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Com a perspectiva de aprofundamento da crise de vendas neste ano, várias ações criativas estão em curso. Todo o elenco de estratégias — desde a “troca com troco” até os intermináveis feirões — foi sacado numa tentativa de animar o comprador a entrar na loja e sair com um carro zero-quilômetro.

Apenas o mercado de veículos usados conseguiu uma reação — previsível — depois de anos de apatia e queda de preços. Há clara tendência de valorização do usado e movimentação de trocar um modelo mais antigo por um menos antigo ou mesmo seminovo (até cinco anos de fabricação pelo entendimento geral). A maioria das concessionárias vem tomando ações proativas para ter mais relevância neste mercado. Em suas entrevistas coletivas mensais a Anfavea tem citado com frequência as estatísticas da Fenauto, associação dos lojistas independentes que tem forte presença na compra e venda de veículos usados inclusive na formação de preços.

Agora as atenções se voltam ao consórcio, por duplo motivo: oferta menor (e a juros maiores) de crédito e estoque de cotas contempladas que não se transformaram em vendas efetivas. A indústria automobilística sempre viu com bons olhos o crescimento desta modalidade ao garantir uma demanda fixa por seus produtos. Segundo a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), o número de consorciados aumentou 8% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.

Embora não existam estatísticas precisas — só o Banco Central tem controle efetivo sobre cartas de crédito em circulação —, o sistema de consórcio responde em média por 10% das vendas de veículos leves, podendo dobrar essa participação em períodos de crise como o de hoje. A situação atual está mais delicada porque 8% dos três milhões de consorciados de veículos leves e pesados (sem contar motocicletas) foram contemplados em sorteio e decidiram não usar o seu crédito. São 240.000 compradores que simplesmente preferiram sentar em cima do dinheiro (que continua aplicado pelas administradoras) e não adquirir nenhum veículo.

Esse cenário motivou Anfavea, Fenabrave e Abac a lançarem, em conjunto, uma promoção, inicialmente por 45 dias, para tentar convencer as pessoas a usar imediatamente suas cartas de crédito. Sempre há um percentual de compradores que adiam compras por motivos variados, como aguardar um lançamento, mudança de ano de fabricação e até a contemplação por sorteio antes do período planejado. De início, 16 fabricantes aderiram e prometem oferecer condições especiais (descontos e opcionais e IPVA grátis).

Todos os tipos de ações promocionais são válidos, mas essa em especial talvez obtenha alcance limitado. O contemplado pode simplesmente estar se sentido inseguro em retirar o carro no momento em que a falta de confiança permeia a economia brasileira. Afinal, tem de enfrentar despesas correntes de uso (combustível, manutenção, impostos, estacionamento, multas injustas), além de se sentir perseguido só por usar um automóvel.

A Abac afirma que os 8% de contemplados sem uso imediato do seu crédito estão dentro da média histórica. Se for isso mesmo, poucos estariam à espera de dias melhores para efetuar sua compra, o que não parece refletir a realidade atual.

 

RODA VIVA

DECISÃO pragmática e elogiável do governo, publicada em 26 de março, estimulará adoção de novos recursos para aumentar eficiência energética (economia de combustível) dentro do programa Inovar-Auto. Estão contemplados sistema desliga-liga o motor de forma automática, monitor de pressão dos pneus, indicador de troca de marcha e ajuste aerodinâmico de grades frontais.

SUZUKI S-Cross é novo contendor interessante na faixa de SUVs e crossover compactos que oferece, além de bom acabamento, a racionalidade de aliar um motor de 1,6L/120 cv a peso contido (1.125 kg com câmbio automático CVT). Oferece versões 4×2 e 4×4 (com controle eletrônico sofisticado), além de porta-malas de 440 litros. Preço começa em R$ 74.900 e vai a R$ 105.900.

TOUAREG na versão de topo agora inclui acabamentos antes cobrados à parte na versão R-Line. Preço é alto — R$ 298.800 —, porém mais em conta que um Porsche Cayenne com o qual divide o projeto. Destaques: posição de dirigir, suave motor V-8 de 360 cv, câmbio automático de oito marchas e consumo de combustível razoável para o alto desempenho oferecido.

ANTECIPAR a venda do subcompacto QQ reestilizado, antes de sua produção nacional no segundo semestre, ajuda a Chery a enfrentar a greve que paralisa a fábrica onde produz o Celer. Agora partindo de R$ 31.990 — 25% mais caro que a versão básica anterior montada no Uruguai — já embute, além das melhorias técnicas e de acabamento, as dores do chamado Custo Brasil.

SMART Light Evolucar, lanterna extra vendida como acessório com sensor que detecta movimentos do veículo para indicar mudança de direção pode exacerbar o pouco uso dos indicadores de direção convencionais, sem contar o perigoso hábito de esquecer de consultar os espelhos. Muitos acham que ligar a seta é suficiente, sem ter certeza se a manobra foi consentida ou percebida.

FC

fernando@calmon.jor.br
Foto de abertura: misterliber.com.br
A coluna “Alta roda” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.


  • CorsarioViajante

    Falam muito, mas na prática quem, como eu, está tentando comprar um zero, encontra sempre o mesmo quadro: o seu usado não vale nada (até entendo), os descontos no novo são baixos e a negociação é rala. Isso sem falar diversas concessionárias que não tem interesse nenhum em vender, fui embora de três por falta de atendimento!
    No fim, em um ano com tanta instabilidade e com estoques tão altos, podiam ir um pouco além destas migalhas e iniciativas tímidas.

    • John Marston

      Exatamente o que passei ultimamente, pensei em trocar meu humilde usado 2009. Nenhuma negociação, pensam que você que tem a honra de comprar um carro deles. Como ainda não tenho pressa vou esperar mais ainda para pegar um 0-km.

      • CorsarioViajante

        Ah! O meu tbm é 2009! 🙂

    • Mingo

      Meu último carro zero comprei em 1992. E acredite se quiser, estou com ele até hoje.
      23 anos de bons serviços prestados. Não tenho coragem de vender, pois já virou membro da família. Quando chegar aos 30 anos de uso, coloco placa preta e decido se compro outro novo.
      Carro dá para usar por muito tempo. Basta gostar dele e cuidar direito. Me recuso a encher os bolsos desse governo vagabundo de impostos abusivos.

      • Davi Reis

        Concordo plenamente. Aqui em casa, ficamos de 1994 a 2012, sem passar perto de comprar carro 0-km. Como meu pai sempre teve carros da empresa à disposição, nunca foi muito necessário, mas agora que não tem mais (e passei o meu carro 2012 para ele), chegou a hora de dar um merecido descanso para o carro mais antigo. Não que ele seja ruim, mas para quem roda muito, como eu (cerca de 300 km por semana), a conta de combustível sobe bastante, sem falar que é um pouco cansativo às vezes.

      • CorsarioViajante

        Eu também estava neste pique, estou com meu carro há quase seis anos e muito satisfeito, gostaria de ficar com ele para sempre, mas o motor, com 130.000km, já sinaliza que vai precisar de retífica (consumindo muito óleo e perda gradual de desempenho) com custo altíssimo, além de um outro problema que vai incomodando. O que matou mesmo foi esta questão do motor, muito decepcionante.
        Mas o mercado está tão ruim que estou achando melhor negócio fazer a retífica que comprar outro. Se alguém puder me ajudar com idéias, agradeço.

        • Fat Jack

          Nossa, Corsário, me parece um desgaste alto para um carro com essa quilometragem, pelo menos comparado a um Fiestinha Rocam que tenho nesta mesma “faixa” e não baixa uma gota entre trocas (faço-as a cada 5.000 km e óleo semi-sintético), tampouco lhe falta força.

        • Mr. Car

          Estou com o meu há seis anos e meio, está novíssimo (25.000 km) e também estou bem satisfeito. Não tenho nenhum motivo de ordem prática para trocar, mas o “problema” é que quando se gosta de carros como nós aqui gostamos, depois de seis anos (menos até, para dizer a verdade, he, he!) sempre vem aquela vontade de variar, experimentar outro carro, conhecer outra marca…No meu caso também seria por um upgrade em equipamentos de segurança, já que o meu não tem airbags nem ABS. Ano passado quase troquei por um New March SV 1,6, mas a diferença que teria que voltar era bem grande, e meu carro estava tão novo, que resolvi esperar mais um pouco, e segurei minha onda. Confesso que tenho um certo arrependimento de não ter trocado na época, pois os carros subiram um absurdo de lá para cá, tornando mais difícil o sonho de uma nova experiência sobre rodas, he, he! Tem também a possibilidade de partir para um semi-usado, mas prefiro as (pelo menos supostas) garantias e tranqüilidade de um 0-km.

        • Bera Silva

          Sei como é isso… No caso de você querer ficar com seu carro (pelo menos já conhece os defeitos), a primeira coisa a considerar é ter um bom mecânico. Pode ser que o problema seja menor do que pensa. Depois é ver o custo de um motor zero-km, de um bloco parcial e também de uma retífica completa. Daí faça as contas e veja qual mais vantajoso. Na minha opinião, se os defeitos não forem em carroceria ou estrutura, nem demandem funilaria, melhor ficar com o carro. Por último, compare uma possível reforma total (correção de todos os defeitos) com o custo envolvido na troca por um zero. Usado, acho que só vale a pena se conhecer a procedência, ou for bem pouco rodado. Boa sorte.

        • Cris Dorneles

          Qual o teu carro?

      • mecanico anonimo

        O meu atual tem 15 anos, sem intenção nem necessidade de troca a médio prazo. Pago 1/3 de IPVA que pagaria em um novo, fica como está. Minha média de rodagem é de 12 mil km por ano, igual à média brasileira. Nessas condições, pode tranqüilamente passar de 20 anos sem maiores intervenções (como retífica de motor), desde que bem mantido.

      • César

        É Mingo, isso vale para um carro dos anos 80/90.
        Se um carro da década de 2010 durar 30 anos, espero ainda estar neste mundo para ver.

    • Manoel

      Fui comprar um sedã novo, 80 mil. Na Honda fui extremamente mal atendido (o vendedor ficou falando das vantagens do produto dele perante os concorrentes, mas não ofereceu nenhum diferencial nem em preço, nem em parcelamento, e ainda ficou insistindo para que eu testasse o City, sendo que eu fui pelo Civic), o test-drive foi pífio, nem minha esposa pôde sentar do meu lado, ficou lá no banco de trás. Na Citroën comprei um sedã completo turbo (C4 Lounge THP) com taxa zero, valor tabelado e meu usado entrou pela Fipe, o atendimento foi primoroso. Vendedor ruim tem em todo lugar, mas quem sofre é a fábrica.

      • CorsarioViajante

        É verdade, as fábricas esquecem que a concessionária é a “casa” da marca, deveriam padronizar e investir mais em atendimento.

      • César

        Bom, se você julga e escolhe a marca que vai comprar pelo atendimento de uma concessionária, a decisão é só sua.
        Prefiro comprar da marca que eu gosto e que vai me beneficiar mais e relevar o mau atendimento. Pois para mim comprar carro é como fazer compras no supermercado: entre, escolha o que você quer, pague e vá embora…
        Claro que isso só vale para quem compra à vista; no seu caso, como tinha carro na troca, a opção acaba recaindo pela revenda que desvaloriza menos o seu usado.
        Sem querer entrar no mérito, mas às vezes as pessoas compram um Citroën porque pagam mais pelo seu usado na troca, mas esquecem que depois de dois ou três anos certamente o veículo da Honda terá desvalorização muito menor.

    • Davi Reis

      Sei como é Corsário, também andei passando por isso recentemente. Comprei um novo carro e estava ajudando um amigo a comprar um também (e tenho sempre o costume de visitar várias concessionárias, até por causa do meu curso), e é incrível como muitas lojas não passam do básico na hora da negociação. Na Ford e na Volkswagen encontrei propostas muito interessantes, mas na Fiat, Chevrolet e Hyundai, não fizeram esforço em ir além do básico (tapetes de carpete e película de brinde, quando muito). Na Hyundai, o vendedor afirmou duas vezes que estavam sem os carros de teste, mas quando saímos da concessionária e passamos por uma saída alternativa, em uma rua mais escondida, lá estavam todos os carros de teste… Isso sem falar do preço, rígido como uma tábua, impossível de se negociar. Em muitos lugares, até parece que as vendas não andam tão frias.

      • Thiago Teixeira

        Davi Reis, nada é de graça. Não existe brinde, IPVA grátis etc. Tudo está embutido no preço.
        Você sabe disso.

      • CorsarioViajante

        É engraçado, Davi, não vejo muita lógica, na Honda mesmo vendendo bem (nenhuma unidade à pronta entrega) me atenderam super-bem, atenciosos, fizemos test-drive, avaliaram o usado etc. Já na VW, que vem amargando quedas seguidas, virei o homem invisível e não consegui ser atendido.
        O fato é que, no frigir dos ovos, está tudo muito caro. Como meu carro está meio cansado e com probleminhas, alguns normais e outros precoces, estava pensando em trocar, mas está muito complicado. Penso em ir para usados mas tenho medo.

        • Davi Reis

          É curioso também como o atendimento varia extremamente de praça para praça. Aqui em Belo Horizonte mesmo, quintal da Fiat, o atendimento em todas as concessionárias Fiat que já fui é simplesmente vergonhoso, e isso se reflete nas vendas do estado (Ford e VW sempre na liderança). Nas outras, o comum de todo negócio: algumas muito boas, algumas medianas, e outras bem fracas. A única que posso dizer, sem medo, em que sempre fui bem atendido, é na Toyota. VW, Ford, Chevrolet, Hyundai, todas tiveram seus dias bons e ruins. No caso da VW, dou um desconto por já ser cliente de uma concessionária, e nunca tive problemas na assistência técnica, mas já ouvi histórias de quem teve (desde preços muito altos a carro arranhado). Na época que tinha um Gol 1.6, me lembro que paguei um pouco menos de 400 reais na terceira revisão, mas em outra concessionária, um amigo, dono também de Gol 1.6, recebeu um orçamento de quase 600 reais pelo mesmo serviço!

    • Fat Jack

      Nossa, mau atendimento é apelido, os vendedores devem estar ganhando rios e rios de dinheiro, porque a impressão que se tem é que estamos indo lhes pedir um favor, tamanho desinteresse!!

    • jr

      Quanto ao negócio em si sempre é complicado. Mas, nunca entendi a falta de interesse no atendimento.
      Aqui em Curitiba o pessoal da Ford se esconde de você. O pessoal da Kia cospe em você. O pessoal da Peugeot e da Citroën são cheios de sorrisos, mas depois que você saiu da loja já não existe (bom, isso vale para todas, pelo menos falam com você antes…). Na Fiat (que antes tinha bom atendimento, não sei o que aconteceu) eles falam com você a distância (“E aí, o que vai hoje?”), bem de longe). Na VW até que estão atendendo hoje, mas te oferecem o carro por R$ 5.000 a 10.000 a mais que o valor da tabela (ou pior ainda, o valor real comercializado em São Paulo) e dizem: o seguro deste carro é subsidiado pela VW (no primeiro ano). Na GM até que lhe atendem legal, mas o carro do test-drive não funciona (faltou grana para a gasolina, não é?). Na Renault, antes de saberem o que você quer, vem a pergunta: vai levar? Na Nissan, não dá para fazer test-drive, pois os carros estão na revisão. Na Toyota dá para fazer test-drive, mas só no modelo sem câmbio automático se você quer com câmbio automático, ou vice-versa.
      Enfim, acho que a gente compra carro novo só para provar que pode ou por estar com muita vontade de trocar mesmo. Se fosse pelo atendimento, sem chance.
      Bom, meu carro já está chegando aos 5 anos. Como não estou afim de empatar tanto dinheiro e ainda por cima passar pelas agruras do atendimento na concessionária, desconfio que meu carro vai ficar no mínimo mais um ano. Ou dois.

  • Luis Carlos

    Carro 0-km está a um preço surreal, é por isso que o pessoal não está comprando, não é só a crise econômica que o Brasil vem enfrentando.

    O preço dos carros 0-km sobem, mas o salário do brasileiro continua praticamente o mesmo.

  • Thiago Teixeira

    Não existe nenhuma vantagem em feirão. Mas as pessoas correm e compram. Em uma loja Chevrolet, fiquei sabendo que em 4 dias de feirão foram vendidos cerca de 400 carros. Faz pouco tempo esse feirão.
    Os preços eram os mesmos praticados antes dos “preços fenomenais” do evento.

  • RJGR

    Eu comento com familiares e amigos que minha sugestão é primeiro negociar seu usado e só depois negociar o 0-km. No meu caso consegui 91,5% do valor de tabela do meu usado e um desconto de 7,6% no valor do 0-km. Obviamente que o usado era da mesma marca e comprado na mesma concessionária. Conversando informalmente com o vendedor da concessionária Ford ele me informou que o carro que eu comprei, hoje está com 7% de desconto, 50% de entrada, 50% sem correção e taxa administrativa de cerca de R$ 1.500,00 sobre a transação. Colocando os R$ 1.500,00 no preço do carro ainda se tem mais de 5% de desconto e o parcelamento. Procurar carros com um certo tempo de estoque ajuda bastante na negociação.
    Nota: o acima descrito não vale para Honda, Toyota e Hyundai.

  • Fat Jack

    O preços dos novos já passaram da barreira do absurdo e enquanto isso o que as concessionárias oferecem pelos seminovos ou usados é pornográfico, alguns “avaliadores” tem coragem de oferecer 1/3 da tabela Fipe mesmo para carros em excelente estado.
    Eu é que não dou dinheiro para um abutre desses, questão de honra.
    Não tenho pressa para comprar mesmo…, o azar é deles!

  • Marcelo R.

    “…multas injustas), além de se sentir perseguido só por usar um automóvel.”

    Nada mais a declarar.

  • jr

    Sempre há uma corrida entre rendas (salário é renda?) e custos, em particular de veículos. De vez em quando ocorre o que aconteceu agora, o aumento no valor dos veículos é muito superior ao dos salários. Bom, pense na inflação, câmbio etc, que explodiram de vez. Enfim, não sei quando voltaremos a alcançar algum equilíbrio, mas, eu hoje não compraria um carro novo sem $ para tudo à vista e com sobra já guardado. O risco (desemprego, subida de outros custos etc.) não pára de crescer. Estamos voltando aos anos 90. Espero que não cheguemos aos anos 80 em nosso processo de regressão econômica…
    Não é hora de arriscar nem fazer loucuras. O “normal” para muitos agora envolve riscos elevados.

    • Luis Carlos

      Tudo isso que você disse é culpa da lei da oferta e procura… capitalismo selvagem!

      • Oli

        Explique melhor essa lei, em que a procura diminui e os preços sobem.

  • CorsarioViajante

    Isto costuma ser bom para pessoas com dificuldades de planejamento financeiro.

  • CorsarioViajante

    Queria fazer o mesmo, mas estou tenso por problemas mecânicos.

    • Oli

      E aí, para economizar 5.000 reais em manutenção, você vai gastar 20.000 para trocar por um novo que em um ano vai valer 10.000 reais a menos.

      • CorsarioViajante

        Antes fosse 5.000! Recebi duas cotações de retifica, ambas em torno de 12.000,00… Num carro com valor de mercado de 25.000,00. Sempre pensei como você, mas desta vez me pegou de jeito!

  • CorsarioViajante

    Curiosamente, em algumas marcas, que vendem bem, atendem bem mesmo sem terem o carro em estoque. Na Honda, mesmo sem previsão de receber Fit, me ofereceram test-drive, avaliaram o meu usado, falaram de condições, trataram bem, enfim…

  • CorsarioViajante

    Sim, não gosto de atendimento fresco, do tipo que fica ensaboando. Mas que pelo menos tente entender seu perfil e conversar. Outra coisa curiosa é como a mesma concessionária pode ter uma oficina excelente, com todos motivados e amistosos, e um setor de vendas horrível.

    • César

      Pois é Corsário, desse assunto posso falar com propriedade porque trabalhei 12 anos vendendo carros usados (graças a Deus, mudei de profissão). Se você chega muito perto, é um chato. Se fica muito longe, atende mal. Nesses anos todos, jamais descobri como é que as pessoas querem ser atendidas.
      Isso sem considerar que 9 de cada 10 pessoas que entram numa loja de veículos, seja de novos ou de usados, não têm interesse em comprar (ou não têm bala na agulha), apenas em passar o tempo. O que, logicamente, não justifica atender mal. Mas que acaba com a paciência de qualquer vendedor. E o test-drive é complicado. A maioria só quer dar “uma voltinha” para saber se o carro é mais firme que aquele que o vizinho tem. Os manuais de venda dos fabricantes dizem: “os veículos de test-drive deverão ser oferecidos apenas para clientes realmente potenciais…” Pois é, cliente real compra sem fazer test-drive. Ele já sabe o que quer e conhece o que está comprando. Pode apostar.

      • Mineirim

        César, sabe que você tem razão?
        Todos os carros 0-km que eu comprei foram sem test-drive!
        Gostava da mecânica, do visual, pesquisava preço e comprava.
        Realmente não deve ser fácil ser vendedor…

      • CorsarioViajante

        Assim como muito curioso faz test-drive e muita gente compra sem fazer, muitos podem ser como eu, e desistir da compra após o test-drive. Foi o que aconteceu com March e Etios, dois carros que poderia comprar e estava bem interessado até dirigir e não gostar.

      • Lucas dos Santos

        Se você chega muito perto, é um chato. Se fica muito longe, atende mal. Nesses anos todos, jamais descobri como é que as pessoas querem ser atendidas.

        Já fui vendedor (não de carros) e sei bem como é isso! Após 5 anos no Comércio, não vejo a hora de trocar de ramo. Não tenho mais a mesma paciência que eu tinha cinco anos atrás!

  • Mingo

    Quando se vai casar com o carro, uma boa mecânica é sempre importante. O motor do meu ’92 tem camisas úmidas removíveis e comando no bloco acionado por corrente. Em suma, mesmo com quase 300.000km rodados ainda não abriu o bico e nunca passou perto de uma retífica.
    Já esses motores modernos, com galerias de óleo estreitas como um cabelo, bloco que parece de papel de tão fino e mais circuitos integrados que meu aparelho de som da Gradiente, esses vão dar trabalho no futuro…

    • Cris Dorneles

      Autolatina?

  • Mingo

    A Chevrolet é a rainha dos “feirões”. Engraçado que para eles, toda semana é sempre a última para se fazer o “melhor negócio em Chevrolet”.
    São uns humoristas mesmo…

  • Davi Reis

    Sim, claro. Digo brinde pois foi exatamente o termo que usaram. Na Fiat, por exemplo, até ofereceram um Punto 1,6 pelo preço de tabela, mas com tapetes e película de “brinde”. Poderiam muito bem vender o carro com o sensível desconto possível pela retirada dos “brindes”.

  • Davi Reis

    Corsário, posso perguntar o que aconteceu com seu motor? É estranho ver um motor atual durando tão pouco assim.

    • CorsarioViajante

      Até agradeço pois vou desabafar! Rs
      Meu motor é o EA113, o 2.0 8v da VW. Desde zero baixa óleo mas antes era um litro a cada 10.000km. Ultimamente está secando completamente a vareta rodando uns 3.000 km. Tentamos usar um óleo mais grosso na última revisão (de 5W40 para 20W50) mas não resolveu, baixou de novo e ainda amarrou o carro. Agora, após cinco mil quilômetros, vou voltar pro 5W40 e observar. Bem frustrante, sempre segui com cuidado o plano de manutenção esperando que o motor durasse no mínimo uns 200.000 km… Estou muito triste, pois adoro o carro!

  • Davi Reis

    Parece que em São Paulo é diferente, mas essas promoções da Chevrolet parecem uma balela muito grande aqui em Belo Horizonte. Nunca encontrei preços bons nas concessionárias por aqui, sendo que a gota d’água foi me oferecem um Onix LTZ, no final do ano passado, por um preço acima da tabela (e isso em meio a toda correria do fim do IPI reduzido). Curiosamente, recentemente, uma das maiores concessionárias Chevrolet da minha região fechou as portas…

  • Roberto

    Concessionária geralmente compra abaixo da Fipe para vender acima dela. A não ser que a pessoa tenha pressa para trocar de carro, negociar carro usado em concessionária (compra ou venda) é quase sempre um mau negócio.

  • joao

    Permita-me explicar: Como estão vendendo a metade, é só duplicar o preço para obter o mesmo lucro de antes. Caso não haja demanda, vou me embora do país e pronto. Por isso precisamos de fábricas nacionais competindo com essas daí. Não é assim com os bancos, e mesmo assim as coisas são do jeito que são. Ruim com eles, pior sem eles. Em falar nisso, como anda a associação?

    • jr

      É, no Brasil é sempre Black Friday, tudo pela metade do dobro! Só que não, é tudo pelo dobro mesmo! kkkk.
      Temos um tipo bem particular de capitalismo. Em vez do capitalismo americano, que é o de massa, temos o capitalismo de massa(cre) do consumidor. E o consumidor gosta, pois tudo é “exclusivo”, tão caro que é. kkkk

  • CorsarioViajante

    Meu caso é bem similar, mas não estava com vontade nenhuma de trocar! Rs

  • CorsarioViajante

    Sem dúvida Fat Jack! Dai minha decepção conforme relatei acima. Do ter sido premiado ou alguém errou, sempre fiz todas as revisões certinhas e tal… Pagando bem caro no óleo 5w40 sintético aliás!

    • Fat Jack

      Caramba!
      Imagino o tamanho da sua frustração!

  • Mineirim

    Que problemão, Corsário. Passei por isso com um Brava 1.6. Fiquei 7 anos com ele. Aos 120 mil km, começou a baixar muito o óleo e desligar do nada, até em estrada, só funcionando após uns minutos. Podia ser coisa simples, mas nem fiz orçamento. O carro valia uns 17 mil reais na época e não quis mexer. Troquei por um Palio 1,4 novo.

    • CorsarioViajante

      Pois é Mineirim! O meu ainda não está dando nenhum problema mais grave como desligar, e só solta fumaça visível quando acelera até o limite do giro (o que, aliás, acontece bastante! :P) ou às vezes um pouco de manhã. Então não é nada urgentíssimo ou que coloque, hoje, a vida em risco. Mas como você, que saiu de um carro médio como o Brava e foi para um Palio, também teria que descer um degrau, no meu caso mais de um… No caso dos zeros, teria que ir para os carros de entrada, coisa chata, pois pego muita estrada.

  • Davi Reis

    Pode desabafar (risos)! Muito estranho, será que não pode ser problema na junta do cabeçote? Não entendo tanto assim, mas foi a primeira coisa que me veio à cabeça. Alguém mais entendido por ajudar.

    • CorsarioViajante

      Falaram isso, mas é possível só trocar a junta do cabeçote sem retificar? Sou absolutamente leigo em mecânica e fuçando na internet as respostas são aleatórias e contraditórias.

      • Davi Reis

        Olha, acredito que sim, mas também não sou especialista nisso. Eu perguntaria pra um bom mecânico ou mandaria um email para o Bob.

        • CorsarioViajante

          Pois é, preciso ver com meu mecânico. Mas não vou incomodar o Bob com isso.
          O problema ficou pior quando trocaram a correia dentada (da primeira vez, fora do ponto, depois arrumaram), mas acho que não tem relação nenhuma.

      • Bera Silva

        Quando tirar o cabeçote, é bom aplainá-lo (dar um passe). Não sei se existe junta de aço para motor VW, mas seria uma boa opção.
        Exemplo:
        http://www.crestana.com.br/junta-ap-2-0-de-aco.html

        • CorsarioViajante

          Obrigado de novo, realmente este site é bem interessante! Vou fuçar nele!

      • Fat Jack

        Corsário, se não houver empenamento (normalmente causado por superaquecimento) pode sim, mas só dá para saber depois de aberto. De qualquer forma, uma “plaina” do bloco (ou do cabeçote) é bem mais barato que uma retífica, porém há a necessidade de se ter certeza de que a “fuga” de óleo é aí.

        • CorsarioViajante

          Pois é. Não vaza óleo de lugar nenhum. Acelerando forte, sai fuligem, e de manhã sai fumaça, por isso estão achando que pode ser algo mais pontual.

          • Fat Jack

            Se ele apresenta fumaça pela manhã (como logo ao ligar) há a possibilidade de serem os retentores de válvula do cabeçote que estejam ressecados (ou rompidos) e permitindo a passagem de óleo para a câmara de combustão.
            Sendo isto, é possível que haja incrustação de óleo queimado na sede da(s) válvula(s) o que explicaria a também perda de desempenho por má vedação da câmara. Só um porém: estou achando a quantidade de óleo que você descreveu muito alta, seria necessária uma “senhora” passagem de óleo…

          • CorsarioViajante

            Pode ser Fat Jack… Não sei medir exatamente quanto o óleo desceu, agora vou trocar de óleo e observar com atenção antes de qualquer coisa. Mas agradeço muito as idéias!

      • Cris Dorneles

        Teu carro é 2009 deve ser flex, então o motor é esse…
        bem melhor que retífica.

        http://www.crestana.com.br/mecanica/motores/motor-parcial-com-cabecote-polo-golf-bora-2-0-flex.html

  • Davi Reis

    Também não saberia dizer. Acho que o Bob não se incomodaria com a pergunta, é bom ter algum palpite de alguem mais entendido do assunto.