Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas AME-O OU NÃO O COMPRE – Autoentusiastas

Etios AK

Depois do teste ‘no uso’ do Etios Platinum ontem, pelo Arnaldo, fiquei impressionado com o número de comentários (106, enquanto escrevo esta matéria) e, principalmente, com o nível de rejeição do modelo baseado em dois aspectos, estilo e localização dos instrumentos. Estes, concordo  pela leitura, mas não pela localização. Já respondi a alguns leitores falando sobre o Renault Twingo, um carro lançado em 1992, com instrumentos no centro do painel, mas que por serem digitais não apresentavam a menor dificuldade de leitura; o mesmo com o Citroën C4 Picasso. 

 

twingo-carplace.virgula.uol_

Quadro de instrumentos central do Renault Twingo (carplace.com.br)

Para lê-lo nem é preciso movimento de cabeça, basta o de olhos, pois num relance se sabe qual a velocidade quando o velocímetro é digital.  Já num quadro de instrumentos de leitura através do volante é preciso ligeiro movimento de cabeça. Nesse caso é questão de altura e foi isso o que levou a PSA a introduzir no Peugeot 208, e recentemente no 2008, o quadro de instrumentos elevado, de leitura por cima do volante, para consulta com movimento de olhos apenas.

 

Quadro 208

Solução da PSA no Peugeot 208/2008: quadro de instrumentos visível por cima do volante

 

Se a Toyota resolvesse trocar o velocímetro e o conta-giros analógicos por digitais o problema ficaria resolvido, uma vez que a vantagem do quadro de instrumentos central é ficar no mesmo nível dos olhos.

Mas mais controverso ainda, alvo das maiores críticas, é o estilo. Olhando friamente, não vejo nada errado nele, tampouco ” linhas de carro do ano 2000″, como escreveu um leitor. São linhas típicas de um hatchback, sem excesso de vincos, limpas, desenho da dianteira e de traseira com tudo onde deve estar, sem rebuscados, e que não cansam.

Faço nisso um paralelo com o primeiro Corsa que tivemos, um desenho que considero obra-prima do japonês Hideo Kodama, da Opel, moderno porém nada revolucionário e que por isso mesmo não cansa. Até hoje, quando vejo um desses Corsa, admiro-me por passados 20 anos  o carro não ter cara de “velho”.

 

Corsa Wind

Corsa Wind 20 anos depois não ficou velho (quatrorodas.abril.com.br)

Certos desenhos hoje trazem a cintura muito alta, com área envidraçada menor, que realmente não me atraem (mas que não me impediria de comprar um). No Etios o interior é arejado, boa visibilidade em qualquer direção, além do ótimo espaço interno num carro que não chega a 3,8 metros de comprimento.

 

Há também, e isso é visível em vários comentários, a questão do preconceito.  Saber que o Etios foi projetado para “mercados emergentes”, para a Índia no caso, parece incomodar, como se ter um signifique rebaixamento de classe social. Talvez por isso se fale tanto “ah, a Toyota devia fabricar o Yaris”, que na cabeça de muitos é carro de mercados de Primeiro Mundo e aí, tudo bem.

 

Toyota_Yaris_LE_--_NHTSA

Se fosse o Yaris em vez do Etios não haveria problema… (en.wikipedia.org)

O próprio Hyundai HB20, um sucesso de vendas, carro que caiu no gosto dos brasileiros, só tem aqui, foi projetado especialmente para um país emergente chamado Brasil. A Hyundai tem uma linha de produtos excelente e o HB20 não é exceção. Como o  Etios também não é.

 

Etios AK 1

Feito para a Índia, o problema (foto AK)

Esse preconceito também existe, embora bem menos hoje, em relação a carros do Leste europeu, caso dos Dacia “reemblemados” Renault, mesmo que a fabricante romena pertença à Renault desde 1998, sendo que fabricava veículos sob licença desta desde 1968.

O mercado brasileiro, de um modo geral, desconhece o fato de o Volkswagen up! alemão não ser fabricado lá, mas em Bratislava, na Eslováquia, e de o Porsche Cayenne ser produzido em Leipzig, ex-Alemanha Oriental, e não em Zuffenhausen/Stuttgart, e nem por isso são modelo rejeitados por questão de seu “berço”.

 

DSC02195

Renault Duster aos poucos vai perdendo a pecha de “romeno” (foto BS)

É claro que há muito de emocional na compra de um carro zero-quilômetro, principalmente ser for o primeiro, mas ao pôr de lado o racional muitas vezes se deixa de fazer a melhor compra. Tenho dito e repito: não existe mais carro ruim, todos chegaram a um nível tal que é muito difícil apontar um defeito ou erro de projeto. O leitor do Ae certamente já notou isso nossos testes,  em que não ficamos buscando detalhes como “rebarbas” em algum item de plástico.

É por isso escolher um carro fica cada vez mais difícil, acho que todos têm ciência disso. Vale muito na hora da escolha analisar o “entorno”, tudo aquilo que o proprietário vivenciará após sair com o carro novo da concessionária, em especial manutenção e reparos.

BS

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • O Corsa Wind com alguns retoques ficaria mais bonitinho que muitos veículos de hoje. Inclusive em espaço interno e visibilidade.

    • Lucas Sant’Ana

      E com a relação de marchas do Corsa Wind, afinal são 19 cv a mais, assim poderia rodar a 120 km/h a 3.400 rpm

  • Valdir Lopes Junior

    Bob, excelentes suas ponderações. Vejo que o consumidor brasileiro deveria deixar de tratar o carro como “boutique” e passar a vê-lo do ponto de vista do custo-benefício. Se assim fosse, nosso mercado seria completamente diferente. Em tempo, se fosse do ponto de vista do “status” estaria endividado até os cabelos com um Spin 0km. No entanto, tenho na minha garagem um Livina usado quitadinho e com manutenção em dia! Bonito ou feio? Isso não me importa, me importa sim o uso!

  • a. shiga

    Queria colocar uma pergunta: não existe carro ruim, mas por quantos km/anos carro x/y aguenta sem dar problemas, dada a superficie de rodagem brasileira do tipo lunar. A intuição diz que um etios aguenta muito mais km do que um palio (por causa da marca), mas na realidade será que continua sendo assim? Daria pra dizer: carro x vai aguentar mais que y?

  • Matheus Ulisses P.

    Irretocáveis esses seus últimos dois parágrafos, Bob!

  • Lorenzo Frigerio

    A razão da rejeição é a percepção de que a Toyota insulta a inteligência do consumidor brasileiro. Não custaria nada a ela fazer um painel “normal”; não existe no Brasil aquela herança cultural indiana do Morris Minor, cujo painel inspirou o do Etios. As empresas normalmente fazem adaptações para os carros vendidos aqui; não fazê-lo nesse caso é pura arrogância.
    No caso do Peugeot 208/2008, os instrumentos são “por cima” porque a direção é muito pequena, e normalmente o painel e a direção são projetados em conjunto, para que os instrumentos possam ser lidos por dentro do aro. Razão pela qual, quando adaptamos volantes menores em carros esportivos antigos, a visibilidade dos instrumentos pode ficar prejudicada.

  • Danilo Grespan

    Se voce quer saber, hoje em dia eu tenho mais “preconceito” com os carros fabricados aqui, do que na Romênia, Coreia do Sul, etc… é dificil voce ver um carro que foi nacionalizado manter aspectos que tinham em seu país de origem, muitas vezes por economia porca. Outros relatos sobre como funcionam as linhas de produção por aqui também me preocupam muito.

  • Programador Maldito

    Nao é preconceito nao, é que é feio mesmo!

  • CorsarioViajante

    Isso me lembra aquele ditado… “À mulher de César não basta ser honesta, também é preciso parecer honesta”.
    No caso do Etios, não acho que as pessoas vejam grandes problemas em ter sido projetado para o terceiro mundo. O problema é que quando você senta nele se sente no pior do terceiro mundo.
    Acabamento sofrível, soluções sem sentido (como o bendito painel que não funciona bem ali no centro), o painel frontal inteiro é desengonçado, falta de um monte de amenidades como ajuste de cinto de segurança, ou mesmo a absurda cordinha única para içar o bagagito, enfim… A sensação que passa é muito ruim, de carro pobre e depenado o máximo possível.
    Caso semelhante ocorre com o Up, que é um ótimo produto mas, por conta de várias besteirinhas, acaba passando péssima impressão pro comprador.
    Outros carros, como o HB20 (sempre ele!) ou mesmo Onix, passam sensação diferente (eu disse “sensação”, ok?), e não à toa, vendem muito mais e disputam a liderança.

  • Davi Reis

    Bob, acho que o problema do Etios não foi nem a aparência, foi o conteúdo e posicionamento mesmo. Já passaram muitos outros carros considerados feios por aqui e nem por isso deixaram de vender bem, como Cobalt, Agile e o antigo Logan, mas todos eles estavam perfeitamente compatíveis em preço e equipamentos dentro de sua categoria e sua época. O Etios é um carro muito bem acertado, mas chegou devendo muitos equipamentos que já eram triviais nos concorrentes, e só aos poucos foram adequando esses detalhes. E como você bem disse, os carros andam todos no mesmo nível ultimamente, e no final das contas, os detalhes é que fazem a diferença. Isso, considerando as versões de topo XLS e Platinum. A versão XS já é bem mais parelha aos concorrentes, tanto que me parece ser a que mais vende.

  • Petpower

    Sabemos que o Etios tem suas qualidades, muitas já mencionadas por vários no Ae. Entretanto, se o painel é um dos responsáveis pelas poucas vendas desse bom carro, por que não mudar o que desagrada a grande massa? Será que é mais lucrativo mantê-lo do mesmo jeito vendendo pouco?
    Pelo que parece, neste ponto a Toyota não tem a humildade de fazer mudanças!

    • Fat Jack

      Um contra exemplo ao que você comentou é a JAC, que pouco tempo (salvo engano 2 anos) após o lançamento dos seus modelos da família J3 atendeu as críticas de design e do painel que tinha leitura difícil, lembrando-se que há um abismo financeiro (e certamente de lucro) entre eles. Por que a Toyota não pode ter um procedimento parecido?

  • guest

    Tinha uma propaganda que dizia algo como “brasileiro é apaixonado por carro”… se fosse verdade não haveria tanto preconceito.
    P.S.: aguardando um “no uso” com o Chery Celer, primeiro sino-brasileiro.

  • Thiago Teixeira

    Do ponto de vista técnico é indiscutível que o Etios atende a maioria dos que gostam do carro como equipamento, como maquina. Por suas qualidades mecânicas e o slogan de confiabilidade da marca. O teste de 60mi km de uma revista de carros indicou pouquíssimos problemas apresentados até onde eu acompanhei. Agora em nível de mercado é indiscutível que o design do carro afasta potenciais compradores. Foi infeliz o presidente da marca Akio Toyoda (não sei ainda preside), no lançamento do carro, apostar sucesso de vendas na confiabilidade da marca Toyota e menos no visual do carro.
    O Fiesta com powerrshift, pelas pesquisas que fiz na internet, lidera reclamação do cambio de dupla embreagem, mais quantos consumidores se interessam em saber disso? Alias, quantos sabem o que é a dupla embreagem? É bonito é vende e pronto.
    Não conheço em outros mercados qual qualidade é determinante pra compra de um carro, mas no Brasil lidera a visual.

  • Antonio Ancesa do Amaral

    “Há também, e isso é visível em vários comentários, a questão do preconceito. Saber que o Etios foi projetado para “mercados emergentes”, para a Índia no caso, parece incomodar, como se ter um signifique rebaixamento de classe social.”
    Preconceito igual ao que vem sofrendo o Nano Tata, e diga-se de passagem dentro da própria Índia, por ser o mais barato, tendo a empresa mudado o slogan para atrair consumidores.
    “Pra não dizer que não falei das flores” (Geraldo Vandré), acho o Yaris atemporal, igual ao Corsa, em relação ao HB20.

  • Félix

    Não achei o carro ruim. Apenas não o acho o bom o bastante. Afinal a Toyota tem opções interessantes em sua linha de compactos

  • Silvio

    Bob,

    Eu tenho um Logan 2008, não é primor de beleza, tampouco foi projetado para o primeiro mundo, e não consigo engolir o Etios, em especial o sedã, consegue um design externo ainda mal resolvido e não harmonioso do que o do Logan. Internamente Etios tem soluções estéticas e ergonômicas ruins, como as saídas de ar, tampa de porta-luvas, e o famigerado painel minúsculo de péssima leitura central. Tive a oportunidade de andar em um táxi Etios sedã meses atrás, e questionei o taxista, a resposta foi: “é um mini Corolla, carro excelente, pena que é muito feio, mas é uma delícia.” Não falou nada do painel ser ruim, ou do ar-condicionado funcionar mal, ou ser ineficiente (detalhe: isso foi em Goiânia).

    Acredito que seja mais a impressão do diferente e resistência de mudança, mas ainda assim acho que foi uma decisão errada da Toyota de poupar alguns reais em detrimento de um design pouco mais bem cuidado. Ainda mais sendo a Toyota campeã de vendas no segmento médio vendendo o carro mais conservador entre os concorrentes.

    • Fat Jack

      Concordo e o trecho:
      “…vendendo o carro mais conservador entre os concorrentes…”
      Definiu exatamente!

    • Domingos

      O ar dele tem um problema bem maior que as saídas engraçadas, que dá para se ajustar. É o barulho enorme quando você o liga. O ventilador é bem barulhento, mais do que o do próprio radiador.

  • Guilherme Rocha David

    Bob, o fato do HB20 ter tido sucesso mesmo sendo feito para mercados emergentes só prova que o problema não é preconceito, mas sim o carro em si. Sem falar que 99% dos consumidores nem sequer imaginam que determinados carros são produzidos aqui ou ali.
    O problema do Etios é o estilo ultrapassado. Feio? Questão de gosto, mas fica bem nítido o quanto seu desenho é tosco quando posto ao lado dos seus concorrentes.

  • pkorn

    Olá, caro Bob Sharp! Realmente o Etios é daqueles casos polêmicos (Edsel, Fusca com teto solar etc) em que bons carros acabam tendo certa rejeição por um detalhe ou outro, por vezes injustamente. Na minha opinião, o consumidor não gostou mesmo foi que o Etios é um carro simples, mais que isso, simplificado, mas essa economia de custos não resultou em vantagem significativa para o consumidor. O Etios custa como March e HB20, mas o consumidor fica com o feeling de que ele deveria custar menos. Já ouvi vários comentários nesse sentido: “se fosse mais barato seria adequado” ou “seria um carrinho para trabalhar, se custasse menos”. Por fim em tempos de google não dá mais para uma grande empresa ignorar a capacidade do consumidor em descobrir que existe o Yaris, prontinho, cabendo exatamente nessa faixa de preço. Daí…

  • Paulo Júnior

    Caro Bob,
    Mais uma vez um excelente texto. Hoje podemos nos dar ao luxo de escolher um carro dentre vários, todos bons automóveis. Quanto ao preconceito, também concordo com você. Eu mesmo tenho um certo preconceito com a Hyundai, não pela qualidade, mas pelas propagandas que beiram o ridículo do exagero, mas sei que é bobeira minha. Quanto ao Étios e, principalmente ao painel central, fiz um test drive no Salão do Automóvel e é uma excelente carro, porém eu, como só tenho visão no olho esquerdo, jamais poderia ter um carro com painel central, pois chega a me incomodar a visualização. Mas sei que sou exceção, e a Toyota pode e deve melhorar a visualização deste painel, mas contínuo com a opinião, por questão de praticidade, o estilo VW é o melhor. Mas é gosto.
    Um abraço.

    • F A

      Pois eu não compraria HB20 por ter que a cada 15.000 km trocar a correia dos acessórios. E painel central é querer reinventar a roda. É querer ser diferente num mundo onde não tem mais muito o que se inventar.

    • F A

      Realmente parece que a Toyota é engessada por não fazer as mudanças. Ou é teimosa mesmo. E também fico pensando para que serve a pesquisa de mercado antes de efetivamente lançarem um carro. Serve para quê? Nad pesquisas não viram que ioconsumidor achou feio.? Mas eu acho que a Toyota lançou o carro de salto achando que por ser Toyota venderia qualquer carro.

  • Mibson Fuly

    Ainda compro um Twingo!

  • REAL POWER

    Bob.
    Concordo com você. Ame-o ou não compre. Mas nesse caso o Etios justamente pode estar perdendo consumidores, que mesmo após testarem o carro e conhecerem suas virtudes, ainda assim tem a posição do painel como fator determinante para não comprar. Há uma questão que me vem a cabeça. Como a Toyota do Brasil, que tem Corolla e Hilux como ponteiros de venda, aceita vender tão pouco do Etios? Me parece ter sido um erro desde o desenvolvimento do carro em relação a posição do painel. Pois já no seu lançamento e até hoje isso causa comentários que mais prejudica do que ajuda a convencer uma pessoa a comprar. Eu tenho a impressão que o consumidor fiel da Toyota é do tipo tradicional. A Posição do painel do Etios foge do tradicional. E será que quem decide na Toyota nunca fez uma analise subjetiva desse painel, para poder vetar, pedir mudança. Nunca sentou-se no banco do motorista e percebeu tudo aquilo que jornalistas e consumidores logo percebem em relação ao painel. Vejo por exemplo uma agilidade muito grande da Fiat em buscar sanar detalhes dos seus carros que não agradem a maioria, fato que leva a Fiat a ser líder no mercado juntamente com outros motivos. A Toyota tem que mudar o painel do Etios urgentemente, seja na sua posição ou mudar para digital, caso da sua sugestão, que certamente implicaria menor custo ao fabricante e menor tempo de desenvolvimento, mas o melhor mesmo para os tradicionais clientes da Toyota e de grande parcela dos consumidores de todas as marcas, é painel à frente do volante. Abraços.

  • Portuga Goleta

    Eu tinha preconceito visual com carros também, até andar no próprio Etios e ver como ele realmente é, não tenho um, mas pretendo trocar de carro nos próximos meses e ele ao lado do KA e HB20 são minhas primeiras opções, irei fazer um teste nos três e ver qual me agrada. Confesso ver o Etios na frente pelo motor….

  • Newton ( ArkAngel )

    Pois é…como já disse antes, brasileiro não gosta de carro, brasileiro gosta de se exibir.
    Não duvido que muita gente vai deixar de comprar aparelho da Apple se souber que grande parte dos mesmos são feitos pela Samsung, afinal de contas, Samsung é aparelho de pobre…são os mais populares entre os usuários de ônibus.
    Meu aparelho é um “espertofone” da Positivo, paguei 299 00 e faz exatamente as mesmas coisas que modelos mais caros, e de brinde vem com um cartão de memória de 4GB.

    • m.n.a.

      kkkk, boa….é isso aí mesmo….

      depois vão arrancar aqueles adesivos ridículos da maçãzinha detrás de seus carros…..

  • Fernando

    Alguém ter dito que ele parece com linhas dos anos 2000 até posso imaginar o porque: o problema não é o Etios, mas sim o que andam fazendo nos outros, visual “futurista” ou sei lá como definir, mas cheio de vincos e aparência que até foge de linhas normais dos carros como estávamos acostumados, principalmente nos Hyundai. E no interior com a parte central do tabelier e saídas de ar, a Ford com os Focus/Ka/Ecosport também fugiu do convencional, mas é algo discutível.

    Tem quem goste e quem não, e pessoalmente prefiro o que não é tão agressivo, portanto o Etios não me causa nenhuma estranheza no exterior, mas no interior não bastaria o painel ser digital para me agradar.

    O citado Corsa para mim é referência em um desenho simples mas que não precisa de escândalo para fugir da mesmice.

    O que eu faria de sugestão para melhorar o Etios externamente: usar a grade na cor do carro como a do Yaris. É um detalhe pequeno, besta, mas cromado onde não deveria acaba piorando, e não é mais sinônimo de qualidade ou status como nos anos 50. Vendo um ao lado do outro dá para ver como são parecidos, e talvez o item mais feio do Etios seja justo a grade(problema de menos para um carro).

  • Ilbirs

    1) Conforme já dito no texto, há diferença importante entre o painel centralizado do Etios e soluções análogas em Twingo I e C4 Picasso (iria mais além e também falaria da primeira geração do C4 normal, bem como da minivan Xsara Picasso). Elas não estão apenas no fato de os instrumentos desses últimos serem digitais, mas também de posicionamento. No caso do Etios, os mostradores estão em uma posição próxima que, por ser centralizada, obrigam a um movimento de olhos e cabeça, enquanto os mostradores convencionais em frente ao volante demandam apenas uma batida de olho. Em Twingo, C4 de primeira geração, C4 Picasso e Xsara Picasso, os mostradores também estão distantes, em um ponto no qual se pega as informações em batida de olho, não sendo preciso um movimento mais amplo para acessar as informações. Logo, é sim inadequada a solução popularmente chamada de “Filizola” por causa da pouca distância que há entre os mostradores e a posição em que o motorista fica;

    2) No caso do quadro de instrumentos elevado dos mais recentes Peugeots feitos sobre a plataforma PF1, a coisa também foi na base da experiência acumulada. No 2008 o quadro está em uma posição mais elevada que no 208, de maneira a ter visão totalmente desimpedida, enquanto no 208 o quadro está um pouco mais baixo e a vista fica ligeiramente obstruída pela parte superior do aro do volante. Sei que a Peugeot está usando essa solução em outros modelos, como o 308 II (plataforma EMP2), mas não saberei se fizeram tão bem feito como no 2008. Espero que sim, pois há experiência acumulada;

    3) No caso do estilo do Etios, ainda que estritamente funcional, não recrimino quem quisesse linhas com menos quinas. Provavelmente ele seria até mais aerodinâmico do que o é (0,33 no hatch, 0,31 no sedã) se suas formas fossem mais favoráveis. Não se despreza o bom trabalho feito pelo estúdio indiano da Toyota (como se pode provar inclusive pelo bom desempenho em colisões), mas o que se desejava eram linhas visualmente mais agradáveis. As proporções laterais estão corretas, com direito a um balanço dianteiro bem curtinho e bom para evitar batidas em lombadas, mas quando olhamos o carro em outros ângulos, a coisa fica mais estranha mesmo.
    A beleza de um carro segue basicamente os parâmetros que seguiria a beleza das construções e também a beleza da natureza, significando aí que as proporções áureas irão de fato ser visualmente mais agradáveis que aquelas que não forem isso. Exemplo disso em coisa feita pela mão humana:

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/da/The_Parthenon_in_Athens.jpg

    Se o Partenon é bonito no estado de ruína que se encontra, imagine como devia ser quando inteirão. Houve todo um cuidado com as proporções, com o comprimento tendo uma relação específica com a largura. Mesmo na Índia quem desenhou o Etios poderia ter olhado bem para o belo, seja pela mão do homem ou pela natureza do lugar:

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f5/Taj_Mahal_2012.jpg

    http://9f1780.medialib.glogster.com/media/21452d5a488586fc03d0acef4dd0e1a8d9d36bd90accf47aa19e50546d6385e4/bengal-tiger-water.jpg

    Ainda na natureza, temos mostras da proporção áurea, como a famosa concha do náutilo:

    http://www.theepochtimes.com/n2/images/stories/large/2008/11/19/2007-9-17-10049882.jpg

    http://www.keplersdiscovery.com/Images/Fibonacci_spiral.jpg

    Concha essa que serve também como exemplo clássico da tal proporção áurea:

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8e/SimilarGoldenRectangles.svg/220px-SimilarGoldenRectangles.svg.png

    Logo, fosse o Etios mais áureo, acabaria sendo também mais belo e as trapaças aerodinâmicas que permitem baixo Cx inclusive seriam mais efetivas;

    4) Sobre o carro ser feito para mercados emergentes, aqui também caímos naquela história de parecer ser obrigatório para países mais pobres que os carros neles fabricados sejam piores que seus equivalentes de mercados mais exigentes, tanto em estilo como qualidade construtiva geral. Quando vimos o Etios, notamos que o grau de exigência dos indianos é menor que o dos brasileiros, mais acostumados a ter produtos de Primeiro Mundo sendo fabricados por aqui. A sorte foi ver que a Toyota brasileira solucionou bem alguns problemas que existem no Etios indiano, como infiltração de água e poeira e ausência de banco rebatível no sedã.
    Porém, não dá para negar que temos uma base inicial inferior àquela que seria possível se o carro pequeno fosse o Yaris, que é mais cuidado justamente por estar em mercados que pedem mais;

    5) Sobre o Hyundai HB20, ele pode ser feito especificamente para nosso mercado, mas foi feito com um grau de exigência que poderia até fazer com que ele fosse vendido em mercados de Primeiro Mundo sem muitas alterações. Temos vedações duplas nas portas, vãos de chapa bem cuidados, linhas que tiveram o cuidado de ir para além do simples funcional e outros tantos detalhes. Não é à toa que a Toyota, ao notar que o Etios iria ser triturado pelo HB20, tratou de cortar R$ 6 mil no lançamento para que a coisa não degringolasse de cara. Precisou também fazer correções durante o voo, como passar a pintar o cofre a partir do ano-modelo 2014.
    O resultado fica bem óbvio em vendas, com o HB20 estando sempre entre os dez que mais deixam as concessionárias;

    6) O exemplo da Dacia é interessante por ser uma marca que está em um mercado exigente e que por isso é obrigada a fazer com que seus carros tenham um mínimo de qualidades gerais para que possam emplacar bem. O Logan em sua primeira encarnação podia ser simplório, mas tinha a seu favor uma boa qualidade construtiva geral, algo que inclusive o favoreceu na Índia, onde é vendido como Mahindra Verito e, mesmo sendo feito em um país com problemas importantes de qualidade geral de seus automóveis localmente feitos, não sofre dos problemas de infiltração de que se reclama no Etios feito por lá.
    Aliás, lembremos que o Etios também não está vendendo tanto assim na Índia, a ponto de os primeiros rumores sobre sua sucessão terem vindo daquelas bandas, a ponto de se falar em antecipação de fim do ciclo do produto;

    7) Em relação ao up! europeu ser fabricado em Bratislava, lembremos que é a mesma fábrica da qual sai o Touareg desde sempre. Logo, é um carrinho que compartilha instalações com algo feito para concorrer com Range Rover e se beneficia disso, benefício esse que vai além do simples fato de estar em um mercado mais exigente. Sobre o Cayenne ser feito em Leipzig, também há a mesma conjunção de fatores do Touareg pressionando pela melhor qualidade;

    8) Falou-se do Duster e aqui também podemos falar da Índia, pois as unidades iniciais com volante à direita vendidas na Europa eram feitas na Índia (onde o carro é conhecido por Nissan Terrano) e choveram reclamações de baixa qualidade na pintura e nas chapas, a ponto de terem mudado a produção dos modelos de mão inglesa vendidos em mercado europeu para a unidade romena da Dacia. Reclamações na Europa também chovem em relação ao EcoSport, que para lá também é fabricado na Índia e sofre com problemas bem primários.

  • Clésio Luiz

    Acho que o primeiro carro fabricado no Brasil com painel centralizado foi o Xsara Picasso. Na época, o que se comentava dele, além das piadas com o nome (…), era o formato da carroceria, que parecia um ovo gigante com quatro rodas. Mas o interior, com espaço espetacular e acabamento ótimo, nunca ouvi reclamações da localização dos instrumentos. Era apenas diferente. E vendeu bem na sua categoria, era fácil ver um no meio da rua, seja pelo formato chamativo, seja pelo número de unidades vendidos.

    http://3.bp.blogspot.com/_XULjw6SX-4Q/TQu4jJuVfaI/AAAAAAAAADg/LXWFZj7GBIo/s1600/Citroen_Xsara_Picasso_1_2000_02.jpg

    • Ilbirs

      No caso do Xsara Picasso, observe-se que os mostradores ficam em um ponto distante da vista e praticamente onde ficaria o horizonte no para-brisa. Logo, o ângulo de desvio de vista para se consultar as informações do painel é bem pequeno, apenas com um movimento de olhos. O mesmo vale para as duas gerações de C4 Picasso que sucederam a minivan aqui fabricada, bem como vale também para o C4 de primeira geração e o Twingo I, em que tomaram esse cuidado de deixar os mostradores distantes. Logo, nesses carros os mostradores centrais não incomodam nem um pouco e você se acostuma facilmente, pois levaram em conta o campo de visão natural de um ser humano. São esquisitos, é verdade, mas esquisitos de uma maneira bem consequente.

      No caso do Etios, o problema está em esses mostradores estarem muito perto do volante, obrigando a um desvio maior que inclui o pescoço. Fossem mostradores distantes, aproveitando-se aí da extensão do painel, não teríamos o problema de eles serem centralizados e no máximo a crítica seria ao fato de o painel aparentar ter sido pensado para fácil adaptação de mão inglesa para normal, mas na realidade ter adaptações bem mais extensas que aquelas que normalmente aconteceriam em painéis que de fato foram pensados para tal mudança rápida:

      http://www.carspricesindia.com/gallery/interior/big/int-1292409170Toyota_Etios_Dashboard.jpg

      http://pitstopbrasil.files.wordpress.com/2012/06/etios-interior.jpg

      Observe-se que de uma especificação para a outra muda toda a concha superior, a posição dos instrumentos do quadro, o módulo central inteiro, com direito às saídas centrais empilhadas também mudarem de lado, assim como o duplo DIN. Mudam de posição radicalmente também os controles de ventilação na parte inferior, o que significa haver muito poucas peças de painel em comum quando comparadas as duas especificações de um carro que foi pensado em tese para ter baixo custo. Os únicos módulos em comum estão no console central. Compare-se agora com as duas especificações do Xsara Picasso que você mencionou:

      http://www.picsauto.com/images/citroen-xsara-picasso-2.0-exclusive-03.jpg

      http://wc-images.s3-eu-west-1.amazonaws.com/Fullsize/citroen/xsara-picasso/1-6i-16v-vtx-5dr/citroen-xsara-picasso-1-6i-16v-vtx-5dr-14700470-2.jpg

      Basicamente, só muda mesmo a parte inferior, devido à mudança de posição do volante, com todo o resto ficando igualzinho. Logo, mais peças em comum e menos gastos para a troca de lado, mesmo sendo um painel mais elaborado.

      • Fabio Toledo

        A especificação é a mesma, porém espelhada, imagino que isso seja alteração de praticamente um clique no software.

  • EJ

    Bem na linha de estilo, há algo que já é domínio quase público. Hoje em meu horário de almoço vi um HB20 1.6 Comfort Style, e bem a seu lado, um Polo Sportline. Como curiosidade, ambos eram vermelhos, e na configuração hatch. Olhei, olhei novamente, “rodeei”, e por mais que estilo seja uma questão de gosto pessoal, não é ousadia dizer que o design proposto pela Hyundai em seu produto brasileiro impressionou a maioria positivamente no começo, mas “cansa”. E o Polo, que foi tachado por milhares de “velho, jurássico, obsoleto”, tem a mesma qualidade do Corsa B citado pelo BS. Não cansa, é natural. Pode não torcer nenhum pescoço na rua, mas também não cansa.

  • Fórmula Finesse

    O problema é exatamente você ver o “cockpit” do 208 – como o da foto – e depois comparar com o do Etios, que decididamente é um bom carro…aí amigos, não têm questão de berço/origem que resolva a celeuma: pelo mesmo preço (e nesse quesito interior em particular), é como comparar redes sociais com tele amizade…
    Por fora, o Etios também não apaixona ninguém, mas não acho que comprometa. Como eu disse em comentários posteriores, o Etios faz a tarefa de casa muito bem, merece ser guiado – não pode ser completamente descartado apenas em virtude (sic) do painel; é um carro que merece entrar na lista de pesquisa de preços de qualquer pessoa que esteja para comprar algo nesse segmento. Utilizando o exemplo do belíssimo Peugeot 208, não sei ao certo se ele – o Peugeot – é um carro melhor para o dia a dia, apesar de agradar bem mais aos olhos.
    FF

    • Domingos

      “é como comparar redes sociais com tele amizade…” Muito boa hahaha!

      Mas é isso mesmo. Conceitos até similares (painel desempedido com visão mais acima, sem deslocar os olhos para baixo) mas executados muito melhores no 208.

      Acredito que na Índia radares simplesmente não sejam um problema. Uma batida de olho no painel basta e aí não incomoda tanto.

    • Fabio Toledo

      Acho que o consumidor do Etios busca pós-venda e confiabilidade, fama que a Toyota conquistou. Só existe esta explicação para mim.

  • Roberto Alvarenga

    Acho o Twingo um dos carros mais legais que já foram feitos.

  • Marcos Ramiro

    Bob, entendo o que você diz, mas para mim a questão não é o que o carro entrega e sim o o que fabrica quer diz entregar.

  • Wagner Marinho

    Bob Sharp, acho que a questão não é nem por ser feito para mercados emergentes e nem nada. Acredito que é simplesmente birra do mercado mesmo. Se não simpatizarem com o carro, o malham até ser tirado do mercado. Aqui no Brasil e também no resto do mundo existem carros que “pegam” no mercado e carros que “não pegam”. Exemplo disso acho que é o Fiat Marea. Carro muito confortável e andava bem. Tive um com o motor 2.0 20V e sempre fiz manutenção preventiva e nunca tive problemas com ele. Até hoje não entendo como o chamam de bomba enquanto aplaudem os Santanas e Opalas da década de 90.

  • Wagner Bonfim

    Bob, infelizmente os leitores estão ficando ranzinzas demais, além de serem meros “tudólogos”, opinando sobre qualquer assunto. E a facilidade de emiti-la auxilia nessa questão. É o caso de segurar o mouse por uns minutos antes de postar a opinião, lendo cuidadosamente o que se escreveu …

    Os leitores do Ae e do BC são até mais tranquilos, tem alguns sites que é melhor ficar quieto, dada a virulência dos comentários.

  • Wagner Marinho

    Esqueci de dizer no comentário anterior. Sobre o Etios, creio que o problema nem seja no painel em si, e nem no fato de ser desenvolvido para os indianos. O fato da sua “rejeição” acho que é na decepção que o mercado teve. Enquanto todos esperavam um “mini-Corolla” parecido com o Yaris, um hatch bonito, luxuoso e com mecânica confiável à preços razoáveis a Toyota trouxe somente a parte mecânica.

    • $2354837

      Enquanto isso a Honda nada de braçada com o conrrente do Yaris…

  • Lucas Vieira

    Bob,

    há estudos aeronáuticos que dizem exatamente o contrário a respeito de velocidade de leitura em escalas digitais, pois em testes foi verificado que o velho e bom ponteiro, apenas por uma rápida vizualização de sua posição no “reloginho”, já permite o piloto ter idéia da velocidade, ao contrário do digital, que demanda mais tempo para a leitura correta da mesma. São coisas de microsegundos, mas faz diferença. Por conta desse atraso de leitura no modelo digital, foram criadas as red/yellow e green tapes nos velocimetros digitais em CRT, e depois com o advento dos LCDs, que permitem maior informação nas telas aeronáuticas, os relogios voltaram a equipar os paineis. Estudos bem interessantes esse, e se aplicam perfeitamente no universo automotivo.

    Abraço

    • André

      Mais um estudo com apelo da “segurança”, que vende igual água. Depois virão as “estatísticas”, que sabemos bem a que se destinam. Ou é pau mandado, ou esse pessoal não é piloto pra achar que esse “tempão todo” vá fazer diferença. Com automóvel, menos diferença faz. Automóvel nem de velocímetro precisaria, basta a referência visual para saber a quanto trafegar.

      Pra onde estamos caminhando!

      • Domingos

        Mas isso existe mesmo. Olhe para um relógio digital e depois um analógico. No digital, se leva quase 1 segundo pra ler o horário – porém você o sabe com precisão.

        No analógico, uma batida de olho e menos de 0,5 segundo você sabe que horas são dentro de uma faixa de 5 minutos. Se for ser preciso, leva o mesmo tempo que o digital ou mais.

        Claro que não significa um risco à segurança, ao menos em carros, porém o certo mesmo é o analógico na frente do motorista – com um repetidor digital se desejado.

        • André

          Se o digital não fosse mais prático, as fábricas não perderiam tempo em ter um repetidor desse modo. No analógico você tem de ler a escala e o ponteiro, nem se discute o que é mais prático e preciso.

          Acho essa discussão uma bobagem.

          • Domingos

            A escala a cabeça memoriza a posição rapidamente, bastando ver a posição do ponteiro nas vezes em seguida.

    • Arruda

      Hummm…. mas o digital se sobressai na precisão unitária. Quando indica 38 km/h é exatamente 38 (ou corrigidos 35 reais no meu caso), no painel de ponteiros você tem uma aproximação.
      Também temos que considerar que há painéis bons e ruins de qualquer típo. Eu ainda não achei nada melhor que o mostrador do C4 Hatch e Pallas, superior inclusive à C4 Picasso citada pelo Bob, pois os números são maiores e fica mais acima, na linha de visão bem próxima ao pé do para-brisa.
      Se os estudos fossem feitos entre o C4 e o Etios, aposto que o digital ganhava 😉

      Nos aviões temos outro ponto a considerar que é a quantidade de instrumentos muito maior que o piloto tem de ficar de olho e neste caso uma “bizoiada panorâmica” sobre os ponteiros nas posições de costume é muito mais rápida que conferir vários números, um a um.

    • CorsarioViajante

      Também já vi isso. Me parece que o ponteiro dá uma leitura mais rápida porém menos precisa – você sabe que está em torno de 100km/h, por exemplo, só de bater o olho. Já o digital te mostra exatamente a velocidade – 103km/h por exemplo – mas não com um golpe de vista, pois seu cérebro precisa “ler” os números e interpretar a informação.

      • CorsarioViajante

        Pois é, com os limites cada vez mais antinaturais e os radares mais disseminados, eu, por exemplo, noto como a condução fica mais tensa e cansativa. Diferente de quando pego uma estrada com velocidade razoável, como Bandeirantes ou Dom Pedro, e aciono o “piloto automático”.

        • Domingos

          É muito mais confortável e seguro viajar no “piloto automático”, mas para o governo bom é passar 10% da viagem olhando no velocímetro distraído…

      • Ilbirs

        Uma dica que dou é instalar no smartphone um aplicativo que dê alarme sonoro para uma determinada velocidade. Tenho usado este aqui para Android, que tem a vantagem de se poder deixar pré-programados oito limites, bastando apertar o mesmo assim que se ingressa na via. Os limites são programáveis a seu bel-prazer e dá para jogar bem em cima das tolerâncias dos radares. No meu caso, programo os limites sempre 4 km/h acima do que consta na placa determinando o limite e ponho um dos alertas disponíveis, que pode ser um alarme sonoro (ainda que este fique disparando de bobeira quando se perde o sinal do GPS e precise ser desligado) ou voz (que você pode programar para dizer o que quiser), mais um alerta luminoso que usa o flash da câmera fotográfica do celular. Tenho gostado bastante desse aplicativo, que também funciona em segundo plano com uma janela de transparência ajustável. E, como já constatava anteriormente, se pela marcação do velocímetro do carro já constatava andar mais rápido que a média do tráfego ao meu redor, sem desrespeitar o limite da velocidade, com o velocímetro do GPS estou indo ainda mais rápido e agora jogando com a tolerância do radar debaixo do braço, mais rápido ainda.

  • Cláudio P

    Eu não costumo ser radical em minhas opiniões. Sobre carros em especial sempre digo que antes de se criticar um carro é preciso guiá-lo, pois por trás da aparência tímida pode haver boas surpresas. Um exemplo foi a primeira vez que dirigi um Logan da primeira “safra”. Eu achava seu visual anêmico e não via justificativa no conceito de projeto de baixo custo para ser assim. E sobre aquela geração continuo achando o mesmo, porém o atual melhorou bastante. Mas naquele dia que o guiei fiquei surpreso com sua dinâmica. Nunca mais tive dúvidas, ao avaliar um carro o mais importante é o que ele entrega em movimento. Mas quando saí dele olhei para trás e me perguntei: “Excelente, mas não poderia ser bonito?”. Lembrando de carros populares bonitos, um deles o próprio Corsa citado, mas também a primeira safra do Ford Ka, entre muitos outros, e da ótima dinâmica que muitos deles sempre demonstraram, acabei elegendo o Sandero como o ótimo carro que nunca teria, porque ser de baixo custo não é desculpa para um design pobre. A própria geração seguinte provou isso com um estilo até bastante agradável. Sempre imaginei que o trabalho do designer é, além de buscar a funcionalidade, criar objetos bonitos, harmoniosos e desejáveis. Fico imaginado na área de estilo de uma fábrica de automóveis como se inicia a concepção de um design deliberadamente pobre como o Etios. Será que o chefe chegar a dizer: “tá ficando bonito demais, vamos piorar um pouco isso aí”? Claro, é uma visão simplista, mas até que válida. Esse tema me lembrou um ótimo texto do Kleber Nogueira do Best Cars chamado “Quanto a Feiura Vale”. Segue o link:

    http://bestcars.uol.com.br/colunas3/mm368-quando-a-feiura-vale.htm

    É interessante que o Etios ainda não havia chegado aqui, mas estava sendo “ansiosamente” aguardado. Ele cita outros exemplos como Cobalt e Versa. Faz todo o sentido. Voltado a minha crença, instalada pela experiência com o Sandero, digo que não tenho como julgar o Etios, pois o principal, guiar, eu não fiz. Mas, um pouco fora do meu estilo, posso falar que acho seu design simplesmente uma grande porcaria e não me sinto nada convidado a avaliar o resto. E isso não é preconceito contra projetos para países emergentes. O citado HB20 é um carro com design caprichado. Um ótimo trabalho feito pela Hyundai, justamente o contrário da Toyota com o Etios. É que o “Toyotinha” é feio demais, mesmo, simples assim. Nada a estranhar sobre a rejeição de muitos. Dizem que “quem vê cara não vê coração”. É verdade, mas nos carros talvez se possa ver a consideração que as fábricas têm com seu consumidor.

    • CorsarioViajante

      O que acontece a meu ver é que desenhar um carro bonito requer profissionais bons (e portanto caros) e ainda pior, precisa que estes profissionais trabalham bastante tempo “amarrando” o desenho – e horas de trabalho custam caro.
      Então por exemplo num projeto de baixo custo destinam uma verba de X dólares para cinco estilistas júniors trabalharem por um mês. Já num projeto mais sofisticado vão destinar 10X para um designer renomado criar o conceito original e mais 5X para dez estilistas sêniors trabalharem quatro meses em detalhes e sutilezas.
      Repare que se você pedir para um leigo desenhar um carro, normalmente vai sair algo parecido com qualquer um destes carros de baixo custo.

  • Alemão M

    Bob, sua opinião quanto ao desenho é totalmente subjetiva. Tanto quanto qualquer outra opinião e reflete apenas o seu gosto. Acho gritante a impressão de ser um projeto de 15 anos atrás, sobretudo pelos enormes vãos da carroceria e os parachoques que parecem improvisados. O interior então, me causa depressão: não precisava ser tão, tão sem sal. Aliãs, é feio mesmo, além das desnecessárias saídas de ar em dois andares. Acredito que o carro seja tão bom quanto se fala (seu roda, motor, etc.), mas não me causa nenhum prazer visual, o que me afasta dele. Análise subjetiva, apenas.

  • Lucas Sant’Ana

    Não existe carro ruim, tudo bem, mas a ford regrediu nos seus processos visto que a quantidade de carros com a montagem desalinhada é absurda, em qualquer carro ford você acha algum desalinhamento da carroceria! Toda empresa tem programas de qualidade que objetivam uma melhoria contínua da qualidade, se não der pra melhorar que fique com o processo estacionado, agora piorar o processo, isso sim é absurdo! (por favor não me censure)

    • CorsarioViajante

      De fato. Sou bem distraído, mas quando estava na Ford conhecendo o Ka me chamou a atenção o desalinhamento da frente. Parecia meu carro atual, que já bateu duas vezes, com seis anos e 130.000. Nas demais marcas que fui não notei nada semelhante, realmente me chocou.

      • Fabio Toledo

        Então os carros da PSA melhoraram… Tivemos um 307 que veio com “este item de série”… Ah, tenho um Focus que também veio! Será que são nuestros hermanos???

  • Alemão M

    Também acho o HB20 rebuscado, principalmente seus faróis protuberantes. No interior, por sua vez, mostra-se muito agradável: montagem, desenho simples e moderno e boas sensações. Já com o Etios eu não tenho essa sensação. O Hyundai, apesar de não amar seu desenho, me teria como dono.

  • Lucas

    Eu diria que o Corsa (Classic) deveria voltar a ser como era na imagem do texto. A GMB, pra variar, estragou o modelo.

    • Fat Jack

      A “atualização” dele na verdade foi o reaproveitamento do maquinário que produzia o ‘Classic” chinês.

    • Domingos

      Eu voltaria ao original mesmo. Com os para-choques e grade originais, sem aquele negócio meio tuning que fizeram depois da linha 98 (ou 99? Enfim…).

      Desenho muito bom e atemporal mesmo. Simpático e o 4 portas com um caráter bem diferente do 2 era algo muito legal mesmo!

      • Matheus Ulisses P.

        Isso tudo sem comentar sobre a qualidade do acabamento.

        • Domingos

          Verdade. Era muito bom. Alguns anos do Classic voltaram a recuperar um pouco essa qualidade.

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Texto e comentários se complementam e ajudam na reflexão. Creio que o brasileiro deposita no carro muitos desejos: status, realização pessoal, conforto, etc. e, por poder aquisitivo muito menor do que em países desenvolvidos, quer que este seja lindo, espaçoso, na última tendência, com bom valor de revenda… Dessa forma, carros que não sejam “irresistíveis”, “top of mind”, mesmo sendo bons produtos, vendem pouco em seus segmentos. A maioria quer o mais aceito do mercado, tem receio de gastar em algo que terá menor aceitação posterior, ou que não cause inveja nos vizinhos…

  • Mineirim

    Sobrou nada para comentar… Verdadeira enciclopédia. Parabéns!
    O Bob que me desculpe, mas os instrumentos centralizados e o design do Etios me desagradam profundamente. Quando vejo um Etios na rua, falo pros meus passageiros: “Olha o Feios”. rsrs

  • Mineirim

    O Twingo é descolado, inovador. Outra história.

  • Arruda

    Concordo e diria mais: daqui 15, 20 ou 30 anos o Polo estará mais “atual” que o HB20, provavelmente marcado como uma das aberrações e excentricidades de uma época.
    Classificaria os desenhos de carros basicamente em três tipos:

    Os indiferentes: não no sentido ruim, pois não saltam aos olhos, mas são agradáveis à visão como o Corsa e Polo citados.

    Os estilosos: carros que exageram nas tendências. Podem até fazer sucesso entre os “antenados”, mas ficam velhos assim que a moda passa. E a moda passa cada vez mais rápido. Nesses eu incluo a atual safra de coreanos que, infelizmente, está fazendo escola entre os japoneses. Se pegarmos a geração passada de i30, Cerato e Picanto encontramos bem mais harmonia nas linhas que os atuais.

    As obras de arte: carros realmente bonitos que cujos desenhos ignoram o passar dos anos. Podem ser mais discretos ou chamativos, mas embelezam o ambiente qualquer que seja a década.

  • marcus lahoz

    Bob

    Em geral concordo com você, mas nesta do design do Eitos não tem como. O bicho é feio demais. Mas cada um com seu gosto.

    O painel tem duas falhas, difícil visualização e as saídas de ar apenas de um lado.

    Fora isso é um bom carro. Eu jamais compraria pois o design é fator fundamental para minha aquisição; já tive um carro racional (Xsara Picasso) gostei muito, mas não quero outro.

  • Arruda

    Exatamente, o Hyundai vende refinamento, os coreanos gourmetizaram (palavra horrível, mas não achei outra mais apropriada) o seu popular, enquanto a Toyota vende simplicidade. O sujeito fica com a impressão de pagar (caro) por um produto depenado. Embora em muitos pontos possa até ser superior, não é essa a impressão que passa.
    E não se esqueçam, um carro da Hyundai é [voz de locutor] o melhor do Mundo![/ voz de locutor]

  • Roberto Alvarenga

    O nível dos posts (tanto do Bob como do AK) e comentários aqui do Autoentusiastas sobre o “polêmico” Etios está tão bom que dá vontade de imprimir e mandar pra Toyota.

    • Roberto, eles leem por aqui mesmo.

      • Fat Jack

        Tomara que leiam e reflitam a respeito do bom carro que eles estão matando, ainda tem salvação, uma leve ajeitada por fora e um painel tradicional pode dar uma diferença gigantesca nos índices de vendas…
        Quanto ao painel de instrumentos, fica aqui minha sugestão, o do Corolla GLi (mais simples e provavelmente com menor volume produtivo. Justamente por isso traria benefício para os dois carros…)

      • Domingos

        Tomara que leiam mesmo. Uma dica para a Toyota: jamais colocar esse carro com os Bridgestones B250 tendo o P1 como opção.

        A pedra que o carro fica, para ganho nenhum de estabilidade, dá até raiva. Devem economizar palitos com essa mudança, mas para o cliente vira outro carro.

  • Leonardo Mendes

    Interessante que até ler este texto eu jamais tivera a mínima curiosidade de ver como seria o Yaris… não achei feio mas também nada de ovacionar em pé.

    Sobre o preconceito com os Dacias, eu nem comento mais… tem gente que enche a boca pra bradar que “são carros indignos pro nosso mercado“, como se vivêssemos numa Elysium terrestre com um carro desses em cada garagem:
    http://www.luanpa.net/wp-content/uploads/2009/12/2004-Audi-RSQ-Concept-2.jpg

    O Etios me lembra muito o que acontecia com o Fiesta na fase da frente apelidada “gatinho”… não era raro vendedores contarem que o cliente olhava pro carro sem demonstrar interesse, bastava uma volta no quarteirão pra mudar tudo.

    • Domingos

      O Fiesta gatinho não era feio. Era simpático também.

    • Fat Jack

      O “gatinho” ainda foi uma melhora (adaptada a moda Ford… – ô fabricante para gostar de meias estilizações…) pois o anterior, apelidado de “tristonho” tinha o mesmo problema, era um carro ótimo, de rodar macio e estável, câmbio excelente e uma economia invejável (apesar do fraco desempenho da versão 1-L Endura) mas simplesmente vendia pouco devido ao seu design!!!

      • Domingos

        O tristonho era bom nas seguintes versões: CLX 1,3, com aqueles pára-choques meio roxos em alguma cor como vinho escuro ou verde abacate (e aquelas charmosas calotas) ou o CLX 16V, com aquele motor legal e rodas interessantes.

        No resto das versões, com pára-choques pretos e sem decoração ou com cores de carro bem normal, ficava feio mesmo. Ainda assim um bom carro.

        • Fat Jack

          Tive um Class 1,0 (era então, pelo que eu sei, a versão mais completa do 1,0), com vidros, travas e páa-choques da cor do carro e só. Nem console central tinha…
          Em compensação fazia médias acima de 13 km/l na cidade sem “arrastoterapia”…

          • Domingos

            Esse Class era legal também! Era RoCam ou Endura ainda?

        • Fat Jack

          Idêntico a este…

          • Domingos

            Mas esse tá estragadinho com esse adesivo de tanque e as calotas não originais (nem devem existir mais, porém eram muito legais).

            E o pára-choque era bom ser em plástico sem pintura mesmo, num tom roxeado que tinha.

    • Fabio Toledo

      Não sabia desse apelido, mas o carro que teve rejeição foi o anterior, por ter aquela cara de pacato…

  • Fat Jack

    “AME-O OU NÃO O COMPRE”
    De fato, não o compraria.
    Não é pelo preconceito, nem tanto por suas formas (apesar que no caso do sedan – que seria o que possivelmente me interessasse mais – elas me parecem bem menos felizes que no hatch, me refiro a traseira, pois a vista lateral me parece extremamente equilibrada e limpa em ambos), muito menos por representar algum tipo de rebaixamento social, mas o Bob tem razão, tem muita gente que compra por status em primeiro lugar.
    Pra mim são 2 fatores:
    1 – preço:
    Acho que o preço cobrado por ele não se justifica, inclusive pela falta de itens comuns até em carros que custam aproximadamente metade (como iluminação do porta-malas, computador de bordo, regulagem do cinto…);
    2- posição do painel de instrumentos:
    Pra mim, simplesmente ali não é o lugar natural dele (e portanto não é onde ele deveria estar). Além do mais, não consigo ver sequer uma vantagem para o posicionamento central do quadro de instrumentos (da mesma forma não tive o menor interesse em ter um Twingo).
    Ele teria de convencer numa compra racional, mas dos 3 B’s (bom, bonito e barato) ele só consegue ter 1.
    É possível que em épocas de “mercado fechado” o carro até conseguisse atingir melhores índices de venda, mas hoje, com tantas e tantas opções (ainda mais nessa faixa de preço)?
    Pode esquecer…

    • CorsarioViajante

      E vou além meu caro, nos três “B”s, bom em relação ao que? À concorrência? Partindo de 40.000? Que concorrentes? Por este valor temos March, Up, Ka, HB20 e tantos outros também bons…

      • Fat Jack

        Digo bom em relação a mecânica, só se ouve elogios a respeito da suavidade e disposição da motorização e da dinâmica e suavidade da suspensão. Mas concordo contigo, estas qualidades a maioria dos concorrentes também tem…

        • CorsarioViajante

          Para mim parece que como o carro é feio acabam super-estimando a dinâmica. Tipo aquela mulher feia que todo mundo diz que é inteligente porque dizer que é feia e burra parece perseguição.

          • Fat Jack

            Pode ser, Corsário, pois de forma “generalista” a faixa de mercado na qual ele concorre preza por bons comportamentos dinâmicos.

  • Mr. Car

    Não dou a mínima que o Etios seja para países “emergentes” (tenho um Logan e gosto muito), nem que não seja lindo (tenho um Logan e gosto muito, he, he!), nem mesmo minha bronca é especificamente em relação à localização do painel, embora prefira mesmo na frente do motorista. Para mim, o negocio é mesmo a feiura do dito cujo, e como dizem e posso imaginar (nunca dirigi um Etios), a dificuldade de leitura dele. Acho este painel horrível na forma e na função, ao contrário dos outros dois citados, Twingo, e Picasso. O Twingo, aliás, acho bacana em tudo, beleza de carrinho! E também sou da opinião que não existe mais carro ruim.

    • Fabio Toledo

      Inclusive o Mr. Car descendo o sarrafo! Realmente este post… Passou longe Bob.

  • Renato

    Boa noite Bob,

    me é muito curiosos ler sobre esta rejeição à posição do painel/velocímetro do Etios e ninguém falar nada do horrível painel do Mini Cooper. Por que? Porque é BMW?

    Isto é bonito? http://s191.photobucket.com/user/run4fun_photos/media/Mini%20Cooper%20S%20Clubman/DSC_0752.jpg.html

    Eu não acho. para mim é fantasiado demais.

    • CorsarioViajante

      Não posso falar pelos outros, mas sempre achei o interior do Mini exageradamente rococó, para meu gosto o grande “contra” do carro.

      • Domingos

        Eu também. Aliás, com aquele peso todo (o carro pesa o mesmo ou mais que um Golf IV), o carro todo é meio caricato…

    • Wagner Marinho

      Renato, eu acho o painel do Mini bonito sim. Ele se encaixa perfeitamente na ideia de retrô. E não é porque está no centro que o painel do Etios me incomoda mas sim pela dificuldade de visualização que ele proporciona. Já me agradaria muito se a Toyota substituísse por um digital como o Bob Sharp propôs.

    • Thales Sobral

      Opa, nunca gostei daquele velocímetro no meio… Só que ficar cornetando na internet não é realmente um dos meus hobbies atuais… rs

    • Fat Jack

      Eu não falo porque me refiro aos “painéis centrais” de forma genérica, mas o acho desagradável quanto o do Twingo ou do Etios.
      Painel central, só me agrada neste carro:

    • Domingos

      O Mini tem o repetidor digital logo na frente do motorista…

  • Carlos Ribeiro

    Bob,não acho ser esse o problema do Etios,rejeição por ser um modelo para mercados emergentes,dentro da própria toyota tem exemplos de painéis centrais muito bem resolvidos,caso do Yaris da geração anterior,da Estima(prévia),a realidade é que ficou feio para a maioria mesmo.

  • Fórmula Finesse

    Sei lá…a Toyota sabia que teria que gastar relativamente pouco no projeto do “carro emergente” – Talvez pensassem em apostar em um painel “diferentão” para chamar a atenção em um mar de carros do mesmo segmento, teoricamente.
    Creio até que o custo do atual painel do Etios e um normal seja bastante similar, não dá pra perceber tanta economia assim que justifique essa rodada legal de baiana…
    Questão cultural, questão talvez de prioridades: quanto vende o Etios em outros mercados? Ele é encarado – equivocadamente – como piada pronta nesses locais também?
    Perguntas e mais perguntas. Mas se a Toyota estiver antenada (e está, pois empresta os carros), certamente ela lerá tudo isso – comentários gerais – e pensará em readequar algumas coisas, porque no cômputo geral, o Etios ainda é um bom produto…pessoalmente, repito, eu gostei e me surpreendi com o comportamento alerta do carrinho. Mais um pouco de refino e ele chega lá!
    FF

    • Fabio Toledo

      Estilo nunca foi o forte da Toyota, não é? Eu diria esmero, mais esmero.

  • Marceo

    Parece que no Brasil ha duas Toyotas, uma que fabrica o desejado Corolla e outra que fabrica o Etios. Não consigo entender uma montadora que disponibiliza no Peru o Yaris hatch e sedan e no Brasil 5º mercado mundial o Etios.

    • Wagner Marinho

      Marceo concordo com você. Porque mercados menores que o Brasil tem modelos e nós não? E não me venha com essa de Síndrome Vira-Lata não, porque Peru, Bolivia, Uruguai têm Toyotas melhores que nós.. O Yaris mesmo, essa versão 2015 está muito mais bonita e é a que mais se encaixa como “mini-Corolla”. Se ele estivesse entre nós com a mesma mecânica do Etios venderia como pão quente. Seria uma briga boa com Ônix e HB20

      • Rafael

        O mercado daqui é fechado, diferente desses países citados… E para produzir o Yaris por aqui e manter uma boa margem de lucro, esse produto custaria perto de 60 mil reais.
        Além disso, há outra questão pouco citada sobre os japoneses. Eles gostam de crescer devagar. Vocês acham que o pós-vendas da Toyota estaria como, se ela tivesse lançado um H/B20 da vida?

        • CorsarioViajante

          Ou seja, teria preço de Fit. O qual, aliás, vende muito bem. E aposto que este “fit da toyota” venderia muito bem também.

      • CorsarioViajante

        Seria para a Toyota o que o Fit é para a Honda!

  • Luís Galileu Tonelli

    Ao meu ver beleza nem os Corollas tinham até a atual versão. Vendia pela racionalidade de bom investimento por manutenção barata e caixa automática irrepreensível. Bastou chegar o Civic 2009 com a mesma confiabilidade e design matador que as vendas da Toyota recuaram.

    O mesmo vale para o Etios. Por que um Etios quando competitivamente o HB20 é confiável e muito bonito? Os Palios matadores também. O Onix não fica atrás.

    • Fabio Toledo

      HB20 é outro… Optar por um HB20 enquanto lá fora o produto é outro? (i20)
      Agora para quem aceita as coisas como estão…

      • Fat Jack

        Mecanicamente há alguma diferença relevante entre eles, ou é somente questão de estética? Pergunto pois a sua mecânica me parece de acordo com a atualidade, inclusive no que se refere à potência específica dos seus motores.

      • Luís Galileu Tonelli

        A questão do Etios não é a mecânica, muito boa por sinal, mas design. E citei também Onix e Palio.

        • Fabio Toledo

          Então, eu já vejo como muito boa para um carro de frota… Pasteurizado como um Corolla. Em relação aos outros nem levo em consideração.

  • CorsarioViajante

    Aqui é tranquilo porque a moderação é forte. Tem sites que é impossível comentar, de tanto corneteiro.

  • CorsarioViajante

    Como sempre, FF, ótimo comentário!
    De fato, conviver com um carro que tem algo que te incomoda é osso, especialmente se dirige bastante. Ou você se adapta à ele, o que nunca será uma relação bem resolvida, ou vai se encher e vender com raiva.

    • L641

      Vivo isso hoje com meu Sandero, antigamente eu perdia sábados inteiros encerando o carro, mas hoje me bate um desânimo quando me dirijo a garagem. Pretendo trocá-lo o mais rápido possível.

      • CorsarioViajante

        É o que eu falo, não existe custo x benefício melhor que um sorriso no rosto… rs

        • Domingos

          Não existe mesmo. Dá para passar anos com algo que você gosta, se não gosta, pode ser o “melhor negócio” do mundo…

    • Fórmula Finesse

      Obrigado camarada! Concordo integralmente com a sequência do comentário.

  • CorsarioViajante

    Pois é, preciso comentar… rs Tenho um Polo, e embora não seja um desenho arrebatador, como quase todo carro alemão, é tão bem resolvido que não cansa, e envelhece bem. TOda hora me pegando admirando ele – isso porque o possuo há seis anos e o dirijo todo santo dia!

    • Mineirim

      O Polo já foi candidato à minha garagem. Gostava da sobriedade e do conjunto mecânico.
      Só não comprei por causa do preço (na época se aproximava dos hatches médios) e de um problemático Passat que tive na década de 80, que me fez ter distância da marca (baixa durabilidade de peças originais, superaquecimentos, desregulagem constante do carburador, quebra de mola, queima de óleo pelo cabeçote etc.).

      • CorsarioViajante

        De fato. No meu caso ser menor que um médio era uma vantagem, pelo meu perfil, pela garagem e pelo trânsito mesmo. Mas tinha este problema.

    • Fabio Toledo

      O Polo que está com a minha mãe tem quase seis anos, dirigi ele estes dias, parece que perdi aquela admiração, acho que é aquela coisa do carro não ter mais o meu jeito. E não consegui deixar de comparar com o Fiesta da minha noiva, percebe-se a diferença de idade do projeto, mas sem dúvida o Polinho é um carro que tenho um carinho, foram várias experiências. Este foi o terceiro na família, os dois primeiros roubados, curiosamente estes tinham o mesmo tipo de película. O carro é robusto e mantem a integridade e rigidez de carroceria, creio que há alguma manutenção a ser feita na suspensão, talvez terminal de direção, vou ver se reservo uma manhã de sábado.

      • CorsarioViajante

        Não tem jeito, o tempo passa, as coisas evoluem!

  • CorsarioViajante

    Inclusive até hoje tem muitos órfãos do modelo. Não dá para entender abandonarem este nicho.

    • Ilbirs

      Pelo que ouvi falar, não fizeram a C4 Picasso na Argentina por falta de capacidade produtiva da fábrica de El Palomar. Claro que dá para temer o que poderia acontecer com a minivan média-pequena da Citroën, a se considerar o fato de a fábrica argentina ter um controle de qualidade bem inferior ao de Porto Real, que só foi se aperfeiçoando com o passar dos anos.

  • CorsarioViajante

    Excelente comentário!

  • Lucas dos Santos

    interessante artigo, Bob. Aliás, os seus últimos artigos, com base no que é falados no comentários tem sido excelentes. É uma ótima maneira de interagir com os leitores.

    Vamos lá:

    – Quanto ao Etios, definitivamente não o acho feio. Não é nenhum padrão de beleza, mas daí a dizer que o carro é feio há um certo exagero.

    – Painel centralizado realmente não me agrada. É uma quebra de paradigma difícil de se acostumar. Dá a impressão de que está “no lugar errado”. Apenas impressão.

    – Quanto ao estilo do painel do Etios, a mudança para o fundo escuro deu uma boa melhorada visual. Muito melhor do que o anterior. Mas ainda não agrada. A idéia do painel digital é excelente. Apesar de eu não gostar de painéis digitais, nesse casso acho que cairia bem, principalmente por conta do efeito paralaxe.

    – Não vejo problemas no Etios ser “para mercados emergentes”. Muito pelo contrário. É uma forma acessível de quem aprecia a qualidade dos produtos da Toyota, mas que não pode (ou não quer) pagar por um Corolla, ter um veículo da marca.

    – Quando à “implicância” com os veículos da Dacia, creio que é motivada pelos carros serem vendidos com o emblema da Renault por aqui. Muitos enxergam isso como uma marca “inferior” tentando se passar por uma “superior”. Acredito que se Sandero, Logan e Duster viessem para cá como Dacia, essa discussão não existiria.

  • Félix

    Por fora não chega a ser tão feio…mas longe de ser bonito. Mas por dentro é de se perguntar porque caprichar tanto no mau gosto? Os carros japoneses não costumavam se destacar no design, mas era usual serem discretos e corretos. Sem sal, mas ok.

  • “não existe mais carro ruim, todos chegaram a um nível tal que é muito difícil apontar um defeito ou erro de projeto. ” Aí é que está o grande cerne da questão para os fabricantes! Como não enxergam isso? Se os carros estão todos satisfatórios, a escolha se dará pela aparência!! Não sei o que esse pessoal tem na cabeça. Façam pesquisa de mercado com os consumidores, pesquisem qual desenho agrada mais, ora! A Hyundai fez o dever de casa, deu ao mercado o que ele gosta (a maioria pelo menos). A Renault enxergou isto com o Logan e corrigiu. A Ford lançou o Ka com o desenho muito bem acertado, mas aposto que no face-lift vai errar, assim como o primeiro do EcoSport. O Corsinha de 94 foi um desenho inspirado, muito bonito até hoje esse modelo duas portas. O interior do Twingo com painel central era bom, tem a aparência geral limpa e organizada. Já o Etios parece que foi montado a partir de peças de desmanche, não tem seguimento, não tem padrão, o velocímetro com look de “balança Filizola” é horrível, concordo plenamente em mudar o painel para um digital.

  • Maycon Correia

    Me baseio em fatos para comprar um carro. Índice de reparabilidade, valor do seguro, preço de manutenção, consumo, e durabilidade do conjunto. Após isso é só andar. Teria um Etios, ou um Fox, ou um up! Ou um Gol ou Voyage BlueMotion. Tanto faz. Porém não passaria disso, pois peças para caras ou caríssimas já tenho um Fusca de coleção, ou estimação, que às vezes as necessita.

  • Fat Jack

    A Toyota tem que entender da 1.a lei da pesca:
    “A isca tem que agradar ao peixe, não ao pescador!”

  • braulio

    O C4, apesar de ter nome de bomba e painel no lugar errado, tinha uma relação custo/benefício extremamente vantajosa: Ainda que a suspensão fosse mais ortodoxa que pomada minâncora, algo que não se esperaria de um Citroën, era um carro bastante confortável, espaçoso, com um motor potente e que não era o mais beberrão da categoria (bom, graças ao Vectra da época) e várias bossas que só ele tinha, como o banco que vibrava ou o difusor de perfume. Mesmo assim, nunca pôde ser chamado de sucesso de vendas.
    O painel do C4 é, de fato, de leitura muito fácil. Embora sejam raros, gosto de ver um sem película escura nos vidros na minha frente no trânsito. Dá para ver o carro da frente e a velocidade ao mesmo tempo!
    Quanto ao Twingo é uma questão de agradar ao consumidor: Se ele quisesse algo muito tradicional partiria para qualquer uma das opções disponíveis. Escolher esse monovolume francês é (ou deveria ser, ou, pelo menos foi durante um bom tempo) por si, uma experiência exótica. Mesmo outros carros com instrumentos em locais exóticos (os primeiros Seven e o Mini, com velocímetro quase colado na alavanca de câmbio) acabaram por limitar seus compradores por conta da posição dos instrumentos. Acho que não são raras as pessoas que preferem os instrumentos ao estilo “Alfa Romeo”, em que os demais passageiros não conseguem nem ler as horas direito, até para evitar um plebiscito a cada mudança de marchas e até o cachorro opinar se o motorista está rápido ou devagar demais…
    Mas vou concordar que se estivesse fora do lugar, mas legível, o painel de instrumentos do Toyota ainda não seria sonho de consumo, mas seria algo com que se acostuma. O desenho do exterior, apesar de parecer que foi feito um molde de argila que derreteu antes de tirarem-se as medidas para produção em série, é, também “acostumável”. Aqui o problema é justamente que não existe carro ruim, então ser bom não é vantagem nenhuma. E os outros produtos da faixa de preço oferecem tudo que o Etios tem num visual mais agradável e com o painel de instrumentos na frente do motorista.

    • Domingos

      O C4 era realmente muito legal e muito bom com aquele painel. E nunca, nunca, o sol o atrapalhava, pois ele contava com uma iluminação em âmbar sempre ativa e com passagem de luz por trás, em que a presença de sol ou luz forte fazia com que ele clareasse e continuasse a permitir perfeita visualização dos números.

      Isso sem ter que apelar a cores fortes como fez a Honda com o Civic (branco com roxo, para poder ser visto no sol).

      Uma pena terem tirado isso do carro.

      • Ilbirs

        Um problema naquele mostrador de instrumentos do C4 de primeira geração era o fato de os controles dele (regulagem de luz e controle de hodômetro) estarem muito longe do motorista, impedindo uma regulagem adequada com o carro em movimento.

        • Domingos

          O hodômetro dava para mexer com os comandos do volante, não?

          Uma coisa um pouco estranha era o conta-giros separado do resto do painel, que depois foi corrigido na atualização que não tivemos aqui (com capô diferente).

  • Carlos Komarcheuski

    O que deixa ele feio é essa suspensão alta, já vi um rebaixado tipo esse da foto, é outra coisa, nem parece um Etios, melhorou muito, ate entortei o pescoço pra ver na rua.

  • Marco R. A.

    Se hoje não há mais carro ruim, então a beleza é um critério de desempate que pode ser muito relevante no mercado atual. Qual o peso desse critério depende de cada um.

  • Costa

    Concordo com tudo que você disse Alemão M, e a gente sabe, se você tem 10 pessoas e 8 delas tem a mesma opinião, não a o que questionar, os 2 que sobraram são opinião descartada. Assim funcionam as pesquisas. Você não faz um produz para vender para a minoria e sim para a maioria.

  • César

    Bob, posso falar do Twingo e de seu painel (prefiro chamá-lo de display – aquilo jamais será um quadro de instrumentos) com propriedade, visto que tive um e o dirigi durante vários anos. Aliás, tenho saudades dele, mas isso é outro assunto.
    O caso é que o mostrador digital do Twingo não tem nada para ser lido além da velocidade “instantânea”, quero dizer, não aparece toda a escala do instrumento sendo percorrida por um ponteiro, como ocorre no Etios.Tudo bem, tem as bolinhas que indicam o nível do tanque, instrumento que não se consulta a toda hora, mas, quando necessário, é bem legível e intuitivo. E a tonalidade verde descansa os olhos.
    O painel do Etios, por outro lado, tem ainda tacômetro analógico, todas as luzes espia agrupadas e um display digital combinado que mistura o nível do tanque com os hodômetros que, convenhamos, além de ser minúsculo, é extremamente mal localizado. Repito, não é um instrumento para o qual se olhe a todo instante, mas quando se quer fazê-lo, é preciso ficar “procurando” a indicação no painel. O tacômetro é um instrumento extremamente dinâmico, que por sua própria natureza, atrai o olhar automaticamente, mesmo para quem dirige somente por necessidade e não por prazer.
    Além disso, a iluminação branca dos instrumentos contrasta com a laranja do rádio (pelo menos na unidade que dirigi) e faz uma profusão de matizes um tanto incômoda. A falta do instrumento de temperatura do motor não me incomoda, nem no Renault e nem no Toyota. Dispenso, nem o Galaxie tinha.
    Mas apesar de tudo, ainda assim o Etios me agrada. Só não compraria por causa do preço, Fiat 500 sempre! Abraço.

  • César

    Félix. A adoção de soluções que claramente não são as melhores é recorrente na indústria. Em todos os setores.

  • César

    Não existe carro ruim. Existe carro caro demais para o que oferece.

    • Fat Jack

      Este é um dos pilares do fracasso comercial do Etios, e a Toyota não se mostra nem um pouco preocupada em demoli-lo…

  • Marcelo Odir

    O Primeiro quesito que busco num carro atualmente é segurança, portanto sobram poucas escolhas, ou o Up!(5 estrelas) ou o Etios (4 estrelas). Apesar de ter gostado muito do Up! tb, preferi o Etios pela dinâmica, pela suspensão mais gostosa, pelo espaço e também pela manutenção mais barata (Etios = anual ou 10.000km, Up! = 6 meses ou 10.000km). Sem esquecer também que o Etios tem um seguro muito barato. 🙂

  • RoadV8Runner

    Depois do texto de ontem a respeito do Etios fiquei tentando entender exatamente o quê não me agrada no painel do modelo. Confesso que não descobri, tem alguma coisa no conjunto que me causa grande desconforto, me faz querer sair o quanto antes de dentro do carro…
    E concordo totalmente que hoje não existem carros ruins em fabricação. O que há é um ou outro detalhe que se destaca em certos modelos (positiva ou negativamente), mas no conjunto, estamos bem servidos, dá para agradar a todos.

    • Roberto

      É que a aquisição de um carro tem sempre o lado emocional que fala forte. É a mesma coisa com celulares. Os modelos mais caros não tem recursos que os mais básicos possuem (2 chips, rádio, tv, etc), e mesmo assim os modelos mais caros são o que a maioria das pessoas desejam.

      No caso de um carro, eu acho que o lado racional vai falar mais forte que o emocional, quando a idéia é utiliza-lo como veículo de trabalho. Talvez seja por isto que está se tornando comum (pelo menos onde eu moro) ver Etios utilizados como táxis.

    • Roberto Alvarenga

      Todo carro vai ter uma ou outra coisa que não irá agradar ao seu comprador. Mas no Etios, sinceramente, não há nada que me impediria de comprá-lo (talvez o preço, mas isso é em razão da minha própria pobreza).

  • Mr. Car

    Acho que você foi no ponto: o pessoal implica com Logan/Sandero/Duster por terem o emblema Renault na grade. Se fossem comercializados como Dacia, muita gente não faria tanto estardalhaço.

  • Uber

    Toyota, aprenda com seu passado!

    • Ilbirs

      Aliás, esse primeiro Yaris tinha a troca da concha superior do painel para que o velocímetro apontasse para o lado do motorista conforme a mão de direção:

      http://img03.carview.co.jp/trade/img06/cars/1599573/12005822/2001+toyota+vitz/24.jpg

      Observe-se que a área central do painel sempre ficava igual independente da mão de direção, com as saídas de ar sempre nos mesmos pontos e o mesmo valendo para os controles centrais. Logo, menos mudanças que o Etios.
      No caso do Etios, ele recicla basicamente as especificações de plataforma do Yaris da geração passada, com ambos os hatches tendo 2,46 m de entre-eixos e ambos os sedãs com 2,55 m nessa mesma medida. E se olharmos para o painel dessa geração do Yaris…

      http://www.auto-types.com/images/_autonews/2011-Toyota-Yaris-FL-interior_50.jpg

      http://blog.gtroc.com/dino/y5.jpg

      Como se observa, muda-se o lado do volante, mas os instrumentos e saídas de ar centrais ficam em posição inalterada, significando que saía mais em conta mudar o lado do volante de um Yaris da geração passada do que a mesma operação no Etios que herdou as especificações básicas de plataforma. E já que era para ter os mostradores no centro, que se aproveite também o espaço que sobra em frente ao volante:

      http://cdn.photolabels.co/images/media.caranddriver.com/images/09q3/291578/2009-toyota-yaris-5-door-hatchback-interior-photo-291636-s-1280×782.jpg

      Ainda que o Etios tenha um porta-luvas refrigerado que não me parece existir no Yaris de que herdou o esqueleto básico, com certeza fico mais seduzido pela profusão de porta-objetos do primo rico e adoraria que o primo pobre tivesse esse tanto de aproveitamento do painel, além dos mostradores localizados em posição mais próxima à base do para-brisa, justamente para ficar na mira do horizonte e dar a tal consulta rápida que há nesse Yaris do passado recente e não há em sua reencarnação como cidadão indiano. Espaço com certeza haveria, e muito. Se não quisessem dotar o Etios desse tanto de compartimentos com tampa, poderiam deixar seu painel mais simétrico com quatro, em vez de duas, saídas centrais empilhadas e direcionáveis, ficando aí um pouco como o Tiguan:

      http://static.usnews.rankingsandreviews.com/images/Auto/izmo/334502/2012_volkswagen_tiguan_dashboard.jpg

      Sendo o Etios um carro para países pobres, acabaria agregando aí outra vantagem, pois daria para dedicar duas saídas para os ocupantes da frente e as outras duas apontadas para os de trás, melhorando substancialmente a ventilação. Mas resolveram ficar com essas duas saídas empilhadas que mudam de lado conforme a mão de direção e sempre estão distantes do motorista, bem como também mudam de lado o duplo DIN conforme o lado do volante.

      • Uber

        Engraçado que no próprio Yaris houve um retrocesso!
        O primeiro painel era melhor, pois tinha um ângulo que até evitaria o paralaxe nos mostradores de ponteiro.
        E no painel seguinte, nas fotos, não parece haver esse acerto.
        E agora, na geração atual, eles ficam atrás do volante!

        • Ilbirs

          Imagino eu que sim, até porque também não tínhamos uma posição de mostradores tão adequada quanto ás montagens mais distantes que temos nos mostradores dos Citroëns que já citei e do TwingoI.

    • CorsarioViajante

      Dói muito ver uma marca com soluções boas na prateleira empurrar goela abaixo coisa pior. É mais ou menos como a VW continuar insistindo com o 1,6 8V com o 16V lá, só nas versões mais caras.

  • Luiz_AG

    uma crítica aqui… tivemos uma época do “volante de estilista”. agora temos a época do “painel do estilista”. Estão acabando com os paineis práticos em cores ambar-avermelhado, que já é provado ser a melhor cor para iluminação dos paineis, cansam menos e causam menos interferência na visão.

    Os paineis azul-avatar e branco-led-azulado dominaram todos os carros, para combinar com aquela tela de toque ridícula, uma antítese da ergonomia, pois a tela exige que se desvie a visão da via para conseguir operar o sistema multimídia.

    Que abençoe as BMW’s com seus paineis sempre perfeitos.

    http://www.drivemileone.com/wp-content/uploads/2010/03/header.jpg

    • Fabio Toledo

      Estamos juntos, Luiz!

    • Fat Jack

      Nessas horas é que eu me pergunto…, é tão difícil assim fazer o certo?
      Mesmo a Toyota já teve bons exemplos… Como o Corolla XRS da geração anterior! (apesar do BMW me agradar mais devido ao posicionamento do velocímetro a esquerda…)

      • Domingos

        Todos os Corollas tinham essa cor de instrumentos na geração anterior, não só os XRS.

    • Cadu

      Com comandos de volante, hoje, quem precisa tocar na tela para operar o som?
      O azul eu concordo com você. Lembra dos antigos Gol G3 e Golf? Aquele azul era tão profundo que, no fundo preto, dava até vertigem!

    • Marco

      Ainda prefiro a iluminação verde a âmbar.

      O meu carro atual tem iluminação azul. Deixo o mais “apagado” possível, pois incomoda bastante.

      • $2354837

        Prefiro a Ambar, mas a verde também é boa. São cores que “descansam” a vista, assim como o vermelho que não atrapalha por ser de um espectro mais próximo do infra-vermelho e portanto mais “invisível”. Outra coisa que tiraram foi o reostato de controle de luminosidade. Meu carro tem, o anterior não tinha. Mesmo tendo vejo outros motoristas na estrada totalmente “laranja”.
        Minha moto também tem um painel bem “apagado”, chegando a ser feio, mas não troco as lâmpadas como outros fizeram.

    • Douglas

      Também não gosto dessas telas de toque, prefiro um CD-player convencional com boa qualidade de som.
      Quanto ao azul avatar, não me incomoda, acho até agradável.
      O que me incomoda a noite é a luz da tela do som que é bem mais forte que a do painel e atrapalha se estiver em lugar escuro.

    • Igor Serra

      Eu prefiro a iluminação branca… para mim fica MUITO mais fácil de ler, me rouba menos tempo de pista e eu ainda acho bem mais bonita que a azul e a âmbar.

      • $2354837

        A Ambar é uma cor que descansa a vista e causa menos influência. Não sou eu que falo, é a ciência. Despertadores geralmente são Ambar ou Vermelhos.

  • Domingos

    Golf IV e Gol G5 têm aquele negócio chamado desenho de carro.

    Uma pena mesmo terem mexido em ambos, estragando em especial o Golf. Ainda bem que houve aquela série Flash de despedida do antigo desing, que era bonita pra caramba.

  • Leo-RJ

    Isso me lembra de quando troquei um(a) VW Parati pelo Chevrolet Ipanema, que muitas consideravam feia, mais ainda que o meu primeiro modelo foi aquela versão “Wave”, com duas portas e uns adesivos. TODOS conhecidos falaram mal, que o carro era feio… mas eu nem me preocupava, pois adorava-o. Andava bem e cabia todas as minhas tralhas (instrumentos que toca, livros da faculdade, skate, roupas da loja que eu trabalhava e revendia ‘por fora’ da loja etc).

    Gostei tanto que depois ainda troquei-a por outra Ipanema, que peguei usada, na cor preta. Ganhou logo o apelido de “rabecão” dos meus amigos.

    Mas, novamente, nem me importava. Se não gostasse do carro não o teria comprado. Simples assim!

    Por isso me identifiquei com o título: “AME-O OU NÃO O COMPRE”.

    Abç!

  • Domingos

    É o contrário: no 208 o volante é pequeno justamente porque o painel não atrapalha ele ser assim.

    Vivemos numa época que o carro mais barato da Europa ou dos EUA possuem direção assistida, volante grande só faz sentido em carro sem assistência e rouba grande espaço da cabine e das pernas.

    Claro, num carro maior se pede ainda assim um volante um pouco maior, até para atender a pessoas com mãos e braços maiores. Porém num carro pequeno a utilidade de um volante grande é só roubar espaço.

    O 208 revolucionou e liberou espaço em várias frentes, ainda por cima permitindo uma perfeita visualização do painel.

    Show de bola nesse sentido. A melhor instrumentação e organização na frente do motorista hoje disponíveis no Brasil.

    É tão bem pensado que dá vontade de comprar o carro só por isso.

  • Domingos

    O mais complicado deve ser conciliar o desenho externo com as estruturas e partes básicas do carro. Aí que um desing com menos investimento ou com pessoas menos habilidosas deve começar a desandar.

    Você tem a idéia de uma linha tal para o capô, mas o radiador tem que estar em tal posição e as torres de amortecedor ocuparão bem o lugar que você queria afunilar ele, por exemplo.

    Um time mais hábil deve conseguir contornar isso, outro menos ou menos bem pago deve acabar simplesmente encaixando de qualquer jeito.

    • CorsarioViajante

      Exato! Sem contar processos industriais, por exemplo, é fácil “desenhar” chapas toda recortadas, mas na vida real produzir estas chapas vai custar mais caro, ter maior probabilidade de erros, dificultar reparos etc. O mesmo vale para vidros etc.
      É só ver os desenhos originais do carro, que vão nortear o desenho, sempre arrojados e incríveis. E daí na vida real aparece um carro chocho… O Agile é um dos melhores exemplos.

      • Domingos

        Verdade. Nisso o Logan apostou também no seu começo; chapas e vidros os mais retos possíveis.

  • RoadV8Runner

    Interessante alguns se sentirem ofendidos ao termos por aqui veículos fabricados para países emergentes. Gostem ou não, essa é a nossa realidade, sem contar que, em algumas áreas, ocupamos as últimas posições…

    • Marcio

      RoadV8Runner, nós seríamos emergentes se estivéssemos emergindo, mas acho que não é o caso, estamos chafurdando e indo cada vez mais fundo na lama! Infelizmente, tecnicamente somos terceiro mundo mesmo, não fazemos jus nem ao rótulo de emergente. Quanto ao preconceito ao painel digital, é só pegar o caso das motos, onde eles são bem difundidos. Eu mesmo tive uma com esse painel e nunca me confundi.

  • Marcio

    Não entendo o motivo do Gol estar nessa lista, já que você leva o preço do seguro em consideração…

    • Maycon Correia

      O seguro do voyage custou R$1.087,91 perguntei aí corretor, se fosse um gol exatamente igual, R$1.321.88 usando o mesmo bônus.

      • Fat Jack

        Seguro completo (furto, +colisão, +terceiros, +danos materiais, +danos morais) para essas opções 0-km?

        • Antônio do Sul

          O local onde o dono mora e/ou trabalha também influencia, e muito, no valor do seguro. A idade do condutor principal é outro fator que pesa muito.

          • Fat Jack

            Rapaz… tudo bem que eu moro “num grande centro”, mas os condutores aqui de casa já passaram dos 40, e não conseguimos valores como esses (pelo menos em seguradoras de respeito) nem para veículos com taxa de roubo infinitamente menor.

  • m.n.a.

    Instrumentos auxiliares analógicos em posição central…quem adivinha o veículo?

    Basta a olhadela na posição dos ponteiros….

    • Domingos

      Posição bem ruim para o conta-giros, que ainda por cima fica separado do velocímetro…

  • Navegador

    Bob, os primeiros Yaris (penso que as duas primeiras gerações) tinham os instrumentos no centro do painel também, só que digitais. Uma adaptação fácil para a Toyota e, conforme dito aqui no Ae, com vantagens para ela em custos. Sobre o Etios ser ou não para países emergentes, isso pouco importa; o fato é que é um carrinho honesto para a cidade e muito fiável. Um típico Toyota, sem juízo de valor – não sou “fã” de marcas, mas a Toyota se especializa no tipo de veículo que o Etios (e o Corolla noutros mercados) representa(m): transporte honesto a preços de mercado justos. É pena que o Etios perca em refinamento (isolamento de vibrações e ruídos do motor e de rodagem) para as ofertas da Ford e da VW, por exemplo. Nem por isso deixa de ser um ótimo carro pequeno, a preços bons para o nosso mercado. 🙂

    Corsa e Tigra… Hideo Kodama… Que fim levou ele?

    • Domingos

      Na estrada é um carro muito melhor que na cidade, por incrível que pareça. Inclusive, silencioso, algo que nas acelerações urbanas ele não é muito.

      A vocação dele é viajar rápido!

    • Fat Jack

      Navegador, perdoe-me por discordar, mas não consigo achar que mais de R$50.000,00 por um Etios Hatch sem uma série de opcionais disponíveis nos concorrentes o torne classificável como “bom preço”…

  • WSR

    Bob, eu prefiro a frente do Yaris por causa da linha de continuidade entre a grade e os faróis (acho mais harmonioso). No Etios, parece que há uma interrupção no desenho entre os faróis e a grade. Somente isso é o que não me agrada. No resto eu mesmo daria um jeito: molas 2 cm mais baixas.

    • Concordo com você, parece que faróis e grade foram desenhados em centros de design diferentes, e depois “juntaram” tudo, rsrsrs

  • Corsário,
    Se puder, me diga se você conhece algum caso de alguém que tenha comprado um carro sob ameaça de arma de fogo, que lhe tenha sido “empurrado goela abaixo”, pois não conheço.

    • Alvaretts

      Não é assim, caro Bob, mas a grande maioria compra por impulso midiático e influência de marketing, ao invés de pesquisar e entender mais do produto para fazer melhor compra.

    • Christian Bernert

      Fazendo uma análise fria e desapegada chego à seguinte conclusão. Esta quantidade avassaladora de comentários sobre Etios e suas polêmicas revela que a maioria absoluta dos comentaristas gostaria muito mesmo de comprar um Toyota, mas não este.
      Isto dá um ‘case’ e tanto para uma turma de marketing. E acho sinceramente que a Toyota precisa ouvir estas vozes. É para o bem de todos.

      • Exatamente! Tenho um Peugeot, sou louco pra conhecer um pós venda bom, com manutenções a preço justo, rs.

        Só que o meu pejô é um 206, que, se alinhar com o Etios, parece mais moderno.

        Se a dona Toyota arrumasse um pouquinho a cara do Etios, eu arriscava, rs.

    • CorsarioViajante

      Bob, veja quantos comentários de gente que tem o Etios e fala sempre a mesma coisa: “depois de um tempo a gente acostuma” e tal… É neste sentido que falo. Uma coisa que você não quer nem gostou, mas acaba encarando por outros motivos.

  • Fabio Toledo

    Nesta faixa de preço me tornei fã do Fiesta, minha noiva tem um Fiesta mexicano, que o acabamento convence mais, o carro é uma delícia de dirigir! Gostaria de testar o Peugeot 208, só tenho visto elogios.

    • Fat Jack

      Tenho certeza de que é um bom (e, pra mim, bonito) carro e acredito que não haja uma grande diferença de preço. Quanto ao 208, não o conheço de perto, e apesar de me parecer um bom carro as vendas da Peugeot e a aceitação de seus carros no mercado de usados andam bem em baixa, isso sempre deve ser levado em conta também…

      • Fabio Toledo

        Sem dúvida e tudo indica que estão fazendo de tudo para reverter a situação, pois como disse só vejo elogios sobre o produto, resta saber como está o atendimento, conhecido pela arrogância dos vendedores.

  • Fat Jack,
    Depende do tipo de peixe que se quer pescar…(rs)

    • Igor Serra

      ainda assim deverá agradar ao peixe…

  • Cristiano Reis

    Quando eu saio do Duster da empresa e entro no meu Ka, sinto como se o banco estivesse fazendo massagem nas minhas costas de tão ergonômico e confortável é o carro.

  • Corsário,
    Exato, como na compra de qualquer carro, quem compra Etios o faz por achar que vale a pena. Foi isso que eu quis dizer, não se trata de “empurrar goela abaixo”.

  • Fabio Toledo
    Esqueceu das informações sobre automóveis que se lê na imprensa dedicada a veículos? Acha que ninguém as lê?

    • Fabio Toledo

      Sim Bob, aliás eu sou crítico em exatamente tudo que leio e assisto.

  • Alvaretts
    Há dois impulsos midiáticos, os anúncios e os textos.

    • Alvaretts

      Com certeza. Agora comparando o alcance dos anúncios contra os dos (bons) textos… Aí entendemos porque os consumidores brasileiros escolhem tão estranhamente seus carros.

  • Piero Lourenço

    Bob… Eu penso assim: Projeto para terceiro mundo é um projeto com economia… portanto pobre em algum aspecto!! Nada impede também as fabricantes pegarem um projeto europeu Primeiro-Mundo (ex . Grande Punto). Na dúvida, minha preferência é por carros feitos fora do Brasil… normalmente eles vem até com espuma/pano isolante entre a lataria e acabamento, isolamento térmico sem economia no escapamento e por ai vai…

  • braulio

    Até hoje não entendi por que tem esse “vazio” no painel do Chevette…

  • Carbar

    Até o mês retrasado eu era um feliz proprietário de um Fluence Privilège completíssimo, com câmbio CVT e tudo mais que tinha direito. Enfim, um carro super-confortável, muito seguro (6 airbags + ESP+etc) e com uma relação custo- benefício imbatível. Antes dele, tive um Citroën C4 que também considerei um excelente carro e antes deste, um Ford Focus (modelo antigo 2007), carro resistente, bem acabado, não tão econômico, mas na minha concepção desconfortavelmente “duro”. Todos adquiridos 0-km. Fico em média no máximo três anos com um carro e o plano seria adquirir um novo Fluence, contudo, quis o destino ou os eleitores “incultos” desta nação tupiniquim, que um governo irresponsavelmente “demagogo”, gastador do dinheiro alheio, para não dizer outras coisas mais pesadas, permanecesse no poder, trazendo uma realidade econômica cruel para muitos cidadãos, dentre eles, eu que vos escrevo. Em decorrência desta realidade, os planos mudaram e saí de um Fluence para um Etios Sedan. Mas, por que um Etios se haviam tantas opções dentro da faixa de preço pretendida? Respondo: por causa do test drive. Simples assim! De fato a “balança Filizola” plantada pela Toyota em cima do painel do carrinho me fez questionar se valeria a pena ou não, mas entre prós e contras, bem como baseado em análise dos conhecedores de verdade, dentre eles o Sr. Bob Sharp, naquele teste do Etios azul, resolvi comprar um Etios Sedã X 15/15. Pesou a favor a sensacional dirigibilidade, amplo porta-malas e economia de combustível. Achei que o painel não iria me incomodar, mas infelizmente está incomodando, não há ponto de causar arrependimento, pois o resto compensa e muito! O problema não é o desenho do painel, até porque apesar de não achar bonito, também não acho feio, somente a paralaxe causada que é incômoda, problema que poderia ser facilmente corrigido com um visor digital, como eu tinha no C4. De resto, estou convivendo amigavelmente com as limitações normais de um carro que me custou quase metade do que me custaria um Fluence novo, dentre elas o isolamento acústico. Quem sabe um dia conseguirei que o Etios se torne minha segunda opção na garagem? No momento é a única. Abs.

    • Domingos

      Também peguei um para economizar, porém o meu é hatch. O negócio foi bom, já que a Toyota fez financiamento “taxa zero” (tem umas coisinhas no meio, mas vale a pena) e avaliou bem meu usado.

      Hoje teria dado mais dinheiro em algum outro carro, pois entre painel e a dureza de suspensão do meu eu não o compraria mais. Além de uma série de detalhezinhos.

      Mas não queria mesmo gastar dinheiro com carro. Não considero o atual momento bom tanto em preço (deve despencar no próximo ano) quanto em opções, onde todas são meio mamão com raras exceções.

      • João Guilherme Fiuza Lima

        Minha noiva tem um hatch XS 2013 (1.3) e meu pai tem um sedã X 2014 (1.5), e não acho nada dura a suspensão…

    • Fat Jack

      Excelente relato!
      E por falar no assunto, o Fluence é um carro pelo qual eu tenho bastante interesse e penso em tê-lo futuramente…

  • Navegador,
    O Kodama está com 71 anos, aposentado, vivendo em Mainz, na Alemanha, por escolha, em vez de sua terra natal. Vai ao Japão três ou quatro vezes por ano visitar parentes e amigos. Tem um estúdio em casa e continua a desenhar, é o que mais gosta de fazer..

  • Domingos

    Seria o único 1,0 a ser realmente bem agradável em altas velocidades!

    Provavelmente mais um campeão de economia.

  • Rodrigo Neves

    O erro da Toyota foi fazer o carro parecer pobre. Existe o Yaris que é bonito, tem pinta de carro melhor e até um design parecido ao do HB 20, com o painel no lugar tradicional, melhor equipado e com motores melhores, custando tanto quanto o Etios. A Hyundai lançou um carro que agradou em cheio, tão bom quanto o Etios e com motores até melhores que os do i20 europeu.

    Com isso, aconteceu o esperado: o HB20 já está emplacando em terceiro lugar, enquanto o mais vendido da Toyota é o Corolla, em 10º (números do mês de abril, segundo o site da Auto Esporte).

    • João Guilherme Fiuza Lima

      De fato o Etios parece pobre quando visto ao lado do HB20 – e mesmo o arranjo interno dos instrumentos marca o carro de forma negativa.Mas na parte da mecânica tenho que discordar. Os dois motores do Etios são realmente muito bons! Lineares e bem resolvidos na maioria das rotações que usamos no dia a dia.
      O HB20 tem ótimas motorizações também, mas, a despeito dos números de potência a seu favor, ainda prefiro guiar o Toyota 1,3 ou 1,5 litro.
      O 1.0 12v do HB20 me decepcionou, principalmente por saber que, no nosso mercado, concorre com o 1.3 16v do Etios.
      Quanto ao 1.6 16v, não faço comprarações, vez que só guiei a versão automática.

  • Fat Jack

    Endurinha…, bem mais fraco que o RoCam (que eu tenho hoje), mas com suas marchas mais longas, em rodovias com o carro vazio era até mais prazeroso. Já com carga os melhores números de desempenho do RoCam pesam bem, mas quanto ao consumo o Endurinha era imbatível!

  • Diogo Rengel Santos

    Embora o Citroën C4 tivesse painel de instrumentos centralizado, ele tinha o conta-giros bem na frente do motorista. Era uma das soluções mais elegantes que já vi num carro com este tipo de instrumentação. Sobre painéis centralizados nunca gostei muito deles. Acredito que as informações de instrumentos devem pertencer somente ao motorista e que este tipo de configuração dá margem pra passageiro chato encher o saco durante a viagem – principalmente com relação à velocidade

    http://k2oficinamecanica.com.br/wp-content/uploads/interior-citroen-c4.jpg

  • TDA

    Detesto instrumentos no centro do painel e não a frente do motorista, independente de ser digital ou não. Acho o C4 um carro muito bonito externamente, mas não teria um só por causa do velocímetro central. A solução da Peugeot é perfeita! Volante bem pequeno (adoro!) e instrumentos bem posicionados aliando digital e analógico. .

  • natan ravel

    O carro perfeito para mim teria motor e suspensão do Etios, painel do 208, transmissão do up! e design do HB20, com um painel estilo BMW, é claro.

  • andre oliveira

    Concordo, por todas as qualidades do Corolla criou-se grande expectativa com o Etios, frustrada e muito pelo bendito painel e o acabamento, custava se não o Yaris pelo menos algo parecido uma vez que o custo é o mesmo de se fazer um carro feio e um bonito.