Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas PICAPE OU VAN? – Autoentusiastas

PICAPE OU VAN?

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Chevrolet Colorado 2015

Peter Egan é um colunista americano que por décadas escreveu uma deliciosa coluna na revista Road & Track. Sua coluna falava apenas sobre um assunto: sua própria vida com automóveis. Como todo americano de classe média, Peter tem uma vida automobilística muito interessante, cheia de carros novos, carros usados, motocicletas de todos os tipos e muscle cars velhos e novos. Mas sua real paixão eram os carros (e motos) esportivos clássicos, dos anos 60 principalmente, e ingleses em sua maioria.

Acompanhávamos mês a mês suas longas reformas de Porsches 356, Jaguares E-type, motos Triumph, velhos Lotus de todos os tipos, e carros de corrida antigos. Peter é um artista da pena, e seu estilo calmo, auto-depreciativo, contemplativo e filosófico me marcou profundamente, e até hoje me faz voltar regularmente às minhas estantes de Road & Tracks antigas para uma pequena dose de memórias gostosas. A gente se sente, mesmo sem nunca ter falado com ele, como velhos amigos.

 

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Um Ford Econoline, como os de Peter Egan (wikipedia)

Mas conto isso porque algo que sempre me lembro dele é que, contrariando a vasta maioria da população americana, que sempre tem um picape na garagem, Peter preferia usar uma série de furgões, invariavelmente Ford Econoline, no seu dia-a-dia. Sempre comprava-os usados com coisa de quatro anos de idade, e usava-os por muitos anos até trocar por um mais novo. A história de como comprou sua primeira Van é Egan at his Best: conta ele que estava num estacionamento de uma pista de corrida, dentro de sua perua Ford, depois de ter rebocado seu carro de corridas antigo para uma prova do SCCA (Sports Car Club of America, o clube que sanciona corridas amadoras de carro esporte nos EUA), nos anos 80.

Chovia muito, e ele praticava um contorcionismo danado para se enfiar dentro do macacão de corrida dentro da perua. O porta-malas estava abarrotado de peças, pneus e ferramentas, e os vidros embaçados pelo menos impediam que suas partes pudentas ficassem totalmente visíveis. Uma situação lamentável e desconfortável. E o pior é que depois de vestido, tinha que esperar  ali dentro mesmo, pois lá fora não existia lugar para se proteger da chuva.

Foi quando, limpando um vidro embaçado, viu um amigo dentro de sua Van Chevrolet.  A Van estava com a porta lateral aberta e o sujeito, já vestido tranquilamente com espaço de sobra para ficar praticamente de pé, descansava bem sossegado, sentado num banquinho, com um copo de  café na mão (preparado ali mesmo na traseira do furgão num fogãozinho portátil), olhando a chuva cair. Egan pensou na hora: talvez seja a hora de comprar uma van…

Uma historinha sensacional, porque mostra de forma bem prática e divertida as vantagens deste tipo de veículo. Uma van mantém sua carga seca e livre de pó, e este vasto compartimento de carga pode ser acessado por dentro, sem precisar sair do veículo.  Certa vez Egan usou sua enorme Van Econoline para levar duas motos de corrida e dois amigos por mais de 500 quilômetros, no conforto do ar-condicionado e da proteção da chuva, até um evento na Flórida, onde podiam competir de moto. Não é fantástico?

 

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Útil como poucos, mas sem glamour nenhum; uma moderna Van Chevrolet full size

Tenho uma vasta história com picapes, desde pequeno. Uma foto que gosto muito, de 1969, mostra um bebê MAO no colo do seu pai, tentando dirigir a picape Chevrolet C-14 que era da companhia de mineração na qual o pai trabalhava. Lembro-me muito bem de quando, muito tempo depois, meu falecido pai (que o Senhor o tenha em bom lugar) tinha um sítio perto da cidade mineira de Juiz de Fora. A primeira coisa que ele fez ao se mudar definitivamente para o sítio foi comprar uma picape, depois de décadas urbanas andando de Opalas, Monzas e Chevettes.

Afinal de contas, em sua nova condição de sitiante ela devia ser completada com um veículo que combinasse com a situação. A família só comprava Chevrolet então, seguindo velha tradição iniciada pelo meu avô materno com um Chevrolet 1937. Acabamos não com um, mas duas picapes (ou próximo disso): uma das últimas C-20, com o velho motor 4100 de Opala, mas já equipado com injeção multiponto, e uma das primeiras Blazer derivadas de S10, uma perua básica manual, com motor quatro-cilindros de 2,2 litros e injeção monoponto. Dizer que foram escolhas trágicas é pouco; basta dizer que a tal tradição em dois anos foi sumariamente abandonada.

 

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A C-20 nossa era parecida com esta D20 básica, sem faixas nas laterais

A C-20 era um carro muito legal, que eu gostava muito. Nas estradas de terra desertas que circundavam nosso sítio, o motorzão de torque abundante e a traseira leve fazia da picape um carro divertidíssimo , e andar com a traseira “solta” me ensinou muita coisa nesta época. Mas no uso normal do sítio, não era lá grande coisa. Como raramente chegava a carregar peso suficiente na caçamba para melhorar a tração, às vezes ficava imobilizada até em cima de grama molhada.

Era algo estranho para meu pai, que se acostumara com a Pampa que tínhamos antes para trabalho, que não atolava nunca, era um tração-dianteira com pneus Pirelli M+S. Quando ia “à cidade”, no caso Juiz de Fora, era um sofrimento: a construção de chassi separado, somado à caçamba vazia e feixes de molas atrás, fazia da C-20 um carro extremamente desconfortável nas estradas de terra esburacadas. E na cidade, seu tamanho não combinava com as ruas estreitas e os estacionamentos absurdamente apertados desta cidade mineira. Fora que consumia muito combustível e no trecho de estrada asfaltada não era lá grande coisa em desempenho.

Mas ainda pior era a Blazer; esta parecia realmente que ia desmontar nas estradinhas, e o motor 2,2 litros era, além de extremamente lento e beberrão, uma coisa vibradora e barulhenta. E era pouco confiável, um problema que, junto com a propensão a atolar à qualquer chuvinha,  infelizmente compartilhava com a C-20. Aquela Blazer acabou com a admiração por Chevrolets que cultivávamos na família por décadas em apenas dois anos.

Trocamos a Blazer por um Renault Scénic azul em 1999. Uma vanzinha de passageiros, em vez do utilitário. Com monobloco, um motor de dois litros forte e econômico, foi infinitamente melhor. Nada quebrou, era muito mais confortável na terra, muito mais estável e rígida, e nunca atolava. A C-20 foi trocada por uma Saveiro, com resultados semelhantes.

 

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Na cidade, o habitat do picape moderno

Na verdade, a grande diferença aí é a construção de chassis separado, e a tração traseira em veículos de carga que quase nunca andam carregados. O Chassi separado, apesar de necessário em aplicações extrapesadas, é ultrapassado completamente pelo monobloco em veículos de passeio e uso misto. Muita gente ainda hoje usa picapes com chassis (S10/Ranger/Hilux/Amarok/etc) acreditando que as parrudas peças de suspensão e chassis colocam eles em vantagem em terrenos acidentados, onde durariam mais e agüentariam abusos. Mas na verdade estes componentes estão lá apenas para agüentar o paquidérmico peso do próprio veículo, e mais um tanto de carga, que normalmente é metade de seu peso total, ou algo perto disso. Uma van monobloco, como a velha Kombi, carrega o seu próprio peso em carga. O chassi separado traz desvantagens múltiplas, que vão do pior comportamento estrutural em acidentes à menor rigidez do conjunto, e o maior peso.  Algo ultrapassado completamente.

Mas hoje as picapes são usadas principalmente no asfalto mesmo, como veículos urbanos que agradam seus donos simplesmente por sua altura, peso e características distintas. Não faz sentido logicamente, mas a lógica nunca foi um forte argumento de vendas, então elas permanecem vendendo muito bem, obrigado.

 

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Todo mundo quer ser reconhecido como uma pessoa que se diverte e vive brincando….

Mas mesmo as picapes monobloco como nossas saudosas Pampas e Couriers, e os atuais Strada, Saveiro, Montana e outras do tipo, que fogem de todos estes problemas e se são veículos muito mais sofisticados em comportamento e desempenho, ainda assim, hoje, parecem para mim muito menos úteis que as vans.

 

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… e não com um ferreiro que usa um furgão anônimo como uma ferramenta de trabalho!

Muito disso, é claro, vem do fato de que estou completando um ano neste mês como feliz proprietário de um velho (14 anos de idade!) Citroën Berlingo. Na verdade, esta matéria nasceu agora há pouco, quando fui levar o lixo da semana ao ponto de coleta, levar a lavadora de alta pressão ao conserto, passar na padaria e levar meu filho mais novo e três amiguinhos até uma festinha num sítio. A lavadora Kärcher, dois sacos gigantes de lixo orgânico (o jardim faz lixo pacas) e um de reciclável, e a molecada com suas mochilas, tudo entro no carro com folga. Abri o teto de lona (elétrico) e fiz tudo que tinha que fazer.

Sim, uma picape cabine dupla faria o mesmo, mas de forma muito menos eficiente e, por que não dizer, alegre, tenho certeza. Dirigir o Berlingo é uma delícia, sempre leve aos comandos, leve ao rodar, mais estável, e mais divertido, mais econômico e mais eficiente. E se fosse uma viagem com a família com malas, e até uma bicicleta pequena, tudo iria dentro dele protegido das intempéries, coisa que sempre é problema com picapes. Já trouxe geladeiras e armários para casa, regularmente encho o porta-malas de lenha para o forno e já coloquei  três bicicletas de pé ali, e mais três pessoas com cinto afivelado dentro. É um carro incrivelmente versátil.

 

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Meu Berlingo 2001: teto de lona elétrico e 4 portas, combinação exclusiva deste ano. Um carro versátil como nenhum outro que já tive, picapes de todo tipo incluídas (autor)

Uma picape monobloco, mesmo as pouco práticas picapinhas de cabine dupla modernas, apesar de serem veículos ainda mais estáveis e tão eficientes quanto o Berlingo, perdem em versatilidade comparativamente: com cabine simples, são veículos limitados no dia-a-dia de uma família e, se de cabine dupla, são sedãs com menos espaço no banco traseiro e de porta-malas abertos à poeira e chuva. Já as picapes de chassi separado, perdem em versatilidade e como veículos. Olhando logicamente, furgões de passageiros pequenos como o Berlingo e o Doblò ganham sempre.

Por que o sucesso das picapes e o restrito mercado dos furgões então? Simples: a lógica, como já disse, é um argumento de vendas débil. Uma picape passa uma imagem de robustez, de força e poder. Seu dono projeta a imagem de rústico fazendeiro, de esportista radical, de homem forte. Já um furgão passa a imagem de funcionário da companhia de luz e força indo realizar mais um reparo, vestido de macacão, debaixo do sol escaldante. Como explica este videozinho da Chevrolet, simples, mas educativo ao extremo.

Apesar da comparação ser inevitável na minha cabeça, na realidade são carros incomparáveis… Vans são para ser usadas, e não admiradas ou mostradas com orgulho em festas de peão boiadeiro. Precisam de um tipo diferente de pessoa para admirá-las. Eu, pelo jeito, sou uma delas.

MAO

 

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Uma van em seu habitat: o trabalho

 

Fotos: divulgação exceto quando informado diferentemente

Sobre o Autor

Marco Antônio Oliveira

Engenheiro mecânico automobilístico de formação e poeta de nascimento, tem uma visão muito romântica do mundo, sem perder a praticidade, e nos conta a história do automóvel e seus criadores de maneira apaixonante. Também escreve sobre carros atuais sempre abordando aspectos técnicos e emocionais.

  • János Márkus

    Moro em Brasília e aqui existem muitas vans Chevrolet e Ford americanas, oriundas de embaixadas. Esses carros quando vão a leilão são disputadíssimos. Creio que o nosso mercado necessita sim desses veículos tanto para trabalho e quanto para o lazer.

  • awatenor

    Como admirador saudoso de peruas (ou stations, breaks, Weekends, Variants ou que diabo de nome derem a elas), concordo em gênero número e grau (ah, uma Audi RS2……).
    PS.: só queria poder postar no G+ também, ok? 🙂

  • Uber

    Vans também podem ser admiradas!

    • Daniel S. de Araujo

      CLASSICO!!!!!!!!!

      Minha infância foi vendo Esquadrão Classe A!

      • Uber

        Não poderia faltar!
        O B.A. tinha o maior ciúme com esse furgão e a melhor parte era o final dos episódios quando eles pegavam um veículo qualquer para transformar em um militar.

  • Mr. Car

    Por conta da fazenda, meu avô poderia ter uma picape, mas sempre preferiu veículos com a vantagem de levar mais passageiros, ou mais carga, dependendo da situação. Na Veraneio, na Variant, ou na Caravan, podia levar cinco (seis, no caso da Veraneio) passageiros, e na hora dos serviços da fazenda, se rebatesse o banco traseiro, criava-se um espaço enorme. Uma vez levou na Veraneio um tourinho holandês de Guaratinguetá (SP) até Lins (SP), he, he! Bem depois acabou tendo também uma Pampa, mas mantendo a Caravan. A vantagem da Pampa era que podia levar uma carga mais alta ao tirar a capotinha de lona, e também era mais fácil para acondicionar e retirar cargas como sacas de ração, fertilizantes, calcário, sal para o gado, latões de leite, caixas de laranja, mudas de laranja etc, além de poder lavar a caçamba sem dó, coisa que não podia fazer nos outros, por suas forrações em carpete. Acho que cada qual (van ou picape, no caso deste post) tem seus prós e contras. O ideal seria ter um de cada, he, he! Em tempo: nas épocas da Veraneio e da Variant eu era criança, mas trabalhei muito com a saudosa Pampinha, que me servia também nas saídas de lazer nos finais de semana.

    • MAO

      Mr Car,

      No Berlingo o porta-malas é metal e borracha, entro lá de vassoura e mangueira!
      Abraço!
      MAO

  • Daniel S. de Araujo

    MAO, permita-me discordar mas picapes e furgões não são veículos excludentes até porque em muitos aspectos, um furgão não substitui uma picape. E explico.

    Também fui proprietário rural e grande usuário de picapes pequenas, derivadas de veículos e médias (Ranger, Ford F-1000) e a utilidade desses veículos é incomparável. Muitas cargas que até caberiam em um furgão, o motorista não deseja carregar no mesmo habitáculo que ele se encontra (um balde de defensivo agrícola por exemplo. Ou talvez certos equipamentos e máquinas que até caberiam facilmente até em um porta-malas mas o cheiro acaba contaminando não só o habitáculo como o próprio carro.

    Existe também as questões das cargas volumosas como fardos de sacaria, algumas peças leves mas de forma desajeitada que, no ato da colocação num veiculo fechado não apenas acaba tomando muito espaço que poderia ser dedicado a outras cargas mas também amassando a própria lataria – de dentro para fora! Quantas Kombis furgão não vemos com amassados feitos de dentro para fora. E isso para não falarmos da facilidade de carga e descarga. Certas mercadorias são muito mais simples de serem carregadas de uma picape que de um furgão. Sempre carreguei, na época de fazenda, por vez ou outra, produtos agricolas para a cidade. E a descarga deles é muito facilitada pelo fato de subir na caçamba, poder erguer o corpo sem a limitação de um teto, enfim, existe uma série de virtudes que não podem ser ignoradas.

    É claro que furgões são relevantes e importantes em cargas leves como malotes, compras de supermercado, correspondências e uma infinidade de outras aplicações que requeiram um habitáculo fechado e o cuidado com a carga seja míster. Mas uma picape pequena (estilo Pampa), média ou mesmo grande (no estilo F-350) não tem substituto.

  • Uber

    Como não ter orgulho disso?!

    • Lucas Vieira

      Por acaso na foto é o Mr. T? Deu um belo soco no Stallone em “Rocky III”. (rs)

  • José Ferreira Júnior

    MAO, como sempre um excelente texto. me deliciei com ele durante meu breve intervalo de almoço no trabalho. compartilho de todas as suas opiniões. um grande abraço, seus textos, assim como os do jornalista americanos, me faz sentir como se te conhecesse e fosse teu amigo de longa data.

  • Arruda

    Não li o texto todo ainda, vou ler mais tarde, mas para levar motos e equipamento as vans são extremamente mais práticas. Mais tranqüilidade nas paradas na estrada, suas tralhas não ficam expostas, proteção contra a chuva, piso mais baixo (facilidade para carregar e descarregar). Não se compara. Para preferir a picape só mesmo nos casos de necessidade bem específicas.

  • Rogério Ferreira

    Prezado MAO essa matéria é a síntese de monte de coisas que precisava dizer, especialmente aqui em minha região, onde picape cabine dupla a diesel é sinônimo de ostentação caipira. Sim, estimo que metade dos que possuem um veículo desses por aqui, não tem sequer um ranchinho à beira do rio, para trafegar, nem que seja por uma breve distância, numa estradinha de leito natural. Aqui, na terra do Sertanejo Universitário, tem moral com mulherada, quem tem uma caminhonete, e de preferência abarrotada de som. Pensa num “trem besta sô”, o caboclo financia uma veículo de 150 mil, não consegue pagar seguro (que é praticamente inviável para um assalariado), tem um gasto absurdo em manutenção (um pneu de uma caminhonete compra 4 pneus de um carro de passeio), e até o diesel que compensava, algum tempo atrás, não compensa mais pois uma picape, na melhor das hipóteses, vai fazer 11 km/l na estrada, com cada litro, valendo R$ 3,10! E a moda pegou, e quem não quer caçamba, acaba preferindo algum “ônibus” como Hilux SW4, Pajero Dakar, ou TrailBlazer. E pior que eles não dão o “braço a torcer” e acreditam realmente que tem condições de acompanhar qualquer sedã ou hatch numa estrada, e que o grandalhão dispõe da mesma estabilidade, da mesma distribuição de peso por eixo, do mesmo peso. Um sedã, uma station, ou mesmo uma van, com motor de 1,4 a 1,6 pode eventualmente ao sitio, anda mais na estrada do que qualquer picape da moda, e consome muito menos combustível.

    • Viajei de Maringá-PR para Tapes-RS na páscoa, e concordo com você.

      Nas serras da 376, nenhuma picape andou comigo, e olha que tenho uma porcariazinha de um Peugeot 206, rsrsrsrsrsrs

    • MAO

      Rogério,
      Pois é.
      Pelo menos os picapes melhoraram muito. E afinal de contas, cada um na sua, não é?
      MAO

      • Rogério Ferreira

        Pois é Mao, agora dirijo diariamente aqui no serviço uma Amarok TDI, de 140cv, e que salto de qualidade em relação a nossa L200 de frota, que já caminha para a aposentadoria. Muito mais conforto, cabine espaçosa, e se asfalto for bem liso, nem parece que estamos numa pick-up. Só quando há alguma trepidação, que se percebe o sacolejar do eixo traseiro rígido.. De qualquer forma, curva não é com ela, não consegui acompanhar o patrão, que estava no Palio 1.8 ano 2007. tinha que alcançá-lo na reta… Pelo menos anda muito mais que Mitusubishi, e o cambio manual de 6 marchas, que faz o motor gira a meros 1900 rpm a 120Km/h, é algo que todas deveriam ter. Me pareceu ser bem econômica, não apurei a média ainda, mas acredito que consiga chegar aos 12Km/l, (a L200 custava fazer 9 Km/l de diesel) A única ressalva (e talvez por se tratar da versão mais simples) é que um veículo que vale R$ 109.000, tem painel de instrumentos pior do que o do Gol, volante com aros finos e pega horrível, painel e revestimento num plástico áspero, que risca só de olhar, peças internas nitidamente mal encaixadas, e ainda, não tem computador de bordo, sensor de estacionamento, faixa degradê no para-brisas…Ainda achei o ar-condicionado (manual) fraco. Se a VW não anda caprichando no seus carros mais caros, que dirá nos mais baratos. Se eu compraria? Mas é de jeito nenhum! cento e pouco mil, vou de Fusion ou Audi A3 Sedan.

        • CorsarioViajante

          Não se pode ter tudo. Em teoria vc está trocando o conforto, acabamento, equipamentos e dinâmica de A3 ou Fusion pela capacidade de carga e outras vantagens da picape. Incrivelmente, muita gente que nunca vai carregar “carga” ou usar as vantagens da picape prefere levar uma para casa ao invés dos que você citou. Vai entender.

  • Aureo Teixeira

    Show de bola suas comparações MAO. Sempre tive a mesma opinião sobre esses tipos de veículos.

    • Guest

      Aureo,
      Obrigado!
      MAO

    • MAO

      Aureo,
      Obrigado!
      MAO

  • guest

    Aquela primeira foto retrataria bem o cicloativista brasileiro: uma beberrona e nada ambientalmente sustentável picape carregando as “bikes” com destino às ciclofaixas de lazer…
    Embora eu reconheça a versatilidade e ache o Berlingo a mais “bem resolvida” das vans, para meu uso preferiria uma Xsara break…

  • Uber

    Curioso ver aquela van Chevrolet vermelha sem portas corrediças ali em cima! Isso existe nos EUA?!
    Uma das coisas que me causava inveja nos filmes era ver que até as Kombis de lá tinham porta corrediça.
    Se não fosse a aparição da Besta e demais coreanas, nossas Kombis continuariam com portas normais.

  • MAO,

    Saudações juizforanas! Já torci muito o nariz para vans, minivans e afins, e ironicamente hoje tenho um Idea HLX 1.8. Tudo bem que o Idea não é nem uma minivan (tá mais pra uma mini-minivan), mas é muito agradável de conviver. Acomoda 4 adultos confortavelmente, porta malas de 380 litros e uma suspensão muito bem acertada. Esse conjunto, mais o teto solar e o motor GM 1.8, me agradam a cada dia. Só penso em trocar se for por outro Idea ou um Suzuki SX4.

    Quando tiver por “gigifora” e quiser conhecer uma W126, só falar! Abraços

    • MAO

      Rafael,
      Saudações! Se passar por aí, te aviso, forte abraço!
      MAO

  • Lucas Vieira

    Concordo plenamente, sempre tive picapes e gostava delas, até que por força do destino caiu na minha mão um Fiat Ducato. Não desfaço mais dele, ele é superior em tudo em relação a última S10 que tive, anda mais, é mais estável, econômico, espaçoso e quebra menos, e ainda é mais barato! Vai entender…

  • Acho justo homenagear o pioneiro dos “multiutilitários” o Fiorino Settegiorni, com seu banco traseiro para passageiros e o Combinato, com vidros e “bancos corridos” montados nas laterais.
    http://bestcars.uol.com.br/carros/fiat/147/fiorino-sette-combinato.jpg

    E, não vejo graça nenhuma em picape.

    • Meu irmão trabalhou em um lugar, onde tinham um desses, Settegiorni. (Confesso que não conhecia o nome).
      Durante a semana, meu irmão entregava o pão caseiro feito pela patroa e nos fins de semana ela montava o banco traseiro, saía para todo lado com ele. Inclusive teve muuuitos problemas com os policiais que, desinformados, achavam que o banco traseiro era uma gambiarra.
      Sorte da senhorinha, que por ser única dona do carro, tinha toda a documentação, manual etc…

      Quando vi esse carrinho pela primeira vez, quis comprar dela, mas não me vendeu de jeito nenhum, (rs)

      • Uber

        Boa história!
        Pensava que nenhum desses tinha andado em nossas ruas!

    • MAO

      Alessio,
      Bem lembrado!
      Abraço!
      MAO

  • Maurilio Andrade

    O mesmo tipo de comparação eu faço entre os suves e as station wagons. Na minha opinião não há razão lógica para os primeiros terem tomado mercado das SWs.

  • MAO

    Daniel,

    Sim, cargas pesadas e/ou volumosas são os motivos das picapes existirem! Mas como expliquei, vantagem insuficiente para seu sucesso…

    Abraço e comente sempre!
    MAO

    • Uber

      E com os VUCs, aqueles caminhõezinhos, perdeu ainda mais vantagem…

    • Daniel S. de Araujo

      MAO, uma coisa que eu não comentei: Especificamente sobre o Blazer.

      Nos primeiros 5 ou 6 anos iniciais de produção, a GM sofreu com a suspensão dela. Houve (se minha memória não está ruim) 5 mudanças completas no conjunto traseiro com mudanças na calibração de amortecedores e molas. Teve uma que tinha 3 amortecedores: dois nas rodas e um ligando a “bola” do diferencial a carroceria.

  • MAO

    Lipe,

    Minha experiência no mato me diz que 4×4 só para diversão e uma ou outra situação extrema, que no trabalho é resolvida com tratores (como nosso velho Massey-fergusson da época).

    Útil, claro, mas uma Pampa com pneus lameiros nunca atolei em 4 anos de trabalho pesado no barro.

    Abraço!
    MAO

    • Daniel S. de Araujo

      Pampa com pneus lameiros era legal! E mesmo a Pampa 4×4 dava para fazer alguma coisa sim (é que o povo não sabia usar a Pampa 4×4. Pensava que era Jeep)

    • Danniel

      Sempre tivemos picapes 4×2 e a nossa “terra” era pura areia. Sabendo levar dificilmente ficava. Para lugares muito bravos, o Massey 85-x dava conta.

  • Clésio Luiz

    E me parece que as coisas não estão melhorando.

    Quando o mercado trocou as peruas derivadas de sedãs por minivans, pelo menos havia um ganho de espaço e praticidade, para compensar as perdas dinâmicas.

    Agora as minivans perderam seu apelo, sendo substituídas pelos crossovers. Em ambos você dirige mais alto, mas obviamente o espaço interno não é o mesmo.

    De novo as aparências tomam o lugar da racionalidade.

    • Rogério Ferreira

      Falou tudo meu caro… Compare EcoSport com o New Fiesta, ou Duster com Sandero, ou HR-V com Fit? Não há nenhum ganho significativo de espaço… É só maior peso, pior a aerodinâmica, pior estabilidade e maior preço. E pior que os ditos crossovers venderão o mesmo ou até mais os hatches que lhe deram origem. Certo nível de irracionalidade para escolher automóveis é até compreensível, mas pagar mais caro por um algo pior, não entra na minha cabeça.

      • Danniel

        E ainda vendem uma idéia de robustez mecânica que para mim está só na… idéia…

  • MAO

    José,
    Nós somos velhos amigos!
    Obrigado, e comente sempre!
    MAO

  • Lipe.·.

    Sou nativo da serra catarinense (planalto central do estado, em verdade) e ali também há esse culto às picapes a diesel.
    É tão esquisito que conheço gente que há poucos dias trocou Nissan Frontier por Fusion EcoBoost (enxergou que picape não tem conforto para viagem), gente que trocou Jetta Variant 2,5 por L200 Triton (ou seja, o caminho inverso!), dentre outras situações esdrúxulas, sendo quase sempre pessoas que NÃO utilizam esses carros no trabalho agropastoril.
    Aliás, pergunte a quem possui uma dessas picapes que já atingem os 150 mil reais se as utilizam no trabalho. Metade ou maioria vai dizer que tem dó (completo absurdo, ter dó de carro. Zelar, praticar a manutenção adequada etc, SIM, mas ter dó de utilizar uma máquina para o fim ao qual se destina? Minha ignorância não me permite compreender).

    • Adam Lewis Charger

      Precisa ver se essas picapes aguentam esse tipo de trabalho haha quem precisa de um veículo para carga não vai comprar cabine dupla.

      Porque acha que a Strada anda vendendo tanto? É um carro muito mais versátil, carrega a mesma coisa e tem mais conforto que as picapes grandes. (Não que ela seja a maior maravilha do mundo, mas é um carro que cumpre seu papel)

  • joao vicente da costa

    Minha Doblò manda um abraço para o MAO! heheheh…

    • János Márkus

      Caro João, sei bem o que você está falando. O Doblò me impressionou muito! Fiz uma viagem de Brasília a Florianópolis em um ELX 1,6 16v com a configuração para asfalto, não era a Adventure. No trecho São Paulo/Curitiba/Joinville deu para ver que esse carro tem chão, apesar a altura do teto e tamanho do pára-brisa. Dá para andar bem rápido, sem medo de curvas, foi bem divertido. Duvido que uma picape possa fazer essa viagem da mesma forma.

  • pkorn

    Meu sogro teve uma Mercedes Sprinter diesel. Muito prática, resistente e econômica, mas era o terror de ergonomia. Como pode castigar tanto motorista e acompanhantes? Apesar de ter espaço de sobra, a divisória de carga era em cima do motorista, impossibilitando reclinar os bancos nem meros centímetros, um suplício em qualquer trajeto, impossível para viagens longas. Se a fábrica desse 15 cm de espaço ali eu garanto que venderia muito mais.

  • Fórmula Finesse

    Rsrsrsrsrs…”semo persi” MAO, compartilho de igual opinião. A versatilidade das vans é algo quase incomparável; pena que as pessoas são levadas a terem uma idéia diferente delas. Essas pessoas talvez sejam aquelas que levam muito a sério a competição silenciosa de “vida mais bacana” nas redes sociais, perdendo um pouco a noção das coisas verdadeiramente úteis.
    Eu me lembro quando criança das vans americanas: modelos coloridos, pinturas lisérgicas, janelas dos mais estranhos formatos, cromados e pneus de grande distinção visual…cada carro uma violenta autoafirmação do seu dono amalucado; e como eram divertidos (até as fábricas entravam na onda).
    Esse era o lado “oitenta” da coisa, algo que não existe mais hoje em dia, estagnados no oito há muito tempo como estamos…
    Todavia, também gosto muito de picapes; mas acredito que existe um enorme espaço de aplicações que poderia ser aproveitado por uma nova leva de vans.
    Abraço;
    FF

  • Diogo

    Prezado MAO, a cada post seu tenho mais saudade do Berlingo e do Kangoo que tive! E não me entra na cabeça que a PSA tenha deixado de oferecer o Berlingo/Partner de passageiros no Brasil, sendo que ainda é fabricado na Argentina. Uma pena.

  • A questão das picapes nas cidades, é a coisa mais ridícula que existe.
    Gente que vai andar sozinha ou com duas crianças a maior parte do tempo, travando o trânsito com seus 5 m de carro.
    Pior, como são “maiores que os outros”, quase sempre têm aquele pensamento “Se estiver achando ruim, que passe por cima”.
    como resultado, vemos esse bando de agroboys e patricinhas no shopping ralando o carro dos outros.

    Moro em Maringá-PR, e vejo isso constantemente.
    Viajei em uma Hilux 2014 a Viçosa-MG, em fevereiro.
    E passei a páscoa em Tapes-RS, onde fui de carro.

    Olha, tirando a caçamba, não vi muitas vantagens da Toyota “zerada” em relação ao meu Peugeot 206 2004.
    Nem mesmo o espaço interno é superior como o tamanho gigante se faz supor.

  • Bruno Rezende

    MAO,
    Concordo com tudo o que vc disse, menos com as pauladas que deu na C-20.
    Temos uma 89. No final da década de 90, meu pai a deixou no sítio “para acabar”, mas ela não acabou e está firme e forte até hoje. Diariamente sobre a pirambeira atochada de capim para alimentar os animais.
    Apesar dos maus-tratos, ela nunca “faltou” ao trabalho e nenhum cavalo jamais passou fome por falta de capim. Carrão, desses que não fazem mais.
    Segue a foto para provar que não é “história de pescador”. rs
    Abs

    • Danniel

      C-20 nunca tivemos. Mas a gasolina, tivemos uma Silverado DLX 97, todo mundo torcia o pescoço para ver aquele carro com a grade cromada. Mas pelo jeito era “carro de segunda-feira” e tivemos uma série de problemas com ela. Vendida aos 57.000 km, foi trocada por outra Silverado, mas de acabamento mais simples (seria a DL ou DX?) e com motor MWM Sprint 6.07.

      Outra a gasolina que tivemos foi uma C-10 1975 que meu pai ganhou de uma cliente dele que ficou viúva. Essa só servia pra andar na roça, com um botijão de gás de 13 kg na carroceria de madeira, isso quando a alavanca de câmbio não encavalava ou a balança dianteira quebrava. Era bem divertido.

  • Thiago Teixeira

    Que tal uma dessas com um Cammer V-8 – Ford Racing?

  • Thiago Teixeira

    Não sei se a foto foi antes…

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Por motivos profissionais, já tive na empresa diversos furgões e picapes, pequenos e grandes. Atualmente, temos um Renault Master furgão 2015 (completo, um espetáculo) e uma Fiat Strada. Sempre gostei da versatilidade de cada tipo de veículo, mas realmente os furgões fazem mais sentido na maioria das aplicações.

    Já fui praticante de esportes de aventura, sendo necessário transportar mountain bikes, mochilas, alimentos, ferramentas, dentre outras quinquilharias. O furgão era sempre uma melhor opção, na época, uma Fiat Fiorino.

    Tenho em casa um Honda CRV, que está mais para mini van do que “SUV” ou “crossover”. Além de nos atender na vida familiar, faz as vezes de “pau-pra-toda-obra” quando preciso, devido a seu generoso espaço interno. Sábado mesmo transportei uma roçadeira a gasolina, bastando abaixar parcialmente o banco traseiro. Mudanças, material de construção (limpo), bicicletas, são conteúdos frequentes em seu versátil interior

  • Lorenzo Frigerio

    Tenho uma Grand Caravan velhinha, que tem um excelente conforto de marcha. Mas a suspensão dianteira é mal projetada: não tem bucha do estabilizador ou bieleta que dure. Para quem usa pouco, é um carro bem útil; você pode tirar os bancos e carregar objetos volumosos sem expô-los às intempéries. Ou, com os bancos, levar 6 pessoas confortavelmente além de si próprio.
    E os modelos a partir de 2005 permitem escamotear os bancos no próprio assoalho.

    • Ilbirs

      Em relação à bucha do estabilizador, se servir de sugestão. Como pode ver, é problema crônico até mesmo no piso mais liso dos Estados Unidos. Outra possibilidade seria ver em alguma loja de buchas alguma em MOPU sob medida, unindo a resistência do poliuretano com a lubrificação garantida por toda a vida útil da peça.

      • Lorenzo Frigerio

        Esse modelo de bucha com inserto de nylon é só para as mais novas. A “problem solver” para a 1997 é só mais larga. Mas já encomendei uma especial de PU de um cara que fabrica; falta montar. E as bieletas também.

  • Roberto Mazza

    Sempre fui fã de vans! Apesar de que a oferta no Brasil é desanimadora. Ou melhor, vans existem somente para transporte popular.

    As poucas opções de automóveis digamos mais espaçosos tiveram pouca sorte no departamento de Design. Doblò, Spin, Kia Carnival, vamos deixar pra lá. Outros como Fiat Freemont ou Kia Sorento transportam somente 5 adultos e duas criancinhas. Não dá.

    Na Argentina eles têm a VW Sharan, bonita, moderna, comprida, 4,85 m. Mas VAN de verdade é a série Multivan que a VW tem na Europa. Para o meu gosto são lindíssimas caixas sobre rodas, com cabine espaçosa e interessante, ideal para deixar de lado o limite de 5 apertados passageiros.

    • Leonardo Mendes

      Seguramente a van mais conhecida do mundo.
      Depois dela só a do Esquadrão Classe A.

  • Há uns bons anos trabalhei como vendedor num concessionário Mercedes-Benz. Vendia Sprinter, que há algum tempo substituiu o MB 180, com seu chassis tubular e tração dianteira, uma heresia na década de 1990, com seu motor “maçarico” que durava uma eternidade se bem cuidado.

    Muitos clientes quando comparavam o preço do furgão Sprinter com o caminhão leve 710 montado com baú acabavam optando por este, por causa do maior valor de revenda e pequena diferença entre si.
    O cliente deixava de pensar de forma racional e ver os benefícios de um furgão: facilidade de manobras, maior agilidade no tráfego, plataforma de carga mais baixa e acessível pelo interior sob encomenda, o que traduz em rapidez nas entregas, sobretudo no porta a porta, economia de combustível e manutenção.
    Mas o pobre cliente olhava o classificado do jornal e via que o 710 desvalorizava menos e como era maior que o furgão, “dava pra levar algo grande pelo mesmo preço”. Nos deixava loucos, especialmente nosso gerente quando perdia uma venda pra área de caminhões.
    Mas aqueles que se permitiam usar o furgão ou mesmo o picape com caçamba de metal, na primeira revisão, nos procuravam e relatavam o quanto estavam satisfeitos com o Sprinter.

  • Lucas Oliveira

    Também acho vans mais úteis que picapes no dia a dia…

    Um amigo e cliente na oficina tem um Kangoo 1,6 2000 desde de 0-km, que há algum tempo pensou em vender, mas desistiu, queriam pagar pouco; Ele foi usado por ele e pela esposa sem parar, então apesar da manutenção estar toda em dia e ele nunca ter deixado meu amigo na mão, está bem feio. com ralados e pintura queimada. Ele decidiu ficar com ele até onde der. Detalhe: ele teve uma Ranger também mas a achava muito ruim. Além das peças mais caras, era muito desconfortável e barulhenta por ser diesel.

  • Carlos Ribeiro

    Eu me lembro que colocávamos uma câmara de ar de trator com areia na extremidade traseira da caçamba,melhorava bem a tração quando a camionete estava vazia.

  • Lucas
  • marcus lahoz

    Na empresa temos uma Montana 1,4 e uma Van 1,6. A VW tem direção hidráulica, 220.000 km e está destruída, mas ainda agüenta bem. Fiz 3 mudanças com ela. Já a Chevrolet é mais nova, 55.000 km flex, mas é seca como carne de sol.

    Para uso em empresa devo dizer, a van é melhor. Atende melhor às necessidades. Mas a Montana não deve muito.

    Para uso particular ambas podem ser muito boas, varia da carga e da necessidade.

    • Portuga Goleta

      Temos aqui na empresa uma Montana 1.4 e uma Fiorino Furgão 2009 1.3 com muitos km nas costas (não lembro de cabeça).
      Impressionante a valentia e o conforto da Fiorino frente a Montana, que por sinal é 2014.
      Todos aqui (Eu, meu pai e meu avô, trabalhamos juntos) preferimos fazer as coisas com a Fiat.

  • RoadV8Runner

    Para quem tem necessidade de espaço, as vans são excelentes, ganham muito em versatilidade. Mas eu só as teria se precisasse mesmo dessa versatilidade. O mesmo vale para picapes, só quando precisar de verdade terei uma.

    • Daniel Girald

      Uma van japonesa “padrão” como a Toyota HiAce e a Mitsubishi L300 tem comprimento e largura próximos aos do Corolla, com distância entre-eixos até mais curta diminuindo o diâmetro de giro e facilitando manobras em espaços apertados tão comuns nas grandes cidades, e ainda oferecem um aproveitamento de espaço melhor que uma Hilux ou uma L200 por exemplo.

  • matheus

    É impressionante como tem vans no Uruguai. Viajei para lá e fiquei impressionado com a quantidade de Berlingos que via!

    E não era carro de empresa, não. Diversas casas tinham uma vanzinha estacionada na garagem.

  • Leo-RJ

    Caro MAO,
    Como falei aqui uma série de vezes, tive um Berlingo assim também, azul, com teto de lona (mas apenas três portas), e como era legal. Muito melhor que minha saudosa Kombi Pick-Up cabine dupla.

    Levava prancha e acessórios, mochila da faculdade, mochila de venda de roupas (eu trabalhava em loja de shopping e levava roupas da loja para vender fora), guitarra, dois amplificadores (um pequeno e um grande) e nunca reclamava. Fora que a mulherada adorava rodar na Zona Sul do Rio com aquele “tetão” aberto… que saudade!!

    • MAO

      Leo,
      Pois é, gostando muito também…
      Abraço!
      MAO

  • Daniel S. de Araujo

    Mr Car,

    Antes de eu ter Saveiro, meu carro era um Gol CL 1992, carro esse que me servia para tudo, desde me levar para passear com as paqueras até trabalhar na Fazenda, carregando moto-serra, ferramentas, e tudo o que podia (e cabia nele). Era comum ele rodar com os bancos traseiros deitados.

    Certa vez carreguei no porta-malas uns frascos de Tamaron, um defensivo agrícola contra lagarta que cheira carniça. E um dos frascos (diga-se de passagem novos) acabou vazando no porta-malas…Precisei arrancar os bancos do carro e lavar o carro com esguicho + limpa-baú e deixar uns 3 dias no sol para ver se o cheiro de carniça saia.

  • Ilbirs

    Dando uma ligeira desenvolvida em um dos assuntos tocados nesta postagem, eis que o MAO fala da C-20 com motor 4,1i e novamente volto a pensar no tamanho da burrada que a GMB cometeu ao não dotar o Omega brasileiro com o câmbio Clark de cinco marchas e ré sincronizada que equipou essa picape, preferindo usar a Opel que podia ficar bem com o CIH alemão, mas era triturada pelo seis-bocas brasileiro.
    Seria apenas questão de dotá-la de um comando externo que batesse no lugar em que ficava a alavanca do Omega. Seria transmissão capaz de suportar um belo torque e que poderia ser usada tanto no Família II quanto nas unidades maiores sem perder as vantagens que a unidade da Opel oferecia.

    • Fórmula Finesse

      Interessante, eu não sabia que o Omega 4.1 tinha esse problema com a caixa Opel. Mas não ficaria um conjunto ruim para trocar as marchas?

      • Ilbirs

        Aí seria questão de trocar figurinhas bem atentamente com o fornecedor, ainda mais que a Clark, depois Eaton, é parceira da GMB há décadas. Lembremos que esse cãmbio chegou a ser usada no Omega Stock Car, incluindo aí o tal comando externo, demonstrando que haveria sim como ter uma versão de série que evitasse a importação da tal unidade da Opel e aumentando a nacionalização do carro em questão.
        A questão aqui é eu ter ficado estupefato de o Omega ter vindo com esse câmbio da Opel, com cinco marchas e ré sincronizada, quando pouco depois a mesma GMB lançava a C-20 com caixa da Clark com cinco marchas e ré sincronizada, caixa essa que suportava bem mais torque que a unidade da Opel e era feita aqui no Brasil em vez de importada da Alemanha.

        Aqui foi meio conseqüência de o projeto ter sido implantado às pressas (18 meses entre a decisão e a fabricação) e nessa de querer fazer as coisas à moda brasileira (sempre algo grandioso em vez de ir aos poucos), trouxeram a geração errada (a A, sendo que a B era basicamente a A com outra carroceria) e usando peças que não precisariam ser obrigatoriamente usadas, como essa tal caixa da Opel, quando a Clark/Eaton tinha algo similar que poderia ter sido adaptado de algum jeito fazendo a função com mais competência (aqui podendo-se até mesmo imaginar uma boa maciez de comando, se pensarmos que o Opala sempre usou câmbio compartilhado com picape grande e ninguém achava isso ruim).

        • Felipe Ré

          Usar o Clark 2205, que é esse 5-marchas ao qual você se refere, na C-20, foi uma bela de uma mancada da GM. Na época e até hoje no mundo dos picapeiros ele é conhecido como “mandioquinha”… porque quebra à toa, qualquer tranco com a camionete carregada e, abraço.
          Teve também o Eaton-Fuller FSO 2305, melhor, mas quebrava muito a 5ª marcha, foi usado nas Silverado. Só corrigiram o erro com o ZF S5420… e isso só nas últimas Silverado.

          O 2205 vai bem em carros de passeio, como provados pelos últimos Opala que o usaram.
          mas ele está bem longe dos velhos Clark 260F… (famoso câmbio de Dodge) que eu acho uma maravilha de câmbio, muito forte, não quebra nunca.. e os engates são muito bons. Aquele clec-clec é tão bonito e clássico como o ronco dos seis-canecos e dos V-oitões e, além disso, com motor forte quem precisa de muitas marchas? Até hoje os americanos aceleram em câmbios automáticos de 3 marchas e andam muito bem..

          Quanto a ser usado na Stock, não sei dizer.
          Um que eu sei que foi usado com muito sucesso foi o New Venture NV3500, modificado com garfos roletados. Esse era o bicho, forte, macio e rápido, é o mesmo câmbio das S10 4,3.

    • Lorenzo Frigerio

      Talvez um câmbio Tremec pudesse ter sido importado para isso, pois o Omega 4,1 vendeu bem, mas não a ponto de se fabricar uma caixa dessas aqui.
      Não conheço esse câmbio Clark, mas não devia ter um trambulador de qualidade suficiente para veículos de passeio do nível do Omega. Falou em Clark, sempre vêm à cabeça aqueles engates antiquados, do tipo do Dodjão, Maverick, Opala, Chevette…

    • Diego Mayer

      Olha, sou membro do clube do Omega há mais de 9 anos e nunca vi um Omega 4.1 original quebrar a caixa manual. A caixa que apresenta problemas é a automática, mesmo assim, devido a falta de troca do fluido..

  • Geovane Paulo Hoelscher

    Que texto maravilhoso!
    Deixa feliz o entusiasta que gosta de veículo eficiente, prazeroso, funcional e prático.
    Mas deprime quem só quer ostentar.
    Sem contar que a mulherada adora as minivans!

    • MAO

      Geovane,
      Obrigado pelo elogio!
      Forte abraço!
      MAO

  • Thiago Teixeira

    Lojas que vendem acessórios para picapes vendem esses lastros em lona própria.

    • CorsarioViajante

      É o cúmulo da loucura né? Todo mundo lutando para diminuir o peso dos carros, para serem mais eficientes, consumirem menos, e a galera colocando LASTRO!

      • Ilbirs

        Se bem que nessas picapes (ou mesmo no Opala que você deu exemplo) há o problema de a traseira ser excessivamente leve em comparação à dianteira, o que justamente prejudica a tração em pisos com baixa aderência. Aí nem é questão de peso, mas de onde o peso deve estar para que não se torne um fardo.
        Peso em si é problema, mas quando bem equacionado acaba por vezes transformando dificuldade em facilidade, vide o conhecido exemplo do Nissan GT-R R35 e o uso de seu grande peso de uma maneira criativa.

  • Rogério Ferreira

    Ah, eu já tive um 206 1.4, e é só diversão na serra. Carrinho sensacional.

  • CorsarioViajante

    Texto muito legal, puxou vários ganchos com desdobramentos técnicos, divertidos, inteligentes.. Típico texto deste ótimo site!
    Nunca tinha pensado nestas diferenças entre chassis x monobloco, quando vi o exemplo da Kombi até arregalei os olhos…
    Eu gosto de veículos honestos (ou seja, cumprem o que prometem) e versáteis, pois só temos um carro na casa. Uma “van” como a Berlingo é legal pois não é grande demais por fora, e oferece usar o espaço interno de forma otimizada, transportar volumes grandes e/ou passageiros / animais. Acho que hoje a única que ainda é oferecida é a Dobló não?
    Quanto à questão da imagem, não vou mentir: minivans quando monovolumes como Scenic ou Picasso realmente me passam uma cara incômoda de “mom´s taxi”. Já no caso do Berlingo, Dobló e Partner e etc, pende mais para o lado “furgão de trabalho”, o que já não me incomoda.

    Engraçado que as picapes conseguiram conciliar a cara de carro para trabalho com um suposto “status” e etc… Vai entender!

    • Antônio do Sul

      Acho que a Renault ainda importa a Kangoo da Argentina.

      • CorsarioViajante

        Acho que só na versão furgão, que não pode levar passageiros.

    • MAO

      Corsário,
      Obrigado, que bom que gostou.
      Forte abraço!
      MAO

      • ricardo kobus

        MAO É muito complicada a manutenção do Berlingo?
        Compartilho da mesma opinião sua sobre esse tipo de veículo.

  • CorsarioViajante

    Reza a lenda que colocavam lastro também no porta-malas do Opala…

    • Lorenzo Frigerio

      Da Caravan.

  • Cara, era a coisinha mais linda esse furgãozinho.
    Bege, muito bem conservada.

  • CorsarioViajante

    Conheço estes caras! São aqueles que na reta costuram, não respeitam os demais veículos, ultrapassam na contra mão, e daí quando chega uma curvinha boba ficam lá para trás, o que deixa eles mais irritados para na reta costurar ainda mais, desrespeitar ainda mais, ultrapassar em local ainda mais perigoso, etc.

  • Leonardo Mendes

    Certa vez li uma matéria sobre o primeiro Kia Sportage onde dizia que os americanos gostavam de picapes (e veículos grandes em geral) porque lhes remetiam aos carroções que levavam os pioneiros a tentar uma vida nova no Oeste Selvagem.
    Essa sensação de pioneirismo urbano, de desbravador do asfalto (claro, além das excelentes e largas ruas e estradas de lá) são o “combustível” ideal para que picapes sejam uma visão tão comum naquelas bandas.

    No Brasil tem muita daquela coisa de “preciso de um carro pra viajar com a família” e as pick-ups meio que acabam suprindo essa necessidade – não por acaso a D20 Cabine Dupla cara quadrada era o veículo mais visto em 9 dentre 10 garagens da classe média no fim dos 80 e começo dos 90.
    Fora as questões de gosto pessoal mesmo, de ser um carro mais alto “que todo mundo respeita” e tal… eu mesmo sou fã confesso de pick-ups, se meu bolso as comportasse teria uma sem problemas.

  • MAO

    Rogério,
    O engraçado é que as picapes como a Amarok são muito boas em asfalto liso/cidade. Nas boas autoestradas como a Bandeirantes, são ótimas. Mas no chão ruim… Exatamente o contrário do que todos pensam.
    MAO

  • MAO

    Valeu!
    MAO

  • MAO

    FF,
    Valeu!
    MAO

  • MAO

    Diogo,
    Uma pena mesmo… Eu gostaria de comprar um Partner zero.
    Grato pelo comentário!
    MAO

  • MAO

    Bruno,
    A nossa, Argentina e injetada, deu muitos problemas quando nova. Mas é um carro parrudo sim, as mais velhinhas dizem ser inquebráveis!
    Abraço, e comente sempre!
    MAO

  • MAO

    Nada diferente de qualquer carro com mais de 10 anos de idade…
    MAO

  • Douglas

    Muito bom o texto! Sempre foi assim e sempre será!
    Você compra carro de dois jeitos…razão ou emoção!

    • MAO

      Douglas,
      Obrigado!

  • Danniel

    O meu 4.1 vai pra 20 anos com a caixa perfeita. Quem sofre com o torque são os acoplamentos de borracha (bolachão) do cardã com o diferencial.

  • MAO,

    “A gente se sente, mesmo sem nunca ter falado com ele, como velhos amigos.”

    Bem, isso sintetiza o que sinto em relação aos colunistas do AE, em especial a este que nos escreve este post. Isso é resultado da leitura ser tão agradável!
    Perdoe o excesso de liberdade…

    Eu nunca entendi a paixão repentina por picapes derivadas de carros, assim como não entendo a invasão dos “SUVEs” no desejo das pessoas “normais”. Tudo bem, eles também não entendem porque eu gosto de Uno, Chevette, Fusca, carburador de duplo estágio, injeções com cabo, etc..

    Faço também menção honrosa à Fiorino Furgão, que considero simplesmente genial!

    Obrigado pelo texto e grande abraço.

    • MAO

      Rodrigo,
      Obrigado pelos elogios! Valeu mesmo!

  • Fabio Toledo

    Sempre excelentes seus textos MAO! Funcionalidade sempre!

    • MAO

      Fabio,
      Valeu!

  • KzR

    Mais um texto incrível, MAO!
    Sendo um cara que convive com uma picape diesel há um bom tempo, concordo com a versatilidade superior de uma van e que ela seria útil na maior parte das atividades que realizei/participei com a picape. Fato é que a picape só agrada quando você não precisa de remover a capota ou quando transporta algo em dias não-chuvosos.
    Mas que a Colorado é linda, isso não se pode negar…

  • Daniel Girald

    Não vou ser hipócrita de dizer que não gosto de picapes e de alguns SUVs tradicionais, mas desde pequeno tenho algum interesse por vans. Se não fosse tão difícil importar um carro usado, eu ficaria tentado a trazer um Opel Combo da Argentina ou do Uruguai.