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TESTE DE 30 DIAS: RENAULT FLUENCE (PARTE 3)

Roberto Agresti

TESTE DE 30 DIAS
RENAULT FLUENCE PRIVILÈGE 2.0 HI-FLEX CVT

3ª SEMANA

 

 

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A penúltima semana de nossa avaliação de 30 dias com o Renault Fluence Privilège 2.0 HI-FLEX CVT foi marcada pela viagem do feriadão de Páscoa que, como programado, colocou à prova a capacidade de verdadeiro carro para a família do sedã fabricado em Córdoba, na Argentina, e vendido no Brasil desde o final de 2010. Quatro adultos e uma criança, porta-malas cheio, prancha de surfe no teto. Eis a configuração para a escapada da capital paulista rumo ao litoral norte, mais exatamente Ubatuba. O horário de saída permitiu encarar a estrada com razoável fluidez e o percurso, de cerca 220 quilômetros porta a porta, foi cumprido (com apenas uma parada) em pouco menos de 3 horas e meia.

 

Na rodovia dos Tamoios, duplicada em parte recentemente,, a velocidade-limite de 80 km/h cai bruscamente para 60 km/h.

Na rodovia dos Tamoios, duplicada em parte recentemente, a velocidade-limite de 80 km/h cai para 60 km/h por conta da ausência de passarelas para pedestres.

Nas quatro rodovias enfrentadas — Ayrton Senna, Carvalho Pinto, Tamoios e a Manuel Hyppolito Rego — encontra-se o melhor que temos no Brasil em termos de sinalização, pavimentação e serviços, mas também as cada vez mais freqüentes restrições de velocidade monitoradas por meios eletrônicos, que em alguns casos como na Tamoios recém-duplicada, obrigam o motorista a passar dos 80 km/h de limite para ridículos 60 km/h (ou até 30 km/h na serra), algo paradoxal considerando ser aquela uma rodovia de bom traçado. Justificativa? A inexistência de passarelas para pedestres, já que a gestora Nova Tamoios não as instalou.

 

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Mas é do Fluence que devemos falar e não do tacanho modo que as rodovias são geridas no Brasil, e esse automóvel, caros leitores, tirou de letra a viagem: destaques foram a excelente capacidade do porta-malas, o conforto mais do que razoável e a boa marca de consumo de combustível, 12,8 km/l de média. Registre-se que no trecho do planalto, plano, com limite de velocidade de 120 km/h, o computador de bordo nos mostrou uma média de 13,7 km/l. Bastou entrar na Tamoios que a soma de fatores como topografia acidentada, curvas e a velocidade limite variando de 80 para 60 e às vezes os citados 30 km/h “emporcalhou” a possibilidade de manter o padrão econômico. Ressalte-se que em função do dia quente, a viagem foi toda realizada com o ar-condicionado ligado, que se mostrou plenamente condizente com as necessidades, possibilitando oferecer nível de temperatura diferentes para motorista e passageiro assim como dar aos ocupantes do banco traseiro duas bocas direcionais situadas no final do console.

 

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Falando em banco traseiro, como previsível o passageiro do meio, no caso uma pré-adolescente de 12 anos, reclamou do que chamou “osso” nas costas: por ter o tradicional apoio de braço central escamoteável, a conformação do encosto não é a ideal. Mas compensa a existência de cinto de três pontos e apoio de cabeça regulável para os três ocupantes desta  “2ª classe”. Já na frente, boa ergonomia para o motorista e porta-objetos cá e lá revelaram que o Fluence agrada e trata bem a quem deve passar horas dentro dele.

 

O apoio de braços central escamoteável do banco traseiro incomoda quando há um quinto passageiro, pois forma um calombo no encosto.

O apoio de braços central escamoteável do banco traseiro incomoda quando há um quinto passageiro, pois forma um calombo no encosto

Do ponto de vista dinâmico, as boas sensações do trajeto relatado na semana passada, SP–Curitiba–SP, se confirmaram. Apesar de em um caso o Renault estar praticamente vazio e agora com lotação completa, a boa dirigibilidade foi característica imutável. É claro que a maciez das suspensões implica, como o carro lotado, em respostas diferentes nas irregularidades eventuais e uma menor capacidade de absorção. Porém, o Fluence é um daqueles carros que definitivamente não irritam seu motorista raspando suas partes cá e lá. Em apenas uma ocasião uma lombada exagerada atingiu as partes baixas do centro do carro, e a frente também é imune a entradas de garagem pronunciadas.

Aliás, o trecho final da viagem se deu em estrada com pavimentação precária e, nos metros finais, literalmente sem pavimentação, situação na qual o Fluence confirmou sua capacidade de rodar nessa situação sem entrar em crise, inclusive mostrando para que serve o controle de tração. Em viagem ao mesmo destino com outros sedãs deste porte sem tal dispositivo, um específico trecho com uma curva fechada em forte subida costuma fazer pneus patinarem. No Fluence, nada disso ocorreu. Passamos outras vezes no mesmo trecho desligando o controle e, mesmo assim, nada de esfregar borracha. Conclusão? Um misto de suspensões de curso generoso, os já elogiados bons pneus e uma distribuição de massas equilibrada.

 

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Para a volta, configuração parecida a exceto da prancha de surfe que por lá ficou. Todavia, o trânsito mais pesado, a subida da serra e um acidente já no trecho de planalto que obrigou a um pára-e-anda por cerca de 2 ou 3 quilômetros (fora alguma pressa a mais…) derrubou a média de consumo, e dos bons 12,8 km/l da ida a marca mergulhou para 9,8 km/l, ainda assim considerados coerentes em face do cenário desta viagem e também da comparação com diversos outros carros usados para esta mesma viagem, que pode ser considerada nossa pista de teste, percorrida há décadas, e onde desenvolvemos parâmetros de julgamento seguros.

 

Câmera de ré: ótima visibilidade tanto de dia quanto de noite.

Câmera de ré: ótima visibilidade tanto de dia quanto de noite.

Mais algum destaque a mencionar? Sim: à boa qualidade do sistema de áudio deve ser somada a surpreendente capacidade de recepção do rádio FM e as salvadoras informações do sistema de navegação. Apesar de conhecermos o caminho como a palma da mão, na tela de ótima definição e grafismo claro, situada no centro do painel, o aviso da existência de radares com razoável antecipação é algo de muito útil. Útil também a câmera de ré, válida auxiliar em manobras.

 

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Na seqüência do feriadão de Páscoa, o Fluence teve mais do mesmo, pois encarou os trajetos curtos e acidentados da zona oeste paulistana, repetindo a marca de consumo médio do início de nossa avaliação, ou seja, 6,1 km/l. Entrando na reta final do teste, a intenção é levar o sedã para uma análise técnica em oficina e entremear essa ação a diferentes tipos de utilização. Não perca.

RA

 

RENAULT FLUENCE PRIVILÈGE 2.0 HI-FLEX CVT

QUILOMETRAGEM TOTAL : 1.869 km
CONSUMO MÉDIO TOTAL: 8,07 km/l
CIDADE: 639 km (34%)
ESTRADA: 1.230 km (66%)
NA SEMANA: 559 km
CONSUMO MÉDIO: 8,30 km/l
VELOCIDADE MÉDIA: 34,4 km/h

 

 

  • Lipe.·.

    Dá para notar que dentro dos limites (baixos) de velocidade das estradas, o carro é bem econômico.
    Obs.: dirigir na Tamoios é horrível. Os limites são ridículos e a ótima estrada convida a uma direção bem mais interessante.
    Uma pena…

    • $2354837

      Achei gastão…

      • lightness RS

        Velocidade média de 34 km/h, justifica muito

        • ProfGabriel Cremona

          Mégane Grand Tour 1,6: 7,2 em cidade com média de 30 km/h, bem parecido ou pior… Velocidade baixa provoca maior consumo, não tem jeito!

    • $2354837

      Achei gastão…

    • Fernando

      Também acho que esses gargalos criados na Tamoios não convidam a uma viagem tão boa quanto poderia ser.

      Até a Oswaldo Cruz que é muito antiga, de menor porte e longe de São Paulo, é bem interessante de passear tranqüilo, uma vista também linda na serra e no planalto se vê muitas fazendas, e a velocidade que dá para se manter é bem razoável, tirando no trecho de serra.

  • Thales Sobral

    Gasolina ou alcool no tanque?

    • R. Agresti

      Gasolina.

    • Bob Sharp

      Thales
      No Teste de 30 Dias só é usada gasolina, maneira de poder comparar com eventual importado não flex.

      • joao

        Não seria melhor chamar de alcoolina, ou gasoalcool, ou sempre usar “gasolina”, entre aspas, em respeito às normas impostas pelo governo ao tentar “melhorar” a vida do cidadão trabalhador e cada vez menos consumidor?

  • petrafan

    Qual é o pneu que equipa essa versão?

  • petrafan

    Qual é o pneu que equipa essa versão?

  • Silvio

    Se o Fluence não raspa a Renault andou fazendo o dever de casa, porque a Mégane Grand Tour raspa que é uma beleza, até sem carga…

  • Silvio

    Se o Fluence não raspa a Renault andou fazendo o dever de casa, porque a Mégane Grand Tour raspa que é uma beleza, até sem carga…

    • ussantos

      Sou dono de uma Mégane Grand Tour há 3 anos e penso o contrário: Difícil raspar no chão.

      Estou fazendo uma viagem que partiu do Rio de Janeiro/RJ, com destino a Guarapari/ES, Camaçari/BA e Itabuna/BA, são mais de 1.300 km e nenhuma raspada. Ontem à noite, pulei um quebra-molas no meio da BR-101, a uns 40-50 km/h, mala cheia, filha e esposa, o carro não raspou.

      Outra coisa que gosto é o fato de encher o porta-malas e a traseira não baixar, meu carro anterior baixava e os faróis ficavam apontando para cima, isso não acontece na Mégane Grand Tour.

      Obs: eu respeito o limite do porta-malas e não coloco coisas obstruindo a visão através dos vidros traseiros.

      • Silvio

        A de casa pega muito o bico, inclusive ela veio com um kit de spoilers que foi removido logo na primeira semana, pq com ele a situação era ainda pior. Só ficou o da tampa do porta malas.

        Com três pessoas no carro ela raspa o fundo na saída de garagem, de leve, mas raspa, como comparação, o Logan não pega, o Focus Sedan também não, nem o Accord.

        Aqui em SP as faixas da direita em muitos bairros são faixas exclusivas para ônibus em dias úteis, mas aos fins de semana é liberado o uso para todos os veículos, mas não a Megane GT, por que o asfalto é castigado pelo peso dos coletivos, e surgem pequenos montes de asfalto no centro da faixa, impossível passar sem raspar.

        • ussantos

          Spoilers? A sua é/era a versão Extreme?

  • marcus lahoz

    Belo teste. Confirma exatamente o que dois amigos meus falam sobre o carro.

  • marcus lahoz

    Belo teste. Confirma exatamente o que dois amigos meus falam sobre o carro.

  • Félix

    Boa reportagem. Eu acho o Fluence muito confortável. Um belo carro.

  • Félix

    Boa reportagem. Eu acho o Fluence muito confortável. Um belo carro.

  • Lorenzo Frigerio

    Esse carro parece “feito para o Mr. Car”. Legal a combinação da cor com o interior claro.

  • joao

    Análise técnica em oficina, mal posso esperar! Parabéns!

  • CharlesAle

    Em poucas palavras: Bem melhor que Corolla!!!!

  • Valdek Waslan

    Fluence é desses carros em que raramente você ouve alguém falando mal. Na maiorias das vezes em que falam, são fã-boys de outras marcas que ficam procurando pêlo em ovo para tentar achar algum defeito. É sim um belo carro.

  • R.

    Esse consumo de 12,5 km/l foi com gasolina , nao ?

    • R. Agresti

      Sim, sempre gasolina.

  • Frederico

    A minha só pega a frente na descida da rampa da minha garagem… mas mesmo assim, dos carros que já ví descendo a rampa, é a que pega menos.

  • Felipe Vielmo

    Ótimo carro, porém uma desgraça em consumo urbano.
    moro em Santa Maria / RS e enfrento mais ou menos 30 quilômetros por dia de um misto de estrada e trechos na cidade para chegar à faculdade, o consumo não passa de 8,5 km/L com gasolina mesmo eu estando sempre com o pé leve e procurando sempre os trechos com menos paradas em sinais e congestionamentos

  • R. Agresti

    Continental ContiPremiumContact 2 205/55 R17

  • Silvio

    Acho que é Dynamique

    • ussantos

      A mesma versão que a minha. Bom, eis um exemplo de como experiências com um mesmo produto podem ser divergentes.

  • italo amatuzzi

    Estou em duvida entre o Fluence e o Honda City, você pode me ajudar?

    • Italo Amatuzzi
      Nem o autor nem o site pode lhe ajudar, é contra a ética jornalística recomendar produto. Isso é trabalho de consultor, que não somos.

    • Rubergil Jr

      Vou procurar ajudar, sou proprietário de um Fluence, e já andei bastante com City das duas gerações.

      Vantagens do Fluence:
      – Espaço interno e de porta-malas..
      – Silêncio, suavidade e maciez.
      – Itens de conveniência.
      – Segurança.
      – Custo x Benefício.

      Vantagens do City:
      – Consumo.
      – Pós-Venda.
      – Robustez mecânica, menos propenso a dar aqueles probleminhas chatos.

      Pondere suas prioridades e decida. Abraço!

  • Hamud

    Excelente avaliação.

    Sobre a questão do consumo, depende de muitos fatores. Fiz uma viagem de mais de 600km num modelo 2014 locado com álcool e com o AC desligado deu 8,5 km/L no trecho SP – Resende-RJ. Com AC ligado no caminho de volta foi exatamente o mesmo consumo. Já andando na marginal a 70km/h e depois na velocidade máxima permitida de 120km/h para Campinas o consumo melhorou e foi pra 9,1km/L. Voltando pra SP e pegando O MAIOR ENGARRAFAMENTO DA MINHA VIDA com 4 pessoas e porta-malas abarrotado o consumo caiu pra 5,7km/L.

    No mais achei o carro muito confortável e silencioso, só incomoda de início o tamanho, mas é questão de um par de dias para acostumar. Os faróis, ainda que halógenos, tem ótima iluminação, realmente fiquei surpreso, sendo que não costumo usar faróis de neblina sem necessidade, pude viajar de noite só com os faróis ligados com ótimo desempenho de iluminação, feixe conciso, sem falhas e sem o gap que normalmente se ve entre o final do capô e o início do feixe de luz. A performance é justa e a estabilidade é muito boa para um carro desse porte, fiz uma rápida puxada até 180km/h e não senti sinais de flutuação.

    Falando em iluminação, na questão do xenon discutida em alguns posts, eu sinceramente acho que é uma evolução muito grande em relação ao sistema comum. Fiz uma adaptação no meu carro (Focus 2007) com projetor específico para xenon e lâmpadas de 4300K. O resultado é execelente, vasta iluminação com ótimo alcance e espalhamento do feixe de luz, não atrapalha os demais motoristas e a coloração branca levemente amarelada não ofusca e sequer parece que houve mudança no sistema de iluminação.

    O que mais atrai nesse carro, principalmente na versão Privilege, é a pletora de equipamentos e o preço mais comedido. Na categoria dele eu não realmente não vejo melhor custo/benefício.

  • Professor Gabriel,
    Poderia ter, sem dúvida, mas o sr. tem notícias de Corollas se arrebentando por aí?

    • ProfGabriel Cremona

      Caro Bob, Eu acho que somente pelo fato do tipo de donos da grande maioria dos Corolas… Porém, eu quero ao menos ter a possibilidade de ter eles e a Toyota nem dá essa possibilidade… Se eu entro rápido demais numa curva, quero que o sistema eletrônico me ajude a segurar o carro, por exemplo… Na década dos anos 90 ninguém pensava em ABSs como uma coisa importante, ainda que agora sabemos todos que é muito importante. E pelo valor do carro pode ter sem problemas…

  • ProfGabriel Cremona

    Roberto,
    Este era o teste que me faltava ler para ficar seguro: como os 140 cv respondiam ao carro completo… Eu fiquei apreensivo com meu Mégane 1,6 se que boto carga completa, subir morro, somente que seja como no carro dos Flintstones… ajudando com os pês dos ocupantes!
    Os 82kg/kgfm da Mégane já sabia que não eram suficiente, porém não tinha parâmetros para saber se os 67 do Fluence eram bons.. sobretudo comparando com os 57 do 408 para seus 165 cv… agora posso ficar mais tranquilo…

    Bom seria um teste deste jeito do 408, outro carro com relação custo-beneficio semelhante ou melhor…

    Obrigado pela excelente matéria!