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SUZUKI S-CROSS

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A Suzuki Veículos do Brasil apresentou esta semana o  S-Cross, novidade recente da marca japonesa, lançada nos mercados mundiais em julho do ano passado. É um crossover, um hatchback encorpado, alto e espaçoso, com tração dianteira ou nas quatro rodas sob demanda. Chega em quatro versões, todas com motor 1,6-L a gasolina de 120 cv, câmbio manual de cinco marchas (GL, R$ 74.900) ou CVT — GLX, R$ 88.900; GLX 4WD, R$ 95.900; e GLS 4WD, R$ 105.900. O CVT tem 7 marchas virtuais selecionáveis exclusivamente por borboletas.

Embora o nome completo do modelo seja SX4 S-Cross, como indica emblema na porta de carga, o “nome de guerra” escolhido pela Suzuki local é apenas S-Cross. Na verdade é um SX4 todo maior, ou seja, uma carroceria totalmente nova.

 

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Na balsa para ir de Bertioga a Guarujá

O sistema de tração é chamado de AllGrip (toda, ou total, aderência) pela fabricante e se destina a facilitar a vida do motorista ao trafegar sobre pisos variáveis graças à capacidade de processamento de dados hoje à disposição da indústria automobilística para aplicação nos seus produtos.

Basicamente, o AllGrip interpreta os movimentos do volante e micropatinagens de roda para modular a distribuição de torque e  aumentar o esforço no volante, nesse caso desestimulando correções erradas mediante redução momentânea da assistência, deixando a direção mais pesada. Pode haver também frenagem seletiva para otimizar tração ou para corrigir trajetória, dentro do conceito de controle de estabilidade.

São quatro modos de tração, selecionáveis:

Auto – muda automaticamente de tração dianteira para nas quatro rodas conforme necessidade. É o modo mais econômico.
Sport – otimiza trocas de marcha (variação automática) mantendo rotação mais alta para respostas mais rápidas ao acelerador e transfere mais torque para o eixo traseiro.
Snow/mud (neve/lama) – maior controle de trajetória em pisos de baixa aderência.
Lock – deixa a transmissão em modo 4×4 permanente para condições difíceis.

 

Botão de controle do AllGrip

O trafegar sobre piso mais irregular é facilitado pela distância mínima do solo de 180 mm (GL), 175 mm (GLX) e 190 mm (GLS).

A suspensão dianteira é McPherson com subchassi e a traseira, eixo de torção mesmo sendo motriz. Os pneus são 205/60R16 no GL, 205/50R17 no GLX (tração dianteira ou nas 4 rodas) e 225/50R17 no GLS, todos Continental ContiPremiumContact. O estepe é temporário T135/90R16M (M= 130 km/h).

 

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O motor é um 4-cilindros com bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando acionado por corrente com variador de fase na admissão, 4 válvulas por cilindro, 120 cv a 6.000 rpm e 15,5 m·kgf a 4.400 rpm; a taxa de compressão é 11:1. Incorpora soluções para aumento de eficiência como reduzir atrito mediante anéis de segmento de menor tensão, mancais de apoio e de biela mais estreitos, redução da constante das molas de válvulas e bomba de óleo com duas fases de pressão. Tudo é mais leve, pistões, biela e virabrequim, passando por coletor de escapamento, radiador e ventilador.

 

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Bloco e cabeçote de alumínio

O trabalho do motor é facilitado pelo peso relativamente baixo do S-Cross, 1.085, 1.125, 1.170 e 1.190 kg, de acordo com as versões. A Suzuki não forneceu dados de desempenho, mas o confiável  catálogo anual da revista suíça Automobil Revue indica, com câmbio manual, 0-100 km/h em 11 segundos e velocidade máxima de 180 km/h,  e com câmbio CVT, 12,4 segundos e 170 km/h. As relações de marcha e diferencial não são exatamente as mesmas, mais curtas aqui exceto no limite do CVT (0,550:1), de maneira que os números acima podem ser considerados como aplicáveis aqui, ou seja, anda relativamente bem.

No manual a v/1000 em 5ª é 37,8 km/h para 120 km/h a 3.200 rpm e velocidade máxima em 4ª a 5.980 rpm, portanto um perfeito  4+E. No CVT, v/1000 de 54,5 km/h, 2.200 rpm a 120 km/h. À velocidade máxima as polias “se acertam”, mas certamente o motor vai à rotação de pico.

 

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O GL, único de câmbio manual, traz repetidores de setas nos pára-lamas dianteiros; nos demais é nos espelhos

O câmbio CVT não é de nova geração como o do Corolla ou do Sentra, é um tanto enfadonho por ao menor movimento do acelerador a rotação subir muito, portanto destina-se a quem não quer ou não gosta do pedal de embreagem e prefere dirigir calmamente. Mas mesmo assim resta o recurso do colocar a alavanca seletora em Manual e ir trocando as 7 marchas virtuais pelas borboletas. Dar para usar bem dessa maneira e as “marchas” sobem automaticamente ao chegar o motor a 5.800 rpm, mas pode-se retomar velocidade na mesma “marcha” normalmente, como se fosse um câmbio manual. Não há aceleração interina nas reduções. A ligação motor-câmbio é por conversor de torque.

Como o S-Cross tem controle automático de velocidade, testei seu funcionamento na descida da serra da Rodovia dos Imigrantes e constei que não mantém a velocidade escolhida, o que poderia perfeitamente ter em razão do câmbio CVT, a exemplo do Audi A4 com mesmo tipo de câmbio chamado Multitronic (leia).

Mas é com o câmbio manual que o motor aparece realmente, mostrando sua grande elasticidade e seu brio, a par de um comando de câmbio “Wolfsburg”, perfeito e com manopla em formato de pêra.

A informação de consumo refere-se ao GLX de tração dianteira e segundo o Inmetro/PBEV é de 11,9 km/l na cidade e 13,2 km/l na estrada, o que garantiu ao modelo o Selo de Eficiência, com grau A tanto na categoria quanto na classificação geral. Segundo a Suzuki, o câmbio CVT deixa o carro mais econômico que o manual. O tanque poderia ser um pouco maior, é de 47 litros.

 

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Porta-malas de 440 litros tem um “fundo falso” prático

Bom de curva, suspensão conciliadora entre conforto de rodagem e estabilidade, assistência elétrica de direção bem indexada, sendo que a relação de direção é variável, mais lenta no centro e mais rápida nas extremidades em razão do passo dos dentes de cremalheira variar para dar o efeito. Pára bem com os quatro freios a disco com distribuição eletrônica das forças de frenagem e há o auxílio à frenagem para quem não sabe frear ao máximo com ABS.

Com 4.300/1.765 mm de  comprimento e largura, altura entre 1.590 mm (GL) e 1.605 mm (GLS), e entreeixos de 2.600 mm, há amplo espaço para os ocupantes. Quem vai atrás fica bem acomodado e o porta-malas é generoso, de 440 litros, podendo chegar a 1.270 L com o banco traseiro 60:40 rebatido. Para variar, mais um carro novo sem faixa degradê no pára-brisa.

A dotação de equipamentos é farta e pode ser vista na lista adiante. O único opcional é a pintura de teto em preto para o GLS somente.

 

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“Eu atrás de mim”: bom espaço

O alvo do S-Cross é Europa e América Latina e  na avaliação Euro NCAP recebeu nota máxima em todos os quesitos.

Portanto, o S-Cross é mais uma boa opção para quem deseja ingressar no mundo dos suves ou hatches/peruas encorpados. O problema será a demanda vir a ser maior que a oferta planejada de 250 unidades por mês, o que não é nada impossível.

BS

 

FICHA TÉCNICA SUZUKI S-CROSS 2016
VERSÕES 2WD MT GL 2WD CVT GLX 4WD CVT GLX 4WD CVT GLS
DIMENSÕES
Comprimento (mm) 4300
Largura (mm) 1765
Altura (mm) 1590 1585 1585 1605
Entre-eixos (mm) 2600
Bitola dianteira/traseira (mm) 1535 / 1505
Altura livre do solo (mm) 180 175 175 190
Peso em ordem de marcha (kg) 1085 1125 1170 1190
Peso bruto total (kg) 1730
Tanque de combustível (L) 47
Capacidade do porta-malas (L) 440 a 1269
Lugares 5
MOTOR
Tipo 1,6 Gasolina
Disposição Transversal
Cilindros e cabeçote 4 em linha / 16 válvulas / DOHC / VVT
Cilindrada (cm3) 1586
Diâmetro e curso (mm) 78,0 x 83,0
Taxa de compressão 11:1
Alimentação Injeção eletrônica multiponto
Potência máxima 120 cv a 6000 rpm
Torque máximo 15,5 m·kgf a 4400 rpm
TRANSMISSÃO
Tipo 5 manual 7 CVT
Relações de marcha 1a 3,545 4,006 ~ 0,550
LOW 4,006 ~1,001
HIGH 2,200 ~0,550
2a 1,904
3a 1,258
4a 0,911
5a 0,725
3,250 3,771
Relação de diferencial 4,352 4,011
TRAÇÃO
Características 2WD = tração dianteira 4WD = tração 4×4
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira, com assistência elétrica
Diâmetro mínimo de giro (m) 10,4
SUSPENSÃO
Dianteira McPherson, mola helicoidal
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal
FREIOS
Dianteiro Disco ventilado
Traseiro Disco sólido
Controle ABS de 9ª geração, EBD e BAS
RODAS E PNEUS
Rodas Liga leve, 16″ Liga leve, 17″
Pneus 205/60 R16 205/50 R17 225/50 R17
CONSUMO
Cidade n.d 11,9 n.d n.d
Estrada n.d 13,2 n.d n.d

 

 

EQUIPAMENTOS SUZUKI S-CROSS
S-CROSS – 2016
VERSÕES 2WD MT GL 2WD CVT GLX 4WD CVT GLX 4WD CVT GLS
Tração Dianteira Nas quatro rodas
Transmissão 5 marchas, manual CVT com 7 marchas virtuais
CHASSIS
Rodas e pneus 205/60R16 – Rodas em alumínio S
205/50R17 – Rodas em alumínio “black & diamond” S S S
Estepe T135/90R16 + rodas em aço (somente para uso temporário) S S S S
EXTERIOR
Teto solar panorâmico duplo deslizante S
Molduras das caixas de roda S S S S
Estrado de teto Preto S S
Prata S
Pintura de teto Preto / Bege O
VISIBILIDADE
Faróis Halógeno com multi-refletor S S S
Bi-xenônio S
Lavador de farol S
Sensor crepuscular S
Faróis de neblina S S S S
Lanternas traseiras em LED S
Sensor de chuva S
Espelhos ext. Elétricos S S S S
Rebatíveis S S S
Com pisca incorporado S S S
Retrovisor Prismático S S S
Eletrocrômico S
PAINEL DE INSTRUMENTOS E VOLANTE
Volante Acabamento em couro S S S S
Controles de áudio S S S S
Comandos do control. velocidade S S S S
Comandos do limit. de velocidade S S S
Comandos do viva-voz S S S S
Borboletas de troca de marcha (CVT) S S S
Direção com assistência elétrica S S S S
Ajustes de altura e distância S S S S
Computador de bordo Relógio digital S S S S
Temperatura externa S S S S
Consumo de combustível (médio e instantâneo) S S S S
Autonomia S S S S
Indicador de marcha em uso (manual e CVT no modo manual) S S S S
Modo de condução do ALLGRIP S S
CONFORTO
Vidros elétricos dianteiros e traseiros S S S S
Travamento central lado motorista S S S S
Trava de portas por controle remoto S S S S
Sistema de partida sem chave S S S
Ar-condicionado Manual S
Automático bi-zona S S S
Áudio 4 alto-falantes S S S S
2 tweeters S S S S
CD tuner + MP3 player + Bluetooth S S S
Multimídia 8 pol. com navegação integrada S
Modos de Condução (ALLGRIP) 4-modos S S
Controlador automático de velocidade. de cruzeiro S S S
Limitador de velocidade S S S
INTERIOR
Luzes da cabine Luz de mapa (2 posições) S
Luz de mapa (3 posições) S S S
Luz de cortesia central S S S S
Luz no porta luvas S S S S
Footwell light dianteiras S S S
Luz console central S S S
Pára-sóis Com espelho S S S S
Com iluminação S S S
Porta-óculos S S S
Porta-objetos dianteiros (2) S S S S
Pora-objetos traseiros (2) S S S
Porta-garrafas nas portas dianteiras (2) S S S S
Porta-garrafas nas portas traseiras (2) S S S S
Console central entre os bancos S S S S
Console central painel S S S S
Tomada USB no console central S S S S
Tomada 12 V no console central do painel S S S S
BANCOS
Ajuste de altura do banco do motorista S S S S
Banco traseiro dividido 60:40 S S S S
Banco traseiro reclinável em 2 posições S S S
Acabamento em tecido S
Acabamento em tecido com pesponos S
Acabamento em couro S S
PORTA-MALAS
Porta-pacotes S S S S
Tampão assoalho S S S S
Ganchos para rede/amarração S S S S
Tomada 12 V S S S S
Luz de cortesia S S S S
SEGURANÇA
Bolsas infláveis frontais S S S S
Bolsas infláveis laterais dianteiras S S S
Airbag´s de cortina S S S
Cintos de segurança dianteiros com pré-tensionador, limitador de força e ajusta de altgura S S S S
Cintos de segurança traseiros de 3 pontos (3) S S S S
Engate Isofix (2) S S S S
Ancoragem para bancos de criança (3) S S S S
ABS with EBD e auxílio à frenagem S S S S
Programa de controle de estabilidade S S S
Assistente de partida em rampa S S S
Assitente de frenagem S S S
Sensor de proximidade dianteiro/traseiro S S S

 

 

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • Matheus Ulisses P.

    Vi esse carro na Castello Branco sábado passado e ao vivo é muito mais bonito que em fotos. Deve ser muito bom carro.

  • Domingos

    Achei fascinante o baixo peso para um carro 4×4 e não pequeno. Aliás, peso muito bom mesmo para um carro de mesmo tamanho e 4×2.

    Deve ser um bom substituto do SX4, já que esse tinha algumas reclamações quanto ao espaço e quanto a consumo. O desempenho, apesar desse ser 1.6, deve ser o mesmo ou melhor por ter seus 200 kg a menos.

    Muito interessante…

  • Hast

    Resta sempre aquela dúvida de como esses carros resistirão à nossa gasolina batizada com 27% de álcool.

  • Hast

    Carros da Suzuki são sempre muito bons. Pequenos , compactos e leves. Bom consumo. Acredito que vendem pouco devido à já terem deixado o país no passado, abandonando os clientes a própria sorte.
    105 mil me parece um valor elevado demais.

  • Mineirim

    Parece ser um suve bem interessante. Já tive vontade de comprar o SX4, mas me pareceu pouco espaçoso para quem tem família e bagagem.
    Já o S-Cross é maior, bem dotado de equipamentos e com mais versões. Só não gosto desses faróis e temo que o motor 1,6 não forneça um desempenho coerente com o porte e o valor do carro.

    • Domingos

      O SX4 andava bem no manual e mal no automático. Acredito que o peso bem menor e a caixa CVT deixem ele mais rápido que o SX4, além de não ter mais essa reclamação do espaço.

      Mas me decepcionou agora que eu vi que o 4×4 existe apenas nos automáticos. Deveria ter fechado num raro SX4 manual que achei para vender por bom preço…

  • Fabio Ueda

    Prezado Bob, estranhei a suspensão traseira da versão AWD ser por eixo de torção a qual, até onde sei, não se aplica a eixos motrizes. Procurei em outros sites da Suzuki e achei a mesma informação no da Austrália (torsion beam em todas as versões). Você sabe se procede? Abraços.

    • Domingos

      Alguma solução a Suzuki tem para conseguir tracionar esse eixo. Veja que ele é bem diferente do normal, sendo quase um braço arrastado (as rodas estão bem distantes da barra do eixo em si).

  • Fabio Ueda,
    Eu pensava como você – até ver um SX4 “tombado” no estande da Suzuki no Salão do Automóvel de 2012, eixo de torção motriz. Acredite porque no C-Cross é igual

    • G. Vilchez

      Bob, me lembro do SX4 tombado no Salão de 2012. Bela sacada da Suzuki, ficou muito interessante.
      Segue uma foto do carro no evento. Dá para ver o eixo de torção passando por cima do cardã.

    • Ilbirs

      Eixo de torção motriz é uma das inovações que este século trouxe para os carros. Depois do primeiro SX4, a Honda o incorporou a seus carros N:

      http://world.honda.com/news/2011/4111130N-BOX/photo/images/73.jpg

      Por lógica, uma vez que os N também têm eixo de torção e tanque embaixo dos bancos dianteiros, não tardaria estar em Fit e derivados:

      http://www.honda.co.jp/VEZEL/webcatalog/performance/image/s01_photo02.jpg

      Observe-se que a diferença em relação à solução da Suzuki é a travessa chata, talvez pelo fato de a plataforma do Fit ter plataforma de carga baixa. E já que em passado recente a Suzuki foi parceira da Fiat e o SX4 virava Sedici quando vendido pela marca de Turim, não tardaria para a agora divisão da FCA fazer um produto puro-sangue usando a mesma solução vista no modelo dos japoneses:

      http://www.carhubnews.com/wp-content/uploads/2012/10/121016_F_Panda_4x4_6.0_52.jpg

      Acho essa solução boa, não apenas pelo tabu quebrado, mas também pela possibilidade de podermos pensar na contribuição que dá ao barateamento da tração integral, que não fica dependente de suspensões complexas como a multilink ou com as questões típicas de um eixo rígido (como a transmissão de movimento para a roda do outro eixo). Também dá para pensar em um carro de tração traseira usando essa solução.

  • Lorenzo Frigerio

    Essa é off-topic, mas frequentemente discutimos aqui o fato de as multas no Brasil serem “do carro”, não do dono. E vejam o que é o controle total do Executivo sobre o Judiciário, especialmente no Estado de São Paulo (onde aliás também controla o Legislativo):
    http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2015/04/26/ex-jogador-axel-doa-carro-para-igreja-e-ganha-416-multas-e-divida-de-ipva.htm

  • Catarinense
    Diante do passado da Suzuki no Brasil, é para se ficar com um pé atrás mesmo. Todavia, hoje a Suzuki é representada no Brasil pelo Grupo Souza Ramos, o mesmo da Mitsubishi, de modo que há total segurança agora. Quanto ao motor do S-Cross, pode parecer insuficiente, mas leva o carro muito bem e certamente o desempenho é igual ou muito próximo do Renegade 1,8 automático.

    • DPSF

      A Suzuki como marca ainda vai sofrer muito preconceito pelo que aconteceu no passado… deixou muita gente na mão.

      • DPSF
        Tenho certeza de que eles têm consciência disso.

    • $2354837

      Não acredito que seja essencial os 0-100. Dificilmente esses carros vão trocar de marcha na rotação máxima.

  • Luiz F

    Parece custar muitos reais para poucos cavalos e torque. A solução pode ser só andar na cidade.

  • Rodrigo Mendes

    Gosto é mesmo uma coisa muito particular. Eu, ao contrário, achei os faróis muito bonitos.

  • Luiz F
    Que belo carro para andar na cidade, hein? Um carro que vai a 170 ou 180 km/h. Brilhante!

    • João Carlos

      Uma coisa que leio e escuto há muito tempo é essa conversa de “carro de cidade, carro de estrada”. Acho que isso quem decide é o dono do carro. Já guiei carro 1-litro em estrada e sempre rápido. Uma vez até com um Celta zerinho ida e volta São Paulo–Aparecida com 4 adultos. Onde era limite 120 km/h só andava a 130 de velocímetro para passar pelas câmeras, o resto era até onde dava. Vidros fechados ar ligado e boa, viagem rápida e tranqüila.

      • Carlos Komarcheuski

        Para quem, como eu, que já viajou muito de CG 125, até engarupado e subindo serra, carro mil é um foguete. É só ter paciência e prudência que você chega em qualquer lugar.

    • Luiz F

      Bob,

      Desde interlagos que sou seu fã e é um prazer essa conversa, mas nesse caso, sem querer polemizar, muito menos com você, acho que mais importante que a velocidade final, é a retomada de velocidade que é o que pode fazer diferença nas ultrapassagens.

      • Caro Luiz
        Prazer meu também. Se você comparar com os dados da Saveiro Cross CD com o novo motor 1,6 16V (110 cv gasolina, 120 cv álcool), verá que é tudo muito parecido em potência, torque e desempenho, peso, daí eu ter estranhado você ter dito ser o S-Cross melhor para andar na cidade. Tenha certeza de que não é.
        Um abraço!

  • Antônio do Sul

    Como a versão mais pesada só tem 1.190 Kg, esses poucos cavalos devem fazê-lo andar tão bem quanto muitos concorrentes mais potentes, mais pesados e, ainda por cima, sem o sistema de tração integral e com porta-malas equivalente em volume ou até menores.

  • Rogério Ferreira

    Taxa de 11:1 para um motor só a gasolina… Cadê os críticos do sistema flex? E aquele papo de taxa alta demais para o uso de gasolina. Pelo amor de qualquer coisa, me da arrepio de ouvir isso!

  • Alfredo Massaranduba

    Tem umas coisas meio malucas no mundo automobilístico, no Brasil é claro, um carro de 90 mil sem banco em couro, sem retrovisor eletrocrômico, sem sensor de luz nem de chuva, sem beleza, ah! japonesada sem-vergonha. Verdade que é o SUV mais econõmico do mercado, mas também o mais feio.

    • JK

      Gosto é uma coisa engraçada… Cada um com seu. Já para mim é o mais bonito. Ele é considerado um crossover e não SUV, assim como o SX4 antigo.

  • Lucas CRF

    Interessante, Bob. Mas sinceramente não entendi esse opcional que é a pintura do teto em preto? Ora, preto não é justamente a cor que mais absorve calor? Qual o interesse em deixar o veículo propositalmente quente? Estamos na era do “tudo pelo visual” mesmo…

    Bem, de qualquer maneira, tenho muita simpatia pelo SX4 antigo. Os usados são encontrados a bom preço, e há boa oferta das versões com câmbio manual, que é a que me interessa. Parece-me ser um ótimo carro.

    Mas acredito que a Suzuki terá de rever os preços, ao menos da versão manual. Por 5 mil a mais leva-se o 2008 topo de linha, também manual mas turbo. Não andei em nenhum deles, mas pelo que li, ia de Peugeot, tranqüilamente.

    Abraço

  • Paulo Júnior

    Parabéns pela excelente análise.
    Gostei muito do carro, particularmente eu pegaria um manual. Não me acostumei com câmbio CVT, mas é uma coisa pessoal. Não que seja ruim, é gosto.
    Quanto à Suzuki, espero que ela “vire o jogo” e entre de vez e com confiança no Brasil. É excepcional marca, e não merece a “fama” que tem por aqui. Eles iriam montar uma fábrica aqui em Goiás, mas não sei em “que pé” está… Espero que montem. Me parece que estão utilizando parte da MMC em Catalão, aqui no interior de Goiás. Se aumentarem a rede autorizada e tiverem boa estratégia e paciência eles têm futuro aqui, já que qualidades não faltam.

    • Eric Darwich

      A fábrica está montada faz tempo, em Itumbiara, GO. E já produz o Jimny.

  • Ilbirs

    Aliás, considerando-se que a gasolina está com 27% de etanol, ficarei aqui pensando se a taxa de compressão de 11:1 não seria uma vantagem para essa situação ao se comparar com a média de 9 a 10:1 de outros monocombustíveis a gasolina.

    • mecanico anonimo

      Não é necessariamente vantagem, pois a “octanagem” não aumenta com o maior conteúdo de etanol na gasolina, ela se mantém a mesma via porção gasolina de octanagem mais baixa.

      • Domingos

        O que é mais safadeza ainda. Além do álcool, ainda economizam passando uma gasolina mais meia-boca.

        Foi um golpão do governo isso aí. Na prática estão ganhando mais de 1 real por litro “de graça” em cima do povo com essas mudanças.

  • marco lima

    Tamanho, motorização, simplicidade de acabamento bem à la EcoSport… Preço de Suzuki (alto pelo que oferece, mas é um indestrutível Suzuki)… A FORD está sendo atacada neste segmento, por todos os lados. Face-lift e melhora no acabamento do Eco à vista… Poderia inovar, oferecendo opção do estepe na traseira, ou porta lisa, com o estepe sob o porta-malas. A médio prazo, redesenho da traseira, com ligeiro aumento no balanço, com ampliação da capacidade de bagagens e, quem sabe, dois bancos a mais como opcional… O Eco se reinventaria e continuaria na liderança…

  • Lemming®

    Pois é…por 105K se leva o Renegade DIESEL. Tem justificativa?

    • Lemming
      Tem, o Suzuki recolhe 35% de imposto de importação.

      • Daniel

        Oi Bob. O preço ficou identico ao irmão mais velho Grand Vitara, que é reconhecido pela aptidão offroad e robustez. Será que o GV sairá de linha em breve?

      • Cesar Augusto

        Oi Bob, se me permite uma pequena correção, na verdade como a Suzuki não possui fábrica no Brasil, são 35% de imposto de importação + 30 pontos porcentuais do Super IPI. E é este fato que basicamente inviabilizou a Kia no Brasil.

  • Fabio Ueda

    Amigos muito obrigado pelos esclarecimentos. Pesquisei e achei outras fotos pra matar a curiosidade da aplicação.

  • CorsarioViajante

    Acho que o S-Cross está para os altinhos como o Swift para os esportivos compactos… É um carro legal, com qualidades, mas no frigir dos ovos não é tentador em preço e pacotes e ainda afugenta muita gente pelo histórico da marca e baixa representatividade.
    Para dizer o mínimo, por preços próximos, temos versões equipadas de HR-V, 2008, Renegade, Duster, EcoSport… Se não me engano, todos estes fabricados por aqui e com maior rede de concessionários.
    Uma coisa a lamentar: mais um para a turma que só oferece câmbio manual na versão básica.

  • EJ

    Sinal dos tempos… toda a imprensa automobilística (até a com foco entusiasta), está inundando seus sites e revistas com avaliações de SAV’s, SUV’s, crossovers… não porque querem, mas porque a oferta é crescente e pelo jeito, dominará o mercado globalmente. Daqui a alguns anos teremos de parar de comentar “salvem as peruas” para comentar “salvem os sedãs, hatches, cupês” – claro, estou exagerando para o momento, mas sendo realista para médio e longo prazo.

  • Marco de Yparraguirre

    Simplesmente não é para o meu bolso.

  • Davi Reis

    Se tiver o mesmo acerto dinâmico do Swift, deve ser um carro sensacional, mas acho que chegou na hora errada. A Suzuki anda muito apagada e fica difícil dividir atenção com Renegade, HR-V e novo Duster no momento, eu esperaria um pouco pro carro chegar “sozinho” no mercado e chamar mais a atenção. Outro detalhe foi o lançamento quase que surpresa: obviamente se cumpriu toda a homologação necessária, mas tiraram o SX4 da linha sem alarde e com pouco estardalhaço vieram com o S-Cross. Deixa a impressão de que resolveram aparecer com o carro de última hora.

    • CorsarioViajante

      E para piorar, não aproveitaram que o S-Cross é o novo SX4, tirando um carro de linha que continua em linha… Acho que neste caso manter o nome SX4 teria sido positivo pois as pessoas são bem sensíveis à possuírem carros fora de linha.

      • Davi Reis

        Ainda mais com o histórico da Suzuki, muita gente fica com o pé atrás.

  • Eric Darwich

    O brasileiro é um povo engraçado…só tem valor se tiver potência. Pô, um Lotus Elise tem 210 cv, mas é leve! Não sejam preguiçosos, peguem a calculadora e achem o peso-potência. Isso faz um carro andar ou não!

  • Lucas
    Tem quem goste de teto preto…

  • Cesar Augusto,

    A Suzuki produz o Jimny aqui, portanto pode importar até 4.800 carros/ano sem recolher o Super IPI. Você tem razão quanto à Kia, foi fortemente prejudicada.

  • Roberto Alvarenga

    Que bombardeio de SUVs e crossovers! Será que vai chegar o tempo em que todo mundo que precisar de um carro mais espaçoso vai ser obrigado a comprar um SUV? (Estou pensando em ter filho em breve, meu carro é um sedã médio, estou com medo de ter que cair num SUV!)

    • Cadu

      A VW nos brinda com Golf e Passat Variant!
      Se a conta bancária aceitar, tem as peruas Audi também!

  • Hast

    Se dinheiro não fosse problema teria um na garagem. Poderia ser manual mesmo. Estaria de bom tamanho. Um Swift Sport, outro, S-Cross.

  • Corsário
    Foi mantido o nome SX4, apenas acrescido de S-Cross. Está assim no emblema da porta de carga. Falei a respeito disso no segundo parágrafo.

    • CorsarioViajante

      Sim Bob, mas como consta no documento?

  • Davi Reis,
    A operação atual não tem nada a ver com a anterior. A Suzuki Brasil pertence ao Grupo Souza Ramos, tradicional, sólido e sério. Tem fábrica no Brasil, em Itumbiara (GO).

    • Davi Reis

      Sim Bob, nós sabemos disso, mas acredito que o consumidor menos entendido do assunto, não. Seria interessante se a marca fizesse uma campanha mostrando que agora a operação é diferente da de 12 anos atrás.

  • João Carlos

    Gosto de carros de “dois pedais”, mas essa “cevetização” não me agrada. Automático tem de ter marchas. Ah, mas tem opção manual no CVT, podem argumentar. Mas só um neófito usa isso o tempo todo, ainda mais nas caixas modernas, que fazem até freio-motor e seguram marcha conforme a tirada de pé.

    • Domingos

      Alguns desses virtuais funcionam bem, mas outros é de doer ainda mais. O Altima fica repicando a marcha, como se o motor estivesse cortando, é uma perda de tempo/desempenho e uma sensação horrível.

      É como se o carro tivesse, sei lá, 20 marchas e todas próximas uma da outra. Melhor usar no modo normal mesmo.

    • $2354837

      Não acho. O melhor funcionamento de um motor a combustão é em velocidade constante e em faixa de rotação restrita. Marchas servem apenas para compensar essas deficiências dos motores a combustão. Nisso o CVT se mostra o melhor câmbio que existe.
      Se é agradável ou não é outro papo. Já dirigi carros CVT e motonetas com esse tipo de câmbio e sempre achei maravilhoso para o uso cotidiano.
      Esportivo um bom câmbio automático dá prazer. Mas isso hoje não é 5% do público comprador.

      • João Carlos

        O “papo” é justamente o meu prazer, que é mais eficiente o CVT, é o óbvio. Mesmo não sendo um carro esporte, sinto prazer em guiar um carro com um bom automático.

  • Kar Yo

    Então vai se preparando. É SUV ou minivan. As peruas quase morreram. Não sei por que os sedãs estão cada vez mais baixos e com acesso ao banco traseiro mais limitado. Talvez seja pela aerodinâmica e acerto de suspensão. Para quem precisa tirar e colocar filhos nas cadeirinhas, a altura dos SUV e o desenho quadradão facilitam demais o acesso ao banco traseiro. Mas precisa ser os SUV de shopping que não são tão altos. As costas agradecem.

  • Paulo F Leste F Leste

    Suzuki é uma marca queimada no Brasil.

  • Filipo
  • Luiz_AG

    Motos de 50 cv fazem o 0-100 em menos de 5 segundos.

    Leveza é melhor que potência.

  • Luiz_AG

    Aí já prefiro manual mesmo. Pela jaca que as ruas estão todas decoradas com lombadas e radares, estou pensando mesmo em comprar um kart para me divertir.

  • Luiz_AG

    Depende a moda que estiver vigente. Acho uma antítese esses crossovers altos de pneus largos de uso misto que só se utiliza para ir ao mercado, shopping e afins. Logo em um período que se busca eficiência energética virou moda comprar carro que faz 7 por litro com espaço interno de VW up!. Vai entender.

  • antonio santos

    Engraçado! quando o Hyundai i30 foi lançado com motor 1,6-L, todas as revistas especializadas caíam de pau em cima do carro e olha que o i30 topo custa 84 mil reais e muito mais completo e mais bem acabado, e hoje o i30 tem motor 1,8-L e ainda mancham a imagem desse grande carro!!! As críticas têm dois pesos e duas medidas…

  • Rodrigo Souza

    As críticas ao ix30 1.6 faziam mais sentido, pois havia um irmão pobre – HB20 com o mesmo motor, mais leve, barato e melhor desempenho como comparação natural.