Infiniti

“O sol por testemunha” é o título, no Brasil, do  filme franco-italiano “Plein soleil”, que pode ser traduzido como “sol a pino”. A produção é  de 1960 e trata de um triângulo amoroso seguido de crime “com o sol a pino” num belo veleiro que tem como pano de fundo as águas azuis  do Mediterrâneo. É encenado por trio Alain Delon, a bela Marie Laforêt e Maurice Ronet. Recomendo assisti-lo, é eletrizante e belo ao mesmo tempo.

 

Delon

Mas nesse caso o sol vai testemunhar é puro prazer e contato com a natureza: o carro conversível; crime, não, no máximo um assaltozinho, mesmo assim não somente por estar num carro “descapotável”, mas por estarmos vivendo uma guerra civil velada no Brasil, do tipo só não vê quem não quer. Mas deixemos o foco no carro em si, já temos muito com o que nos preocupar.

A indústria local não produz nenhum carro conversível atualmente.  Tivemos o Escort XR3 de 1985 a 1996, sendo de 1989 a 1991 teve motor VW 1,8-L e depois, 2 litros. Depois veio o Kadett GSi conversível em 1991, com motor 2-L de injeção multiponto, que ficou três anos em produção. Depois desses dois, nada.

 

Chevrolet-Kadett-GSI-Conversivel

Nos carros de pequena série como Puma e Miura houve um bom período de receptividade do conversível, era bastante vistos nas ruas, especialmente o primeiro.  O Willys Interlagos conversível era belo, mas foi pouco produzido e por pouco tempo, de 1962 a 1966.

 

willys-interlagos-conversivel-08

Willys Interlagos conversível (foto onlycarspictures.com)

Via-se também alguma coisa de importados, mas pouco. Havia resistência ao carro conversível, como eu ouvir do meu pai que “a capota podia ser rasgada com uma faca” ou então que numa capotagem ou as pessoas eram atiradas para fora do carro, ou ficariam esmagadas pelo próprio.

Nos Estados Unidos mesmo, a histeria de segurança deflagrada pelo advogado Ralph Nader nos anos 1960 levou a Porsche a bolar uma maneira  de vender o novo 911 lá, surgindo a idéia do arco de proteção que resultou no modelo Targa.

 

Primeiro targa

O primeiro Porsche 911 Targa, de 1967; o vigia traseiro era de plástico mole e removível, depois passou a ser de vidro (foto hollywoodwheels.com)

 

Por conta dessa onda de segurança os carros americanos conversíveis deixaram de ser produzidos por um bom tempo, só voltando a partir dos anos 1990 e hoje estão a pleno. No Brasil, a GM importa o Camaro conversível.

O europeus apreciam muito o dirigir com o sol por testemunha. Já falei aqui sobre o dia do lançamento da pedra fundamental da fábrica do “carro do povo”, em maio de 1938, em lá estavam exibido um sedã, outro com teto solar e um conversível.

 

Cornestone

Na cerimônia de pedra fundamental da fábrica do ‘volkswagen’ = carro do povo, em 26/05/38. já havia um conversível (foto wikipedia)

Os ingleses, particularmente, sempre foram grandes apreciadores de conversíveis em forma de MG, Morgan, Jaguar, que chegaram em boa quantidade ao Brasil a partir do final dos anos 1940, sem esquecer os italianos Alfa Romeo, Ferrari e Maserati.

 

XK vermelho

Jaguar XK 120 (foto en.wikipedia.org)

Andar de conversível

Afirmo que andar de conversível é um dos grandes prazeres desta vida. Quando prestei assessoria de imprensa ao importador Porsche, a Stuttgart Sportcar, em 2002/2003, viajamos eu e o então principal sócio da firma, o Régis Schuch, ao Rio de Janeiro num Boxster S de capota baixada, uma viagem inesquecível. No Rio, andei vendo o sol sem receio de assalto ou violência, embora, é claro, ficasse atento ao que se passava à minha volta. Mas que foi um fim de semana para não esquecer, sem a menor dúvida.

 

Woman driving convertible through the countryside. MR

Um enorme prazer que muitos desconhecem (foto abeforum.com)

É como andar de motocicleta, fica-se em contato íntimo com a natureza, e isso proporciona enorme prazer. Hoje os conversíveis são bem estruturados e o efeito de torção da carroceria pela falta da armação que o teto proporciona, é mínimo, notando-se pouca “dança do painel”, quando o espelho interno oscila lateralmente.

As capotas melhoraram consideravelmente e atualmente com ela levantada o conforto interno é total, infiltração de água é coisa do passado, como são também os assovios em velocidade de estrada. E há ainda o acionamento elétrico ou eletroidráulico da capota, facilitando a vida do motorista. Inclusive, a operação, que leva em torno de 20 segundos, pode em muitos casos ser feita com o carro em movimento, até 50 km/h.

 

Capota eletrica

Acionamento elétrico da capota facilita (foto en.wikipedia.org)

Fico imaginando se algum dia um fabricante estabelecido no Brasil lançará uma versão conversível e acredito que haveria mercado, mesmo que não fosse tão grande.  Como disse há muitos anos o fundador da Honda, Soichiro Honda, “Quem faz o mercado é o industrial; faça um bom produto que ele venderá.”

Só tem um probleminha na terra brasilis: como os que gostam de se esconder no automóvel usariam os sacos de lixo com a capota baixada?

BS

Foto de abertura: Nissan Infiniti G37 2011, obtida em theautochannel.com


Error, group does not exist! Check your syntax! (ID: 7)

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • Cris Dorneles

    Bob… Sempre dá para colocar os sacos de lixo no pára-brisa (mesmo sendo proibido)…

    • Cris Dorneles
      Mas aí o carro já não vai ficar tão “lindão”…

      • Rafael Sumiya Tavares

        Bob, eu conheço o dono de um belo Z4 branco com Insulfim em todos vidros! Acredite… imagine que maravilha dirigir com tudo aberto e um vidro escuro à frente.

        • Rafael Sumiya Tavares
          Quem foi mesmo que disse que “o brasileiro é um povo muito inteligente”?

        • RoadV8Runner

          “Troféu Joinha” para essa sumidade. Comprou conversível para quê?!

  • Cristiano Reis

    E o 500 Cabrio?

  • Mexeu com meus brios, Bob!
    http://4.bp.blogspot.com/-wdK1jiJjic4/U9xMGXYKXVI/AAAAAAAAAxg/bVZm-Lh-aAg/s1600/Uno+Jo%C3%A3o+Pessoa+sem+placa.jpg

    Nada como passear de conversível no final da tarde, com o sol mais baixo!

    • WSR

      Eu babava das fotos deste Uno, na época. O que mais curtia era a traseira com as lanternas do modelo fechado, ao contrário do Escort.

  • Mr. Car

    Acho bem bacana, e até teria um, mas…jamais andaria sem a capota em um grande centro urbano, nem (agora vocês vão rir) com o sol por testemunha: usaria sem a capota nos finais de tarde, noites, e em dias nublados. Detesto sol me torrando. Detesto meeeemo. Tenho sérias desconfianças de um parentesco com o conde Drácula, he, he, he!

  • Transitando

    Óculos escuros! Grandes, ou melhor, enormes, e bem escuros…
    😛

  • JT

    Uma das melhores experiências que se pode ter ao volante de um carro, é com a capota recolhida e sua namorada do lado, a caminho de uma cidadezinha perdida numa serra, longe dos sinais de trânsito e dessa paranoia que tomou conta das grandes cidades.
    O passeio no entanto, não pode ser muito longo, senão o prazer de escutar o ronco do motor passa a incomodar a bela dona. Também não é bom fazer isso com o o sol a pino, ao menos no Brasil. O bom é sair logo cedo de casa, e voltar só no entardecer.
    O miolo entre os passeios também conta muito: um restaurante aconchegante e umas lojinhas de artesanato para a garota se deliciar – eis uma boa pedida. Os melhores filmes sobre carros e viagens não mostram as pessoas o tempo todo dentro deles…
    O carro nem precisa ser um foguete, basta ser confiável.
    Tenho um conversível desde 1997 e já rodei com ele até na Cracolândia de São Paulo, quando me perdi a caminho de um encontro no Pacaembu. Até hoje nunca fui importunado.

    • Domingos

      Toda a região do centro sofre do complexo de zumbi. O pessoal ali está tão acabado que não incomoda ninguém não. Já passei muito por lá de madrugada com amigos cortando caminho para chegar em regiões vizinhas e também nunca mexeram conosco.

  • Rafael D’amico D’amico

    Bob, excelente ninguém contava com os “sanitos” da vida. Lembro que tem também em azul, visto que cor de rosa já andam usando.

  • Cafe Racer

    Os conversíveis tem uma aura mágica e proporcionam um prazer de dirigir difícil de se por em palavras..
    Não precisa ser um carro novo, um grande esportivo, ter um motor potentíssimo ou custar muito caro.
    Para mim, o melhor são os passeios de fim de tarde e poder pegar estrada à noite com céu estrelado. O outono é a melhor época do ano para se usar esses carros…
    Nos modernos , essas capotas rígidas automáticas, acabaram com a desvantagem da lona e deixaram eles mais confortáveis e seguros.

  • Fabio Vicente

    O mercado de conversíveis no Brasil infelizmente está morto, assim como a paixão pelo brasileiro por automóveis. É um segmento que aqui atinge um público ultra-restrito, que ainda assim raramente pode aproveitar aquilo que o carro oferece de melhor.
    Só o fato de correr o risco de alguém em um veículo mais alto arremessar algo dentro do carro, por inveja ou pura maldade, já impede o uso do carro sem a capota. Imagine então, estacionar um desses em frente ao local de um grande evento, e ser surpreendido com a aproximação de um flanelinha dizendo ” E aê patrão!? Fica sussa que nóis toma conta da caranga”. É de amargar não?

    • Mr. Car

      Só de imaginar a cena do flanelinha minha pressão foi lá para cima. Raça maldita dos infernos!

      • Domingos

        O problema eu não acho a existência deles, e sim a ameaça e insistência. Lembro que no começo dos anos 90, toda semana ia para um parque com meu pai numa rua onde não tinha como estacionar sem dar com um flanelinha.

        Várias vezes pedimos que não cuidasse do carro e NADA aconteceu. Uma vez um deles inventou que alguém ia mexer no carro, quando chegamos, mas foi só isso. Nunca riscaram, vandalizaram ou bateram no carro.

        Hoje em dia o pessoal empobreceu muito, apesar do Brasil nunca ter sido tão rico. O flanelinha já chega ameaçando, como se fosse bandido mesmo.

        Fora que eles não têm escrúpulo nenhum, nem noção de amizade ou civilidade. Se você dá 5 reais, na próxima vez pedem 10. Se pede 10 e você dá 20 pedindo troco, fazem cara feia.

        E têm a maior cara de pau de não ficarem nem por perto do carro, se aproximando de você apenas e exclusivamente quando você chega para ir embora.

        Tem que mandar sair da rua mesmo e prender em caso de ameaça.

        • Leonardo Mendes

          Tem muito flanelinha que é “adotado” pelo pessoal da rua também… tem gente que chega ao cúmulo de deixar a chave do carro na mão do flanelinha, “ah, ele é gente boa, dá pra confiar“… sei, conte-me mais.

          Defronte a entrada do Poupatempo ou Enganatempo, como eu chamo) em Santos tem um que é useiro e vezeiro no estacionamento das motos… vai mexer com ele para ver, os advogados e juízes (o Fórum fica bem ao lado) só faltam bater na gente.

          • Mineirim

            Leonardo, eu ia muito a Brasília para trabalhar. Ficava bobo de ver os colegas, no setor de bancos, entregarem a chave para os flanelinhas lavarem e guardarem o carro. Não gosto nem de manobrista, quanto mais de flanelinha…

          • Eurico Junior

            Isso é extremamente comum na PUC, aqui em São Paulo. Deixam as chaves com os vagabundos, na maior pureza. De vez em quando some um carro, mas isso faz parte, não é?

          • Domingos

            Some? E continuam a deixar? Então aí merecem, pois é o caso de um tentando ser mais esperto que o outro (o flanelinha folgado versus o dono folgado).

          • Domingos

            Isso é absurdo mesmo. A defesa dele deveria se limitar a quando o mesmo tem razão, e não por conveniência e em qualquer caso…

            Aqui em São Paulo chegou a ter reportagem sobre esses em que deixam a chave com ele.

            Não faria jamais, porém ao menos me parece que esses chegaram a um nível de sinceridade em que ao menos se tornam respeitáveis.

            Só não quero imaginar os que sejam uma combinação dos que ameaçam quem chega para estacionar e ainda ficam com as chaves. Aí também é muito do pedir para ser otário…

    • Mineirim

      Até para usar o teto solar tem que ficar esperto. Passar debaixo de viadutos e tomar uma ducha de água suja ou levar uma latinha na cabeça não deve ser agradável…

  • Cristiano Reis
    É importado do México. Me referi à produção brasileira.

  • Carlos Eduardo

    Pelo menos os franceses ainda investem nesse nicho de mercado.
    A Renault até um tempo atrás trazia o Mégane CC, hoje se encontra usado com preço muito bom. Peugeot sempre trouxe conversíveis, desde o 306 CC até o 308 CC hoje.

    • Domingos

      Os melhores conversíveis, mais acessíveis, são da Peugeot.

  • Mineirim
    Só tem!

  • Sandro

    Ótimo filme, com um final surpreendente.

    E eu me contentaria com um Fusca conversível Karmann, de qualquer ano, o que me faz lembrar dos 177 Karmann-Ghias conversíveis fabricados no Brasil e que hoje valem pequena fortuna.

  • WSR

    Bob, tirei a foto aqui na Itália, assim que a primavera entrou. Melhor que isso, só se fosse um Porsche, rs.

  • Carlos A.A. Silva

    Bob, faltou citar o VW Karmann-Ghia conversível, um dos mais belos carros já feitos no Brasil!
    Carlos

  • Lorenzo Frigerio

    Anos atrás me contaram de um carroceiro ter rasgado a capota de uma Impala para roubar um console de alumínio, quebrando tudo pelo caminho. Lugar de conversível, para mim, são regiões rurais dos EUA, ou desérticas, onde o clima é ameno e a população é civilizada e culturalmente acostumada com esses carros, nunca no norte da Europa. Acho o gosto dos britânicos por conversíveis uma verdadeira negação da realidade.
    Mas de uma maneira geral, lugar de vento e barulho de rodagem é do lado de fora. Não gosto de conversíveis. Pelo contrário, gosto de carros totalmente isolados do lado de fora (sem saco de lixo). Teto solar, tudo bem.

    • Domingos

      Loenzo, hoje o isolamento com capota fechada é perfeito. Como num carro normal. Ao menos os de capota rígida – mesmo os de capota de lona, barulho não fazem mais.

      Agora, com capota aberta tem que gostar de exposição ao vento. Andando devagar e num dia tranqüilo é muito gostoso.

    • Fernando

      Na verdade os britânicos que já vi falarem sobre o assunto, usam os conversíveis com a capota baixada somente por alguns dias no ano mesmo, não é nem falta de senso de realidade hehehe

      Se fôssemos ver mesmo, tem muitas diferenças nos cuidados e uso dos carros em outros países, aqui na verdade não temos muito do que reclamar em alguns pontos, creio que onde afeta mais(e quem tem um carro antigo sofre diretamente) é com clima bem instável e bastante chuva(e maresia) em algumas regiões e o clima de insegurança que se faz realidade algumas vezes.

      Falando diretamente da Inglaterra, eles sofrem destes também, a maresia lá age também fortemente, e o roubo de carros se não é igual ao nosso, não é muito distante.

  • César

    Gostei do texto, Bob. Mas não vejo qualquer estatística afirmando que seja potencialmente mais provável ser assaltado num carro conversível com a capota aberta do que em qualquer outro.
    Aliás, o Brasil é muito grande e nem todos os leitores, assim como eu, moram em grandes capitais violentas. Sinto muito por aqueles que moram, mas lembremos que um carro conversível pode sim ser prazerosamente curtido, sem riscos e sem receio, em locais como a Serra Gaúcha, onde moro, ou na região serrana de Santa Catarina que o Paulo Keller mostrou há alguns meses, e com certeza também em muitos outros recantos deste lindo país. Aliás, aqui na região onde vivo, tenho me surpreendido com a quantidade de Mercedes e BWM conversíveis que tenho visto.
    Pena que comprar um carro desses por aqui é um dinheiro “perdido”, pois comprar é fácil; já revender algum dia…

    • César
      Não conheço tal estatística, mas pode-se intuir que seja assim por questão de facilidade. Claro que em regiões mais seguras como as que você citou fique mais tranqüilo e prazeroso andar de conversível. Não creio que seja difícil revender um carro desses, sempre há alguém pensando em um.

      • Cristiano Reis

        Eu mesmo sempre tive vontade de ter um 206 CC, mas como acabei casando e o filhão já vai com 5 anos, as prioridades mudaram, mas daqui a alguns anos compro um 308 usado…

      • Raphael Lima

        Bob, gostaria de dar uma sugestão de matéria, ja que relembrou os conversíveis Escort e Kadett, podeia mostrar aqueles transformados em conversível, como o Gol, Uno, Corcel, Opala, Ka, Celta e outros que não lembro de cabeça, seria bem interessantemostrar a criatividade do brasileiro pra “suprir” essa demanda…

    • Domingos

      Olha, em São Paulo isso chama uma atenção que dá um medo mesmo. Até em bairro bem nobre, reparo que quando alguém anda com capota aberta chama atenção como se fosse um Ferrari.

      Pessoalmente acho que se você não estiver com relógio ou algo assim, isso DESESTIMULA assaltar. Mas se ainda por cima a pessoa anda com relógio ou jóias, aí deve ser muito grande a facilidade do assalto.

      • César

        Entendo, Domingos, mas acho que também “vai do tipo” de conversível que cada um deseja.
        Talvez num Mercedes, Audi ou BMW sim, mas dificilmente o condutor será alvo de meliantes a bordo de um Kadett, Escort, 206 ou Puma com a capota aberta. Claro que eu particularmente não teria nenhum desses. Se fosse para ter o prazer de pegar vento num Escort no estado em que se encontra a maioria, e pelos preços que são pedidos, prefiro andar de moto.

        E bem longe de mim dizer que não há violência aqui na região onde moro. Seria muito bairrismo. Há, sim, porém ainda não atingiu índices exorbitantes como os do eixo Rio–São Paulo.

        • Domingos

          Se tivesse em boas condições chamaria atenção também, conversível é algo realmente incrível como causa fascinação, mas realmente para assaltantes acho que não haveria interesse,

          E não há problema em apontar a violência de Rio e São Paulo. É verdadeira, infelizmente.

    • $2354837

      Escorts conversíveis são valorizados e caçados até hoje.

  • Fernando

    Mr. Car, não abre uma exceção nem para um interior monocromático como o da foto da moça se divertindo? hehehe

    Mas sobre o sol, sofro do mesmo mal…

  • César

    Não o considero um cabrio verdadeiro. Ele abre somente em cima e as laterais permanecem. Mas com certeza vale o prazer.

    • Cristiano Reis

      Concordo, inclusive acho até que esse tipo de teto tem uma denominação diferente, Canvas, se não me engano.

  • Lauro Agrizzi

    Parece que a moda de conversíveis de capota de lona, baratos, esta voltando no mundo, vide novo Mazda MX-5 Miata, que terá sobre sua plataforma uma nova versão do antigo Fiat 124 Spider. Conversível de capota de lona é tudo de bom.

  • Carlos
    Certamente, em especial os ano-modelo 1970 até o final, com motor 1600 com cabeçotes de entrada dupla, bitola traseira 6,7 cm mais larga e freio a disco na dianteira, com rodas de quatro parafusos.Pena terem sido fabricados num número tão ínfimo, 177 unidades de ambos os modelos.

    • Lorenzo Frigerio

      Você se refere aos Karmann-Ghia TC?

    • Maycon Correia

      Certamente os modelos pós 1970 e o motor 1600 caíram muito bem no Karmann Ghia, já sem os arcos nos pára-choques, esse modelo compartilha mecânica com o VW 1600 de 4 portas, inclusive o motor com código BB (1600 turbina alta e um carburador) meu pai disse que um cliente da oficina possuía um desse conversível1600 cor azul Pavão ano 1970.

  • Mr. Car
    Dois. É inadmissível haver essa raça, como você disse. Deviam recolher todos e mandar para a Ilha de Trindade, a 1.200 km de Vitória, ES.

    • Lorenzo Frigerio

      Seria uma catástrofe ambiental. Melhor mandá-los para a ilha de Queimada Grande.

    • Maurilio Andrade

      Esta raça é outro mal que ajuda a fazer da nossa vida um inferno. Aqui em São Paulo se você vai ao pronto-socorro, tem flanelinha. Ao teatro, tem. À igreja, tem. Restaurantes, padarias idem e assim por diante.
      Me impressiona as autoridades não fazerem um mínimo esforço para combater esta gente que só quer dinheiro fácil extorquindo o cidadão de bem, que paga seus impostos e não tem retorno.

      • Domingos

        Sinceramente, é assim porque deixam em todos os níveis. Prefeito nenhum, num país de “gente fina” quer mexer com um assunto que é polêmico e envolve uma suposta luta de classes.

        Advogados, juízes e juristas costumam ser da opinião que fazer justiça é englobar o espírito causa social.

        A polícia segue as ordens e sabemos que, como com o tráfico, existe uma boa parcela ali que tira o seu por fora.

        Já houveram reportagem de como se dividem as áreas entre os flanelinhas, é bem esquematizado e com participação ocasional de autoridades.

      • Domingos

        Olha, difícil não é. Todo mundo sabe que existe pela grande parte deles a ameaça de dano ao patrimônio e até mesmo física em alguns casos.

        Também não é obrigatório pagar por um serviço que você não quer e não é obrigado a aceitar.

        Se fizerem uma operação em massa nas principais cidades onde recolham aqueles que se usarem de ameaça, punindo com prisão os casos graves, aposto que acaba a farra em pouco tempo.

        Melhor ainda, sobram apenas os que fazem seu trabalho sem incomodar quem não o deseja. A justiça brasileira tem um pouco, na verdade bastante, da síndrome do ânus de veludo.

  • Rogério Ferreira

    Existiram recentemente, o 206 CC e 307CC. Bonitos, charmosos, chamativos e com teto rígido, Inclusive o 206 CC pode ser encontrado com um preço bem atraente no mercado de usados, e com a mecânica compatível com outros Peugeots nacionais. O 308 CC ainda é uma opção disponível, 0-km, com o preço em torno de R$ 120.000, e motor 1,6 THP. Para quem quer um conversível, sem pagar cifras astronômicas, são opções bem interessantes. Aqui na minha cidade tem um 206 CC, mas a dona não quer vender.

  • João Carlos

    Num tempo mais ou menos recente, vendeu relativamente bem a dupla francesa 206 e 307 conversível.

    Para quem acostumou com vidros fechados, vai estranhar a barulheira maior que em moto com capacete.

  • RoadV8Runner

    Eu não sou chegado a conversíveis, são poucos os modelos que entram na minha wish list. Aliás, sequer gosto de viajar com vidros abertos, talvez por não ter grandes amores por motos também.
    Mas concordo que o mercado nacional poderia oferecer conversíveis como opção, pois existe uma boa parcela de pessoas que os apreciam.

    • $2354837

      Cara é isso que quero ouvir. Alguém que exponha sua opinião sem agredir os outros. Eu amo moto, mas respeito quem não gosta. É isso aí, cada um na sua e respeito pelos outros.

      Abraços.

      • Transitando

        Não só, como também pensar no bem comum, ou em “oportunidade comum” — não só pensar em si mesmo, e só desejar para o mercado o que for de seu próprio gosto.

        E da mesma forma, colocar o dedo em riste posição, e opinar sobre incompatível para com a maioria, se esta, quando em grande quantidade ou intensidade, tornar-se prazer de somente alguns, em troca de muito desgosto para muitos outros; é propor medidas, para que o benefício de uns poucos não seja o malefício de muitos; a sociedade não pode carregar nas costas a carga de uns poucos para somente o bel prazer destes (é preciso haver maior igualdade de direitos e deveres) — é um por todos e todos por um.

        Não basta ter opinião, é preciso também saber opinar.

  • Domingos

    Uma surpresa ver o Fusca já no lançamento, na primeira versão mesmo, ter versão conversível! E num conceito bem prático também de “teto aberto”, como é com o 500 atual conversível.

    Hoje o conversível já não é mais um carro inseguro nem problemático, embora resolver todas as questões (torção, proteção em capotagens, capota automatizada e perfeita em isolamento) tenha feito seu custo e preço dispararem.

    Não é fácil fazer um conversível hoje. Por isso talvez hajam poucos e, dentre os nacionais, nada.

    Também, não temos nenhum sedã nacional que possa dar base a um conversível. Ou teríamos que fazê-lo sobre um hatch ou sobre algo como um Voyage – que não teve projeto previsto para isso.

    Empresas como a Bertone ainda fazem esse trabalho de adaptação perfeita em carros não previstos a terem versão conversível, mas obviamente é um processo caro e anti-econômico. Fora os custos com logística.

    O meu porém com conversíveis é o mesmo das motos: é EXTREMAMENTE agradável andar sem nada por cima da cabeça, mas apenas em baixas velocidades e, no meu caso, por no máximo uma horinha.

    Os atuais contam até com aquecimento dos bancos e pescoço, para que o vento não incomode usar o carro com a capota aberta por mais tempo, porém isso é bem paliativo.

    Para quem gosta mesmo da sensação do vento na cara, aí sim são boas idéias. O resto, acredito que curta apenas um curto passeio – mas, com capotas automatizadas e tudo mais, isso é muito fácil.

  • Marco de Yparraguirre

    Nos anos sessenta podia-se andar calmamente no carro conversível.Rodei muito com o Cadillac do meu vizinho de rua na Tijuca, no Rio de Janeiro, era preto rabo-de-peixe automático.

  • Catarinense
    Esse é um caso em que o direito constitucional se sobrepõe ao interesse da coletividade, prova de que está longe da perfeição, pois o cidadão não tem como se defender desses bandidos (quem extorque é bandido, portanto flanelinha é bandido). Se pegassem meia-duzia de flanelinhas e os levasse para Ilha da Trindade, como eu disse acima, em pouco tempo a notícia se espalharia e os flanelinhas sumiriam. Mesmo caso do MST, se invadissem uma propriedade e dono chamasse a polícia para retirá-los ato contínuo, sem necessidade de ação de reintegração de posse, não haveria invasões.

    • Marco

      Como o sistema somente permite um like, o outro vai por meio do texto mesmo. Outro like pra vc!

    • Domingos

      Isso é assim em todo o mundo. Mas é preciso pensar em duas coisas:

      Primeiro, ser pobre ou rico não tira a responsabilidade dos pais e da própria pessoa em ser decente, muito menos é proibido de ser assim.

      Segundo, a questão de pedir dinheiro em si não é um problema. Desde que a pessoa não se use de ameaça, incomodo exagerado etc.

      Hoje em dia é difícil dar dinheiro para alguém na rua pois metade ou te pede com cara feia ou te faz questão de não agradecer. Acho que a mentalidade do “nós contra eles” pegou tanto que o cara que começou com pais errando, um governo por ele mesmo eleito errando e com ele errando também acha que ainda assim TODA e qualquer pessoa com alguma coisa a mais que ele tem OBRIGAÇÃO de lhe dar algum dinheiro.

      Ainda tem os que realmente ficam agradecidos e não são porcarias.

    • Domingos

      Essa coisa da reintegração de posse é um golpe desgraçado, coisa de quem vai fazer justiça para alimentar o próprio ego.

      Em alguns lugares se chega ao absurdo de ser necessária a reintegração de posse quando invadem uma casa particular, com moradores e tudo.

    • Rafael Ramalho

      Seu discurso é muito parecido com o de alguns amigos Defensores Públicos. Concordo com você em partes, se o estado é falho no ciclo do sistema, ele não pode me impedir de defender-me em algum momento deste elo. O estatuto do desarmamento é isso.

  • Piero Lourenço

    Vidro aberto em São Paulo e Rio de Janeiro já é perigoso.. imagine a capota!! rs

  • Lorenzo
    Não, refiro-me ao Tipo 143, o Karmann-Ghia original. O TC era o Tipo 145. Você não conheceu o 143 com bitola traseira mais larga, eixo dianteiro com articuladores esféricos e freio a disco na frente? Ele tinha as calotas chatas do “Zé do Caixão”. Era um Karmann-Ghia ideal.

    • Maycon Correia

      Bob as rodas e calotas eram comuns a linha vw. Variant, fusca 1500, TL, Karmann Ghia 1600 e TC. Ficaram na linha até 1973, quando as calotas foram substituídas pelos copinhos. E as rodas tinham os calombos para a calota até 1982.

    • César

      Bob. O Zé do Caixão é um carro antigo que povoa meus sonhos. Ainda hei de adquirir um!

    • Lorenzo Frigerio

      Por “modelos pós-70”, você quer dizer só 1970… pois de que eu saiba o 1971 já era TC.
      Talvez você pudesse fazer um artigo explicando as diferenças entre os esquemas de suspensão dos VW-ar, pois deve ter muito pouca gente que conhece isso.
      Eu não tenho a menor idéia do que sejam “articuladores esféricos”. O SP-2 tem isso? As Variant? Kombi?

      • Mingo

        Lorenzo,
        O Karmann Ghia modelo antigo conviveu junto com o TC por algum tempo. Em 1971 ele ainda era fabricado sim, mas vendeu muito pouco em comparação com o TC que era novidade.
        Se não me engano, a produção do modelo 143 terminou em 1972, com pouquíssimas unidades fabricadas nesse ano.

  • Bob, parabéns pela lembrança! Ótima matéria! Hoje ainda temos o bugue, que tem uma sensação em dirigir única de indescritível liberdade. E não é usado só em praias do Nordeste, é crescente o uso do bugue em grandes cidades como segundo carro e/ou carro de lazer/entretenimento. Até o Senna teve um…

    • Leonardo Mendes

      Bateu uma saudade do Herbie I, meu buggy Jobby chassis 71/carroceria 90… meu primeiro carro.

      Garoto de 18 anos, morador de cidade litorânea… a capota mais ficava no porta-malas do que montada nele.

      Deu até um travo na garganta agora… bons tempos.

    • Bob, o meu texto foi editado substituindo o nome Buggy por “bugue”… “bugue” não existe na nossa comunidade, o Buggy nasceu no Brasil já com o nome de Buggy e esse nome foi nacionalizado batizando o conceito como Buggy mesmo, e é assim que é registrado nos documentos, como categoria de carro e não se deve fazer a tradução… Seria o mesmo que traduzir o nome da marca Volkswagen para “Carro do Povo” ou o nome de um modelo da marca por Ex: Fox para “raposa”, não faz o menor sentido… Tem muita gente que faz confusão na hora de escrever o nome do Buggy, mas o correto é Buggy mesmo. Só para esclarecer algumas confusões comuns: Bug é erro de informática, Bugre é uma marca de Buggy fabricada no RJ, assim como BRM, Baby, Kadron, Selvagem, Fyber, etc…, são marcas de Buggy.

  • Transitando
    Não me leve a mal, mas o que exatamente você quis dizer com esse comentário? Não entendi.

    • Lorenzo Frigerio

      Acho que nem a Dilma soltaria uma dessas. Nem o Gilberto Gil xapadão.

      • Transitando

        Vocês (refiro-me a ti e outros leitores que tiveram mesma visão) interpretaram de maneira diferentes o ponto de vista que desejei transmitir, talvez, quem sabe, pelo momento social e político qual estamos vivendo. Não é grito de liberdade a todo custo, nem voz de autoridade a qualquer coisa que fuja do bem comum (geralmente do bem comum de uns poucos), mas sim que toda é qualquer atitude precisa ser avaliada, e não de forma imediata (salvo casos emergenciais), mas sim a longo prazo.

        Não é a poda, tão pouco o crescimento livre, mas sim o pensar onde a poda é viável, para o equilíbrio de convívio, e onde é possível o crescimento livre, pois é propício e benéfico; nos jardins retiramos as ervas daninhas, em benefício ao propósito fim, mas nas florestas não estamos a cultivar flores, pois o propósito destas é outro.

      • Domingos

        Sei que não pode postar comentário engraçadinho, mas estou rindo bastante aqui. O Transitando fez um verdadeiro poema aí (rs)

  • Maycon Correia

    Sempre foram, pois procuro um desde 1998, sem êxito.
    Já desisti pois sei que não encontrei aquele branco pérola 1992, completo.

  • Maycon Correia

    Em 1995 incomodei meu pai por um mês, motivo: um Santa Matilde 1987 prata perfeito por R$ 7.500,00. Ele tinha o dinheiro e não quis comprar. Lamentável

  • Luciano Gonzalez

    Como eu gostaria de ver aqui o belo (atual) Fusca Conversível!

  • Cajo

    Já tive dois conversíveis, um MP Lafer e depois um 206 CC, o prazer de andar sem capota é inexplicável . Moro no interior de São Paulo, cidade de 135.000 habitantes e embora tenha violência, ainda é possível ver muitos conversíveis circulando, inclusive durante a semana. E eu não vejo a hora de poder comprar outro. Recomendo, é um anti-estresse fantástico.

  • Roberto

    Até hoje nunca vi (já que ainda são raros aqui no Brasil os carros conversíveis), mas não duvido que tenha gente com carro conversível e com películas nos vidros. Afinal, vejo muita gente com películas nos vidros que normalmente andam com eles abaixados. Sinceramente não consigo entender esta gente…

    • CorsarioViajante

      Ué, porque quando a pessoa se sente ameaçada num farol por exemplo fecha o vidro… Ou quando estaciona, os vidros ficam fechados.

  • Lorenzo Frigerio

    Bob. essa é off-topic, mas eu precisava mandar. Inacreditável. Pintam as faixas de preto para não ter que removê-las:
    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/05/1627325-concessionaria-e-condenada-por-usar-tinta-escorregadia-em-rodovia.shtml

  • Felipe Parnes

    A Peugeot sempre tem um conversível em sua linha, carros lindos, mas que emplacam muito pouco, talvez por serem conversíveis.

  • Leonardo Mendes

    Meu pai teve um 307 CC por uns 4 anos… as poucas vezes que andei com o carro fiz questão de abrir a capota (se meu pai a abriu, digamos, umas 3 vezes, foi muito).
    Como bem ressaltou o Bob, é um prazer… você até se pega dirigindo mais devagar pra curtir a paisagem, parece que tudo o mais “some”, como no filme Eu sou a lenda.

    E lembrando que ele foi a base de um dos carros mais inusitados do WRC… até hoje muita gente se pergunta porque a Peugeot não usou a carroceria hatch do 307 para o projeto.

    • Domingos

      Parece que na época consideravam o cupê ao mesmo tempo mais aerodinâmico e com melhor rigidez da carroceria e outros dotes bons ao comportamento dinâmico.

      No de rali o peso extra sumia, pois a capota era rígida. Uma pena que o carro quebrava muito, pois era o mais rápido de alguns anos do mundial.

      Desse modelo de rua, eu era encantado com os bancos e o acabamento com o painel revestido em couro com costura pontilhada (ou ao menos parecia couro…). No 308 CC já não tem mais isso.

  • AstraPower

    Brilhante momento do estudante de Humanas, de viés esquerdista, regado a alguns barbitúricos de origem duvidosa.

  • Transitando
    Realmente, seu forte não é a expressão de idéias. Você continua falar muito e não dizer nada. Por favor, refreie-se de abordar temas que não sejam de automóveis para continuar comentando aqui no Ae, está bem? Não me leve a mal.

  • Roller Buggy
    Certamente que foi editado, pois nas normas de redação do Ae escreve-se bugue, forma aportuguesada como tantas outras no nosso idioma, caso de yacht > iate, abat-jour > abajur, sedan > sedã etc. Aliás, boa parte da imprensa grafa bugue. Desculpe se isso o incomoda, mas é nosso procedimento.

    • Olá Bob, pessoalmente não me incomoda e se é o procedimento do Ae fazer assim tudo bem, mas é minha obrigação como engenheiro e especialista no assunto contribuir com a forma correta. Não é porque boa parte da impressa escreve assim que está correto… Já vi em muitas revistas especializadas, escrito Bug, Bugui, Bugre, etc…, e não é correto. De qualquer forma fica o registro.

  • Paulo Eduardo Bandeira de Mell

    Realmente é um prazer inexplicável. Dirigir, ser guiado, ou seja, andar em um conversível é muito gostoso. Quanto aos sacos de lixo no vidro de um conversível, me perdoem, mas é uma total falta de coerência com o propósito do veículo, mesmo estando com a capota levantada. Aliás, sacos de lixo no vidro de qualquer tipo de veículo só atrapalham tanto na segurança viária quanto na pessoal.

  • Roller Buggy
    “Buggy” é mantido ser for marca, um bugue marca Buggy, por exemplo. Da mesma forma não cabe escrever sport utility vehicle, usamos veículo utilitário esporte ou mesmo suve; o mesmo para station wagon, nunca escrevemos aqui, só perua. De qualquer maneira é apenas um detalhe e acho que você não precisa se incomodar com isso. Buggy ou bugue, continua a ser um veículo fantástico.

    • Roller Buggy .

      Repito que isso não me incomoda pessoalmente, mas acho que vale o debate… Concordo com todos os exemplos que você deu acima, mas é
      diferente no caso do Buggy que não é uma tradução literal… No caso Buggy nós deveríamos, então, escrever “carroça” ou “carruagem”e não “bugue”… “bugue” é uma palavra nova e não uma tradução de um significado de uma palavra em outra língua. A palavra Buggy no Brasil significa o tipo de veiculo e já é em português e o seu significado não cabe tradução literal nem de forma nenhuma, entendeu a diferença? Quanto a ser um veiculo fantástico, estamos em pleno acordo! Rrsrsrsrrsrs!

      • Roberto Neves

        Adoro essas discussões linguísticas! Como a gente aprende!

    • Roller Buggy .

      Repito que isso não me incomoda pessoalmente, mas acho que vale o debate… Concordo com todos os exemplos que você deu acima, mas é
      diferente no caso do Buggy que não é uma tradução literal… No caso Buggy nós deveríamos, então, escrever “carroça” ou “carruagem”e não “bugue”… “bugue” é uma palavra nova e não uma tradução de um significado de uma palavra em outra língua. A palavra Buggy no Brasil significa o tipo de veiculo e já é em português e o seu significado não cabe tradução literal nem de forma nenhuma, entendeu a diferença? Quanto a ser um veiculo fantástico, estamos em pleno acordo! Rrsrsrsrrsrs!

  • Leonardo Mendes

    Eu iria mais longe… diria que o próprio buggy é uma categoria de carro diferente de qualquer outra.

    E sabia que conhecia teu BRM de algum lugar… vi fotos dele no Planeta Buggy, reconheci pela descarga cromada e os furos de ventilação na tampa traseira.

    • Realmente o Buggy é diferente de tudo, com características próprias. Sim, sou eu! O meu escapamento não é cromado, os coletores de escape são em aço inoxidável sem polimento e o abafador é de alumínio. Obrigado pelo prestigio e um grande abraço.

  • Fórmula Finesse

    Nunca dirigi um conversível, que pena! Só um bugue amarelo com motor 1,600-cm³ de dupla carburação (como arrancava bem), acho que a experiência deve ser semelhante…

  • Fabio Braga

    Caro Bob, andar de conversível é mesmo muito bom, arrisco a dizer que melhora o humor até dos mais ranhetas.

    Antigamente existiam os conversíveis que rebatiam o pára-brisa, coisa hojej aparentemente ilegal. Meu pai tinha um DKW Candango, e costumávamos andar por todo lugar dessa maneira. Experiência única, nem as besouradas na testa estragavam nosso divertimento.

  • Fabio Braga,
    Na nossa concessionária VW (ex-Vemag) compramos em 1968 um Candango 4 1962, dos últimos, que só estava feio de pintura. Desmontamo-o todo para uma pintura como se faz na fábrica, pintando-o de cinza igual ao da Marinha de Guerra. Ficou show, ainda por cima estava perfeito de mecânica. Minha diversão andar com ele à noite, capota baixada e pára-brisa rebatido, era um espetáculo. Inclusive, dar umas andadas na praia de Ipanema, ir até à beira d’água, como era gostoso. Claro, no dia seguinte lavagem completa.

  • Mingo,
    `Pode mesmo ter havido superposição dos dois modelos. Mudando de assunto, você é o Mingo que conheci em 1998 em Punta del Leste, quando fui a uma oficina com o L. C. Fanfa da GM, onde você estava com um carro antigo em restauração?

  • Eu tenho um Escort XR3 cabriolet. Realmente, é a melhor sensação do mundo andar com a capota baixada. A experiência ao se dirigir um conversível é muito diferente de a dirigir um carro fechado. É uma sensação surpreendente e arrebatadora. Cada um que dirige um conversível, num final de tarde, com a capota baixada, é mordido pelo vírus da coisa e logo quer comprar o seu. É muito gratificante dirigir assim!

    Realmente é uma pena que não tenhamos opções conversíveis baratas no mercado nacional. Hoje, se pudesse, teria como carro do dia-a-dia um conversível, mas todas as opções são caríssimas.