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Rabo preso

 

Os testes com o percentual de 27% do etanol na gasolina deixaram de lado os modelos nacionais mais antigos. O governo trocou o “tudo pelo social” por “salve-se quem puder”.

 

Plataforma

Tudo isso para quê? Para se “sujar” com etanol?

A indignação com o percentual de 27% de etanol na gasolina goela abaixo (ou tanque adentro) me levou a um seminário no Rio de Janeiro promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) que teria, entre os temas, a qualidade do nosso combustível. Participavam gerentes e diretores da Petrobrás, de outras distribuidoras de derivados de petróleo, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de indústrias químicas (que produzem aditivos) e da Anfavea (associação dos fabricantes de automóveis).

Eu queria entender o pensamento da elite da engenharia brasileira de combustíveis a respeito dos níveis crescentes de etanol na gasolina. Sabe o que ela pensa? Nada. Proibido pensar (muito menos se manifestar), pois a decisão é política e ponto final. Claro: Petrobrás, Anfavea e ANP ou são do governo ou têm o rabo preso com ele. O percentual de 27% foi aprovado pois a rainha Dilma II assim o quis. Mas, alguns fatos vieram à tona no evento do IBP:

– Automóveis a gasolina tinham sido testados para a gasolina com 22% de etanol, a chamada E22. Tempos depois, pressionado pelos usineiros (como sempre), o governo alterou o percentual para 18 a 25%. “No peito” e sem testes. No ano passado, a lei que permitiu os 27% foi aprovada pelo Congresso, “sujeita a testes que comprovassem sua viabilidade técnica”. Conversa para boi dormir: ninguém duvidava de que o percentual seria alterado e que o critério político atropelaria o técnico.

– Pensava-se (eu inclusive) que os testes iriam comparar 27% com os 22% testados anteriormente. Qual o quê! A Petrobrás rodou com os carros comparando 27% com 25%, ou seja, entre dois percentuais muito próximos. E ainda assim encontrou valores mais elevados de consumo e de temperatura no escapamento.

– Foram realizados também testes com 30% de etanol. Atrás da cortina de fumaça jogada sobre o assunto, o óbvio: os usineiros querem elevar ainda mais o percentual de etanol anidro. Assim, quando o assunto vier à tona, ninguém protesta sob o incontestável argumento de estar aprovado pela Petrobrás.

– Os testes foram realizados apenas com carros a gasolina, pois o flex pode receber qualquer teor de etanol. São milhões de carros: a metade da nossa frota se abastece com o derivado do petróleo, tanto os nacionais mais antigos, produzidos antes do flex (2003), como os importados. Mas, acreditem se quiser: só foram testados os importados e não se avaliou nenhum velhinho nacional. Ou seja, no governo do “tudo pelo social”, o BMW do rico foi testado. Mas se esqueceram do BMV (Brasilia Muito Velho) do pobre…

– Enquanto a Petrobrás fez os testes de dirigibilidade, coube à Anfavea os de durabilidade. Engenheiros no evento confirmaram ser impossível verificar corrosão em apenas seis meses de testes. Lembram-se que a Anfavea botou a boca no trombone quando se anunciou a idéia dos 27%? Ela já sabia ser grande a probabilidade de ferrugem, mas se submeteu à exigência da rainha Dilma II e fez os “testes” sem choro nem vela. E vai aprovar o percentual.

– Mais um capítulo da novela “gasolina aditivada” anunciado no evento: a ANP decidiu tornar obrigatória a aditivação de toda a gasolina a partir de janeiro de 2014. Mas, no final de 2013 ninguém se entendeu sobre o assunto e a obrigatoriedade foi adiada para julho de 2015. Mas a própria ANP confessou estar ainda perdida e sem condições de efetivar a medida dentro de dois meses. Decidiu então adiar novamente, desta vez por mais dois anos, para julho de 2017. Se todos os envolvidos se entenderem até lá…

BF

Boris Feldman, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos, autoriza o Ae a publicar sua coluna veiculada aos sábados no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG).
Foto de abertura: petroguia.com.br
 A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

  • Viajante das orbitais

    Além do padrão único de tomada temos um combustível único também. Obsolescência dos veículos movidos a gasolina.

  • Cristiano Reis

    Boris, esse Brava com motor de Marea Turbo que estão vendendo por aí foi seu mesmo?

    • KzR

      O Brava em questão tinha o motor do 2.4. O interior dele é que era idêntico ao do modelo Turbo.

  • Mr. Car

    Sorte. De quem mora nas fronteiras.

    • KzR

      Concordo tristemente…

  • Gustavo73

    Bagunça normal doa governos. E ainda mais agora, governo que com a desculpa da propaganda de governar para todos. Engraçado sempre achei que todo governo democrático faz isso. Esse mostra que é só propaganda e faz o que quer quando seus aliados querem. Mas a coisa é tão distorcida que contaria os mesmos aliados quando outro com mais disposição de dar a caixinha assim o faz. O povo, ah, o povo é só um detalhe que eles tem que lidar enquanto vão em direção ao sol. E eu me pergunto, eles não sabem o que aconteceu com quem tentou chegar perto desse astro?

  • Roberto

    Que enrolação esta obrigação da gasolina aditivada. Já estava esperançoso que poderia, a partir de julho, pagar menos para abastecer com este tipo de gasolina. Mas pelo visto o bem estar dos consumidores não é prioridade do governo e seus órgãos.

  • Boni

    Além dos carros mais antigos, pergunto: E as motocicletas?
    Absurdo total.

    • R.

      Para esses só serve as gasolinas pemium e Podium, pois estas ainda mantêm o percentual anterior de etanol.
      Se for carro e moto bem antigo (sem catalisador) pode pôr Avgas! Mas essa é bem complicada de se comprar e armazenar…

      • RoadV8Runner

        Fora o custo…

        • Marcio

          Fora o cortador de grama lá do sítio…

  • Daniel Pessoa

    Mesmo meu carro sendo flex,
    Piorou uns 0,8 km/l o consumo. Imagino os carros não flex, que além da queda no consumo, conviverão com corrosão e falhas.

    Dá até medo trocar de carro e encarar um só a gasolina. Vai que esses ineptos do PT inventam de aumentar para 50% de etanol.

  • Aureo Teixeira

    É, pelo jeito só me resta levantar com cavaletes meu Voyage ano 90 a gasolina, e deixa-lo como recordação. Foi bom enquanto durou!

  • Antonio Ancesa do Amaral

    Na necessidade de fazer caixa, que seja então E50, ou melhor E80, de preferência com o atual preço da “gasolina”. Acorda gigante, senão não restará nem você (Brasil).

  • R.

    Alguém dúvida que em breve estaremos em 30% ??
    Barrabás!

  • Vinicius

    Mais uns dez anos e posso ir de vez para a metrópole. Esforço-me cada vez mais para isso.

  • VeeDub

    http://www.thetruthaboutcars.com/wp-content/uploads/2015/03/E10-100-Percent-Gasoline-at-the-Pump-550×308.jpg

    http://www.thetruthaboutcars.com/wp-content/uploads/2014/10/Ethanol-Pump-550×393.png

    Bob, não quero te encher sobre esta questão já discutida aqui no site… No entanto, você confirma que nossa gasolina comum eh RON 95 ?
    Pois IAD 87 e igual a RON 91 !
    Se realmente nossa comum eh RON 95, realmente eh minimo do minimo mesmo !
    A Petrobras, em seu site, indica….
    Octanagem é uma medida de qualidade da combustão da gasolina. Quanto maior, melhor.
    O desempenho da gasolina é definido principalmente pela octanagem, medida pelo índice antidetonante (IAD). Esta propriedade é obtida durante o processo de produção. Atualmente no Brasil a gasolina comum e a gasolina aditivada tem IAD 87. A gasolina premium, IAD 91.
    A octanagem pode ser medida pelo índice antidetonante (IAD). O IAD é igual a {(MON+RON)/2}, onde MON é a octanagem medida pelo Método Motor (ASTM D2700) e RON é a octanagem medida pelo Método Pesquisa (ASTM D2699).
    A Petrobras produz e comercializa com exclusividade em sua rede de postos a Gasolina Podium, de alta performance, com IAD 95 (a maior octanagem do mundo), e teor de enxofre máximo de 30 mg/kg (ou ppm).

  • Leo-RJ

    Só penso como fui burro! Depois de morar anos nos EUA e em Portugal, voltei ao Brasil, vendo que o mercado aqui era difícil, estudei para concurso e fui aprovado (depois de muitas tentativas), o que, teoricamente, inviabiliza (além da idade, família etc) sair do país de novo. Quase todos os dias me pergunto? Por que voltei??????

  • Cristiano Reis

    Para quem tem carro flexível em combustível, não sai melhor abastecer logo com álcool? Pelo menos estou levando pelo que estou pagando…

    Sobre o consumo de combustível, estive reparando que nunca consegui as médias de consumo dos sites e acho que só pode ser pelo seguinte motivo, o clima!

    Como as temperaturas em SP são mais baixas, conseguem abastecer mais massa de gasolina por litro, só pode ser isso.

  • Marco Antonio

    Boa tarde,
    Pergunto, tenho um Golf 1.8 Mi ano 97, melhor usar só Podium e Premium?

    Obrigado

    Marco

  • Lorenzo Frigerio

    Existe também a nafta adicionada ao diesel, já faz uns 36 anos, quando as condições do Brasil eram completamente diferentes.
    O álcool veio para quebrar um galho numa época de dependência das importações, mas está claro que hoje são interesses espúrios.

  • Fmoura

    Tenho um Ford Focus 2007 1,6 a gasolina. Foi só aumentarem a quantidade de etanol que percebi um aumento no consumo e, de vez em quando, o motor dava umas “engasgadas”. Para tirar a prova abasteci com a gasolina Podium, o motor não “engasgou” mais, o que comprova o quão prejudicial é esta quantidade de etanol para carros não-flex.
    O de lascar é que por causa deste governo petralha e da máfia dos usineiros terei que gastar ao menos um real a mais por litro.
    O jeito é quando trocar de carro pegar um “frex”, pois na prática estão te obrigando a isso.

    • RoadV8Runner

      Tenho um Focus 2002 e estou com o mesmo problema de falhas e aumento de consumo. Um outro leitor do Ae disse que as falhas podem ser solucionadas com velas novas e 0,1 mm a menos na distância entre eletrodos, além de eventual limpeza de bicos. Vou verificar as velas para ver se algo melhora, pois não me parece ter sujeira nos bicos. O bicho pega em arrancadas (preciso acelerar um pouco mais do que antes) e retomadas abaixo de 1500 rpm, como saídas de dejetos viários em segunda marcha.

  • Luciano Miguel Santos

    Acho que nem carro flex está bem preparado para rodar com o etanol, digo isso porque é comum ver carros novos com 2, 3 anos de uso trocando a bomba de combustível nas oficinas, a qualidade dos materiais utilizados pelo visto é questionável, infelizmente.

  • RoadV8Runner

    Vergonhosa esta terrinha cada vez mais torta. País do toma lá, da cá. Tudo é feito na base da canetada e dane-se o cidadão. Salve-se quem puder…

  • Eurico Junior

    Pela madrugada! Quanta incompetência e canalhice!

  • Ilbirs

    Como já disse anteriormente, por ora não terei muito a dizer sobre como se comporta meu carro com E27, pois ao abastecer ainda havia 14 litros de E25 e, fazendo-se as contas, vi que parti do posto com 13 l de anidro no tanque, “empate técnico” com os 12,5 litros que normalmente repousariam no reservatório se fosse a gasolina sem batismo original da refinaria.
    No máximo, e podem ser impressões psicológicas, parece-me que o carro ficou um pouco mais ruidoso (coerente com o fato de haver mais etanol) e necessitando mais reduções de marcha que o normal (talvez aqui pelo combustível estar obrigando a central a fazer um pequeno milagre). Como o normal de meu uso de um carro faz com que eu vá ao posto a cada dois meses, espero eu que em junho já tenhamos de volta E25 ou mesmo E20, imaginando aquela sazonalidade normal do setor sucroalcooleiro. Porém, como já dito antes, comecei esta nova jornada de tanque cheio com meio litro a menos de etanol do que ficaria se o tanque estivesse exclusivamente com E27.

    Por ora rodei menos de 50 km com o tanque, ainda que tenha por receio mudado um pouco meu padrão normal de condução, dirigindo agora como uma velhinha ou alguém com carro carburado usando gasolina de octanagem inferior à recomendada, pressupondo aí acelerações bem leves e trocas de marcha mais suaves do que normalmente faria. O ponteirinho ainda está perto da escala máxima, mas pode ser pelo padrão de condução.
    Volto a bater na tecla de que a pouca diversificação do setor sucroalcooleiro acaba penalizando legal nós brasileiros. Por que digo isso? Porque passou da hora de se produzir butanol de fontes biológicas e em quantidade maior do que a que o faria ser usado como solvente industrial. Se esses 2% a mais de algum álcool fossem com butanol, não estaríamos aqui discutindo com preocupação sobre o que faz 2% a mais de etanol em um carro monocombustível, uma vez que butanol tem poder calorífico bem próximo ao da gasolina e pode a ela ser misturado em maiores quantidades.

    2% iniciais de butanol, que inclusive poderia ser feito de outras biomassas que não cana-de-açúcar, seriam pouco problemáticos de se acrescentar ao combustível que conhecemos e seriam escala inicial de produção adequada para algo que vai em um contexto diferente daquele para o qual seria usado normalmente. Pensem aí na escala de adição de biodiesel no diesel de petróleo e no quanto que caminhões e utilitários que não foram pensados para o biocombustível em questão não sofreram absolutamente nada com a mudança da mistura. Aqui estamos falando de combustível que funciona em algo pensado para derivado de petróleo pelo fato de ter propriedades próximas às do mesmo. Se biodiesel está sendo acrescentado de maneira gradativa ao diesel de petróleo justamente por se poder fazer isso, daria para imaginar uma adição gradativa de butanol à gasolina que conhecemos, inclusive em quantidades bem maiores e podendo deixar o etanol fixo em 20% ou mesmo reduzir para 18% da mistura como era no passado, facilitando a vida de todos, inclusive de quem tem carro que queima até E25, uma vez que estaria com mais de algo adequado a ser queimado pelo motor do que etanol.
    Porém, eis que estamos aqui vendo um setor excessivamente ligado ao poder público, que acostumou-se a fazer lobby em vez de solucionar seus problemas intrínsecos. Tivéssemos a celeridade que tivemos no fim dos anos 1970 para criar uma estrutura de etanol, estaríamos em poucos anos com uma gasolina butanolizada que inclusive poderia ser exportada para o exterior e queimada em carros feitos para E0. Porém, não é o que vemos ao notar o grau de acomodação daquilo que vem dos canaviais, uma vez que etanol é mais simples de ser produzido, enquanto butanol demanda processos um pouco mais complexos, mas que poderiam ser executados se houvesse vontade de tal (aliás, no mundo já se está estudando a fabricação de butanol por processos melhores com vistas a abastecer carros convencionais a gasolina).

    Com menos etanol sendo destinado a ser misturado à gasolina, daria inclusive para pensar em melhorar a qualidade do etanol vendido na bomba, que poderia passar a ter menos água e assim melhorar o consumo dos carros que o queimassem. Aqui a coisa é inclusive mais simples e também beneficiaria velhos carros monocombustíveis a etanol, que passariam a levar mais combustível em seus tanques em vez daqueles 4% de água. Por tabela teríamos uma pauta exportadora maior e também mais adaptável às demandas externas.

  • Como proprietário de um Focus 2003 a gasolina, posso dizer que essa mudança só fez piorar mais ainda o consumo do carro.
    Antes, com a gasolina E25, mal e porcamente eu conseguia fazer 6,5 / 7 km/l na cidade, hoje com a E27 faço no máximo 5,5 e olhe lá.
    Até hoje não entendo o por que desse percentual absurdo de álcool na gasolina. Realmente deve ser só para dar dinheiro aos usineiros, que não têm o que fazer com as sobras da produção de aguardente e precisam se livrar dela. Por que não usam esse mesmo álcool para gerar energia para suas usinas e param com essa palhaçada que só prejudica o consumidor?

  • vstrabello .

    Brasil-sil-sil-sil!!!

  • 27% de álcool e logo logo só terá gasolina “aditivada”, ou seja, menos gasolina ainda, com essa quantidade de álcool e a própria Petrobrás diz que os resíduos dessa nova gasolina com baixo teor de enxofre são o mesmo do álcool, nem a gasolina comum teremos mais o direito de usar futuramente, sendo que pelo menos no meu carro um Lancer só a gasolina é mais econômico com comum do que qualquer aditivada do mercado ou a Podium…e eu duvido, mas duvido mesmo que a Premium da Ipiranga ou a Podium hoje só tem 22% de álcool, mas não tem mesmo, da vergonha desse país, qual o prazer de ter um automóvel aqui hoje? Qual o prazer de um mecânico ou entusiasta de regular seu carburador e seu ponto de ignição optando pela gasolina? Não há gicleur ou regulagem que deixa um motor redondo nesse país, e as injeções analógicas então, da até dó dos proprietários com a lenta pipocando e as falhas em baixo giro. Também, páis que elege presidente analfabeto vai esperar o que de engenharia, química…

  • VeeDub
    Pela enésima vez, esqueça essa besteira de IAD (ou AKI americano), a média aritmética de MON e RON. As gasolinas brasileiras, em octanagem RON, são 95, 98 e 102, com 22% de álcool. Minha fonte na Petrobrás é totalmente confiável.

  • Jesiel

    Minha moto carburada (Tornado 2002) está uma bomba. Acho que vou ter que aumentar o giclê principal dela, mas nem sei ainda se existe giclê com numeração maior para ela. E o consumo, oh!!!

  • Fernando

    Só servem elas por enquanto… porque elas estão com menor percentual enquanto não haviam dado palavra final na questão da durabilidade. Acontece que pressionados como estão, e confirmando “sucesso” nos testes, logo essa medida cai e assim a brilhante próxima etapa é contaminar com mais álcool também as Premium.

  • Luis Carlos

    Anfavea só defende carro 0-km… e carro que vende hoje em dia é flex. Então o povo que tem carro a gasolina devia protestar nas ruas.

  • FabioH

    E pior é que vendem esse gasoálcol como gasolina, total falta de informação e transparência, conheço muitas pessoas que nem sabem desse reajuste. E ainda não te dão opção, tudo enfiado goela abaixo, na base da canetada, como escreveu o Boris.

  • KzR

    Já foi muito debatido aqui: se querem vender E27, E30… tudo bem, desde que coloquem a venda a E22 e E25, oras. Isso é simples lógica.
    Agora a pergunta de 1 milhão de reais: o que e como fazer para termos de volta a E22 e a E25 nos postos de abastecimento?

    Se a escalada das Exx continuar, logo logo proprietários de antigos preocupados acabarão por obter gasolina menos alcoólica em sua própria casa, de forma ineficiente e desgastante. Um papel vergonhoso que o governo e seus puxas-sacos se prestam a desempenhar.

    • Fernando

      Com uma proporção de alcool tão alta, não é nem questão de ter uma com um pouco menos, mas sim uma com nada ou no máximo E10/E15 como em outros países.

      Possível é, porque não sendo essa mistura do jeito que é, consequentemente quem quisesse a com menos álcool teria um valor por litro bem maior, o que reduziria a quantia de interessados, então não seria um problema para eles, que querem enfiar o álcool goela abaixo de todos. Pelo menos assim, haveria um pouco de liberdade para se optar pelo que preferisse, e claramente a maior parte continuaria nessa E27 ou no E100 mesmo(em SP).

  • KzR

    O engraçado é que há um consenso entre mecânicos, entusiastas e empresas do setor de autopeças: FLEX – a maior gambiarra já feita no Brasil e que deu certo. Hoje é quem consegue se adaptar melhor as variações dos combustíveis padrão.

  • KzR,
    Isso que você disse no final só comprova o estado de degradação mental das pessoas que administram combustíveis no Brasil.

    • KzR

      Pois é, Bob. Como o Boris vem falando, empurram-nos esse absurdo goela abaixo porque há motivos de “força maior” por detrás. Precisamos de mais operações Lava-Jato.

  • KrR,
    Até dá para ” fazer” gasolina E10 em casa, o problema é que com mais álcool na mistura, para manter octanagem da gasolina vendida na bomba a gasolina básica tem menor octanagem.

    • KzR

      Então, independente da quantidade de E na gasolina, a octanagem final da mistura tem de ser a mesma, certo?

      Eu supunha que, pelo menos, a adição extra de Etanol acabasse elevando a octanagem final da mistura. Mas nem isso? Será possível?
      Isso é um grande problema até para quem quer minimizar os efeitos por conta própria…

  • Há outros problemas, quem tem carro mais antigo com taxa de compressão menor, a Podium ou octanagem alta é terrível pro carro andar, fica fraco e lento em baixa e da buracos nas retomadas e aceleradas fundas (kickdown), imagina um Fusca com taxa de 7,5 ou Opala e outros com taxa baixa usando gasolina de octanagem alta, é terrível de andar e acertar regulagem, a melhor saída pra quem tem carro antigo e só a gasolina seria rebaixar cabeçote pra aumentar o calor e pressão pra queimar melhor essa gasolina cheia de álcool. Se por um lado gasolina Premium é bom pros novos carros que usam taxas altíssimas pros antigos é ruim, o carro fica muito ruim de andar e lento e a marcha lenta pipocando. Nossa gasolina o que vale é Ron como dizem alguns, mas Ron alto demais pra rodar com taxa baixa em baixo giro e retomadas é terrível e quando falta o Mon em alta com taxa de compressão alta nos carros novos é mais terrível ainda, por isso nossos flex e novos morrem em alta e uns nem conseguem atingir o limite de giro, falta Mon (octanagem na alta), ou seja, nosso combustível não presta, e esses motores flex só servem pra andar bem em giros baixos e médios, por isso as montadoras também fazem esses motores terríveis de r/l alta pra conseguir mais torque em baixa com a biela trabalhando mais deitada e vibrando um absurdo na alta e jogando combustível fora, nem redutor de atrito e da V power e Grid resolvem e a Podium só é boa pra carros com alto giro que trabalham com pressões elevadas em alta, pro demais é uma porcaria, o motor fica “pesado”

  • André Santos

    Se a Petrobras quer importar menos gasolina e, os usineiros vender mais etanol é simples, derruba os impostos do etanol. Quem tem flex abastecerá com cana e não com gasolina.

  • KzR

    Seria questão de escolha. Vários países oferecem até mais de três tipos de mistura.
    Se tivéssemos a disposição a E10/E15, melhor. Pelo menos a E22 daria para usar quase sem transtornos (já que a maioria da frota que roda hoje foi calibrada para ela).

    Ficaria a critério do consumidor escolher, seja pela consciência ou pelo bolso. Também suponho que a procura pela E22 seria bem menor, mas ao menos haveria opção.

    • Fabio Toledo

      Do jeito que a coisa tá bagunçada… Você confia que seu carro tem E25 hoje? Por isso que parti pro etanol, ao menos assim quando o posto põe água fica fácil de perceber. Estamos no fim do poço mesmo!

  • editado, falei bobagem.

  • Passadas tantas décadas, ainda somos “gerenciados” de improviso…Para um governo que trapaceia nos números e faz alquimias contábeis nos números como se as contas públicas fossem caderneta de buteco de quinta, “batizar” a gasolina com 30% de alcool ou mesmo adicionar solvente ou qualquer coisa liquida que provoque chama no combustível vendido a preço de ouro para a escumalha ignara que nem sabe do que estamos falando é o mesmo que rezar uma ave-maria a menos na penitência da missa de domingo após a ida ao confessionário…O pudor não faz parte do comportamento “bolivariano” da nossa república das bananas, batizada agora ironicamente de “patria educadora”…

    • Fabio Toledo

      Pudor? Eles estão incitando “os deles” para o confronto! O povo não pode parar!!! A manifestação encolheu… E eles devem estar fazendo a festa! Alguém aqui acredita mesmo nos resultados da Lavajato???

  • Amigo meu mora em Corumbá, e tem uma cidade boliviana a poucos km da fronteira com o Brasil. Esse meu amigo diz se recusar terminantemente a atravessar a fronteira e abastecer na Bolívia, mesmo sendo ridiculamente barato (como mostra aquele vídeo de dois motociclistas brasileiros enchendo o tanque de cada moto, sendo que 14 litros – o tanque cheio – davam exatamente 1 bolívar), porque segundo ele a gasolina de lá, embora sem álcool, consegue ser ainda PIOR que a brasileira, sabe-se lá como.

  • Fabio Toledo

    Derrubar impostos??? rsrs… Fiquei com vontade de postar aqueles videos do Carioca agora “Dilma Duchefe”

  • Fabio Toledo

    Estes flex de injeção direta… Se pega aquele alcool dum posto Carrefour da vida… Já entra em “proteção”! Modo salve seu motor… algo assim!

  • André Santos

    Como fica a octanagem da gasolina com 27% de etanol?