Poesia

(Foto Prefeitura de Santo André/Miguel Denser)

Outro dia nossa colunista Nora Gonzalez me perguntou se podia haver pintura nas vias de circulação de veículos que não a sinalização de trânsito oficial. Isso porque assistiu no SP-TV matéria sobre a Prefeitura de Santo André, na Grande São Paulo, estar pintando ou aplicando no asfalto poesias (foto acima) de Zhô Bertholini — que não tenho idéia quem seja, não me envergonho de dizer,  mas isso não vem ao caso, o que está em discussão é se pode ou não uma autoridade de trânsito sobre determinada via escrever o que quer numa via por onde circulam veículos e pedestres (que fazem parte do sistema de trânsito, não se pode esquecer).

Em que pese a boa intenção daquela prefeitura, a de divulgar cultura, pinturas no chamado leito carroçável são objeto de normas e recomendações do Manual Brasileiro de Sinalização Horizontal emitido pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), documento de acesso público e que pode ser visto pela internet em http://migre.me/pOsTm. Como tal, a pintura na pavimentação de ruas, avenidas e rodovias serve primariamente, ou deve servir exclusivamente, para orientar o motoristas e pedestres que as utilizam. Por isso ela é normatizada aqui e no mundo todo, senão seria a mais completa desorganização, possivelmente com conseqüências desastrosas.

Se você quiser, pode ler a peça de informação pública da citada prefeitura.

Onde será que está a cabeça de quem no departamento de Trânsito dessa prefeitura expediu semelhante ordem? Esse órgão tem obrigação — não é favor — de se ater ao que determina o estadual Detran e este, ao federal Denatran.

Mas eis que hoje o leitor Lorenzo Frigerio, um das mais assíduas presenças nos comentários aqui no Ae, manda notícia (comentário já publicado na matéria O sol por testemunha) sobre um motociclista que, em 2008. levou um tombo ao derrapar sobre a tinta preta aplicada pela concessionária Autopista Fernão Dias na rodovia homônima para alterar a sinalização horizontal existente (faixas de separação de pistas).

 

Faixa preta

Ocultar faixas brancas pintando-as de preto: acredite se quiser (foto Carol Guedes/folhapress)

Ou seja, em vez de remover a sinalização anterior, “inteligências” da concessionária pintaram-nas de preto — removê-la dá um trabalho danado… A tinta é escorregadia por descumprir normas técnicas pertinentes, conforme reconheceu a Justiça no processo da ação que o motociclista impetrou contra a concessionária e ganhou. Leia a notícia completa no link acima. Ele recebeu indenização de R$ 14.000,00 em valor atualizado referente a danos na motocicleta e despesas com guincho.

A perícia constatou que o atrito causado pela tinta está abaixo do mínimo recomendado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Ainda, segundo a notícia, que foi publicada hoje no jornal Folha de S. Paulo, “no manual do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP), o uso da tinta também é proibido. ‘A sinalização horizontal a ser apagada, provisória ou definitiva, não deve, em qualquer circunstância, ser coberta com tinha preta.'” Diz a matéria do jornal também que “a própria CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) admitiu anos atrás o uso de tinta em ‘intervenções de emergência’  e locais com tráfego reduzido.”

Como se vê, a irresponsabilidade corre solta por parte de quem deveria zelar pela segurança do tráfego.

Mais estarrecedor é o referido manual  de sinalização horizontal, em 5.5.4,  estabelecer a sinalização de ciclofaixa, uma faixa branca contínua ladeada por outra vermelha, 50% mais fina, e só. Ou seja, as ciclofaixas pintadas em toda sua largura e extensão são irregulares, emporcalham as cidades, além de não garantirem atrito mínimo necessário com piso molhado e de representarem despesa pública desnecessária.

 

Ciclofaixa

Irregularidades flagrantes: pintura da ciclofaixa de vermelho e meio-fio onde hã ciclofaixa (foto wikipedia)

Agora, leitor, pasme: no referido item 5.5.4 está indicado no desenho que nas ciclo faixas as guias de calçada têm de ser rebaixadas. Faz todo sentido, uma elementar questão de segurança para o ciclista em caso de tombo.

Portanto, mais um exemplo de como prefeitos como da cidade de São Paulo passam por cima da legislação primorosa compilada pelo Denatran.

Até quando, Ministérios Públicos? Ou será acabar com esses abusos também dá um trabalho danado, hein?

BS



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Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

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  • Renato

    A continuar assim, daqui a pouco teremos propagandas pintadas no leito carroçável

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    A Concer, concessionária que administra a BR-040, entre Rio de Janeiro e Juiz de Fora,vem pintando faixas de preto também, em trechos com desvios provisórios.

  • jrgarde

    Santo André é uma cidade sem problemas e onde o PT manda e faz o que quer, são os donos da cidade.
    Carros oficiais não respeitam regras, na eleição do ano passado quem colocava os cavaletes da mae eram caminhões e funcionários da prefeitura.
    Mudam-se mãos de ruas sem nenhum aviso prévio.
    Gasta-se R$ 5 milhões para criar uma ciclovia de lazer aos domingos sem nenhum questionamento.
    Vi esse negócio na rua mas não tinha entendido, agora entendi a mais nova idiotice, que vergonha…

    • Fernando

      Conseguiram eleger alguém que nem mora na cidade (se mora hoje, é coisa de pouco tempo) e ainda sem nem conhecer direito.

      Esse negócio partidário é chato sim, mas digo que é chato ver que há uma fila de pessoas para elogiar diversas porcarias que eles fazem, e silenciar a quantia de atrocidades.

      Em Santo André havia uma escola que dava cursos técnicos voltados para a população carente, e quando este prefeito assumiu, todos funcionários foram movidos para outra unidade nova em outro bairro, que recebeu o nome de Luiz Gushiken (PT), enquanto a antiga escola está abandonada em uma região que merecia sua existência. O que adianta dizer que inaugurou uma escola, se fechou outra?

      • Mr. Car

        E não duvide nada da minha teoria:
        Objetivo: homenagear Gushiken.
        Problema: por alguma razão, não foi possível trocar o nome da antiga escola.
        Solução: fechar a antiga e colocar o nome do “cumpanheiro China” na nova.

      • jrgarde

        Nem sabia onde ficava Santo André e agora sabe bem onde ficam os botecos da cidade.
        Dizem que os profissionais de logistica estão sendo bem pagos para desviar dos caminhos com bares durante o trajeto para algum compromisso oficial!
        E sobre a escola, construir uma nova gera mais $ que manter uma já existente!

  • André K

    Discordo em partes das indenizações milionárias que a justiça dos Estados Unidos da América pratica. Mas, por outro lado, uma indenização (ATUALIZADA) de R$ 14.000 (“Ele recebeu indenização de R$ 14.000,00 em valor atualizado referente a danos na motocicleta e despesas com guincho.”) é simplesmente RIDÍCULA. Se dependesse apenas disso, certamente a diretoria da concessionária optaria por pagar outras eventuais indenizações dessa ordem do que fazer o certo (e, mais caro) corrigindo a sinalização. O “juiz” deveria ter aplicado uma indenização pela possibilidade de eventuais danos graves e, pela possibilidade de perda da vida do motociclista (sem valor calculável).
    Já tive infortúnios dessa natureza por isso, hoje em dia, em geral, prefiro deixar para lá a acionar a “justiça”.
    Falta muito para isto aqui se transformar em um País decente.

    • Lucas dos Santos

      É como diz a notícia: “A concessionária diz que a ação foi acolhida parcialmente devido a gasto comprovado (sem incluir danos morais)“.

      Ou seja, se não fosse pelo gasto comprovado, nem esses R$ 14 mil o motociclista teria recebido!

      • André K

        Exato! Só que ele poderia ter perdido a vida por culpa exclusiva da concessionária e isso sequer foi considerado pelo “juiz”.

    • Domingos

      Olha, em se tratando de Brasil está bom. Se você soubesse a miséria que são algumas indenizações por danos morais graves aqui, 14 mil Reais por danos materiais apenas está bom…

      • André K

        Eu sei, conheço as indenizações “MORAIS” decididas pelos “juízes”. Uma piada.

  • Davi Reis

    Poesias pintadas no chão? Perdão aos que gostaram, mas que ideia brega é essa?! Se fosse só de gosto discutível, poderia até passar, mas essas pinturas realmente escorregam igual sabão, um verdadeiro perigo aos pedestres. Ando muito de carro, mas também bastante a pé, e é fácil notar detalhes como esse e o risco que representam. Eu mesmo, já escorreguei numa ladeira, quando passava em frente à um salão de festas infantil com a calçada toda pintada (e completamente fora do padrão que a prefeitura estabelece), uma verdadeira armadilha (ironicamente, logo antes de escorregar, atentava justamente pro cuidado que deveria ter ao sentir que a aderência do piso tinha diminuído muito). Felizmente, nesse caso, apenas bati a cabeça, sem maiores problemas, mas imagine uma pessoa idosa, ou com problemas de mobilidade? É um verdadeiro cada um por si…

    • Domingos

      É a loucura e a vontade de parecer “legalzão” que estão tomando conta de tudo.

      Deve ter muito estagiário e marketeiro da atual geração nas prefeituras também, geração a qual carrega uma vontade de aparecer e de mostrar-se “lindona” (como diz o Bob) absolutamente desenfreada.

      Precisava começar a mandar fechar perfil em rede social de prefeitura e qualquer órgão do governo. Não servem a nada a não ser essas criancices e a dar visibilidade a elas.

  • Fabricio

    Esses motoqueiros barbarizam e se matam no trânsito e aí os carros pagam com velocidade máxima de 30 km/h, uma vez que radar não pega motos. http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2015/05/1626497-numero-de-motoqueiros-mortos-no-transito-de-sao-paulo-volta-a-subir.shtml

    • Domingos

      Não pega porque desde a renovação de contrato dos equipamentos do governo Kassab todos os nossos radares de placa traseira foram sendo progressivamente trocados por radares de placa dianteira apenas – algo que foi continuado pelo Haddad, é claro.

      Mas os que mais faturam, em pontos estratégicos, já inverteram novamente o funcionamento. Fdp’s eles são, burros não.

      E revolta mesmo como quem faz tudo certo é fiscalizado e reprimido como uma espécie de criminoso (o tal “opressor”) e as camadas convenientemente usadas para dar poder ao poder escapam no nosso país de qualquer coisa – seja lá embaixo ou lá acima, onde fazem o “tribunal dos amigos”.

  • Christian Bernert

    Até quando suportaremos o emburrecimento que nos cerca? Ficamos muito tempo produzindo coisas úteis e práticas e deixamos os burros e corruptos pouco a pouco nos governar, refestelando-se com o fruto do nosso próprio trabalho. Está tudo invertido. Viramos subservientes da ignorância que nos governa.
    Eles nos consumirão tal qual a infecção que consome o organismo e depois morre junto com ele.
    Até quando?

    • Rafael Ribeiro

      Perfeito seu comentário!

  • André K

    Sobre o Ministério Público, aqueles abnegados funcionários públicos pagos por nós para defender nossos direitos… lembro-me que até pouco tempo atrás eu tinha desconto integral de mensalidade do serviço “Sem Parar” por ter uma certa frequência de utilização no mês. Aí então, esses abnegados servidores que sempre nos orgulham acionaram a concessionária por eventual prática de “Dumping” e, graças à esses seres iluminados hoje em dia esse desconto inexiste. Fora o ridículo episódio das sacolinhas de supermercado… A depender desses iluminados estamos “na roça” (sem deméritos ao campo).

  • Cadu Viterbo

    Essas pinturas pretas sobre faixas antigas ou as vermelhas de travessia elevada ou ciclofaixa, na chuva é igual azulejo molhado com sabão para quem usa moto!

    Aqui em Belo Horizonte, na avenida Olegário Maciel, há uma conversão à esquerda que transpõe uma ciclovia com essa pintura. Quando chove, o carro até aciona o controle de estabilidade se você passa a 20 ou 30 km/h, o que não é muito rápido para o local.
    Imagine uma moto que precise frear ali em cima?

  • Ilbirs
    • Ilbirs
      Já escrevi aqui, não pretendo mais conhecer Nürburgring, um antigo sonho, devido a esse emporcalhamento. A mim é incompreensível terem deixado isso acontecer. É ser débil mental ao extremos para pichar um monumento desses.

      • Domingos

        Bob, você nunca foi? Lembro de um texto seu no BCWS de algo assim.

        Também não sabia que já houve tempo em que Nürburgring não era pichado!

        Pelo que já li, o pessoal entra escondido de noite e picha. Como o circuito é muito grande e cercado por uma pequena floresta, além de estar passando por problemas financeiros, não tem como fiscalizarem isso eu acredito.

        O jovem alemão é meio estranho mesmo, especialmente em grandes centros. Meio o exemplo perfeito do revoltado gratuito – e um ótimo exemplo para não cair nessa de “coitadinho” quando alguém menos favorecido faz essas besteiras, pois é do caráter mesmo.

        • Rafael Ramalho

          Dizem que o Alemão é um Português que aprendeu matemática. Não gosto dessas generalizações, mas a prova esta acima, nas fotos postadas.

  • Leister Carneiro

    Gostei da idéia do atrito mínimo. Bob tem como nos disponibilizar a parte do artigo do DNIT que fala sobre coeficiente de atrito? Achei interessante também sobre as ciclofaixas sua correta sinalização, apesar de achar que São Paulo virou um desatino estas faixa.

  • jr

    É difícil andar pela cidade (a pé ou dirigindo carro) sem ter dores de estômago ou no mínimo ficar perplexo com os abusos promovidos pelas próprias autoridades responsáveis, fora o resto da população, empresas etc. Só para ficar nos exemplos da matéria, aqui em Curitiba as faixas pintadas já não são refletivas há tempo (e vão apagando com as primeiras chuvas…), já notei que as pintura escura que substitui a remoção de faixas é escorregadia (tanto dirigindo quanto pisando sobre as mesmas). Quanto ao piso vermelho das “ciclo-faixas”, nem comento pois vermelho ficamos todos de vergonha, falta de tudo. Poesias no asfalto…
    Bom, alguém poderia me dizer qual o significado de pintura preta/branca parecida como bandeira usada para sinalizar largada de corrida que estão usando no chão em Curitiba (é uma faixa quadriculada)? Fazem isso no cruzamento das “faixas exclusivas” de ônibus com outras ruas. Fazem o mesmo, só que em vermelho, no cruzamento das “ciclo-faixas” com as ruas transversais.
    Qual será o significado?
    At.

    • Lucas dos Santos

      Aquele quadriculado – xadrez, na verdade –- sinaliza o cruzamento de uma via com uma faixa exclusiva. É denominado “Marcação de área de cruzamento com faixa exclusiva“.

      Quando na cor branca, significa que a faixa exclusiva segue o mesmo fluxo da via. Quando amarela, sinaliza que o sentido da faixa exclusiva é inverso – contra-fluxo.

      Como fizeram em Curitiba está totalmente de acordo com o estabelecido no Manual Brasileiro de Sinalização. Errado é NÃO ter esse quadriculado, como nas primeiras faixas implantadas na cidade.

      O que está em desacordo com as normas do Contran é o uso da cor verde para delimitar as faixas de ônibus. O Contran não prevê a utilização dessa cor em nenhuma sinalização horizontal.

  • Transitando

    E placas de sinalização com os valores das multas (em caso de desobediência), pode?

    É bom , mas é ruim também (daquele jeito… sabem?). Poluição visual (de informações) em sinalização conhecida e padronizada, ferindo a legislação de trânsito ao adicionar informações na “Placa de Regulamentação” e não em “Placa de Indicação” adicional (sinalização complementar) como as “Placas Educativas” (fundo em branco e grafia em preto).

    Multas ‘estranhas’ são problemas enfrentados por motoristas
    http://g1.globo.com/carros/autoesporte/videos/t/todos-os-videos/v/multas-estranhas-sao-problemas-enfrentados-por-motoristas/4168595/

    O padrão, nesta terra, é não seguir padrões. Ser diferente, “inventivo”, para assim mostrar que está fazendo algo, mesmo que fora do padrão, sem qualquer estudo dos impactos causados (para o bem e para o mal).

    É a “Terra do Nunca”. Quase nunca fazem as coisas, e quase nunca fazem direito. É tudo cheio de firulas, complicando o que é para ser descomplicado, por achar que complicado é ser completo.

    • Barroso

      O padrão aqui é o “jeitinho brasileiro”. E o que é o jeitinho? Nada mais é que burlar as regras. Por isso esse lugar nunca vai para frente.

  • Lucas dos Santos

    Pintar poesias no leito das vias? Com a tinta, equipamento e pessoal destinados à manutenção da sinalização viária? Presumo que a sinalização horizontal das ruas de Santo André deva estar em dia e impecável para utilizarem esses recursos dessa maneira… Do contrário, é puro desperdício e falta de priorizar o que é mais importante.

    Odeio com todas as forças essa tinta preta. Certa vez entrei em uma via pela contramão, pois a tinta preta reluzia ao sol, me levando a crer que a sinalização de mão dupla – faixa dupla contínua – ainda estava lá. Só depois que acessei a via é que me dei conta que ela tinha se tornado sentido único.

    Quanto às ciclofaixas – e demais sinalizações horizontais erradas – é o tal do “Padrão CET”, que só existe na cabeça desse pessoal!

    http://i.imgur.com/ijUqtlS.jpg

  • francisco greche junior

    Revoltante ler trechos do manual que gabaritam como se faz a tal ciclovia e ser nítido e berrante que toda a ciclovia de São Paulo esta errada. Até quando mesmo?

    • Ilbirs

      Pelo visto, até o fim de 2016 e esperando que o Haddad seja defenestrado pelas urnas. Na próxima eleição não vão mais funcionar expedientes como o daquela manifestação “apartidária” contra o Russomanno que levou 10 mil pessoas à praça Roosevelt e “coincidentemente” beneficiava a candidatura do Haddad:

      http://sao-paulo.estadao.com.br/blogs/diego-zanchetta/wp-content/uploads/sites/142/2013/05/amor.jpg

      Pelos serviços prestados, o Existe Amor em SP acabou ganhando um assento no Conselho da Cidade. Àquela época, não havia o grau de conscientização que temos na população agora.
      Porém, temos de ficar atentos a algumas manobras, como essa história de Marta Suplicy sair soltando cobras e lagartos do PT e ir para o PSB, que também é partido integrante do Foro de São Paulo. Observe-se que já se fala de um afluxo em massa de outros petistas para o partido do falecido governador Eduardo Campos, o que soa muito como uma espécie de transferência de ativos de uma pessoa jurídica com complicações para outra sem os tais problemas. Somando-se isso à possibilidade de fusão com o PPS (outro partido do Foro), o que estaríamos vendo a longo prazo se não o fim de um partido grande do Foro (aqui podemos imaginar o PT mais ou menos como um produto manufaturado que, por algum motivo, tem sua imagem irremediavelmente arranhada e acaba sendo encaminhado para a descontinuação de maneira suave) e a criação progressiva de outro grande partido que faz parte dessa mesma organização? Podemos estar vendo na prática a tal transferência de ativos sendo feita na nossa cara e alguns podem estar pensando que seria de fato uma alternativa à polarização PT-PSDB, quando se vê serem grandes as chances de na realidade se estar criando uma pessoa jurídica que na prática é sucessora da encrencada, mas que em termos da lei não o é. Logo, a longo prazo poderíamos continuar vendo a polarização com o PSDB, mas apenas trocando-se o outro ator. A longo prazo, esse PSB-PPS poderia até mesmo absorver o PT e aí teríamos um partido maior do que aquele que agora está desmoralizado.
      O que fazer? Continuar o processo iniciado em 2012 (em que os “postes” do Lula foram derrotados na maior parte das eleições municipais) e prosseguido em 2014, mas agora estendendo o defenestramento também para os outros partidos que fazem parte da tal organização justamente para prevenir o tal médio a longo prazo em que os ativos são transferidos.

      • $2354837

        Cara na boa? Duvido.

        Lembro do filme “o último rei da escócia”. Quando Idi Amim Dada toma o poder através de revolução e promete várias coisas em um discurso inflamado, a agente da ONU só vira e diz. “Já vi tudo isso mais de uma vez”.

        Desde Jânio (segundo mandato, lógico) os prefeitos de São Paulo só comandaram em causa própria.

        A cidade só vem piorando. Cada vez mais. Acredito, e digo mais uma vez, que a cidade está a beira de um colapso estilo Detroit, com um iminente êxodo de pessoas, empresas e indústrias.

        Em tempos de informação a um clique nada justifica 20 milhões de pessoas viverem amontoadas em um conglomerado urbano.

        (sobe o filme, vale a pena ver, ótimo filme, recomendados para todos, inclusive a ótima atuação de Forest Whitaker).

  • Fernando

    E o nosso dinheiro sendo bem usado não tem igual… queria só por curiosidade saber quanto isso não custou, o prefeito é companheiro do Haddad…

    Não vi isso aí e nem nas outras ruas que diz aí que foi feito o mesmo, porém nessa mesma rua da foto (lateral ao Parque Central) é onde está uma das “lombo-faixas” que suspeito que não estejam de acordo com a legislação. Até que ponto as prefeituras comandadas pelos supostos “do povo” vão mandar e desmandar ao bel prazer, cometendo diversas atrocidades inclusive sobre a autoridade da CET?

  • Marlon J Anjos

    O problema no Brasil é a falta de punições, pintaram poesia no asfalto aonde não deveria? PUNE
    Motociclista caiu por falha da autopista? PUNE, R$ 14.000,00 não é punição para uma empresa desse porte, é mais barato continuar pintando de preto e pagar as indenizações quando aparecerem, do que fazer a raspagem adequada.

    • Lorenzo Frigerio

      A maioria das empresas pensa assim, em todos os ramos de atividade.
      No ramo automobilístico, o caso mais emblemático foi o da Ford, com o modelo Pinto.
      No Brasil é pior, pois elas querem já entrar no lucro logo nos primeiros meses de atividade. E nesse ponto,parece-me que as piores empresas brasileiras são as que fazem transporte de carga sobre trilhos. A manutenção das linhas é ZERO, e estão completamente degradadas pelo uso de composições cada vez maiores. A velocidade média caiu a 13 km/h.

  • Carlos A.

    Essas pinturas em preto para apagar sinalizações antigas virou praga! Vejo muito isso na minha cidade e em estradas, ela (a praga) deve ser da mesma família das lombadas, valetas, buracos e tantas outras que afetam o trânsito em geral.

    • Ilbirs

      Na 23 de Maio, após a onda de faixas de ônibus, também houve trechos com essa tinta preta, com direito às faixas imediatamente ao lado das do ônibus ficarem bem estreitas e de um jeito que ficou bem confuso, a ponto de não sabermos se o que estava em preto valia ou não.

    • Lucas dos Santos

      Não sei o que é pior. Essas tintas pretas, que, além de escorregadias, refletem sob luz do sol e da iluminação pública, confundindo os motoristas ou quando alteram a sinalização da via e não apagam a sinalização anterior!

      E quando a tinta preta sai com o tempo “revelando” a sinalização antiga? Aí só quem passa pela via diariamente para saber qual sinalização seguir!

  • Mr. Car

    Manda e faz o que quer meeeeesmo. Está aí o caso Celso Daniel que não te deixa mentir.

    • Domingos

      Tava pensando nisso. Deviam fazer uma poesia para o Celso Daniel.

  • Wagner Bonfim

    Infelizmente me parece que os Ministérios Públicos querem atuar apenas em causas mais “nobres”, ou de maior impacto na mídia.

    Se eles pensassem no varejo, veriam que simples ações contra um poder executivo que não pensa, não gere, gasta mal nosso R$ e atropela as leis e o bom senso, teriam alto impacto social.

  • O Observador

    A BR-101 no trecho entre Niterói e Macaé (Rio de Janeiro) está fazendo o mesmo, pintando faixas de preto.

  • Leister
    Apenas repassei a informação do jornal nessa questão do atrito. É preciso procurar a norma no site do DNIT.

  • Leonardo Mendes

    Detalhe que a Justiça foi até “rápida” no caso do rapaz que caiu na Fernão Dias.
    Geralmente demora tanto que quem recebe a indenização é o neto da vítima…

  • Cláudio P

    O pior é que esse expediente de usar tinta preta para apagar a sinalização anterior já é antigo, não só em estradas como no perímetro urbano. Outro caso em que se usa a tinta preta é quando a pavimentação é de concreto, como em alguns trechos do Rodoanel, por exemplo, pois o pavimento é muito mais claro que o asfalto normal e a tinta preta é usada como contorno para dar contraste a pintura branca. Só não sei se nesse caso é utilizada tinta com coeficiente de atrido dentro do recomendado, mas em alguns lugares é possível ver que a tinta chega a ter um certo brilho, ou seja, bem lisa e molhada…, um “sabão”. É muito triste ver que nem para se pintar a sinalização observam as normas. Estamos todos perdidos…

  • Fat Jack

    Mais uma da séria série:
    “Quem disse que não pode piorar??”

  • Nora Gonzalez

    Absurda a decisão da Prefeitura de Santo André e igualmente absurda a parte da imprensa que divulga isso sem nem checar se poderia ser feito e assim questionar as autoridades. Parece que alguns colegas jornalistas se transformaram em meros porta-vozes de quem dá entrevista. Ufa!

  • Claudio Abreu

    Custos, Fernando? Diz-se que as ciclofaixas têm custo de R$ 200.000/km! – está no lindo ‘powerpoint’ (http://www.cetsp.com.br/media/316505/sp%20400km_v2s.pdf) que serviu de base legal (!!) para a manutenção das obras (!! elas já tinham começado…). Detalhe: essa informação não está no site da prefeitura, mas no da CET. Desafio alguém a achar um mapa por onde essas ciclopragas vão passar. Ia dizendo que é uma vergonha que nenhum advogado tenha entrado com uma ação no MP (!!já se tentou, e o próprio MP diz que aquele lindo powerpoint é a base legal pra se levar as obras adiante….). Boa sorte, amigos.

    • Lucas dos Santos

      Essa apresentação de slides também pode servir como base legal para demonstrar que as sinalizações estão totalmente erradas e em desacordo com as normas do Contran, órgão máximo do Sistema Nacional de Trânsito. Basta confrontá-la com o Manual Brasileiro de Sinalização.

      Há ainda fotos comparando “antes” e “depois”, em que as imagens do “antes” aparecem com a sinalização correta – ou o mais próximo disso – e o “depois” aparece com a atual sinalização, no “Padrão CET”!

      Curioso é que em um – e APENAS UM – dos slides, as ciclofaixas aparecem nas cores corretas:

      http://i.imgur.com/ZYk8gpe.png

      Mas no restante do slide é tudo “Padrão CET”.

      Já que não dá para nos livrarmos das “ciclopragas”, que ao menos as façam do jeito certo!

    • Newton ( ArkAngel )

      Já estou de saco cheio dessas ciclofaixas, o Haddad quer transformar SP em Amsterdã na base da canetada. Bicicleta é solução de transporte em país atrasado, nos mais adiantados é o transporte público.

  • Lucas dos Santos

    Exatamente. No caso do Rodoanel, a aplicação da tinta preta está correta – desde que se utilize o tipo de tinta adequado.

    De acordo com o Manual Brasileiro de Sinalização, a tinta preta é utilizada para “proporcionar contraste entre a marca viária/inscrição e o pavimento, (utilizada principalmente em pavimento de concreto) não constituindo propriamente uma cor de sinalização“.

    Aliás, é somente para isso que a tinta preta deve ser utilizada. A utilização para qualquer outro fim não é prevista pelo manual.

    • Caio Azevedo

      E tudo que não está previsto, pelo Princípio da Legalidade da Administração Pública, não é permitido.

  • Luiz_AG

    SP-342 – Rod. Ademar de Barros. Na entrada da cidade de Aguas da Prata – SP, está com o mesmo problema.

    Passei outro dia de moto na chuva e minha moto chegou a rabear a traseira:

    https://www.google.com.br/maps/@-21.951697,-46.72272,3a,75y,16.01h,84.9t/data=!3m4!1e1!3m2!1sqqxDuv3yPCfswql2HCY8OA!2e0!6m1!1e1?hl=pt-BR

  • Roberto Alvarenga

    Primeiro deviam ensinar a população a ler – nem isso as escolas públicas do Brasil têm conseguido. Depois, podem pintar poesias na rua. Mas não no asfalto!

  • Caio Azevedo

    14.000 reais de indenização é pouco.

    • Malaman

      Pois é, mas no Brasil as indenizações não podem ser altas, pois o judiciário entende que elas não podem ser motivo de enriquecimento (sim, durma-se com essa).
      Deve ser por isso que aqui as normas e leis são mais respeitadas que no subdesenvolvido EUA. :p

  • Caio Azevedo

    No Rio de Janeiro a faixa de ônibus é azul. No Pan de 2007 as faixas exclusivas das delegações eram laranja.

  • Lucas dos Santos

    E aposto que, se fossem obrigados a apagar as poesias, o fariam com… tinta preta!

  • Roberto Alvarenga

    Acho que “Mad Max” é mais adequado à nossa cidade…

    • $2354837

      Vou ver o 4. Adoro o filme, é um filme realmente autoentusiasta, não esses lixos de NeedForSpeed e Fast and Furious, mas a história que parecia uma profecia virou totalmente do avesso. Vai sobrar petróleo e acabar a água do mundo.

  • RoadV8Runner

    As “lombo-faixas” viraram moda aqui em Sorocaba-SP. Tem até uma em frente de casa (o detalhe é que moro em um nanocondomínio fechado…)

  • RoadV8Runner

    Só mesmo nesta terrinha torta para órgãos públicos desrespeitarem veementemente leis e nada acontecer.

  • Lucas dos Santos

    Bob,

    Como era de se esperar, isso não é exclusividade de São Paulo. Aqui em Ponta Grossa, no Paraná, a AMTT (Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte) também apronta das suas. Alguns exemplos (ou seriam contra-exemplos?):

    1) Marcação de área de conflito (yellow box) em frente a saída de terminal de ônibus:

    http://i.imgur.com/9CrxYps.png

    Em horário de pico, as longas filas de carro que se formam no local acabam bloqueando a saída dos coletivos. Para amenizar o problema, pintaram uma caixa amarela ali. Resta saber o que acontecerá com o motorista que parar sobre ela. Será ele multado por trancar um cruzamento (que sequer existe!)? Isso me lembrou aquele seu texto, intitulado “Mentira! Não é cruzamento!”.

    2) Tachões nas linhas que dividem a pista (e faixas demasiadamente estreitas):

    http://i.imgur.com/qQHzdHU.jpg

    Sabe-se lá por quê, colocaram tachões nas linhas contínuas que dividem a via, na aproximação do cruzamento. Como as faixas são estreitas demais, ônibus e caminhões acabam tendo que invadir a faixa adjacente para não passar por cima dos dejetos dispositivos.

    3) Desconhecimento total das normas de sinalização:

    https://scontent-gru.xx.fbcdn.net/hphotos-xfp1/v/t1.0-9/p180x540/10442943_874799629230159_8840677673995547589_n.jpg?oh=fcb43d1960747d81b0ee796d9ce162c9&oe=560BE195

    Combinaram a placa “Dê a preferência”, com a inscrição “Pare” no pavimento, como se fosse “tudo a mesma coisa”!

    Como se não fosse o bastante, ainda utilizaram a placa “Proibido virar à esquerda” para regulamentar o novo sentido da via transversal, sendo que isso é claramente proibido pelo Manual Brasileiro de Sinalização.

  • Catarinense

    É bom relembrar aos colegas que não cabe à Justiça rever políticas públicas. Cada macaco no seu galho… Nós mesmos elegemos nossos representantes para gerir os nossos municípios em nosso nome e no nosso bem comum.
    O Judiciário só revê políticas públicas quando há manifesta abusividade E violação de norma jurídica.
    O Ministério Público pode promover ações civis públicas para se intrometer no controle de políticas públicas em casos extremos, como ameaça à vida (por ex.: pessoa que necessita de tratamento médico e não está recebendo), ameaça aos direitos das crianças e adolescentes, dentre outros casos. E ainda com muita discussão. Há juízes que indeferem os pedidos do Ministério Público de fornecimento de medicamentos justamente por entenderem não caber essa intromissão do judiciário na organização do SUS. Eu discordo, acho que o Judiciário deve velar pelos direitos fundamentais (aqueles do art. 5º da Constituição [que todo cidadão que se preze deveria saber de cor. Ao invés de assistir ao Jornal Nacional e Fantástico, deveria-se estudar os direitos individuais e coletivos]).
    Outra coisa: existe a ação civil pública por improbidade administrativa, que é outra coisa. Se o gestor público está violando os princípios administrativos, improbidade nele. Mas por acaso os eleitores se preocupam em não votar nos que já foram réus de improbidade? Santa Catarina elegeu um senador nas últimas eleições que já foi condenado por improbidade (com trânsito em julgado, isto é, em última instância).
    Portanto, não se pode ter memória curta e nem se pode ficar sempre jogando a culpa nos outros… É fácil reclamar gratuitamente e se livrar da responsabilidade… É fácil ir para a rua bater panela contra a corrupção enquanto sonega imposto, compra produto pirata, passa a pontuação da CNH para o tio, pratica nepotismo, engana clientes com serviço mal feito etc… Mas se mexer de verdade é para poucos.

    • Lucas CRF

      Que aula, Catarinense! Que aula! Gostei muito!

      Abraço

      Lucas CRF

      • Ivan Rocha.

        Eu luto com buracos. Tiro foto, faço requerimento, vou na prefeitura. Por sinal do PT. E sabe? Não adianta porcaria alguma. Acho que me olham e pensam, que otário esse cara. Sou catarinense. Não saio apenas em passeatas, pago imposto feito burro. Paguei o IPTU com 30 dias de antecedência. Mas sinceramente, o Brasil se tornou lugar para espertos, não pra mim. Sou um trouxa. Assinto petições públicas, mas a justiça só corre para os poderosos. Vai dar bola pra pobre.

    • Excelente!

    • André K

      Se mexer dá trabalho! Sofativismo, xingar muito no Twitter e no Facebook é infinitamente mais prático…

  • André Andrews

    Saindo do assunto, a ANP pretende adiar para 2017 a obrigatoriedade de detergente dispersante na gasolina C, que iria ocorrer em 1 de julho deste ano.

    http://www.hojeemdia.com.br/noticias/economia-e-negocios/gasolina-de-qualidade-superior-sem-data-para-entrar-no-tanque-1.314176

    • André Andrews
      Está demorando demais a prisão do Jorge Ben Jor por cantar mentira…

    • Domingos

      Com o corte de gastos para cobrir rombos, nos dando uma gasolina mais cara, de menos qualidade e com mais álcool, essa medida deve ser certa.

      A não ser que façam repasse dos custos, o que vira uma probabilidade de ganharem mais alguns centavos por litro…

  • Domingos

    Mas se for para defender um assassino que tomou um tapa na cara da polícia ou da população mesmo, especialmente se for pobre, pode ter certeza que vão entrar com ação e investigação se fizerem a denúncia.

    O jurista brasileiro seria um bom artista ou roqueiro. Ele adora mostrar virtudes e caridade, adora ser polido. Isso tudo vai contra a verdade necessária para a justiça, mas isso parece no fim das prioridades mesmo.

    • André K

      Sim! É a inclinação de esquerda que vem desde a escolarização. Um horror. O Fachin seria o exemplo mais atual dessa linha.

      • Domingos

        Com a cortesia da nossa “oposição” bem comprada, que ainda em alguns casos o elogiou ou defendeu…

  • Domingos

    Até quando todo mundo perceber que governo grande, mesmo em país rico, é um negócio bom para roubar entre 40 e 60% de tudo o que você e a sociedade civil fazem, produzem e consomem para te entregar quando muito serviços básicos mais ou menos bons.

    Serviços esses que ainda por cima muitas vezes servem para ensinar seu filho que a certa é sempre a professora, seu pai não pode encostar em você e que é bom experimentar todos os tipos possíveis de sexualidade.

    Governo tinha que ser bem local mesmo, bem feudalismo. Tudo o que fazem muito esforço para esconder e distorcer na história geralmente era bem melhor que as “soluções” “libertadoras.

  • Domingos

    Bônus: chamar jornalista e sindicalista para fazer festa com a inauguração de uma nova escola, muito embora destruiu outra em local mais apropriado.

  • Marlon J Anjos

    Mas é engraçado que se o meliante comete um crime contra um juiz ou contra um grande figurão, eles vivem achando recursos e leis para manterem ele preso.
    Falta punição.
    Outro dia um juiz deu ganho de causa de R$ 3.000,00 por danos morais pois a pessoa esperou mais que 15 min. Na fila do banco. R$ 3.000 não é nada para um banco, e é muito mais fácil pagar essa indenização do que contratar mais um caixa.

  • Wagner Bonfim

    Catarinense, em minha cidade o promotor, e o juiz, rivaliza (ou tenta) em poder com o executivo e legislativo, e até os castram. Exemplo: festas na cidade devem ser encerradas a 00:00 na sexta e domingo, nos sábados as 02:00. Bares devem estar fechados no máximo de 1 h depois. Não seria tarefa da câmara legislar sobre essa matéria?

    Como o Bob e o Ae, acho que seria função do Ministério Público atuar nestas causas, que ao meu ver são mais importantes, talvez corrigindo distorções e forçando que poderes lentos e desleixados parem de fazer essas “mierdas”, que tornam nosso trânsito, violento e imprevisível.

    Lembro que esta não é minha área de formação, sou apenas um “tudólogo” …

  • Luiz_AG
    A Terra é 3/4 água…

    • $2354837

      Salgada, tão viável como tirar petróleo do pré-sal.

  • Luiz_AG
    Tirar petróleo do pré-sal é tecnicamente viável, só tornou economicamente inviável em razão da queda do preço internacional do barril. Quanto à água salgada, dessaliniza-se ela, ora.

    • $2354837

      O processo é muito caro para população mundial.Isso pode privatizar o acesso a água, o que é muito perigoso.

    • Nor

      Viabilidade econômica, não técnica.

  • Nora Gonzalez

    Absurda a decisão da Prefeitura de Santo André e igualmente absurda a parte da imprensa que divulga isso sem nem checar se poderia ser feito e questionar as autoridades. Parece que alguns colegas jornalistas se transformaram em meros porta-vozes de quem dá entrevista. Ufa!

    • Domingos

      Sou capaz de apostar que, infelizmente, a maioria deles achou super legal…

  • Domingos

    Gratuito e universal já não é. Claro que é perigoso, mas achar que só por ser público está garantido, ou que é gratuito, é engano.

    • Luiz_AG

      Estar na mão de governos também é privatizar. Água é elemento básico a sobrevivência e tem que estar disponível a todos.

      Para mim comunismo é monopolização, pois está tudo na mão do governo, por exemplo.

      • Domingos

        Sim, é verdade. O problema aí é que não tem como ter acesso absolutamente direto à água por parte das pessoas.

        Só quem vive em comunidades na beira de rios poderia se dar esse luxo.

        • $2354837

          Como o homem viveu 40 mil anos sem acesso direto a água?

          • Domingos

            Boa pergunta. Mas também vivia em comunidades muito menores e com uma população total dezenas de vezes menores que a atual…

            Apoio governos mais regionais…

          • $2354837

            Basicamente isso Domingos. 20 milhões de pessoas amontoadas em um conglomerado urbano em plena era da informação não se justifica mais. Precisamos ter residências autônomas, de energia, água etc.
            São Paulo não aguenta mais tanta gente.
            O trânsito de São Paulo é fácil resolver. Três milhões de pessoas indo para o mesmo lugar todo dia é insano.
            Promover micro escritórios regionais por zona e o trabalho home office.

  • Domingos

    Encontre o amor da sua vida ligando… Faço amarrações… Arrume seu sofá…

  • André Andrews

    De acordo com o Manual de Sinalização, não pode haver tachões para separar faixa exclusiva (como as de ônibus) no mesmo sentido. Mas é isso que ocorre num trecho final da Av. Aricanduva. Se você quiser usá-la num horário permitido, é obrigado passar por cima deles…

  • Ilbirs
    • Domingos

      Dizem que alguns deles bicam ciclistas também! (É verdade mesmo!)

  • Lucas dos Santos

    Permita-me discordar. Na seção 5.5.1 do referido Manual não há nada que proíba ou restrinja o uso dos tachões em função do fluxo da faixa exclusiva:

    Relacionamento com outras sinalizações: (…) Podem ser aplicados tachões com elementos retrorrefletivos ou outro dispositivo separador ao longo ou em toda a extensão da Faixa exclusiva, de forma a enfatizar o uso exclusivo dessa faixa”.

    O fato da ilustração da página 30 não mostrar os tachões não significa, necessariamente, que eles não possam ser usados em faixas a favor do fluxo, dado que são opcionais. Na página 32 há duas ilustrações em que os tachões estão presentes:

    http://i.imgur.com/HNc3fOq.png
    Independentemente disso, é como o Bob afirmara algum tempo atrás: tachões sobre linhas divisórias são totalmente desnecessários em vias iluminadas. Eles só são úteis em vias sem iluminação, devido a seu elemento retrorrefletivo que ajuda a visualizar melhor a sinalização horizontal.

  • Celio_Jr

    Em Araraquara-SP, graças ao autointitulado ”especialista em mobilidade urbana”, o vice prefeito Coca, faixas de pedestres pintadas de azul e vermelho podem ser vistas em vários pontos; Segundo o cara, as faixas pintadas de azul são para indicar acessibilidade, e as vermelhas servem para sinalizar o semáforo recuado, antes da rotatória. Mas, segundo o Denatran, a cor azul no fundo das faixas está em desacordo com o Manual Brasileiro de Sinalização. De acordo com o CTB, o azul só pode ser usado em placas para portadores de deficiência ou em áreas especiais de estacionamento. Já o vermelho só deve indicar uma ciclovia, ciclofaixa ou locais de paradas em hospitais ou farmácias. Porém, o vice não concorda que as faixas estejam irregulares. Ele justifica que “O código de trânsito está sendo respeitado, porque as faixas estão brancas como determina. O azul é apenas um reforço para melhorar muito a sinalização, porque dá contraste. Os países desenvolvidos já usam isso, porque não podemos usar?”. Ainda segundo o cara, o Manual de Sinalização não fala nada sobre a cor de fundo das faixas, “Como não é citado, não proíbe o uso de outras cores, como azul ou vermelho”. E ficou por isso mesmo…