Foto Legenda 02 coluna 4414 - Honda HR-V

Não sou daqueles que adoram “ter razão”, estar sempre certo. Me contento com a filosofia do relógio parado (aquele de ponteiros): se tiver certo duas vezes por dia, já está de bom tamanho. Mas, agora vale um “eu não disse?” Dessa vez minha previsão de sucesso do Honda HR-V (leia a matéria Honda HR-V, a ousadia japonesa) me trouxe um prazer especial, já que o sucesso foi muito além do previsto e ainda mais em tempos de crise e retração de mercado. As vendas de automóveis já caíram cerca de 20% em 2015. No segundo mês de vendas, em abril, o HR-V já conseguiu quase 5.000 unidades vendidas (exatas 4.957), batendo de longe o Ford EcoSport e Renault Duster. Aliás, é necessário somar a venda dos dois (EcoSport 2.920 e Duster, 2.893, praticamente empatados) para passar o HR-V.

Claro que pode haver influência e a força da novidade, mas fontes não oficiais garantem que a produção já está vendida até agosto, o que indica estrada livre para o novo crossover/SUV da Honda.

Não sou considerado um jornalista “de mercado”, ou de economia. Sou um escriba “de produto”, voltado para o carro em si. Nossos simpáticos coleguinhas jornalistas nos definem da seguinte forma carinhosa: “se estou com o Bob e o Calmon e estamos falando de mulher é porque alguém atropelou uma”.

Claro que é maledicência e gostamos muito de carros e de mulheres (às vezes, nessa ordem).

Mas, apesar de ser “de produto”, décadas de lançamentos da indústria automobilística nos ensinaram muito. Mesmo sem querer, a gente acaba desenvolvendo um feeling sobre carro que vai emplacar e outro que o destino é o naufrágio comercial. Nada a ver com gosto pessoal: se acho um novo carro ótimo e gostaria de comprá-lo, provavelmente vai vender pouco. Qual é o consumidor que começa a ver um carro pelo motor e pelo ronco do escapamento, pelo barulho de aspiração de ar? Aliás, neste quesito de “gargarejo”, de ar entrando rapidamente para o motor, os Alfa Romeo continuam campeões.

E realmente começo a analisar um novo veículo pelo motor: existe carro ruim com bom motor, mas dificilmente um bom carro tem um motor ruim. Como cliente, sou a exceção da exceção.

Tanto que pessoalmente não tenho grande atração pelo HR-V, nem o colocaria na minha lista de desejos. Dentro dessa marca nissei, sou muito mais um Civic ou um City.

Mas profissionalmente é possível identificar quando um lançamento atende ao que o consumidor quer naquele momento.

Vamos tentar identificar algumas razões desse sucesso, mesmo que estas razões muitas vezes não obedeçam muito a raciocínios lógicos:

honda-hr-v

Mesmo sendo um crossover, o consumidor considera o HR-V um SUV

1) SUVs estão em alta no mundo todo e muito especialmente no Brasil, mesmo com a crise econômica e com objetivos “ecológicos” globais, que pedem carros menores. E ainda que HR-V não cumpra com fidelidade as definições clássicas de um Sport Utility Vehicle (cara de jipão, tração nas quatro rodas etc.), o consumidor o vê como SUV e ponto final. E ele vira “aspiracional”, palavra da moda dos marqueteiros.

2) Há uma crise político/econômica/financeira brava por aqui e tudo fica mais difícil. A maioria dos fabricantes (principalmente os tradicionais) enfrenta uma grande queda de vendas, exceto os japoneses (Honda e Toyota) e a coreana Hyundai (com seu HB20), que crescem em vendas. Motivos? Na minha visão, em tempos recessivos as decisões são mais cuidadosas, quase racionais. E comprar um produto com “boa reputação”, de marcas reconhecidas pela confiabilidade e durabilidade sempre parece uma decisão mais sensata em épocas de “vacas magras”.

E principalmente os japoneses trabalharam décadas para ter essa “boa reputação”.

3) Além de qualidades mecânicas ou de performance, o HR-V agrada à maioria dos consumidores pela estética. Mesmo não sendo, passa a imagem de um SUV, de um topa-tudo pelo seu porte, desenho intimidante, rodonas, posição mais elevada para dirigir… Vender carro bonito, no qual o dono se sente valorizado ao volante, é bem mais fácil. Vender feiura é muito complicado, o Etios que o diga.

 

Peugeot 206

O Peugeot 206, que implantou a marca no Brasil, não teve um bom sucessor com o 207 (foto en.wikipedia.org)

Lembro de ver pela primeira o Peugeot 206 em algum salão europeu no final do anos 1990, sabendo que ele seria vendido aqui e nacionalizado. O pessoal da Peugeot me perguntou o que achei. Minha resposta: “Vocês terão um problemão daqui alguns anos. Quero ver vocês criarem o sucessor para um carrinho tão bonito e que vai vender bem”. E assim foi: o 206 praticamente implantou a Peugeot por aqui e o 207 (ainda mais o nosso “206 e ½”) naufragou feio. Ainda agora, com o 208 e o 2008 a Peugeot continua tentando se levantar.

4) O sucesso do HR-V era “bola cantada” desde o lançamento do novo Fit, em 2014. Boa parte dos jornalistas olhou para o Fit, fez o test-drive e a previsão de muitos “coleguinhas” era de que o carrinho iria vender muito. E assim foi. Mesmo com várias diferenças, mas guardando boas característica de “Fitão”, o HR-V mostrou que iria pelo mesmo caminho.

5) O preço do HR-V, de R$ 70 a 88,7 mil, que a maioria achou alto, não parece assustar ninguém.

 

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Jeep Renagade tem fábrica automatizada, mas produção ainda acelera

Aí surgem outras questões, principalmente quem vai encarar melhor a disputa do segmento, com o EcoSport e Duster perdendo posições. Acredito que este concorrente está apenas começando sua carreira. Claro, se trata do Jeep Renegade, que ainda está em ramp-up, na aceleração de produção. A fábrica da FCA (Fiat Chrysler Automobiles, lembrando que a marca Jeep pertence à Chrysler desde 1987 e agora, à FCA) em Goiana (PE) é realmente impressionante, inclusive por sua capacidade produtiva inicial instalada, de 250 mil veículos ano. No entanto, mesmo em uma fábrica tão informatizada e automatizada, não basta apertar um botão e os carros começarem a sair da linha de montagem. Muito tem de ser ajustado e “lubrificado” para que a produção ganhe velocidade, sem perda de qualidade. Até problemas difíceis de prever acontecem, como carretas entaladas em viadutos em Recife, já que uma via perimetral para melhor escoamento da produção da Jeep ainda não saiu do papel e da promessa.

Além disso, os mais de 100 revendedores da Jeep são todos novos e certamente também necessitam de ajustes para operar a pleno vapor.

Mais difícil ainda é descobrir qual a força da marca Jeep em um produto nacionalizado, que traz de volta um nome que está muito mais na memória de gerações mais velhas.

Exatamente por tudo isso, deve ser um belo duelo entre dois produtos do mesmo segmento com características bem diferentes: um HR-V mais para crossover contra um Renegade bem SUV, com aparência mais tradicional, como a própria marca diz, um Jipão.

E tem mais novidade: as vendas iniciais da ainda pequena produção da Jeep indicam para uma a procura maior que o esperado das versões mais caras do Renagade, equipadas com motor 2,0 turbodiesel.

Novamente, façam suas apostas, senhores. Esta briga promete muitos capítulos e boas emoções.

Aproveito para parabenizar todas as mamães pelo seu dia!

JS

Nota do Escriba: em matéria de “SUV que não é SUV”, o Mercedes GLA é campeão. Claro que é um belo Mercedes, rápido no asfalto, mas é tão SUV quanto qualquer hatch da vida.

Mercedes-Benz GLA 45 AMG (X 156) 2013, Lack: Polarsilber metallic, Ausstattung: Leder perforiert, schwarz RED CUT

Alguém acha que o Mercedes-Benz GLA é um SUV?

 



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  • Totiy Coutinho

    Na minha opinião os mais recentes lançamentos da Honda caíram no gosto do consumidor devido ao tratamento respeitoso da fabricante junto ao mercado.

  • Gustavo75

    Oi Josias. Passo por aqui apenas para parabenizá-lo pela ótima matéria. A Honda realmente fez um belo produto. Acertou em cheio. Tive a oportunidade de conhecer um na versão LX, e gostei muito do que vi. Mesmo na versão de entrada com câmbio CVT ele me surpreendeu, mas o preço é salgado, acho que como todo Honda.

  • Mr. Car

    “Se (Josias, Bob e Calmon) estão falando de mulher, é porque alguém atropelou uma”. Ri muito! E não vejo nada de errado em alguns casos onde se prefira um carro em vez de uma mulher. Eu prefiro qualquer carro à Mart’nália, por exemplo. He, he, he!

    • Viajante das orbitais

      Eu prefiro andar montado em um porco à Mart’nália

  • Transitando

    Existe crise, mas existe povo — o nosso povo — que ainda não aprendeu o que é crise; em vez de poupar, gasta. Em vez de esperar a indústria “dar seus pulos”, colabora até mesmo para filas de espera e ágil em lançamentos. E isto para automóvel qual o mercado alvo é a “classe média”, está mesma que deflagra as piores crises.
    Gasta o que tem e até o que não tem, contando com o ovo que acha que sairá do fiofó da galinha, daí surgem as crises de crédito, e com esta o desemprego. Ao invés de gastar pouco e de forma constante, gasta muito em pouco tempo, provocando o surgimento de bolhas de mercado. Corta-se gastos com medidas extremas, culminando com parada abrupta do mercado consumidor, e por consequência atingindo as classes mais inferiores, quais dependem do emprego, seja na produção ou na venda. Até mesmo as “assistentes domésticas” perdem o emprego fixo, e são entregues a sorte da luta pelo emprego diário, tornando-se diaristas, pois é o que a classe média agora poderá gastar, pois não mais pode-se dar o luxo de pagar salário integral e vínculos empregatícios; a roleta da classe média coloca as demais classes menos favorecidas na mesma sorte, no mesmo jogo.
    A classe alta, com mais reservas e inteligência financeira, apenas reduz os dias de férias de verão; chora apenas pelo que deixou de ganhar, que conta como prejuízo; não é como as classes mais baixas, que precisam tirar dinheiro de algum lugar, seja de uma “poupança” (dos poucos que ainda sabem poupar para as horas difíceis), ou seja adquirindo crédito ao custo de juros exorbitantes (ainda mais exorbitantes com a chegada de desconfiança de mercado — Emprestar para não receber? Que eu ganhe dobrado daqueles que pagarem!); é a avalanche após o terremoto financeiro; o Tsunami após o maremoto; é o peso no ombro a ser carregado por quem foi descuidado — será o burro a girar o moinho financeiro, a moer os grãos para donos do celeiro, que guardam parte da produção para os tempos de inverno.

    Quem nunca teve dinheiro (nosso povo), quando tem, fica abobalhado, tão qual muitos dos ganhadores de loterias o herdeiros de pomposas heranças, em pouco tempo já não possuem mais nada; voltam para suas vidinhas de antigamente, ou ainda pior, seja pela delapidação do que nem mesmo tinha, e seja pelos costumes, do ter experimentado “do bom e do melhor” e não mais aceitar viver sem.

    É assim, não basta apenas a água molhar a bunda, pois muitos não sentem. Tem que que sujar um pouco com o que está dentro, para poder dizer “ai que merd*”, já depois da bobagem feita.

    • Domingos

      Calma lá, está parecendo discurso da Marilena Chauí.

      O comportamento que você descreveu é absolutamente típico do brasileiro.

      O comprador de popular que mal chegou à classe média-baixa muitas vezes já compra o carro planejando e sonhando em se livrar dele ao final do financiamento de 3 anos – inclusive já sendo desleixado com a manutenção desde que pega o carro.

      Isso mesmo se ele atrasar parcela e se apertar. O que ele quer é financiar outro assim que possível.

      O classe média costuma ir para comprar um carro que lhe atenderia e sair com um carnê de importado – palavras de um vendedor da Honda que disse que ninguém mais saía de lá sem financiamento, justamente para comprar o carro mais caro possível.

      Os de classe mais alta também costumam se usar de operações financeiras para não retirarem todo o dinheiro de uma vez das aplicações e investimentos/negócios. E também muitas vezes compram algo que, passada a euforia de mercado onde seus negócios dão picos, não vão poder manter.

      Isso é cultural nosso mesmo. Na Europa o financiamento é para o cara ter facilidade em comprar um carro e como forma de amortizar seu custo, já que as taxas são bem pequenas.

      Aqui isso já deixou de ser verdade faz tempo. TODO MUNDO, com raras exceções, usa o financiamento para comprar o carro mais caro que pode.

      O vendedor até te olha estranho quando você quer negociar sem financiamento ou usando entrada grande, pois logo vem o argumento “com essa entrada você poderia estar andando de tal carro bem caro, pagando o resto em 36 vezes”.

      Ninguém quer fazer financiamento de 12 meses pela mesma razão.

  • REAL POWER

    Eu posso comprar ou não um carro somente pelo motor. Nesse caso não importa se é 1.0 ou 6.0 L. Mas sim se o motor oferece bom desempenho ao carro que equipa.

    • Real Power.
      Não é essa a idéia. Não compraria um carro só pelo motor. Mas, acho o motor fundamental. Depois se vê o resto, se o carro está adequado ao que se espera dele. Alguns carros eu não compraria pela suspensão ou pelo espaço interno, por exemplo.

  • Comentarista

    Carrinho bacana. Queda de 25% nas vendas enquanto ele vende bem. A crise está feia para os pobres. Quem é rico, mesmo diminuindo os rendimentos, ainda continuam com poder de compra. Podem ver na lista de vendas, quem caiu horrores foram os populares. Os outros mais caros continuam com números de vendas praticamente inalteradas.

  • Daniel S. de Araujo

    Recentemente vi o HR-V e mais uma vez me convenci que os japoneses leram direitinho o subconsciente do consumidor: um carro compacto, de design atraente e com excelente espaço interno. Um porta-malas convincente para uma familia de 4 pessoas, espaco interno atrás que permite levar a mãe ou a sogra. No HR-V cabe tudo isso sendo ao mesmo tempo, compacto o suficiente para caber numa garagem de prédio de São Paulo.

    A Honda está (mais uma vez) de parabéns!

  • Transitando

    Peço permissão aos editores para deixar uma dica de reportagem aos cidadãos que cumprem com suas obrigações para com o estado, principalmente com pagamentos de impostos:

    Exigência de chip em veículos começa a valer daqui a 2 meses
    http://g1.globo.com/carros/noticia/2015/04/exigencia-de-chip-em-veiculos-comeca-valer-daqui-2-meses.html

    É a máquina de arrecadação a funcionar ainda melhor. E como sempre, atinge somente aqueles que pagam, pois os que não pagam, “não pagam mesmo”, e sempre darão deixo de burlar o sistema — e neste caso, quem sabe até mesmo sem “violar fisicamente” o equipamento, mas sim interferindo com seu sinal.

    E tal como as impressoras fiscais e sistemas informatizados para emissão de NFe, você ainda “pagará diretamente para ser fiscalizado” — de toda forma, quando indiretamente, o dinheiro gasto pelo estado é “seu dinheiro” (do país), que poderia ser melhor aplicado em benefícios diretos, e não em medidas para aumentar a arrecadação já existente, perpetuando a sanha do “ainda é pouco, precisamos mais”; aqui é sempre mais, neste círculo vicioso qual a população é refém desde que virou povo.

    Os tais bons propósitos como ajustes de semáforos baseado em tráfego e rotas comuns (já possível até com tecnologia atual), combate ao roubo e aos veículos sem condições mínimas para o tráfego? Esqueçam. O negócio é arrecadar, inclusive com “troca de favores” em conceder acesso ao sistema à empresas de pedágio e quem mais tiver interesse, como seguradoras, etc. No máximo alguma implantação pontual para benefício do tráfego, aqui e ali, típico de coisa para aparecer da imprensa e ter prova legal de que algo está sendo feito além da missão arrecadadora — e como sempre, com a promessa de implementação em maior escala, mas sempre para tempos quais a lembrança do povo já não tem mais forças para cobrar.

    Precisamos de uma reforma moral, pois a financeira não será bastante — mas ao menos iria desburocratizar, colocar em panos limpos aquilo que a população não vê, o quanto paga para manter esta máquina de mentiras e desilusões que, desde tempos longínquos, é o Estado Brasileiro.

    • Mr. Car

      Torcendo desde já para que alguém invente um modo de burlar esta excrescência. E se inventar, eu vou usar.

  • Ilbirs

    Vi o HR-V na concessionária, em um dia no qual também vi o Renegade e o 2008, acompanhando um familiar que irá adquirir carro com desconto para portadores de necessidades especiais. Dos três, o da Honda foi o que nos deixou mais decepcionados:

    1) Os vãos de chapa dele são maiores que os do Renegade e maiores ainda que os do 2008;

    2) Ausência de pintura no cofre, algo que já é ruim em um March, mas pior ainda em um veículo cujo preço é bem mais elevado. Se até o Etios passou a ter pintura no cofre, por que Fit e derivados não podem ter isso? Aliás, por que raios a Honda vagabundeou a pintura de seus carros derivados da menor plataforma aqui produzida? Logo, leia-se uma camada protetora a menos e superfície mais áspera em área que costuma acumular sujeira. Além disso, dependendo da cor do veículo, fica um contraste horrível entre a área externa e a interna, como se o carro tivesse sido repintado da maneira mais porca possível. Quem olhar o Vezel/HR-V produzido lá fora notará que o cofre dele tem a mesma cor da lata externa:

    http://reviewmotors.com/wp-content/uploads/2014/11/2015-Honda-HRV-Engine-1024×682.jpg

    Compare-se agora com o cofre brasileiro:

    http://og.infg.com.br/in/16065186-e80-d65/FT1086A/420/Honda_HRV5.jpg

    Digam-me: é tão difícil assim para uma linha de produção brasileira que até o Fit de terceira geração sempre pintava os cofres voltar a fazer isso? Vejam que coisa feia é o contraste entre essa cor de burro quando foge de dentro para o vinho de fora;

    3) Há também o problema de desleixo em alguns detalhes nos quais a Honda costumava ter atenção. Temos as palhetas convencionais em vez das flat-blade e meu familiar ficou preocupado com a alavanca da trava do capô, que sacode um belo tanto e fica parecendo que vai sair na tua mão, ainda mais quando comparamos as travas mais firmes de Renegade (que tem fecho duplo no capô) e 2008 (que tem trava única convencional, mas bem firme).

    Vamos ver como vai ficar a coisa depois da chegada de Renegade e 2008. Ambos os produtos têm atributos suficientes para concorrer bem com o modelo da Honda. No caso do modelo da Jeep, há o fato de ele ter iniciado o mês de maio no terceiro lugar, pelo cálculo que fiz aqui, com mais unidades vendidas por concessionária que o EcoSport. Caso essa razão se mantenha quando chegarem à meta de 200 concessionárias até o fim do ano (meta essa que pode ser ultrapassada, assim como foi em 9 pontos de venda a meta de 120 concessionárias iniciais), o Jeep de entrada poderá até mesmo ser vice-líder do mercado só mantendo a cadência atual.
    Em relação ao 2008, ainda é cedo para saber o que vai acontecer. A rede Peugeot tem 140 concessionárias e seria preciso um grande número de unidades por ponto de venda para que ele chegue ao topo. Caso haja poucas unidades vendidas por concessionária, um impulso possível às vendas está na política de todas as concessionárias da PSA terem pelo menos as duas bandeiras principais do grupo. Se isso ocorrer, a Peugeot teria 300 pontos de venda no Brasil, o que seria cem pontos a mais do que individualmente as redes Jeep e Honda.

    Por ora o que se consolida é a história de que o pódio de SUVs pequenos vai ter Honda e Jeep, podendo esta última ir para a vice-liderança. A Ford vende pelo efeito de pioneirismo e por ora, a Renault está em quarto. Vamos ver nos próximos meses como será para o 2008.

    • AstraPower

      Ainda não consigo, sinceramente, enxergar que diferença faz, para qualquer motorista, um cofre de motor pintado ou não… Mas vá lá

      • Ilbirs

        Aqui a diferença é em relação à qualidade geral de construção. Cofre no primer tem uma camada de revestimento a menos que o resto da chapas, assim como a textura do primer é mais áspera que a do resto da carroceria, tornando aquela área, altamente sujeita a acumular sujeira, a acumular ainda mais sujeira por haver uma superfície mais aderente.
        Além disso, há a questão estética de causar má impressão. Um carro zero fica parecendo ter sido mal repintado, como se só tivessem passado um aerógrafo sobre uma carroceria de outra cor.

        Também podemos aqui jogar no fato de um relaxo desses normalmente vir acompanhado de outros. O HR-V, como já disse anteriormente, tem vãos de carroceria maiores que os do Renegade e maiores ainda que os do 2008. Vãos de carroceria, como sabemos, são medida importante de qualidade e sinalizam o grau de cuidado do fabricante. Quando vi o HR-V na concessionária, acompanhado de um familiar que está buscando um carro para adquirir com isenção para portadores de necessidades especiais, esse meu familiar também notou uns detalhes ruins que eu mesmo não havia prestado atenção anteriormente, como o de a alavanca da trava de capô desse veículo passar uma impressão de fragilidade e que vai cair na mão, algo que não há no Renegade (que tem trava dupla de capô) e 2008 (que tem uma trava convencional única, mas tão firme quanto a de qualquer outro carro). Quando você vê um carro pecar em detalhes bestas como esses, começa a pensar em que mais fizeram economia besta.

      • Rodrigo Chaves

        Também não consigo vislumbrar. São pessoas que gostam de pôr defeitos nas coisas que não podem adquirir

  • Sandro

    Olha, nas últimas semanas houve uma verdadeira “blitzkrieg” do HR-V e da Honda. Não houve website, revista, blog, jornal ou programa de TV sobre carros que não falasse dele – sem contar os filminhos no YouTube. Não por acaso, com quem conversei sobre automóveis, absolutamente todos mencionaram o HR-V. O boca-a-boca corre solto.

    A maior parte destes meus interlocutores qualifica o HR-V como “bonito, lindo”, de modo que a razão número 3 acima (estética) me parece a mais importante para tamanho apelo junto aos consumidores. Um colega disse o mesmo anteontem, impressionado com a “beleza” do carro. Eu ingenuamente contrapus: “Mas o câmbio é CVT…”, o que não ajudou muito na conversa, pois o meu amigo não sabe o que é CVT.

    Os entusiastas aqui bem sabem que o “tsunami” um dia ia mesmo chegar ao Brasil – chegou. É fenômeno para entender e… aceitar.

    Outro dia li uma curiosa declaração do diretor de design da Jaguar, Ian Callum, quando indagado sobre o que faria de diferente se voltasse a ter 22 anos: “Esteja preparado para mudar o seu ponto de vista. Eu jurei que jamais desenharia um SUV. Olhe agora…”

  • Sérgio Afonso

    Acho que não foi muito difícil prever o sucesso do HR-V.

    • Sergio.
      Qualquer previsão é complicada e pouco lógica. Depois que acontece o fato fica mais fácil. Antes, nem tanto. Exatamente por isso que lancei o desafio de prever como venderá o Renagade depois que a produção estabilizar. Qual é sua previsão?

      • braulio

        Gostei da brincadeira. Apostaria em vendas muito boas, se comparado com marcas “premium”, mas não acho que vá disputar liderança de mercado: É uma espécie de up! dos suves…

  • Catarinense

    Tem também a questão de que os populares são 99% (número fictício) das vezes financiados e a oferta de crédito fácil diminuiu. Já os carros mais caros, muitas vezes são comprados à vista e têm recebido bons descontos, pois o mercado está desacelerado e os preços estão nas alturas. Isso explica (entre outros fatores) o por quê de continuarem vendendo e os populares estarem parados, no meu entender.

    Os bancos e financeiras estão brigando na justiça há anos para conseguir agilizar a retomada do carro financiado. Eles querem fazer valer aquela regra de que, se o cara atrasar umas 3 parcelas, o banco pega o carro de qualquer jeito, a não ser que o cidadão dê jeito de quitar todo o resto do contrato e ainda pague multa… Não lembro bem dessa regra pois não atuo na área, mas é mais ou menos isso. E qual a razão? A oferta de crédito ampla até pouco tempo, principalmente com aqueles “operadores de crédito” que atuavam nas lojas de carros, inclusive falsificando cadastros de pessoas com renda baixa. Primeiro liberavam geral, agora têm que lutar com a inadimplência. Isso também explica o aumento dos juros.

    • Marco

      De fato. Bastante gente apertou as contas, mas muitos continuam ganhando dinheiro. Os carros caros continuam vendendo.

      Agora, a questão dos descontos. Estava procurando um Fiesta PowerShift 2014. Depois de um vendedor picareta me passar para trás e vender o carro poucas horas de eu efetuar o pagamento, comecei a procurar 0-km. Liguei e fui em várias concessionárias. O máximo de desconto que consegui, para pagamento à vista (eu sei, vendedores querem empurrar financiamento para ganhar comissão) foi de R$ 250,00. Uma ofensa, praticamente.
      No final, peguei (na realidade vou pegar essa semana) um Focus 2014, com 500 km, da frota da Ford, por um valor inferior ao Fiesta.
      Tem muito vendedor/concessionária reclamando da queda das vendas, mas não fazem esforço nenhum em vender.

      • Cristiano Reis

        Principalmente os da Ford.

      • Domingos

        A maioria quando cai a venda aí é que não quer mesmo fazer esforço, quando deveria ser o contrário.

        Final de semana com pouco movimento é a pior coisa para fechar negócio. Sou capaz de apostar que os vendedores combinam alguma espécie de folga informal, pois um te passa para outro que passa para o outro até o momento que o gerente tem que vir negociar com você – e mesmo assim com má vontade.

        Antes da entrada do HR-V as vendas não estavam indo muito bem e a rede Honda estava com um atendimento bem ruim. Perderam a venda de um Fit, com eu literalmente falando que queria fechar na hora.

        Depois de esperar quase 1 hora o atendimento, a vendedora com uma cara enojada de quem parecia estar com algum problema conosco finalmente nos atendeu e passou para outro vendedor até que caiu no responsável pelos usados fazer a venda.

        O cidadão mentiu preço de tabela, de desconto, avaliou mal e ainda por cima perdeu o interesse quando a venda era para ser à vista.

        O detalhe é que você sempre que tem que colaborar com eles comprando acessório, fazendo financiamento e comprando o carro mais caro.

        Na hora da parte deles de te dar uma boa avaliação ou de você pegar alguma versão que eles vão demorar a vender – câmbio manual, por exemplo – não adianta nada.

        O interesse chega a ser infantil. Me perguntaram com muita curiosidade onde tinha conseguido tal preço menor, pois iriam “dedar para a Honda”. Isso é lá problema meu? O desconto ainda por cima era verdadeiro e nada fora do padrão…

        Existe equipe de vendas que parece ter prazer em perder cliente, especialmente com vendas baixas, se você não comprar exatamente o que eles querem te vender.

        Pena foi a Fiat não ter emplacado aquele sistema de venda pela internet. Melhor coisa quando o grosso do time de vendas é “flanelinha com carteira assinada”.

    • Domingos

      Cara, tinha TANTA dessas falsificações de cadastro em carros de todo tipo – mesmo importados e até de “luxo” – que eu acho que era mais ordem do banco mesmo de liberar.

      Acredito que eles sabiam que com a economia aquecida, o sujeito deveria algumas parcelas mais logo pagava com multa e assim ia até quitar tudo.

      Molecagem completa… Mas isso é da gente mesmo, de cima a baixo. Já presenciei uma cara chorando com vendedor porque já era a terceira vez que tentava aprovação de crédito para um Audi e não conseguia.

      A pessoa tinha cara de ter muitos problemas maiores na vida, mas queria insistir na aprovação do financiamento do tal Audi. E o vendedor ainda dava dicas de como conseguir na maior naturalidade…

  • Mineirim

    Está vendendo bem mesmo. Em toda avenida de São Paulo é fácil encontrar um rodando. Por duas vezes, olhando pelo retrovisor, pensei que vinha um Fit, por causa da frente parecida. Somente depois é que percebi se tratar do HR-V.

    • Ilbirs

      Já vi uns dois rodando por aí. Não cheguei a confundir com o Fit de terceira geração, mas de fato a Honda pode estar caindo em uma obsessão por formato de faróis parecida com a que praguejou a VW recentemente. Todos os Hondas da nova geração, à exceção dos kei-jidoshas, estão com faróis fininhos, mesmo que alguns, como o Fit, tivessem faróis grandes como marca estilística registrada.

      • Domingos

        Foi uma coisa infeliz à beça isso. Geralmente um carro da linha fica bom e o resto tentando imitar todos os outros.

      • Mineirim

        Além dos faróis, tem aquele friso grosso cromado em cima da grade.

  • Lauro Agrizzi

    Tendo em vista o sucesso do Honda que não é um SUV , parece que a Fiat errou ao não trazer, ou em não trazer o 500X que é muito mais bonito e elegante quer o Renegade e o HRV.

    • Cadu

      Não demora. Vai dividir a linha de montagem com o Renegade, a plataforma é a mesma!

  • Fernando

    Para mim era certo que se o novo Fit pegou bem, o HR-V também iria. E preço alto não assusta o público dele, aliás isso é algo que com os primeiros EcoSport já era um tanto alto para a época(e o acabamento dele era com foco no custo) e a brasa pegou. Com a natural concorrência e o inevitável valor atualizado e a opção pelo óbvio que era elevar o padrão deles, não faz com que o HR-V seja algo discrepante.

    Desde os anos 90 as fabricantes que entenderam como as coisas funcionam foram justamente Honda, Toyota e também a Renault. A última só não usou todas cartas que poderia…

  • Mauro Luz

    Não consigo compreender quem deixa de comprar um Civic para comprar o HR-V, principalmente nas versões topo de linha.
    Até o carro está sendo comprados por modismos!

    • Ivan Rocha

      Com certeza. Brasileiro nunca compra carro com o cérebro. Ou só às vezes.

      • Victor Gomes

        Não é exclusividade do brasileiro não comprar carro com o cérebro.

      • Matheus P.

        Carro não tem que ser comprado apenas com racionalidade. Vai fazer parte do teu dia-a-dia, tem que ter um pouco do lado emocional também. Se não Jetta TSI encalharia nas vendas.

        • Matheus P.
          Pode explicar o que tem de irracional no Jetta TSI?

          • Matheus P.

            O principal atributo do Jetta TSI é a potência, e você paga quase R$ 100.000,00 por isso. E potência se compra por emoção, não por racionalidade, ninguém troca 120 cv por 211 cv porque “vai chegar no trabalho mais rápido no dia-a-dia”.

    • lightness RS

      Já andou num crossover em ruas péssimas de paralelepípedo na cidade? Justifica na hora a compra, na hora mesmo, e para as mulheres a posição alta também, o que para nós autoentusiastas não é legal,

      Eu só tenho um sedã, pois passo viajando a trabalho, e na estrada sedã só tem vantagens, se rodasse só na minha cidade, teria um crossover CERTAMENTE, nunca mais me preocuparia em cuidar o bico do carro em toda esquina que passasse. E por não ser autoentusiasta, Bom , para isso tenho outro carro, o do dia-a-dia tem que suprir bem as necessidades.

      • Ilbirs

        Aqui ficamos naquela situação em que se quer partir para um SUV quando a atenção do fabricante a pequenos detalhes importantes fariam a diferença. Passassem os fabricantes a se preocupar com balanços dianteiros curtos, carros normais de passeio ficariam mais imunes a batidas de fundo em valetas, mesmo que tivessem altura livre do solo baixa. O motivo é o óbvio fato de balanço dianteiro curto gerar mais ângulo de ataque para uma mesma altura livre do solo, tornando mais provável que a primeira parte do carro a atingir a valeta sejam os pneus em vez da parte inferior do para-choque ou mesmo as partes do cofre.
        Se olhamos para os sedãs médios atuais, todos eles estão com balanços dianteiros muito grandes, o que obviamente os torna mais suscetíveis aquele desagradável barulho de raspar o asfalto. E nessa, mesmo que por vezes tenham altura livre do solo suficientemente boa para livrar a parte entre os eixos de raspar em uma lombada, ficam com muita lata para além do eixo dianteiro e batendo sempre que há uma valeta.

        Claro que há algumas pequenas manhas para que um balanço dianteiro comprido não raspe em valeta, como fez a Ford ao dotar o Ka Mk3 com perfil inferior do para-choque mais elevado que o do Fiesta Mk6 do qual deriva, mas ainda assim o balanço dianteiro curto é mais eficiente, tanto por permitir um para-choque com parte dianteira mais baixa que melhore a aerodinâmica como também menos suscetível a raspar em valetas devido ao tal melhor ângulo de ataque para uma determinada altura livre do solo.

        • fabio

          Será que o problema está nos carros ou no estado deplorável das vias brasileiras?

    • Cristiano Reis

      Ainda não vi o HR-V pessoalmente, mas no meu caso, comparando o Duster com o Logan, apesar do Duster consumir mais, tem as vantagens do espaço interno que lembra o de uma perua, que permite volumes com maior altura, além de andar mais despreocupado com os obstáculos de nossas ruas. O problema é a diferença de preço, consumo e manutenção.

  • Rafael D’amico D’amico

    Tudo por causa e efeito da palavra CREDIBILIDADE. Nos tempos de vacas gordas eles te atendem do mesmo jeito , produtos de qualidade, atendimento, pós-venda, custo operacional e respeito ao consumidor. Enquanto os OUTROS te dão baile. Ai vem as vacas MAGRAS , é ai que os consumidores dão baile nos OUTROS. É bola cantada.

  • Luke

    Acho que o HR-V também vai canibalizar alguns modelos da marca, como o Civic e até o CR-V. Por outro lado, acho que a marca Jeep não terá dificuldades em se instalar como marca premium por aqui, as gerações mais novas a conhecem como sinônimo dos Cherokee/Grand Cherokee e no último Salão de SP o estande da Jeep era dos mais concorridos e animados, inclusive pela galera mais jovem, que curtia muito o Wrangler que estava exposto.

  • CorsarioViajante

    As três marcas que parecem imunes à crise são aquelas que se esforçaram muito para entender o que o consumidor quer inclusive no pós-venda. E mostram que, quando o consumidor de qualquer categoria gosta do produto, aceita pagar mais por ele.
    No caso do HR-V em especial, me vem à mente o que li outro dia: É um dos poucos casos de um Honda que custa praticamente o mesmo que a concorrência.

    • Cristiano Reis

      O problema é que o que acabou foi o crédito fácil, quem ganha bem, diminuiu seu poder de compra, mas continua tendo condições de comprar um carro novo, geralmente nessa faixa de 60 a 100mil reais. Já o povão dos populares estão tentando pagar ainda as dívidas do financiamento do primeiro carro.

  • Rafael Sumiya Tavares

    Eu tenho que parabenizar os best sellers do mercado, mas eu não compraria nenhum deles. Não acredito em unanimidade, assim como o Josias eu escolho o carro pelo motor, pelo ronco, pela posição dos pedais, pela visibilidade… Todos os meus amigos sabem que sou uma enciclopédia automobilística, mas poucos entendem o carro que tenho, chega a ser cômico a expressão deles!

  • Ivan Rocha

    Economia inadmissível mesmo.

    • Ilbirs

      O detalhe é que se você for a uma concessionária Jeep, verá que o corpo de vendedores está muito bem preparado e atenta a detalhes que até mesmo um entusiasta poderia deixar passar.
      Quando fui ver o Renegade, o cara inclusive explicou para mim e para esse meu familiar que daria para fazer os vãos ainda menores, mas não fizeram isso para ter espaço para que o monobloco se torcesse sem encostar as peças na versão com tração integral. Considerando-se que há o Trailhawk, pareceu-me explicação bem coerente e dá para imaginar o tanto de torção que ele suportaria (pense em buracos alternados, por exemplo) e o tal cuidado de estamparias não se chocarem entre si (aqui imagino o famoso lance de deixar uma roda erguida e pedir para abrir a porta). E mesmo assim são vãos menores que os do HR-V, só não sendo menores que os do 2008 (aliás, a fábrica de Porto Real está bem atenta a esses detalhes, como pude notar ao comparar o 2008 com o 208 e ver que ambos têm vãos menores que os dos Peugeots argentinos).

  • REAL POWER

    Se vem com bom motor, geralmente vem com suspensão, freios condizentes. Pode não vir com perfumaria, o que não me faz falta. Espaço interno é algo que também tem grande peso na compra de um carro.

  • Lucas dos Santos

    “Fora-de-tópico”: Até o programa AUTO ESPORTE criticando as “pegadinhas” no trânsito de São Paulo! E ainda deram um jeito de incluir na pauta as reduções de velocidade das Marginais!

    http://globotv.globo.com/rede-globo/autoesporte/t/todos-os-videos/v/multas-estranhas-sao-problemas-enfrentados-por-motoristas/4168595/

    Confesso que não esperava ver isso em programa de TV aberta, ainda menos no programa citado. Encontraram uma maneira bastante sutil de fazer as críticas, principalmente na parte em que mostram o policial aposentado que nunca precisou multar ninguém! Seria bom se mais veículos da mídia televisiva fizessem o mesmo.

    • Roberto

      Aqui no Rio Grande do Sul estamos dando sorte. Me parece que vão aumentar o limite de velocidade das rodovias federais. As duplicadas terão velocidade padrão de 110 km/h e as simples de 100 km/h. Também pudera, já que o limite da grande maioria das rodovias aqui era de 80 km/h. Agora é esperar para ver.

      • Cesar

        Também vi essa boa notícia. Em compensação os pardais da 101 se aproximam de “cem mil” multas.

  • Marcos Alvarenga

    Também sou do contra, Josias.

    Tive um Marea 2,4 (azul, para complicar) por 5 anos, e o troquei com lágrimas nos olhos. Deu trabalho para passar para frente, e depois dele, acabei optando por um Linea T-Jet, além de mosca branca tem os famosos bancos de veludo bege, que têm fama de manchar e estragar logo.

    Continuo feliz da vida, fazendo minhas escolhas erradas, e vendo a cara de surpresa dos amigos quando digo que carro tenho.
    A pergunta mais freqüente depois do espanto é: “Mas é automático, não é?)
    Não, não é…

    • Cristiano Reis

      Eu desisti de falar sobre carros com quem não entende, é horrível ver a cara do cidadão de quem está lhe achando a pessoa mais idiota e burra do mundo por comprar um carro que não é “vendável”. Senti isso uma vez numa roda de amigos ao comentar que meu pai tinha comprado um Linea Absolute, ou na empresa com aquela história do up! como já até falei aqui…

      • Lorenzo Frigerio

        Não existe isso de “não ser vendável”. Sempre tem quem queira carro vermelho, verde, azul, com câmbio manual. Já quando você põe à venda seu cinza automático ou automatizado, encontrará uma concorrência forte de modelos idênticos para ser vendidos, muitos em melhor estado que o seu. É a Lei das Compensações (ou Ying e Yang, como diria o AAD).
        No caso do manual, quando estiver velhinho, vende fácil. Nas vilas ninguém quer uma potencial surpresa desagradável com um automático. E você sempre vende melhor e mais rápido para um vileiro do que para um desmanche.

    • Domingos

      Já teve quem fez cara de nojo para meu carro que era manual, sendo que “deveria ser automático”. Um Corolla, na época quase novo…

    • O que me dá mais raiva é quando digo que tenho um Peugeot (porque, bom, gosto da marca e o problema é meu), e vem um chato dizendo “Eca, Peugeot? Por que não compra um Gol?” (Ou Palio/Civic/Celta/whatever)

      Ou pior, querem dar pitaco no meu gosto. “Tem vergonha nessa cara não? Peugeot é uma porcaria!”, “Aprende a comprar carro de verdade!”, “Por que não compra um Honda?” “Manual? Vermelho? Duas portas? Vai ser ruim para vender, hein?”

      Eu já cansei de discutir com essas ostras, agora simplesmente dou de ombros e rebato “o carro é meu, quem mantém sou eu, quem dirige sou eu, quem pagou fui eu e comprei o carro para dirigir”. Aí o assunto acaba.

      • CorsarioViajante

        Hahaha pois é, qualquer coisa que saia um pouco do óbvio vira um saco. Um tempo atrás, antes de barba ser moda, tinha um barbudo com uma camiseta escrito “tenho barba grande porque gosto. Não é promessa, eu tenho gilete em casa, não sou papai noel. Obrigado”.
        Faz uma nestes moldes para poupar sua paciência…

      • Lucas CRF

        Manual, duas portas e vermelho. Já é 80% para um carro ser bem legal!

        Abraço

      • Domingos

        Perceba que enfoque de quem não entende de carro é sempre VENDER.

        Tive um amigo que queria porque queria uma Saveiro, mesmo tendo outra picape, porque era “legal, fácil de vender e de manter”.

        Levou um tempo até achar uma em ótimo estado e depois ficou 6 meses com ela porque recebeu uma oferta e a vendeu…

        Não sou contra ver o mercado do carro e, tendo duas escolhas boas, ficar com a que vai te dar menos perda. Carro é caro e aqui no Brasil o mercado é extremamente complicado.

        Mas o zé “quer vender?” esse tem prazer em se livrar rápido do carro e passa de troca em troca tantas vezes que possivelmente gasta bem mais que um carro de mercado ruim.

  • Milton Evaristo

    Só fica nesta briga se o carro é SUV ou não quem é xiíta e precisa justificar para os outros sua opinião. O consumidor não está nem aí. Se o carro lhe agrada, ele compra e fim de papo. Nem se compara que esse novo carro da Honda é mais versátil que um Civic (e vai canibalizar este), quem procura isso, compra e pronto. Quem prefere perder alguma coisa em troca de um sedã, fica com o Civic. É só um exemplo para ficar na marca. E não interessa também se é “de categorias diferentes”, isso é outra bobagem, é só ficar um dia no saguão de uma concessionária. Se a velhinha do cara (parabéns para as mamães) se mata para entrar e sair de um carro muito baixo ou muito alto, ele muda de “categoria” na hora.

  • Matheus C Damião

    Queria ver um “no uso” do 2008 THP…quanto ao HR-V, tb achei que seria sucesso, não só pela boa reputação da Honda mas também pela beleza do carro. Agora esse GLA…esse é o bicho, ainda mais na cor azul.

  • Angelito

    Eu vi um GLA perto da faculdade recentemente, e realmente aquele carro não tem altura para ser um SUV. Nunca pensei que o apelido de hatch bombado combina-se tanto com um carro

  • marco lima

    Não acho que sejam “vendas”, mas, entregas. Analisando mais friamente, provavelmente o carro venha sendo produzido há vários meses, mas está sendo entregue só agora, aos borbotões, para inundar as ruas e gerar volumes de “vendas” que possam assustar a concorrência. Com o tempo, vai estabilizar em cerca de 2.500 unidades/mês, como os lideres, empatando com eles. Vamos ver o mercado como um todo, e analisar mais adiante…

  • Ronaldo Nazário

    Puxa, você é macho paca!

  • Catarinense

    Temos que pensar que eles não podem fazer um carro perfeito em tudo, pois custaria muito caro e mesmo assim não agradaria a todos.
    Eu acho que esses detalhes citados são irrelevantes para o consumidor final… Só são notados por um entusiasta de automóveis.
    Eu mesmo não vejo problema nenhum na falta de pintura do motor. Também não fico medindo com um paquímetro o alinhamento das peças.
    Eu veria problema nesses detalhes se fosse uma marca estreante no mercado, mas a Honda não precisa provar pra ninguém que tem qualidade onde os olhos não vêem.
    Mas eu realmente acho uma pena a questão das palhetas. Só que não deixaria de comprar o carro por isso.

    • Thales Sobral

      Rapaz, vendo os preços das palhetas flat-blade do New Fiesta (tenho um), eu passei a gostar mais das palhetas normais… rs

  • Ilbirs

    Mesmo que o asfalto do Brasil inteiro passasse da noite para o dia a ser um tapete, ainda existiriam obstáculos normais para veículos com balanço dianteiro longo e altura livre do solo normal. Valetas de escoamento pluvial existem em diversas cidades, assim como outros tipos de obstáculo bons para raspar a frente.
    E esses tipos de obstáculo não existem apenas no Brasil, mas também em outros países com estradas boas. Já li em fóruns de fãs americanos da Subaru reclamações em relação ao balanço dianteiro excessivamente longo dos modelos dessa marca, que também raspam por lá em alguns lugares, e isso porque estamos falando de Estados Unidos, que com certeza tem estradas melhores que as nossas, mesmo as em pior estado de conservação.

    E nessa, continua sendo o balanço dianteiro curto uma boa para se conseguir mais ângulo de ataque para uma mesma altura livre do solo.

  • REAL POWER

    Já mencionei aqui que dou grande importância para o motor na compra de um carro. Ontem à tarde em encontro com amigos toquei no assunto carro para ter uma noção. Praticamente todos não sabem a potência do motor, e que motor tem no carro. Se o motor é de projeto atual ou não. Não sabem em que tempo o carro faz o 0 a 100 km/h. Velocidade máxima é algo que nem passa pela cabeça. Querem é um carro com mimos, bonitão, painel com muitas luzes etc. Se tem ou não freio a disco na traseira não interessa, pois dizem que se a fábrica assim fez, está bom. O mais importante mesmo é o consumo, seja num carro popular ou num carro de mais de 100 mil. Aí falei para um deles que tem um Toyota SW4, que não acreditava que ele tinha tanta preocupação no consumo de combustível num carro de mais de 150 mil!. Mas não teve jeito. Ficam se vangloriando que fazem 15,17 e até 20 km/l na estrada. Ai perguntei a que velocidade? Praticamente todos andam entre 80 a 90 km/h.Em viajem no feriado passado percebi isso. Carros novos andando não mais que 90 km/h mesmo em trechos de limite a 110 km/h. A maioria tem carro com ar-condicionado, mas não o usa, somente em caso de calor extremo. Não se preocupam com estabilidade, pois andam a baixa velocidade. Muitos nunca abrem o capô do motor para checar água e óleo, por isso compram carro novo. Me senti um dinossauro falando com eles que eu dirijo carro por prazer e não fico ralando o pé pensando apenas na economia. Todos compram carro pensando na venda, o que me deixou mais bravo. Mas o caso mais incrível foi ver um vendedor de carro que há 30 anos trabalha na rede GM e somente tem para seu uso carros da Honda ou Toyota!. Sim, ele afirma que são melhores, mais econômicos e mais valorizados na venda. Os marqueteiros sabem de tudo isso, e por isso o HR-V é um sucesso. Chego à conclusão que um autoentusiasta que não tenha grana suficiente para comprar um bom carro importado ou de categoria superior, na busca de algo que lhe dê prazer e satisfação ao dirigir, vai ter que buscar tal atributos em carros usados da década passada, sejam em nacionais ou importados, pois os novos estão todos uniformizados pelo marketing. Abraços.

    • CorsarioViajante

      Um fato que pesa aí é que todos os carros hoje, de forma geral, tem uma qualidade dinâmica muito boa. No fundo, para o consumidor leigo, só muda mesmo o tamanho e o formato.
      Para lembrar, umas décadas atrás, a diferença entre motores e mesmo entre acerto dos carros era brutal.

  • CorsarioViajante

    Também queria um no uso do 2008, mas, já que é para querer, gostaria de ver tanto com o 1.6 mais simples como com o THP!

  • Guilherme Keimi Goto

    Relaxa Real Power,

    Sempre haverá o fórum do Ae para conversar com a turma que gosta e entende um pouco de carros. Acho inclusive que cada grupo se “especializa” em algo. A turma do Ae provavelmente pouco liga para futebol *dita paixão nacional) ou moda e beleza que mulheres falam por horas e parece que o assunto não acaba. rs

    Boa semana!

    • Davi Reis

      Não sei os outros colegas leitores, mas só de pensar em futebol, meu estômago embrulha. Nada contra o esporte em si, mas as dimensões e o fanatismo que o cercam aqui no Brasil são absurdas.

      • #tamojunto!

        Não consigo parar mais que 5 minutos em frente a uma TV, quando passa jogo. Meu maior orgulho foi brincar com meu filho em todos os jogos da copa do mundo ano passado. rs

      • Leonardo Mendes

        Ih, então eu sou a exceção à regra aqui… (rs)

        Sou fanático por futebol, mas do meu jeito… torço pro meu amado time, xingo, sofro, passo raiva mas sem exageros.
        Realmente, tem gente que passa dos limites.

  • Leonardo Mendes

    Vende porque é Honda, simples assim.

    Antes que venham as tochas e os forcados, no melhor estilo dos filmes da Hammer, vou explicar:
    Honda e Toyota viraram “seitas” no Brasil, e por que? Porque de todos os players do nosso mercado atual, foram as únicas que se preocuparam com os três vértices, a saber:
    – venda;
    – pós-venda;
    – revenda;
    Em suma, fizeram muito bem suas lições de casa e, hoje, nada mais fazem que colher os louros de um trabalho bem sucedido… os outros que corram atrás do prejuízo, isso se puderem e conseguirem.

    O fato consumado é: o HR-V vende porque tem o H na grade… prever o sucesso dele não era difícil.
    Vejo o mercado assim: HR-V sempre na frente, Renegade no retrovisor, Ecosport e Duster se matando pelas sobras do 2008 e o S-Cross fazendo o papel da Courier no segmento.

    • CorsarioViajante

      Leonardo, mas de forma geral o brasileiro gosta de uma “seita”… Veja como algumas obsessões nacionais vem, vêem e vencem por décadas, até abusar e cair em desgraça. Já foi assim com GM e com VW, que eram idolatradas. E, falando além das marcas, já foi assim com perua, com carro duas portas, e até mesmo com a cor branca… Acho que muita gente vai mesmo seguindo a manada.

  • Carlos A.

    Vou dar minha opinião. Acho que o Renegade vai sim vender bem e manter as vendas depois da ‘febre’ do lançamento, principalmente pela força do nome Jeep, e estilo do carro ‘altinho’ que caiu nas graças do povo. Não vi ‘ao vivo’ o Jeep Renegade, mas o estilo retrô da frente também parece agradar bastante, outro bom exemplo disso é o Fiat 500 nesse estilo antigo.
    Sobre os franceses, não sei, mas acho que tem alguma teimosia por parte deles que dificulta a comercialização, entre elas noto a nível de interior que existe ainda muito preconceito com as marcas Peugeot/Renault. Principalmente quando o carro sai da garantia começa a frequentar oficinas independentes. Direto mecânicos que eu conheço relatam que os carros tem macetes na manutenção e grande dificuldade para se encontrar peças a pronta entrega na concessionária e principalmente por um preço razoável. Sem falar na grande dificuldade de informações técnicas que parecem guardadas a sete chaves. O que dizer no caso da Renault, onde um conhecido precisou de uma simples cópia da chave com telecomando do alarme (a orignal foi roubada) e para isso passou meses aguardando vir da França a cópia! Cansado de esperar e de tanto reclamar, a concessionária ficou com ‘dó’ de entregou a ele o ‘pulo do gato’. Era só ir num chaveiro especializado para conseguir uma cópia da chave!
    Será que é tão difícil assim dos franceses notarem que isso acaba com a marca? Quem quer comprar um modelo desses onde uma simples cópia de chave vira uma novela, ou não se tem informações e peças pronta entrega para manutenção dos veículos?

    • Roberto Neves

      Arrá! Então não estou só na minha famosa birra com a Renault (e, por extensão, mutatis mutandis, com os franceses)!

      • Carlos A.

        Roberto, e olha que nem tenho Renault ou Peugeot. Mas pelo que os mecânicos falam e alguns donos também – como esse do caso da chave – fica complicado.

        • Roberto Neves

          Carlos, o absurdo foi que eu comprei, acreditei no produto, gostei muito do carro, que me atendia perfeitamente, em todos os aspectos, e o vendi simplesmente porque as autorizadas não conseguiam resolver meu problema e “meu” mecânico particular se recusou a mexer num carro ainda em garantia.

    • Leonardo Mendes

      Vi um Renegade Longitude ao vivo neste fim de semana… é bem mais parrudo que nas fotos, e o acabamento interno – se não é um Maybach – também não desaponta.
      Muito vistoso, tanto que estava ao lado de um Cherokee dos novos e só dava ele (bem, ajudou muito o fato do Cherokee estar trancado…)

      Sobre os reparadores independentes, eu concordo apenas na questão da chave… hoje em dia até um macaco capuchino cego de um olho e comendo banana com a cauda faz uma chave de carro importado sem esforço… um protecionsimo besta que não leva a nada.
      Informações técnicas tem na internet a rodo (o Service Box da Peugeot já caiu em domínio público faz tempo), fora os inúmeros tutorias escritos e em vídeo e manuais técnicos em PDF… o cidadão que quer ter uma oficina independente tem que saber isso.

    • O pós-venda da maioria das concessionárias Peugeot é sofrível. Vejo isso todo dia no Clube Peugeot, gente reclamando de mau serviço, demora nas peças etc…
      O que a fábrica capricha nos carros, ela estraga no pós-venda.

  • Cadu

    O trecho “Nossos simpáticos coleguinhas jornalistas nos definem da seguinte
    forma carinhosa: “se estou com o Bob e o Calmon e estamos falando de
    mulher é porque alguém atropelou uma”.

    Claro que é maledicência e gostamos muito de carros e de mulheres (às vezes, nessa ordem).” me fez rir copiosamente!

    • Fat Jack

      Idem…, comentário sensacional!

  • Daniel

    Me identifico com você Marcos. Mercadologicamente falando, sou um consumidor de “micos”. Marea Turbo, Classe A 190 Avantgarde e Mégane Grand Tour foram alguns dos injustiçados que já tiveram vaga cativa na minha garagem. Em comum, todos me trouxeram muita satisfação, prazer e alegria. Não me sinto atraído por nenhum dos líderes de suas categorias, e sempre foi assim. Engraçado é que os que mais criticam, compram carro sem ao menos fazerem um test-drive. Um tio proprietário de um Corolla XEI 2015, um amigo proprietário de um Onix LTZ 1.4 e um outro amigo proprietário de uma HR-V. Adivinha o que eles têm em comum? NENHUM experimentou o carro antes da compra. Isso é injustificável! O tio do Corolla se arrependeu da compra após andar no Sentra SL do cunhado e o amigo do Onix está apaixonado pelo 500 Cult da namorada. Enfim… Espero ser ponto fora da curva durante muito tempo ainda. Está para nascer o carro que agrade a maioria e me agrade também. Pelo simples motivo de que a maioria dos consumidores não são apaixonados por carro de fato e costumam comprá-los pensando sempre em poupar dinheiro, seja em manutenção ou revenda; e quase nunca levam o prazer e satisfação da condução em conta. Triste realidade do mercado automobilístico.

    • Marcelo Henrique

      Que tal a nova Giulia, que está para nascer?

  • Julio Marcelo Toma

    Angelo_Jr. Tem muito SUV que para mim é um “hatchão”.

  • Thales Sobral

    Considerando que boa parte que compra esses carros está procurando o “carro da moda”, nada mais natural que usar a “categoria da moda” para encaixá-lo.

  • Eduardo

    Partilho da mesma opinião de vários colegas de que “Honda vende porque é Honda”. Deve ser muito fácil ser vendedor da marca. E ao contrário de outras marcas “X que vendem porque são X”, a Honda não pisa na bola, atualiza seus produtos com grande freqüência, possui um bom pós-venda e é marca cobiçadíssima no mercado de usados também.

    Eu lamento muito que o mercado exija SUV, SAV, crossover, jipinho falso e afins, porque a Honda poderia então lançar outros produtos de sua gama no país, como Brio, ou Civic Hatch.

    • Leonardo Mendes

      Como eu sempre digo… ser vendedor da Honda só não é mais fácil que testar colchão.

    • CorsarioViajante

      O engraçado é que mesmo sendo “fácil” vender um Honda os vendedores são atenciosos e pacientes. Estava pensando em trocar de carro e foi um dos lugares em que melhor fui atendido. Detalhe: mesmo querendo um Fit, que não tinha previsão nem de encomenda em virtude do HR-V. Ou seja, mesmo sabendo que nunca poderia fechar negócio no dia ou coisa do gênero, me atendeu bem, ofereceu test-drive etc. Gente que pense na marca de forma mais global, não de forma tacanha.

      • EJ

        O local onde fui mais bem atendido em minha vida toda, foi na concessionária BMW de Ribeirão Preto-SP. Tinha 22 anos, universitário. Estávamos eu e um primo, loucos para checar a nova geração da Série 7 que estava exposta (Aquela do Chris Bangle, do porta-malas de desenho polêmico). Chegamos em um Peugeot 206 e paramos bem na frente (o vendedor nos viu). Eu estava de bermuda e tênis, meu primo de bermuda e chinelo. Entramos pra “namorar” esse carro e um Z4 que também estava lá, e quando o vendedor chegou, pensei… vai pedir para que guardemos distância do carro ou fazer cara feia. Que nada. Nos explicou tudo do carro, nos mandou sentar, apreciar o carro, abriu o capô…enfim… acho que fez o mais certo que um vendedor deveria fazer…criou empatia com um possível consumidor, e valorizou a marca. Propaganda boca a boca não tem preço..

      • Guilherme Borella

        Infelizmente o mesmo não ocorreu aqui em Porto Alegre. Aqui temos duas concessionárias Honda, na primeira me trataram como um mendigo dentro do Iguatemi. Na segunda tive todo o bom atendimento de sempre, com direito a test-drive e tudo mais.
        Falando um pouco do modelo: esperava mais do conjunto motor/câmbio; no mais um belo carro.
        Abraços

      • Cesar Mora

        Fato, fui conhecer o HR-V e deixei claro que estava lá para conhecer o carro, mesmo com a loja cheia o vendedor foi muito atencioso, sem ser incômodo, ofereceu o test-drive de forma espontânea e com um bom trajeto pela região (bem pensado, com subidas, vias rápidas e ruas pequenas). Na loja da Jeep os vendedores não eram tão atenciosos e pareciam poucos para o número de clientes na loja…

        Alguns anos atrás fiquei extremamente satisfeito com o atendimento em uma concessionária Honda quando buscava um Fit semi-novo, a loja possuía um enorme pátio com diversos carros e a vendedora com as fichas de todos soube analisar o que eu buscava, me mostrou diversos carros além dos Fits que ela possuía e acabou sendo preponderante para a escolha de um outro carro naquela ocasião.

        Por outro lado, nunca consegui ser atendido razoavelmente bem em qualquer concessionária Fiat nestes dez anos em que possuo habilitação.

    • Marco R. A.

      Aí você vai à concessionária Ford fazer um test-drive num Fiesta e a vendedora diz que só posso andar em volta do quarteirão…

      Aí acham ruim quando falamos que o atendimento é péssimo.

      • Leonardo Mendes

        Marco, não querendo justificar a vendedora, mas muitos veículos de test-drive têm um percurso pré-determinado pela seguradora justamente por causa da função… se sair daquele perímetro ou mesmo se estiver fora do horário de expediente e acontecer alguma coisa a seguradora não paga.

        Estamos com um problema assim aqui na concessionária,, tivemos um carro de test-drive roubado à mão armada fora desses parâmetros que citei acima e a seguradora cantou a seguinte música para nós:
        É só isso
        Não tem mais jeito
        Acabou
        Boa sorteeee…

  • Astra Power
    Para o motorista não faz nenhuma diferença, mas para o dono do carro faz. Sinal de cuidado na fabricação do produto valioso pelo qual pagou.

    • AstraPower

      Quando disse motorista, me referia ao dono do carro mesmo. Respeito esse tipo de crítica, mas acredito que existam inúmeras coisas mais importantes que isso a serem avaliadas em um veículo. Diferentemente de revestimento de portas (como no Palio 1,0 – chapas da porta vs. Weekend com a porta toda revestida). Dito isso Bob, espero que você não critique mais quem reclama de painel de plástico duro em detrimento do emborrachado (“Como se alguém ficasse passando o dedo ali”) . Abraços!

      • Domingos

        Realmente vejo muito mais sentido em reparar no acabamento que na pintura do cofre, um local de serviço onde uma pintura básica única pode até ser útil (facilita retoques e reparos).

        Também acho mais interessante vir pintada, porém é algo que não me importaria. Se entre isso e ter algum outro item mais importante houvesse escolha, abandonaria a pintura no cofre sem problemas.

        Exceção para quando fazem aqueles cofres onde bateu um pouco da tinta da cor do carro na cor “sem pintura”, que fica realmente feio.

  • “Ah, pejô é uma porcaria, não presta, dá muita manutenção e desvaloriza”

    Já me acostumei com essa ladainha. Viajei ao Rio Grande do Sul e um parente (dono de Celta) me encheu com esse papo. Até entrar no leãozinho de 11 anos. 10 a 0 no Celtinha

    • Domingos

      Não existe a menor comparação entre o 206 e qualquer outro compacto da época, com exceção talvez do Corsa C (que não vendeu bem) e também do concorrente Clio.

      O Polo era vendido muito acima em preço, mas era muito bom.

      As comparações com Gol, Celta etc. eram meramente circunstanciais. Do tipo “está num preço parecido” ou “é carro pequeno também”.

      Tem que se enganar muito ou não entender nada de carro para ver que existe um mundo de diferença entre esses (Polo, 206, Clio, Corsa C) e todo o resto.

      Como carro. Mercado, preço de peças etc. é outra coisa. Coisa essa que pode valer a satisfação de não ter um carro cuja sua maior meta é vender pra “comprar um carro melhor/grande”.

  • REAL POWER

    Os franceses precisam urgentemente rever seus pós-vendas, contratar pessoas certas para gerir este importante setor, criar programas internos, treinar melhor os funcionários da rede autorizada e redefinir política de preços de peças e serviços. Sem esse trabalho, estarão sempre na sombra dos demais, vão ser lagarta a vida toda, não vão virar borboleta. Eu já trabalhei em concessionário Renault e sei o que estou falando. Devem buscar melhores canais de comunicação junto a mecânicas independentes, que são verdadeiros formadores de opinião, mas fazem o contrário.

    • Domingos

      Notava também, quando era cliente, que na linha de frente das oficinas da Renault – chefes de oficina, pessoal de atendimento – era clara a instrução de enganar o cliente, empurrar serviços, negar certas coisas de garantia e ter uma certa vontade até de recusar serviço.

      Já me tinham aconselhado a dar uma atrasada na revisão de 10 mil, quando eu queria deixar lá com 9.500 e alguma coisa pois me era mais prática a data. A oficina devia estar cheia e ficou clara a vontade de empurrar para fora o meu carro.

      Em compensação o SAC da fabricante era muito bom. Isso obrigava a maioria a ao menos obedecer preços, prazos e qualidade quando ficava claro que você entraria em contato com a Renault caso contrário.

      • REAL POWER

        Domingos. Eu trabalhei muitos anos em concessionários VW, GM e Renault. Em todas elas nos períodos em que trabalhei, o setor de serviços esteve sempre com as melhores qualificações. Em uma alcançamos nota 10 por 3 anos consecutivos se não me falha a memória. Eu batia de frente com os diretores das empresas afirmando que tínhamos que atender da melhores maneira possível nos cliente. Eu mesmo assumia abertamente que era um defensor do cliente, e muitos não gostavam. Atender o cliente como gostaríamos de ser atendido era o mínimo que fazíamos. Eu realmente lutava pelo cliente quando ele tinha razão, a respeito de garantia, serviços e peças a preço justo. E nunca durante estes períodos tivemos prejuízo ou pouca lucratividade, pelo contrário, o lucro era muito bom, pois eu tinha acesso aos relatórios. Em uma empresa, para ter noção, os clientes continuavam a levar seus caros mesmo depois da garantia acabar pois criamos tabelas de preços diferenciadas para carros mais velhos a fim de manter o cliente fiel a empresa. Tinham tanta confiança nos serviços prestados que praticamente não questionavam nada. Fiz inclusive muitas amizades nesse período a ponto de ter amigos/clientes que quando eu mudava de empresa iam comigo. Ou seja trocaram de marca de carro. Mas geralmente a burrice dos donos e diretores coloca todo trabalho por cano de escape a fora. Quando um empresário contrata uma empresa de consultoria para melhorar sua empresa é sinal que ele não sabe o que tem em mão. Aí vem um bando de sabidões em mil teorias etc, etc mas sem nenhuma experiência na área e desmontam tudo aquilo que tava funcionando perfeitamente. Eu cansei disso, de trabalhar com absoluta dedicação e depois outros levarem os louros e por fim destruindo todo seu trabalho. Mas hoje quando olhos para estas empresas tenho é pena pelo que estão passando, e percebo que fiz a escolha certa em abandonar o barco, antes que os fantasmas das consultórias e burrice dos donos conseguissem mudar meu mode de ser e de trabalhar. Abraços

        • Davi Reis

          Que ótimo relato. Mostra que, mesmo lentamente, podemos contribuir bastante com as nossas próprias mãos, fazendo nada mais do que nossa obrigação como profissional ou mesmo como cidadão.

        • Domingos

          Concordo. Ao menos se o consultor não tiver um bom entendimento específico da área que está falando, é um “comentarista esportivo” meramente.

          E a questão da fidelização ou da defesa do cliente, embora você tenha bravamente tomado a bandeira, tem que vir de cima!

          Quando essas coisas acontecem com grande freqüência – para o bem ou para o mal – é geralmente política da marca.

          É a mesma história do time de vendas. Se a marca bate o pé que o cliente pode comprar carro de cor diferente sem enorme espera ou sem desincentivo do vendedor, pode acreditar que isso acontece.

          Se a marca deixa a coisa livre, entende-se que não se importa ou que quer mesmo é que existam esses processos (pasteurização, perda de fidelidade na recompra ou no pós-vendas, exploração no preço de reparações etc.).

          Me lembro de uma autorizada Renault na Freguesia do Ó, hoje não mais existente, em que o pessoal era pró-ativo como você. Preços e qualidade de serviços muito boas, além de sinceridade.

          Levei por lá durante todo o período da garantia e fim da garantia, até me desfazer do carro.

          Mas vinha autorização para tal da gerência, que certamente estava interessada nisso.

          Política de marca e dos concessionários é essencial nisso. Se não, ou algum funcionário tem que tomar as dores – como você – ou então nem isso adianta, pois a gerência pode insistir que deve-se focar no curtíssimo prazo e explorar o cliente.

          Às vezes a fabricante quer isso mesmo para se livrar do problema do pós-vendas de seus carros. Isso que ninguém fala…

  • REAL POWER

    Pior é assistir a F-1 e escutar o gavião falando a maior parte do tempo do campeonato brasileiro de futebol. Desliguei e como você fez durante a Copa, fui brincar de carrinho com meus filhos.

    • Acyr Junior

      Assisto F-1 (treinos e corrida) na Sportv. Galvão Bueno ninguém merece … Bom mesmo seria se o Reginaldo Leme também migrasse para lá (não desmerecendo o Lito, sempre impecável) !!

      • JPaulo10

        Nos anos 70 fazia-se asim: deixávamos a TV sem som e ouvíamos a Radio Jovem Pan. Narração: Wilson Fittipaldi. Comentários: Cláudio Carsughi.
        Em 2013 a Globo se superou: comentários do Barrichello, entrevistas na pista antes da largada, corridas emocionantes.
        A crise econômica veio e Galvão fica no estúdio, sem ter muito o que falar.

  • Marcos Alvarenga

    Ostras.

    Gostei!

  • Marcos Alvarenga

    E dizem que o melhor do Brasil é o brasileiro.

    Esse brasileiro-padrão me dá nojo.

  • Marcos Alvarenga

    Será que vem pra cá? Eu me habilito.

    Sabem qual carro me atrai hoje em dia? Esse novo 2008. Para mim não é SUV. É uma perua. Motor THP, e por infortúnio do destino o câmbio automático não cabia no carro, e veio com um manual de 6 marchas.

    Não é o fim da picada? Ter de depender de um infortúnio pra ver nascer um carro bacana?
    Tomara que venda bastante pra esses marqueteiros entupidos verem que existimos.
    Mas não vai vender. Não no Brasil.

    Desvaloriza, sacumé…

    • Lucas CRF

      Brilhante, Marcos. Mas estúpidos não são os marqueteiros. Estúpidos são os que acreditam nas suas ladainhas, e pior, nas dos vendedores das concessionárias. Salvo raras exceções.

      Abraço

  • REAL POWER

    Correr atrás de informação sobre um produto quando o fabricante se nega a divulgar só reforça o que eu disse. O fabricante não deve permitir tal situação, uma vez que informações erradas podem comprometer seu produto. Nenhum fabricante dá conta da manutenção de toda frota de sua marca. Se deixar o pós-venda às traças vai colher somente maus resultados.

  • Piero Lourenço

    Pior: Estão pagando mais caro na concessionária… o famoso “ágil” !! Jamais pagaria 90 mil Dilmas nessa carro… acho bonito..mas pelo preço achei o nível de plástico muito alto!

    • Piero
      Você usa, dirige o carro ou fica tamborilando no painel?

      • Piero Lourenço

        Hahaha… Boa Bob… pior que fico sim.. sou tão chato que fui “obrigado” a comprar um DS5 por causa do acabamento… mas falando sério, juro que não entendo um carro custar 90 mil e vir com tanto plástico. No Civic eles tiraram as mantas térmicas e isolamento.. o carro dentro em viagem faz barulho que atrapalha a conversa… esse tipo de economia não é percebido pelo consumidor.. assim como painel “relógio anos 80” ! 😉 mas confesso que sou chato mesmo!

        • Domingos

          O Fit e City novos também são bem barulhentos, em especial com o barulho do motor.

          Sou da opinião que passando dos 40 mil eu posso fazer umas exigências mais “inúteis” também – como essa dos plásticos.

          Caso contrário, algo na faixa dos 20 a 30 mil me atenderia bem. Quem ganha mais é mais cobrado, simples.

  • Piero Lourenço

    Carro francês tem preconceito e grande parte disso vem da concessionária..Compare o nível de ruído interno de um Civic e de um C4 Lounge … parece que Civic faz mais barulho que meu antigo Golzinho G4 AP…. Honda nacional com menos material fonoabsorvente, será?

    • Acho que lá fora não é necessário tanto material fono absorvente quanto aqui rsrs

    • Domingos

      Anda sim, na linha toda. E é uma tendência do atual mercado. Passamos por uma fase pré-recessão em que querem manter preços e lucros de qualquer forma.

  • R.

    Bem …mas digo que tanto a GM quanto a VW fizeram muita força para cair em desgraça…
    Sim, lutaram bravamente para chegar a essa penúria…
    Estão agora colhendo os frutos de todo descaso e desatenção com o consumidor brasileiro.

    • CorsarioViajante

      Exato! É incrível, a velha história da galinha dos ovos de ouro que uma hora ou outra acabam matando..

  • Marco

    As concessionárias Ford deveriam ter uma espécie de totem. Você chega, escolhe o carro, cor, opcionais, forma de pagamento, emite um boleto e vai ao banco pagar. Os vendedores não ajudam nada mesmo. Gosto dos Ford, mas o atendimento é um lixo. Pior, só na Fiat.

    • Domingos

      E isso vem de cima. Já peguei vendedora tentando muito negociar um desconto ou ajudar, apesar de ser bem novata.

      Porém o gerente sequer vinha na mesa ou se emocionava com nada, não queria mexer em mais de 500 reais o preço de nada. Detalhe, preço cheio e carro de estoque deles.

      Se não é política da marca é política das redes de concessionário. Vendedor nenhum, por mais mal intencionado que seja, vai perder venda na frente de um gerente que teria aprovado o negócio…

  • Davi Reis

    Ô se tem viu… Nunca torci para nenhum time, então muitas vezes fico perplexo com a maneira como muitas pessoas agem sobre futebol. Tem gente que vai longe demais.

  • Fabricio d

    A marca que sabe fidelizar o cliente não precisa fazer propaganda.

  • Lucas CRF

    Conclusão excelente, Real Power. Concordo plenamente, ainda mais considerando – praticamente – o fim da caixa manual em segmentos superiores.

    Abraço

  • Piero
    Então você fez bem em comprar o DS5 mesmo…(rs)

  • paulo

    HR-V vendeu bem, Mas reparou que venda de Fit e City caíram um pouco ?

  • Christian Govastki

    Eu vi o HR-V e não gostei. Na verdade não gosto deste tipo de carro e SUV para mim está mais para Suburban do que para HR-V.

    Mas vai vender bem, mais pelos erros dos concorrentes que pelos seus méritos.

    O único ponto que ele é melhor que o Fit é na altura de rodagem, no resto é inferior em todos os aspectos.

    O console beira o ridículo, estética em prejuízo da função.

    Além do porta-malas da versão japonesa ser menor que a brasileira sem nenhuma explicação.

  • Roberto Neves
    Se eu fosse você mudava de mecânico, pois nada, absolutamente nada, impede que um mecânico independente execute serviço em um carro em garantia.

    • Roberto Neves

      Tens toda razão, ó xará Bob! É pena, pois, fora isso, o gajo é muito capaz e bom profissional! Abraço!

    • Domingos

      Nada impede, porém se ele interferisse com algo que viesse a ter que ser novamente mexido em garantia, poderia dar um belo prejuízo ao cliente.

      Teria que contar com a sorte de não descobrirem e ainda o Roberto teria que pagar por esse conserto.

  • Carlos A.

    Roberto, o Bob está correto na afirmação. Existe um ‘terrorismo’ sobre isso, do tipo: troque uma lâmpada queimada fora da concessionária que sua garantia será perdida. Mas não é nada disso, ou não deveria ser. Já fiz intervenções em carro ainda em garantia e ele continuou válida.

    • Roberto Neves

      Você e Bob estão certos, Carlos. Eu insisti com o mecânico para que ele procurasse solução para o defeito, mas ele não quis e me recomendou escrever para a Renault solicitando um “consultor técnico”. Fiz isso e até hoje não recebi resposta. O fato é que estou muito contente com meu Grand Siena Essence 1.6. Abraço!

      • Carlos A.

        Roberto, ainda bem que está feliz com outro carro mesmo que de outra fabricante. Fato é que problemas podem ocorrer em veículos ‘zero-km’, pena algumas fabricantes criarem dificuldades na solução, ou pior, não dar atenção como no seu caso.

  • mecanico anonimo

    Versão híbrida tem porta malas menor.

    • Christian Govastki

      É a versão regular mesmo….

  • Roberto Neves

    Carlos, sejamos justos: as autorizadas Renault me deram atenção. Passei um ano levando meu Sandero a 3 diferentes concessionárias, onde trocaram um sem número de peças (até o pedal do acelerador foi trocado). Só não trocaram a peça defeituosa (acredito que fosse o módulo da injeção eletrônica ou, quem sabe, as bobinas). Fui tratado com cortesia e simpatia todas as vezes, mas não resolveram meu problema, o que é tão mau (ou pior) do que ser tratado com desatenção.

  • Kar Yo

    Aí eu acho que é economia de palito. Será que é tão difícil fazer um seguro sem perfil? Ou pressa de vendedor para fechar o negócio para atender outro.

    • Leonardo Mendes

      Na Peugeot, onde trabalho, o test-drive vem no nome da fábrica, já emplacado (Porto Real) e com o seguro nessas condições que descrevi acima… não sei se na Ford é assim.

      Mas concordo que ouvir isso do vendedor soa bem incômodo aos ouvidos, aqui mesmo a gente ganha uns olhares de “como é que é?”, e olha que nosso percurso é 3 km.

      • Domingos

        Acho que o Marco se referiu àqueles test-drives que o cara pega um carro do pátio mesmo e dá uma volta literalmente no quarteirão só.

        Tem uns que testam no pátio, o que acho burrice pois se bater lá se vão o prejuízo de dois carros da concessionária.

  • Kar Yo

    Vi o carro pessoalmente num shopping e, sinceramente, não entendo aquela frente mais rebaixada por um defletor de plástico. Qual a utilidade de um SUV que vai raspar em tudo que é lugar?

    • Alex

      Aquilo é de borracha mole!

  • marcus lahoz

    Eu achei ele muito bonito. Talvez o mais da categoria, não é do meu gosto, mas é de muita gente. Tem boa qualidade contrutiva, relativamente bem equipado. Com certeza sucesso por 3 anos garantido.

  • Guilherme Keimi Goto

    Concordo com você e completo falando que sempre ouço falar bem do atendimento BMW. Tive péssimas experiências na Massaru Honda e DVA Mercedes-Benz de Florianópolis. Não faço questão alguma de ir engomado olhar um bem de consumo simples como um carro, mas parece que os vendedores não ganham comissão se vender para não-engravatados… Piadas à parte: extrema falta de profissionalismo (isso para não entrar na falta de conhecimento técnico) de uma parte enorme dessa turma
    .
    Em compensação as concessionárias Honda de motocicletas atendem super bem, pode chegar lá de sunga e chinelos havaianas genéricos ou num Rolls Royce.

  • AstraPower

    Quanto à camada de proteção extra no cofre pintado, isso com certeza é levado em consideração pelas fabricantes, porque mesmo sendo uma área mais sujeita a vapores que a área externa do veículo, tem menos contato com lama e umidade. Não creio que exista algum problema, além do estético, no cofre não pintado. Espaço dos vãos realmente são sinais de vacilo da fabricante, porém com o aprimoramento da linha de montagem pode ser que melhore (e com as críticas também). Quanto à aparência de frágil da referida alavanca… aí fica complicado qualquer argumentação… por algo que parece nem sempre é, realmente.

  • Fernando Miranda

    A HR-V está vendendo muito bem por um conjunto de razões. Primeiramente a bastante mencionada credibilidade da marca Honda, que transmite uma imagem de robustez e qualidade a seus produtos, que tem um bom pós-venda, e uma boa revenda! Mas o carro também tem seus méritos. A plataforma de Fit faz uma verdadeira mágica com o espaço interno, por dentro a HR-V é gigante, devendo muito pouco à CRV, e sem perde a praticidade de estacionar e manobrar um carro de menos de 4,3 metros de comprimento. Se não bastasse o farto espaço interno, o sistema ULT de rebatimento dos bancos permite ampliar bastante o espaço para bagagem, permitindo acomodar objetos de diferentes dimensões. O carro tem desempenho honesto, é bastante econômico. Tudo isso associado a uma categoria de carro (SUVs pequenas e crossovers) que caiu no gosto do brasileiro foi a receita do sucesso estrondoso verificado!!!!

  • Afonso

    Domingos você é o Domingos da antiga comunidade do Clio no finado orkut?

    • Domingos

      Sim, sou eu! Tive dois, entre 2005 e 2008 e participei bastante por lá. Você também participava?

  • Domingos

    Aerodinâmica. O SUV não vai ser usado provavelmente nunca na terra ou em condições mais difíceis e isso permite ao mesmo tempo o design desejado e melhor aerodinâmica.

    Além disso, como o Alex disse, esses apêndices são em borracha ou plástico moles. Agüentam bem até estragarem.

    • Kar Yo

      Infelizmente, não é bem assim. Andar em São Paulo, mais para periferia, já é condição mais difícil. Valetas monstruosas, rampas de garagem e lombadas onde esse apêndice vai estragar fácil. E para trocar? Só o para choque inteiro com repintura tirando a originalidade. Para você ter idéia, Civic raspa e Fit dá até dó das pancadas.

  • Ricardo

    É o tal negócio, acho que era pedra cantada. Pois meses antes do lançamento, eu cansei de falar “profetizar” junto aos colegas que o HR-V seria um sucesso.

  • Ricardo

    Que isso? atrapalha conversa? só se for no SEU Civic.

  • Rodrigo Chaves

    Comprarei,em breve, o meu EXL (Topo). Adorei o HR-V por vários aspectos: o câmbio CVT de 7 marchas virtuais que, aliado ao motor, produz um desempenho excelente e com economia. Além disso, espaço interno, design, alguns itens de série importantes. Mas, sabem o que mais me deixa irritado? É aquele estepe de bicicleta que não agüenta rodar por mais de 100 km que a Honda e a maioria das fabricantes estão usando… Dizem que é para que o porta-malas tenha mais espaço, mas, mesmo assim, não é aceitável. Assim que o meu chegar, comprarei o mesmo pneu do carro para o estepe (Michelin Primacy 3 – excelente)

  • Rodrigo Chaves,
    “Quem ama o feio, bonito lhe parece.” parece se encaixar à perfeição na sua visão sobre automóvel na questão de capricho na produção e a sovinice de fazer economia nos palitos da mesa.

  • Ricardo Nascimento

    Bom em relação a esses novos SUVs que foram lançados,acho que sem dúvida o melhor é o HR-V pelo seu jeito sóbrio sem muitas pataquadas como existe no Renegade e Peugeot 2008 ,fiz test drive nos três ,sendo que o 2008 THP com câmbio manual é o fim da picada,carro que dá soco quando passa em um buraco e o vendedor ainda diz que filtra bem as irregularidades.O Renegade é um caso À parte os pneus passam as irregularidades do piso para o interior do veículo mas nada que incomode ,desde que coloque o som para abafar.O HR-V ´e o cara quer dizer o carro roda suave alcança velocidade sem ter que afundar o pé no acelerador esse barulho de turbina de avião que muitos estão dizendo ,é porque a pessoa não sabe o que está dirigindo,se quer potência e velocidade compra o carro dos velozes e furiosos,não adianta carro CVT é continuamente variável e não instantaneamente acelerável depois reclamam que patina ,é obvio 6 mil giros a 20 km por hora é dose,mas é um conjunto muito acertado do HR-V parabéns a honda