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Mehr Licht…

Alguém é capaz de explicar o que vem a ser uma “recomendação”, como a que existe no nosso código de trânsito?

 

DRL

Luzes de uso diurno mesmo com faróis desligados (foto benzworld.org)

 

Estas foram (ou devem ter sido…) as últimas palavras do famoso poeta alemão Johann Goethe, que significam “Mais Luz” em português. Ele clamava, no leito de morte, que o homem tivesse sua alma mais iluminada….

“Mais luz” é o que pedem também, em outro contexto, especialistas de segurança veicular. E defendem que no Brasil seja exigida a obrigatoriedade dos faróis nas rodovias durante o dia.

Nosso código de trânsito menciona o assunto de forma muito simplória, ao “recomendar”, ao invés de exigir a utilização dos faróis baixos durante o dia nas rodovias. Dá para entender uma legislação que “recomende” alguma coisa? Ou é lei e o motorista tem que respeitá-la para evitar multa e pontos no prontuário, ou não existe a obrigação…

Enquanto o Brasil discute esta obrigatoriedade, no Canadá e em países escandinavos (onde a visibilidade diurna é precária em alguns períodos do ano), as autoridades de trânsito confirmam a redução de acidentes rodoviários depois que se estabeleceu esta exigência. E explicam que, com as luzes acesas, o automóvel é percebido com maior antecedência por outros motoristas e pedestres.

Implementada inicialmente em países de precária iluminação natural, a exigência se estendeu para vários outros. Porém, no Brasil, ela se restringe aos automóveis nos túneis e aos ônibus quando trafegam em faixas próprias. Motos e ciclomotores são obrigados a circular com faróis acesos à luz do dia.

Segundo a NHTSA, instituto de segurança rodoviária nos EUA, faróis ligados durante o dia reduziram em 5% os acidentes entre automóveis.

Já se tentou estabelecer mesma exigência no Brasil, com projetos de lei em níveis federal e estadual. Mas há argumentos contrários, entre eles o do aumento do consumo de combustível e de emissão de gases. São projetos mais antigos que erraram ao propor “faróis baixos acesos durante o dia”, pois já se desenvolveu um controle automático de iluminação para acionar outro tipo de faróis durante o dia, além dos baixos e altos. É chamado DRL, iniciais de Daytime Running Light, ou seja, luzes acesas de dia. Funciona com lâmpadas tipo LED, pode ter seu brilho regulado de acordo com a intensidade da luz natural e o consumo de energia é mínimo, bem menor que o dos faróis altos ou baixos. Nos EUA, foram questionados outros pontos como o estresse gerado nos motoristas pela agressão da luz artificial sobreposta à do sol, a visibilidade prejudicada de outras luzes, como as direcionais (setas), a percepção de distância e o estímulo ao motorista desprezar os faróis principais à noite, entre outros.

No Brasil, um projeto de lei foi encaminhado no ano passado à Câmara e aprovado por unanimidade pela Comissão de Viação e Transportes. Mas já existe outro contra a medida, sob a alegação de “alterar os elementos naturais de percepção e de poder desencadear situações de stress no condutor”.

Legislação estadual com esta exigência foi aprovada em alguns estados brasileiros como o Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais. Mas se questiona a validade jurídica de ela se sobrepor à competência federal e só se tornou obrigatória de fato no Rio Grande do Sul.

Apesar de correntes contrárias, as estatísticas são objetivas e não deixam margem a dúvidas: faróis acesos durante o dia nas rodovias reduzem o índice de acidentes e já passou da hora de uma legislação federal exigir que os automóveis sejam equipados com o DRL no Brasil.

BF

Boris Feldman, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos, autoriza o Ae a publicar sua coluna veiculada aos sábados no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG).
A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

  • Simon Missirian

    http://youtu.be/YTN33Bryqvo

    Esse vídeo de um acidente com colisão frontal mostra, por meios práticos, a importância do farol em uso diurno. Nem mesmo no vídeo consegue-se perceber a aproximação do carro preto durante a ultrapassagem. E esse é o agravante de visibilidade no Brasil: em sua maioria carros pretos / cinzas, que prejudicam ainda mais a visibilidade. Acho que deveria ser lei, e não aceito o argumento de “poluição” ou “maior gasto de combustível”. E questão de segurança.

    • Uber

      Tenho esse problema, meu carro é cinza, preventivamente acendo os faróis em dias nublados ou chuvosos.
      E quando tem um carro preto atrás do meu com os faróis apagados mal enxergo o desgraçado que acha que não precisa acender faróis durante dias assim.

    • Rodolfo

      A regra é para sempre se tirar para a direita em caso de perigo de colisão… parece que o carro vermelho o motorista comprou a carteira.

    • João Carlos

      Com essa condição de iluminação, não é nem questão de usar DRL, mas faról baixo mesmo. Entardecer, amanhecer e nublado é pior que de noite.

      Muita incapacidade do motorista do carro vermelho na manobra, não sabe ultrapassar. Pior que entra para a estatística como imprudência, e não como falta de capacitação, pois, claro, desse modo o Estado assumiria que não forma bem seus motoristas. E o da filmagem, boca aberta, deveria ter acelerado e ido ao acostamento. Guiar é prever.

  • Cristiano Reis

    Eu sempre ando com os faróis baixos acesos, por motivo de segurança, além de ser obrigatório em parques eólicos, acabei me acostumando da época que andava de moto.

    Mas parece brincadeira, uma vez fui parado na PRE-CE e o policial veio perguntar por que eu estava com os faróis acesos e mandou desligar! É cada uma…

    • lightness RS

      Pode explicar essa de ser obrigatório em parques eólicos? Juro que nunca tinha ouvido falar disso. Abraço.

  • Mr. Car

    Já faz muito tempo que uso faróis durante o dia. Qualquer um que diga que isto de alguma forma atrapalha quem vem em sentido contrário, não sabe o que está dizendo. É evidente o quanto se ganha em termos de percepção de um veículo se aproximando em outro sentido. Comecei a usar quando li em uma revista que esta prática vigorava no Rio Grande do Sul, e explicava os motivos. No começo, quase não via gente fazendo o mesmo aqui nas rodovias do Rio, e era muito comum que me dessem lampejos como que querendo sinalizar que eu havia “esquecido” os faróis ligados, mas agora a prática está se disseminando, muita gente usa, e mesmo quem não usa, já não fica tentando alertar o “esquecimento”. Sobre isto, certa vez li algo que me faz rir até hoje: um leitor escreveu para uma revista sobre carros perguntando se a prática de usar os faróis de dia não seria prejudicial, por gastar bateria sem necessidade. Resposta da revista: Não tem problema, o carro não sabe que é de dia. He, he!

  • Mr. Car,
    O farol baixo, de dia, incomoda. Pouco, mas incomoda. É exatamente por esse motivo que antes do advento das luzes diurnas em LEDs os carros providos de DRL tinham um circuito elétrico diferenciado de maneira a mandar 10 V em vez de 1’2 V para os faróis, com o objetivo de deixá-los mais fracos, justamente para não incomodarem. Eu também acendo os baixos de dia, mas só quando trafego em meio a uma aglomeração de pessoas e sempre o fazendo devagar. Agora, essa da revista, que dá até para imaginar qual, foi hilariante, sem contar que deveriam ter explicado ao leitor que o carro estando com motor ligado o que alimenta os faróis é o gerador, não a bateria.

    • Mr. Car

      Então, é da percepção de cada um, Bob. Como não me incomoda nem um pouquinho, jurava que não incomodava, he, he! Mas acho que vale o custo-benefício: um pouquinho de incômodo por mais percepção de que há um veículo vindo em sentido contrário. Como no caso dos cintos, que muita gente acha que incomoda. E não foi boa? Pena que esqueci em qual revista li, para dar o crédito.
      Abraço.

      • Mr. Car, foi numa Quatro Rodas, imagino que entre 1999 e 2002.

    • Uber

      Engraçado, a luz diurna de alguns carros me incomoda!
      Acho que precisa haver uma padronização do facho ou da potência desses LEDs.
      Por falar nisso, vocês vêem como são esses LEDs em letreiros de ônibus? Iluminam mais que os faróis à noite!
      Deveria haver um sensor para regular isso conforme a luminosidade do dia.

  • Transitando

    Um caso: lembro de uma vez que quase fui multado por policial rodoviário por achar que eu estava trafegando na motocicleta com o farol apagado (era em época que as motocicletas não tinham o farol ligado por padrão junto ao funcionamento — aí seria fácil argumentar que não seria possível andar com ele desligado), ligando somente quando da aproximação da área de patrulhamento (patrulhamento “surpresa” – não era posto). Ora, argumentei que por ele estar de frente para a luz do sol poente, pode ter passado desapercebido ao longe, só sendo percebido de perto (e ainda em ângulo desfavorável à percepção do farol, porém de frente para o sol poente). Era motocicleta nova, “do ano”, estava tudo a funcionar bem, com farol limpo (era início da viagem –- imediato ao perímetro urbano), com potência luminosa regular (padrão), e sem algum tipo de mancha em sua lente ou espelho. Ainda estava acompanhado de mais uns quatro ou cinco amigos, cada qual em sua respectiva moto, mas talvez por ser o que estava na frente do grupo, fui “o escolhido”. Quando argumentei sobre estar com farol ligado desde o perímetro urbano, disse-me que os outros estavam com a luzes acessas e somente eu não estava – e se não estou em engano, quase todos em “luz alta”.
    Por fim, terminou por me liberar, talvez para dedicar atenção aos veículos em excesso de velocidade comuns ao local (declive acentuado e bastante longo).

    Lembro que passei bom tempo, quando trafegando em rodovia, utilizava sempre “luz alta” no período diurno (mesmo sendo desnecessário), que por padrão tem mais potência que a “baixa”, e assim seria vista ao longe com facilidade, não importando o posicionamento do sol (período do dia) ou do policial, e assim não teria que passar mais alguma vez por este tipo de constrangimento policial.

    $#%*!

    Vivendo e aprendendo… a escapar de aborrecimentos.

    C’est la vie…

    • Roberto

      Eu não sei no caso das motos, mas já percebi que o farol alto dos carros incomoda também de dia. Farol baixo, desde que regulado, nunca me incomodou.

    • Tiago Saraiva

      Pessoal, rodo 5k km por mês em estradas simples, então acho que de segurança viária entendo um pouco. Nessa situação, qualquer artifício que melhore a segurança é bem vindo. Me sinto muito mais confortável quando vou ultrapassar e vejo um carro no sentido contrário com farol ligado, pois tenho certeza do sentido. Despendendo da distância, condições de iluminação, cor do carro e tonalidade do asfalto, fica difícil identificar se o carro na faixa ao lado está ultrapassando ou vindo em sentido contrário.
      Um erro de interpretação pode resultar em mortes. Nunca errei, mas sei que tem muitos estradeiros de feriadão que não possuem visão treinada para estrada, não tem certeza do sentido do carro na faixa ao lado e ao mesmo tempo não tem noção da distância. Já passei por muitas situações perigosas causadas por esse tipo de motorista.

  • Mr. Car

    Pois é, parece surgir do nada. Besteira também do sujeito, de ir no vácuo da van. E alguém que não tinha nada com a coisa, acabou envolvido. Quando vejo alguém fazendo uma ultrapassagem assim, já fico esperto, justamente para não sobrar para mim.

    • Roberto

      Viajo todo a semana em função do meu trabalho e sempre vejo este tipo de idiotice mostrada no vídeo (ultrapassagem feita no “vácuo” do veículo da frente). Idiotice misturada com excesso de confiança do veículo que faz a ultrapassagem na frente.

      Mas sobre o fato do uso dos faróis é impressionante a quantidade de motoristas que acham que farol só serve para enxergar (ou seja, só a noite em locais pouco iluminados). Neste acidente, é possível notar que já não havia mais sol e o motorista que vinha na direção contrária já poderia estar com os faróis ligados. Carro escuro, mesmo em dias nublados, ficam quase invisíveis.

      • JRTURRINI

        Turini,
        Quando cheguei na Alemanha, em 2001, recebi um carro da frota por empréstimo, até que chegasse o meu carro da Cia. Era um Volvo C80 e eu estranhei pois não conseguia apagar os faróis durante o dia.

        Fui atrás da explicação e fui informado que na Suécia e Noruega, creio que desde o ano 2000, todos os carros saiam de fábrica com essa configuração:

        Ao colocar o carro em movimento ele automaticamente acende os faróis baixos, não há escolha!!

        Abração

        Fernando

        Salve, Fernando,
        Cerca de 30 dias atrás enviei um e-mail para o Bob Sharp dizendo que nos anos 90 estive observando os carros na Europa (principalmente na Suécia) e que todos usavam luz baixa.
        No Brasil, a coisa pegou para motos e ônibus.
        E que quando a Marelli comprou a Cofap (1997), todos os que recebiam carros designados receberam a orientação para uso de luz baixa durante o dia.
        Em nota enviada ao Bob, levei uma “patada”, que não aceitou (ou não entendeu) a minha observação e retornou informando que precisamos esperar os faróis de LED que permitirão isto.
        Fiquei na minha e agora vejo o artigo do Boris Feldman falando exatamente o que sugeri ao Bob Sharp
        .

        Turrini sobre essa questão de farol aceso eu acho que se deveria fazer uma forte campanha aqui no estado de São Paulo.

        São Paulo é o único estado no Brasil em que se confunde lanterna acesa com farol baixo aceso à noite!!

        Nos últimos anos melhorou um pouco essa situação mas ainda não é a ideal. Eu morei 10 anos no Rio de Janeiro e foi lá que aprendi a usar o farol baixo, pois eu também usava lanterna acesa!!

        Ao retornar para São Paulo, para trabalhar na Cofap em 1985, tive de ouvir muito xingamento por estar usando o farol baixo a noite! Minha esposa também!

        Eu acho que se deveria investir mais em campanhas para humanizar o trânsito.
        Veja que com a campanha sobre respeito aos pedestres nas faixas de pedestres, feita há alguns anos atrás aqui na cidade de São Paulo, houve uma sensível redução de atropelamentos nas faixas de pedestres.

        Abração,

        Fernando

  • Mr. Car
    No começo do cinto retrátil incomodava, a força da retração o fazia pressionar o tórax. Mas a indústria de cintos fez o dever de casa e hoje a força é tão baixa que muitas vezes nem se percebe que o cinto está atado.

    • Mr. Car

      Bob, nem antes, eu achava que incomodava. Talvez pela concentração no trânsito, não ficasse prestando muita atenção no cinto. Hoje então, com essas melhoras…talvez o cinto incomode mais aos passageiros, que podem ficar dando mais atenção para outras coisas, que não o ato de dirigir. E acredita que ainda tem quem não use o cinto? Tempos atrás revi um antigo amigo, e saímos de carro para visitar uns sítios (ele é vendedor de mudas). Alertei, ele não afivelou, disse que não gosta, e ainda achava ruim que eu usasse, tipo como se estivesse dizendo que ele não dirige bem. Pode?

      • Cristiano Reis

        Nem farol nem cinto me incomodam de jeito nenhum… Aliás, me incomoda dirigir sem cinto, me sinto solto dentro do carro, principalmente quando estou em estradas de terra, onde se balança muito, me sinto melhor com o cinto.

      • Costa

        Também nunca me senti incomodado com os faróis, pelo contrário, me sinto bem em poder avistar o carro com maior distância devido aos faróis ligados. Ajuda muito, principalmente para avistar o carro em mão contrária durante uma ultrapassagem. Deveria ser lei a utilização dos mesmos durante o dia na estrada

    • Bruno Hoelz

      Bob, percebi que alguns motoristas tem utilizado os faróis de neblina como luzes diurnas.

      Olhando os dois carros aqui de casa percebi que o Focus 2009 tem os faróis de neblina “quase” na altura das luzes diurnas do Fiat 500 2012. Não conferi a potência das lâmpadas, mas no visual, à luz do dia, pouco diferem.

      Será que nos carros sem luz diurna, os faróis de neblina poderiam cumprir esta função atrapalhando menos que os faróis baixos?

      • Christian Govastki

        Exatamente como faço no meu Focus, uso os faróis de neblina como DRL. Cheguei a cogitar comprar fora do Brasil para adaptar junto a capa do farol de neblina mas o preço é proibitivo.

  • César

    Prezado BF, desconheço que esta legislação esteja em vigor aqui no Rio Grande do Sul. Lembro-me, sim, que os faróis baixos acesos durante o dia foram obrigatórios nas rodovias estaduais, em algum período entre 1996 e ao início da vigência do novo Código de Trânsito. O problema é que as pessoas não tinham obrigação de saber se estavam trafegando numa rodovia estadual ou federal – e a sinalização para isso era e continua sendo parca – e isso ficava ainda mais evidente quando o estado recebia levas de turistas argentinos, uruguaios e de estados distantes do Brasil.
    Mudando de assunto, ainda não consigo assimilar o DRL. Na maioria dos modelos, parece que o proprietário “tunou” o veículo e instalou o equipamento em casa.
    Quem sabe se a coisa evoluísse para algo como os “anéis corona” utilizados pela BMW…

    • lightness RS

      Está bem, não estou lembrado dessa legislação estar em vigor hoje, se está é totalmente ignorada no RS, ainda bem que vejo muitos carros andando com as luzes acessas ainda hoje, eu inclusive, mas não é nem 1/4 deles, e acredito que se deva mais à influência dos nossos hermanos vizinhos na Argentina e Uruguai do que essa lei que a maioria desconhece.

  • André Luciano

    Para mim acho que uma obrigatoriedade do farol ou DRL poderia (por vias tortas) acabar com outro problema: carros e caminhões que mesmo em situação de baixa visibilidade não ligam os faróis (e isso, por incrível que pareça, tenho constatado ser muito comum ultimamente). Não sei se por desconhecimento, negligência ou “economia”. Como por exemplo ao anoitecer – especialmente caminhões – e no escurecimento do ambiente “pré-chuva forte” (ou mesmo durante a chuva forte!!) – tanto carros pequenos quanto caminhões, camionetas etc… Não sei se uma DRL resolveria esses casos, mas o farol baixo “tempo integral” sim.

    • Uber

      Por um lado, isso é culpa de alguns modelos de automóveis cujos painéis já acendem a iluminação dos instrumentos ao dar a partida e aí fulano esquece de acender os faróis quando anoitece.
      Pelo outro lado, têm uns tontos que acham que as luzes são apenas para eles verem, não para serem vistos e enquanto estiverem enxergando, não as acendem.

    • André Luciano e demais leitores
      O problema de ligar os faróis de dia é as lanternas traseiras ligarem também, o que não é saudável do ponto de vista de segurança. Numa distração pode-se pensar que o carro está freando. Com o DRL as lanternas permanecem desligadas.

      • Uber

        Por isso, não gosto da combinação lanterna/luz de freio, prefiro elas separadas. Na impossibilidade, a terceira luz de freio é essencial.

      • César

        Concordo, Bob.
        Sempre lembro disso quando ando de moto, já que, pelo menos no modelo em que eu possuo, não há como apagar o farol baixo e, por consequência, a lanterna traseira e a luz da placa.

      • Bob, o benefício do farol aceso mesmo em áreas urbanas é imensamente maior que o risco da lanterna traseira acesa.

      • André Luciano

        Bob, nem estava falando de ligar a luz num dia de sol, mas sim quando as condições de luminosidade estão reduzidas. Tem motoristas de carros e caminhões que nem sob chuva acendem as luzes/lanternas. Nesse caso, uma DRL (ou obrigatoriedade dos faróis acesos) poderia, por vias tortas como mencionei, ajudar ao menos em estradas de fluxo cruzado (ainda que no caso da DRL não fosse acesa a lanterna traseira).
        Outro problema são os imbecis que ligam as luzes de neblina traseiras (em especial veículos da Citroën e VW, mas não só destas) em dia de sol ou com noite estrelada: ao longe você acha que eles estão freando; de perto (quando tem de permanecer atrás) quase é cegado. Isso sim deveria ser coibido.

  • Lorenzo Frigerio

    Deveria ser obrigatório o alerta de lâmpada queimada no painel. Isso não é novidade, e seria muito útil quando os carros atuais acabarem nas vilas.

  • RoadV8Runner

    Não dá para ver o carro preto surgir por causa da posição da câmera em relação à pista. Sem contar a enorme imprudência que foi sair para ultrapassar atrás de uma van, que bloqueia totalmente a visão à frente.
    Não há o que discutir sobre os faróis acesos durante o dia ajudarem na visibilidade, mas eu tomo muito cuidado com exageros, em supervalorizar os pontos positivos. Para mim, dada a estupidez que se vê nas estradas, o benefício do farol aceso durante o dia será muito pequeno, pois a imprudência de muitos motoristas é revoltante.

    • Mr. Car

      Se os faróis acesos servirem para evitar um único acidente, e este fosse comigo, já será um lucro e tanto, he, he! Mas sério, realmente as imprudências que flagro são de arrepiar.

    • Rafael Ramalho

      Este acidente não foi imprudência e sim imperícia. Uma sequência de erros. O motorista do Palio não desloca para esquerda, vai com a visão obstruída, além de manter uma distância muito grande em relação à Ducato. O carro que vinha na contra mão, já tinha saído para o acostamento, dava para o Palio finalizar a ultrapassagem tranquilamente ou frear já voltando para a pista de rolamento. Você observa que o motorista freia e volta a acelerar, fica completamente perdido e sem reação diante da situação, então ele joga para o acostamento e pronto, fez a caca por completo. Não dá para acreditar como as pessoas conseguem fazer essas proezas em velocidades tão baixas (com certeza estavam no máximo a 80 km/h). Podem me crucificar, mas o comportamento do motorista do Palio é extremamente parecido com de grande parte das mulheres que vejo nesses 6.000 km em média que rodo por mês nas estradas.

  • RoadV8Runner

    Antes de se criar mais uma obrigatoriedade, sou a favor de que se aplique de forma correta o que já está pronto. Se isso for feito de imediato, já haverá uma redução brutal no número de acidentes (por exemplo, de colisões frontais).
    Toda vez que viajo por estradas de mão dupla são raras as vezes que não vejo pelo menos um forçar ultrapassagem ou então colar no carro à frente, forçando que ande mais rápido. O que mais mata no trânsito brasileiro é imprudência, não falta de leis ou de ainda mais equipamentos obrigatórios nos veículos. E boa parte da imprudência se deve à quase ausência de policiamento nas estradas, já que o que rola aos borbotões são dispositivos para detectar velocidade acima do permitido. Para um ano inteiro, conto nos dedos de uma das mãos quantas viaturas vejo trafegando pelas estradas, ao contrário do que acontecia até início dos anos 80.

    • Roberto

      Bem lembrado. Mesmo em alguns carros que possuem DRL, vejo que muitos motoristas não os usam (por não conhecerem ou por ignorância sobre os benefícios do uso). Minha esposa tem um Fiat 500 que de fábrica vem com DRL desativado e reparei que a maioria dos donos o deixam assim.

  • João Carlos

    Eu uso conforme a necessidade (multidão, alguns momentos na estrada), e assim o faria mesmo que meu carro tivesse DRL. Parte das pessoas está nesta campanha de “DRL de série já” só porque o carro fica “lindão” com elas.

  • Lucas dos Santos

    Considerando que, de acordo com a Constituição Federal, cabe privativamente à União legislar sobre trânsito e transporte, é de se perguntar como podem leis estaduais e municipais serem aprovadas e sancionadas pelo Legislativo e pelo Executivo, respectivamente. Não seria inconstitucional?

    Quanto à discussão que envolve a obrigatoriedade ou não da utilização de faróis durante o dia, é pertinente, pois, de fato, parece existir a possibilidade de algum tipo de ofuscamento gerado por faróis baixos, que não substituem as luzes diurnas. É algo que precisa ser estudado cuidadosamente.

    Em minha cidade – Ponta Grossa, no Paraná – os ônibus urbanos circulam o tempo todo com o farol aceso. Não sei se há alguma lei municipal – ou estadual – obrigando-os a isso, mas é assim há mais de dez anos. Inicialmente, apenas os ônibus articulados é que circulavam com os faróis acesos, mas logo isso se estendeu para toda a frota.

    Porém, como não poderia deixar de ser, não basta apenas criar uma lei para obrigar a utilização de faróis durante o dia. É necessário haver fiscalização. Se já tem (muita) gente que se recusa a utilizar os faróis baixos durante a noite, quem dirá durante o dia?

  • Luis Carlos

    Eu ando com farol baixo nas estradas durante o dia… e em Ibiúna/SP a estrada é simples, mão dupla (Rodovia Bongiro Nakao), tem gente que pisca farou pra mim reclamando.

    É segurança isso, o outro motorista de longe vai notar a minha presença.

    • Thales Sobral

      Seu farol está com o facho devidamente regulado? Os Fiat são mestres em ter o facho muito alto e incomodar quem vem em sentido contrário… Se está tudo ok, é simplesmente mau preparo dos outros condutores (que infelizmente, estão se tornando uma maioria…)

  • Sergio Araujo

    Ainda sobre faróis, Boris, chamo a atenção para uma moda nefasta que tem se alastrado por aí: andar com faróis apagados durante à noite. Não consigo entender tamanha irresponsabilidade. Quinta-feira estava em Vitória e vi um pedestre quase ser atropelado ao atravessar uma avenida movimentada – ele não percebeu um sedã preto todo apagado se aproximando na última faixa da travessia. Chegando em Belo Horizonte, pela BR-356, um Civic apagou os faróis assim que adentrou a N. S. do Carmo. Há meses consultei alguns foristas antenados e acharam que era por causa dos painéis sempre iluminados de alguns carros novos, induzindo o condutor a esquecer de ligar a iluminação ao cair da noite, mas tenho percebido que é adesão à comportamentos idiotas mesmo, como é o caso das películas escuras também.

    • Lucas dos Santos

      Parece que estamos voltando para as décadas de 70 e 80, quando relatava-se que os motoristas se recusavam a ligar os faróis ao trafegar à noite em vias iluminadas – e ainda reclamavam daqueles que o utilizavam!

      A iluminação permanente do painel, certamente é um fator a ser considerado também. Infelizmente, nos acostumamos a associar a iluminação do painel com o acionamento dos faróis. Nesse caso seria necessário reeducar os motoristas, para que se atenham apenas à luz-espia correspondente aos faróis no painel, geralmente de cor verde.

      http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8d/A02_Low_Beam_Indicator.svg/192px-A02_Low_Beam_Indicator.svg.png

      • V12 for life

        Confesso que até me acostumar com o painel digital com iluminação em tempo integral, esqueci de acender os faróis algumas vezes, mas como você disse, nada que uma auto-reeducação não tenha resolvido.

      • Uber

        Mas qual a necessidade de manter o painel aceso o tempo todo?

        • Fat Jack

          Tendo-se por base os painéis analógicos, a meu ver, honestamente? Nenhuma!

        • Cadu

          Acho que é do departamento de design. Convencionou-se que painéis com luzes são mais bonitos

      • Querer que os boçais se liguem nessa luzinha é um sonho distante.

  • João Carlos
    Você está mais do que certo ao proceder dessa maneira, ligar o baixo mesmo que o carro tivesse DRL. E concordo com você, tem gente querendo o dispositivo por questão de beleza.

    • Thales Sobral

      O pior, é que tem gente que anda “esquecendo” (alguns realmente esquecem, pois o painel hoje em dia já acende ao ligar o carro) de ligar os faróis a noite e ficam só com os DRL. Com isso as lanternas traseiras não acendem e o carro fica muito menos visível para quem está atrás dele, à noite.

      • Cadu

        DRL à noite é pior que xenon adaptado!
        A luz é feita para o dia, por isso é bem intensa. Tanto que ao acionar os faróis baixos ela diminui a intensidade por volta de 50%

  • Roberto

    Se eu não me engano ainda está em vigor no Rio Grande do Sul. Mas diferente do que foi no início, nos últimos anos vi poucos veículos com os faróis acesos durante o dia nas rodovias estaduais. Deve ser mais um caso de “lei que não pega”.

  • Silvio

    Mais luz nem sempre é bom. Há uma outra moda, além das que foram citadas, a de andar com a luz de neblina traseira ligada em dias de boa visibilidade. Principalmente à noite, incomoda muito devido à potência deste tipo de luz. Na minha opinião, não acrescenta em nada o seu uso quando não há neblina e ainda atrapalha quem vem a trás.

    • Isso é burrice de gente tonta.

      Canso de ver carros com aquela luz ligada. É muito ruim.

    • Robson Lott

      Isso sem contar que seu acionamento deixa uma identificação âmbar no botão ou no cluster de instrumentos – exatamente para alertar que a luz traseira de neblina não é à toa! Mas, se é para deixar o carro “legal”…
      Alguns carros franceses, já vi que o acionamento dos faróis faz com que acione acidentalmente a luz traseira de neblina. Porém, ignorar a identificação âmbar no painel é o cúmulo…

    • André Luciano

      Concordo com você. E digo que esse pessoal não é do tipo “burro/descuidado, liguei sem querer”, mas sim “idiota, quero aparecer”, pois quer mostrar/ver todas as luzinhas do painel acesas (digo isso porque a maioria dos carros que vejo com essa luz traseira acesa são VW e Citroën e ambos têm no painel a indicação em amarelo quando estão ligadas)

      • Silvio

        Por aqui os campeões nessa moda são Peugeot 206 e Fiat Stilo. Mas não raro se encontra de outras marcas.

  • Matheus Ulisses P.

    Você tem toda razão! Quanto mais escuro, pior a visibilidade, ainda mais à noite.

  • Turrini
    Devo ter-lhe dito apenas que o farol baixo havia dado lugar às fileiras de luzes de LEDs, de modo algum discordando, com “patada”, de que luzes de uso diurno sejam úteis para a segurança. Sou, sim, contra o farol baixo normal de dia, pois incomoda. Por isso aproveito para pedir que você informe ao seu amigo Fernando que o Volvo que ele usou não acendia faróis baixos ao ligar a ignição, mas faróis baixos mais fracos, nas mesmas unidades dos baixos, para não incomodar o tráfego contrário, e sem ligar lanternas. É impossível ele não tê-lo notado. Já dirigi carros assim na Europa (Land Rover) e até nos Estados Unidos (carro de locadora, para poder trafegar no Canadá, onde o farol de dia é obrigatório). Tanto no Land Rover quanto neste (Chevrolet) o acendimento era chaveado por posição dedicada no interruptor de luzes, e não via ignição como é feito nos carros na Suécia e nas motos no Brasil.

  • Luis Carlos

    Meus faróis estão bem regulados.

    • Cadu

      Pode ser aquele aviso-camarada: “seu farol tá aceso”!

  • Cristiano Reis

    É durante a construção, nesse tipo de obra é norma de segurança interna (já que é um empreendimento particular), além disso só é permitido trafegar internamente a no máximo 40 km/h.

  • braulio

    Em algumas situações, acho válido usar os faróis, em outras acho um pouco de exagero. Acho, também, que um órgão de trânsito (não uma lei) sugerir e tentar convencer tem lá sua eficácia. O capacete de motociclismo e o cinto de segurança até hoje são opcionais em alguns lugares dos EUA, apesar das campanhas pelo seu uso. Respeitar a inteligência da população para a qual se legisla é um costume fora de moda, mas vital para a democracia, e bastante eficiente quando bem aplicado!
    Outra questão é que apenas a obrigatoriedade não ajuda muito. A comparação das estatísticas de acidentes de carros (que não são obrigados a andar com faróis acesos) com motos (que são), permitiria concluir que, no Brasil, andar com a luz acesa é mais perigoso!
    Mas, como disse, há ocasiões em que uso faróis baixos enquanto outras pessoas não usam nada. Como elas me ajudam, deixo o registro dessas situações:
    1- Ao estacionar ou retirar o carro de um estacionamento: Ajuda outros motoristas a saber que meu carro está manobrando, dá uma boa noção da largura do carro e da vaga e, como extra, permite ver melhor se não há nada “estranho” no caminho.
    2- Quando estou em rodovia, com boa visibilidade, e outro motorista encosta na traseira: Provavelmente o primeiro impacto seja um susto, o segundo seja me xingar, mas o terceiro pensamento é que eu realmente poderia ter freado do nada. A maioria mantém uma distância segura ou ultrapassa de uma vez depois disso. Se insistir em ficar colado, pelo menos estou deixando a mim e ao coió colado mais visíveis numa eventual ultrapassagem.
    3- Em situação de neblina: É realmente incrível que tão pouca gente use os faróis baixos nessas situações, por vários motivos: Vários carros têm luzes específicas para neblina, o dono sabe ligar, usa no lugar das luzes normais durante a noite, e na neblina, nada. Outro motivo da estranheza é que a luz baixa realmente ajuda, ao contrário da luz alta, e é preterida em favor da segunda!. Um terceiro motivo da estranheza é que a obrigatoriedade da luz baixa (na verdade, de posição, mas ela não ajuda e pode ser confundida com um carro parado) em neblina está no CNT. Nunca vi alguém ser multado por desobedecer, mas, se há a lei, ela deveria ser cumprida pelos honestos, que, teoricamente, são maioria!
    Como há muita confusão sobre uso das luzes, como podemos desfrutar de boa iluminação natural e como, mesmo nas grandes metrópoles, não é raro ver-se carros estacionados nas ruas, acho que o governo seria mais eficaz na redução de acidentes subsidiando algumas cores contrastantes com o asfalto (o branco, que agora está na moda, amarelo, verde claro, azul claro, rosa, vermelho, laranja, etc.) em detrimento de cores de baixo contraste (preto, cinza, verde-escuro, azul-marinho). Seria um incentivo às ruas mais coloridas, aumentaria o leque de opções para o consumidor, e tudo isso sem recorrer a LEDs ou a leis que influenciassem diretamente o cidadão (que, se quisesse uma “cor de carro oficial”, certamente teria, por um preço mais alto).

  • Lucas dos Santos

    Caso o painel seja digital – com mostradores em LCD e “ponteiros virtuais” – a luz de fundo torna-se fundamental para a visualização das informações.

    • Fat Jack

      Concordo com você, mas mesmo nos painéis tradicionais esta fator vem ocorrendo, e mesmo nos digitais basta que se tenham 2 regulagens de brilho (como na maioria dos relógios digitais), para que seja facilmente perceptível ao motorista em qual posição está.

    • Uber

      Como dirijo um carro em que até o hodômetro é analógico, não me dava conta disso!

      Obrigado pela resposta!

  • Fat Jack

    Um fator que eu entendo estar contribuindo bastante para que isso aconteça é o fato de alguns modelos terem seus painéis iluminados constantemente (economia?) pois alguns motoristas guiam de forma tão distraída (absurdo mas real) que a única referência que percebem é o painel.

    • Cadu

      Perfeito! Antigamente só sendo muito desatento para não ligar os faróis. Hoje, com esses painéis sempre ligados e boa iluminação urbana, muitas pessoas se esquecem pela falta de necessidade mesmo. Não é o caso de quase nenhum estusiasta, mas acontece.

  • Fat Jack

    Você está certo na teoria, infelizmente, na prática, se há motoristas que conseguem andar com os faróis desligados mesmo com a iluminação do painel dependente do funcionamento dos faróis, imagine-se se eles vão prestar atenção na luz de indicação no painel…

  • Fat Jack

    Desde o início a idéia em si não me agrada, entendo o uso diurno dos faróis como sendo um desvio de função e uma gambiarra.
    Explico:
    – A iluminação do veículo (em tese) se destina a torná-lo visível
    em condições de POUCA VISIBILIDADE, como neblina, noite, túneis (cuja iluminação às vezes não proporciona visibilidade suficiente) e
    amanhecer/anoitecer – portanto não em condições normais de boa luminosidade natural.
    – Ao invés de aprimoramento da formação dos motoristas e conscientização de suas obrigações (entre elas o óbvio: prestar atenção ao que acontece ao seu redor) e de que forma reagir às diversas situações, considera-se implementar a obrigatoriedade do uso diurno dos faróis como se a mesma fosse a solução?
    – O atual estado desatenção dos motoristas é estarrecedor (destaque para as mensagens de texto via celular como principal fonte de distração dos motoristas) e não me parece ser através do uso diurno dos faróis que vamos corrigir este problema.
    Ainda em tempo: não são estes mesmos “especialistas em segurança veicular” que sugerem e conseguem constantemente a redução das velocidades máximas das nossas rodovias, ruas e avenidas?

    • Dieki

      Você realmente acha que numa estrada, um carro no sentido contrário é melhor visto com os faróis acesos? É muito melhor. O argumento para a obrigatoriedade nas motos é torná-las mais visíveis e isso funciona muito bem para elas. Não vejo motivo para não se usar nos carros, até porque, o farol baixo não ofusca ninguém.

      • Fat Jack

        Para as motos eu acho válido, pois devido ao seu tamanho inferior (digo no sentido de ser mais fáceis de não serem vistas) o farol baixo acesso pode mesmo ser um diferencial (apesar que não se usa os faróis baixos na prática, basta olhar as motos quando paradas nos semáforos e entre as faixas nos congestionamentos para notar a luz indicativa de farol alto da imensa maioria delas acesa).
        Acho que se há dúvida da existência ou não de um veículo vindo em sentido contrário, certamente não é hora nem local de se tentar uma ultrapassagem (considerando uma situação na qual os faróis acesos fossem um diferencial).
        De qualquer forma, entendo que não deve haver “recomendação”, ou obriga ou proíbe.

  • Eu uso o farol baixo o tempo todo.

    Ligo o carro, fecho o cinto e acendo os faróis, antes de ligar o som.

    Maringá tem bastante árvores, e cria-se muita área de sombra, o que pode dificultar a visão.
    Sobre o fato de as lanternas traseiras confundirem o motorista de trás, eu acho, só acho, que o cara tem que ser muito desatento pra confundir uma luz de freio de 21 W com a lanterna de 5 W.
    Além disso, os carros têm terceira luz de freio, e isso resolve o problema.

    • Dieki

      Uso também. Acho mais seguro. É notória a diferença na estrada de quem anda com os faróis ligados, a visibilidade é muito maior. Mas por faróis ligados, entenda o farol baixo, não a luz de posição. Para mim, essa luz de posição poderia ser abolida, só pra evitar o hábito nefasto de muitos motoristas, de usar a combinação que só eles acham visível: luz de posição + faróis de neblina.

  • CorsarioViajante

    Muita gente acha que farol tem função apenas decorativa e estética. Daí justifica que anda “só com us milha nu xenon” à noite porque fica “muito style, tipo morcegão”… Ou então com lanterna de neblina enchendo a paciência de todos, e por aí vai.

  • Frederico

    “…no Canadá e em países escandinavos (onde a visibilidade diurna é precária em alguns períodos do ano), as autoridades de trânsito confirmam a redução de acidentes rodoviários…”

    Acho que esse trecho já diz tudo… No Brasil, senão em todo, mas em 90% do território, temos abundância de luz solar. Não acredito que seja necessário uma lei obrigando que os faróis sejam acesos durante o dia…

    Se for assim, que se façam leis obrigando os fabricantes a colocarem os faróis no pós-chave, ou que volte a famosa “cigarra”, que é acionada quando o farol está aceso e as portas do carro forem abertas com o motor desligado.

  • RoadV8Runner

    Eu classifico como imprudência pelo fato do Palio ter saído para ultrapassar atrás de outro veículo que, para piorar, era uma van e bloqueava completamente a visão à frente. Eu NUNCA ultrapasso com outro carro à frente, pois se o cabra fizer bobagem, a chance de eu me estrepar é gigantesca. Sem contar que, em ultrapassagens em estradas de mão dupla, eu uso a marcha mais reduzida possível e todos os potrinhos que o motor dispõe, para terminar a manobra o quanto antes, coisa que uma minoria faz.

    • Rafael Ramalho

      Road, sem usar o dicionário, vou tentar exemplificar a diferença entre imprudência e imperícia. Se o motorista do Palio fosse você, utilizando a marcha mais reduzida possível, atingiria uma velocidade superior à Ducato. Vamos supor então, que você tivesse a ideia genial de ultrapassar pelo acostamento contrário, criando uma imaginária terceira faixa. Isso seria imprudência, pois você sabe dirigir, sabe o que esta fazendo e mesmo assim se colocou em uma situação de risco, na imperícia você não sabe ou acha que sabe, como agir diante de uma situação. Acho bizarro quando vejo nos noticiários, agentes da própria PRF citar que um acidente foi causado por imprudência, quando claramente foi por imperícia. São dois termos muito análogos, porém de prática completamente diferentes. Se nas estatísticas oficiais existisse a questão da imperícia, tenho absoluta certeza que veríamos o quão drástica é qualidade de formação e condução dos nossos motoristas.

      • RoadV8Runner

        Com todo o respeito, mas sendo direto ao ponto, sei a diferença entre imprudência e imperícia e, para mim, são palavras bastante diferentes quanto ao significado. O problema é que sou radical nesse ponto: a imperícia pode levar a atos imprudentes, mas que não se justificam e podem ser evitados, tem-se que usar o bom senso sempre.
        Entretanto, no caso do acidente em questão, somente podemos criar conjecturas, pois não sabemos o que motivou o motorista do Palio a tomar as atitudes que terminaram em grave acidente. A única certeza é que eu não teria saído para ultrapassar atrás da van, justamente pelo que expus no comentário anterior.
        Estamos avaliando o acidente sob pontos de vista completamente diferentes e jamais chegaremos a um consenso. Por favor, não me entenda mal, nada contra sua opinião, mas vejo colisão frontal como o maior absurdo que pode acontecer no trânsito, algo injustificável.
        Abraço!

  • Rafael Ramalho

    Sem problemas amigo, só discordamos na palavra utilizada, exceto isso, concordo plenamente com você. Grande abraço.