UM RÁPIDO PASSEIO DE MINI COOPER

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Não vou nem precisar andar muito forte, pensei. Na verdade, comecei o passeio bem tranqüilo, num ritmo allegro ma no troppo. Logo, a esquisita bocona do novo MINI Cooper vermelho aparecia no retrovisor, me incomodando um pouco. Cáspite! Realmente me incomoda que cheguem perto do meu pára-choque traseiro; fico muito preocupado que algo apareça e tenha que frear forte, com resultados potencialmente desagradáveis. Tudo bem, pensei. É só ir um pouco mais além na capacidade de minha perua 328i E36, que já o deixo a uma distância mais segura. Basta um pouco mais de seriedade no ritmo, uma forçadinha de nada, para me sentir melhor com uma distância mais agradável do carro de trás.

Mas, surpresa, não foi o que aconteceu. O carrinho continuou onde estava, me obrigando a me ajeitar na cadeira e aumentar o volume ainda mais um pouco. OK, vamos lá, se é assim, o negócio é sério, esta estrada é meu quintal, e conheço bem cada curva. Este  hatch com tração dianteira, 136 cv  e pneus 195/55 R16 não vai ter chance. Bom, não devia ter chance, mas agora já estou usando tudo do carro e do meu conhecimento da estrada, e nada deste carrapato sair da minha traseira… Caramba, realmente não esperava isso. Bom, ok, eu devia ter sido mais esperto, devia esperar que o MINI fosse muito bom em estrada truncada; estabilidade incrível sempre foi sua raison d’être, e sua mais conhecida qualidade. OK, OK, não vou me livrar dele aqui neste lugar. Mas ali em frente, depois daquela curva, que vou fazer direitinho e sair de motor cheio e traseira um pouquinho de lado, tem uma reta suficientemente grande para fazer meu seis-em-linha gritar alto e despachar esse maldito carrinho metido a besta. Esse seis debaixo do meu capô pode ter quase 20 anos de idade e apenas 193 cv, mas tem uma saúde danada, suficiente para acabar com essa irritante perseguição.

Bem meninos, para minha completa surpresa, não consegui tirar o diabo do carrinho vermelho da minha cola. Ganhei um pouquinho de distância na reta, mas longe do “tchauzinho camarada, até mais” que esperava. Barrabás… Na primeira oportunidade parei para conversarmos e para dar uma olhada melhor no carrinho. Ele definitivamente me chamou a atenção.

 

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O carro pertence a um amigo. Na verdade, é o carro da esposa dele, um carrinho com câmbio automático (ah, cúmulo da humilhação), usado para o dia-a-dia dela. Quando combinamos este passeio, achei que ele viria com seu BMW 328GT novinho, que já conhecia de outros passeios que fizemos. Quando o vi chegar no nosso ponto de encontro com o MINI, achei que ele teria dificuldades em me acompanhar; no fim, a diferença de desempenho do MINI para a perua é a mesma da perua para o BMW novo dele. E em curvas, ambos os carros novos estão anos-luz à frente de minha pobre E36 em velocidade.

Carros modernos evoluíram muito em segurança ativa nos últimos cinco~dez anos. Devido, acredito, a pneus cada vez melhores, e à evolução no entendimento de o que faz um carro desgarrar (conhecimento que apareceu como efeito colateral dos desenvolvimento de sistemas de controle de estabilidade eletrônicos), a capacidade de fazer curvas dos carros modernos não cessam de me impressionar positivamente. Claro, existem exceções, mas hoje mesmo carros simples e baratos são ótimos.

 

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Num carro feito para ser bom em curvas, como o MINI Cooper vermelho que falamos aqui, mesmo com tração dianteira e pneus de tamanho contido, o resultado é nada menos que incrível. O carrinho realmente está em casa nas serras travadas, sendo completamente previsível, seguro e com aderência fenomenal. Os freios são ótimos, e o ABS nunca atrapalha. Pode parecer uma bobagem falar que o ABS não atrapalha, mas acreditem, ainda existem empresas que erram feio aqui, e fazem sistemas de ABS muito conservadores, que atrapalham a diversão e a condução esportiva. E fazer isso certo não é novidade nenhuma: a minha perua 1996 tem um ABS que nunca atrapalha também, mesmo andando forte.

O MINI Cooper — antes que eu me esqueça, esse MINI em maiúsculas parece estranho, mas é como a fábrica escreve hoje e deve-se respeitar — é um carro totalmente novo, lançado ao final de 2013, a quarta geração do modelo. Sua versão básica aqui para o Brasil é esta do meu amigo, equipada com um três-cilindros de 1,5 litro incrivelmente avançado. Trata-se de um motor BMW compartilhado com alguns carros da marca, que é dona da MINI e arquiteta de seu renascimento. Com duplo comando de válvulas, quatro válvulas por cilindro, injeção direta, duplo variador de fase nos comandos (VANOS), e turbina de dupla voluta, produz 136 cv e 22,4 m·kgf já a partir de apenas 1.250 rpm e assim vai até 4.000 rpm. O câmbio é um automático epicíclico de seis marchas ZF.

Este motorzinho minúsculo em tamanho (mas que ruge feito gente grande) ajuda a fazer um carro leve também: são apenas 1.115 kg em ordem de marcha, o que explica o desempenho próximo ao da minha 328i: ela tem 193 cv e 28 m·kgf de torque, mas pesa mais de 1.400 kg. Cada cavalo-vapor do MINI, portanto, tem que levar 8,2 kg, apenas 0,95 kg (13%) a mais que minha perua. Em torque, inverte, 50 kg/m·kgf contra 49,8 kg/m·kgf, uma diferença de 0,4% para o MINI. E o torque máximo do MINI aparece logo a 1.250 rpm, se mantendo constante até 4.000 rpm, enquanto a 328i só chega a seu máximo pertinho de 4.000rpm…

 

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Antes que o leitor pergunte se somos doidos em fazer uma foto dessas, parando o carro no meio da estrada, este é um pequeno trecho de estrada inacabado que ligaria a Estrada dos Romeiros à SP-300 Rodovia Marechal Rondon, por isso mesmo estando fechado ao trânsito com barreira permanente

Andando com o MINI Cooper

Apesar de sempre aclamado pela crítica como um carro ótimo de se dirigir, em todas as suas quatro gerações — a primeira foi a “Mr. Bean”, a segunda, de 2001 (quando passou a MINI), a terceira veio em 2006 e a quarta, no final de 2013 — o MINI moderno nunca foi algo que eu desejasse. E os motivos sempre foram mais filosóficos que práticos.

Explico: o Mini original era um carro urbano que revolucionou o empacotamento de componentes. Criado para evoluir o automóvel melhorando-o naquela que era sua função mais básica, a de transporte, era um carro sério, criado pelo sério engenheiro Alec Issigonis em 1959. Era uma revolução: 80% de seu volume total estava disponível para passageiros e carga. O fato de que era excelente em curvas era quase uma mera consequência de um projeto bem feito. Apesar de famoso como um carro divertido para andar rápido, todo Mini original, mesmo os Cooper, eram lentos.

O novo mantinha um desenho externo familiar, e a tração dianteira, hoje norma na indústria. Mas o resto não tinha nada a ver com o original. Era um carro esporte de tração dianteira e design retrô, comparativamente enorme por fora e pequeno por dentro. Um travesti de Mini, uma deturpação do conceito original. Um falso acessório de moda para gente que desconhece história.

 

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Mas isto foi em 2001. Mais de 10 anos depois, duas gerações depois, não há dúvida de que este novo conceito de MINI, mesmo que histórica e filosoficamente dúbio, acertou em cheio os desejos de uma multidão de gente, e hoje é uma marca de grande sucesso, consolidada. O Mini original ficou no passado, substituído por este novo tipo de MINI. E finalmente vou dirigir um. Sim, precisei de 14 anos para me acostumar com a idéia do MINI BMW, e andar nele sem preconceitos.

O carrinho, como era de esperar, é muito bom. Não poderia deixar de ser, vindo de onde vem. O interior é bem espaçoso na frente, mas apertado atrás. O painel de instrumentos, de qualidade óbvia, mas um pouco superdesenhado demais, como todo o carro (inevitável, é parte de seu DNA), mas agradável. Chamam a atenção as colunas “A” (dianteiras) bem verticais, decorrentes do desenho externo característico.

Andei por pouco tempo com ele, sempre em modo Sport. Existem mais dois modos, Comfort e Normal, que alteram resposta do motor, câmbio e direção. No caso do motor, em Sport a pressão do turbo aumenta 1 bar (overboost). O volante tem aro bem grosso, talvez até um pouco grosso demais para meu gosto, mas gostoso de usar. Como todo carro moderno, é isolado, mas extremamente preciso e com o peso do volante variável de forma ampla, ajudando a manter o carro na direção pretendida sempre. Costumava reclamar de direção isolada, que não manda mensagens do solo constantes, mas hoje não: as direções modernas são um complemento de carros modernos, muito diferentes dos que tínhamos 20 anos atrás (ops, eu ainda tenho). A grande vantagem, que trocamos pela comunicação direta com a cremalheira e as rodas, é que o carro moderno é muito mais fácil e seguro para andar rápido.

 

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E confortável. No começo, mesmo acelerando bem, mas fazendo curvas com calma para entender o carro, achei que não ia gostar. Apesar de firme e rígido de carroceria, parecia isolado demais, confortável demais, um módulo de transporte. Silêncio total, conforto, suavidade, mas nada de diversão. Mas foi só apertar o ritmo para mudar de idéia rapidamente.

O carrinho tem um excelente torque desde sempre, e acelera com um vigor danado, com um ronquinho bem legal nas partes mais altas do conta-giros. O câmbio é excelente, troca rápido e tão suavemente que parece invisível, e é quase somente o som e o conta-giros denunciam as trocas. O MINI realmente gosta de andar rápido, e parece que acorda e se alegra fazendo isso.

 

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Não rola aparentemente nada. A suspensão é firme, precisa, e a aderência parece não ter fim. E, claro, sem maltratar as costas: o conforto é total mesmo em terreno não muito liso. Um milagre moderno antes impossível, e que é fácil de se acostumar.

O automóvel continua progredindo a passos largos, e o novo MINI Cooper é mais um exemplo: mais leve e mais potente que o carro que substitui, é também mais econômico e menos poluidor. Consegue ser confortável, e ainda rápido e divertido como um carro esporte . Econômico e tranqüilo no dia-a-dia e uma diversão no fim de semana na serra. Impressionante.

 

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E mais: extremamente fácil de se dirigir rápido. Outra coisa que impressiona sempre nos carros esportivos modernos é isso, a facilidade e tranqüilidade para se andar rápido. Não precisa punta-tacco, não precisa cuidado no acelerador na saída, não precisa trocar marcha. Você freia,  aponta a direção e aperta o acelerador, e boa. Qualquer um faz. Incrível.

Mas mesmo assim, por melhor que seja o automático, acho que este carrinho ficaria seriamente legal com o câmbio manual de seis marchas… E nem quero imaginar o Cooper S de dois litros! Este, melhor nem tentar acompanhar!

MAO

 

FICHA TÉCNICA MINI COOPER
MOTOR
Tipo Três cilindros em linha, transversal, bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas, corrente, variador da fase na admissão e no escapamento, 12V, árvore contra-rotativa de balanceamento
Diâmetro x curso 82 x 94,6 mm
Cilindrada 1.499 cm³
Formação de mistura Injeção direta
Aspiração Forçada por turbocompressor de dupla voluta
Potência 136 cv de 4.500 a 6.000 rpm
Torque 22,4 m·kgf de 1.250 a 4.000 rpm (overboost 23,4 m·kgf)
Corte de rotação 6.500 rpm (sujo)
Taxa de compressão 11:1
TRANSMISSÃO
Câmbio Transeixo automático de 6 marchas, tração dianteira
Relações das marchas 1ª 4,46:1; 2ª 2,51:1; 3ª 1,56:1; 4ª 1,14:1; 5ª 0,85:1; 6ª 0,67:1; Ré 3,19:1
Relação do diferencial 3,68:1
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora, com subchassi
Traseira Independente, multibraço, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo Caixa de pinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Diâmetro mínimo de curva 10,8 m
FREIOS
Dianteiros A disco ventilado
Traseiros A disco
Controle ABS e EBD
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 6,5Jx16
Pneus 195/55R16
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, hatchback, 2 portas, 5 lugares
AERODINÂMICA
Coeficiente aerodinâmico 0,28
Área frontal 1,95 m² (calculada)
Área frontal corrigida 0,546 m²
DIMENSÕES
Comprimento 3.821 mm
Largura 1.727 mm (1.932 mm com espelhos)
Altura 1.414 mm
Distância entre eixos 2.495 mm
Bitola dianteira/traseira 1.500/1.500 mm
Distância mínima do solo 125 mm
PESO
Em ordem de marcha 1.115 kg
Carga útil 450 kg
DESEMPENHO
Velocidade máxima 210 km/h
Aceleração 0-100 km/h 7,8 s
CAPACIDADES
Tanque de combustível 40 litros
Porta-malas 210 litros
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 6ª 45,2 km/h
Rotação a 120 km/h em 6ª 2.650 rpm
Rotação à vel. máx. em 5ª 5.900 rpm

 



  • Matheus Ulisses P.

    Essa estrada é deliciosa e com um carrinho desses….. deve ter sido uma maravilha de passeio!

  • m.n.a.

    1.115 kg ? “mini” mas não na massa. Não se fazem mais carros “pequenos e leves, como antigamente….

    • Boni

      Para os padrões atuais, não é pesado.

      • Roberto Alvarenga

        O up! com ar-condicionado já passa de 1 tonelada…

        • Antonio Ancesa do Amaral

          O meu, 4 portas, high, I-motion, ar-direção-vidro elétrico, consta na nota fiscal como 955 kg.

    • Matheus Ulisses P.

      Experimente fazer um crash test com um novo e um antigo juntos que você verá a razão do peso extra.

      • CorsarioViajante

        Ahhhhh mas o carros antigos sim que eram bons, não estes “carros de plástico” de hoje… 😛

  • Arruda

    MAO, encontrei o vídeo do seu pega no YouTube! Mas você estava de Jaguar e seu amigo de Austin A40.

    • Fórmula Finesse

      De assistir de joelhos; que linda disputa! O Jag muito bem tocado também (na verdade, o show foi dele)…

    • MAO

      Isso! Por aí mesmo!
      Mas ele não me passou!

    • Leonardo Mendes

      A xepa que o Austin deu no Jaguar (a partir de 4:26) é daqueles momentos que vão ficar gravados a fogo na memória.

      Manobra limpa, sem erros, precisa.

  • Roberto Alvarenga

    Este é um carro que eu queria experimentar…

    • Fórmula Finesse

      É o típico de caso onde a lenda corresponde à realidade; vale a pena mesmo!
      FF

  • CorsarioViajante

    Gostei muito do texto, especialmente da conclusão… Um câmbio manual e o motor maior… Hm! Dai até dava para engolir o “superdesenhado” interior, que me incomoda.

    • MAO

      Corsário,
      Valeu!
      MAO

  • Peter Losch

    Odeio direção elétrica…

  • Fórmula Finesse

    Ótima texto MAO! É…realmente fugir do baixinho estava fora de hipótese mesmo, a aparência meio inofensiva das versões mais simples do carro podem levar os desavisados a pensar que estão lidando com uma versão inglesa do 500 – só que ali o buraco é mais embaixo!
    Curiosíssimo, consegui passar a mão em um Mini Cooper a algum tempo atrás, na penúltima encarnação do modelo, e já parti para o “circuito” com o intuito de explorar um pouco a sua tão propalada dinâmica.
    Resultado: basicamente é o que tão precisamente escreveu, o bichinho é realmente bom de curva – a direção esterça certo e a suspensão sequinha dá confiança para entrar lotado nas curvas conhecidas; você passa a andar de cara, a velocidades de contorno mais altas do que com outros carros, tudo de modo simples e direto, sem dramas, sem sustos, sem precisar tirar tudo o que pensa entender de direção esportiva. Muito bacana, viciante mesmo…ultrapassagens fáceis, só é preciso cuidado para não cansar os freios, pois o abuso vem naturalmente – é fácil se rir (sic) das curvas em um Mini. Experiência altamente recomendável!
    Apenas não gostei de ter que apertar com o polegar as aletas do volante para subir ou descer marchas, arranjo BMW meio chatinho…

    “Não precisa punta-tacco, não precisa cuidado no acelerador na saída, não precisa trocar marcha. Você freia, aponta a direção e aperta o acelerador, e boa. Qualquer um faz. Incrível”

    Perfeita síntese!

    abraço;

    FF

    • MAO

      FF,
      Isso mesmo!
      Obrigado pelo elogio!
      Abraço!

  • Fabio Toledo

    Sou louco para experimentar qualquer versão deste carro!

  • francisco greche junior

    Caramba MAO eu não achava isso possível.
    Em reta, de retomada eu já deixei MINI pra trás com meu Escort Zetec levemente mexido, aspirado. Se bem que largando parado eu já deixei também BMW 328 da geração da sua, por pouca diferença mas ficou. Tudo isso em reta claro.

    • MAO

      Francisco,
      O MINI anterior era bem mais lento, tem certeza que foi este modelo? Se foi o outro não acelerou tudo, certeza.

      • Fernando

        Pois é, resta saber se os outros aceleraram mesmo hehehe

        • CorsarioViajante

          POis é, e se o sujeito no outro carro não era um bobão retomando em quinta marcha a 60 km/h.

    • Fórmula Finesse

      O Mini One tinha apenas 98 cv…Contra versões turbo, esquece!

    • Antônio do Sul

      Com Escort Zetec, há mais de dez anos, quando tivemos um, conseguia surrar (muitas vezes em subidas de serra) os Audi A3 turbo com motor de 150 cv. Já contra a versão mais potente, de 180 cv, não tinha como, mas também não perdia muito feio.

  • Veloni

    Pneus 195/65R15 ou 195/55R16? Informação divergente no texto e ficha técnica.

    • Veloni,
      195/55R16, já está corrigido no texto. Obrigado.

  • Danilo Grespan

    Carrinho show esse. Uma vez passou no Top Gear americano (que diga-se de passagem é um lixo, mas às vezes quando não tem outra coisa até paro para assistir) o teste colocando um MINI Cooper John Works, do jeito que é vendido, com ABS, ESP, limitadores etc, para correr contra outros carros num rali em uma estrada bem isolada, meio de mato, própria para corrida. Lembro que o que segurava o carro eram justamente os dispositivos de segurança (principalmente o ESP), que não permitia o carro sair nas curvas, freando o carro, mas o problema se resolveu assim que o ESP deu defeito (deve ter apenas travado), e o carro continuou sem ele. Ficou excelente, mostrou que mesmo na versão vendida ao consumidor, é extremamente bem acertado. Não só por esse motivo, mas é um carro que me chama muita atenção, e pelo recente retorno da minha atração por hatchs (depois de 3 sedãs, talvez bem influenciado pelo Ae), entra na minha lista de desejos.

    • Mr. Car

      Eu não tenho estômago para estes infelizes. Toda vez que esbarrei neste programa, aqueles cupins de ferro só fizeram destruir os carros. Três idiotas.

      • Danilo Grespan

        Mas olha que o da BBC, apesar de exageradamente crítico, é bem interessante. Infelizmente eles tem critérios muito diferente dos nossos para avaliação, sendo que o topo é, por exemplo, um Ferrari ou Mclaren, e o pior são carros que para nós são bons, como um Corolla. Talvez se eu convivesse em meio a bons (super) carros italianos, alemães e ingleses, pensasse igual…

  • Rafael

    Que Mini nada! Queria mesmo essa perua BMW.

    • MAO

      Rafael,
      Na verdade, velocidade não é tudo. Eu também prefiro a peruinha.
      Mas o MINI é muito bom, gostei muito. Um manual seria perfeito.
      Abraço!

  • Peter Losch
    Por quê? Toda direção (ao menos por enquanto) é mecânica, tem engrenagens. O que muda é a assistência, se por força hidráulica ou elétrica. Para mim é indiferente, apenas a assistência tem que ser bem-feita.

    • Peter Losch

      Caro Bob,

      Em velocidade de manobra, acho a direção elétrica leve demais. É uma sensação de “mão escorregando” que não me agrada.
      O feedback da direção elétrica é diferente da hidraulicamente assistida. A elétrica parece te desconectar da suspensão dianteira, é neutra demais, ao passo que uma boa hidráulica progressiva fecha o sistema direção + suspensão + pneus. Há maior coesão no conjunto, as vibrações que chegam ao volante são diferentes e mais ao meu gosto.
      A única vantagem da elétrica é que não há a sensação ruim de estar forçando a bomba de óleo nos batentes da direção. Isto, confesso, é muito bom… 🙂
      Abraço!

  • Christian Sant Ana Santos

    MAO, na ficha, rotação a 120 km/h é em 6ª, está 5ª!

  • Leonardo Mendes

    Do Mini eu sempre gostei da versão One… na verdade isso foi algo que aprendi com o Bob, depois de ler a história do seu Fusca com freios a disco (B-091, certo?): que todo carro na versão básica tem um charme inigualável.
    Quando digo que de todas as versões do 208 a que mais me agrada é a Active, com suas calotas e painel sem central multimídia, nego só falta ligar para o Pinel.

    Aproveitando o ensejo, ainda me dói no coração o vídeo com os carros da Mini Challenge sendo sucateados…

  • Marcus

    Certeza de que o câmbio é ZF? Parece que é de outra marca que me fugiu o nome agora.

  • Lorenzo Frigerio

    Quando um cara quer deixar você para trás, ele faz isso até com um Celta VHC. São pessoas que não se importam com o ruído, a aspereza, os freios meia-boca, a incivilidade, o perigo de causar um acidente ou o fato de estar numa caixinha de fósforo feita de papel alumínio. Ontem mesmo vi um Clio a 140 ikm/h no asfalto todo ondulado da Fernão ainda em Guarulhos. Eu podia estar num Chrysler 300 que não ia tentar acompanhar um cara desses.
    Motoristas de Saveiro e Strada, especialmente os de firma, também dirigem dessa maneira, costurando entre os carros, e já vi até caminhãozinho Hyundai fazendo isso.
    Saudades da época em que todo mundo andava de Chevette, Corcel, Fusca, Brasília, Opala 4 cilindros e bastava acelerar o seu Dodjão ou Maveranga que não valiam nada, para deixar essa turba para trás.
    Carros populares seguros e bem dimensionados, como os de hoje, são uma verdadeira arma nas mãos dessas pessoas.

    • CorsarioViajante

      Acho que o problema aí é o comportamento, que você descreveu perfeitamente, e não está restrito ao carro que o sujeito possui. Aliás, este sujeito é o tipo que depois vem na net se gabar de que seu carro “dá pau” em todo mundo… Aliás é o mesmo tipo que fica empacando a esquerda, distraído, e quando você pede passagem dificulta ao máximo e não sossega enquanto não te passar de volta.

    • MAO

      Lorenzo,
      Não foi o caso. Os carros realmente tem desempenho similar, só isso, fácil de perceber naquela estrada vazia.
      Abraço.

    • Viajante das orbitais

      Pega em estrada de pista simples então…
      Cada absurdo que se vê. Gente ultrapassando em curva e subida e acabando a manobra após. Não tem como competir. Faltando 200 metros para a curva/subida e o cara vai ultrapassando uma fila de carros a perder de vista.

      • Lorenzo Frigerio

        Não tem nada mais irritante que um cara colado em você que, não tendo como ultrapassar porque a faixa da esquerda está lotada, ultrapassa-o pela direita e aí, quando vê que a faixa da direita também está cheia mais à frente, encaixa o Celta ou a Strada bem na sua distância de segurança. Pronto, ganhou um carro de vantagem.
        Sempre me lembro daquela música do Caetano Veloso, que dizia “motos e Fuscas avançam nos sinais vermelhos e perdem os verdes; somos uns boçais”.

  • Danilo Grespan

    Que estranho, estou no segundo carro com direção elétrica e acho algo muito bom. Será que voce nao está considerando somente direções com assistencia como a que tinha no Stilo, aquela função CITY, que deixava a direção como uma manteiga? É a primeira coisa que desligo ao dirigir um, parece que tira a sensibilidade do carro

    • Peter Losch

      Estou falando de um C3 2010, um 208 2014 e um A4 2015. Todos eles me passam a mesma sensação ruim de “volante desconectado”. Enfim, um dia me acostumo com isto.

    • Cristiano Reis

      Também gosto da assistência elétrica, é tanto que peguei um carro com assistência hidráulica e estou estranhando…

  • Marcus,
    Você quer dizer Aisin, certo? É ZF mesmo.

    • Marcus

      Acho que era Aisin que queria lembrar. ZF é top, melhor ainda! Pena não terem colocado o ZF9 nesse carro, ia ficar um foguetinho econômico, ainda mais o S!

  • Christian,

    Isso, já está corrigido.

    • Lucas Peixoto

      No texto ainda está perfil 65, desculpe a chatice.

  • Rafael Sumiya Tavares

    MAO,

    Faz 6 meses que voltei para o câmbio manual, nesse tempo me empenhei em aprender de uma vez por todas a fazer punta-tacco, e felizmente estou tendo sucesso! Sábado eu entrei num Suzuki Swift desses novos e pensei comigo: “Achei o carro perfeito”. Ninguém entendeu eu simulando uma “cambiada” e testando a posição dos pedais sob os meus pés. No seu texto eu fiquei muito feliz em saber o quanto andam esses 136 cv, mas o comentário do câmbio epicíclico ZF tirou todo o meu entusiasmo. Demorei tanto e é tão gratificante ter aprendido a usar minha coordenação motora para dirigir melhor, eu ficaria triste em não poder usar isso novamente! Sou seu fã e tenho certeza que me compreende.

    Um abraço,
    Rafael

  • Luke

    Linda matéria. Só faltou uma bela foto dessa pequena maravilha tecnológica de 3 cilindros!

  • Rafael Ribeiro

    Alguém aí conhece a serra entre Itaipava e Teresópolis, no Estado do Rio de Janeiro? Ideal para curtir um carro como esse… O Bob eu sei que conhece!

  • Rafael Ribeiro,
    Se conheço! Junto com o Circuito da Gávea foi onde dei meu primeiros passos de dirigir rápido. Nas férias grandes, era o dia inteiro indo de Teresópolis a Itaipava e voltando. Estive lá há cerca de oito anos e o piso está destruído. Era de concreto e hoje está cheio de remendos de asfalto. Um pena. Mas tem uma estrada substituta, a que vai da via Dutra, em Engenheiro Passos, a São Lourenço. Está perfeita.

    • Rafael Malheiros Ribeiro

      Bob, entre 2011 e 2013 houve uma reforma e melhorou muito. Mas um escândalo na empreiteira (Delta) durante as obras atrapalhou a conclusão e alguns defeitos permaneceram.

  • Lucas dos Santos

    É como disse o Carlos Maurício Farjoun em Carrocinha divertida: “Reforços pesam”!

  • Rafael Ramalho

    Uma coisa é andar rápido (no limite do carro), outra coisa é ser inconsequente. Ultrapassar filas com 200 metros de visibilidade, permite muita segurança, basta saber o que esta fazendo. Estrada não é lugar para competição. Não tem coisa pior que você andando rápido, topar com um asno que resolver “competir” com você, automaticamente acabamos ficando tenso, principalmente quando o outro motorista não sabe andar.

    • Viajante das orbitais

      Acho que você não entendeu, estou falando de gente que começa uma ultrapassagem que só irá terminar depois do ponto de visibilidade, depois da curva, depois do morro. Se aparecer um carro na outra pista é jogar para o acostamento ou para cima dos carros que ele estava ultrapassando.

  • MAO

    Rafael,
    Claro que entendo, também prefiro câmbio manual!
    Mas este automático é muito bom também.
    Abraço!

  • MAO

    Luke,
    Valeu! Motor todo coberto de plástico, não dá para ver muito…

  • Bons carbura

    Esqueceu de comentar sobre os “pilotos” de Uno que se acham melhores que Fangio, Lauda,Senna etc…

  • Maurício Redaelli

    Essa tecnologia de turbo Twin Scroll da BMW é de arrepiar!
    http://www.autozine.org/technical_school/engine/Forced_Induction_4.html

  • Rafael

    Na verdade, nem é pela velocidade, é pelo carro mesmo. Essa geração da série 3 é linda demais, perua então.. Sei que o MINI tem suas qualidades, que são muitas por sinal, mas particularmente não me agrada. Se pudesse ter os 02, não me importaria em deixar o MINI com a minha mulher e encarar a rotina de BMW. Abraço..

  • Rafael,
    Mesmo tendo ficado alguns defeitos, é uma notícia auspiciosa. Que ótimo!

  • Douglas Iseri

    Muito bom o texto! Imaginei o carrapato vermelho coladinho na traseira da BM!

    Só senti falta de uma foto da dianteira do “carrapato”… Pois logo no começo você fala… “Esquisita bocona”.. só teve foto da lateral do carro…(rs)

    Um abraço!

  • Carlos Eduardo

    Quando soube que esse Mini utiliza um 3-cilindros 1,5 imaginei que seria praticamente metade de um 3-L BMW.
    Apesar do diâmetro x curso diferente eles têm algo em comum?

  • francisco greche junior

    Certeza que não era esse. Da 328 eu tenho certeza que pisaram tudo, mas deveria ser uma automática cansada, se fosse a tua que esta tinindo eu pareceria um Fusca original perto dela.

  • francisco greche junior

    Do MINI deve ter sido sim, foi pego no truque, deve ter pensado que dava conta sem nem reduzir nem nada e se deu mau mesmo. Milagres não existem afinal, pura mecânica. Bom mesmo sendo o S eu tentaria.

  • francisco greche junior

    É Antônio, acredito em você, porque o meu não anda original, tem 11,2:1 de taxa na gasolina, bicos injetores modernos de 12 furos, comandos de Mondeo e Escort misturados, embreagem de acordo, cabeçote acertado quinas e polido, cabos de vela de resistência inferior a 10 ohms, enfim tem suas maldades.
    Um pouco melhor que o original vai sim.

    • Fernando

      O Escort Zetec anda muito bem, melhor do que números sugerem, gosto muito deles.

      Mas se for comparar lado a lado, ele empata com um BMW 318Ti (o hatch) que tem peso-potência parecidos e também um motor muito animado, os dois tem 0-100 pouco abaixo dos 10 s.

      O 328i, mesmo sendo mais pesado, tem muito torque em baixa e compensa isso junto do variador de fase no comando, então embora não pareça, ele tinha o 0-100 na faixa de 7~8 s (mesmo um automático alemão), por isso que ou o carro não estava bom ou o motorista realmente não entregou tudo que o carro tinha.

      Digo pois já andei exatamente nesse par de Escort Zetec e 328i E36 (automático) na estrada e realmente ele original embora não decepcionasse, ainda tinha uma clara diferença.

  • francisco greche junior

    Ai que esta, esse comportamento parece uma doença, seja nas estradas ou cidade. Eu jamais fico na esquerda, pode estar vazia a pista, mas deixo a esquerda livre. Afinal sempre terá alguém com um carro mais rápido ou mesmo com mais disposição de acelerar. Deixa ele ir em paz, pra que atrapalhar.

  • Cristiano Reis

    Nunca aprendi a fazer esse tal de punta-tacco…

    • Rafael Sumiya Tavares

      Cristiano, uma pedaleira boa e insistência em acertar a coordenação motora! É realmente gratificante usar a técnica numa boa estrada.

      • Rafael Sumiya Tavares,
        Até na cidade, como ao arrancar numa subida. Freio de estacionamento é só para estacionar!

        • pkorn

          Eu treino todo dia na rampa da garagem de casa, sonhando com Nürburgring Nordschleife.

        • Rafael Sumiya Tavares

          Bob, curiosamente eu ainda não tive muito sucesso no arranque em aclive, será falta de treino ou a pedaleira do March não ajuda muito?

    • Cristiano Reis,
      Estamos para fazer um vídeo explicando bem como fazer o punta-tacco. Tenho certeza que depois de assisti-lo você fará a manobra facilmente. Aguarde.

  • Bruno Sousa

    Amigo, na verdade, é um aperfeiçoamento de uma ideia mais antiga….Na década de 80, a Lacon, que produzia kits turbo para vários carros nacionais, já tinha uma turbina twin-scroll que ela chamava de pulsativa….O Bob Sharp deve conhecer….Abçs.

    • Fabio Toledo

      Também conhecida como turbina de duplo fluxo, boa pra trabalhar com pressões altas… Tem menos pegada, o que é bom!

  • Fabio Toledo

    Realmente, também me chamou a atenção a posição dos pedais do Swift. Como diz o Bob, dá pra fazer o punta-taco telepático… rs

  • Lucas,
    Quem tem que pedir desculpas somos nós. Está corrigido.

  • pkorn

    É verdade que o MINI é o balão de ensaio da BMW para lançar carros com tração dianteira?