Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas ALFISTI EM CONCENTRAÇÃO – Autoentusiastas

Colecionadores e apreciadores de Alfa Romeo no Brasil marcaram programa adequado: dia 24 do corrente (4ª feira próxima) um jantar em 10 cidades, para comemorar, em restaurante italiano, o anúncio da volta da marca, os grande planos de expansão, mudança nos produtos e no processo produtivo. Na data, a Fiat Chrysler Automobiles (FCA), controladora da marca, anunciará o projeto e reabrirá o Museu Alfa Romeo.

Creio, a festividade brasileira será a única no mundo, e é uma curiosidade movida pela paixão: a Alfa Romeo já esteve no Brasil como fabricante, foi-se, e hoje sequer tem representante.

Jantar comemorativo

Alfisti, ou alfistas, termo italiano pelo qual se tratam os admiradores da marca Alfa Romeo, se organizam em 10 capitais (ver quais no banner acima) para jantar entre o expectativo e o comemorativo. Será na noite do dia 24, e em meio a comida e vinhos italianos brindarão o retorno da marca e o anúncio de novos produtos. À data, pela manhã, em Milão, Itália, próximo a Arese, onde foi a grande fábrica da marca, a direção da FCA, por seu presidente executivo Sergio Marchionne, anunciará os próximos passos para o reerguimento da marca: conceito, produtos e seu cronograma, investimentos, métodos industriais — a Alfa em nova fase quer ter na Itália a onda tecnológica que envolve os veículos da alemã Audi.

A Alfa Romeo busca mudar sua colocação e voltar a ser marca refinada, daí o retorno à tração traseira, ao maior porte dos automóveis e de possível utilitário esportivo, hoje produto mandatório no mercado.

A proposta da reunião disseminada entre as cidades com maior base de aficionados da marca, foi de Roberto Nasser, curador do Museu Nacional do Automóvel. Apresentada durante o III Encontro Alfa Romeo, em Caxambu, MG, a sugestão foi imediatamente adotada pelo Alfa Romeo Clube, e seu braço mineiro logo assumiu a organização e produziu o cartaz do evento, aqui ilustrado.

Desdobramento traçado por Túlio Silva, um dos condutores do Alfa Romeo Clube/MG, é o de coincidir o número de alfistas com os anos de história da marca Alfa: 105 — aparentemente o total de convivas o superará.

Curiosidade no fato, de conhecimento o Brasil é o único país onde se realiza tal evento de boas-vindas ao projeto de crescimento, e com quem a Alfa tem o mesmo vínculo passional entre seus veículos e os proprietários. Alfa Romeo foi o primeiro caminhão montado aqui — eram os famosos e resistentes FNM —, e o Brasil, extra Itália, foi o único país com produção e desenvolvimento de produto Alfa Romeo — as versões do pioneiro FNM 2000 JK e seu sucessor, o Alfa Romeo 2300. A marca retirou-se do país, mas os alfistas dela cuidam, preservam os automóveis, provêem importação de peças, trocam segredos de manutenção, fazem indicações, tentam salvar e preservar as unidades representantes.

Aparentemente tal messe terá facilidades: no evento a FCA anunciará a reabertura do Museu Alfa Romeo, em Arese, por pressão do governo italiano, do estado da Emilia-Romagna, imprensa consciente, e de alfistas de todo o mundo, incluindo os brasileiros, signatários de petição mundial contra o encerramento e a ameaça de venda do acervo. O Museu Alfa Romeo, como espaço histórico-cultural, e seguindo similares de outras marcas, é fonte de referência técnica e de facilidades de indicação de literatura e partes para manutenção.

O evento está no Facebook

A expectativa dos alfistas diz respeito ao prazo da volta da marca ao país, prazos, produtos, rede de distribuição e assistência técnica.

RN

 

Banner museu nasser



Sobre o Autor

Roberto Nasser
Coluna: De carro por aí

Um dos mais antigos jornalistas de veículos brasileiros, dono de uma perspicácia incomum para enveredar pelos bastidores da indústria automobilística, além de ser advogado. Uma de suas realizações mais importantes é o Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, verdadeiro centro de cultura automobilística.

  • CorsarioViajante

    Não dá para entender como a Fiat deixou abandonado por tantos anos um fã clube tão fiel e obstinado como os alfistas.

    • WSR

      Ela bem que poderia ter trazido o 159 antes de abandonar os fãs, rs.

  • Antônio do Sul

    Dessa vez, que pelo menos façam como deve ser feito: salões de vendas e oficinas distintos dos que vendem e prestam assistência técnica aos Fiat, ainda que o grupo que vende a marca mais popular também se torne um revendedor Alfa. Nada contra a marca controladora, mas é que as propostas de ambas são muito distintas.