Audi A1 TFSI Ambition

Quando o PK confirmou que teríamos o Audi Day aqui no Ae, todos os editores ficaram curiosos sobre quais carros estariam disponíveis. Na reunião que fizemos antes do passeio, falando sobre os carros que já sabíamos quais eram e do belo percurso que o MAO preparou, foi quase que unânime a curiosidade sobre o A1.

O carro de entrada diz muito a respeito de um fabricante, se o cuidado na fabricação e qualidade são destinados apenas aos carros mais caros, ou se a preocupação se estende a todos os seus produtos. A Audi é uma das que trata seus produtos com igualdade, o A1 tem a mesma atenção que um A8, nas devidas proporções, e isto deixa claro os princípios da marca. Qualidade sempre, afinal trata-se de uma marca premium.

O A1 é uma pequena grande surpresa. Pelo seu posicionamento na gama de produtos da Audi, ele é um carro realista. Inicialmente achei que seria um carro completo, cheio de equipamentos e recursos tecnológicos, mas muitas destas expectativas percebi depois que nasceram apenas em função do preço do carro, que comparado com outros compactos, não é barato. Depois de algum tempo convivendo com o A1, entendemos melhor sua proposta.

Em primeiro lugar, o que temos que ter em mente é que o A1 disputa mercado na Europa carros na faixa de preço menor e intermediária. No caso do nosso A1 branco, que é o topo da linha vendida no Brasil, a versão Ambition S-line, regula de preço com um Focus Titanium na Europa. Os recursos disponíveis no pequeno hatch germânico são condizentes com sua proposta, com algumas coisas que poderiam ser adicionadas. Falta uma câmera de ré, por exemplo, uma vez que o carro tem uma tela multifuncional colorida no topo do painel.

Um carro na faixa de preço do A1 normalmente gera polêmica. É importado e por isso já aumenta o valor. É Audi, tem a marca premium associada, também aumenta o valor. O carro que avaliamos, com os opcionais incluídos, fica em R$ 127.490,00 de acordo com o preço sugerido pela fábrica. Não é barato, mas o que o carro oferece em termos de qualidade e tecnologias nos entrega algo muito interessante. 

 

Faróis com LED e grande tradicional dos Audis modernos

A primeira impressão, vendo o A1 estacionado na garagem, é de um carro robusto e bem definido. Robusto pelas suas linhas, a cara invocada com a grade em destaque e os faróis de forte presença. As proporções da carroceria são muito bem balanceadas. O carro é relativamente baixo, as rodas e pneus são proporcionais ao tamanho da abertura da caixa de roda. Tudo muito bem resolvido.

Ao abrir a porta, luzes na sua parte inferior garantem boa iluminação e visibilidade mesmo no mais escuro dos ambientes. Toda a iluminação interna e externa do carro tende para o tom branco, sóbrio e eficiente. É possível regular a intensidade das luzes pelo sistema de controle central do carro, juntamente com muitas outras funções. Falando em iluminação, os faróis bi-xenônio são sensacionais e a barra de LEDs de iluminação diurna é muito bonita e útil, já marca registrada de todos os Audis modernos. 

 

Interior simples, porém de qualidade (foto: Audi)

Para ligar o carro basta pisar no pedal de freio, colocar a chave e virar, como a maioria dos carros do nosso mercado. Não é do tipo keyless (sem chave) com botão de partida no painel, como nos Audis maiores. Poderia ser um mimo a mais, mas não faz falta nenhuma. Uma coisa boba mas que incomodou um pouco foi não ter um lugar prático para colocar o celular. Também fiquei procurando onde poderia ser o comando de rebatimento elétrico dos retrovisores externos, mas não há esta função.

Quando começamos a rodar com o carro pela cidade, vamos descobrindo os recursos e as funcionalidades do painel. A tela multifuncional escamoteável na parte de cima do painel mostra as principais funções do carro, algumas delas comuns com as informações que estão disponíveis na tela central do painel de instrumentos. O rádio é complicado demais, trocar de estação requer menus e botões demais. Não há nada de errado com os rádios comuns, com um botão para subir e um para descer a sintonia. Até a memória é complicada, não precisa de nada disso para um rádio. Em compensação, parear o celular via Bluetooth é simples e muito prático, funciona muito bem. Vai entender.

Uma das minhas maiores preocupações era sobre o conforto ao rodar. As vias de São Paulo são ruins e podem estragar o prazer ao dirigir de muitos carros bons, e se isto acontecesse com o A1 seria uma pena, mas surpreendentemente o carro não repassa ao motorista o desconforto da via como imaginei. Os pneus baixos (215/40R17) até sofrem um pouco nas piores ruas, mas nada que incomode muito. Reduzir a velocidade nestes trechos esburacados já resolve o problema, pois o amortecimento da suspensão é muito bom e absorve o resto dos impactos. 

 

O A1 chama pouca atenção, mas impressiona pelo desempenho

Rodar com o A1 no trânsito é uma experiência muito agradável. É um carrinho pequeno (3.954 mm de comprimento) e ágil. Você consegue colocá-lo onde quer no trânsito, basta uma brecha e uma acelerada. Pronto, carro reposicionado para onde você quiser. A posição de dirigir é boa, não cansa, mesmo para motoristas altos. Por ser uma carroceria curta, os balanços dianteiro e traseiro são pequenos. Em momento algum o carro raspou a frente em lombadas e valetas. Para a minha posição de dirigir, a visibilidade lateral traseira não é das melhores, uma dose extra de atenção cai bem.

É interessante ver como as pessoas na rua reagem ao carro. De modo geral ele chama pouca atenção, muitas vezes passa desapercebido. Em São Paulo há vários A1 rodando, é engraçado que reparei que os homens olham bastante se em um A1 há uma mulher dirigindo, ainda mais se for bonita. Talvez não seja apenas pelo carro, claro, quem não olharia para um Audi nestas condições? Há interesses e interesses.

Talvez o ápice do carro seja o conjunto motor e transmissão. O motor é uma pequena jóia lapidada de quatro cilindros e 1,4 litro com injeção direta de combustível e superalimentação. A versão Ambition possui o motor mais potente da linha, com 185 cv. São 132 cv/l, possível graças ao sistema de superalimentação dupla, com um compressor mecânico tralhando em conjunto com um turbocompressor. Em baixas rotações (1.500 a 2.500/3.000 rpm) o compressor atua para subir rapidamente a curva de torque e potência, depois o turbo entra em ação para as rotações mais elevadas. A potência máxima vem a 6.200, enquanto que o torque máximo de 25,5 m·kgf está disponível de 2.000 a 4.500 rpm. O Bob explicou muito bem o funcionamento do sistema turbo + compressor do A1 nesta matéria

 

Curvas de torque e potência do motor TFSI 1,4-l

Na cidade, a aceleração em saída de semáforo e retomadas de velocidade impressiona, graças aos sistemas de alimentação do motor que trabalham em perfeita sincronia. Falando em sincronia, a caixa S tronic de sete marchas e dupla embreagem é uma obra-prima. Quando andamos nos modelos RS no Audi Day do Ae, imaginei que este tipo de tecnologia só era empregada em carros mais caros da marca, pois é realmente impressionante o funcionamento perfeito do sistema.

Quando estamos rodando no modo automático (posição D da alavanca), as trocas de marcha são tão suaves que mal as percebemos. Muitas vezes o carro estava até duas marchas acima do que eu pensava estar. As reduções também são perfeitas. A vantagem do sistema de dupla embreagem é a velocidade de troca, pois o sistema fica sempre com duas marchas engatas, basta apenas desacoplar uma embreagem e acoplar a outra, coisa de milisegundos. As trocas são tão rápidas que o ponteiro do conta-giros move-se bem mais rápido que de outros carros, para acompanhar a velocidade das trocas. Para andar nas grandes cidades este câmbio é ótimo, a suavidade das trocas ameniza a canseira do trânsito pesado. 

 

Câmbio S tronic de sete marchas, uma obra-prima da engenharia

O A1 não é muito grande por dentro. Os dois ocupantes dianteiros não sofrem nada, mas os do banco de trás já podem passar um pouco de aperto se os da frente forem grandes. O porta-malas de 270 litros acomoda pouca bagagem para uma viagem, talvez o suficiente para uma pessoa ou um casal com poucas malas. Pela proposta do carro, famílias grandes talvez não sejam o público-alvo do carro. Talvez um segundo carro. Acredito que homens mais jovens são os que se interessam pelo desempenho do A1, enquanto que as mulheres se apegam ao visual moderno.

O carro testado possui o pacote S line, que é a linha de acessórios esportivo tipo as rodas e acabamentos como frisos, emblemas e volante diferenciado. O público que procura este carro já deve ser os que gostam de uma tocada mais rápida, mais esportiva.

Esse pequeno foguetinho fica mais que a vontade nas estradas secundárias e grandes rodovias. A potência do motor é mais que suficiente para andar bem e fazer ultrapassagens quando necessário, com boa retomada de velocidade. Entretanto, o A1 brilha mesmo nas estradinhas cheias de curvas. O acerto do chassi é muito bom, bem equilibrado, e junto com os pneus Bridgestone Potenza grudam o carro no chão. Os gremlins eletrônicos ajudam a manter o carro no trilho, mas poucas vezes foram solicitados, tamanha é a compostura do chassi.

Com a direção rápida e precisa, com o peso ideal para uma tocada mais esportiva, ou seja, um pouco mais pesado mas bem comunicativo, é fácil encaixar o carro nas curvas sem muito trabalho de braço. Comparado com outros carros do mercado, o peso do volante pode incomodar alguns clientes, na hora de manobrar por exemplo. Como o carro é leve para os padrões de hoje (1.215 kg), a relação potência-peso é de 152 cv/t (ou peso-potência de 6,6 kg/cv) . O entreeixos de 2.469 mm (o mesmo do primeiro Passat!) é de certa forma curto, o que o deixa bem ágil. A cada curva feita um pouco mais forte, o A1 agarrava-se ao asfalto com vontade semelhante a de seus irmãos maiores com tração integral. O A1 é tração-dianteira, sem a opção quattro. 

 

Lanternas traseiras com elementos retos, saída de escapamento duplo e rodas aro 17″

A suavidade do carro mesmo andando mais forte impressiona. Com o câmbio na posição S da alavanca, o sistema segura as marchas por mais tempo, levando a rotação do motor perto da faixa de corte, e quando necessário, passa as marchas com a mesma precisão, porém trocando um pouco da suavidade pela eficiência, sempre sem deixar de ter uma entrega de potência linear. É um modo automático focado mais para o desempenho.

Trocando as marchas manualmente pelas borboletas atrás do volante, o motorista tem mais liberdade para prever algumas situações como uma redução para melhor entrar em uma curva. O funcionamento é tão bom que dá vontade de trocar de marchas a toda hora. Não precisa aliviar o acelerador para passar as marchas para cima, o sistema compensa tudo sozinho para ter sempre a melhor troca.

A resposta do motor é muito rápida, o compromisso entre o turbo e o compressor é bem resolvido e sempre há torque disponível com a melhor marcha, para cada situação. Os freios são fortes, o pedal é bem sensível. Em uma curva mais arrojada, pode-se frear forte e reduzir manualmente, entrando na curva com o carro bem equilibrado e dar motor cedo, pois o carro escorrega pouco e traciona muito bem. Se provocado, algumas escorregadas podem ser feitas com bastante controle. O dia em que fizemos o vídeo desta avaliação foi a primeira vez que andei mais rápido com o carro, e logo de cara ele transmite segurança para o motorista, que gradativamente pode explorar mais o que o A1 tem a oferecer em termos de dinâmica.

Os bancos são muito bons, com bom apoio lateral que seguram bem o corpo nos momentos mais próximos dos limites legais permitidos de diversão. Mais ou menos isso, pois com o A1 é fácil passar desapercebido destes limites. Afinal, com este motor, câmbio e suspensão, auto-controle é um pré-requisito básico para dirigir este carro.

O ronco do motor, quando mais solicitado, empolga. É um som encorpado e pouco abafado pela superalimentação, curiosamente. O ronco vem mais do cofre do motor que do escapamento, e um baixo assovio de admissão pode ser ouvido, o que nos lembra do turbo e do compressor Roots escondidos debaixo do capô, estes que fazem com que o pequeno 1,4-litro assemelhe-se com um 2-litros em resposta no acelerador. Em números, 0-100 km/h em 7 segundos e velocidade máxima de 227 km/h.

Ao longo dos dias da nossa avaliação, o carro fez uma média de 10,5 km/l de consumo de combustível, contando com o dia de gravação do vídeo nos Romeiros, quando o consumo foi um pouco mais solicitados, digamos assim. Antes deste dia, estava rondando na faixa dos 13 km/l na cidade. 

 

O A1 fica bem à vontade na estrada

Com a cobertura do teto solar panorâmico Open Sky aberta, a sensação de espaço interno aumenta significativamente. O teto solar é amplo, começando perto do pára-brisas e terminando depois do motorista, então a sensação de abertura é ainda maior. Este teto solar é opcional, custa R$ 5.000,00, preço mais que justo pelo retorno que trás. Recomendo!

Tanto na estrada como na cidade, a qualidade do Audi é respeitável. Tudo nele é bem feito, desde a dinâmica do chassi até a simples sensação ao utilizar os comandos do painel, das chaves de seta, abertura e fechamento de portas. Os botões tem a resistência e o feeling (sensação ao toque e operação) de algo muito bem projetado, tudo muito agradável de se operar. Podemos resumir o A1 como um carro relativamente simples, porém de alta qualidade, no seu jeito perfeccionista de ser, mais racional que emocional.

 

Linhas discretas e de presença

Este A1 Ambition é uma opção mais acessível que substitui os modelos esportivos, como um S4, por exemplo. É um carro para o mundo real. Não é possível andar todo o dia por ai de RS4 Avant azul, por mais legal que seja, tampouco usar as centenas de cv a mais que possuem, por isso o A1 está na medida certa. É rápido, prático e custa uma fração do preço de um dos Audis maiores e é divertido o suficiente para andar pela cidade e pegar uma boa estrada. 

 

  

MB



  • Fórmula Finesse

    Carrinho perfeito; a rigor, seu único defeito é a etiqueta – já que existem carros bem competentes no segmento custando menos, ou bem menos…
    Excelente e ampla analise, MB!

    • Obrigado pelos elogios Finesse, o carro é muito bom mesmo, o preço é relativo, há quem pague e há quem não pague, isto não interfere na qualidade do produto.
      abs,

  • Christian Bernert

    O A1 parece ser um carro interessante, agradável, divertido, ágil. Mas por mais de R$ 100K não vejo razão nenhuma para comprá-lo. Eu tinha o A1 na minha lista de escolhas quando estava para comprar um carro no final de 2013. Descartei pela razão custo X benefício desfavorável.
    É muito mais vantajoso pensar em um Golf TSI. Tem o mesmo motor (sem o compressor é verdade), tem a mesma caixa automatizada de 7 velocidades. Tem um pouco mais de espaço no porta-malas, mais espaço para os passageiros de trás também. O sistema multimídia é muito melhor, mais fácil de usar. Tem sistema de partida sem chave, e por ai vai. Tudo isso por cerca de R$ 90K.
    Claro que o Golf está em outra categoria. Seria mais comparável em porte ao A3. Mas as diferenças entre as categorias são pequenas. O Audi só vale a pena para alguém que poe na balança o quesito imagem com um peso extraordinário. E talvez nem assim.

  • Carlos Eduardo

    Desculpem-me pela franqueza mas acho o Audi A1 um VW Gol “goumetizado”, especialmente se olharmos na última foto, o contorno se assemelha demais com o Gol (ou o Gol com ele…) Me parece ser um bom carro, seguindo os padrões alemães. Mas se eu tivesse condições de comprar um carro neste segmento, levaria um BMW série 1.

    • Carlos, os dois podem ser parecidos no desenho, mas é só. Não são coisas comparáveis em nenhum outro aspecto.
      abs,

    • Fat Jack

      Mecânica, dinâmica e qualitativamente falando, há um abismo entre eles.

    • João Martini

      Se você falasse do Polo europeu, até faria sentido, porque de fato é o que ele é, um Polo mais metido.
      Mas comparar com o nosso gol realmente não cabe.

      • CorsarioViajante

        Nem diria um Polo “metido”, mas sim um Polo mais “refinado”.

  • Vitorio Roman

    Fora de tópico, o youtube é mesmo um bau de tesouros olha só o que eu achei https://www.youtube.com/watch?v=SISz9_vVnWY

    • Mr. Car

      Estes documentários do Jean Manzon são fantásticos! Se quiser ver mais (inclusive muitos sobre a indústria automobilística nacional), visite http://www.acervojeanmanzon.com.br

      • Cafe Racer

        Não conhecia
        Achei as fotos incríveis…

    • Rafael Ramalho

      ” Está provado, um bom motorista, dirigindo um carro tecnicamente perfeito, não pode sofrer acidente. ” Frase legal e bem marcante, que retrata bem como eram os motoristas de outrora. Podem me crucificar, mas exceto pela automação, os laboratórios continuam muito semelhantes, inclusive o da própria DANA. Isso faz pensar, que 80% dos veículos fabricados no Brasil (estou chutando), continuam basicamente seguindo as mesmas características de fabricação de seus antecessores.

    • Danilo Grespan

      Ver o Corcel I pulando, sendo tão exigido e passando na água é show!

  • Catarinense

    Difícil para o revendedor Audi encontrar um dono para esse carro aqui no Brasil…
    E eu não acho que o preço seja um tabu, não. Pelo contrário, para o time dos consumidores, o preço é um dos itens mais importantes, senão o mais. Afinal o carro custa dinheiro…
    E até aproveito para criticar a própria Audi (e também suas amigas BMW e Mercedes) que não disponibilizam os preços dos carros na internet. Parece que pararam no tempo… (as filiais brasileiras, pois nos sites de outros países os preços são estampados logo na primeira página) Aquela velha prática de esconder o preço para depois da conversa…
    ***

    Esse A1 é incrível? Sim, com certeza… Motor 1.4 com dupla sobrealimentação, por si só, já é um oásis para qualquer entusiasta de automóveis.
    Sem falar em preço, eu gosto mais do Audi A1 de duas portas. Esse de quatro me parece espichado, assim como ficou o MINI nessa configuração. Falando em MINI, entre o Audi A1 (de duas portas) e o MINI (idem), eu escolheria este.
    Agora falando em preço, bem… Audi A3 1.8 TFSI (inclusive o belíssimo sedã), BMW 118i 2.0 e, claro, o próprio Golf GTI. Há muitas opções que surgem na mente antes de se pensar no A1. E se esse motorzinho mágico estivesse no A3 Sport (aquele de duas portas), então…

    • F A

      Igual imóvel. Até 2010 o preço vinha estampado no folheto que davam no farol. Hoje para saber preço é impossível. Querem fazer cadastro para depois ficarem te infernizando. Até parece que têm vergonha de dizer e só dizem depois que mostrarem tudo, como se isso fosse justificar certos absurdos. Quanto à Audi (marca), lembro quando fui em 2013 trocar um A3 com 1 ano de uso por um A4 e na concessionário me informaram que não pegavam na troca o A3. Aí parei. Nem eles confiam nos seus usados.

    • Gustavo73

      BMW e Audi tinham os preços até algum tempo atrás a MB também se não me engano. Tirar realmente é um desrespeito. Mas outros importados estão seguindo o mesmo caminho.

  • CorsarioViajante

    Acho que aqui se mantém o mesmo dilema citado lá fora: pelo preço de um A1 (não precisa ser esta versão, pode ser a mais básica) se pode levar carros médios até mais equipados. Mas que não são audi.
    No fim é a velha questão, se você prefere o melhor das marcas comuns ou o pior das marcas premiuns. Daí depende das necessidades de cada um.

    • Domingos

      Mas poucos carros são realmente interessantes como ele. Pode ser coisa pessoal minha, mas para mim A4, Série 3 e outros ficam naquela categoria “carro bacana do momento”.

      O A1 tem aquele gostinho de um carro legal mesmo, para ter quando já passou a vontade.

      • Não fiquei muito tempo com ele, mas acho que é um daqueles carros que não cansam. Se você está se entediando com ele na cidade, uma tarde na estrada “zera” qualquer coisa!

        • Domingos

          Também me deu essa impressão, de um bom carro alegre que não cansará e você não será tentado a trocar depois que surge algum outro “carro legal’.

          Na cidade a leveza, sem ser aquela leveza exagerada ou por falta de boa qualidade, agrada também.

  • Se o meu, de 122cv já é uma delícia, fico imaginando esse, com 185cv…

    Mas prefiro a versão de 02 portas, que (acho) nem vende mais, no Brasil. Não o comprei novo, mas semi-novo e paguei muito menos do que custa um ‘zero’. Acho que ele vale cada centavinho…

    O prazer que eu tenho de dirigir esse carro, tanto no trânsito quanto na estrada é imenso. Ele me veste. Com certeza, ainda ficará comigo por muito tempo e será muito bem tratado, até porque ele me trata muito bem! 😉

    • Carlos Eduardo Favoreto Milani

      Cara, como bom fã de duas portas, e sempre interessado em carros do gênero, lhe pergunto: A manutenção dele, dentro ou fora da concessionária? Exorbitante? E o seguro?

      • Não dá manutenção, Carlos! Estou com o carro há quase 1,5 ano. Já rodei praticamente 20.000 Km, com ele. É claro que trato a pão-de-ló, o bichinho. Logo que peguei, troquei óleo, filtro de óleo, gasolina, ar condicionado, higienização interna completa (o antigo dono tinha cachorro), só uso gasolina aditivada, sempre alinhando e balanceando, calibrando pneus, sempre lubrificando o mecanismo do teto, portas, dobradiças, deixando o carro secar completamente, quando das lavagens… Quando o carro completou 50.000 Km e 04 anos de vida, seguindo o que diz o manual, substituí o óleo do câmbio, troquei velas, etc…

        Já fiz manutenção na Audi (caro) e em oficinas independentes. Sabendo quem procurar, não vai ter problemas e é fácil encontrar (os fóruns de Audi estão cheios de informação).

        Eu costumo dizer que os “Audi são os carros premiums dos pobres”. Muitas das peças que eles utilizam são as mesmas de VWs nacionais. Então, tudo fica mais fácil, quando o mecânico conhece…

        Além disso, o carro é super econômico… O meu faz 13 Km/l…

        Já tive um A4, 2006. Igualmente, não dava manutenção. Igualmente, o tratava a pão-de-ló e quem o comprou de mim, levou um carro excelente. Ele estava com 80.000 Km, quando vendi. Econômico, não fazia nenhum barulho!

        Graças a Deus, não tenho esse problema de consumo de excessivo óleo, mencionado em um dos comentários.

        Quanto ao seguro, é proporcional ao preço do carro…

        • Carlos Eduardo Favoreto Milani

          Legal saber destes detalhes direto com o proprietário! Hahaha
          Atualmente é possível achar varias unidades 11/12 e 12/12 na casa dos 50! Não vislumbro nenhum zero, ou seminovo com essa qualidade de construção e projeto por preço semelhante…
          As únicas pulgas que ficam atrás da orelha são manutenção e seguro!
          Ele usa o 10w40 magnatec da castrol igual o resto da linha VW?!
          Filtros não devem passar de 100 cada, e o ferramental não deve ser dos mais exclusivos… Logo com um mecânico de confiança é um carro que realmente merece ser analisado!
          E aquele esquema do barulho do Dsg, o seu apresentou?!

          • Fabio Condado Barbosa

            Carlos, por esse preço você deve estar vendo o de 122cv, eu tive o de 185cv, que tem o motor diferente. Mas, de modo geral, acho que posso contribuir para sua compra. Na concessionária colocavam óleo pentosil, cobravam cerca de 80 reais o litro (sei que pode se pagar menos), não me lembro do preço dos filtros, mas não era absurdo. A revisão era por volta de 700 a 1000 reais e acho que não devia sair muito disso até uns 50 mil km. Claro que perto dessa km deve estar próximo de trocar pneu, disco, pastilha etc., que deve dar uma revisão cara, porém que te possibilita rodar até mais de 100 mil km. Quanto ao câmbio, posso dizer que é perfeito!!!. Era quase impossível ouvir o barulho (tem que andar em rua de paralelepípedo com o vidro aberto sem o som ligado numa rua deserta…) de modo que você não deve se preocupar com isso, compre por causa do câmbio e não apesar dele.

        • Fabio Condado Barbosa

          Ricardo, o de 122 cv não tem o problema de consumo de óleo. O de 185 foi bem comum em 2013, basta ver as publicações sobre oil consumption. Abs.

    • Ricardo, a opção de comprar um seminovo pode sanar o “problema” do alto preço, pois o produto como você mesmo disse, é de primeira.
      abs,

    • João Alcim Neves

      E sendo duas portas, ele fica ainda mais belo!

    • Fat Jack

      Não sei se ele vende mais na versão 2 portas (mães dirigindo = obrigatoriedade de 4 portas), mas que essas 2 portas a menos lhe fazem um bem danado não dá pra contestar…

    • Cafe Racer

      Belo carro , Parabéns!

    • bator

      Esse é o mais bonito: duas portas e pintura preto e branco. Parabéns também!

  • Mr. Car

    Está ok, Belli, o “carrinho” é muito bacana, mas não vou mentir: queria mesmo era um “No Uso” com meu Audi queridinho, o A8, he, he, he!
    Abraço.

  • Fábio Condado Barbosa

    Prezados infelizmente nem tudo são maravilhas… Tive durante um ano este carro, rodei 12 mil km, e o consumo de óleo era alto, cerca de 1L para cada 4mil km. Era um problema comum no mundo inteiro com as primeiras unidades. Na Inglaterra alguns carros tiveram de ser substituídos. Aqui nos achávamos que tinha uma folga entre o pistão e o bloco. Apesar de consumir esta quantidade de óleo, o manual indicava o limite de 1L c/ 5 mil km. A concessionaria fez alguns ajustes, mas não cheguemos ate o fim porque vendi o carro antes da conclusão. No mais, de fato o carro é fantástico, impressiona como o 1.4 empurra e como o cambio é rápido e certeiro .

    • Fábio, o seu que deu este problema era o 185 cv?

      • Fabio Condado Barbosa

        Sim eu tive o de 185, o de 122 acho que não tem registro de problemas. Infelizmente o meu não foi o único caso. Há casos no Brasil, mas principalmente no exterior. A Audi chegou a substituir carros e motores, dando certo para alguns clientes. O assunto foi exaustivamente discutido nos fóruns da Audi (eu lia o a1-forum.co.uk), bem como nos fóruns da VW já que era o motor do polo gti também. Realmente é uma pena porque eu achava que havendo sido a ” international engine of the year” por dois anos o motor iria desempenhar bem. Pelo que nos parece a VW decidiu descontinuar a produção deste motor, já que o sistema é complexo e caro para se produzir. Hoje tenho um Mini 2.0 turbo manual, que apesar de ser um motor 40% maior deve ter um custo de produção parecido, assim como números de desempenho. A VW parece ficar no mesmo caminho, com um 2.0 mais potente para o S1, por exemplo, e com o motor 1.4 TSI sem a dupla sobre-alimentação. Enfim, dá para discutir durante muito tempo sobre isso…

  • Fat Jack

    Eu gosto de praticamente tudo nos Audi, com esse A1 não foi diferente, é sim um “belíssimo brinquedo” sem dúvida alguma, mas o preço pedido por ele (a despeito de toda qualidade produtiva, mecânica e dinâmica) me parece bastante exagerado, acredito que a Audi se aproveite do conceito “premium” (e como um “premium” nesta faixa de preço não traz rebatimento dos retrovisores?) para ter uma política “rígida” de preço infelizmente, não que eu acredite numa possibilidade dele custar o mesmo que um Focus Titanium como lá fora, mas acho que a distância poderia sim ser substancialmente menor se a Audi quisesse.

    • O fato dele ser importado não ajuda no preço, e com certeza o fator “marca Audi” também pesa para diferenciar o produto. Mas está na faixa de valor dos concorrentes da Mercedes e da BMW.

      • Fat Jack

        Aí é que está Milton, alguém teve a genial ideia de “goumertizar” as 3 marcas dando-lhes justificativa para o preço (bastante) acima dos demais concorrentes do mercado. Sou simpatizante da Audi, acho seus carros bastante interessantes, mas seu custo-benefício (ainda mais se computados valores de manutenção e seguro) são francamente desfavoráveis ainda mais neste caso em que nem mesmo em desempenho o carro teve grande destaque…

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Carro para lá de interessante se você gosta de desempenho, não precisa de muito espaço e pode pagar por isso. Mas há outras opções igualmente interessantes na mesma faixa de preço. “Dentro de casa” mesmo, o Golf GTI oferece desempenho ainda mais empolgante, com mais espaço interno e preço similar (R$110/R$140mil). Gosto ainda dos Mini, BMW120i. Escolhas difíceis, todos são de ótimo desempenho, mas cada um se destaca por algum aspecto, a meu ver: Golf – sobriedade; Audi – prestígio; Mini – estilo; BMW – “DNA”

    • Domingos

      Olha, vão me matar, mas a BMW Série 1 do mesmo preço é boa só se você quer mesmo uma BMW ou dormir.

      O carro é pesadaço e o motor THP não dá a performance esperada. Ok, não é um carro lento – longe disso – só que o próprio A1 de 122 cavalos já era mais ágil. Esse então…

      Aqui entre nós, legal mesmo esse A1 ia ficar com o 2.0 FSI do Passat, de 150 cavalos, e um bom câmbio manual na casa dos 90 mil Reais.

      Eu comprava um. Ia andar mais que o atual quando necessário e ter um conjunto bem mais amigável ao entusiasta (e para quem não quer ter problemas de manutenção).

  • Mineirim

    Muito caro. Passo…

    • Eu não “passaria” só por causa do preço. Como o amigo do outro comentário falou, um seminovo pode ser uma opção praa compra. E mesmo sem falar em compra, se tiver a oportunidade de andar em um, especialmente o 185 cv, não deixe passar.

      • Mineirim

        Milton, se for só para dirigir, aí vale!

    • Domingos

      É um carrinho cativante. Não daria 100 mil ou mais em nenhuma Classe C, Série 3, Classe E, A4, talvez numa Série 5 ou num A5 (coupé). Mas nesse daria, dependendo da versão.

      Parece um carro que o dono iria gostar de ter por muito tempo e não só para falar “é um Audi”. A maioria desses carros “sonho classe média alta” (e muitos dos para rico também) são bem mamoezões sem muita graça a não ser a imagem de estar num carro caro.

  • Daniel

    Minha experiência com o de 122cv foi frustrante. Este com turbo e compressor deve mudar a fraquíssima impressão anterior mas pelo preço cobrado…

    • Domingos

      O 122 cavalos anda como um Civic 1.8 manual, coisa assim. O que não é nada mau, é mais que uns 90% da frota nacional.

      É bem ágil no geral, em especial por ser sempre esperto e por ser relativamente leve e pequeno.

      Pensava que não iria me agradar, mas me agradou infinitamente mais que a 118i, que me pareceu bem pesada em todas as reações.

    • Daniel, este motor se comporta como um dois litros forte, sempre com resposta no acelerador. Pensei que poderia lembrar alguma coisa dos 1,8T dos A3 antigos, mas nem em sonho são parecidos.

  • Thiagusss

    As “tomadas” com o microfone no motor ficaram sensacionais!

  • dabola

    Tenho um A1 de 185 cv com 12 000 km e ele gasta muito óleo, 1 l a cada 2 000 km na cidade. Como já saiu da garantia será que tem alguma possibilidade de ver este problema na Audi? Ano 2013.

    • dabola, tem possibilidade sim, contate a Audi.