Deu para notar que, de repente, não se comparam mais preços dos carros no Brasil com os de outros mercados, em especial dos EUA? Na maioria das vezes versões diferentes em equipamentos e motorização dificultavam as avaliações, fora frete e impostos lá cobrados à parte. Esta Coluna sempre citou variações cambiais como causa de aberrações para cima e para baixo.

Só há uma certeza: automóvel aqui paga impostos altamente abusivos. A carga fiscal real – diferença entre o custo do veículo e por quanto ele sai da loja após todos os impostos e frete embutidos – é a maior do mundo com exceção da Dinamarca, mercado pequeno e diferente do resto da Europa. Mas essa “primazia” começamos a perder até para a Argentina.

Sim, o nosso vizinho criou imposto extra para carros considerados “de luxo”, com preço de tabela acima do equivalente a cerca de R$ 70.000. Corolla vendido na Argentina é idêntico ao brasileiro. O preço lá começa em R$ 81.000 e vai a R$ 138.000 (no Brasil, de R$ 70.000 a R$ 100.000). Poucos reverberaram essa distorção combinada de taxa de câmbio e voracidade tributária.

No dia 19 de março último o dólar (câmbio oficial) bateu R$ 3,30. Vamos tomar como exemplo o Cruze sedã americano, modelo igual ao produzido em São Caetano do Sul (SP). Versão de entrada LS tem inclusive o mesmo motor, mas é pouco equipado por disputar compradores de menor poder aquisitivo. Sem frete o modelo custava, naquela data, quase US$ 20.000, ou R$ 66.000. Aqui o mesmo carro, na versão LT, parte de R$ 74.000, mas menos equipado o preço ficaria quase igual, apesar da abismal diferença de impostos entre os dois países (8% contra 55%). Já uma S10 LTZ Flex cabine dupla 4×2 saía aqui por R$ 98.000 e lá a versão equivalente por R$ 102.000, pois no Brasil picapes são um pouco menos tributadas que automóveis.

Segundo a agência Fitch, a cotação do dólar deveria estar em R$ 3,75 só para compensar a diferença inflacionária da última década, sem considerar o chamado custo Brasil. Aí, então, as comparações seriam aberrantes ao extremo. Teríamos ao mesmo tempo os veículos mais taxados e entre os mais baratos do mundo.

Também se criou, antes da escalada do dólar, a fantasia chamada “lucro Brasil” que impregnou até redes sociais. Obviamente, pelo mercado de veículos ter dobrado em 10 anos, os fabricantes ganharam muito dinheiro no período 2005-2013. Lucro operacional – diferença entre preço de custo e de venda – ficou mesmo acima da média mundial, mas isso não explica preços altos como alguns aloprados teorizavam. Afinal, com a cotação do dólar a R$ 1,70 em 2010 a distorção comparativa era enorme e incentivou remessas de lucros para socorrer empresas matrizes na crise financeira das grandes economias.

Sem dúvida o País perdeu competitividade industrial por razões mais do que sabidas. E só a desvalorização cambial não resolverá tudo, inclusive baixa produtividade geral. Agora, chegou a era do “prejuízo Brasil”. Segundo o Banco Central, em março passado nenhum centavo foi remetido ao exterior pela cadeia de produção automobilística. E com queda de produção e ociosidade crescente os preços subirão acima da inflação pela primeira vez nos últimos anos. Preparem-se.

 

RODA VIVA

ESTE tem sido ano excepcional de lançamentos concentrados. Apenas coincidência pois projetos sofrem atrasos em diferentes fases e são difíceis de recuperar. Informantes garantem início de produção do Golf nacional em julho próximo em São José dos Pinhais (PR) e da picape média da Fiat em Goiana (PE) em setembro. Vendas até 60 dias depois.

POUCO se sabe ainda sobre Ford GT. Supercarro esporte terá chassi de alumínio e compósito de fibra de carbono. Interior (ainda não exibido) sem alavancas de limpador e setas. Motor V-6 biturbo de 3,5 litros e mais de 600 cv. Produção de 250 unidades/ano e preço superior a US$ 300 mil. Será feito em Ontário, Canadá pela Multimatic. Pronto só em 2016, ao se completarem 50 anos das três primeiras posições do GT 40 original na 24 Horas de Le Mans.

BMW 428i Grand Coupé reúne elegância ímpar de um sedã-cupê de quatro portas ao tamanho racional e desempenho alto. Tudo na medida certa e com muitos poucos carros a desafiá-lo no quesito preço-benefício. Janelas sem molduras metálicas conferem toque adicional de esportividade. Mas o teto baixo exige atenção a quem entra no banco traseiro.

EXISTE como resolver as 240.000 cotas de consórcios contempladas e não transformadas em vendas. Bastaria voltar às origens: consorciado tinha 90 dias para comprar exclusivamente um carro. Nada de carta de crédito livre para gastar como quiser. Isso mudou na época em que havia ágio para aliviar pressão de demanda.

ADIAMENTO de decisões já não surpreende. Contran postergou por um ano as placas veiculares padronizadas do Mercosul para 1º de janeiro de 2017 e não de 2016. Discute-se controle de produção e distribuição. Ou seja, o básico. Então não se deveria marcar data apertada.

FC

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Foto de abertura: clicinvest.com.br
A coluna “Alta roda” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.
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  • CorsarioViajante

    O Brasil é bipolar… Tem oito anos de incentivos excessivos, crédito sem critério, vendas explosivas, completamente desproporcionais, com um único carro chegando a vender 30.000 unidades, e daí a ressaca, com uma queda abrupta e seca. Falta ao governo pensar a economia de forma sustentável, e não como o “espetáculo do crescimento”.

  • Daniel S. de Araujo

    Prezado Antonio Calmon, uma coisa que você comentou foi do custo de impostos da mercadoria “carro” além do frete e ai, o que vem a cabeça é justamente o valor do frete, IPI e ICMS.

    Só que o buraco é muito mais embaixo: A empresa fabricante tem uma série de impostos incidentes sobre a operação DELA e que tem de ser pagos pontualmente e encarecem demais o custo do automóvel pois ele entra na conta como despesas e impostos indiretos como 3% de PIS, 3% de COFINS sobre o faturamento, 15% de IPRJ + adicional de 10% além dos 9% de CSLL sobre o lucro liquido, retenção de 20% na fonte de INSS sobre prestadores de serviço, 20% de INSS+5,8% de Outras Entidades sobre a folha de salários, IOF sobre operações de crédito, Impostos de Importação, tem o custo da Energia Eletrica, o custo de fretes de materias primas, enfim, e para manter tudo isso, existe todo um aparato contábil que precisa ser rigorosamente mantido e custa uma pequena fortuna em manter todo um pessoal técnico e de altíssima qualificação para….trabalhar para o governo!

    O lucro de um fabricante de carros é alto, tem o Lucro Brasil? Deve ser sim porque é público que as operações da Fiat e da GM Brasileiras chegou a remeter dinheiro e ter importância significativa para essas empresas em situações de crise, contudo o é notorio que o RETORNO tem que ser proporcional ao RISCO! E o risco brasileiro é altissimo, com uma legislação tributária caótica, trabalhista de elevadissimo risco (ter um funcionário hoje é ter o risco de um passivo de 5 anos mesmo depois de demitido) e ter produtos que podem ser extintos com uma canetada (como o Governo fez com os motores EA111 Turbo, Zetec Supercharger, GM 16 valvulas, e tantos outros).

    • Diogo

      FInalmente um comentário sensato sobre o tema e com dados reais. A margem de lucro de alguns fabricantes realmente esteve alta até mais ou menos 2012, quando o mercado estava aquecido e qualquer coisa vendia. Peguemos um modelo que custava R$ 50.000,00 na época, é muito provável que hoje ele continue custando mais ou menos isso para o comprador. Ou seja, se o preço nominal foi mantido, no mínimo a fábrica já perdeu a inflação do período na sua margem de lucro. Outra questão é: e daí que as margens estavam altas? Algum administrador em sã consicência, num momento de alta demanda, resolveria diminuir seus lucros?

      Bem colocada a questão do risco do empresário no Brasil. Montar e manter uma empresa aqui é mais arriscado que pular de bungee jump num barbante, e a própria realidade atual prova isso. Se durante alguns anos os fabricantes X, Y e Z tiveram lucros enormes e puderam remeter dinheiro às suas matrizes, hoje estão em situação financeira difícil e precisando de verbas justamente vindas das matrizes.

      Uma terceira questão é o choro “se as vendas estão em queda, por que não reduzem os preços?”. Porque não dá. Fábricas de automóveis são plantas imensas e complexas, com custos fixos enormes. O lucro dos anos passados foi corroído pela inflação e pelo aumento da carga tributária. Se hoje uma determinada fabricante está vendendo metade do que vendia em 2011, seus custos fixos estão sendo divididos também pela metade de veículos produzidos. Ninguém vai vender carro abaixo do custo, e as margens hoje já estão bem apertadas. Com a economia em frangalhos e os presentinhos tributários preparados pelo governo, a probabilidade é que até o fim do anos os preços aumentem ainda mais.

    • Malaman

      Perfeito comentário. Eu sempre bati na tese do “lucro Brasil” e o pessoal sempre me criticou raivosamente. O brasileiro médio tem birra com lucro. Na verdade o povo tem uma verdadeira esquizofrenia ideológica. Odeia e critica as empresas e adoram a ingerência do governo, mas reclamam deste. Por isso temos uma carga tributária tão alta.

      Aliás, sobre impostos, ainda tem mais um detalhe, que o pessoal nem mesmo sabe raciocinar sobre isso. Se, por exemplo, o carro custa 30 mil e destes 10 mil são de impostos, lê-se em todo lugar, inclusive na imprensa especializada que a carga tributária é de aproximadamente 30%. Tá errado, é de 50%. Deve-se olhar o preço base, sem impostos, não o preço final com impostos, algo tão simples e lógico que não sei porque se incorre tanto nesse erro.

  • Luiz_AG

    Bom dia Calmon. Continuo achando a comparação muito rasa, por alguns motivos:
    – Fabricantes Brasileiros “nadaram” no dólar baixo, pois muitos insumos são importados;
    – O custo do operário Brasileiro é infinitamente menor que o americado. Lembro quando trabalhava na área de O&M de uma conhecida planta de Manaus o custo do operário já contando impostos e inclusive festa de final de ano girava em torno de 6% do produto final. Isso em uma linha de pouca automação.
    – De que adianta o veículo custar a metade do equivalente dos EUA se o cidadão médio Brasileiro não pode comprar? Isso demonstra a grande desigualdade social Brasileira, encoberta nos últimos tempos por uma bolha financeira e uma bolha de crédito, que acabou de estourar…

    Outra, precisamos parar de acreditar que Indústria Automobilística é uma espécie de entidade filantrópica. Como qualquer empresa de fins lucrativos, o objetivo dela é lucro. O preço afixada na etiqueta pendurada é quanto o departamento de marketing calculou e quanto o consumidor está disposto a pagar. Nesse ponto palmas para as nipônicas Honda e Toyota, que fixam o preço que querem e o consumidor paga.

  • REAL POWER

    Fernando Calmon, não vejo tal motivo para mexer no consórcio em relação a carta de crédito. As fábricas não baixam os preços por que não querem. Vejo a industria e comércio em vários setores baixando os preços para buscar aumentar as vendas e baixar estoque. Que os fabricantes de carros façam o mesmo e parem de esperar tudo de mão beijada. O Atual senário econômico deve ser aproveitado pelo consumidor em buscar preços mais baixos na compra de um carro novo. Lei da oferta e procura. Nem entro na questão de comparação de preços aqui e em qualquer outro país. A questão é, pagar o que pedem pelo que entregam. Se vale a pena ou não. Sempre falo que na compra de qualquer produto, devemos analisar o quando pedem e o quando realmente o produto vale. Depois partir par questão emocional entre outras. Abraços.

    • Fabio Toledo

      Eles demitem mas não baixam os preços, e não adianta sonhar! E ainda tem gente que acha que a legislação trabalhista no Brasil é que ferra a economia… Afffe! Isso é um lobby desgraçado!!! Brasileiro tem que ficar com o velhinho na garagem e cuidar até arrochar de verdade, eles aguentam bem, mas tudo tem limite, vão fechar as fábricas? Duvido!

  • Leonardo Mendes

    Deu para notar que, de repente, não se comparam mais preços dos carros no Brasil com os de outros mercados, em especial dos EUA?

    Graças a Deus!
    Não aguentava mais essa chatice… brasileiro quando se pega nessas modinhas pra bancar o politizado entendido é uma coisa irritante.
    Cultura diferentes, países diferentes, rendas diferentes, tributações diferentes… comparar só o preço nu e cru é coisa de pseudo-economista.

  • Lemming®

    Ainda não entendi o que quer dizer com essa história de que comparar preços é inválido…
    Americano ganha em dólar e o salário mínimo gira em torno de U$ 7,00 a hora ou mais.
    Brasileiro ganha em REAL e o salário mínimo é de R$ 788,00 o que daria em torno de U$ 1,36 a hora trabalhada com dólar em R$ 3,30.
    Qual a validade de se dizer que o Cruze nacional está mais barato sendo que nossa moeda está valendo menos? Isso para dizer o mínimo é tantar justificar o ridículo…
    E alguém me explica essa história de que o REAL deveria valer R$3,75 de dólar para ter vantagem para quem??
    Isso só quer dizer que o brasileiro vale 3,75 vezes menos que o americano ou que o brasileiro tem de pagar 3,75 vezes mais pelo mesmo produto.
    Para quem interessa essa desvalorização?

    • João LP

      Qual a relação entre a taxa de câmbio com o valor das pessoas?
      O valor 3,75 , como escrito no texto, seria a taxa hoje se corrigíssemos a taxa pela diferença das informações aqui e nos EUA.
      Em maio/2005 era 2,57 R$/dólar nós tivemos, digamos, 55% de inflação, e os EUA 10%.
      Então, a taxa deveria refletir isso com a diferença de 45%, que daria os 3,75
      É cálculo de finanças, e não valor das pessoas. É a inflação corroendo o valor de nossa moeda.

  • Oli

    Sobre mudar os consórcios, pra quê? Se mudar as pessoas passam a comprar menos. Sem falar que é um absurdo obrigar a pessoa a gastar o dinheiro DELA com qualquer coisa que seja.

    • João LP

      Mas, se queria o dinheiro pra outra coisa, por quê comprou um consórcio de carro?

      • Oli

        Não sei, mas o que eu tenho a ver com isso?

  • Otavio Marcondes

    Pois a minha crítica era a seguinte: como um veículo era fabricado aqui, transportado e vendido na Argentina mais completo, por um valor menor que aqui?
    Agora essa diferença pode ter se invertido, até pela sobretaxa que o governo de lá impôs, mas antes não existia. Cotação do Dólar, neste caso, não serve de desculpa, mas ganância sim.

  • francisco greche junior

    Uma palavra se destacou pra mim e define o que somos como nação e o modo que vivemos: – Aloprados.
    Que pena, queria um país sério e comprometido com a população e seu desenvolvimento.

  • fred

    “Com queda de produção e ociosidade crescente os preços subirão acima da inflação…” não entendi, não era para os preços caírem?

    • João LP

      A fábrica tem seu custo fixo, que tem que ser pago e independe de quantos carros são produzidos.
      Abaixo de determinada receita (proporcional aos veículos vendidos) não dá mais pra baixar o preço. Grandes volumes de venda é que poderiam reduzir o preço, e não o contrário.

    • Fabio Toledo

      O meu problema, eu acho, que é interpretação de texto… Não estou sendo sarcástico… Expliquem-me por favor… Meus dois entendimentos estão errados?

      “os preços subirão acima da inflação pela primeira vez nos últimos anos. Preparem-se”

      – Inflação não é medida conforme o aumento dos preços?
      – Ok, na verdade os índices divulgados não correspondem à realidade… KKkkkkkkkkk… Alguém aqui acredita que isso acontecerá pela primeira vez nos últimos anos??? Nanananana… Não mesmo Sr. Calmon!

      • Cristiano Reis

        É a média do aumento dos preços, ele quis dizer que se os preços de todas as coisas subiram, em média 8%, o preço dos veículos subiu 10%. Logo fica acima da média da inflação.

  • Luiz_AG

    Esquece o incentivo. O departamento de Marketing pendura o preço na etiqueta o que o consumidor está disposto a pagar. Nunca vai baixar o preço médio (não na base do decreto). Pode tirar todos os impostos. Carro não baixa. Porque vende. Simples. Não é esse o problema. O problema é o consumidor. A fábrica só faz o que nasceu para fazer, dar lucro.

    • Roberto

      Verdade. No ano passado a carga tributária estava mais baixa que este ano e mesmo assim os preços de tabela continuaram subindo absurdamente. É como disse uma vez um executivo de uma montadora: os preços são estipulados tomando também como base aquilo que se espera que os consumidores paguem.

      Acho que o caminho para termos preços mais justos começaria com as pessoas cuidando um pouco mais dos seus carros, dando mais valor para o dinheiro gasto na compra. Dessa forma, não precisariam comprar carro novo após poucos de uso. Era mais ou menos assim até o final da década de 80.

      Outra é fazer valer o poder de barganha e saber identificar absurdos. Um bom caso foi o do novo i30, que poucos meses após o lançamento, teve o preço reduzido em mais ou menos 20% pois não estava vendendo nada. Como ninguém produz e vende carro para não ter lucro, é possível deduzir que o lucro inicial com o carro era de no mínimo 20%.

    • CorsarioViajante

      Exato. E daí quando você dá o incentivo, tanto tirando imposto, como dando crédito, fica fácil entender porque o mercado entrou em “parafuso”. E não só o mercado de carros.

      • $2354837

        Qual a capacidade do consumidor pagar? Qual o limite?

        Postos de combustíveis aqui do sul de Minas fixaram o álcool depois do aumento em R$ 2,50. Resultado: encalhou combustível nos postos, a ponto de não ter caixa para pagar funcionários.

        Agora vários postos com álcool a R$ 1,99 só que com pagamento em dinheiro.

        Para quem acha caro só lembrar que a tributação no sul de Minas é maior que em SP.

    • Malaman

      O problema não é o consumidor, é a economia do país. Como você mesmo disse, a fabrica nasceu pra dar lucro. Se ela não tiver o lucro, o que vai fazer, vendar com prejuízo? Não, vai fechar e vai pra outro lugar onde dê lucro e nós ficamos de mão abanando, simples assim.
      Enquanto não se resolverem os problemas que temos em nosso economia e o brasileiro entender de uma vez que governo não resolve o problema, que o governo é o problema, continuaremos nisso aí

      • $2354837

        Qual problema exatamente? Criou-se uma bolha de consumo, de crédito, sendo que não investiram em nada para manter. Estamos pagando a reeleição do partido que está aí. O consumidor sim é culpado, pois só viu as “parcelinhas que cabem no bolso” com financiamentos chegando a – pasme – 120 meses!

        Aguarde, a crise nem começou.

        Outra, você realmente precisa de fábricas? O problema agora é que a industria automobilística virou um parasita do governo, sugando recursos em troca de empregos.

        Chile vive muito bem sem elas…

    • Lemming®

      Mais ou menos não é já que para quem não é compadre veio a canetada (majoração do IPI) que por tabela prejudicou o consumidor que teria alguma opção!
      Lembrando que o i30 em fim de carreira foi vendido por R$ 45K. O que se compra com isso hoje?? Etios Platinado?

  • Jorge Luiz

    A diferença é que nos Estados Unidos, a população recebe em dólar.

  • Christian Govastki

    Os carros no Brasil são mais caros, mais pelados e mais inseguros que os seus equivalentes.

    Não temos opções de cor (não venha com esta balela que tem duzentas cores na cartela pois quando se chega na concessionária só tem preto / prata / branco e cinza).

    Temos poucas opções de motorização, no máximo três.

    A grande maioria das versões só automático ou só manual.

    Não temos opção de perua, conversível, notchback (4 portas com a tampa do porta-malas abrindo junto com o vidro, diferente do sedã)

    Compare os catálogos do Golf ou do Focus na Europa e compare com o do Brasil

    Só de cores o Focus tinha 15 opções, de rodas mais de 20 entre originais e opcionais, variando do aro 14 ao 20, com os mais variados desenhos. Lá eles tinha hatch de duas, de quatro, perua, conversível.

    E aqui o que temos???

  • CorsarioViajante

    Acrescento: grandes volumes de venda por tempo continuado. Como nos EUA por exemplo.
    Já no Brasil a cada oito anos tudo vira de pernas para o ar. Este risco, de tanta instabilidade, está repassado nos preços.

  • Fabio Toledo

    Agora tem o azul! rs

  • Malaman

    Pois é, se o governo te dá 13% de lucro sem esforço nenhum da sua parte quando você lhe empresta dinheiro (selic), pra que alguma empresa vai investir para ter um lucro menor e ainda correndo risco e tendo todas essas dificuldade que citou?
    Sinceramente, só vale a pena ter algum negócio nesse país se o lucro for de pelo menos 20%, senão é melhor emprestar para o governo!

  • Fabio Toledo

    Aliás do que vale essas “conversões burras”, se os brasileiros convertem e mesmo assim está sobrando Golf 14/15 nas bocas… Isso que é o carro a ser batido (pela concorrência logicamente), com preço conforme a “conversão burra” mais baixo no Brasil que na (sic) Zeuropa.

  • Luiz_AG

    É o famoso “fixa o preço aí para ver se cola”.
    A Honda sempre teve bastante sorte nisso, sempre pagaram o preço que ela estipulou, seja no carro ou nas motos.