Montreal recebe a F-1 na ilha de Notre Dame (foto Ferrari.com)

Após uma etapa em  que a vitória foi decidida em torno de um acidente e uma parada no boxe discutível, o circo do tio Bernie chega a Montreal, cidade famosa por suas festas animadas e muros nada amistosos. Longe de casa, a comunidade deve encarar etapa como fim de semana descontraído e conversar sobre as propostas para 2016.

Chicane dos boxes é o ponto mais explorado para as ultrapassagens (foto Ferrari.com)

Após a chicana, 1.064 metros pela frente…(foto ferrari.com)

As curvas fechadas do circuito Gilles Villeneuve mexem com o ego dos pilotos de uma forma diferente das estreitas vias de Mônaco. Neste o que vale é a festança; naquele, curtir o carro sambando sobre zebras e descendo a longa reta ao lado de um raia olímpica com o pé embaixo e o desfrutar o trecho sinuoso ao longo do rio Saint Laurent, um belo mix para demonstrações de arrojo impossíveis no principado. Neste cenário nenhum ambiente é mais propício a frustrações e consagrações que a chicana da entrada dos boxes, trecho que ninguém descreveu melhor que o australiano Daniel Ricciardo, que conseguiu em Montreal, no ano passado, sua primeira vitória na F-1:

“Quanto mais perto do muro, melhor o seu tempo. Beije o muro de leve e tudo bem, mas beije com força e está tudo acabado.”

 

Ricciardo aconselha tomar cuidado com o muro dos campões (foto Red Bull/Mathias Kniepeiss/Getty Images)

Ricciardo, vencedor em 2014, aconselha tomar cuidado com o “Muro dos Campeões” (foto Red Bull/Mathias Kniepeiss/Getty Images)

Esse paredãozinho de metro e meio de altura (se tanto) e que alguns chamam de “Muro dos Campeões”, não perdoa, por estar próximo da linha de chegada acaba sendo mais lembrado por frustrações que por paixões, algumas delas exacerbadas pelo fato do piso local permitir o uso de pneus de compostos macios e extra-macios. Como é na aproximação para essa seqüência direita-esquerda tomada que a maioria das ultrapassagens acontece, as chances de grandes emoções são maiores. Contribui para isso o fato do trecho ao lado do rio praticamente não permitir ultrapassagens, o que aumenta a adrenalina de quem vai atrás e acredita piamente que deveria estar na frente.

Resultado do GP de Mônaco ainda não foi completamente digerido pelos dois principais candidatos ao título de 2015 (foto Mercedes-Benz)

Como na etiqueta do tênis, o cumprimento no final (foto Mercedes Benz)

Se isto abriu a pasta “GP de Mônaco 2015/decisão/frustração” da sua memória, sinta-se em meio a uma multidão: os 1.064 metros da reta clamam por potência pura e colocam os dois carros da Mercedes novamente num planeta à parte, acirrando a disputa entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg. Se o inglês não confirmar o que todos os chefes de equipe acreditam — recentemente eles o escolheram como o melhor piloto da atualidade — e o alemão se aproximar mais na tabela de pontos, estará lançada a pedra fundamental do caos na briga pelo título da temporada. Na linha de frente do show, Vettel segue como o oportunista de plantão.

Normalmente, nem toda a caravana de técnicos e imprensa prestigia essa corrida, condição que afeta o desenrolar de acordos e negociações para a temporada de 2016. Ideias como escapamento duplo para aumentar o ruído dos motores e o recente anúncio da concorrência para preencher a décima-segunda vaga de equipe para o ano que vem, deverão liderar a bolsa de mexericos por motivos opostos.

A primeira proposta tem toda a cara daquelas soluções milagrosas para reverter a queda de popularidade da categoria…coisa do tipo “não-vai-dar-em-nada”; a segunda tem toda a cara de script de novela, muito pelo fato de envolver um triunvirato formado por Ron Dennis, Jean Todt e seu filho Nicolas Todt. Ron sabe que é importante ter uma segunda equipe para desenvolver seus futuros pilotos e apressar o desenvolvimento da Honda; Jean precisa dar mostras de que faz algo de concreto pela e para a F-1 e Nicolas é o bam-bam-bam da equipe ART, DeeNeAmente ligada à McLaren e biologicamente ao presidente da FIA, seu pai.  Egocêntrico de carteirinha, promover a equipe de Todt Jr. à categoria principal é a solução mais pratica para Dennis aliviar suas dificuldades atuais.

 Carros da Art Grand Prix na GP2 seguem a programação visual da McLaren na F-1 (foto Art Grand Prix)

Outra mudança que continua sendo discutida é a mudança das especificações dos pneus. Entre as possibilidades consideradas está a adoção de pneus de perfil mais baixo e aro maior e o aumento da largura dos pneus traseiros para 420 mm, 60 mm a mais que atualmente A primeira hipótese tem poucas chances de ser implementada a curto prazo, ao contrário da segunda enquanto o possível retorno da Michelin, que mantém boas relações com a família Todt e Ron Dennis, aumenta a chance de alterações nessa área.

 

De Villota vive

A família da espanhola Maria De Villota admitiu esta semana que pretende estudar o resultado da investigação sobre o acidente que vitimou a piloto de testes da equipe Marussia (atual Manor), para decidir se abrirá um processo contra a escuderia e seus sucessores. A análise do acidente feita por entidades oficiais do governo inglês concluiu não haver motivo para tomar alguma atitude contra a equipe, para a qual De VIllota fazia um teste no aeroporto de Duxford, sede do Museu Imperial de Guerra e situado no entorno de Cambridge. Segundo testemunhas, no dia 3 de junho de 2012 a piloto se dirigia lentamente para a área onde estava o pessoal de apoio quando o carro repentinamente ganhou velocidade e chocou-se contra a plataforma do elevador de um caminhão. Após uma série de cirurgias e ter perdido a vista direita, De Villota tentou levar uma vida normal mas faleceu no dia 11 de outubro de 2013 em um quarto de hotel. A família alega que poderá demandar compensação civil para garantir que acidentes desse tipo não voltem a ocorrer “tal qual era o desejo expresso pela própria Maria”.

Júlio Campos é o novo líder na Stock Car

Largada da Stock Car em Curitiba teve acidente espetacular (foto Miguel Costa Jr)

Largada da Stock Car em Curitiba teve acidente espetacular (foto Miguel Costa Jr)

O paranaense Júlio Campos viveu um fim de semana memorável durante a disputa da quinta etapa da temporada de Stock Car: a vitória na Corrida 2 da rodada realizada domingo em Curitiba marcou a primeira vitória de um piloto local no autódromo de Pinhais (PR), região da Grande Curitiba, e a liderança na tabela de pontos. A vitória na Corrida 1, marcada por um espetacular acidente na largada, foi para Daniel Serra, que se obteve seu quarto triunfo nesse circuito e o segundo nesta temporada, fato inédito.

Toyota e Renault venceram nas etapas de Marcas (foto Fernanda Freixosa)

Toyota e Renault venceram nas etapas de Marcas (foto Fernanda Freixosa)

O programa incluiu provas do Campeonato Brasileiro de Marcas, com vitórias de Gabriel Casagrande (Renault) e Thiago Marques (Toyota), Turismo, que viu dois triunfos de Márcio Campos, e Mercedes-Benz Challenge, onde triunfaram  Fernando Júnior (CLA AMG) e Betinho Sartório (C 250).

WG

A coluna “Conversa de pista” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


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  • Fat Jack

    F1: para despertar mais interesse? Simples, competitividade de mais e maracutaias de menos (exatamente o oposto do que andam fazendo…). Espero com toda sinceridade que no Canadá haja uma corrida interessante, disputada e limpa – em todos os sentidos possíveis, inclusive nas decisões dos comissários de pista (que a meu ver favoreceram Rosberg em 2014 – foi quando eu comecei a deixar de torcer por ele) e nas paradas.
    Fatores pra isso a meu ver existem: uma bela reta e pelo menos 2 pontos clássicos de ultrapassagem sem contar a curva a esquerda após a linha de chegada.
    Stock em Curitiba: Ninguém se cansou ainda da seqüência de acidentes que ocorrem na largada? Simples demais de resolver: largada em fila indiana (preferencialmente ante que alguém se mate, não é?).

    • Wagner Gonzalez

      Fat Jack,

      Largada em fila indiana é digna de procissão. O circuito não muda, o asfalto não encolhe, e os guard-rails ficam no mesmo lugar dia após dia. Cabe aos pilotos ter habilidade suficiente para evitar manobras impossíveis. A diferença entre os bons e os demais é a capacidade de andar lado a lado sem bater.

      • Rodrigo MM

        Acho largada em fila indiana muito chato.

        • Fat Jack

          Rodrigo, eles teriam a obrigação de estar um atrás do outro somente até a linha de largada (que lá, salvo engano, é antes do meio da reta) não impedindo que houvesse disputa por posições no final da reta, só haveria 30 “malucos” lado a lado e vendo o carro da frente como alvo ao mesmo tempo.

      • Fat Jack

        Concordo contigo que não é a melhor alternativa, mas a largada partindo da imobilidade, que creio seja melhor (e inclusive mais segura, pela menor velocidade que se chega na “dividida”) a Stock não usa.
        Sem dúvida não há alterações nas características do circuito, porém são 30 pilotos juntos e embalados pra disputar aquela sequencia de curvas, que prova após prova tem se mostrado problemático, não me recordo da última vez em que não houve “esparramo” na largada lá.

    • Robertom

      Para a Stock largar com o carro parado pode ser a solução, pois a maioria dos pilotos já provou não ter juízo suficiente para participar de uma largada lançada.

      • Fat Jack

        Não diria nem que é questão de juízo…, é muito embolado mesmo, formam-se 3, 4 fileiras pra passar onde (com muita boa fé e boa vontade dos pilotos) cabem 2…

  • Mineirim

    Wagner Gonzalez,
    Para a F-1 ficar realmente interessante, bastava eles proibirem ou limitarem a troca de pneus, assim como fizeram com o reabastecimento de combustível. Encaro o automobilismo como esporte e laboratório de soluções para os carros de rua.

    • marcus lahoz

      Mineirim

      Ai que esta, eu acho o contrário, quando você limita pneu o piloto tende a dirigir com mais cuidado.

      O que acho que dá emoção e gastos sem limites, sem limite de pneu, sem limite de combustível. Literalmente pé no porão.

      • Wagner Gonzalez

        ML,

        Nada como o automobilismo de raiz, aquela história de rock puro e duro… Não é não?

        Abraço,

        WG

    • Wagner Gonzalez

      As soluções possíveis são inúmeras e a vontade concordar com alguma mudança é nula. Acredito que a decisão de praticamente congelar o desenvolvimento dos motores é uma das causas da situação atual e que se encaixa no seu postulado de ver o automobilismo como esporte e laboratório, postulado que eu assino embaixo.

    • Thales Sobral

      Lembre de 2005. Aumentou muito os riscos (Räikkönen em Spa???) e não melhorou a disputa.

    • Fat Jack

      Também sou contra as restrições, limitarem as trocas de pneus limitaria inclusive diferenças de estratégias, ou seja, aumentaria ainda mais a chance de corridas tipo “trenzinho” e sem alternativas.

    • Wagner Gonzalez

      Mineirim,

      Enquanto a proposta inicial for faturar o máximo possível não teremos grandes corridas de volta.

  • Acho esse circuito de Montreal fantástico! Garante emoção na
    F-1 chata de hoje… A minha sugestão para mais emoção e competitividade é tirar as asas, tem muita asa os carros… Os carros de passeio em 99% não tem asa, só o próprio perfil e a F-1 é “laboratório” para os carros de rua, então… Os carros ficariam mais lentos em curva e teriam de frear mais cedo proporcionando mais emoção e beneficiando a habilidade do piloto. O carro teria que se “sustentar” mais na suspensão e nos pneus (que poderiam ser maiores na traseira). Deve ter muito mais gente com essa mesma opinião minha, mas como é o Bernie que decide dificilmente essas ideias chegarão sequer a ser discutida…

    • Wagner Gonzalez

      Roller,

      Acho que o caminho é outro. Fala-se até em aumentar a área da asa dianteira e diminuir a largura da traseira para dar mais estabilidade dianteira e permitir que os carros andem mais próximos nas curvas. Quanto a Montreal, um belo circuito e uma ela cidade, sem dúvida.

      • Wagner, é um tema polêmico e controverso… O que se “fala” lá é política do que é mais conveniente e não o necessário… Um carro sem as asas teria de ser mais equilibrado mecanicamente e ainda sim com downforce (não tão grande como no uso das asas) pelo próprio perfil do carro, que seria desenvolvido para isso. A minha opinião é que a habilidade do piloto ia ter mais influência no desempenho do que é hoje…

        • Wagner Gonzalez

          Roller Buggy,

          Sem dúvida, deixar os carros mais dificeis de controla destacaria a pericia dos pilotos e causaria um rebuliço no mercado desses profissionais: de cara, aqueles que chegam lá sentados em caminhões de dinheiro perderiam suas vagas.

          Abraço,

          Wagner

    • Fat Jack

      Apesar de concordar que o grande downforce (existente hoje) é uma das fontes da redução de algumas disputas, sua retirada eu acho muito difícil pelo maior risco de acidentes desgarramento em curvas de alta, um verdadeiro pavor de praticamente todos os envolvidos devido aos risco aos pilotos.
      Eu acho que poderia ser interessante a retirada de tantos controles eletrônicos a disposição do piloto através do volante, e que premiaria também o “feeling” do piloto.

      • Jack, como eu disse para o Wagner, é um tema polêmico e controverso… A minha opinião é que a segurança ia ser maior ou no mínimo a mesma de hoje, pois os carros seriam mais lentos nas curvas e com “derrapagens” mais controláveis, pois sem o grande downforce provocado pelas asas a “derrapagem” seria mais linear e controlável. Hoje, o ponto limite entre a perda de aderência controlada e perda de controle total do carro é muito pequeno justamente pelo downforce excessivo provocado pelas asas. Sem as asas, esse ponto limite entre a perda de aderência controlada e perda de controle total, seria maior e daria ao piloto maiores possibilidades do que tem disponível hoje. Admito que isso não seja a única solução, é só a minha opinião/sugestão.

    • André Castan

      Concordo totalmente Roller. Isso acabaria com essa história que um carro não pode/consegue andar próximo ao outro. O carro precisa se manter por ele mesmo e não por um monte de apêndices aerodinâmicos. Outra mudança fundamental. Traçados. Acabar com os Mônacos da vida e ter traçados que sejam adequados à um bom espetáculo, como Spa e Monza por exemplo. E por último, por motor de verdade nos carros. Se quer ter motor para laboratório, usa-se outra categoria. F-E por exemplo. A F-1 deve ser voltada apenas para a competição esportiva.

  • Lucas dos Santos

    Foi assim em 2005, e não deu muito certo.

    Nesse ponto creio que seria melhor desobrigarem a utilização de dois compostos de pneus. Quem tiver condições de ir até o fim com um só jogo de pneus, vai. Quem não puder, troca. Simples assim, sem proibições e sem obrigações.

    • Wagner Gonzalez

      Lucas,

      acho que quanto mais se limita menos espetáculo se obtém.

      Veja o caso da Stock Car, onde só se pode mexer nas regulagens de asas, barras estabilizadoras e cliques de amortecedor. Os carros andam junto, mas 90% das ultrapassagens acontecem por causa do botão de ultrapassagem, que permite o motor girar mais alto e produzir mais potência.

  • André Castan

    Engraçado que a Nascar não tem DSR, não tem Push to Pass e outras frescuras mais, mas funciona. Será que somente os ovais são responsáveis por isso?

    • Wagner Gonzalez

      A concepção da Nascar é outra e, de certa maneira, mais eficiente: as corridas são mais disputadas e o regulamento é bem mais simples. Não se pode deixar de lado que como disse o leitor Mendes em seu comentário abaixo, há o recurso mega-explorado das bandeiras amarelas e a tecnologia dos carros não é exatamente de última geração. Embora a receita dê certo nos EUA, onde até mesmo o consumidor final – aquele que vai ver o show –, é peculiar, tenho dúvidas se tal solução faria o mesmo sucesso em outros mercados.

      De qualquer forma, o assunto é digno de uma reflexão mais ampla.

  • Fat Jack

    Algo que me desagrada na Stock é essa história de “janela de reabastecimento” que impede que, por exemplo, um carro que precise antecipar a parada por acidente tenha chances de se recuperar na corrida (antecipando seu abastecimento).

    • Wagner Gonzalez

      FJ,

      Muitos acreditam que restringindo estõ aumentando sei lá o quê…

  • Domingos

    Cabe penalidade para quem erra muito na largada, como andava acontecendo na Fórmula 1.

    Acho o mesmo. Os pilotos têm que tomar mais ou menos cuidado conforme a pista.

  • Mendes

    Na Nascar o artifício é outro: bandeiras amarelas!
    Com bandeiras amarelas freqüentes, o pelotão fica mais compacto e os carros andam mais juntos. Carros andando juntos em ovais significa vácuo, e vácuo significa maior facilidade em ultrapassar!
    Bandeiras amarelas são tão freqüentes que pilotos e equipes traçam estratégias já contando com tal eventualidade. É isso que faz as coisas “funcionarem” na Nascar.

    • André Castan

      Tem sentido Mendes, mas a F1 quando usa o mesmo artifício não funciona. Você já viu alguém ultrapassar alguém depois de um safety car? Talvez uma largada lado a lado mudaria o panorama?

      • Mendes

        Em circuitos ovais, o mais importante é o vácuo. Se os carros ficarem muito distantes entre si na pista, torna-se muito difícil alcançar o carro da frente e ultrapassá-lo. Quando todos estão juntos, todos podem se utilizar do vácuo para ultrapassar. É por isso que, em ovais, até mesmo o piloto que está na última posição no início da corrida tem chances de vencer. Se os carros estiverem juntos, ele pode utilizar o vácuo para ir escalando o pelotão até chegar na ponta. Daí a importância da bandeira amarela como forma de “juntar” os carros, possibilitando que sempre se utilize o vácuo.

        Na Fórmula 1 o Safety Car não causa esse efeito porque as corridas são realizadas em circuitos mistos, onde é mais difícil de se aproveitar o vácuo para realizar as ultrapassagens – ao menos não da mesma maneira que se faz nos ovais. Dessa forma, não faz diferença se os carros estão próximos uns dos outros ou não. Isso só faria diferença se a Fórmula 1 também corresse em ovais.

  • Lucas dos Santos

    Já que o assunto é “idéias para tornar a Fórmula 1 mais interessante”, tomarei a liberdade de transcrever aqui um comentário que deixei em outro site:

    Para a Fórmula 1 voltar a ser uma corrida de carros, é necessário acabar com o que eu chamo de “desafios paralelos” e manter o foco apenas e tão somente na corrida.

    Chega de obrigar o piloto a andar com um composto de pneu que não lhe favorece, a fazer uma parada desnecessária nos boxes, obrigar os dez primeiros a largarem com pneus usados, e vários outros “desafios” que nem lembro agora.

    A corrida deveria se resumir a unicamente ver quem consegue percorrer os 305 km – ou o que for possível percorrer dentro do limite de 2 horas – o mais rápido possível e nada mais do que isso. Sem esse monte de “obstáculos” colocados artificialmente a fim de “dar mais emoção” e fazer os pilotos de palhaços.

    E deveriam rever os critérios para se admitir novos pilotos na categoria, de modo a haver uma equivalência de habilidades. Só deveria ingressar na Fórmula 1, por exemplo, apenas os pilotos que passaram por todas as categorias de base e tendo vencido tudo por onde passaram. Ou seja, somente os melhores entre os melhores é que teriam o privilégio de correr em uma categoria extremamente seleta. Isso certamente elevaria o nível das corridas e diminuiria bastante a diferença entre pilotos, permanecendo apenas as diferenças entre equipes.

    • Wagner Gonzalez

      Lucas,

      Sua análise me faz lembrar que esse processo de criar artifícios surgiu quando determinada equipe ou grupo dominava a F-1, situação cíclica. Uma vez que destrancaram a porta não se parou mais de fazer novas leis para equilibrar a disputa, algo que na maioria das vezes revelou-se equivocado.

      Infelizmente os propósitos dos mandantes não são os mesmos dos que apreciam o esporte puro e simples, como você, eu e qualquer autoentusiasta que se preze.

    • Fat Jack

      Admissão de pilotos na F-1 somente por talento?
      “tempo bom…, não volta mais…”

  • André Castan

    Exatamente como minha pergunta inicial. Parece que os ovais são os principais responsáveis pelo espetáculo. Porém discordo quanto ao vácuo. É muito comum na Nascar um carro melhorar e outro piorar em long runs e isso possibilita que uma diferença grande seja tirada mesmo sem bandeira amarela ou dependência do vácuo, pois mesmo que haja retardatários para utilizar o vácuo, o vácuo dos mesmos está lá para ambos, primeiro e segundo colocados por exemplo.

  • Fat Jack

    “…de cara, aqueles que chegam lá sentados em caminhões de dinheiro perderiam suas vagas…”
    Ou seja, jamais implantariam, haja visto que teria menos dinheiro nos bastidores…