Prepare seu coração (ou outro órgão menos nobre), hoje o tio vai contar um monte de histórias. Algumas legais, outras meio chatinhas. Vamos lá!

Outro dia um amigo me pergunta preocupado: “meu carro já está com quase 40 mil km rodados. Você acha que devo trocar?”

O carro do cara está ótimo, nada para fazer, roda como 0-km, nunca levou um risco na pintura… o famoso “filé”. Se fosse para dar conselho, eu daria para o carro: “caí fora, arruma um dono melhor que esse cara é um bunda-mole”.

Mas esta síndrome de “quilometragem” é bem difundido, bem brasileiro. “Acho que vai começar a dar trabalho” e compra um carro novinho, se enterrando em prestações. Vale a pena?

Vamos para algumas historinhas da vida real.

Uns 10 anos atrás comprei um Gol 1,8, ainda dos quadrados, com uns 120 mil km rodados. Nota fiscal, manual, chave-reserva na mão e o cara ainda me vendeu barato pois “ninguém quer carro com mais de 100 mil km”. O Golzinho tinha um dono cuidadoso, manutenção em dia e, o principal, era um “carro de estrada”. As marcas de pedrinhas na frente e no capô denunciavam isso, assim como a história que o ex-dono contava. Ele morava na beirada da rodovia Castello Branco, em São Paulo, e viajava cerca de 200 km por dia, indo e voltando do trabalho em uma cidade distante 100 km de onde ele morava. Ou seja, pelo menos 4.000 km por mês, 48.000 km por ano, rodando a mais de 100 km/h com o motor tranqüilo. Claro, comprei o Golzinho.

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Golzinho “de estrada”: embreagem trocado aos 150 mil km rodados

Na revisão, nada foi feito, está tudo em ordem. Lá pelos 150 mil km rodados, o pedal de embreagem ficou muito duro, queria começar a patinar e foi trocado o kit (platô, disco e rolamento). Com uns 200 mil km, quando se tirava o pé do acelerador, pelo retrovisor ser via uma leve fumaceada. Retiramos e fizemos o cabeçote. Só o cabeçote, que geralmente gasta mais rapidamente que a parte “de baixo” do motor (virabrequim, bronzinas, pistões e anéis).

Foram trocadas guias, válvulas de escape e aplainado o cabeçote. Rodei mais uns 30/40 mil km antes de vender, e o Golzinho (1.8) não fumava, não batia e não dava trabalho. De resto, durante estes mais de 100 mil km que usei o Golzinho, só manutenção de rotina: óleo, correias, velas, algumas borrachas de suspensão, pastilhas e lonas, lâmpadas, palhetas do limpador… bobagens e nada mais. Quando vendi, até os amortecedores continuavam originais. Grande segredo: “carro de estrada” e bem cuidado.

Historinha inversa: alguns anos atrás, um amigo descobriu uma “jóia”, um Honda Civic hatch, 1994, um pequeno quase-clássico. Única dona, uma velhinha que “só ia ao supermercado com o carrinho”, com algo como 50 mil km rodados.

CARROS COM 100 MIL KM: QUEM TEM MEDO? foto a12

Trânsito desgasta mais: motor funciona muito e se roda pouca distância

Claro que fomos ver. Um dos piores carros que vi na vida. O depoimento da velhinha parecia honesto: está tudo original, nunca foi repintado. O carro fumaceava (acho que o óleo era original também), tinha pequenas pancadas em todos os lugares (inclusive teto, onde ela apoiava as compras) e o interior, destruído, cheirava azedo. Algum ferro-velho deve ter levado por uns R$ 500.

Estas duas histórias só provam um ponto: quilometragem é muito relativa e julgar um carro pelo que ele rodou é, no mínimo, um julgamento parcial e meio burrinho.

Vamos analisar alguns fatos. Lembram que o Meccia disse aqui mesmo no Ae que os fabricantes consideram 5.000 horas como a vida média de um motor? Quase todo mundo achou pouco e concordo. Mas vamos brincar com esse número. Primeiro, ninguém falou em quilômetros, mas sim em horas trabalhadas.

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Na estrada se faz maior quilometragem com menor desgaste de componentes

O Golzinho, rodando sempre por uma boa estrada, mesmo com engarrafamentos e pequenos trechos urbanos, provavelmente mantinha uma média de 80 km/h ao longo dos anos. Resultado: para rodar 120 mil km, seu motor trabalhou apenas 1.500 horas, menos de um terço de sua “vida útil programada”.

Já o Civic da velhinha, rodando sempre em uma cidade grande como São Paulo, tinha no máximo 20 km/h como velocidade média. Contas: para rodar os 50 mil km, o motor do Honda trabalhou 2.500 horas, metade da vida útil teórica, e 1.000 horas mais que o Golzinho.

Pior, o “carro da velhinha” sempre trabalhou nas piores condições: motor em fase de aquecimento (gordo, com excesso de combustível) e quando chegava na temperatura ideal, o carro parava: ela tinha chegado no supermercado ou na casa da neta. Freios e suspensões sempre muito solicitados no anda-e-pára da cidade. O escapamento raramente conseguia expulsar a umidade acumulada, pois cada período de funcionamento era insuficiente para aquecê-lo por inteiro. O estofamento já estava desgastado e destruído, principalmente o banco do motorista, de tanto entra-e-sai, sempre para fazer deslocamentos curtos de apenas alguns minutos.

CARROS COM 100 MIL KM: QUEM TEM MEDO? escapamento

Até o escapamento oxida mais quando se faz pequenos percursos urbanos

Ao contrário, o Golzinho quase sempre trabalhava em condições mais próximas do ideal, com o motor aquecido, menor rotação para maior velocidade (em última marcha), sobra de refrigeração, freios e suspensões pouquíssimos exigidos, motor com baixa carbonização por rodar em rotações mais constantes e por aí vai. Até a embreagem dura mais, pois tanto se arranca menos, que é o que mais a gasta, quanto se troca muito menos marchas na estrada do que na cidade. Bateria também vai ter maior vida longa, pois sua carga quase sempre é máxima em “carros de estrada”. Em um pequeno deslocamento urbano, de 5 ou 10 minutos, geralmente o alternador nem consegue repor a energia usada para primeira partida matinal.

Conclusão das historietas: vai comprar um carro, esqueça a quilometragem e julgue o carro como um todo. Existem carros que, se voltarem o velocímetro uns 100 mil km, dificilmente isso vai ser percebido. E existem outros que, mesmo com baixa quilometragem real, parecem que rodaram muito mais.

O estado de um carro usado depende de vários fatores, desde o tipo de uso, quem usa, manutenção que recebe, dorme na garagem, além de, claro, a qualidade construtiva do fabricante para aquele modelo.

E não se iluda, mesmo com os produtos atuais sendo considerados como “carrinhos de plástico” por dinossauros como eu, tudo evoluiu. Não só a qualidade da maioria dos materiais, como também de pneus, lubrificantes e até dos próprios plásticos e tecidos dos bancos. Ou seja, bem cuidado, praticamente qualquer carro atual pode rodar mais de 200 mil km se for bem dirigido e não levar grandes pancadas.

Tem algum “porém”? Claro que tem: os carros atuais, independente da vida útil dos componentes mecânicos, vão morrer pela eletrônica. Os sistemas estão cada vez mais complexos, evoluem com enorme rapidez, o que atrapalha e encarece a manutenção e reposição desta eletrônica toda.

Pequeno exemplo. Um amigo meu foi transferido para Miami (a melhor cidade ao Norte do Brasil) e resolveu comprar um Jaguar, seu sonho de infância. Rodou uns 2.000 km, pegou um chuvão e uma inundação. Desligou o carro (para que o motor não chupasse água e tivesse um calço hidráulico) e na hora de descer do carro entrou um pouco de água. Chamou o seguro, que guinchou o Jaguar. Dias depois, o seguro liga e pede sua conta bancária. “Como assim?” “Deu Perda Total, molharam os módulos eletrônicos que ficam embaixo do banco traseiro”. O custo dos módulos, e nos Estados Unidos, era maior que o valor do carro.

CARROS COM 100 MIL KM: QUEM TEM MEDO? mercedes benz clk cabrio 100202176 m

Quanto vale um Mercedes sem os módulos eletrônicos que controlam tudo?

Como hoje virei contador de histórias, vai mais uma. Um conhecido, pouco experiente, mas metido a entendido de carro, comprou um Mercedes CLK, um conversível maravilhoso, num leilão de uma financeira. Levou mecânico, tão tontão quanto ele, olharam o carro e acharam que estava tudo bem. O carro não podia ser funcionado, regras da casa, e o mecânico teve até o cuidado de virar o motor para ver se não está “trancado”. Pagou bem baixo, algo como uns R$ 30 mil, e o carro foi de caminhão plataforma para a oficina. Colocaram bateria, viraram a chave e … nada. Nenhuma luz se acendeu no painel. Vira e procura e descobriram: todos os módulos de gerenciamento eletrônico “da Merça” tinham sido roubados. Orçamento: uns US$ 20 mil e nos Estados Unidos. Fora custos de importação ou de “importabando”. Desespero total do dono, vontade de sentar na calçada e chorar.

Dias depois, toca o celular, número desconhecido: “Você comprou um Mercedes assim, assim? Pois é, o ex-dono me devia uma grana e me deu todos os módulos dele em pagamento. Quero R$ 15 mil.” O cara pagou, se deu por feliz e nunca mais foi num leilão. Nem de caridade.

Quer comprar bem um carro usadinho? Se você não for uma prostituta idosa em matéria de graxa, não cresceu numa oficina lavando peças ou algo assim, consiga um mecânico bom. Bom, dos bem chatos e com um ouvido de cachorro caçador. Daqueles que escuta seu carro chegando e, sem abrir o capô, já vai sentenciando: os rolamentos do alternador não vão muito longe, estão começando a chiar. Leve ele junto para ver o carro, pague o almoço, dê tapinhas nas costas e mande “recomendações à patroa”.

Só para completar, qualidade e durabilidade se analisa nas vilas, na periferia das grandes cidades. Nunca em ruas chiques ou shoppings badalados, cheio de carros novos. Quando você vê um monte de Santana, Gol, Monza, Escort CHT, Uno (e alguns poucos mais), todos com mais de 20 ou 30 anos, sempre beirando o meio milhão de quilômetros rodados, aí se está comprovando qualidade e durabilidade. Mesmo fumaceando, rodas tortas, pintura queimada, eles estão lá, cumprindo seu papel de transportar pessoas. Por outro lado, observe os carros dos anos 1980/90 que já sumiram. Alguns, literalmente viraram cinza.

Testes de carros novos mostram projeto, acabamento, conforto… um monte de coisas. Mas não se tem a mais vaga idéia de qualidade e durabilidade ao longo do tempo.

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JAC oferece carros usados para jornalistas testarem: experiência pioneira

Nota do Tio que gosta de caco velho: Enquanto cometia este post, encontrei-me socialmente com o Eduardo Pincigher, hoje diretor de comunicação da JAC. Orgulho deste ex-aluno, que trabalhou comigo na revista Oficina Mecânica: ele está propondo que os jornalistas especializados façam testes com os chineses usados, os JAC que entraram como parte de pagamento de carros novos. Alguns com os temidos 100 mil km. Vai ser uma ótima experiência para vários “coleguinhas”, principalmente a turma que gosta de analisar folgas de painel, luzinhas de cortesia e outras babaquices, a turma do “bloco que impulsiona o carro” ou do “câmbio que comanda o motor”. Boa, Edu! Brilhante idéia e ótima surpresa: pensamos a mesma coisa, ao mesmo tempo, sem que a gente tenha se falado.

JS

Sobre o Autor

Josias Silveira

Um dos mais respeitados jornalistas automobilísticos brasileiros, Engenheiro mecânico e jornalista, foi editor da revista Duas Rodas e publisher da revista Oficina Mecânica. Atualmente é um dos editores da revista TOP Carros além de colaborador da Folha de S. Paulo e de diversos outros meios. Também é autor do livro "Sorvete da Graxa".

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  • Vinicius

    ‘Dias depois, toca o celular, número desconhecido: “Você comprou um Mercedes assim, assim? Pois é, o ex-dono me devia uma grana e me deu todos os módulos dele em pagamento. Quero R$ 15 mil.” O cara pagou, se deu por feliz e nunca mais foi num leilão. Nem de caridade.’

    Para mim, isso foi golpe do ex-dono do Merça…

    • André Stutz Soares

      Cara… também achei!

      • Vinicius

        Pois é. Nunca vi alguém dar o sistema de gerenciamento eletrônico de um carro em garantia…

    • Tadeu Ganzella

      Também existem os funcionários larápios do leiloeiro.

    • Eduardo Silva

      Ou do leiloeiro.

    • Christian Bernert

      A chance de tomar um golpe ao comprar carro em leilão é altíssima. Os angariadores já sabem de antemão quais carros estão em bom estado e quais estão ‘bichados’.
      Ouvi de fonte segura várias histórias a respeito. Por exemplo: carros em bom estado são levados para o leilão, ao chegar no pátio, alguém frouxa o filtro de óleo, coleta o que vaza em uma bacia e depois ‘batiza’ o motor todinho com o óleo retirado.
      Quem for olhar o carro vê aquela zoeira, tira a vareta e vê que não tem óleo no cárter. Ninguém em sã consciência dá um lance decente.
      Então quem sabe do caso dá um lance qualquer acima do mínimo e leva o carro já sabendo o que tem em mãos.

      • Domingos

        Leilão nunca foi forma decente de vender coisa nenhuma. O Mercado Livre só engrenou quando passou a usar preço fixo, garantia de entrega etc.

        É e sempre foi uma enganação. Ainda mais que existe o lance mínimo sempre que é algo que preste, logo você não fará bom negócio algum se o bem for bom.

        Para quem vende é outra história. Se consegue muito numa porcaria ou então se consegue algo acima do normal (ou pelo menos o normal) em um bom produto.

      • RoadV8Runner

        Sem contar o pessoal combinado, que fica de olho no andar do leilão e, se necessário, entram na disputa só para puxar o preço para cima.

    • Leonardo Mendes

      Leilão é uma forma de sadomasoquismo sem sexo e chicotes envolvidos.

  • Lorenzo Frigerio

    A história do Jaguar não surpreende: os módulos deviam ser Lucas. Duvido que, se fossem Bosch, teria entrado água neles. Carro inglês é mais sensível.
    Agora, se tem carro que some são os japoneses velhos, como Corolla, Civic, Accord: não vejo praticamente nenhum com mais de 20 anos rodando.

    • $2354837

      Ainda hoje existe essa sina? E tudo sendo feito na China? Tem certeza?
      Se os módulos estão dentro do carro, é porque não são para serem molhados, até 10 anos atrás os módulos de injeção ficavam em sua maioria em baixo do painel, agora todos estão vedados e dentro do cofre do motor.
      Acabei de ter um problema besta com uma TBI da Bosch (os contatos do acelerador eletrônico estava com folga). Foi só desmontar e alinhar os contatos novamente. Ah mas é francês o carro, diria alguns.. É a Bosch por ser alemã lesa todos os carros franceses…

      • Domingos

        Especificação de peças diferentes também existe. Não que seja o caso, mas uma mesma marca faz coisas de qualidade bem diferentes.

        • Fernando

          É bem verdade, e já tive que optar por peça de fabricante menos “confiável” que outro, pois a primeira opção pisou na bola seguidamente nos produtos que comprei.

    • O pior é que os módulos não eram Lucas (ou São Lucas das Trevas), hoje duas ou três marcas fazem módulos para todos os carros. Por aqui, muitos carros passaram por isso quando se lavava o motor e o módulo ficava na parede de fogo, na parte externa.

    • Malaman

      Claro, quase não tem deles com mais de 20 anos na praça, não tem nem 25 anos que estão no mercado brasileiro. Você quase não vai achar nenhuma carro importado com mais de 20 anos no Brasil. Questão de oferta.

    • Por incrível que pareça,aqui no interior tem muitos Corollas da primeira geração,em sua maioria em ótimo estado.

    • mecânico anônimo

      Acrescente à lista qualquer outro da época importado ou que tinha muito conteúdo importado.

    • Domingos

      Olha, não tive carro mais fácil de manter mesmo depois de “completar década” que o Corolla.

      Outras coisas “nacionais” que chamam de carro acha-se peça mais fácil e barato, porém não considero prova nenhuma de qualidade o famoso “gastar pouco mas gastar toda hora”.

      Nunca tive dificuldade para achar peça alguma também. Aí vai do cara ter o outro famoso “querer pagar”. O preço é x. O preço é bom. A peça é boa. Está na média de mercado.

      Mas se o cara quer garimpar em desmanche de amigo do delegado para pagar menos, aí merece mesmo encontrar só peça de outros carros e reclamar que “é difícil” de manter.

    • Fernando

      Pelo menos aqui na minha região ainda vejo muitos carros anos 90 de marcas orientais: além dos citados Corolla, Civic e Accord, alguns mais raros como Galant, Colt, Lancer, Paseo, Corona, Prelude, Eclipse.

      Se juntar com os de outros países como Citroen ZX, BMW série 3 e 5, Mercedes, Alfa Romeo, Volvo e outros, creio que embora a eletrônica embarcada seja talvez o maior ponto fraco, a facilidade em se encomendar peças pela internet seja uma reviravolta para manter carros não tão comuns funcionando e prontos para voltar ao trabalho.

    • Cesar Souza

      /deve ser porque a abertura das importações se deu somente em 1990 e acho que antes disso, nenhuma japonesa tinha fábrica aqui, eles ganharam força do meio de 2000 para frente.

  • Davi Reis

    Ideia sensacional essa da JAC, sem comentários. Um belo atestado da confiança que eles têm em seu produto (sem entrar no mérito de serem bem ou mal falados ou ainda terem a melhorar), e uma maneira criativa e inteligente de deixar o comprador mais tranqüilo. Costumo sempre dizer que o estado de um carro depende praticamente só do seu dono, não tem jeito. Vejo que muitos motoristas sequer sabem usar seus limpadores na chuva (deixam o limpador correndo em vidro seco), o que esperar então da maneira como fazem a manutenção do carro?

    • Fat Jack

      Perfeito Davi, quanto ao seu comentário dos motoristas que sequer sabem bem utilizar os limpadores, são os que depois ficarão questionando a qualidade das palhetas e culpando as mesmas pelos riscos no pára-brisa…

  • REAL POWER

    Eu trabalhei para uma seguradora, certa vez me entregaram um Uno Mille Electronic. Eu rodava 500 km por dia, exatamente um tanque abastecido todo santo dia. Eu fiz uns 90 mil km com este carro. Não foi feito nada nele a não ser a troca de peças previstas na manutenção. Detalhe, quando me entregaram o carro, tinha mais de 240 mil km rodado e eu devolvi com mais de 350 mil km.
    Meu carro atual da com mais de 145 mil km. Inteiro inclusive interior, acabamento etc. Na verdade eu dou mais atenção a lataria, interior, estofamentos etc do que na parte de motor e sua quilometragem. Muito mais fácil dar um trato no motor, troca embreagem do que resolver forração rascada, acabamentos faltando e retoque na pintura. Prefiro mil vezes retificar um motor do que pintar um para-lama ou porta. Abraços.

    • Luiz_AG

      Nossa, quanto custa uma retífica de motor aí?

      • Domingos

        Acho que entendo o lado dele. Fazer um trabalho bom numa retífica é fácil hoje em dia, além de não ser tão caro se você parar para dar esse procedimento logo nos primeiros sinais de necessidade.

        Já acabamento faltando, tecido rasgado etc. são coisas que num carro fora de linha você pode penar para achar e ainda assim acha usado, em mau estado e por aí vai.

        Funilaria é sempre um pouco de sorte, tal como pintura. São serviços que só o tempo revela se ficaram bons ou não e muitas vezes é possível notar um retrabalho.

        Já uma retífica normal, feita na hora certa, fica boa quase sempre. O que é diferente de retificar um motor bagaçado também.

        • $2354837

          Qualquer retífica (completa) não custa menos de 3 mil. Alguns chegam a 7 ou 10 mil reais.
          Um mecânico não tira o motor do carro e monta de novo por menos de 1.000 reais.
          Não entendi essa conta.

          • REAL POWER

            Não é questão de conta, do valor, mas sim da aparência do carro. Tudo que for feito na mecânica fica como novo. Na pintura já é mais complicado. Trocar os amortecedores ou kit de embreagem é bem melhor para mim que fazer retoque na pintura. Assim prefiro comprar um carro usado em ótimo estado de pintura e interior e mecânica com algo a fazer(pode até ser motor) do que o contrário. Na parte mecânica trocou, está novo. Já na lataria não é bem assim. Vou dar um exemplo. Se um BMW aparecer com motor por fazer e o restante estiver perfeito, posso comprar, mas se tiver motor bom e lataria e interior detonados, esquece, não vai dar negócio.

          • Fernando

            Compreendo isso, até porque vai além de meramente valor:

            Uma pintura pode ficar ótima quando refeita, mas por melhor que seja, jamais é igual ao tratamento e pintura na chapa original na fábrica.

            O motor, confio sim em ser refeito com mesma qualidade da fábrica, ou até empregando melhorias que a escala de produção não permite por causa de custos e prazos.

            Assim prefiro pagar até mais caro por uma retífica do que por uma pintura.

          • Domingos

            Depende. Se for uma parcial, feita na hora certa (antes de estragar mais coisas), pode sair pelos seus 3 mil mesmo.

            A questão é que fica perfeito. Agora, vai fazer uma repintura completa por exemplo. É o mesmo valor ou mais e ainda é um parto para que fique bom e sem ficar na cara que foi repintado…

            Arrumar batida, pintura, coisas de acabamento ou tapeçaria é muito mais ingrato que arrumar coisas mecânicas.

  • Félix

    Muito esclarecedor!

  • Antonio Pacheco

    Excelente matéria! Penso exatamente assim. Tenho amigos que trocam de carro no máximo com 60 mil km, dizendo que a manutenção vai ficar elevada. Só esquecem que o que perdem na venda, acrescido da diferença para um carro 0-km, daria para fazer uma manutenção e sobraria uma boa grana no bolso. A propósito, se o dono fizer a manutenção preventiva, como dito, o carro dura muito. Meu ex-Focus foi vendido com 112 mil km há 3 anos atrás, e o dono atual está muito satisfeito com o carro, que já passou dos 150 mil km.

  • Victor Gomes

    Dica de terapia para quem tem medo da segunda-feira: Ler um texto do Tio!

    Me identifiquei demais com as histórias e, agora, me pergunto: Por que raios não é obrigatório um horímetro ao lado do hodômetro?

    • Leister e Victor
      Realmente o horímetro ajudaria e até existe em barcos e motos de cross (que não tem velocímetro), por exemplo. Mas, para saber o estado do motor, basta escutar: se não tiver ruídos internos, trabalhar liso, não importa a quilometragem, tá tudo bem. Um escape seco também mostra que não queima óleo.

      • Fernando

        É o que avalio geralmente, e fiz com um carro que comprei de loja, em que soube que o ex-dono havia “feito o motor” e então a quilometragem era baixa(apesar do hodômetro ser digital, foi zerado). Na verdade é algo que assusta, por se imaginar como que foi feito e o que foi feito. Mas olhei bem o carro que estava acima da média, e com o motor funcionando muito bem, sem nenhum barulho estranho, sem fumaça anormal, escape seco e etc.

        O tenho até hoje, usando o óleo 10W40 indicado pela fabricante e só alegrias, já fazem mais de 5 anos. Apesar dos meus cuidados, acho que se não fosse tanto pelas condições e sim por um mero número, poderia ter caído em uma situação de ter algum problema para resolver.

        Falando em óleo, e o absurdo do “óleo para alta quilometragem” e o pessoal achar que seu carro em ótimo estado merece essa graxa? O que já vi de gente saindo do óleo correto(que é o que o manual indica) por achar que precisaria, não seria uma lista pequena.

        • Domingos

          Verdade. Esses óleos são só para motores cansados e o pessoal mete em qualquer coisa acima dos 80 mil km, acentuando o desgaste do motor.

    • $2354837

      Acho que nem precisava, um horímetro interno com informação da hora de fazer as revisões dentro da injeção seria o suficiente.
      Eu tenho o scanner Lexia 3 da PSA que é o mesmo da concessionária e essa informação não vem.
      Mas é bem interessante que você consegue puxar todo o histórico do carro na injeção. Difícil esconder um problema eletrônico hoje.

    • João Carlos

      Uno está vindo com horímetro.

  • Fábio Costa

    Maravilhoso texto!
    Tenho um Corsa sedan Super 1998, completo. Roda macio, bom acabamento e com 180,000 bem rodados. O meu último foi outro Corsa, 1996, básico que hoje está com meu irmão só fazendo manutenção de rotina. Quilometragem? 175.000 e alguns quebrados!

  • Leister Carneiro

    Grande Josias , gostei muita da reportagem, gosto de um usado. Mas cheguei a conclusão que deveria ser obrigatório o contador de horas do motor, considero que seria o ideal para melhor controle e manutenção

    Agradeço por compartilhar suas ideias

    • robson santos

      Algoritmos à parte sendo implantados, onde se considera mais variáveis para o cálculo de tempo para a troca de óleo por exemplo (sensor para análises condutimétricas, médias de temperatura, umidade, combustível etc ), seria bom mesmo um horímetro, com set/reset parcial, para uma contagem de +-200 h para troca de óleo, caso contrário se for só se basear pelo tempo, é só se contentar em não resetar o computador de bordo e assim dividir a quilometragem parcial pela média de velocidade km/h… mas, ora bolas, se é um computador de bordo por que ainda não disponibilizam o recurso “horímetro” como uma das funções no mostrador?

      • Leister Carneiro

        Concordo com tudo que falou e ainda, isto deveria esta disponível num aplicativo de telefone para ajudar no controle . Abriu o aplicativo sincroniza tudo . Ah a central de controle do veiculo já deveria ter integrado WiFi ou Bluetooth para isto. Claro, é só uma opinião

        • robson santos

          Leister, vou até pesquisar novamente com meu ELM327 no conector ObdII do veículo ( com outros app´s não só o Torque ) se existe a função horímetro, acho difícil, afinal se no computador de bordo já não tem então o app teria que sincronizar com as médias contínuas da ECU do veículo, isso supondo que a ECU disponibilize esses registradores não resetáveis para aplicativos externos. Com isso bastaria acessar o app e aguardar a sincronização dos dados com a ECU, e o app faria o cálculo imediato do tempo de funcionamento do motor na unidade horas, em qualquer momento que você deseje consultar, ou seja, nada de GPS ou o próprio app ligados o tempo inteiro na função de computador de bordo, não faria sentido, pois desse jeito é só não resetar o computador de bordo e fazer a conta que mencionei…

          Também não sei como estão as centrais multimídia integradas hoje…

      • Danniel

        No meu carro, a cada abastecimento eu anoto todos os dados do computador, inclusive o horímetro (até evito deixar a ignição ligada desnecessariamente para contar apenas o tempo de funcionamento do motor). Depois lanço numa planilha e lá tenho a quantidade de horas.

  • André Stutz Soares

    Grande Josias! Eu adoro que existam esses caras tipo o seu amigo dos 40 mil km, porque sobram os filés para pessoas como eu comprarem. Conheço várias pessoas assim, inclusive o “time dos dois anos”, gente que troca de carro religiosamente a cada dois anos por um 0-km. Prefiro pegar o dinheiro e comprar um “filé” bem completo pelo preço do 0-km.

    P.S.: Tenho o prazer de usar um Zafira Elite 2005 com 130 mil km que só deu alegrias desde sua compra, usado com 35 mil km rodados, quando ainda tinha “cheiro de novo”.

  • lightness RS

    Acho muito engraçada a reação das pessoas ao verem a quilometragem do meu carro, até meio idiota, é o quinto desde 2003 que costumo rodar quase 200.000 km com meus carros, já que trabalho na estrada, e chegam ao fim disso muito mais íntegros que muitos de 80.000 nas lojas de usados. Mas o valor pago por eles é mínimo.

    Obs: um desses, um Vectra Elegance preto automático 2008 foi vendido com 223.700 km revendido em 2012, e por incrível que pareça há alguns meses apareceu na concessionária Chevrolet da minha cidade, que é de um amigo, com adivinhem, menos de 140 mil km no painel!!!

    • Fat Jack

      Sinal que em bom estado de conservação ele estava. não é?

      • lightness RS

        Impecável, marcas de carro de estrada né , frente cheia de pedradas pequenas, pára-brisa trocado três vezes, mas acabamentos perfeitos, bancos perfeitos, tudo sempre bem limpo, deve ter vendido com menos de 100 mil (rs)

  • Thiago Teixeira

    Meu Tempra só trocou a embreagem com 210 mil km. O motor não fumaceia Tem 240 mil. A saúde esta para baixo, cansado. Dos 105 cv de fábrica a metade já morreu. Mas anda sem parar.
    As condições de uso é o que vale.
    Esse teste chinês seria ótimo.

  • Fat Jack

    A matéria poderia até se chamar “Quem tem medo do lobo mau?”
    Realmente ter a quilometragem de um carro como único parâmetro para medição de desgaste mecânico pode ocasionar um grave erro de avaliação.
    Como exemplo, temos aqui em casa um Fiestinha Street 2004 (tirado 0km pelo meu pai), e que rodou durante boa parte da sua quilometragem (atualmente 136.000km) em rodovias, as primeiras manutenções necessárias?
    Com 70.000km: silencioso final;
    Com +/- 80.000 km: discos, pastilhas, lonas e tambores;
    Com 106.000: molas e amortecedores;
    Com 116.000: velas e cabos;
    Com 120.000: kit de embreagem;
    Com 130.000: uma verificação com troca de um relé do ar-condicionado.
    Do restante o carro é todo original, o único senão é que como o carro passou a rodar predominantemente dentro da cidade depois deste período, já foi necessário “refazer” uma vez os freios…
    É um carro cuja mecânica está impecável (não baixa uma gota de água ou óleo, nem apresenta fumaça ou ruído anormal) apesar da quilometragem “avançada” e que nunca apresentou falhas nem necessitou de limpeza de bicos!!!
    Ah, e quanto a ideia da JAC, me parece excelente!

    • Leonardo

      Tenho um Street 2004 também, porem comprado 3 anos atrás com 80.000km.(hoje 150.000km). Uso exclusivamente urbano desde então.
      Não tenho registro exato, mas já troquei todas essas peças que você citou, exceto o relê do A/C. Fora isso, tive problema com atuador da embreagem que estourou (única manutenção corretiva até o momento) e fiz uma limpeza de bicos há pouco tempo, pois realmente estava precisando.
      O teto já esta queimando pois infelizmente não tenho garagem coberta para ele e os forros de porta descolando, apesar que isso já vi em Fiestas bem menos rodados, problema crônico.
      De resto o carrinho funciona muito bem, assim como o seu, não tem vazamentos nem ruídos anormais, continua original, exceto pelo rádio que eu coloquei.
      Estou até pensando em pôr direção hidráulica nele, pois não tenho intenção de vender tão cedo, não acho que valha a pena trocar por outro popular.

      • Fat Jack

        Leonardo, o relé não impedia o funcionamento do ar, porém ele “confundia” o sistema por acionar o ventilador somente na velocidade máxima e oscilava demais a lenta, fiz a minha embreagem também quando da falha de um atuador, os forros das portas realmente exigem cuidado, os meus de tempos em tempos eu dou uma analisada e vejo se há algum pedaço querendo descolar, caso eu note isso eu corrijo antes que o problema se espalhe (pois de o forro descolar muito ele encolhe e aí acredito que o reparo só poderá ser feito por um profissional).
        E se eu tivesse que reclamar de algo no meu também seria a falta da direção hidráulica, principalmente porque algumas vezes quem guia o carro é minha esposa, e pra ela a falta da hidráulica é sofrível…
        Pela confiabilidade do carro e a ausência de incômodos cada vez que penso em passá-lo para frente acabo desistindo da idéia.

        • Leonardo

          Já perdi a conta de quantas vezes colei o tecido dos forros no lugar, o que acontece é que a espuma esfarela e ai tem que esticar o tecido pra compensar, ai se alguém encosta nele descola na hora, qualquer hora vou comprar o tecido e colar direto na fibra em toda sua extensão.
          Quanto a direção hidraulica, a vantagem, além da facilidade nas manobras, é que a relação mais baixa deixa o carro bem mais “na mão”, e convenhamos, o carrinho é bom de curva. rs

  • Christian Bernert

    Já tive um carro que passou dos 200.000 km. Tive outros 8 que passaram dos 100.000 km. Nunca tive nenhum problema com eles.
    Meu pai quebrou todos os recordes rodando mais de 500.000 km com uma Ipanema 1991. Ele comprou 0-km vendeu em 2013. Motor original, só foram trocados os retentores das vãlvulas; conserto simples e barato. Só sei que nunca vou igualar ele neste quesito porque não tenho paciência para ficar mais de 8 anos com o mesmo carro.
    E não precisa fazer nada de extraordinário para chegar a estes números. Basta seguir o plano de manutenção que consta no manual do carro. Atenção: não é seguir o plano de manutenção sugerido pelas concessionárias. Não se deixe enganar. Tudo o que precisa ser feito está no manual do seu carro, nada mais.
    Se você não for um ‘moedor’ de carros posso assegurar que manutenções corretivas serão muito esporádicas.
    Josias: adorei o método das vilas. Realmente lá estão os grandes vencedores da prova de resistência da vida.

  • Programador Maldito

    Meu Porsche Boxster S 3,2 Tiptonic está com 78 mil milhas (125 mil km) e está ABSOLUTAMENTE NOVO. Não faz um barulho sequer. Nada como um carro alemão de verdade!

    • Domingos

      Porsche é carro, não mamão. Já vi dessas usados e com manutenção bem básica mesmo, só óleo e filtros, absolutamente íntegros.

      Dá vontade de ter um semi-novo e manter por muito tempo, pelo menos uns 10 a 12 anos. Não vai enjoar ou ficar datado também…

      Uma pena não terem um modelo com 4 lugares de verdade e com a simplicidade e preço dos Boxsters. Seria um carro para manter a vida toda. Uns 15 anos com sorriso no rosto, pelo menos.

  • lightness RS

    Josias, por histórias e textos assim que acesso esse site diariamente, muito obrigado!

    • Fat Jack

      Faço minhas as suas palavras!

  • $2354837

    Qualquer carro hoje dura 200 mil km fácil. Só fazer a manutenção básica. E digo mais ainda. Depois de 10 anos se colocar no papel um carro com 300 mil km vendido ao ferro-velho o custo será muito menor do que se trocasse de carro a cada 2 anos. Custo de revenda representa um valor muito irrisório no valor total de propriedade do carro. Se as pessoas atentassem para isso, gastariam menos dinheiro e comprariam mais carros do que gostam do que carros que o vendedor gosta.

  • Daniel S. de Araujo

    Os 100 mil km é uma barreira mais psicológica do que real, propriamente dito. Recentemente um senhor amigo meu pediu para eu levantar quanto custaria um motor VW AP1800 a álcool para o Santana 2003 que ele possui. Perguntei o porquê e ele imediantamente respondeu “É que meu Santana está com 150 mil km…”

    E o engraçado é que esse senhor no pasado fez a mesma coisa com uma Quantum: Comprou, aos 100 mil km, um motor AP2000 na caixa, esperando o que estava rodando estourar (já que um “mechanico” disse que o motor estouraria logo). Esperou até os 450 mil para fundir de vez e tirar o motor que havia comprado da caixa.

    • Christian Bernert

      Motor não estoura. Ainda mais assim de uma hora para outra. Vêm muitos e muitos avisos antes de acontecer algo realmente grave. Basta ouvi-los com atenção.

    • Cris Dorneles

      100 000 km, acho que vem do Fusca… Antigamente eles chegavam nessa km e o motor precisava ser refeito… Mas hoje como muita coisa melhorou, bem… 100 000 km é fichinha.

  • Mr. Car

    Josias, o meu se enquadra no caso dos carros de estrada. Com seis anos e meio, e apenas 25.500 km, rodou 95% disto em rodovias, pois tenho o carro praticamente para viajar. Revisões em dia, interior zerado, uma ou duas marquinhas na lata, coisa impossível de não ter um carro desta idade, por mais cuidado que se tome. Sou chato. Não dou chave para o manobrista, nem mesmo na minha garagem. Quando paro no supermercado, por exemplo, paro longe dos outros carros, nem que precise andar um pouco. Alguém quer comprar, he, he? Mas vamos lá: como não sou uma prostituta idosa em matéria de graxa, nem conheço um daqueles mecânicos que todo dono de carro adoraria ter, tenho receio sim, de comprar um usado. Até compraria, mas em condições muito específicas, tipo se fosse de alguém de minhas relações, único dono, e que eu soubesse com certeza absoluta, cuidar muitíssimo bem do veículo. Fora isto, prefiro mesmo comprar um 0-km.
    Observação: uma das coisas que mais me irritam, é esse negócio de carro anunciado como “filé”. Morro de vontade, preciso me segurar para não ligar para o sujeito, só para dizer que quem vende “filé” é açougue, he, he!
    Abraço.

    • RoadV8Runner

      Caraca, teu carro tá novíssimo! 25.500 km rodados praticamente só em estrada, o motor mal amaciou.

  • Cris Dorneles

    Josias… Infelizmente é cultural….
    Meu carro tem mais de 100 mil, sem aranhões, interior impecável… Quando o pessoal olha a quilometragem diz: ”Mas tu roda, hein?!?”

    • Vários amigos meus ficam tirando com a minha cara me chamando de “taxista”, porque meu carro 2012/13 tem 70 mil rodados.

      • Josué Borges

        Comprei um 206 com 98 mil km vendi ele com 150 mil, nunca me deu problema na parte de motor apenas tive que trocar a embreagem…

      • Cris Dorneles

        Eu sempre digo que carro foi feito para rodar, não para enfeitar garagem. Minha ex-namorada tem um Fiesta 1,6L 2008 com 50 000 km. O óleo foi trocado a última vez em outubro de 2013….

  • BK

    Particularmente achei fantástica a idéia do Eduardo Pincigher, seria ótimo ver mais fabricantes embarcarem nessa (apesar que eu duvido que a maioria teria coragem de encarar). Muita gente torce o nariz para chinês mas se você pegar um Gol “G5” pé de boi com 80 mil km rodados na maioria das vezes vai encontrar um carro que tem barulhos

  • Meu pai trabalhava como motorista numa cooperativa. O primeiro carro que ele comprou pra trabalhar foi um Corolla XLi 2008 (do modelo antigo) que rodou 225 mil km em apenas dois anos, em 2010 ele foi trocado por um Vectra Elegance que está conosco até hoje e tem 220 mil km no hodômetro. Ambos rodaram maior parte do tempo na estrada com gasolina, passaram dos 200 mil km com embreagem, discos de freio traseiros e suspensão traseira originais de fábrica. O Vectra hoje está mais bem conservado que carros de conhecidos com mesma idade e menos rodados

  • Newton ( ArkAngel )

    Impossível esquecer os carros super rodados que convivi.
    Em uma oficina que trabalhei, ficava com um Escort CHT que foi comprado com 27.000 km e em quatro anos chegou aos 320.000 km rodados dentro da cidade. Manutenção era somente a básica, embreagem trocada aos 250.000, e cabeçote feito aos 300.000, porque a junta do mesmo apodreceu e desmanchou de tão antiga. O motor era original ainda e só fumaceva um pouquinho, coisa de 0,5 l a cada 1000 km.
    O segredo para obter durabilidade é usar somente peças e fluidos de primeira linha.

  • CCN-1410

    Coloquei meu carro anterior à venda em um site, mas em seis meses não recebi nenhum proposta. O carro estava inteiro, desses que se pode vender a um pai ou a um filho, mas o hodômetro marcava 160.000 km e provavelmente ninguém o quis por isso. Depois de tê-lo trocado na concessionária pelo meu atual carro, ele estava à venda em uma loja particular marcando 128.000 km.
    Certa vez ao conversar com um vendedor embusteiro, ele me falou que o brasileiro é “burro” — foi essa expressão mesmo, porque se ele coloca um carro com mais de 100.000 km para vender, encalha, mas se a quilometragem for baixada para menos dessa quilometragem, vende fácil.
    Foi assim com uma Parati quando a troquei por outro carro. Alguém me ligou perguntando se era verdade que ela só tinha 25.000 km. Não tinha! Sua quilometragem era de 85.000 km.

    • Fat Jack

      ccn1410, pior é que o vendedor está coberto de razão. Há pouco tempo tinha um Peugeot 206, 1.4, ano 2007, único dono (tirado 0-km pelo meu pai) para vender, carro completinho, impecável tanto por dentro quanto por fora, km: 113.000. Apareceu-me um interessado, viu o carro, andou, e adorou; perguntou-me se poderia levar ao seu “mecânico” de confiança, bom, assim fizemos:
      — É, o carro está bom, o preço também, motor sequinho, a estrutura está intacta e a gravação dos vidros bate com o ano do carro…, mas com essa quilometragem vai dar manutenção.
      Intervi:
      — Olhe, vários itens já foram revisados: troca do sistema de embreagem, freios, embuchamento completo da suspensão traseira, limpeza de bicos e limpeza e verificação do ar-condicionado e tudo que o carro tem funciona perfeitamente.
      Eis que sentencia o mecânico:
      — Fulano” você que sabe, o carro é bom, por sinal tenho um 206, mas com essa quilometragem…
      Resumo da ópera? O pretenso comprador, mesmo sem nenhuma restrição, desistiu da compra pelo carro ter passado de 100.000 km…

    • Daniel S. de Araujo

      O triste é que até em concessionário eu já vi fazerem isso.

      Dez anos atrás meu pai entregou o Vectra 1999 dele com 120 mil km em uma conhecida autorizada GM e dias depois, ao vê-lo no pátio, entrei dentro e virei a chave. Marcava 57 mil km….

  • guest

    “Os carros atuais… vão morrer pela eletrônica”. Exatamente, Josias!
    Quanto aos JAC, são carros concebidos para possibilitar a reparação: tudo o mais possível acessível, sem “n” módulos eletrônicos etc. Não me conformo com carros como o Nissan Tiida que, para acessar as velas, tem de se retirar o coletor de admissão… ou o motor Ford Duratec, que exige a remoção do câmbio para uma simples troca de junta do cárter.

    • $2354837

      guest, precisa tirar o coletor ou precisa da ferramenta certa? O TU3JP da PSA exige apenas uma extensão e uma cruzeta. Muitos dizem que tem que tirar a flauta de admissão, coletor etc.

      Em tempo… falo muito de PSA porque é o carro que convivo no dia a dia, sendo o próprio mecânico dele. Até agora, dos doisanos que tenho o carro não me demonstrou melhor ou pior que qualquer outra marca que tive… Apenas paguei mais barato porque disseram que não prestava… E apostaria em um JAC fácil.

      • guest

        Vi o ADG High Torque comentando sobre a necessidade de retirada do coletor para acesso às velas do Tiida num vídeo que ele postou há poucos dias.
        Fico muitos e muitos anos com meus carros (rodo pouco) e nunca tive um PSA; entretanto, acompanhei por alguns anos uma colega de trabalho “detonar” um 207 e, apesar de tudo, o carrinho sobreviveu…
        Eu costumo dizer que qualquer carro tratado como o são os Hondas e Toyotas, cujos proprietários os levam a cada 6 meses numa concessionária para uma “revisão completa”, é tão bom quanto qualquer “japa”.
        Abraços!

        • $2354837

          Verdade, o coletor passa em cima do cabeçote:

          https://pitstopbrasil.files.wordpress.com/2009/04/tiida_flex_motor_.jpg

          Tenho um 207 e nunca me deixou na mão, já se vão 2 anos e 30 mil km só na minha mão (o carro está com 80 mil km).

          Antes de um Sandero tive um Celta e um Classic. Os dois me deixaram na rua, o Classic com a bomba de combustível queimada no meio do Rodoanel. O Celta soltou a polia fônica.

    • rafaelaun

      Nem precisa ser Duratec. Os motores Endura tinham o mesmo defeito.

  • Leonardo Amaral

    Eu sou mais uma prova desse post.
    Tive um corsa 1.4 2007 que ficou comigo até 2013. Rodei 130.000 km sem ter tido nenhum tipo de problema. Vendi ele com embreagem, bateria e amortecedores originais. Andava 70% do tempo na estrada… Fiquei com pena de deixar o Corsinha ir… tinha impressão que ele chegaria sem problemas até pelo menos 200.000 km…

  • Leo

    Meu A160 2005 virou 150.000 e segue contando. Pena que aqui no Brésil não temos os “high mileage certificates”. Há alguns meses o atuador da embreagem estragou, então decidi fazer uma revisão geral: troquei todos os rolamentos do câmbio, caixa de direção, embreagem e retentores de válvulas. Como o motor foi removido, aproveitamos para lavar admissão, limpar a TBI e checar o estado geral. O cabeçote estava bonitão

    11084494_770282353079991_1547177294_n-e1427239488970-620×414.jpg

    Saldo final: 4k em peças. Ainda que pagasse 2.000 de mão de obra, não seria suficiente para vender e comprar algo tão legal quanto meu velho camarada.

    • $2354837

      Tem sim, sei da história de uma BMW GS 1100, o cara ganhou o certificado de moto mais rodada no mais curto espaço de tempo. Também pudera… Foi ao Alasca e depois foi para o Chile com a moto.

    • Domingos

      Cuidado legal com o carro. Vai mantê-lo por muito tempo!

  • Costa

    Tive um Kadett 92, comprei com 60 mil rodei mais 140 mil km e vendi ele com 200 mil km sem soltar uma fumaça do motor, abri o cabeçote dele para refazer a rosca de uma vela que quebrou porque ficou travada no cabeçote. Só mandei refazer a rosca e montar novamente, nada de mexer no cabeçote.
    O comprador levou o carro feliz, estava com interior e pintura em perfeito estado.
    Atualmente tenho um Focus com 94 mil km, sem nenhum problema.

  • felipe strelau

    Certamente é trampa do ex-dono ou do próprio leiloeiro.

  • Félix

    Uma pergunta: certo que todos os carros hoje possuem muita eletrônica embarcada, mas será que isso seria motivo para temer carros com turbo/injeção direta, controle de estabilidade, diversos ABs? Ou nada a ver?

  • Eduardo W.

    Excelente idéia essa da JAC! Confesso que ainda não confio muito nestes carros chineses, pois o país não tem uma fama muito boa… Estava esperando a JAC completar uns 10 anos em solo nacional para saber como andam os carros depois de tanto tempo e tantos quilômetros.

    Em tempo, temos um Santana 2000 em casa com mais de 355 mil quilômetros rodados. Fora um vazamento de combustível meio chato para arrumar e um cabeçote refeito aos 200 mil km só para garantir, o carro não incomoda! Desde os 85 mil km, quando o compramos, ele basicamente só pega estrada.

  • Aldo Jr

    Josias: 100 mil km, apenas? E o que eu faço com meu Gol quadrado, tirado novo, que está com quase 300 mil? Na época que todo mundo falava “o bicho ” de Fiat 147, rodei mais de 200 mil com um, sem maiores problemas. Carro é manutenção, na hora certa, com a peça certa e mão de obra certa. Esse papo de passar para frente para não ter problema, é desculpa de quem quer comprar carro novo toda hora. Daí o que economiza em manutenção, gasta o dobro com depreciação, juros de financiamento, IPVA., licenciamento etc. Abraços;

  • Como sempre um ótimo texto Josias,sobre os temidos ”100 mil km”,hoje tenho como segundo carro um Uno SX 1998 o qual era do avô de minha namorada,com seus 125 mil km originais,o carro roda perfeitamente e está longe de ter qualquer problema mecânico.
    Faz companhia para outro acima dos ”100”,este já com seus 160 mil km em pouco mais de 30 anos.

  • Mário César Buzian

    Josias, assino embaixo cada palavra tua!!
    Nos meus tempos de lojista de usados na Zona Leste de São Paulo comprei vários carros de taxistas impecáveis e perfeitos com quase meio milhão de km. que “davam baile” em muitos exemplares com um décimo dessas quilometragens!
    Lembro com saudade de um Passat Village 1986 branco, básico, mas impecavelmente mantido pelo seu motorista por três anos – ele me vendeu o carro em 1989, com 470 mil km. rodados, e nesse tempo trocou somente duas embreagens e três jogos de amortecedores – o carro rodava do ponto de táxi da Av Celso Garcia ao Aeroporto de Guarulhos todos os dias e ele se gabava de fazer as corridas no menor tempo possível !
    Vendi ao pai de um amigo que não tinha preconceito, pois o carro era todo “plastificado ” por dentro (bancos e carpete com capas protetoras), mostrando um acabamento muito melhor do que carro novo, um verdadeiro espetáculo !!
    Outro que deixou saudades também foi um VW Gol Furgão de 1985, motor arrefecido a ar e que tinha toda a manutenção desde 0-km, registrada em cadernos. Esse tinha 360 mil km rodados dentro da pista do aeroporto de Viracopos!
    Nunca foi emplacado, ainda estava na nota fiscal…
    Abraço direto do RS e continue a nos brindar com esses textos deliciosos, meu camarada !!!

  • Mineirim

    Conheci um mecânico que dizia: “Carro é feito para rodar. Quanto mais rodar, mais anda!”. Já fiquei 7 anos com um Brava, mais de 120 mil km.
    Em anúncios dos EUA, pode-se ver que a quilometragem média é de 30 mil km por ano, mais ou menos o dobro do Brasil, em ruas e estradas muito melhores.
    Tem um porém: quanto mais velho, mais exige manutenção. É sempre um item ou outro que quebra “do nada”, ainda mais para carros “populares”. Aí depende da paciência e disponibilidade do dono freqüentar as oficinas.

  • Adailton Fernandes Da Silva

    Tive um Astra 2.0 2004, rodei 350.000 km, comprei ele com 61.000 km, sou representante comercial rodo em média uns 5.600 km mês. Vendi ele ano passado, motivo seguro tava muito caro. Hoje rodo com um Punto Essence 1,6 que tirei zero e já esta com seus 73.000 km, troquei velas, pastilhas, pneus e uma lâmpada de freio e mais nada.

  • rafaelaun

    Meu tio, revendedor de carro há muitos anos, sempre disse:
    “Carro que anda não quebra. Carro foi feito para andar”
    “O carro tipo jardineira é um péssimo negócio”.
    Meu pai, representante comercial há muitos anos sempre disse:
    “Quem tem, sabe o que tem. Bem cuidado se vai longe”
    Eu andei ano passado em um Corolla 2003 automático de transporte executivo com 340.000 km. O automóvel foi vendido sem abrir o motor ou caixa, só fazendo as manutenções de rotina. O interior sem rasgos, sem barulhos ou batidas.
    Idem a um depoimento de um ex-colega de trabalho, com um Ford Mondeo automático rodou 450.000 na ponte rodoviária Rio–São Paulo até dar perda total em um inevitável acidente de trânsito. O mais grave foram as queimaduras nas mãos por conta da abertura das bolsas de ar.

    • RoadV8Runner

      No mecânico que levo meus carros havia, certa vez, um Corolla com mais de 300 mil km rodados, cujo motor travou por absoluto desleixo do proprietário (era carro de frota), pois a última troca de óleo havia ocorrido mais de 70 mil km atrás… Tirando a parte azulada pela falta de lubrificante, não diria que o motor tinha essa quilometragem. As galerias de passagem da água de refrigeração estavam impecavelmente limpas!

  • A. Pulcides

    Bom o texto, mas “Miami (a melhor cidade ao Norte do Brasil)” é muita forçação de barra, não é?

    • Pulcides.
      Leia meus textos com um certo humor, já que eles são escritos desta forma.

      • Diego s

        Tio Josias, já parou para pensar que talvez as pessoas associem (de forma errada) os 100 mil km com a idade de 100 anos? Por essa lógica o carro já deveria estar mortinho e enterrado.
        Aproveito e lhe desafio com um teste de memória:
        “Florentina, Florentina,
        Florentina de jesus…”
        De qual matéria sua, para qual revista, é essa citação?

  • Rubem Luiz

    E eu também não teria medo de carro com 2000 horas e 50 mil km.

    O meu está chegando nos 100 mil km, e a cidadezinha mal tem 3 km de um lado ao outro, raramente roda tempo suficiente pra acionar o eletroventilador, nem por isso baixa óleo, ou tem água suja, ou óleo grosso, ou borra, ou qualquer tipo de falha mecânica, é só passar a fazer as manutenções por período (Óleo e filtro: 6 meses, correias: 2 anos, etc) e não mais por km.

    Meu medo é de carro malcuidado, aqueles que só são verificados quando vão ao mecânico, e em casa só recebe cera e aspirador de pó (Preocupação superficial, firula).

  • Carlo Manfredini

    Meu Alfa 164 está com 130 mil originais, e é tão sólido, justo que parece que saiu da concessionária. Mecânica e detalhes “doentiamente” revisados (rs). Já vi carros com 60, 80 mil com um monte de coisas para fazer, motor quase fundindo pois nunca viu manutenção. Não adianta, realmente sempre será o histórico e o zelo que darão um bom aval ao veículo. Infelizmente esta cultura da baixa quilometragem faz com que 90% dos carros vendidos estejam com o hodômetro adulterado. É aquela história: o camarada que vai vender seu carro extremamente conservado, cuidado com mais de vinte anos nas costas, com seus 180, 200 mil km muito bem cuidados, precisa, por imposição do mercado, baixar para 90, 100 etc. pois o carro empaca ou deprecia injustamente. Aí eu digo: não quer ter surpresa: conheça o dono, investigue o histórico, e veja em detalhes o carro, relegando a segundo plano a quilometragem.

  • Filipe

    Nem tenho medo… O Focus aí do Avatar é meu há 6 meses, comprei com 100.409 km. Está com 107.900 agora e continua 100% íntegro e forte! Como bem dito no texto, basta saber escolher…

  • Leonardo Mendes

    Meu pai trabalha com carros desde 1968, inicialmente como revendedor independente e depois de 1988 como concessionário… e, mesmo assim, ele acha um absurdo eu ter rodado 81.300 km com meu 307.
    Vira e mexe ele reclama que não consegue vender o carro por causa disso… e, pior, eu vejo isso pessoalmente: o interessado vê o carro por fora, acha bonito (modéstia a parte, eu cuidei bem dele) mas todo o encanto se dissipa quando vê o hodômetro.
    Mas, honestamente, eu não culpo quem pensa assim… tem gente que, simplesmente, não quer carro com quilometragem alta e ponto final.

    Mais que simples preconceito, trata-se de uma questão de escolher o que se acha melhor para si.

    Eu mesmo, só compraria um carro com 100.000 km dos meus pais, e olhe lá… pensando bem, porque não vendo o meu para o meu pai?…rs.

    • Davi Reis

      Acho que muitas pessoas não encaram carros com quilometragem mais alta justamente por saberem que a parcela que realmente cuida do carro apropriadamente é mínima. Também não culpo quem pensa assim, por vezes é difícil saber exatamente o que está se levando.

      • Leonardo Mendes

        Exatamente, Davi.

        Tem vezes que nem carro usado de parente é confiável.

    • José Silvério

      Mas Leonardo, essas pessoas podem estar comprando gato por lebre. Por causa de pensamentos assim que existe uma mafia de adulteração de hodômetros.
      Lembro que em 2007 eu e um amigo fomos ver em Guanambi um Corsa Hatch 2004 com 68000 km que estava muito bonito e bom de mecânica. Ele se interessou no carro, mas não fechou negócio de imediato, pois queria ver outros carros.
      No inicio da semana seguinte ele ligou para a loja e perguntou se eles ainda estavam com o carro e disseram que sim. Aí ele me chamou e fomos lá “buscar” o carro. Já estavam fazendo o financiamento quando eu entrei no carro e vi que haviam adulterado a quilometragem para 32000 km. Chamei ele e mostrei. Ele desistiu de comprar o carro, não pelo seu estado, mas pela má fé da loja. Infelizmente isso é muito comum.

  • Marcio

    Pior é que não.

  • francisco greche junior

    Ótimo texto! Esclarece e muito mesmo.

  • Que dizer da minha experiência, então?

    Tenho uma Ipanema 95 comprada em 2001 com 58.000 km rodados.
    Querem um fato ainda pior? Era carro da frota da própria GM, carro que muita gente fugiria feito o diabo da cruz. Tenho a nota fiscal de venda dela para provar.
    Quinze anos depois, o hodômetro marca 48.000 km porque falta o dígito mais significativo.

    O mais interessante de ter um carro das antigas gerações, antes do boom de fábricas no Brasil, é que ainda hoje tenho peças fartas e baratas para ele, enquanto vejo muitas reclamações de falta de peças para carros relativamente novos.
    É a mesma experiência de quem tem Gol antigo, Uno antigo, Kombi etc..

    Concordo com a idéia de que a eletrônica vai matar os carros mais cedo. E quanto mais eletrônica, pior.
    Se meu carro está durando com toda dignidade e confiabilidade 20 anos, fico pensando quantos anos durarão os carros de luxo conectados e com sistemas de infotenimento de última geração. Capaz de não durarem oito anos.

    • RoadV8Runner

      Exemplo de peças difíceis e a preços nada camaradas é meu Focus 1,8-litro 2002. Como foi produzido por pouco tempo com esse motor e boa parte das peças vem de fora do Brasil ou Argentina, o preço de algumas delas assustam… E nem tudo é intercambiável com os Escort que usaram esse mesmo motor, muda muita coisa. Um excelente carro, mas de manutenção nada barata, embora não seja comum ter que fazer algo além do trivial óleo e filtros.

  • Domingos

    História suspeita a do Mercedes, que me cheira a fraude de seguro ou coisa do tipo. O comprador obviamente deu sorte, mas aí tem coisa…

    Sobre carros pouco rodados, curiosamente tive EXATAMENTE a mesma experiência com um Civic anos atrás. Uma raridade, coupé de única dona, baixa quilometragem e do último ano vindo ao Brasil.

    Chegando lá, não tinha um canto do carro sem detalhes. Laterais com tantas marcas de porta que o funileiro disse ser impossível fazer martelinho. Tinha muita mesmo.

    Pintura estava boa, mas dado a necessidade de funilaria nas laterais isso não contava muito. Por dentro bastante coisa gasta e o carro simplesmente não andava, entre motor e câmbio havia algo de muito errado.

    Acredito ser o mesmo caso: pouco uso sem muito cuidado por anos a fio e sem muitas manutenções também.

    Durabilidade e periferias é uma boa receita para comprar apenas carros de fácil reparo (fácil NÃO QUER DIZER BEM FEITO) e com peças em abundância (leia-se em desmanches suspeitos).

    Prefiro contar com a opinião de proprietários mais sérios. Os carros com má qualidade ao longo dos anos vão se revelando naturalmente. Contar com opinião de quem mata cachorro a grito não é confiável. O cara pode julgar o carro ruim porque não aceitou alguma adaptação porca…

    “Leve ele junto para ver o carro, pague o almoço, dê tapinhas nas costas e mande “recomendações à patroa”. – Se eu fosse o mecânico, ou ia avaliar mal ou nãi ia avaliar.

    A não ser que seja cliente freqüente, acho um absurdo a mania brasileira de considerar certos profissionais burros de carga que sempre podem fazer mais um favor, só no cafézinho.

    Mas isso aí a vida dá jeito. Conheço um monte de mecânico que indicou bomba pro cliente comprar. O cara nunca aparece, quando aparece pede favor… O mecânico só dá uma olhada por cima e faz muito bem.

  • Eu não tenho medo! Há poucos dias meu Civic completou 100k e não vejo a hora de andar mais 100k com ele rsrs

  • mecânico anônimo

    Guardadas as proporções, me pareço com esse senhor. Sempre que tem algum item do carro se aproximando do “tempo” de trocar, fico de olho nos preços e promoções nas lojas de autopeças e compro quando identifico uma boa oportunidade. As vezes acabo guardando a peça por meses até ser necessária a troca. No momento mesmo, tenho ali guardado um par de amortecedores dianteiros e um par de terminais axiais esperando chegar a vez.

    • Daniel S. de Araujo

      Eu também, guardadas as devidas propoções, faço isso com peças de acabamento do Fusca…

    • RoadV8Runner

      Eu também faço isso, a tal ponto da patroa entrar no quarto da bagunça outro dia e dizer: “Daqui a pouco ninguém mais entra aqui…” Rsss!!!
      Mas aqui cabe um desconto, já que as peças são para um Opala 1980, carro praticamente impossível de se encontrar itens originais hoje em dia ou até mesmo paralelos de boa qualidade, que se comprava facilmente no passado.

  • Domingos

    Filé, usadinho… Essas expressões dão impressão bem ruim mesmo, com razão.

    Uma dica no seu caso: não compre carro usado. Além de você não ter a experiência, é uma pessoa que faz uso ideal de um carro 0-km – compra e fica muito tempo com ele sem gastar com manutenção.

    Considero a melhor coisa equilibrando paz de espírito e pouco gasto. Ficar mais de cinco anos com um 0-km financeiramente é muito bom, ao menos se for um carro de valor não tão alto.

    Usados às vezes as pessoas trocam de 2 em 2 ou 3 em 3, fora as manutenções.

    Acredito que o caminho é não misturar as coisas: fica muito tempo com o carro? Compra um novo e vende, sim, quando começar a encher. Fica pouco tempo, gosta de trocar de carro? Aí compre um usado em bom estado.

  • Rafa2810

    Aos 25 anos, consegui dinheiro para a compra de meu primeiro carro…com o que tinha nas mãos, comprei um Palio Fire 2003 com direção hidráulica e vidros elétricos aftermarket e visual bem “surrado” por assim dizer…

    De cara e sem confiar no papo da concessionária…levei para o meu mecânico de confiança (até então, mecânico do meu pai!):

    Troca de óleo e filtros, dois pneus novos na frente, alinhamento, balanceamento e cambagem, pastilhas de freio novas…

    O carro veio com 93 mil rodados (provavelmente com hodômetro “voltado”, pois eu duvido que rodou menos de 10.000 km por ano)..a embreagem ainda é original, a suspensão bate um pouco mais ainda agüenta a bronca…e hoje já estamos nos 107 mil rodados (em cerca de 7 meses de uso em percurso misto…indo e voltando do trabalho) e NADA. O carrinho sequer falha…nunca morreu, apagou ou me deixou na mão, o motor funciona lisinho e disposto…

    Em breve ganhará correia dentada, velas novas e uma limpezinha de bicos/TBI, mas estou certo de que quilometragem não quer dizer absolutamente nada…se o dono anterior cuidou bem do carro…

    • Jorge Luiz

      Rafa2810, a primeira coisa que eu faria no seu caso, assim que adquirisse o veículo, seria a troca da correia dentada.
      Abs

  • Walther R. Filippetti Nucci

    Excelente materia. Tenho dois que ninguém gostaria..um Jetta 2.5 com 85 mil km e um Golf GTI 1.8T com 106 mil km…todo mundo vira a cara, mas nenhum dá problema, andam muito e juntos não custam 70 K. Zero-km, foram faturados por quase 100 K cada um…

    • rafaelaun

      Golf GTI 1.8T, esse é muito legal.

  • Walther R. Filippetti Nucci

    Acho que foi uma sátira, devido a gigantesca quantidade de brazukas por lá…não levei pelo lado ‘preconceituoso’ contra o N/NE.

  • Domingos

    Trocar a cada dois anos é uma das coisas mais insensatas que tem mesmo, no entanto tem vezes que não hácomo – seja por não gostar do carro, seja por ter mesmo.

    Usado considero que se deva ficar no mínimo dois a três anos, pois também vira enganação trocar tanto e ainda ter que fazer as manutenções.

    Novo acho o ideal cinco ou mais. No mínimo quatro. Para isso vale uma boa escolha e investimento. Não é por nada, embora seja legal fazer manutenção sendo entusiasta, mas usar um carro da compra à venda só trocando óleo e tendo confiabilidade 100% é uma sensação muito boa!

    • Cesar Mora

      Sim, nós gostamos de fazer coisinhas… mas o ideal é ter um segundo carro para isso… e um carro 100% confiável e apto a andar a qualquer momento sem sustos..

      • Domingos

        Acho que é o sonho de todo entusiasta. Um carro nos conformes, 100% confiável e outro para se divertir mesmo, que não precisa estar 100% todo o tempo.

  • Thiago A.B.

    Josias,
    Quanto a motor e câmbio, os 100.000 km são tranqülos, desde que o dono faça a manutenção criteriosa. Geralmente o que percebo por observação e relatos, o que dá mais problemas são os retentores de válvulas após certa quilometragem, mas basta trocá-los que resolve. O que pega às vezes é que após certa quilometragem ou anos de uso, começam os vazamentos por retentores diversos, coifas e outras peças que possam ressecar. O mesmo se dá com sonda lambda, alguns outros sensores de injeção, catalisador que pode vir a quebrar o núcleo, fazendo com que o veículo passe a parar constantemente no mecânico para consertos. Esse é o medo de alguns proprietários. O próprio motor com a carbonização de uso, ou, ocasionada por defeitos nos retentores, vai perdendo o rendimento e o vigor de outrora, exigindo intervenções para quem faz questão de manter tudo em perfeito funcionamento e estado. Mas como você disse, cada carro tem sua história e conservação, não podendo se generalizar. Belo texto! Abraço

  • Maycon Correia

    Não tenho medo não, desde que haja a manutenção adequada.
    Quanto a leilões: pegamos em um da PRF. Em 2006, uma Elba Weekend 1.5 ie ano 1993, na melhor condição que os seus 313.934 km poderiam lhe render. Era branca e teve um azul muito bem pintado por sinal, aplicado por fora da carroceria, que via se o branco quando abria uma das 4 portas ou a frente. Veio de brinde um ar-condicionado instalado fora, que mais parecia um freezer. Pois congelava o vidro
    em poucos minutos. E veio a ser retirado pois roubava muita potência do motor. Vendi-a com 321.000 km e o feliz comprador anda com ela até hoje, e está em tão bom estado quando lhe vendi em 2008.

    Outro caso de durabilidade, era uma transportadora de valores, que usou de 1970 a 1984 todos os Fuscas 1500 que ia encontrando de único dono e menos de 50.000 km rodados, e foram viajando média de 800 km ou mais por dia. Era quase regra que aos 450.000 a 500.00 eles tinham motores 1500 zero de revenda instalados. (O empresário dizia que retifica não resolveria o seu problema) coincidiu de não encontrarem mais motores 1500 na caixa quando lançaram o Fusca 1600 em 1984, aí a frota virou toda nova e a etanol, pois andava mais e a viagem rendia mais! (Um cheque tinha que sair da praça, ser carimbado na compensação do banco na capital, e voltar para ser pago no outro dia) esses novos Fuscas, agüentaram muito mais que os antigos 1500, inclusive o gestor da frota me falou que um andou 632.000 km e quebrou o virabrequim. Após isso a frota foi trocada por Gol GLi 1995 e depois essa compensação maluca foi abolida pelo Besc.

    • Domingos

      Outros tempos. Essa do cheque seria surreal hoje! Mas tinha as coisas boas…

    • Daniel S. de Araujo

      Motor VW arrefecido a ar aguenta bem se for bem tratado. Sei de uma Kombi da Prefeitura daqui que rodou mais de 220 mil km (quase sempre com o mesmo motorista), antes de abrir para retifica. E lembrando que as Kombi´s são exigidas especialmente as de prefeitura que quase sempre andam carregadas…

  • János Márkus

    E eu achando que era um dos poucos malucos com carro muito rodado… e satisfeito. No meu caso é um Córdoba (VW Espanhol) 97, comprado em 2003 com 78000 e está hoje com 277000 bem saudável.

  • Meu 207 1.4, comprado zero km em 2012, já bateu os 70 mil km de lenha (dirijo TODO SANTO DIA pelo menos 40 km, e quando vou ver a namorada em casa, a conta passa dos 100), mas com a manutenção rigorosamente em dia. Total de defeitos? Zero. Nada. Niente. Nem a bateria eu precisei trocar. Suspensão? Original. Embreagem? Original. Freios? Troquei as pastilhas uma vez, por precaução. Nunca parou na rua por coisa alguma. E já fiz viagens longas com ele tranquilamente, duas inclusive com um mês de espaço entre si.

    Agora, para o povão que acha que carro com 40 mil tem que ser vendido porque “começa a dar manutenção”, meu carro deve ser um alienígena, não é? Afinal, com 70 mil km o carro já deveria ter desmontado, na cabeça deles.

  • Meu “Pejôzinho” tá com 140 mil e continua firme e forte. Viajo com ele para onde quiser. Está sempre pronto para a estrada.
    É até engraçado, às vezes a família vai viajar, e na semana da viagem, é aquela correria, revisando carros, e eu lá de boa, nem na frente da oficina passo, rs.
    No dia de viajar, calibro os pneus, abasteço o reservatório de água do lavador de pára-brisa, encho o tanque com aditivada e, pronto. Só embarcar, rs.

    Como viajo sempre, meu carro está revisado sempre.

    Contudo, essa é uma realidade distante da grande maioria dos carros, novos ou velhos. O povo não gosta de gastar com manutenção, e é por isso que os carros menos rodados levam vantagem nas revendas.

    Geralmente é aquela história: “Meu carro vai começar a dar problema, melhor passar pra frente.” Mas isso já é um probleminha básico de mau-caratismo. Empurrar o problema pros outros, independente de quão nojento isso seja.

    • Nic

      Está aí uma coisa que não entendo. Para mim também não existe “revisar antes de viajar”. Carro tem que estar sempre revisado, seja para viajar a hora que bater a necessidade ou mesmo para não dar pipoco no meio do nada ou ser motivo do engarrafamento na hora do rush.

      • Fernando

        Também não entendo o pessoal que não quer ficar na estrada, mas assume o risco de ficar parado no meio do trânsito atrapalhando os outros também.

        Cuido dos carros sempre e para que possa contar com ele para qualquer situação.

  • Excelente texto, JS.
    Em casa sempre compramos carros usados e graças ao olho clínico e bom senso do meu pai, nunca tivemos problemas mais graves com esses veículo.
    Meus carros nunca foram comprados com menos de 100 mil km e nunca tive maiores dores de cabeça.
    Inclusive quando peguei o 155, queria um abaixo dessa barreira. Mais por motivos de ego do outra coisa. Porém tive que me contentar com um de 109 mil km. Agora, só por raiva quero dobrar essa distância nos próximos 10 anos.

  • Diego s

    Com muito orgulho!

  • Diego Mayer

    Já vendi um Polo Classic AP 1.8 com 205 mil km no GNV e nem junta de tampa de válvula foi trocada, não vazava nem fumaceava nada, rodava com óleo 5w40 sintético; embreagem original, apenas um pouco pesada. Isso é conversa fiada de dono porco para justificar a compra de um carro novo. Maioria não tem nem casa própria mas não fica mais de dois anos com um carro; bando de insensatos. E vivam as aparências!

  • Roberto Alvarenga

    Meu Civic tem quase 90 mil km. Comprei com 40 mil de um sujeito que veio com esse mesmo discurso de que “ia começar a dar problema”. Era carro de cidade, não de estrada, mas levei meu mecânico a tira colo e ele aprovou sem restrições, depois de dar umas voltas comigo no carro. Até hoje, só deu manutenção de rotina.

    Meus carros anteriores sempre foram usados. Tive um Palio 1.6 16V da primeira geração que comprei com 80 mil e vendi com 150 mil km. Saudades do carrinho… era valente, econômico e na estrada, ia muito bem. Tinha um ou outro detalhe de acabamento avariado, mas eu ia consertando aos poucos (depois do Mercado Livre, se acha qualquer peça de acabamento de qualquer carro… quando o botão do desembaçador traseiro rachou, comprei um novinho de um sujeito de Alagoas). Manutenção, também, só de rotina; fora a troca da embreagem com 120 mil (OK, 120 mil km é um bom momento pra trocar embreagem).

    Também tive um Astra Hatch que passou da casa dos 100 mil km esbanjando saúde. Tive que trocar o alternador com 90 mil km, e a borboleta de combustível engripou com 110 mil. E só.

  • Danilo Grespan

    Ótima matéria, muito bem escrita. Concordo que carro parado é algo muito ruim e tal, mas tenho uma dúvida: E a forma de dirigir, mesmo na estrada? Velocidades constantemente mais altas, como 150km/h, 160km/h, troca de marcha em rotações mais altas (4000 a 5000) e saídas mais fortes desgastam mais o motor? Eu entendo que a embreagem obviamente pode ter desgaste prematura principalmente por conta da saída de inércia, mas e com relação à rotações constantemente mais altas? Qual a porcentagem que poderia ter no tempo de vida, apressando uma retífica? Abs!

    • Fernando

      Acho que é uma coisa que se colocar na balança, as acelerações ou velocidades mais altas são normais, longe de desgastar precocemente. Até porque, os sistemas de lubrificação e refrigeração são muito eficientes nos carros modernos.

      Se fosse falar em décadas atrás, com riscos de superaquecimento(em serras então, formava fila de carros “fervendo”), fluídos de qualidade inferior aos de hoje e etc, talvez uma condução dessa levasse a problemas precoces, mas hoje eu duvido, ainda mais que a velocidade máxima nacional de 120km/h mal era atingida por muitos carros, mas os de hoje passam dela com larga margem.

  • Wagner Bonfim

    Sobre os veículos da JAC, fiquei admirado com o desmonte feito pela revista 4R. No entender deles, foi um dos veículos que se apresentou em melhor estado após os 60.000 km.

    Não acho que houve qualquer tipo de favorecimento a JAC por eles, tanto que o Renault Duster foi “reprovado” após o desmonte.

  • Francisco Bandeira

    Vamos ver quantos JAC teremos nas periferias daqui a alguns anos!

  • Roberto Neves

    Mais um excelente artigo! Grato mais uma vez!

  • Luis Felipe Carreira

    Tenho uma Nissan Frontier 2,8 TDI 2006 diesel com 140.000 km normal, comprada de único dono e a história que o dono conta é muito importante, o carro era de um médico que quase não andava (humaitá-ipanema/Rio de Janeiro) e viagens de vez em quando, até agora além das revisões só foi embreagem e volante. Minha Mercedes Sprinter 2012 modelo novo downsize, cheia da eletrônica — filtro de partículas etc —, uso rodoviário (600 km/dia), porém intenso (faz Araruama-Niterói/RJ), parando várias vezes em busca de passageiros e está surpreendendo rodando melhor que 0-km — era muito presa nova — hoje, com 500.000 km roda leve, macia e pasmem, embreagem original só troquei o volante, tinha um pé atrás quanto à durabilidade uma vez que a antiga batia motor com 300.000 km, pouco para um carro de trabalho.

  • André K

    Eu tenho um cuidado em passar por lombadas, não exagerado, claro. Mas, vejo alguns carros “0 km” cujos motoristas sequer tomam conhecimento das ditas cujas. Eu mesmo penso, esse carro com 20.000 Km vai estar “uótimo”… Imagino que essa seja a barreira dos 40.000 km. A maioria, que dirige muito mal, tem certeza de que todos assim o fazem.

    • Fat Jack

      Verdade…, dá até dó dos carros…

    • Fernando

      E às vezes quem escreve isso pode ser erroneamente compreendido como aqueles que se arrastam no trânsito.

      É bom ver que quem gosta de manter o carro, e faz isso para toda vida, sabe que tudo em excesso faz mal, e os descuidos dos motoristas que como citado não tem cuidado nenhum em lombadas, valetas ou onde for, são até mascarados na hora da venda, justamente pela qualidade dos carros de hoje, que aguentam tanta pancadaria.

  • Carlos A.

    Adorei o texto que expressa a mais pura realidade sobre carros. Tenho carro com mais de 130.000 km, 35 anos de uso e motor ainda original de fábrica. O segredo: manutenção correta e forma de dirigir são as principais. Não tenho medo de carros com mais ou menos km que essa, meu medo é como esse carro foi usado e/ou cuidado. Sobre a durabilidade dos atuais ‘descartáveis’ como costumamos chamar os carros de hoje, certamente são maiores devido as melhoras nos processos, principalmente no tratamento das chapas e intervalos bem maiores de manutenção.

  • Luís Galileu Tonelli

    Tenho a mesma opinião que o autor. Vejo carros com baixa km sendo maltratados e carros com mais de 150 mil super cuidados por seus donos. Qual pegar? Pois é isso mesmo. Na mão de um bom motorista carro faz milagre. Meu pai teve um Uno ELX 94, fez 318 mil km e não baixa óleo além do normal. Carro estradeiro e bem guiado é isso.

  • Vinicius

    Mais um para ilustrar que PSA, muitas vezes, o problema é a peça entre o banco e o volante.

    Peugeot 307 2.0 AT 2005 Rallye. Faturado em fevereiro de 2005 por 61.000,00 ao primeiro dono. Eu comprei em 2008 com 20 k km por 37.000,00, sou segundo dono.

    Hoje, está com 101.700 km. Manutenção de sempre. Problemas, poucos, mas solucionáveis, sem muito problema. Exemplos: troca de bobina, um bico injetor, uma ventoinha, COM 2000 (cortesia Peugeot mesmo o carro com cinco anos à época), e agora, forro do teto e vedação da chapa EM GARANTIA, face todas as revisões realizadas e garantia de 12 (doze) anos da carroceria.

    Já tenho, em casa, quase todas as peças do câmbio para fazer o reparo (quando precisar). Tudo original. Mas o câmbio, mesmo com essa quilometragem não tem problemas de tranco, nem nada.

    Tenho também cabeçote completo baixado de um carro com 1.500km, bem como virabrequim, pistões e bielas do mesmo. Ou seja, se der pau no motor, o que eu tenho certeza que vai demorar, já tenho quase tudo.

    Essa cultura de trocar de carro de dois em dois anos não me pega. Agora mesmo, para minha esposa estou vendo um 308 THP, usado. Troco o carro dela. E depois, se eu vender meu 307, vai ser para pegar um 307 CC. E o Punto fica para bater no dia a dia.

    Como eu disse uma vez… Não tenho vaidade quanto à carro. Pessoas vivem de aparência.

    Mas prefiro andar em um carro que me agrada, sem problemas e quitado, e ter um bom relógio no pulso, uma boa caneta, camisas feitas com alfaiate, no meu tamanho, um bom terno e bom sapato. E ainda sou meio desleixado, pois só me arrumo muito, tirando o relógio e a caneta, porque minha profissão é fútil; pois avaliam o profissional pelo que ele tem.

    Prefiro também, comer o que eu quero no restaurante, sem olhar para o lado direito do cardápio. Prefiro comprar minha cerveja de 10, 20, 30 reais a lata ou garrafa. Prefiro comprar Raposeira, Filipa Pato, a beber outros purgantes…

    Mas para o brasileiro, o que importa é passar na cara do vizinho!

    Ou seja, o carro, na ótica de muitas pessoas, me faz um profissional não sucedido… rs.

    Mas vida que segue. O

    • $2354837

      Discordo de você Vinicius. O problema dos PSA também está, olhando a partir do motor, depois da chave de fenda…

      • TDA

        Discordo dos dois. Problema da PSA é qualidade de peças. Os carros são muito bons, mas a qualidades é sofrível. Tenho um 207 e já tive problema na bomba de combustível, problema na máquina do vidro elétrico, suporte do motor estourado e vazamento na base do filtro de óleo. Já no motor não tive problemas. Robusto e moderno. O carro tem 4 anos e meio e 39 mil km rodados. Antes desse carro tive um Palio Fire durante 7 anos e não apresentou nenhum desses problemas. Sempre abastecendo no mesmo posto (Shell, próximo à minha residência) com gasolina. Mesmo assim gosto muito do meu PSA e acho os carros muito bons. Precisa melhorar a qualidade.

        • $2354837

          Mas a bomba é Bosch, a mesma da GM, FIAT e VW…

    • Cesar Mora

      Bom gosto para Relógios e apreciador de Filipa Pato, esse é dos meus! rsrsrs

      só não critico os que compram um carro caro por ser o SEU sonho de consumo, não o da sociedade… sei la.. o cara que resolveu abrir mão de algumas coisas para ter seu Subaru WRX STi, ok.. é o prazer do cara.. agora se enforcar para ter um carro x só porque isso irá agregar na imagem que a sociedade faz de você é péssimo mesmo!

      • Vinicius

        Não, quanto aos carros que as pessoas compram sem se apertar, podendo manter e sendo seu sonho de consumo, tudo bem! Agora, como o amigo disse: se enforcar só para agregar imagem, é a síntese do brasileiro!

        Eu mesmo já pensei em trocar meu carro por uma 320. Mas verifiquei que não poderia mantê-la como mantenho os carros aqui de casa e sacrificar outros prazeres, como viajar, comer e beber bem. Logo, fica para mais tarde! rs.

        Quanto ao bom gosto, obrigado! Mas é aquilo, sobra para conhecer o que é bom!!! uauahua

      • Vinicius

        Outro negócio que me deixa louco de raiva é o sujeito ter carro zero, um filho só e esse mesmo filho na escola pública e sem plano de saúde. Conheço gente assim.

        Mas é questão de prioridade!

        • Cesar Mora

          Verdade… muitas vezes as pessoas não sabem o que realmente merece seu esforço… depender da saúde pública nesse pais é uma desgraça… o ensino em 95% dos casos também… ( salvando-se os colégios técnicos do estado de São Paulo que conseguem forma os alunos de ensino médio com a mesma qualidade de uma escola particular mediana e as universidades que são boas mesmo!)

  • CorsarioViajante

    Legal, é bem por aí. Meu carro já passou dos 100.000 km, está com mais de 130.000 e rodando… O motor já está cansado e baixa o óleo muito rápido, e tem alguns barulhinhos chatos especialmente depois de duas chapuletadas fortes, mas de resto vai firme e forte…

  • André Castan

    Ótima matéria. Muito agradável de ler. Parabéns!
    Só para registrar, tenho dois carros com mais de 100 mil e ambos estão com o conjunto motriz em perfeito estado. Lógico que a manutenção é feita com rigor.

    Abraço.

  • Murilo Bonato

    Falou tudo, é questão de cuidar, um tênis usado para jogar futebol e o mesmo usado pelo senhor que vai até a lotérica fazer sua fezinha com certeza terão condições bem diferentes. Esta semana o meu faz 100.000 km e vai ganhar de presente voltas num track day. Medo de colocá-lo na pista? nenhum, manutenção em dia e checada a 10.000 km, é carro pra ir aos 300. Me lembro ainda que tive 2 Tempra 16V, o terror para muitos e que a mim só trouxeram alegria, cada um rodando mais de 100.000 km também e na época que tinha 18 a 22 anos, ou seja aquela fase de pé no porão tempo todo. Segredo? Correia dentada trocada a cada 30.000 km, afinal sabia que isso era seu calcanhar de Aquiles, radiador limpo a cada dois anos, fluido recomendado e o óleo que antecipava a troca já que não confiava na quilometragem que a Fiat recomendava, foram anos de alegria.

  • Murilo Bonato

    Danilo, trabalhar com rotação mais alta ainda mais por uma longa km desgasta mais sim, não sei te precisar o quanto, mas fazendo analise básica seria como se vc caminhasse por dez km ou corresse por dez km, com a corrida o resultado ao final dos 10 km seria um desgaste maior, assim funciona o motor tb.
    Inclusive se reparar alguns carros alemães e a Chevrolet por exemplo tem este costume vc vai ver uma relação de marchas mais longas em carros como astra belga, vectra, omega que é justamente para que as autobahns possam ser percorridas em velocidade de cruzeiro mais altas, no entanto com giro mais baixo.

    • Gabriel Bastos

      Isso ai ! O giro ideal..

  • Marcio Cesar

    Excelente matéria Josias, acrescentando informações à sua nota no final: Faltou os alisadores de painel e os procuradores de rebarba (rebarbeiros). Tenho um Sanderinho 2010, ou seja, não tem tecnologia embarcada, então esse vai longe.

  • Alexandre Garcia

    Prezado Josias,
    Não sei se relatos de ogros contam, mas vamos nessa:
    Fiat Elba 96 1.5 i.e. que comprei do nosso amigo Alex Cruvinel lá por volts de 2004, com 104 mil km, zerada. Está hoje com 318 mil km nunca abri motor, nunca fiz nada de mais sério nela. Único defeito digno de nota: quebrou uma engrenagem de terceira uma vez. Arrumamos e ficou legal.
    Bravo 98 2.0 20V, italiano, hoje com 285 mil km e uma junta de cabeçote queimada, sendo consertado. Os 4 Alfas com cerca de 180 mil km cada um, o 145 e o 156 de motor já retificado, o 155 super com 172 mil está firme e forte, e o Elegance 96 com motor muito fraco pedindo retifica nos mesmos 180 mil km. Em breve abro e faço. Coincidência das grandes os 4 com quilometragem muito próxima sem nunca trem tido nada a ver um com o outro e vindo de locais completamente diferentes.
    Ram com 110 mil milhas. Ah, mas como é V-10 não conta, né…..
    Opala 4100 rodou mais de 300 mil fácil, Caravan, aquela com V-8 já rodou muito, mas teve alguns motores variados ao longo dos anos, não é, e por aí vamos!!

  • RoadV8Runner

    O pior é que essa síndrome dos 100 mil km é mais comum do que imaginamos… Eu mesmo fui vítima da patroa, cujo carro na época estava com uns 60 mil km, mas em bom estado, somente desgaste natural. Como ela me disse que não iria trocar de carro (estava em dúvida até alguns dias antes), levei o carro para trocar dois pneus dianteiros e, graças às nossas maravilhosas ruas lunares, lá se foram mais quatro amortecedores e kit de batentes dos amortecedores dianteiros. Ao sair com o carro após a revisão, fiquei impressionado, pois estava perfeito, como se fosse novinho em folha. Aí, a patroa resolve trocar de carro umas três semanas depois… Quase surtei!
    Sobre rodar bastante, meu recorde foi com um Caravan 6 cil. a álcool, 1988. Só comigo foram mais de 160 mil km, vi o odômetro zerar duas vezes! Quando o vendi, 10 anos depois, calculo que estava com uns 343 mil km. Perfeito de mecânica, não baixava nada de óleo. Só os tuchos hidráulicos não estavam mais com a mesma saúde, o que conferia um certo ar de 250-S ao som do motor. Para ficar perfeito, faltava fazer uma revisão no sistema de ar condicionado e trocar o motor do limpador do vidro traseiro. De resto, funcionava tudo, até mesmo o relógio digital. Me arrependo até hoje de ter vendido…

    • marcus lahoz

      Sabe, meu drama é a troca de pneus. Sempre que eu troco pneus, aparece um bom negócio.

      • Michel

        Idem!

      • Domingos

        É o dilema do usado. A última vez, troquei pneus e discos e pastilhas, mais alguns detalhes que apareceram. Era isso ou trocar por um novo.

        Eis que furam um sinal vermelho e ainda tive que gastar um bom tanto em funilaria pois o cidadão fugiu (nessa hora quem anda de moto não fica de “ai, machucou aqui”…).

        Com o total das coisas gastas, praticamente teria o suficiente para trocar por um carro novo. Enfim…

    • m.n.a.

      Ei, RoadV8Runner, não está querendo comprar outra Caravan 6-cilindros?

      Revista do Opala página 50, nos classificados, canto inferior direito da página…..

      • RoadV8Runner

        Cara, agora nem pensar… Estou às voltas com a reforma de um Opala, o orçamento está bem justo.

  • $2354837

    Diz que rodou 1 milhão sem trocar a correia dentada…

    https://www.youtube.com/watch?v=-JO9cL_eC2w

    • Christian Bernert

      Zerou “sozinho” aos 700.000 km? Estranho…

      1.000.000 km sem trocar a correia dentada???

      Eu acredito que um carro assim pode mesmo rodar 1 milhão de quilômetros, mas esta história está estranha demais; tem qualquer coisa errada aí.

    • Fernando

      1 milhão sem trocar a correia dentada, já forçou a barra…

  • Marcelo Schwan

    Meu xodó é meu Omega.

    Um CD 4.1 1996, painel digital, câmbio automático, estepe original sem uso. O carro era do meu pai. Peguei o bicho com 35.000 km.

    Já rodei muito com ele no álcool, chipado e bomba trocada.

    Está há algum tempo de volta à esta mistura indigesta que nosso desgoverno chama de gasolina.

    Acaba de completar 190.000 km, íntegro, sem baixar óleo, sem queimar e sem bater nada.

    Suspensão original trocada inteira aos 150.000 km. Segundo o mecânico por teimosia minha. Por ele não trocava porque estava zero ainda. Esmagadora maioria dessa quilometragem na Dutra, São José dos Campos – Rio de janeiro.

    Tive um cliente com um Omega 2.2, taxista. Primeira vez que entrei no carro dele quase caí pra trás. Impecável e lacrado, motor inclusive, com pouco mais de 800.000 km.

    abraço e belo texto

    • Fat Jack

      Sempre ouvi falar de problemas nos câmbios dos Omegas (salve engano porque eles precisam de troca de óleo, e que é específico), você saberia me dizer se isso procede?
      Valeu!

      • Danniel

        Fat Jack, se está falando do automático, precisa de troca de fluido como qualquer outro. Dificilmente temos câmbios em bom estado por desconhecer o histórico de manutenção ou utilização do carro. O fluido é um Dexron III que se encontra em qualquer posto, com trocas previstas pelo manual a cada 60.000/30.000. Infelizmente ele não alerta para a necessidade de trocar também o filtro da transmissão.

        Quanto ao câmbio manual, este sim usa um óleo específico, o Syntheso D150EP. Como este é muito difícil de achar, estamos usando o Renolin 150. Não há previsão de troca deste óleo no manual, mas é boa prática fazer a troca, ainda mais em carros com 20 anos.

        Tem gente que coloca óleo hipóide SAE90, como a viscosidade é muito maior a passagem de marchas fica extremamente dura, além de maior desgaste ao longo do tempo

  • Cris Dorneles

    Sou alisador de painel, e caçador de rebarba..

    • Cris Dorneles
      Perfeito, eu e os leitores estamos cientes disso agora. Só falta sabermos se você se orgulha ou se envergonha disso.

      • AstraPower

        Rá! Eu ri!

      • Cris Dorneles

        Bob, já ouvi dizer que é um defeito… que sou muito crítico.

    • Domingos

      Sou adepto de julgamentos justos. Se o carro custa, sei lá, 20 a 25 mil Reais quando novo aí acho besteira se preocupar com plásticos no lugar de ver se a parte mecânica presta por exemplo.

      Sabendo também que em preços menores, não dá para ter tudo ao mesmo tempo.

      A partir desse preço eu sou do seu time, com orgulho. Porque aí rola uma reciprocidade. O fabricante tem uma boa margem de lucro e vende um produto mais caro e mais cobrado que o básico. Aí minha carteira é mais alisada.

      Sendo minha carteira mais alisada, eu aliso mais os plásticos também.

      Conforme esse valor vai chegando nos 50 mil Reais, por exemplo, acredito que vira mera obrigação que os materiais de cabine sejam perfeitos.

      • Cris Dorneles

        Também acho. É a primeira coisa que faço ao entrar num carro. O acabamento, seus materiais e sua aplicação me chamam mais atenção que o design externo.

  • Eduardo Mrack

    Dentre vários relatos, deixo o do meu Chevette SL 1990. Peguei com 240.000 Km há 2 anos e meio. Gastei R$300,00 de manutenção logo após a compra – correia dentada, jogo de velas, cabos, bobina, pastilhas de freios, 2 pivôs de suspensão superiores, filtros, óleo do motor, troca do fluído de freio, limpeza e troca do kit de reparo do carburador ( tudo isso com míseros R$ 300,00 ) um ajuste de folgas dos balancins e mais nada. Desde então apenas trocas de óleo ( sempre com filtro ) no período ideal. Ah, logo ele chega nos 300 mil kilômetros rodados e ainda é um tesão para andar, tirando o barulho intrínseco ao motor, roda mais silenciosamente do que QUALQUER popular de uso urbano com mais de 30.000Km. O Chevette era “carro de estrada” . Paguei preço de banana podre e recebo propostas de compra pelo dobro do valor que paguei, mas não tenho porque vendê-lo. A única mania dele é não gostar muito do nosso gasol e depender do afogador durante a fase fria, isto me incomoda um bocado.

    • Cadu Viterbo

      Bacana seu relato, gostei da experiência. Mas só acho que você exagerou no “roda mais silenciosamente do que QUALQUER popular de uso urbano com mais de 30.000 km”
      Nem o melhor Chevette zero km do mundo roda macio e silencioso como um Onix, HB20, Fiesta atuais

      • Domingos

        Onix e HB20 não são exatamente populares. Eu não duvido um Chevette realmente impecável rodar mais silencioso que um novo Uno com alguma quilometragem, por exemplo.

        • Cadu Viterbo

          Quando eu falo popular, me refiro a categoria, não a preço.
          Um carro novo hoje tem projeto mecânico muito mais refinado, silencioso. O motor funciona mais liso, mais regular, silencioso. Fora os materias de vedação, isolamento acústico. Não tem comparação.
          Um chevette ou qualquer carro dos anos 80 tem seu valor, se bem cuidado, mas vamos ser realistas, né?

          • Concordo contigo,mais por experiência própria,meu Chevette 1983 roda mais macio que meu Uno 1998

          • Eduardo Mrack

            Na minha realidade, e olha que trabalho e ando diariamente com carros diversos, poucos carros me dão a sensação gostosa e suave de rodar do Chevette em questão. Aquele conjunto de braços superpostos na dianteira do pequeno GM tem o seu valor, desde que buchas de balança e pivôs estejam em boas condições.

          • Domingos

            Suspensões melhores costumam dar seu troco em conforto mesmo, quando falando em um carro de rua.

            Pega um Corolla 2012, por aí, e um Focus da mesma idade. Ambos fazem as curvas quase na mesma velocidade limite, porém o Focus é mais ajeitado e muito mais confortável.

          • Cadu

            Mas não foi o que eu disse. Você ter satisfação e cuidar do seu Chevette é uma coisa bem diferente de dizer que ele é mais silencioso, confortável que um popular moderno
            Não duvido que ele esteja em ótimo estado e rodando macio. Mas não há como ignorar 20 ou 30 anos de inovação tecnológica….

          • Domingos

            Cadu, os populares atuais embora melhores em um monte de coisas geralmente comprometem em áreas-chave do carro.

            Por exemplo, para terem suspensões ao mesmo tempo simples e de muita estabilidade (ninguém aceita carro manhoso hoje), a carga de amortecedores dos carros mais baratos é quase sempre incomodamente alta.

            Um Chevette pode ser mais trabalhoso numa curva, mas novamente eu não duvido nada que em termos de suavidade de rodar ele ganhe.

            Até porque os motores 1,0-L costumam fazer bastante barulho, em conjunto com o baixo isolamento dos últimos anos.

            Um carro atual, qualquer um, roda melhor. Mas com mais suavidade, talvez seja necessário olhar dos 40 mil para cima.

          • Domingos

            Em motor e câmbio acho que não tem como escapar mesmo. Porém coisas como barulhos de acabamento e suavidade da suspensão, apesar do enorme ganho em estabilidade dos carros atuais, os modelos mais simples correm risco sim de perderem a alguns carros antigos.

            Um amigo meu tem um Opala em bom estado. Não teria um carro tão antigo e nem um Opala, muito menos acho que os carros não evoluíram absurdos desde então, mas uma coisa é certa: o carro é bem silencioso de suspensão e acabamento.

            Mesmo tendo seus 40 anos, não lembro de ouvir coisas fazendo barulho e em reta, sem ficar acelerando, é bem confortável de andar.

            Comparável a um Corolla de alguns anos atrás em conforto, o que é bem mais que quase qualquer carro até os 40 mil!

      • Eduardo Mrack

        O Domingos já esclareceu que Onix e HB20 não são os populares a que eu me referia. Afine seus ouvidos e preste atenção no ruído de transmissão destes populares atuais, o conjunto árvores de tração/junta homocinética me dão calafrios. Até mesmo os coxins de suspensão aos 30.000 km já fazem um barulho que para mim é inaceitável. Isto para não falar da insuportável “tremida” em rotações baixas, mas isso se deve aos motoristas que não reduzem marcha. Enfim, não dou ponto sem nó, se você quiser coloco meu Chevette contra um POPULAR de sua escolha com mais de 30.000 Km rodados em uso urbano e instalamos decibelímetros em uma faixa qualquer. O único problema seria mesmo o ruído de comando e balancins intrínseco ao Chevette bem como o gostoso som de escapamento, por isso desconsiderei o ruído provindo do motor, o que na prática dificultaria a nossa aferição. Um abraço.

        • Cadu

          Escolha o popular que quiser entao: Uno, Palio, Gol…
          Você percebe o quanto seu relato é tendencioso? Você quer comparar ruído x conforto ao rodar do seu caro SEM CONTAR o ruído do cabeçote nem do escapamento?
          Ora, então no seu raciocínio compare com um veículo moderno sem os ruídos dos pneus e do conjunto mecânico… Ou seja: você faz um desafio, mas tem exceções? Assim é fácil…

          Aliás, é impossível escutar qualquer ruído de acabamento ou suspensão com um motor barulhento, inerente à idade do projeto

          É cada uma…

    • Rodolfo

      Eduardo,

      Tenho um Gol GL 1,8-L 1990 e uso afogador quando vou ligar o carro pela primeira vez no dia, fazendo frio ou não.

      O afogador foi feito para o motor aquecer mais rápido e para facilitar a vida do motorista em não ter que ficar acelerando para o carro não morrer quando o motor está aquecendo.

      Abraços,

      • Fernando

        O principal do afogador é mesmo facilitar tanto a partida a frio quanto manter o funcionamento pelo menos regular sem ele “apagar” em qualquer movimento, mas acaba não ajudando muito em aquecer mais rápido, pois mistura muito rica acaba até ajudando a dissipar calor.

        E se usado mais que deveria, acaba por mais contaminar o óleo com o combustível(e no álcool isso é bem considerável) e facilitar carbonização.

        Nas regulagens dos meus carros sempre usei o afogador, mas cada vez fui me acostumando a usar o mínimo que conseguia, e conduzir o carro sem exageros mas assim fazendo aquecer enquanto andava, até em alguns manuais me lembro de induzirem a isso ao invés de aquecer parado.

        Conheço alguns que regulam o carro(a álcool) com tanto excesso que mal usam o afogador, o que para eles é até bom, mas particularmente a idéia não me parece boa…

  • KzR

    Mais uma excelente matéria que vem a calhar. Obrigado por nos brindar com mais uma dose de autoentusiasmo ancorada em forte argumento racional e crítico na análise. Boa reflexão para os ‘aprisonados’ pelos quilômetros rodados.

  • KzR

    Mas é claro que contam, ô Ogro do Planalto dos Planaltos.
    Você é outro forte exemplo de que quilometragem boa é daquela bem rodada, com muita saúde e fôlego para encarar ainda mais kms.
    Fica a dúvida, o Tio Josias já experimentou alguma dose de Alfa Romeo em seus causos?

  • REAL POWER

    Assim mesmo, Domingos. Um motor quando bem reparado não apresenta sinal algum. Uma porta, um para lama riscado que passe por uma pintura, tem grande chance de não ficar igual a pintura original devido aos modernos sistemas de pintura nas fabricas. Ai fica aquela situação de sempre olhar e ver que tem algo errado. E mesmo que foi apenas um reparo vai passar por carro batido. Já na questão do motor isso não acontece.

    • Domingos

      Sim, entendi bem por esse ponto mesmo. Às vezes foi um risquinho na porta, mas o conserto deixa marcas.

      Fora coisas de acabamento que às vezes não se acha mais.

      Motor e câmbio hoje em dia é o que menos incomoda num carro, sem aloprar também é claro…

    • Luiz_AG

      Hoje em dia os processos de reparo avançaram muito. Tinha um carro vermelho (a cor que apresenta mais defeitos quando reparado) que não se percebe o reparo (dei ré em um poste). As tintas evoluíram demais. Chamo isso de revolução silenciosa pois ninguém percebeu.

  • Ronald Sharp

    Possuí um Uno 1.0 1993. Vendi em 2006 com 246.000 km. Nunca trocou embreagem, amortecedores. Só manutenção de rotina. O Bob Sharp, meu irmão, conhece bem a história deste carro. E não andava devagar. Fiz várias vezes a Dutra, de São Conrado, no Rio, a São Caetano do Sul em 4:30 horas, sem parar.

  • Renan V.

    Trabalhava numa empresa onde um taxista prestava serviços de transporte entre as plantas. Tinha uma SpaceFox verde metálica. A cada dois anos ele trocava de carro, dirigia mal, tinha “medo de rotação” e está já com uma idade avançada, mas seus carros foram todos bem conservados. Até que ele vendeu a “Space” para comprar outra, do modelo mais novo, reestilizado. Pois quando perguntei para ele sobre a quilometragem do carro usado, ele me disse que tinha mais de 180.000 km rodados, mas a concessionária vendeu o carro com 30.000. Caras-de-pau – Vendedor, mas o comprador sempre prefere dez mentiras a uma verdade. Fica o alerta: Todas as concessionárias fazem isso, mas nem todos os revendedores de usados e semi-novos. Existe como atestar a quilometragem original do carro, passando um Scanner no módulo, mas aí já é outra história.

    • Domingos

      Taxista parece que desaprendeu a dirigir. A maioria troca de marchas muito mal e no tempo errado.

  • REAL POWER

    Eu tive um Polo Classic 1.8. Com 145 mil km resolvi abrir o motor e ver como estava. Nunca tinha sido mexido em sequer um parafuso. Tudo em perfeitas condições. Bronzinas e virabrequim pareciam ter rodado menos de 15 mil km. Desgaste de cilindro mínimo. Montei tudo como estava e até hoje continua assim, nas mão de um amigo para quem vendi. Quando vejo o carro bate uma saudade danada,

  • REAL POWER

    Teve um caso de uma Pampa com motor AP 1.8 que logo que saiu da garantia começou a fazer todo o serviço num concessionário VW que trabalhei, pelo melhor atendimento em relação ao que recebia na Ford. Uma troca de óleo por semana. Sim toda sexta feira a tarde a Pampa chegava para trocar o óleo motor e ser examinada. Fazia em média 5000 km por semana. Última vez que a vi estava com mais de 500 mil km e motor parecia apto para mais 500 mil.

    • Domingos

      Tem uma vantagem nisso que é o óleo e outros componentes serem trocados antes que qualquer pequeno acumulo de impurezas ou de princípios de defeitos efetivamente se manifestem.

  • mecânico anônimo

    Eu faço “revisão” no meu carro antes de viagem longa, que totalize milhares de quilômetros. Pois sempre tem alguns itens que estão “sob observação”, que estão dando sinais de que não estão mais 100%, mas que ainda estão funcionais, e assim a intervenção vai sendo postergada. É aquela mangueira do radiador que está mais “gorda” que o normal, ou aquele retentor que começa a “umedecer” em volta. Uma viagem longa é um álibi para tirar um tempo e sanar todos esses detalhes.

    • Domingos

      Infelizmente o pessoal tem o costume de esperar estourar para depois arrumar…

    • Luiz_AG

      Não faço revisão pré-férias. Faço revisão sempre. Meu carro está sempre pronto para qualquer missão.

  • Daniel S. de Araujo

    “Estourar” é modo de dizer apenas. Sei (bem, infelizmente) quais os sinais de um motor gasto pois já tive intercorrências com diversos motores cansados.

    Uma vez, em apenas um ano, num desses azares do destino, tive que refazer 6 motores de uma frota de 9 tratores…

  • Daniel S. de Araujo

    Frontier 2006 usa motor MWM Sprint 4.07TCE.

    Já vi Microonibus Volare com esse mesmo motor (exceto pelo uso de bomba injetora ao invés do sistema eletrônico), da prefeitura daqui da cidade, com 600 mil km e refazendo…a bomba injetora! O motor permanecia std.

  • Caraca, Duza, parece que foi ontem que você comprou o Pomarola, rsrs.

    Em abril, eu passei a Páscoa em Tapes-RS, e o “Tiradentes” em São Bernardo do Campo-SP.

    Bota essa “pejosada” pra rodar, rs.

    • Parece que foi ontem, mas tem dois anos e meio já…

  • Marcos Alvarenga

    Parabéns, Léo!
    Conheço seu Classe A pelo Flatout!

    Meu Linea está com 105.000 km. Único tropeço até hoje foi uma correia dentada que ficou “banguela” depois de apenas 20.000 km por contaminação por minério de ferro. Por sorte não levou meu cabeçote para o inferno.
    Meu saudoso Marea 2.4 rodou 160.000, quando começou a baixar óleo eu tinha um dilema: refazer o motor como se deve, por R$13.000,00, quase o valor do carro, ou passar para frente barato. Foi uma decisão difícil.

    Abraço,

  • Mais uma matéria muito boa! Sou proprietário de um Fiat Uno Fire Economy 2010 e uma Strada Fire 1.4 2008. O Mille foi o meu primeiro carro (e de minha esposa também), tiramos zero. Hoje, com manutenção completamente em dia, goza de plena saúde, não bate nada no alto de seus 130 mil km… o que já ouvi de gente falando para trocar, não está escrito. A Strada, maltratada de frota (porém com o motor em plena saúde e
    standard), chegou aqui em casa aos 160.700 km e hoje, aos 209 mil km,
    exibe vigor e confiabilidade também, depois de ter recebido os devidos
    cuidados. Estudei mecânica e me formei no Senai (apesar de ser analista de sistemas de profissão) por amar este mundo da graxa e, desde 2010 eu que faço tudo o que posso de manutenção no carro na minha garagem mesmo. Até ferramentas específicas, aos poucos fui adquirindo. Quilometragem “é pra inglês ver”… tudo vai de como você cuida do carro, sem dúvida…

  • Daniel S. de Araujo

    Bom, vou narrar uma passagem pessoal minha.
    Quando mudei para o interior, peguei um Gol 1,6L CHT a álcool da Fazenda para trabalhar. Na época ele tinha 260 mil km indicados (ele rodou algum tempo com o cabo do velocímetro quebrado) e estava bem castigado.
    Arrumei o que pude nele e rodei dessa quilometragem até os 320 mil km quando ai o motor (que com 315 mil mostrou os sinais do tempo, iniciando uma queima de óleo).

    Como ele foi bastante maltratado antes de eu pegar ele para andar, o motor acabou fundindo com 320 mil mas tenho certeza que se tivesse pego novo, ele teria rodado bem mais do que isso.

  • Car Science

    Tive por 6 anos um Celta 2009 comprado 0-km e rodei 160.000 km com ele. Nada pra fazer no motor, embreagem original e aliás mais macia e precisa que muitos com menos de 20.000 km. Amortecedores traseiros originais e ainda com boa carga. Percurso, interior de São Paulo, 560 km todas as semanas.. gastei o valor do carro com pedágio..(rs)

    • André Castan

      E ainda falam mal do Celta…

      • $2354837

        É desconfortável demais. Não agüentei um ano um.

    • Alexandre, falo por mim (e olha que sou Fiatista)… o Celta é um tanquinho de guerra, assim como o meu querido Uno Mille… meu pai, sem cuidar do Celta dele direito o carro tá firme e forte…

      Agora, o que mata o Celtinha é aquele câmbio extremamente curto, que se bobear você pode sair de 2ª (eu fazia isso no Celtinha do meu pai quando pegava ele de vez em quando), o volante torto para a esquerda e o acelerador longe do freio (não dá pra fazer um punta-tacco legal – gosto de carro italiano 😀 ). Do mais, é um bom carro sim.

      • Car Science

        É verdade..o câmbio é terrível, em quinta a 120 estava a 4.800 rpm. O volante é torto, quando pegava outro carro para dirigir até tinha dores nas costas.. kkk. também gosto de Fat, em especial o Punto no qual fiz diversas vezes esse trecho que deixava saudades quando voltava para a realidade..

  • marcus lahoz

    Excelente texto. Mas existem dois lados na questão de quilometragem alta.

    Já tive carros que chegaram a 160.000 km (Stilo 1,.8 e Lancer 1,8) rodando perfeitamente; já outros se arrebentaram aos 100.000 km (como um Tempra 16V).

    Aqui na empresa temos um VW VAN 1999 com mais de 200.000 km, está destruída, quando chove cai água no pé do passageiro; mas cabe dizer que ela foi muito maltratada.

    Acredito que os carros dos anos 2000 para cá são bem melhores e resistentes, conseguem chegar a 200.000 km com uma manutenção relativamente barata.

    Sobre os repórteres, vi até um caso de um cidadão que criticou o 408 pois o banco do motorista não era baixo o suficiente; eu considero este tipo de gente aqueles que fazem de tudo para aparecer.

    • Fabio Toledo

      Eu também não gosto de ficar com a testa colada no para-sol…

  • Fantasma do Espaço

    Toda vez que vejo um carro marcado + 60 mil km já sei que é 120 mil km (rs) e isso serve para qualquer quilometragem que vejo acima de 60.000 km

  • Fat Jack

    Muito, muito bom mesmo!
    Imagino a “delicinha” que deve ser um 1.6…

  • Imagino a graxa que deve estar dentro do motor…

  • Fantasma do Espaço

    Meu pai tem um Corsa Sedan Maxx 1,8 2005 que já rodou mais de 700 mil quilômetros. Reformou o motor quando tinha mais de 400.000 km.

  • Renato

    Ainda não sei direito o por que não fizemos revisão por tempo de uso, em vez de quilometragem….

    • Caio Azevedo

      O único carro com horímetro que conheço é o Novo Uno 2015.

      • Lucas Vieira

        A D-20 saia com horímetro também.

    • Luiz_AG

      Lógico que fazemos, a maioria das revisões são 1 ano ou 10 mil km.

      • Fernando

        Mas se a pessoa por qualquer motivo(viagem a trabalho por exemplo) não usou o carro digamos por 3 meses, e a Ford que estava com política de revisões de 6 meses, também era um tanto precoce.

        • tadeu augusto de oliveira

          Também não entendo porque não se marcam as horas de uso nos carros… tratores são assim. Me lembro do pai ter comprado um Massey Fergusson 235 em 1990 e era marcado por horas de uso. Meu avô tinha um mais antigo ainda, um Massey 50X (não lembro o ano) e era a mesma coisa. Vai entender!!

          • $2354837

            Tratores e maquinas agrícolas se arrastam no campo. Vai trocar óleo com 500 km?
            Eu sou a favor do horímetro. Os módulos de injeção têm como calcular isso.

  • m.n.a.

    Chevette 1.6/S gasolina:

    herdado de minha irmã em 2002 com 107.500 km

    (direto para a retífica…)

    agora com 268.000 km e motor muito saudável.

    O que faço: trocar o óleo do motor no mínimo 3 vezes por ano e pelo menos 8 minutos ligado antes de sair, quando frio….

  • Marcelo Schwan

    Meu xodó é meu Omega.

    Um CD 4,1 1996, painel digital, câmbio automático, O carro era do meu pai. Peguei-o com 35.000 km.

    Já rodei muito com ele no álcool, chipado e bomba trocada.

    Está há algum tempo de volta à esta mistura indigesta que nosso desgoverno chama de gasolina.

    Acaba e completar 190.000 km, íntegro, sem baixar óleo e em bater nada.

    Suspensão original trocada inteira aos 150.000 km, segundo o mecânico, por teimosia minha. Por ele não trocava porque estava zero ainda. Esmagadora maioria dessa quilometragem na Dutra, São José dos Campos–Rio de Janeiro.

    Tive um cliente com um Omega 2,2, taxista. Primeira vez que entrei no carro dele quase caí pra trás. Impecável e lacrado, motor inclusive, com pouco mais de 800.000 km.

    abraço e belo texto

    • Danniel

      Marcelo,

      Então somos dois. Peguei agora o GLS 4.1 do meu pai com 120.000 km e estou com um CD 94 automático em vista, com 122.000 km, para fazer o “casal”

      Abs

      • José

        somos três kkkk, tem 3 meses que comprei o meu 2.2 1996 com 185.000 (80% do tempo rodado em estrada) fiz uma revisão coloquei um jogo de rodas 18 com pneus zero, e estou curtindo o carro pena n ter tempo pra rodar, pois tenho um comercio onde trabalho de domingo a domingo e moro emcima dele, dae saio só fds ou de 15 em 15… qunado achar um 4.1 zerado eu vou trocar o meu. abraços

        • Marcelo Schwan

          Parabéns aos dois. Sou suspeito, mas ótima escolha.

          abraço

      • agent008

        Omegueiros, não me incentivem… Há tempos sonho com uma Suprema CD 3.0 manual. Se tiver o luxo de escolher a cor, preta.!

  • João Guilherme Tuhu

    Ótima matéria. Por isso faço questão de conduzir o carro para quem não conhece do assunto. Rodo até mais do que o necessário. Hoje em dia, troco os carros não pelo hodômetro, mas porque me canso deles também…

  • Fabio Toledo

    Muito interessante esta iniciativa do Eduardo Pincigher, percebe-se aí alguém bem intencionado!

    JS, trocou o kit de embreagem? O BS daria um banho no kit original e mandaria montar novamente para rodar mais 150.000… (rs)

  • Fabio Toledo

    800000? Esse taxista pesca que é uma maravilha! Precisa ver!

    • Domingos

      Tenho por costume passar de um ouvido pelo outro o que taxista diz, com raras exceções.

  • Ronald Sharp
    Quantas viagens nele, hein! Sempre perfeito de curva. Você esqueceu de falar, troca de óleo sempre conforme o manual, a cada 10.000 km ou 1 ano, e nada de super-óleos, mas mineral API SJ. Você fez mesmo bem em trocar aquela 5ª curta maluca, que fazia o carro parecer ter câmbio de “4,5 marchas”, tão próxima que a 5ª era da 4ª…Ficou ótimo e sem ficar buraco exagerado em entre 4ª e 5ª.

    • János Márkus

      Opa, isso me interessa. Sabe qual engrenagem que ele usou para alongar a quinta?

      • János Márkus
        Não me lembro exatamente, foi coisa de ter passado de 0,93:1 para 0,83:!. Vou ver se meu irmão se lembra, na época era gerente de serviço da Eurobarra Fiat, no Rio.

        • Bob, ficou parecendo a 5ª do Fire Economy (0,838:1)… a 5ª do Fire Way é 0,878 (e já dá uma diferençazinha…)… agora… 0,93:1 é sacanagem! 😀

  • Fabio Toledo

    Li vários “causos” cheios de orgulho com suas quilometragens… Lógico que o motorista deve cuidar do veículo, até mesmo para não ficar na mão… Desculpem-me, mas eu uso o carro e não o contrário…
    Aliás, carro novo não quer dizer nada, meu carro está parado na concessionária, pane elétrica (2013). Veremos o que aconteceu!

  • Meiomaluco

    Sensacional matéria!!

    Aí vai…, acabei de comprar uma raridade: Gol GLS 2.0Mi 1998
    Completíssimo, redondo, documentado com histórico, perfeito estado de funcionamento…, quilometragem? 143000 km
    Sem medo de ser feliz! Carro bem cuidado e “bem rodado” no sentido literal do BEM.
    Não troco por nenhum moderno…
    Revisão inicial feita, vai rodar muito!!

  • Josias, #curti. E digo mais. Meu pai trabalha com camionetas GM há muito tempo. Seguidamente chegam camionetas bem surradas do interior, que carregaram porcos, pedras, cavalos e sabe-se lá o que mais acima do peso e nas piores condições por décadas a fio. Troca de óleo? De filtro de ar? Que piada é essa? São camionetas da década de 60, 70 as mais novas; dias atrás até uma da 50 apareceu por lá com o pino de diferencial original intacto, zero desgaste. Abrindo os motores (Chevrolet Brasil 4.3 ou 4.1 a maioria), geralmente se vê virabrequins standard e blocos onde uma troca de anéis e um bronzinado novo resolve para rodar mais 300 mil fácil, fácil. Digo o mesmo dos chassis, que não entortam os feixes de molas ou olhos de balança que estão esgamelados de há muitos anos nunca terem visto nem graxa nem embuchamento novo, e com uma simples troca se resolve. Desculpe, mas olhando os carros novos, os plásticos, como se diz, durarem 50 ou 60 anos como essas beldades antigas estão aí rodando até hoje, duvido. Meu irmão tem uma colocação sobre a General Motors que eu nunca tinha pensado: A empresa quebrou porque os carros não quebravam. Acho que concordo com isso quando vejo hoje meus amigos de carros novos fazendo manutenção “preventiva” a cada três meses, andando com óleo de custa 100 reais o litro e mesmo assim, nos 150 mil os carros fumegam como uma locomotiva diesel. Sou do tempo da chapa 14 na lataria e longarinas de polegada embaixo do meu banco. Carro velho: sim #curto. Feliz proprietário de uma C10 e um Vectra B, que não vendo, obrigado. Abraço gente.

    • Lucas Mendanha

      Me tira uma duvida. As D40 Perkins 89, 90, tem a suspensão dianteira frágil para estrada de terra, ou meu avô era cupim mesmo? Ele puxava leite na roça com uma e não ficava dois dias sem ter que mexer em algo nela…ela é balança na frente, certo?

    • Domingos

      Vectra B é um carro completamente diferente de uma C10 ou dessas picapes antigas.

      A GM quebrou porque perdeu mercado nos países ao redor do mundo e nos EUA igualmente fazia produtos que não queriam comprar. Os carros modernos dela são bem “quebráveis”, nada dessa indestrutibilidade que uma picape dos anos 50 tem por obrigação.

      Agora, embora seja impressionante, não vejo razão nenhuma para projetar-se carros de passeio com tanta resistência. Até porque projetar um carro que o dono possa “esquecer” de trocar óleo significa projetar um carro bem ruim de dirigir.

      Fica um negócio meio soviético. Fora que qual é o interesse em ter um carro por mais de 30 anos?

      Um veículo agrícola ou de trabalho é outra coisa. E não é carro, é veículo.

  • Caio Azevedo

    Quer dizer: manutenção de rotina + um alternador recondicionado no meio da viagem, certo?

    • Caio
      Recondicionado, não, consertado.

  • Lucas

    Sei não, hein. Tendo a acreditar que muita gente tem medo de quilometragem não é nem por abrir o motor ou trocar uma embreagem. Acredito que a maioria não quer nem trocar filtros ou velas!! Quando muito trocam pneus. Já que compram carros pensando na revenda, qualquer gastinho que ele der ao longo do uso é “prejuízo”….

    • Luiz_AG

      Pois é, se colocassem na ponta do lápis veriam o quão dispendioso é uma troca de veículo.

    • Vinicius

      Essa é, decerto, a maior definição do consumidor de carros brasileiro…

    • Fernando

      Preferem pagar IPVA mais caro do modelo novo, emplacamento, documentação, perda de tempo, um boletão “novo”, sem falar no valor depreciado do carro anterior…

  • Rodolfo

    O meu Gol GL 1,8-L, ano 1990, está com 222.000 km, sendo que nunca abriu a parte de baixo, só teve que fazer o cabeçote.

  • Eduardo

    Bom, vamos lá com meu relato. Sou proprietário, há dez anos, de um mal-falado Gol 1,0 16V Plus, quando comprei o carro ele estava com quase 40.000 km. Era de um conhecido meu, muito bem cuidado. Desses dez anos, morei oito em fazenda e rodava por dia ao mesmo uns 60 km com o carro, metade em estradas de terra. Resumindo, o motor foi abrir o bico com 240.000, quando fiz uma retífica completa e troquei a embreagem original por prevenção, 20.000 km depois foi a vez do câmbio. Estou com o carro até hoje, que está com 270.000, nem penso em trocar. Em todo esse tempo, fora a retífica de motor e câmbio, somente a manutenção básica precisou ser feita…

    • Diego s

      Comentei do meu Gol 1.0 16V 98 mais abaixo. Recém 194.000 km. Motor feito aos 184.000 km. Acho que em breve será a vez do câmbio. Se puder gostaria de ouvir a hi$tória do seu. Também não penso em trocar, não vale mais nada. Fiz as contas do meu (tenho praticamente todas as notas de tudo que foi gasto com o carro). Estimo um custo geral equivalente a 2,14 vezes o que foi gasto com combustível (multiplique o gasto com gasolina por 2,14, é o meu custo de manutenção).

  • Alvaretts

    Resposta da pergunta do Mercedes:

    Te pagam uns 5 mil pra levar ele para casa.

  • Luiz_AG

    Esse saíram pouquíssimos. Cuide bem dele. Ainda me lembro com carinho um Gol GL 1996 1.8 de um amigo, que carro confortável.

  • Daniel

    Somente poucos cuidam e mantem bem seus carros. A grande maioria põe apenas óleo e gasolina e faz manutenção apenas quando quebra alguma coisa. Por isso tenho medo de comprar usados muito rodados. O melhor negocio e pesquisar e comprar sem pressa.

    • Domingos

      Pressa na hora de comprar usados é pedir para dar besteira mesmo…

  • Luiz_AG

    Não tenho problemas com isso.. .lógico, lá se vão 1 mil reais… Mas vendo bem os carros, passa a idéia de “bem cuidado”.
    Sempre uso pneus de marcas idôneas. Evito chineses desconhecidos.
    O único pneu estranho que coloquei na vida foi em 1998, na época um desconhecido Kuhmo coreano que todo mundo torcia no nariz.

    • Fernando

      Kumho que hoje está entre as grandes fabricantes, faz excelentes pneus. Às vezes o vencimento de um preconceito desse nos faz ganhar mais do que se fôssemos com a opção que aparentaria ser a mais confiável.

    • Domingos

      Desconhecido e ruim são coisas diferentes. Kumho sempre foi bom!

  • Domingos

    Qualquer carro desde 1980 tem tecnologia embarcada. Ademais, embora eu não goste de carro descartável, a preocupação se vai durar 30 anos ou mais me é bem cultura inútil.

    Se o sétimo ou o oitavo dono do carro, que pagou o preço de uma TV na promoção por ele, não conseguir achar peças e começar a romaria das reclamações inúteis o problema é bem dele.

    Uma coisa é o cara pagar e querer receber. Justo. Outra são os fundo de tacho que querem as coisas praticamente de graça e ainda reclamam.

    É o mesmo nível para mim de quem, por exemplo, fala hoje que Vectra (os primeiros) é um carro ruim porque não acha peças como o Monza e são mais caras também.

    Bom, nesse caso anda de ônibus. É melhor, mais honrado.

  • Domingos

    Vai ter, depois vão derreter. Periferia quer preço. Quando estiverem desvalorizados ao extremo, vão comprar. Depois, quando não tiver mais peça nenhuma (para um novo já é difícil ter) vão ir desmanchando.

  • Domingos

    Quem compra zero não quer ter nenhuma manutenção. E eu concordo. Você é o que toma a facada do preço cheio, fora a desvalorização.

    Se for para começar a trocar item de manutenção cara, ou se “casa” com o carro ou se passa o mesmo para frente.

    Geralmente, a não ser que for um trocador compulsivo de 2 em 2 anos, o cara compra zero e fica seus 4 a 5 anos. Depois disso o cara ou já enjoou ou sabe que logo vem um jogo de amortecedores ou uma embreagem.

    O problema em trocar um desses itens? Nenhum. Se você pagou o preço cheio do carro, no entanto, não vai estar muito a fim de fazer não – a não ser, novamente, que queira ficar mais um bom tempo com o carro.

    É uma questão de ciclos. Carro muito rodado é bom de comprar também. Mas tem que ser bem rodado e não pode ser avacalhado, claro.

    Você paga barato e, sabendo o que compra e economiza, depois arruma todos os itens a serem trocados por desgaste.

    Questão do que a pessoa procura e o quanto ela quer gastar.

  • Domingos

    Golf mexicano?

    • Diego s

      Gol 98 1.0 16V. Bem que eu queria que fosse o Golf guapo!

      • Domingos

        O painel e o cubo do volante/chaves de seta lembra muito. Só depois que vi que a posição do miolo da chave e a marca vermelha no conta-giros não poderiam ser do Golf.

        Um desses bem conservado é muito legal até hoje, embora prefiro os alemães pelas cores disponíveis e os bancos.

  • Domingos

    Esses 2002 são carro de verdade. Como tal, não são brinquedos. Vai ter peça que é cara porque, além das dificuldades comuns do Brasil, são para serem caras mesmo.

    Não dá para ter peças duráveis mesmo, boas mesmo, com preço muito baixo.

    Em compensação esses 2002, com muitas peças importadas da Inglaterra, duram um mundo e são não só melhores que os anos posteriores como nas pesquisas internacionais se revelou ser quase tão confiável quando carros como Civic ou Corolla.

    Depois de 2003 e especialmente 2005, o carro caiu muito de qualidade das peças.

    • RoadV8Runner

      De fato, as peças caras são de difícil necessidade de troca. E o carro é realmente um tanque de guerra, aguenta muito desaforo sem reclamar. Fiquei surpreso mesmo é com a robustez da suspensão. O carro está com 130 mil km rodados e agora é que uma ou outra bucha apresenta sinais de desgaste.

      • Domingos

        Todo mundo na época metia um medo com essa suspensão, mas ela no fim era ainda por cima muito boa e confiável.

        Já o sistema de direção, nos Focus mais recentes, foi um problema.

        Agora é esperar que as peças de reposição sigam mais a qualidade dos 2002 do que dos 2006…

  • Domingos

    Verdade seja dita, boa parte da qualidade dos japoneses é sim de donos que são levados a manter o carro dentro das especificações.

    Sempre falei isso. Tem gente que tem um carrinho até bom, mas como não dá status ele mantém de qualquer jeito. Aí compra um Corolla ou Civic e é só concessionária ou os melhores produtos e serviços.

    Aí realmente o carro fica bom!

  • Cesar Mora

    Caramba Léo, não sabia que você tem um Classe A, andei pensando em comprar um como segundo carro tempos atras, mas as informações que encontrei no Fórum do Classe A me deixaram um pouco receoso… acho o carro muito legal e extremamente barato pelo o que oferece!

    • Leo

      O Classe A tem que ter as manhas para comprar. Basicamente você precisa procurar um pós-2003 (com os piscas no retrovisor) sempre com câmbio manual com pedal de embreagem, a quilometragem deve ser baixa (até uns 80.000 km é aceitável) e, de preferência de único dono. Encontrando um desse você leva numa autorizada (elas têm preços de hora técnica diferentes para o A nacional) e pede para “passar o scanner” no carro, que vai dizer se ele teve quilometragem voltada ou algum defeito ocultado. Se passar no teste você só gasta com gasolina e manutenção de rotina e peças de desgaste natural. Bom também notar chiados dos rolamentos do câmbio, eles fazem barulho com carga no acelerador e se você aliviar ou pisar na embreagem o barulho cessa. O problema mesmo é achar um desses. O Classe A perfeito é o 1.9 Avantgarde 2003, que tem mais isolamento acústico e painel revestido de couro. Se achar um desse pouco rodado e barato, compre que é carro para vida toda.

      • Domingos

        Um colega teve um desses. Apesar de duro, ótimo carro. Tanto que o pegava da mãe dele sempre que podia, mesmo tendo outro carro.

        Ficou um bom tempo com ele, geralmente eles ficavam pouco tempo com os carros que compravam.

      • Cesar Mora

        Ótimas dicas! inclusive tinha essa dúvida se o A190 era mais negócio que o A160 por ter menos no mercado… agora até me sinto seguro para abraçar um quando aparecer nestas condições!

      • Vanessa Elisa

        Leo, minha irmã tem um 1.9 Avantgarde, dela desde zero, mais rodado mas usado praticamente só na estrada. Apesar da posição alta de dirigir, é um carrinho divertidíssimo, é muito engraçado pilotar aquele Kinder Ovo nervosinho. Para minha tristeza ela pretende entregar ele na troca por um HR-V… infelizmente não tenho espaço para a encrenca, caso contrário eu abraçaria.

  • Cesar Mora

    Pior que é corriqueiro mesmo… eu mesmo tive um Celta 2007 por 3 anos, comprei 0km e vendi ele com 90.000 km por ser básico, mas o carro estava impecável, muito novo por dentro, mecânica perfeita, pneus novos… dias depois ele estava no webmotrs a venda pela loja, com 39.000km… uma forma de diminuir o risco de fraude é acompanhar quando foram feitas as manutenções e se bate com a km atual do carro…

    • $2354837

      O módulo de injeção guarda a quilometragem, é só ver com scanner

      • Cesar Mora

        Claro, no caso de andamento da negociação a melhor coisa é plugar o carro no scanner para analisar a quilometragem e luzes de advertência jumpeadas para não acender.em..

  • Danniel

    Sou mais um que KM não representa muita coisa. Meu VW do dia-a-dia está com cinco anos e um mês, encostando nos 93.000 km. Mesmo enfrentando 84 (!) lombadas todos os dias ele dá pouca manutenção. Amortecedores e embreagem ainda são as que saíram da fábrica, só ficando dois jogos de coxins no meio do caminho (um deles deu defeito logo após a montagem). Os demais itens foram os de desgaste normal, pneus, correias, fluidos e filtros, sendo esses substituídos rigorosamente a cada 10.000km. Meu carro anterior, que ia para o rala da faculdade, foi trocado aos 6 anos com 104.000km, mais pela ausência do ar-condicionado que outra coisa. O atual pretendo ficar com ele mais 5 anos, que deve fazer o hodômetro dele beirar os 200.000km – Mais por poder experimentar outros carros do que não suportar um carro de alta KM.

    Nos demais carros lá de casa, tenho um Omega 1996 que foi tirado zero com atuais 125.000 (baixíssimo) e estou de olho em outro, 1994, com 122.000. As camionetes eram as que mais rodavam, sendo a recordista uma F-250 cabine dupla 2004 que foi vendida em 2008 com 283.000 no marcador. Este carro, um mês depois, apareceu à venda em um site com menos de 160.000…

    Confio muito mais em outras características, tipo conservação do interior, itens de originalidade, documentação de manutenção do que o hodômetro propriamente dito.

    Apesar de cada vez mais difícil a adulteração, ainda é muito frequente.. Alguns carros só é praticável fazendo a troca do painel pelo de um doador batido, pois nem sempre existe o ferramental e o conhecimento para fazer a engenharia reversa da gravação.

    Esses dias estava em uma loja de acessórios no setor H Norte, conhecido pelos desmanches aqui em Brasília, quando vi um Ka à venda, sofrendo manutenção na máquina de vidro da porta do motorista. Eis que chega um outro senhor, com uma placa eletrônica na mão, que rapidamente identifiquei como sendo o painel de instrumentos. Sentou no banco do motorista e com uma agilidade impressionante, fez a troca em segundos…

    Agora deixa eu parar de falar e ir ali fazer a revisão do meu carro, pois já se foram mais 10.000… rs

  • Leonardo Mendes

    Esse eu jamais vi ao vivo, só em fotos.

    • Domingos

      Parati desse ano e modelo já vi ao vivo algumas. Gol desse ano GLS já vi alguns, talvez uns 4, mas não sei se eram 2.0. Acho que 2.0 só vi GTI 8 válvulas.

  • Renan Becker

    Meu palio fire 8v 2001, o ultimo modelo dos 1.0 movido só a gasolina, está com 122mil km e está com ótima saúde

    • Carlos Eduardo

      Palio Fire 8V só a gasolina foi fabricado até 2005, em abril de 2005 foram lançados os flex.

  • Eduardo Mrack

    Será que eles vão aguentar DOIS Mrack aqui no site ? Se o terceiro Mrack (na verdade o primeiro) usasse a internet, logo a gente seria banido para sempre, kkkk

    • Antônio do Sul

      Se esse outro Mrack for o seu pai, vocês têm é que dar um jeito de trazê-lo para cá. Com certeza, ele deve ter muita coisa interessante para contar.

      • Eduardo Mrack

        Sim, ele é o nosso pai, o velho maldito que decidiu que puxar lenha no interior do Rio Grande do Sul em um Chevrolet D-60 era mais vantajoso do que trabalhar na engenharia experimental da Volkswagen do Brasil, isto lá no inicio dos anos 70. Ele realmente tem alergia à tecnologia atual, como computadores e todo o resto, não virá. Se viesse, passaria uns três anos falando sobre motores Detroit Diesel =D .

        • agent008

          Pois então demorou a vir. Esses Detroit fazem minha cabeça. Que urro maravilhoso lhes sai das ventas! Especialmente os 6 e 8 cilindros.

  • Renato Mendes Afonso

    1.0 16V?

    • Diego s

      Exato, Gol 98, dos primeiros 16V. Agüentou muita pauleira. Por vezes meu pai viajava com ele à velocidade (máxima 161 km/h), pois a gente mora longe da cidade, e sempre pegava um longo trecho de rodovia boa com enormes retas.

      • Renato Mendes Afonso

        É um ótimo motor, boa potencia em alta e suavidade que quase que se contrapõem completamente os 4500rpm a 120km/h em quinta marcha.

        Palavras de quem tem uma Parati 16v com pelo menos 110 mil km.

  • Edu Silva

    Meu Focus Ghia 2011 esta com 87 mil km….perfeito!

  • Fernando

    Um brilhante texto como sempre, e uma ótica diferenciada da maioria.

    Infelizmente vemos muitos dos casos citados, de gente levando em conta quilometragem e deixando de ver o importante, que é a condição do carro em si, e que de certa forma(e o texto esclarece muito bem) não está atrelada a quanto ele já rodou. Acho que o mais importante é como ele rodou.

    Me espanta ver que o pessoal troca de carro com medo de manutenção, mas não que ela signifique retificar o motor ou algo assim, mas tem muita gente que não quer trocar um jogo de pneus ou a correia dentada(+ tensionador e M.D.O.) por achar um custo alto… acho que tem gente que anda de carro mas não tem condições mesmo, deveriam andar de transporte público ou usar as ciclovias, se não quer “gastar” com carro.

    Em um carro que era do meu avô, com 30 anos de idade acabei abrindo o motor, ocasião em que também troquei a embreagem original. Rodou bastante se for ver, foram 20 anos com meu avô e 10 comigo, em um uso quase que inteiro na cidade e todas condições de maior desgaste que a situação induz. Mas a quilometragem em si era baixa: 50000km só, pois meu avô embora soubesse cuidar do carro, na vida em que tinha só fazia esse uso em deslocamentos curtos e assim foi a vida, creio que o importante não é contar números, mas sim assumir que o carro nos serviu(e serve) muito bem para N situações em que foi o fiel companheiro que levou tantos da família aos seus compromissos.

    Ao mesmo tempo, comprei um carro que em vários pontos aparenta ser novo, mas cuja quilometragem chega perto dos 200000km e ainda com todo o vigor, pois foi usado quase que totalmente em estradas, e ainda tem muito pela frente.

    De resto, atitude louvável da JAC, pois mostra uma realidade que tanto brasileiro(e já vi muitos norte-americanos também, pois lá os carros mais rodados são muito depreciados) não faz idéia, mas também é de se entender, vender carro igual pão quente além de ser um desafio para os vendedores, tem alguns caras que são tão otimistas, que acham que o crescimento será sempre crescente, seu emprego é garantido assim como o dos vendedores, mas no fundo ele sabe que é questão de tempo para as coisas estagnarem e ele partir para emprego na concorrente. E olha que conheço quem vive nesse ciclo… o otimismo está nas palavras, no incentivo para que a roda gire, mas a realidade é esta, e assim é inovador(não tanto, se vermos que antigamente se avaliava mesmo os carros a longo prazo) uma fabricante ter uma postura de mostrar os seus usados e pode até passar na cabeça do comprador de levar um usado ao invés de um novo.

  • joao

    Tinha um Gol Special com 260.000 km, quando foi roubado. Agora tenho um Corsa Wind com 163000 km, que ainda deve ir longe…

  • Guilherme

    Esqueceram de comentar do fabuloso vvti do Corolla/Fielder que acreditem equipa experimentalmente até avião. Olha o peste ai em ação. https://www.youtube.com/watch?v=9UYWMM4ggcw

  • Luciano Gonzalez

    Texto perfeito! O pessoal gosta de falar que tal carro é isso, tal carro é aquilo.. nada como o tempo para mostrar quem é bom de verdade em termos de durabilidade, não é mesmo Josias???
    A maioria esmagadora de motoristas morrem de medo de pegar carro usado… eu já tive carros 0km e usados e os meus, nunca me causaram dores de cabeça, nunca!
    Abraços!

  • Cris
    Tente desencanar um pouco disso.

    • Cris Dorneles

      Bob, comparo o acabamento interno de um carro ao de uma casa…

  • Cesar Mora

    Exatamente Domingos… um meio de transporte e uma terapia rs… eu tenho um carro com seus 10 anos já, mas extremamente confiável, confortável e prático, mas que ainda me permite sempre almejar algum detalhezinho para cuidar, alguma pequena melhoria… e assim ele consegue ser esse misto dos dois.
    Mas legal mesmo é aquele que você desmonta, monta, muda, tudo mais intensamente, um dia chegaremos ao nosso Olimpo!

    • Domingos

      Se Deus quiser.

  • Rodolfo

    Afogador mais que o tempo necessário gasta muito combustível e isso não é nada legal.

    Eu mesmo para dar a partida só puxo 1/2 afogador, assim que o carro liga eu abaixo para 1/4, então coloco o carro em movimento e abaixo pra 1 cm + ou -, e quando passo duas quadras de casa, em torno de 200 metros e abaixo totalmente o afogador.

  • felipeboca

    Qualquer frotista que se preze controla manutenções, vida útil e consumo por HORAS. Trabalho no ramo de Transportes onde todos os veículos inclusive veículos utilitários são controlados por horímetro. Por que os veículos não saem de fábrica este indicador instalado? Essa história de quilometragem já era…

  • Rafael Ramalho

    Bem legal essa ação da JAC. Certa vez aluguei um veículo categoria executivo, chegando para retirar me deram um Jac J3 Turin, com 60.000 KM rodados. Acreditando ser uma oportunidade de conhecer o produto, aceitei. O carro era um lixo, simplesmente não transmitia nenhuma sensação de segurança. No outro dia de manhã devolvi e peguei outro carro. Acho que aquele carro em especifico foi muito mal tratado, mas tenho curiosidade de dirigir um bem cuidado.

  • Cadu Viterbo

    Retífica completa, câmbio, mais a manutenção básica e você acha pouco?

    • Eduardo

      Não acho pouco, pelo contrário, somados a retífica de motor e câmbio devo ter gasto quase o valor de revenda do meu carro. O que me fez tomar essa atitude foi simples. Mesmo assim, saiu bem mais barato que trocá-lo por outro mais novo, de procedência desconhecida e que certamente teria que passar por uma revisão completa para ficar no estado que o meu se encontra, além de todo o gasto com documentação etc.

    • Diego s

      Com licença que eu vou meter o bedelho. Para um motor conhecido pela borra (deficiência de lubrificação), superaquecimento, e problemas e barulhos associados às válvulas, 240.000 km lhe parece pouco? Veja o custo que eu estimei ali em cima (multiplique o gasto com gasolina por 2,14, é o meu custo de manutenção – tudo incluído até a retífica) para mim está bem em conta.

      • Cadu

        É uma baita quilometragem, sim. Mas o dono fez retífica completa, trocou ou reparou o câmbio mais manutenção de rotina (que certamente inclui umas 4 ou 5 trocas de correias, velas) e, pelo post, parece se orgulhar.Só não acho que é um mérito tão grande assim

        Ora, trocando tudo, retificando tudo, qualquer carro chega aos 1 milhão de km!

  • Rodolfo

    Uma vez peguei um táxi que estava com 450.000 km, então dei os parabéns para o taxista, foi então quando ele me disse:
    “Isso não é nada, tive um Omega 2,2-L e vendi ele com 800.000 km sem nunca ter aberto o motor.”

    • Rafael GBR

      Peguei um Uno uma vez, 2007 com mais de 800 mil/ km com motor std, rodava 24h e o cara disse que trocava o óleo todo sábado.

  • ubiratã

    Volvo P1800 se não me engano. Indestrutíveis Volvos.

  • Aureo Teixeira

    Meu pai possui um Voyage GL 1,8 que está com 82.000 km, sendo o meu xodó. Este carro está completamente original, simplesmente show de bola!

  • Bruno Ventura

    E sabe no que isso vai dar, não? Gente reclamando que precisa reformar o motor com apenas, 80, 90, 100 mil km! Mal sabe esse desavisado que a cada vez que o carro passou por concessionária/lojista a quilometragem foi baixada! O que tem de carro aí que tem pra mais de 300/400 mil km, mas marcando 80 mil no hodômetro não é brincadeira.

  • Paulo Eduardo

    Era exatamente o que ia dizer, Rodolfo! A questão não é tão “estrada” assim. Táxis rodam exclusivamente nos engarrafados e calorentos centros urbanos. Agora imagina 450.000 km em horas trabalhadas como calculou o Josias!!!! Não é um caso à parte. É muito comum táxis com 200.000 km para cima com o motor ainda perfeito. Como pode?
    Só encontro duas explicações: Trocas de óleo constantes. “Chofer de praça” dificilmente passa dos 5000 km (e ainda usa óleo mineral antigo), e geralmente o carro roda 24h por dia, ou seja, o motor quase nunca trabalha na fase fria.

    • Rodolfo

      Isso aí… carro que é usado todos os dias ao invés de só os finais de semana duram mais. E também tem o fator que você disse de trocar óleo na hora certa que garante a longa vida útil do motor.

    • $2354837

      A explicação é que o carro esta sempre aquecido durante o trabalho não sofrendo estresse de pecas ou óleo fora das especificações de trabalho. Taxista não joga dinheiro fora com manutenção desnecessária. Aliás, frotistas de forma geral. Vai ver se frota de ônibus troca óleo a cada 5.000 km. E olha que esses ônibus rodam 1.500.000 km antes de sair de serviço.

  • Josias, também sofro da demência de gostar de carro velho! E, mesmo com uma larga experiência no assunto, de vez em quando me “embanano”. Hoje em dia já é muito difícil encontrar alguém que tenha este “feeling” nas veias…O “usuário” não faz mais nada, logo não sabe nada! De qualquer forma, comparar qualquer coisa usada com um golzinho AP 1.8 quadrado só de estrada é covardia…Abraços.

  • Marcio Rocha

    Tive um Celta 2007 que comprei com 1 ano de uso e 40.000 km rodados, que vendi em 2010 com 110.000 km e nesse período praticamente só fiz manutenções básicas como troca de óleo, filtros, correias, pneus… Só a bomba de combustível que parou de funcionar com 95.000 km (normal também). Vendi esse carro para meu cunhado com os amortecedores e embreagem ainda originais, onde os amortecedores ele decidiu substituir quando o odômetro beirava os 130.000 km em uma troca de pneus. Perdi o histórico desse carro pouco depois quando ele vendeu para um desconhecido.

    • Alexandre Andrade

      Assino embaixo Marcio.

  • Marcio Rocha

    Compartilho dessa mesma opinião. Em 2011 tive que me desfazer de um carro novo após necessitar investir em construção, quando então descapitalizado me restou a opção de procurar um bom usado (que tivesse ar-condicionado e funcionando, era a única exigência).

    Após muito procurar algo que coubesse no bolso, encontrei um amigo disposto a se desfazer do seu Corsa MPFI ano 98 com ar de fábrica, com 90.000 km rodados, que na época estava avaliado em aproximadamente R$ 11 mil, sendo que esse carro tinha pendências, estava alienado e com multas, além da manutenção não estar em dia, problemas estes que não me fizeram fugir até porque a grana estava curta mesmo…

    Consultando as dívidas vi que para o banco iria R$ 2 mil caso quitasse à vista, para o Detran ia mais R$ 1,5 mil, só restava agora levantar as pendências de manutenção para fazer uma oferta, vi que os pneus estavam em fim de vida, praticamente 85%, semi-carecas… mas andando no carro vi que ele estava “em pé” e fiz a oferta sem analisar a fundo o carro (um erro, concordo). Ofereci R$ 5 mil em espécie na hora e R$ 2,5 mil parceladas em R$ 500,00 para possibilitar que eu quitasse as demais dívidas do carro. Quase um financiamento sem envolver o banco.

    Proposta aceita pelo meu amigo dono do carro, busquei o carro e fui fazer as manutenções de rotina de um novo dono, troca de óleo, filtros, verifica vela, cabo de vela, aditivo do radiador, correias, pressão da bomba de combustível e veio a surpresa, suspensão TODA ESTOURADA, amortecedor, coifa, batente, pivô, axial, borrachas, aff… Mas, beleza, a bobagem já estava feita, troquei tudo, a conta da oficina bateu em pouco mais de R$ 2 mil porque troquei os pneus também, mas em compensação o carro ficou com a suspensão 0-km, e como pretendia rodar com o carro pelo menos por 2 anos, era um investimento válido. Ah, só que essa conta eu dividi com o ex-dono do carro, mil reais do que faltava a pagar do carro (dos R$ 2,5 mil), tipo “vamos dividir esse prejú”, que foi aceito de cara feia, mas sem maiores problemas até porque fiquei um ano rodando com o carro no nome dele ainda devido necessidade de fazer dupla transferência, do leasing para o CPF dele, depois para o meu CPF e ainda tomei uma multa quando o carro ainda estava no nome dele, mas enfim foi um acordo de cavalheiros.

    Hoje ainda uso esse Corsa como veículo principal (a construção nunca acaba, só quem conhece vai entender), e aquela manutenção pesada que fiz a 4 anos atrás praticamente foi toda refeita nos últimos meses quando agora está com 190.000 km, pneus já troquei duas vezes, bomba de combustível 2 vezes também (maldita gasolina brasileira), amortecedores troquei os dianteiros com 160.000 km e os traseiros com 180.000 km (ando em muitas estradas de terra), embreagem troquei com 100.000 km e agora com 190.000 km (além de estradas de terra, muitas são subidas que exigem um esforço a mais de todo o conjunto), mas sinto que esse carrinho mesmo beirando os 200.000 km, depreciado (creio ser difícil vender por mais de R$ 7 mil), pintura queimada (a casa que moro não tem garagem), ainda roda muitos km (ou horas como citado)

  • Paulo Eduardo Bandeira de Mell

    Automóvel virou objeto da moda. Haja visto esses SUVs que todos querem ter e tem a mesma capacidade de um hatchback com um porta-malas e espaço um pouco melhor.
    Sou um feliz proprietário de um Chevrolet Zafira 2005, que tive a sorte de comprar com 72.000 km rodados em novembro passado. Não sei se o carro era de garagem mesmo ou se foi adulterado o velocímetro. Sei que tive que colocar o veículo em ordem. Mas um dos fatores cruciais para mim que o carro está em ordem é a lataria e o interior, apenas com marcas de uso cotidiano. Mecânica até vale alguns pontos mas o visual tem que ser impecável.
    Vários detalhes de funcionamento estavam a desejar mas, depois de alguns reais gastos (bem gastos depois do resultado), estou muito satisfeito com ela.
    Hoje virou o carro da família: quando alguém vem do aeroporto, sou convocado para pegar. Quando vamos sair pra algum lugar, querem sair com ela devido ao seu conforto e espaço. E o detalhe é que todos os motoristas de casa tem um carro zero, porem, popular.

  • José Silvério

    ^^ concordo perfeitamente com essa colocação abaixo:

    “Conclusão das historietas: vai comprar um carro, esqueça a quilometragem e julgue o carro como um todo. Existem carros que, se voltarem o velocímetro uns 100 mil km, dificilmente isso vai ser percebido. E existem outros que, mesmo com baixa quilometragem real, parecem que rodaram muito mais.”

    Agora que vai contar uma historinha sou eu, rsrs .

    Eu tive dois Gols, cada um em uma condição diferente.
    Em 2007, meu Celta foi roubado e precisei comprar um carro com urgência. Achei um Gol Special 2001 com 188.000 km rodados e em perfeito estado de conservação. O carro tinha manual e todas as revisões até 160.000 km haviam sido feitas em concessionarias. E nota, era desses carros que fazem escoltas de caminhões em rodovias. Até buraco onde ficava o rádio-comunicador no painel tinha. Paguei bem abaixo da tabela.
    Fiz as manutenções de rotina quando se compra um carro (troca de óleo, correias, filtros, velas, etc) e também os faróis que estavam bem descascados por dentro. Rodei 20 mil km com ele em 10 meses, sem dar problema algum.

    Então entrou uma graninha e resolvi trocar por um carro mais novo. Outro Gol, um City GIV 2006, isso em julho de 2008. Tinha tudo para ser uma excelente compra. O carro tinha menos de dois anos de uso e só 32 mil km. Porém os problemas começaram logo, o carro tinha manual, mas só tinha o carimbo da revisão de entrega nele.
    Em menos de um mês com o carro tive de trocar os batentes dos amortecedores traseiros e dias depois o limpador do vidro traseiro parou de funcionar. Mas um mês e apareceu um barulho por baixo do carro como se tivesse algo solto dentro do escapamento, nenhum mecânico resolveu isso.
    Como não tinha ainda feito a revisão que sempre faço quando compro um carro e vim que o desempenho estava piorando e o consumo subindo, resolvi faze-la rapidamente. E foi aí que descobri que o carro ainda tinha os filtros de ar, combustível e até de óleo ainda originais. O dono do carro só trocava óleo. Quando o mecânico retirou o filtro de combustível saiu um bocado de lama de dentro. Dias depois estava abastecendo em um posto em uma cidade vizinha e um cara me abordou achando que era o antigo dono do carro. Aí ele me contou que o antigo dono era amigo dele e que trabalhava terceirizado para a prefeitura de uma cidade pequena transportando professores desta cidade para a zona rural. Depois disso desanimei com o carro e vendi ele apenas 3 meses depois de tê-lo comprado. Gastei nele (que tinha somente 32 mil km) nestes 3 meses mais que o dobro que gastei no Special (que vendi com mais de 210 mil km) em 10 meses.

    Também tive outros carros com mais de 100 mil km que não deram dor de cabeça e outros menos rodas que deram.

    Conclusão: Hoje quando compro um usado vou mais pelo estado em geral que pela quilometragem,que pode facilmente ser adulterada, diga-se de passagem.

  • Domingos

    Uma coisa que percebia, mas não tinha muito como classificar, são certos chiados de alguns dos carros mais baratos atuais.

    O meu faz um barulho bem grande ao desacoplar a embreagem e noto muito desses chiados de transmissão em modelos concorrentes.

    Não sabia que se tratava de “problema” de câmbio ou homocinéticas!

    • Newton (ArkAngel)

      Em muitos modelos, estão usando rolamentos do câmbio de qualidade inferior, questão de custos.
      Nos carros mais baratos da GM, por exemplo, usam rolamentos chineses no câmbio…nada contra produtos da China, mas tanto lá quanto em qualquer lugar, existem peças de qualidades diferentes. Fora o fato da GM usar em suas transmissões manuais um tipo de óleo vermelho, fino, que mais parece óleo ATF. Substituir por um óleo 75W90 já diminui bem os ruídos.

      • Domingos

        Sincronizadores barulhentos é algo que tenho notado nos carros mais baratos, mas não faço idéia se são chineses ou algo do tipo.

        Com certeza é algum barateamento. Interessante saber essa dos rolamentos.

  • Luiz_AG

    O que eu quis dizer Domingos que na época, 1999, Kumho era uma marca desconhecida e coreanos na época (inclusive carros da Hyundai, entre outros produtos) não eram bem vistos e motivos de piadas. Eram produtos considerados de segunda linha, tanto que paguei uma ninharia pelos pneus, em uma época que estava sem dinheiro e qualquer trocado economizado me ajudava e muito. Ninguém comprava uma TV da Goldstar, mas todo mundo hoje não tem problema algum em comprar uma LG (Lucky Goldstar, ou seja a mesma marca).
    Algumas marcas de pneus chineses já demonstraram seu valor.

  • Jorge Freitas

    Trabalho com informática, geralmente a vida útil de um computador gira em torno de 5 anos, há um desgaste natural dos componentes eletrônicos, capacitores, barramentos, enfim, uma infinidade de peças. Após 5 anos de uso é pouco provável que o computador pare de funcionar, mas certamente vai ocorrer “instabilidades” como travamentos, falhas, perda de dados, etc. No carro deve ocorrer o mesmo, porém os módulos são “simples” e mais “robustos” que um computador, mas os componentes são basicamente os mesmos, em algum momento vai ocorrer instabilidade na eletrônica, não tenha dúvida.

    • $2354837

      Também trabalho com informática e discordo desse ponto. Apenas as conexões podem dar problema. A parte estatística (solid state) duram mais de 100 anos se não colocado a intempéries

      • Domingos

        Capacitores vão embora bem antes disso. São fáceis de repor, mas até descobrir é um problema – ainda mais se for num módulo trancado lá em algum lugar do carro.

        • Fernando

          Capacitores eletrolíticos sim, mas sólidos não. Justamente nesse ponto que se viu nos últimos anos as fabricantes que faziam placas para durar e as que visavam economia, tanto que no circuito de alimentação de processador hoje é unânime usar capacitores sólidos(no restante da placa vai do cuidado da fabricante, e as mais baratinhas é lógico que não vem com eles).

  • Rodolfo
  • Tenho visto aqui exagero no assunto troca de óleo. A melhor maneira de jogar dinheiro fora (há quem goste; eu, não) é trocar o óleo a cada seis meses, a menos que o carro se trate de um “boca de garagem”, seja bem pouco usado. Ou quem troque a cada 5.000 km, um desperdício. Inclusive, há quem faça a troca antes de uma viagem, antecipe-a, só para não chegar o momento de troca no meio dela ou, pior, quem troca durante a viagem só porque a quilometragem de troca foi atingida. quando até 1.000~1.500 km além não traz problema algum. Esse assunto de óleo parece o da pessoa que paga contas antes do vencimento achando que é mérito, que isso lhe aumenta o crédito. Ou entregar o ajuste anual do imposto de renda mal começa o prazo, achando que vai angariar simpatia do fisco.

    • Cadu

      Estou contigo! A única ressalva é quanto a quilometragem: há veículos que exigem prazos curtos, a saber, esportivos, motos de alto desempenho ou veículos mais antigos que utilizam lubrificantes mais simples. Não dá para generalizar sempre. Nem sempre 5000 km é desperdício. O ideal é saber o prazo do fabricante.

      • Pablo Nascimento

        Exemplo são Tempra 16V, Marea e Alfa Romeo que praticamente EXIGEM óleo de primeiríssima qualidade e trocado com frequência maior que o habitual….

    • Lincon Lichoveski

      Criticar quem cuida do carro… Isso é novidade pra mim.

    • Fat Jack

      Quando utilizo óleo mineral eu costumo fazer as trocas a cada 5.000 km ou 1 ano (pois este carro é usado basicamente em curtos deslocamentos urbanos), busco trocar também sempre utilizando o óleo que melhor oferece custo/benefício (de marcas conhecidas, claro, nada de roleta russa) entre preço e especificação (SJ/SL…), já com sintético pretendo obedecer aos 10.000km ou 1 ano (não tenho tipo essa preocupação, pois as trocas têm sido feitas por tempo, mas sou réu confesso, não gosto de deixar a quilometragem estourar não…)

      • Cadu

        Como assim, vc determina a km pela base do óleo?

        • Fat Jack

          Cadu, na verdade em parte sim, o maior espaçamento das trocas eram uma das promessas (cumpridas) dos óleos sintéticos, outro motivo é o fato de uma possível contaminação do óleo devido ao uso específico do carro.
          Apesar de saber da constante evolução dos óleos minerais, o que – em tese – desobriga o proprietário a trocas mais constantes, eu me mantenho fiel à toca dele no máximo 5.000 km para os de base mineral pois, dado o baixo custo da sua troca, sempre preferi não arriscar.

  • Cadu Viterbo

    saudade do meu Fire 2004… vendi com aperto no coração
    Carro valente, esperto e de manutenção mais barata que liquidificador

    Ainda tenho o contato do dono, um dia faço uma proposta indecorosa!

  • Aureo Teixeira

    Eu sempre fiz as trocas de óleo e filtro do Voyage de meu pai, com períodos que variam de nove meses a um ano, sempre usando óleo mineral especificado. O carro é 1990, motor AP 1.8 gasolina, praticamente de garagem,tendo apenas 82.000 km e nunca houve qualquer problema a respeito de borra ou coisa parecida. Utilizamos o carro praticamente em lazer, mas sempre que possível rodamos em rodovia, não somente na cidade em trajetos curtos.

  • Lincoln Lichoveski
    Não é crítica, é orientação, que ninguém é obrigado a aceitar, certo?

  • Cadu Viterbo.
    Porsche 911 atual, dois anos ou 30.000 km. Motos requerem intervalo menor porque o óleo do motor e do câmbio é o mesmo, muita limalha. Não acredito que algum fabricante hoje recomende 5.000 km, só as loucuras de alguns, como VW e Ford, 6 meses.

    • Cadu

      Pois é, exatamente o que disse: quem define é o fabricante. Nem sempre dá para chamar 5 mil km de desperdício. Se tem carro que troca até com 20 mil (!!!)
      Outro “problema” das motos, além de dividir com o câmbio, é a menor quantidade de lubrificante no cárter.
      Nada me tira da cabeça que 6 meses é apenas uma forma de lucrar com TODOS os veículos novos visitando a concessionária o dobro de vezes no ano!

    • Alessandro

      A GM nos carros 1,4 indica no manual 5 mil andando na cidade ou 10 mil na estrada, ou troca a cada 6 meses.
      Só segui durante a garantia, hoje troco a cada 7 ou 8 mil, fico no meio do caminho.

    • Claudio Antonio Cesario Dasilv

      Bob , por que os motores arrefecidos a ar VW , segundo o manual do fabricante aconselhariam a troca cada 7500 km ?No tempo em que cuidei da frota da Telesp sempre fazíamos a cada 10000 kms nas revisões e nunca tivemos nenhum problema assim como nos outros veiculos. Seria o fato dos motores a ar terem um a taxa de compressão mais baixa uma razão para isso ?

      • Cadu

        Isso tem mais relação com pressão de trabalho do lubrificante, galerias de lubrificação, tipo de lubrifcante, combustível, regime de giros do motor, temperatura de trabalho do que propriamente a taxa de compressão…

    • Marcelo Henrique

      GM vectra 2011: a cada 6 meses ou 5 mil km.
      Era fazer isso que estava no manual ou perder a garantia, coisa que usei duas vezes.

  • Cadu Viterbo
    Sua cabeça está certa, é exatamente isso, dar uma mãozinha para os concessionários (a fábrica nada lucra com isso).

    • Cadu

      Isso me ocorreu quando eu comprei um Ford zero-m. Eu já até contei antes por aqui: tive um HB20 1,6 e um Fiesta 1,6 PowerShift
      Ambos usavam óleos 5w30 sintéticos
      Os dois tem motores muito semelhantes em concepção (multiválvulas, duplo comando variável em um e variável na admissão em outro, cilindrada semelhante, potência, combustível usado) e na proposta e porte do veículo
      Não fazia o menor sentido o Fiesta exigir manutenção a cada 6 meses usando o mesmo tipo de óleo (variava o fabricante, mas o desempenho era da mesma estirpe) e o HB20 revisões e trocas anuais.
      Era nítida a questão financeira envolvida
      Uma pena, porque são poucos que tem peito para chutar a garantia de 3 ou mais anos de lado num bem tão caro como automóvel

  • Pablo Nascimento

    Cem mil km na mosca! Chrysler Stratus V6 1997.

    • Lucas

      E virou 100001 rapidinho, hein!

      • Vinicius

        A essa velocidade, em 15 segundos…

    • Eduardo Copelo

      Isso é sério? Não é aquele check que o carro faz com os ponteiros quando liga a elétrica não? rs….. #VcEhDoido

  • Vinicius

    Só para ilustrar, 100.000km em 06/04/2015.

  • Clauz Jardim

    No meu Corolla, 312 mil km, carro de estrada, suspensão toda original, no motor apenas trocado correia poli-v, fluidos diversos, itens normais, nunca estragou nada anormal.

    • Marcio Rocha

      Qual o ano?

    • Eduardo Copelo

      Esse daí já é pós-2009, não é? Ttu ainda, hein!!!!!

  • Vinicius
    Meu irmão se lembrou e me escreveu hoje: era 0,993:1, passou a 0,883:1.

  • Cadu Viterbo

    E você tem total razão. A questão a que me refiro é que quem determina o período é o fabricante, pelo motor, sua temperatura de trabalho, galerias de lubrificação, pressão de trabalho da bomba e litros de óleo no sistema. E não a base do óleo sozinha.

    Por mais que você use um sintético, da melhor qualidade, você não deve ultrapassar a recomendação do fabricante.

    Em resumo, não existe óleo para 5 mil ou para 10 mil km, como ouvimos em todo posto de gasolina

  • Cadu Viterbo

    Não há como concordar com você. O Chevette era um popular também.
    Você está sendo nostálgico e defendendo algo completamente fora da realidade.
    Chevette usa eixo rígido na traseira, alguns nem barra estabilizadora tem e tenho lá minhas dúvidas se usa amortecedor de dupla ação. (Certeza eu tenho de que não são pressurizados a gás, de fábrica em qualquer popular atual)
    Isso para ficar apenas na suspensão. Para não falar de acabamentos, espaço interno, conforto, enfim.

  • Ernane

    Atualmente estou com uma Mégane GT Extreme com 120.000 km (2010) – sem dor de cabeça e um Focus Sedan com 82.000 km, igualmente sem aporrinhações. Com um melhor padrão de manutenção que os donos podem impor aos seus carros, a vida útil dos mesmos realmente tende a alcançar marcas não muito facilmente imagináveis e/ou aceitáveis para a grande maioria dos brasileiros. Minha média mensal de cada um dos carros gira em torno de 1500 a 2000 km. Tempos atrás eu pensava diferente, minha tendência era de trocar com quilometragens baixas, mas não por medo do total rodado… era a danada da mania do brasileiro de trocar para ter algo “diferente” a cada dois anos. Ainda bem que o pensamento mudou: o bolso agradece.

  • Claudio Antonio Cesario Dasilv

    Eu precisava comprar um carro simples para poder me locomover do Jabaquara ao Pico do Jaraguá.Esse trajeto ida e volta dava algo em torno de 70 km por dia e de ônibus durava quase 4horas .

    Um amigo me ofereceu um Escort cht 89 e um Uno 84 nem quis andar no UNO . Dei uma volta , gostei e fui negociar. Foi maravilhoso por que eu podia pagar na pedalada. Foi uma das melhores compras da minha vida,. Motorzinho CHT trabalha em baixa rotação tem muito torque em baixa é muito econômico e ainda é uma terapia por que com o pouco que conheço de mecânica posso conserta-lo nas poucas vezes que dá um defeito
    .Como sempre rodo na parte da madrugada e nesta hora a Marginal tem pouco transito dá para sentir os beneficios de rodar em um carro de forma constante .
    Ainda não troquei embreagem dá para perceber que o lubrificante consegue fazer a auto limpeza no motor entre outras coisas.Faz 5 anos que estou com ele e não tenho planos de vende-lo. E já fui cinco vezes a Goias nele gastando 50 litros de combustível para rodar 750 km.

  • J Paulo

    Tenho um Versailles 91/92 com 112.500 km.

    • Lucas

      Se isso for original, está bem pouco rodado.

    • Tenho um Uno 2008, com 167.000 km.

  • Rafael GBR

    Há pouco tempo eu estava vendendo um 207 2012 com 44 mil km, e ainda tinha gente que ligava e quando eu dizia a km eles achavam que estava muito rodado, imagina se esses leigos sem noção forem olhar um carro com mais de 100 mil. por isso que tem um monte de agência baixando quilometragem de carro por ai.

  • J Paulo

    E é!

  • Luiz Antonio

    Olá, tenho 18 anos, vou comprar meu primeiro carro, será um Vectra, um sonho de criança, pois meu tio tinha um 97 em 2002, e me apaixonei pelo carro. O meu provavelmente será um 2004 CD 2.0 manual. Minha preferência seria o modelo mais topo o que vem com teto solar, automático, motor 2,2. Mas pesquisando os valores como não sou bobo, o conjunto do câmbio automático sai por 5.800 reais, enquanto o manual sai por 1.500!! Então desisti desse modelo automático, e achei um 2004 preto, CD 2-L manual por 21 mil, lindo esteticamente, couro dos bancos bem hidratados, pintura aparentemente perfeita, só não tem o teto solar que era algo que eu queria muito. Porém sõ me falta saber o motor, está com 116 mil km rodados. Se o motor estiver em boas condições, posso fechar o negócio? (sei dos custos do Vectra, era um carro topo de linha, mas vou cuidar muito e também quero pegar um em boas condições lógico)

    • Gustavo Segamarchi

      Cara, eu tenho um Uno Fiasa 1994, com 306 mil km rodados. O carro não fuma e o motor NUNCA foi aberto.

      Se esse Vectra foi bem cuidado, pode ficar tranqüilo, mas tente chorar um pouquinho, para ver se você consegue um desconto.

      Esse carro, estando bem cuidado, é uma NAVE.

    • Alexandre Molina

      Cara, tenho 19 anos e comprei meu primeiro carro ano passado, a escolha foi uma coisa mais básica, pois queria economia e confiabilidade, Por acaso tive a oferta de um Palio 1,3 completo, 80 cv + peso pena, negociei e me abracei na emoção. Me arrependo de não ter levado o carro em um mecânico, sempre é bom, evita dores de cabeça, Nunca tive prejuízo grande, mas fui descobrindo detalhes que me desanimaram muito, então analise bastante o carro, sempre é bom !

    • Eduardo Copelo

      Olha, sendo bem raciona eu acho que está caro, por esse valor você compra outros carros mais novos, com tanto conforto quanto. Mas, sendo bem emocional, vá fundo! Só barganha esse preço aí, tem gordura para tirar! Primeiro carro é emoção pura! Mas se ligue que a manutenção do Vectra é meio salgada! É um carrão, foi por muitos anos meu sonho de consumo (e ainda é), e tenho certeza que vai ser uma ótima compra! Boa sorte!

  • Eduardo Copelo

    Em 3 anos consegui andar 57 mil km com o meu Focus (culpa de uma logística porca inventada por mim e pela minha esposa, além de outras coisinhas), e ele está agora com 97 mil km. Toda manutenção feita em dia, com muito esmero. Ela está doida para que eu venda, porque o carro está “velho”(2008), e “muito rodado” (está com 97 mil, quase 98). Cada vez que ela fala isso dá um dó, porque vou vender um carro confortável, gostoso de dirigir e que me atende bem, pra pegar qualquer popularzinho só porque é “novo”. Por enquanto ainda estou conseguindo enrolar, mas acho que vou mandar esse link pra ela… rs…

    • vstrabello

      Vende não! E manda o link para ela!!

  • andre oliveira

    Excelente texto e outra, carro foi feito para rodar, o grande problema são seus donos que colocam a manutenção em último lugar contentando-se em abastecer. Tenho um Corsa Sedan 1,8/06 que mesmo comprando um Cruze/12 resolvi mantê-lo, pois está com cerca de 114 mil km e roda como 0-km – claro que com todas as manutenções em dia.Tenho um amigo que já rodou mais de 350 mil km com um Astra e o carro parece que roda em tapete de carpete. Concordo, sendo bem cuidados mesmo com nossas ruas e combustíveis péssimos, os carros rodam muito.O que mais se vê, porém, são pessoas que não ligam para manutenção e acham que um carro com 20/30 mil km já está rodado demais.

  • joelson

    Tive um GLS 97 e um CD 99, nada a reclamar exceto as buchas, pois a suspensão traseira é multibraço e vive incomodando, buchas caríssimas. De resto, ótimo carro.

  • Vagnerclp

    Vim ler esta reportagem hoje. Parece que o Golzinho do texto era o meu…tinha um exatamente nos mesmos moldes do descrito e fiquei 10 anos com ele. Carro de estrada, nunca me deu maiores aborrecimentos, só o carburador eletrônico que as vezes torrava a paciência. Amortecedores foram trocados por precaução, pois eram originais, mas ainda estavam bons. Teve uma época que começou a fumacear na primeira partida da manhã, foi trocado a junta do cabeçote e o problema foi resolvido. Difícil de vender? Não anunciei em lugar nenhum, não coloquei placa de venda, o comprador veio aqui em casa para fazer a proposta. Ele foi embora com 117 mil km, portanto, ainda “novo”.

  • Amaro de Castro

    Só por curiosidade, calculei as horas trabalhadas de um carro de 5 anos, com mais de 130 mil km (que rodava em média 80km p/ dia entre uma cidade e outra). Não sei se calculei muito mal mas deram 101 dias de trabalho (ininterrupto) em condições favoráveis para a mecânica em geral.

    101 dias da menos que 4 meses.
    Depois desse artigo passei a rever meus conceitos sobre o que se pode chamar de “carro velho” ou “rodado”

    Um abraço!

  • Cesar Rodrigues

    Vim ver a postagem somente agora e me identifiquei bastante com o caso. Moro no Rio de Janeiro/Capital e trabalhei durante 4 anos em Macaé que fica a 200 km da Capital e que ia e voltava todo o fim de semana, tinha semana que ia e voltava 3 vezes pra ter idéia. Tive um Ford Focus 2010 em que botei 70.000 km em 2 anos e que fiz uma tremenda burrada e que me arrependo até hoje, resolvi vender por causa da “alta quilometragem” e a única coisa que tinha feito era trocar óleo e os filtros em geral, pneus originais, pastilhas e discos de freio originais. Depois dessa venda peguei um Jetta 13/14 (usado) tendo em mente botar um GNV pois não estava mais conseguindo sustentar o combustível e assim o fiz. Com GNV e hoje com mais de 80.000 km o Jetta está aguentando bravamente o tranco somente fazendo as manutenções básicas. Fica o aprendizado pra mim que carro com alta quilometragem não quer dizer muita coisa se não conhecer as condições em que o carro rodou.

    • Frank BassSinger

      Cara, estou querendo exatamente um Ford Focus mk2, 2009-2012 por aí…..o que você me diz do carro? Você teve o manual ou o automático? Eu gostaria de saber principalmente sobre o câmbio automático por causa da patroa, hehe….

  • Eu já tinha lido esse texto e não comentei nada. Muito boa a matéria! Meu Pejozinho tá com 143 mil e avançando, rsrsrsrs.

    Sobre a iniciativa da JAC, que fim levou? Confesso que fiquei curiosíssimo, rsrsrsrs..

    Abraço!

  • Mineirim

    Não entendi direito porque você quer trocar de carro. Se for por gostar do Twingo, me parece um carro bem interessante, arejado, jovial etc.
    Numa análise racional: do jeito que a economia está, eu não faria a troca. O Twingo será mais difícil de manter, por estar fora de linha e ser bem mais velho que o seu Ka.

  • Everton,
    não existe mais carro ruim.

  • Ellen Guimarães

    Tenho um Palio ELX 2006, pasmem, com 210.000 km. Comprei ele em 2008 com menos de 40 mil, único dono, carro sem problemas, só utilizado para ir à padaria, de cara tive que fazer o cabeçote do motor, depois disso só alegria! Manutenção periódica de 15 em 15 mil km, alinhamento e balanceamento de 10 em 10 mil km, troca de óleo e filtro de 7500 em 7500 km e por aí vai, só roda em estrada, nunca foi batido, está com a pintura queimada devido às intempéries a que é sujeito. O ano passado resolvi que iria trocá-lo, me ofereceram R$ 7.000 a menos! Decidi que vou ficar com meu Paliozinho! Está ótimo, me serve como eu quero, não sou eu quem o sirvo.

  • thelucs

    Belas palavras! Carro é para servir o dono. Se bem cuidado, dura quanto tempo ele quiser. Bacana!

  • Welkson Renny

    Meu Gol G6 completou 3 anos e 75 mil KM (comprei zero, primeiro carro, tinha acabado de receber a carteira rsrs), e eu já estava na “neura” de trocar devido a KM está alta… carro em perfeito estado (pintura nova)… fiz revisão até os 54 mil (2 anos e pouco), quando a VW me fez uma raiva (serviço mal feito e caro), e joguei a toalha. Rodo na faixa de 70km todo dia (bom trecho de BR, e um pequeno trecho congestionadíssimo), sou chato com a troca de óleo (tento trocar a cada 7 mil / geralmente 4 meses)… até agora sem muitos problemas (falha grave em quase todos os Gol/Voyage, a chave começa a ficar ruim de girar, e algum tempo depois “trava”… na CSS queriam trocar ignição, fechadura das portas, mala, etc.. em resumo, uns 1500 reais. acabei gastando 300 reais em um chaveiro e resolvi o problema)! Estava doido pra pegar o Gol 2017 1.0 (MPI) pensando na economia de combustível, mas desanimei quando a CSS me disse que pegaria no máximo 23 mil no Gol G6, e teria que pagar 47 mil pelo G7 com kit Connect (frescura)… isso o 1.0 hehehehe.

  • DIEGO BRUM

    Tenho um Celta 2011, comprei zero, utilizo para ir ao trabalho aproximadamente 75 km de casa, hoje ele está com 150 mil km, roda desde os 10 mil com GNV, minha manutenção é em dia carro muito bom, e não pretendo troca-lo tão cedo visto a economia de combustível (21 km por m³), e o estado de conservação. E para aquele que falam de carro com quilometragem alta venha ver o meu, a vida útil de um carro está diretamente ligada ao cuidado do dono.

    • Celta e GNV… primeira vez que vejo. Gastas menos que uma passagem de ônibus para rodar o dia inteiro.

  • David Adham,
    são tantos os pontos que não dá para publicar nesse espaço, é coisa para uma matéria. Recomendo recorrer a alguém que conheça automóvel para ir ver o carro.

  • Eduardo Rodrigues

    Olá. Estou de olho num Subaru Forester 1998, com 245 mil km. Vi boas referências sobre o carro e a marca na internet, mas nunca comprei um carro tão rodado. Vou levar um mecânico para olhar o carro. A que pontos devo estar atento? Obrigado.

  • Paulo Cordeiro,
    parabéns pela conquista!

  • André Carvalho

    Gostei muito da matéria. Estou procurando um carro com 15-20 anos e essa matéria realmente me foi útil. E vou eu analisar uma parati 96 pela qual alimento uma pequena paixão, que não poderá existir no julgamento
    .

  • ricardo

    Sou representante e faço quase 100 mil km a cada três anos. Se alguém olhar meus carros após três anos dirá que têm 30/40 mil km. Faço manutenção a cada 10 mil km conforme minha empresa orienta. Ou seja, existe km e km….. O desgaste do meus carros é menor que o de um carro de 40 mil km que só pega tráfego e detona câmbio, freio e motor com superaquecimentos.

  • Ângelo Acauã Pacheco

    Gostei de tudo, até do palavreado, parecido com o Edgard de Mello Filho, que eu sempre curtia nas transmissões de Gran Turismo (e tome tempo!)

  • Lucas

    Em casa sempre rodamos bastante sendo que os veículos são trocados após 3 anos sempre com a média de 100 mil kms
    Já tivemos Astra 1,8GL 99- 2002 – beberrão e manutenção preventiva cara, sem problemas no motor
    Corolla XLI 1,6 2002 – 2005 Econômico baixa manutenção e menos silencioso que o astra, também sem problemas
    Scenic 1,6 AUT 2005 – 2009 Vendida com 99 990 kms, também sem problemas no uso, praticamente só urbano
    Corolla GLI 1,8 AUT 2009 – 2012 Vendido com 85mil kms trocado cedo demais a meu ver, até hoje me arrependo de não ter comprado do meu pai para meu uso.
    Atual Cruze 1,8 LT Aut com 99 mil kms que apresentou mais problemas, rachou uma tampa na parte superior do motor deixando a marcha lenta irregular, saiu 1500 o reparo e é necessária a manutenção da correia dentada agora aos 100 mil e vai sair mais uns 2000 reais 🙁

    • Lucas

      Meu atual veículo é um Etios 1,5 2014 que está com 85 mil km. No meu trajeto misto cidade-estrada 40/60% faz com gasolina aditivada entre 15 e 17 km/l dependendo do uso de ar e do pé. Pretendo utilizar até uns 200 mil quilômetros.

  • Marcelo

    E essa nova onda de motores turbo? A maioria não faz nem o básico de manutenção, não acredito que durem muito.

    • Marcelo, manutenção de motor hoje se restringe a trocar óleo e seu filtro. Velas e correia dentada, 100.000 km. Durarão tanto quanto os aspirados.

      • Rarmbrock Pescador Tucunaré

        Bob e a questão da aguardar 1 min para não cessar a lubrificação do turbo antes de desligar, será que os usuários novatos do turbo farão isso?

        • Rarmbrock, essa espera deixou de ser necessária nos novos sistemas.

  • Esse velocímetro do Honda Fit 2007 é muito bonito.

  • Welyton, critério de fabricante, amparado pelo fato de o motor ter cárter seco e levar 13,1 litros de óleo.

  • Maurício, o problema dessas transmissões é, basicamente, um só: segurar o carro num subida “com o motor” pensando que é como nos automáticos epicíclicos, em que isso é perfeitamente possível por alguns minutos sem ocasionar dano algum, pois conversores de torque não tem atrito entre suas partes. Só não se deve demorar muito nessa operação porque o fluido hidráulico pode superaquecer.

  • Claudinei Rangel

    Olá, Ubiratan. Tenho um Sentra 2008 automático com 88.000 km que está com GNV geração 5 injetado. Meu carro parece zero. Peguei com 30.000 km e sempre andei comportadamente e cuidei bem. Verifique a procedência e pode pegar sem medo. Acho que tanto o Civic quanto o Sentra. Estou vendendo o meu porque estou precisando de um carro maior e mais robusto, pois se não fosse por esse motivo não venderia tão cedo.

  • fredggp

    Que texto tão bom….

  • Elizeu, sem a menor dúvida, passe para 10.000 km. Mesmo que fosse uso severo, que não é o seu caso.

  • Bruno, nem VW, nem qualquer outro.

    • Bruno Valente

      Você diz que eles não dão problemas facilmente se bem cuidados, é isso? Me falaram que todas as lojas voltam a quilometragem para o carro parecer mais novo, isso é verdade?

  • mauricio

    Esse texto me fez abrir o coração para carros de alta quilometragem, desde que bem cuidados. Mas carro automáticos se ”encaixam” nesse contexto também? Me parece que os manuais são mais confiáveis.

  • Rarmbrock, esse cuidado, ou recomendação, independe do tipo de motor (Otto ou Diesel). É questão do próprio turbocompressor.

  • Amigo Josias, esta matéria é um primor. Parabéns.

  • Carlos A. B. S.

    Tenho um Polo 2009 com 105 mil, NUNCA deu nenhum problema, só foi pra oficina fazer manutenção preventiva. Só não pego outro pq saiu de linha.

  • Mr MR8

    Android 4.0, não dá para aceitar como conduta normal. Isso que o dono da loja fez com seu Escort SW tem nome: estelionato!!!