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TOYOTA ETIOS PLATINUM, NO USO

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O Toyota Etios tem várias características realmente boas, louváveis, desejáveis. Por outro lado, tem algumas, poucas, que desagradam e mereciam ser resolvidas, mesmo porque me parecem de fácil solução e capazes de produzir sensíveis resultados.

Vamos às boas. Este Platinum, versão topo de linha introduzida há um ano — cujas exclusividades são a central multimídia com navegador, câmera de ré, TV, DVD e Bluetooth, além de bancos em couro —, vem com o motor mais forte da linha, o de 1,5 litro, utilizado também no XS e no XLS  (o do modelo básico X é de 1,3 litro), com bloco e cabeçote de alumínio, dois comandos de válvulas, 4 válvulas por cilindro, 96,5 cv a 5.600 rpm quando com álcool e 92 cv, à mesma rotação, com gasolina. Sua potência específica é modesta, 64,5 cv/l, porém é de impressionar o quão elástico ele é. O torque máximo é de 13,9 m?kgf a 3.100 rpm, com álcool ou gasolina.

Funciona liso e silencioso — em alta vem um animado ronco de motor valente —, e mesmo em giro bem baixo, ao redor de 1.200 rpm, em 5ª marcha e no plano, pode-se acelerar que ele não reclama pedindo marcha mais baixa; encara a situação com naturalidade e trata de ganhar velocidade seja lá em que marcha estiver. E assim ele requer poucas mudanças de marcha ao rodar na cidade e mesmo na estrada. E tem toda essa elasticidade sem recorrer à sofisticação de comandos de válvulas de fase variável ou coletor de admissão de dois comprimentos.

 

Bastante área envidraçada,boa visibilidade

Bastante área envidraçada,boa visibilidade

Na estrada, com giro ao redor do torque máximo, responde com vigor e o pequeno hatch dispara com gosto para uma ultrapassagem rápida. Corta a 6.000 rpm (na verdade, parece 6.100 rpm, pois, como veremos adiante, o conta-giros não mostra com exatidão a rotação). Nessas aceleradas a fundo a sensação que fica é que o corte poderia ser 300 rpm ou 400 rpm acima, já que ele ocorre quando o motor ainda está produzindo boa potência.  O motor, por suas características, aparentemente foi projetado objetivando alta durabilidade, baixo consumo, vigor e elasticidade.

 

O motor é um de seus pontos altos

O motor1,5-l é um de pontos altos do Etios

Boa característica também é a sua rapidez em levantar o giro ao mais leve toque no acelerador. Isso é ótimo para fazermos o punta-tacco, que assim pode ser feito com precisão e rapidez. O pedal do freio poderia estar mais perto do acelerador, facilitaria o punta-tacco, que até dá para fazer, mas não com a facilidade ideal.

O trambulador do câmbio é simplesmente excelente: curso curto, leve, preciso, rápido. A alavanca de câmbio está bem posicionada. Não é preciso afastar as costas do encosto para acioná-la.

A ergonomia é ótima. Bom banco, bem projetado. O volante só tem regulagem de altura, porém está na distância certa e sua pega é perfeita. O banco tem regulagem de altura. O console central não invade nosso espaço, não nos tolhe o movimento, a perna direita pode “cair” naturalmente para a direita em posição relaxada, ideal para guiar, ao menos é do jeito que gosto.

O banco traseiro é dos mais espaçosos e confortáveis da categoria. Dois adultos vão muito bem e até três é possível. O Etios é bem largo, 1.695 mm.

Tem ótima visibilidade, grandes retrovisores, o painel é baixo, o que forma um ambiente panorâmico e agradável. O limpador de pára-brisa é um só, mas com braço pantográfico, o que resulta em grande área de varredura, além de ser bem rápido na segunda velocidade. Nesta versão há repetidoras das luzes direcionais nos espelhos.

 

A versão Platinum só tem em cores prata ou preto

A versão Platinum só vem em cores prata ou preto

A fábrica divulga 11,1 segundos para o 0-a-100 km/h quando com álcool, o que é suficientemente rápido. A velocidade máxima não é informada, mas estimo ser um pouco acima de 180 km/h em 5ª marcha.

A suspensão macia proporciona bom isolamento do piso ruim. Boa, no ponto, e silenciosa. O carro é bom de chão, principalmente nas curvas de baixa, que começa sem exagero de saída de frente e logo apóia bem a traseira. Já nas de alta ele não está entre os cinco melhores do segmento, mas nada que o comprometa, pois quando digo curva de alta é de alta mesmo. Pessoalmente, eu gostaria que sua altura de rodagem fosse menor, já que assim ele ficaria ainda melhor de chão, porém sei que o consumidor médio brasileiro não se apercebe desses refinamentos e gosta dele assim e que salte lânguido como uma gazela por cima das nossas infinitas e estúpidas lombadas. Já o caro leitor autoentusiasta é um caso à parte e exige mais que a média — eu sei, e é para você que escrevo. Pneus, 185/60R15 Pirelli Cinturato P1.

Tem boa estabilidade direcional e a calibração da direção eletroassistida é adequada para as várias velocidades. Agrada, particularmente na cidade, o pequeno diâmetro mínimo de curva de apenas 9,6 metros.

 

Notar o maço de cigarros sobre o pneu traseiro, o que evidencia estar um pouco alto

Notar o maço de cigarros sobre o pneu traseiro, o que evidencia estar um pouco alto

O motor é tão provocante que com pouca coisa se faria uma versão esportivada do modelo, incluindo a suspensão com o acerto condizente. É uma pena que hoje, no Brasil, quando se fala em “esportivo” as pessoas logo pensem num “utilitário esportivo”. Enquanto nós aqui pensamos num atleta corredor, o mercado pensa num peão de galochas.

Bom, tendo visto as qualidades que o tornam atraente, vamos ao que, a meu ver, lhe falta.

Não sou contra novidades; ao contrário, o que é bom é bem-vindo, mas colocar os instrumentos no centro do painel não traz vantagem alguma para o motorista e muito menos para o fabricante, pois esse controvertido painel sabidamente tem espantado alguns possíveis compradores. Primeiro, para visualizá-lo o motorista acaba por tirar a atenção do que vai adiante, e isso não é nada bom. Segundo, ele é confuso, colorido feito um show de Las Vegas, cheio de riscas, e isso dificulta a leitura. Some-se a má localização com a má leitura e isso resulta em tempo excessivo sem atenção na estrada. Terceiro: ele precisa ser iluminado durante o dia para que possa ser lido, o que não é incomum, já que muitos outros também o são, mas ao menos os outros diminuem a intensidade da luz ao se acender lanternas ou faróis, e este não, então à noite fica aquele tremenda fonte de luz atrapalhando, principalmente ao se pegar a estrada à noite.

 

Creio que já não há mais controvérsia a respeito dos mostradores

Creio que já não há mais controvérsia a respeito do quadro de instrumentos

Em recente encontro com altos executivos da Toyota, o Bob lhes deu uma idéia, excelente a meu ver, que resolveria o problema: que os instrumentos fiquem onde estão, já que seria oneroso mudar o painel inteiro, mas que ao menos os troquem por digitais, o que daria boa leitura, a exemplo do Citroën C4 Picasso; fora que hoje em dia os instrumentos digitais custam menos que os analógicos. Com instrumentos digitais não se tem imprecisão de leitura devido à paralaxe, como citei acima na visualização da rotação de corte.

A ancoragem dos cintos de segurança nas colunas bem poderia ter regulagem de altura. O isolamento acústico não é dos melhores. Na estrada o carro não é dos mais silenciosos do segmento. Sua transmissão está algo curta para a destacada elasticidade do motor. Não é só a 5ª marcha que está curta — nela, a 120 km/h o giro fica em 3.450 rpm —, todas estão. Essa relação está própria para o motor de 1,3 litro, de menos potência e torque (os câmbios são exatamente iguais para os dois motores),  e este 1,5-l ficaria bem mais agradável e econômico com uma quinta mais longa, já que ela é plena (à velocidade máxima o motor está próximo da rotação-pico). Seria o caso de alongar as marchas da segunda à quinta para que se tornasse um câmbio 4+E. Motor, repito, para isso tem. E não é nada complicado (e caro) haver jogo de engrenagens específico para cada motor.

O veículo não tem computador de bordo, inconcebível hoje, principalmente para um hatch compacto cujo preço público  sugerido é R$ 51.540. Por não ter o útil equipamento não posso dizer com precisão quais médias de consumo obteve. Apenas me pareceu econômico, principalmente na cidade, onde a elasticidade do motor induz a se rodar em giro baixo. No Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular registrou 12,4 km/l na cidade e 13,4 km/l na estrada, com gasolina e 8,5 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada, com álcool, mas comigo ele gastou uns 10% menos.

 

Um carro que agrada no dia-a-dia,  pois é leve e ágil

Um carro que agrada no dia-a-dia, pois é leve e ágil

O porta-malas não tem iluminação, deveria ter, pois à noite fica difícil ajeitar a bagagem no seu pequeno espaço de 270 litros de volume.

Bem, a conclusão a que chego é com a qual comecei: é um bom hatch, a marca já fez seu nome, que inspira confiança ao comprador, e só falta mudarem alguns pequenos detalhes, não onerosos, para que o conjunto agrade plenamente. A concorrência no segmento está acirrada e o Etios merece que a Toyota lhe dê o pouco que lhe falta.

AK

Fotos: autor

 

FICHA TÉCNICA TOYOTA ETIOS PLATINUM 2015
MOTOR
Tipo 4 cilindros em linha, duplo comando de válvulas, corrente, 4 válvulas por cilindro, atuação direta sem compensação hidráulica de folga, bloco e cabeçote de alumínio; instalação transversal, flex
Cilindrada 1.496 cm³
Diâmetro e curso 72,5 x 90,6 mm
Taxa de compressão 12,1:1
Potência 92 cv (G), 96,5 cv (A), a 5.600 rpm
Rotação de corte 6.000 rpm
Torque 13,9 m·kgf a 3.100 rpm (G e A)
Formação de mistura Injeção eletrônica seqüencial no duto
TRANSMISSÃO
Embreagem Monodisco a seco, comando mecânico (cabo)
Câmbio Transeixo dianteiro de 5 marchas manuais, tração dianteira
Relações das marchas 1ª 3,545:1; 2ª 1,913:1; 3ª 1,310:1; 4ª 0,973:1; 5ª 0,804:1; ré 3,214:1
Relação do diferencial 3,944:1
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, braço triangular inferior, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Diâmetro mínimo de giro 9,6 metros
FREIOS
Dianteiros A disco ventilado
Traseiros A tambor
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 5,5J x 15
Pneus 185/60R15T
DIMENSÕES
Comprimento 3.777
Largura 1.695
Altura 1.510
Distância entre eixos 2.460
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, hatchback, 4 portas, 5 lugares, subchassi dianteiro
AERODINÂMICA
Cx 0,33
Área frontal (calculada) 2.04 m²
Cx x área frontal 0,673 m²
PESOS E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha 945 kg
Porta-malas 270 litros
Tanque de combustível 45 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h 11,5 s (G), 11,1 s (A)
Velocidade máxima (est) 185 km/h
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª 34,8 km/h
Rotação a 120 km/h em 5ª 3.450 rpm
Rotação em vel. máxima, 5ª 5.300 rpm
GARANTIA 3 anos ou 100.000 km
Troca de óleo 10.000 km ou 1 ano
Revisões 10.000 km

 

Sobre o Autor

Arnaldo Keller
Editor de Testes

Arnaldo Keller: por anos colaborador da Quatro Rodas Clássicos e Car and Driver Brasil, sempre testando clássicos esportivos, sua cultura automobilística, tanto teórica quanto prática, é difícil de ser igualada. Seu interesse pela boa literatura o embasou a ter uma boa escrita, e com ela descreve as sensações de dirigir ou pilotar de maneira envolvente e emocionante, o que faz o leitor sentir-se dirigindo o carro avaliado. Também é o autor do livro “Um Corvette na noite e outros contos potentes” (Editora Alaúde).

  • Davi Reis

    É um ótimo carro, mas um produto mediano. É confiável, mecanicamente bem construído, mas a Toyota cobra demais e entrega menos que os concorrentes. Se o bom acerto fosse um diferencial no segmento, tudo bem, mas nessa faixa de preço temos carros muito bons de dirigir e também bastante equipados, como Fiesta, Fox Highline e 208. Um painel central digital, e com um bom computador de bordo, já fariam um bem imenso ao Etios.

    • CCN-1410

      Eu considero o Etios muito bonito, mas não dá para engolir duas coisas: painel e preço.

  • RMC

    AK
    Sempre leio com atenção as avaliações do Etios, ainda mais se publicadas aqui no Ae. O carrinho é gostoso de dirigir, apesar da direção excessivamente desmultiplicada (comum aos Toyotas; a impressão é de que simplesmente adicionaram a assistência a uma caixa mecânica, sem recalibrar a relação da caixa; é muito desconfortável manobrar minha Hilux em espaços apertados, pois além do tamanho exagerado, há que lidar com as inúmeras voltas de um batente a outro da direção).
    Voltando ao Etios: apesar da propalada (acho que mais pela concorrência do que pelo público) feiúra do modelo, não o considero pior do que um Nissan Versa ou um GM Cobalt de frente.
    O que realmente desagrada é o infeliz e inseguro painel central, como já dito aqui no Ae em outras matérias. Vivo em Brasília, que se transformou num lugar infestado de pardais e com trânsito pesado nos horários de pico. Ter que desviar o olhar do trânsito para evitar muita por “excesso de velocidade” é sempre um fator de insegurança e desconforto.
    No mais, compraria um sem pensar muito.
    RMC

    • RMC
      Interessante o seu comentário. Só me permita um aparte na questão da direção ser excessivamente desmultiplicada. Já dirigi bastante o Etios e ele não passa a sensação de ter direção lenta. O que ocorre é as rodas esterçarem bastante, o que logicamente leva a mais voltas entre batentes (3,8) do que o observado em outros carros. A relação de direção não é ´informada pela fábrica, mas não dever muito diferente de 18:1. No próximo Etios que dirigirmos no Ae vou medir a relação.

      • CorsarioViajante

        Bob, se não me engano o up! ainda é referência nisso, não? Com um diâmetro de giro muito baixo. Ou estão confundindo tudo?

      • Arnaldo Keller

        RMC, o Bob disse uma coisa da qual me esqueci: as rodas esterçam bastante, mesmo, acima do normal, o que é bom para manobras em garagem de prédio, etc. Para guiar, ela não é lenta, não. A relação parece certa. Quanto a isso, não há reclamação alguma. Gostei.

        • RMC

          Obrigado, Bob e AK
          Notem que o Corolla e a Hilux também tem a direção com essa característica que considero incômoda.
          Me lembro bem dos Dodge Dart: havia 2 na família, o do meu pai, com direção hidráulica, e o de um tio, mecânico. O peso do volante era muito parecido em ambos, mas o de casa era mais gostoso de dirigir justamente por isso e ambos esterçavam de maneira igual. Lembro que nos testes da época o mecânico exigia nada menos do que 6,5 voltas de batente a batente. Talvez minha bronca com os Toyotas seja resquício daqueles tempos (rsrs).

      • Lorenzo Frigerio

        De que eu saiba, “desmultiplicada” significa “direta”, ou “rápida”. “Multiplicada” é que é a “lenta”, a que envolve várias voltas de batente a batente.

  • Carlos Eduardo Favoreto Milani

    O veículo é bom, mas em contrapartida não entendo a negligência da Toyota com ele. Vende mal, figurante no seguimento, contudo parece que a fabricante não detém muitas expectativas também… Um bom facelift com uma reformulação completa na interna pode dar novos ares de cisne a esse patinho feio do segmento!!!
    Não parece ser um tarefa difícil, mas vendendo grande parte da produção, a fabricante fica acomodada em resolver de fato os problemas.

  • CARPANO

    O que não me desce é esse painel.

  • CorsarioViajante

    Análise perfeita, AK, assino embaixo.
    O Etios poderia vender bem mais se corrigisse estas falhas bobas em toda a linha, pois não se precisa comprar a Platinum de vergonhosos R$ 51.000 mas sim versões mais baratas com as mesmas qualidades construtivas e tal. Era só mesmo fazer os pequenos ajustes que você descreveu em toda a linha, e isso inclui a versão X, que já parte de caros 40.000.
    De qualquer forma vem encontrando seu público e vende o esperado, de forma que acho difícil a Toyota mudar qualquer coisa nele por enquanto.

  • REAL POWER

    Essa traseira alta, me fez pensar que a Toyota deve estar fazendo uso de molas e amortecedores iguais para a versão hatch e sedã. Em relação a posição do painel no centro, não tem como eu gostar. O Twingo já me incomodava nessa questão mesmo sendo digital. Santa teimosia da Toyota em não alterar todo o painel e com isso dar nova vida ao carro, que de restante parece ser bom.

    • Domingos

      Você também notou isso? A traseira do hatch é mais altinha sim e parece ser por isso. Mas é bom que o hatch seja mais alto na traseira, por aerodinâmica.

  • Oswaldo Bustani Jr

    Bom carro, mas é feio hein! Impressionante a Toyota com tantos carros compactos bons lá fora, trazer esse walking dead… E nem barato é. O painel então é …. sem palavras de esquisito… Um ano atrás estava a procurar por um compacto , o Etios foi até uma opção, devido à confiável mecânica Toyota, mas desisti devido a feiura e péssima ergonomia. Fui de up! e estou muito feliz.

    • Lorenzo Frigerio

      Em termos de feiúra não é nada comparado com o Cross. Esse é um verdadeiro Frankenstein.

      • CCN-1410

        Esse Cross deve ser filho do Frankenstein com a Madame Min.

  • Uber

    Eu já não gostava da localização dos instrumentos e ainda há esse problema de iluminação?!
    Concordo com a ideia do Bob, se é caro para mudar o painel, pelo menos troque os mostradores por digitais.
    Isso poderia até surpreender nas vendas.
    Será que ninguém tem coragem de oferecer isso no mercado paralelo, nem na Índia?
    Aqui, tem até para Fusca!

    • CorsarioViajante

      Honestamente? Eu acho que um painel digital faria um bem danado ao carro, que já tem vários detalhes excêntricos e peculiares. Este seria mais um deles.
      Quanto à iluminação, às vezes passo À noite ao lado de um etios e chama a atençaõ de tão forte que é o brilho!

  • O Peugeot 205 era feio de doer, já o 206 ficou muito bonito. Quando se está no fundo do poço não há como piorar. Aguardando a nova geração do Etios.

  • Mr. Car

    O Etios entraria em minha lista de possíveis compras, se: ganhasse um painel no lugar certo, além de bonito e completo (inclusive com computador de bordo, e se possível, marcador de temperatura). Também gostaria de um precinho menos salgado, ou um pouco mais de equipamentos, pois por menos que R$ 51.500,00, tem pelo menos dois concorrentes que me agradam muito mesmo: New March 1.6 SL (R$ 47.500,00), e Novo Ka SEL 1.5 (R$ 47.600,00). R$ 4.000,00 não é pouca diferença, me dá no mínimo um ano de seguro, e IPVA.

  • jr

    A Toyota deveria trocar este painel, apesar do custo, pois vai vender muito mais… Várias vezes, parado no trânsito, observei o painel de Etios parados ao meu lado e à minha frente. À noite atrapalha quem dirige atrás, é quase tão ruim como aquela lanterna traseira de neblina dos Peugeots 206-207 que insistem em deixar acesas.
    Painel realmente assustador,não sei donde tiraram isso.

    De resto, acrescido de pelo menos um computador de bordo básico (consumo, autonomia, distância percorrida etc.), seria muito legal.
    Eu compraria.

  • Marcos Alvarenga

    Eu nunca fui de comprar carro puramente pela beleza, ou design. Mas como dize, há limites de feiúra aceitáveis, e o Etios, bem como o finado Agile, ultrapassa todos eles.

    • Lucas dos Santos

      Não acho o Etios externamente feio – e nem bonito. Eu costumo dizer que ele tem um visual apenas “comum”.
      O problema é o interior. Esse sim precisa ser reformulado e com urgência!

  • EJ

    Creio que quando a segunda geração deste carro surgir, já com a correção do quadro de instrumentos e remoção de economias como parafusos de acabamento aparentes, o carro decolará em vendas. Só acho que o staff da Toyota é teimoso demais, já poderiam ter atendido a reclamação do público há mais de um ano, usando esta sugestão do BS, de pelo menos usarem o velocímetro digital e os marcadores de combustível e kilometragem em maior tamanho. Agora, o conta-giros digital nunca agradou. Faltaria espaço pra conta giros digital e velocímetro digital em bom tamanho. Creio que largarão assim mesmo e só corrigirão na próxima geração.

    • Domigos

      Toyota nunca faz mudança mesmo dentro de uma geração. O Etios já fugiu um pouco da regra tendo melhorado bem em equipamentos.

      Na próxima deve vir tudo corrigido.

  • Paulo

    Esse painel realmente é horrível. Na época do lançamento fiquei sabendo que o painel seria no meio pois serviria tanto pro mercado brasileiro quanto pro indiano, ou seja, pra economizar a toyota deixou brasileiros e indianos com esse desconforto.

    • CorsarioViajante

      Embora olhando pareça verdade, isso é mito, o encaixe é diferente. O que torna tudo pior a meu ver! rs

    • Domingos

      É assim para economizar fio. A parte elétrica e eletrônica do carro toda se concentra ali no painel, com a caixa de fusíveis inclusive.

      Não é bem pela questão do mercado indiano ou brasileiro, pois as peças mudam um pouco sim com a mudança de lado.

  • CorsarioViajante

    Além do consumo, também uso muito o computador de bordo para acompanhar autonomia (bem fiel no meu carro), quantos quilômetros já andei (muito útil em viagens longas), etc

  • Fabio Toledo

    AK

    Vislumbro como aqueles carrinhos de escolta, bom espaço para as pernas para quem vai no banco traseiro (para levar jagunço), confiável e só…

    A briga do segmento parece ser entre o bem-sucedido Fiesta e o nem tão bem-sucedido (em vendas) 208, vi que a avaliação do 208 foi do Bob, mas a foto do post foi sua. Chegou a dirigir o 208?

    Fiquei curioso para saber qual achou melhor nas curvas…

    Abraços

  • Fórmula Finesse

    Bom de dirigir, ágil…parece um bom carro com motor 1800-cm³; realmente seduz a quem gosta de guiar e quer um carro bem prático e com todas as qualidades que o AK tão bem escreveu. Só que a concorrência também fabrica carros com predicados de direção semelhantes, mas que levam a inegável vantagem de um desenho exterior e (principalmente) interior mais inspirado. Mas não é de se descartar não…(talvez tenha uma resistência bacana).
    Ótima avaliação AK!

  • Lucas

    Eu ainda defendo o painel em frente ao motorista, como a maioria dos carros. Concordo que um painel digital já ajudaria bastante, mas minha preferência continua sendo pelos instrumentos em frente ao motorista.

  • Lucas Mendanha

    Meu tio comprou há alguns meses um sedã XLS com couro, diferente deste apenas no som e nos detalhes cromados.. Confesso que torci muito o nariz quando ele escolheu o Etios, pois ele tinha me consultado antes e discutimos os prós e contras de todos os expoentes do segmento, mas se a ele agradou, é o que importa.

    Da avaliação, ao meu ver, só não concordo com o feeling do trambulador: para mim a sensação é a mesma de um Fiat das antigas..engates secos e que se tem que ficar procurando onde estão…talvez com a convivência se torne automático, mas não é aquela coisa de pegar de primeira como numa caixa de VW atual, ou a minha preferida: a IB5 a varão do Fiesta Mk 4, que é só puxar/empurrar,.os engates são “automáticos”.

    Outra coisa que me incomodou foi (não sei se nesse Platinum é assim) a presença de apenas o kit 2 via dianteiros. Pessoalmente eu prefiro assim, com um bom subwoofer na traseira, seguindo a escola do SQ. Mas para quem não liga muito para isso fica a sensação de que falta som e foi feita uma economia porca…

    • Domingos

      Eu tenho essa imprecisão vez ou outra no meu e já sei o que é: embreagem precisando de ajuste (ela é mecânica) desde os 3.000 km. Sei porque vez ou outra ela canta, devendo colocar o pé levemente (só encostar mesmo) para que pare.

      O engate é bom. Porém o carro é inconsistente na montagem. Precisei no meu apertar as válvulas dos pneus, que perdiam pressão exageradamente desde zero. Foi apertar que agora posso passar 1 mês sem calibrar, perde 1 ou 2 libras apenas.

      Na primeira revisão vai ter uma bela lista de coisas. A Toyota que se vire, comprei um Toyota não foi só pra mostrar que tenho um carro deles…

      A questão de ter apenas o kit duas vias é muito ruim. Sempre ouvi de entusiastas de som que esse seria o melhor esquema para qualidade, porém acho horrível. Especialmente para quem vai atrás.

      Vai ver quem usa amplificadores bem potentes seja atrapalhado por 4 caixas normais, porém usando normal faz muita falta os falantes traseiros. No Etios sedan indiano existem os locais para instalação dos mesmos…

      • Lucas Mendanha

        Quando se usam amplificadores, e um subwoofer na traseira, fica um som ótimo, pois todas as frequencias são reproduzidas com o mesmo nivel. É estranho no inicio, mas depois que se acostuma é mto bom. Mas sem subwoofer e sem amplificação é ruim, pois as frequencias graves e subgraves ficam bem atenuadas, comprometendo a qualidade e dando essa sensação de vazio.

    • Davi Reis

      Já tive a mesma impressão em dois Etios, mais rodados. Em um carro praticamente zero km que dirigi, câmbio perfeito, mas em dois mais rodados, o engate das marchas estava meio estranho, como se faltasse precisão mesmo (especialmente a terceira marcha).

  • Eduardo Malta

    Acredito que o Etios é um bom carro. Mas acho que a Toyota está repetindo o mesmo erro da Fiat com o Linea. Está tentando promover o carro subindo-o de categoria, colocando como hatch premium. Creio que se competisse com os populares de entrada, ficando na faixa dos 30-35 mil seria um sucesso de venda, arrisco a dizer ainda que poderia estar facilmente entre 3º ou 4º lugar entre os mais vendidos.

  • Petpower

    Na verdade esse carro já precisa ser reestilizado. Mas se pelo menos fosse mudado esse painel e instrumentos sem graça, poderia atrair os jovens e melhorar as vendas.
    Concordo com AK quanto ao escalonamento 4+E. Creio que as marchas 3ª, 4ª e 5ª poderiam ser alongadas em uns 8%. Ficaria muito bom.
    Só uma correção AK: a 185 reais o motor está a 5316, não a 5500 rpm.

  • Cristiano Reis

    Sei que é chover no molhado, mas esse painel eu não engulo. Viajei em fevereiro, à noite em um Etios de um casal de amigos. Realmente concordo com o Arnaldo Keller, fica parecendo Las Vegas… O mostrador é azul, tem LEDs brancos, vermelhos e são muito fortes especialmente de madrugada numa rodovia escura. Tentava dar um cochilo mas sempre ficava com aquela luzinha chata no olho (rs)

  • Robson

    Eu sou um desses que se afasta do carro por conta do painel. Já o dirigi e achei um excelente conjunto mecanico. Mas tenho certeza que não me daria bem com esse painel e hoje com o que gastamos para comprar um carro, precisamos ser ao menos OK em relação ao que não nos agrada tanto, infelizmente não é o caso desse painel que não me desce de jeito nenhum.

  • Z_H

    Eu acho que ele já nasceu precisando ser reestilizado…. o que é uma pena porque é um bom carro…

  • Matheus Ulisses P.

    Cara, também adoro a IB5! No novo Ka melhorou muito em relação ao Fiesta Rocam, ainda não dirigi o New Fiesta. A MQ200 da linha VW é excelente também.

    • Lucas Mendanha

      Acho ela ótima, tanto em manuseio quanto nas relações.

      A do meu Fiesta Mk4 é da versão a varão, então é de acionamento um pouco mais pesado, mas em contrapartida é mais justo e preciso. Por exemplo, pra passar da 2° pra 3 °, é só empurrar a alavanca para frente. Você nem precisa deslocar a alavanca lateralmente..Aliás, nela a única marcha que precisa de movimento lateral é da 4° pra 5°. Nas reduções e nas outras ascensões é sõ movimentar pra frente e pra trás.

      Na IB5+ do Focus Mk1 (percebi tanto no RoCam 1,6 quanto no Duratec 2,0), você já tem que fazer uma forcinha em cada engate para alavanca travar.

      • Matheus Ulisses P.

        A do novo Ka também é a varão, porém o curso é menor. Como o túnel do console do Ka é mais alto, a alavanca fica mais curta, isso diminui um pouco o curso. Gosto da Ford porque não precisamos esticar o braço pra alcançar a alavanca.

        • Domingos

          No novo Focus a alavanca parece que vem ao encontro da sua mão. Posição perfeita!

  • Clésio Luiz

    Eu sou um dos que não se conformam com a maneira que a Toyota se comporta em relação ao Etios.

    Sendo um modelo com qualidades, porque eles não se mechem para modificar o que o consumidor acha ruim?

    Se o painel de instrumentos é fonte de críticas, a adoção de um modelo digital (eu já tinha pensado nisso também) poderia transformar um defeito numa qualidade.

    Se o estilo do carro, particularmente a frente e a traseira, afasta consumidores, o que custa modificá-los? Embora beire o ridículo, o modelo “aventureiro” do Etios mostrou que é possível modificar bastante a aparência do carro mudando apenas grade e para-choques. Uma empresa como a Toyota não teria problemas em fazer algo mais agradável que o atual.

    Enquanto seus concorrentes diretos vendem 3 a 4 vezes mais, a Toyota finge que a situação atual é aceitável, chegando a dizer que “vende o planejado”. Lançado na mesma época do Onix e HB20, o Etios vende um terço ou menos do que os outros conseguem. O Ford Ka, mal foi lançado e já vendia mais que o carro da Toyota. Ora, que empresa é essa que se conforma em estar tão atrás dos concorrentes?

  • Leonardo Mendes

    Hoje em dia o pensamento da maioria dos consumidores é esse:
    Mais vale uma central multimídia com Facebook e outros badulaques na mão que um computador de bordo voando.

    Já disse em outras ocasiões o quanto gosto desse carrinho, principalmente na parte estética… e esse das fotos está do meu jeito, as rodas do Cross dão um belo ganho visual nas versões civis.
    Hoje eu iria num XS 1,5, que considero a versão mais equilibrada da gama.

  • Lucas, acho bom mandar o carro do seu tio à concessionária. Ele deve estar com algum problema no trambulador, porque o que eu testei não podia ser melhor, fora que se assemelha muito aos da VW, também excelentes.

    • Lucas Mendanha

      Vou avisar a ele, pois está sempre indo na concessionaria Toyota lá de Ipatinga..Ele possui uma deficiência na perna e está fazendo procedimento para pegar o 4° Corolla..Acho que isso explica o motivo de ele ter escolhido o Etios para carro de trabalho, mesmo manual, em vez de um HB20 automático, que era a opção à época.

  • Fabio, os achei parelhos, bem parelhos, e ambos muito bons. Estão entre os melhores.

  • Corsário,
    A referência é o March, com 9 metros. O up! é 9,7 metros com direção eletroassistida e 10,6 metros sem assistência.

    • CorsarioViajante

      Obrigado Bob!

  • César

    Um ótimo carro, bonito inclusive. Econômico e confiável. Gosto, me perdoem, inclusive do painel (já tive Twingo). Mesmo ficando bem evidente uma falha de acabamento na penúltima foto.
    Porém, pelo valor, continuo optando pelo Fiat 500.

  • Marcos Alvarenga,
    Já notou como a frente do Etios e do HR-V se parecem?

    • Marcos Alvarenga

      É uma questão de proporções, Bob. O Agile não tinha nenhum elemento feio por si só. Mas a interação entre eles é que se mostrava um tanto desengonçada e desproporcional.

  • Eduardo Edu

    Fiz o test drive. Carro para quem gosta de dirigir, uma maravilha da engenharia. Mas essa questão é tratada de forma subjetiva pelos consumidores. O que deveria ser subjetivo, o estilo, que é atirado ao senso comum superficial das redes sociais. Os modelos VW também nunca foram belos, mas mesmo assim tentam dar um ar de sofisticação nos materiais e quando não, recheiam de equipamentos e itens de conveniência para dar a impressão que não subestimam a inteligência do proprietário.

    • Antônio do Sul

      Logo após o lançamento fiz o test drive (da versão X, com motor de 1.300 cm³) e tive a mesma impressão. Já que estava passando na frente da concessionária, fui dar uma olhada. Lá dentro, depois de uma conversa não muito longa, convenceram-me a experimentá-lo. Não estava nem um pouco entusiasmado, mas após dobrar a primeira esquina…que carrinho bom, gostoso de se dirigir. Andei em asfalto esburacado e também em um trechinho de rodovia. Não experimentei os novos Fiesta e Ka, nem Nissan March e Renault Sandero, mas pude rodar algumas vezes com um HB20 1.6 que, em relação ao Etios, só se sobressai no desempenho. Dinamicamente, achei que a Toyota fez um trabalho muito melhor que o da Hyundai.
      Quanto ao painel central, não acho que seja tão difícil colocá-lo no “lugar certo”. Se, no Paraguai, oficinas de fundo de quintal fazem a inversão de direção e do painel em carros usados importados do Japão, e com um resultado satisfatório, por que a Toyota não poderia fazer essa alteração?

      • Domingos

        No Paraguai acredito que usem as peças já prontas de carros equivalentes mas com a direção no lado oposto, não?

        • Antônio do Sul

          Segundo a reportagem que eu li, somente a caixa de direção era trocada por uma nova. O resto seria reaproveitado. Também acho muito difícil o reaproveitamento do painel, que teria que ser recortado e depois emendado novamente, com as peças invertidas, e sem cicatrizes, mas talvez não seja impossível. Mesmo que usem um painel novo, para carro com volante do lado esquerdo, não deixa de ser uma adaptação trabalhosa: a parede corta-fogo é recortada para a passagem dos dutos de ventilação, e os chicotes elétricos têm de ser reposicionados.

  • Jad Bal Ja

    O Etios daria um excelente “case” para ser estudado pelos futuros formandos em marketing, de como fazer um produto errado.

    Desde que surgiram as primeiras imagens do Etios, o público claramente mostrou sua rejeição a sua cara de década de 80. Mas a Toyota não deu nem bola, fez o carro exatamente do jeito que queria. Achou que bastava um bom motor e seu logo na frente e o carro venderia muito.

    O resultado está ai. E discordo do autor do texto, para o Etios fazer sucesso teria que trocar muitas mais coisas. As indicações do autor são até bem racionais e este é o problema. O consumidor não compra um carro por motivações racionais e sim por desejo.

    E ninguém “deseja” o Etios.

    O produto simplesmente micou. E para fazer sucesso precisa ser todo refeito e talvez ate adotar outro nome.

    • Jad Bal Ja, não posso concordar que o comprador só compre por desejo e não pela razão. Isso tornaria totalmente inúteis as nossas análises, que procuram ser objetivas e racionais. Isso aqui não é um cabeleireiro de madames onde a conversa versa sobre estética. Evito comentar minhas impressões estéticas, mesmo porque o leitor tem as fotos que o subsidiam e o gosto cada um tem o seu..
      Quem deseja um carro com as qualidades do Etios, deseja ele, sim. Além do mais, ele pode não primar pela beleza, mas qual concorrente a tem em destaque? Pessoalmente, não veja nada de mais em nenhum deles. Tudo na mesma faixa.

      • João Guilherme Tuhu

        O comprador, falo como ex-vendedor, compra muito mais por desejo do que pela razão. Ora, ainda não fomos totalmente dominados pelo pensamento lógico-científico. Ainda bem.

        • Domingos

          Ainda bem mesmo!

      • Carbar

        Eles apostaram no test drive e deu certo, pois a partir daí a aparência fica em 5º plano.

      • Jad Bal Ja

        Prezado Arnaldo, a sua analise estaria correta se tivesse se restringido apenas a características técnicas, mas me parece que o objetivo era esclarecer o que o carro precisava mudar para que “o conjunto agrade plenamente” o mercado.

        E ai não tem jeito, vc tem que discutir o por que o carro não esta “dando certo” no mercado e um dos motivos senão o principal é a aparência externa do Etios.

        Claro que o comprador não compra apenas pelo desejo, mas ninguém compra um carro que não deseja a não se que seja por questões puramente financeiras, ai a pessoa compra o que “da”. O que tbm não é o caso, pois o Etios não é barato.

        Então para que o Etios “agrade plenamente” o seus pretensos consumidores a meu ver é inevitável uma reformulação completa do produto, mais ou menos o que a Renault fez com o Logan. A mera troca do painel e alguns ajustes não salvam o Etios.

        No mais um abraço e parabéns pelo trabalho.

    • WSR

      Decênio de 80 era a época das coisas quadradas, como o Santana e o Gol da primeira geração, o Del Rey, ou carros mais antigos com maquiagem muito pesada, como o Opala (o Monza era o ponto fora da curva para a maior parte dos 80). O Etios tem cara de carro de meados para o final dos anos 90. Sobre o desejo, acho que ele pode ser despertado pelo lado da razão ou da emoção. Eu vou pelo da razão, mas devo ser minoria, já que dá trabalho ficar dias gastanto tempo lendo reportagens sobre os carros e gerando mais dúvidas que respostas como: comprar um carro mais simples porém ágil (como um Clio 1,6l) ou um modelo um pouco mais pesado mas confortável (como o Focus 1,6l)? Suspensão por eixo de torção ou multilink? — Por outro lado, talvez o lado emotivo do consumidor sobressaia mais justamente por conta de uma anestesia geral que reina na Banânia, em vários setores. Bom, acho melhor parar por aqui, pois prefiro falar mesmo é dos automóveis.

      • Nelson C

        Clio 1,6? Usado, não é?

        • WSR

          Sim, mas é apenas um exemplo. Os dois teriam que ser usados e fabricados quase no mesmo ano.

      • Fernando

        Tenho exatamente um Clio 1,6L.

        É um carro pequeno por fora, espaço mais que aceitável por dentro, anda muitíssimo bem consumindo pouco, tem um comportamento muito bom(estável mesmo sendo meio alto, então também não raspa nunca ao mesmo tempo que é muito divertido de andar).

        Mas vou o trocar por outro carro, e acho que vou sentir falta dele.

        Acho que é muito de priorizar o que a pessoa busca, assim como o que espera de conforto, dependendo do seu trajeto o conforto a mais como o do Focus pode significar umas raspadas em lombadas ou valetas mesmo feitas com jeito.

        Acaba que meu Clio é meu carro para essas condições de ruas péssimas, quando não tem opção a não ser parar na rua(não é visado) e se sai muito bem como um carro urbano simples mas gostoso de guiar, e incomparavelmente mais confortável que a maioria dos compactos. E quando é chamado ele é melhor que muito “esportivo de adesivo”.

        • Domingos

          Era mesmo muito confortável para um compacto e o desempenho era muito bom!

          O porta-malas era maior que a média para um compacto, só o espaço traseiro era meio ruim.

        • WSR

          Agradeço pela resposta. Já andei em Clio 1,0L e até gostei, mas ainda não tive a oportunidade de andar no 1,6L. Eu estou mais interessado no Focus 1,6L porque só vejo elogios ao ler sobre ele. Mas há um detalhe importante que ainda está em jogo: 2 portas. O Focus brasileiro não possui, infelizmente. Então estou tendendo mais para o Clio.

    • Carbar

      As vendas deste carro estão superando as expectativas da Toyota, principalmente em época de crise.

      • mecânico anônimo

        Verdade. Acho engraçado como tem muita gente que acha que faria muito melhor no lugar do executivo-chefe deste ou daquele fabricante.

      • Jad Bal Ja

        Isso é conversa fiada da Toyota, que não quer dar o braço a torcer. O Etios era para ser o carro de larga produção da Toyota e vende muito menos que o Corola que é muito mais caro! Dificilmente uma fabrica reconhece que seu produto não teve boa aceitação no mercado. Quando vai bem ela que diz que foi um sucesso, quando vai mal elas dizem: estava dentro do planejado, hahaha.

        • Carbar

          Total de vendas abril/15 todas as versões do Corolla = 5.760, todas as versões do Etios = 5.447. Corolla supera todas as expectativas, enquanto Etios está dentro das expectativas, sendo que o Hatch está em 20º no ranking total e o Sedan está em 28º, colado no Logan e no City e à frente do Cobalt e Versa. Detalhe que esse ranking engloba todas as versões do Logan 1,0 e 1,6, bem como do Cobalt 1,4 e 1,8, sem considerar que as concorrentes fazem propaganda em massa de seus produtos, incluindo promoções arrebatadoras como as da GM e da Renault, sendo que da Toyota dificilmente se vê propaganda do Etios. Portanto estou convencido que está sim dentro das expectativas deles, pois do contrário fariam igual aos concorrentes, ou seja, propagandas homeopáticas com promoções mirabolantes.

          • Domingos

            Eles têm feito uma quantidade razoável de propagandas do Etios, ao menos para os padrões da Toyota.

    • RoadV8Runner

      Eu desejo que a Toyota mude esse painel, pois o resto me agrada no Etios.

  • CharlesAle

    Etios, ao lado do Ford Focus, são carros de engenheiros automobilísticos. Ou seja, carros para quem conhece a fundo carros!!!

    • pkorn

      Desculpe, mas é o único Toyota em produção hoje sem fase de comando variável, isso não foi idéia de engenheiros, foi idéia dos “bean counters”.

      • CharlesAle

        Especialistas em carros sabem que é impossível encontrar tudo em um carro. Mas eles têm “faro” para reconhecer várias virtudes em um só carro, seja de dinâmica, consumo, conforto etc. Portanto, não se admire se na garagem desses especialistas encontrar Etios e Focus para uso pessoal!! E também não vão na onda de: é feio, é isso , é aquilo. São especialistas demais para não cair nessa…

        • gode lemos

          Se fosse assim esses engenheiros teriam uma mulher que cozinha um absurdo, cuida bem das crianças e é feia demais!!

      • Domingos

        Faz uma bruta diferença, ainda que se ganhem “apenas” 10 cv. Muda o motor todo, especialmente economia e resposta.

    • Domingos

      Bom, mas o Focus é bem mais carro. E é um carro sem compromissos, ao menos mecanicamente falando.

      O Etios apela a várias características nem sempre muito boas para poder agradar ao entusiasta. Com o uso no dia-a-dia, às vezes esses compromissos incomodam bem (carga de amortecedores é uma delas).

      • CharlesAle

        Exato, cada um no seu segmento!

    • CorsarioViajante

      Fico me perguntando, Charles, que engenheiro é esse que aprova um conta-giros e velocímetro com erro de paralaxe.

  • WSR

    Já acostumei com o painel “fora do lugar”, mas prefiro o do Lancia Ypsilon, com instrumentos mais tradicionais (foto abaixo). Já não acho mais o Etios feio. Acho que era falta de costume com carros diferentes (os carros da Lancia estão mudando minhas concepções de beleza, rs). O que realmente não gostei foram das rodas deste aí, que não combinam com o desenho do carro e a grade cromada que parece estar sobrando na dianteira. Acho que bastaria deixá-la na cor do carro e isso estaria resolvido. E claro, pelo preço, deveriam melhorar o acabamento interno e melhorar o nível de ruído, o que não deve ser tão difícil para o povo da Toyota.

    http://image.made-in-china.com/43f34j00CsatHzUAaEoS/Car-Multimedia-for-Lancia-Ypsilon-DVD-with-Tmc-MPEG4.jpg

    • WSR

      Esqueci de parabenizar a Toyota por não ter feito um Etios 1,0L (quem mora em cidade com muitos morros e precisa andar com o carro cheio, com certeza, agradece) e de comentar que o Etios está me lembrando o lançamento do Kadett, com um desenho um pouco fora do usual, na época e que gerou certa polêmica nas ruas (pelo menos eu lembro que as pessoas paravam para ver um Kadett estacionado e muitos achavam-no feio).

      • $2354837

        Cara, eu moro em Poços de Caldas, cidade montanhosa a 1.200 m do mar fincada na serra da Mantiqueira sobre um vulcão extinto. Nunca tive problema algum em subir ladeira com motor 1,0.

        Aliás, apesar de meu carro ser 1,4 iria bem um 1,0 pois por causa da topografia o consumo aqui é altíssimo.

        • WSR

          Já tive problemas com um Corsa 1-L, lotado e na estrada. Fiquei refém do trânsito e passei aperto em algumas subidas. Vazio, sempre consegui andar bem nele.

          • $2354837

            Eu nunca. Viajava com um 1,0 VHC Classic para Curitiba direto, 4 pessoas mais 1 criança mais bagagem de todos para 2 dias e nunca tive problemas. Se está pensando em nunca ser empurrado já fui empurrado com uma moto que faz de 0-100 km/h em 4 segundos. Sempre tem alguém andando mais rápido que você na estrada.

          • Domingos

            Com certeza quem te empurrou não estava nem perto da velocidade legal e, se você precisasse, poderia se defender acelerando.

            O Classic VHC é um dos melhores 1,0, especialmente na estrada. Compará-lo, por exemplo, aos primeiros Corsa C 1,0 é covardia. Aquilo se arrastava com 4 pessoas dentro.

            1200 e tantos kg mais 60 cavalos vindos lá em cima…

          • WSR

            O meu era um MPFI da primeira leva. Eu não conseguia acompanhar o fluxo na estrada. Para o que eu estava acostumado a dirigir, por comparação, o carro era fraco. Há quem goste do carrinho, mas eu realmente não gostei do aperto que passei. Em pista plana era até razoável.

    • Felipe Rocha

      O Idea europeu também tinha o quadro de instrumentos no centro. Pelo menos nisso o nacional era melhor.

    • $2354837

      Não gostei desse painel… O dashboard clássico não combina com a tela multifunção logo abaixo.

      • WSR

        Acho que o painel acima não é de fábrica. O que vejo frequentemente aqui é este: http://imganuncios.mitula.net/lancia_ypsilon_argento_3680135412227666742.jpg

        • Domingos

          A Lancia ultimamente anda vivendo de invencionismos. Tem muito carro dela que você olha e pensa “putz, fizeram isso aqui só pra não ficar um Fiat”.

          Infelizmente o Vincenzo Lancia deve se revirar na tumba. O grupo Fiat só não estragou a Ferrari.

          • WSR

            É, os caras saíram do convencional. Mas parece que dá certo, pois a Lancia seria como a Audi da Fiat, numa comparação com a VW e são constantes na paisagem italiana. O mais legal é a variedade de cores nas ruas, algo difícil de ver no Brasil. Exemplo:

            http://srv2.betterparts.org/images/lancia-thesis-04.jpg

    • Fat Jack

      Só tem 1 carro no qual eu concorde com a posição do painel ao centro…

  • marcelo

    Erro estrategico da toyota, deveria ter lancado o Yaris. Design e painel muito bonito. Versoes hatch e sedan usando o mesmo motor do Etios.

  • ccn1410

    Tudo no carro me agrada. Tudo mesmo, exceto o painel. Agora, se a Toyota insiste em não mudar, isso é com ela e não comigo.
    Se não compro o carro apenas por não gostar do painel pode parecer birra, mas sei que se eu o comprasse, o arrependimento seria de tal forma que logo iria querer vendê-lo.
    Mas nada contra a Toyota, pois quem fabrica e vende o carro é ela e não eu. Não estou nem aí para o lucro da empresa. Nem acionista eu sou.

    • R.

      ” Não estou nem aí para o lucro da empresa. Nem acionista eu sou”
      Me desculpe , mas nao entendi o que voce quis dizer com essa frase acima ?

      • Domingos

        Que a Toyota tem que se virar para atrair o comprador. E concordo. O carro poderia vender muito mais se não fossem tão cabeça dura com essas mudanças simples.

        • Fat Jack

          Concordo, mudanças simples e barata recompensariam com sobras o investimento. Mas a Toyota, tal qual mãe solteira pobre e desempregada faz questão de economizar cada mísero centavo…, e aí, a esse preço, não vende mesmo…

    • RoadV8Runner

      Eu penso da mesma forma, enquanto o Etios não ganhar um painel mais normal, não dá…

    • Fat Jack

      Há outras coisas no carro que não me agradam muito (destaque também para o preço e falta de acessórios), mas o painel ganha com louvor o posto número 1.

  • João Guilherme Tuhu

    Se mudassem o painel, que incluísse um mísero computador de bordo, eu compraria. Um Etios sedã. Melhor custo -benefício. A versão ‘aventureira’? Sofre de ‘aversão’: é tão feia como aquela Spin com estepe externo…

  • anbbnb

    Só eu acho que está com visual de carro do início dos anos 2000?

  • Daniel S. de Araujo

    Segundo um vendedor de um concessionário Toyota, no processo de venda de um Etios o difícil é convencer o potencial comprador a fazer um test drive. Diz ele que depois do test drive o processo de venda fica fácil, mesmo com o design mais controverso que o antigo Logan.

  • bobsled

    O Yaris teria feito sucesso. O Etios recebeu diversas simplificações e não ficou mais barato. Por quê, então?

    • Fat Jack

      “Margem Toyota de Lucro”

    • $2354837

      Por que a PSA traz carros alinhados com a europa e todo mundo reclama…

  • Christian Bernert

    O Cross é tão feio, mas tão feio que chega a ser hilariante. Aquelas peças de plástico aplicadas sobre as laterais do pobre Etios o deixam bizarro.
    É tão apropriado quanto colocar rodas de liga e um aerofólio em um Tobata. Não fecha nada com coisa nenhuma.

    • Domingos

      O Cross tem um (bom, tinha que ter…) ponto positivo que é o desenho lateral traseiro do carro destacado.

  • RoadV8Runner

    Olha, eu não sou de me implicar muito com os interiores dos carros (embora hoje dê mais atenção a essa parte dos carros, confesso), mas esses instrumentos na parte central do painel do Etios não me desce… Entrei por duas vezes no modelo, com o primeiro painel (instrumentos de fundo branco) e o equipado com esse atual, quando minha noiva planejava trocar de carro, mas não dá, não tem acordo. E agora que sei que a iluminação à noite incomoda, não tem mesmo como eu pensar em ter um Etios. A solução de instalar instrumentos digitais é ótima, solução de baixo custo e efetiva.

  • Christian Bernert

    Eu tenho a impressão que em 2055 restarão alguns Etios que serão considerados verdadeiras relíquias.
    O que me faz pensar isto? É um carro robusto e simples. Parece que pode realmente durar uma eternidade. Aliado a isto tem o perfil dos compradores de Etios, que são consumidores que valorizam justamente isto. Tendem a fazer um uso mais cuidadoso que a média.
    Se eu ainda estiver vivo até lá (vai ser meio difícil) terei o prazer de confirmar minha teoria…
    Em tempo: eu não sou o perfil de dono de Etios. Abomino aquele painel fora de lugar, impreciso e mal-iluminado. E estou em uma fase em que valorizo muito a economia de combustível, mas preciso dos instrumentos a me ajudar nesta tarefa; computador de bordo é essencial.

    • $2354837

      Duvido, não vejo carisma nenhum nesse carro. Vai carregar lata de tinta pelo resto da vida.

  • Danilo Grespan

    Eu concordo com é importante um carro com boa dirigibilidade, confortável, estável, com boa mecanica, bom custo de manutenção, além de marca respeitada e confiável… mas não precisava ser tão feio! Mas tem algo pior do que esse Etios hatch: o Etios Sedan! E tentando prever melhorias em seu design, a conclusão que chego, é que ele precisa ser refeito, do zero mesmo.

    • Domingos

      O sedã me parece bonito em alguns ângulos, tal como o hatch também.

      Um bom trabalho nas coisas exageradas (grade, lanternas e faróis) conseguiria deixar ele ao menos normal.

      A cor certa ajuda também. É um carro bom com cores alegres ou bem fora do cinza/prata.

      • $2354837

        É um Logan derretendo (dos antigos).

  • RoadV8Runner

    Pergunta um tanto quanto besta e off-topic: por acaso existe alguma nova lei tacanha que proíba grafar a marca do cigarro no maço ou é somente a Marlboro que optou por isso?

    • RoadV8Runner
      Outras marcas apresentam grafismo normal nos maços, tenho impressão que foi decisão da fabricante Philip Morris. Eu fumo Marlboro desde julho de 1974 mas estou mudando de marca. A RJ Reynolfs, que agora é japonesa, está exportando de uma fábrica alemã para o cá o Camel, que custa em maço-caixa R$ 6,25 ante o Marlboro que eu fumo, o de maço mole, de R$ 7,00. Independente do preço, o cigarro é igual ao Marlboro, prefiro maço-caixa e o maço tem grafismo normal, além de ter um detalhe que achei ótimo, as arestas verticais são chanfradas, deixando o maço mais favorável aos bolsos. Acho engraçado o cigarro se chamar Camel e o quadrúpede impresso no maço ser um dromedário (uma corcova; camelo, duas). Um fato curioso foi eu fumar o Marlboro maço caixa desde que comecei, mas quando voltei a fumar 1 ano e 10 dias depois do infarto de setembro de 2009, filando cigarro da mulher e do filho, que fumavam o de maço mole, chegou o momento em que pensei ora, bolas, vou voltar para o meu Marlboro de caixa e o comprei. Pois não é que o achei ruim? Fui para o maço macio e agora é que estou mudando para o Camel. Mas o problema é que a distribuição do Camel ainda não está redonda e tem faltado na banca de jornal onde compro sempre (conta mensal, coisa de antigamente…). Assim, tenho alternado – forçado – entre Marlboro e Camel.

      • Domingos

        Acho que a Marlboro mudou para ficar com a logomarca como nos carros da Ferrari, apenas estilizado.

        • $2354837

          Sim faz todo sentido, associação via metáforas. O itaú faz isso direto com a cor laranja.

        • Rodrigo Bruschi

          Tanto que a Philip Morris tem contrato com a Ferrari, paga e não precisa mostrar (e não poderia) a marca Marlboro… está subliminarmente gravada.

      • RoadV8Runner

        Ainda bem que não criaram uma nova lei ridícula, pois seria o cúmulo do absurdo permitir vender cigarro, mas sem poder grafar o nome na embalagem…
        Nunca havia dado atenção à figura no maço do Camel, que é de um dromedário e não camelo!
        Curiosa essa diferença entre o Marlboro de caixa e maço macio. Meu pai certa vez comentou sobre isso, de haver diferença entre os cigarros de maço-caixa e maço macio.

      • CCN-1410

        Wikipedia – Gênero: Camelus.
        Nem ligue, fica tudo em família mesmo, hehehe…
        Classificação científicaReino:Animalia
        Filo:Chordata
        Classe:Mammalia
        Ordem:Artiodactyla
        Subordem:Tylopoda
        Família:Camelidae
        Género:Camelus
        Espécie:C. dromedarius

  • Carlos Alberto Torres

    A solução caseira para o painel é isto aqui:

    http://pt.aliexpress.com/item/W02-HUD-Projector-Head-Up-Display-Car-HUD-Showing-OBD-Insert-Head-Up-Display-KM-h/1840299099.html?s=p

    Algumas pessoas estão usando com bons resultados.

    Arnaldo, tem regulagem de intensidade das luzes do painel?

    Grato.

    • Domingos

      Não tem mais regulagem de intensidade desde o Corolla 2002, ao menos não via reostato (não sei se é esse o nome agora).

      Porém existia como ajustar isso, de forma bem incômoda (entrando no hodômetro parcial com o farol aceso e mantendo pressionado até ficar na posição das “barrinhas” desejadas). No Etios acredito que nem assim.

    • Carlos Alberto, pessoalmente odeio dados projetados no parabrisa. Eu escrevi na matéria que a luz dos mostradores não têm regulagem. Ao menos dá para apagar a tela de LCD.

    • $2354837

      Muito legal capitão. Já coloquei na minha lista de desejos.

  • Domingos

    Boa avaliação, pegou bem os detalhes do carro, o que posso afirmar como proprietário.

    O giro corta a 6.000 rpm mesmo, porém a visualização do painel e do conta-giros em especial é tão complicada que nunca se sabe bem em que rotação exata se está. Uma porcaria mesmo essa característica, nunca se sabe a quantas o motor está naquelas necessidades de fazer uma troca exatamente no ponto ou ao ser necessário esticar mais o motor para uma ultrapassagem.

    Às vezes você fica esperando a confirmação do conta-giros e quando viu já cortou, pois está lendo “errado”.

    O corte mais longo atrapalharia. Cronometrei o carro trocando logo antes do corte e com as trocas pouco acima dos 5.800 rpm (potência máxima). O carro acelera bem mais trocando assim, pouca coisa acima. O motor engana um pouco em alta, pois a partir de 5.000 rpm amarra um pouco apesar da suavidade.

    Câmbio: bom mesmo e realmente é o mesmo em ambas as versões. No 1,3 ele vira quase uma 5ª de economia, pois não raro a velocidade não cresce mais que o atingido na 4ª.

    Velocidade máxima de 180 reais é no 1,3. Esse 1,5 deve conseguir 185 reais.

    Curvas: ele é EXATAMENTE como descrito. E não é melhor de curvas de alta por questão de medida de pneus e ser meio garção mesmo, o que NÃO dá para mexerem pois afirmo que o carro raspa MUITO FÁCIL mesmo com todo cuidado entusiasta.

    O protetor de cárter fica mais para baixo que o ideal, talvez por aerodinâmica, e a saia do pára-choque dianteiro também raspa por qualquer coisa.

    Conforto é bom com os P1, sem eles dá até desespero. Mas em curvas de baixa pode ser com qualquer pneu, de qualquer medida e pode ser altão mesmo como ele é que chega a alegrar. Muito bom mesmo! De fato, em curvas de baixa, nada nessa categoria ou até nos médios é tão acertadinho.

    Consumo fica bem no anunciado pela etiquetagem. Bom, porém para um carro leve e de motor pequeno acho menos que o razoável. Mas para hoje em dia está bom…

    • Luiz_AG

      O problema do Etios é que ele é o melhor repelente feminino que conheço.

      • Lorenzo Frigerio

        KKKKKKK!!!!!!!!…….. ele deve ter cara de “loser”!

        • $2354837

          Falou comigo? Não lembro de ter lhe dado essa liberdade…

          • Lorenzo Frigerio

            Se eu estivesse falando com você, teria usado o pronome “você” e não “ele”.
            Mas a verdade é que omiti duas palavras cruciais para o entendimento: “ele deve ter cara de CARRO DE ‘loser'”.
            Absolutamente não tomaria esse tipo de liberdade com ninguém, muito menos aqui.

      • Domingos

        Olha, por incrível que pareça as pessoas em geral olham bastante para o carro. Já fui parado várias vezes para perguntarem o que acho, tendo uma das pessoas comprado o carro por opinião dada pelo meu pai.

        Feio ele é, incrivelmente tem uma certa simpatia das pessoas. Talvez seja a cor do meu (azul marinho).

        Com certeza não é um carro “bonitão” que daria algum prestígio, mas tem coisas mais importantes a serem resolvidas…

      • agent008

        Mas cara, isso é problema para quem precisa que as mulheres o valorizem pelo carro e não pela pessoa em si!. Já vejo nele uma virtude: as interesseiras passam longe, abre caminho para as verdadeiras. Abraço!

  • Félix

    Ano passado fui na maior boa vontade andar no Etios. Engoli sua feiura e resolvi testar. É bom, mas andando não nega sua origem de carro pra mercado periférico: a gente já merece mais que isso, não é, Toyota?

  • José Pedro

    A Toyota foi preguiçosa, trouxe um modelo de carro voltado aos mercados emergentes, e agora fica dando uns “tapinhas” cosméticos irrisórios pra minimizar alguma coisa….

    A Hyundai desenvolveu um projeto voltado ao mercado brasileiro.
    A diferença está aí. Um vende mais que pão quente, o outro precisa pegar o cliente à laço e ainda fazer um mimo para convencer a comprar.

    Palmas à postura da Hyundai que respeitou o nosso mercado e hoje colhe os merecidos frutos. Um Yaris teria sido de longe muito melhor.

    • Lucas Mendanha

      o mercado brasileiro é emergente como os outros, mas tem particularidades que não se encontram nos outros, não há dúvda. Esse estudo de mercado que fez a diferença com Gol, Palio, HB20, se saírem tão bem, e outros, como o Sandero, que aos poucos ganha seu espaço e reconhecimento, e o Etios engatinhar e ficar na situação que o Bob escreveu a outra matéria: ame-o ou deixe-o. Tal qual o primeiro Ford Ka.

  • Eduardo Sérgio

    O Toyota Etios tem todos os atributos racionais que eu busco em um carro. Porém, também procuro pagar por um veículo que me proporcione um bom tempero emocional, ou seja, que apresente um visual agradável aos meus olhos.
    Assim, em razão da falta de tempero, o Toyota Etios é um carro que eu dificilmente compraria.

    • Lucas Mendanha

      caracteristica dos carros da toyota: racionais demais, tempero de menos: sao muito neutros..

      • Domingos

        Aprendi a apreciar isso com o tempo. Falta à Toyota apenas saber continuar uma linha acertada nos detalhes e no geral.

        Por exemplo, como fazem os alemães. Se a Toyota tivesse seguido a receita do Corolla 2003, a evoluíndo, teria hoje um carro absolutamente matador – embora o atual não seja ruim.

        Mesma coisa acontece com Fit, Camry e muitos outros. Acertam legal num modelo, depois perdem a mão nas outras gerações. Com o Civic esse vem e vai é histórico.

        Do resto, o “tempero” mamãozão a gente aprende a dispensar com o tempo e ver como besteira. Linhas muito rebuscadas, invencionices, esquisitices, itens de curiosidade apenas etc. só servem para fazer do carro um negócio estanho com data de validade e muito problema pela frente.

        Os únicos que acertam num tempero diferente sem fazerem mamões são os franceses, mas nem sempre também.

        De resto, mete um bom motor e câmbio sem muita obsessão com economia ou “downsizing” (coisa mais enganatória que tem) e uma boa estrutura num formato de carro mesmo que tá excelente.

        Um V6 de Camry me faz ter até asco do painel rebuscado com tela multimídia destacada da Mercedes ou qualquer outra coisa que considerem “temperada”.

        • Lucas Mendanha

          Bom, vou contar minha experiencia..

          Em 2009 tinhamos em casa dois carros otimos do ponto de vista entusiasta: Vectra GLS 2.2 8v e Fiesta Mk4 1.0 (faltava apenas motor, mas é otimo de chão), ambos 98. Nisso, pai resolve trocar o Vectra em um Corolla XEi AT 0km.

          Apesar de toda euforia que causa um carro 0km, nas primeiras viagens ja percebemos a diferença gritante entre os dois sedans: espaço interno, elasticidade do motor (visto que meu pai é do tipo que não passa dos 4mil rpm, e xinga quando isso acontece..acha que ta acelerando demais) e a estabilidade: discordando da matéria do Bob, essa resposta que o carro nos dá, para nós meros “pilotos” de rua, ao volante nos transmite confiança, pois sentimos os limites do carro. No Corolla eu nao sinto isso. Já passei ao menos 3 situações em que tive que abusar do ABS e buscar o carro do acostamento pois achei que ia dar e nao deu.

          Alguns meses depois, o Vectra se foi, e fomos acostumando ao Corolla…não tinha nada a reclamar dele, tudo funcionava bem, afinal, eu andava o tempo todo no Fiesta 1.nada basicão, então era meu “benchmark”.

          Até que em janeiro desse ano comprei um Focus sedan, tbm 2009, tbm automatico, e lado a lado, deu pra perceber o quanto este é superior, no uso, no conforto e no desempenho: se assemelha bastante ao Vectra de anos passados, em todos os sentidos. Nisso, voltou a ficar evidente o quanto neutro é o desempenho do Corolla. Enquanto estamos acostumados, ok. Mas basta pegar um mais acertado que notamos claramente o quanto ele podia ser melhor, principalmente pelo preço cobrado frente à concorrencia.

          Atinge os anseios do publico alvo? com certeza! talvez o 2.4 americano fosse a combinação perfeita para o meu pai, pois tem mais torque em baixa. Para um perfil entusiasta, que gosta de sentir a máquina não é a melhor opção, definitivamente.

          E o Fiesta, continua com a gente..quem sabe nos proximos anos o endura não cede lugar a um bom zetec rocam 1.6 bem afinado…

  • P500

    Painel ridículo. Mesmo se fosse digital, o continuaria sendo. Tem coisas que não precisam ser modernas, basta ser igual e funcional.
    Com o preço desse, pego um irmão maior semi-usado que é muito melhor.

  • P500
    Já dirigiu um Renault Twingo? Foi lançado em 1992, portanto o “moderno” já soprou 23 velinhas. Agora, há quem prefira carro velho a zero-quilômetro, fazer o quê? É um direito.

    • Domingos

      Bob, mas o Twingo era digital, não?

      Aliás, era agradabilíssimo o interior todo do Twingo. Deveriam ter feito versões de motor um pouco mais potente e colocá-lo à venda e fabricação nacional antes mesmo do Clio.

      Faria sucesso e quem sabe estaria sendo vendido até hoje.

      • Domingos,
        Sim, digital. Era perfeito, e diretamente em frente do motorista havia uma fileira de luzes-testemunhas. Por isso recomendei ao presidente da Toyota, o americano Steve St. Angelo, passar para instrumentos digitais no Etios.

        • Fat Jack

          Bob, confesso não ver a menor vantagem num quadro de instrumentos centralizado para o motorista. E no caso do Etios ele acabou prejudicando a distribuição no centro do painel – como as saídas de ventilação.

          • Domingos

            Teoricamente se livra espaço com essa solução, mas conseguiram fazer saídas de ar estranhas também.

            No entanto, apesar da posição, isso não atrapalha. Os difusores são completamente móveis, de forma que você nem sente isso.

          • gpalms

            A vantagem é economia da montadora, pois com poucas adaptações no projeto pode vender em mercados de mão inglesa também.

          • Fat Jack

            Exato! E o consumidor que se acostume…, aí é que a coisa me incomoda…

        • Luiz_AG

          Japoneses nisso são iguais a alemães. Não admitem mudança. Já fui consultor em empresa alemã e o que mais ouvia dos alemães “para quê mudar se sempre funcionou assim”.
          Toda vez que entro em um corsa, gol ou um mercedes e vejo o botão de acionamento de farois lembro dessa cena cômica da minha vida.

          • CCN-1410

            Mais teimoso que alemão e japonês, é quem discute com eles, hehehe…

          • Domingos

            Bom, se fosse pelo botão dos faróis, bendito seja a teimosia alemã. O botão é muito melhor que o “negócio” que inventaram para acionar os faróis na chave de seta.

            De resto, realmente comentam dessa teimosa até na Fórmula 1, em que tanto Honda como Toyota foram acusadas de terem ido mal muitas vezes por essa insistência em algum caminho errado.

        • Domingos

          Ficaria muito bom, ainda mais se fizessem na configuração do primeiro C4 (que deixava luz passar por trás, de forma que os instrumentos sempre ficavam visíveis).

    • Luiz_AG

      Costumo usar carros por longos anos… Acho um absurdo carros trocados com 30 ou 40 mil km com a desculpa de “vai começar a dar manutenção”. Ué, antes dessa km não tem revisão?
      Carro hoje é feito para durar 15 anos segundo a manutenção programada sem dar problema algum. Motores duram mais de 200 mil km só com manutenção preventiva.
      Compro carro que eu quero, as vezes pagando um pouco mais, não me preocupo com a valorização da cor, pois em 10 anos não fará diferença 1000 reais a mais na venda, nem no número de portas.
      Nunca vi frotista trocando carro com 20 mil km, salvo concessionárias, que tem um benefício financeiro das fábricas muito grande para trocar a cada 6 meses.

    • Roberto Alvarenga

      O Twingo era um carrinho urbano muito bom. Lá pelo início dos anos 2000 (antes de conhecer minha atual esposa), tive um “rolo” com uma menina que tinha um verde água. Era impressionante a facilidade com que ela estacionava e manobrava. Além disso, o desempenho do motor 1,2 era excelente. E a ergonomia, perfeita. Fora que os bancos dianteiros deitavam completamente, formando uma verdadeira cama de casal… hehehe, para bom entendedor, pingo é letra.

  • CorsarioViajante

    Por enquanto, é uma decisão de marketing: o logotipo e cor da marlboro é tão forte que nem precisa estar escrito para você saber que é marlboro.
    Mas… Já é discutida uma nova regulação onde todos os maços serão iguais, brancos, com nome do fabricante com fonte e tamanho padronizado, com duas ou três faces destinadas à mensagens do governo.

    • CCN-1410

      Já que é para incentivar as pessoas a não consumir cigarros, acredito que o melhor seria maços de papel tipo embrulho e com classificação de qualidade como: A, B, C e D.
      Todos deveriam ter a mesma cor e o mesmo formato.
      Agora a incoerência: Certa autoescola de minha cidade fez campanha nesse final de semana para a prevenção do câncer. Sabe com que eles “limparam” a calçada que fica em frente ao estabelecimento? Com Roundup. – Aquele agrotóxico potentíssimo utilizado nas lavouras.

      Isso pode, Arnaldo?

      • CorsarioViajante

        Essa é a idéia a longo prazo. Descaracterizar completamente o produto e, portanto, destruir a CULTURA do fumante. E sabemos bem que tipo de gente gosta de destruir a cultura dos outros.

    • Domingos

      URSS 2015. Não fumo e odeio o cheiro, mas que encheção isso (para não falar o nome certo, começa com v).

      Ou proíbe-se o produto ou deixa-se vendê-lo normalmente.

    • RoadV8Runner

      Dá até medo de imaginar o que virá nessas duas ou três faces destinadas a mensagens do governo… Aliás, eu que não sou fumante, fico simplesmente indignado com as fotos ridículas e de extremo mau gosto que somos obrigados a ver aos borbotões em todo lugar que vende cigarro. E o que me deixa indignado é forçarem a barra em muitas dessas imagens, sendo a pior delas a que mostra um feto em meio a bitucas de cigarro. Alguém aí já viu tal aberração ao vivo, por conta dos fumantes?! Ora, façam-me o favor…
      Imagino quão desagradável seja para o fumante ver essas melecas cada vez que vai pegar um cigarro no maço. Conheci uma pessoa que colocava um papel em branco por sobre essas imagens indecentes, entre o maço e o plástico de proteção. Excelente idéia, com certeza faria o mesmo se fumasse.
      Desculpem-me todos por me prolongar neste assunto, mas certas coisas eu não aceito.

      • Domingos

        Ainda por cima, onde ficam essas imagens para quem apoia o aborto por exemplo? Não raro, vegetarianos (contradição das contradições).

        Se o produto é permitido, que tirem essas imbecilidades. Ou então proíbe de vez, mas se for pra permitir maconha no lugar que vendam muitos e muitos cigarros para todo sempre.

      • CorsarioViajante

        É muito idiota. A pessoa optou por fumar, faça o alerta que faz mal à saúde e pronto.

  • CorsarioViajante

    ACho isso papo de vendedor. Fiz um test-drive, e achei a dinâmica dele muito próxima dos demais do segmento.

    • Domingos

      Os recentes lançamentos são todos bons de dinâmica nessa categoria. Quando do lançamento do Etios, ele era bem destacado.

      Talvez daí que façam uma certa jogada. Porém você pode ter o comportamento de um Gol a um preço menor, ou ao menos sem ter que levar o motor 1,0 litro.

  • Fat Jack

    Eu lamento demais as comentadas qualidades dinâmicas do Etios serem ofuscadas por algumas economias baratas, como a ausência de regulagem de altura da ancoragem dos cintos, ausência de computador de bordo, o painel centralizado de difícil visualização (pra mim, definitivamente eles não nasceram pra estar lá e sim a frente do motorista, independente de serem analógicos ou digitais), falta de um melhor isolamento acústico e manutenção da relação idêntica para ambas motorizações, e por seu preço alto.
    Uma solução para o quadro de instrumentos, considerando a questão custos, poderia ser a utilização do utilizado no Corolla GLi (que é mais simples e deve produção em menor escala) e um pequeno retrabalho no painel para adequá-lo a posição tradicional, para os demais itens basta a Toyota oferecer o que os concorrentes já oferecem nesta faixa de preço (vários abaixo dele) ao invés de achar que seu “pedigree” convencerá um propenso comprador, ou continuar amargando médias de venda bastante aquém das possibilidades (eles juntos – sedan e hatch – perdem até pro Corolla em vendas!).
    Algo que (confesso) me causa estranheza é a potência dessa motorização, sendo a menor dentre as semelhantes no mercado (e a diferença é respeitável), se por cautela (como a Renault fez om os primeiros 1.6 8v), em busca de suavidade (?!?!) ou se somente pra dar-lhe maior disposição nos regimes de rotação mais baixa (pode ser, a potência de seu torque máximo não se parece com o de outros 16v).
    Apesar da estética controversa, hoje outros 2 fatores me afastam de um Etios: seu painel e seu preço.

  • Fat Jack

    Se ela tivesse perdido algumas horinhas, mesmo o Etios poderia ter melhores índices de vendas (basta lembrar que a própria Toyota em 2000 fez um facelift no Corolla que venderia aqui, por prever resistência dos compradores ao “cara de peixe”.

    • Fernando

      Essa geração do Corolla eu admiro, era totalmente sem graça para a maioria, exterior e interior sem nada de “novidade” mas para quem gosta de tanto carro quadrado isso não é problema…

      E um conjunto mecânico de fazer inveja a muito “jipe”.

      • Fat Jack

        Agora, imagina se a Toyota tivesse trazido a versão “original” sem alteração alguma? Não ia vender nada!

        • Fernando

          Pior era a versão SW, que além disso tinha lanternas na altura do vidro como na Marea Weekend que embora eu não ache feio, me lembro de quem via e comentara para mim não aprovava.

          • Fat Jack

            A da Marea Weekend eu até achava harmônico (do topo dela saiam as barras longitudinais no teto), mas a da SW realmente era crítico (na verdade eu a acho toda disforme)…

          • Fat Jack

            É “estranha” não é?

          • WSR

            As mais escuras não ficam tão estranhas. Eu gosto desta versão perua.

          • Domingos

            Tem muito das linhas dos key-car. Acho que a pensaram mais para o mercado japonês mesmo…

    • WSR

      Ah, o tal Corolla Monzinha, rs. Eu sempre preferi o desenho do japonês, bem mais original (ou autêntico).

      • Fat Jack

        Original sim, sem dúvida, mas de maneira geral, o público o abominava (e ainda abomina), sendo comum vê-los (ao contrário do “Monzinha”) em péssimo estado e dormindo ao relento.

        • WSR

          Pois é, não gosto de lembrar da transiçao entre os anos 90 e 2000, com aquele monte de carro com cara de Monza/Kadett/S10. Era uma monotonia terrível.

      • Domingos

        Na cor certa era legal pra caramba. O problema é que era completamente fora do perfil do carro e de compradores.

        Quase como tentar vender ao comprador de Corolla automático um Xsara VTS amarelo metálico.

        • WSR

          Existia um azul escuro perolizado que ficava lindo sob a luz amarelada do sol de fim de tarde. Só vi um assim até hoje. Acho que foi o único Corolla que realmente gostei de ver.

  • Fat Jack

    É mais um item que, juntamente com o indicador de temperatura, os fabricantes estão retirando. E basta andar nas ruas (de SP pelo menos), pra ver o que os painéis constantemente acessos estão trazendo como consequência: carros totalmente apagados, pois a maioria dos proprietários ainda tem como referência das luzes externas a iluminação do painel (com senhores e senhorinhas então, são 10 apagados em 10 trafegando).

    • Domingos

      O New Civic estreou essa moda de gente que esquece de acender os faróis por aqui.

      Deveria haver uma luz espia ao contrário, que diz que os faróis estão apagados nesses carros.

  • Ricardo

    É..acho que o maior pecado deste Toyotinha é o estranho painel. O design exterior também poderia melhorar, não chega a ser feio, mas tampouco é bem resolvido. A compra de um carro dificilmente é uma compra 100% racional, ela tem um componente emocional muito forte, então design é fundamental.

  • Luiz_AG

    O Etios está ótimo. É um ótimo carro. O problema é o patamar de preço. Hoje não existe carro ruim e o estilo pesa muito na hora de comprar um carro. Difícil pagar 51 mil nesse carro com o leques de opções pelo mesmo preço. Tem que gostar demais de Toyota.

    Apesar de reconhecê-los como bons, não gosto de toyota. Acho simplesmente sem sal para dirigir.

    Gosto da pegada dos franceses, a esportividade dos italianos ou da precisão dos alemães.

    • Domingos

      Está meio ao contrário aí. Sal o Etios tem bastante, porém ótimo não está.

      As versões iniciais têm bom preço… O carro não deveria passar de 40, 42 mil reais da forma como está.

  • Luiz_AG

    Talvez pelo armazenamento…

  • Cristina Ovejaneda Moretti

    Olhando lateralmente esse carro me lembra o March da Nissan, apenas lembra. Porem, acho o March mais carro tecnicamente, por um preço menor. Consumo, resposta do motor, velocidade máxima, etc…, o March 1.6 bate esse carro. A Toyota fez pouco e pede muito por isso….

  • Fernando

    Belo post, não seria diferente mesmo. E o trecho merece destaque: “Enquanto nós aqui pensamos num atleta corredor, o mercado pensa num peão de galochas.”

    O Etios é um carro muito parecido no geral com meu guerreiro Clio 1,6L. Muitas características me fazem olhar mais para as vantagens do que para o visual em si, como a robustez, boa razão de peso/potência, consumo melhor que alguns 1L, e embora não sejam expoentes, tem uma estabilidade muito boa e conforto, acho bem conciliados.

    Mas de fato não entendo o porque de quererem o painel de instrumentos centralizado, pelo menos para mim não tem nenhuma vantagem. Pela foto mesmo, dá para ver o reflexo das luzes na parte inferior, então o material dessa parte além disso reflete um tanto a luz, parece acontecer de forma inversa também: luz externa dificultar a leitura. É o tipo de coisa que não se nota em um test-drive, mas com o uso pode notar e incomodar, mas só vendo na situação.

  • Rocha Ivan

    Jamais compraria um carro com esse estilo de painel. Nem esse, nem outro. Horrível. Tem quem goste. Estou fora. Nem olho o resto.

  • Roberto Alvarenga

    Eu acho o Etios ótimo. A empresa em que trabalho tem 3 na frota, e são carros excelentes para a cidade, principalmente pelas qualidades do câmbio (engates fáceis), pela elasticidade do motor e pelo espaço (carregamos amostras de produtos para clientes, é importante ter uma cabine e um porta-malas grandes para isso). A suspensão tem um bom acerto também, é firme sem ser dura demais.

    O painel central causa uma certa estranheza inicial, mas, com o tempo, o motorista se acostuma. A posição de leitura, inclusive, pode ser melhor do que a de alguns modelos com banco do motorista mais alto (como o Doblò ou o Fox, em que o volante, a depender combinação da regulagem de altura dele próprio e do banco, pode obstruir a visão de parte do painel). O problema não está na posição do painel, mas na falta de instrumentos (computador de bordo, principalmente) e no tamanho das escalas e numerações. E esse marcador de combustível eletrônico é quase ilegível de tão pequeno. Concordo com o Bob, acho que se trocassem o painel por um digital, ao estilo dos Citroën, cairia muito bem. A iluminação também podia ser um pouco mais suave, à noite incomoda bastante e não dispõe de dimmer.

    Quanto ao design, é uma questão pessoal, mas não vejo nada de errado com o Etios. É um hatch comum, meio quadrado e alto. Parece que a Toyota privilegiou a utilidade sobre a estética, o que é válido – as formas da carroceria proporcionam um melhor aproveitamento do espaço interno, e isso é bom pra quem procura um carro espaçoso na faixa dos hatches “de entrada”. Além disso, a linha de cintura mais baixa (comparada com a de um HB20 ou de um Onix, por exemplo) propicia melhor visibilidade. A traseira lembra um pouco o Sandero da primeira geração, acho bonita. A frente é correta. Só não gosto muito das versões que têm acabamentos em cromado, acho excessivos (não só no Etios, mas em qualquer carro).

    Estou procurando um carro maior (família crescendo, bebê a caminho) consideraria tranqüilamente a possibilidade de comprar um Etios sedã.

  • Lucas Sant’Ana

    Uma pena as repetidoras de pisca terem ido para os retrovisores, ou seja, um item de segurança virou um item estético.

  • ccn1410, teoricamente pode. Afinal, hoje, com a soja transgênica, praticamente toda lavoura dela usa Roundup. E soja entra em quase todas as rações de animais. Desencana, porque se for se preocupar com todos os fatores cancerígenos a gente morre de inanição. Fora que não há nada mais cancerígeno do que o ódio, e já que quase todo brasileiro odeia político…

  • Jal Bal ja, um dos fatores que conquistam para o ímpeto da compra, ao menos para o autoentusiasta, é o carro ser bom de guiar, gostoso de guiar, e isso ele é. Passei uns 10 dias com ele e gostei mesmo de guiá-lo. Se ele fosse ruim de guiar eu nem me daria o trabalho de ficar escrevendo sobre o que acho que lhe falta. Quanto à feiura, não o acho feio nem bonito. Para carro de uso, não ligo muito pra isso. Já para um esportivo daqueles que a gente tem ciúmes, que é o nosso xodó, sim, deve ser uma bela máquina, belíssima!

  • Fat Jack

    Domingos, mas se livra espaço pra quê exatamente?
    Digo, qual aproveitamento possível daquela área em frente ao motorista?

    • Domingos

      Quando você comentou dos difusores de ar, o painel de instrumentos ali no meio teoricamente até livra mais espaço para eles e seu posicionamento.

      Isso que quis dizer.

      • Fat Jack

        Ok, é que eu fiquei imaginando como “área livre” aquela onde ficam os painéis “tradicionais”, que me parece virar “área morta” no caso dos painéis centrais…

  • Domingos

    Cê tá provocando o Bob né?

  • Domingos

    Exatamente. As bicicletas laranjas por exemplo. Pegaram uma cor que poucos usam e meio que “ficou da marca”.

  • Domingos

    Grade e faróis fazem isso. Lanternas também. Não sei de onde tiraram que essas partes “derretidas” ficariam legais…

    Acho que quiseram forçar linhas indianas no carro.

  • Domingos

    Provavelmente você não ganharia nada em consumo, perdendo boa parte do desempenho.

    No entanto, imagine o Etios sendo como é e ainda por cima vendido com motor 1,0. Eu não o teria comprado por melhor que fosse, aliás, não fosse a versão mais barata não o teria comprado de qualquer forma.

    Sem oferecer alguma vantagem bem palpável ao consumidor, carros como Etios, primeiro Logan etc. não conseguiriam vender.

  • Domingos

    A mulher faz conservas, bolos e receitas até do Zimbábue sempre acertando, porém…

  • Fat Jack

    Acredito que teria margem pra ganhar bem mais que isso, uns 20cv sem fazer força o colocariam no patamar dos Ford, e com essa potência e torque adicionais daria pra alongar a relação, trazendo economia, silêncio e durabilidade ao motor. Ah, e só lembrando, o 1.5 da JAC chega a 127cv …

    • Domingos

      O 1,4 do Yaris (basicamente esse motor com VVTi) tem 105 cavalos acho. O nosso 1,5 teria talvez 115 no máximo se fosse com Etanol.

      A proposta do 1,5 da JAC é bem diferente, sendo um motor bem de alta.

      • Fat Jack

        Verdade!

  • Roberto Alvarenga

    A elevada altura da carroceria lembra mesmo a do March.

  • Roberto Alvarenga

    Os primeiros Etios não tinham esse painel “black piano”, que tanto causa reflexos de luz (sei porque os Etios da frota da empresa em que trabalho são da primeira “safra”, e o painel é num plástico cinza fosco). Isso foi inserido depois de algum tempo, talvez para atender à demanda por “sofisticação” do consumidor brasileiro.

    Não gosto desses acabamentos, aparentam estar sempre sujos, com marcas de dedos. Meu notebook de trabalho tem esse acabamento na tampa e eu, neurótico por limpeza que sou, ando sempre com uma flanela para limpá-lo.

    • Fernando

      Legal Roberto, não sabia dessa diferença ser dos mais novos.

      O acabamento brilhante além de refletir tem essa de sujar fácil mesmo. Mas eu sofro com o contrário também: em meu notebook ou mesmo botões do carro, noto que com o tempo fica meio engordurado e brilhante onde encosta mais, e acaba ficando com uma aparência meio estranha(o touchpad mesmo parece não ter volta).

    • Domingos

      O painel reflete um pouco sim, especialmente de noite. Bem notado.

      Já me peguei várias vezes pensando que alguma luz espia acendeu, mas era apenas reflexo desse acabamento.

      Felizmente não suja muito, mas isso no meu caso deve ser por ser cuidadoso e pouca gente usar o carro.

      Penso que com o tempo aquilo possa ficar com arranhões.

    • CorsarioViajante

      Sofisticação para o brasileiro médio: cromados e black piano!

      • Roberto Alvarenga

        O que só gera, no painel de um carro, uma das coisas mais incômodas para quem dirige: reflexos do sol e das luzes. Vai entender.

  • agent008

    Ela já entrou antes na dança dos atrasados com o “fake” 207 (na verdade chamado na Europa de 206 plus / 206+)… E estão se preparando pra voltar a essa roda agora com 308/408 geração atual feitos na Argentina e só reestilizados. Enquanto a Europa tem o maravilhoso 308 novo (carro do ano por lá… é só ganhar prêmios lá que as fábricas não trazem pra cá. incrível! rs)

  • Nestor

    Olá, temos um Etios 1.3X (só tem hatch) aqui em casa, fez um ano agora em maio. Impecável o carro. Compramos para usar na cidade apenas, mas de tão bom, pegamos estradas em viagens pelos arredores. Econômico, ágil para a sua motorização, silencioso, suave, confiável e muito confortável. Pesquisamos muito antes de comprarmos. Pelo preço que paguei (R$ 37 mil um ano atrás) veio com ar condicionado, bancos de couro, alarme, travas/espelhos/vidros elétricos nas 4 portas mais o som original da Toyota, com bluetoth para celular e entrada USB. Pelo mesmo preço, compraria um HB20 1.0 pelado. O Nissan March não tem a mesma qualidade construtiva, foi a impressão que deixou. O up! é apertado e depenado comparado com o Etios. O único carro que talvez me fizesse repensar seria o novo Ka, que não havia sido lançado na época.

    Concordo que o painel não é a solução ideal, mas com o tempo, me acostumei bem e discordo que, após o costume, ele tire a atençao do trânsito. Opinião do dono e de usuário frequente, não de quem viu as fotos e achou feio.

    Se vocês olharem para os Corolla e Camry, nunca foram máquinas excitantes ou exuberantes. Tanto aqui como nos EUA, convencem pela funcionalidade, robustez, confiabilidade e também pelo excelente pós-venda.

    Outra vantagem do Etios que já foi motivo de reportagem aqui no AE: a área envidraçada, finalmente, grande! Se isto for voltar aos anos 1990, volto com prazer. O interior de um HB20 é para lá de claustrofóbico e o seu painel, embora bem mais bonito que o Etios, não achei ergonômico ou com boa visualização de instrumentos.

    De todo modo, empatar mais de R$ 40 mil hoje é uma decisão que tem também o seu caráter subjetivo. Por isto, deve agradar 100% a quem compra. Eu queria todas as qualidades que citei e estou plenamente satisfeito. Para quem deseja um visual com mais tempero, está coberto de razão em outra escolha, mas daí a chamar o Etios de porcaria, vai uma distância longa.

    Para finalizar, Bob, estava revendo umas 4 Rodas da década de 70 e suas vitórias nos Mavericks V8. Você tem muito para nos contar ainda, abra o baú para os amigos do AE!

    Abraços a todos!

  • André Castan

    Feio, mal acabado e caro. Precisa de mais algum argumento para não comprar? Sim, tenho um carro com o dobro de potência, muito mais pesado e ainda por cima é mais econômico.

    • Luiz Otávio Rujner Guimarães

      Bom dia André,

      Não seria tão pragmático. Ao meu ver ele fica bem aquém da concorrência, embora ostente a marca Toyota, penso que a fabricante subestimou e desrespeitou as exigências do consumidor brasileiro ao trazer o Etios, carro destinado ao mercado asiático, mais especificamente a Índia, no lugar do Yaris, destinado aos mercados europeu e americano, com o qual compartilha, se não me engano, apenas a mecânica. O fato é, a Toyota viu seu pequeno decepcionar nas vendas, apesar da força do nome, nunca foi e nunca será um sucesso se permanecer com esta aparência de carro dos anos oitenta, interior espartano e um painel de gosto, no mínimo, duvidoso.
      Vamos aguardar.

      Abraços.

      • André Castan

        Bom noite Luiz. Claro. A Toyota exagerou na dose. Trouxesse o Yaris e a conversa seria outra. Assim como a Renault poderia trazer o Twingo ou Clio, mas vai de Kwid. Puro risco.

        Abraço.

    • Cadu

      Você comparou o Toyotinha com seu carro.
      Bom, se ele tem o dobro da potência, não é concorrente do Etios. Se você achou o Etios caro, certamente seu carro é usado
      Portanto, que tipo de comparação é esta? Um usado de categoria superior com um 0-km? Bebeste?

    • Domingos

      Tinha 50% a mais de cavalos no Corolla e bebia um bom tanto a menos. O VVTi faz falta.

  • Antônio do Sul

    Exatamente. Também sou contra usar carro como chamariz. Se for para atrair mulher interesseira, é melhor ir em algum inferninho e pagar por isso. Pelo menos, haverá transparência.

    • Domingos

      Não que não gostaria que o Etios fosse bonito, mas uma coisa que se aprende com o tempo é que comprar qualquer coisa para agradar mulher é burrice.

      Se você aparecer com, sei lá, um Corolla 2003 em estado razoável e depois com um Gol 1,6 novo, versão bem equipada, uns 90% vai achar que no primeiro caso você é rico e que no segundo é um “coitado que anda de carro 1,0” (sério mesmo, façam esse teste, para uns 90% das mulheres carro pequeno é tudo 1,0).

      E não interessa muito se o carro mais velho custa metade do novo ou se está cheio de gambiarras. Estando “bonitinho” é o que interessa, afinal o que vale aí é a chama imagem social.

      Do mesmo motivo você também pode esperar ser descartado quando não der mais a tal imagem e também começa se tornar um lixo de gente, pois pouco importa educação ou hombridade. Importa só a porcaria da imagem social, na qual as mulheres parecem viciadas.

      Por isso é bom mesmo não deixar muito à vista o que você tem ou deixa de ter, pois ao menos assim há algum esforço por parte delas em te perceber e o querer por algo menos fútil.

      Ao menos se gostassem mesmo de mecânica e do assunto, daria prazer em comprar um carro que as agradasse.

      • Antônio do Sul

        Sobre essa bobagem de “imagem social”, há onze anos, eu tive a minha experiência: nessa época, em um acidente, por culpa da motorista de um outro carro, perdemos o nosso Escort Zetec, igual ao que você teve, de 1997. Logo após receber a indenização do seguro, o plano era acrescentar uma diferença e comprar um carro mais novo (no caso, Focus sedã MK1 seminovo). Então, num daqueles momentos em que se joga conversa fora com os amigos, uma de minhas amigas me disse que, “pelo menos, conseguiríamos andar em um carro mais ajeitadinho”. Por mim, aquele carro, que estava conservadíssimo, estaria na família até hoje. Não gerava nenhum status, mas dirigi-lo era uma fonte de prazer.

        • Domingos

          Passei exatamente a mesma situação. Usava todo dia, na maior alegria, esse Escort 97 para ir à escola.

          Todo mundo enchia com isso. Os homens achavam meio feio, talvez pela cor prata perolizado junto com o pára-choque, mas em geral gostavam do carro por saberem que era bom.

          As mulheres achavam o fim do mundo, mesmo sendo um carro comprado zero-km e em estado bastante bom. Curioso é que os homens mais bestas, que ninguém gostava, achavam o mesmo…

          Já quando eventualmente ia de Focus sedã, esse MK1 também, para os homens não mudava muito (e não mudava mesmo, o valor quando zero era quase o mesmo e o carro era um o sucessor do outro) mas já para as mulheres…

          Era como se você ficasse mais bonito e mais rico várias vezes no mesmo instante.

          Curioso mais ainda é que na época que tinha o Escort tinha também o Focus, que ficava quase sempre guardado sem uso. Quando passei a ir com o Focus, estava com um carro só e o usava para tudo…

  • Rafael Sumiya Tavares

    AK,
    Todos os pontos que você frisou a necessidade de melhorias foram os que me fizeram comprar o March sem arrependimento. Fugi do Etios pela visibilidade ruim e luz forte dos instrumentos, falta do computador de bordo e o motor, que é bom, mas perde pro 1.6 HR16DE da Nissan. O Etios merece as devidas melhorias pra despontar no mercado, a Toyota já tem o alicerce!

  • Domingos

    O tenho há pouco mais de 6 meses e ainda não acostumei com o painel, porém pode ser efeito de morar em São Paulo e ter que consultar instrumentos uma vez cada 2 minutos.

    Sobre Corolla e Camry: hoje eu discordo de quem os acha meramente funcionais. Após longos períodos com um Corolla (aliás, dois), o acho um carro muito bem feitinho que se propõe a ser um carro mesmo.

    Acho que Corolla e também o Camry mais recente (um BAITA carro, o compraria no lugar de qualquer BMW ou Mercedes mesmo mais caras) são carros com pouco “fator mamão” e bastante “fator carro”.

    Sem muitos enfeitinhos, modinhas, uma parte mecânica bem feita e objetiva com quase tudo que há de melhor.

    Infelizmente o último Corolla para mim regrediu um pouco nesse ponto, tendo no desenho e em certas soluções mecânicas virado um pouco mamão.

  • Luiz_AG

    Qual problema que você tem com acionamento na seta? Nunca tive problema algum. Mas confesso que não acho nenhuma vantaqgem acionamento na seta, apenas ter um botão a menos no painel.

    • Domingos

      Nunca tive, porém é uma solução claramente pior que a do botão.

      Existem carros, no entanto, que com o tempo folgam os comandos na chave de seta e dá bastante problema sério (seta não ligar ou desligar, faróis idem etc.).

      O botão é uma solução mais de gente.

  • Luiz_AG

    Lembro ter andado em um Subaru Legacy e te digo que foi uma das maores decepções da minha vida. Tudo era tão prático e essencial para funcionar que me senti operando algum instrumento ortopédico.

    • Domingos

      Qual o ano dele? E o motor?

      O Impreza era melhor no quesito diversão, pelo melhor tamanho e peso, mas o Legacy é muito legal dependendo da versão.

      Um automático 2.0 dos mais antigos é meio chato mesmo. Os 2.5 eram melhores, além dos 6 cilindros serem fantásticos.

      Porém é um carro equilibradíssimo em todas as reações. De uma acelerada a fundo a uma curva ou frenagem, parece que nada afeta o carro.

      Isso pode dar uma impressão errada de ser sem sal também.

      • $2354837

        1995 2.0 Manual. Totalmente sem torque, decepcionante. Posição de dirigir ridícula. Otimo carro para levar a criançada na escola. E só. Esperava mais do carro.
        E não era culpa do câmbio não, tive uma Escort SW GLX 1.8 com o cambio loooongoooo e adorava. O maior barato era mostrar ela fazendo 20 km/l na estrada no computador de bordo. Meu atual Peugeot 207 1.4 também tem o câmbio longo e adoro.

        • Domingos

          Era aqueles 4×2? Ou ainda era dos Legacy da primeira geração, os quadrados?

          Esses são carros bem antigos, quase da década de 80. Não tinha muito sedã desse tamanho realmente divertido na época. Se forem os da segunda geração, porém com tração 4×2, não existe muita graça neles mesmo.

          O desempenho também não era muito bom. Esse motor ficava melhor no Impreza, sendo os 2,5 os melhores Legacies da época.

  • Domingos

    Por dentro era MUITO bem acabada e bem agradável, ao menos a japonesa (essa da grade cromada).

  • Domingos

    Não tem defensor da maconha que não seja moleque… Inclusive tinham alguns figurões da política de cabelo branco e tudo que morreram sendo moleques.

  • Domingos

    Sim, inclusive acabaram de renovar por mais alguns anos esse patrocínio com a Ferrari.

  • Domingos

    Isso mesmo, parece que o carro fica sem ser coberto completamente pelo som!

  • Luiz Octávio
    Pura manifestação de preconceito sua, me desculpe. Que tem gosta muito e isso é o que importa no fim das contas. Como digo sempre, ninguém compra automóvel sob ameaça de arma de fogo.

    • Luiz Otávio Rujner Guimarães

      Boa tarde Bob,

      Concordo.
      Esclarecendo. Quando me referi ao mercado asiático, e especificamente a Índia, foi em função de que eles tinham um modelo mais “charmoso e atual”, e lançaram mão do Etios para nos ofertar um produto que, ao meu entender, teria um custo de produção inferior ao do Yaris, Apesar da sua réplica não ter insinuado nada neste sentido Bob, reitero que em momento algum critiquei as qualidades mecânicas ou afirmei que se trate de um produto ruim. Sem dúvida, gosto não se discute. Se comprou e está satisfeito, ótimo. Contudo, não é preciso ser um “autoentusiasta”, para comprovar que as características que salientei no comentário acima comprometem a competitividade deste modelo, basta observarmos o volume de vendas dele frente aos concorrentes diretos para respondermos a pergunta.

      A Toyota pode, se quiser, melhorar muito seu produto.
      Vamos aguardar.

      Abraços.

    • André Castan

      Sim Bob, quem tem pode gostar, isso não se discute. O que se discute é que há opções muito melhores na concorrência. Para mim sem a menor sombra de dúvidas o Etios está entre os piores da categoria. É feio (subjetivo), mal acabado (fato), caro (fato), bebe mais que a concorrência (fato). Para mim já basta.

    • Lucas Mendanha

      Desde pequeno, aqui em Minas, eu sempre “vi e ouvi” preconceitos sobre o Fiat Uno Mille. Era carro feio, barato, fraco, entre outros pejorativos. Sempre teve vários pontos positivos? sim. Mas não era um carro desejavel. Era tipo Pepsi: Na falta da Coca, pode ser Pepsi…

      Tudo mudou com o Mille Fire, e foi potencializado com a versão Way. Agora o Mille andava bastante, era supereconomico e aguentava o tranco muito bem, além de ser bastante funcional e de manutenção fácil e barata. Vi pessoas que jamais comprariam um Uno anteriormente, tirando carros 0km. Meu avô, tios, primos, amigos. A beleza dele agora era o que menos importava. Ele tinha valor e preço: valia a pena levar ele, pois na faixa de preço ele era imbativel. Não havia concorrentes próximos em preço oferecendo algo a mais que ele.

      Lendo os comentários, percebi que sim, o Etios tem um valor legal e quem sabe podia pegar essa fama do Mille pra ele. O que mata é o preço, que o coloca na mesma faixa de concorrentes que tem muito mais a oferecer no fator emocional. Para quem não é cliente anterior, (como já percebi com varios donos de Etios) só o nome Toyota não é suficiente para vendê-lo.

      Uma sugestão para a Toyota seria adequar o line-up, mantendo o Etios com as versões mais enxutas, e encaixar a familia Yaris, hatch e sedan, nessa mesma faixa que hoje se enquadra o Fiesta, Fit/City, Punto/Linea até encostar no Corolla.

      De quebra, libera ela de oferecer uma versão bem pelada do Corolla, como tem feito, para mantê-lo abaixo dos 70k, a fim de enquadra-lo nas compras especiais.

      Ps: preconceito sempre existiu, infelizmente.. Não fosse isso, ainda teriamos peruas (carro de mãe), o fusca com teto-solar tinha dado certo (cornowagen), a caravan não seria carro de funeraria ou ambulancia, e por ai vai…

  • Cadu

    Alguém tem informações da origem desses motores do Etios? Li em algum lugar que eram originados de um projeto da década de 80, bem antigos…

    • Domingos

      Acho que na década de 80 a Toyota nem tinha motor com bloco de alumínio.

  • Eduardo Zanetti

    Como sempre, bom texto.

    O erro de paralaxe está referido aos instrumentos digitais, vejam lá.

  • Eduardo Zanetti,
    Como está construída, a frase não deixa dúvida. Mas obrigado por se preocupar.

  • Cadu
    A família de motores NR é de 2008.

  • Junior

    Luis, concordo totalmente com o seu comentário. A Toyota errou feio subestimando o mercado brasileiro. Basta ver a resposta das vendas. Acho que se a Toyota tivesse lançado esse carro uns anos antes talvez até tivesse mais sucesso, mas como demorou acabou lançando junto com o HB20 e ai a surra foi grande.

  • Domingos

    Ela trouxe, mas ficou aqui só 1 ou 2 anos.

  • Guillermo

    “Bob lhes deu uma idéia, excelente a meu ver, que resolveria o problema: que os instrumentos fiquem onde estão, já que seria oneroso mudar o painel inteiro, mas que ao menos os troquem por digitais”

    [url=http://postimg.org/image/9t6xke0rd/full/][img]http://s20.postimg.org/peo94ccpp/Toyota_Etios_Instrumental_GM.jpg[/img][/url]
    [url=http://postimage.org/index.php?lang=spanish]subir fotos a internet[/url]

    • Fat Jack

      Fiz uma viagem de “bate e volta” de São Paulo a Peruíbe entre sexta-feira e sábado e propositadamente utilizei somente o GPS para verificação da velocidade (posicionado ao centro do painel)… é péssimo!
      Acredito que haja quem realmente se acostume com o posicionamento central do painel de instrumentos, definitivamente não sou um deles, e não teria (a não ser por pura falta de opção ou uma condição extremamente vantajosa em termos de custos, aí o painel iria para a categoria de “defeitos aceitáveis…)

  • André Castan
    Você não é obrigado a gostar de carro algum, todos são livres para escolher, ora. Mas que existe esse preconceito de ter sido feito para o mercado indiano, sem nenhuma dúvida. Não existe o carro perfeito e todos os carros, sem exceção, têm suas qualidades.

    • Domingos

      Bob, infelizmente o carro é adequado ao mercado que vai ser direcionado.

      Faz parte da realidade da coisa, preconceitos ou necessidades à parte. O mercado indiano simplesmente deve ter poucas exigências em certos quesitos, já que é um país com grandes precariedades que nem mesmo aqui no Brasil estamos acostumados a ver.

      Pense que miséria aqui é algo teórico quase, reservado talvez a pequenos vilarejos no nordeste. Lá existem regiões com milhões de pessoas em pobreza quase africana (aliás, é curioso como mesmo existindo muito mais pobreza nessa parte da ásia que na áfrica, ninguém pede ou manda doação para lá…).

      Nesse sentido automobilístico, lá também são normais a vendagem de carros com mais de 20 anos de projeto e até aquelas imitações de carro com motor de moto.

      O Etios foi mirado bem nessas necessidades e na realidade da Índia e bem provável que tenha certas economias se baseando no tal do “nem vão notar”.

      O brasileiro as nota, por termos condições e formação melhor nesse quesito. Nossa cultura automotiva é muito mais desenvolvida que a deles.

      Mesmo lá o carro não foi o sucesso que a Toyota esperava…

      Se eu já tinha ressalvas com os “carros para terceiro mundo”, hoje tenho ainda mais. Não é questão de preconceito e sim de fato. Alguma coisa é simplificada para ser carro de terceiro mundo.

      Isso pode ser bom, como pode ser exagerado e ajudar apenas no lado do fabricante.

      Pessoalmente acho que existem tantas soluções e modelos hoje disponíveis e que pagamos tão bem pelos carros que pouco se justifica a existência desses modelos a não ser ganhar ainda mais dinheiro.

      Existem exceções, porém geralmente atendem a um mercado que pouco existe fora de países como os nossos.

      Exemplos: Duster, que acabou sendo bem aceita na Europa também. Sandero, que oferece espaço total de um bom carro médio a preço e tamanho de compacto. Cobalt, que faz o mesmo com um formato sedan. Logan também pode ser considerado.

      Todos os outros são redundantes e pouco trazem em vantagem ao consumidor, mesmo em termos de preços de peças. Por 45 a 50 mil, preço dos Etios mais completos, o Yaris seria muito rentável à Toyota e muito melhor ao consumidor…

  • Fernando

    Também acho, aliás a Marea Weekend era bem interessante.

    Essa Corolla, me lembro que quando um primo queria comprar uma perua completa, importada e automática, com alguns anos de uso e então já em um preço de banana, com alguns anos de uso(uns 5) haviam de opções essa Corolla 98, a versão mais antiga do Corolla anterior, e a Hyundai Elantra SW:
    http://globalcarslist.com/data_images/gallery/02/hyundai-elantra-20-gls/hyundai-elantra-20-gls-02.jpg

    Acabou ficando com uma Corolla SW 1995, e entre elas era um pouco mais harmônica, e mecanicamente exemplar.

    • Fat Jack

      Para mim em ambos os casos o volume extra da perua em relação ao sedã que a originou ficou com cara de adaptado, ainda que a Hyundai pareça ter tentado (para mim sem grande sucesso) uma harmonização das linhas.

  • Roberto Neves

    Deixei de comprar um Etios sedan, que estava na minha mira, depois de ler as análises dos Ae, por causa do infeliz painel.

  • Roberto Neves

    O painel fornece ao motorista muitas outras informações, como pressão do óleo, rotaçāo do motor, faróis, temperatura etc. Ė fundamental que sua legibilidade seja ótima.

    • Fat Jack

      Concordo plenamente, não é o proprietário que tem que ficar tentando se adaptar “procurando” as informações no painel, a coisa tem de ser intuitiva. É como eu mencionei, para o consumidor não há vantagem alguma no painel centralizado, a vantagem é a economia de custo para a fabricante.

      • Eduardo Alvim

        Engraçado que fui proprietário de um C4 hatch por 110.000 km e sinto uma falta tremenda do painel central, bem como cubo de volante fixo. Acredito serem ergonomicamente perfeitos. Legibilidade total das informações, tudo na mão… Uma tremenda máquina. Hoje estou com um City, que considero um downgrade.

  • Leonardo Silva da Rosa

    Dois turnos com hora extra. Ampliação da linha a caminho. Não diria que decepcionou nas vendas!
    O painel é realmente feio, mas o carro é bem montado, anda mais ou menos como a concorrência, tem mecânica robusta e faz todo proprietário feliz.
    Quantos outros compactos merecem tais adjetivos?

  • Lucas

    Comprei um Etios XS 1,5 hatch há um ano e meio por 41000 e hoje ja está com 52000kms
    Na epoca da compra queria um carro seguro (pelo 4estrelas NCAP), barato de manter, economico e que nao fosse 1.0

    As 3 opcoes ficaram entre 208, Etios, hb20…acabei optando pelo etios por nao confiar na peugeot e achar o 1,5 fraco, e o HB pela negociacao na hora da compra (queria 24x sem juros)

    Hoje vendo as medias de consumo que tenho conseguido em estrada 17 km/l e cidade 13km/l vejo que fiz a escolha correta, as revisoes programadas na hyundai e toyota tem valor semelhante mas o consumo do hb nao é tao bom.

    Pretendo usar o veiculo ate uns 200 000 e me sinto mais confiante na toyota.

    Me incomoda o painel central e a imprecisao do marcador de combustível, bem como falta de aviso de farois acesos (fiquei sem bateria 1x)
    Gosto do desempenho (parece ter mais que 92cv) e dirigibilidade bem como atendimento na CCS

    Abs

    Lucas

  • Jordão

    Tenho dois Etios Sedan um 2013 tirado logo no lançamento que já está com 42.000 km e outro 2015 com 4.000 km. Carros perfeitos. A relação custo-benefício ideal, oferece todo o conforto que necessito para trabalhar, com segurança, economia e baixo custo de manutenção. Qualquer peça de reposição é entregue em 48 horas pela Toyota, motor de alumínio, escapamentos de aço inox, velas de Iridium, acho que para um carro popular e pelo preço é bem servido.

  • Luc Di Manchi

    Eu tinha um Sentra 2011. Andei com ele dois anos. Vendi. Vi um Onix 1,4 e Etios Cross 1,5. Andei com o Onix, mais bonito. Depois com o Etios Cross. Decidi, ainda bem, pelo Etios. Não tenho o que falar. Acelero sem só e ele responde bem, o câmbio troca macio e a embreagem é leve. Quanto ao velocímetro no meio, tinha esse preconceito, mas acostumei em dois dias. Percebi o quanto gastava com seguro, gasolina, manutenção nos 2-litros. Estou contente com o Etios.

  • Jônatas

    Já comprei 3 Etios (2014, 2015 e 2016). Carro imbatível da categoria em espaço, consumo (18 km/l – estrada a 110 km), torque, dirigibilidade e seguro. O erro da Toyota: não tem protetor de cárter. Eu fui vítima de uma pedra. E hoje brigo com a montadora para reaver meu dinheiro (orçamento de R$ 2.200,00). Obs.: o carro é zero, adquirido em maio deste ano!

    • Jônatas, esse valor foi só para trocar o cárter ou aconteceu mais alguma coisa?