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Quem rogou esta praga?

 

Nossa gasolina, no passado, era tão medíocre que vários automóveis importados da Europa eram “tropicalizados” antes de serem embarcados para o Brasil.

 

Não temos esse direito, gasolina 95 RON com apenas 10% de álcool: praga? (foto dailymail.co.uk)

Que estranha maldição paira sobre nossos combustíveis, que fogem de qualquer padrão internacional há décadas?

Comentei recentemente que o governo federal deveria ser processado pelo Ministério Público por enganar o consumidor: vende gasolina, mas entrega 27% de álcool (os usineiros, não satisfeitos, já querem arredondar para 30%…). A quadrilha de dona Dilma se “esquece” de que o valor energético do etanol é inferior ao da gasolina, o que caracteriza “falsidade ideológica”. E vamos rezar para os carros a gasolina não se enferrujarem, pois não foram projetados para conviver com tanto álcool. Os testes realizados pelas fábricas — durante apenas seis meses — não foram convincentes.

A gasolina, no passado, era tão medíocre que vários automóveis importados da Europa eram “tropicalizados” antes de serem embarcados para o Brasil. Reduzia-se a taxa de compressão do motor, comprometendo-se sua eficiência. E ela nem era muito elevada, não passando, em geral, de 8 ou 9:1. Mesmo assim, motores mais sofisticados “batiam pino” e só sossegavam (ligeiramente) com a gasolina “azul”, que quebrava o galho com ligeiro aumento da octanagem.

Em setembro de 1991 o chumbo tetraetila foi eliminado da gasolina e a octanagem passou a ser obtida com adição de mais etanol, 22%. Mais recentemente, houve a redução do enxofre. Tanta evolução que nossa gasolina poderia ser comparada hoje às melhores do mundo, não fosse o maldito percentual de 27% de etanol…

Até mesmo nosso álcool-motor foi sujeito a chuvas e trovoadas. A tentativa inicial (Proálcool na década de 80) malogrou porque faltou nos postos em 1989 e só voltou com o flex em 2003. E mal elaborado, pois nos EUA (chamado E85) ele contém 15% de gasolina. Solução simples para evitar o problema de o motor não pegar nas manhãs mais frias. Aliás, no inverno o E85 chega a conter 30% de gasolina (E70). A incompetência brasileira insistiu no álcool puro (aliás, hidratado…) e surgiram os famigerados tanquinhos de partida a frio. Ou, mais recentemente, o sistema de aquecimento do etanol. Em alguns motores mais modernos, a solução veio a reboque da pressão bem maior do sistema de injeção direta de combustível.

Outra complicação também provocada pela incompetência governamental é a proibição do diesel em automóveis. “Porque ele polui muito”, dizem alguns idiotas empoleirados no alto da burrocracia de Brasília, além de outras explicações etéreas vindas da sala ao lado. E tome automóvel diesel rodando no mundo inteiro, exceto no nosso abençoado (?) país.

Aliás, a proibição do diesel segue a cartilha da esperteza brasileira, de que lei foi feita para ser burlada. Como ele é permitido em jipes que tenham tração nas quatro rodas e sistema de redução, as fábricas elaboraram sua própria e livre interpretação para a “reduzida”. E, em vez do necessário e óbvio redutor mecânico da relação final de transmissão, fizeram valer seu poder econômico junto aos órgãos de trânsito para “convencê-los” ser possível um sistema eletrônico de redução, atropelando a legislação específica e os princípios mais rudimentares de mecânica automobilística. E tome SUV de luxo (tudo começou com o Mercedes ML 320 CDI, em junho de 2008) sem mecanismo de redução, mas homologado para o diesel.

Já que virou festival do “me engana que eu gosto”, alguns jipes (como o recém-lançado Renegade) apelaram para o criativo argumento da primeira marcha “mais curta” como substituta do mecanismo de redução. Silvio Santos tem razão: estamos mesmo no país onde basta perguntar “Quem quer dinheiro?”…

Resta agora descobrir quem rogou tamanha praga nos nossos combustíveis…

BF

Boris Feldman, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos, autoriza o Ae a publicar sua coluna veiculada aos sábados no jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte (MG).
 A coluna “Opinião de Boris Feldman” é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

(Atualizado em 26/04/15 às 19h50)

Sobre o Autor

Boris Feldman
Coluna: Opinião de Boris Feldman

Boris Feldman é engenheiro elétrico formado pela UFMG, também formado em Comunicação, jornalista especializado em veículos e colecionador de automóveis antigos. Além da coluna Opinião de Boris Feldman no AUTOentusiastas, é colunista do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, e do jornal O Povo, de Fortaleza e tem o programa de rádio Auto Papo, na emissora Alpha FM, de São Paulo, e em mais 38 emissoras pelo país, com três edições diárias.

  • Leo Cordeiro

    É Boris,apenas mais uma dentre tantas outras “pragas” como a do preço de um automóvel aqui,a praga dos altíssimos impostos e de pouca contrapartida em benefícios sociais (particularmente classe média,que paga mais impostos,mas tem que ter plano de saúde privado,escola privada etc) a praga da má educação no trânsito e na vida,a praga da corrupção institucionalizada, a praga de ruas sem pavimentação ou com estas em estado precário… triste,mas infelizmente verdade!

  • marcus lahoz

    Concordo. Como eu gostaria de ter um carro a diesel, carro, não estes mini-caminhões estorvos na rua, que ocupam duas vagas. Bom, o lado positivo é que cada vez mais usinas de álcool estão acabando, desta forma dentro de 10 anos podemos ter falta de “completão”.

  • Félix

    Existe uma forte pressão econômica para isso (óbvio) e talvez a discussão deva começar aqui no Estado de São Paulo, afinal somos responsáveis por mais da metade da área plantada de cana e creio que em torno disso da produção de etanol. Temos regiões que são verdadeiros mares de cana! O primeiro passo é aqui, só que a gritaria vai ser grande.

  • Daniel S. de Araujo

    Boris, gostaria de parabenizar sua postura relativa a motorização diesel em automóveis e de desmistificar essa história do “polui demais”. Claro que o diesel polui demais, a maior parte dos caminhões em circulação no país foram fabricados nas décadas de 1970/80/90 e queimavam um diesel que estava mais para óleo combustível de navio que óleo diesel! Os motores de ciclo Diesel modernos poluem o mesmo (senão menos) qualquer motor de ciclo Otto, a gasolina ou a álcool moderno, com a vantagem de ter um elevado aproveitamento energético do combustível. Por essas razões é que eu não compreendo (torno a insistir) a postura de setores da imprensa que tem o dever de informar a realidade dos fatos ao invés de desinformar, e mesmo de renomados “jornalistas automotivos” que promovem a desinformação e a ilusão de seus leitores, no melhor estilo “Discurso da Dilma falando de economia”

    • Domingos

      Uma coisa a gente acertou por tabela, criança mal criada não pode ter brinquedo caro.

      O diesel com má manutenção, mesmo dos modernos, solta um dos piores poluentes que é a fuligem. É que se vê em muitos caminhões e vans andando assim, mesmo já sendo motores Euro 4 ou Euro 5.

      • Daniel S. de Araujo

        Euro 4 não saiu no Brasil e Euro 5 não pode soltar fuligem.

        E ciclo Otto também com má manuetençåo solta coisas piores que fuligem NOx e outros que formam ozonio em baixas altitudes.

        Basta fiscalizar e punir.

        • Domingos

          Daniel, não posso falar sobre Euro 4 diesel no Brasil, pois realmente acompanho pouco. Sei que 5 saiu sim, por ter visto publicidade disso.

          Agora, fuligem acho que nem o Euro 3 soltava em níveis visíveis ao olho. Só que aqui falo de um estourado, o que é comum. Já cansei de ver isso até mesmo na Europa, diesel bagaçado não importa o nível de avanço ou a norma anti-poluição que ele segue: acaba fazendo uma porcaria nas ruas.

          Sei que isso se aplica, à rigor, para qualquer motor. Mas um motor gasolina dando uma fumadinha de óleo é infinitamente menos irritante que um diesel em igual estado.

          É bem irritante ficar em locais próximos à passagem de muitos caminhões e veículos diesel por esse motivo, dado que grande parte estará mal mantida.

          Veículos ciclo Otto se vêem em estado semelhante aos montes, mas irrita olhos/ouvidos/nariz muito menos.

          Infelizmente o motor diesel exige mais responsabilidade na manutenção, sendo tudo ou nada. Se bem cuidado, dura absurdos. Se mal cuidado arrebenta todo em pouco tempo.

          Por isso acho que acabamos acertando por tabela em não ter diesel aqui para uso em carros de passeio. Se junta com as motos carburadas, em coisa de poucos anos São Paulo ficaria insuportável – dando margem para mais restrições e leis bestas.

  • Fernando Igor

    È complicado, tenho um Honda Civic 2000 e estou preocupado com o desgaste prematuro do motor e seus componentes.O jeito infelizmente é aderir ao famigerado carro “flequis”.
    Simplesmente lamentável.

  • Roberto Riquelme Torres

    Meu caro Boris, basta apenas cheirar! Se alguém já teve a oportunidade de sentir o cheiro dos diversos derivados de petróleo, aí no Brasil e depois viaja pelo mundo, vai perceber que o cheiro da gasolina em lugares como Europa ou América do Norte, vai perceber que aqui onde cito a gasolina tem aroma de benzina, menos intensa que a benzina pura. Por outro lado quando se está em paises africanos ou da América do Sul a gasolina tem esse cheiro fétido que mais parece querosene ou asfalto quente. Sei que combustível não é perfume, porém uma lógica da destilaria de petróleo pode ser aplicada aqui. Pixe ou asfalto tem odor fétido, já solventes, quanto mais fino, como thinner ou benzina tem cheiros mais leves e perfumados.

    • petrafan

      Concordo. tive a mesma impressão nas viagens que fiz aos EUA e Canadá e nos muitos milhares de milhas que percorri.

  • CorsarioViajante

    Falou tudo, excelente texto.

  • Félix

    Não é só questão de incompetência. A pressão política e econômica pesam bastante. Meu estado (SP) produz metade da cana e do etanol do Brasil. Imagine o que isso reflete em empregos e investimentos! Sou contra também o excesso de importância do etanol como combustível, mas quero ver quem vai enfrentar essa queda de braço.

  • Matheus Ulisses P.

    Excelente texto!

  • CorsarioViajante

    Ótimo comentário, assino embaixo.

  • Leo-RJ

    Nisso tudo, me surpreende que a Anfavea, com seu poder financeiro e político, nada faça para melhorar a formulação da nossa gasolina. O que me leva a pensar que ela “faz parte do negócio” e pactua com isso tudo!

  • Luis Felipe Carreira

    O Brasil é um país tão bom, mas tão bom, mas tão bom que resolveram colocar o brasileiro pra contrabalançar. A maior ignorância é proibir o diesel, na Europa a legislação já está na sexta fase (Euro 6) eficiência altíssima e baixa poluição. Quanto à gasolina, para mim se parasse em 25% de etanol estava suficiente, os carros velhos que são prejudicados, não é? E o consumo …

  • guest

    Quanto à questão do uso do diesel em automóveis, cabe lembrar que sua utilização é concentrada na Europa ocidental e que cidades como Paris têm criado empecilhos a eles (e não por lobby dos usineiros canavieiros…).

  • César

    “Em 2002 o chumbo tetraetila foi eliminado da gasolina…”

    Prezado Boris, poderia por favor confirmar ou rever esta data? Não teria sido ainda nos anos 80 esta eliminação? Pois sabemos que no Brasil os carros possuem catalisador desde 1992, e que esse equipamento é incompatível com o chumbo.

    • boris feldman

      César, grato pela observação: claro que me enganei e o chumbo foi eliminado em setembro de 1991, exatamente pela inclusão dos catalisadores.

  • Daniel S. de Araujo

    Roberto, não precisa ir tão longe, basta ver a Avgas, rigidamente normatizada. Nem parece “gasolina”

    E mesmo o querosene. Um litro de Querosene Jacaré (e mesmo o BR) tem um cheiro muito mais suave do que certos produtos comprados por aí

    • Fernando

      Uma pena é a Avgas ainda precisar de chumbo.

  • Domingos

    Outra coisa que me deixa louco é o tal do álcool hidratado, como se fosse para limpar pia de cozinha. Já chegou a ter álcool de limpeza com tanto quanto álcool ou mais que o vendido na bomba, com 97-98% de álcool e só o resto de 2 ou 3% de água.

    Por que colocar uma das piores coisas para um motor num combustível já com poder de refrigeração (acredito que pela maior quantidade de combustível na mistura) tão elevado?

    A água no nosso álcool é o retrato de que absolutamente tudo aqui tem que ter safadeza e o “bem-feito” nosso também.

    Otário sempre quer parecer esperto. Quando mais otário, mais malandro.

  • Luiz F

    Boris, parabéns pelo ótimo texto. Só para esquentar (o álcool precisa, não?) a conversa: Eu estava interessado em um Subaru mas encasquetado com o teor de álcool na gasolina fui pesquisar no site da Subaru (EUA) e não no da Caoa, por motivos óbvios. Achei um cidadão perguntando sobre o uso da E85. Resposta? Os carros da Subaru são fabricados para usarem até 10% de álcool. Serão os únicos? Me parece haver pouco barulho sobre isso. Será que os motores agüentam, apesar dos pesares?

  • Victor De Lyra

    Li em algum lugar que a água no nosso álcool, na proporção correta, permite melhor desempenho dos motores…

    • Luis Carlos

      Só se for desempenho no bolso dos usineiros.

  • Fernando

    Isso aí Boris, bota a boca no trombone!

    Neste trecho somente vi que houve um erro de digitação: “Aliás, no inverno o E85 chega a conter 30% de gasolina (E30).”

    Na verdade se a E85 chega a ter 30% de gasolina, o resultante é um E70 e não E30 como está escrito.

    Torço para que a voz do Boris ecoe e muito forte para que todos percebam o quanto essa situação é ridícula.

    • Fernando
      Não foi erro do Boris, foi meu, de editor. Acrescentei a informação e fui no “piloto automático” escrevendo E30, Claro que é E70. Vou corrigir em seguida e obrigado pelo toque. E desculpe.

  • Luis Carlos

    Não liberam o diesel para veículos leves porque se não ninguém vai mais querer carro flex ou a gasolina, e então os usineiros não vão gostar nada disso.

  • Marco de Yparraguirre

    O Brasil não tem jeito.Estamos indo para o buraco novamente e de lã não sairemos tão cedo. A Dona Dilma disse que o problema da Petrobrás está resolvido.Agora é pensar nas Olimpíadas junto com a Rede Globo.

  • Se é que posso ajudar, mas adotei a boa e velha técnica de colocar óleo de rícino (mamona) na gasolina na proporção de 60 ml pra 40 litros, mais usado em motores 2 tempos antigamente, mas que também ajuda e previne muito na corrosão dos nossos motores. Uso em meus carros faz tempo e principalmente no Lancer que é só a gasolina, ajuda a lubrificar bicos, válvulas e geral, é barato o galão e dá para vários meses. Mistura-se bem melhor no combustível do que outros óleos sintéticos caríssimos e funciona. Sobre a carbonização, a cada 10.000 km colocar um frasco de AG2000 encontrado nas Concessionárias Volkswagen ou nos postos com o nome de STP, não existe aditivo melhor para limpar carbonização, eu não uso gasolina aditivada nesse país, não acredito em V-Power, Grid, premium Ipiranga, premium ALE, e ultimamente nem na Podium mais.Aliás, não acredito mais em nada nesse país, negócio é usar comum mesmo e cada um ir cuidando de seus motores com seus conhecimentos. A cada 1% de álcool adicionado à gasolina eleva a viscosidade do combustível em 000,6 mm/s ou seja, nosso combustível ficou mais viscoso, e como as refinarias como Shell e BR já sabiam disso, é claro, o papinho furado de redutor de atrito adicionado nas “novas gasolinas”, lógico, combustível mais viscoso e com mais etanol (mais avanço) no ponto é óbvio que vai aumentar o atrito ou aspereza do motor, mas o redutor de atrito deles “resolve”, esse país da vergonha. Aliás, os “engenheiros do governo” são tão bons que conseguem enganar fácil os “trouxas” dos brasileiros, igual àqueles mecânicos que “são tão bons” que o carro de seus clientes a cada três meses entra na oficina e sempre por motivos diferentes. Redutor de atrito? Bom e velho Molykote A2 (bissulfeto de molibdênio) com estudos científicos comprovados e aprovados. Brasileiro em geral mal sabe o que é essa gasolina que usamos, como vão saber o que é IAD, MON, RON…é fácil enganar nesse país e dar caneta para o povo consertar as trapalhadas, Brasileiro, anda tudo duro, param no posto e colocam álcool porque é barato achando que é vantagem, a grande maioria não enche o tanque com gasolina comum, quem dera Podium. Como vamos querer reivindicar nesse país, se a grande maioria pára no posto para colocar deizão ou vintão de álcool? Fica difícil…

    • Domingos

      A rigor não se deveria colocar absolutamente nada na gasolina, a não ser aditivos feitos para isso, pois tudo o que queima junto com ela que for óleo ou outras substâncias vira possível dano ao catalisador e carbonização também.

      Mas, realmente, a qualidade do nosso combustível é tão vergonhosa que tem que se apelar a soluções… O redutor de atrito nas V-Power funciona, posso comprovar, só que ainda existe o problema do dono do posto fazer qualquer mistura lá dentro…

      Atualmente estamos sem saída pois mesmo aditivando a gasolina “na mão”, não há como colocar a proporção correta de etanol – a não ser comprando Podium, o que é absurdo.

      O governo, na prática, ilegalizou o carro a gasolina no Brasil.

  • Liberal

    Não é preciso nem ler o texto para responder a pergunta. A maldição chama-se governo. Enquanto tivermos o monopólio nas mãos da PTbrás, o que teremos é a maldição energética e a corrupção. Se o mercado for aberto de verdade verão a diferença que é.
    Mas sabem como é, não? O petróleo é nosso, os gringos vão vir aqui roubar nosso ouro negro e blá blá blá…

  • Me atrevo a dizer que não há solução no curto e médio prazo para nosso país e acho que nunca haverá…Todo este desbaratamento envolvendo nobres cidadãos com carteiras não menos voluptuosas e seus espúrios conluios com uma classe política que é a essência dos nossos últimos quinhentos anos como nação, só ocorreu porque há um consenso mundial, para o bem ou para o mal, de rastreio e monitoramento do dinheiro sujo que gira sem controle além fronteiras e que oferece amparo para o terrorismo…Se não fosse isto, jamais teríamos por aqui uma operação como a Lava-Jato, onde nossos magistrados da suprema corte procuram incessantemente uma maneira de calar a PF e o MP do Paraná, vigorosamente representado na figura do juiz Moro sem dar na vista e só não o fizeram porque por detrás deste estão a Interpol, CIA e outros órgãos investigativos internacionais que sabem exatamente o que procuram…O problema de nossa nação, além da origem pouco recomendável de nossos primeiros colonizadores (funcionários públicos portugueses e malandros de toda a espécie ao esvaziarem as cadeias lotadas da pátria-mãe!) é que nossa Carta Magna, que nunca está pronta e nunca o estará, insiste em dizer o que pode ser feito ao invés do que não pode, para o qual não precisariam mais de duas tábuas e dez leis básicas…

  • Lucas Mendanha
    • Luis Carlos

      Injeção de água na câmara de combustão, isso é carro de corrida… deve valer uma fortuna um carro com um sistema desses… duvido que o nossos flex populares 1-L e tal vão ter um sistema desses tão cedo.

      Porque água no etanol tira o seu potencial energético em carros comuns, ou seja, de rua.

  • Ezequiel Favero Pires

    Meu carro tem taxa de 9,2:1 e é japonês de 1993… como seria bom uma gasolina pura…

  • badanha bad

    Meu caro, não me parece que o errado sejam as fabicantes, que procuram dispor a opção diesel em seus veículos, mesmo porque nos países de origem dos veículos importados, o diesel é absolutamente normal até em automóveis. A meu ver o problema parece estar na legislação, bastante atrasada e adstrita quanto à tecnologia da época em que foi editada.

  • Claudio,
    e esse consumo seria ainda menor se a mistura ar-combustível estivesse correta para a gasolina sem álcool. Carro brasileiro lá fica com mistura muito rica.