Peruas são uma espécie em extinção.

Durante muitos anos foram a escolha mais lógica para famílias, devido à sua grande capacidade para carga e/ou passageiros. Por isso mesmo, eram veículos sem glamour algum, utilitários. Falando bem genericamente e simbolicamente, o carro esporte sacrificava tudo pelo desempenho e o prazer visual, e a perua, seu perfeito inverso, sacrificava todo prazer para ser algo totalmente utilitário. Um carro para mamães e vovós.

Mas justamente por isso, por simbolizar o carro de família, manteve seu mercado por muito tempo. Antigamente as pessoas não tinham vergonha de serem velhas, mães, avós ou tias, nem muito menos ter uma família cheia de pimpolhos. Na verdade, este era o objetivo-mor de todo mundo, constituir família, perpetuar a espécie e seu legado pessoal, muito dele herdado dos antepassados. Andar com reluzentes carros bonitinhos só para parecerem jovens ou ativos estava fora de questão: pais e mães de família eram pessoas sérias, preocupadas com algo mais importante que eles mesmos (o futuro de seus filhos e o sustento e bem estar da casa), e não tinham tempo nem inclinação para frivolidades. Brincar era coisa de criança.

Hoje o paradoxo é que as crianças, superprotegidas e massacradas por vigília constante, nunca se divertem de verdade, nem tem aventuras de verdade. Quando adultas então, correm para utilizar o pouco tempo livre que têm para brincarem de mil maneiras diferentes e criativas. De pular de penhascos presos a uma corda a andar de mais quilômetros de bicicleta que um triatleta olímpico, milhares de brincadeiras infantis hoje viraram coisa séria e negócios milionários. Faz-nos pensar onde está o progresso, não?

 

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Renault Espace 1984 (foto carstyling.ru)

Mas divago; voltando às peruas, seu fim começou a se desenhar quando algo ainda mais utilitário e eficiente que ela se popularizou: quando apareceram a Renault Espace na Europa, e a Minivan Chrysler original, ambas surgidas nos anos 1980. Usando como base carros de tração dianteira e monobloco, as minivans tiveram grande sucesso e começaram a causar o fim das peruas, até que elas também por sua vez começaram a perder popularidade. E isto, é claro, se deu com o crescimento da popularidade dos SUVs, sport utility vehicles, veículos utilitários esporte.

Hoje imagem é tudo, e ninguém quer parecer um velho pai de família dos anos 1950 e 1960. Hoje todos querem parecer aventureiros, jovens, ativos. Querem usar calças cheias de bolsos de caçador africano, camisas camufladas de exército. No frio, os casacos parecem prontos para a próxima escalada do Anapurna. E é claro, um jipão com tração nas quatro rodas é o acompanhamento perfeito da fantasia, usada com orgulho durante o árduo passeio de casa até a escola das crianças, e depois até o escritório.

Somente os entusiastas do automóvel, esta anacrônica e francamente esquisita espécie também em extinção, que habita garagens escuras, estradinhas desertas de mão dupla e as poucas bancas de revistas importadas que ainda existem, permanece fiel às peruas. Isto, é claro, por causa da sua fantástica mescla de desempenho e centro de gravidade de automóvel com utilidade de furgão ou SUV. Um entusiasta pode ter uma perua para usar no dia a dia, mas guardando um desempenho de carro esporte no fim de semana, o que, se você só pode ter (ou só quer ter) apenas um carro, tem óbvias vantagens.

E se pensarmos bem, logicamente é ridículo ter-se, mantendo o resto inalterado, um cupê duas portas e um sedã de 4 portas quando se pode ter uma perua na mesma plataforma. A perua ocupa melhor o espaço do carro para carga e passageiros, com ganho pequeno de peso, e vantagens em distribuição de massa sobre os eixos em carros de motor dianteiro (vasta maioria hoje). É apenas a imagem que se quer projetar de si mesmo que faz uma pessoa gostar de cada uma dessas carrocerias em detrimento de outra. Mas lógica, como sabemos, é argumento pífio de venda; imagem não. E a imagem da perua é tão fraca hoje que quase inexiste.

Mas, esta espécie estranha de pessoa, o entusiasta, ainda chora o inevitável fim deste tipo de veículo. Não é para menos; este amante do bicho automóvel é, vamos ser sinceros, um chorão. Chora o fim do pedal de embreagem, e antes disso achou que os sincronizadores acabaram com a arte da dupla-embreagem e trocas no tempo, algo lastimável. Chorou o fim do banco inteiriço dianteiro, e um sem fim de fins de coisas que na verdade, reclamando-se ou não, chegaram a seu fim.

Mas enquanto ele (o fim) não chega, acho que é a hora de relembrar alguns dos marcos da história das peruas. Quem sabe dessa forma possamos gerar algum interesse, e talvez até alguma sobrevida, nesta que é a mais versátil das carrocerias na opinião deste humilde escriba.

Em ordem cronológica:

1) Rolls-Royce 40/50hp Shooting Brake / Ford model T Station Wagon (1908-1926)

 

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Rolls-Royce 40/50hp “Silver Ghost”(Foto louwmanmuseum.nl)

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Ford modelo T Station Wagon (Foto onlytruecars.com)

Em 1908 duas coisas importantes aconteceram no mundo do automóvel. Na Inglaterra, Sir Henry Royce mostrava o carro que, seguindo suas crenças mais famosas (“A qualidade será lembrada muito depois que o preço foi esquecido”), pretendia ser o melhor do mundo: o 40/50hp “Silver Ghost”. O carro sozinho criou a fama e a marca Rolls-Royce como se conhece até hoje, e mostrou como o automóvel podia ser confiável, veloz, seguro, silencioso e confortável, numa época em que era nada disso.

Do outro lado do Atlântico, Henry Ford lançava também um automóvel destinado a fama e a consolidação de sua marca, mas na outra ponta do mercado: o Ford modelo T. Usando modernos métodos industriais de massa, e criando um carro barato mas de qualidade, Ford tornaria o automóvel algo comum, acessível a todo mundo. Mudaria a face da terra com seu T em poucos anos.

E ambos também popularizaram os extremos possíveis das peruas, efetivamente fazendo o seu marco zero. Nos EUA, o T rapidamente substituiu os “Station Wagons” puxados a cavalo de então; esses transportes eram comuns, para buscar gente e sua bagagem nas estações de trem. Por sua natureza extremamente utilitária, eram feitos de madeira exposta, sem revestimento ou embelezamento, algo que por décadas acabou, anacronicamente, fazendo parte da aparência das peruas.

 

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De onde vem o termo “station wagon”, carroções para transportar pessoas e mercadorias na estações de trem (foto nps.gov)

Na Inglaterra, os lordes rapidamente popularizaram peruas baseadas em seus Rolls-Royces, também utilitárias em madeira, mas por motivos mais chiques: eram usadas para transportar os caçadores e seus cachorros de caça na mala. Estes nobres veículos utilitários eram chamados de “Shooting Brakes”, nome hoje usado indiscriminadamente para qualquer perua mais chique ou pequena demais para ser levada a sério.

Apesar de não criarem o gênero, tornaram-no muito mais popular do que eram até então, nos dois extremos de preço, e são, portanto, o real início. Gênese.

2) Buick Roadmaster Station Wagon (1947-1953)

 

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Buick Roadmaster Station Wagon 1947 (foto conceptcarsz.com)

Primeira tentativa de dar algum glamour e status à utilitária perua. Ao contrário dos Shooting Brakes ingleses, o Roadmaster era um carro produzido em série, um modelo normal de produção em fábrica.

O Roadmaster, em sua versão sedã, era um dos carros mais velozes dos EUA, e um dos mais caros e luxuosos. Uma versão perua dele foi realmente algo novo e inesperado. Luxuosa, bonita, moderna e veloz com seus motores de oito cilindros (inicialmente em linha, depois em V), uma perua como nenhuma outra até então. Era igualzinha ao sedã, na verdade, com a adição de detalhes de madeira na lateral e um porta-malas generoso.  Um passo importante para a aceitação da perua como um carro normal.

3) Chevrolet Bel Air Nomad (1955-1957)

 

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Chevrolet Bel Air Nomad 1955 (foto classic-carauction.com)

A Nomad original era baseada no Corvette, e era um carro-conceito, uma pequena peruinha do Corvette. Mas quando a Chevrolet lançou seu novo e revolucionário Chevy 1955, com o V-8 de bloco pequeno que se tornaria uma lenda, resolveu fazer história no mundo das peruas.

Uma cruza de Corvette com uma perua Chevrolet full-size. Um ícone de estilo, de beleza imortal. Cara, com apenas duas portas, muito elegante, era vendida somente na versão mais luxuosa (Bel Air). Não vendeu muito bem, mas se tornou desde então um clássico americano.

4) Oldsmobile Vista Cruiser (1965-1977)

 

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Oldsmobile Vista Cruiser 1967 (foto auctionsamerica.com)

A partir do meio dos anos 1960 e durante os 1970, a perua americana chegou a seu ápice. Enormes, com motores suaves e gigantes debaixo do capô, acoplados a câmbio automático, eram iates das estradas extremamente desejáveis. No porta-malas, podia-se pedir opcionalmente bancos escamoteáveis virados para trás do carro, algo que as crianças de todas as idades adoravam. As tampas traseiras eram um show a parte. As mais normais tinham vidros (elétricos ou manuais) que abaixavam, mas a criatividade correu solta ali: existiam tampas que desapareciam para dentro do carro, e tampas que abriam de duas formas diferentes, para baixo e para o lado.

Mas talvez a mais emblemática de todas seja a gigantesca, e maravilhosamente nomeada Oldsmobile Vista Cruiser. Com teto mais alto, cheio de janelas, para uma vista panorâmica a partir dos bancos traseiros, se tornou um clássico do gênero, e um ícone dos anos 1970.

5) Volvo P1800ES (1972-1974)

 

Volvo P1800E, 1972-73.  (Handout)

Volvo P1800 Estate 1972 (foto p1800forsale.com)

Pode parecer estranho para um jovem acostumado os Volvo atuais, mas a empresa antigamente era extremamente conservadora em estilo. A exceção era seu cupê esporte P1800, um carro esporte original em desenho, e com bom desempenho para a época, propiciado por seu 4 em linha de 1,8 litro (depois 2,0) e 115cv.

Mas ficou realmente famoso quando, no fim de sua vida, ganhou esta versão perua. Sim, um pequeno cupê esporte 2+2, em versão perua. Inovador e original, até hoje é um marco de design na empresa. Sua original tampa traseira em vidro, com limpador, famosa, volta e meia retorna nos carros da marca, a última no hatchback V30.

6) Lynx Eventer (1982-2002)

 

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(Foto onlytruecars.com)

O Jaguar XJ-S, principalmente em sua versão V-12, é um carro de muitas qualidades, que lhe propiciaram vida longa (1975-1996). Mas sua aparência nunca foi seu forte, principalmente sua incongruente traseira com barbatanas e vidro traseiro vertical.

E isto fica mais fácil de perceber olhando este carro. A famosa casa Lynx, especializada em modificar carros da Jaguar, em 1982 começou a converter o cupê XJ-S em uma pequena perua, criando um carro muito mais bonito que sua versão original. E, é claro, com sua utilidade expandida pelo novo compartimento de carga generoso. Um dos Jaguar mais exóticos e desejados pelos entusiastas.

7) BMW série 3 Touring (1987-hoje)

 

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BMW série 3 E30 Touring 1982 (foto classics.honestjohn.co.uk)

Quando um funcionário da BMW resolveu fazer uma perua para si mesmo baseada em seu sedã série 3 de segunda geração (E30) no meio dos anos 1980, estava criando uma das mais importantes linhagens de peruas no mercado.

Sim, a perua série 3 nunca teve uma capacidade de carga generosa. Sim, é um carro compacto, que nunca poderia ser comparado a uma perua americana full-size em espaço para passageiros e carga. Mas por outro lado, é uma perua de verdade, com quatro portas, lugar para cinco adultos, e suas malas, sendo portanto bem mais útil que um Volvo 1800ES, um Eventer, ou outra perua do tipo.

Na verdade a perua do série 3 é um grande compromisso para o pai de família que gosta de dirigir. Sempre disponível com câmbio manual e motores potentes, com um comportamento em curvas bem acertado, tração traseira e freios de primeira linha, é algo que pode, sozinho, fazer tudo que um entusiasta gostaria de fazer com um carro. Um carro que, como um obediente e educado pastor alemão, é um companheiro fiel e constante, sempre pronto a fazer tudo que se pede dele com prazer e alegria.

Pena que aqui no Brasil não está mais disponível a venda. Como já disse aqui, literalmente venderia partes do corpo para poder comprar uma perua série 3 zero-km. Pode ser até a mais lenta delas (316i), não importa: é um tipo de carro que serve para tudo, e pode ser tranqüilamente o único em minha garagem.

8) Subaru Outback (1994-hoje)

 

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Subaru Outback 1994 (foto carexpert.ru)

As peruas Subaru de tração total sempre fizeram sucesso com fazendeiros e pessoas que precisam andar em caminhos difíceis regularmente. Gente como veterinários, agrônomos, engenheiros e mineradores.

Em 1989 a Subaru então deu um passo adiante neste tipo de veículo: colocando uma suspensão mais alta e rodas maiores, e equipando a perua como um carro de luxo, criou um veículo aspiracional  não somente para seus clientes tradicionais, mas para todo mundo. O seu sucesso foi tão grande que criou cópias de praticamente todas as marcas, o que sabemos, é o maior elogio.

A perua Outback junta performance no asfalto com utilidade de perua e habilidade off-road. Se você me perguntar, acho um compromisso bem melhor que peruas ainda mais altas, as famosas SUVs.

9) Volvo 850 T5R (1995)

 

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Volvo 850 T5R 1995 (foto en.wikipedia.org)

Se descontarmos o já mencionado P1800ES, a Volvo sempre foi uma marca de perua utilitária no idioma tradicional, sem glamour, carro da vovó. É só olhar para qualquer perua Volvo até o fim dos anos 1980 para entender isso.

As coisas começaram a mudar com o lançamento do Volvo 850 em 1991. Este Volvo tinha tração dianteira, inédito em Volvos de tamanho médio até então, e tinha um comportamento decididamente mais esportivo que os carros tradicionais da marca. Mas as coisas realmente ficaram interessantes em 1995, com o lançamento do T5R. Equipado com um cinco em linha DOHC de alumínio, com 2,3 litros e turbocompressor, produzindo cerca de 250 cv, era capaz de fazer o zero a 100 km/h em menos de seis segundos, algo realmente legal em uma perua Volvo quadradona, antes símbolo máximo de lerdeza.

10) Audi RS 6 (2013-hoje)

 

Audi RS 6 Avant 2014 (foto memoriamotor.com.br)

A Audi tem uma grande tradição em peruas esportivas com tração total, iniciada com a fantástica RS 2 de 1994, criada em parceria com a Porsche e equipada com um cinco-em-linha turbo com então incríveis 315 cv.

Esta, a RS 6, é a última desta nobre linhagem. É um carro fantástico, capaz de ser usado normalmente no dia-a-dia, mas com um desempenho de supercarro. Com 560cv, tração total, e toda a tecnologia moderna, é um dos ápices do automóvel moderno; um carro normal familiar que pode acompanhar Porsches e Lamborghinis. Talvez até levando a família inteira, com bagagem!

Não só rápido para uma perua, mas rápido comparado a qualquer coisa. Um incrível automóvel que engloba tudo que sabemos até hoje sobre automóveis. Algo que mesmo com desempenho estratosférico, é perfeitamente usável e útil no dia-a-dia, faça sol, chuva ou neve. O ápice da espécie “perua”.

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  • Tessio R R Bonafin

    Cara…adorei esse post! Carros + História, excelente! Enfim soube o motivo da nomenclatura “shooting brakes”. Sei que nem chega aos pneus dessas peruas que listou, mas bateu saudades da minha Parati GLS 1990 Vermelho monarca rsrsrs.
    Abraços

  • ussantos

    Fiz minha parte e salvei uma Mégane Grand Tour, no mês que saiu de linha. Fiquei tentado na Golf Variant mas o preço está além do meu alcance.
    Quem mais tem peruas aqui?

  • REAL POWER

    MAO.
    Que bom abrir o Ae e encontrar este belo texto, onde escreve sobre carros, família e a vida. Muitas pessoas deviam para e pensar sobre o rumo de suas vidas que de uma forma ou outra vai acabar como as peruas, no esquecimento.
    Ontem estive procurando umas imagens de alguns carros na net. Olha só o que encontrei. Sequer sabia que existia algo assim. Porsche perua. Não sei se é original ou foi modificado. Que falta faz uns milhões na conta para ter carros assim na garagem. Abraços.

    • Fábio Rabelo

      Que coisa! Animal!!!!

  • Impagáveis:

    Volvo P1800ES
    BMW série 3 Touring
    Volvo 850 T5R
    Audi RS6

    E ainda acrescento, nessa categoria das notáveis, a RS4, e a C63 Shooting Brake.

    Na categoria das reles mortais, eu colocaria a nossa velha e saudosa Parati, na sua versão “quadrada” (GLS, com motor 1.8s) e a lendária GTI16v GIII (completíssima, até a tampa e linda!).

    E na categoria das coisas de outro planeta, aproveitando o post do Flávio Gomes, de ontem à noite (amanhecido, portanto, mas ainda fresquinho), essa maravilhazinha francesa: https://youtu.be/dGUyIOGVa0M

    Depois dessa, bons sonhos para todos…

  • Jorge Diehl

    E as nacionais, tem lista?

    • Car Science

      Cara, dessas eu havia me esquecido. bem lembrado!

  • Matheus Ulisses P.

    Texto excelente, padrão Ae! Dentre todas as maravilhas apresentadas, fica com a sueca n° 9 da lista! Sou fã incondicional!
    Se algum dia forem fazer uma continuação dessa lista, tenho certeza que em alguma posição dela estariam ao menos uma das Citroën DS/CX/XM Break!

  • João Pedro

    Perdoe-me o pessoal de São Paulo, mas chamar essas maravilhas de “peruas” (a fêmea do peru, ou a mulher espalhafatosa) não lhes faz justiça. Sendo o Ae um veículo de âmbito nacional, bem que poderia poupar seus leitores desse regionalismo de gosto duvidoso, não é mesmo?

    • João Pedro,
      Não há termo melhor, infelizmente. O correto, camioneta, pelo Código de Trânsito Brasileiro, além de estranho é parecido com caminhonete; o outro, station wagon, nem pensar. Mas agradeço sua observação.

    • Oscar Alhos

      Regionalismo? Acho que a palavra perua é bem conhecida em todas as regiões do país.

    • Aqui no Paraná também conheço as peruas por… “peruas”!

    • ussantos

      Entendo, mas não é só em São Paulo: Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia também se usa o termo. Quando falo “Tenho uma perua”, todos entendem, o mesmo não acontece com SW, Station Wagon, Weekend etc. Camioneta eu nunca ouvi usarem.

    • Ilbirs

      Fosse em Portugal, seriam “carrinhas”.

      • João Pedro

        E os conversíveis, “descapotáveis”

    • Piantino

      Aqui em Minas também as chamamos de peruas…

      • João Pedro

        Piantino, essa gíria nasceu em São Paulo, e força de repetição vai se espalhando.

    • Edu.ch

      Ia postar exatamente isso. Ou quase. Termo para lá de cafona e feio esse “perua”. Até desvaloriza o carro.

    • Fábio Rabelo

      Também não gosto do termo perua, mas… tem alguma opção melhor? Station Wagon, SW, Touring são todas opções em idioma estrangeiro. Carrinha, de Portugal não fica bem. Pensei em “turismo”, mas acho que fica confuso na cabeça das pessoas.

      • João Pedro

        Fábio, apenas “camionetas”, como sempre foi antes de inventarem a “perua”… Mas é um termo “fora de moda”… Abraço

    • Lucas dos Santos

      Creio que o termo seja utilizado e conhecido em todas as regiões do Brasil para se referir às station wagons.

      Regionalismo, para mim, seria utilizar o termo “perua” para se referir a vans e furgões!

      • Cesar Mora

        Sim, nada mais paulistano do que chamar Kombi de perua (rs)… e que se estendeu até aos micro-ônibus de linhas regionais que substituíram as Kombis nessa função. Acho engraçado quando os antigos chamam um Marcopolo Volare de “Perua”…

        Mas agora fiquei curioso, como chamam nossas “peruas” (as station wagons) nos outros estados?

        • Lucas dos Santos

          Chamam os Volares de perua?! Não creio! Que “absurdo”!

          De fato o termo “perua” para definir as station wagons não é popular aqui no interior do Paraná. Eu só passei a utilizar esse termo após tê-lo visto nas revistas de carros. Antes disso eu as chamava de wagons – em referência ao Corsa Wagon.

          Aliás, acho que se eu falar em perua, no contexto automobilístico, com alguém da minha cidade que não seja muito ligado a carros, creio que ou a pessoa não saberá de que tipo de carro estou falando ou vai achar que estou utilizando o termo paulistano para me referir à alguma Kombi!

  • REAL POWER

    Uma pena que no fim de vida o Grand Tour era oferecido somente na versão 1,6. Eu falei para um amigo que era bom negócio comprar, mas quando viu que tinha somente o 1,6, optou por um Focus 2,0 16V.

    • Real Power
      Má escolha, a do seu amigo, se basear na cilindrada. O motor 1,6-L na Grand Tour ia muito bem.

      • Fat Jack

        Confesso que tenho a tendência a sofrer deste mesmo “preconceito” (não sei se é esta a palavra, mas que seja…), andei vendo uns anúncios (somente para ter uma ideia dos preços praticados no mercado) de uns Renault Fluence, e ao ler 1.6 meu interesse despencou. Fico com a clara impressão que são um bom motor e um bom carro, mas que não fariam uma boa dupla…

        • Piantino

          Fluence 1,6?? Pelo que eu saiba eles só foram vendidos para taxistas.

          • Fat Jack

            O que eu li a respeito (também fiquei curioso) eles acabaram sendo vendidos também para o público em geral após a boa recepção por parte dos taxistas.

        • ussantos

          Dá uma lida na minha resposta ao REAL POWER (acima), está certo que um motor 2-litros ficaria melhor, mas o 1,6 não decepciona.

          • Fat Jack

            Na verdade o que me preocupa é o valor de torque mais baixo (salvo engano, em torno dos 15 kgfm), pois como é um carro familiar e eu faria uso basicamente rodoviário, com 3 ou 4 adultos, malas e “tralhas” aliado ao peso mediano do carro, acredito que seria preciso algum esforço e talvez o uso de rotações mais altas para fazê-lo deslanchar a contento, podendo inclusive não conseguir médias de consumo muito superior aos da versão 2.0…

          • REAL POWER

            Exato. Quer saber se o carro tem motor apropriado? Teste ele com carga total. Aí sim vai ter noção se o motor da conta do recado para suas pretensões. O resto é literatura.

          • Domingos

            O motor 1,6 16V da Renault tinha 16,0 m·kgf com álcool, o mais alto dos 1,6 da época.

            E não era chocho em baixa, mesmo na Grand Tour.

            O pecado desse motor era o alto peso e consumo meio ruim.

          • Fat Jack

            Nos Logan/Sandero até pelo pouco que sei até que , mas na linha Mégane, com mais peso e mais necessidade de esticadas de marcha, é praticamente inevitável…

        • Leonardo Mendes

          Já andei pau a pau com um M[egane 1.6 na BR-116, a caminho de Juquiá.

          Posso dizer com certeza: a cilindrada não reflete, em absoluto, o que o carro rende na prática… não é nenhum jato mas também não desaponta.

      • REAL POWER

        A casos e casos. Esse meu amigo sempre teve carro com motores potentes. O atual é um New Outlander V-6. Preocupação com consumo!. De maneira alguma. Então tem pessoas que compram carro por vários fatores. Ele estava buscando na época um carro mais espaço que não fosse SUV etc. Então sugeri o Grand Tour. A escolha pelo Focus se deu por que resolveu dar a esposa e vender os outros carros e partiu para SUV. Resultado,não saiu mais do SUV.

      • Fabio Toledo

        Ok Bob, mas para quem anseia por desempenho o Focus faz barba, cabelo e bigode mesmo se este 2.0 for o Zetec.

    • ussantos

      Então, na minha humilde opinião, em termos de números (potência e torque) os motores 1,6 16v de hoje são parecidos com os motores 2,0 8v de 15-20 anos atrás. Em outras palavras: Atendem bem os carros “grandes”.

      Na prática, após 3 anos com a Mégane Grand Tour 1.6 16v, posso dizer que estou satisfeito, é esperta no trânsito urbano devido a seu câmbio curto e não decepciona na estrada, oferecendo um desempenho comum (nada fora do normal). Basta reduzir para terceira marcha, afundar o pé que ela responde.

      O consumo na cidade (Rio de Janeiro) fica entre 9~9,5 km/L e na estrada fica entre 14~16 km/L.

    • Cesar Mora

      Obviamente, não tem o mesmo desempenho de um Focus 2,0, porém, eu tive uma Grand Tour 1,6 16V e ela tinha um desempenho agradável e era bem econômica! Além de o motor F4R ter enorme oferta de peças.

  • m.n.a.

    …Caravan Comodoro raridade, aguardando novo dono, quem se interessa…

  • Maurilio Andrade

    Também estou fazendo a minha parte. 🙂
    Tenho na garagem uma Renault Grand Tour 2012 e uma Chevrolet Caravan 1986, que de tão bem tratadas, chegam a causar ciúmes à minha esposa.

    • ussantos

      Parabéns! Minha esposa quase surtou, pois antes de comprar a Mégane Grand Tour eu quase comprei um Fiat 500, ela falava que não ia caber “tudo”…

  • Daniel

    Ah, Audi RS 6… Decididamente meu sonho de consumo.
    Em 2010 comprei uma Mégane Grand Tour, a qual sinto um aperto enorme no coração quando lembro tê-la vendido no ano passado. Foi simplesmente o melhor carro que já tive. Confortável, econômica, boa de curva, extremamente bem construída. E de quebra, bonita.

    • Cesar Mora

      Realmente.. a Grand Tour é um carro fantástico, tive uma 1.6 16V e ela tinha um compromisso entre economia e prazer ideal para o carro “normal”, além de muito espaçosa, confortável, bonita por dentro e por fora… pena ter comprado a minha usada e ela não ter tido um primeiro dono dos mais zelosos, o que fez com que os probleminhas chatos fossem desencantado um pouco no dia-a-dia, mas teria outra de melhor procedência com um sorriso no rosto!

  • Claudio Alves

    Ótimo e informativo texto, desde a origem station wagon. Pão ou pães é questão de opiniães, diz Rosa. Acredito faltarem dúzias de peruas no texto, gostaria de ver a peruinha Impreza Subaru com visual à la Volvo e as primeiras Toyota Corolla importadas, nas fotos. Parabéns.

  • Lorenzo Frigerio

    A Buick Roadmaster Estate continuou a ser fabricada até 1996, assim como sua irmã Caprice Estate. Tinha motor 350 LT1 de 260 hp.

    • $2354837

      Está discreto como um porta-aviões…

      • Lorenzo Frigerio

        Pois é, ninguém faz porta-aviões tão bem quanto os americanos.

  • Mr. Car

    Eu não ligaria a mínima em ser chamado de “velho” pai de família dos anos 50 e 60, e ligaria menos ainda se estivesse ao volante deste Nomad 55 ou deste Olds 67. Desfilaria neles exalando orgulho por todos os poros, he, he! Também senti falta dos representantes nacionais, como o absoluto Omega Suprema CD, e mais recentemente a Grand Tour, mas também acho demais o Tempra SW, o Marea Weekend, a Caravan Diplomata, entre outros. Resumindo: sou fã de peruas!

  • BMAlves83

    Que post! Valeu a leitura de cada linha! Aparentemente o SUV é o caminho sem volta, infelizmente.

  • Leonardo Mendes

    Do “catálogo” de peruas que tivemos na família (5 Caravans, 2 Belinas II, 1 Quantum, 306/405 Break e mais 2 206 SW) a que mais impressionou e deixou saudades foi a 307 SW.
    Minha mãe teve 3 delas, a última foi uma 2006/2007 vendida com 3 anos de uso e 12.000 km rodados… colocava fácil os “irmãos” de linha no chinelo.
    Um navio na estrada, era colocar o cruise control travado em 110 km/h e curtir a viagem… acho, até, que ela andava um tiquinho a mais que o resto da linha.

    Desta lista do post, vou na Nomad sem pestanejar.
    Design dos mais felizes que só fica melhor com o tempo.

  • Pércio Guimarães Schneider

    No filme “Ensina-me a viver” (Harold and Maude no original, 1971) um Jaguar E-Type é transformado em perua, especificamente em carro funerário. Pena que só existiu no filme, mas poderia estar em algum lugar dessa lista

  • Cláudio P

    MAO, adorei o texto! Lembrei-me com saudades da Quantum CS 86 do meu pai. As peruas são realmente carros fantásticos e a usávamos em toda a sua versatilidade. Inclusive com o rebatimento parcial do banco traseiro bipartido, que era algo que precisávamos freqüentemente, mas com a vantagem que o assento também era bipartido. Isso pode parecer até banal hoje, mas sempre me pergunto por que tantos carros hoje em dia tem apenas o encosto bipartido e o assento não? Mais um sintoma de que as fábricas não entendem seus clientes. E falando em clientes, ou melhor, pessoas, sua análise foi perfeita também nesse aspecto. Parabéns!

  • Gustavo França

    Não resisti e fiz a minha lista (ordenada de acordo com minha lembrança)

    Mercury Cougar SW http://images.thetruthaboutcars.com/2010/12/cougar-wagon-1977.jpg

    Volvo 200

    https://en.wikipedia.org/wiki/Volvo_200_Series#/media/File:1988-1991_Volvo_240_GL_station_wagon_(2011-06-15)_01.jpg

    Chevrolet Caravan

    DKW Vemaguet

    VW Passat Variant (VW Quantum)

    Citroen CX Familiale

    https://en.wikipedia.org/wiki/Citro%C3%ABn_CX#/media/File:Citroen_CX_2500_GTI_Familiale_1990.jpg

    Subaru Impreza SW (não resisti colocar a versão perua do meu carro)

    Cadillac 59

    Alfa 156 SW (lindissíma)

    http://www.arcmg.com.br/galeria/descobertas/Jalopnik/peruas/Alfa-156-Sportwagon.jpg

    e para fechar a Audi RS2 Avant 1994

    http://www.knaggen.se/images/Audi1965-/Audi-RS2_Avant_1994-1996.jpg

  • Baptista

    Boa tarde. Sempre leio o Ae, mas comento pouco. Gosto muito desta coluna das 10 melhores alguma coisa. Tive uma idéia. Espero que não seja invasiva, mal educada ou algo do tipo. Por que o autor não faz os 10 melhores carros que já teve ou um texto mais amplo: os 10 melhores carros que os editores do Ae já tiveram ou ainda têm. Em tempo, parabéns pelo site.

    Atenciosamente, Baptista.

    p.s.: Gosto muito da coluna da Nora. Acho os textos dela divertidos. Até à próxima.

    • André K

      Prezado Baptista,

      Não sou editor e nem ligado ao blog. Na minha opinião, o seu comentário, educado e respeitoso, jamais poderia ser considerado invasivo.

    • Maurilio Andrade

      Baptista, acho que seria uma ótima idéia.

      MAO,
      Que tal pensar no assunto?

    • Fabio Toledo

      Baptista, procure aí que o MAO já fez textos neste estilo… Por exemplo, sobre seu querido Focus MK I.

    • MAO

      Baptista,
      Ótima idéia! Vou sugerir ao time!
      Obrigado.

  • Jáder Bezerra

    Que pena, peruas estão cada vez mais difíceis de se ver! Interessante a VW apostar nessa versão do Golf…na Europa, as SW ainda tem um bom espaço, as grandes marcas continuam a fabricar, no Brasil querem empurrar SpaceFox, Spin…

    • Diego Louro

      O mercado exige isso.

    • Dieki

      A SpaceFox é um bom carro. Já dirigiu uma? Para o porte, é bem acabado, equipado, anda bem e na minha opinião, é bonita. O problema é que a VW a está vendendo a um preço muito alto e isso acaba mascarando as qualidades do veículo.

  • Frederico

    Tenho um Renault Mégane Gran Tour 2-L16V. Me divirto nas estradas quando podemos fazer curvas tranqüilamente a 100 km/h enquanto os “mondrongos” SUVE precisam meter o pé no freio…
    Mas enfim, mercado é mercado… Infelizmente não conseguirei manter minha linha…
    Em uma possível troca, talvez um Peugeot 3008 seja o mais próximo do que pretendo…

    • Diego Louro

      2008 seria sua opção. Uma SW um pouco mais parruda.

      • Fabio Toledo

        3008 e 2008 são SWs? Onde?
        No valor de um pequeno SUV, eu vou de Golf Variant, obrigado!

        • Leonardo Mendes

          Engraçado que todo mundo que vê o 2008 aqui na loja tem a percepção de que ele é uma perua, tanto que o apelide dele na rede é “208 SW.”

          Vai entender…rs.

          • Domingos

            Porque é um SUV mais magrinho, mais compacto – no que é brilhante.

            Para mim pode passar como SW sim, com todas as honras!

      • Cesar Mora

        Poxa, eu tive uma Grand Tour, e fui conhecer o 2008, ele é MUITO menor por dentro, além de mostrar claramente ser um carro de um segmento inferior ( como realmente é ) mesmo que com mais itens tecnológicos.

    • Victor De Lyra

      Golf Variant não serve?

    • Cesar Mora

      A capacidade de curvas que a Grand Tour possui realmente me surpreendeu, seu primo de plataforma nipônico ( Sentra) que eu tive já me agradava muito por fazer boas curvas e com o bom motor RD20 e câmbio manual, mas a Grand Tour (a minha uma 1.6 F4R ) sobrava carro para o bom motor e tornava toda viagem um prazer!

  • Fórmula Finesse

    Lista de dar água na boca, mesmo sendo de cunho extremamente pessoal, denota conhecimento e muito bom gosto.

    Parabéns MAO!

  • Daniel S. de Araujo

    Senti falta da Quantum e da Caravan.

  • Fat Jack

    Acho que em se tratando de “fazer história” a RS 2 não poderia ter ficado fora da lista, mesmo estando representada por sua sucessora e ter recebido uma “menção honrosa”, pois (a meu ver) ela foi uma “divisora de águas”.
    Gosto também da Subaru Impreza WRX SW (exceto a “bug eyes” – na qual para mim falta harmonia de design).
    E acho uma pena esta não ter sido produzida em série (pelo que eu sei foram produzidas umas poucas unidades para o Japão)…

    • Dieki

      Tem a Legnum também, que com um kit, era transformada num GT-R R-34 perua.

      • MPeters

        Na verdade é a Stagea.

    • Cesar Mora

      Devo ser um dos únicos que entre todas as gerações do Impreza prefira a SW Bug eyes… ela tem a mesma “beleza” que um cachorro da raça Pug, não é exatamente bonito, mas é de certa forma cativante (rs)

  • Fat Jack

    Tive 2:
    Uma Quantum GL 91 (AP 2000) prata, um carro simplesmente adorável, com seus acabamentos em preto fosco (tida então como a versão esportiva da lina), rodas de 14″ (snowflakes), bancos Recaro e painel completo (de brinde ainda veio com as lanternas da Sport “fumês”)…
    E uma Caravan Comodoro 90 (4100), veloz e confortável, mas de consumo pornográfico e estabilidade duvidosa…
    É a opção que eu teria em relação a minha pretensa futura compra, um sedan médio…

    • ussantos

      Linda a sua Quantum. Em 1991 eu só tinha 9 anos mas já gostava de carros. Lembro de ficar babando ao ver as propagandas da VW nas folhas da revista Veja, gostava do Gol GTi azul metálico ou amarelo pastel e da Quantum Sport branca. Curiosamente, nunca tive um VW, um dia quem sabe.

      • Fabio Toledo

        Se você fala assim com paixão e ainda não teve… Demorou! Falando em perua (inha) que foi uma paixão… Uma pena que foi um dos VWs subtraídos da minha família, entre eles, 1 Brasília, 1 Santana, 1 Gol e 2 Polos!!! É pouco? Não é de hoje que morar no Brasil não está fácil!

        • Luciano Gonzalez

          Tive um Gol 16V Turbo da cor e com os acessórios dessa Parati.. que saudade, que carrinho!

        • ussantos

          Uma pena o Gol e Parati 1-L 16V turbo terem sido tão rejeitados pelo mercado, assim como o Fiesta Supercharger. Hoje poderíamos ter motores melhores em todas as marcas.

          Paixão por uma marca é um conceito perigoso, compreensível para o garoto de 9 anos que via as propagandas da Veja que seu pai comprava, aliás eu babava nas propagandas da Chevrolet também. Mas hoje, depois de adulto, não dá mais para se comportar assim.

          Não tive um VW ainda, pois dos carros que comprei o equivalente na VW não era o melhor custo-benefício (para as minhas necessidades) diante o dinheiro que eu tinha no bolso.
          Mas esquecendo dinheiro, o único carro da VW que eu gosto hoje é o Golf/Golf Variant, os da família Fox e Gol não me agradam.

    • Cafe Racer

      Essa foi a Quantum mais bonita já fabricada.
      Algumas ainda tinham o charme adicional do teto solar…

  • Juvenal Jorge

    MAO,
    o BMW da lista deveria ser uma perua M5, e faltou o Mercedes-Benz classe E.
    Mas tudo bem, essa é sua lista.
    Grande texto.

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Durante recente viagem à Itália, pude constatar grande quantidade de peruas nas estradas, principalmente Audi, BMW, Mercedes. Mas os SUVs aparecem em maior quantidade do que poucos anos atrás.

  • marcus lahoz

    Conversando com um amigo meu:

    Marcus: Você quer um carro grande, bacana, compre uma perua cabe tudo.
    Zezinho: Não quero perua carro de velho.
    Marcus: compre um sedan, muito bom equilibrado, e bom porta malas.
    Zezinho: Não quero sedã, não tem emoção.
    Marcus: Então você quer o quê? Afinal se no seu hatch não cabe, vai optar por qual carro?
    Zezinho: Um ix35 ou um ASX, são grandes e esportivos.
    Marcus: Eles tem o porta-malas do seu hatch e fazem menos curva que um up! 1,0; aceleram mais lentos que um Festa 1,5.
    Zezinho: Nada, o vendedor falou…
    Marcus: Vamos trocar a cerveja por tequila, pois assim não tem condições.

    A conversa realmente existiu.

    Sobre o texto muito bacana, aquela Oldsmobile é demais, vi uma ao vivo e fique espantado com o comprimento, deve ser de quase 6 metros.

    • Fabio Toledo

      Legal o texto, mas o up! faz mais curva que provavelmente a maioria dos carros que temos (nós, digo “os mortais”) à disposição. Eu acho.

    • André Stutz Soares

      Esse é o perfil atual do brasileiro, povo “apaixonado por carro”.

    • Gabriel Gonzalez

      Eu como alguém que trabalho com carros, posso falar fortemente que achamos uma Fielder , queríamos ficar com ela, mas já tem fila de espera para comprar o bendito do carro. Sempre vai existir os jegues estilo “carro bom é VW”, “Carro sedã é carro de luxo”(Corsa Classic que o diga), “16V é um lixo”(Honda ,Toyota, Mitsubishi e mais umas mil marcas que o digam), “conversível só é bom quando compra e quando vende” (EU QUE O DIGA).

      A qualquer um desses casos , eu sempre resolvi de maneira bem simples, tapinha nas costas,sorriso no rosto,e um “tá bom, você quem sabe”.

      Enquanto muita gente sofre pra comprar um 1-L 2010 por um preço absurdo, o que não falta é carro bom “queimado” por esse tipo de gente… Sabe quem ganha com isso? NÓS que temos carros “ruins” , que não são ruins por um preço baixo , enquanto o “ixperto” continua alimentando o mercado de populares a preço alto.

      • marcus lahoz

        Eu deixei de comprar carros que o mercado gosta desde meu primeiro veículo. Um Lancer GTi importado 1995. Cheguei a conclusão que sempre me dei bem pois comprei o que gosto. Afinal quem vive de vender carro é concessionária, eu quero mesmo é usar e aproveitar.

        • Cesar Mora

          E mesmo alguns carros considerados “Meio ruins de mercado” não são tão difíceis de vender… já tive uma Mégane Grand Tour 2008, que comprei por um preço muito baixo em 2012 e quando vendi um ano depois perdi 10% como qualquer best seller ( e isso porque dei na troca em uma concessionária )

          Esses carros “micos” usados são ótimas opões e cada vez mais existe público para todos carros..

    • Sinatra

      Você é muito paciente, Marcus. No seu lugar eu teria trocado de assunto de maneira abrupta já na primeira resposta dele, só para o cara sentir que estava falando asneira.

  • Cafe Racer
    • Fabio Toledo

      Fantástica! Sempre paguei um pau para essa perua!
      E eu menciono a Paratoza! hahahaha… É a única com a qual fiz histórias… rs

    • Domingos

      Simplesmente a MELHOR perua a Impreza. Uma pena não ter mais essa carroceria estilo perua compacta.

  • Clezio Soares da Fonseca

    Eu tive a prima pobre da Subaru Outback ou seja, uma Suzuki Baleno SW 1998, com motor 1,6 16-válvulas, 95 cv, devido a nossa gasolina ser de baixa qualidade, seu desempenho pecava por causa disso e pelo fato de seu peso, em baixa rotações era como dirigir um popular 1,0. O calcanhar de Aquiles eram as homocinéticas; fora essas coisas, era uma perua muito completa, inclusive com a regulagem de velocidades do temporizador do limpador de pára-brisa, um item muito que quem usava agradecia por existir. Se tivesse sido comercializada com o motor 1,8 como na Europa, talvez tivesse tido mais sucesso.

  • Bucco

    Outro dia fiquei vidrado num Audi 80, aparentemente dos anos 90
    Motor de 2,6 litros.
    Perua, preta e duas portas. Exceto pelo câmbio automático, gamei na completude de seu conjunto. Se uma Caravan caída que eu tinha já empolgava nas subidas íngremes com seu 2,5 carburado e seu câmbio em mau estado…

    Não tinha adesivo referente à tração. Fiquei imaginando se era Quattro.

  • Bucco

    Os Subarus com seu visual de coisa falsificada, na verdade são os carros mais autênticos em todas categorias. E viva cópia, e abaixo as patentes! Gostaria de uma boa análise dos Subarus novos

  • Silvio

    Se a série 3 é fabricada localmente, poderia vi uma versão Touring, seria bem legal, mas acho que vamos ficar só com a X1 mesmo…
    A VW vai pelo menos importar a Golf Variant, e fabricar o Q3…
    A Ford, coitada, nem sonha em trazer de volta uma wagon, que sempre foi uma bela fonte de vendas da marca, Belinas e Escorts SW que o digam…
    GM ignora tanto ou mais do que a Ford…
    Fiat segue vendendo sua Weekend por iniciais e assustadores 49 mil, enquanto o Palio parte de 27 mil…
    Peugeot desistiu das peruas e também partiu para o 2008…
    Renault ignora o quanto a Grand Tour foi boa de loja, e desistiu do nicho… Nem uma perua do Logan, que eu acho bem interessante parece estar nos planos…

    Vai ser triste um encontro de carros clássicos daqui uns 20 ou 30 anos, não vai ter nada dessa época atual… Serão iguais aos de hoje, os mesmos carros… A sua lista só vai receber novos participantes se fabricados bem longe daqui, como a RS 6

  • Tadeu Augusto de Oliveira

    Também senti falta das nacionais, mas levando-se em consideração o título da matéria, é perfeitamente compreensível. Gostaria de deixar como sugestão ao MAO que, numa próxima, um texto com as 10 melhores peruas nacionais (ou que pelo menos tenham sido vendidas aqui nas terras tupiniquins). Aí sim heim!
    Quanto aos SUVs da vida,acho que já fazem história sim, mas que a onda vai passar. Só de olhar pra eles e pensar em quanto custa um jogo de pneus ou amortecedores!!! Tomara que voltem as peruas.

  • Luiz_AG
  • Guilherme

    vou dar minha humilde contribuição de quem tem duas na garagem de um carro realmente racional.

  • Car Science

    Gostei da descrição da M3 …”Um carro que, como um obediente e educado pastor alemão, é um companheiro fiel e constante, sempre pronto a fazer tudo que se pede dele com prazer e alegria.” Muito bom..
    Com certeza caberia uma lista das topo do Brasil, colocaria sem dúvida o Omega Suprema.

    • André Stutz Soares

      Suprema… um dos meus (vários) sonhos!

  • Car Science

    Acho que sempre desde de criança tive a tendência de gostar das peruas, nos desenhos na escola enquanto todos criavam algo parecidos com carros de 3 volumes, eu só fazia carros de 2 volumes e bem grandes com todo mundo dentro.. kkk

  • Fernando

    Belo post MAO!

    A perua que não teria como não constar na minha listinha pessoal seria a Caravan.

  • Fabio Toledo

    A T5R já populou os sonhos de qualquer entusiasta por automóveis! Agora que coisa mais linda a sua prima mais velha!

    • Domingos

      Uma vez vi uma preta em São Paulo, na região do Pacaembu, cheguei a estacionar o carro para ver de perto.

      Tinha pneus bem gastos, pintura não estava perfeita, mas muito boa mesmo assim. Ver aquela perua com câmbio manual e esse motor abre um sorriso!

  • César

    Aqui no Rio Grande do Sul, apesar de ortograficamente incorreta, a expressão utilizada é “camionete”. Nem caminhonete e nem camioneta.

    “Perua”, por aqui, tem outra conotação, se é que me faço entender.

    • César,
      Fez, direitinho…

    • Dieki

      O termo citado “camionete”, escrito como “Camioneta”, segundo o CTB significa: veículo misto destinado ao transporte de passageiros e carga no mesmo compartimento. Essa é uma definição precisa, mas longa e que a maioria da população não conseguiria falar corretamente, falando “caminhonete”, que já é outra coisa.

  • Lucas

    Mas está cheio deles à venda por aí

  • Bera Silva

    Ótimo texto. MAO anda inspirado ultimamente…
    Cresci vendo os filmes dos anos 70 e 80 que inundavam as televisões dos anos 80 e 90. Perua americana era padrão. Sempre tinha que aparecer uma no filme, nem que seja como figurante. Me lembrei do filme Férias Frustradas.
    Muito interessante as peruas Ford T e R-R., sendo que esta última possui aparência muito boa.
    No programa Acelerados, Barrichello fez uma volta rápida no Velo Città com uma Audi S4 do Senna. Fez 1min14s, provavelmente com os pneus originais. Como comparação, o Lancer X fez 1min04s.
    De uns anos pará cá, lendo o Ae, passei a ver as camionetas com outros olhos. Se tivesse condições, gostaria de ter uma Jetta Variant 2.5 usada ou mesmo uma Golf Variant novinha.
    Fechou com chave de ouro! Pode-se dizer que uma RS 6 seria o ápice do automóvel como um todo: rápido, dócil, espaçosa, bonita etc.

  • REAL POWER

    Tenho consumo muito parecido com meu Scénic 2.0 16V. Em trajeto curto no máximo 7 km, a média fica entre 8 a 8,5 km/l. Quando no uso urbano por longos períodos já atingi 10 km/l . Na estrada sem me preocupar com consumo fazer 13,5 a 13,8 km/l é normal. Sempre de carro carregado. Na boa, o computador de bordo já indicou média de 15,4 km/l. O Sempre com ar-condicionado ligado. Questão de consumo é muito relativo, como já foi tema de matéria aqui.

  • Fabio Toledo

    Ahhh… E ninguém lembrou dos Griswold? Yo no creo!!!

  • Fabio Rabelo,
    Esse é mesmo um grande problema. Na Argentina chamam de rural; na Itália, giardinera; na Inglaterra, estate; na França, break; na Alemanha, kombi. Acho vou passar a escrever no Ae essedábliu…(rs)

    • Cesar Mora

      Sempre me chamou a atenção o termo utilizado na Argentina, que não nega a aptidão utilitária delas…

      Particularmente, Bob, acho muito bonito esses “sobrenomes”, quase como um pedigree da origem do carro, sendo batizado com a extensão utilizada em seu país de origem…

  • Nerd de Carro

    Parabéns pelo ótimo post.

    Concluí que atualmente o melhor “sport utility vehicle” vendido no Brasil é a perua Audi A6 allroad. Com sua suspensão adaptativa a ar, enfrenta terrenos acidentados como a maioria dos 4×4 de boutique e engole o asfalto com seu V-6 de 310 cv sem sustos indesejáveis.

    • Fabio Toledo

      Na verdade a Audi considera este modelo um Sport Activity Vehicle. E não é tão bom assim como off-road. Mas é uma naaaave!

  • Luciano Gonzalez

    Peruas, ah como eu as adoro! Meu sonho de consumo está aí logo acima, Audi Avant RS 6…
    Da lista citada, as que eu gosto além da RS 6 são a Volvo e maravilhosa Série 3… a Subaru, nunca simpatizei com o desenho da marca, mas entendo perfeitamente o valor e a qualidade dessa perua.
    Na minha lista, todas as Audi a partir da 80 deveriam estar, 80, S2, RS 2, RS 4, RS 6… A Jetta Variant, Passat Variant, Golf Variant….
    Das nacionais, as VW Quantum e a saudosa Parati, a GM Caravan e a feia (no meu entender) mas avançadíssima Suprema, a correta Ipanema, a Escort Wagon (principalmente com o ótimo Zetec 1,8 16v) entre outras…

  • Ilbirs

    No meu caso, vi gente desmerecendo o Golf Variant, acusando de coisas muito consistentes como ter “cara de carro funerário” ou de, se fosse mulher, não aceitaria sair com alguém que tivesse um carro chamado Variant, obviamente aludindo à velha perua com motor arrefecido a ar de ventoinha baixa.
    Em relação a ter emoção, de fato um SUV proporciona emoções, principalmente se você tentar entrar forte em uma curva e tomar um susto daqueles pelo fato de não ter levado em conta que guiava um carro de centro de gravidade elevado e altura livre excessiva do solo, o que potencializa bastante o “efeito joão-bobo”.

    • marcus lahoz

      Cara, a Golf Variant é um espetáculo, dirigir ela e um ix35 é como me colocar no ringue contra o Anderson Silva.

    • Cesar Mora

      Não querendo estereotipar, mas grandes chances de que essa mesma mulher que não sairia com o cara que tem uma “Variant” iria toda faceira passear com outro que tivesse uma “Pajerinho” mesmo que uma TR4 2004 que custa 1/4 do valor da “Variant” (rs)

      Sobre esse estigma de carro funerário, sofria isso com minha Grand Tour, mas só até a pessoa andar, dirigir e perceber que o carro era uma delicia e fazia MUITA curva.

  • Educhs,
    Pode até ser cafona, concordo, mas não há outro termo tão preciso no nosso idioma. Mas, como em muitas coisas na vida, é questão de hábito. Quer coisa pior para um americano do que ter um carroção de estação?

  • lightness RS

    Uma das mais lindas também, tem uma na minha cidade que roda diariamente e bem limpinha, linda Alfa 156 Sportwagon

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5f/Alfa_Romeo_156_Sportwagon_rear_20071004.jpg

  • WSR

    Excelente texto, MAO. Meu sonho é a perua E30. A minha atual é uma Parati GLS ’93, que pode não ser das melhores mas quebra um galho… (rs).

  • Antonio Filho

    Muito bom ! Mas como não lembrar da melhor perua que ja tivemos e foi o primero carro que dirigi em 1991 tambem quando tinha meus 13 anos, a Chevrolet Caravan SS6 4.1!

  • Peter Losch

    A Marajó foi o carro que me fez apaixonar pelas peruas. Meu pai teve uma 1981, marrom. Pena termos ficado pouco tempo com ela, pois foi dada como parte do pagamento de um terreno.

    Aqui, minha homenagem a este carro tão querido:

    [URL=http://smg.photobucket.com/user/plosch/media/Geral/.facebook_1435232564833_zpsua9d4rld.jpg.html][IMG]http://img.photobucket.com/albums/v514/plosch/Geral/.facebook_1435232564833_zpsua9d4rld.jpg[/IMG][/URL]

    Agora, sonho de consumo:

    [URL=http://smg.photobucket.com/user/plosch/media/Geral/.facebook_1435232832097_zpsnbicw63s.jpg.html][IMG]http://img.photobucket.com/albums/v514/plosch/Geral/.facebook_1435232832097_zpsnbicw63s.jpg[/IMG][/URL]

  • Aldo Jr.

    MAO: Obrigado. Finalmente entendi do que se trata a designação Station Wagon. Nada como vir aqui aprender! Abraços;

  • Boa lista, eu acrescentaria as Mercedes Classe E S123, principalmente nas versões Diesel. Foram de suma importância para a Mercedes durante o auge da crise do petróleo, e uma das mais vendidas da marca nos EUA à época.

    Lembro de várias Belinas que meu pai teve, inclusive uma Scala dourada, a mais bela e classuda de todas. Desde que ele a vendeu, nunca mais vi uma nessa configuração.

  • Eduardo Palandi

    MAO, a lista é ótima, mas a Volvo 240 merecia, sem dúvida, estar no lugar da 850. foi a primeira das peruas suecas quadradas, um dos primeiros carros a ter durabilidade equiparável aos Mercedes-Benz da época, sobreviveu à sucessora (740/760) e criou o estereótipo da “Volvo-driving soccer mom” nos EUA.

    a 850, sem dúvida, é um grande carro, e a entrada no BTCC foi icônica. mas, no cômputo geral, acho que a 240 merece mais a honraria…

  • Eduardo Copelo

    Ah, as peruas… tivemos algumas lá em casa, o meu pai era fã delas, de peruas e de Volkswagen! Foram duas Quantum e duas Parati, uma quadrada e uma bola, esta para mim o melhor carro que já tivemos! A vontade de ter uma perua não passa, aos poucos estou conseguindo convencer a patroa a trocar o Focus numa Mégane Grand Tour!
    #SaveTheWagons

  • Fórmula Finesse

    Raridade!

    • Domingos

      Tinha uma dessas com o meu vizinho de garagem. Teve o carro por mais de 10 anos, talvez desde 0.

      Vendeu quando não dirigia mais. Lembrava muito uma mistura da Outback com as Imprezas SW no desenho.

      Mas faltava o 4×4…

  • Crazy_finnish

    Parabéns pelo texto, Mao. Demonstrou muita sensibilidade sobre o assunto. O 6º parágrafo me descreve com perfeição.

    • Maycon Correia

      Essa Suprema já andou aqui por Florianópolis. Era de um vizinho. Que teve ela durante alguns anos e parava do lado da nossa que era GLS e elogiava sempre, eram novas igual tivessem saído da loja um dia antes. Isso entre 1999 a 2003

      • Crazy_finnish

        Opa, bom saber disso Maycon! Ela foi da diretoria da GM no primeiro ano, depois foi para o Paraná (e nesta época tu a conheceste em Floripa), depois foi para Jundiaí por um ano e São Bernardo em 2004. Em 2005 eu a comprei e trouxe para Santos-SP. Está com 200 mil km e com muita saúde. Este ano a meta é acertar a pintura.

        • Maycon Correia

          Ela era linda, se não me engano era automática. Não era uma Suprema comum, pois essa placa BUM quando os carros da época já usavam C, não tinha nada fora do lugar nela… E se não falha a memória o dono dela era representante da GM, pois após ela andava com um Omega australiano placa CKN que foi de demonstração.
          A minha era uma GLS 4,1 litros, ano 1995 cinza Bartok, veio com 28 mil km e foi embora aos 110 mil km, só não tinha ABS e os faróis de neblina no pára-choque.

    • Domingos

      Tira todo esse fumê dos faróis, rodas com cor de rodas, tira filme e o adesivo que fica linda!

      • Crazy_finnish

        Minha Suprema é única. E é assim que eu gosto dela. Se eu gostasse de carro igual a tudo que tem por aí, não teria uma Suprema.

  • Fórmula Finesse

    Aff…linda! Que coisa mais maravilhosa! As Caprice eram incríveis.

  • Maycon Correia

    Faltaram duas ali:
    Omega Suprema, principalmente quando equipada com um belo motor de 6 cilindros.
    E a Audi 80 Avant RS 2, que com aqueles adereços e preparações da Porsche a torna única

  • Fabio Toledo

    Meu sonho de consumo atual é um Golf Variant… Mas vai continuar sendo sonho por enquanto.

  • Fat Jack

    Com relação a potência você está certo (e nem é o problema para mim), mas quanto ao torque ainda há uma diferença que eu acho representativa e ainda atingido numa faixa de giros bem mais baixa…
    (é a tal história, é ruim? Não! Mas carregada vai ser preciso recorrer a altos giros)
    Somente como efeito de comparação (peguei dois carros de mesmo ano, 2006):

  • andre

    Faltaram sem dúvida as peruas V60 e V70 da Volvo, elas são fantásticas!

  • ussantos

    Estou parecendo estar defendendo um carro ou marca, já que estou comentando tantas vezes… Mas não é o que parece! Às vezes as pessoas possuem uma opinião baseada em números, leituras e a minha opinião sobre o 1,6 16V no Mégane é baseada na prática, no uso.

    Fiz uma viagem recente de 3.100 km, com 3 pessoas no carro e porta-malas cheio. Me senti satisfeito, como disse anteriormente, só era preciso trabalhar as marchas Concordo com você, um carro com motor 2-litros é melhor, porém o 1,6 16v entrega mais do que os números fazem parecer.

    E você está certo: O consumo fica igual ao de 2.0, mas as vezes o preço do carro e da manutenção depois, compensa.

    No fundo, ao decidir comprar o carro eu pensei: “Com esse dinheiro, eu levo um carro médio, ou um carro popular/compacto” (Palio Weekend ou SpaceFox), escolhi o médio e mostrou ser uma escolha acertada.

  • Lorenzo Frigerio

    É impressão minha, ou ninguém está falando daquela que foi provavelmente a mais vendida de todas no Brasil, a VW Quantum? Na segunda metade dos anos 80 ela era febre entre as moças da alta burguesia.

    • Domingos

      A Elba, em contextos brasileiros, também deveria estar mencionada.

      Peruas de pequenos hatches são provavelmente uma das mais inteligentes, práticas e interessantes carrocerias que existem.

      A Corsa Wagon para mim foi o supra-sumo. Aquilo sim seria o carro da família brasileira, com orgulho.

      Eu tiraria de linha Celta, Classic, Prisma e tudo abaixo do Cobalt e voltaria com uma versão da Corsa Wagon cobrindo todos esses produtos, já que o enfoque é baixo custo e alta praticidade.

      Uma 1,0 bem desenvolvida, com seus 80 cv e bem escalonada/sem buracos em baixa, nos seus 25 mil como faz o Classic. E outra 1,4 bem equipada, dos seus 100 cv e acabamento/equipamentos no melhor da linha GM de 90 – modernizada, claro, mas só no que é bom.

      • Lorenzo Frigerio

        Alguma hora terão que reformular o Gol. Poderiam bem soltar uma Parati com o 3-cilindros 1,0, inclusive com versão turbo. Pois acho que o up! é pequeno demais para fazer uma perua.

  • Fat Jack
    Não há nenhum problema em levar o motor girar mais. Não estraga, não o força e não se desgasta mais por isso. E esse “a mais” não é nada absurdamente alto.

    • Fat Jack

      Não liga não, Bob…, isso deve ser doença: “hipotorquite crônica”, síndrome de falta de torque, possivelmente adquirida no pós-adolescência (diretamente do túnel do tempo…), quando troquei a opção de um 147 Top (1.300 cm³) por um Opala cupê (2.500 cm³) alguns bons anos mais velho.
      Talvez depois de um contato, um “no uso” eu mudasse de idéia…

  • Domingos

    O up! mal era previsto para as 4 portas. Perua não deve sair dali mesmo.

    Numa reformulação mais extensa do Gol, poderiam tirar o Fox de linha e acabar com a confusão.

    Ou isso, ou deixar o Gol exclusivamente como hatchback mais básico e fazer da linha Fox uma família completa com hatch, sedã e perua.

    • Domingos,
      Note qua as primeiras peruas derivaram de sedãs, quando ainda não existiam hatchbacks. Depois que estes surgiram trataram de criar sedãs a partir deles, caso do Gol e Voyage, Fiat 147 e Oggi, Escort e Verona, e por aí vai. Já que havia sedãs com essas plataformas, foi relativamente fácil fazer peruas a partir deles. Se a VW quiser pode perfeitamente fazer um up! sedã e dele uma perua (ou vice-versa).

      • Domingos

        Sim, claro que existem peruas vindas de pequenos hacthes. Como disse, são brilhantes!

        Só que deve ser bem mais fácil partir de um sedã, já que praticamente só se tem que alongar o teto.

        Vindo de um hatch, se tem que aumentar as laterais e fazer um novo volume praticamente.

        Não deve ser impossível fazer uma perua up!, só não sei se é viável.

        Se o carro foi feito para ter aqueles balanços minúsculos, por exemplo, pode ser que nada combine entre acerto de suspensão e estrutura um volume bem maior na parte traseira – que viria com um enorme balanço.

        Ou teriam que fazer via aumento de entre-eixos, que pode não ser possível ou viável.

        Talvez exigiria tanta modificação que seria um carro completamente novo.

        Mas que seria barbaramente interessante, seria. Junto com um motor 1,2 ou o turbo.

        Melhor carro nacional ela seria.

  • Bera Silva

    Quanto a criar versões sedã e perua partindo de um hatch, não acredito que seja difícil pelo seguinte: a parte mais cara da carroceria de um veículo é a sua plataforma, nada mais é que um chassi. Ela é feita pela junção de chapas e estruturas que englobam a estrutura dianteira onde é presa a suspensão, a parede corta-fogo, o túnel, os assoalhos dianteiros e traseiros e o assoalho do porta-malas, bem como a ancoragem da suspensão traseira. Podemos dividir a plataforma em, basicamente, três seções: dianteira, central e traseira. No caso de criar um sedã, basta alterar a seção traseira, que seria a mesma para uma perua. Pode-se também misturar plataformas como no caso da Saveiro, que usa a seção dianteira do Gol e a seção traseira de outro veículo (acho que da VW Van). Ou mesmo da Pick-up Corsa que usava a seção traseira da Ipanema. Para ilustrar, veja que a plataforma PQ24 de VW, tem medidas diferentes conforme o veículo que ela equipa.
    PS.: uma perua do up! seria muito interessante…

    • Domingos

      Bom, mas todas essas ou já foram previstas a sofrerem essas modificações (quando lançam uma versão sedã ou perua, desde o começo do projeto ela já estava pronta na verdade) ou então sofreram grandes mudanças que envolvem também mudar suspensões completamente – caso esse de muitas picapes compactas.

      No caso do up!, haveria de se criar uma seção traseira nova, com o segundo volume estendido.

      Pode ser, por exemplo, que a plataforma usada não aguente o peso extra e o efeito alavanca disso.

      Pode ser também que a adição do balanço traseiro enorme num carro feito para basicamente ter uma única versão compacta e sem balanços exigiria um novo eixo traseiro – além de todo um acerto novo da dianteira, quem sabe com mais peso ali para compensar.

      O “problema” do up! é que nada nele parece ter sido pensado para dar variações, até pela alta eficiência do seu projeto e plataforma.

      Mas, querendo, sai. E com a adaptação sairia qualquer tipo de carro: sedã, picape e até coupé se quisessem.

      Quem sabe…

  • LG

    É, acho que estou velho. Todo mundo elogiando Caravan, Suprema, Parati, Corsa Wagon e Belina e eu aqui pensando na valente Vemaguet que o meu avô teve. Apesar de morar atualmente no estado de São Paulo, sou natural de Porto Alegre e lembro-me das idas para Tramandaí no latifúndio (porta-malas ) da Vemaguet e de uma ida inesquecível de Tramandaí a Capão da Canoa pela beira da praia, escalando algumas dunas e atolando algumas vezes. Acho que hoje em dia não é possível mais fazer esta aventura…

  • Cesar Mora

    Seria, então, um caso de regionalismo às avessas?! uma vez que pelo visto todos chamam de perua mesmo, quem discorda estaria sendo regionalista certo?

  • Ilbirs

    O problema do brasileiro (aqui também do americano em parte) é o de ele ficar aceitando estigmas para os bens que tem. No caso de peruas, fica esse estigma de carro funerário pelo fato de o pessoal ver o balanço traseiro comprido e a altura livre normal de carro de passeio, gerando uma plataforma de carga na altura e comprimentos certinhos para que alguém tirasse um caixão de dentro, ainda mais que no Brasil só agora estamos tendo carros especificamente funerários (algo que nos Estados Unidos sempre houve, feito sobre chassis encarroçáveis da Lincoln e da Cadillac). Nos Estados Unidos, o estigma de perua ficou mais mesmo com o pesado marketing em favor de minivans e, posteriormente, SUVs e crossovers.
    Já europeus não são de ligar para o que os outros pensam, vide o padrão modesto de vida que possuem para as rendas que têm. Muitos brasileiros que vão para aquelas bandas apreciam o fato de gente ir para o trabalho de cabelo roxo e ninguém falar qualquer coisa. Pelo que conheço da cultura européa e convívio com eles, eles não são intrusivos como são os brasileiros (vide a obsessão que vemos nos papos daqui por aquilo que a pessoa faz entre quatro paredes e com que freqüência). Se você mantém uma postura mais “européia” em sua dinâmica social por aqui, as pessoas começam a te estranhar, te chamar de pão-duro e você até experimenta um certo ostracismo por assim agir, ostracismo que também ocorre caso você tenha o hábito de ler e se informar bastante, o que em tese seria uma forma de te dar mais assunto para conversar com o mundo a seu redor. Logo, justamente por esse modo mais racional de ver a vida é que os carros prediletos de quem é daquela parte do Velho Mundo são hatches e peruas, uma vez que reúnem centro de gravidade baixo e facilidade para estacionar, uma vez que você sabe ser o vidro traseiro o término da carroceria. O cara lá não vai tender a comprar algo que não seja estritamente aquilo de que precisa nem liga para aquilo que outro vá ter, mesmo que de repente não seja o estritamente necessário. Japoneses também têm uma postura assemelhada à dos europeus quando o assunto é automóvel.

    • Cesar Mora

      Concordo plenamente! os hábitos e estigmas culturais aparecem em todo tipo de preferência de cada povo… Provavelmente os americanos herdaram isso de sua colonização, quando os presos eram jogados nesta terra nova, e a cada melhoria que tinham no padrão de vida queriam mostrar, ostentar isso, criando assim uma cultura megalomaníaca que perdura até hoje. (Excluindo-se a opinião pessoal por gostar ou não desse estilo de vida)
      E nós no Brasil a muito seguimos nos espelhando nesse modelo americano que deu certo, mas de uma forma torta, sem muitos dos bônus e a maior parte dos ônus.

  • Cesar Mora

    Sim, também me causa estranheza.. mas é bem comum, sobretudo na zona sul da cidade, que muitas linhas regionais alternativas eram feitas com Kombis, depois Sprinters e atualmente micro-ônibus.

    Mas é interessante e ao mesmo tempo difícil unificar alguns termos em um país de dimensões continentais como o Brasil, por exemplo, funilaria e lanternagem…

  • Sergio S.

    Sou na verdade mais fã dos grandes sedans, mas também aprecio muito as peruas, aliás, muito mais elas do que as SUV’s.
    Eu fui, durante doze anos, o feliz proprietário de uma Santana Quantum GLSi 94 e teria fácil uma perua novamente. Já um utilitário ou SUV eu só compraria se realmente necessitasse deste tipo de veículo.

  • Bruno

    Em termos Brasil, também vale a pena citar a boa e velha Marea Weekend, ainda que muitas pessoas torçam a cara, uma das últimas peruas médias fabricadas no país (acho que depois dela só veio a Mégane Grand Tour e a Jetta Variant, também ótimos carros.

    Sou dono de uma Marea Weekend cinco-cilindros 2.0 aspirada 98 a 8 anos praticamente (2º dono) 250.000km rodados (motor tem upgrades para aumento de potência e mesmo assim ainda tem medidas standard, nunca retificado), apesar da fama infundada de problemático, o carro é muito bom. Uso a minha para tudo, tanto como carro diário, carro de pista, utilitário para transporte, excelente realmente, pelo pouco que vale, se cuidado com zelo nas preventivas é um carro ótimo, pode surrar que não dá problema fácil.

  • Ricardo Mayor

    Nenhum Mercedes nessa lista?!?!

  • Igor Marcolin

    As Volvo 850 T5-R é um carro tão incrível, que foi usado no BTCC, mesmo que não tenha obtido resultados tão animadores, era o carro que mais recebia atenção no grid