EDITORIAL: VELOCIDADE, NEUROSE IGUAL À LEI DA BANDEIRA VERMELHA

Velocidade_Mata_300

É incrível como ao longo da história o conceito de que velocidade mata se mantém e, em alguns casos, se acentua. Em 1865, na Inglaterra foi promulgada a Lei da Bandeira Vermelha, em que à frente de cada veículo automotor deveria haver um homem à frente caminhando e agitando uma bandeira vermelha, ou seja, a 4~6 km/h. Outro dia li que se achava que acima de 100 km/h o corpo não resistiria. Ou seja, associou-se velocidade à morte. No mundo inteiro as velocidades-limite, em especial as rodoviárias, são normalmente baixas, em uns países mais que em outros, fugindo inteiramente do bom senso.

Com a justificativa de que velocidade mata, o Brasil está passando por um processo de redução de velocidade inadmissível, especialmente levando em conta que os automóveis melhoram cada vez mais em questão de segurança ativa, a que dá condições ao motorista de evitar acidentes, notadamente suspensão e pneus. Está mais do que evidente, porém, que sob essa justificativa esconde-se o real motivo dessas reduções, que é arrecadar para os cofres dos três níveis de administração por meio de multas. É vergonhoso.

Velocidades são estabelecidas sem qualquer estudo, o mesmo para construção de lombadas, esses verdadeiros dejetos viários que infernizam a vida de todos, não só de motoristas. Passageiros de veículos de transporte coletivo também estão sujeitos aos solavancos produzidos por esses dejetos, com a agravante de haver gente sendo transportada como quadrúpedes, ou seja, de pé.

Aliás, é absolutamente inadmissível que se ande de pé nos ônibus, uma solução adotada quando começou a Segunda Guerra Mundial em 1939 e os combustíveis foram racionados. Isso precisa acabar em nome da segurança, uma vez que à menor freada os passageiros são atirados para frente. Até nas arrancadas as pessoas podem cair e se machucar, e isso acontece.

Na questão de velocidade, a prefeitura de São Paulo, pela Secretaria Municipal de Transportes, administrada pelo petista (só podia) Jilmar Tatto, vem anunciando redução de velocidade nas vias expressas que margeiam os rios Tietê e Pinheiros alegando necessidade de reduzir acidentes e atropelamentos. Deslavada mentira.

Primeiro, acidentes, quando ocorrem, não é por trafegar a 90 km/h, o atual limite, mas bem acima disso, não é preciso ser perito para concluir isso. Segundo, não há travessia de pedestres nas vias expressas, que nem faixas de segurança e semáforos têm. Nelas não se atravessa e ponto final, é como se fosse uma rodovia.

Passando para ruas e avenidas, todas as colisões e atropelamentos resultam de velocidade muito acima do limite, do dirigir tresloucadamente ou então de motoristas bêbados — mas bêbados de fato, não quem bebeu moderadamente, como permitia a redação original do Código de Trânsito Brasileiro, alcoolemia de até 0,6 gramas de álcool por litro de sangue ou 0,3 mg de álcool por litro de ar dos pulmões e que foi alterado imbecilmente por quem não tem noção de direção e de automóvel, criando-se essa idiotice chamada de “Lei seca”.

O AUTOentusiastas não defende velocidades elevadas, como alguns leitores menos esclarecidos acham, longe disso, mas exige velocidades coerentes, em que se dirija normalmente sem precisar ficar de olho pregado no velocímetro, como ocorre hoje, obviamente tirando os olhos da via constantemente.

O resultado dessas reduções de velocidade é visível, trânsito cada vez mais congestionado simplesmente porque a vazão diminuiu. O crescimento da frota da cidade é praticamente vegetativo, não chega a 2% por ano.

Providências úteis, como aprimorar a rede de semáforos com todo o controle que a informática permite hoje, como já se faz em várias capitais mundo afora, nem pensar. Afinal, dá um trabalho danado…

Bob Sharp
Editor-chefe



  • Mr. Car

    Onde assino? Aqui mesmo? Então, aí vai:
    Assinado: Mr. Car.

    • João Alcim Neves

      Continuando a lista.

      Assinado: João João Neves.

      • francisco greche junior

        Continuemos: Francisco Greche Junior.
        A propósito, se não me engano já houve aqui um esboço de questões e mudanças que queremos. Seria bom termos esta lista.

    • jose_sherman

      Permita-me fazer parte:

      Assinado: jose_sherman

  • Marcos Alvarenga

    Velocidade máxima variável de acordo com as condições da via melhorariam muito a segurança. É hoje em dia não custa tanto instalar painéis para viabilizar.

    • Domingos

      Painel não multa, logo… Sem dinheiro, sem interesse.

  • CCN-1410

    Rodar a 160 km/h em uma ruazinha de bairro pode matar, e somos sabedores disso, mas a bestialidade chegou a tanto, que tem pessoas que mesmo com seus carros lacrados com películas escuríssimas, rebaixados e que também não utilizam o cinto de segurança, creditam as mortes de trânsito somente a velocidade.
    Tenham um bom dia!

    • Domingos

      Na minha rua eleitor do Haddad – ops, quer dizer, funkeiro – passa na contramão ou passa com som alto a mais de 60 km/h.

      Mas vota nele para colocar o mesmo limite na Marginal.

      Merece se ferrar com esse governo? Claro que sim.

  • TDA

    Texto totalmente coerente, como é de praxe no Ae. Infelizmente o que vemos nas capitais é a lei do mais fácil… é mais fácil implantar sinais de pedestres ou fixos em cruzamentos do que construir passarelas para os pedestres, é mais fácil colocar um foto-sensor (radar) do que conscientizar os usuários das vias públicas (motoristas, motoqueiros, ciclistas, pedestres). E a situação do trânsito só piora, sem perspectivas de melhoria.

  • Marco

    Os limites estabelecidos nas vias brasileiras, de fato, costumam ser bem baixos. Em grande parte, o intuito é o de arrecadar com multas, tão somente.

    No entanto, já dirigi bastante no exterior, e existem locais em que os limites conseguem ser mais irreais que aqui.

    Em muitas rodovias da Áustria, com três faixas de rolamento, pavimentação perfeita, total visibilidade, sem curvas acentuadas, o limite era de 100 km/h. Comparativamente, mais baixo que os ridículos 70 km/h da pista da Anchieta, sentido Santos – SP, próximo ao Carrefour, já em SP. Ou mesmo os 60 km/h de boa parte da Rodovia dos Tamoios, lotada de radares.

    Aliás, fazia anos que não dirigia por ali. O governo do Estado alardeou aos montes a duplicação da rodovia, bla bla bla. Pois é. A faixa da direita é “tão” larga que meu carro (Focus) não cabe nela. Sem contar os inúmeros pontos de travessia. Ora, porque não construiram uma passarela nos locais ou túneis, já que a pista em alguns lugares está mais elevada em relação aos bairros laterais.

    Em Praga, idem. Ao chegar na cidade, a pista tem quatro faixas de rolamento, a pavimentação, de tão bem feita, permite jogar rolar uma bolinha de gude sem que ela pule, sinalização perfeita. Limite? 50 km/h e radares fotográficos aos montes.

    • robson santos

      Fala, Marco,

      vai ver nosso Rodoanel é “austríaco”, hein! rsrsrs

      A Tamoios, dá desgosto como você falou, simplesmente estressante…

      É duro… em São Paulo só consigo mesmo desenvolver o carrinho quando entro numa Castello Branco, Bandeirantes, Ayrton Senna, enfim 120 km/h, onde você anda bem…

      Uma ótima situação para o carro também é a pista de subida da Imigrantes, 100 km/h, o carrinho até pede para ir mais de tanta alegria he,he,he.. e de brinde você aumenta a 120 km/h por um bom trecho depois de sair da Serra.

      Enfim, é o que temos pra aproveitar em São Paulo.

      Rodoanel, dá raiva mesmo. Quando você entra, de tão extenso parece que nunca acaba, você ainda tem que atravessá-lo a 100 km/h, enfadonho… no trecho Oeste ainda, no Leste, é a 80 km/h…

  • BlueGopher

    Velocidade não mata ninguém.
    O que mata é a desaceleração brusca…
    Agora, deixando a brincadeira de lado, gostaria de repetir o que já foi (muito bem) citado e comentado neste blog:
    A velocidade das ruas e avenidas deveria ser definida em função da velocidade que é confortável ao motorista médio, ou seja, aquela que é mantida naturalmente, sem necessidade dele ficar com um olho controlando o velocímetro, outro olho procurando possíveis pardais caça níqueis, e ainda assim manter atenção no trânsito para não causar algum acidente.

  • Fernando

    Me lembro das conversas que tinha com meu avô, perguntando como eram as coisas no tempo dele, e me falava bastante de coisas de um tempo com dificuldades mas bom. Em estradas mesmo, as condições delas, sinalização, as suspensões não davam nem perto da estabilidade de hoje, pneus diagonais, faróis que não iluminavam quase nada, e até mesmo muita gente que dirigia sem nem ter habilitação(e parecia que eram mais prudentes do que os habilitados de hoje) e a coisa não era problemática como hoje.

    Haveria uma imensa lista para tudo hoje ser motivadamente mais seguro, e só não é por tudo que ocorre como uma bola de neve, conseqüência de decisões erradas de quem poderia decidir algo por efetivamente todos. Para começar, nunca houve uma real cobrança sobre o que os motoristas aprendem, ou se aprendem, antes de serem habilitados.

  • Mineirim

    Bob,
    Parabéns! Nada a acrescentar.

  • Carlos A.

    Estive em Gramado-RS, fiz muito passeio a pé pela cidade em sua região central. Fiquei muito feliz pois lá o trânsito é um exemplo, sem sinaleiros ou semáforos os veículos fluem normalmente, nas rotatórias (que eles chamam de rótulas) tudo como sempre aprendi, ela é a preferencial, outra coisa interessante são as faixas de pedestre, basta iniciar a travessia para que os veículos parem. Em vários dias caminhando pela cidade e observando o trânsito não vi nenhum acidente entre veículos ou pedestre atropelado – que também respeita o trânsito atravessando pela faixa de pedestre – a velocidade é outro exemplo, todos os veículos andando em velocidade coerente com a via. Nem em horário de pico com os veículos em maior número nenhuma complicação. Outra coisa interessante é que não há lombadas ou valetas que certamente atrapalhariam o tráfego quebrando o ritmo dos veículos em resumo, a harmonia é total. Quem tiver interesse em ver a imagem ao vivo do trânsito de lá: http://www.gramadoaovivo.com.br

    • Eduardo Mrack

      Além de tudo o índice de criminalidade na cidade é praticamente zero, assim como o índice de anlfabetos, bem como a rede elétrica, que não se utiliza de fios suspensos em postes. Pedacinho da Europa no Rio Grande do Sul.

      • César

        Índice de criminalidade baixo? E o tráfico de drogas, não é crime? Pois saiba que é a atividade mais praticada na região.

    • Domingos

      Pois é, sabe onde eu já vi DOIS atropelamentos em poucos meses?

      Em Nice, na França, numa dessas áreas de baixa velocidade.

      Em ambos os casos, motorista que parecia bêbado e parecia também ser de fora da França, mas é aquela coisa, não é?… Esses dão votos.

      Segundo um atendente de um posto, isso era comum lá. Alguns desses novos moradores bebem muito e saem para dirigir mesmo assim.

      Até hoje nunca presenciei um atropelamento em São Paulo. Aposto que com a cultura do funk, da imigração em massa para compra de votos, da bicicletinha e das drogas logo vou começar a ver.

      • César

        Desculpe Domingos, mas o trânsito francês não é exemplo para ninguém. Digo por experiência própria. Aliás, francês legítimo é muito raro, a maioria por lá é estrangeiro. E Nice é uma cidade horrível fora do centro badalado.
        As vias são excelentes, a sinalização também, mas os motoristas deixam a desejar tanto quanto os brasileiros. Uma coisa que notei foi que os motociclistas são muito mais cuidadosos que os “nossos”.

        E ao Carlos A., em Gramado parece que todos os turistas ficam “anestesiados” com a beleza do local e passam a respeitar os pedestres, não cortam a frente de ninguém, não estacionam em local proibido… Mas é só sair dos limites da cidade que esses mesmos condutores se transformam, pode ter certeza.

        • Lucas dos Santos

          Para quem vem de fora, deve reinar aquele clássico pensamento: “AQUI eu tenho que respeitar; lá de onde eu vim não precisa“!

          • Domingos

            Antes, quando vinham a São Paulo, muitos visitantes falavam isso. Que devido ao trânsito complicado e a antiga boa harmonia do motorista paulistano, eles dirigiam aqui melhor que em suas cidades.

            Agora que caiu o nível total aqui, duvido.

        • Domingos

          Sim, foi isso mesmo que quis dizer.

          O trânsito lá é cheio dessas coisas, embora fora de certas cidades e áreas seja muito bom.

          Geralmente, as áreas de centros mais pacatos é muito boa. Motoristas muito bons de estrada e educadíssimos na cidade.

          Já os centros mais conhecidos, especialmente os com mais gente vinda de fora, são muito ruins mesmo.

          E tem toda essa palhaçada de “velocidade baixa” e “área de pedestres” e bla bla bla. Isso NÃO RESOLVE nada, na verdade é uma mentira desde o princípio – todo mundo sabe que não tem nada a ver.

          As áreas mais calmas justamente não têm nada disso e o trânsito é ótimo.

          Já nas mais caóticas, no lugar de punir o motorista que enche a cara e sai correndo no meio de típicas ruas apertadas na europa, ficam com essas haddadices.

          Nada adianta, a criminalidade no trânsito sobe. E atrapalha todos os outros.

          Mas, é aquela coisa, se começar a fiscalizar vai prender muito um tipo de pessoa e aí vai começar a construção de causas para fins de caos social.

          Infelizmente o processo imigratório europeu foi arquitetado por gente desse tipo para ser o contrário de qualquer processo são: se escolhem os piores.

          Bordeaux foi a mais impressionante: no centro de paralelepípedo o imigrante passa a mais de 60 km/h e ainda faz cara feia.

          Já os locais começam a entrar na onda, como é inevitável por causa do inconsciente coletivo, e presenciei um francês mesmo andando a 80 KM/H DENTRO DE UM ESTACIONAMENTO COBERTO!

          Poderia facilmente ter matado na hora alguém ali. Nada foi feito.

    • Fernando

      Em Gramado há esse lado positivo da ordem sem precisar de semáforos mesmo, isso é muito positivo.

      Mas falando em velocidade, é uma cidade turística, e assim totalmente travada propositalmente, não sei se dirigiu lá, mas a fluidez do trânsito não é nada comparada com as grandes cidades e o trânsito.

      É ótimo para o pedestre, ainda mais em um local turístico, mas funciona de tal maneira de que o trânsito é péssimo por terem criado uma cultura de velocidades baixas até demais, e eu mesmo vi em horário de pico um trânsito de cidade grande, inclusive com alguns motoristas que iriam pegar uma saída da rotatória, a fechando pois uma rua estava com muito trânsito e rendeu até algumas buzinadas entre eles(eu não participei disso, estava à pé nessa hora hehe e inclusive não era temporada).

      • Carlos A.

        Fernando, pode ser o lado turístico um dos fatores, mas a educação dos motoristas é outra e conta muito, pedestres tambem!
        Não dirigi por lá, andei apelas como passageiro, mas observei o seguinte, logo cedinho com o comércio ainda fechado, o movimento de veículos é bem pouco e certamente são de pessoas indo ao trabalho. Por não existir lombadas, valetas e semáforos notei que os veículos desenvolvem velocidade normal na avenida, coerente com a via e com o trânsito nesse horário. Diferente de locais que possuem esses ‘obstáculos’. Já no horário de pico, a velocidade é naturalmente reduzida pelo fluxo maior de veículos. Nas duas condições andei de carro como passageiro e não notei dificuldades no trânsito. Diferente de cidades como a minha que mesmo no interior de São Paulo, é travada naturalmente pelos absurdos cometidos pelas ‘autoridades’. Exemplo: que tal uma rotatória com 4 semáforos? Você leva uns 3 minutos para conseguir fazê-la só pela falta de sincronismo. Ou que tal uma avenida com lombada antes do semáforo? Isso sim trava o trânsito até aos domingos!!

    • André Castan

      O que você informou está perfeito Carlos. Já observei isso várias vezes, mas acredito que devemos levar 2 fatores importantes em consideração para que isso aconteça lá: Cidade turística. Então a maioria tá sem pressa, sem stress e se divertindo. Tamanho da cidade. É pequena, o tráfego por lá é reduzido. Acho que esses fatores são os principais responsáveis por essa maravilha. Adoro Gramado. Moraria por lá sem pensar. Quem sabe um dia fico mais longe ainda do inferno, ops, São Paulo.

      • Carlos A.

        André, certamente fatores como tamanho da cidade e o fato de ser local turístico ajudam. Eu também viveria muito bem num local como esse.

  • Félix

    Velocidade depende de responsabilidade. A única vez que quase me acidentei andando rápido eu estava irritado. Agressividade e velocidade não combinam mesmo. Mas infelizmente é difícil se manter zen nesse nosso trânsito.

    • CCN-1410

      Eu sempre comento aqui em casa que dirigir nervoso é pior que dirigir bêbado. Está nervoso? Pare, pense, descanse, relaxe e só então dê a partida.

  • Lucas dos Santos

    Pois é, Bob. É aquela velha história de agir no efeito e não na causa: uma velocidade mais baixa pode até diminuir o número de mortes no trânsito, mas não impedirá que acidentes continuem acontecendo.

    Impressionante também como tudo isso se assemelha à Lei da Bandeira Vermelha: criada com o objetivo alegado de “proteger os pedestres” e “evitar atropelamentos”, tinha, na verdade, uma segunda intenção por trás de tudo (que, no caso, era desestimular o uso das “carroças sem cavalos”).

  • Luis Nunez

    Pois é investir em estrutura viária, dá trabalho e leva tempo, então vamos pelo lado mais fácil: Reduzir a velocidade.

  • Marcelo R.

    “Está mais do que evidente, porém, que sob essa justificativa esconde-se o real motivo dessas reduções, que é arrecadar para os cofres dos três níveis de administração por meio de multas. É vergonhoso.”

    Principalmente no nosso caso (Brasil, mais especificamente em São Paulo com o maníaco da bicicleta na prefeitura), era justamente isso que eu ia falar…

    “Velocidades são estabelecidas sem qualquer estudo…”

    Mas é claro que são feitos estudos, Bob! Eles precisam saber a velocidade natural de cada via, para poderem estabelecer um limite entre 20 km/h e 30 km/h abaixo e conseguirem ter “algum” retorno com as multas. Fora as faixas de bicicleta e de ônibus que em muitos locais estão lá mais para que se mu8lte quem “encostar” os pneus nelas, do que para uso de ciclistas e ônibus. Vou parar por aqui, para não me estressar mais…

    “O resultado dessas reduções de velocidade é visível, trânsito cada vez mais congestionado simplesmente porque a vazão diminuiu. O crescimento da frota da cidade é praticamente vegetativo, não chega a 2% por ano.”

    “Providências úteis, como aprimorar a rede de semáforos com todo o controle que a informática permite hoje, como já se faz em várias capitais mundo afora, nem pensar. Afinal, dá um trabalho danado…”

    Sabe o que é pior? É ver o brasileiro/paulistano médio não enxerga uma coisa óbvia como essa, e pareceque está “engolindo” tudo “numa boa”…

    Um abraço!

    • Robertom

      Se fosse para arrecadar apenas para o município, estado ou governo federal já seria ruim, mas é preciso lembrar que as empresas que mantém os radares pagam propinas estratosféricas para os políticos, e são um enorme foco de corrupção.
      O verbo arrecadar funciona também para as empresas e os políticos e partidos.

  • Lucas dos Santos

    Quanto ao fim do transporte de passageiros em pé nos ônibus urbanos, vejo uma grande dificuldade para isso se tornar uma realidade.

    Tal medida diminuiria sensivelmente a capacidade dos veículos e faria com que eles atingissem a capacidade máxima de lotação muito rapidamente. Com isso, a frota precisaria aumentar e os custos desse meio de transporte iriam ficar muito altos, fazendo com que o ônibus como modal de transporte em massa acabasse se tornando desinteressante.

    Por outro lado, se essa idéia fosse defendida mais intensamente, talvez isso colocasse em evidência os problemas de segurança dos ônibus urbanos e gerasse o investimento em outros meios de transporte público de alta capacidade, que oferecessem mais segurança.

    • Uber

      Seria lindo, mas seria quase irrealizável!
      Isso seria o horror para as empresas de ônibus, teriam de duplicar ou triplicar a frota, os custos de manutenção e o gasto com combustível. E a realidade atual é que só consertam quando não anda mais e lavam só por fora, quando chove!
      Tornaria inviável haver um ponto inicial e um final nas linhas, teria de haver ônibus estacionados em cada ponto para o embarque.
      Porém, os passageiros também não iriam gostar, muito fulano hoje em dia já fica bravo quando o ônibus passa direto nem pensa que este pode estar cheio, acha sempre que cabe lá.
      Imagina ser barrado de entrar porque não têm mais banco…
      Mas o pior é lembrar que nem mesmo um povo tão ordeiro como o japonês conseguiu se livrar de viajar em pé nos ônibus e seus trens são tão lotados como os nossos.
      Parece que não há solução…

      • Lucas dos Santos

        Pois é. Ônibus, hoje em dia, só é viável porque consegue transportar uma alta quantidade de pessoas por m². E só consegue isso porque mais da metade vai em pé. Se só admitisse passageiros sentados, muitos – inclusive os usuários – considerariam “desperdício de espaço”. Precisaria existir um outro modal mais adequado para o transporte em massa de passageiros, com o ônibus servindo apenas de “auxiliar”.

        É por isso que eu não tenho como aceitar as “propagandas” dos ônibus biarticulados de Curitiba, enaltecendo a capacidade de mais de 200 passageiros nesses ônibus, como se isso fosse algo bom – e ainda fazem comparação com um carro de passeio, onde cabem “apenas” 5 ocupantes:

        http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2011/04/15/arte.jpg

        Assim como também não tenho como concordar com isto:

        http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/cidades-para-pessoas/files/2012/05/Foto1.png

        De que adianta dezenas de pessoas ocupando pouco espaço nas vias, “espremidas” dentro de um ônibus, com a maioria viajando em pé e correndo o risco de se ferir gravemente em um acidente, mesmo que de pequenas proporções?

        • Domingos

          Aqui no Brasil esses ônibus de esquerda (foram criados no governo do Haddad colombiano, que NUNCA MAIS foi eleito) só servem para uma coisa:

          Aumentar a lucratividade e a arrecadação de impostos ao colocar mais gente por metro quadrado – mais AINDA do que o normal – e servir para CANCELAR ou REDUZIR linhas tradicionais.

          Na verdade o modelo todo é uma zona. Esses articulados muitas vezes não conseguem andar pelas faixas exclusivas, por exemplo. Isso aqui em São Paulo, ao menos.

          • CorsarioViajante

            Colocaram uma “faixa de ônibus” na rua que minha irmã mora, detalhe: tem uma curva super-fechada e passa um biarticulado. Só que ele simplesmente não consegue fazer a curva!

          • Domingos

            Na rua paralela à da minha casa fizeram uma que se divide em loucos horários de estacionamento revezados com horários de faixa exclusiva.

            Precisaram refazer o serviço TRÊS VEZES até que os ônibus pudessem usar a faixa sem invadir a única pista que sobrou aos carros.

            Os articulados sempre que podem, durante a noite por exemplo, não usam a faixa exclusiva…

            A sorte é que já era uma avenida extremamente zoneada nos horários de pico, com os ônibus entupindo sua pouca largura e ocupando as duas faixas.

            Nunca ninguém passou tanto as linhas como, agora, a faixa exclusiva para a grande avenida de 4 faixas localizada a uma quadra dessa rua.

            Acho que ia sair caro demais, pois nessa grande avenida teriam que fazer novos pontos de ônibus e nessa rua já tem o famoso “pau” que serve de “ponto” por toda sua extensão…

          • Mineirim

            Corsário,
            Vi uma cena hilária: em plena Praça da Sé, um biarticulado ficou travado numa curva, tentando entrar na Senador Feijó. Esses engenheiros de tráfego não têm noção…

          • Domingos

            Todo o centro está tão zoneado que já ouvi até mesmo apoiadores do prefeito se manifestarem contra aquilo.

        • CharlesAle

          Para mim, mesmo de preço absurdamente caro para se construir (mesmo com preço correto, sem os tradicionais desvios para corrupção tão na moda) Metrô ainda é o melhor meio para equacionar custo x passageiro x metro quadrado..

        • Uber

          Na realidade, somente seria aceitável transportá-los em pé se os ônibus andassem numa velocidade muito baixa, o que não ocorre.
          Aliás, fiquei pasmo ao saber de que a velocidade média daqueles VLTs, os bondes atuais, não passa dos 20 km/h! E logo teremos um em funcionamento em Santos, SP, não sei se o povo vai gostar ao ver os ônibus ultrapassando ele…
          E essa deve ser a velocidade do metrô e dos trens também, tenho notado que um ônibus que faz percurso parecido aqui em Sâo Paulo chega mais rápido que o metrô ao destino, o detalhe é que o ônibus anda a mais de 50 km/h num percurso mais longo, é a linha 175 T.
          Imagina se o povão gostaria que o prefeito obrigasse os ônibus a andarem a 20 km/h para a segurança deles…

        • Uber

          A graça nesse comparativo é que não dizem quantos viajariam em pé…

    • CorsarioViajante

      Mas daí Lucas, é engraçado. QUando a dificuldade vai ser empurrada para a sociedade, ela que se vire. Foi assim, por exemplo, com as cadeirinhas ou com a superlotação nos carros. Mas quando a dificuldade vai ser do poder público, ahhhh aí é impossível, muito caro, muito difícil, muito complicado. Eu não posso, mesmo com restrições orçamentárias, espremer sete pessoas dentro do carro. Mas o governo pode, por restrições orçamentárias, espremer trezentas pessoas dentro de um ônibus. Dois pesos, duas medidas!

      • Diplo86

        Parabéns pelo comentário! Falou muito com poucas palavras!

    • Diplo86

      Muito bem colocado pelo Bob a questão das pessoas serem transportadas como animais nos ônibus. O trânsito só vai piorar enquanto não resolverem esta questão. Pois assim que a condição financeira permitir, o cidadão logo vai comprar um carro ou moto para se livrar deste desrespeito. É desrespeito na segurança e também no constrangimento das pessoas ficarem “roçando” umas nas outras. “Evoluir” do ônibus para o automóvel não é somente uma questão de liberdade, mas principalmente de dignidade. Infelizmente não vejo nenhuma autoridade se preocupando em buscar solução para isto. É claro que ônibus transportando pessoas somente sentadas vão trazer um aumento no custo da passagem, mas por outro lado muitas pessoas trocariam o carro pelo ônibus novamente, pois afinal de contas para que usar carro, se fosse possível ir confortavelmente (sentado em bancos espaçosos, sem me preocupar em dirigir, lendo ou até dormindo) em um ônibus. Não é fácil chegar a uma solução que agrade a todos, mas é preciso buscá-la seja através de redução de impostos para as empresas de ônibus ou realmente impondo uma redução nos lucros. Acredito que solução tem, mas tem que ter boa vontade e peito das autoridades.

      • Lucas dos Santos

        Não digo que é impossível. Havendo boa-vontade, há solução para tudo nesse mundo! Se a população cobrar e bater forte nessa questão, algo terá de ser feito.

        O que eu quero dizer é que é necessário tirar o foco do transporte coletivo via ônibus urbanos e se ater a um modal que realmente ofereça alta capacidade de lotação, aliada a um mínimo de conforto e segurança aos passageiros. No momento só consigo pensar em trens ou metrôs, mas é provável que exista uma solução ainda melhor.

        Mas, se ninguém cobrar, continuaremos vendo pessoas sendo transportadas da pior maneira possível em ônibus urbanos e pessoas (eu incluído) que não vêem a hora de adquirir um carro ou uma motocicleta para “se livrar” do “inferno” que é o transporte coletivo!

  • marcus lahoz

    100% de apoio, Bob.

  • DTM

    Ola Bob, vivo na Alemanha ja faz um bom tempo e concordo com a idéia de que o numero de acidentes não aumenta com a velocidade permitida da via. Minha experiência mostra que as vezes até o contrário acontece. Pessoas dirigindo na Autobahn, onde diferenças de velocidade entre as faixas chegam tranquilamente a 30 m/s, ficam muito mais alertas. É bom lembrar que na Alemanha os carros passam por uma séria inspeção e que as pessoas tem uma excelente educação no trânsito. Mesmo assim encontro de vez em quando pessoas especiais bloqueando o trânsito ou mudando de faixa sem olhar no retrovisor. Se eu fosse chutar um número eu acho que no Brasil eu encontro em média pelo menos 20 situações de risco por 1.000 km rodados e aqui eu diria que seriam por volta de no máximo quatro (carro quebrado no acostamento, por exemplo). Na minha opinião reduzir o limite de velocidade tem no máximo um efeito a curto prazo, mas piora o problema porque o cidadão se acostuma com a ilegalidade e vive andando “um pouco mais rápido”, o que também é errado. Aqui quando encontro um limite de velocidade eu freio energicamente, pois sei que existe um bom motivo para terem colocado aquela placa. Eu ando muito mais devagar no Brasil do que andava antigamente pois percebo o como as ruas brasileiras são perigosas. Lombadas deveriam ser proibidas pois causam mais problemas do que ajudam, aqui quase não existem lombadas.

    • CharlesAle

      Quase não existe? Me admira existir lombada por ai!!!

  • Rubem Luiz

    E os ecochatos deviam ser os primeiros a defender altas velocidades.
    Afinal um carro atual tem o melhor desempenho energético rodando lá pelos 80 a 110 km/h.

    Ou seja, rodar a 40 km/h gasta mais combustível, muito mais, portanto é extremamente danoso para os seres LONGE das pistas, afinal a poluição não fica nelas.

    Na baixa velocidade no Brasil também entra o aumento de uso de ar-condicionado, em alta velocidade a ventilação natural diminui a temperatura às vezes o suficiente, mas “andando” numa média de 20 km/h não há vento e é necessário ligar um ar-condicionado de 100 mil BTU’s, gastando cerca de 5.000 W, para apenas 1 ou 2 pessoas dentro do carro lento.

    Baixa velocidade também mata as peças mais cedo. A mania infeliz dos fabricantes e mecânicos é estimar a hora da troca com base na distância percorrida pelo carro, mas… 10.000 km em média de 90 km/h é uma coisa, e 10.000 km em média de 20 km/h é totalmente diferente, muito motor, câmbio e embreagem deixam de receber manutenção preventiva no momento correto por isso duram menos, geram mais lixo tecnológico que se rodassem em velocidades médias mais equânimes com quem viaja, facilitando saber o momento correto da manutenção preventiva.

    Os ecochatos não defendem altas velocidades porque não analisam dados estatísticos e práticos de rendimento, é difícil ler algo enquanto se abraça árvore ou tem meio cigarro de maconha nos dedos.

    • Domingos

      Ecochato é mais um terno feito em alfaiate pela esquerda.

      Que nem feminista “da gema” apóia muçulmano (algumas até casam-se com eles!), ecochato quer é a garantia de um governo de esquerda 100% do tempo com a desculpa de “salvar o mundo”.

      Claro, sempre com o último iPhone na mão.

  • Marco

    Passei dia desses no trecho leste. Até fiz um vídeo. À frente não via ninguém; atrás, idem.

    Como foi a primeira vez que dirigi pela pista – que sequer consta no meu GPS – e, portanto, não conhecia os pontos de radar, limitei a velocidade a 80 km/h.

    A pista quase deserta, mas inúmeros “homens da lei” escondidos atrás de guard-rails com o radar móvel do tipo pistola.

  • Wagner Oliveira

    Infelizmente é raro, muito raro, poder dirigir com prazer. Ora é o motorista que aluga a pista da esquerda, ora é o limite irreal da velocidade. Por que duplicaram o trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios, que liga São José dos Campos a Caraguatatuba, e mantiveram o limite de 80 km/h? Por que fizeram o Rodoanel com três faixas e limite de 100 km/h? A resposta está no próprio texto do Bob. Somos assaltados quando saímos de casa, são radares instalados no final de reta, no final de um declive, após curvas acentuadas. Tudo para nos roubar. A meta é arrecadar. Simples assim.

    • CorsarioViajante

      Fato! Diversas rodovias, ao receberem melhorias e se tornarem mais adequadas, tem seus limites diminuídos! Na Imigrantes / Piaçagüera isso chega ao ridículo, seja com os 80km/h nos túneis ou nos novos trechos elevados, que tem limite de incríveis 60km/h!

    • Fernando

      Todas as placas indicam 80 km/h, mas 50 metros antes dos radares, vem a de 60 km/h… e tome-lhe multa…

  • CorsarioViajante

    Perfeito editorial!
    Aliás, a meu ver, o maior perigo hoje é justamente prestar tanta atenção ao velocímetro que, aí sim, podemos não ver um pedestre ou outro veículo, pois não se pode olhar o tráfego sob pena de estar acima da “monstruosa” velocidade de… 50 km/h.
    Prova maior disso é que mesmo com as constantes e imensas reduções os índices de acidentes não caem como o previsto pelos “especialistas”.

  • Lucas dos Santos

    Pior foi ouvir um professor do Senai dizendo que, se pudesse mandar em algo, faria uma lei proibindo a importação/comercialização de carros de alto desempenho, com mais de 300 cv,, no Brasil.

    Segundo ele, com os baixos limites de velocidade nas vias, esses carros “só servem para desperdiçar combustível e poluir o ar”! Não deixa de ser verdade, mas daí a PROIBIR a comercialização desses carros? Não seria melhor rever os limites de velocidade das vias ao invés?

    Eu esperava ouvir isso de qualquer pessoa, mas não de um professor de mecânica, com seus 60 anos de idade e que atua na área desde os 15!

    • Lucas dos Santos
      Pensamento torto desse professor, está com pouca idade para ter o Alzheimer. Até parece que é ele quem paga o combustível e ainda não aprendeu que os carros não poluem mais faz tempo. Essa turminha acha que o dióxido de carbono é um gás poluente.

      • DTM

        O que polui mesmo é lombada. Imagina quantos litros de gasolina por dia são queimados por carros passando em lombada. Em casos de veículos convencionais a energia cinética é convertida em calor e não pode ser reaproveitada durante a redução de velocidade resultando num desperdício totalmente desnecessário. Na minha opinião a função do engenheiro de tráfego é exatamente a contrária. Quanto a potência dos veículos, acho que hoje em dia existem váias medidas técnicas (como desligamento de cilindros, motores elétricos,etc.) que reduzem a potência ou até mesmo desligam o motor quando conveniente. Carros com mais de 300 cv já são caros por natureza o, que já diminui o número dos mesmos circulando de forma natural. Fora isso, ninguém usa os 300 cv o tempo todo, ou seja, não entendi a teoria deste professor.

        • Lucas dos Santos

          Concordo integralmente quanto às lombadas. Pessoal ainda não tem noção do volume de poluentes emitidos e combustível desperdiçado por conta desses dejetos viários.

          Quanto à “teoria” do professor, ele diz que é desperdício ter carros de 300, 400 ou 500 cavalos em um país onde não se pode passar de 110 km/h. Diz que motores assim consomem mais – e, consequentemente, poluem mais – para gerar toda essa potência, que não seria aproveitada pelo dono por conta dos baixos limites de velocidade das vias.

    • CorsarioViajante

      Que pensamento tacanho!

    • Christian Bernert

      Que raciocínio ‘brilhante’.
      Este professor deveria também se aplicar em fazer uma lei para proibir:
      Comercialização de tubos de diâmetro maior que 25 mm, para economizar água;
      Comercialização de fios elétricos com mais de 2,5 mm² de secção para economizar energia;
      Vôos de parapente, pois são muito perigosos;
      Viagens maiores que 50 km, afinal tudo poderia ser resolvido por telefone ou internet.
      A doce mania de proibir é a mais escancarada ameaça à criatividade. Uma pessoa que pensa assim deveria ser proibida de ser professor.

  • Lucas dos Santos,
    Acho que você conhece bem o assunto ônibus, por isso pergunto: o que aconteceu com o desenho dos ônibus? O piso é completamente maluco, cheio de altos e baixos, degraus para todo lado, bancos no alto, bancos embaixo, o que houve, afinal? Quando era bem mais jovem os ônibus tinha piso perfeitamente plano, bancos todos alinhados em altura e acesso bem fácil com degrau baixo, por exemplo, os GM. Entrava-se, ia-se até o banco caminhando sobre um piso plano, normal. O que aconteceu?

    • Domingos

      E aquele piso móvel no centro dos articulados, sem uma cobertura retrátil ou algo do tipo que fique parado?

      A idéia acho que é simplesmente tacar o máximo de área dentro dos ônibus e dizer ao usuário: se vire, se pendure se for necessário.

      Aliás, aqueles novos apoios de mão por tirinha vindos do teto são outra porcaria que é no mesmo sentido do “enfia o quanto pode, se vira aí”.

      Aquilo fica esbarrando na cabeça quando não se usa e além disso é móvel, em freada mais forte vai se mexer e acabar não dando apoio ao passageiro.

    • Lucas dos Santos

      Bob,

      Isso se deve ao fato dos chassis dos ônibus aí de São Paulo serem “piso-baixo”. Isto é, elimina-se a escada das portas rebaixando-se o piso de modo a melhorar a acessibilidade, facilitando o embarque das pessoas – o que é útil especialmente para quem tem dificuldades de locomoção. Não conheço muito bem a legislação de São Paulo, mas parece-me que existe ou existiu uma lei municipal que obriga(va) as empresas a utilizarem somente veículos de piso baixo em sua frota.

      Acontece que, em alguns chassis, não é possível rebaixar o piso todo, por conta do espaço ocupado pelo motor e pela caixa de transmissão. Então rebaixa-se até onde for possível e, na parte traseira, onde se localiza motor e câmbio, o piso volta a ser alto, como nos modelos convencionais. Daí é que surgem os degraus no interior do veículo.

      http://cdn.onibusbrasil.com/i/2014/4/9/p/b8da4b50fca781b5be84f59fc81f35a9.jpg

      http://cdn.onibusbrasil.com/i/2013/11/27/p/beda8add43aaf50fbaa962db7a32df84.jpg

      Além disso, procura-se aproveitar o máximo de espaço no interior do veículo, colocando-se assentos em cima do compartimento do motor, o que não seria possível em chassis “piso baixo total”. Em veículos com o piso convencional, é comum colocarem bancos em cima das caixas de rodas, também em nome do aproveitamento de espaço, fazendo com que uns bancos fiquem mais altos que os outros.

      Quando o veículo é “piso baixo total” não há esse problema dos degraus, mas o compartimento do motor – que fica parecendo um “armário”, ocupa um bom espaço:

      http://cdn.onibusbrasil.com/i/2010/10/15/p/1a71c940aafc10e7c4b6721d007fbd68.jpg

      http://cdn.onibusbrasil.com/i/2011/1/16/p/15cd3541984c0ad0c93cdc64e8fd1e8a.jpg
      Em outros países, os ônibus em geral costumam ser piso baixo total e o motor fica em um compartimento separado do salão de passageiros. Apesar do compartimento do motor roubar um bom espaço interno, ao menos não ficam os inconvenientes degraus – e nem o “armário” no meio do caminho.

      • Uber

        Pior era quando havia ônibus com motor dianteiro em São Paulo, eles tinham um vale no meio, subíamos para embarcar, descíamos para passar na catraca e depois subíamos para sentar no fundão. Ainda restam alguns em operação.
        Em cidades que não proíbem ônibus com motor dianteiro, eles apelam para o elevador que não é fácil de operar, quebra muito fácil, atrasa a viagem e ainda fica rangendo pelo caminho.

    • Luiz_AG

      Bob, esses veículos são chamados de “piso baixo” ou assoalho baixo. Serve para facilitar o embarque de cadeirantes. Preste atenção que na porta de entrada todos tem uma rampa para embarque de cadeira de rodas.

    • Uber

      Em parte, é “culpa” do lobby dos cadeirantes, começou com uma vereadora que se tornou deputada e alastrou isso para o estado.
      Muito boa intenção, mas de boas intenções o inferno está cheio e o diabo mora nos detalhes, ninguém lembrou de arrumar as calçadas entre a origem e o destino dos cadeirantes.
      E não perceberam como as cadeiras ficam mal fixadas nos veículos, fico imaginando o que aconteceria numa colisão…
      Acho que seria melhor vans próprias para transportá-los chamadas por telefone.

      • Uber
        Perfeita, a sua idéia. A prefeituras deveriam ter vans próprias para esse serviço atendendo mediante chamado, pois cadeirantes têm direito a transporte público de qualidade. Ônibus disformes internamente só por causa dos cadeirantes não tem nada a ver.

  • guest

    Ótimo editorial do Ae. Para que promover a educação no trânsito e a manutenção das vias se reduzir a velocidade dá mais lucro? Esse é o pensamento que impera atualmente.

    Não que a maioria dos motoristas faça sua parte. Basta sair à noite: você se depara ou com carros se arrastando por aí – inclusive na faixa da esquerda – ou com outros passando “chutado” nos cruzamentos.
    Não existe o meio termo, que é a velocidade compatível com a via.

    PS: Bob, me permite uma correção? Quando você cita o CTB, na verdade 0,6 gramas de álcool por litro de sangue correspondem a 0,3 mg (e não ml) de álcool por litro de ar dos pulmões.

    • Guest,
      Isso mesmo, 0,3 mg e não 0,3 ml. Obrigado, vou acertar agora.

  • Lucas

    Por aqui o que menos prevalece é a lógica. Aqui o improvável prevalece enquanto o lógico e esperado não acontece.

  • guest

    Do Instagram do Fernando Calmon:

    Rumo
    aeroporto de Detroit. Motorista do micro-ônibus mantém 130 km/h, na
    pista do meio, e gente passando numa boa pela esquerda. Estrada comum de
    três pistas com guard rails dos dois lados.

    https://instagram.com/p/4aF1vgmDHw/

  • Bruno Rezende

    O objetivo de reduzir a velocidade é arrecadar e está generalizado. Trafeguei ontem pelo interior do Estado do Rio, entre Guapimirim, Itaboraí, etc, e é um absurdo a quantidade de radares a 50, até 40 km/h, sem motivo nenhum, no meio de retas isoladas de tudo. Vi placa de PARE no meio do nada, sem um motivo a justificar.
    Se a velocidade fosse o problema, os aviões a jato não cruzariam a 800 km/h ou mais, nem decolariam ou pousariam por volta de 250 km/h….
    Aliás, se o “nós pega o peixe” souber disso, é capas de querer colocar um radar de 40 km/h na pista de decolagem de Congonhas…..
    Não estou defendendo que os carros devam trafegar a 250 km/h, mas que as velocidades sejam compatíveis com a via e a finalidade do veículo.
    Sobre o “nós pega o peixe”, com seu discurso moralista de detentor exclusivo da sabedoria, foi citado como beneficiário da roubalheira da corrupção investigada pela operação lava-jato…

  • cleyton faria

    Em Poços de Caldas está começando a indústria da multa, tiveram a cara de pau de diminuir o tempo do farol amarelo para 2,5 segundos, mas claro, só nos que são fiscalizados, fazem essa mudança mas sincronizar os faróis e oferecer uma pavimentação de qualidade, não fazem. E os radares estão disparando sozinhos, ao ser questionado sobre isso o (i)responsável do demutran afirmou que a câmara que dispara é uma câmara panorâmica e não as do radar. Haja cara de pau. São 12 radares em apenas 8 km.

  • DTM

    Ola Charles, existem sim, mas são raras e muito mais amigáveis que as brasileiras. Geralmente são uma elevação da via e da para passar de boa sem arrastar. Também existem radares mas as multas são bem mais baratas que no Brasil, algo em torno de 15 EUR (ou cerca 50 reais) no caso de até 10 km/h acima do limite da via.

  • Ivan Rocha

    Devem baixar para 10 km/h ou menos, até dar melhor condições de trabalho aos assaltantes brasileiros. Nesse país só tem vez bandido. Vide governo atual.

  • Roberto

    Essas fiscalizações da lei seca geralmente são só para “inglês ver”. Pelo horário e a forma como geralmente ocorrem, quase sempre só servem para pegar aquele pai de família que toma uma taça de vinho durante o jantar. Aqueles que se drogam ou enchem a cara e andam loucamente com os seus carros irregulares (xênon da China, películas absurdamente escuras, pneus carecas etc.) raramente são pegos, até porque só andam no meio da madrugada ou utilizam redes sociais para fugir das fiscalizações. Inclusive ontem, voltando do trabalho de madrugada, quase fui “atropelado” por um desses que citei, mesmo andando na faixa da direita no limite da velocidade. Pior que não é a primeira nem provavelmente será a última vez que isto irá acontecer.

  • Uber

    Se tem alguém que não está reclamando disso são as empresas de ônibus.
    É uma boa desculpa para colocar menos bancos e transportar mais gente em pé para caber mais nos ônibus. Afinal, quando não tem cadeirante para transportar, cabe umas quatro pessoas ou mais ali.

    • Domingos

      Exatamente. Eles todos adoraram essas medidas todas, a ponto de fazerem uma renovação bem extensa da frota.

      E a prioridade agora é colocar TV e Wi-Fi nos ônibus. Só que simplesmente não imagino como vão conseguir usar essas coisas no meio de um horário de pico, fora novamente bater na questão de estarem indo no caminho errado.

      Cada vez que sobe a eficiência via veículos maiores ou faixas exclusivas, cortam número de ônibus ou de faixas, com a desculpa que “causaria trânsito nos corredores”.

      Pelo visto, é mais importante lucrar e manter a imagem que “tirando espaço dos carros tudo se resolve” do que finalmente ter uma concentração aceitável de pessoas dentro dos ônibus.

  • José Silvério

    Em Poço de Caldas já está tendo radares?
    Instalaram quando?

    • cleyton faria

      Há aproximadamente dois meses, José.

  • Lucas dos Santos

    Pois é. A questão é que o poder público não vê isso como um problema. Os povo até reclama da superlotação, mas são poucos os usuários que demonstram alguma preocupação com a segurança dos passageiros nos ônibus urbanos de uma maneira geral. Logo, “se ninguém reclama, é porque está bom”. Por isso eu disse que essa idéia precisa ser defendida mais vezes para dar algum resultado.

    Se houvesse cobrança e pressão da população, o poder público teria de achar uma alternativa para os ônibus. Mas aqui o povo só se preocupa com o preço da passagem. Não se importam se não há segurança ou conforto. O importante é poder viajar “de graça”!

  • Newton(ArkAngel)

    Esse modelo possui motor instalado verticalmente, daí a necessidade do “armário”.
    Uma boa solução é o motor de cilindros horizontais, já utilizado pela Volvo há alguns anos.

    • Lucas dos Santos

      Exatamente. Li em algum lugar que a Volvo não conseguiu fazer com que esse motor horizontal atendesse às exigências da norma Euro VI.

      Se isso for verdade, logo veremos ônibus articulados e biarticulados com motor dianteiro quando motores compatíveis com essa norma passarem a ser exigidos no Brasil.

  • rodrigo

    Vc citou algo importante, ai na Alemanha quando existe um radar, significa perigo. Aqui no Brasil as pessoas apenas respeitam para nao doer no bolso. Porque a cultura de associar radar com dinheiro, aqui é inevitavel. Logo, quando existe perigo e alguma sinalizaçao esta ali alertando, as pessoas nao levam a sério, e acidentes acontecem.

  • Lucas dos Santos,
    Agradeço muito sua explicação. Mas como o Uber argumentou, e respondi concordando, as prefeituras deveriam oferecer esse transporte em vans próprias para esse serviço. O que considero errado é o interior dos ônibus ser tão ruim só para poderem transportar cadeirantes. Aproveitando seu conhecimento sobre o tema, o que aconteceu com os bancos dos ônibus? Como foi possível ficarem tão estreitos? Esses fabricantes enlouqueceram ou o quê? Duas pessoas com a minha compleição (1,80 m, 85 kg) não têm como se acomodar.

    • Newton(ArkAngel)

      Acontece o mesmo com as roupas, quem usava 42 hoje tem de usar 46…um conhecido que trabalha com confecções disse que existe um lobby entre as fábricas para economizarem tecido. Antes, as coisas se adaptavam às pessoas, hoje é ao contrário.

      Em relação aos cadeirantes, existe um serviço que se chama Atende, que presta transporte gratuito agendado aos deficientes. Se funciona bem, não posso afirmar.

      • NewtonArkAngel,
        É devido então a essa estratégia de economizar tecido que não dá mais para comprar camisas brasileiras, a fralda é curta e fica saindo da calça. Vou ter que mandar fazer camisas usando como base uma americana, perfeita nisso. Não tem jeito, a nação está se esfarelando mesmo. Quer outra? Não existe mais, há anos, envelope com cola na aba de fechamento; no exterior tem. Já tive que trazer um envelope do quarto do hotel só para mostrar aos filhos como eram aqui.

        • Domingos

          Estão cortando tudo, Bob.

          O petismo não é uma doença de um partido, é a doença de toda uma nação.

          A estratégia do povo, de baixo a cima, é conforme vai mais avançando essa mentalidade mais ir deixando as coisas cada vez menos sãs.

          O pequeno empresariado, como o grande, faz absolutamente tudo que pode para extorquir mais preço e menos gastos. Isso aí é a verdadeira esquerda: o materialismo ferrenho por trás de um discurso testa de ferro.

          Os técnicos de telecomunicação fazem lobby nos últimos anos para ganhar mais das empresas.

          Funciona assim: sempre alguma coisa é deixada para quebrar. Quando quebra, se tenta fazer com que quebre para o maior número de assinantes possíveis.

          Isso porque eles ganham não só por chamado como por unidade resolvida.

          Claro que aí fica um dedo podre também das empresas querendo pagar menos salário, preferindo trabalhar por comissão.

          No meu prédio entendi, depois que um deles me contou isso, porque toda santa semana caia todo o sinal de TV e internet de ao menos metade do prédio e sempre arrumavam em partes.

        • Uber

          Bob, até as cuecas estão menores…
          Envelope com cola só conhecia os do banco para depósito em caixas eletrônicos.

    • Lucas dos Santos

      Bob,

      Na verdade, os ônibus de piso baixo são mais focados nas pessoas com dificuldades de locomoção. Não necessariamente cadeirantes, mas aquelas que, devido algum problema, têm alguma dificuldade para andar e sofrem mais para subir ou descer escadas na hora do embarque ou desembarque.

      Para o transporte de cadeirantes em veículo de piso normal (alto), uma plataforma de elevação em uma das portas é suficiente, portanto não justifica a adoção de veículos de piso baixo somente para esse fim. Mas a utilização de vans próprias seria a opção mais segura. Antigamente, na minha cidade, existia um serviço desses. Mas, com a vinda dos ônibus adaptados com elevador esse serviço da van ficou cada vez menos requisitado.

      Talvez a melhor solução seja a utilização de plataformas elevadas, como as utilizadas em alguns serviços de ônibus de Curitiba e outras cidades.

      Quanto aos bancos estreitos, não tenho uma resposta definitiva, mas aposto que é para liberar mais espaço no salão de passageiros para acomodar melhor – na medida do possível – quem viaja em pé!

      • Lucas dos Santos,
        Costumo usar um desses ônibus, está escrito no pára-brisa ‘Piso baixo’, mas há escada para entrar e chegar ao assoalho do mesmo jeito. Não vejo vantagem nesse ponto. Agora, essa de estreitar bancos para caber mais gente em pé no salão, é para expedir agora mandado de prisão para o Jorge Ben Jor…

        • Lucas dos Santos

          Pois é, Bob. Só ressaltando que a razão dos bancos serem mais estreitos é apenas um “achismo” meu, visto que hoje em dia está valendo tudo para fazer caber mais gente dentro de um ônibus.
          Eu mesmo não costumo ter problemas com esses bancos, pois sou bem magro e ainda acaba “sobrando” espaço, rs. Mas quando uma pessoa maior que eu se senta ao meu lado, normalmente ela acaba “invadindo” parte do espaço que estou ocupando e a viagem fica bem desconfortável – como se não bastasse o fato dos bancos não serem estofados.

      • Uber

        Mas esse elevador é uma porcaria, vejo os motoristas tendo dificuldade em operá-lo, ele é lento, atrasa a viagem e costuma quebrar com facilidade e é uma fonte irritante de barulho enquanto sacoleja por nossas ruas. Então, as empresas tem preferido o piso baixo, pois é só puxar uma rampa.

    • Uber

      Bob, comigo também não dá, parece que não aplicam ergonomia em ônibus. Alguns são tão mal instalados que o borrachão da janela fica incomodando o braço. Por isso, não sento mais ao lado da janela e estou preferindo sentar ao lado de mulheres por elas terem os ombros mais estreitos.

  • Lucas dos Santos

    Mais uma reportagem do Jornal Nacional sobre “excesso de velocidade”:

    http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-nacional/t/edicoes/v/policia-aumenta-a-fiscalizacao-contra-a-imprudencia-e-o-excesso-de-velocidade/4283731/

    Palavras do repórter: “Muitos motoristas não estão acostumados a serem tão vigiados como está acontecendo agora“.

    • Wagner Bonfim

      Essa reportagem foi feita em um trecho muito bom da BR-101, aqui no ES, cuja velocidade máxima poderia estar tranquilamente entre 100~120 km/h (está em 80 km/h).

      O limite está tão baixo que dificulta, e muito, o dirigir com segurança: as carretas de eucalipto que trafegam por ali nunca andam abaixo de 100 km/h. Mas não são multadas!

      A PRF-ES parece direcionar todas as suas garras para o motorista comum, como se ele fosse o maior responsável pelos acidentes ocorridos ali, e a velocidade fosse a grande causadora. Só que em grande parte das vezes os acidentes envolvem caminhões, e a imprudência a grande causadora.

      Mas isso radar não pega!

      • Fabio Toledo

        Cara, me deu um embrulho ver essa reportagem! PRF tosca! Hipocrisia total!

  • Danniel

    E quando instalam um painel, só serve para passar mensagens do tipo: “O Maio amarelo acabou, mas a atenção continua”. O Detran-DF paga mais de 300 reais POR DIA para alugar um painel sobre reboque para passar este tipo de informação.

    • Domingos

      Parece os painéis da Marginal Tietê, que ficam a maior parte do tempo mostrando CET o tempo todo e quando muda alguma coisa geralmente é uma informação bem pontual de lentidão ou então mensagens do tipo “use a bicicleta”.

      Nunca vi nada de útil, uma única vez me informou antecipadamente sobre uma lentidão.

      Bem útil mesmo isso na Marginal Tietê.

  • João Pedro

    Tudo isso – além da função arrecadatória – é parte do processo de idiotização do povo (condutores incluídos, claro), que não pode ser capaz de tomar decisões, muito menos de arcar com as consequências delas. Segundo essa ideologia os condutores devem agir como ratos de laboratório. Ah, e um dia, todos os carros serão da mesma cor… Tristes tempos, esses…

  • Gabriel Felipe Moretti

    Olá Bob, aqui em Curitiba também está acontecendo isto, muitas ruas estão tendo seus limites reduzidos, como as vias marginais as “canaletas” as vias exclusivas dos BRT de Curitiba, que foram projetadas nos anos 70 pelo Jaime Lerner, não foram adaptações viárias, estas marginais possuíam limites de 50 km/h em 1994 quando implantaram os ônibus biarticulados, eu só tinha 9 anos de idade na época e ainda me lembro deste dia, pois tive que voltar para casa por meus próprios méritos neste dia, sem acompanhamento de um adulto…
    Mas voltando ao assunto, estas ruas agora possuem limite de 30 km/h, pois estreitaram a via que cabiam dois carros espremidos ou apenas um ônibus, para implantar uma ciclo faixa,e os ônibus ficam andando com uma das rodas sobre as tartarugas ou quase arrancando os espelhos dos carros estacionados no lado esquerdo, detalhe a ciclofaixa é no lado direito junto a calçada e entrada dos estabelecimentos comerciais e garagens dos edifícios, já eram vias de trânsito lento, agora pararam de vez.
    E sobre o sistema de sincronização semafórica Curitiba conta com a quantia incrível 5 engenheiros para cuidar de todo o sistema, que deve ser na prancheta ainda, e a equipe para cuidar da página do Facebook da “prefs” apelido dados por eles mesmos, é de aproximadamente 8 pessoas para ficar fazendo piadinhas o dia todo, e com certeza o salário destas pessoas é maior do que de engenheiros que fazem um serviço essencial.

  • Antônio Sousa

    Aqui em Belo Horizonte está uma vergonha: instalaram radares de velocidade e avanço de sinal um atrás do outro, só para arrecadar e explorar o cidadão comum, enquanto os delinqüentes bêbados matam e mutilam inocentes na madrugada (e ainda fogem); a via expressa não é expressa; o prefeito está trancando os caminhos com ilhas, mão inglesa.e ciclovias que roubam o pouco espaço disponível (e veja que nunca há ciclistas até porque a topografia da cidade não ajuda); os flanelinhas tomaram conta de vez, extorquindo condutores a luz do dia até com maquininhas de cartões de crédito; as lombadas nunca acabam e são substituídas por mais pardais!!! Por favor, não agüento mais tanta canalhice, mediocridade e lesão contra o cidadão de bem! Nossas cidades ao invés de atrair desenvolvimento e oportunidades, estão incentivando as pessoas de bem a irem embora…

  • Uber

    Os bancos da sua região ainda são de fibra? Quer dizer, compósito em fibra de vidro como se diz neste site.

    • Lucas dos Santos

      Não. Os daqui são puro plástico mesmo. Há muito não se usa mais o “reforço” de fibra de vidro nos bancos.

      http://cdn.onibusbrasil.com/i/2015/2/9/p/db2ee9d238dc6b3441229dddcc827684.jpg

      http://www.marcopolo.com.br/userfiles/poltronas/2288_1312211244.png

      Os últimos ônibus com banco estofado que teve por aqui foram os monoblocos Mercedes O-371UP que operaram entre 1993 e 2003. Porém, dos 10 veículos desse lote, apenas 2 chegaram ao fim de sua vida útil com os bancos intactos. Os demais foram alvo de vandalismo e a empresa de ônibus resolveu arrancar o que sobrou do estofamento e deixar só no plástico. Desde então, nunca mais tivemos veículos com bancos estofados.

      • Lucas dos Santos,
        Sabe o por quê desse vandalismo todo? É porque “o brasileiro é um povo maravilhoso, não tem igual no mundo, gentil, prestativo, inteligente, de ótimo humor” …

      • Uber

        Nossa! os seus não têm nem a espuminha?!
        Estão começando a aparecer desses aqui, em Guarulhos, SP.

        Com espuma!
        Mas não dá para culpar muito as empresas, geralmente é “dimenor” esses vândalos, não serão presos, e neste país, vandalismo não é crime.
        Aliás, achei um absurdo saber, nessa onda de incendiar ônibus, que as empresas não têm seguro contra isso, nem as prefeituras cobrem o prejuízo. O empresário que se vire, afinal, ele é sempre o vilão da história… É assim que pensa a cambada.

  • Tomas

    Nas marginais de São Paulo já tem data. 20 de julho, o “grande” dia.

    Vem novidade também para os caminhões – incríveis 60 km/h na expressa.

    http://www.cetsp.com.br/noticias/2015/07/01/reducao-de-velocidade-nas-marginais-sera-implantada-no-dia-20-de-julho.aspx

  • Lucas dos Santos

    Nem espuminha e nem “espumona”! Aqui é direto no plástico duro mesmo!

    Sempre foi assim para falar a verdade. Esses 10 Monoblocos O-371UP que rodaram por aqui durante dez anos foram a exceção à regra. Lembro-me com saudades desses veículos, pois foram, de longe, os melhores e mais modernos urbanos em que já andei aqui na minha cidade! A foto a seguir mostra um deles ainda novo, em seu primeiro ano de operação (1993):

    http://cdn.onibusbrasil.com/i/2013/4/27/p/53385295f214480a437a86db3429fa33.jpg

    Dificilmente teremos ônibus comparáveis a esses por aqui novamente. Os ônibus daqui são tudo “pé-de-boi”, trazendo apenas os itens básicos e indispensáveis. Ao menos ainda podemos contar com frequente renovação de frota por aqui. Pior é em algumas cidades pequenas, cuja frota é composta de ônibus (bem) usados, provenientes de toda parte do País!

    Felizmente, por aqui não tem esse negócio de incendiar ônibus. Aliás, a única vez em que isso aconteceu foi durante aqueles protestos de 2013. Incendiaram dois ônibus aqui. Em um deles apenas os bancos foram danificados e foi possível recuperar e o outro não teve jeito, deu perda total.

  • Bob, ótima matéria, realmente ficar de olho no velocímetro, desviando o olhar do trânsito, é um atentado à segurança. O pessoal que faz leis de trânsito no Brasil deveria pelo menos conhecer o que se faz na Europa e Estados Unidos.

  • Lucas dos Santos

    Sabe aquele ditado que diz “o maior cego é aquele que não quer ver”? Pois bem, aí vai um exemplo:

    http://g1.globo.com/pr/parana/paranatv-2edicao/videos/t/curitiba/v/avenida-sete-de-setembro-e-onde-mais-acontecem-atropelamentos-em-curitiba/4308403/

    A famigerada “Via Calma” de Curitiba, com limite de 30 km/h, é onde ocorre o maior número de atropelamentos, mas ainda assim continuam defendendo que velocidade baixa “diminui atropelamentos”. É dose…

  • WSR

    Bob, vou postar duas fotos que fogem ao assunto, mas acaba tendo a ver com o trânsito ou a circulação. Estive em Paris na semana passada e registrei uma coisa que é mais que óbvia (pelo menos para mim), mas a maioria dos meus amigos e conhecidos discordam: andar sempre pela direita (pelo menos nos países com a mão francesa de circulação). A foto foi feita na estação de metrô Châtelet. É realmente estranho ver pessoas discordando dessas coisas e argumentando que o importante é ser livre para escolher o melhor caminho. E outra coisa que achei interessante mas não fotografei, foi como a pista da esquerda sempre está livre nas autoestradas francesas. Vez ou outra eu via algum carro mantendo a esquerda em alta velocidade (um deles era um belíssimo 911 que desapareceu em segundos) ou em ultrapassagens, mas logo voltavam para a faixa da direita.