TESTE DE 30 DIAS: VOLKSWAGEN JETTA HIGHLINE 2,0 TSI (PARTE 2)

Roberto Agresti  TESTE DE 30 DIAS: VOLKSWAGEN JETTA HIGHLINE 2,0 TSI (PARTE 2) Roberto Agresti2

 

TESTE DE 30 DIAS
VOLKSWAGEN  JETTA HIGHLINE 2,0 TSI
NOVE DIAS

 

 

P1130009  TESTE DE 30 DIAS: VOLKSWAGEN JETTA HIGHLINE 2,0 TSI (PARTE 2) P1130009

A semana inaugural com o Volkswagen Jetta Highline 2,0 TSI deu raiva. Raiva de não poder rodar com nosso novo “brinquedo” quilômetros gostosos, aqueles nos quais o prazer de dirigir se sobrepõe à necessidade do ir e vir. Mas a vida é como ela é, não como queremos, e assim os momentos de prazer ao volante ficaram nos planos futuros, mas o que este relato traz é a dura realidade paulistana, feita de muitos congestionamentos, como a média horária do período faz ver: apenas 20 km/h nos 256 km rodados em 12,5 horas de utilização.

Rodar pouco e de forma truncada é, porém, a realidade de muitos de nós e assim a experiência do período é preciosa para informar a quem usa o automóvel dessa maneira e vê no Jetta Highline um futuro habitante de sua garagem. Sendo assim, vamos ao fato principal: mesmo torturado no pára-e-anda da zona oeste paulistana, feita de pirambeiras de dar inveja a nepaleses, tristemente em evidência pelo terremoto, o sedã da Volkswagen fez bonito. Sua pior marca de consumo, 7,1 km/l para tais condições é elogiável. Como termo de comparação recente temos o Fluence avaliado no “Trinta Dias” anterior do Ae, que nesse cenário registrou menos de 6 km/l.

 

Câmbio DSG: passou a semana inteira em D...  TESTE DE 30 DIAS: VOLKSWAGEN JETTA HIGHLINE 2,0 TSI (PARTE 2) P1130124

Câmbio DSG: passou a semana inteira em D…

Nossa leitura sobre o consumo é que o Jetta, com o potente motor 2,0 TSI (codinome EA 888), faz pouca força para superar as ladeiras de nosso uso cotidiano. O torque máximo declarado de 28,6 m·kgf surge a mínimas 2.000 rpm, o que traduzido para o simples dirigir representa usar um fiozinho de acelerador para vencer inclusive os aclives mais brutais. Outro fator que ajuda ao nosso Jetta a ter pouca sede é certamente o câmbio DSG, genial, que jamais erra uma marcha. Chatos que somos, buscamos o passo em falso e não o achamos, e assim nos rendemos ao que se diz e se escreve nos quatro cantos do planeta e em várias línguas: a caixa robotizada de dupla embreagem, DSG, é o que há, e no Jetta seu acerto nos parece, por ora, impecável.

Suavidade ao subir ou reduzir marchas talvez seja o aspecto menos exaltante. Melhor é perceber que a comunhão entre o vigoroso motor e a transmissão torna de fato desnecessária qualquer intervenção por parte do motorista. Apesar de podermos usar as borboletas no volante a qualquer momento, apesar de haver na alavanca a posição “S” que dá ao motor a chance de explorar cada relação de marcha até uma rotação mais elevada, na nossa semana 100% urbana nem mesmo um arraigado amante das trocas de marcha como esse que vos escreve viu necessidade de agir.

 

Entre os dois instrumentos circulares, a marcha usada é indicada no canto superior direito: D1   TESTE DE 30 DIAS: VOLKSWAGEN JETTA HIGHLINE 2,0 TSI (PARTE 2) P1130125

Entre os dois instrumentos circulares, a marcha usada é indicada no canto superior direito: D1

Tal comentário dá a chance de falar sobre as o festival de informações que o fornido painel do Jetta nos passa, entre as quais a marcha que está sendo usada. A que mais vimos foi a 4ª e foi interessante notar que, na maiorias da saídas, a 1ª marcha é quase que imediatamente abandonada. Aliás, ela só aparece mesmo quando a saída se dá com o carro 100% imóvel, pois basta estar a nada por hora que o número no painel indica que é a 2ª a estar trabalhando. Nessa política de “fiozinho de acelerador” o ponteiro do conta-giros dificilmente ultrapassa a marca de 2.000~2.500 rpm.

 

Pneus Michelin em medida 225/45 R17 associados a suspensão firme faz alguns acharem o Jetta "duro".  TESTE DE 30 DIAS: VOLKSWAGEN JETTA HIGHLINE 2,0 TSI (PARTE 2) P1130040

Pneus Michelin em medida 225/45 R17 associados a suspensão firme faz alguns acharem o Jetta “duro”.

E quanto à rumorosidade? Nada. Vibrações? Nulas. Algum inconveniente? Não exatamente, mas é um fato irrefutável que o sedã este Volkswagen vindo do México tem suspensões firmes e que a parceria com os pneus Michelin Primacy HP 225/45 R17 resulta em uma “leitura” do pavimento que alguns poderão considerar excessiva ou desconfortável. Ao nosso ver o Jetta é correto nesse aspecto, uma vez que o animado motor oferece um desempenho que exige um ajuste capaz de oferecer a dirigibilidade adequada quando o ritmo de condução aumenta, não? E é essa oportunidade, a de levar o Jetta ao limite que esperamos se apresente o quanto antes…

 

O carpete claro assusta, mas em conjunto com o couro bege dos bancos torna o interior muito agradável  TESTE DE 30 DIAS: VOLKSWAGEN JETTA HIGHLINE 2,0 TSI (PARTE 2) P1130030

O carpete claro assusta, mas em conjunto com o couro bege dos bancos torna o interior muito agradável

Voltando à realidade notada no convívio urbano, impossível não mencionar o quanto a cor azul Silk e o interior bege causaram reações nada discretas. Do manobrista ao vizinho, passando pelo frentista, amigo, parente ou principalmente pelo motorista do carro ao lado, quase todos são flagrados em embevecida admiração. Nosso Jetta se mostra quase uma unanimidade já que a grande maioria gosta da incomum combinação azul-bege, extravagante até, apesar de que vários, em um claro acesso de praticidade, duvidam se teriam coragem de optar pelo interior bege. “Imagina para limpar isso?” ou “É lindo, mas lá em casa não podemos ter um carro assim….” ou “Tá louco? E quando eu for para a praia, como vai ser?”.

 

O teto solar, opcional, ajuda a dar luminosidade e deixar o ar-condicionado desligado  TESTE DE 30 DIAS: VOLKSWAGEN JETTA HIGHLINE 2,0 TSI (PARTE 2) P1130017

O teto solar, opcional, ajuda a dar luminosidade e deixar o ar-condicionado desligado

Resposta? O enorme prazer visual do interior deste Jetta decorre justamente da abençoada claridade. Se fosse um interior de couro preto com carpete idem, e a cor externa fosse prata, cinza ou preta, julgamos que para 90% das pessoas este carro passaria totalmente despercebido. Portanto, ceder à ditadura cromática do interior escuro eliminará trabalho (mas a sujeira estará ali…), permitirá um uso mais relax mas ao custo de não gozar do prazer deste luminoso interior, no qual o teto solar é um coadjuvante. E falando em teto, necessário dizer que nesta semana o ar-condicionado foi pouco ou nada usado, o que não só favoreceu o consumo contido como deu ao teto solar a chance de mostrar a validade de usá-lo levantado, o que nesses dias de outono paulistano, com temperaturas moderadas, faz com que a cabine permaneça arejada usando apenas o ventilador em baixa velocidade. Lembrando: o teto é um opcional mesmo no Jetta Highline e custa R$ 4.127.

 

Sensores de parachoques podem parecer uma solução "pobre"em tempos de proliferação das cameras de ré   TESTE DE 30 DIAS: VOLKSWAGEN JETTA HIGHLINE 2,0 TSI (PARTE 2) IMG 2361

Sensores de pára-choques podem parecer uma solução “pobre”em tempos de proliferação das câmeras de ré

Algo mais a destacar desta semana urbana? Talvez dizer que alguns gostariam de contar com uma câmera para fazer as manobras de estacionamento em marcha a ré, coisa que a Volkswagen não oferece para este modelo. Há, sim, sensores sonoros nos dois pára-choques, mas saber que mesmo modelos que custam bem menos do que os R$ 108.665 (R$ 14.675 de opcionais) de nosso Jetta Highline, têm câmera, pode frustrar alguns.

Para a semana, a intenção é usar o feriado do Dia do Trabalho para fazer o Jetta… trabalhar? Estão previstos bons quilômetros de estrada em uma viagem ao interior paulista e, se tudo der certo, uma surpresa incomum em nossas avaliações. Cruzem os dedos, pois se conseguirmos realizar nosso plano, o próximo relato será muito interessante. Até lá.

RA

 

VOLKSWAGEN JETTA HIGHLINE 2,0 TSI

DIAS: 9
QUILOMETRAGEM TOTAL: 352,8 km
DISTÂNCIA NA CIDADE: 346,8 km
DISTÂNCIA NA ESTRADA: 16,0 km
TEMPO AO VOLANTE: 18h17min
VELOCIDADE MÉDIA: 19,3 km/h
CONSUMO MÉDIO: 7,2 km/l
MELHOR MÉDIA: 7,3 km/l
PIOR MÉDIA: 7,2 km/l

 

Sobre o Autor

Roberto Agresti

Experiente jornalista especializado em veículos de duas rodas e editor e publisher da revista Moto! desde 1994. Além de editor do AE também tem a coluna semanal Dicas de Motos no G1 e é comentarista da rádio CBN no programa CBN Moto, aos domingos às 11h50.

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  • RoadV8Runner

    Se para alguns o interior em linda combinação bege claro e preto causa arrepios, em mim produz litros de baba! Simplesmente perfeito, muito mais aconchegante que o pretinho básico. E nem suja tanto assim, basta um mínimo de cuidado (mas mínimo mesmo!). Digo isso baseado em meu Focus e seu interior em cinza claro, incluindo painel.
    Somando ao interior em bege claro a cor da carroceria em belíssimo azul e depois de ler que a suspensão permite excelente interação com o solo, fiquei babando mais ainda. Uma pena não ter na conta bancária os mais de R$ 100 mil disponíveis para cobrir o cheque. Anda bem, gasta pouco e tem espaço generoso. Precisa mais o quê?

    • Mr. Car

      Quer uns lenços, Runner? Que espetáculo, heim?!

      • Lucas

        Ou um ombro amigo para chorarmos juntos.

  • Mr. Car

    Agresti, entendo sua defesa do acerto de suspensões do Jetta (e dos VW em geral, não?), mas creio que eu seria um destes que reclamariam da dureza, visto que ainda que ela seja a mais apropriada para levar o carro aos limites do desempenho que o animado motor pode oferecer, eu, embora pudesse dar vez por outra uma tocada mais forte, não chegaria a estes extremos. Portanto, acho que não me faria falta, preferiria um pouco mais de conforto. Já o interior…ah, este interior! Nada nem ninguém neste mundo me convenceria a trocar esta coisa linda, linda, linda, linda, linda por um sem graça, apagado, soturno, e claustrofóbico interior “pretinho básico”. NADA, he, he!
    Abraço.

    • R. Agresti

      Mr. Car. Essa “dureza” do Jetta está sendo exagerada. Ele não é duro nem desconfortável na minha opinião, apenas firme e, como tem pneus perfil 45, transmite qualquer irregularidade do piso de maneira mais intensa do que se tivesse pneus mais “altos”. O problema não é o Jetta, mas sim nosso piso. Ele poderia ser mais confortável se a VW adotasse especificação diferente – mais macia – nos elementos elásticos de conexão da suspensão com o monobloco mas isso se traduziria em comportamento menos preciso do conjunto e do sistema de direção. Se a carga nas molas e amortecedores fosse diferente, idem. A meu ver, a melhor saída para um rodar um tantinho menos áspero (FRISO: NÃO É DESCONFORTÁVEL, APENAS FIRME!) seria usar pneus série 50 ou 55, como os do Fluence recém-avaliado, que eram série 55, também aro 17, e engoliam melhor as imperfeições sem transmiti-las à cabine. Só que o Jetta e seus 211 cv exigem mais borracha em contato com o solo e daí a largura das “patas” ser 225 e não 205 como no Renault, e idem o perfil ser menor. Enfim, repito que acho que está bom do jeito que está, cheguei perto dos mil km rodados com o Jetta, a maioria em uso urbano, a detonada São Paulo, e a quem me disser que o Jetta é desconfortável vou pedir desculpas, mas discordar plenamente. É isso. Abraço!

  • Roberto Mazza

    Essa informação de horas de uso é fornecida pelo “relógio de bordo” ou foi medida por quem o dirigiu?

    • R. Agresti

      Pelo relógio do computador de bordo.

  • Mr. Car

    Off-topic: Valeu, Senna! Vinte e um anos de saudades.

  • Lucas

    Interior clarinho assim é bom mesmo! Eu tenho um Astra todo cinza por dentro. Certa vez andei no Astra de um amigo, cujo interior era todo preto (menos o teto). Parecia que eu estava dentro de uma caverna!

    • Domingos

      Outro com a mesma mudança para a caverna foi o Golf da mesma época.

      Quando eu vi um cinza, pensei até ser série especial ou coisa do tipo. Muito mais bonito e o cinza suja até menos que o preto.

      Depois, conversando com o dono, vi que as primeiras levas eram em cinza ou tinham a opção da escolha pelo cinza.

  • AlexandreZamariolli

    Falando em cores: se o carpete claro assusta, basta comprar os sobretapetes originais pretos, que inclusive vêm com presilhas para fixação no carpete. Do lado de fora, o azul Night (escuro) ficaria mais bonito ainda; mas, infelizmente, essa cor não está mais disponível para o novo Jetta – assim como o pneu sobressalente 205/55 R16, substituído na linha 2015 por um estepe temporário absolutamente incondizente com a categoria do carro.

  • RoadV8Runner

    Coisa linda esse interior!!! Mande uma caixa de lenços… Rssss!

  • Domingos

    Esse interior fica tão alegre assim que acredito que o proprietário tomaria ânimo para limpá-lo quando necessário.

    Ou isso ou o cara simplesmente não tem tempo/não gosta muito de carro.

  • P500

    Algo que para mim ficaria ainda mais bonito o painel, acho esses atuais muito carregados :

  • Luciano Gonzalez

    Esse carro é simplesmente incrível.
    Rápido, estável, sóbrio, discreto, perfeito!
    Você vira o pé direito e o controle de tração demora a amarrar, o carro destraciona bonito, é um verdadeiro lobo em pele de cordeiro, sensacional. O que era bom ficou ótimo. .tecnicamente falando, não vejo concorrentes no segmento. .talvez o A3 Sedan mas o EA 211 1,4T não empurra como este belo EA 888 e o A3 1.8T é bem mais caro..
    Corolla e Civic custam pouco menos mas em questão de powertrain não chegam nem perto.

    • Roger Pellegrini

      Concordo, Luciano.
      Meu Passat, embora um pouco mais pesado que o Jetta, também apresenta tal comportamento ao se desligar o TC. Simplesmente pula para frente e te joga com vigor contra o banco. O carro é uma delicia!

  • Paulo Belfort

    Gostei da combinação do branco no preto, do acabamento.

    Porém, o compraria na versão “básica”, de R$ 95.000,00, que possui tudo o que necessito – mesmo os bancos não sendo de couro; se o tecido for macio e confortável, está valendo. E na cor azul Silk.

    • Cadu

      Bancos em couro são de série! A ‘básica’ só não tem GPS nem teto solar. E claro, nem xenon, nem bancos elétricos, nem kessy;

  • toni

    Minha dúvida em relação ao Jetta é que existem várias reclamações (na internet, pesquise “Problemas com Jetta TSI” no Google e YouTube) quanto a:
    – motor só suporta gasolina Podium, senão ele dá problema inclusive em diagnóstico no computador de bordo, além de perda de potência. Com a gasolina atualmente com 27% de álcool como fica? A VW deveria fazer que nem a Citroën fez com o THP e tornar o motor turbo flex para suportar esta gasolina brasileira.
    – existem reclamações na internet a respeito do barulho de “caixa de ferramenta ” no câmbio em pisos irregulares, além de já ter visto reclamação de superaquecimento do câmbio em situações extremas (congestionamento, subida de serra etc.).
    Vocês tem alguma notícia/opinião a respeito disso?

    • toni
      Nada a ver, essa questão da gasolina poder ser só a Podium; nunca ouvimos o tal barulho em pisos irregulares, muito menos superaquecimento do câmbio, este parecendo mais invencionice do que qualquer outra coisa.

      • Roger Pellegrini

        Bob,
        Confirmo o que você disse e acrescento que existe muita desinformação circulando por aí sobre os câmbios DSG. Tenho um Passat TSI equipado com este câmbio, só digo uma coisa: é uma maravilha da engenharia! É excepcional guiar com esse câmbio.
        Sobre a gasolina, é bobagem pura. No lado interno da tampa do tanque, há um adesivo com a recomendação: gasolina 98 RON, ou 95 RON (mínimo recomendado). Ou seja, desde que abastecido em postos de procedência, pode ser feito tanto com Podium (cujo preço está pela hora da morte, chegando ai absurdo de 4,50 em alguns postos) quanto com gasolina comum.
        Guiar um TSI com câmbio DSG é diversão pura!!

        • Domingos

          O Passat não era com câmbio epicíclico normal? Ao menos os poucos aspirados que existiram aqui, os FSI, eram…

          Sobre a gasolina, a questão é válida. Nenhum carro foi feito para rodar com mais do que E25, sendo que quase todos miraram em E20 ou E22 na sua calibração.

          Especialmente um importado pode até mesmo sofrer de falta (pouco combustível para muito ar) com essas proporções de álcool. Num carro turbo isso pode acabar bem caro.

          O certo mesmo é rodar apenas com a Podium nos carros apenas a gasolina. Infelizmente essa foi a pepinada do governo.

          • Cadu

            A do Tiguan é epicíclica!

          • Domingos

            Verdade. E não por acaso é a mais lenta de todos que usam esse motor aqui no Brasil.

          • Roger Pellegrini

            A partir de 2010, juntamente com o motor TSI, (EA888) o câmbio DSG passou a equipar o Passat.
            Quanto à gasolina, sempre que posso, coloco a Podium, mas já coloquei aditivada e comum mesmo, nunca me deu nenhum tipo de problema, a não ser a saída do escape ligeiramente mais suja.
            De resto, o carro só me dá alegrias e futuramente pretendo trocá-lo por outro Passat.

          • Domingos

            É um carro que conceitualmente me agrada muito, inclusive mais que os Série 3 e Classe C. Me parece um bom… carro!

            O que dá nervoso é ficar na dúvida se a gasolina comum vai ou não vai dar problema algum dia, mas isso é culpa da molecagem do governo – e não do carro.

    • Davi Reis

      Já ouvi relatos, inclusive de veículos sérios, de que o ruído é praticamente imperceptível. Só se escuta trafegando em velocidades baixas, de janelas abertas, som desligado, em pisos de paralelepípedo e ainda assim, vez ou outra, um ruído muito baixo. Parece até piada, mas não é. Para mim parece o típico caso de “problema” isolado que toma proporções gritantes na internet. Pessoalmente, já andei em muitos carros com essa transmissão DSG, e acho que o motorista tem que estar em um dia de péssimo humor para deixar de lado esse maravilhoso conjunto pra tentar achar o tal ruído da transmissão.

      • Cadu

        Toda tecnologia nova gera esse tipo de repercussão e mito: manutenção cara, difícil e a característica logo se torna defeito.
        Esse ruído é muito sutil, nada que me faça desgostar desse poderoso automóvel

        • Davi Reis

          Exatamente. Tô pra ver um mercado mais conservador e até mesmo mais medroso do que o nosso. Se não fosse pela rejeição generalizada dos motores 16V no final dos anos 90 e início dos anos 2000, acredito que hoje estaríamos um passo a frente nesse quesito.

          • toni

            David , em 1999 eu comprei uma perua Escort 1,8 16v da Ford . Você olhava as avaliações nas revistas automobilísticas era o “O do borogodó , espetacular etc . Nunca tive um carro tão ruim, nas retomadas de velocidade ela simplesmente não andava , você tinha sempre que andar com o motor “gritando” num giro alto. O que eu quero dizer é que as tecnologias novas representam um avanço , mas coitados dos primeiros proprietários destes automóveis com tecnologia nova, eles sofrem muito e perdem dinheiro. Eu classifico a injeção direta e o câmbio robotizado DSG e PowerShift nesta situação. certamente comprarei um carro com esta tecnologia daqui a uns três anos!!

          • Domingos

            Os 2000 acabaram com esse problema colocando um câmbio um pouco mais curto. Não era problema do motor, a Ford que quis colocar um motor forte junto com uma caixa bem longa – que é toda uma experiência interessante e econômica, porém vez ou outra dá alguns trabalhos.

            Quem não fazia redução realmente sofria com esses carros. Isso acabou no 2000, que ainda por cima não era curto. Só adequado.

            Saiu em algum ano uma terceira caixa mais curta ainda, não sei por que, essa dizem que estragou tudo – mas provavelmente agradava quem não queria reduzir nunca.

          • Cadu

            Meu pai teve um 97 e segundo ele, que já guiou de tudo (desde gaiolas de competições até guinchos) foi dos melhores carro que ele já teve

          • Cadu

            O DSG já existe desde 2003!
            Não é tão novo assim

          • toni
          • Cadu

            Acessei e li. Mas não entendi qual era o problema, quantos carros foram afetados, nem o modelo, nem a solução tomada.

    • Cadu

      Podium: mito! Eu uso aditivada E27 no meu, sem erros, avisos, ou queda de performance ou aumento de consumo
      Existem muitos Jettas preparados, com avanços mais agressivos e pressões de turbinas maiores. Esses, sim, só aceitam gasolina de alta octanagem

      O barulho de caixa de transmissões de dupla embreagem existe. Assim como no PowerShift da Ford. Por serem caixas iguais internamente às manuais, a mecatrônica faz um ruído característico
      Mas só ocorre nas seguintes situações (o que reduzem o tempo de ocorrência para menos de 5% da condução normal do carro): ruas de paralelepípedo, durante as mudanças de marcha ou em regime de rotações abaixo de 2.000 giros. .

      E não incomoda nada. É sutil, difícil notar de dentro da cabine com os vidros fechados. Se incomodar, basta usar o modo manual nessas situações e elevar um pouco o giro pra casa dos 3.000 rpm

      E basta saber que não é defeito.

    • toni

      Pessoal, entrem no YouTube e pesquisem “Defeito no Câmbio DSG”, leiam os comentários, esta é a realidade do câmbio DSG, acordem!

  • zeuslinux

    Eu sou louco por esse carro e já dirigi um, mas não compraria um com esse interior bege. Não tem como esse carro ficar limpo de jeito nenhum, mesmo que não use só por causa da poeira do ar.

    A cor que acho que ficaria melhor com esse carro é a marrom caramelo ou marrom café. A VW já teve alguns carros com bancos caramelo e ficavam lindos:

    https://pitstopbrasil.files.wordpress.com/2008/08/golf21.jpg

  • Arno Boing

    Gostaria de acelerar este carro com câmbio manual.

  • R. Agresti

    Não. O “corte” não é tão pronunciado.
    Abraço.

  • douglas

    Esse motor é somente a gasolina ou flex?
    Dados de consumo são a gasolina?

    Sobre o detalhe da câmera de ré, acho muito melhor o aviso sonoro do que a câmera…se tiver então a função tilt down no espelho direito, fica perfeito!

    Na minha Cross, para estacionar é muito pratico…. nem olho mais psra trás do carro.. somente o retrovisor abaixado olhando a guia e a roda, e ouvindo o ‘pip’ do aviso!

    Quando dirijo o Corolla com câmera de ré, fico perdido olhando câmera e os retrovisores!

    • Cadu

      O Jetta tem tilt down!

      • douglas

        Sim, eu sabia… o que eu acho perfeito para manobras… Tilt Down + aviso de aproximação!!!

        acho desnecessário a câmera de ré nesse carro!

        • Domingos

          Mais carros deveriam ter isso. Mesmo com câmera e sensores, é fácil pegar a roda nas guias se não olhar para os retrovisores.

          Mesmo com muitos tendo hoje a regulagem elétrica, poucos possuem o recurso.

  • Davi Reis

    Não sou fã dos sedãs, mas esse carro é meu sonho de consumo desde o lançamento, e agora então… Um dos melhores carros que já dirigi, ainda mais considerando que é um conjunto de primeiríssima linha por preço de Corolla Altis. Nada contra os japoneses, mas é Audi por preço de Toyota. Sinceramente, até me parece uma pechincha, mas pena que esteja longe do que posso pagar… Quem sabe, um dia.

  • Cadu

    Bela análise. Não tiro uma vírgula do que disse e do que vivo diariamente no meu
    Eu só não consigo médias tão boas em congestionamentos. Aqui em Belo Horizonte, com trânsito pesado e ladeiras, fica na casa de 5,5 km/L
    Mas em velocidade de cruzeiro ele é espetacular nesse aspecto: incríveis 13,5 km/L a 120 km/h

    Sobre a câmera: nada que uma rápida pesquisa na internet não resolva: instalei um acessório original VW (do Passat) no meu Jetta, prontamente reconhecido pelo multimídia original. Por menos de 400 reais você resolve o problema: o meu tem a câmera!

  • Douglas
    No Teste de 30 Dias é utilizada apenas gasolina se o carro for flex. O Jetta é só gasolina.

  • Toni
    Alarde totalmente infundado, os vídeos são velhos e, francamente, isso é coisa de gente que gosta de caçar barulhos. O pequeno ruído que pode ocorrer (que nunca ouvimos), ao que parece é só numa condição especial (baixa velocidade sobre piso irregular) e não traz problema algum. Infelizmente o “terrorismo da internet” é um fato.

  • disqus_tHjSUs6BnQ

    Post muito correto, o carro é bem o que foi avaliado até o momento.
    Estou com o carro há três anos e exceto pelos pneus Bridgestone Potenza (que equipavam o Jetta Highline vendido em 2012) que tiveram um desgaste acentuado (tive de trocá-los com 25.000 km).
    O câmbio é fantástico, assim como o motor. A suspensão é bem acertada e os freios condizentes com o conjunto, enfim, gosto do carro.
    Só abasteço com gasolina comum e não tive problemas, assim como o câmbio DSG que nunca apresentou qualquer barulho ou comportamento anormal.

    • Cadu

      Pois os meus Bridgestone Potenza RE050 acabaram com 16 mil km! Foram trocados em garantia pela fornecedora de pneus, não sem uma pressãozinha
      Hoje estou com os Potenza RE 760, sensacionais (exceto pelo alto ruído, típico de pneus esportivos)

  • Paulo Belfort

    Não tinha me atentado a esse detalhe, @caduviterbo:disqus. Obrigado pela informação.

  • Davi Reis

    Mas era uma característica desses motores na época, não acho que isso enquadrasse eles como ruins. Assim como carros com carburador tinham suas particularidades, o mesmo acontecia com os motores com turbo e multiválvulas (e com o tempo, tudo evolui, naturalmente). Eu mesmo, conheço um ex-proprietário de um Escort SW 1,8 16V, e até hoje, só elogios de como o carro andava bem. É só procurar a potência onde ela está.

    • Domingos

      O carro andava muito bem. Desde a baixa. Só que até 2.000 rpm, só andava na mão de quem efetivamente soubesse trocar marcha.

      Os 2000 com câmbio mais curto andavam absurdos, posso falar que mesmo em baixa davam a impressão de igualar ou superar um AP 2000 injetado.

      No entanto há quem fale que a melhor aceleração a pleno era mesmo com o câmbio original, que saiu até os 1999.

      • Fórmula Finesse

        Sobre o Tempra 16v: não chegava a ser um carro preguiçoso, mas estava longe de render muito bem na cidade – todavia, o modelo Turbo era pior ainda nessa condição urbana, pois quando “começava” a aceleração, a via acabava – com ar ligado então, era um terror! Se a ortografia citadina era acidentada, ficava um pouco complicado.
        Curiosidade: largando um 16v e um 8v (teste feito repetidas vezes), o Tempra 8v pulava antes e ficava na frente até a metade da segunda marcha…

    • toni

      Davi, concordo, desde que você não ligue de ficar reduzindo marchas infinitas vezes toda hora que o trânsito diminui a velocidade, fora isso era um ótimo carro, ocorre que os motores 16v só “pegaram” no mercado após a evolução do motor com a variação de abertura de válvula que lhe deu torque em baixas rotações, tal como é hoje. Veja bem isso, não sou eu que diz e sim o mercado que só aceitou esses carros após o VVTI ou VVTCS etc, cada marca deu um nome para a mesma coisa. Abç

      • Domingos

        Dizem que o Tempra 16v também não era ruim de baixa e, embora eu era muito pequeno nessa época para ter andado em um dirigindo, lembro de ter andado no de um amigo que mesmo em mau estado era muito bom.

        Mesmo sem fazer reduções o carro ia razoavelmente bem. Só que havia a questão da manutenção, muitas vezes culpa das oficinas, e alguns deles eram mesmo mais motores para locais com menos trânsito/ladeiras ou para grandes velocidades de cruzeiro.

        • Carlos Galto

          Até hoje tenho um Tempra 16v e posso afirmar que anda muito bem. Se não tivermos preguiça em usar o câmbio, não deve nada a nenhum carro atual. Andando na maciota, fica meio lento até as 2000rpm mas nada demais, depois disso continua andando mais que a maioria dos sedans.

  • zeuslinux

    A versão básica já está em 97.000 em cor sólida. Vi hoje numa concessionária

  • Cristiano_RJ

    “Há, sim, sensores sonoros nos dois pára-choques, mas saber que mesmo
    modelos que custam bem menos do que os R$ 108.665 (R$ 14.675 de
    opcionais) de nosso Jetta Highline, têm câmera, pode frustrar alguns.”

    Fico imaginando então quem opta pelo Audi A3 sedã que nem sensor de ré tem.

  • João Mario

    Ótimo artigo sobre Jetta TSI e como dono de um já há quase 3 anos posso afirmar certamente que é um excelente sedã, apresentando uma imbatível relação custo-benefício. Para viajar principalmente, dificilmente um outro sedã com quase o dobro do seu preço poderia oferecer mais do que ele oferece como a invejável performance e o baixo consumo mostrados por ele!!!