Caros leitores,

Na semana passada Bob Sharp, Fernando Calmon e Paulo Keller viajaram com um Hyundai Azera para o AMG Experience realizado pela Mercedes-Benz do Brasil no autódromo Velo Città.

Acompanhe a conversa do trio durante a viagem com impressões sobre o Azera, o emocionante evento AMG onde foram lançados o AMG C63S e o Mercedes-AMG GT, além de outras conversas.

Abraço e boa semana!

Ae

Link para download: Podcast AMG Experience

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  • Luis Felipe Carreira

    Não deu para deixar de comentar antes mesmo do podcast terminar, que conversa boa, muitos esclarecimentos e fuga ao senso comum. Temos sim, altos custos de vida, mas não é só abrir a boca para falar que está tudo uma m…, mas sim apontar erros e acertos e o que precisa ser feito.

  • Lucas Rodrigues de Souza

    A experiência tenho certeza que foi indescritível e #DEUS_SALVE_OS_GRANDES_V8 como o 5,5 biturbo! Ah, por que o C 63 S tem mais torque que o AMG GT S?

  • Domingos

    O negócio do 50:50 é o maior xaveco da engenharia e da BMW. Aliás, nem é engenharia isso, a não ser que fosse 50:50 entre esquerda e direita, e não entre traseira e frente.

    Assim como eu acho a maioria dos carros alemães que não são um Golf ou um Polo, no máximo um Passat, com outra cara xavecões também. Mas enfim, tal como a Apple ficou no inconsciente coletivo como produtos de luxo e de poderio intelectual/econômico, os alemães conseguiram se firmar com luxo e imponência – além de “esportividade” – no inconsciente coletivo.

    E isso com as bigornas deles. Enfim, 50:50 NUNCA foi a melhor distribuição de peso entre traseira e dianteira para um carro. Nunca.

    Não teve um Fórmula 1, um carro da Le Mans, um carro de WRC que usou ou quis usar 50:50. Nem é isso que um engenheiro vai fazer, pois isso só se aplicaria num carro com aerodinâmica, centro de gravidade e simetria COMPLETAS.

    Teria que ser algo como um carrinho de supermercado, porém com 4 rodas totalmente esterçantes, para o 50:50 ser o ideal.

    Porque apenas o mero fato das rodas fazerem diferentes funções – traseiras apoiando e dianteiras apoiando/esterçando – já necessita de distribuição desigual de pesos.

    Por isso mesmo os tração-dianteira têm atingido enorme sucesso mesmo com distribuições “erradas” como 60:40. E monstros de velocidade e rapidez como um GT-R também o fazem com algo bem fora dos 50:50.

    O 50:50 da BMW para mim é o “desenho com botão único” da Apple.

    Apesar que vale a cutucada na Mercedes, que fez um curioso carro para concorrer com a 911 que visto lateralmente ou de trás é quase uma Porsche 928… E bigornão que deve ser, a 911 deve ser três vezes mais carro.

    Na questão dos preços, agora com dólar alto fica ruim a comparação. Assim como não se deve fazê-la com o dólar a baixos valores, fica irrealista.

    A conta deveria ser feita com o dólar entre 2,40 e 2,80 – o natural para nossa economia.

    Mas estamos melhorando. Ao menos temos uma leva de importados a preço igualzinho ao que seria o preço europeu ou americano.

  • Domingos
    Foi boa a viagem? (rs)

    • Domingos

      Bob, foi. Mas até fui pesquisar o que eu já não tinha de cabeça.

      Nissan GT-R usa 53/47 ou algo próximo. Ferraris são sempre na casa dessa Mercedes: 55 em um dos lados. E por aí vai.

      Apenas a BMW se preocupa em fazer 50:50. E não acho que fabricantes como Ferrari, Subaru, Nissan não iriam fazer em ao menos seus melhores carros se o conceito fosse realmente válido.

  • xineis

    A distribuição de peso longitudinal sempre vai ser mais importante que a lateral. O carro é muito mais comprido que largo.

    50% de peso em cada eixo faz sim muito sentido físico. Imagine um carro com distribuição de peso 80:20. Agora pense na dificuldade que deve ser fazer uma curva em alta velocidade sem ele soltar a traseira.

    Não sou engenheiro automotivo, mas imagino que em Le Mans e na F1 os carros devem levar em conta a pressão do ar em cada pedaço do carro além da distribuição de peso. E pior, eles têm que seguir regulamentos. Nenhum desses critérios se aplica a carros de passeio.

    • Domingos

      Considere que entre esquerda e direita o carro tem funções absolutamente iguais e é quase perfeitamente simétrico.

      Já entre traseira e dianteira, o carro é todo diferente. Mesmo um carro de rua tem aerodinâmica, centro de gravidade e funções diferentes entre traseira e dianteira.

      A Subaru é um exemplo de fabricante que mira nos 50:50 lateralmente, mas não longitudinalmente.

      Claro que um carro desequilibrado, com 70% ou mais de peso em algum dos lados, tende a ser ruim.

      Porém o 50:50 é mito. Nenhum carro de real alta performance o usa, pode perceber. Geralmente é na CASA dos 50 em um dos lados, porém nunca certinho.

      • xineis

        Acho que não fui tão claro no meu comentário anterior.

        Distribuição de peso 50:50 lateral é muito mais fácil obter e aposto que nenhum carro (sem passageiros) possui esta distribuição maior que 55:50 (ou próximo disso) e vice-versa. O que eu quis dizer é que é muito mais fácil obter esse esquilíbrio lateral que o longitudinal.

        Ter 50% de peso em cada eixo é o ideal teórico para um carro ter comportamento neutro, desconsiderando outros fatores como posição do motor e eixo motriz.

        É óbvio que ter EXATAMENTE 50:50 longitudinalmente não se faz necessário. Até 60% em um dos eixos é aceitável (como costuma ter o Porsche 911). Mas este mesmo carro possui o motor e o eixo motriz na traseira.

        Como você mesmo disse, o GT-R usa 53:47 e os outros estão sempre próximos disso. Todos tendendo ao ideal 50:50.

        • Domingos

          Olha, fácil mesmo não é muito. A distribuição lateral é difícil num carro com motor transversal e piora ainda mais com a necessidade de ter o lado do motorista com os sistemas de direção etc.

          A Subaru chega a ter que usar um tanque bipartido, além de toda uma simetria de desenho (com o motor boxer longitudinal) para chegar perto dos 50:50 lateralmente.

          A questão do 50:50 frente/trás é justamente o que fica claro: todo mundo mira em coisas “próximas” a isso, mas não nisso. De forma que não é o ideal.

          A Nissan fez com o GT-R uma cacetada de coisas complicadas, não teria economizado em 3% de peso a mais na traseira se fosse o ideal. Poderia ser até com algum lastro, já que peso grande não foi problema para o carro…

          Ferraris atuais, mesmo com motor central e toda tecnologia disponível para distribuir peso, usam 42/58!

          É importante também ter em mente que 55/45 na prática é longe de 50/50, afinal 5% a mais de peso num lado é bastante.

          Isso de mirar em 50 exato acabou virando um mito, uma tara quase.

          • Alvaretts

            Só sei que a M3 E36 tem um handling absurdo, e bateria no final do portamalas, entre outros detalhes, com certeza fazem diferença.

  • Alpha Delta Victor

    Ótimo vocês não abandonarem o Podcast! Não precisa ser feito religiosamente toda semana ou a cada 15 dias, pode ser esporádico, em ocasiões especiais. Mas não parem! Evidente que o carro-chefe deste site é o texto primoroso que não encontramos em nenhum outro lugar. Mas adendos como vídeo e podcast são excelentes iniciativas!