Research project Traffic Jam and Queuing Assistant - take-over signal in tight corners (10/2010)

(Foto bmwblog.com)

Há palavras  ou expressões de outras línguas que são mesmo de difícil tradução para o português. Uma delas é steering feel,  que pode ser traduzido como “o que se sente no volante” ou “do volante”. Venho a este assunto depois que o amigo e editor do Ae, o engenheiro Carlos Meccia, me telefonou ontem mesmo depois de ler a matéria Falando de sub- ou sobreesterçante deste domingo e me dizer que alguns amigos seus, também engenheiros da indústria automobilística, terem contestado a parte em que falo da “direção comunicativa”. O próprio Meccia discordou de mim e mandou este texto:

“O que se sente na direção é a impressão da via transmitida através do volante de direção. Você pode não perceber, mas quase todos os seus sentidos contribuem para o seu dirigir. Você não vê apenas onde está indo e o quão rápido você está em relação aos outros veículos e objetos. Você escuta esses veículos, o ruído de vento e a rotação do motor. Você sente sua própria aceleração e frenagem. Seu senso de equilíbrio ajuda-lhe a saber o quão rapidamente você está fazendo uma curva e se a pista tem superelevação.
Do mesmo modo, seu carro se comunica com você pelo que você sente nos pedais e no volante de direção. A firmeza do pedal de freio informa o quão fortemente você está freando, e a firmeza do volante de direção lhe diz o quão rápido vocês fazendo a curva. Tipicamente, a resistência do volante aumenta com o ângulo de esterçamento. Direção com excesso de assistência, contudo, pode tirar essa importante fonte de informação — especialmente em velocidades de rodovia onde um pequeno movimento do volante resulta em enorme mudança de direção.
Além disso, o volante de direção transmite a condição da via ao visivelmente dar pequenos golpes quando uma roda topa com imperfeições no leito. Isso é considerada vantagem por muitos entusiastas de dirigir, mas parece mais exceção do que regra, especialmente com tração dianteira.
Esta informação foi tirada do glossário Cars.com, de autoria de Joe Wiesenfelder

Pelo que está escrito acima, aliás muito bem, corrobora o que eu disse na matéria ontem, a coisa veio da assistência de direção, hidráulica naquele tempo, que de fato eram excessivas, caso do Galaxie que citei.

Esqueci de mencionar ontem quando falei do GP de Mônaco que os carros de F-1 têm direção assistida, tanto por aliviar o peso do volante diante dos largos e aderentes pneus e da elevada força vertical descendente, quanto, e principalmente, para a relação de direção por ser baixa (direção rápida) o suficiente para não ser necessário virar o volante mais que 180°, quando se cruza os braços, necessário em curvas como a Loews, em Monte Carlo.

É claro que a relação de direção é de capital importância. Para pistas travadas como as de Monte Carlos os carros de F1 contam com relação de 10:1, nos demais circuitos, 13:1. Num carro de rua é agradável ter uma direção rápida, mas ela nunca deve ser leve na estrada. E para ser rápida a direção tem de ser obrigatoriamente assistida.

Mas é preciso calibrá-la bem levando em conta a seção dos pneus e a própria aerodinâmica quanto a sustentação, seja positiva ou negativa. Por exemplo, no BMW 528i testado pelo AK em outubro de 2012, que dirigi um pouco na estrada, achei a direção sensível demais na reta, gostaria que fosse um pouco menos direta naquela condição. Um solução para isso é a relação de direção variável como a do Suzuki S-Cross, mais lenta no centro e mais rápida nas extremidades. A BMW tem isso nos seus carros, mas não sei se esse 528i tinha; não me pareceu que tivesse.

Dirigi o Porsche 911 de 7ª geração no lançamento, uma das novidade era a direção de assistência elétrica, que achei perfeita. No entanto, li matérias em que o autor não gostou por achá-la “anestesiada”. Que bobagem!

 

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Porsche 911 de 7ª geração, novo Targa: direção eletroassistida e perfeita (foto do autor)

Para concluir, reafirmo que direção não tem que comunicar nada, apenas cumprir seu papel de dar direção ao automóvel.

BS

 



Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • guest

    A frase “direção comunicativa” provoca-me engulhos. Nada a ver com a calibração do sistema, importante para a dirigibilidade do automóvel.

  • Davi Reis

    Direção lenta, ninguém merece. Precisar virar e virar o volante em demasia para dobrar uma simples esquina é muito chato, cansativo até. Outra coisa que muitas vezes não entendo é a nostalgia em torno de direções sem assistência. Como já comentei outras vezes, uso dois carros em casa, um 1994, outro novo, com direção elétrica. O antigo tem uma direção muito bem calibrada, não é lenta (é até razoavelmente rápida, considerando o quadro geral), mas em altas velocidades ganha uma sensação um pouco vaga, que não atrapalha a condução mas me incomoda um pouco. Com a direção assistida e calibrada corretamente, seja hidráulica ou elétrica, viajar em velocidades mais altas fica bem mais agradável. E mais outra coisa, entendo o clamor por uma direção mais comunicativa (ainda que eu ache que muitas vezes se confunde isso com precisão e rapidez nas respostas), mas também haja paciência para o carro com direção ruidosa e que transmite muito o que acontece no solo. Em certos momentos, me passa uma sensação desagradável de fragilidade, mesmo que nem sempre seja uma sensação que se transforme em realidade.

  • $2354837

    Sinto mais isso nas motos onde você pilota com o corpo. Tanto que não gosto de freio traseiro potente em motos, prefiro ele bem baixo.

  • Marco Antonio

    Boa tarde Bob,

    Bom texto, direto e explicativo; apenas sugiro correção por problema de digitação ( Por exemplo, no BMW 5281 testado pelo AK em outubro de 2012) É BMW 528i.

    Marco Antonio

    • Marco Antonio,
      Claro, já corrigi, e obrigado pelo aviso. E viva a internet, que permite correção imediata. Já pensou se fosse uma revista? (rs)

  • Fórmula Finesse

    Bob, ao não usarmos o termo “comunicativa” – de que modo seria mais interessante ou certeiro descrever esse quesito em particular? Se eu acho que um carro têm uma direção muito mole (sei lá) ou muito inadequada em certas situações, o que poderia ser dito ou escrito para exprimir essa sensação de desconforto, de inadequação com esse importante setor de controle do carro?
    Sobre os Porsches, eu vejo muitas matérias reclamando da direção “anestesiada” dos 911 depois do advento da assistência elétrica…é frescura de escriba que precisa apontar algum defeito ou é a tua própria alentada experiência de direção Bob – que presumo que torne o que seria difícil em fácil, o que seria dúvida para outros em certeza – que de tão versátil, consegue captar e tirar o melhor de um sistema que seria falho para outros?
    Posso estar bem errado, mas têm jornalista estrangeiro que parece que têm os reflexos de um Vettel ou Hamilton, para desprezar milhares de horas de engenharia fina, detonando ou pejorando os afamados sistemas de direção da Porsche.

  • a. shiga

    Um tempo atrás levei meu carro (325i E36) no alinhamento técnico e deixaram o cáster muito positivo. O volante era muito leve na reta e um pouco pesado nas curvas. Levei novamente e pedi para deixar no valor da especificação de fábrica. Ficou mais equilibrado.

    • a.shiga
      O cáster positivo além do especificado deveria ter deixado o volante mais pesado. Estranho, ter ficado muito leve na reta.

      • a. shiga

        Hummm, na verdade o serviço foi acertar camber e cáster e agora que vc disse, pode ter sido o contrário ou o efeito das duas coisas, já faz 2 anos então não me lembro dos valores. Na hora em que eu peguei o carro achei muito leve na reta, mais do que quando tinha acabado de trocar os pneus, então procurei o valor especificado no manual de serviço (-0º55′ de camber e 3º50′ de caster a 10º) e pedi p/ o alinhador seguir aquilo. Quando peguei de novo, o carro estava como original. Até então eu não imaginava que esses ajustes afetassem tanto o comportamento da direção.

        • Lorenzo Frigerio

          Uma coisa influencia a outra. Normalmente, mais cáster dá mais estabilidade direcional, pois coloca o ponto de contato do pneu à frente do eixo de rotação, como uma bicicleta, mas o projeto da suspensão pode encerrar consequências indesejadas se sairmos da especificação original. Portanto, cada caso é um caso.

      • Lorenzo Frigerio

        Esse negócio de “alinhamento técnico” é um tremendo dum xaveco.

        • Domingos

          Mas certas coisas só se consegue fazer nesses lugares, como colocar valores diferentes dos originais ou corrigir certos parâmetros sem o cara enfiar uma marreta no seu carro.

          Dizem que certos carros, por exemplo, conseguem ajustar câmber mesmo sem ser suspensão independente ou sem ser algo mais elaborado que a McPherson, no entanto as lojas normais ou não fazem ou não sabem fazer.

          Mas, realmente, se não estiver com problemas e não quiser mexer em nada, não faz muito sentido fazer o tal alinhamento técnico.

  • Newton ( ArkAngel )

    Não sou especialista em pilotagem, mas no meu ponto de vista, a sensação de progressividade do esterçamento dá-se pelo ângulo de cáster. Mais ou menos como nas aeronaves, que transmitem a sensação de mais ou menos pressão aerodinâmica nas superficies de controle através da resistência sentida nos pedais e manche. Em curvas de ângulo fechado, o que percebo são os pneus se dobrando e por vezes quicando, dependendo da pressão e do piso. Quanto à direção, o que me ajuda a sentir a tendência da roda escorregar é a maneira que seguro o volante, geralmente faço mais força com a mão que está do lado oposto à curva. Também uso os pedais movimentando quase somente os pés. Quando era mais jovem, trabalhava em uma oficina de preparação, e o proprietário, que também era piloto, me ensinou a dirigir segurando entre as coxas uma lata de cerveja, tinha de dirigir sem deixar a lata cair e nem podia derramar o líquido. Não sei se essas “técnicas ” estão certas, mas até hoje consigo dirigir sem me cansar e bem relaxado..

  • Valeu Bob, cada vez que converso com você mais lhe admiro. Para dirigir bem é necessário “vestir” o carro e receber todas as informações subjetivas vindo do meio ambiente….as objetivas também, obviamente.
    Obrigado

  • REAL POWER

    A questão da direção ser ou não comunicativa para mim bate com o texto enviado pelo Carlos Meccia. Talvez os carros mais sofisticados ou com maior eletrônica embarcada a direção seja anestesiada como muitos falam por não transmitir aquilo que imaginamos como básico. Alguma vibração, um certo nível de transferência do impacto dos pneus com o buraco ou ondulação entre outros. Ou seja, a eletrônica consegue filtrar tudo que em tese ou de certa forma é considerado desnecessário chegue ao volante. Isso deve parecer ótimo para grande parte dos consumidores, mas para uma pequena parcela pode parecer que a direção esteja filtrada demais e lhe tirando prazer de dirigir. A questão é quanto estamos dispostos a receber de sinais oriundos do sistema de direção e suspensão no volante. Uns mais, outros menos. Em cada carro, creio que vai se basear em sua aplicação ou consumidor alvo. Da mesma forma que carros de F-1 de mesma equipe podem ter uma programação diferenciada para o acelerador em virtude do piloto. Um com resposta mais rápida e agressiva ao movimento do pedal logo no inicio e outro com resposta mais lenta e progressiva. Pois cada piloto tem seu jeito de pilotar. Eu particularmente quando dirijo e que sinto o carro meio solto, inclinando demais, com resposta lenta das rodas ao movimento do volante, procuro usar mais pressão nos pneus. Justamente por que quero mais sinais e mais rápidos do que esta acontecendo.

    • REAL POWER,
      Interagir com o meio ambiente é fundamental para se dirigir bem. Quando estamos descalços sentimos mais onde estamos pisando do que calçando uma bota.
      Obrigado

  • Fórmula Finesse,
    Veja a figura que resume o que se passa quando dirigimos
    Obrigado

  • BrunoL

    Bob,
    Tentando entender de forma resumida seu ponto nos posts, a ideia é que a tal “direção comunicativa” não existe ou que simplesmente não deveria ser considerada para análise?
    Tenho dificuldade em concordar com qualquer uma das duas opções. Em minha modesta experiência, tenderia a afirmar que trata-se de algo importante para o autoentusiasta. O fator “comunicação ao volante” é um tanto subjetivo, sim, mas é possível notar diferenças sensíveis entre modelos de mesmo porte e configuração básica. Passa pela relação da direção e pelo grau de assistência, claro, mas não é apenas isso.
    O que torna o Focus Mk I, por exemplo, tão agradável? Não é apenas por ter uma relação baixa, a precisão é tamanha que sabe-se o exato ângulo de esterço que deve-se dar, e assim mantê-lo constante ao longo da curva, mesmo antes da própria. Você sente tudo pelo volante, dos pneus começando a desgarrar nas curvas em que se exagera, até a tração disponível numa subida de paralelepípedos molhados, por exemplo.
    Lembro-me de um Astra de mesma época que guiei e o sentimento era o oposto. Longe de ser um problema, mas parecia que o volante não estava ligado às rodas, tamanho era o isolamento do conjunto de direção. Não era excesso de assistência ou relação alta demais, era só algo que me remetia a “videogame”. Todos os outros “pontos de contato” sensoriais que acompanham o dirigir estavam lá, só faltava mesmo o volante. Não impedia que fosse bem guiado, mas requeria alguns suaves ajustes de direção ao longo das curvas, por que a pressão no volante não me dava a informação exata. Claro, pode (deve!) ser falta de sensibilidade minha, mas não há como negar que existe diferença entre eles e qual, para mim, ao menos, é o preferível.

  • pkorn

    Já tive carro dos dois tipos, bem direto e bem anestesiado. Tirando alguns momentos “puristas” de gostosa pilotagem amadora, eu prefiro um volante bem levinho no dia a dia. Acho mais fácil me adaptar ao uma direção leve demais do que agüentar uma direção pesada no dia a dia da cidade.

  • Victor De Lyra

    Bob, na minha breve experiência automotiva só pude experimentar o subesterço com kart, carros de direção sem assistência e assistida hidráulica, nunca um com elétrica. Fica a minha pergunta, aquele variação de resistência comum ao subesterçar também ocorre nos carros com direção assistida elétrica?

    Sempre achei que na direção elétrica não se sente nada ao subesterçar e ao passar por obstáculos, isso confere? Será que é isso que os jornalistas chamam de tal “comunicação”?

  • marcus lahoz

    Eu vou te falar mais, tem jornalista que quer aparecer por qualquer coisa; assim inventa defeito.

  • Fat Jack

    O pouco que eu compreendo de “direção comunicativa” (na realidade o inverso, a falta de comunicação) é o fato de alguns sistemas terem o centro “anestesiado”, ou seja, pequenos movimentos próximos a esta posição não provocam movimento das rodas. Sensação esta que se não muito bem dosada, e tendendo aos extremos (muito sensível ou muito pouco) me parecem ruins.
    Vejam bem, falo como total leigo na engenharia envolvida, é o que eu compreendo.
    Como 2 exemplo de carros que eu tive, o menos comunicativo (nada mais normal, dado seu sistema de direção, tamanho de volante e os pneus 195/60R15 que eu utilizava) foi um Fusca 1967, mas que não me trazia incômodo nenhum. Já o mais foi uma Caravan 1990 (Comodoro 4.1), que de tão “comunicativa” (e leve) tornavam qualquer viagem com mais de 100 km cansativa, pois qualquer mínima movimentação do volante a fazia oscilar, mesmo em trechos retos, aqui cabe um porém: apesar de vistoriado o sistema e não encontrado qualquer problema creio ter sido problema específico daquele carro.

  • marcus lahoz

    Já pilotei carros com direção hidráulica e sem. No autódromo a diferença é ridícula; não muda nada em termos de pilotagem (depois de 2 voltas fica tudo igual). O que muda é que o Gol perdia uns 3 a 4 cv, uma perda de 100 rpm no final da reta.

    Agora para o uso na rua, gosto muito das soluções que temos hoje. E prefiro a elétrica, acho que ela permite um ajuste mais amplo (no Stilo eu adorava o modo CITY); mas também tenho a direção do Punto (hidráulica) que acho a melhor deste sistema. Nenhuma delas é anestesiada e todas são muito comunicativas.

    Agora claro em um F1, aonde cada milésimo faz diferença a conversa é outra.

    • Domingos

      Porém o Gol sem hidráulica, no autódromo, é bem provável que você chegasse ao fim de uma corrida ou de uma seqüência de voltas pilotando errado por fadiga nos braços.

    • Mineirim

      Pois eu já não gostei da direção do Stilo. Nas manobras, o modo city era legal. Mas rodando normalmente, com o city desligado, achei a direção muito leve. Parecia que estava dirigindo no gelo! rsrs

      • marcus lahoz

        já dirigiu o novo Fit? É mais leve ainda. Nunca tinha visto tão leve.

  • Lucas Vieira

    Mercedão 1113 queixo duro que o diga, deve ser umas 8 voltas de batente a batente, sem contar a folga….

    • Davi Reis

      Meu pai teve um 1113, 1978. Acho que foi um caminhão que fez ele queimar muitas calorias (risos).

    • Daniel S. de Araujo

      Boa Lucas….

      Como contei lá atrás na minha “Historia do Leitor” na firma que meu pai teve tinha o “Muquinho” (o L-1113 com guindauto Munck) e ele tinha direção sem assistência. Eu sinceramente não peguei essa fase (já tinham colocado uma caixa com assistência hidraulica) mas diziam que precisava do motorista e do ajudante para virar o volante….

      • Lucas Vieira

        Faço idéia…. Nunca guiei 1113, mas já um 608, e era pior que um Dreher…. O curioso é que a poucos dias tive a oportunidade só de esterçar um FNM, e como era macio… impresionante como a MB conseguiu matar o velho Fiat.

  • Fat Jack

    Davi, eu acredito que a nostalgia a que você se refere é em grande parte de motoristas (que tal qual eu), que aprenderam a guiar numa época em que só haviam 2 tipos, a normal e a hidráulica (não progressiva) – e neste caso, prefiro absolutamente sem assistência. Obvio que desde então os sistemas com assistência evoluíram muito, não cabendo sequer comparação entre elas, mesmo na década de 90 haviam sistemas excelentes, com opor exemplo o empregado pela GM nos Kadett GS/GSi.

    • Davi Reis

      Nesse caso, perfeitamente compreensível, claro. O que eu estranho mesmo são as comparações entre os sistemas novos e os antigos, como se não houvesse evolução.

  • Fabio Toledo

    Quando falou em relação de direção variável lembrei logo dos Mercedes na baliza, meia volta e a roda virando com aquela leveza… Aquilo é lindo, hein!

  • André Andrews

    Isso de direção “anestesiada” dá até ânsia quando leio.

  • Lorenzo Frigerio

    A direção dos GM dos anos 60 é variável – lenta na reta e rápida nos extremos. Combinada à assistência excessiva desses carros, que ainda por cima têm um volante relativamente grande – o resultado é péssimo.
    As pessoas achavam O MÁXIMO poder virar o volante com um dedo.
    Nos anos 70 apareceram nos Camaros e Firebirds caixas mais rápidas, o que, combinadas a volantes opcionais pequenos, deixavam o carro um tanto arisco. O Pontiac Trans-Am é um exemplo típico.
    Carros mais conhecidos dos brasileiros, como os Landaus e Dodjões, têm uma relação fixa média e assistência moderada. No caso dos últimos LTDs e Landaus, o uso do volante do Corcel II deixou a direção desses carros realmente boa.

  • Ilbirs

    Talvez por já ter guiado veículos 4X4 em pisos ruins, tenho para mim que é bom sim sentir alguma coisa do piso, bem como já vi acertos bons o suficiente para que se saiba com boa precisão o tipo de superfície que se enfrenta só pelo padrão vibracional da mesma.
    Acho isso bom para que se tenha uma noção adequada daquilo que se enfrenta. Exemplo simples: asfalto novo (extremamente liso) e asfalto mais velho (em que algumas pedrinhas já aparecem pelo desgaste). Um bom acerto de direção e suspensão permitirá que você sinta bem as vibrações e adapte sua pilotagem à circunstância mais rapidamente. No caso de uma chuva, o asfalto mais novo fica ainda mais liso (e perigoso para aquaplanagem), enquanto o mais velho, por estar mais rugoso, acaba permitindo que se dirija com mais tranquilidade nesse tipo de intempérie. Um conjunto bem acertado acaba permitindo que se saiba bem as sutilezas do piso sem que isso signifique que fique algo perigoso o suficiente para quebrar polegares em um simples baque. Logo, acaba caindo naquela coisa sensorial de que falou o Meccia.
    Em relação a direções com assistência elétrica atuais, o acerto que considero bom é aquele em que nas baixas velocidades se consiga manter o volante no prumo com pouco esforço, quase como um timão de lancha que se guia com uma só mão. Após uma certa velocidade, não ligo nem um pouco que a direção esteja com grau de assistência bem baixo, uma vez que o próprio veículo em movimento já se encarrega de reduzir as forças necessárias para um esterço, como seria em uma direção sem assistência..

    A direção assisitida elétrica que considero boa é aquela em que aproveitam o fato de o sistema permitir progressão ou regressão de assistência conforme a velocidade, algo que é bastante facilitado em comparação às direções de assistência hidráulica, em que um sistema de assistência relacionada à velocidade era caro e o que se fazia era ter uma redução de carga ligada à rotação, algo um tanto impreciso se considerarmos que muitas direções de assistência hidráulica com assistência ligada à rotação podem ficar um tanto duras em baixa velocidade e rotação alta (imagine aí alguma ladeira com gradiente elevado e uma pequena curva) ou bobas em alta velocidade e última marcha, quando o motor está em rotação baixa. Há alguns poucos casos de direção assistida hidráulica progressiva convencional em que se vê uma redução de grau de assistência adequado para velocidades maiores, sinal de que priorizaram o uso em estrada mais seguro possível, aí já dentro das poucas possibilidades que uma redução de assistência simplória pode oferecer.

  • Thales Sobral

    Tive longos períodos de convivência com os três tipos principais de direção, não assistida com o Celta, assistida hidráulica com o Polo, a assistida elétrica com o Fiesta,. não achei nenhuma ruim, cada uma tem sua característica, o resto é costume. Mas vejo que a reação de cada uma a certos eventos é diferente. Por exemplo, ao realizar manobras rápidas no volante, dá para sentir um pouco a inércia do fluido hidráulico impedindo um retorno mais rápido do volante num primeiro instante. Nas sem assistência e com assistência elétrica não senti isso. Por outro lado, me foi dito que a direção de assistência elétrica desliga toda a sua assistência em velocidades de estrada. Na prática, não é o que me parece, pois o Celta tinha uma direção mais “firme” em velocidades acima de 100 km/h que o Fiesta, que fica bem mais pesado que em velocidades baixas, mas ainda leve.

  • RoadV8Runner

    Quanto mais eu leio sobre automóveis, mais percebo que devo ser um ponto totalmente fora da reta quanto a gosto por comportamento dinâmico…
    Por exemplo, para meu gosto pessoal, quanto mais a direção me transmita o piso, melhor. Gosto de sentir até a textura do asfalto, se possível. Os golpes que porventura venham devido ao nosso pavimento ridiculamente lunar não me incomodam nem um pouco. E antes que alguém diga que é exagero meu, já vou avisando que, de tudo que dirigi até hoje, o comportamento e sensação que o kart passa ao volante me agrada de uma forma indescritível!
    Porém, isso não quer dizer que não aprecie carros que não sejam assim tão comunicativos, mas quanto mais interação eu sentir com o piso, melhor.

    • JJ Neves

      RoadV8Runner, somos dois pontos fora da reta então. Eu prefiro que o volante me transmita o piso bem. Gosto disso. E também aprecio quando são menos comunicativos também. Dirigi o novo Ka com direção elétrica e a achei satisfatoriamente comunicativa (para os meus parâmetros pelo menos).

    • Lorenzo Frigerio

      O grande mérito do Passat TS era que, além de ter um ótimo conjunto, a direção não tinha assistência, como praticamente todas da época. Somado àquele volante “Wolfsburg” de 36 cm e o sistema de amortecedor de direção tradicional da VW, o “feeling” numa São Paulo menos congestionada, e na estrada, era muito bom mesmo.

  • Félix

    Ser tão objetivo tira parte da graça de dirigir.

    • Domingos

      Isso é verdade. Câmbio, por exemplo, poderia ser simplesmente o mais leve possível, já que com o sincronizado não interessa quase nada saber onde está o engate efetivamente.

      Mas que é muito mais gostoso um bom câmbio com peso certinho e que dê para sentir um pouco o ponto, é…

  • Domingos

    O Focus I era realmente exemplar no peso do volante, além da sensação. Mesmo desprezando a parte de sentir os pneus desgarrando, o que se sentia nas mãos ao manobrar ou esterçar era maravilhoso.

  • Domingos

    Já foi a reclamação de vários pilotos realmente o sistema de direção de alguns carros. Acredito que haja um grande componente subjetivo, que não deixa de ser importante.

  • Domingos

    Tem muita coisa com direção não assistida com péssima sensação, que acredito ser por característica de construção e geometria.

    E a precisão se revela quando você precisa ou quer virar ou desvirar um X o volante e ele vira menos ou mais, sem linearidade etc. Isso é muito comum e atrapalha mesmo, além de ser uma sensação ruim.

    A maioria dos carros hoje eu noto que o retorno do volante ao sair de curvas rapidamente exige uma velocidade muito grande e uma movimentação muito grande para o desesterço.

  • gpalms

    “…reafirmo que direção não tem que comunicar nada, apenas cumprir seu papel de dar direção ao automóvel.”

    Experimenta jogar videogames de automóveis sem um volante com o chamado “force feedback”. Ou quem sabe usando um joystick.
    Essa experiência pode acrescentar bastante àqueles que acham que o volante não precisa ser “comunicativo”.

    • Domingos

      No vídeo-game, pela falta de aceleração lateral, sem o force-feedback você realmente não tem como acertar a pilotagem.

      Ou vai dirigir demais ou de menos, visto que visualmente até você ver que o carro está saíndo de frente ou de traseira já se passou muita coisa.

      Na realidade, você não “precisaria” sentir nada no volante. Mas seria ao mesmo tempo muito estranho e também muito desagradável, além de também fazer perder um pouco da qualidade de direção.

      É como um pedal de embreagem muito amortecido, às vezes você vai soltá-lo rápido demais ou devagar demais por não saber bem o ponto – mesmo que seu corpo possa sentir o eventual tranco ou princípio de tranco.

      O problema hoje também é que tem muito fabricante que não quer investir nisso e ao mesmo tempo se apóia no público que acha que “direção tem que ser o mais leve possível” (pessoal que fala besteira).

      • gpalms

        Tenho a compreensão que não é desejado que um veículo familiar tenha um volante que transmita todas as irregularidades. Mas sentir alguma textura, peso ao encontrar um obstáculo ou resistência me parece adequado para o entusiasta ou mesmo no esporte a motor.
        Discordo desse conceito de que não é necessário sentir nada no volante. A primeira coisa quando você entra no carro e olha, antes de arrancar, é se o volante está virado ou não. Isso já não seria uma “comunicação”?

        Tudo tem mais de uma maneira de ser feito. Podemos tomar um bom vinho num copo de requeijão ou na taça adequada. Apreciar a experiência completa me parece mais prazeroso.

    • Daniel S. de Araujo

      Existe uma diferença entre fazer força e esforços ao volante e a caixa de direçao e seus sistemas transmitirem toda a irregularidade do solo para o motorista. São coisas completamente distintas.

      Você fazer uma curva fazendo um esforço x e o carro respondendo com uma aceleração lateral é algo que o videogame nunca reproduzirá. Isso também não significa que para isso, você tenha que sentir a irregularidade do chão de paralelepípedo no volante.

      • gpalms

        Acho que é bem por aí! Extremos não são bons.
        Ninguém quer um guidão de bicicleta sem amortecedor no seu carro, tampouco um joystick.
        Só não consigo entender esse conceito de que direção “não tem que comunicar nada”! Apenas para começar, o volante já comunica o grau de esterçamento pela sua posição.

        • Daniel S. de Araujo

          Na realidade a tradução de “steering feel” para “direção comunicativa” é bastante infeliz (para não dizer medonha). O Bob quis dizer é que direção tem ser direção e não um repeteco do piso por onde se passa.

  • gpalms
    Videogames de automóveis são brincadeiras que não me atraem nem um pouco. Faz falta a aceleração lateral e longitudinal. É completamente falso, perfeito faz-de-conta. Estou fora. E não acho, volante não tem mesmo nada que ser “comunicativo”, essa é uma figura inventada.

    • gpalms

      Perfeito Bob! É apenas um faz-de-conta, pois falta o feedback da física (desculpe, mas retroalimentação – tradução do termo em inglês – não me desce, hehe)!!
      Tudo que nos isola muito da sensação real pode atrapalhar a experiência automobilística.
      O mesmo que te afasta dos videogames é o que me afasta de alguns sistemas ruins de direção assistida.

    • Bob,

      Direção “comunicativa” se refere a variação de “peso” da direção, Que acontece, por exemplo, em uma saída de frente exagerada, onde a direção fica leve, pois passamos do limite de aderência dos pneus dianteiros e assim oferecem menos resistência ao esterçamento.

      Mas parece que a direção elétrica já oferece essa sensação, o 911 é um exemplo, falam que a direção é perfeita em seu peso.

      Eu sei sua opinião sobre videogames e simuladores (existe uma bela diferença entre os dois), mas muitos pilotos levam a sério e realmente funciona como uma ajuda. A parte complicada, exatamente por não sentir as forças, é ajustar a sua capacidade cognitiva para conseguir “sentir” a movimentação, leva algum tempo para conseguir se ajustar. E realmente é a única opção de quem não tem dinheiro para poder aprender a trajetória pelas curvas, controle do acelerador etc.

      Recomendo a leitura destas 2 matérias, eu não espero mudar sua opinião, mas sim mostrar para que eles servem

      http://www.flatout.com.br/especial-simuladores-parte-1-a-chave-para-conseguir-pilota-los/

      http://jalopnik.com/5926673/how-the-right-video-game-makes-you-a-faster-driver

  • Daniel S. de Araujo

    Se for assim, prefiro direção calibrada com Valium…rsrsrs

    Brincadeiras a parte, não gosto de sistema de direção que copiem as irregularidades do solo e transmitam ao volante. Era uma caracteristica que eu não gostava no meu antigo Golf Mk3 e apreciava (e muito) na Saveiro G3. E altas relações também não me agradam, me fazendo lembrar minha ex. Ranger que para fazer uma rotatória tinha que dar uma volta completa no volante.
    —————————————–
    Minha aversão ao steering feel adveio dos tratores Massey Ferguson 235 de direção sem assistência que qualquer tranco quase quebrava o braço de tão “comunicativa”. As direções hidrostáticas onde a “caixa” (válvula?) de direção regula apenas a vazão do óleo para o pistão hidraulico que aciona o sistema de direção simplesmente eliminaram essa “comunicação” do solo e os problemas de quebra da caixa de direção. Hoje em dia não existe mais trator com direção (esferas reciculantes ou setor e sem-fim) de assistência hidraulica. Apenas sistemas hidrostáticos

  • Douglas

    Eu penso o contrário, direção anestesiada tira um pouco do prazer, pelo menos o carro com direção elétrica que dirigi era sim ruim, parecia video-game.

    Outra coisa que atrapalha é pedal de embreagem muito leve, bem como freio muito sensível.

    • Lorenzo Frigerio

      Se tem uma coisa que não suporto, é freio “borrachudo”. Freio sensível ou durão, a gente se acostuma.

    • Lucas Mendanha

      Acho essencial embreagem de comando hidráulico. o manejo e super-agradável, com “leveza” na medida. Já na direção, a que mais agradou até hoje foi a eletro-hidraulica, onde se consegue ajustar o nível de assistência de acordo com seu gosto..

  • Cláudio P

    Esse é um tema interessante e, embora admita que, como disse o Bob, a direção não tenha que comunicar nada, isso não significa que em alguns carros isso não aconteça mais do que em outros. E também que alguns prefiram assim, portanto, para falar a verdade, minha experiência ao volante me leva a concordar com Carlos Meccia. E lendo o texto que ele mandou ao Bob (brilhante, por sinal!), o trecho que fala sobre o que se sente nos pedais me fez lembrar uma história com Nélson Piquet. Quando ele já estava mais recuperado do grave acidente que sofreu na Indy, o suficiente para voltar a dirigir, disse que havia perdido a sensibilidade no pé e como “terapia” para recuperar essa sensibilidade, fundamental para sua pilotagem, optou por guiar um Fusca no dia a dia por não ter servofreio. Acho que isso vai de encontro a discussão, será que poderíamos dizer que o freio sem servo do Fusca foi útil para ele por ser mais “comunicativo”? Será que a discussão não está muito mais sobre o termo “comunicativo”? O fato é que não tenho dúvidas de que há carros que nos transmitem mais sensações do contexto, ou seja, como e onde se está guiando, do que outros, seja pelo volante, pedais, pela física etc. Na verdade é um conjunto de sensações transmitidas. Eu concordo com o Bob que “direção não tem que comunicar nada” apenas no sentido de que essa é a preferência da maioria. O que a grande maioria das pessoas quer é conforto e quanto mais isoladas dessas sensações mais confortáveis se sentem. Mas o entusiasta normalmente gosta de abrir mão de certo conforto em troca dessa “comunicação”, ou outro nome que se dê, pois sim, ela existe mais em alguns carro do que em outros. O que eu acho ótimo!

    • Claudio P,
      Quando eu era mais jovem gostava de pilotar Kart na pista da Granja Viana e também na Aldeia da Serra. Eu defino o Kart como “eu com rodas”. Direção direta ,sem servo freio e com o motor roncando no ouvido. Você sente todo o comportamento do veículo, under/over steer, limite de aderência etc. O Kart refina os nossos sensores naturais.
      Os carros de Formula 1 no passado não tinham nem servo freio e nem direção hidráulica, a pilotagem era “no braço” sem o conforto de hoje, porem com muito mais técnica e emoção. O feedback do Kart é incrível e refina muito bem todos os sentimentos necessários para dirigir bem um veículo de rua.
      Eu recomendo a todo o autoentusiasta que pilote um Kart para entender este ponto de vista.

      • Domingos

        Dizem que a adoção de assistência se deveu na maior parte para poder alcançar os enormes níveis de sustentação atingidos após a década de 90.

        Nos F3 parece que ainda não usavam assistência, ao menos até alguns anos.

      • Cláudio P

        Carlos, vou seguir sua recomendação. Pilotar um kart acaba de entrar na minha lista de coisas que tenho que fazer antes de morrer (hehe). Obrigado!

  • Mineirim

    Daniel, interessante esse sistema hidrostático. Pelo que entendi, não existe ligação mecânica entre o volante e a roda esterçante. É isso?

  • gpalms
    A posição do volante indica o grau de esterçamento da roda, não comunica.

  • WillGunna
    Falar em peso do volante, correto, é outra história, mas isso não tem nada de “comunicativo”, o tema da matéria. Lembre-se que há mais de 20 anos a GM brasileira já oferecia a direção hidraulicoassistida Servotronic para as picapes justamente para variar a assistência segundo a necessidade (velocidade). Quanto a aprender a trajetória de u circuito, simuladores e videogames ajudam mesmo, mas nada substitui sobrevoar o autódromo para conhecer bem o traçado, preferencialmente de helicóptero, pela menor velocidade e capacidade de pairar.

  • Domingos
    Que exagero! Claro que não!

    • Domingos

      Bob, o efeito é progressivo. Num kart, por exemplo, o esforço parece baixo. Porém a falta de assistência (óbvio, ninguém colocaria isso num kart) vai te cansando pouco a pouco.

      Quando você percebe, está dirigindo pior há um bom tempo. A qualidade vai caindo, você não faz as mesmas correções com tanta precisão.

      Mas isso depois de muitas voltas em seqüência. Geralmente lá depois de umas 50 voltas você começa a perceber que algo não vai bem e são os braços/mãos que ficam meio adormecidos com o esforço.

      Acho que exagerei na palavra errado. Quis dizer que você começa a fazer errinhos, a pilotar não tão bem…

      • marcus lahoz

        Domingos

        Não tem comparação um Kart com um GOL; o Gol é infinitamente mais leve.

  • Gabriel Bastos

    O problema é saber se o Piquet falou sério ou estava brincando…

    • Gabriel,
      O Piquet traduziu um fato importante que é ter a sua sensibilidade no pé prejudicada. Experimente dirigir descalço e com uma bota de sola super-grossa. Perder a sensibilidade nos pedais acaba com a pilotagem…vira um videogame.

      • Domingos

        Dirigir com botas e luvas grossas é uma das piores coisas do mundo em se falando de direção.

        O motivo de fazerem tantas técnicas de aquecimento da cabine nos países temperados deve ser esse: poder dirigir sem esses itens.

  • Claudio P,

    Vou dar um simples exemplo. Fazendo uma curva sentindo o “feedback “positivo de torque no volante. Se por um acaso o carro perder aderência, escorregando as rodas, logo se percebe o fato por diminuição drástica de torque no volante da direção. Na realidade o termo correto é “steering feedback” que alguém traduziu como direção comunicativa. Tudo que se passa com o veiculo deve ser sentido pelo condutor para o bem dirigir, No banco, nos pedais, na direção, ouvindo e vendo o meio ambiente.
    Obrigado

    • Cláudio P

      Carlos, eu que agradeço!
      Perfeito seu exemplo. Uma vez eu comentei aqui que gosto de, quando seguro e com todas as possibilidades de controle, provocar um pouco de subesterço para treinar a correção, e já experimentei exatamente esse efeito da redução de torque no volante. De fato quando sabemos interpretar as “mensagens” que o carro nos passa significa que estamos nos aproximando cada vez mais do verdadeiro bem dirigir. Acho que isso valida o termo “comunicativo”.
      Parabéns por sua visão sobre o tema, concordo plenamente!

      • Domingos

        Perfeita essa explicação do Meccia. É isso mesmo. Você sente o desgarrar pela diminuição drástica de esforço que precisa ter, assim com sente o limite chegando por um progressivo endurecimento.

        O que não acontece quando o sistema tem muita assistência ou é muito amortecido.

  • Obrigado Claudio P

  • RoadV8Runner

    Lorenzo,
    Até hoje suspiro quando vejo um (cada vez mais) raríssimo Passat TS 1978, principalmente se for na cor caramelo. A frente com os quatro faróis, o câmbio intuitivo, que chupava as marchas, mais a direção na medida certa, compõem um conjunto que me agrada enormemente!

    • Lorenzo Frigerio

      O 78 ainda tinha o volante grande. Para dirigir, os melhores são os de 79 em diante.

  • Domingos

    Acho a mesma coisa. Em carro de rua, não só familiar, é ruim você sentir falhas pequenas no asfalto e coisas do tipo.

    Porém uma boa sensação ajuda na direção e deixa as coisas muito mais agradáveis mesmo. É bom o exemplo do copo.

    A estética tem sua função.

  • Lucas Mendanha

    Uma coisa que gosto no meu Focus é a direção eletro-hidráulica com 3 ajustes.. no modo conforto que é o mais leve, ela já é bem firme em relação a outras hidráulicas e elétricas. E no modo esportivo ela e mais pesada que todas as direções sem assistência que já usei, excelente para dirigir na estrada!

  • Lucas Garcia

    Aos que nao gostam de direção comunicativa, mas não dispensam a ‘aceleração lateral e longitudinal’, tem o ‘carrinho da bate bate’.
    Direção perfeita, sem comunicar nada.

  • Domingos, o Fangio gostava que seu macacão de pilotagem tivesse tecido fino, principalmente as calças, para que sentisse melhor o carro. É o que dizem.

    • Domingos

      Não duvido. Já é uma enorme diferença dirigir com sapatos adequados, imagino fazer uma corrida com macacão desajeitado…

      Além de sentir menos, a situação é ficar meio travado dos movimentos mesmo. Luvas grossas são a pior coisa, atrapalhando até acionar botões.

  • Lucas Garcia
    Não comunica mas se percebe claramente quando está subesterçando. Ou você nunca percebeu?

    • Lucas Garcia

      De fato o subesterço nesses brinquedos são
      constantes e perceptíveis,
      mas foi só uma brincadeira o meu comentário, se houve ironia em demasia peço desculpa.

  • Domingos
    Seguindo essa linha de raciocínio é difícil dirigir no molhado e impossível na neve ou gelo.

    • Domingos

      Bom, mas é difícil dirigir no gelo…

      Claro que o efeito é reduzido nessas situações, porém ainda presentes. Ao menos no molhado, esse efeito continua e ajuda bastante.

      Quando o volante fica levíssimo no molhado você já sabe na hora que fez algo errado.

      No que lembro de gelo, o efeito fica tão amortecido (sempre se está com atrito baixo) que realmente não faz diferença.

      • Domingos,
        Quanto menor o atrito pneu com o solo, mais difícil o entendimento e controle do veículo, é o que acontece no piso molhado/sujo de lama, “gelo negro”, quando o asfalto fica com uma capa muito fina de gelo e muito perigosa. Passei por alguns sustos em minhas andanças pelo sul da Argentina.

  • Domingos
    Não só esses itens, mas casaco espessos também. E até bancos e volante de direção têm aquecimento.

    • Domingos

      Uma vez tentei dirigir com casaco espesso. Preferi passar frio…

      Os conversíveis para esses mercados chegam a ter aquecimento de pescoço (funciona como um secador, é um sarro).

  • Rubergil Jr

    Eu tenho muita curiosidade de saber como é a sensação de dirigir o sistema “steer-by-wire” do Inifiniti Q50 nos EUA. Li em uma Road & Track do ano passado, eles não gostaram muito das reações do sistema. Mas que é um aparato interessante e ousado, sem dúvida.

  • Daniel S. de Araujo

    Orbitrol (hidrostático) é proibido em automóveis por conta de não haver elementos sólidos entre o volante e as rodas (entenda-se, barra de direção, coluna etc) o que elimina a segurança necessária para o sistema. Se não fosse isso, pode ter certeza que estariamos cheios de carros com sistema orbitrol com sistemas de mangueiras redundantes (análogo a aviação nos sistemas fly by wire).

  • Paulo Eduardo

    Até que enfim alguém de peso no ramo que pensa como eu. Tenho um carro com direção de assistência elétrica e acho excelente. Não sinto falta alguma da hidráulica.