TESTE DE 30 DIAS: VOLKSWAGEN JETTA HIGHLINE 2,0 TSI (PARTE 4 / COM VÍDEO)

Roberto Agresti

 

TESTE DE 30 DIAS
VOLKSWAGEN JETTA HIGHLINE 2,0 TSI
23 DIAS

 

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Esta semana que precede nossa despedida do Volkswagen Jetta Highline 2,0 TSI foi intensa, e já avisamos, será triste dizer adeus à ele. A razão é óbvia: quanto mais rodamos com o sedã made in Mexico, mais percebemos os “OLÉ” que ele dá nas mais diversas utilizações a que o submetemos, trabalhando com desenvoltura e prazer.

 

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Nestes dias conseguimos praticamente duplicar a quilometragem no hodômetro realizando duas viagens, a primeira delas nossa clássica visita ao litoral norte com carro cheio e porta-malas idem, a outra mais curta, com carro vazio, rumo àquela que é uma espécie de pista de testes do Ae, o tortuoso trecho de asfalto conhecido como Estrada dos Romeiros onde encontramos nosso parceiro Paulo Keller para fazer o vídeo que acompanha este relato.

 

Frenagem do Jetta: ABS bem ajustado e discos ventilados

Frenagem do Jetta: freios potentes e ABS bem calibrado

Nas curvinhas apertadas da estradinha o Jetta nos divertiu, e como. Se na semana passada, no traçado do Velo Città, as limitações de um carro “de rua” usado em pista ficaram evidentes, na Estrada dos Romeiros ele transpirou a esportividade que a Volkswagen usa na propaganda. Afundar o pé nas saídas de curva emociona verdadeiramente e a sensação ao volante é de um carro “na mão”. Ele não rola quase nada e a direção permite apontá-lo para onde se quer de modo preciso. A frenagem é potente e a intervenção do ABS só ocorre se houver algum exagero por parte de quem guia ou se o piso não oferecer aderência normal.

Mas, a quem interessa essa análise de um uso extremo do Jetta? Aos bem poucos que valorizam dotes esportivos e assim, considerando exaurido o julgamento sob esta ótica — não sem antes exaltar, mais uma vez, o ótimo funcionamento do câmbio DSG de seis marchas que raramente exige alguma ação nas borboletas ou alavanca – vamos passar ao mais prosaico mas necessário relato da viagem de fim de semana com a família.

 

O Jetta oferece um compartimento de bagagem profundo.

O Jetta oferece um compartimento de bagagem profundo

Como sempre, a receita de quatro adultos e porta-malas cheio, como sempre o destino no litoral paulista e, como sempre, uma tocada bem pacata na ida, descendo a serra, e mais apressadinha na volta, subindo. Como já afirmamos, tal roteiro é um velho conhecido de quase quarenta anos e, portanto, oferece os parâmetros preciosos para avaliar um carro e compará-lo a outros.

Destaque do Jetta nessa viagem? Fácil: o conforto associado ao motor exuberante, a enorme tranqüilidade de ter sob o pé direito um vigor incomum que, em parceria com um câmbio robotizado perfeito, oferece prazer e segurança.

 

Modo “auto” do interruptor de luzes ajuda em condições adversas

Com o ar-condicionado bi-zona registrado em 21 ºC e o termômetro do ar externo situado no retângulo central do painel de instrumento mostrando temperaturas entre 21 e 17 ºC encaramos uma viagem de 200 quilômetros com um pouco de tudo em termos de clima. Choveu forte, garoou, fez sol e, no final, veio a noite. Ao motorista restou o prazer de controlar os muitos automatismos. Os faróis que se acendem assim que escurece, o limpador de pára-brisa que prontamente detecta os pingos, o controlador automático de velocidade… quanto conforto!

E na hora de parar o carro, sensores na dianteira e traseira acompanhados de sinais sonoros e imagem na tela do meio do painel. Estacionou? Basta bater as portas e, mantendo um dedo encostado na maçaneta, vidros e teto solar se fecham, portas travam e o alarme é inserido. Tudo fácil, rápido, simples.

 

Automatismos não faltam. Acima o controlador de velocidade.

Automatismos. como controlador de velocidade (em primeiro plano) não faltam

Aos passageiros foi pedido um parecer sobre a vida a bordo nas três horas de viagem. Um deles, de 1,9 m de altura, viajou confortavelmente atrás de quem dirigia, que tem pouco mais de 1,8 m. As senhoras preferiram elogiar o couro creme do revestimento e os bons espaços nas laterais de porta.

Na chegada ao litoral, um trecho de estrada de calçamento precário seguida por algumas centenas de metros de terra confirmou o que já havíamos percebido nas lombadas e valetas paulistanas: o Jetta é alto, não toca o solo nem mesmo com carga máxima. Apenas a ponteira dupla de escape por vezes raspa levemente no chão em entrada de garagens muito pronunciadas. Outro ponto positivo da viagem foi verificar a excelência da iluminação oferecida pelos faróis bixenônio que, ao contrário dos do Renault Fluence, jamais exigiram o uso do facho alto.

 

Porta-objetos nas poprtas de bom tamanho agradam passageiros

Porta-objetos nas portas de bom tamanho agradam passageiros

O uso praiano do Jetta pediu cuidados uma vez que o tempo chuvoso e os oito pés dos ocupantes poderiam causar um desastre no belo carpete creme. O lado ruim do interior claro é esse, mas uma simples caixa de papelão resultou em quatro pedaços de providenciais “tapetinhos”, e nenhum vestígio de lama ofendeu a beleza da forração interna.

E já que estamos falando de sujeira, ponto também para essa cor azul Silk, que diferentemente de tons muito escuros ou muito claros, tem o dom de disfarçar a sujeira. Outro aspecto explorado pela vida na praia foi verificar na prática a utilidade da abertura no encosto do banco traseiro, que serviu para acomodar o remo de uma prancha de stand-up de modo excelente (na Europa muitos carros têm esse recurso para transportar esquis de neve).

 

Utilidade da abertura no encosto do assento traseiro comprovada

Utilidade da abertura no encosto do assento traseiro comprovada

E com relação ao consumo, o que “disse” o computador de bordo na chegada? Ótimos 12,8 km/l, marca idêntica à obtida com o Renault Fluence para trajeto igual. Já na volta, serra acima, explorar o acelerador e as trocas manuais no câmbio rendeu uma marca de 9,3 km/l em ritmo de viagem bem mais apressado, marcas que consideramos plenamente adequadas. Outro aspecto muito positivo vem da honestidade das informações do computador de bordo: a comparação entre o dado de consumo mostrado no painel e aquele obtido pela conta na ponta do lápis vem mostrando, desde o início da avaliação, diferenças desprezíveis.

Ótimo ter verificado, também, que a indicação de autonomia não te abandona: na chegada a SP a luz alerta acompanhada de sinal sonoro indicando o baixo nível de combustível nos avisou que era o caso de visitar um posto. Observamos então que a autonomia restante mostrava 40 km. Rodamos 38 antes de chegar à bomba que colocou 54,4 litros em um tanque cuja capacidade é de 55 litros… Precisão germânica!

 

Indicacão do registro para o controle de pressnao dos pneus é útil, mas houve um mau funcionamento

Indicação do registro para o controle de pressão dos pneus é útil, mas houve um mau funcionamento

Todavia, uma outra indicação se mostrou menos precisa, pois um alerta de pressão de pneus incorreta surgiu no painel e a verificação mostrou que esta sinalização não era fiel, pois todos eles estavam com a pressão adequada. O que houve? Não temos idéia. Necessário dizer que no Jetta este dispositivo que controla a pressão demanda ajuste através de um botão situado no porta-luvas. Basta pressioná-lo por dois segundos para o registro da medida. Desde o início da avaliação realizamos este procedimento duas vezes.

 

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E agora, o que falta fazer com o Jetta? Rodar seus derradeiros dias do teste em cidade é o plano, e no programa também está a tradicional visita à oficina, para observar as entranhas deste Volkswagen. Na sexta que vem, o relato de encerramento. Até lá.

 

 

VOLKSWAGEN JETTA HIGHLINE 2,0 TSI

DIAS: 23
DISTÂNCIA TOTAL: 1.778,8 km
DISTÂNCIA NA CIDADE: 951,8 km (53,5%)
DISTÂNCIA NA ESTRADA: 827,0 km (46,5%)
TEMPO AO VOLANTE: 56h27min
VELOCIDADE MÉDIA: 31,5 km/h
CONSUMO MÉDIO: 8,5 km/l
MELHOR MÉDIA: 13,6 km/l
PIOR MÉDIA: 3,8 km/l

RA



  • Leandro

    A cada nova postagem sobre o teste com o jetta fico muito animado com os resultados. Realmente parece um excelente carro.
    Parabéns pela matéria.

  • vdisco

    Belo teste. Parabéns!

  • Davi Reis

    Não temo em dizer que é um dos melhores, se não o melhor, sedã médio vendido no país atualmente. O relato comprova a versatilidade imensa, um bom carro de desempenho esportivo, e também um ótimo veículo familiar. O melhor de dois mundos.

    • Guilherme Keimi Goto

      Só porque é rápido não quer dizer que é esportivo. O relato de das outras partes fala que o TSI é bem subesterçante, longe de ser característica de carro esporte.

      • Davi Reis

        Leia novamente, eu disse desempenho, não comportamento. Ainda assim, a resposta abaixo do Bob joga uma luz na questão do subesterço.

        • Guilherme Keimi Goto

          Davi, li e acho que você não considera que a capacidade de fazer curva faça parte do desempenho. Tudo bem, tua cabeça, tuas regras.

          • Domingos

            O Jetta faz bem curva. Mesmo o 2.0 com eixo de torção. Dizem que o TSI com os recursos de bloqueio do diferencial pelos freios e outros similares ativados, é muito bom mesmo.

      • Domingos

        A questão de ser subesterçante é bem mito, como o Bob disse.

        Todo F-1 desde o final dos anos 80, na era do “downforce”, é subesterçante. Hoje então, os carros só soltam a traseira por erro do piloto ou algum problema.

        Aliás, traseira viva é bom exclusivamente em curvas travadas e ainda assim tem que ser controlado – muitos carros emulam isso hoje, tendo recursos ou geometria que provocam um contorno da traseira em situações de necessidade e a deixando absolutamente travada nas curvas normais.

        É muito mito mesmo que carro esportivo ou bom de curva/comportamento seja traseiro. E não ajuda em virar tempo também.

        Uma série de carros ruins ou medíocres em curva traseiram sem propósito. Não é nada legal, especialmente quando acontece em maiores velocidades ou curvas de alta.

        • Guilherme Keimi Goto

          Eu não sei quem inventou que carro sub. anda mais que sobre., mas ao mesmo tempo nunca vi ninguém ver seu carro sub. saindo de frente dando mais acelerador para salvar sua pele.
          E os F1 só são sub em alta onde a pressão na traseira fornece mais grip nesse eixo. Em baixa com motor central-traseiro e menor câmber na traseira é uma aposta alta achar que ele é sub.

          Mas vamos deixar esse racionalismo de lado, vamos ser emocionais e concordar que carro esporte é para dar prazer e até hoje eu não vi alguém que prefira seu carro saindo de frente do que de traseira.

          • Domingos

            No caso dos F-1, você tocou num ponto importante. Até a aerodinâmica começar a funcionar eles são chamados carros “traction-limited”.

            É muita potência para pouco peso e suspensões/pneus não tão avançados quanto poderiam há um bom tempo.

            Por isso mesmo é padrão já há alguns anos cortar o funcionamento de parte dos cilindros nas saídas de curva mais fechadas, de velocidade mais baixa.

            Hoje alguns dos motores (sabe-se que Honda, Ferrari e Renault com certeza) trabalham com apenas 3 cilindros justamente para evitar qualquer traseirada – que desgasta pneu e faz o carro perder muito tempo, até pela própria aerodinâmica (esta não funciona com o carro andando de lado).

            O subesterço e sua correção são coisas bem diversificadas hoje. Alguns carros não exigem mais tirar o pé do acelerador e, sabendo tocar, esses mesmos carros APRECIAM você acelerar bem durante a saída de curva – desde que já não esteja bem acima do limite, claro.

            Existem ainda os subesterçantes que ao encontrar uma frente escorregando muito começam a fazer o contorno com a traseira, permitindo boa dose de diversão (embora nada de rapidez) e segurança assim. Também não é preciso tirar o pé nesses casos e sequer desfazer o esterçamento.

            Outra coisa de tempo é que a trajetória certa é sempre a mais rápida e portanto quanto menos escorregadas melhor.

            A escorregada de traseira sempre “quebra” o ritmo do carro em grandes doses. A de frente, sendo um pouco acima do limite (uma faixa que um piloto deve mirar, caso contrário está fazendo algo muito errado), apenas exige uma leve correção ou manter o pé parado no acelerador por um pouco mais de tempo.

            A única situação mesmo que a traseira vir bastante é boa para tempo ou mesmo diversão/segurança é em curvas de raio muito pequeno. E hoje se consegue um carro dianteiro que, quando necessário, faz essa função.

            Mas sim, se você for pensar em termos de uma diversão mais à moda antiga é melhor um carro vez ou outra traseiro.

            Não consigo imaginar diversão em um carro traseiro o tempo todo, imagino mais frio na barriga. Sair traseirando num curvão feito a mais de 100 km/h, ao menos em rua, não é nada divertido.

            Eu prefiro para todos os efeitos que o carro seja acertado e com comportamento preciso e equilibrado.

            Tem os propósitos também… Se for para curvas de baixa velocidade e a pessoa quer simplesmente andar de lado sem preocupações com tempo ou com espaço, aí é outra coisa realmente.

      • Cadu

        E os Nissan de Endurance WEC? São tração dianteira…
        Ou eles não são esportivos?

        • Guilherme Keimi Goto

          Cidadão,

          Ser tração dianteira, traseira ou integral não implica em ser sub, sobre ou neutro.

  • Maxwell

    Tenho um Jetta TSI 2014, esse carro é realmente espetacular, disparado o melhor na sua categoria. Ótima análise!

  • m.n.a.

    Legal, eu também gosto de descer serras no freio-motor e subir “pisando”!

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Que ótimo teste/bate-papo sobre um carro muito bacana, talvez o melhor custo-benefício da categoria para um autoentusiasta. Esses vídeos ultimamente tem me agradado muito, simples mas cheios de conteúdo, muito bons!

  • Michel

    Excelente teste e vídeo! Enfim, a dupla é dez!

    Uma dúvida, senhores, na mesma faixa de preço Jetta ou Camry 2008?

  • Marcio Cesar

    Realmente é um belo carro, minha única ressalva, fica por conta das alças tipo pescoço de ganso da tampa do porta malas que rouba espaço, a VW deveria trocar por alças pantográficas

  • disqus_tHjSUs6BnQ

    Bacana, este é um carro realmente para entusiastas, é carro para quem gosta de carro.

  • Aureo Teixeira

    Show de bola esse teste. Valeu!

  • Fábio

    Continuando a sequência de sedãs médios, o próximo teste de 30 dias poderia ser com o novo Cerato.

  • Lucas dos Santos

    Estou gostando muito desse carro e desse teste. AUTOentusiastas está de parabéns pela nova seção e o Agresti pela maneira como vem conduzindo os testes. Aliás, esse é apenas o segundo teste e já evoluiu bastante!

    Gostei também do formato do vídeo. Um bate-papo descontraído, o Paulo perguntando, o Agresti respondendo com muita propriedade, um comentário aqui e ali para complementar… Uniu o melhor dos vídeos com o melhor dos Podcasts. Sugiro adotar esse formato “em definitivo” para os Testes de 30 Dias – de preferência mais para o final, quando já se tem bastante dados do comportamento do carro testado a serem comentados. Fica bem agradável de se acompanhar.

  • CorsarioViajante

    Tremendo carro! Mas não existe almoço grátis e todo este pacote custa caro. Para muitos, porém, será uma escolha certeira, quem gosta de dirigir e quer algo discreto estará muito bem servido.
    Ótimo teste!

  • Guilherme Keimi Goto
    Nada a ver, desculpe. Carro esporte também pode ser subesterçante.

    • Guilherme Keimi Goto

      Lógico que pode Sharp, mas nós sabemos muito bem qual deles é queridinho dos motoristas e pilotos.

  • Ruarc

    Ótimo vídeo, Roberto apresenta muito bem o carro. Achei que o Paulo interferiu muito, ainda mais no início, cortando as boas explicações do Roberto. Apenas uma crítica construtiva, pessoal.

  • Lucas Peixoto

    Parabéns pela matéria. Quantidade de visualizações um tanto quanto injusta. Mereciam 50k~100k de visualizações por review… tem tanta coisa ruim bombando…

  • André Andrews

    Este marcador de autonomia é perfeito. Melhor do que aqueles que passam a indicar “tracinhos” quando faltam três dezenas quilômetros. Já no meu New Fit a precisão é lusitana: a partir de 1/4 de tanque – quando você mais precisa (senão a única vez) da função, ela passa a marcar menos que a realidade. A primeira vez você toma um susto, ver os números caindo desproporcionalmente, depois você acostuma a ainda poder andar bastante mesmo com 0 km de autonomia…

  • Guilherme Keimi Goto
    Não? Permita-me lhe apresentar um que prefere carro saindo (discretamente) de frente do que saindo (do mesmo jeito) de traseira: eu. Até 911 sai ligeiramente de frente hoje.

    • Domingos

      A Porsche acertou mesmo os carros de alguns anos para cá. O 911 infelizmente conheço só de leitura, mas dizem inclusive que hoje a traseira só solta com alguma coisa sendo feito de errada ou provocada.

      Do resto ela fica pregada apenas obedecendo e aproveitando a maior vantagem do carro: a frente que atira muito para dentro das curvas por ser leve.

      O que é chato é só quando o carro é “frentão”, com ele afocinhando para fora exageradamente ou em toda situação perto do limite. Sendo discreto é o ideal.

    • Guilherme Keimi Goto

      Sharp, discretamente por discretamente temos um carro neutro né?

      • Domingos

        A maioria dos “dianteiros” hoje é neutra ;).

  • Lucas dos Santos

    [“Fora-de-tópico”]: Ahá! Achei a matéria em que o Agresti fala sobre a moto que apareceu no vídeo!

    http://globotv.globo.com/globocom/g1/v/colunista-do-g1-fala-sobre-series-especiais-de-motos/4175093/

  • Luciano Guimarães

    Excelente carro! Agora está atitude de falar com o carro em movimento, olhando a todo instante para trás, é uma imprudência nunca vista em uma reportagem deste gênero. Nota Zero, neste quesito! Se houvesse um veículo parado em uma curva, haveria a enorme chance de um GRAVE acidente!

    • Luciano Guimarães
      Pronto, estava demorando o patrulhamento….Você tem noção da asneira que escreveu? Por que não vai fazer um curso de direção complementar?

      • Edson Luiz Ribeiro

        Bob
        Tenho notado em Você uma desnecessariamente agressiva atitude com leitores que – supremo pecado! – venham a contrariar qualquer idéia sua. Quem Você pensa que é – Deus? Que tal um pouco mais de humildade e, principalmente, educação com os leitores de Ae? Muito obrigado!

        • Marcos Paulo

          Edson, concordo inteiramente com você. Contrariar o Bob ou dar uma opinião mais conservadora, com a qual ele não concorda, é pedir para ser insultado publicamente. Já deixei de acessar o Ae um bom tempo por conta das respostas mal-educadas desse senhor.

        • Cadu

          Já ouvi isso de mais leitores e concordo!
          Além da pecha de “mestre protetor dos bons costumes e ceifador de opiniões contrárias”, uma sumária e desnecessária censura de comentários… Acho que a equipe podia rever essa postura.
          Entendam como uma crítica construtiva!
          O Ae é o melhor portal automobilístico do Brasil, com conteúdo único, principalmente pelo BS e pelo alto nível de comentaristas.
          Mas essa atitude espanta leitores e diminui significativamente a vontade de participar

        • Eduardo Luiz Ribeiro
          O leitor de quem você tomou as dores,
          mesmo falando em nome de outros, proferiu uma asneira inominável, uma ofensa até, tanto ao Roberto Agresti quanto ao Ae. Foi como se o Agresti não soubesse o que é dirigir com total segurança, como se fosse um motorista relapso. Os editores do Ae são todas pessoas de alta capacidade técnica, inclusive na condução de automóveis, e de reputação ilibada. Ninguém aqui é irresponsável ou maluco. A agressão verbal em resposta ao comentário do tal leitor foi mais do que apropriada e merecida. E, sim, dentro do conceito do poder de Deus, aqui o poder é meu, ou será que você tem alguma dúvida disso? E educação no trato com os leitores, deixe que outros se manifestem quanto a haver ou não.

  • Davi Reis

    Uma coisa leva a outra mas uma coisa não é a mesma que a outra. Só se for para generalizar…

  • Fat Jack

    Eu gostaria muito de agradecer todo o esforço da (qualificadíssima) equipe, não há nas mídias avaliações deste nível.
    Parabéns!
    Quanto ao carro…, ah se não fosse o preço… gostei muito!

  • pkorn

    Gostei da foto “surfista caviar” ..rs. Abraços!

  • Davi Reis

    Só agora pude ver o vídeo, e já que já falei do carro, é hora de dar o merecido elogio ao Roberto. Parabéns pelo rigor técnico e também pela simpatia diante da câmera, acho que poucos imaginavam tamanha “presença de palco” lendo apenas seus textos. Continuem sempre com o formato dos vídeos, sempre muito leves mas nem por isso superficiais.

    Ps.: Roberto, pode ter sido outro leitor, mas me recordo de já ter dito algo parecido com o “Audi pelo preço de VW” (risos). Fiz uma observação de que nada tenho contra o Corolla, mas a Toyota vende seu sedã a preço de Audi/Jetta, uma incoerência.

  • Guilherme Keimi Goto

    Domingos,

    Teu texto foi bem informativo, aprendi bastante com ele. Mas eu te deixo uma última pergunta (prometo que é minha última mensagem nesse post):
    Eu tenho um carro típico, tração dianteira, pesando seus 1100kg para fazer uma curva de raio 25m.
    Esse carro pode ter a suspensão setada somente desses dois modos:
    1. Ou para “ganhar” 3º para cada 10m de curva percorrido
    2. Ou para “perder” 3º para cada 10m de curva.
    Qual carro faz a curva mais rápido?

    • Domingos

      A pergunta é boa, mas você tem que considerar que ao perder (fechar) 3º você também está gerando um grande arrasto que vai exigir muito do motor para corrigí-lo e também vai andar para o lado errado durante um bom tempo – o que nega uma parte do ganho pelo carro fechar naturalmente a curva sendo “traseiro”.

      Isso que geralmente se esquece ao mentalizar o carro traseiro como um carro que fecha mais as curvas e “as diminui”.

      O set-up de ganhar (abrir) 3º a cada 10 metros pode ser – e geralmente é – mais rápido simplesmente por gerar menos arrasto e exigir menos do motor e em correções para corrigí-lo.

      Aí a situação seria mais assim: o carro que fecha mais 3º por 10 metros seria com certeza bem mais rápido que o que ganha/embarriga 7º no mesmo percurso.

      Mas aí valeria mais a pena ver porque a dianteira está com tão mais dificuldade assim.

    • Domingos

      Considerando também que você deu um exemplo de pouca manifestação do carro para qualquer um dos sentidos…

      Com apenas 3º o que fecha mais pode ser mais rápido se estiver gerando pouco arrasto. Mas aí seria o caso de tão pouca saída que seria um carro neutro, equilibrado até.

      Num exemplo de um carro realmente traseiro, perdendo seus 8-10º no mesmo espaço, raramente vai compensar os efeitos que comentamos…

  • EDUARDO CAMPOS

    Gostaria de parabenizar os jornalistas pelo vídeo. Me ajudou muito a decidir sobre a troca que fiz hoje 18/05 do carro de minha esposa. Li as 4 matérias sobre o Jetta e fiz dois test drives, um pouco mais esticados que os habituais poucos km e pude comprovar realmente que o carro é ótimo, mesmo assim infelizmente esse é muito duro e ruidoso. Lê todos os defeitos do piso em voz alta para quem está dentro do carro.
    Tenho uma Amarok 2014 com roda 19 e mesmo assim é mais macia ao rodar no pavimento ruim.

  • Dieki

    mas o marcar menos é uma garantia da fábrica. Assim sendo, ela indica 50 km de autonomia quando na verdade tem 70, para reduzir o risco de pane seca, já que tem uam gordura aí.

  • Cadu

    Parabéns pela matéria. Dá gosto ler e ver que a avaliação é bem fiel ao que o carro é
    Eu tenho um e praticamente tudo dito é o que percebo do dia a dia

    Corroboro a precisão do computador de bordo. O meu erra na segunda casa decimal, apenas

    Sobre a pressão dos pneus: o Jetta monitora esse dado indiretamente pelo sensor do ABS. Ele sabe a velocidade de rotação de cada uma das rodas. Aquele botão no portaluvas é um “reset”. Através dele você ensina para a central o diâmetro e velocidade de cada conjunto roda+pneu. Caso o pneu esvazie, o conjunto pneu e roda diminui de diâmetro e essa velocidade se altera e ele avisa em qual pneu foi o problema

  • Cadu

    Agora assisti o vídeo. Fenomenal o papo, a descontração e a desenvoltura do RA! Parabéns ao Ae.

  • Cadu Viterbo

    De forma nenhuma, indivíduo!
    Mas 99,9% das vezes, um tração dianteira tem comportamento sub. Tração dianteira tende a ser dianteiro. Foi uma metonímia, uma figura de linguagem

  • Cadu Viterbo,
    Comentários são editados ou censurados (recusados) quando 1) ofendem outros leitores; 2) ofendem ou denigrem uma marca, seu fabricante ou a indústria automobilística como um todo; 3) defendem o uso da bicicleta como meio de transporte como se São Paulo (e outras cidades brasileiras) fosse Amsterdã; 4) demonizam o automóvel de alguma forma; 5) vêm com palavras de baixo calão; 6) defendem o Partido dos Trabalhadores, a presidente e seu antecessor; 7) trazem argumentos contrários aos princípios de condução de veículos correta; 8) há edição especificamente no caso de “linguagem telegráfica” ou “smartphonética” – qq, CCS, tb etc. – ou de nomes próprios escritos com iniciais minúsculas e/ou estas usadas no início de frase (o que nos dá imenso trabalho, mas achamos todos têm o direito de ler textos corretamente escritos). Esse procedimento do Ae pode levar à perda de leitores, mas nossas análises mostram que ganhamos (bem) mais do que perdemos. Fico à sua disposição e dos leitores para mais esclarecimentos.

    • Cadu

      Pois é. Foi o que falei acima.

      Resumindo: os comentários são editados/deletados se discordantes do Bob Sharp.

      Não faz o menor sentido ter uma seção de comentários se você edita o que não está alinhado com seu pensamento. Afinal, sua opinião já foi dita no texto.

  • Marcos Paulo
    Espero que ao ler minha resposta ao leitor Cadu Viterbo logo acima você entenda o por que das minhas respostas mal-educadas.

    • agent008

      Bob, colegas. Tenho visto nos dias de hoje, que as pessoas esperam respeito dos outros para consigo, mas não sabem o que é respeito aos outros. Não percebem que suas palavras são agressivas. Já não têm mais discernimento de como se expressar na forma escrita sem passar um tom de agressividade.
      Sob a forma escrita, a linguagem tem de ser ainda mais clara, pois faltam os outros indicadores de contexto existentes na comunicação verbal e presencial – entonação, expressão facial, enfim linguagem corporal.
      Vejo isso diariamente nas mensagens de e-mail que recebo de diversas fontes. A formalidade deu lugar a um coloquialismo que é difícil engolir. Acredito que o infeliz comentário que originou esta discussão padeceu deste mal, que é a falta de cuidado na linguagem escrita, e passou uma mensagem agressiva. E gerou uma resposta à altura, que aplaudo pois esta atitude um pouco mais, digamos, severa, é o que mantém o site agradável. Embora discorde com algumas opiniões do Bob Sharp (exemplo – tabagismo), a atitude eu apóio.

  • Cadu Viterbo
    Exatamente isso, e para o Ae faz todo sentido essa determinação. Só que edição censurando o conteúdo ou desaprovação de comentário são mínimos, estimo 2% dos comentários chegados, se tanto. Quando se abre a porta da casa para visitas têm-se o direito de se fazer respeitar. O que gerou toda essa discussão foi um leitor ter tido o descaramento de dizer “Agora, esta atitude de falar com o carro em movimento, olhando a todo
    instante para trás, é uma imprudência nunca vista em uma reportagem
    deste gênero. Nota Zero, neste quesito! Se houvesse um veículo parado em
    uma curva, haveria a enorme chance de um GRAVE acidente!”. Não tive como deixar de lhe dizer que foi um asneira. Ou você acha que tenho sangue de barata:?

    • Cadu

      De forma nenhuma. Respeito, tolerância, educação é uma via de mão dupla. A falta disso, sim, tem que ser ceifado
      Mas idéias, opiniões contrárias, divergências são normais com público tão diverso e selecionado. Vocês tem os melhores leitores automobilísticos da internet. Não percam isso. Os comentários contribuem tanto quanto os posts. E se não for para ter idéias e discussão, mesmo com visões de mundo diferentes, não faz sentido nenhum ter o espaço de comentários.
      Como disse, a opinião do autor já foi dita no post. Censurar opiniões contrárias nos comentários, vira apenas massagem de ego e repetição de conteúdo!
      Espero que me entenda, é uma opinião de alguém que gosta muito do canal e conteúdo!
      Abraços

  • Max Felipe

    Muito boa matéria, descontração total, muito bem explicados todos os detalhes deste carro que é espetacular, na minha opinião não deixa a desejar em nada para os BM e Mercedes enfim. Parabéns pela matéria!!

  • Fabricio Vilela

    Adoro esse carro, tenho um 2014 chipado com Speedbuster em intervenção nível 7, e K&N inbox. Meu carro está com 280 cv e já o testei contra 328i 2013 (meu ex que só tenho saudade da tração traseira), Evoque, Azera e A5. Todos levaram pau (todos estavam originais). Na verdade o que quero dizer com isso é que se você gastar R$ 5.000 nesse carro ele anda mais que carros acima de R$ 200.000, por isso na minha opinião é o melhor custo-benefício do mercado, sem contar que o câmbio DSG e o motor TSI são maravilhosos. Essa versão 2015 do TSI (as 3 letrinhas mágicas da VW) ficou muito bem acabada, principalmente o volante e a lanterna traseira, na minha opinião. Legal ter ressaltado a eficiência dele em curvas também, mas esquece tudo isso se precisar andar mesmo que somente 1 km em estrada de chão, pois ele sofre muito e definitivamente não é a praia dele, sem contar que é um absurdo fazer isso com essa belezura, rsrsrs. Parabéns pela matéria, muito completa e com uma abordagem bem divertida. Passou todas as qualidades do carro de maneira muito legal.