.

      • Sergio

        Já que se fala da Ford, queria deixar registrado aqui que não existe hoje concessionário deles na baixada santista! Impressionante, o que tinha fechou as portas sem avisar. Há rumores que virá a Caoa para cá, a que fechou todas lojas da baixada foi a Costa Sul. Agora, quem precisa fazer revisão tem que ir no ABC ou em Sampa.

    • Davi Reis

      Meccia, parece que a VW planeja esboçar reação. Andei lendo na internet que as versões do Up serão alteradas, e que em breve o Move Up já sairá de fábrica com ar-condicionado, alarme, som, direção elétrica, trio elétrico e outros itens por 40 mil reais (e o Ka SE sai por 39). Vamos ver se dessa vez as vendas embalam.

  • Diogo,
    Não sei se você sabe, mas o Luiz Carlos Mello já foi presidente de Ford brasileira, e sabe o está falando. Conheço-o e admiro-o muito.

    • Diogo

      Prezado Bob, tive o prazer de conhecê-lo num curso de pós-graduação automotiva que fiz na FEI. Justamente por seu conhecimento que achei importante a alusão que ele fez à possibilidade de readequação dos preços.

  • Todos
    Lembrem-se que há outro fator ajudando a emperrar as vendas, a demonização do automóvel gerada a partir da administração petista de São Paulo, que se espalha feito câncer em metástase acelerada. Cheira a plano orquestrado para desestabilizar o país. Já comentei isso com a Anfavea e fingiram que não ouviram.

    • Mr. Car

      Bob, acho que mais que a demonização no sentido da propaganda em si, das campanhas contra os automóveis tipo “o carro é prejudicial ao meio-ambiente”, o que mais ajuda a emperrar as vendas são as ações efetivas no sentido de infernizar as vidas dos usuários dos carros, como o rodízio, os limites ridículos de velocidade em muitos lugares, a diminuição do número de vagas de estacionamento disponíveis, e a indústria da multa, ou seja, as ações que vão transformando o prazer de dirigir em aborrecimento, a ponto de levar o sujeito a desistir de ter um carro.
      Abraço.

      • Marcelo R.

        Exatamente (e infelizmente), Mr. Car!

      • Fat Jack

        Concordo plenamente, e exatamente por isso, se hoje me aparecesse uma oportunidade pra trabalhar no interior do estado (estou em São Paulo), iria sem dúvida alguma, pois pra se ter qualidade de vida, é primordial ter vida, o que está ficando impossível na capital…

      • Lemming®

        E fazer o que quando, a Fiat no caso, me faz aquele comercial ridiculo do veículo parado na garagem e o fulano chegando de “bike”? Descansado, todo arrumado, sorrindo… #sqn dona Fiat…
        Além dos outros pontos apontados pelo Bob.
        Radares a cada 50 metros, limites de velocidade ridículos nas vias e rodovias, sinalização dúbia (quando existe), “zona” azul em “centro” expandido…aff…se perde as contas dos motivos para NÂO se ter carro hoje em dia.
        Só tem quem é “obrigado” pela necessidade.

    • CorsarioViajante

      Realmente faz falta não uma Anfavea mas sim um automóvel clube ou similar para defender e pressionar o governo em favor de políticas que respeitem e incluam o automóvel e combater visões demonizadoras e simplistas.

      • $2354837

        Você acha isso mesmo? A indústria automobilística tem um dos maiores lobbies industriais desse país, seguido da construção civil.

        • CorsarioViajante

          O que quis dizer é que a Anfavea dança com o governo. Sua preocupação é vender carro, não defender interesses do motorista como limites de velocidade mais realistas, fim do rodízio e coisa do gênero.

    • Ron Souza

      Embora a crise esteja alijando o mercado consumidor – ora pelo desemprego, ora pela desconfiança gerada pela inflação, o governo finge estar tudo bem e aplica uma carga tributária absurda. O presidente da Fiesp deu seu recado. O setor produtivo não aguenta o custo-estado. Com isso o ano de 2015 demonstra sinais de fadiga no setor econômico/automobilístico no fim do primeiro semestre, e vem mais por aí…

    • Luiz_AG

      Bob, acho difícil isso, pois o financiamento foi umas das bandeiras da reeleição desse governo que nem de que lado sei que está…
      Sou ciclista que te digo que isso não cola com a classe média baixa, aquela que sai 5h da manhã de trem do extremo leste e tem que chegar apresentável no serviço. Para ele o ideal era seu popularzinho com ar condicionado e dane-se o prefeito.
      A “bomba” só estourou depois das eleições, gasolina subiu, restrição do crédito para automóveis e residências… Usaram todos os recursos do governo (leia-se dinheiro) até o último centavo, para estourar tudo depois da eleição.
      Fico espantado como tanta gente caiu no conto do desenvolvimento e no do “nunca antes na história desse país”.
      Não houve avanços na educação, nem na infra estrutura… Não houve melhoras na produção, pouco se fez em relação ao empreendedorismo, os salários em valores reais ficaram estagnados.
      Vivemos os últimos 6 anos na base de crédito. Agora a população não tem mais capacidade de adquirir crédito, e o efeito cascata está colapsando a economia.
      Foi a bomba deixada pela reeleição. Seria diferente com outro partido? Não sei… Brasileiro não tem educação financeira.
      Quem quer enxergar nosso futuro olhe para a Espanha. Eles estão a 5 anos na nossa frente do que vai acontecer por aqui.

    • Thales Sobral

      Bob, durante os últimos 7 anos parece que não houve diálogo entre o governo federal (que empurrava um monte de carro nas ruas com a isenção do IPI), e os governos municipais, que não preparavam a cidade para receber essa frota toda. Obviamente os problemas de um crescimento tão grande e tão rápido iriam aparecer, e claro, o problema é “que tem muito carro na rua”…

      • Fat Jack

        Thales, desculpe-me discordar, o problema é que tem obra viária de menos na(s) cidade(s), tratando-se da cidade de São Paulo as últimas obras relevantes foram a criação das faixas centrais na Marginal Tietê e o Rodoanel (mas que demorou tanto tempo pra ficar pronto, com suas 3 faixas e o ridículo limite de 100km/h é praticamente “um natimorto”), enquanto a prefeitura paulistana tem feito o caminho inverso.
        Há de se lembrar que se carros e mais carros foram vendidos, impostos e mais impostos sobre eles foram arrecadados, devendo estes impostos (ou pelo menos parte deles) serem revertidos em melhorias e ampliações das condições de tráfego, o que óbvio, não aconteceu (novamente, falando-se de São Paulo) nem em âmbito federal nem municipal, pois pouco ou não, o Rodoanel ainda é a única obra viária sendo executada visando melhoria do tráfego paulistano.

        • CorsarioViajante

          E se me permite o adendo Fat Jack… O maior feito das faixas centrais da Marginal foi bagunçar o trânsito, ficou realmente confuso.
          O Rodoanel como você bem falou é irritante, tanto pelos inúmeros pedágios como pelo limite ridículo, como pelo péssimo planejamento nas entradas e saídas (Que geram imensos engarrafamentos).

      • Barroso

        Thales, Mesmo que vivêssemos num mais mais sério, seria impossível as prefeituras “prepararem” as cidades para um crescimento tão grande e rápido da frota. Ampliação de infraestrutura viária e de transporte de massa é caro, complexo e demorado, princialmente no caso das cidades brasileiras.

    • thelucs

      Bob, com todo respeito, mas acho que sua análise é, no mínimo muito bairrista. Achar que as vendas no Brasil inteiro estão emperradas porque o PT está demonizando o carro na capital paulista e pensar que isso afeta diretamente todas as cidades no nosso imenso Brasil, não faz sentido. São Paulo não é a única cidade grande do Brasil, muito menos a única fonte de influência nesse nosso País tão rico culturalmente.
      Desculpe a franqueza, tenho muito respeito por você e pelo Blog – leio todo dia -, mas o fato é que muitas cidades brasileiras, especialmente as grandes capitais, estão saturadas de automóveis, dificultando nossa vida, nos fazendo perder tempo e dinheiro. O investimento em transportes públicos e alternativos precisa ser feito, mesmo que isso cause certa estranheza no início. É preciso pensar no futuro, tanto no nosso como no das próximas gerações.
      Um grande abraço.

      • Cesar Augusto

        Thelucs,
        Como você mesmo diz, as cidades estão saturadas, mas a culpa não é dos automóveis e sim da falta de planejamento urbano. A titulo de informação, o tresloucado daqui de Brasília, não construiu ao longo de 4 anos um metro quadrado de asfalto. Muito pelo contrário. Saiu pintando um monte de faixa e segregando para ônibus. O que acontece: As vias que já estavam saturadas ficaram ainda mais saturadas e do lado você tem uma via que fica praticamente o dia todo sem se poder ser utilizar. Não sou contra transporte público, muito pelo contrário. No entanto, o transporte publico de massa tem que ser feito por trens (metrô). Não acho correto segregar uma via que já estava saturada. Deveriam ser criadas novas faixas de circulação e uma exclusiva para ônibus.
        Lembre-se as cidades são organismos vivos e portanto se expandem e se a infraestrutura não acompanha este crescimento a tendência é que no futuro pare. Brasíia foi planejada para 500 mil habitantes e hoje tem 2,5 milhões, com mais 2 milhões que dormem no entorno e vivem em Brasília e no entanto, nestes mais de 50 anos desde a criação da cidade a capacidade das vias permanece praticamente a mesma. Te pergunto: Você acredita que tem como o trânsito não estar um caos nesta situação?

    • Fat Jack

      Bob, depois da Anfavea ter avalizado (fazendo de conta) que o aumento da porcentagem de álcool na gasolina não proporcionará dano aos motores originalmente desenvolvidos para rodarem com gasolina, e terem sugerido o uso das “gasolinas premium” (de valor indiscutivelmente elevado), não se pode esperar mais nada de bom vindo de lá.

      • Marcelo R.

        Deve-se levar em consideração o interesse, não declarado, de que as pessoas se vejam “forçadas” a trocar seus usados monocombustíveis por modelos flex 0-km. Nunca uma entidade que representa as fábricas vai ter um posicionamento contrário ao de vender carros novos…

  • Filipe

    Marco, o Gol se valia do mesmo artifício do Palio pra se manter no topo, eram somadas as vendas do G4 com os mais novos pra gerar os números finais. Não sei se a proporção era tão descabida como no Palio. E concordo que deveriam separar corretamente.

  • Mineirim

    A inflação é o próprio mercado que cria. Ou seja, compradores e vendedores.

    • Malaman

      Inflação não meu caro, inflação quem causa é governo, conceito básico de economia.

  • CorsarioViajante

    ACho que hoje só VW e FIat insistem na política de vender um monte de opcionais em pacotes confusos à parte.

  • CorsarioViajante

    Esta questão dá pano para manga. Um exemplo.
    Em 2001 compramos um carro de entrada básico por R$22.000. Era um gol peladão 2 portas, com volante torto, depenado, motor razoável, exterior de G3 e interior de G2.
    Hoje, um carro de entrada básico como o Take Up pelado 2 portas já vem no mínimo com ABS, airbag, projeto alemão, cinco estrelas no LatinCap, espaço otimizado, consumo excelente, motor novíssimo, por algo em torno de R$30.000.
    Ou seja, em catorze anos o preço subiu R$8.000, mais ou menos R$600,00 por ano. Não sei exatamente quanto subiu a inflação no período, mas não parece um “aumento absurdo” como gritam alguns.
    Outro exemplo. Em 2009 comprei uma versão de topo de um Polo por R$52.000 (R$57.000 na tabela). Motor de 120cv, teto solar, controle de cruzeiro, A/C automático, som no painel, direção eletro-hidráulica, etc etc. Um Fox Highline ou Fiesta em configurações de topo hoje estão na faixa dos R$60.000, ou seja, muito próximo do preço de tabela de 2009 ou até mesmo próximos do preço praticado levando em conta que já são quase seis anos.
    Se a gente analisar os carros pela “proposta”, vê que o aumento não foi tão absurdo em relação à alguns anos atrás.
    Indo além, a galera que puxa preço dos anos 70 e 80 e corrige pela inflação mostra até mesmo que os carros ficaram muito mais baratos e acessíveis.
    Sei lá, acho que no fundo eu passei a concordar com meu pai: não é que os carros “ficaram” caros, eles sempre foram caros por aqui por diversos motivos. A galera está chiando agora não porque ficou mais caro mas sim por que o acesso, através de crédito, confiança ou mesmo “giro”, ficou bem mais restrito.
    Desculpe o textão, mas fico pensando nestas coisas e gosto de compartilhar.

    • Mineirim

      É muito bom a gente trocar idéias. Você em 2001 comprou um Gol peladão por R$ 22 mil. Naquele mesmo ano, eu comprei um Brava ELX por R$ 29 mil (na tabela custava R$ 32 mil). Dá uma diferença de pouco mais de 30% para ter um carro médio.
      Hoje por 30% a mais que um up! a gente compra o quê?

      • CorsarioViajante

        Realmente, chocante! Dá para ver como o mercado era estrangulado!

    • Cris Dorneles

      Tem coisa errada aí… Comprei em outubro de 2001 um VW Gol PLUS 1.0 8V 4P e paguei 17 900. E ele era GIII por dentro e por fora.

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Analisando as vendas acumuladas, algumas coisas me chamaram muita atenção:
    1. Impressionante como Peugeot e Citroën estão “mal na fita”. Juntas, não chegam a 1/3 das vendas da Renault. Acho que são as grandes “sofredoras” do momento difícil nas vendas.
    2. Onix é do tipo “come quieto”, enquanto se comenta sobre a queda do Gol, o sucesso do HB20 e HR-V, dos Palios, ele vai liderando.
    3. Ford Kavendido “completinho” vem agradando e vendeu quase o dobro do VW up! em maio. Este último é excelente ao meu ver, mas sai caro equipá-lo com os opcionais para equipará-lo ao concorrente.
    4. Com o mercado em crise de confiança, parece ficar ainda mais difícil investir o precioso “dinheirinho” num modelo de marca chinesa. A única a aparecer no ranking das 20 marcas mais emplacadas (Chery) tem irrisórios 0,29% de participação. Não queria estar na pele de um concessionário que investiu pesado e tem custos fixos elevados.

  • Luiz_AG

    Pessoal, queria deixar um vídeo muito interessante (e porque não familiar) da crise da espanha:

    Recomendo assistir e ver as semelhanças com nossa crise.

    • CorsarioViajante

      Muito legal, já compartilhei.

    • Lemming®

      Muito bom esse vídeo!

  • André Luciano

    Marco Aurélio, há aproximadamente um ano as vendas “dos Palios” (segundo informação do Calmon) estava na proporção “Palio Fire” 57% x “Novo Palio” 43%. Mas as vendas do Palio para PJ na época (PJ normalmente busca menor custo de aquisição) eram altas. Passado um ano, as vendas “dos Palios” (ambas gerações) caíram para PJ. Levando em conta essa proporção acima com a atual situação de vendas PJ, acredito que essa proporção 80% para o Palio Fire parece irreal, mas pelo que você mesmo indicou é realmente impossível ter certeza nesses números.

    • Marco Aurélio Strassen Murillo

      André,
      Citei números que conheço recentes, evitando assim, especular, ideal seria buscar informação oficial. Ontem a Anfavea disse que PJ representaram 31% das vendas de maio, evidente trata-se da média de todos.

  • Luiz_AG

    Isso provavelmente é oferta da Fiat. Esses carros tem descontos enormes para frotistas (coisa de 25%). As vezes está com o pátio cheio de Uno, ou então a linha de produção está “virada” para o Uno, como se diz no jargão de chão de fábrica, ou estoque grande de peças etc, etc, e é mais negócio dar desconto ao Uno.

  • Thales Sobral

    Daniel, passamos no mínimo 3 anos com gasolina subsidiada, com a petrobras comprando lá fora mais caro do que o que ela vendia aqui, sendo usada como instrumento pra segurar a inflação “no papel”. Só no começo de 2015, com a derrocada do valor do petróleo é que nossa gasolina ficou cara. Mas com o real valendo menos que um big big, estamos novamente com uma gasolina barata em relação ao resto do planeta.

    • Daniel S. de Araujo

      Thales, desculpa mas você acha a gasolina brasileira barata? Uma gasolina que você paga 1L e leva 0,73L? Você acha barato pagar aproximadamente US$1,00/L ou US$ 3,7854/galão (supondo um dólar convertido a R$ 3,20/dólar)? Se você desconsiderar o álcool que está levando de presente, a gasolina nacional custa US$ 1,37 ou US$ 5,18/galão!!!

      Nos EUA a gasolina está a US$ 2,78 o galão, ou seja US$0,7344 o LITRO que convertido em um dólar altíssimo de R $3,30 corresponde a R$ 2,42L!!!!

      Desculpe mais uma vez Thales, mas de fato a gasolina foi usada como instrumento de controle inflacionário sim, não justifica a manutenção de um erro para cobrir outro. Fazer essa prática, num momento que o país vivia um momento favorável (mesmo que artificialmente) e agora que a população precisa de um “refresco” manter os preços em dólar alto é condenável. O preço tinha que acompanhar o mercado. E não essa bagunça feita pelo PT que por sinal usa o mesmo argumento para defender a atual política de preços de combustíveis.

      Lembrando que o monopólio do petróleo acabou…apenas no papel.

      http://www.eia.gov/dnav/pet/pet_pri_gnd_dcus_nus_w.htm

    • Lemming®

      #SQN já que o que levou mesmo ao aumento absurdo do preço da gasolina (rabo de galo) foi a “descoberta” do rombo da BR. Caso contrário estaríamos ainda vivendo a época de “ouro” do petróleo (sonho do governo…).

  • fred

    André.
    Permita-me apenas fazer uma correção acerca da Inconfidência, que aliás tenho visto se popularizar nas opiniões.
    Durante o século XVIII, a Coroa realmente cobrava o chamado quinto (a quinta parte) do ouro extraído das minas e lavras aqui na colônia portuguesa; entretanto, no cálculo desse imposto, a região deveria ter contribuído com o Rei, ao fim de um ano, com pelo menos 100 arrobas de ouro. Acontece que, no último quarto do século, a produção do mineral já havia caído bastante, ficando impossível aos mineiros pagar as tais 100 arrobas a cada ano, cujo imposto devido foi se acumulando. Mas a Coroa, sedenta, ordenou então a chamada “derrama”, a cobrança de todos os impostos – tanto o quinto quanto a diferença para que se chegasse às 100 arrobas anuais -,fazendo-a de forma violenta: os fiscais da Coroa foram autorizados a invadirem as casas dos donos de minas, confiscando bens de valor como pagamento do imposto atrasado. Esse é que foi o real motivo de uma conspiração, não somente o “quinto”.
    E algo que não se teria visto caso o movimento tivesse sido levado adiante seria o povo: a Inconfidência foi planejada por uma elite econômica mineira desgostosa com os desmandos do governo português. O povo, esse teria visto tudo, nas palavras perfeitas de José Murilo de Carvalho, bestializado…

  • RoadV8Runner

    Eu já faz um belo tempo que deixei o otimismo de lado e passei a me planejar de forma realista. E do jeito (mal) que a coisa vai, logo, logo vou é passar para o lado dos pessimistas, isso sim…
    A encrenca está feia, mas vejo como principal causa da crise a mão grande do pessoal lá na ilha da fantasia. Tudo bem que a redução de IPI para os automóveis foi significativa, mas temos que ter em mente que esse foi apenas um dos impostos cuja carga foi reduzida, existem dezenas de outros que ficaram sem alteração. Onde já se viu trabalhar 151 dias no ano para pagar todos os impostos? Com a péssima qualidade de serviços públicos que temos? É incompetência, roubo e mais incompetência mesmo.

  • gpalms

    Temos aqui no Brasil:
    1. Grandes encargos trabalhistas;
    2. Indústria automobilística contaminada por protecionismos;
    3. Rede de transportes sucateada, para dificultar o escoamento da produção;
    4. Carga tributária alta.
    Ao perder a facilidade de crédito para o mercado interno, só nos resta a crise. Uma longa crise, pois os investimentos em modernização, desoneração da produção e escoamento deixaram de ser feitos no momento de prosperidade.

    • Fat Jack

      Resumo perfeito!

  • Roberto Mazza

    Na frase inicial do 13º parágrafo senti falta da palavra entre parêntesis: “A vinda dos novos crossovers Honda HR-V, Jeep Renegade e Peugeot 2008 faz o segmento crescer, roubando participação dos (outros/demais) automóveis.” Comento porque considero confuso e contra-produtivo que exista na imprensa automobilística em geral algum tipo de descrição que segmenta modelos chamados de crossover (ou SUV ou suve) como senão fossem basicamente automóveis de passeio.

  • Tarcísio

    Como explicar que mesmo com essa queda extrema excluindo o aumento pelo IPI, houveram outros aumentos de preço. Só no Brasil, pensei que com esse choque de realidade nossos preços iriam ficar atrativos. Mas não.

  • Luiz_AG
    • Cesar Augusto

      Torno a te dizer, as construtoras vão segurar lançamentos, mandar embora seus empregados, mas não vão vender imóvel a qualquer preço. Quando for interessante para eles, soltam novos lançamentos.

      • Antônio do Sul

        Mas será que todas elas terão capital de giro que lhes garanta folga suficiente para esperar o dia em que o consumidor novamente terá crédito ou dinheiro no bolso?

      • $2354837

        Me explique de onde vem o dinheiro para segurar, digamos, 5 anos sem venda que retiro tudo o que disse…
        Olhe a dívida das construtores e a perda de valores de seus papeis na bolsa (algumas valendo 10% do que valiam a 5 anos) e verá que o que diz não faz sentido algum…

  • Ricardo kobus

    Eu acho que a Toyota tem a faca e o queijo na mão, pois se ele der uma “ajeitada” no Etios acredito que em pouco tempo estará entre as 3 marcas mais vendidas no Brasil!

    • CorsarioViajante

      A tal ajeitada já foi sugerida há tempos: basta colocar, no mesmo local, um painel digital e manter os preços. Pronto, um salto de vendas.

  • thelucs,
    Tudo o que você diz que precisa ser feito é fato, concordo plenamente, mas entre isso e demonizar há uma enorme diferença. Quando um irresponsável de um prefeito e petista vem a público é diz que “os motoristas vão pensar duas vezes antes de tirar o carro da garagem” ao anunciar as tresloucadas faixas de ônibus; quando elimina 30.000 vagas de estacionamento a sair como um louco enchendo as ruas de faixas – vermelhas! – achando que São Paulo é Amsterdâ; quando diz que os apartamentos só poderão ter uma vaga de garagem, tudo isso bate fundo na mente das pessoas, que começam a se perguntar se vale a pena comprar ou trocar o carro. E, não, São Paulo não é restrita a São Paulo com a massa de comunicação de hoje, com a metástese da informação atual.

    • thelucs

      Caro Bob,
      Concordo com você que algumas das ações são bastante radicais. O foco, porém, não é esse. No meu comentário, me referi ao fato de você generalizar um fenômeno que acontece no Brasil INTEIRO e citar como fator de FORTE relevância as ações da prefeitura de São Paulo.
      Se a matéria falasse EXCLUSIVAMENTE do mercado paulista, aí sim, você poderia citar isso como um fator relevante.
      Forte abraço

  • Luiz_AG
    • Sergio

      O Cesar Augusto, a julgar pelo avatar dele, trabalha na área. Está igual à orquestra do Titanic.

  • Rafael Sumiya Tavares

    No final do ano passado passei a trabalhar longe de casa, meu carro V-6 de 16 anos de idade não seria viável, tomei a iniciativa de comprar um carro popular antes do IPI subir, e fui feliz pois houve um aumento de 3.000 reais no valor do carro. Esse ano estamos vendo essa escalada dos juros para conter o consumo, felizmente pude dar mais de 50% de entrada e já paguei 14 das 24 parcelas pra ganhar os descontos por antecipação. Planejar fez toda diferença, eu sabia que não viria coisa boa este ano…

  • Lucas Garcia

    ‘um caminho pode estar na melhoria das condições de crédito ao consumidor’

    Me fala como? com a ‘escalada’ dos juros, como o crédito vai melhorar?

  • thelucs

    Cesar,
    como apaixonado por carros e cidadão que sou, concordo com você. A culpa não é dos carros. Todos temos o direito de comprar nosso próprios veículos! A situação de algumas cidades brasileiras, porém, pede medidas agressivas. Não estou dizendo que concordo com todas as medidas da Prefeitura de São Paulo, estou dizendo que compreendo as ações. Afinal, me diga: como replanejar uma “pequena” cidade como São Paulo? Se parece complexo, acredite, é bem mais que complexo!
    E, para encerrar, digo: o foco do meu comentário não era nem aplaudir nem repudiar a Prefeitura de São Paulo. Era discordar do comentário do Bob, que quis transformar um fenômeno municipal em um nacional.
    Abraço!

  • Fat Jack

    Corsário, nem precisava chegar a tanto (claro, você está correto, seria o ideal), bastava não avalizar uma abominação como o aumento do percentual de álcool na gasolina, dizendo que o mesmo “não oferece riscos”…

  • Fat Jack

    Hoje a situação das faixas centrais é um pouco mais tranquilo, afinal, já nos acostumamos com elas, mas eu sou um que diversas vezes trafego pela local para não correr o risco de me ver “preso” numa faixa central sem conseguir ter acesso a determinada ponte…
    Quanto ao Rodoanel, parece que alguém ignorou o volume de veículos ou a empreiteira pressionou a empresa projetista a ignorá-lo, pois há algumas alças de acessos curtas (o que representa uma grande economia), o que incondicionalmente acarreta em trânsito e bloqueio de faixas (no plural devido aos “espertinhos – e como tem!!! – de plantão)

    • CorsarioViajante

      Alça curta ou pedágio no meio da alça para bagunçar de vez.

  • Fat Jack

    “…não construiu ao longo de 4 anos um metro quadrado de asfalto. Muito pelo contrário. Saiu pintando um monte de faixa e segregando para ônibus. O que acontece: As vias que já estavam saturadas ficaram ainda mais saturadas e do lado você tem uma via que fica praticamente o dia todo sem se poder ser utilizar…”
    Isso me parece bastante familiar apesar de morar em São Paulo…

  • Fat Jack

    Thelucs, o que não se pode ignorar é que o governo não abre mão de sua “gorda fatia” de impostos dos carros, em contrapartida cerceia o máximo possível o uso do mesmo. É um contra-senso ou estou enganado?
    Não estão sobrando veículos, estão faltando investimentos viários custeados (entre outros) pelos impostos que estes veículos (cujas vendas nos últimos anos bateram recordes) renderam ao governo.

  • Fat Jack

    Fato!

  • Luiz_AG

    Naquele tempo o governo tinha dinheiro para financiar a pataquada… Sejamos honestos, foi uma cartada de gênio. O problema foi depois utilizar a ferramenta de crédito para garantir a reeleição.

  • Rochaid Rocha

    O mercado reflete o bolso do consumidor. Vou escrever igual ao que vi um economista na TV, falando do aumento do preço da cebola e do tomate, da inflação no geral. Usou a mesma desculpa esfarrapada que o nosso brilhante governo usa. A culpa desses aumentos são devido a crise internacional. Ou no caso da cebola e do tomate, de que os preços dos alimentos estão subindo no MUNDO TODO, devido ao, pasmem, ” aumento da população”. Tem tanta desculpa idiota circulando na mídia que tem horas que eu tenho vontade de jogar a TV na rua. Não estão vendendo carros porque as pessoas estão endividadas. As pessoas que não pertencem a ” nova classe média” estão sendo cautelosas. Melhor ter dinheiro para pagar a escola, a conta de energia, a conta da feira, etc, do que sair posudo com carro zero km. Fica com o velho mesmo. O governo tenta tapar o sol com a peneira e jogar no cenário internacional a culpa por sua total incompetência. Sua fome insaciável por gastar mais do que arrecada. De repartir o tesouro entre os seus seguidores. Seita maldita.

  • CorsarioViajante

    Perfeito. Também ouço cada idiotice que fico de cabelo em pé. Mas cola e um monte de gente sai repetindo como papagaio.