TOYOTA HILUX SW4 SRV, NO USO

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O Toyota Hilux SW4 viaja muito bem. O ruído do motor Diesel, que na cidade se faz presente — mas não a ponto de importunar —, na estrada parece sumir. É da natureza dos motores Diesel vibrar mais que os a gasolina, mas este está bem isolado, a ponto de essa vibração não chegar ao interior. E assim ele viaja macio e silencioso, com conforto de sobra para cinco adultos e imenso espaço para a bagagem. A 120 km/h o motor ronrona a 2.300 rpm.

 

Saídas independentes de ar-condicionado no teto

Saídas independentes de ar-condicionado no teto

Os que se preocupam com o conforto dos que viajam no banco de trás gostarão de alguns detalhes. O encosto do banco traseiro, dividido em 2/3- 1/3, reclina, e no teto há saídas independentes do ar-condicionado. Vale lembrar que não é aconselhável viajar com o encosto muito reclinado, pois no caso de um impacto frontal a pessoa pode escorregar por baixo do cinto de segurança — é por isso que no avião sempre nos mandam a manter o encosto na posição vertical quando decolamos e aterrissamos —, mas uma leve reclinada não é perigo e proporciona conforto.

 

Conforto dos passageiros

Conforto dos passageiros

E assim, com garantia de amplo espaço para as pernas e cabeça, assento macio, ar fresco e encosto reclinável, os de trás estarão sendo muito bem tratados. Fora que, tendo configuração de perua, o prolongamento do teto sobre a área do porta-malas os protegerá dos raios solares. Este ano chegou a opção de mais um banco para dois passageiros, acomodado no porta-malas. Segundo a fabricante, o Hilux é a único, entre os concorrentes do segmento, a oferecer esse opcional.

 

O porta-malas é o conveniente "leva tudo"

O porta-malas é o conveniente “leva tudo”

O motor é potente e o câmbio automático epicíclico de cinco marchas, de série no SRV, funciona perfeitamente. Basta uma pisadela no acelerador e o motor prontamente responde acelerando forte e, caso necessário, o câmbio rapidamente baixa uma ou mais marchas. Não lhe falta potência, não há que se pedir mais presteza deste parrudo motor turbo de 4 cilindros, 3 litros. O torque máximo de 36,7 m·kgf já vem a baixas 1.400 rpm e vai plano até 3.200 rpm. A potência máxima, de 171 cv, é a 3.600 rpm. Resumindo, em baixa ele já arrasta um navio e pouca bola dá aos seus 2.020 kg em ordem de marcha, e tanto na cidade quanto na estrada raramente precisamos dar uma acelerada mais funda. Ele vai que vai; viaja bem mesmo, navega; ainda mais com o controle de velocidade cruzeiro ligado.

 

Painel de boa visualização e prático

Painel de boa visualização e prático

Agora, caro leitor, acredite, essa massa toda se deslocando e o motor só gastando ao redor de 8,8 km/l na cidade e 11,3 km/l na estrada (medidos pelo computador de bordo). Essa é uma das vantagens do Diesel: economia. Pena que no Brasil haja essa confusão energética que nos impede de usá-lo em carros de passeio. Na Europa é comum eles fazerem 25 km/l de diesel ou mais. O tanque deste Hilux é de 80 litros, o que dá uma enorme autonomia em estrada, coisa de 900 quilômetros. Dá para ir de São Paulo ao Rio de Janeiro e voltar numa tancada só.

 

Ergonomia muito boa. Se esmeraram nesse importante item

Ergonomia muito boa. Se esmeraram nesse importante item

Ele sente um pouco os ventos laterais, ou seja, sofre desvio de rota quando atingido por lufadas mais fortes, mas isso é inerente dos modelos como esse, altos e com grande área lateral chapada. Mas não é nada de mais, nada que o comprometa. Por sinal, pegamos uma tempestade daquelas de derrubar macaco da árvore, com ventania e intensa chuvarada, e a viagem seguiu tranquila, e sem nem sinal de aquaplanagem (pneus Bridgestone Dueler H/T).

O interior é luxuoso e bem acabado. A robusta suspensão, com eixo rígido na traseira, é feita para agüentar um militar dirigindo-a por estradas sob intenso bombardeio, e mesmo assim é silencioso e chega a ser macio. Aliar essas duas boas características não é coisa fácil de conseguir. Conseguiram.

 

Não é grandalhona na cidade

Não é grandalhão na cidade

Dirigi-lo na cidade não dá a impressão de ele ser exageradamente grande, apesar dos 4.705 mm de comprimento, e logo o estamos guiando com desenvoltura. A direção é leve, mas não muito, o que é bom, e também não é rápida demais, o que seria ruim para um veículo que não se caracteriza pela esportividade; são três voltas de batente a batente. O acerto da direção está perfeito. Também muito boa é a posição de guiar, pois além do volante ter amplas regulagens de altura e distância, o banco também tem regulagem, elétrica, de altura.

O câmbio automático supre perfeitamente as necessidades que o modelo se propõe. Não tem borboletas nem modo manual de trocas, mas há cinco posições que limitam a marcha máxima a atingir. Em Drive, ele vai até a 5ª marcha, depois, a cada posição baixada ele limita as mudanças a uma marcha mais curta: vai até à 4ª, vai até à 3ª, 2ª, 1ª.  Outra alavanca bloqueia o diferencial central Torsen— a tração é 4×4 permanente — e também, com essa alavanca podemos ligar a reduzida, que só atua em com o diferencial central bloqueado,  o que daria para tirar a Petrobrás do atoleiro em que a Dilma a meteu (acho que exagerei legal nessa…).

 

Automático convencional e perfeito para a proposta

Automático convencional e perfeito para a proposta

Tem controle de tração — que automaticamente é desligado quando bloqueamos o diferencial central —, controle de estabilidade, que é bem rigoroso, age logo, e tem auxílio para frenagens de emergência, fora o obrigatório ABS.

E aí vamos gostando cada vez mais desse valente, luxuoso e agradável utilitário, até que nos deparamos com seu preço: R$ 197.000.

AK

Fotos: autor

 

FICHA TÉCNICA TOYOTA HILUX SW4 SRV 2015
MOTOR
Instalação Dianteiro, longitudinal
Material do bloco/cabeçote Ferro fundido
Configuração / n° de cilindros Em linha / 4
Diâmetro x curso 96 x 103 mm
Cilindrada 2.982 cm³
Taxa de compressão 15:1
Potência máxima 171 cv a 3.600 rpm
Torque máximo 36.7 de 1.400 a 3.200 rpm
N° de válvulas por cilindro Quatro
N° de comandos de válvulas Dois, corrente
Combustível Diesel
Formação de mistura Injeção eletrônica direta por common rail
Aspiração Forçada por turbocompressor de geometria variável com interresfriador
TRANSMISSÃO
Tração / câmbio 4×4 permanente com diferencial central Torsen / automático epicíclico
Número de marchas 5 à frente + reduzida + ré + reduzida
Relações de transmissão n.d
Relação dos diferenciais 3,909:1
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, triângulos superpostos, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo rígido, 4 elementos de localização, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência hidráulica
Diâmetro mín. de curva 11,8 m
Relação de direção n.d
N° de voltas entre batentes 3
FREIOS
De serviço Duplo-circuito em paralelo, servoassistido
Dianteiros Disco ventilado
Traseiros Tambor
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio 7,5Jx17
Pneus 265/65R17
PESOS
Em ordem de marcha 2.020 kg
Carga máxima 580 kg
CONSTRUÇÃO
Tipo Separada, carroceria em aço, suve, 4 portas, 5 lugares
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento 4.705 mm
Largura 1.840 mm
Altura 1.850 mm
Distância entre eixos 2.750 mm
Distância mínima do solo 220 mm
Ângulo de ataque 30°
Ângulo de saída 25°
CAPACIDADES
Porta-malas n.d
Tanque de combustível 80 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h n.d
Velocidade máxima n.d
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL
Cidade 8,8 km/l (computador de bordo)
Estrada 11,3 km/l (computador de bordo)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª 52,2 km/h (aproximadamente)
Rotação em 5ª a 120 km/h 2.300 rpm
Rotação em vel. máx., em 5ª n.d

 



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Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

  • Davi Reis

    Muito caro, mas sempre foi. Me lembro do lançamento em 2005, quando já custava cerca de 150 mil reais (e isso quando um carro popular ainda custava cerca de 20 mil)! Não faz a minha cabeça, mas para durar 10 anos e ainda ser competitivo, deve ser mesmo um carro muito bom. Ainda hoje acho as versões pré-remodelação mais bonitas, e nunca vou esquecer do tanto que se falou à época de como era um utilitário com cara e conforto de sedã. Acho que foi uma das pioneiras nesse sentido.

    • Daniel S. de Araujo

      O Hilux é um veiculo excepcional. Motor robusto, transmissão idem, e uma suspensão extremamente forte que agüenta muita coisa. É um veiculo diferenciado. Se você andar em uma Hilux com mais de 10 mil km, se bem conservada, parecerá um carro zero-km. Isso sem falar que ela é uma picape equilibrada, diferentemente das antigas Rangers e S-10 que tinham uma frente bem pesada em relação a traseira.

      A única coisa que a Hilux deixa a desejar é que a traseira pula em demasia. Neste quesito, das picapes que eu já experimentei (praticamente todas, exceto a Triton), nenhuma se aproxima do conforto e da estabilidade em curvas (do eixo não “quicar” nas ondulações) das Rangers 2007-2012 com amortecedores externos à mola).

  • Luciano Silva

    Um carro de quase 200 mil com cinto de segurança subabdominal…

  • Daniel S. de Araujo

    AK, a Hilux ganhou muito com o câmbio de 5 marchas, mas mesmo assim ainda decepcionam um pouco os números de consumo das atuais gerações de motores diesel.

    Fui o feliz proprietário de uma Ranger 3-L diesel, NGD3.0E, apenas 80 kg mais leve em ordem de marcha que, a despeito da aerodinâmica de caixa de fósforos e do tão criticado “ruido de diesel” (juro que não me incomoda, ao contrário, gosto muito), fazia, pelo computador de bordo, 14,1 km/L, o que correspondia a valores entre 13/13,5 km/L medido na bomba, rodando a 110 km/h, motor a 1.900 rpm e utilizando diesel S10.

    As próprias Hilux entre 2005 e 2008 eram bem mais econômicas que as atuais, fato este constatado e comentado comigo por pessoas que já tiveram Hilux, das versões iniciais até às mais novas.

    • Domingos

      Novas normas de emissão talvez? Falo do consumo pior da Hilux…

    • Fórmula Finesse

      Mas a versão da SW 2008/2009 (eventualmente tenho contato), parece um pouco amarrada, talvez pela caixa de só quatro marchas…perto de uma Triton, Frontier ou Dakar por exemplo, ela empurra pouco!

    • Arnaldo Keller

      Daniel, o consumo em estrada que apurei foi numa tocada mais vigorosa que essa de 110 km/h. Foi na base dos 120 km/h reais. Provavelmente, a 110 km/h ele faria perto dos 13 km/l.

  • Octavio Castellões

    AK,

    em relação à informação de que “a 120 km/h o motor ronrona a 2.300 rpm” e considerando essa uma velocidade de cruzeiro, fiquei com uma dúvida: para um motor a diesel cuja potência de pico ocorre a 3.600 rpm, essa rotação a 120 km/h, correspondente a 2/3 da rotação de pico de potência, não está elevada? Esperaria disso de um bom conjunto motor/câmbio a gasálcool, mas de um motor a diesel para o padrão de projeto dessa Hilux me pareceu elevado.

    E um bom texto, como sempre…

    Abraços.

    • Arnaldo Keller

      Octavio, não é giro muito elevado, e olhe que sempre reclamo caso o seja. A transmissão está muito bem acertada. ronrona, sim.

  • Lemming®

    Perfeito!
    Até tomar o tombo no final do texto… |-(

  • CorsarioViajante

    Hahaha, a conclusão foi perfeita, na hora da conta é que os sonhos morrem.

  • Thiago Teixeira

    197mil e vende muito! O maior concorrente do SW4 é o Trailblazer que não vende nada. Sai mais o 4.3v6 gasolina (falo do Trail) que bebe que nem Volvo FH750 8×4 com dois semirreboques, 74 t morro acima (a comparação esta no nível do SW4 tirando a Petrobras da lama).
    O grande trunfo do SW4, como sempre, esta na confiabilidade da marca Toyota, de indestrutível.
    E ao contrário do que muitos dizem, de que andam mais na cidade, sem nunca ver barro, estão enganados. A galera do norte/nordeste coloca eles na lama psra valer, sem pena.

    • Paulo Belfort

      Trabalho em um órgão público que recentemente adquiriu diversas TrailBlazer V6.
      Os veículos trabalham sob todas as condições imagináveis, geralmente com quatro pessoas.
      As médias com gasolina (único combustível aceito) ficam na casa dos 5,0km/L na cidade, e 7,0km/L na estrada.

      É a combinação de carro grande e pesado + câmbio automático. Não dá para fazer mágica. Acho que todos os outros veículos com V6 fazem a mesma média.

      • Thiago Teixeira

        Trabalho em um que as tem também e no uso mais forte são 3,5 a 4 km/ no urbano e 6 na estrada.

  • Lucas

    Não me seduz nem um pouco. Compraria dois Corollas com esse dinheiro e estaria muito mais feliz.

  • Lucas Peixoto

    Esse painel não engulo, fora que essas marcas estão beeem otimistas… 2T, pneus 265/65R17 (imagina o arrasto disso!) 8,8 km/l em uso urbano? Acho que não. Se for medir na bomba, diesel S10, deve dar uns 7,5 no máximo.

    Com 200k no bolso, levo o cidadão apaixonado pela Toyota à Land Rover, lá ele poderá fazer a festa…

    • Cara, viajei de carona numa Hilux picape, 2015 tbm, estavamos em cinco e a caçamba lotada.

      Fez mais de 10 na estrada.
      Ah, fomos de Maringá-PR a Viçosa-MG

  • Marcelo R.

    Adorei a cor da forração interna!

  • peeble

    Sei que é repetitivo reclamar desse preço, mas “pelamordeDeus!” esse valor é surreal. Se a fábrica baixasse o preço ganharia em escala, geraria empregos, impostos, difundiria o carro e todos seríamos mais felizes com esse belo produto na garagem. Será maldade?

    • Domingos

      Estratégia pré-crise brasileira. Segure os preços no mais alto patamar possível enquanto der, se valendo de outros facilitadores para isso (financiamento “taxa zero”, valorização do usado etc.) enquanto conseguir.

      Porque depois sabem que vai despencar mesmo.

  • Clésio Luiz

    Conheço bem esse suve (de verdade, não um crossover, como o Ford Edge), já fiz serviço em muitos. E acho que o nome correto é SW4. Está no site da Toyota e pode-se ver na penúltima foto, o adesivo abaixo da lanterna esquerda. SRV é o Hilux picape.

    Discordo em alguns pontos citados:

    – Luxuoso é uma palavra forte para esse veículo, já que, apesar de dispor de itens “de luxo” como regulagem elétrica nos bancos e ar-condicionado para as 3 fileiras, está longe do conforto de um veículo do segmento de luxo, como o Land Rover Discovery. Os materiais das portas e painel são de plastico duro. No painel tem até aspecto frágil, como os primeiros Gol GIII. Só possui uma faixa acolchoada nas portas, onde de encosta os cotovelos. A cor bege engana bem, mas está longe dos materiais encontrados em carros de luxo de verdade, como o Discovery. Para mim, a qualidade dos materiais de acabamento é no mesmo nível dos populares. São os mesmos materiais. A cor bege por si só não o torna luxuoso. E o ruido, claro, acima do que se encontra no segmento superior;

    – O SW4 sempre ofereceu 3 fileiras de bancos, isso não é novidade. Talvez tenha tenha parado em algum ano modelo e voltado agora;

    – Ela não é a única no segmento a oferecer 3 fileiras de bancos. A Chevrolet Trailblazer e a Mitsubishi Pajero (ex-Sport) também o tem. A não ser que o departamento de marketing da Toyota esteja convenientemente escolhendo os concorrentes da SW4 no mercado.

    • Arnaldo Keller

      Clésio, obrigado pelas ressalvas. Vamos corrigir.

  • Diogo

    Um comentário que não diz respeito apenas ao Hilux, mas que me surgiu ao ver a foto do painel completo do carro: Impressionante como está feia a iluminação dos carros atuais. Pela foto dá para contar no mínimo umas 5 cores diferentes. O mesmo ocorre com veículos de outras marcas, como os Renault por exemplo. O painel em cor única é muito mais elegante, esses painéis multicoloridos para mim parecem aqueles brinquedos chineses que piscam muito e fazem muito barulho.

    • Domingos

      Mau gosto da nossa época. Ainda que essa Hilux está de ótimo gosto relativo ao que vivemos hoje.

      Acho esse painel todo mais elegante e de bom gosto que de quase todos os carros lançados recentemente.

  • Félix

    Nunca dirigi e apenas andei de carona uma vez. Achei meio desconfortável, mais para quem precisa de robustez.

  • Luis Felipe Carreira

    Rústica para o preço, acho a Hilux picape linda por fora, mas por dentro nem tanto. O motor é fenomenal — 103 mm de curso, uau —, tem um som agradável e torque plano, falta um câmbio seqüencial com talvez alguma(s) marcha(s) a mais e redução de consumo que sempre é bom e vem sendo esquecida no segmento em detrimento da potência. E vem nova geração aí…

  • Paulo Belfort

    Gosto muito de SUVs, e se eu comprasse um, seria um Chevrolet TrailBlazer.
    Aliás, adoraria ver um “no uso” com o TrailBlazer V-6.

  • Piero Lourenço

    Arnaldo, o que você sentiu em relação à sensação de capotagem? Em todo carro alto o risco é maior (centro de gravidade alto, claro), porém tenho a sensação que na Hilux isso é maior.

    • Arnaldo Keller

      Piero, não tem essa de “sensação de perigo iminente”. Como eu disse, viaja bem e com segurança, mas é claro que não é como um carro baixo, de “altura normal” e bem acertado.De qualquer modo, esses suves andam melhorando bastante quanto a isso. Controle de estabilidade ajuda também. Mas quem compra suve não o quer para tocada esportiva. Não dá para querer tudo num veículo só. Se citarem “Mas o Cayenne é bem melhor, oferece tudo”, eu direi que é melhor, sim, só que nesse caso é outro patamar de preços e a comparação em termos de estabilidade seria um Panamera.

    • Perneta

      Depois que inventaram os sensores anti-capotagem os SUVES passaram de veículos mortais para os mais seguros que existem.

  • Lucas Vieira

    Daniel, o nivel de emissões até 2008 era outro, não podem ser comparados…..

    • Daniel S. de Araujo

      Lucas existe incorreções em seu comentário:

      1-) O nível de emissões diesel de 2006 até 2012 foram os mesmos Euro III sendo substituídos direto para o Euro V.
      Em 2009 o CONAMA esperava colocar em prática as normas Euro IV que incluiam o emprego de reciculação de gases (EGR refrigerado) mas a Petrobrás, depois de muitas idas e vindas, já com os fabricantes com motores prontinhos, declarou que não tinha como produzir o diesel de baixos indices de enxofre. Ai ficamos em Euro III até 1/1/2012.

      2-) Niveis mais restritos de emissões não necessariamente indicam maiores valores de consumo. A Ford, certa vez, testou dois Ford Cargo cavalos mecanicos, com o mesmo lastro, um com motorização Cummins ISCe Euro III 8,3L e 320cv e outro, 1933 com Cummins ISL 8,9L Euro V e 334cv. O resultado foi que apesar da maior potência e cilindrada, o Euro V obteve valores de consumo até 6% melhores que os Euro III.

      É claro que em alguns sistemas como os que empregam EGR arrefecido + filtro de particulas PODE incorrer em aumento de consumo em especial quando existe a necessidade de frequente regeneração do filtro de particulas (fato este encontrado em usos em curtos percursos) mas não necessariamente isso é uma regra.

      E outra, se não estou errado, em 2008 a Toyota encurtou os diferenciais de Hilux.

      • Lucas Vieira

        Daniel, você está correto em partes, a Hilux nunca foi enquadrada pelo programa de pesados, e sim de veículos leves, e a norma deles sempre foi calcada nas EPA americanas, e não européias. Em 2009 entrou em vigor a norma L5, baseada em uma EPA que não lembro exatamente qual, forçando alguns fabricantes a mudar o motor, como a Fiat aposentando o 8140 colocando em seu lugar a familia Multijet, ou o próprio Cummins EuroMec III, que consumia mais que o Euro II por exemplo, sem contar como você citou, o gasto com regeneração do DPF.

        Só por curiosidade, a dois dias a MB mudou o motor da Sprinter, justamente por normas mais rígidas, é agora um meio termo entre EURO V e EURO VI, usando os dois sistemas, SCR e EGR. Não sei ao certo, mas deve atender a alguma norma EPA. Dizem que no futuro serão equivalentes, as duas normatizações.

        Tenho algumas Ducatos, e o mais impressionante, é que a pior média é a mais nova, 2013, a mais econômica é a Multijet 2010, seguida de perto por uma mecânica 2.8… Vai entender… 2013 – 8,63km/l, 2009 – 9,37km/l e a 2004 faz 9,36km/l. As 3 fazem os mesmos caminhos, com motoristas aleatórios… A diferença é muito grande!

        Abraço

        • Daniel S. de Araujo

          Lucas, de Ducato eu não posso falar porque não conheço mas do Cummins EuroMec III e EuroMec C eu conheço um pouco: O consumo do EuroMec III é de amargar. Mas resolveu um problema temporario da Ford na F-4000, que era para sair de linha em 2006 mas graças ao EuroMec ganou sobrevida até 2012. Ficou ruim mesmo assim e já escutei muito relato de cavitação na carcaça da bomba injetora.

          Até algo que eu gostaria de saber é como está indo essa nova safra de serie F com Cummins ISF

          Abraços

  • Mineirim

    AK,
    Circuito de freio em paralelo, no caso, é frente-trás ou direita-esquerda?
    Em resumo, é um carro entusiasta?

    • Arnaldo Keller

      Mineirim, frente e atrás, como é para ser.

  • Wagner Bonfim

    Olhando anúncios do modelo anterior, com 15 anos de uso, as melhor conservadas estão sendo vendidas próximas a R$ 50.000,00, em média, com quilometragem total próxima aos 250.000 km ou mais. Em suma, para quem comprar uma hoje e usá-la por 15 anos ininterruptos, apenas com a manutenção básica, até que vale a pena.

    Carro não é investimento!

    • Paulo Belfort

      Como diz meu pai, quem compra um carro desses, pode casar com o carro. hehe.

    • m.n.a.

      Carro antigo é investimento…..

  • Fórmula Finesse

    Tremendo carrão (post fiel e perfeito em relação as qualidades do modelo); mas carece de atualizações para suportar uma etiqueta desse tamanho.

    • Paulo Belfort

      E uma senhora atualização. O modelo poderia ganhar um interior mais bem acabado, sem muitos cromados, que, na minha opinião, remetem a carros chineses…

  • Fat Jack

    AK, desculpe-me o “off-topic”, estou notando que alguns dos meus comentários no AE estão demorando para aparecerem, vocês estão com algum problema neste sentido?

    • Arnaldo Keller

      Fat Jack, talvez tenha sido coincidência. Está tudo normal e não estamos te perseguindo, não. Sossega aí e mande comentários, por favor.

  • marcus lahoz

    Um carrão. mas por 200 mil tem tanta coisa que me agrada mais…

    • Antônio do Sul

      Algo que não entendo é essa diferença tão grande de preço entre as picapes de cabine dupla e suas versões peruas, nas mesmas configurações de equipamentos e de motorização, como entre Hilux e Hilux SW4, S-10 e TrailBlazer e entre L-200 e Pajero Dakar. No caso da Hilux SW4, por exemplo, em relação à caminhonete da qual deriva, há diferenças em relação à suspensão traseira (uso de molas helicoidais na perua) e ao sistema de transmissão (tração integral permanente na SW4), mas não me parecem ser o suficiente para inflar tanto o preço de venda. Será que há diferenças fiscais, de modo que a picape, em relação à perua, seja tributada com alíquotas menores de IPI ou ICMS, ou se trata somente de uma diferença de posicionamento de mercado?

  • Milton Evaristo

    O que dever ser bom com Diesel é o Korando. Lançaram o modelo novo mas acho que nem chamaram a mídia. Hilux já é um caminhão, antigo sonho de consumo da Polícia Militar de São Paulo.

  • Lorenzo Frigerio

    Feia de doer. Eu diria, abominável. Em minha opinião, a única SUV que se salva é a Touareg. Que por sinal não vem com essa desgraça chamada “diesel”, pelo menos no Brasil.

    • Domingos

      Porque acha diesel tão ruim? Hoje já não são mais assim…

      (Embora ainda prefira motores gasolina também).

  • Fat Jack
    O sistema de moderação está normal. Pode ter sido demora pontual minha ou de outro editor em aprovar.

    • Paulo Belfort

      Bob, todos os comentários são moderados?

      Que trabalheira.

    • Fat Jack

      Ok, obrigado pela atenção Bob!

  • Perneta,
    Em termos. Os de chassi e carroceria separados não têm as mesmas qualidades de extremidades deformáveis; não têm a mesma manobrabilidade de um sedã ou perua (menos segurança ativa); as leis da Física são imutáveis e as probabilidades de um suve capotar são bem maiores que as dos sedãs ou peruas.

    • ricardo kobus

      A SW4 é um ótimo veículo, só que têm pessoas que não sabem que esses veículos têm limites de rodagem bem diferentes de um sedã por exemplo, acho que deve se andar bem na calma com ele sem exageros como muitos andam com camionetes!

  • Christian Bernert

    Acho que o Hilux SW4 é o carro perfeito para quem precisa fazer uso misto em estradas asfaltadas e estradas de terra. É muito confortável; não concordo que seja luxuoso, mas é o que há de melhor no compromisso entre robustez, conforto, confiabilidade e longevidade.
    Mas se for para usar só na cidade e no asfalto existem alternativas muito mais interessantes, com mais conforto, desempenho, menor custo e até com mais espaço se esta for a necessidade.

    • Christian, bancos de couro, ótimo acabamento, bons materiais, para mim é um suve luxuoso, sim. Claro que não é um Rolls-Royce ou um Bentley, mas tosco é que não é.

  • cid mesquita

    Vou resumir R$ 200.000: freio a tambor na traseira. Esta semana sai de uma Pajero Full para uma Freelander não consegui me ver de Hilux

    • Domingos

      Hilux só é chique no Brasil. Sempre foi uma picape/SUV para trabalho pesado, especialmente na primeira geração que era até carro de guerra.

      Tambor, eixo rígido com comportamento meio vou morrer e essas coisas são mais do que esperadas. O preço nosso mercado que fez.

      Quando essa geração lançou, teve até música popular sobre ela. O sucesso levou a ter preços altos e aura de luxo.

  • Catarinense

    Pra mim, esse é um bom exemplo de automóvel por excelência. Econômico, robusto, difícil de quebrar, encara qualquer terreno, leva bastante gente, leva bastante carga, não atola em qualquer lugar, tem altíssima autonomia, tem boa força sem prejudicar muito o consumo… Enfim, são muitas qualidades. Um desses faz as vezes de jipe, de SUV urbano, de carro de madame, de carro de fazendeiro, de carro de viagem familiar, enfim, serve pra tudo.
    Claro que toda essa versatilidade, aliada à confiabilidade/imagem da marca, têm um preço…
    E também tem a questão de que os motores a diesel são inflacionados no Brasil. Será que a versão 2.7 Flex é tão mais barata de produzir? Pois custa eu acho que uns 50 mil reais a menos, mesmo automática.

    • jr

      Pode ser um bom exemplo de caminhão, suv, sei lá, mas não de carro (todos os anteriores são autos-móveis). Pode ser algo bom para a roça, mas não para a cidade. Algo para ser usado em locais de chão de terra por onde nunca passo.

      Para mim, a única qualidade deste tipo de carro é de atrapalhar no trânsito e nos estacionamentos o fluxo dos demais veículos e botar terror na estrada / autoestrada.

      Estou cansado de ver um “piloto” desses troços na estrada voando como se estivessem em Ferrari, balançando, escorrengando, derrapando. Já passei vários apertos por simplesmente estar na mesma estrada que estas coisas sobre rodas e seus intrépidos pilotos: cara vem atrás na descida da serra e acha que o freio segura; o cara tenta de ultrapassar (na descida e olhe lá), não consegue e te expõe ao perigo junto com ele; o cara faz uma manobra brusca e vai parar no barranco e tenta te levar junto.

      De longe os piores motoristas estão atrás do volante destas coisas, que tem seu perigo aumentado pelo peso destas coisas.

      Para dirigir um negócio desse deveria ser obrigatório carteira de motorista de caminhão.

      Tive já vários conhecidos e parentes que morreram sob a ação sem perícia de coisas como essa. Vejo e sinto a truculência no dia-a-dia na cidade.

      Enfim, um desastre.

      Quando vejo um desses fazendo barbaridade na minha frente (felizmente na frente, pior quando está atrás) até tenho vontade de virar cicloativista.

      Podem tentar colocar a culpa no motorista (e a culpa é dele, pois é quem dirige e quem compra), mas este tipo de trambolho disfuncional é um desastre automobilístico.

      • Carlos Spindula

        Concordo 1000 vezes com voçê, Jr !

        Aqui onde moro esse veículos (que você bem descreveu) são um desastre nas estradas e na cidade !
        Adoro viajar dirigindo, mas quando vejo uma ameaça dessas chegando no retrovisor a viagem fica tensa. A maioria total dos(as) energúmenos(as) que as dirigem não tem paciência e respeito nenhum, forçam ultrapassagem, te empurram pra fora da pista… a impressão que tenho é que são “novos ricos” quem compra esses carros, usam pra mostrar que tem dinheiro e “que estão podendo”, portanto saiam da frente !

        Quem tem os carrinhos mil e acham que também tem o “rei na barriga” atrapalham também, mas a maioria dos donos desses “veículos” ameaçam a todos nas estradas !

        Não compraria nunca um veículo desses, ainda mais no Brasil aonde a desigualdade e a violência impedem sequer de aproveitar o que se tem.

  • Talvez a vantagem deste escalonamento seja evitar reduzir para a quarta seguidamente quanto a velocidade baixa a (?) km/h.

  • petrafan

    verdade. o Trailblazer está no mercado há quantos anos mesmo? e só vi 1 até hoje.
    (como o nosso cérebro é um mistério, e como eu me conheço, tenho certeza que verei vários Trailblazers nos próximos dias…)

  • Daniel S. de Araujo

    AK, o computador de bordo da Hilux é sempre bastante otimista. Na Hilux (picape) que minha mãe possui, a melhor marca de consumo que obtive foi a 110km/h e 11km/L na Castello Branco / Rondon. Andando mais puxado, cai para 10km/L na Ayrton Senna.

    • Daniel, os computadores de bordo costumam ser bem precisos. Já conferi vários e passei a confiar neles.

      • Daniel S. de Araujo

        Tenho que concordar…o Computador de Bordo da Hilux faz uma boa aproximação sim. O da minha antiga Ranger dava um desvio de 1,2km/L para mais ou menos em média da bomba.

        • Domingos

          Quando o desvio é sempre o mesmo, às vezes tem como programar corrigindo isso (alguns possuem um ajuste escondido para +10%, -10% etc.)

  • Nando

    Por 200 paus eu levaria um sedan alemão e seria muito feliz…

    • Nando, também tem gente que com 200 paus passaria seis meses viajando num navio do Playboy Club. Cada um faz o que quer com sua grana.

      • Nando

        Concordo totalmente. Eu estava apenas expressando o que faria com a minha grana. E, cá entre nós, acho que também prefiro aplicar os 200 paus no cruzeiro da Playboy…

      • Lucas Romeiro

        Os comentários do Arnaldo são sensacionais!!!

      • Ronaldo Nazário

        Eu prefiro o navio da G!

  • pkorn

    Abrir mão de um Land Rover Discovery Sport por esse carro (valores semelhantes), somente se o critério for saudosismo ou se na região não houver concessionária Land Rover.

    • pkorn,
      são propósitos diferentes.

      • pkorn

        Creio que não, na faixa de 200 mil reais, o propósito só pode ser status conforto e luxo. Nessa faixa não é carro para trabalho ou para uso extremo. Se for off road o Land Rover tem tradição também, com tecnologia mais moderna. Além de ser gasolina, mais leve e mais rápido.

  • César

    AK.
    Considero este modelo o símbolo máximo da falta de respeito no trânsito. Dificilmente um deles não está sendo dirigido por uma madame ao celular que se acha no direito de literalmente “passar por cima” de tudo e de todos.

    Mas, meus protestos à parte, com certeza tem-se um veículo robusto e de (muitas) qualidades reconhecidamente fortes, apto a prestar excelentes serviços por longos anos com máxima confiabilidade e mínimo de manuntenção. Tanto é que muitas unidades ano 1993 que conheço, ainda rodam em excelente estado. Muito embora não me atraia por causa do visual extremamente datado, como aliás parece ser comum em todo Toyota. Nesta marca, definivamente design não é prata da casa. Mas convenhamos: o revestimento interno é de muito bom gosto, sai do convencional.

    • César, tem gente mal educada dirigindo tudo quanto é carro. Até de bicicleta. Felizmente são minoria. Deixe-os passar, que cedo ou tarde eles encontram o que merecem.

      • Daniel S. de Araujo

        AK, Concordo….aliás a maior parte dos mal educados no trânsito que encontro por ai, em sua maioria estão dirigindo algum 1-L de frota de empresas..

      • Mendes

        Arnaldo,
        Deixá-los passar, sem dúvidas, é a melhor solução. O problema é quando ELES não nos deixam passar!

  • Daniel Pessoa

    Da parte mecânica, o que mais acho absurdo é o freio traseiro a tambor. Pode até o tambor com suas lonas dar conta do recado, que nos testes da fábrica eram eficientes e tudo o mais. Mas num carro de 200mil reais e 2 toneladas, mereceria um par de discos atrás.

    E quanto ao preço, é consequência da aura semi-premium que a Toyota criou aqui no Brasil. Corolla e Hilux tão cada vez mais custando um extra em relação à concorrência. E cada vez vendendo mais.

    • Christian Govastki

      As Hilux são reconhecidas pela pouca durabilidade e eficiência dos freios, tanto dianteiros como traseiros e grande instabilidade direcional mesmo sendo AWD.

      São recorrentes os casos de capotamento deste veículo.

      Tenho mais de dois casos de falecimentos na família por causa de acidentes com as Hilux SW4, todos causados por capotamentos dada a instabilidade direcional.

      • REAL POWER

        Já ouvi falar dos freios com pouca durabilidade. E pior que tem dono que para economizar na troca das pastilhas, compra as mais baratas. Vai entender isso, tem carro de mais de 150 mil (usado) e quer usar pastilhas de R$ 80,00.

        • Domingos

          Coisa mais normal do mundo, infelizmente. Por isso que acho mais interessante o cara ter um carrinho humilde e cuidar bem, me parece uma atitude mais de gente.

      • Lemming®

        Instabilidade direcional ou motorista que não sabe o que está fazendo?
        Quando vejo um SW4 no retrovisor, na rodovia onde costumo transitar (SP99 – diariamente), saio logo da frente, pois não passa a menos de 140/160 km/h…
        Então…

        • Daniel Pessoa

          Voltei de viagem hoje, e minha impressão é a mesma que a sua. Aqui onde moro, a maior parte do pessoal que dirige esses carros viajam a velocidades absurdas, fazendo manobras que por poucos metros não viram uma catástrofe.

          Talvez por esses troços terem muita capacidade de retomada e essa tal de “commanding view of the road”, seus motoristas acham que tão mais seguros e sentam a bota, imaginando estar, na cabeça deles, em Porsches ou Ferraris. Sempre que vejo uma Hilux, ou qualquer picape cabine dupla, ou esses suves derivados de picape no meu campo de visão, quase sempre é sinônimo de confusão na estrada. Isso falo como é nas estradas que viajo freqüentemente, não sei como é a realidade em outros lugares.

      • anonymous

        AWD diz respeito à tração, e não à estabilidade. Todo veículo com centro de gravidade alto é inerentemente menos estável, condição que piora com pneus de perfil alto como os vistos nesses modelos. Não são veículos para altas velocidades. Creio que a maioria dos acidentes acontece com motoristas que dirigem como se estivessem em um automóvel de passeio qualquer…

    • Concordo com você, Toyota e Honda estão virando estrelinhas.

      Seus carros não valem o que custam.

  • Formula Finesse, esta não é amarrada, não. para mim, suve é suve; não procuro desempenho excepcional num suve e imagino que um comprador de suve também não. Fora que 99% dos motoristas viajam devagar. Correm feito malucos na cidade e quando pegam estrada encarnam espírito de lesma, mesmo guiando possentíssimos carrões.

    • Fórmula Finesse

      Bom dia AK! Na verdade eu estou comparando a versão antes das melhorias no motor – ajuste eletrônico – e da adoção da caixa de cinco marchas perante a concorrência; eu estava fazendo o contraponto da suposta maior economia das Hilux mais antigas. Acredito que essa versão que pôde avaliar, seja melhor nesse aspecto (desempenho) em particular. De todo modo, essa sensação de “não andar tanto” talvez seja fruto do que eu acompanho nas estradas gaúchas; em especial as que ligam o litoral: donos de Hilux’s são os que mais correm..rs!

      • Fórmula Finesse, pois eles não deveriam. Não é veículo para isso. E nem tem graça correr com ele. Para viagem familiar é ótimo, bom mesmo, e para encarar o fora de estrada, excelente. Não se pode querer tudo.

        • Fórmula Finesse

          Concordo! Os caboclos adoram manter as médias de velocidade lá encima com essas camionetes, “limpando” e ultrapassando (muitas vezes sem critério) o tráfego local em estradas que são pouco fiscalizadas. Na boca da curva, muitos pilotos (sic) continuam a facilitar as coisas para as ditas fatalidades…
          Como esses motores turbodiesel atuais têm facilidade para ganhar e manter velocidade, aliados a posição alta de dirigir, facilitando a visão da estrada à frente, muitos são compelidos a abusar.

  • Frederico Merthan Maia

    Quero que o pessoal que fala tanto em Land Rover me indique um Land diesel por 200 mil.

    • Lucas Romeiro

      Olha, uma Land Rover diesel por 200 mil, apenas uma seminova. Mas por esse preço podemos pensar em uma Pajero Full ou num Kia Mohave. Além disso, existem unidades da Trailblazer diesel vendidas 0-km por cerca de 160 mil reais. É de se pensar…

  • Lucas Romeiro

    Pessoal do Ae, não sei se estou sendo injusto, mas tenho a impressão de que são poucos os utilitários que passam aqui no Ae. Seria interessante um teste com a Chevrolet Trailblazer, para podermos comparar os dois modelos.

    • pkorn

      Por que diesel? Ou melhor, para quê diesel? A economia de combustível não justifica o preço dezenas de milhares de reais mais caro. Quanto tempo levaria para recuperar isso? O motor mais robusto deixa a frente do carro mais pesada, piorando a dinâmica em relação à versão gasolina. Torque? Hoje os 4-cilindros a gasolina turbo apresentam torque abundante já em baixa rotação. Carro diesel só faz sentido na Inglaterra, por exemplo, onde a gasolina chegou a 4 libras esterlinas. Sem falar que mesmo os diesel mais modernos “perfumam” a garagem de casa com aquele cheiro característico.

      • Daniel S. de Araujo

        Diesel é uma excelente opção. Mais caro? Sem dúvida mas o prazer de dirigir uma picape dessas a diesel é incomparável.

        Frente pesada? Em alguns casos, mas a Hilux por exemplo, é uma picape bem equilibrada, diferentemente das antigas picapes a diesel que tinham frente pesada.

        Consumo, retorno do investimento? Sem duvida precisa de mais quilometros rodados mas tem muita gente rodando 50 mil km por ano e isso faz uma tremenda diferença.

        Apenas para ilustrar, aqui onde moro tem uma Saveiro diesel (motor AP1.9)…o dono não vende de maneira alguma e ela rende 18km/L na cidade. Se fosse com gasolina, duvido que esse numero chegasse a 12…

        • Domingos

          É original essa Saveiro? Ou o motor foi adaptado?

          Uma outra coisa a contar nos diesel é a manutenção, que comparada a um gasolina costuma ser mais elevada em preço – em especial pelo sistema do turbo, geralmente ausente no motor equivalente a gasolina.

          Mas são propostas. O diesel tem todo outro jeito e para quem roda muito com certeza compensa o custo maior com os anos.

      • Lucas Romeiro

        Bem, eu nem cheguei a citar a palavra diesel. Mas a apesar de custarem mais, picapes diesel desvalorizam menos, além da autonomia… e veja só a quilometragem dessas picapes diesel, a maioria de seus donos percorrem grandes quilometragens que com a baixa desvalorização, são melhores negócios que uma picape a gasolina ou flex.

      • João Guilherme Fiuza Lima

        Bom, se o sujeito tem a grana a mais para comprar a versão a diesel, acho que vale a pena, mesmo porque ele venderá aquele carro bem mais caro no mercado de usados depois.
        Por isso nem precisa rodar muito pra valer a pena, basta ter o dinheiro e/ou gostar, pois certamente a pessoa recuperará um percentual maior do investimento feito que em uma picape (ou derivados) à gasolina ou flex.

  • DPSF

    Imagina quando chegar a nova geração… vai bater nos 220 mil fácil, fácil…
    Quanto ao fato de vender bem por ser um Toyota, tenho que dizer que o pós venda desta marca no Brasil realmente é diferenciado. Muito bom mesmo, ainda mais, quando olhamos para o pós venda da FIAT, Ford, GM e VW.
    Acredito até que a Honda e a Toyota fizeram algum estudo preliminar e verificaram que sua concorrentes tinham um pós venda sofrível, e decidiram dar uma atenção especial neste setor, tendo como resultado um retorno incrível na confiança da marca e em seus produtos. Isso reflete na valorização dos usados…
    Posso estar engando, mas hoje observo mais Corollas Brad Pitt nas ruas do que o Vectra B, sendo que este ultimo vendia muito e foi líder de vendas da categoria. Prova de que o toyota é mais resistente? Não sei…

  • DPSF

    Acho que a GM não lança uma versão 2.5 a gasolina para não “popularizar” o veículo como de forças policiais neste inicio de ciclo de vida… depois, com certeza, vai lançar uma versão 2.5 para frotistas e veremos muitas travestidas de viatura policial.
    Ao meu ver, um erro grande da GM, pois o mercado deste utilitário para forças policiais é enorme e ficou orfão de um veículo neste padrão para suprir as necessidades. Hoje vêm se adaptando picapes (L200, S10, Amarok e Ranger) com caçambas tranformadas em xadrez, o que gera um gasto maior na adaptação. Erro também por parte da VW do Brasil, que tirou a parati de linha e não lançou uma parati GV, deixando a fiat nadar de braçada no seguimento com a weekend (Space Fox é cara…) e a renault com a Duster.

    • Cesar Mora

      Aqui em São Paulo a Policia Civil e o Garra estão com varias Trialblazers circulando… belas viaturas, assim como as Hilux SW4 da Rota e da PM… Policia Militar que também tem utilizado Algumas Dusters, enquanto a Civil ao que parece adquiriu um lote de Spins…

  • Fat Jack

    Hahaha…, melhor assim!!!
    Obrigado AK!

  • Paulo Belfort

    Thiago, de fato, em m uso mais forte, o consumo cai ainda mais.

  • Fórmula Finesse

    A nova geração da picape já está no forno, e seguirá muito do que foi refeito/melhorado no Corolla (inspiração e tamanho da reforma em si).

  • Arthur Santos

    Eu aceitaria de bom grado aquele V10 Diesel biturbo da Touareg.. hehe

  • Daniel S. de Araujo

    Domingos, então…é uma daquelas adaptações (a VW andou vendendo motores AP1.9 diesel em leilões…e mesmo trazer do Paraguai é relativamente simples) e que por incrivel que pareça acabaram legalizadas (!).

    Com relação a turbina, esse preconceito foi muito grande (relativo ao custo de manutenção) lá atrás nos anos 80. Falavam que motores turbo era somente para caminhões “estradeiros”. Hoje é inconcebível um diesel sem turboalimentação. E já estamos vendo isso nos motores de ciclo Otto, motores turboalimentados rodando em carros comuns (vide Golf, Jetta, Fusion).

    • Domingos

      Olha, dirigi recentemente um moderno diesel aspirado (raridade, mesmo) e achei muito bom.

      No entanto era um carro leve, com baixa necessidade de potência. Tinha seus 70 cavalos vindos de um motor 1,4 ou algo um pouco menor.

      O custo maior é algo que na Europa orientam as pessoas a pensarem bem antes da compra. Muita gente compra diesel lá porque pensa em economia, mas roda pouco.

      Mesmo ficando muito tempo com o carro, só o maior custo de compra e revisões não compensam o economizado em combustível.

      Não que os sistemas turbo hoje não sejam confiáveis, mas os custos de revisão e manutenção são sempre maiores que num motor aspirado mais ou menos igual em potência.

      Quando eventualmente dão problema sai bem mais caro também. Lá se comenta muito que, por exemplo, até uma troca de discos ou de amortecedores se gasta mais no carro diesel (devido a serem componentes bem mais reforçados para aguentar o peso extra).

      Para quem não anda bastante, não acho boa opção. A não ser que custe quase nada a mais que o gasolina na hora da compra.

      Agora, a questão da legalização aqui no Brasil é um mistério. Tem carro inteiro regularizado que não consegue documento e carro fora das nossas normas que passa…

      Porém deve ter ficado muito interessante a Saveiro! Já ouvi que aqui rodava não sei se uma delas ou um Voyage de frota da fábrica que usavam o diesel 1,9.

  • Rogério Ferreira

    O que esperar de uma viatura que custa mais de 200 mil? No mínimo que seja excelente, Confortável? OK, Desempenho? Ok, Consumo de Diesel? Bom. Então… Vale 200 mil? De jeito nenhum! 120 mil, já estava muito bem pago, até mesmo porque a “grife” Toyota não vale tudo isso. Particularmente, por esse valor, compraria um bom sedan, da grife BMW, Audi ou Mercedes, e ainda sobraria um troco, já que jamais me deparo com situações off road. Nota positiva da SW4, apenas para o consumo que deveria ser penalizado pelos conversores de torque, mas mantem o patamar de 11 Km/l. Excelente, tendo em vista a Amarok TDI 2.0 que dirijo lá no serviço, que consome o mesmo, tem o motor bem menor, e câmbio manual de 6 marchas, (menos de 2.000 rpm a 120 km/h).

  • Cadu

    A minha maior birra com esses brutamontes são a falta de público alvo
    A maioria absoluta (sem exageros) das vezes são usados como carros urbanos, de transporte de uma pessoa!
    Poucos são os que viajam, usam sua capacidade de carga e de offroad
    E, por serem carros grandes, chamativos e caros, viram brinquedos de compensação milimétrico-fálica dos donos
    É um desperdício…

  • Fernando

    Já estava sentindo falta de um post do Arnaldo!

    Umas risadas ao longo da leitura do texto são inevitáveis: “pegamos uma tempestade daquelas de derrubar macaco da árvore” rs

  • Renato

    Essa é a faixa de menor consumo específico do ciclo Diesel, normalmente ….

  • Fernando Furini

    Acabei de chegar da concessionária com a terceira Hilux 0-km lá de casa. De boca cheia posso dizer que quem reclama do preço, é porque nunca teve uma, pois quem tem ou já teve, sabe muito bem o porquê custar mais. Preço de carro no Brasil são todos um absurdo, mas quando você encontra um que te dá tudo aquilo que promete, sem nunca ter que ir em oficina para nada além das revisões normais, vale a pena desembolsar um pouco mais do que com a concorrência. Não só a Toyota, mas Honda e Mitsubishi dão um banho nas 4 “nacionais” na questão do atendimento e respeito ao cliente. Japoneses são bons nisso.
    Como sempre digo, as fabricantes japonesas não parecem ter nada de excepcional, apenas me deixam a impressão de que testam MUITO mais seus produtos antes de entregarem ao consumidor. Só isso. Em quase 5 décadas de compras de carro 0-km na família, só a Toyota até hoje foi totalmente isenta de oficina, nunca precisou de reaperto em parafuso, luz com mau contato, falha num interruptor qualquer, absolutamente nada. Nenhuma observação a se fazer na hora das revisões.
    Com relação ao consumo, nossas 3 picapes ficaram sempre entre 12 e 13 km/l na estrada, usando diesel S10. Versões cabine dupla, topo de linha.

  • Welyton, tudo que é feito para um determinada finalidade pressupõe-se que seja bem-feito. Por isso, não entendi sua pergunta.