Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Cuidar do carro é fácil, difícil é fazer meu tiramisù – Autoentusiastas

 

Woman driv huffingtonpost.com

Confesso que não entendo quando vejo campanhas publicitárias anunciando “revisão de férias” para carros. Como assim, tem período para fazer revisão? Para mim, esse é um processo constante, não algo que se faz em julho e dezembro. Se vou viajar de férias o máximo que poderia fazer é encher o tanque em vez de colocar, sei lá, 30 litros. Mas nem isso, pois sempre completo. E toda semana faço uma série de coisas no carro normalmente. Assim, se tiver que sair de férias daqui a um par de horas na verdade a única coisa que tenho de fazer é a mala de roupa. E isso eu faço bem rapidinho. Quanto ao carro, ele está sempre pronto.

Abastecer, checar o óleo, calibrar pneus (incluindo o estepe), checar a água do limpador de pára-brisa fazem parte de toda parada semanal no posto. E sempre verifico alinhamento de pneus ao dirigir e checo as luzes na garagem, assim como os sulcos dos pneus. Bom, ser mulher talvez ajude, pois tenho unha comprida… Seria incapaz de fazer isso apenas antes de viajar. Não acho que pneu careca ou murcho provoque acidente apenas nas estradas. E, sinceramente, tudo isso não me atrasa mais do que cinco minutos em relação ao que demoraria se fosse apenas abastecer. A diferença em relação à maioria das mulheres é que eu sempre desço do carro, acompanho algumas dessas tarefas e às vezes faço alguma eu mesma. Mas não quero me gabar aqui, pois acho isso tudo facílimo de fazer. Difícil é fazer minha receita de tiramisù, que me leva quatro horas – e mais 45 minutos para lavar toda a parafernália de aparelhos que preciso.

Mas quero falar aqui especificamente de um item realmente simples de cuidar e que muitas vezes é negligenciado. A calibragem de pneus. Pneu descalibrado provoca maior arrasto, dificulta a direção e aumenta o consumo de combustível. Recentemente estive num lançamento da Goodyear e eles mostraram números assustadores: 80% dos pneus inutilizados saem de serviço por terem sido calibrados incorretamente, seja baixa ou alta pressão. E isso incluindo dados de frotistas que, teoricamente, cuidariam melhor dos veículos e teriam melhores conhecimentos veiculares.

Pneu

Calibrar pneu tem de ser rotina (foto mirolito.com.br)

Normalmente o problema é pressão abaixo do correto – por pura falta de calibragem ou mesmo pela ausência da famigerada capinha da válvula do pneu que muitos frentistas teimam em não recolocar. Por mais supérfluo que pareça, a falta desta pecinha faz com que se perca até 15% do ar. E menos pressão nos pneus reduz a estabilidade do veículo pois aumenta o ângulo de deriva e desgasta os pneus pela separação dos componentes da estrutura, além de superaquecimento da borracha. Colocar pressão a mais, além de resultar numa direção mais incômoda, também provoca desgaste anormal do pneu.

Calibrar os pneus é uma operação que deve ser realizada com a borracha fria. Recentemente alguns prédios incorporaram a instalação de calibradores de pneus nas garagens, mas não sei como funcionam e embora tenha achado a idéia boa, desconheço se são homologados ou se mantêm a calibração. Para os outros mortais como eu, basta levar o veículo até um posto não mais do que um par de quilômetros de distância e, claro, sem cantar pneu mas também sem atrapalhar o trânsito, que ninguém merece. Cada carro têm uma pressão certa que deve ser seguida e diferente nos dianteiros e traseiros. No estepe, pela falta de uso, vale colocar a mais, sem problema. Na dúvida, pode-se extrapolar a pressão dos pneus em uso em até 2 libras, não mais do que isso. Abaixo do recomendado, nunca, pois a chance de o pneu rasgar num buraco aumenta sensivelmente. Mas vocês dirão, buraco nas ruas, no Brasil? Ora…

Como é freqüente trocar de carro com meu marido e ainda por cima ultimamente tenho alguma dificuldade em gravar tantos números — cheguei a bloquear a senha de um cartão de crédito depois de digitar três vezes o número errado, o que me impediu de usá-lo durante um par de meses — olho no próprio carro qual é a pressão correta. E tenho os números anotados nas minhas famosas cadernetinhas onde acompanho tudo o que faço no carro. Mas é tão de praxe calibrar pneu que não entra nas anotações. É de lei.

Nitrogênio – Pouco tempo atrás uma empresa de autopeças deu de presente a jornalistas um calibrador de leitura digital portátil que, segundo alguns colegas que o ganharam, funciona muito bem. Não estive no evento, mas estou pensando em comprar um, pois há modelos de US$ 10 que me disseram funcionam bem. Quando o fizer conto a vocês. Assim me livrarei do aborrecimento de vigiar o frentista para recoloque a tampinha da válvula do pneu.

Não é muito freqüente, mas não posso deixar de mencionar a calibragem com nitrogênio em substituição ao ar atmosférico (“normal”). O nitrogênio apresenta menor alteração de pressão e temperatura após longos percursos e também pode aumentar a vida útil do pneu. Isso se deve principalmente à ausência total de umidade e de impurezas – ou seja, menos aumento da pressão ao rodar. Mas é importante lembrar que se for usado nitrogênio a pressão deve ser a mesma. Ou seja, se são 30 libras de ar “normal” serão 30 libras de nitrogênio. E se na calibragem seguinte não houver nitrogênio disponível, tudo bem. Complete com ar mesmo, misturando os gases sem problemas. Afinal, o ar atmosférico é composto de 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases. Você apenas deixará de ter as vantagens do nitrogênio puro, mas não terá nenhum prejuízo.

Mudando de assunto: semana passada curti muito a Fórmula Indy graças ao lindo traçado do circuito de Alabama. Tem de tudo: retas, curvas, subidas e descidas bem pronunciadas. Que saudades de quando os da Fórmula 1 eram assim. Para ser totalmente perfeito faltou apenas alguma curva realmente “peraltada” e não ligeiramente elevada. E chamo de peraltada, mesmo, como se chamava a do circuito mexicano Irmãos Rodríguez ou como a do circuito argentino de Mendoza porque acho que defini-la apenas como “inclinada” não dá a idéia exata de como elas são. E os autoentusiastas me entendem, não?

NG

P.S.: Eu sei que unidade de pressão mais usada é libras por polegada quadrada (lb/pol²), mas aqui no texto fiquei só com libras para ficar melhor de ler, está bem?

Foto de abertura: huffingtonpost.com
A coluna “Visão feminina” é de total responsabilidade de sua autora e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


Sobre o Autor

Nora Gonzalez
Coluna: Visão Feminina

Nora Gonzalez é jornalista, foi repórter (inclusive de indústria automobilística) e editora da Gazeta Mercantil e de O Estado de S. Paulo durante muitos anos. É fã de carros desde pequena, especialmente de Fórmula 1.

  • Luís Carlos

    Uma coisa que eu faço é trocar as velas, eu mesmo, de acordo com o que manda o manual do proprietário. Elas gastas fazem o motor consumir muito combustível. E a cada 5.000 km eu regulo a abertura dos eletrodos das velas com calibrador próprio para isso.

    • César

      Pois é Luís, mas tem modelos de motores em que a mão de obra para retirar as velas é tal que vale a pena antecipar a troca e “pular” a limpeza e ajuste dos eletrodos. Ou seja, o custo das velas compensa a mão de obra. Além disso, tenho notado que a qualidade não é mais a das velas dos anos 80/90. Não sei se é o combustível ou o material, ms o fato é que elas duram cada vez menos e cada vez é mais arriscado espanar as roscas do cabeçote.

    • pedro

      Também gosto de fazer eu mesmo checagem das velas, até porque o estado delas revela muito sobre a saúde do motor.

  • Carlos A.

    O texto nos leva a velha reflexão e lembrança que um carro requer sempre algumas verificações semanais e rotineiras. Se me permite Nora, gostaria de destacar algumas e tentar contribuir:
    1 – Verificar se os esguichos dos lavadores do para-brisa e vidro traseiro estão funcionando corretamente e com água no reservatório, muitos esquecem de completar esse reservatório ao checar o óleo do motor e demais itens. Nessa verificação de funcionamento, nota-se se as palhetas estão limpando bem os vidros.
    2 – Verificar o funcionamento das lâmpadas, entre elas as de freio, não raro observo carros com uma ou todas as lâmpadas de freio apagadas! Não esquecendo das demais lâmpadas que também são fundamentais.
    Agora, sobre a questão da ‘revisão de férias’ acho mais uma jogada de algumas empresas, pois teoricamente se você já faz a revisão programada, e essas verificações de rotina não existe motivo para essa revisão a mais. Para mim o carro deve estar sempre pronto para rodar com segurança, é dever do motorista mantê-lo sempre em perfeitas condições.
    O mais legal de tudo isso é assistir pela tevê algumas matérias em véspera de feriados, onde a Polícia Rodoviária dá ‘dicas’ para o motorista que pretende pegar estrada, do tipo: verifiquem o estado dos pneus, as luzes do carro, extintor de incêndio….eu sempre me pergunto, será que estou errado por manter o carro em ordem sempre, ou é obrigação exclusiva de quem pega estrada verificar esses itens?

    • TDA

      Tenho muita raiva de carro com luz de freio queimada, se for todas as lâmpadas então, trato de sair de trás do individuo assim que dá. Detesto ter que frear mais pesado por causa de alguém que não se preocupa nem com as próprias luzes.

      • Roberto

        Pior que vejo muita gente com carro com pouco tempo de uso e com luzes queimadas. Muita gente acha que só pelo fato do carro ser novo, as luzes não queimam.

  • Roberto

    Eu não duvido nem um pouco que o número de pneus inutilizados por falta de calibração seja até maior que este divulgado pela Goodyear, se for levar em conta os carros particulares. Conheço várias pessoas que nunca calibram os pneus, e quando o fazem, só calibraram aquele que está visivelmente murcho.

    Sobre os calibradores, eu já pensei em comprar um minicompressor 12 V específico para este fim. Entretanto, como vi um teste da Quatro Rodas onde todos os equipamentos testados calibraram os pneus a uma pressão diferente da especificada, acabei desistindo da idéia. Segue abaixo o link do teste:

    http://quatrorodas.abril.com.br/autoservico/especialista/conteudo_267217.shtml

  • Tenho a mesma rotina que você. à exceção do óleo do motor, que checo em casa, antes de ligar o carro. Verificações de nível de óleo em posto podem dar diferenças, pois como o motor está quente, ainda há óleo espalhado no interior. O ideal é deixar o carro repousar por pelo menos trinta minutos, antes de olhar.
    Viajei sete vezes com meu leãozinho, então, ele tem que estar sempre em ordem!

  • TDA

    Muito interessado nesse equipamento de medir pressão dos pneus. Não confio muito nesses calibradores de postos de combustíveis.
    Normalmente sempre calibro meus pneus uma vez por semana, mas coloco 2 lbs a menos do que o recomendado pois acho que fica muito duro e um pouco desconfortável. Manual: 33 lbs, eu: 31 lbs.
    Agora uma dúvida: Me contaram uma vez que colocando 31 lbs nos pneus traseiros e compensando a diferença nos dianteiros (35 lbs) daria a mesma coisa de colocar 33 lbs em todos. Não confiei muito e nunca fiz. Procede ou é conversa fiada? Lembrando que o manual recomenda 33 em todos.

    • Ruarc

      Sempre vi manual recomendar a mesma pressão em todos os pneus. Mas se a dianteira do carro é mais pesada, não deveria ser maior, Nora?

      Eu sempre coloco 2 lb a mais nos pneus da frente.

      • Nora Gonzalez

        Pessoalmente, sigo as recomendações do fabricante do carro. No meu caso, pressão diferente nos pneus de trás e nos da frente. Quanto à dianteira ser mais pesada, você não faz supermercado comigo, não? ;- )

        • Ruarc

          Supermercado?

          • $2354837

            Porta-malas, carga, essas coisas… A menos que tenha um Fusca.

          • Ruarc

            Hehe, tá certo!

      • Fernando

        Não me lembro de nenhum que conste as mesma pressão em dianteiros e traseiros.

        Mas tem carro que coloco a mesma (estando dentro da tolerância) por ficar melhor do que com o indicado. Mas depende da calibragem da bomba também, isso que digo é no posto que já vi sempre estar aferido.

        • Cadu

          O Jetta TSI: 35 nas 4

      • Stark

        O manual do meu New Fiesta manda colocar 31 na frente e 27 atrás. Se estiver totalmente carregado (5 pessoas + bagagem) ele diz para botar 35 na frente e 46 atrás(!!). Não tenho coragem de testar a última sugestão.

      • Cadu

        Isso depende do veículo, da motorização/câmbio, carga etc.
        O ideal é calibrar como manda o “Manuél”

    • Thiago Teixeira

      TDA, diferenças tão sutis não serão perceptíveis com as ferramentas humanas (olhos, audição, tato…). Então use os extremos. Experimente colocar 10 libras na roda traseira e 45 na dianteira. O que você notar é o que estará acontecendo em menor escala.
      Obs: se tiver a curiosidade e fizer, cuidado com a baixa calibragem nas rodas do eixo traseiro, pois o carro perderá muito a estabilidade.

    • Fat Jack

      Não procede porque você estará provocando desgaste diferente nos 2 eixos, somente tornará a direção mais leve pelo uso de uma pressão maior na dianteira.

    • $2354837
  • Thiago Teixeira

    Como não confio nos calibradores dos postos, que devem em manutenção quase sempre, ando com meu próprio manômetro. Coloco 35 libras e depois regulo com o meu, que pede originalmente 30. Mas ando com 26 pra compensar na buraqueira e não transferir toda a energia dos trancos para o carro (e a tripulação). A não ser quando pego estrada.
    faca o teste de calibrar com a mesma pressão em dois postos diferentes e note que haverá diferença.

    • Plutônio

      Aí você anda com 4 libras abaixo e acaba perdendo um pneu com bolha especialmente na buraqueira da cidade.

      • Thiago Teixeira

        Plutônio, lateralmente eu aumentei o contato em 1,3 cm de comprimento (pneus 205/55R16 e 1.450 kg ). Considerando a característica do pneu com lateral rígida, esse aumento é menor ainda.
        Não perderei o pneu por bolha, mas por desgaste um pouco maior na borda. O pneu é mais barato que a manutenção da suspensão. E para andar “civil” não tem diferença dinâmica.

        • Cadu

          O risco aí é amassar/trincar um aro num buraco muito fundo
          O carro também fica menos responsivo, mais bobo, porque o ombro dobra mais. Isso numa mudança brusca de trajetória pode ser decisivo entre bater ou não

          E como você já sabe, desgaste irregular

      • CorsarioViajante

        Plutônio? Desculpe, não era você que sempre publicava comentários do tipo “É ISSO AÍ BOB PAU NOS (TEMA DO POST)”? Você voltou? rs

    • $2354837

      Engraçado, meu carro recomenda 32. Como ia pegar estrada, coloquei 34, que é as 2 libras a mais que o recomendado por padrão. O carro ficou mais duro mas impressionante, ficou mais agradável de dirigir. O impacto que era (mal) absorvido pelo pneu agora é absorvido pelo (bom) trabalho do amortecedor/mola.

  • César

    Nora, perfeito!

    Eu também sou da turma dos que estranham a tal “revisão de férias”, pois o meu cuidado com o carro é permanente. No lugar da caderneta, uso o MyCars para Android, mas não chego a ser tão meticuloso quanto você.

    Enfim, como você bem disse, se tiver que viajar daqui a 5 minutos, basta pegar as roupas e abastecer.

    Imagino que, do ponto de vista dos prestadores de serviço, a tal “revisão de férias” deve ser um prato cheio, pois gente com pressa para viajar e que não cuida tanto da manutenção deve ser presa fácil…

    • Roberto

      Odeio revisar o carro nestes períodos de férias. As duas vezes que mandei o carro revisar nestes períodos fiquei insatisfeito com o serviço, tanto que tive que voltar à concessionária, pois até o nível do líquido da direção hidráulica já erraram. O maior problema desta época de férias é que todo mundo manda o carro para a revisão e as oficinas/concessionárias muitas vezes não conseguem dar conta da demanda. Prefiro mandar um pouco antes destes períodos (seguindo é claro, os períodos e recomendações do manual).

  • Mr. Car

    Também sempre verifico, e mantenho tudo em dia. É encher o tanque (só até o “click” da bomba, sem deixar o frentista empurrar mais), conferir a calibragem só por desencargo (29 dianteiros, 32 traseiros, como manda o “manuel”), e pé, digo, rodas na estrada.

    • Stark

      O manual do meu carro (New Fiesta) manda por mais no dianteiro do que no traseiro (31 e 27, respectivamente). Sempre ponho 1 libra a mais e fica bom.

  • Ilbirs

    Cheguei a comprar um calibrador eletrônico, que deixo dentro do carro. Funciona razoavelmente bem, mas não dá a pressão logo que se encosta o medidor na válvula. Comprei também uma bomba elétrica de pneus que liga no acendedor, mas não a uso mais por achar que ela faz mais barulho do que bombeia ar.

    • Nora Gonzalez

      Ilbirs, também tenho uma bomba elétrica de pneus que até hoje só usei para encher balões de aniversário e colchonetes de piscina. Para isso, funciona bem. Quanto a pneus, por sorte não precisei testar.

      • Cláudio P

        Nora, pode manter a bomba no porta-malas do seu carro, pois acredite, ela funciona. Fazia uns vinte anos que eu não sabia o que era um furo de pneu. Um dia meu pai me deu, sem motivo aparente, uma dessas bombinhas elétricas. Ele disse: “estava na “baciada” do Carrefour e comprei”. Bem, na hora eu pensei: “putz, isso não deve funcionar”, mas aceitei, acho que mais para não desdenhar o presente do “velho”. E não é que poucos dias depois chego onde meu carro estava estacionado e um pneu estava vazio? Observei melhor e havia um parafuso fincado nele. Não deu outra, disse para mim mesmo: “vamos ver se isso funciona”. Quando liguei também me pareceu que só fazia barulho, mas não é que a danadinha encheu o pneu?Mas claro, ele ainda estava furado, porém não removi o parafuso. Um detalhe: não gosto de parar em qualquer borracharia, então no caminho fiz algumas paradas para monitorar o pneu tentando seguir até onde confio. Resumindo, o vazamento de ar foi lento o suficiente para chegar no local que confio para fazer o conserto. Muito prático e sem transtornos, tanto que comprei mais uma bombinha para ficar no outro carro. Claro, há casos onde não vai funcionar, por exemplo, se o dano no pneu for maior ou se estiver em local muito distante de um conserto, aí é melhor trocar o pneu, mesmo, mas para boa parte das situações é uma boa ajuda.

  • Fabio Toledo

    Já fui mais preciosista… Não esquento muito com a calibragem semanal, calibro quando sinto que não está legal… Mas, modéstia à parte, apurar essa sensibilidade não é do dia para a noite…
    Como a Nora falou… Sempre para mais! Aí é sentir o carro, até 2 lb a mais vai bem para o dia-a-dia. Numa tocada mais forte talvez mais, dependendo da estrada, se o pavimento for bom.

  • Leonardo Mendes

    Meu pai incutiu esse hábito na família meio que a fórceps. hoje a primeira coisa que eu vou checar em qualquer veículo é a calibragem correta.
    Nitrogênio eu usava nas minhas motos e realmente havia pouquíssima variação de pressão… só parei com o hábito porque o posto onde calibrava suspendeu a operação devido à pouca procura.

    Saudades do manômetro “analógico” Schrader que tínhamos na Furglaine… todo cromado, acondicionado num estojo aveludado, coisa chique e que denotava cuidado com a apresentação do produto.

  • RoadV8Runner

    Também mantenho a manutenção de meus carros em dia, nada de data programada devido a férias. Se vou rodar mais, dependendo de quando fiz a última revisão, peço para conferir itens passíveis de surpresas desagradáveis (correias, pastilhas etc.).
    Nos pneus, eu já prefiro usar um pouco mais do que as até 2 lb/pol² de pressão acima da recomendada, pois provavelmente sou uma das dez pessoas no mundo que faz questão de piso telegrafado em detalhes ao rodar, mesmo nesta terrinha de solo lunar. E também não consigo fazer curvas de forma muito comportada… Comprei um calibrador analógico mesmo, que funciona à perfeição e ainda permite que se reduza gradualmente a pressão do pneu em caso de calibragem acima do desejado. Como sou meio “xiita” para algumas coisas, tenho em casa também um daqueles compressores de diafragma, que servem para pequenos trabalhos até 40 lb/pol², justamente para facilitar a calibragem dos pneus de meus carros. Evito calibrar os pneus em dias chuvosos, justamente para diminuir a umidade do ar que entra nos pneus, tanto em casa quanto em postos.
    Gostei da curva “peraltada”.

    • Nora Gonzalez

      RoadV8Runner, sabia que meus leitores iam me entender quando falasse em curva “peraltada”. Vocês não me decepcionam nunca.

    • Gabriel Bastos

      Não entendo o receio de evitar calibrar em dias de chuva devido à umidade. .. os compressores tanto de postos como de borracharias tem uma válvula que purgam a umidade. um compressor sem a devida purga de água de seu reservatório encherá seu pneu com ar úmido tanto em dias chuvosos como de sol. Além do mais, um pouco de umidade no pneu não afetara seu desempenho, ao não ser que ande em carros de F-1.

      • RoadV8Runner

        Gabriel,
        Questão de preciosismo, confesso, no meu caso. Como na fábrica onde trabalho precisamos usar ar comprimido absolutamente seco, o sistema de secagem do ar é muito elaborado, nada haver com somente o purgador padrão que é usado em compressores comum. Por isso que evito calibrar pneus com ar ambiente muito úmido, para assegurar que o mínimo de umidade entrará nos pneus.
        Fazendo um paralelo, é o mesmo motivo que me leva a usar óleo 100% sintético no Ford Ka 1-litro de minha noiva. Nem de longe o motor precisa desse tipo de óleo, mas me dá grande satisfação em saber que, ao andar com o carro, o motor está sendo lubrificado pelo que existe de melhor em termos de óleo lubrificante.
        Abraço!

    • REAL POWER

      Epa! (risos) Eu também uso freqüentemente quando pego a estrada mais que 2 libras do recomendado. No caso do Scénic a calibragem muda bastante entre carro vazio e completamente carregado. Em trajeto urbano uso o recomendado. Se eu sentir o carro dobrar sobre os pneus, eu aumento a pressão até sentir maior firmeza. Em todos os meus carros nunca tive desgaste irregular de pneus devido a calibragem. Verifico semanalmente pressão e o desgaste pelo menos uma vez por mês. Dessa forma prolongo a vida dos pneus, mas mesmo assim os troco praticamente sempre com meia vida.

  • Fat Jack

    “…Abastecer, checar o óleo, calibrar pneus (incluindo o estepe), checar a água do limpador de pára-brisa fazem parte de toda parada semanal no posto. E sempre verifico alinhamento de pneus ao dirigir e checo as luzes na garagem, assim como os sulcos dos pneus…”
    Nora, definitivamente você não é uma motorista normal, atualmente são raros os homens com tamanha dedicação e cuidado com seu automóvel, que dirá mulheres! (confesso que até já me senti um obsessivo compulsivo por fazer exatamente o mesmo)
    Aqui instituiu-se essa história de “revisão pré-férias” como se o restante do ano o carro pudesse ser “largado”… e que na verdade, em sua grande maioria serve mesmo para convencer os consumidores a pagarem por algo que não pediram nem precisam (afinal, ele não terão tempo nem paciência para verificar item a item)…

    • Nora Gonzalez

      Pois é, Fat Jack, “normal” não é um adjetivo que se aplique a mim em quase nada. Abraços

      • Fat Jack

        Veja o lado bom, foi um baita elogio!!

        • Nora Gonzalez

          Sei disso, Fat Jack, e agradeço muito.Valeu!

  • $2354837

    Tenho um calibrador tipo vareta, daqueles bem simples, no portaluvas. Funciona muito bem e me economiza a idas ao posto para checar a calibragem em manômetros descalibrados. Aliás, quando calibro no posto, sempre checo com o calibrador para ver se está certo.

    • mecanico anonimo

      Esse é o melhor calibrador portátil que já inventaram, na minha opinião. Barato (5 a 10 reais), simples, preciso “o suficiente”, durável e nunca vai te deixar na mão devido a pilha esgotada. Uso um há mais de 15 anos, sem problema algum. Sem falar que esse é um dos poucos itens em que você pode optar por bons produtos nacionais (Chiaperini, Steula, Schweers) na mesma faixa de preço dos “chineses” genéricos.

  • Fernando

    Muitos brasileiros vemos que mal fazem o básico, isso quando o carro não é só para mostrar para o vizinho.

    Essa de revisão de férias é justamente sinal de que muitos prolongam as coisas em demasia, mesmo coisas importantes.

    Para mim a prioridade é estar com o carro em dia e com tudo funcional em ordem. Por isso não consigo não reparar no pessoal repassando (ou tentando) carros com dívidas (imagine então a manutenção), mas com rodão, som forte etc…

    No entanto, revisão de férias para mim existe sim: quando eu estou de férias (que não é em julho nem dezembro) e posso fazer minhas inspeções mais rigorosas que o que faço em menores tempos.

    E como falei em outro post, nem deixo que levantem o capô em posto, porque a capacidade de frentistas fazerem besteira e quererem ter iniciativa sobre algo que vai meatrapalhar é grande. Ao posto vou para abastecer, calibrar os pneus e quando muito uma ducha (que vou secar em casa) e só, já o restante todo é muito melhor fazer na paz do lar.

  • Lucas dos Santos

    Nora,

    As tais “revisões de férias” e a quantidade de verificações que recomenda-se nos veículos de comunicação antes de viajar também sempre me causaram estranheza. É como se viajar fosse “coisa de outro mundo”

    Quem mantém o carro sempre em dia não tem razões para se preocupar com “mega revisões” antes de sair, porque sabe que dificilmente será surpreendido por algum problema.

    Quanto ao circuito de Barber, no Alabama, também sou fã dele – juntamente com o de Mid-Ohio. É uma pista belíssima, com um traçado desafiador. Os circuitos mistos permanentes da Indy são os melhores do calendário. Pena que há tão poucos no decorrer do campeonato. Aqueles circuitos de rua, cheios de “armadilhas” de pneus nas curvas, são muito chatos!

  • Alvaro José Ferreira Cruz Cruz

    Por conta da falta de “profissionalismo” da maioria dos frentistas recomendo que as verificações básicas, tais como verificação do nível do óleo do motor, do nível de óleo do freio/embreagem e da direção hidráulica; verificação do nível da água do reservatório de expansão; verificação das lâmpadas etc. sejam feitas em casa antes de sair com o veículo.
    Com relação a calibragem dos pneus, escolha um posto próximo à sua residência, calibre os pneus de acordo com o manual do proprietário e cheque com seu manômetro se a calibragem confere.
    Por fim, não confie estas checagens aos frentistas que não tem compromisso com o bom estado do seu veículo. Seu treinamento é basicamente abastecer seu veículo com combustível e procurar “vender/empurrar” os produtos disponíveis no posto.

  • Fernando
    Um exemplo era o primeiro Passat (1974), 26 lb/pol² nos quatro.

    • Hellmann

      Bob, que tal uma matéria dizendo como a calibragem influencia no comportamento do carro? É possível diminuir tendência a subesterço tirando um pouco na frente e/ou colocando um pouco atrás?

      • pedro

        Realmente muito interessante a sugestão. Acredito que as pressões recomendadas no manual consideram o pneu com o qual o veículo saiu de fábrica; com pneus mais macios ou duros e as mesmas pressões recomendadas no manual o comportamento do veículo e desgaste dos pneus pode ser afetado negativamente (se estou equivocado, me corrijam. Mas penso fazer sentido).

        Entendendo a ‘ciência’ envolvendo a pressão dos pneus ajudaria nesses casos.

    • Fernando

      Acabei de conferir quatro manuais para finalmente encontrar um dos meus que tinha essa recomendação que eu disse não me lembrar: o Escort XR3 89 também consta com mesmas 26 lb/pol², mas sinceramente não conseguiria usar esse valor.

      • pedro

        Tenho um Escort XR3 94 e também não consigo seguir o manual – 29/27 vazio. Talvez porque os pneus não sejam mais os mesmos com os quais saiu de fábrica: as rodas do carro e as medidas dos pneus são as mesmas (185/60 R14) mas com Michelin Energy na frente e Accelera atrás, uso 35/31.

  • RoadV8Runner

    No manual do Ka 2013, com pneus 175/65 R14, é recomendado 30 lb/pol² nos quatro.

  • Sephirot
    Pode calibrar com 46 libras, problema nenhum.

  • Hellmann
    Boa idéia, vou providenciar.

    • Fernando

      Muito bom!

      Bob teria condição de também chegar a abordar algumas teorias e experimentos com relação à cambagem nas rodas motrizes? Apesar de ser assunto bastante extenso, acredito que renderia um post legal e com bastante técnica.

  • Rodolfo

    Eu checo também o nível do fluido de freio quando vou medir o óleo e a água todo sábado, mas esqueço com freqüência de ver o extintor de incêndio.

  • Fernando
    Vou pensar nisso, boa idéia.

  • Roberto

    Sobre o assunto da calibragem dos pneus, vi que existe um projeto de lei (PL 376/11), que está em fase final de aprovação, e que obriga os postos a fazerem a manutenção adequada nos equipamentos de calibragem.

  • André Andrews

    Li uns anos atrás (li também pelo manual) que o Cruze e Sonic vendidos em outros mercados – como Argentina – tinham uma calibragem Eco, quase uns 30% a mais que a normal. Acho que essa estória de pneu gastar mais pelo centro quando com mais pressão era coisa para pneu diagonal. Eu sempre gostei de usar bem mais pressão nos dianteiros para ficar com menor ângulo de deriva, melhor resposta de direção e maior velocidade em curva, e nunca tive esse problema.

  • André Andrews

    Li uns anos atrás (li também pelo manual) que o Cruze e Sonic vendidos em outros mercados – como Argentina – tinham uma calibragem Eco, quase uns 30% a mais que a normal. Acho que essa estória de pneu gastar mais pelo centro quando com mais pressão era coisa para pneu diagonal. Eu sempre gostei de usar bem mais pressão nos dianteiros para ficar com menor ângulo de deriva, melhor resposta de direção e maior velocidade em curva, e nunca tive esse problema.