TALENTO

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Brasinca 4200 GT

Talento (s.m.): grande e brilhante inteligência, agudeza de espírito, disposição natural ou qualidade superior, espírito ilustrado e inteligente, pessoa possuidora de inteligência invulgar.

Talento não é aprendizado, é a essência criativa do ser humano, é o seu DNA que faz  a diferença em todos os aspectos.

É notória a falta de talentos criativos na indústria automobilística de maneira geral. Os veículos estão praticamente com a “mesma cara”, sem destaques que possam eternizá-los. É decepcionante a falta de arte no desenho dos automóveis, atualmente. Como exemplo cito os “utilitários esportivos” que de utilitários não têm nada e muito menos de esportivos.

São veículos enormes, massudos e com linhas abrutalhadas e sem nenhuma criatividade, inclusive na relação desproporcional volume externo/espaço interno. Peço desculpas ao leitor pelo meu radicalismo, porém admito detestar os “veículos de utilidade esportiva, SUVs” que não me fazem nenhum sentido.

E como é difícil criar um veículo que tenha alma que o faça brilhar eternamente! Louvável a inteligência de algumas fábricas como, por exemplo, a Porsche, que consegue preservar a identidade do seu modelo 911 ao longo dos anos, mantendo vivo o espírito criativo do seu criador, Ferdinand Alexander “Butzi” Porsche (1935–2012), neto do Dr. Eng. h.c. Ferdinand Porsche.

 

Porsche_911SC_1981_20070316  TALENTO Porsche 911SC 1981 20070316

Porsche 911 SC 3,0 1978

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Porsche 911 Turbo S 3,8 2015

Além da Porsche, foram poucos os veículos que mantiveram a sua alma icônica preservada ao longo dos anos, por exemplo, o Ford Mustang, o Mini, o Fiat Cinquecento, o VW Beetle e o VW Golf, são alguns que me vêm â mente enquanto escrevo. O leitor poderá complementar a lista, certamente!

Algumas fábricas projetaram ícones e incompreensivelmente os abandonaram, como foi o caso da Ford em 1984 com seu modelo Escort XR3, de estilo inovador com “dois volumes e meio”, a famosa rabeta  que marcou época.

 

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Escort XR3 1984, veículo maravilhoso com tudo no lugar, inclusive as rodas trevo de quatro folhas que são um exemplo de criatividade que a Ford não soube aproveitar, infelizmente

E foi nos idos de 1965, quando iniciei meus estudos na FEI ( Faculdade de Engenharia Industrial, hoje Fundação Educacional Inaciana) que conheci o professor Rigoberto Soler.

 

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Rigoberto Soler (1926–2004)

Espanhol de nascimento e naturalizado brasileiro, o professor Soler foi um dos primeiros projetistas/estilistas do Brasil, com criações inovadoras  que  não foram viabilizadas, pois infelizmente o Brasil na época não prestigiava as iniciativas tupiniquins. Sem incentivos do governo que apoiava somente as multinacionais, ficava praticamente impossível qualquer iniciativa local.

Um exemplo importante foi o Capeta, grã-turismo que o professor Soler desenvolveu na Willys-Overland do Brasil e que ficou somente em um elegante protótipo funcional que hoje faz parte do acervo do Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, cujo curador é o nosso (do Ae) Roberto Nasser.

 

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Capeta, raro desenho de estúdio do professor Soler

Houve uma exceção, o projeto de nome-código Uirapuru que o professor Soler desenvolveu na Brasinca S.A., empresa fundada em 1949 e que fabricava carrocerias para ônibus e caminhões.

 

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Projeto Uirapuru, raio-X

Veículo esportivo, grã-turismo de 2 lugares, com estrutura monobloco e todo feito em chapas de aço estampado, era extremamente leve, aerodinâmico e dotado de um motorzão 4,3-litros de 6 cilindros em linha e 148 cv brutos, herdado da picape Chevrolet Brasil. Com a adoção de 3 carburadores duplos SU H4, chegava a 155 cv a 4.000 rpm. As portas avançavam sobre o teto para facilitar o acesso ao interior, normalmente difícil nos baixos esportivos.

Com tração traseira e diferencial GM com relação 3,55:1, era equipado com câmbio Clark manual de três marchas (2,45:1 – 1,47:1 e 1,00:1, respectivamente).

Suspensão dianteira independente de duplo braço e suspensão traseira com molas helicoidais e barra Panhard, freios a tambor assistido nas quatro rodas e direção rosca sem fim sem assistência hidráulica integravam o veículo.

O acabamento era muito cuidadoso com carpete e bancos reclináveis em couro,  apliques de madeira no painel de instrumentos e console central que encobria o câmbio e o túnel da transmissão.

O painel de instrumentos era completo, contando com velocímetro até 240 km/h, conta-giros, termômetro da água, manômetro de óleo, medidor de combustível e voltímetro. No console ficava o relógio e diversas teclas de comandos.

Diz a lenda que foram consumidas 60.000 horas de trabalho incluindo testes no autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Foi apresentado por ocasião do Salão do Automóvel de 1964 com o nome de Brasinca 4200 GT e seu sucesso com o público foi imediato, tornando-se imediatamente um objeto de desejo.

A Brasinca produziu 50 unidades de seu esportivo em seu primeiro ano de vida, em 1965, quando repentina e inesperadamente tirou-o de produção.

 

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Brasinca 4200 GT no Salão do Automóvel de 1964

Em 1966, seguindo-se à interrupção de produção do carro, a fabricação do Brasinca se transferiu para a STV – Sociedade Técnica de Veículos, do empresário e piloto Walter Hahn Jr., da qual Rigoberto Soler se tornou sócio e  o nome-código Uirapuru passou a ser o nome oficial do esportivo.

Várias versões foram lançadas, inclusive o GT 4200 SS, especial para competição, com 177 cv, que chegava a 240 km/h na reta de Interlagos. Tinha câmbio Corvette de 4 marchas com diferencial autobloqueante que melhorava ainda mais o rápido Uirapuru.

O Uirapuru foi descontinuado em 1967.

 

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STV, a fábrica do Uirapuru

 

Como curiosidade, no Salão do Automóvel de 1966 foi apresentado o Gavião,  versão destinada ao policiamento rodoviário, um pequeno furgão à imagem dos shooting brake ingleses,  derivado do Uirapuru.  Era todo blindado, inclusive os vidros, e que acomodava uma maca e duas metralhadoras na grade dianteira, acionadas no painel do veículo. O Gavião não passou de uma unidade produzida, que foi doada à Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo.

 

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Uirapuru Gavião

O professor Soler tinha uma personalidade forte, as vezes difícil, porém tinha prazer de ensinar os seus alunos os “segredos dos projetos”, carroceria, chassis, aerodinâmica, estruturas, tudo enfim esmiuçado de uma maneira didática em uma época onde a informática apenas engatinhava.  Ele tinha a perseverança dos gênios, se dedicando de corpo e alma em seus projetos, incluindo o interior, painel de instrumentos e habitabilidade.

 

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Painel do Uirapuru, antológico

Veja o leitor a “pegada” do painel dos instrumentos com detalhes em madeira e com tudo à mão. Detalhe do volante Walrod, fazendo a diferença em elegância e conforto.

Vale a pena lembrar do volante Walrod, criação do talento Walter Rodrigues em sua metalúrgica que produzia volantes de direção para a indústria automobilística brasileira. Lembro-me bem do desenvolvimento do volante do Corcel GT, de que participei  fazendo dupla com o Sr. Walter

 

painel corcel gt  TALENTO painel corcel gt

Volante Walrod  do Corcel GT

Como sempre, encerro a matéria com uma homenagem.

Reverencio os talentosos Mario Boano e Luigi Segre, do Studio Ghia, que criaram uma jóia sobre rodas, o Karmann-Ghia tipo 143 (o primeiro), que em minha opinião foi um dos mais lindos veículos já produzidos no mundo.

 

KarmannGhia  TALENTO KarmannGhia

Karmann-Ghia Tipo 143,  1955 na Alemanha, 1962 no Brasil, una jóia sobre rodas

CM

Fotos: onlycarspictures.com; google images; bestcars.uol.com.br; carplace.uol.com.br; www.porsche.com; collector’s magazine; all-carz.com

Sobre o Autor

Carlos Meccia

Engenheiro mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) em 1970, trabalhou 40 anos na Ford brasileira até se aposentar. Trabalhou no campo de provas em Tatuí, SP e por último na fábrica em São Bernardo do Campo. Dono de amplo conhecimento de automóveis, se dispôs a se juntar ao time de editores do AUTOentusiastas após sugestão do editor Roberto Nasser.

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  • Matheus Ulisses P.

    Quero ter o prazer de um dia poder ver um Uirapuru ao vivo. Carro fantástico!

    • Matheus, eu também !

    • Cafe Racer

      Nesses grandes encontros de veículos clássicos é possível se ver um deles .

  • Prezado Carlos… um antigo professor de meu curso de engenharia, já velhusco no final dos anos setenta, não cansava em repetir: NADA substitui a falta de talento e, a formula para qualquer sucesso longevo ( os carros que tu citaste o são! ) seriam a soma de: Talento, perseverança e sorte ( oportunidade neste caso… ) mas o karman ghia é lindo e atemporal… Tem uma alfinha dos anos sessenta que tirando o simbolo da grade praticamente repete o desenho…Por sinal também linda… Posso parecer saudosista, mas para uma época de linhas pasteurizadas sem essência alguma ( hoje até um mercedes ou uma BMW é facilmente confundida com qualquer carro coreano! ) Ler um post destes me trás otimas lembranças e a certeza que o modismo de salões de ensaio são tão efêmeros quanto fúteis…Obrigado pelos agradáveis minutos de leitura.

  • Mineirim

    Falou tudo, Meccia!
    Seguir tendências é uma coisa. Falta de criatividade é outra coisa.
    Talento é o que sobra em você e demais colunistas do Ae.
    Abraço

  • Sinatra

    Então o Sr. foi um dos talentosos estilistas/projetistas que conceberam o famoso volante Walrod a equipar o Corcel GT? Meus parabéns!
    Pergunto: há identidade de desenho/projeto entre o Walrod do Corcel e o que equipou de série o Maverick GT em 1977? Se não, quais seriam as diferenças? O Sr. participou do projeto deste volante também para o Maverick?
    Desculpe a série de perguntas, mas é que este desenho de volante povoou (e muito) meus anseios de juventude. Para mim e uma patota de amigos fascinados pelo musculoso da Ford, o Walrod era o suprassumo dos volantes a ornar o interior dos Mavericks, fosse GT de qualquer ano.
    Não querendo abusar de sua boa vontade, mas saberia informar quem foi o responsável por estilizar a “fase II” do Maverick GT, quando trocaram-se lanternas, faixas e ornamentos em geral?
    No mais apenas observo como os estilistas e projetistas de nossa indústria automotiva de então eram realmente talentosos, na acepção exarada pelo Sr. no início da matéria: faziam mais com menos, rivalizavam com as casas de estilo dos próprios mercados de origem dos produtos, quando não faziam até melhor (caso do Maverick e do LTD/Landau, na minha humilde opinião de admirador leigo), esbanjavam criatividade e davam aos produtos ao mesmo tempo beleza ímpar e distinção regional típica, coisa que hoje dificilmente se vê nas linhas de estilo de quaisquer das fabricantes instaladas em nosso país.

    • Lorenzo Frigerio

      É bom lembrar que o volante dos Dodges Charger LS e R/T também eram Walrod, idênticos ao do Charger americano do fim dos anos 60. As versões Ford Brasil provavelmente foram copiadas dele, mas eram um pouco menores.

  • Carlos A.

    Carlos, como sempre mais um texto que nos ensina muito! Seu professor tinha mesmo muito talento.
    Eu, criança nos anos 80 sabia identificar facilmente os carros da época e da década anterior. Sempre tive essa impressão de que os carros tinham seu desenho próprio. Hoje são muito parecidos mesmo.

  • Newton ( ArkAngel )

    Mr. Meccia, o fato dos carros atuais serem muito parecidos é apenas reflexo do ser humano atual em sua maioria.
    As pessoas estão todas iguais, gostam das mesmas coisas, assistem os mesmos filmes, vestem as mesmas roupas, ouvem as mesmas músicas…até mesmo um simples diálogo transformou-se numa sucessão de chavões e lugares-comuns. O politicamente correto está na ordem do dia, pensa-se com o pensamento alheio, é mais prático e fácil. Qualquer manifestação de criatividade é logo demonizada e relegada ao ostracismo.

    É uma pena.

  • Leister Carneiro

    Prezado vejo nestes carros antigos a personalidade da pessoa que o desenhou. Não este diagrama de blocos prontos que virou as criações de hoje em dia apesar de suas qualidade mecânicas.
    Muito legal estas suas experiencias até de faculdade , bem legal de ler.

  • Ilbirs

    Tenho notado um pouco desse “mais do mesmo” em segmentos que são mais ou menos iguais no mundo inteiro, como o dos carros médios-pequenos. Nesses há um bom medo de ousar e até quem ousava está se encaminhando para fazer produto commoditizado (vide BMW querendo passar à tração dianteira na Série 1). Nos SUVs está ocorrendo coisa parecida e aqui novamente falo da BMW, que tinha um SUV interessante justamente por não ter muita cara de SUV (o X1, com seus apenas 1,54 m de altura, mas 19 cm de altura livre do solo), mas na próxima geração irá transformá-lo em algo que na prática não é diferente do Q3 que já existe. E, como sabemos, a graça da BMW é a tração traseira e a distribuição de peso 50-50 em carros que podem ser usados para fazer as mesmíssimas coisas que seriam feitas com carros de tração dianteira, com a diferença de o trajeto entre os pontos A e B ficar mais interessante.
    A falta de querer transcender e explorar demandas reprimidas do mesmo mercado é o que tem feito termos basicamente os mesmos tipos de produto apenas mudando a marca que os fabrica. É claro que quem compra carro para um determinado uso, caso não encontre algo que se conforme bem a seu uso, irá tentar buscar o que de mais próximo houver. Logo, fãs de peruas acabaram indo para minivans, crossovers e SUVs não porque precisavam do que esses veículos oferecem, mas sim porque eram o mais próximo daquilo que precisam, aí entendendo-se a necessidade de um compartimento de carga grande e altamente modulável, uma vez que sedãs têm limitação de modularidade (bocas pequenas de carga e, mesmo em tempos atuais, alguns casos de ausência de banco traseiro rebatível, além de os batentes costumarem ser desnivelados em relação à plataforma de carga) e hatches, de volume de carga (uma vez que têm balanços traseiros mais curtos e aqui também sofrendo de batentes desnivelados).

    Esse mercado commoditizado também está idiotizado, como pude constatar ainda hoje, há poucas horas, ao ouvir alguém me perguntando quem iria querer um Golf Variant, que o veículo teria cara de carro funerário e outras bobagens sem tamanho. Perguntaram para mim sobre, se eu fosse uma mulher, aceitaria sair com alguém que tem uma Variant (aqui em contexto meio depreciativo, comparando com aqueles VW refrigerados a ar) ou com alguém que tivesse um SUV. Respondi que se eu fosse uma mulher, provavelmente teria a mesma criação que tive enquanto homem e membro da família de que faço parte, em que temos um padrão de vida modesto para aquilo que ganhamos. Não falei sobre o hábito de leitura arraigado entre meus parentes e agregados e a tendência de não sermos consumistas, até porque não me parece que alguém no oba-oba típico do brasileiro entenderia coisas mais profundas.
    Saio agora da ligeira digressão. Ainda assim, e considerando-se a imitação como o mais sincero dos aplausos, vejo que quem saiu um pouco que seja da receitinha básica e sem riscos acabou gerando seguidores. Exemplo disso?

    http://triautoautopecas.com.br/media/catalog/category/renault-logan-triauto-auto-pecas.jpeg

    Sim, ouvimos aqueles papos de que aquilo era um carro dos anos 1980, um caixote feio e outras coisas, mas os donos de Logan de primeira geração fazem troça disso e até brincam falando que não admitem mesmo que alguém diga que seu carro é bonito. O que importa é que já foi aplaudido duas vezes, a primeira com o ótimo acréscimo de banco traseiro rebatível e bipartido, mas com o inconveniente do comprimento em quase 4,50 m:

    http://www.dezeroacem.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2013/09/Chevrolet-Cobalt-1.8-LT-LTZ-Brasil-dianteira01.jpg

    E a segunda, mais ou menos com as mesmas dimensões, banco traseiro rebatível (ao menos no Brasil), bem como mais leve, com mais segurança passiva e 0,31 de Cx (obtido com o uso de pequenas trapaças aerodinâmicas espalhadas pela carroceria):

    http://www.itavema.com.br/dir_fotos/245/toyota-etios-sedan-lateral.jpg

    Os aplausos foram tão efusivos que o autor do original resolveu na nova temporada incorporar faróis biparábola, amortecedor no capô, banco traseiro rebatível (e bipartido em algumas versões), linhas que de fato ficaram belas (ainda que não tão aerodinâmicas quanto às da segunda salva de aplausos). Continua com alguns pecados, como o motor mais potente ser relíquia de museu flexibilizada, mas no geral melhorou em um ponto que se tornou o único sedã de entrada de sua marca, a ponto de substituir também outro que era mais apertado e muita vela boa para defunto ruim:

    http://1.bp.blogspot.com/-3Ss1amvdtfE/Ung80Jn3O0I/AAAAAAABLXs/m5LlxqFMRew/s1600/Nov–Renault-Logan-Dynamique+(34).jpg

    E esse carro tão racional em seu geral acabou de alguma forma se tornando algo com a alma inalterada, apenas passando a ter a execução feita de uma maneira mais agradável, ainda que mesmo quando não era assim tão agradável já vendesse bem. Daqui a uns 30 anos iremos considerá-lo um clássico do começo do século XXI justamente por ter resgatado o conceito de que não adianta ter uma bela forma se a função que desempenha for ruim. É carro tão bem bolado que não pode ser melhor do que já é, a exemplo do aplauso da Chevrolet, porque iria tirar argumentos de venda dos modelos maiores, mais caros e não tão espaçosos assim.
    No caso específico do Escort, ainda que as levas de Mk3 a Mk6 ao menos por aqui vendessem bem e fossem referência em seu segmento, ao menos os Mk5 e Mk6 acabaram jogando um pouco para baixo o nome em questão, que também não ia tão bem nos Estados Unidos ao designar algo que na prática era um Mazda 323 com outra carroceria. Sendo uma identidade dispersa, acabou fazendo sentido romper tudo e fazer o Focus, em que pese o Mk1 ter sido a posteriori recauchutado duas vezes nos Estados Unidos e por lá se haver pulado direto para o Mk3, enquanto a Europa teve um Mk2 e se estava correndo o risco de repetir a diluição identitária de seu antecessor, o que não ocorreu graças ao tal “One Ford”.

    • Leonardo Mendes

      Para alguns vai soar estranho, mas eu prefiro o Logan antigo ao novo.

      • Ilbirs

        Em relação ao Logan antigo, o geral dele é bom. O acabamento é simples, verdade, mas não se vê peças de má qualidade nem com encaixes ruins. Minha objeção em relação ao modelo é sobre a ausência de rebatimento do banco traseiro, ainda mais em uma época na qual praticamente todos os sedãs dispõem de tal opção e alguns com direito a banco bipartido. É aquele tipo de funcionalidade do qual não se consegue abdicar mesmo em sedãs.
        Por sorte, corrigiram esse problema na atual geração, ainda que o banco traseiro bipartido pudesse ser algo disponível em todas as versões, uma vez que é um banco traseiro em que só os encostos rebatem e, portanto, pouca coisa mais caro que um rebatível convencional ou mesmo o fixo das versões mais baratas.

    • Fabio Toledo

      Excelente texto, hein! Congrats!

  • BlueGopher

    Ainda garoto, fiquei maravilhado quando vi o Brasinca exposto primeira vez no Salão do Automóvel.
    Que carro!
    Sonhava com ele…

    E lá pelo final dos anos 70, passando por uma rua do bairro Ipiranga, em São Paulo, e me pareceu ter visto de relance um deles parado no fundo de uma pequena oficina mecânica.
    Dei a volta na quadra, estacionei meu carro e era mesmo um Brasinca parado lá no fundo, num canto da oficina.
    E estava a venda!
    Minha infinita tristeza, até hoje, é que na época eu não tinha condições financeiras e nem espaço para adquirir e guardar o carro.
    Ele continua nos meus sonhos e numa bela miniatura na minha estante…

  • Peter Losch

    É tanta implicância com os SUVs… Metade dos que reclamam nunca tiveram um.
    Sobre o design dos automóveis, outros tempos, outra época. Enquanto tiverem quatro rodas, um volante, um motor, espaço para carga e passageiros, não vai mudar muito do que começou nesta época.

    • Dirk

      Caro Peter, tive um Jetta Variant 2008, troquei por um Tiguan 2010 e em 2012 voltei para o Jetta Variant… Posso afirmar com toda a certeza, a perua é muito melhor que o SUV. A começar pelo porta-malas, ridículo no Tiguan… no trânsito travado de São Paulo os 5 cilindros do Jetta movem o carro de maneira muito mais eficiente que o Tiguan que para mudar de faixa de rolamento parece carro 1,0 (na estrada a história é outra, mas 80% do tempo ando no pára-anda-pára da cidade…). Por estas razões posso dizer que a perua é muito melhor que o SUV. Estou esperando a boa vontade da VW em trazer o Golf Kombi (ou Sportwagon, com dizem nos EUA) para trocar o carro…

  • Mr. Car

    Talento, ah, o talento! Não há escolinha de futebol no mundo que crie um jogador fenomenal, nem escola de música que gere um compositor fantástico. Talento nasce (ou não) com o sujeito. Não ligo para futebol, mas tenho profunda admiração e gratidão por todos aqueles que criaram as melodias que uso como trilha sonora em casa e também nas minhas saídas de carro. Por falar em carro, nunca tinha ouvido falar neste Uirapuru “policial”! Vou perguntar, mas já com medo da resposta: ainda existe? O Uirapuru em si, era muito bacana. Primeiro, que era bonito e esportivo mesmo, no sentido do desempenho. Depois, por ter uma coisa que me agrada demais, o acabamento refinado, de muito bom gosto. E que beleza de painel, também como gosto, completo, cheio dos reloginhos, he, he!

  • cedujor

    Esse XR3 da foto não tem os faróis de auxiliares de longo alcance e de neblina. Será que é um Escort comum “meio” disfarçado de XR3? Pelo que me lembro os XR3 tinham quatro desses faróis. E, realmente, eram maravilhosos!

    • cedujor, no Brasil o XR3 realmente tinha os 4 faróis dianteiros adicionais
      Na Inglaterra porém, o XR3 saiu com versões sem os faróis, somente com os dois de longo alcance e também com os quatro como no Brasil.
      A foto do post é inglesa.
      Obrigado.

    • cedijor, veja a propaganda europeia somente com os faróis de longo alcance e no Brasil com os quatro faróis
      Obrigado!

      • Cristiano

        Isso aí no lugar dos longo-alcance é olho de gato?

      • Fat Jack

        Obrigado Meccia, estava tentando postar uma sem sucesso…
        (e me desculpem os ingleses, mas XR pra ser XR, tem de ter os faróis auxiliares!)

    • cedujor, mais uma foto do XR3 europeu sem os 4 faróis
      Valeu !

  • guilherme moreira

    Apenas acrescento que a Porsche só viabiliza hoje a produção do 911 por fazer o Cayenne, que vende muito e trouxe fôlego para a marca. Cayenne, que por sinal também não gosto…

    • Domingos

      Será mesmo? Me parece tanto papo de marketeiro isso.

      Acredito que deu um belo ganho de caixa para a companhia, nada mais.

  • petrafan

    Um prazer, ver as referências à saudosa (apesar de tão difícil) FEI, vindas de um feiano.
    Mais um excelente artigo do Meccia.
    E me desculpem os demais colegas mas também detesto SUVs. Não passam de modismo. Um automóvel de verdade é baixo e retilíneo como os Mercedes-Benz e BMW, por exemplo. As proporções desses carros, sua distribuição de peso e dinâmica de marcha são o que qualquer automóvel deveria perseguir (metaforicamente, é claro).
    SUVs são fonte de receita, apenas. A mediocridade da opinião geral sustenta esse fluxo de dinheiro.

    • petrafan, obrigado pelo comentário
      Tenho realmente que admitir que os grandalhões não são o meu forte. Por mim os SUVs já estariam fora do mercado

    • petrafan, obrigado!

    • Catarinense

      Não é apenas modismo, em meu sentir.
      Eu conheço duas pessoas que adoram picape (as médias, no Brasil).
      E são pessoas bem próximas, meu pai e meu sogro.
      Eles acham burrice ou o que for uma pessoa pagar mais de 100 mil reais num Golf, quando se pode comprar uma picape a diesel, inclusive 4×4, com toda a versatilidade, imponência, robustez e segurança (passiva, especialmente em possíveis batidas frontais) de uma boa picape.
      É questão de ponto de vista… Temos de respeitá-los todos. A minha mulher tem vontade de ter um SUV e ela não é nem de longe uma pessoa medíocre e/ou alienada por pura influência de modismos.
      E eu não sei de quais modelos da BMW (ou Mercedes) está se referindo, mas os que eu mais vejo na rua (pelo menos BMW) são X1, X3, X5 e especialmente X6, aqui em Florianópolis. Até o X4 já tenho visto alguns na Ilha.
      Claro que há muitos Série 3, que provavelmente seja o mais vendido, mas a perfeição técnica desses carros alemães também está nos crossovers/SUVs.
      Hoje tenho um carro sedã, porque esses “SUVs” nacionais abaixo dos 100 mil não me convencem e ainda não posso pagar mais do que isso, porém futuramente meu carro será um SUV na casa dos 160/180 mil reais.

    • Valeu petrafan !

    • Lorenzo Frigerio

      Sim, os SUVs são os verdadeiros “Paulo Coelho”.

  • Sinatra, fizemos o do Maverick também.

  • Obrigado Leister Carneiro……..gostei do “diagrama de blocos prontos”

    • Ilbirs

      Aliás, minha preocupação em relação às plataformas ultraflexíveis é que passem a ter a tal abordagem de diagrama de blocos prontos e isso restrinja violentamente as propostas dos carros. Por ora não estamos vendo isso acontecer com a MQB, como podemos ver no quão diferentes entre si são Golf VII, Audis A3 e TT das atuais gerações, Passat VI e outros derivados. Porém, sempre há esse risco e nessa passarmos a ter basicamente um mesmo carro em tamanhos diferentes, caso se opte por restringir as partes do carro que são visíveis para o público em geral.

  • Roberto C.

    Mr. Car,

    Não se sabe o fim desse exemplar único, mas ele de fato existiu, como se vê abaixo no trecho de um único episódio do “Vigilante Rodoviário”, de 1967, que usou o carro.

    http://www.youtube.com/watch?v=Sr0xOy-hkNE

    • Mr. Car,
      Obrigado pelo excelente vídeo que eu não conhecia. Realmente foi o unico Gavião funcional

    • Mr. Car

      Não me lembro de ter visto, e olha que eu adorava “Vigilante Rodoviário”, he, he! Que existiu, existiu, mas eu queria saber mesmo é se foi preservado, ou ao menos se ainda existe, mesmo que em frangalhos.
      Abraço.

  • Newton, muito bom o seu comentário….creio que é isso mesmo
    Obrigado

  • Leonardo Mendes

    Vivemos a Era da Pasteurização, onde tudo é igual a tudo e não se parece com nada.
    Cada vez que um carro é lançado eu fico pensando naquele comentário típico de maternidade: “todo recém-nascido tem cara de joelho.”
    Os carros atuais são assim… todos com a mesma cara de “joelho.”

    E se esse “joelho” ousar apresentar alguma diferença, meu Deus… o projetista é perseguido a vida inteira por aldeões automobilísticos com tochas e forcados nas mãos querendo a cabeça dele (Chris Bangle é o exemplo mais característico disso).

    E pra terminar:
    Eu gosto de SUVs, há bons exemplos em desenho no segmento (Hyundai Veracruz), gosto do Logan antigo e desprezo o novo e gosto do Etios.
    Sim, não sou um joelho.

    • Fórmula Finesse

      Chris Bangle foi francamente injustiçado! Eu gostava das “bêmme” grandes desenhadas por ele, tinham caráter!

    • Fat Jack

      Discordo de você com relação ao novo Logan, apesar de achar a frente um pouco exagerada para um sedã familiar, ele me agrada (acho a versão Dacia – mais comportada – mais feliz para seu público alvo), gosto do antigo (tanto que tenho um) por achar que é um carro com identidade (algo do tipo: sou anos 80 mesmo, e daí?), o Etios não acho um belo carro, porém não deixaria de tê-lo em virtude do seu design externo (mas certamente em virtude do design interno).

  • Davi Reis

    Talvez não os tenham justamente por reclamarem tanto… É questão de gosto e uso, o leitor do Ae tem mais discernimento e embasamento do que a média. Se reclamam, têm seus motivos.

    • Peter Losch

      Talvez não os tenham por falta de condição (dinheiro, espaço, necessidade, etc) e aí é fácil meter o malho. Mesmo nos comentários do Autoentusiastas, é alta a grita dos que defendem as peruas e acham que só compram SUVs aqueles que querem ficar alto no trânsito. Ignorância e incoerência.

      • Davi Reis

        Muito fácil classificar a opinião alheia como ignorância e incoerência, não é? Justifica e defende plenamente os SUV’s…

        • Peter Losch

          Sabia que um dos sinônimos para ignorância é o de ignorar, desconhecer? Você há de concordar que aqui, como em muitos outros lugares, as pessoas criticam aquilo que não conhecem? Ou, em situação pior, critica aquilo que não pode ou não quer ter?
          A propósito: Você Já teve algum SUV? Se sim, é válida a sua discordância. Caso contrário, é o exemplo de incoerência.

          • Davi Reis

            Um dos significados, não o único, não é? Poderia muito bem ter um SUV, mas isso pouco importa no caso. Você claramente está mais preocupado em criticar aqueles que não gostam desse tipo de carro do que propriamente os defender. Uma pessoa pode muito bem definir prioridades e eliminar um modelo antes da compra, é o que um consumidor consciente faz.

          • Peter Losch

            Sim, um dos significados, que depende de uma correta interpretação do texto para a sua aplicação. Como este assunto foge do escopo da discussão, deixe, mais uma vez, para lá.

          • Davi Reis

            Melhor deixar pra lá mesmo. Minha existência se resume a mais do que isso.

  • Davi Reis

    Até hoje torço o pescoço para o Escort quando vejo um na rua, não importa a geração. Acho um exemplo maravilhoso de como um carro pode mudar bastante de geração para geração, mesmo sem perder a classe ou chocar pelo exagero. Mas pode ser que eu seja suspeito para falar, sempre fui um grande fã do carro.

    • Domingos

      Foi do começo ao fim um bom exemplo de identidade da marca e do modelo muito bem trabalhadas. Todos remetem aos passados e aos sucessores sem exageros ou feiuras.

  • Fabio Toledo

    Sério que você gosta do Etios? Mamãe!

    • Fabio Toledo
      Mamãe digo eu. O que há de errado com o Etios? Gosto dele também, já escrevi sobre ele aqui.

      • Robertom

        É um bom carro, gostoso de dirigir e com bom conjunto, mas é irremediavelmente FEIO!

        • Domingos

          Estamos desde o final dos anos 2000 numa época tão ruim de design que certas coisas chegam a parecerem normais.

          O pessoal dessa geração bem lavada da cabeça e com idéias/ideais bem doentios chegou nessas posições agora e tudo é mais ou menos feio.

          Celular hoje em dia é mais feio que os modelos de destaque até o começo dos anos 2000. Afirmo sem medo: mesmo o iPhone é um treco feio e que parece um pouco alguns brinquedos de sex-shop (ninguém se lembra, mas os produtos da Apple estrearam essa tendência de design lá nos anos 90 com os iMac, que eram terrivelmente horríveis – mas chamavam atenção).

          O Etios é feio sim. O carro tem o problema atual de ser um feio sem sentido, de mau gosto. Existiam carros feios simpáticos – o Clio até o modelo 2002 era um exemplo perfeito.

          O Etios tem certas linhas bem legais, apesar de quadradonas, como a lateral traseira. No geral o carro seria ok se não abusassem no desenho das lanternas e faróis/grade – onde ficou clara uma intenção de forçar “linhas asiáticas” no carro.

          Por dentro é OK. Só o painel que é outra invenção de forçação de barra.

        • Fabio Toledo

          Robertom, eu não gosto nem do Corolla, que o Bob disse ter ficado um “carro de pista” (entendi o comentário no sentido que melhorou muito, mas mesmo assim) após a recalibração de suspensão. Não creio que as qualidades dinâmicas do feinho fariam a minha cabeça.

      • Fabio Toledo

        Ok Bob, eu não gosto.

      • Roberto Neves

        Não só escreveu como protagonizou um ótimo vídeo!

    • Felipe Rocha

      Também gosto do Etios, só aquele painel “FiIizola” é que não é muito agradável.

      • Fat Jack

        Concordo, para mim é algo do tipo: “reinventando a roda, para pior!”

    • Leonardo Mendes

      Todo mundo se espanta quando eu falo que gosto do Etios… um amigo chegou a me mandar uma montagem da “Nova Linha Etios.98”, ri até não poder mais.

      Gosto dele desde que foi lançado e, sério, não consigo ver nele toda essa feiura que falam… outro que todo mundo criticava pelos “olhos de gafanhoto” e eu curto até hoje é o March antigo.

      • Ilbirs
        • Leonardo Mendes

          Carinha de Verona esse Tercel sedan, hein?

      • Domingos

        March antigo nunca foi feio, exceto por dentro. Era um carrinho simpático.

        Chris Bangle acertou no desenho de alguns BMW Z e na Série 5 – apesar que a Série 5 anterior era tremendamente mais bonita.

        O resto acho que ele merece cada gota de ódio que recebeu.

      • Fat Jack

        Acho que é um carro que se a Toyota tivesse investido meia horinha e adequado seu interior ao gosto brasileiro (como fez com os Corolla 2000 – alterando sua frente) o carro poderia ter melhores índices de venda, mesmo com seu preço acima da concorrência.

        • Ilbirs

          Algumas bobeiras do Etios foram corrigidas, como a pintura do cofre a partir do ano-modelo 2014, mas algumas ainda não, se é que o serão, como o macaco ao lado do banco do motorista.
          Como provavelmente teremos uma nova geração do modelo, pode ser que não corrijam todas as besteiras na atual, boa parte deles resumíveis ao painel de instrumentos:

          http://www.carsbell.com/assets/vehicleimage/Etios_interior_2.jpg

          http://www.consorciodeimoveis.com.br/ckfinder/userfiles/images/Interior_Toyota_Etios_2014_.jpg

          Observe-se que temos mostradores centralizados em que o de mão inglesa é espelho daquele usado aqui no Brasil, significando serem peças completamente diferentes, assim como são diferentes as posições das saídas de ar centrais empilhadas. A concha superior do painel, na qual se encontram os mostradores, também é espelho da brasileira, assim como invertidas são as posições dos controles de climatização. Espelhada também é a tomada 12V embaixo dos controles de climatização e as únicas peças que de fato são comuns entre os dois painéis são os consoles à frente da alavanca de câmbio. Logo, esse carro na prática tem mais custo de peças para volante à direita e à esquerda do que outros carros que tenham mostradores centralizados.

          Como poderia ser uma solução adequada e que na prática reduzisse os custos gerais por usar mais peças iguais? As saídas centrais empilhadas poderiam até mesmo continuar, desde que fossem em quatro, permitindo que duas ficassem viradas para os ocupantes da frente e as outras duas, para os de trás, como dá para fazer em um Tiguan:

          http://www.vwbr.com.br/ImprensaVW/image.axd?picture=%2F2012%2F11%2F03_VOLKS_IMG_3232_01_29-11-12.jpg

          Se formos considerar que todos os Etios com ar-condicionado têm porta-luvas climatizado de série (uma ótima ideia, pois aproveita o fato de a saída de ar do lado externo passar exatamente ao lado do porta-luvas, bastando acrescentar uma cobertura deslizante no tubo que conduz o ar), quatro saídas de ar centrais apenas o tornariam mais atrativo.
          Já no caso dos mostradores Filizola, ele teria antecipado a boa ideia do 208 e do 2008 se estivesse posicionado à frente do motorista, uma vez que a altura em que os mostradores estão permitiria sossegadamente saber as informações em uma batida de olho. Porém, por estar em posição central e perto demais do volante, obriga o motorista a fazer movimento com o pescoço, que não existiria se os tais instrumentos centralizados estivessem mais distantes. Outro desperdício dessa proposta de mostradores centralizados é que não incluíram um compartimento porta-objetos imediatamente à frente do volante, o que certamente aumentaria a utilidade do veículo. E há muitas outras possibilidades que não foram aproveitadas nesse carro.

          • Fat Jack

            Precisam aproximar do “lugar comum”, o oposto do Etios atual, mas mantendo o desenho lateral do carro (que me parece bem acertado), um face/butt lift, (mas bem elaborado, não o rascunho do primeiro estagiário que passar na área de projetos!), a colocação de um painel convencional e de preferência (mas não acho ser primordial) 2 limpadores ao invés do único pantográfico SEM AUMENTO DE PREÇOS (porque seu preço também é um belo desestímulo a compra) certamente o trariam para próximo do patamar de venda dos seus concorrentes, mesmo custando mais e tendo uma motorização com rendimento de potência inferior.

          • Domingos

            Coisas polêmicas e de “curiosidade” como limpador único, macaco embaixo do banco etc. não incomodam NADA nesse carro.

            São coisas de curiosidade mesmo. Outros detalhes incomodam, entre eles, cinto de segurança que mesmo com o ajuste de altura da linha 2015 pega no pescoço em algumas posições. Painel que não tem jeito, ou vira digital ou não funciona. Qualidade de montagem muito variável, com pequenos probleminhas típicos de outras marcas. Muitos barulhinhos com o tempo. Dependendo do pneu, o carro é uma pedra. Porta-malas muito pequeno no hatch, sendo que o espaço interno acaba sobrando.

            Consumo não é um destaque também.

            Sobre um porta objetos no painel, discordo. A não ser que seja tampado (como nos C4 Picasso), é um bom negócio para tirar visibilidade e ficar juntando bagunça.

            O Uno antigo tinha certos porta-objetos por toda parte de cima do painel e é bem freqüente você ver o carro sendo usado como escrivaninha, fica bem estranho mesmo.

          • Fat Jack

            Cara, eu já vi diversos carros com mostradores centrais, e para mim não é uma boa idéia, não é uma posição de visibilidade natural como em frente ao volante, é exigido um maior desvio de atenção do motorista (não sei explicar de que forma, mas somente uma substancial diminuição dos custos de produção justifica este tipo de coisa – tal qual botões de vidro elétrico no painel, ou entre os bancos em vez de junto aos puxadores das portas), e com tanta opções no mercado eu não teria hoje um Etios.
            Acho que este inconveniente pode ser facilmente resolvido, pode-se até fazê-lo mantendo os mostradores da versão mais simples do novo Corolla, (o que já representaria uma redução de custos devido a maior quantidade produtiva) e adequando-se o restante do painel.
            Para mim não seria o ideal, por preferir painéis nos quais conste o indicador de temperatura, mas já seria um imenso avanço!

  • Fabio Toledo

    Se já é melhor no asfalto lunar, na estrada então… rs.. O “dózinha” do pobre SUV…
    Não liguem… Isso é troll! #suvsux #nuncaserao

  • CARPANO

    Me fale uma qualidade de um SUV que eu não ache em uma bela perua.

    • Cristiano Reis

      A altura elevada do solo, mesmo que na maioria do tempo as peruas sejam mais úteis, quem, como eu, anda bastante em terrenos sem pavimentação, estradas carroçais (implantação de rodovias), o SUV (no caso um Duster) se mostra uma opção mais acertada.

    • Peter Losch

      Espaço, conforto, amplidão, maciez geral, tamanho do porta-malas etc. Para família que precisa de espaço e conforto, é imbatível. Sair de um SUV mesmo que para uma perua, é um grande contraste de realidades. Ganha-se em algumas coisas mas perde-se em várias outras. A necessidade é quem vai ditar o tipo de carro.

      • CARPANO

        Espaço de porta-malas é o mesmo, a segurança de uma perua é muito maior e o conforto é até maior, pois não tem suspensão mole igual um colchão de água.

        E antes que venha me falar que o julgamento é por nunca ter um SUV, na família tivemos uma Santa Fé que nos deu tanta dor de cabeça que vendemos. Agora temos um CR-V, que fui extremamente contra.

  • CorsarioViajante

    Não acho que hoje falte talento ou criatividade. Mas talvez outras áreas estejam atraindo mais os profissionais criativos e talentosos, em especial ligadas à tecnologias.
    E talvez a indústria automobilística em grande parte também tenha perdido o interesse e a vontade em ser criativa e talentosa, se resignando a fornecer meios de transporte eficientes e obter vendas e lucros e para isso, todos sabemos, quanto mais genérico e pasteurizado melhor.

  • Catarinense

    Eu sou bastante fã dos Porsche 911 justamente por causa dessa tradição no desenho… É como um diamante que vai sendo lapidado aos poucos, cada vez atingindo um novo estágio de perfeição. Do mesmo modo que eu gosto dos SUVs da Land Rover.

    Por isso não gosto de marcas de carros que, de uma hora para outra, revolucionam absolutamente tudo num determinado modelo (que some do mapa) e surge outro produto de DNA totalmente diferente para substituir aquele espaço. Eu até entendo isso, pois muitos consumidores (senão a maioria) querem coisas novas a todo tempo, como lançamentos, nova moda, novo rumo, nova tecnologia, mudança de conceitos…

    Porsche talvez nunca poderei comprar, acho eu, porque não jogo na Mega Sena e não invisto dinheiro… Aliás, pra quem é servidor público, andar de Porsche não é fácil. No ramo do Direito, só sendo advogado… Ah! Com exceção daquele juiz que tomou “emprestado” o Cayenne do Eike pra tirar onda no Rio de Janeiro, de tanta vontade de experimentar esse vidão… Parece até programa da TV aberta: “Dia de Rico”.

  • Fat Jack

    Meccia, gostei muito da matéria, infelizmente na atualidade são raros os casos de carros que se “destaquem na multidão”, um carro “recente” que eu acho de uma felicidade de design é o Peugeot 206, sendo o 207 justamente o oposto…
    Permita-me porém discordar de você quanto a manutenção da alma icônica no caso do Mustang, na verdade o que houve foi (felizmente) uma retomada desta alma, pois a 2.a geração havia relegando-o ao “lugar comum” ao contrário do Corvette, que entendo ter conseguido manter-se melhor.
    Quanto ao 911, ele consegui se manter desejável por tanto tempo que aposentou diversos carros tidos como seus sucessores (a grande maioria belos e ótimos carros).
    Quanto ao Uirapuru e Karmann-Ghia Tipo 143 são belíssimos exemplos do que o talento é capaz.

    • Valeu Fat Jack !

    • Lorenzo Frigerio

      O 207 francês também tem um bom design. Menos “luxuoso” que o do 208, mas também menos careta.

    • Antônio do Sul

      Aquela terceira geração do Mustang, surgida lá por 1973/74, era tão sem sal…Acho que só não matou o carro porque as duas anteriores, de 1964 e de 1967, foram tão bem sucedidas que seguraram o nome por muitos anos.

      • Fat Jack

        Antônio, é justamente esta geração a que eu me refiro, digo que o Mustang ficou na UTI durante aqueles (mal fadados) anos…
        A terceira geração serviu pras coisas começarem a andar na direção certa, mas ainda havia um longo cainho pela frente, mesmo com versões interessantes como a SVO

        • Antônio do Sul

          Então, aquele modelo de 1967, parecido com o de 1964, mas com a frente mais longa, dentre outras mudanças, é considerado somente uma reestilização da primeira geração.
          Aquele Mark II da foto acima (de 79, acredito) é também um retoque que melhorou, muito pouco, o desenho da carroceria lançada em 74, e o Mark III parece ser estruturalmente muito próximo à geração anterior, tendo o perfil como mudança principal, de 3 volumes para cupê.

  • Mr. Car

    Meccia, agradeceu ao cara errado, he, he! Quem mandou o vídeo foi o Roberto C.
    Abraço.

  • Fat Jack

    Acredito que esse seja um grande problema, não sei atualmente mas por vezes a Porsche se viu “refém” do 911.

  • A matéria como sempre está excelente.

    Se a questão é só estilo, tudo bem, mas o Focus ST vendido na Europa e nos Estados Unidos é herdeiro direto do Escort XR3, assim com o Fiesta ST é uma espécie de sucessor espiritual do modelo.

  • Cafe Racer

    Meccia,
    Muito legal seu post…
    Acho que a década de 60 foi o período de ouro para o desenho automobilístico.
    Porsche 911, Alfa Romeo Giulia, Lamborghini Miura, Karmann-Ghia, Mustang entre tantos outros …
    O nosso Uirapuru continua lindíssimo, dizem até que esportivos europeus, como o Jensen Interceptor, se inspiram em suas linhas.
    Adoro essas rodas com calotas, mas suas medidas de 15,7 polegadas (como as do FNM JK) atormentam os colecionadores. Difícil encontrar pneus, por isso, é comum em exposições, vermos esses carros com rodas esportivas de época em aros 15 ou 16.

  • André K

    É o primeiro que eu conheço que gosta do Etios!

  • WSR

    Meccia, o amo o desenho do E30 M3 tanto quanto o dos 911. No caso do Escort, eu adoraria ter um belíssimo XR3 1992 (mas com as modificações de suspensão usadas nos carros do campeonato de Marcas e Pilotos da época e motor aumentado para 2,0L, coisa que a Ford poderia ter feito…). Ressalto que um desenho brasileiro que achei interessante foi o do IBAP Democrata. Não era muito original (cara de mustang), mas acho que teria feito bastante sucesso na época. Dentre os carros atuais, gosto do desenho dos Alfa 156 e 159 e do VW Scirocco. Finalizando, acho que o desenho dos carros brasileiros nunca foi dos melhores, principalmente entre os anos 70 e 90, se comparados aos bons desenhos de outras partes do mundo, na mesma época. O único que achei realmente excepcional foi o Omega e, dos mais recentes, o New Civic. Não sei se é falta de talento ou se são leis de mercado (economia das fábricas), mas carro bonito e Brasil são coisas que parecem não combinar muito.

  • André K

    Não considero que haja falta de talento nos designers das fábricas. Na minha opinião, deve ter até mais talento do que no passado, nos departamentos de design das fábricas. O que, no meu modo de ver, reflete a falta de diversidade de hoje em dia na realidade deve-se aos comitês decisivos das empresas que tendem a ser ultraconservadores na tentativa de proteção dos investimentos a serem realizados frente ao risco de inovar no desenho. Desenhos inovadores e agressivos são descartados pelo risco.
    Em geral, quem TENDE a inovar (em termos de desenho e no demais) no mercado, é quem precisa ser agressivo para conquistar mercado – caso da Hyundai, principalmente com o Veloster, mas também com o i30 de primeira geração. Note-se que nesse particular muito provavelmente o Peter Schreyer saiu da Alemanha para desenhar na Coréia do Sul (Hyundai/Kia) pela liberdade criativa oferecida (além do dinheiro, é claro) pelos coreanos nessa estratégia de conquistar mercado, e (!) conseguiu ditar o mercado a partir daí. O que muitos estão copiando é o que ele faz agora ou fez há pouco.
    Nessa visão, “copiar” o que está dando resultado é muito menos arriscado e por isso temos a pouca diversidade de hoje em dia.

    O caso do Logan abaixo citado pelo sempre talentoso Ilbiris me traz uma visão diferente: ele não é em nada inovador no design e sim em preço e isso quase sempre dá resultado. O seu sucesso, sendo copiado por outras fabricantes reforça o dito mais acima em relação ao risco x segurança na decisão de investimentos.

    • Lorenzo Frigerio

      A Fiat é a única para quem preço baixo não deve necessariamente andar de braço dado com mau design. A mecânica menos sofisticada e a reutilização de plataformas e soluções comprovadas pagam por esse design melhorado.

      • Antônio do Sul

        Para mim, o maior mérito e razão de sucesso da Fiat é entender o consumidor brasileiro médio, que valoriza muito a aparência e o bom custo-benefício, bem como a ampla disponibilidade de peças. O desenho sofisticado, para a maioria, prevalece sobre as qualidades mecânicas, dinâmicas e de engenharia. Isso explica, em parte, por que o Uno tem um volume de vendas maior do que o do up!.

        • Domingos

          No caso do Uno novo, a única explicação para mim cabível dele vender mais que o up! se chama frotista…

    • Malaman

      Esquece-se muito de outro fator que influencia muito o desenho dos carros hoje, que são as várias normas e exigências que surgiram ao longo dos anos, áreas de deformação, proteção contra pedestres etc, que tolhem muito a liberdade dos projetistas.

  • Eurico Junior

    Sobre o Uirapuru, vale mencionar uma persistente lenda: dizem que o inglês Jensen Interceptor foi “inspirado” em seu original desenho…

    • Lorenzo Frigerio

      Em minha opinião, o Brasinca tem uma qualidade a mais sobre o Jensen: a porta tem uma estrutura que avança no teto; portanto, com ela aberta, quem entra ou sai dele tem menor probabilidade de bater a cabeça. É possível ver isso nas fotos. O Capeta também tem esse refinamento.
      Mas o Gavião não o tem, apresentando uma canaleta convencional.

    • Fat Jack

      Inspirado para dizer o mínimo, não é?

    • Jad Bal Ja

      Isso é uma bobagem, as pessoas se baseiam apenas na semelhança geral para isso. Só que o Uirapuru foi lançado em 65 e o Jensen em 66, Seria impossivel em apenas poucos meses a Jensen fazer uma copia do modelo da Brasinca, com o detalhe que o Interceptor é considerado um dos carros mais sofisticados já fabricados.

      Além disso, adotando apenas a aparência geral como pressuposto para dizer que algo é uma copia do outro, é bom então dar uma olhada no Studebaker Avanti que foi lançado em 61!

      http://www.flatout.com.br/wp-content/uploads/2013/12/Jensen-Comparison.jpg

      Quem copiou quem?

      E aqui um texto interessante sobre o assunto:

      http://www.flatout.com.br/sera-que-a-jensen-copiou-mesmo-o-brasinca-uirapuru/

      • Eurico Junior

        Prezado, note bem: usei a palavra “LENDA”. De resto, concordo que o Interceptor era um carro extremamente sofisticado, mas também bebia mais que o Lula e dava defeito até no manual do proprietário. Sua qualidade construtiva (ruim até para o sofrível padrão inglês dos anos 60) contribuiu bastante para a falência da Jensen.

        • Jad Bal Ja

          Então eu apenas estava esclarecendo a “lenda”. E sobre os defeitos do Jensen, bem isso era quase um característica dos carros ingleses da época .

  • Lorenzo Frigerio

    É curioso que o Capeta e o Uirapuru são praticamente idênticos. Apenas que ele fez o Capeta mais “musculoso”, e o Uirapuru mais… “careta”.

  • FocusMan

    Meccia, sendo você proveniente da indústria, me admiro e fico feliz em ver que o romantismo permaneceu na sua alma. Quatro anos de indústria automobilística quase mataram a minha paixão por automóveis, salva por minha insistência em não deixar as chatices burocráticas me desanimar.

    P.S.: Trabalho sentado ao lado de um ex-colega seu que lhe manda lembranças, o Ralfi Stella.

    Grande Abraço!

    • FocusMan, tenho boas lembranças do Campo de Provas de Tatuí. Outro abração ao Ralfi Stella e a você também
      Obrigado

  • Leonardo Mendes

    Bangle tirou o fraque dos BMW e deu-lhes bermuda e camiseta… ficaram arrojados sem perder a classe.

  • RoadV8Runner

    Eu já tive o prazer de ver alguns, em exposições de carros antigos. Realmente, o carro é muito bacana. O que gostaria de ver (e ouvir!) é algum deles funcionando, para saber como é o ronco do motor.

  • RoadV8Runner

    Texto muito bacana, como de costume. É uma pena ter-se praticamente acabado a identidade das marcas, não de desenho de carroceria apenas, mas sim de produto como um todo. Acredito que parte desse problema seja a busca pelo formato de carroceria ideal, mais eficiente em termos de aerodinâmica, como já foi comentado aqui no Ae.
    Sobre o Escort, até hoje o que considero mais bonito (dos nacionais) é o primeiro modelo, fabricado até 1986. A proporção nas linhas da carroceria era perfeita. Mesmo tendo gosto preferencial por modelos esportivos, aqui fico dividido entre o XR3 e a versão Ghia. Aqueles interiores da versão Ghia eram um verdadeiro espetáculo de conforto! Sem contar o charme do pequeno logotipo do Studio Ghia aplicado na carroceria, principalmente em combinação com a cor dourada metálica e o interior em bege claro.
    A versão policial do Uirapuru deve ter sido influenciada pelos filmes do 007, pois as metralhadoras na parte dianteira são dignas dos carros de James Bond!
    A respeito dos suves, se dependessem de mim, jamais teriam sido projetados ou fabricados…

    • Mr. Car

      Eu também, Runner. Nosso primeiro Escort foi “o tal”. Só que já eu, não fico dividido: Ghia, Ghia, Ghia!!! He, he, he! Como bem disse, um espetáculo aqueles interiores.

    • Valeu RoadV8Runner !
      Obrigado

  • Juvenal Jorge

    Meccia,
    esse volante do Corcel GT é até hoje um dos mais puros, belos e esportivos desenhos que já vi.
    Meus parabéns pelo trabalho com ele, é um filho do qual você deve ter muito orgulho sempre.

    • Juvenal, pequenos detalhes que nos ajudam a continuar escrever!
      Obrigado

  • Viajante das orbitais

    O pior não é só a padronização do design. É que o padrão é muito feio.
    Se todos os carros parecessem com Alfas tudo estaria bem.

  • Junior

    Ótima matéria! Tenho saudades dos carros de antigamente, que quando eu era criança (anos 70) tinham identidade própria. Fusca, Brasília, Passat, Corcel, Galaxie, Chevette, Opala, entre muitos outros tinham seu desenho próprio que qualquer criança identificava facilmente. Hoje em dia é triste ver que existe praticamente um só carro nos tamanhos P,M e G, exemplo Voyage, Jetta, Passat na VW ou Palio, Punto, Bravo na Fiat e por aí vai.

  • Renan V.

    Hoje em dia, fica o destaque para o Ford Focus HATCH: Apesar de ser um nome relativamente novo, todas as suas gerações mantém a mesma identidade, de modo que não dá para confundir nenhum Focus com outro carro. Além da personalidade, sempre teve a fica técnica sofisticada.

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Sensacional o texto, como de costume CM! Realmente falta um pouco mais de ousadia no design dos carros de maior volume de vendas. Mas acredito que os departamentos de marketing e financeiro tolhem os projetos de tal forma que a maioria fica “com cara de chinês”, muito parecidos… Nesse particular, poucas marcas saem do comum. Noto mais ousadia e criatividade na Citroën, e só (mesmo assim C4 Lounge é belo, mas comum).

  • Domingos
    Considerar o Etios feio demonstra ter falta de senso estético, me desculpe. O carro apenas está dentro de média de estilo atual. Se você observar bem, a frente dele e do HR-V são bem parecidas e ninguém até agora criticou o Honda. O HB20 é bem vendido, é um ótimo carro, entretanto poucos, como eu, consideram suas linhas uma caricatura de tão rebuscadas. Outra coisa absurda é dizer que o painel é uma “invenção”, quando Citroën o utiliza, o Idea italiano e o Twingo, idem. Se o quadro de instrumentos do Etios fosse digital em vez de analógico ficaria perfeito, e não se espante se isso acontecer. Fora que o trem de força e chassi são de primeira linha, com dois ótimos motores. E é o Toyota mais vendido, com 6.500 unidades/mês.

    • Fat Jack

      Bob, o conceito de feio ou bonito é muito relativo. Por exemplo sei que você, ao contrário de mim, acha a primeira geração do Logan feio, não é falta de senso, é normal!
      E em 2015 o Etios não é o Toyota mais vendido, somando-se as versões hatch e sedan vendeu 13.260 unidades, enquanto o Corolla vendeu sozinho 14.580.
      Outra coisa que eu não entendo é porque o motor 1.5 16v rende tão pouco frente a concorrência, (motores de mesma cilindrada e número de válvulas da Honda, Ford, JAC e até Chery), tendo pelo menos 20 cv a menos.

    • Mr. Car

      Bob, você não está mais só. Acabou de encontrar outro que acha as linhas do HB20 rebuscadas.

      • Davi Reis

        Somos dois então. Não acho o HB20 propriamente feio, mas é o tipo de carro que eu olho e sei que daqui alguns anos vou pensar “O que diabos tínhamos na cabeça? Que carro esquisito!”. Hoje, quase 3 anos depois do lançamento, já vejo um certo cansaço no carro.

        • Domingos

          Acredito que o “farolzão” e outras linhas exageradas, como comuns hoje, são a explicação.

          Acho o mesmo, embora a lateral e a traseira do carro sejam de bom gosto.

        • Leonardo Mendes

          Prefiro o HB20S ao hatch, acho bem mais equilibrado.

          • Davi Reis

            Leonardo, pior que nem o S me desce. A traseira me passa uma impressão de ser pesada e não consigo achar muitos ângulos que me agradem nele.

    • Querido amigo Bob Sharp, eu também acho o Etios muito feio (rs)
      Valeu!

    • Domingos

      Bob, mas é justamente isso que falei. A média hoje é ruim mesmo. Também não acho o HR-V bonito e mesmo o HB 20 – esse se destaca por ser um pouco melhor que a média do segmento.

      E concordo, o quadro de instrumentos ficaria perfeito sim se fosse digital. A invencionice foi fazer algo que ninguém fez: combinar a posição central com mostradores analógicos – que não são dos melhores ainda por cima.

      Chassi de primeira linha confirmo. Motores bons, nada mais que isso.

      • Fernando

        Concordo que a média está ruim, mas para mim a média é baixa principalmente por modelos como o HB20, de exagero nas linhas, para mim isso é poluição no desenho, e ainda muito parecido com o i30, parece filhote dele.

        Isso que não sou contra identidade de marca, os VW acho que ficam bem com o desenho contido atual, e o primeiro Celta mesmo não tendo isso como destaque, pelo menos a frente dele eu achava muito adequada, e lembrava um tanto os Vectra B, um desenho bastante feliz.

        O Etios tem um visual que não me espanta nem um pouco de ter o carro. Mas o painel realmente não agrada…

    • Fabio Toledo

      Ok… Estou eu aqui para dizer que acho o HR-V horrendo! Talvez seja esse o motivo do H… rs
      Assim como o novo Fit, achava os anteriores bem resolvidos, já esse novo me causa ojeriza.
      Etios é o Toyota mais vendido devido a renda per capita do brasileiro Bob, só por isso.

      • Domingos

        Também sou outro que gostava mais do Fit II.

  • Peter Losch

    A comparação é válida apenas por um lado, já que a plataforma destes dois carros é praticamente idêntica. Pegue um SUV médio para grande (não gigante…) e a maior perua do mercado e faça uma comparação. A perua perde para o SUV em vários aspectos, principalmente no aspecto do espaço interno para passageiros e bagagem.

  • Eduardo Mizuno

    Meccia:
    Seus artigos são de uma particularidade que me muito me agrada. Estive sempre me abstendo de postar algo, mas aproveito para parabenizar por mais um excelente trabalho. Desconhecia que o Capeta foi desenvolvido pelo Sr. Rigoberto Soler. Fora do tópico: existe alguma fonte onde se pode achar números de série dos carros da Willys?

    • Eduardo, no Google você poderá encontrar varias matérias a respeito da numeração Willys. Eu particularmente não tenho nenhum material a respeito. Obrigado pelo elogio !

  • Fat Jack, concordo, fica mais bonito com os 4 faróis

    • Fat Jack

      Pena que não tivemos acesso aos mesmos motores dos europeus, sou apaixonado confesso pelos RS Turbo MK3

  • Cristiano, realmente não sei. Parece realmente dois pequenos refletores

    • Cristiano,
      Continuando o assunto, creio que são as tampinhas dos furos para o suporte de fixação dos faróis de neblina.

  • cedujor

    Valeu Meccia. Com os
    quatro faróis auxiliares é muito mais bonito! O XR3 para mim é um dos carros mais
    bonitos fabricados no Brasil, principalmente os primeiros com a roda trevo!

  • Peter Losch
    Implicância porque é um trambolho no trânsito, é desnecessário para a maioria que só o compra por questão de status, “Eu tenho um SUV”, “Estou in“, “Estou na moda”, quer dar uma de americano (a), só por isso.

    • Peter Losch

      “Só por isso”. Pois é. É fraco o argumento, subjetivo e preconceituoso. Contra idéia fixa não há argumento.

  • Peter Losch,
    Que bobagem, tem suve de todos os preços, mais caros ou mais baratos que automóveis ou peruas. Repito, raros são os (as) que precisam de um suve.

  • Ilbirs

    Uma coisa interessante ao se comparar os motores Chevrolet de seis cilindros em linha é notar o quanto que o Stovebolt sofria para ganhar potência, como mostra o discreto ganho de potência bruta do 4.3 em questão quando dotado de três carburadores SU H4, enquanto o modular que equipou o Opala e as pick-ups grandes mais recentes ganhava força fácil com pequenas modificações, como prova o 250-S e, em tempos mais recentes, o 4.1 injetado do Omega A.

  • Roberto Neves

    Deixei de comprar um Etios (e acabei comprando um Grand Siena, com o qual estou muito contente até agora) exclusivamente devido ao seu painel central, com erro de paralaxe. Acho as linhas do Etios hatch muito simpáticas; do sedã nem tanto, mas nada que me cause repulsa. Concordo com quem diz que a Toyota perde vendas por não mudar o painel do carro (projetado para atender ao mesmo tempo a mercados como Brasil e Índia, onde a mão é inglesa).

  • Leonardo Mendes

    Até hoje eu me pergunto como o Mustang sobreviveu aos anos 70 e 80… total e absoluta falta de “tempero” no estilo.

    • Leonardo,
      O Mustang tinha uma passado que segurou a barra destes malfadados anos que quase destruíram o ícone. Ainda bem que voltou com força mantendo a sua alma imortal!

  • Davi Reis

    Não chego a achar brega também, mas acho que é um estilo que envelhece muito mal. Entendo a idéia, afinal, quanto mais defasado parecer com o tempo (e mais vender), melhor, mas não é para mim.

    • Domingos

      Tem isso. Mas no caso, não acho das piores estratégias para ambos (comprador e fabricante).

      Veja que eles não fizeram face-lifts no modelo e provavelmente não vão fazer. Talvez só mexam no desing com o caro lá quando ele tiver bons anos de mercado e deve vir junto com muitas outras coisas.

      Considero um modelo melhor que ficar mexendo de 2 em 2 ou 3 em 3 anos – como uma certa fabricante.

      Assim, quando ele tiver 5 a 7 anos, muda bem de vez e atrai novos clientes. É um período razoável.

      • Davi Reis

        Esse ano ele já muda, mas nada gritante. O HB20 R-Spec do Salão do ano passado serviu de estudo do público.

  • Davi Reis

    Mas não existem peruas espaçosas, confortáveis, macias e com porta-malas amplo? Uma simples Fiat Elba já atingia cerca de 600 litros de porta-malas nos anos 80! Um carro não precisa ser imenso por fora para ser amplo por dentro…

    • Peter Losch

      Você quer falar de Elba em pleno séxulo XXI? Deixe para lá.

      • Davi Reis

        Qual o problema? O porta-malas dela é pequeno hoje em dia por acaso? Só carro novo que presta?

  • Domingos

    Os motores do Etios são os únicos em 15 anos a serem lançados sem VVTi na Toyota.

    Eles vêm de um motor originalmente feito com o sistema. Acredito que para dar a esse motor boa elasticidade, consumo razoável e passar nas emissões atuais, foi necessário deixar a potência mais baixa.

    • Fabio Toledo

      Ou seja… Este carro é vendido principalmente para quem busca um bom atendimento no revendedor.

      • Domingos

        Sim. Busca a marca Toyota e seus benefícios.

        Na parte de vendas, hoje, estão muito melhores que a média. O pós-vendas continua bom, embora já tenha sido melhor.

        Mas quem busca um “Corollinha” vai sair decepcionado…

  • Domingos

    As qualidades dinâmicas são a única coisa que não me fazem arrepender amargamente de não ter comprado um Gol ou quem sabe ter partido para um Fit – algo que quase fiz.

    Em curva o carro é bom mesmo, incomparável ao Corolla. Mesmo com pneus hoje finos o carro curva demais, especialmente curvas mais travadas.

    Tem o preço da suspensão ser bem firme. Se você pegar um lote que saia com P1 da Pirelli, é bem ok. Se pegar um que saia com os Bridgestones B250, bom… se divirta nas curvas para esquecer os verdadeiros socos nos buracos.

    • Fabio Toledo

      De qualquer forma eu partiria para um Fiesta sem sombra de dúvidas, em todos os sentidos mais entusiastas… rs

      • Domingos

        O problema nesse caso é que o Fiesta custa ao menos 5 mil a mais e é um carro muito ruim para quem tem família e vai usar o carro com esse fim – devido ao espaço traseiro.

        Comparando ao Ka a coisa já muda de figura…

  • Domingos

    Note que eles também usavam uma roda bem menos legal que a nossa.

    Acho que o XR3 lá devia ter níveis de opcionais, sendo o nosso quase um pacote único.

  • Domingos

    Vi um desses ao vivo uma vez. É MUITO legal.

    Teria feito sucesso aqui, embora certamente estariam hoje todos sucateados.

    • Fat Jack

      Você viu um RS MK3 ao vivo??

      • Domingos

        Sim, vi! Fora do Brasil, embora dizem alguns que existe aqui um ou outro Cosworth e não sei se me lembro direito, mas acho que também um MK3 turbo – não sei se original ou não.

        O que vi era vermelho e com essas rodas. Mas já era o com lanternas lisas (isso ainda era o MK3 ou já o 4?).

        Muito legal!. Ao vivo até hoje chama muita atenção e tem toda uma áurea.

        • Fat Jack

          Lanternas lisas MP4, e sim existe turbo original MK3, que é este da foto.

          • Domingos

            Então foi o MK4… Tinha diferença de potência entre os dois?

          • Fat Jack

            Salvo engano sim…

  • Domingos

    Implico pelas mesmas razões que todo mundo aqui, em especial por uma perua fazer quase tudo melhor e gastando menos.

    Mas reconheço que existe uma implicância exagerada com SUVs em geral, dado que a maioria deles no nosso mercado é pouca coisa maior que um sedan na mesma faixa de preço.

  • Rogério Ferreira

    Já ouvi dizer que o nosso Uiarapuru, tinha um refinamento aerodinâmico que só foi superado na década de 90… cx de 0,28. Tanto que os 210 Km/h alcançados é notável para os 155 cv. Para efeito de comparação, o nosso Omega 4.1, também com motor Chevrolet 6cc, rendia 168 cv a 4500 rpm e chegava a 202 Km/h, com cx de 0,30. Sem duvida o esportivo da Brasinca dava uma lição de engenharia e eficiência, tanto que foi, plagiado pelos ingleses da Jansen.

  • Eduardo Sérgio

    Na história recente de nossa indústria temos o Ford Ka: a primeira geração cheia de estilo e personalidade, mas os brasileiros a detestaram. A segunda geração fez mais sucesso, mesmo sendo esquisita e parecendo feita em fundo de quintal. A geração atual, de excelente conteúdo, mas apresentada em embalagem sem sal, mais parecida com algum genérico oriental.
    Ou seja, na disputa do talento contra o volume de vendas, a segunda opção é a eleita pelos fabricantes.

    • Fat Jack

      Carros que “rompem” com tudo visto até então correm esse risco, o próprio Uno passou por algo parecido na década de 80. Discordo porém quanto as suas observações das gerações mais novas, principalmente da atual, cuja frente me parece com bastante personalidade (ok, personalidade esta emprestada do “padrão visual” da marca) e formando um bom conjunto no geral.

    • WSR

      Eu lembro que as maiores “reclamações” da época eram o desenho da traseira (melhorada tempos depois) e o ser apenas 4-lugares. É uma pena que o mercado brasileiro seja tão resistente a certos produtos. Seria interessante ter algo pequeno para o dia-a-dia, como isto: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/04/Fiat_Cinquecento_1993_899cc.jpg

  • Antônio do Sul

    Mas tanto o novo Ka quanto o Up! vêm chamando a atenção dos frotistas. Mesmo que sejam mecanicamente mais sofisticados do que os antigos 1.0 de quatro cilindros e ainda que não tenham a mesma disponibilidade de peças, a economia de combustível, nesse tipo de uso em que se rodam quilometragens elevadas, acaba compensando.

  • Ilbirs

    Eis que nós que gostamos de veículos interessantes tivemos ontem uma boa notícia, ainda que a título de rumor, vinda da smart, que planeja usar a plataforma do forfour para gerar um SUV, que já tem uma projeção (ainda que na prática seja um forfour com altura elevada):

    http://images.cdn.autocar.co.uk/sites/autocar.co.uk/files/styles/gallery_slide/public/images/car-reviews/first-drives/legacy/smart-4×4-news.jpg?itok=3N-2X1wZ

    O motivo para essa nova adição à fábrica eslovena de Novo Mesto é a necessidade de atingir maiores lucros para a unidade. Por ora, a produção combinada de Twingo III e forfour pode chegar a 160 mil unidades anuais. Talvez um SUV fosse forma de se conseguir um lucro maior por unidade e também vê-se a constatação de que os SUVs compactos estão indo bem na Europa. Pelo que dizem, seria pouca coisa mais longa que o forfour atual, que já é bem pequeno:

    http://media.daimler.com/Projects/c2c/channel/images/1095005_2204831_1024_724_14C905_07.jpg

    http://media.daimler.com/Projects/c2c/channel/images/1095004_2204828_1024_724_14C905_06.jpg

    http://media.daimler.com/Projects/c2c/channel/images/1095002_2204821_1024_724_14C905_04.jpg

    Parte da bola foi mais ou menos cantada por certos conceitos da smart com apelo mais utilitário:

    http://images.thecarconnection.com/lrg/smart-forstars-concept_100402343_l.jpg

    http://image.motortrend.com/f/auto_shows/detroit/2012/1112_smart_for_us_concept/39783441/smart-for-us-concept-side.jpg.jpg

    http://www.dieselstation.com/wallpapers/albums/Smart/for-us-Concept-2012/Smart-for-us-Concept-2012-widescreen-07.jpg

    Observe-se que em ambos há um balanço traseiro mais longo, sem que o eixo traseiro fique mais distante do extremo da carroceria do que o seria no forfour que conhecemos bem. Já que se fala da possibilidade de algo um pouco mais longo que o forfour, poderíamos chutar uns 20 cm a mais, fazendo o veículo ficar perto dos 3,70 m, ou mesmo 30 cm a mais, fazendo-o ficar na casa dos 3,80 m. Esse acréscimo poderia praticamente ficar todo no compartimento traseiro, de maneira a tornar esse veículo capaz de levar mais bagagem. O principal aqui é que a plataforma com motor central-traseiro torna um aumento de entre-eixos tão brincadeira de criança quanto o seria em um modelo de tração dianteira, podendo até ser mais fácil:

    http://media.daimler.com/Projects/c2c/channel/images/1070364_2138895_1024_768_14C749_09.jpg

    Poderia ter também a boa modularidade interna do forfour com a vantagem de mais espaço:

    http://media.daimler.com/Projects/c2c/channel/images/1095001_2204818_724_1024_14C905_03.jpg

    http://media.daimler.com/Projects/c2c/channel/images/1095006_2204834_724_1024_14C905_08.jpg

    http://www.anwb.nl/auto/images/lightbox/T__2050__Smart%20Forfour%202014%20Readyspace.jpg

    Como um SUV subcompacto é a famosa demanda reprimida que só está esperando alguém atendê-la, e isso em nível mundial, seria interessante se também tivesse capacidade para cinco pessoas, algo simples se for retirado esse console enorme entre os lugares traseiros, e janelas traseiras de descer, uma vez que ninguém merece essa mania europeia besta de janelas basculantes.
    Ficaria só a dúvida de como dotar esse carrinho de real capacidade fora de estrada. A seu favor há o fato de o motor ser central-traseiro, o que significa que o eixo traseiro tem mais tração e é favorecido pela transferência de peso em arrancadas. Porém, há contra o curso curto de suspensão, ainda mais com a traseira tendo mantido a solução de eixo rígido DeDion com perfil de ferradura. A possibilidade mais simples seria um sistema como o Locker da Fiat, o que faria brasileiros praticamente considerarem o veículo um sucessor espiritual dos modelos da Gurgel com motor VW traseiro. Outra opção seria tentar fazer um sistema de tração integral que mandasse a força para a frente.

    O que dá para dizer desse rumor com possibilidade de ser real?

    1) Enquanto a VW titubeia em fazer um Taigun, a smart pode ser que acabe abocanhando para si própria uma fatia importante de um segmento ainda inexistente;

    2) Poderia ser um carro com complementariedade interessante para uma marca que fora da Europa só se apoia em um único modelo;

    3) Com certeza aqui ninguém reclamaria de ser um SUV, pois provavelmente não seria tão mais alto do que é um forfour e muito disso seria mais mesmo em altura livre do solo, que sequer precisaria ser tão grande, uma vez que os balanços dianteiro e traseiro seriam curtos e permitiriam por si só bons ângulos de ataque e saída, assim como permitem na altura atual;

    4) Seria na prática a transformação em produção de série de uma tendência criada pelo mercado de acessórios para o fortwo:

    http://i73.photobucket.com/albums/i239/captainlaziness/smart%20Nationals%202010/DSC07168.jpg

  • Fat Jack
    Desculpe só responder hoje, é que viajei e a conexão do hotel aqui no Rio estava lenta demais. Agora melhorou. Realmente, gosto não cabe discutir. Sobre os números de vendas, são dados da Toyota para abril. Além disso, é prática mundial somar hatchback e sedã, A Toyota faria mesmo se ainda tivesse a Fielder. Quanto à escolha da fábrica em adotar esses níveis de potência mais baixos, há dois motivos, custo e possibilitar o uso do mesmo transeixo para os dois motores, novamente questão de questão. Mas o resultado ficou excelente, já falei nisso aqui. São motores bem elásticos e que movimentam os carros muito bem.

    • Fat Jack

      Imagina Bob, inclusive porque trocar idéias contigo é, pra mim, um prazer.
      Acredito que a Toyota esperava muito mais do Etios (ambos), estão em suas categorias hatch é o 12º enquanto o sedan é o 10º.
      Pra mim a Toyota acreditou que sua chancela e a qualidade mecânica seriam suficientes para convencer os pretensos compradores, trouxe o carro praticamente sem alterações em relação ao oferecido na Índia e para piorar os carros têm uma lista de acessórios “de série” bem enxuta pelo que custam.
      Na minha visão situação inversa acontece com o J3 (que eu também considero um bom carro), para o qual falta “pedigree”: apesar de boas versões, equipamentos, motorizações, preços, e de visualmente (tanto interna quanto externamente) agradarem bem mais, têm vendas abaixo do que se poderia esperar deles.
      Tenho a convicção J3 fosse Toyota, teria excelentes índices de vendas.
      Para o Etios decolar a meu ver falta somente um facelift (e butt – principalmente no caso do sedan) e um interior mais convencional desde que atrelado a manutenção do (já nada baixo) preço.

  • WSR

    Eu acho que nasci no país errado. O Sierra existiu na Argentina, ali pertinho e não chegou no Brasil. Só decepção! 🙁

    • Sim, o Sierra foi feito na Argentina e com motor 2,3 OHC feito no Brasil, é o mesmo motor do Maverick!

  • Alexandre Garcia

    Carlos,

    Como contribuição, deixo imagens que fiz no Museu! Vendo os dois carros juntos é impossível não ver que foram feitos pela mesma pessoa.
    Muito legal a matéria, tem muito a ver com o que penso sobre estilo automobilístico.

  • Muito bacana ! Obrigado Alexandre

  • Malaman

    Nem tanto, até porque os frotistas em geral preferem o Palio Fire. É porque o Up é “sofisticado demais” para o seu nicho de mercado mesmo. Nessa faixa de preço facilidade de manutenção é mais relevante que sofisticação técnica.

  • Malaman

    Essa foto está incorreta. O Modelo mostrado como MKII na verdade é já o MKIII, ou o mustang Fox, de 79. Na verdade os modelos da segunda e terceira fotos são o mesmo modelo, o modelo vermelho já com a frente reestilizada.
    A segunda geração é o famigerado Mustang II, de 74.