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Cerca de 25 mil pessoas acompanharam a final da F-E em Londres (foto FiaFormula E)  Ligados no 220 sbl0202

Cerca de 25 mil pessoas acompanharam a final da F-E em Londres (foto FiaFormula E)

Fim de semana entrou para a história nos dois lados do Atlântico: em Londres, Nelsinho Piquet conquistou o primeiro título da F-E e em Pike’s Peak Rhys Millen garantiu a primeira vitória de um carro elétrico.

 

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Primeira vitória de um carro elétrico em Pike’s Peak (Foto PikesPeak.com)

O fim de semana foi eletrizante para quem pilotou e para quem assistiu, e não e trata de trocadilho: trata-se apenas de usar uma expressão coloquial. O neozelandês Rhys Millen estava na metade do caminho da subida de montanha de Pike’s Peak quando um dos motores elétricos do seu eO PP03 deixou de funcionar. Mesmo assim ele conseguiu vencer a prova e abaixar o recorde da categoria em um segundo. Do outro lado do Atlântico e, praticamente ao nível do mar, o brasileiro Nelsinho Piquet chegou a pensar que tudo estava perdido, mas ao final da derradeira etapa da primeira temporada da F-E celebrou o título de campeão.

Matriz energética

 

Nelsinho Piquet celebra título na F-E (foto Adam Warner/LAT Photographic/Formula E)  Ligados no 220 256789 515304  l5r2344

Nelsinho Piquet celebra título na F-E (foto Adam Warner/LAT Photographic/Formula E)

O Brasil teve participação destacada na primeira temporada da FÓrmula-E, primeira empreitada da Federação Internacional do Automóvel com veículos de propulsão unicamente elétrica: o campeoNato começou com vitória de Lucas Di Grassi e chegou ao final com ele Nelsinho Piquet disputando o título. Bruno Senna se destacou na corrida final: sobrenomes que outrora identificavam rivais ferrenhos, no último fim de semana a atuação de Bruno foi crucial para garantir o título de Nelsinho.

Na segunda prova da rodada de encerramento, a única que teve duas corridas, Sébastien Buemi precisava superar Bruno Senna para somar os pontos que lhe dariam o título. Após uma temporada de resultados inexpressivos, o brasileiro andou como nunca e soube defender-se dos ataques do suíço. Na última volta os dois quase chegaram a se tocar e Buemi ensaiou uma reclamação contra Senna, reação que não passou disso.

 

TraCado de Battersea era estreito e ondulado (foto Formula E)  Ligados no 220 l0u7301 2

Traçado de Battersea era estreito e ondulado (foto Formula E)

Colaborou para esse resultado o fato do traçado montado no Battersea Park ter uma pista tão proporcional à fama da gastronomia inglesa: bastante estreita e com poucas opções, neste caso específico, de ultrapassagem. No que diz respeito ao momento em que Piquet Jr. garantiu o título, pode-se dizer que foi algo do tipo bem-passado: como o regulamento da categoria recompensa quem faz a melhor volta da prova e a disputa entre o brasileiro e o suíço era no ponto-a-ponto, foram usadas mais que uma ou duas pitadas de suspense e demorou para Piquet ter certeza que era o campeão.

O francês Stephan Sarrazin foi o primeiro a receber a bandeirada de chegada, o que em situações normais o colocaria como o vencedor em um esporte onde o objetivo é andar o mais rápido possível. Só que Sarrazin estourou seu cartão de crédito, ou melhor, sua cota de energia, acabou penalizado e caiu do primeiro para o décimo-quinto lugar. A destacar ainda mais o tempero idiossincrático da F-E, vale lembrar que Sébastien Buemi rodou quando saia dos boxes após trocar de carro…

 

Categoria anuncia o calendário 2015/2016 dia 10 de julho (foto Formula E)  Ligados no 220 l0u0575

Categoria anuncia o calendário 2015/2016 dia 10 de julho (foto Formula E)

Curiosidades à parte, a categoria tem futuro garantido: seu envelope comercial e técnico facilita o desenvolvimento de propostas que podem ser incorporadas aos carros elétricos que estão a caminho do mercado consumidor. Quanto ao fato do ruído dos motores lembrar carrinhos de autorama, bem, aí já são outros 500… volts.

Para a temporada 2015/2016 as novidades prometem mais disputas, conseqüência do interesse de outros grandes fabricantes na categoria. O próximo calendário deverá ter duas ou três etapas a mais que as dez que compuseram a primeira edição e será anunciado no dia 10 de junho. No mesmo dia poderão ser conhecidas as alterações que serão implementadas no modelo atual, o chassi Spark-Renault SRT_01E concebido por Frédéric Vasseur. A eletrônica embarcada e o trem de força elétrico (capaz de produzir 200 kW/272 cv) é fornecido pela McLaren, sendo que as baterias usadas na temporada recém finda foram fabricadas pela Williams. A caixa de câmbio é Hewland e tem cinco relações padronizadas.

Posições finais do campeonato – Pilotos: 1) Nelson Piquet (Nextev TCR), 144 pontos; 2) Sébastien Buemi (e.dams-Renault), 143; 3) Lucas di Grassi (Audi Sport Abt), 133; 4) Jérôme d’Ambrosio (Dragon Racing), 113; 5) Sam Bird (Virgin Racing), 103; 6) Nicolas Prost (e.dams-Renault), 88;7) Jean-Eric Vergne (Andretti), 70; 8) Antonio Felix da Costa (Amlin Aguri), 51; 9) Loïc Duval (Dragon Racing), 42; 10) Bruno Senna (Mahindra Racing), 40. Equipes – 1) e.dams-Renault, 232 pontos; 2) Dragon Racing, 171; 3) Audi Sport Abt, 165; 4) Nextev TCR, 152; 5) Virgin Racing, 133; 6) Andretti, 119; 7) Amlin Aguri, 66; 8) Mahindra Racing, 58; 9) Venturi, 53; 10) Trulli, 17.

 

Pike’s Peak

 

Visual impressionante foi desfrutado por 60% dos competidores (foto PikesPeak.Com)  Ligados no 220 56 pikes peak hill climb 2015 1

Visual impressionante foi desfrutado por 60% dos competidores (foto PikesPeak.Com)

Piloto da Nova Zelândia, carro da Letônia, baterias do Japão e morro no Colorado. Esta salada foi o prato principal da edição 2015 da subida de montanha de Pike’s Peak. Aos 42 anos de idade, Rhys Millen ostenta um currículo que inclui categorias tão variadas quanto Drift e Rallycross, além do trabalho de dublê de cinema. Drive eO é a fabricante do carro usado por Millen, o primeiro modelo de competição a usar uma unidade motriz que supera os 1.000 kW (exatos 1.020 kW, ou 1.387 cv ) e 220 m·kgf de torque, números suficientes para levar o biposto de 1.200 kg a 260 km/h. Pike’s Peak, porém, não é a primeira experiência da Drive eO em competição: a marca já participou de Pike’s Peak com um Tessler e até mesmo do Paris Dakar com outro carro elétrico.

 

O conjunto motriz do primeiro carro elétrico com mais de 1.000 kWa de potencia (foto InsideEVs.com)  Ligados no 220 20160630 E InsideEV Com

Detalhes do primeiro carro elétrico com mais de 1.360 cv de potência (foto InsideEVs.com)

Os seis motores elétricos Yasa 400 do PP 03 são alimentados por baterias de íons de litio e conectam-se a uma caixa redutora e e diferenciais de deslizamento limitado. O conjunto está instalado em um chassi tubular recoberto por uma carroceria construída em compósito de  fibra de carbono. O sistema de direção é eletroassistido. A suspensão tem amortecedores ajustáveis e os freios ventilados (Ø 378 mm na dianteira, Ø 330 mm na traseira) encaixam-se nas rodas com tala de 13 polegadas, por sua vez montadas com pneus 320/710 R18.

 

Monster Tajima, com outro carro elétrico, ficou em segundo lugar (foto PikesPeak.com)  Ligados no 220 13 pikes peak hill climb 2015 1

Monster Tajima, com outro carro elétrico, ficou em segundo lugar (foto PikesPeak.com)

Se Londres é uma cidade famosa pelo clima, digamos…úmido, foi no ensolarado Colorado que a meteorologia deu o ar da graça: a corrida foi interrompida quando as condições atmosféricas diminuíram o índice mínimo de segurança.

Clicando aqui você vai notar que na largada e nas curvas fechadas (por exemplo aos 2:40 e 4:20) soa um alarme que sugere que ao esterçar demais as rodas ou pisar nos freios ocorre perda de eficiência do motor. No final do vídeo nota-se também que apesar de ter melhorado o recorde da categoria de carros elétricos, o resultado ficou bem abaixo do que Rhys Millen esperava:

“Poderia ter feito um tempo cerca de 30 segundos mais baixo…”

Assim, pelo menos para Myllen, a interrupção da prova deletou o que poderia ser uma frustração inenarrável, já que no meio da subida o motor ligado ao trem traseiro parou de funcionar e prejudicou seu desempenho. Mesmo assim ele conseguiu marcar 9:07,222, sendo que o japonês Nobuhiro “Monster” Tajima levou seu Rimac e-Runner ao segundo lugar com o tempo de 9:32,401. O recorde absoluto é de Sébastian Loeb, em 2013, com 8:13,878.

 

Indy x F-1

 

Fernando Alonso sinalizou que quer por os pés na F-Indy já em 2016 (foto McLaren Media Centre)  Ligados no 220 20150622 ALonso Austria McLaren1

Fernando Alonso sinalizou que quer por os pés na F-Indy já em 2016 (foto McLaren Media Centre)

A ligação de Fernando Alonso com a Honda poderá ser estendida a fronteiras até então inesperadas:  o fato do construtor japonês estar envolvido na categoria certamente pavimenta o caminho para que Alonso alinhe na edição de 2016, que marcará a centésima edição do principal evento do quadrilátero de Indiana. Cabe lembrar que o espanhol deveria ter participado da 24 Horas de Le Mans deste ano, mas uma alteração de calendário, posteriormente revogada, criou uma coincidência que impediu sua presença na Sarthe em um dos Porsches oficiais. Não é preciso caminhar 500 milhas ou por 24 horas para concluir que o bicampeão da F-1 (2005 e 2006) teria prazer especial em dar o troco nos poderosos comandantes dos Grandes Prêmios…

 

Corridas em Santa Cruz

 

Largada da Stock Car em Santa Cruz do Sul (foto Duda Bairros)  Ligados no 220 foto 19218695176 38168 foto

Largada da Stock Car em Santa Cruz do Sul (foto Duda Bairros)

No festival de corridas do fim de semana em Santa Cruz do Sul (RS), Marcos Gomes e Valdeno Brito foram os vencedores na categoria mais importante, a Stock Car. Os principais resultados foram estes: Stock Car – Corrida 1: 1) Marcos Gomes; 2) Allam Khodair; 3) Rubens Barrichello. Corrida 2: 1) Valdeno Brito; 2) Daniel Serra; 3) Cacá Bueno. Turismo – Corrida 1: 1) Márcio Campos; 2) Gabriel Rope; 3) Renato Jader David. Corrida 2: 1) Dennis Dirani; 2) Felipe Guimarães; 3) Edson Coelho.  F-3 – Corrida 1: 1) Pedro Piquet; 2) Pedro Cardoso (Vencedor Categoria Light); 3) Carlos Cunha. Corrida 2: 1. Pedro Piquet; 2) Carlos Cunha; 3) Matheus Iorio. Vencedor na Classe Light: Guilherme Samaia. Mercedes Benz Challenge – Classe CLA: 1 – Pierre Ventura; 2) Roger Sandoval; 3) Fernando Júnior. Classe 250: 1) Sena Junior/Cleiton Campos; 2) Max Mohr; 3) Betinho Sartório.

WG

A coluna “Conversa de pista” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

 

Sobre o Autor

Wagner Gonzalez
Coluna: Conversa de Pista

Jornalista especializado em automobilismo de competição, acompanhou mais de 300 grandes prêmios de F-1 em quase duas décadas vivendo na Europa. Lá, trabalhou para a BBC World Service, O Estado de S. Paulo, Sport Nippon, Telefe TV, Zero Hora, além de ter atuado na Comissão de Imprensa da FIA. É a mais recente adição ao quadro de colunistas do AUTOentusiastas.

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  • Wagner, teve o outro Piquet que ganhou duas seguidas na F3.

    • Wagner Gonzalez

      Roller,

      O resultado da F-3, onde o Pedro Piquet venceu, está no pé da matéria.

      • Desculpe Wagner, confesso que não vi… Acho que vale algumas palavras a mais e alguma foto. Eu vi na TV e a imagem do carro com as cores do Brabham F1 do Piquet (pai), foi muito legal! Grande abraço, Reinaldo

  • Paulo César_PCB

    O talento não valida o caráter.

  • Lucas dos Santos

    O desfecho da Fórmula E, mesmo naquela pista extremamente apertada foi realmente “eletrizante”. Aliás, o que deu o “tempero” na corrida do domingo foi a chuva que caiu durante o segundo Qualify, que atrapalhou alguns pilotos e deu aquela “embaralhada” no grid de largada.

    Eu torcia desde o começo para o Di Grassi, mas a briga dele pelo título acabou quando da anulação daquela vitória em Berlin, por conta daquele carro fora do regulamento. Espero que, ao menos, isso tenha servido de lição para a equipe ABT pensar duas vezes antes de “consertar” o carro na base da “gambiarra” sem o consentimento da FIA. Por conta desse “detalhe”, deixaram de ganhar um campeonato de pilotos que não era nada impossível até então!

    Quanto ao Piquet, demonstrou regularidade e também sorte. Sem falar que ele praticamente “carregou a equipe nas costas”, pois apenas ele marcou pontos até a penúltima rodada. Somente na rodada dupla de Londres é que a equipe conseguiu um segundo piloto pontuador, que no caso foi Oliver Turvey, que fez um excelente trabalho como estreante. Se naquela pista apertada ele fez tudo isso, mal posso imaginar o que o jovem britânico teria feito em pistas com mais pontos de ultrapassagens, como Buenos Aires e Long Beach!

    Até agora deve ter gente achando que o Bruno de fato fez de tudo para “ajudar” o Nelsinho. Realmente acabou ajudando, mas é óbvio que ele defendia aquela posição “com unhas e dentes” porque procurava alcançar o seu melhor resultado da temporada depois de tantos infortúnios. Provavelmente ele nem tinha consciência de que estava ajudando o Piquet. A cena do Buemi gesticulando para o Bruno após a linha de chegada me remete à Alonso e Petrov na F1, em Abu Dhabi 2010!

    Um momento digno de comentários foi quando o Di Grassi perseguia o Buemi após a troca de carros. O brasileiro acabou ficando em uma “saia justa”, pois, se ultrapassasse o suíço estaria ajudando o seu “desafeto” Nelson Piquet “Jr” a ganhar o campeonato. Mas, se não o ultrapassasse não poderia avançar na corrida e marcar pontos importantes para tentar ganhar o título.

    Vamos ver como será no ano que vem, em que serão as equipes que construirão seus próprios carros. Será o início da hegemonia de alguma equipe?

    E, para finalizar, será que, com brasileiros lutando por vitórias e títulos – e, eventualmente, conseguindo -, a Fórmula E se tornará “popular” no Brasil, como é comum em outros esportes “que têm brasileiro ganhando”?

    • Wagner Gonzalez

      Boa análise, Lucas.

      O modelo mercadológico da F-E pode ajudar na revitalização do automobilismo como esporte no País.

      WG

  • $2354837

    Como retoma velocidade rápido esse elétrico. Acabou! Adeus ciclo Otto. O futuro é elétrico com hidrogênio.

    • FTR

      Dirigir um elétrico é legal até você ver o aviso de que a pilha está acabando ..e você lembra que faltam muitos quilômetros …

      • $2354837

        Calma que isso vai ser resolvido muito em breve… Ou acha que a tecnologia das baterias chegou ao limite? A 200 anos atrás acharia eletrônica era magia?

        • FTR

          No curto prazo não chegará para mim, pois não tenho dinheiro para um Tesla que é até comum na Europa , e mesmo se tivesse não teria um, pois detesto aquela mensagem no painel de pilha acabando, sem falar o detalhe da vida útil das baterias Mas a questão é ambientalmente ridícula , produzir energia de fontes duvidosas transmitir por milhares de quilômetros para injetar no carro? É muito mais fácil levar uns litros da boa e velha gasolina (ops, gasálcool), tudo bem .. Um bom carro elétrico pode ser muito interessante, mas nada que um bom câmbio CVT não o faça. Só tem uma diferença na pegada que no elétrico é mais presente e no CVT há um certo lag .. por enquanto não acredito que a sociedade brasileira ao menos tenha algo a ganhar com carros a pilha, e tem-se a falsa impressão de que o gasto de dinheiro será irrisório .. Mas nas contas das reportagens nenhuma delas coloca o custo da energia com taxas e impostos. Ambientalista não costuma ter bom senso!

          • $2354837

            Nos anos 60 você não teria dinheiro nem para um Fusca, que custava o equivalente a 70 mil reais em valores de hoje.
            Aguarde e confie…

  • Luiz_AG
    Caso se possa trocar de carro no meio de uma viagem, concordo.

    • Luiz_AG

      Isso é hoje Bob. A pouco mais de 100 anos se jogava gasolina fora porque era considerado apenas um solvente de qualidade inferior. Em breve teremos formas de armazenar energia de forma mais eficiente.

      • Wagner Gonzalez

        Situação digna da primeira pisada humana na Lua: uma pequena autonomia para o presente, um cu$to ainda caro para o futuro…

        • Luiz_AG

          Wagner, acredito isso hoje… Não acreditar que vamos evoluir em custo e acesso seria voltar a um cenário de 200 anos atrás e achar que computação era magia.
          A viagem à Lua em termos tecnológicos era totalmente precária. Tentou-se fazer uma coisa sem o domínio de uma tecnologia.
          Precisamos primeiro evoluir nos conhecimentos da matéria básica (e.g. plástico abs que tem efeito memória) para depois nos aventurarmos por outros mundos.

    • Esse é o grande desafio a ser superado… A recarga rápida!

  • André Castan

    Sensacional!!! Que final emocionante! Parabéns ao Nelsinho que superou todas as adversidades, não só da prova, mas desde antes do início da temporada, mostrando que é disparado o melhor piloto brasileiro da atualidade. E na minha opinião, a F-E tá dando um banho na F-1 em termos de diversão e emoção.

    • Wagner Gonzalez

      André,

      Sem dúvida a receita da F-E contrasta muitos watts e volts com a atual F-1 e o Nelsinho vai lucrar muito com essa conquista. Ainda há muito por melhorar, como a qualidade dos circuitos e autonomia dos carros, por exemplo , mas os fundamentos parecem sólidos.