Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas ENXERGAR BEM AO DIRIGIR É ESSENCIAL – Autoentusiastas

ENXERGAR BEM AO DIRIGIR É ESSENCIAL

Para dirigir com segurança é fundamental enxergar o meio ambiente com clareza e os vidros têm grande responsabilidade para tal. Lembremo-nos que dos nossos cinco sentidos a visão é, de longe, o mais importante.

Vamos falar um pouco a respeito.

Os vidros automobilísticos são fabricados em dois tipos, o laminado e o temperado. O laminado é composto por duas placas de vidro unidas por uma camada de PVB (polivinil butiral) e quando quebrado os estilhaços ficam grudados nesta camada protegendo os ocupantes do veículo. Outra característica é que mesmo quebrado mantém um pouco de visibilidade, suficiente para proporcionar um desvio de obstáculo, por exemplo. O pára-brisa de vidro laminado é  obrigatório por resolução emanada do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no final dos anos 80. Outra propriedade é que o vidro laminado colado à carroceria ajuda estruturalmente a resistência à torção e à flexão da mesma.

O vidro temperado é um tipo muito resistente como resultado de seu tratamento térmico especial. A sua característica principal, além da resistência, é que o seu estilhaçamento em caso de impacto se dá em pequenos pedaços sem bordas cortantes, proporcionando um ambiente mais seguro aos ocupantes. Este tipo de vidro é utilizado para todas as aplicações do veículo exceto o pára-brisa, embora nada impeça que um fabricante adote o tipo laminado em outro locais do veículo.

Outra característica fundamental dos vidros é a sua transparência, ou seja, sua capacidade de permitir a passagem da luz. Transparência 100% significa enxergar através como se o vidro não existisse e transparência zero seria o bloqueio total da luz incidente.

A transparência é medida com um aparelho detector de transmitância luminosa. Um feixe controlado de luz é emitida na superfície externa do vidro e um modulo detector compara com o que resultou na superfície interna.

 

medidor de trnsparencia 1

Aparelho medidor de transmitância luminosa

É requisito legal que a transparência mínima dos vidros para aplicação automobilística seja 75% para o pára-brisa, 70% para os vidros laterais dianteiros e 28% para os vidros restantes, laterais traseiros e o vigia.

 

Transparência mínima dos vidros por legislação

Como as fábricas de  vidros controlam a  transparência? A resposta é com o controle estatístico do processo produtivo, que vai garantir que nenhum vidro seja produzido com transparência abaixo do mínimo especificado.

Não vou entrar a fundo em processos estatísticos, o que não é  foco desta matéria, porem, vou dar uma “pincelada”a respeito como cultura geral.

As fabricas de vidros controlam o seu processo produtivo estatisticamente, levando em consideração o valor mínimo de transparência definido pela legislação e o valor máximo definido por custo-benefício, sabendo que quanto mais transparente for o vidro, mais difícil a sua manufatura e mais caro o vidro se torna. O processo define o limites superior e o limite inferior de controle, LSC e LIC, que é um campo que garante com mais de 95% de confiança que nenhum vidro seja produzido com transparência abaixo do mínimo (e nem acima do máximo também). Para facilidade do processo de manufatura e garantia estética , todos os vidros laterais e traseiro são produzidos dentro da mesma especificação de 70% mínimo. Esta especificação é gravada nos vidros e/ou a norma que a define e também o nome do fabricante.

 

estatistico

Controle estatístico do processo mostrando um exemplo de limites de controle de produção

 

Por exemplo, para os vidros laterais:

LIE = 70% (limite inferior da especificação)
LSE = 83% (limite superior da especificação)
LIC = 75% (limite inferior de controle)
LSC = 80% (limite superior de controle)

 

Slide19

Exemplo de um vidro lateral de um veículo da General Motors mostrando a sua transparência mínima e outras informações indelevelmente gravadas

 

E virou moda a adição de películas (como o Insulfilm™) nos vidros com a função principal de escurecê-los.

Segundo a ANEPP (Associação Nacional das Empresas de Películas Protetoras), “a diminuição à exposição interna dá mais segurança aos ocupantes, inibindo os assaltantes. Além disso conserva mais os plásticos e os estofamentos dos bancos pela redução do efeito do sol, potencializa o ar-condicionado e aumenta a resistência dos vidros em caso de colisão no trânsito”.  O que a ANEPP não fala é que a película pode prejudicar a identificação de quem está dentro do veículo, em bloqueio policial por exemplo.

Ou um policial se acercar de um veículo e levar um tiro. É mais que sabido que nos Estados Unidos, quando um policial manda o motorista encostar, este deve colocar as duas mãos no volante para que fiquem visíveis, pois o policial tem poder para atirar se desconfiar que o motorista vai pegar uma arma de fogo.

A película escurecedora pode também prejudicar a visão noturna  em condições normais e sob chuva e/ou neblina e nas manobras de estacionamento. Pode também dificultar ver um pedestre atravessando a rua ao se dobrar numa esquina.

E o que diz a lei? “Todos os valores mínimos especificados para os vidros sem película protetora valem também para os com a película.” Ficam mantidos as transparências mínimas de 75% para o pára-brisa, 70% para os vidros laterais dianteiros e 28%  para os laterais traseiros e vigia.

Na realidade, 70% de transparência não escurece o vidro a ponto de não se enxergar o interior do veículo. Minha conclusão é que a transparência dos vidros com película é muito menor na maioria dos casos, possivelmente com dezenas ou centenas de milhares de veículos trafegando fora da lei.

 

vidro com varias transparencias

Comparação de luminosidade para varias transparências de um vidro lateral dianteiro. Veja o leitor que a visão impeditiva se dá a partir de 35% de transparência

A sorte dos instaladores de películas é que os vidros nunca estão no mínimo de sua transparência, como mostrei anteriormente no controle estatístico do processo produtivo. Provavelmente os vidros laterais dianteiros estão em média com 80% de transparência, permitindo que a instalação da película reduza mais 10%, ficando dentro da lei de 70%. Se os vidros estivessem em sua especificação mínima não seria possível a instalação de qualquer película escurecedora sem ultrapassar o limite de luminosidade especificada pela legislação.

E querem escurecer ainda mais!

Foi aprovado em 2007 pela  Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal o Projeto de Lei nº 5.472/2005 de autoria do ex-deputado Capitão Wayne (PSDB-GO) alterando os valores de transparência dos vidros:

70% no para brisa, hoje é 75%
28 % nos vidros laterais dianteiros, hoje é 70%
15% nos demais vidros, hoje é 28%

A faixa superior do pára-brisa deverá ter no máximo 25 cm de largura com luminosidade de no mínimo 15%, ou maior.

O projeto foi aprovado pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), justificando que “em meio a escalada de violência no país, a iniciativa se reveste de grande interesse, afinal, quanto menos visível estiver o cidadão no interior do veículo, menos vulnerável a ação de bandidos que atuam no trânsito”, pontuou o senador. Desde então o assunto encontra-se parado na Câmara dos Deputados — felizmente, pelo menos nisso Deus está sendo brasileiro.

Aproveito para sugerir ao “excelentíssimo senador” que tente dirigir à noite com óculos escuros, sob chuva ou neblina para agravar mais a situação. Quem sabe ele entenda a estupidez da proposta. Mas mesmo assim tenho minhas dúvidas.

As películas aparentemente protetoras podem causar danos à retina. A pupila ficará mais aberta e mais sujeita aos raios UVA e UVB, caso as mesmas não tiverem o filtro adequado. Além disso, a alternância constante entre campos claros (pára-brisa) e escuros (vidros laterais) deixa a pupila “louca” (aumenta e diminui a área sem parar), o que de modo algum admite-se ocorrer com quem esteja no comando de um veículo automotor.

Deveria-se, sim, lutar para que o projeto da Pilkington, empresa fabricante de vidros, apresenta como solução para aprimorar o conforto e sem prejudicar a visibilidade.

A Pilkington, detetora da marca Blindex, tem feito vários estudos para melhorar a segurança e o conforto dos ocupantes do veículo. Um exemplo é o pára-brisa com filtro que proporciona conforto térmico ao reduzir em até 30% a incidência dos raios infravermelhos de calor, diminuindo a temperatura interna do veículo em até 10°C. Tem também a propriedade de reduzir os raios UVA e UVB tão nocivos á saúde, por serem cancerígenos. Isso tudo mantendo a legislação de transparência. Outros estudos de vidros esverdeados escuros estão sendo realizados com a função de substituir as películas sem prejudicar a transparência, principalmente durante a noite e sob chuva e/ou neblina.

De acordo com a legislação vigente, a Resolução Contran 386/11, os veículos que tiverem a película escurecida precisam exibir a marcação do índice de transparência em local de fácil visualização, incluindo a marca do fabricante e o símbolo de conformidade com a legislação brasileira definido pelo Inmetro.

Na realidade, após a aplicação da película, deveria ser feito a medição de transparência em cada vidro, mostrada em região visível, para que qualquer inspeção por órgãos públicos seja facilitada. Só que que a chancela que os instaladores  aplicam são “para constar”, pois não correspondem absolutamente à realidade.

O que é mais intrigante é haver lei a respeito, a fiscalização estar devidamente normalizada pelo Contran e apesar disso continua o abuso de usar o carro com esconderijo, usando verdadeiros “sacos de lixo”, como diz o Bob Sharp, nos vidros.

Existem também muitos veículos trafegando com películas reflexivas que são proibidas pela legislação

 

vidro reflexivo

Vidros reflexivos proibidos por lei

Hoje, infelizmente, não tenho vontade de homenagear ninguém. Espero que os legisladores do Brasil tenham um pouco de discernimento ao analisar este assunto por demais complicado e que envolve diretamente a segurança das pessoas e do trânsito como um todo.

CM

Créditos: Fotos Google e do arquivo do autor


Sobre o Autor

Carlos Meccia

Engenheiro mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) em 1970, trabalhou 40 anos na Ford brasileira até se aposentar. Trabalhou no campo de provas em Tatuí, SP e por último na fábrica em São Bernardo do Campo. Dono de amplo conhecimento de automóveis, se dispôs a se juntar ao time de editores do AUTOentusiastas após sugestão do editor Roberto Nasser.

  • Totiy Coutinho

    Em uma viagem até Avaré revezamos ao volante de um SUV Captiva, “selado”, como eles dizem além da lente no retrovisor tive a sensação de insegurança aumentada com o escurecimento das janelas ,ao cair da tarde se o veiculo que estiver atrás ou ao seu lado com luzes acesas, simplesmente você não o enxerga, o pior é que sempre se defendem com “você se acostuma” …

  • Paulo Eduardo Bandeira de Mell

    Brasil, um país cheio de leis e muito pouca gente que as seguem. E a tal das lâmpadas de alta descarga, vulgo xenon, que ainda estúpidos insistem em colocar nos faróis para lâmpadas halógenas? Veio a lei e os egoístas de plantão não as removeram. A fiscalização é covarde pois só pegam aquilo que faz aumentar as estatísticas do governo.

    • mecânico anônimo

      Antes eram as lâmpadas de 100 W no lugar das de 55 W, que necessitava colocar relê auxiliar, de tanta corrente que consumia. Depois vieram as HID, “xenon”. A mais recente dessas modas ofuscantes é a lâmpada de LED, simplesmente substituindo a halógena.

    • Roberto Mazza

      Bob, PK e demais editores do AE, por gentileza solicito uma postagem um pouco mais detalhada sobre a proibição de instalação de faróis de xenon, pra que possa mostrar esse tipo de informação para os incautos que ainda não foram esclarecidos. Obrigado.

    • Paulo Eduardo Bandeira de Mell

      Segue a lei:
      “” O CONTRAN publicou a Resolução 384, que proíbe a utilização deste equipamento nos veículos que circulam no país:

      “Art. 8º Ficam proibidas:

      V- A instalação de fonte luminosa de descarga de gás em veículos automotores, excetuada a substituição em veículo originalmente dotado deste dispositivo.

      Parágrafo único. Veículos com instalação de fonte luminosa de descarga de gás com CSV emitido até a data da entrada em vigor desta Resolução poderão circular até a data de seu sucateamento, desde que o equipamento esteja em conformidade com a resolução 227/2007 – CONTRAN.”

      Sendo assim, quem instalar faróis Xenon em seus veículos a partir do dia 07 de junho de 2011 estará cometendo infração de trânsito, conforme prescrito no Artigo 230 do CTB:

      Art. 230. Conduzir o veículo:

      X – com equipamento obrigatório em desacordo com o estabelecido pelo CONTRAN;

      XII – com equipamento ou acessório proibido;

      Infração – grave;

      Penalidade – multa;

      Medida administrativa – retenção do veículo para regularização.””

      Ou seja, os veículos que os tem como equipamento original de fábrica e veículos que “passaram” por inspeção por orgão competente para alteração do documento para a permissão de uso desse tipo de equipamento até a data de 07/06/2011 não estão em desacordo com a lei.

    • Fabio Toledo

      Cara! Como estes incomodam e o pior é que não são poucos!

  • André Andrews

    Quando a Fiat lançou em 2005 a Idea, foi o primeiro carro com vidros laterais laminados, com índice de articulação (facilidade me conversar sem elevar a voz) melhorada em 7%. Pena que foi abandonado, lembro que a diferença era grande: ao entrar num Linea de experimentação assim equipado, com toda aquela barulheira de um feirão em estacionamento de shopping, e depois entrar num carro normal.

    Este mesmo Idea também vinha com vidros laterais e traseiros com transparência de 55%, também estendido a outros Fiat, e depois abandonado.

    A fabricante Saint-Gobain Sekurit informou na época que: filtragem de raios ultravioleta dos vidros laminados é de 99,5%, e dos temperados de 82%.

  • Antonio Amaral

    Perfeito Meccia,
    O bom de ler o Autoentusiastas é perceber que você não está sozinho e ainda há quem saiba o que é certo e errado nesse país, Infelizmente estamos longe de ter uma massa críticas de pessoas “do bem” para que se forme um ciclo virtuoso e tire esse país do atoleiro.

  • André Andrews

    Informação dos valores de transparência nos estados dos EUA:

    http://www.solargard.com/window-films/automotive/tint-laws

  • Renato Mendes Afonso

    Art 7, § 1° – A marca do instalador e o índice de transmissão luminosa existentes em cada conjunto vidro-película localizadas nas áreas indispensáveis à dirigibilidade serão gravados indelevelmente na película por meio de chancela, devendo ser visíveis pelos lados externos dos vidros.

    Creio que esse parágrafo conta muito com uma “boa fé” do instalador uma vez que vidros fora da exigência podem receber um selo com informações não condizentes com sua transparência, ainda que subjetivamente perceba-se que a transparência não esta adequada.

    Por isso penso eu que, o mais adequado é fazer a medição sempre que o carro for abordado, pois o resultado é confiável. Problema, infelizmente, é o agente de trânsito ter o aparelho.

  • Roberto

    Não me causa surpresa não haver muita fiscalização para quem usa películas escuras, já que as próprias autoridades fazem uso. Hoje eu fui parado em uma barreira da PRF e a viatura dos policiais tinha os vidros tão escuros que mal dava para ver que havia alguém lá dentro. Claro que isto não justifica o uso das películas pelas demais pessoas (eu mesmo não uso), mas o erro vem de quem deveria dar o exemplo.

  • Renato Mendes Afonso

    Carlos Meccia eu tenho uma dúvida: Da para pelo menos estimar a transparência resultante da combinação de um vidro de transparência X com uma película de transparência Y?

    Penso que o mais intuitivo, ao menos em condições ideais, é a multiplicação do percentual dos 2 materiais, onde por exemplo, um vidro com 80% de transparência (0.8) em conjunto com uma película com 50% de transparência (0.5) resultaria em um conjunto vidro/película de 0.8*0.5 = 0.4 ou 40% de transparência.

    Se for tão simples, pelo menos da para o consumidor ter uma noção de qual película ficaria ideal para manter o carro dentro da lei. Senão, apagarei o o exemplo acima para não induzir alguém ao erro.

    Obrigado.

    • Guilherme Jun

      Perfeito, Renato! Pode não dar o resultado exato, mas é uma estimativa muito adequada considerando que a transmitância luminosa seja a especificada.

    • Renato Mendes Afonso,
      O ideal é medir a transparência com o aparelho adequado.

  • douglas

    Eu assumo, uso películas escuras em todos os vidros! de fora para dentro não se vê nada!

    Eu uso por questão de segurança mesmo… acho mais seguro ninguém ficar vendo o que se tem dentro do carro!

    • Eduardo Mrack

      Usa por questão de SEGURANÇA !?? Tá louco ???? Não há maior insegurança do que dirigir sem visibilidade ! É cada um viu….

      • Marco

        É praticamente o Al Pacino no “perfume de mulher”… Vá entender…

        • Eduardo Mrack

          Perfeita citação ! =D

    • Marcelo R.

      Qualquer coisa de valor, ou que chame atenção, eu guardo no porta-malas.

    • Newton (ArkAngel)

      Segurança? Se alguém for sequestrado, a película dificulta também o trabalho de identificação do interior do veículo.
      Hoje em dia, os meliantes não ficam de bobeira, uma hora ou outra você vai ter de descer do carro, e é aí que eles te pegam.
      Já sequestraram até o Abílio Diniz, cheio de seguranças e tal, depois dessa, ninguém mais pode se sentir seguro.

    • Rogério

      Também uso películas escuras, inclusive no vidro da frente (mais clara que as demais). Não uso por segurança, mas sim para ninguém ficar encarando mesmo, principalmente os malas dos flanelinhas quando você está estacionando e o pessoal que fica pedindo esmola nos faróis, inclusive drogados. Não sinto minha visibilidade prejudicada a ponto de causar acidentes.

  • caique313131

    Dirigir um carro, sem película, debaixo de sol é uma tarefa, ao menos para mim, impossível. A diferença em termos de conforto térmico é gritante ao se comparar um carro com e sem película. A segurança também é melhor, independentemente do que falam. Um bandido em sã consciência (a não ser que ele esteja crackudo) jamais optaria por abordar um carro cujo interior é pouco visível. Porém, concordo que a visibilidade para o meio externo, principalmente durante à noite, é um pouco prejudicada.

    • Guilherme Jun

      Cara, eu aluguei um carro no Pará, e obviamente não tinha películas escurecedoras. Com ar-condicionado é perfeitamente possível passar o dia dentro do carro com sol forte. Basta ter óculos escuros. Na época estava trabalhando com análise de rodovias.

  • Guilherme Jun

    Estudos sobre segurança de edificações dizem que quanto menos visível forem as fachadas do edifício, mais perigoso ele fica, e maior a necessidade de instalação de câmeras e outras medidas de proteção. Em carro também, a percepção parece ser de que não só deve-se poder ver, mas ser visto. Em caso de seqüestro ou semelhante, sacos de lixo são um belo esconderijo para criminosos.

    Maior burrice é que a cada vez mais há carros blindados usando sacos de lixo nos vidros. Além de a blindagem já comprometer a visibilidade, no caso de acidente não há como saber o que há dentro do veículo.

    • RoadV8Runner

      Dirigi recentemente, por pequeno trajeto, um carro blindado pela primeira vez na vida (espero ser a última…). Horrível a visibilidade, pois os vidros grossos causam uma certa distorção de imagem que me incomodou sobremaneira.

  • Mr. Car

    Uma das coisas que mais me irritam no trânsito é estar atrás de um carro “filmado”, e não poder, através de seus vidros, ver o que se passa adiante dele, me impedindo de antecipar uma possível reação defensiva caso se apresente uma situação de perigo/risco. Iam me dar esta porcaria de cortesia quando comprei o carro, mas lógico, dispensei. Outra moda (esta, ainda bem, se não parou, diminuiu demais) infeliz eram os engates em carros que nunca veriam um reboque na vida, sob a alegação de “proteger de uma colisão por trás”.

    • Newton (ArkAngel)

      Esses engates são fixados nas longarinas traseiras, e em caso de colisão, mesmo pequena, deformam as mesmas, o que não aconteceria se deixassem os párachoques livres para cumpriram sua função. Além disso, podem ferir a perna de alguém distraído que passar atrás do carro.

  • Mr. Car
    Certa vez vi numa loja o mostruário de engates da Berco Plion que dizia, “Coloque respeito na traseira do seu carro.” Só mesmo sendo doente mental para escrever uma estupidez dessas.

    • Mr. Car

      Bob, o pior é que do ponto de vista da publicidade, o slogan era irretocável, confirmando/reforçando as expectativas de seus consumidores, pois era isto mesmo que os “ixpertos” compradores do produto achavam estar fazendo: “impondo respeito”. É mole?
      Abraço.

      • Fabio Toledo

        Pior que a propaganda realmente deve ter sido eficaz neste sentido, este é bem o jeito que esse naipe de mané costuma pensar…
        Estes dias vi um 206 com o engate enfiado no buraco da luz de neblina, cheguei a pensar… “ninguém mandou usar a luz traseira de neblina em dia sem neblina!” kkkkkkkkkkkkk
        Quase tirei uma foto, mas naquele momento não foi possível.

    • Renan V.

      Almoçando num restaurante, vi que um otário num Versalies, munido de engate, deu ré para entrar numa vaga e destruiu a grade de um 308 sedã. Fui falar para o caixa avisar as pessoas do ocorrido mas o dono do Ford, ao sair do carro e ver o que fez, sumiu. Não deve ter dinheiro para arrumar o 308 avariado, que não é dele, mas tinha dinheiro para comprar e mandar instalar o maldito engate. É um boçal mesmo!

      • Renan V;
        Boçal é elogio para esse desgraçado.

  • Caique313131
    Essa é a desculpa mais manjada para justificar o gosto de ver o carro “lindão” com os sacos de lixo, a par de sentimentos do tipo “sou importante, tenho de me resguardar publicamente”. Segurança: hoje os bandidos agem em dupla. Carro parado no sinal, observa pelo pára-brisa – supondo que o dono do carro não louco varrido de escurecer esse vidro – quem está dentro e avisa o comparsa – por um smartphone, roubado, claro – postado no próximo sinal que “o carro x tá limpo”. Agora, você admitir que a visibilidade é prejudicada e mesmo assim querer usar justificar o saco de lixo, e incompreensível, desculpe.

  • Daniel S. de Araujo

    Em Bancos é proibido ficar com as cortinas fechadas, ocultando a parte interna. Os guardas fecham geralmente por apenas meia hora depois do horario de fechamento das agências apenas para sinalizar o não acolhimento de novos clientes e logo em seguida abrem novamente.

  • douglas,

    Até no pára-brisa? Desculpe, mas é um irresponsabilidade total sua. Lamentável. Torço para que um dia você seja parado e obrigado a retirar todos os sacos de lixo, ou ter o carro apreendido.

    • douglas

      Sim BS… infelizmente não são todas as pessoas que moram em paraísos! Já fui parado e tive que arcar com as conseqüências..
      Acho alguns de seus comentários meio desnecessários…Torcer pelo mal do próximo?

      Eu torço para que você NUNCA passe por uma situação desesperadora como estar num trânsito e no meio de um arrastão com vidros sem película…. é traumatizante!

      Se nossos bairros e ruas fossem seguros, não usaria nada nos vidros.

      Acho muito mais bonito o carro sem películas, o carro fica com uma aparência muito mais nova sem as mesmas!

      Eu acho muito mais irresponsável alguém que dirige falando ao celular, escrevendo mensagens ou se maquiando do que ter meus vidros escurecidos!

    • Lucas

      Eu também!

  • Rubem Luiz

    Me incomoda a dispersão na luz que uns pára-brisas criam.
    A invés da luz passar reto como um feixe, ela fica levemente difusa, um foco quadrado de luz vira uma bolinha redonda ilegível.

    Um bom pára-brisas limpo devia criar a mínima difusão, e películas especiais só criam ainda mais difusão.

    Minha experiência de ontem a noite, 6ª-feira quase meia-noite, a 100 quilômetros da cidade estava atrás de uma ambulância, luz vermelha piscando na frente incomodando a visão, traseira fechada e carroceria larga impedindo ver algo na frente, pára-brisa lambuzado por mosquitos e borboletas “atropelados”, a ambulância passou sobre um buraco então não vi ele, passei também, mas a ambulância devia ter pneus largos porque ela sobreviveu mas o meu pneu não, amassou e esvaziou. Troquei. Segui por 20 quilômetros e aí um caminhão com luz alta me cegou, não vi outro buraco (pequeno), um pneu traseiro esvaziou.
    Resultado: Por cegueira no pára-brisa fiquei só com 3 pneus numa estrada onde passam 10 carros por dia, e nenhum na 6ª-feira à meia-noite, sem chance de caminhar 100 quilômetros até a cidade próxima (ou que, seja 80 km para chegar onde tem sinal de celular). Por sorte um conhecido passou e me emprestou o estepe, mas ele só passou tão tarde no local porque tinha ido, adivinha, levar pneu para um caminhão que também acertou uns buracos que não viu na mesma estrada.

    Sempre limpei bem o pára-brisa mas não adiantou, mosquito lambuza tudo, essa meleca cria difusão na luz que embranquece todo o vidro, não é nem nos olhos do motorista mas sim na difusão criada no pára-brisa.

    Vidro verde cria menos difusão? O meu já é verde e quando está lambuzado é terrível, antes tinha um transparente com película que era 5 vezes pior.

    (E não pensem que falo de ver buraco a 140 km/h, falo de outro veículo te cegando a ponto de a 70 km/h ainda arrebentar um pneu passando por um buraco sozinho no meio do nada (por que eles não se juntam em bandos para facilitar? São seres solitários, tem 1 a cada 2 quilômetros, distância exata para você tomar confiança e acelerar, e bem na posição onde você encontra um dos raros motoristas na direção contrária).

    • Lorenzo Frigerio

      Essa difusão é criada pelo desgaste do pára-brisa. Carro zero sempre tem um vidro cristalino, que ainda por cima não enche de estrias na chuva com a ação do limpador.
      Ter olhos claros também é ruim na hora de dirigir à noite.

  • Marco

    Dizer que Insulfim protege os ocupantes ou que preserva o interior do veículo é balela. Se o camarada disser que prefere os vidros escuros para poder usar o celular, fazer bobagens, usar o carro como motel etc, ao menos será mais honesto.

    Meu pai teve um Fiesta 1996 desde 0-km, e o vendeu há poucos meses. Não tinha Insulfim. O interior estava em perfeito estado.

    Ele ficou com meu Focus 2007, que também não tinha películas. O interior também estava (e está) em perfeito estado. Apenas estava encardido, pois os bancos nunca haviam sido lavados, embora eu ande sempre com vidros fechados.

    Sobre raios UV. Os vidros originais já contam com essa proteção. O sol te incomoda? Compre um Ray-Ban (que custa pouco mais que as películas) e seja feliz.

    Moro em SBC, mas já viajei bastante ao Nordeste. Ao chegar ao aeroporto, alugava um carro qualquer e ligava o A/C. Nunca, repito, nunca, passei calor – ao menos dentro do carro… – seja no interior da Bahia, seja Pernambuco.

    Os vidros originais e o A/C sempre deram conta do recado.

    P.S.: Assim, como disse o Mr. Car, ficar atrás de carro com Insulfilm é horrível. É como dirigir atrás de um caminhão ou um ônibus.

    • Maycon Correia

      Meu Fusca tem manchas de sol no estofamento original marrom. Se tivesse uma película fraca de uns 70% de luminosidade, já não seria assim. E não encontro mais aquele tecido para trocar.

    • gpalms

      Não quero aqui defender uso veicular, apenas falar de propriedades de algumas películas, que podem oferecer filtros UV e refração de calor, isso é fato. E algumas mais caras podem fazer isso sem diminuir a transparência.
      Se instalado corretamente em um edifício, casa ou carro, poderia hipoteticamente proteger materiais sensíveis a luz, e melhorar o “efeito estufa” da área envidraçada.

    • Diego Mayer

      Ar-condicionado num carro preto, com bancos em couro, estacionado o dia todo num sol de 40 °C, é a mesma coisa que nada.

  • ochateador

    Tem vezes que me dá vontade de virar policial só para endireitar esse povo que abusa das películas…

    • Fat Jack

      Abusa com certeza a palavra perfeita da sua observação, exato!

    • O problema é que “AUTOridades” tbm usam 100%, ai se o Policial no dever de cumpror a lei, tem de baixar a cabeça. Os proprios Policiais, não todos, tbm coloca 1%. Na realidade, Brasileiro é um Bicho complicado.

  • Ilbirs

    A coisa mais estranha neste país em que estamos é que já tivemos carros com vidros fumê de série, cuja cor se deve à formulação do vidro e não a uma película aplicada ao mesmo:

    http://www.gurgelclube.com.br/GurgelAVista/wp-content/uploads/2012/04/gurgel-carajas_sao-paulo-1-500×375.jpg

    Além do Carajás VIP, também tivemos vidros fumê de série em carros recentes da Fiat (Idea e Linea). E eram vidros muito bons, justamente porque a formulação não penaliza a visão de dentro para fora, mas sim deixa a visão de fora para dentro mais difícil. Logo, são carros com uma função a mais do que a dos vidros peliculados, uma vez que não há comprometimento da função principal.

    Porém, como o brasileiro é um povo ilógico por natureza, esses vidros escuros de série nunca fizeram sucesso. Poderíamos acrescentar a essa conta os vidros “varilux” do Hyundai Azera, cuja função é perdida quando se aplica película. Também poderíamos falar aqui novamente da Fiat, que no primeiro ano de produção do Idea oferecia como opcional os vidros laterais laminados, que não só reduzem ruído como deixam o carro mais indevassável aos amigos do alheio. Porém, novamente tivemos a ilogicidade inata de nossa população fazendo isso ser descontinuado.

    • Douglas

      Na Europa é muito comum, mas apenas do meio do carro para trás.

      • Ilbirs

        Sim, assim como nos Estados Unidos. Se bem que aqui apenas estou apreciando a qualidade da coisa, pois já andei em carros com fumê de fábrica e não pude deixar de apreciar a qualidade da visibilidade de dentro para fora e o grau de privacidade de fora para dentro, denotando aí que tiveram todo um cuidado na hora de fazer o vidro, que chegava ao ponto de sua estrutura química ter essa graça de permitir níveis de visibilidade diferentes dependendo do lugar em que se estava. Esses fumês de fábrica são extremamente seguros, ainda mais quando os comparamos com os vidros peliculados que, mesmo se cumprindo as leis de transparência, prejudicam sobremaneira a visão de dentro para fora, como já pude comprovar um tanto de vezes em que guiei carros alheios com vidros convencionais que receberam Insulfilm ou assemelhados.
        Sou totalmente a favor de vidros fumês de fábrica, desde que com o capricho que a Gurgel tinha em um Carajás VIP ou a Fiat nas primeiras fornadas de Idea e Linea. No caso da Gurgel, dá até para imaginar que João Conrado e seus subordinados podem ter notado que o preço do Carajás VIP não subiria muito se fossem montadas as tais janelas que permitem ver tudo de fora pra dentro e pouco de dentro para fora, ainda mais considerando que o veículo tinha vidros retos. Fico pensando os caras de Gurgel e Fiat, mais seus fornecedores, tendo o cuidado de considerar as refrações da luz dependendo do lado que se estivesse vendo a chapa, o fornecedor com todo aquele cuidado ao formular um vidro que não prejudicasse a condução normal de um carro e outras coisas. Digo que esses fumês de fábrica mostram de maneira bem clara, com o perdão do trocadilho involuntário, a diferença entre eles e as gambiarras feitas todos os dias em lojas de acessórios ou mesmo concessionárias, justamente por causa do cuidado desde o início da fabricação.

        • Fabio Toledo

          Com vidros retos creio que seja bem mais fácil evitar a distorção mesmo para vidros sem pigmentação. Sou contra películas também, mas esta relação de visão de dentro pra fora e de fora pra dentro varia bastante com a qualidade da película, mas nem o melhor filme possibilita a visão plena de um vidro livre deste tipo de produto.

  • Uber

    Outro problema relativo a vidros em carros são o exagero na inclinação do pára-brisa e a diminuição dos vidros laterais e principalmente o traseiro. A próxima modinha será substituí-lo por câmeras de ré?

  • Fabio
    Adorei ver esses dois ingleses juntos. Obrigadão! Esse lugar não é mesmo incrível?

    • Fabio

      Realmente é muito legal, principalmente para quem cresceu em Aldeia da Serra e agora mora em São Paulo (o mato deixa saudades). Imagina se o Tietê fosse limpo na Estrada do Parque… seria um dos lugares mais bonitos por aqui.

  • douglas
    Pelo contrário, quero o seu bem. Por isso lhe peço que tire pelo menos a película do pára-brisa, dirigir já é complicado nesse trânsito infernal atual, quanto mais sem visibilidade dianteira plena, especialmente à noite..

  • gpalms

    Infelizmente a lei que deveriam cumprir, que bota assaltante na cadeia, não cumprem.
    A película é um mal necessário para quem vive em grandes cidades. Assaltantes evitam o elemento surpresa, e se não têm certeza que a vítima está sozinha e tem o perfil desejado, não assaltam.
    A paranóia de viver nas grandes cidades brasileiras não é injustificada.

  • Maycon Correia
    Não se iluda, mancharia do mesmo jeito.

    • Bernardo Alcantara

      Desculpe descordar Bob, aqui em casa posso te dar um exemplo concreto de que faz diferença. Finalzinho da década de 90, até começo dos anos 2000, aqui em casa meu pai tinha um monza 95 e meu irmão um Kadett 96, ambos com bancos daquele veludo sensacional que a GM colocava. Meu pai é conservador e nunca gostou de incrementar qualquer coisa no carro, já meu irmão, era empolgado, por aí você já imagina. Mas indo direto ao ponto, nossa casa não tinha garagem com cobertura e no carro do meu pai, o Monza, não tinha película, já o Kadett tinha película e infelizmente posso afirmar que a falta do item no Monza fez com que ele ficasse com a parte lateral superior dos bancos dianteiros e superior dos bancos traseiros, totalmente desbotadas e queimadas pelo sol, enquanto o Kadett permanecia exatamente como era como novo, sem nenhum queimado.
      Com relação a isso, não discuto com ninguém hoje em dia, sou exemplo vivo de que no quesito proteger o interior do carro da incidência direta dos raios do sol é fato. Sem falar na famosa camisa vermelha que o sol deixava no braço esquerdo do meu pai rsss.

  • ochateador
    Dois!

  • Fernando

    Bela matéria CM!

    Acho curioso que apesar da alegação de segurança, será que com a película o assaltante se esqueceria de “onde por trás do vidro” está o motorista? Ou arma de fogo deixa de funcionar nessa condição?

    Soa estranho se esquecer que o assaltante é quem oferece o risco e assim domina a situação, esteja dentro de casa uma pessoa que não tenha como se defender ou mesmo alguém também armado, não inverte a situação.

  • gpalms
    Outra desculpa esfarrapada para ter o carro “lindão” ou para ficar in, na moda.. Por acaso não moro em São Paulo? Minha família não vive aqui? Não ando por aí com caros carros de teste? Nada justifica ter a visibilidade diminuída.

    • gpalms

      Defendo o uso de níveis moderados da película, e nunca no pára-brisa.
      Claro que muitos acham a película um adereço estético, mas te afirmo que não é o meu caso, essa carapuça não me serve… Já passei dessa idade. Concordo plenamente que perde-se em visibilidade e sabemos todas as conseqüências disso, porém se eu tiver que escolher entre isso e um pouquinho a mais de segurança (ou sua sensação), fico com a segunda.
      Onde vivo é mais fácil ser assaltado, seqüestrado ou assassinado do que morrer no trânsito.

  • Carlos A.

    Já foi comentado aqui sobre o quanto é ruim dirigir atrás de um carro ‘filmado’ por não permitir antecipar uma reação, não é fácil passar por um cruzamento com a sinalização ‘Pare’ se o quarteirão estiver tomado por veículos estacionados e equipados com essas películas, a somatória de vidros escuros dificulta (e muito) a visibilidade tornando perigoso cruzar a via.
    Outro detalhe, já dirigi carro com essas películas durante a noite e é muito difícil ver qualquer coisa.
    E para quem acha que está mais seguro com essa escuridão, um amigo foi abordado por bandidos que levaram seu carro (filmado com “fita isolante” de tão escuro), a abordagem ocorreu quando ele chegava no veículo estacionado. Até hoje ele agradece por eles terem desistido de levá-lo junto. Com tanta escuridão certamente ele não seria visto dentro do veículo, ou seja, a falsa segurança seria favorável para os bandidos.
    Claro que não tenho essas películas, por questão de segurança já que é necessário enxergar bem para dirigir.

  • Arruda

    Certa vez, e já faz tempo, quase duas décadas, na saída de um evento, um conhecido foi escolhido como vítima de seqüestro-relâmpago justamente por ter o carro “lacrado” com vidros escuros.
    Os bandidos o enquadraram no estacionamento e saíram tranqüilamente passando em frente a vários amigos da vítima, que nada perceberam.

  • Fabricio d

    Sei que é polêmico mas vou dar minha opinião.
    Pra quem tem banco de couro e ao deixar o carro no sol faz uma diferença, quando meu carro estava sem quase fritei ao sentar no banco, coisa que não aconteceu quando coloquei película. Não Utilizo G5, as mais escuras, essas realmente atrapalham a noite, uso G20 (laterais e traseira) , não uso na frente, externamente tem efeito próximo do G5, e é confortável para dirigir a noite.
    Outras situações: deixar um Notebook ou outro objeto de valor no banco traseiro; farol alto/desregulado atrás não incomoda; Estar dentro do carro esperando alguém em locais remotos e de pouco movimento ; Pra quem vai atrás e quer tirar aquele cochilo em uma viagem é mais confortável.
    Segurança: A película não te deixa imune a assaltos, porém se próximo a você tiver um carro sem película, certamente o ladrão dará preferência para o que está mais visível.

    • Newton (ArkAngel)

      Desculpe a sinceridade, Fabricio, mas as atitudes de deixar objetos de valor no banco de trás, e esperar dentro do carro em lugares ermos, vão na contramão de qualquer manual de segurança. Supondo-se que você esteja esperando alguém dentro do carro, obviamente vai haver um momento em que você vai abrir a porta para essa pessoa entrar, não é? Pois é justamente nesta hora que algum criminoso vai lhe abordar.

  • Thales Sobral

    Renato, há alguns anos já tive as tais películas no meu carro. Os caras sempre marcam errado. Independente da película que instalaram, metem o carimbo de 70% na frente e 28% atrás.

  • Fat Jack

    Permitam-me questionar algo em paralelo com o assunto, no caso de um carro adquirido em concessionária já com a película instalada – o que aconteceu comigo, tendo o mesmo vindo como cortesia – caso seja parado e autuado por um oficial quando constatada a irregularidade da transparência, cabe responsabilização à mesma?
    A pergunta é devido ao fato de visualmente terem todos a mesma transparência, e também “visualmente falando” me parecer terem menos de 70% de transparência.
    Quanto a película em si, para mim não incomoda com ou sem, tanto que tenho um carro com (este mencionado acima) e um sem, convivendo com os dois pacificamente, o que incomoda realmente são aqueles casos extremos e fora da lei de carros que impedem totalmente a visão de quem está atrás, e que devem ser multados e obrigados a retirá-la…

    • Fat Jack
      A responsabilidade é exclusivamente sua, não importa quem instalou. E toda película nos vidros dianteiros torna o carro irregular, fora que é um atentado à segurança.

      • Fat Jack

        Obrigado Bob, no para-brisa não há, somente das portas dianteiras para trás.

    • Douglas

      Quando comprei o meu carro também vieram com essa história de película de cortesia, eu disse que não queria e aproveitei e disse também para não colocarem aqueles adesivos horríveis na traseira com o nome do concessionário.

      É só você levar em qualquer equipadora dessas de esquina que tiram essas películas em poucos minutos.

    • RoadV8Runner

      Para retirar a película (se você assim o desejar), eu usei um artifício que outro leitor aqui do Ae me passou e funcionou, ao menos comigo: deixe o carro por cerca de duas horas sob sol forte, para esquentar bem a película. Depois, ao puxá-la, ela sai facilmente, sem deixar resíduo de cola nos vidros.
      Para levar em aplicadores de películas para remover, tem que tomar muito cuidado com a qualidade da loja, pois fiz isso com meu Caravan e riscaram os vidros para remover o resíduo de cola e danificaram três filamentos do desembaçador do vidro traseiro.

      • Lucas5ilva

        Sim, isso de deixar no sol funciona de verdade, no dia que fui trocar a placa do meu gol bola, fiquei duas horas ou mais na fila do Detran do Aricanduva, na minha vez o funcionário do Detran viu que tinha película no meu para-brisa e mandou eu tirar senão ele não trocaria a placa, foi minha sorte o sol estar forte, tirei a película de uma vez só, saiu até inteira pois estava bem mole com o calor do sol. outra que funciona mesmo na sombra é esquentar os vidros com ajuda de um secador de cabelo, um soprador térmico é mais eficiente, mas na falta dele, o secador resolve.

  • Arruda,
    Nada mais óbvio. Mas não dizem que o brasileiro “é um povo muito inteligente”? Está aí a “inteligência”.

    • Daniel S. de Araujo

      Apenas para corroborar o que foi dito, certa vez, nos idos de 1999, estava com o meu então Golf “lindão” (hoje sei o quanto era ridiculo) na Avenida Santo Amaro, umas 4:00 da manhã quando um carro de policia começou a me acompanhar. Se eu acelerava, ele acelerava e vice versa até a hora que eu resolvi, a despeito de todo o frio, abaixar os vidros. Ai os policiais viraram e foram embora e eu vi que se a Policia me seguia era porque não me via e assim, somente ao abaixar os vidros, pude mostrar que não devia nada a ninguém.

      Desse dia em diante passei a condenar o uso de peliculas e vi que a mesma sensação de segurança é a mesma que protege um eventual bandido

  • Carlos A.,
    Pelas suas palavras e colocações fica patente que você é uma pessoa inteligente e esclarecida. Parabéns.

    • Carlos A.

      Bob Sharp, obrigado pelo elogio. Mas no meu convívio é difícil encontrar quem pense assim. Às vezes para muitos, não parecemos pessoas normais por adotar e defender algo tão simples e óbvio a segurança e o conforto da boa visão como os vidros limpos sem película.

  • Fernando,
    Isso aí, perfeito. Cabeça foi feita para pensar, não para enfeitar o pescoço;

    • Renan V.

      E o pior, algumas nem cumprem o papel de enfeitar, seja por fealdade ou poluição sonora.

  • gpalms,
    Mal necessário ilegal e que priva o motorista da visibilidade que ele/ela precisa ter? Não me parece uma postura inteligente.

  • gpalms,
    E você ainda concorda com os males da película…triste.

    • gpalms

      Me desculpe a insistência, mas como cientista gostaria de entender como foram definidos esses limites legais de transparência.
      São limites arbitrados apenas, como os limites de velocidade “inventados” pelos nossos governantes?
      A partir de que transparência começa a aumentar o risco de acidentes? Temos algum estudo científico? Como é o gráfico de acidentes X transparência?
      Porque se não tivermos nada disso, tudo que discutimos aqui não passa de opinião pessoal, concorda??

      • gpalms
        Só uma perguntinha sr. cientista: enxerga-se bem à noite usando-se óculos de sol mesmo para andar à pé? E quanto a se esconder no seu possante, espere saírem os carros autônomos. Aí você poderá ter sublime prazer de estar envolvido por sacos de lixo. Quanto a saber o que você quer, por que não pergunta ao Contran? http://www.denatran.gov.br/contran.

        • gpalms

          Me desculpe. Imaginei que a área de comentários do site eram para colocarmos argumentos (muitos deles contrários aos do autor) e discutir a matéria.
          Estava enganado. Me comprometo a evitar o contraponto.
          Apenas para esclarecer, nunca fui a favor de carros autônomos, nem tenho prazer algum em usar a película no carro. Muito menos me denomino sr. cientista.
          Desmoralizar a pessoa sem fundamento algum em nada ajuda a argumentação.
          Obrigado pelo espaço.

  • Daniel S. de Araujo

    Película escura para mim só é aceitável em carro funerário. De resto, o uso de película sem proteção UVA/UVE e com transparência abaixo de 70% deveria ser totalmente proibido.

    Já tive carro com pelicula 15 anos atrás para nunca mais ter outro.

  • Mingo

    Se essa película ridícula realmente contribuísse para a segurança contra assaltos, sequestros e outras atrocidades, São Paulo seria a cidade mais segura do mundo, já que uns 90% dos carros tem isso colado nos vidros. Ladrão, assassino e “noiado” não se intimida com nada. Na dúvida, já chegam mandando bala e não estão nem aí com película nenhuma. Nossa polícia também não hesita em passar fogo em carro “filmado”, mesmo que lá dentro esteja apenas uma mulher e seu filho. Já morreu muita gente por dúvida de policial. Aliás, na dúvida, policial atira primeiro e pergunta depois.
    Achar que um plástico preto colado no vidro é proteção é fazer como o avestruz, que enfia a cabeça num buraco escuro, achando que está seguro, enquanto o resto do corpo está lá dando sopa para o leão…

  • Douglas

    Bob, já viu umas películas mais caras que tem proteção infravermelho e ultravioleta, porém, com transparência de 90%?

    Coloquei tanto no pára-brisa como nas laterais dianteiras e não atrapalham nada.

    E a proteção funciona mesmo, antes meu braço esquerdo ficava mais escuro que o direito, depois que as instalei isso acabou.

  • Leo-RJ

    Caros, de tudo o que foi falado acerca da “segurança” promovida pelas películas escurecedores, posso garantir, com a experiência de quem trabalhou por 6 anos como agente penitenciário do antigo DESIPE, hoje SEAP – Secretaria de Administração Penitenciária (do Rio de Janeiro) – graças aos Céus consegui depois passar para um concurso melhor, que escutei o seguinte de muitos e muitos e muitos presos:

    Acerca das películas:

    a) Bandidos também preferem carros com películas. Eles andam com armas grandes, como fuzis AR 15, AK 47 e Sig Sauer (na minha época, os “mini-fuzis”, como Uzi), pistolas 40, com pentes expandidos e cromadas, ou seja armamento pouco discreto, que chama atenção mesmo dentro dos carros. Daí eles procuram esses pelo mesmo motivo óbvio, que se esconderem e esconderem as armas.

    b) Sobre supostamente a bandidagem não saber se o ocupante do carro está armado. Ora, eles sabem que têm vantagem numérica e tática. Somente se o motorista for o Superman irá reagir a dois, três, quatro ou cinco bandidos armados de fuzis. Os vagabundos chegam em três a cinco homens, já apontando as armas, dedo no gatilho, já “enquadrando” o motorista do carro filmado. Se um tiro sair dali de dentro (do motorista armado), vai levar uma chuva de tiros dos outros bandidos. E NÃO vai ter chance de vida. Simples assim. Os marginais têm conhecimento dessa superioridade numérica e armada. O resto é coisa de quem anda vendo muito filme no cinema…

    c) Por fim, na opinião dos bandidos, dentro de um carro filmado tem uma menina medrosa, um homem amedrontado ou um playboyzinho, querendo se proteger atrás do filme. Eles efetivamente acham isso.

    Reflitam, onde está a segurança do filme perante bandidos dessa forma? É a crua realidade…

    Abç!

    • RoadV8Runner

      Você comprovou o que sempre desconfiei, que quando os meliantes resolvem enquadrar um carro filmado, já o fazem pronto para mandar tiros sem dó.

    • Newton (ArkAngel)

      Assino embaixo!

    • Leo-RJ,
      Com estes “sacos de lixo” o bandido de fora pode se tornar o bandido de dentro, sem ser visto

    • Victor Gomes

      Leo, relato muito interessante este! Vc ouviu da bandidagem se eles preferem algum tipo de carro ou algum modelo específico?

      • Leo-RJ

        Victor,

        Nesse caso, não. Apenas que preferem os filmados.
        No caso de modelos específicos, cada vagabundo tem o seu específico, mas, para “a firma” (como eles chamavam o negócio), depende do momento. Quando é arrastão, pegam o que estiver no caminho. Quando estão em fuga também, sendo que vão trocando de carro no caminho. Quando é para “bonde” ou invasão de outro morro, preferem os grandes e potentes, bem como os jipes.
        Já para “usarem” no morro, dando “rolés”, modelos de luxo e importados.
        Isso pelo menos no Rio (e naquela época).
        Abç!

  • RoadV8Runner

    Bacaninha o discurso do nobre representante do povo, lá da ilha da fantasia, em defender transparências ainda menores para os vidros dos veículos, como forma de aumentar a segurança, ao invés de defender melhoria no policiamento e outras ações que ataquem diretamente a bandidagem. Sugiro a esse cabra que torne obrigatório carros blindados, pois assim poderemos reagir mais prontamente em caso de abordagem… Só vem meleca daquela cidade do planalto central, impressionante.
    Sobre bloqueio de raios infravermelhos, todos os vidros já têm essa característica, naturalmente. É uma propriedade intrínseca dos vidros comuns, aplicados em janelas de todos os tipos. Já filtro dos raios UV, depende muito dos aditivos que são adicionados à composição do vidro, embora os vidros verdes já sejam melhores do que os totalmente transparentes em termos de bloqueio ao UVA e UVB. Existe ainda o UVC, o mais difícil dos raios UV de ser bloqueado e, segundo um colega que entende basante do assunto, o mais nocivo ao nosso organismo.
    E quanto às películas escurecedoras diminuírem o calor interno, isso vale somente para o carro em movimento ou então quando o carro fica parado por períodos curtos sob sol e totalmente fechado. Como as películas são escuras, elas irão absorver bastante calor e liberá-lo justamente dentro do veículo, onde nessas condições não há circulação de ar. Portanto, parte da proteção extra de raios UV bloqueados será anulada pelo maior calor gerado no interior do veículo. Como os plásticos de acabamento no interior dos veículos são sensíveis ao calor, um carro que fique parado cerca de 8 horas sob o sol de verão, por exemplo, terá mais chance de ter os revestimentos internos deformados, devido ao maior calor interno…

    • Milton Evaristo

      Há vários estados americanos que permitem 28% nos laterais dianteiros (alguns até menos), dê uma olhada: http://migre.me/qgZPl. Apenas 6 estados adotam o limite de 70%. Não uso película no meu carro, mas óculos G15 polarizado.

      • RoadV8Runner

        Para andar durante o dia, vá lá contar com transparência de 28%, mas para andar à noite e, ainda pior, com chuva, nem pensar…
        Quando comprei meu carro atual, o dono anterior tinha feito a imbecilidade de aplicar películas G20 nos vidros, com exceção do pára-brisa. Ou seja, tinha transparência final de 16%, no máximo! Eu me sentia incomodado para dirigir o carro mesmo em dias ensolarados, pois as películas alteravam as cores do ambiente, puxando tudo para tons mais acinzentados. Dirigir à noite era um tormento, pois me via obrigado a baixar os vidros em cruzamentos com pouca iluminação para me certificar que não haveria risco de cruzar a via. A gota d’água (literalmente…) veio quando dirigi o carro na chuva e à noite pela primeira (e última) vez. Removi as películas no final de semana seguinte.

        • RoadV8Runner,
          Realmente as películas são perigosas, principalmente à noite e com chuva e/ou neblina.

  • RoadV8Runner

    Por isso que eu defendo que, em caso de constatação que a transparência real do vidro seja inferior ao indicado na chancela, o instalador e o proprietário do veículo sejam responsabilizados criminalmente por falsificação. Ao invés de cadeia, a pena poderia ser uma multa pesada, para desestimular mesmo a prática ilegal. Mas para isso ser efetivo, tem que haver fiscalização, algo em baixa nesta terrinha…

  • Renan V.

    Tem coisa mais bonita do que vidros verdes, de fábrica? Vidros simples, sem a cor esverdeada, dão um ar muito pobre e vidros com película são tão típicos de boçais. A solução já vem da fábrica: Vidros verdes.

    • Tem sim, vidros azuis 😀
      Mas uma coisa é certa, vidros sem coloração são muito estranhos.

      • UAU! Vidros azuis! Não conhecia isso, que coisa mais linda, hein!

        São originais de todo Alfa, ou apenas modelos selecionados?

    • Renan V, concordo! Vidros verdes de fabrica, quer coisa melhor?

    • Fernando

      Além do verde, algo inédito foi o vidro bronze dos primeiros Escort nacionais, tanto que o vidro era importado.

  • Marcelo R.

    “Segundo a ANEPP (Associação Nacional das Empresas de Películas Protetoras), “a diminuição à exposição interna dá mais segurança aos ocupantes, inibindo os assaltantes. Além disso conserva mais os plásticos e os estofamentos dos bancos pela redução do efeito do sol, potencializa o ar-condicionado e aumenta a resistência dos vidros em caso de colisão no trânsito””.

    “Dirigir um carro, sem película, debaixo de sol é uma tarefa, ao menos para mim, impossível. A diferença em termos de conforto térmico é gritante ao se comparar um carro com e sem película.”

    Discordo completamente das colocações acima e provo! Fui proprietário de um Stilo 16V 2003 (que veio “filmado”) e hoje sou proprietário de um Stilo 16V 2004 (que nunca teve filme), ambos absolutamente iguais (exceto pela cor), com o mesmo acabamento de veludo nos bancos e tecido nas portas. O primeiro foi comprado em 2008 e o atual em 2013. O estado de conservação da parte interna, nos dois, posso dizer que era exatamente o mesmo! Portanto, essa história de que o “filme” conserva mais o interior do carro é pura balela… Quanto ao “aumenta a resistência dos vidros em caso de colisão no trânsito”, só posso dizer uma coisa: kkkkkkkkkkkkkkk! A única diferença é que, no caso de vidros temperados, os cacos ficarão grudados na película, ao invés de se espalharem pelo interior do carro ou pelo chão e se isso é aumentar a resistência, eu me calo…

    Quanto a afirmação sobre o ar-condicionado, ontem mesmo, debaixo de uma temperatura externa (com um sol “forte”) de praticamente 27º C, eu estava usando a segunda velocidade do sistema de ventilação, com o ar ligado, e com uma temperatura interna bem agradável. Ao passo que no antigo (com filme), eu estaria na terceira velocidade, no mínimo…

    Esse é o primeiro carro sem “filme” que eu tenho, e depois de todas essas constatações, mais o aumento de visibilidade, não quero mais saber dessa encrenca nos vidros! Aliás, até aquela solução de deixar os vidros da parte traseira escuros e os da frente “limpos”, eu abomino. O melhor é ter visibilidade total!

    Um abraço!

    • Roberto Neves

      A Associação Nacional dos Fabricantes de Defensivos Agrícolas garante que seus produtos melhoram a preservação víscero-óssea dos seus consumidores, cujos restos mortais podem ser observados, anos após sua morte, em perfeito estado de conservação!

  • Não uso película em nenhum dos meus carros, o que causa estranheza em muita gente que anda comigo. Digo que não preciso me esconder dentro do carro, pois não devo nada à ninguém. rsrsrs
    Um conhecido foi seqüestrado 2 vezes com o mesmo carro, “lacrado” com G5. E ainda acha que está protegido pelas películas.
    Quando viajo à praia, muitas vezes pego chuva torrencial e é comum ver o povo andar a 20 km/h e com pisca alerta aceso e farol alto, tentando enxergar alguma coisa, enquanto ultrapasso todo mundo com total segurança e visibilidade, com pelo menos o dobro da velocidade.

    Uma vizinha do condomínio comprou seu primeiro carro há pouco tempo. E veio com películas escuras. Junte a falta de experiência e de visibilidade com as vagas estreitas, ela gasta uns 10 minutos para estacionar o carro, e toda vez chama a mãe para exercer o papel de flanelinha…

    Certa vez, parei num sinal e uma mulher estacionava o carro ao lado. Ela abaixou o vidro do carona e me perguntou se podia ir mais para trás. Educadamente, disse que se ela retirasse as películas do carro não precisaria fazer tal tipo de pergunta a um estranho. O sinal abriu e fui embora…
    Pergunta idiota, tolerância zero.

  • Milton Evaristo

    Há vários estados americanos que permitem 28% nos laterais dianteiros (alguns até menos), dê uma olhada: http://migre.me/qgZPl. Apenas 6 estados adotam o limite de 70%. Não uso película no meu carro, mas óculos G15 polarizado.

    OBS: minha mensagem anterior foi postada erradamente como resposta.

  • Lembrei agora: tem gente que tira a película na altura dos retrovisores para conseguir enxergá-los…

    • Aléssio Marinho,
      Resolve em parte, pois continua visão lateral deficiente. O que não se faz para o carro ficar “lindão”…

    • CorsarioViajante

      Ja ví um carro assim, com uns retângulos cortados, deve ser uma das coisas mais horríveis que já vi,

    • Já vi carros assim. Achei a coisa mais ridícula do mundo.
      Fica parecendo aqueles óculos “bi-focais”, rs.

      Se fosse pra fazer isso eu tirava o filme todo do vidro.

  • Douglas,
    Desculpe, mas essa do braço esquerdo mais escuro que o direito – já ouvi de outras pessoas – é a lorota mais notável que conheço em se tratando de carro com os vidros esverdeados de fábrica, a menos que a pessoa se chame João Passos Dias Aguiar e só dirija todos os dias entre 8 e 10 horas no rumo sul e entre 14 e 16 horas no rumo norte…

    • gpalms

      Estudos comprovam que norte americanos sofrem mais de câncer de pele no lado esquerdo do corpo enquanto australianos tem mais no lado direito. Interessante não?

      http://www.skincancer.org/Media/Default/File/File/window-film.pdf

      Diversos artigos científicos comprovam que exposição solar em motoristas determina maior chance desse tipo de câncer no lado que fica mais lateral, seja “mão inglesa ou não.
      Exposição solar é cumulativa e toda e qualquer diminuição em intensidade e tempo é válida.
      Inclusive uma das recomendações da skincancer.org no artigo acima é o uso da película.

      • gpalms
        Que besteira, faça-me o favor. Dar crédito para essas organizaçôezinhas é querer enganar a si próprio e justificar o injustificável, só para o carro ficar “lindão”!. Aliás, quem está lhe respondendo é um morto, morri em 1978 aos 35 anos depois de dirigir 17 anos sob o sol do Rio de Janeiro, conseqüênca um câncer de pele no braço esquerdo…

  • Mingo,

    Boa essa do avestruz, é isso mesmo!

  • Rogério Scervino Filho
    O pior não é você fazer do seu carro um esconderijo — você então deve usar disfarce para caminhar na rua, ir à praia etc –, mas dizer que não ^sente” a visibilidade prejudicada a pontos de causar acidentes, confundindo seu “sentir” com mera sorte. Lamentável.

    • Rogério

      Não uso disfarce para caminhar na rua e ir à praia, exagero seu chegar a essa “brilhante” e “lamentável” conclusão. Prefiro a privacidade dos vidros escuros quando estou no meu carro, principalmente na cidade de São Paulo. Espero que eu continue com muita “sorte”, mas mesmo assim vou continuar dirigindo com toda atenção necessária, como sempre fiz.

  • Peter Losch

    Como tudo na vida, há vantagens e desvantagens nos filmes para vidros automobilísticos.
    Meu carro antigo tinha filme, G20, se não me engano, em todos os vidros, menos o pára-brisa. Meu carro atual tem vidros verdes de fábrica e sem qualquer película.

    A vantagem principal da película é a efetiva diminuição do calor interno e da incidência de sol nos passageiros. No carro atual, sem película, o ar-condicionado sofre para manter uma temperatura agradável e a incidência direta de sol nos passageiros incomoda. No carro antigo, o aparelho de ar-condicionado ficava o tempo todo em 22 graus Celsius, sem problemas com incidência de sol nos vidros e no novo, entre 19 e 21 na parte da manhã e 22 graus Celsius à noite.

    Outro detalhe é a privacidade. No antigo, você se sentia em uma cápsula pessoal e no novo, em um aquário. Em carros naturalmente chamativos, causa bastante estranheza esta exposição.

    Citando mais um detalhe negativo na falta de película escura (ou escurecida) é o reflexo dos faróis nos espelhos retrovisores externos. A quantidade de luz e reflexos nos vidros e retrovisores incomoda e você fica meio perdido com tanta informação visual.

    Por fim, a segurança. Penso que é mais seguro (ou menos inseguro…) as pessoas fora do carro verem que é um automóvel familiar, com adultos, crianças, idoso e cachorro. Lotação completa, que daria trabalho e perda de tempo para colocarem todos para fora, numa situação de roubo, que Deus nos livre. Por outro lado, em uma situação de seqüestro, que Deus também nos livre disto, os vidros claros mostrarão o interior do veículo com pessoas nervosas, armadas e fora do “padrão” para o tipo de automóvel. Não há como se esconder ou “disfarçar”. Peço perdão antecipado pela teoria Lombrosiana, mas é o que acredito.

    Abraço!

    • Peter Losch

      Prezados moderadores:
      É parabrisa e não pára-brisa;
      Sequestro não tem trema. Aliás, todas as tremas foram “sequestradas” das palavras portuguesas e aportuguesadas no último acordo ortográfico.
      Obrigado.

  • CorsarioViajante

    Outra questão referente à visibilidade que também mostra como muita gente é boba é o uso dos faróis, que a maioria acha que é decorativo e não funcional. Então junta o vidro escuro com faróis apagados ou com “pingo de led” e pronto, bobagem à vista – na verdade, não está à vista… Outro sintoma de motorista distraído é transitar em túneis, durante tempestades ou sob neblina e não acender sequer os faroletes. MAs o pisca-alerta nunca esquecem!

    • Roberto Neves

      Meu caro Corsário, essa é uma questão que jamais entenderei, por mais tempo que me permitam viver sobre esta terra: por que raios e demônios alguém dirige à noite com os farois apagados? Como diria o capitão Haddock (vide Hergé, Tintim e o Caranguejo das Tenazes de Ouro), é coisa de visigodos, microcéfalos, bucéfalos!

      • Polícia adora fazer isso.

  • Quando comprei meu “pejôzinho” ele estava “lacrado” no filme.
    Pára-brisa com G50 e outros vidros, com o famigerado G5.

    Que grande porcaria. Fiquei com o carro assim, o suficiente até “virar o cartão” para ir a uma loja trocar a porcaria do filme.

    Tirei do vidro frontal, e deixei 70% nas laterais e no traseiro.

  • REAL POWER

    Vidros verdes originais são mais bonitos, tem certa classe. Películas são acima de qualquer coisa, brega.
    Me parece que em alguns carros o vidro verde seja mais intenso.
    Caberia uma matéria sobre os vidros fumê e outros tipos adotados pela fábricas. Certa vez li algo sobre vidros especiais para a linha Del Rey. Com tonalidade bronze!. Correto ou nâo?

  • Roberto Neves

    Tive um carro com Insulfilm. Na primeira vez em que fui levar a namorada em casa à noite, passando pela rodovia Niterói-Manilha, percebi que não enxergava nada. No dia seguinte arranquei aquela tralha toda dos vidros e nunca mais quis saber daquilo.

    • Roberto Neves,
      A sensação que tive ao arrancar os sacos de lixo laterais dianteiros do JAC J3 e do Audi RS 7 de teste foi a de mundo ter ficado mais bonito!

      • Bob, só por curiosidade: Arrancar películas de carros de teste, não dá rolo?

        • Mike Castro,
          Não dá rolo, essa é uma das vantagens da senioridade….(rs).

          • Fabio Toledo

            Afinal o senhor não podia correr o risco de ser multado, não é Bob? hehehe

          • Alvaretts

            Imagino a cara do fornecedor do Audi de teste ao notar que o carro estava mais “limpinho”.

  • Daniel

    Depois de que parei de usar película nos meus carros, nunca mais fui parado em uma blitz.

  • Peter Losch,
    Acha que desconhecemos o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, em vigor a partir de 1º de janeiro de 2009? Já usamos suas regras idiotas aqui no Ae, mas em 6 de agosto de 2011 publicamos matéria com o título “Protesto” (http://autoentusiastas.com.br/2011/08/protesto/) e nela avisamos a decisão de voltarmos à ortografia anterior por considerar a reforma uma burrice inominável, quanto mais o fato de ter sido assinada pelo molusco nove-dedos. Assim, aqui no Ae você vai ler palavras com trema, como seqüestro e freqüência, pára-brisa, pára-lama, idéia, vôo, co-piloto e outras grafias decentes. Jamais você lerá aqui “o carro para para o passageiros desembarcar”, mas “o carro pára para o passageiro desembarcar.” Note como os comentários são todos escritos com o português pré-reforma, pois faço a edição antes de liberá-los. Legalmente podemos usar a ortografia antiga até 31/12/2015. Se não for prorrogado, como já ocorreu uma vez no final de 2012 (era para vigorar em 1/1/2013), a partir de 1/1/2016 ficaremos em irregularidade consciente. Enquanto perdemos tempo com essas besteiras, americanos e ingleses continuam com photos em vez de fotos, um escreve color e o outro, colour, e se vão muito bem, obrigado.

    • Peter Losch

      Quem me conhece irá estranhar a forma como escrevo aqui, no mais, não me importo.
      Cada lugar tem a sua peculiaridade.

      • Alvaretts

        O que importa é que o acordo ainda não suplantou a regra anterior, ambas convivem atualmente e muito bem. Seu pedido é um tanto quanto adiantado.
        Enquanto isso, eu sonho com uma língua menos complicada e com mais liberdade de regionalismos, como o exemplo saxão do Bob.

        • Peter Losch

          Como disse acima, não me importo. O problema é terem alterado o que EU escrevi, que estava de acordo com as regras gramaticais em vigor, sem qualquer pedido ou aviso, como uma forma doida de protesto.
          Meu sonho é ver menos autoritarismo.

  • Maurilio Andrade

    Somente quando tivermos agentes de trânsito portando os equipamentos de medição corretos e fazendo as devidas fiscalizações esta praga irá se dissipar. Creio que este é o maior problema.
    Mas como estamos falando de Brasil, é mais fácil colocarem pardais para todos os lados. Pois os limites de velocidade abusivos e suas respectivas arrecadações são bem mais importantes para as autoridades do que a segurança de fato.

    • Maurilio Andrade,
      Sem duvida a praga somente vai acabar quando a policia estiver equipada com os aparelhos medidores de transparência dos vidros. Julgar no “achimetro” não é a saída legal

  • Eduardo Silva

    Quando comprei um carro zero na Mitsubishi pedi para colocarem película anti-vandalismo transparente – morar em São Paulo, ou melhor, no Brasil, requer essas idiotices. O vendedor sugeriu escurecida, disse que ficaria melhor. Recusei e disse que não gostava.

    Quando fui retirar o veículo no final do dia em uma sexta-feira o vidro estava escurecido. Ele me disse que foi engano e que se eu quisesse poderia trocar a película na semana seguinte. Mas na opinião dele “o carro ficou muito mais bonito. E seguro!”. Como eu queria muito levar o carro, fui embora. Tenho certeza de que ele duvidou que eu confirmaria a troca. Pois confirmei. Na semana seguinte ele mandou um guincho no meu trabalho, pegou o carro, trocou a película e levou o carro de volta.

    Não gostou nada. Acho que ele tentou aplicar o famoso SCC – Se Colar Colou.

  • Eduardo Silva

    Eu não uso e quero que o ladrão me veja olhando para ele. É só ficar atento o tempo todo. Quer desestimular um ladrão? Olhe para ele antes da aproximação. Te garanto que ele passa direto e vai procurar outro carro, onde provavelmente vai achar um cara como você se sentindo seguro mexendo no celular.

    • Eduardo,
      Isso mesmo, perfeito!

    • Leo-RJ

      Eduardo, isso mesmo! Para eles, carros filmados contém dentro as seguintes “espécies”: gente morrendo de medo de bandido (é para ter mesmo, mas o filme evidencia isso), mulheres amedrontadas e, por fim, os playboyzinhos, ou seja, vítimas fáceis na concepção dos bandidos.

    • Fabio Toledo

      Como dizia o AK, “levou a taça!”
      Olho no olho! Elemento surpresa já era! Este sim está apto para “trocar”!

  • Rogério
    Qual a diferença entre estar no carro e na rua? Adianta se esconder no carro (e ter visibilidade precária) e ser visível/reconhecido na rua? A lógica aí foi pelo ralo, me desculpe.

  • Ricardo

    Meu carro atual não tem película, por ler o que Bob Sharp falava (e fala). E admito, fica bem mais visível e mais seguro de dirigir em chuvas torrenciais ou à noite. mas vocês já notaram que quando aparece na TV alguma operação da Polícia Federal ou um político importante saindo de algum lugar, o veículo tem películas pretíssimas? A polícia não cumpre a lei e o político se acha acima de tudo – é ou não verdade?

  • Pelo que eu sei, somente os 155 têm vidros azuis. Alguns Mercedes também vieram com eles no começo dos anos 2000. São chamados de “PPG Ray Ban”.
    Só não me pergunte quais as vantagens e porque não são tão usados, rs

    • Cristiano

      Vidros azuis eram opcionais nos primeiros Palio, mas são bastante raros (imagina para reposição). E sem comparação na beleza do 155, óbvio…

  • Leo-RJ

    Caros Meccia, Newton e RoadV8Runner,

    É exatamente isso que vocês ‘falaram’!

    Não tenho muito orgulho de ter trabalhado no antigo Desipe (hoje SEAP), mas depois de um tempo morando fora, ao retornar, um concurso pouco concorrido atraiu-me. Hoje, estou em outro local, já tendo me desligado do cargo há um tempo. Porém, consegui entender um pouco como eles pensam e agem. E nunca são bons… sinceramente.

    O comentário do Meccia foi excelente! E traduz bem a verdadeira realidade. É o “esconderijo móvel” deles. E eles adoram isso.

    RoadV8Runner, você estava certo em sua desconfiança. Eles preferem carros filmados, já descem às ruas procurando por eles, e já o fazem mesmo pronto para mandar tiros sem dó. Aliás, mandar tiros sem dó os fazem ganhar “moral” no morro, na região e no meio de outros bandidos. Eles sabem que estão em maio número, têm o fator surpresa, e, em regra, já enquadram os motoristas. Eles sabem que não tem nada a perder, a agem assim.

  • Leo-RJ

    No Rio a película não faz qualquer diferença nos arrastões. A bandidagem chega forte e não se intima com filme, vitimizando os “filmados” iguaizinhos aos sem filmes.

  • MrBacon

    Depois te passar por um sequestro relâmpago em SP no início de 2009 e de aguentar o bandido reclamando da película “fraquinha” do carro que eu tinha na época (veio com a película, pois comprei usado), nunca mais quis saber de vidros escurecidos. Acho legal quando vem de fábrica, como em um Punto Sporting 2009 que tive logo depois (os laterais eram laminados, coisa rara!).
    O carro que tenho hoje, comprado ao final de 2012 numa concessionária Mitsubishi em São Paulo, deixou a vendedora um pouco perplexa, pois não aceitei a colocação de nenhuma película nos vidros — melhor assim, bandido gosta de sombra, cidadão do bem, de transparência.

  • REAL POWER,
    A Ford sempre manteve o padrão de vidros verdes em seus veículos, tanto como equipamento standard, quanto como opcional.

    • Harerton Dourado

      Nos anos 80, havia a opção de “vidros climatizados na cor bronze” para o Del Rey e, se não me engano, para o Corcel.

  • Fabio Toledo

    Sou totalmente contra o uso de película hoje, anteriormente eu gostava e por ignorância usava… O meu antigo carro, hoje com a minha mãe tem “PAP35” (dita película de alta performance), não tem pigmento, porém é metalizado (não espelhado, mas refletivo), tem até proteção UV, mas atrapalha a visão sim! Deixa turva, usei o carro a semana passada à noite… A tal película de alta performance, na verdade diminui a performance do motorista! Mas minha mãe não deixa eu arrancar nem do parabrisa, diz que se sente segura com ela… E o pior! Este tipo de película é odiada pelos policiais, dita película de marginal, assim como a antiga “smoke”, também metalizada, mas de qualidade ainda inferior. É triste, fica “muito caro” fiscalizar e o povo amedrontado fica se escondendo… E ainda vem umas figurinhas dessa com mais um desserviço pra população!

  • Fabio Toledo

    Aliás essa do “SCC” já faz parte do jeitinho brasileiro! Comigo também não!

  • Fabio Toledo

    Devia ser o interior marrom monocromático que dava a impressão.
    Minha irmã insistiu em colocar película no carro dela e pediu a minha opinião, acabou colocando película verde 35 e lógico nada no parabrisa… Até que ficou interessante… Mas o meu carro vai continuar com visão “100%”…

  • Fabio Toledo

    Tanto os que andam apagados, como os que andam só com as lanternas acesas (muitas vezes combinadas com os faróis de neblina, pra ficar “bunitão”), como os que colocam lâmpadas de temperatura fria ou “kit xenon”…
    Ainda bem que eu não ando com o meu lança-chamas no carro!

    • Podia rolar uma campanha para rodar com o carro com farol acesso de dia. Eu gosto de usar mas confesso que as vezes me irrita todos na rua falando ,”oh o farol ta aceso”

  • Fabio Toledo

    E ainda tem gente que vai dizer que somos irresponsáveis pois estamos correndo na chuva… As mesmas com os seus respectivos pneus remoldados e películas nos vidros…

  • Fabio Toledo

    Já tive carro com película dessa que lacra, hoje tem vergonha dessa fase… Ainda bem que passou, acho que faz parte do amadurecimento mesmo, rapaziada não escuta os pais, aprende apanhando da vida mesmo.

  • Fabio Toledo

    Agora difícil é responsabilizar por um eventual acidente quem estaciona seus carros com os respectivos “sacos de lixo” ou mesmo quem estaciona de forma irregular… Morar neste país não é brinquedo não!

  • Fabio Toledo

    Bom, carro 0km como muitos dizem é a melhor marca que existe! Vidro sem riscos realmente é oooutra coisa… Há algo que possa ser feito? Polimento? Fica melhor ou pior?

    • Lorenzo Frigerio

      Em geral só se polem riscos. Tentar polir o parabrisa inteiro vai provavelmente causar distorções.

  • Fabio Toledo

    Esta questão da privacidade é costume, larga disso aê Rogério, depois de dirigir por um curto período sem as películas atrapalhando, você nunca mais vai querer isso no seu carro.
    Se você se sente tão intimidado por um flanelinha, sugiro que procure uma academia para aprender defesa pessoal. Boa sorte man!

  • Rodrigo Mottin

    A questão dos faróis à noite nos espelhos e a temperatura durante o dia é que me fazem ter a película.

    • Rodrigo Mottin,
      Faróis no espelho interno se resolve com comutando para posição ‘noite” e nos espelhos externos, além de ser raro, basta não olhar para eles. Temperatura alta no interior se resolve ligando o ar-condicionado, além do fato comprovado que fica mais quente quando o carro tem película, uma vez que o vidro com saco de lixo não reflete calor e, pior, o retém no interior. Convença-se de que o carro não fica “lindão” com o sacos, fica “feião”, além do principal, você perde visibilidade a troco de nada.

      • Alvaretts

        A película 100% preta, genérica e barata realmente é um aquecedor a mais no carro, sei por experiência própria, Bob, mas a espelhada realmente consegue baixar um pouco a temperatura se o carro fica no sol, é o que tenho percebido empiricamente.

  • Fabricio d

    Eu não disse que estaria imune, e estou me referindo a percepção de risco, se você está em um carro sem película e durante esse tempo de espera passa um ladrão e seu carro está sem película, ele já te identificou, não vai nem esperar para te abordar. Sobre a deixar objetos no banco traseiro estou me referindo a situações do dia dia, bandidos costumam quebrar vidros ao observar objetos no banco traseiros.

  • Sandro

    Tenho um amigo que comprou um carro zero-quilômetro sem opcionais, muito simples. Também abriu mão do sistema de ar quente, do desembaçador e do limpador/lavador do vigia (vidro traseiro). E, para completar, mandou instalar filmes pretos bem escuros em todos os vidros, com exceção do pára-brisa.

    O carro, portanto, saiu da concessionária autorizada com os vidros escurecidos e desprovido dos sistemas auxiliares de visibilidade tão comuns e necessários à segurança, sobretudo nos dias (e noites) chuvosos.

    Eu me pergunto por que e como uma loja de automóveis oficial de um fabricante incentiva essa prática de escurecimento dos vidros. Nem posso dizer que tolera, afinal o “insufilm” é oferecido como cortesia nas negociações (assim como o famigerado engate de reboque) e a maioria das pessoas acha que sai ganhando alguma coisa com isso. Está evidente que, na prática, a aplicação do filme torna os vidros irregulares por reduzir a sua transparência abaixo dos limites permitidos, ainda que não haja fiscalização eficaz sobre isto. Mas onde anda o bom senso?

    Pelas minhas modestas contas, este é um negócio da ordem de uns 200 milhões de reais por ano (“chute científico”), o que explica por que existe até uma Associação Nacional das Empresas de Películas Protetoras que defenda os interesses do “setor”. Fico muito curioso em saber o que pensam os fabricantes de automóveis a respeito e qual orientação dão (ou não dão, fazendo vistas grossas) aos concessionários autorizados a respeito dessa prática. No mínimo, é um desserviço, um incentivo à deseducação no trânsito.

    • Se fosse bom, as fábricas de automóveis já teriam adotado esta prática de escurecer os vidros como item normal de produção. Que eu saiba nenhuma faz isso.

  • Alvaretts,
    Pediu-me desculpas…

    • Alvaretts

      (rs)
      Se fosse um novinho não seria assim hein ;p

  • gpalms
    Não há o que discutir. Motorista tem que ter visibilidade plena. Se tiver receio de contrair câncer de pele, que não dirija então (e nem se exponha ao sol em nenhuma outra circunstância, obviamente).O que não se pode fazer é usar esse argumento pífio – o do câncer de pele — para justificar se esconder no carro ou para deixar o carro “lindão”. No mais, esse espaço é seu e você será sempre bem-vindo.

    • Simon Missirian

      Esse argumento do câncer de pele é realmente história para boi dormir. Nenhum dermatologista prescreve “utilizar sacos-de-lixo de 12/12 horas”. A única prevenção comprovada é o uso de filtro solar, esteja no interior do veículo ou não.

    • Watch Out for Skin Cancers and Photoaging on the Left Side of Your Body
      http://www.skincancer.org/prevention/are-you-at-risk/sun-hazards-in-your-car

  • Peter Losch,
    Nessa questão das regras ortográficas aqui há autoritarismo mesmo, pois acho que os nossos leitores têm o direito de ler sob uma mesma regra as matérias e os comentários. Se você quiser que não haja alteração no que escreve, faça-o da maneira pré-molusco nove-dedos.

  • Rogério Pires de Oliveira

    Meccia, Parabéns pelo texto!
    Simplesmente odeio dirigir carros com Insulfilm, não consigo enxergar nada além da escuridão e pontos de luz, não gosto de olhar para a esquerda durante a noite e ver os mostradores do carro refletidos no vidro e para piorar lembro de uma Fiorino Pick-Up que meu pai teve. Ela foi comprada usada e em dias de chuva era impossível desembaçar o pára-brisa, você passava o pano e o vidro continuava embaçado… Só depois de algum tempo que fomos perceber que o causador do problema era o Insulfilm que perdeu toda a cor e ficou transparente, em dias de chuva esse Insuflilm misteriosamente ficava manchado e dava a impressão de embaçar entre ele e o vidro

    Tenho uma dúvida que você ou alguém que já usou possa responder. Através de um anúncio na internet vi uma película que era colada nos espelhos externos do carro para ficarem com a aparência azulada… No anúncio o vendedor dizia que uma das vantagens dessa película era a redução do reflexo do farol alto de um carro vindo por trás, você já usou? Tem uma opinião formada sobre elas?

  • Bobagem. Mesmo sem filme nos vidros, hoje muita gente dirige de forma irresponsável, falando ao celular, sem prestar atenção em nada. Ou seja, “deveriam” estar vendo tudo, mas vão continuar cegos.

    Plena visibilidade mesmo tem os ladrões,quando esses aquários sobre rodas carregam algo de valor.

  • Léia

    É engraçado este site depreciar tanto o uso de películas, como se quem o fizesse não passasse de “marginais, boyzinhos e amostrados”, porém discordo completamente deste “radicalismo”. Chega a ser hipocrisia dizer que o uso de película não aumenta a segurança e não inibe assaltos. No nosso país não há um policiamento efetivo e isto nos força a tomarmos nossas próprias medidas de segurança. Quem se sente à vontade à dirigir por aí completamento exposto a “olhares curiosos” que assim o faça, mas não critique quem, de repente, não tenha outra alternativa, a não ser o uso de películas.
    Sou uma mulher nova e pequena e trabalho em bairros periféricos da minha cidade, cruzo com malandros a cada esquina durante o percurso e a única coisa que me faz sentir um pouco menos vulnerável no trânsito é saber que a minha identidade está preservada, saber que com a película fica difícil saber quem está no volante, afinal não é mentira que mulheres são as vítimas preferidas de assaltantes. Além do i, hoje em dia, existe no mercado alternativas de películas, que apesar de escurecerem o exterior do vidro, não tiram em quase nada a visibilidade do motorista, são as fotocromáticas laminadas.
    Claro que com isto não signifique que eu seja a favor de exageros nos escurecimentos dos vidros, mas gostaria de frisar que um certo escurecimento seja necessário em certos casos, portanto, acredito que a tolerância e respeito a diversidade de pensamentos sejam o único caminho ao crescimento social em todos os sentidos, inclusive no trânsito.

    • Leia, não tem nada de engraçado na nossa crítica ao que apropriadamente chamamos de “sacos de lixo”. Automóvel não é esconderijo e motorista tem de enxergar perfeitamente num campo de 180º, o que é feito pelo para-brisa e janelas dianteiras. Fora que há mínimos legais de transparência do conjunto vidro mais película, mínimos esses que não foram estabelecidos ao acaso. Portanto, tolerância e diversidade de pensamentos não cabem nessa discussão. E torço para que você nunca sofra um sequestro no seu “esconderijo móvel”, pois o que se passar dentro do carro, como uma arma apontada para a sua cabeça, não será visto por ninguém.

    • Milton Evaristo

      Veja neste link: http://www.tintlaws.com

      A maioria dos estados dos Estados Unidos da América permitem 35% ou menos de transparência nos vidros laterais dianteiros.

      Meu carro não tem película. Outro dia andei em um, e notei que a transparência de dentro para fora é bem maior que a de fora para dentro. Gostaria de saber do autor, o que a nossa regra determina para análise de transparência, dentro para fora ou o oposto?

      • Milton, os parabéns do AE por não colocar sacos de lixo nos vidros do seu carro. A legislação americana varia de estado para estado e até de município para município, o que denota a mais completa zorra. De qualquer maneira, temos a nossa lei, a que deve ser seguida, não a americana. A nossa regra é mínimo de transparência do conjunto vidro mais película, sem nenhuma especificação de ponto de visão, que foi a sua pergunta.

        • Milton Evaristo

          Obrigado pela resposta. Eu citei a legislação americana pelo fato de eles serem tão preocupados com segurança (veja que até hoje a lente esquerda convexa não é permitida, um absurdo), e mesmo assim permitirem vidros até que bem escuros em alguns estados.

          Esse carro que eu andei não sei qual era a porcentagem, até porque eles mentem com aquela chancela no vidro além de ser a soma vidro/película o correto, mas o que interessa é que de fora pra dentro não dá pra ver direito quem estava no carro a mas de 10 ou 5 metros dele. A visão como motorista era apenas razoável, mas de noite requer perda de tempo para consultar retrovisores. E de dia inviabiliza usar óculos escuros (que eu acho saudável, relaxante e até seguro), pois a lateral já está escura e ainda há a diferença de claridade com o para-brisa. Outra coisa estranha é que acaba com a comunicação com quem está fora, fiz sinal com a mão para o pedestre passar enquanto saia de uma garagem e ele não me via.

          Somando tudo isso, acho melhor não usá-las. Acho que elas viraram essa febre toda, também, dentre outros motivos, porque as pessoas pouco estão ligando com a qualidade em que estão guiando seus carros. Não estão nem aí. Não tem noção da importância de no trânsito saber a todo momento do que se passa ao redor é fundamental. Esse meu amigo dono desse carro é um exemplo. O que interessa é fazer tudo bonitinho no automático, como dar seta sem necessidade. Tudo que foge ao que está programado, é culpa dos outros e não sabe como agir.