Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas PEUGEOT 2008, UM 208 ENCORPADO – Autoentusiastas

2008 B

A Peugeot lançou esta semana o 2008 fabricado em Porto Real (RJ) exatamente dois anos depois de apresentado no Salão de Genebra. Trata-se de um 208 encorpado, maior em todas as dimensões menos o entreeixos, mantido em 2.542 mm (na verdade 1 mm maior, mas pode ser erro na ficha técnica de um ou de outro). O comprimento é de 4.159 mm (208: 3.966 mm), largura 1.739 mm (1.702 mm) e altura, 1.583 mm (1.472 mm). Visualmente e dirigindo-o é apenas um hatchback um pouco maior, nada daquilo que se rotula hoje como crossover, suve e afins, e o resultado é um veículo bastante agradável e com razoável porta-malas de 355 litros.

São três versões, Allure, Griffe e Griffe THP. As das primeiras têm o mesmo motor EC5M do grupo PSA, 1,6 litro duplo comando 16V de 116/122 cv com sistema Flex Start Bosch de aquecimento do álcool, acoplado a câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro, enquanto o Griffe THP, como o nome diz, emprega o motor Prince fruto de parceria BMW-PSA usado numa variedade de modelos Peugeot e Citroën, e em MINI até o ano passado, e que recentemente passou a ser flex, aplicado inicialmente no Citroën C4 Lounge. Esse motor 1,6-l turbo de injeção direta é bem conhecido e valoroso pela sua eficiência ao desenvolver 173 cv. Todavia, é associado a câmbio manual apenas, de seis marchas, uma vez que a Peugeot alega não haver espaço para instalar o automático Aisin de seis marchas e o AL8 de quatro marchas não suportaria o torque do motor THP. Este motor especificamente não conta com nenhum sistema auxiliar para partida a frio quando com álcool devido unicamente à elevada pressão de injeção, 200 bar.

 

2008 C

Os preços, em reais, são:

Allure manual 67.190; automático, 70.390 (apenas 3.200 mais);
Griffe manual, 71.290; automático, 75.000;
Griffe THP, 79.590

O lançamento para a imprensa foi em Porto Seguro, na Bahia, e o percurso de teste foi entre este município e Santo André, num total de 130 quilômetros sobre vários tipos de piso, lama inclusive, o tempo estava chuvoso — me contaram, pois não compareci ao lançamento, e digo por quê: perdi o avião, por um motivo bobo. Como já venho usando o QR Code no telefone em vez do cartão de embarque impresso em casa, aconteceu que cheguei em cima da hora ao aeroporto (Congonhas) e a página da TAM não abriu, apesar de o Wi-Fi neste aeroporto ser forte nas duas conexões que fiz. Corri, então, ao balcão da empresa (algo longe) para obter o cartão impresso, mas já era tarde, disseram-me não ser mais possível embarcar por a porta do avião já estar fechada. Não havia alternativa de vôo, e assim mesmo só em Guarulhos. Fiquei muito chateado, claro.

Porém, lembra-se que estive numa apresentação prévia do 2008 em dezembro, a qual gerou a matéria sobre um engenheiro da PSA, o Cláudio Lobão, “Veloz (muito), mas nada de furioso”, que me conduziu num 408 Griffe THP com uma rapidez suavidade impressionante? Pois bem, nessa ocasião pude dirigir 2008 por várias estradas no entorno de Engenheiro Passos (RJ), inclusive de terra, desse modo compensando plenamente minha ausência no lançamento oficial.

Assim, posso dizer, com total propriedade, que o 2008 é um veiculo que agrada em cheio. Como eu disse, é um 2008 encorpado e do qual herda todas as boas características. A principal “herança” é o revolucionário quadro de instrumentos em posição elevada, visível por cima do aro do volante de direção, possível pelo pequeno volante achatado em cima e embaixo que mede na horizontal 350 mm de diâmetro e na vertical, apenas 330 mm.

 

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A boa solução do quadro de instrumentos visível por cima do volante

Fora o Griffe THP, toda a mecânica é 208, suspensão McPherson/eixo de torção, tudo, mas com a diferença de os freios traseiros serem a disco e os discos dianteiros serem maiores, de 283 mm de diâmetro ante 266 mm. O  maior peso, comparando versões Griffe manual, 1.205 kg versus 1.153 kg, motivou a bem-vinda mudança. Outra diferença é a maior distância mínima do solo no 2008, 200 mm, certamente bem maior que a do 208.

Portanto, o 2008 atende a quem quer passar o mundo dos utilitários esporte ou quase, sem sofrer as agruras de um carro muitas vezes inadequado para uso tipicamente urbano e, melhor, com comportamento de automóvel e com razoável diâmetro mínimo de curva 11,2 metros (pareceu-me menos).

O espaço interno é bom, nota-se a maior amplitude facilmente graças à maior largura da carroceria, sendo o espaço no banco traseiro bem razoável.

 

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Eu atrás “de mim” (foto feita na apresentação prévia em dezembro)

Dentro da categoria de veículo o coeficiente de arrasto aerodinâmico é muito bom, 0,35, com área frontal de 2,30 m², área frontal corrigida de 0,804 m².

Não há o que reclamar do desempenho.O das as versões de motor 1,6 aspirado câmbio manual a aceleração 0-100 km/h é 10,2/11,4 s e automático, 11,9/13,2 s, sempre na ordem álcool/gasolina. Velocidade máxima, 190/183 km/h e mais desfavorável com caixa automática, 177/171 km/h.

No Griffe THP, obviamente, a coisa muda bem: 0-100 km/h em 8,1/8,3 s e 209/206 km/h.

 

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Interior moderno e elegante

O consumo de combustível não foi informado e o tanque é de 55 litros.

Os pneus são 205/60R16 em qualquer versão e são do tipo baixo atrito de rolamento. Mostraram-se totalmente adequados ao tipo de carro, conciliando aderência longitudinal e lateral. O comportamento do 2008 é de automóvel e nada deve ao primo 208. Tudo está como deve ser, bem calibrado, inclusive a assistência elétrica da direção com indexação à velocidade.

O Griffe THP conta com controle de tração e estabilidade, chamado de Grip Control pela fabricante, com cinco modos de operação: normal, neve, barro, areia e ESP (controle de estabilidade) desligado. O modo passa para normal depois de 50 km/h.

 

DI_CAM12_N3_THP

Tela tátil integrada ao painel é de 8 pol.

O Grip Control engloba o controle de estabilidade, o ABS, a distribuição das forças de frenagem, o auxílio à frenagem, o controle de tração e o assistente de partida em rampa.

Todas as versões trazem tela tátil em cores de 7 pol integrada ao painel que permite controle do GPS, de mídia, de comunicação para o uso do Bluetooth, da configuração do veículo (data, unidades de medida de consumo, função “siga-me para casa”, entre outros).

Novidade também o MyPeugeot, aplicativo disponível a partir de maio para iOS e Android, para receber via Bluetooth informações da central multimídia e acessá-las da tela do smartphone. Será possível, por exemplo, acompanhar a autonomia, o consumo, distância e tempo dos trajetos e outras informações, inclusive quando deverá ser feita a próxima revisão.

O teto do 2008 Griffe é de vidro, panorâmico, com 0,6 m² de área, com cortina de acionamento elétrico.

Há cintos de três pontos retráteis para os três ocupantes do banco traseiro, mas não as esperadas fixações Isofix para bancos infantis por se tratar de um carro novo. Bolsas infláveis de cortina, só para o Griffe/Griffe THP, mas laterais há em todos.

O titulo desta matéria poderia ser “Mais um no bloco”, já que o 2008 se junta aos recém-lançados Honda HR-V e o Jeep Renegade  nesse formato de utilitário esporte compacto ou crossover, uma disputa que será interessante assistir, pois há os contendores Ford EcoSport e Renault Duster nela.

Pelo que andei, e me baseando no que o Josias escreveu sobre o HR-V, o Peugeot 208 está bem na parada, inclusive pelo seu desenho muito atraente, que acho o campeão de todos. Embora particularmente não me faça falta o câmbio automático na versão de topo Griffe THP, isso poderá afastar compradores que querem comodidade e, por que não, status.

BS

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • Fórmula Finesse

    Com motor turbo: um verdadeiro crossover esportivo…o diferencial (hoje em dia) da caixa manual será um deleite para um público alheio a esse tipo de carro.
    Vai afastar muitos, atrair poucos, mas esses…estarão bem montados! Por R$ 80 mil, é algo bem interessante face um Eco ou HRV (Renegade é de uma filosofia um pouco diferente), mas é claro que venderia bem mais com a adequação da caixa automática de seis marchas.
    FF

    • Lucas CRF

      Comentário perfeito, FF. Confesso que fiquei tentado pelo 2008, justamente pelo que mais andam criticando: motor turbo + cambio manual. Deve ser apaixonante. Pobres daqueles que acham que automático é simbolo de riqueza!
      Abraço
      Lucas CRF

      • Fórmula Finesse

        Para quem precisa de um pouco mais de espaço e uma suspensão mais parruda para o nosso velho e castigado asfalto – sem precisar abrir mão do prazer em guiar – parece ser uma bela opção.

  • Leonardo Mendes

    Há quem o chame, na rede autorizada, como “208 SW”, justamente por não ser tão parrudo como os rivais do segmento.

  • Viajante das orbitais

    Bem mais atraente que os suves, na minha opinião. O preço está bom, vai vender bem.

  • Rafael Ribeiro

    Pude vê-lo na rua dias atrás, e me chamou a atenção pelo estilo limpo e porte na medida para o trânsito atual. Na falta de peruas do mercado brasileiro, é uma opção interessante para quem não curte os Suves ou crossovers, por preço competitivo perante estes. Me chamou a atenção as diferenças de desempenho entre os motores 1,6 quando abastecidos com álcool ou gasolina, bem substanciais.

  • Mr. Car

    Bem bacana, se bem que hoje em dia eu preferiria mesmo um 208.

  • Boni

    Bons números de aceleração. Gostei!

  • Marcos Alvarenga

    Você disse CÂMBIO MANUAL + THP?

    Acabou ficando interessante. Sério candidato a meu próximo carro.

    Consigo vê-lo, pelo menos em fotos, mais como uma perua do que como um SUVe.

    Lamentável a opção de câmbio manual com motor moderno só existir por falta de espaço para o câmbio automático.

  • Rogério Ferreira

    Não é o meu perfil favorito de veículo, mas tomara que seja dessa vez Peugeot, como fã de marca, e ex proprietário de um competentíssimo 206 1.4, espero muito que 2008 venda bem e afaste de vez a má fase da marca no Brasil, que anda pagando muito caro pelo erros cometidos no passado. O 208 foi aprovado no teste de longa duração da Quatro Rodas.

  • Maurilio Andrade

    É uma pena o mercado “obrigar” os fabricantes a lançarem SUVs (ou pseudo SUVs) no lugar de peruas. Prefiria mil vezes uma 208sw ao 2008, uma Logan MCV (que até existe na Europa) ao Duster, uma perua Fiesta ao Ecosport e por aí vai.
    Quanto ao 2008, deve vender bem desde que o pós-venda da Peugeot melhore. Tive um 206 que deixou saudades, mas dificilmente compraria outro veículo da marca exatamente por causa do pós-venda.

    • $2354837

      Questão de sobrevivência…

  • Maurilio Andrade

    É uma pena o mercado “obrigar” os fabricantes a lançarem SUVs (ou pseudo SUVs) no lugar de peruas. Prefiria mil vezes uma 208sw ao 2008, uma Logan MCV (que até existe na Europa) ao Duster, uma perua Fiesta ao Ecosport e por aí vai.
    Quanto ao 2008, deve vender bem desde que o pós-venda da Peugeot melhore. Tive um 206 que deixou saudades, mas dificilmente compraria outro veículo da marca exatamente por causa do pós-venda.

  • Daniel S. de Araujo

    Bob, uma curiosidade: Como é a assistência e o esforço no volante dessa nova safra de Peugeots (neste caso o 2008)? Pergunto porque a empresa tinha a tradição de sistemas de direção requerendo maior esforço e foi uma das coisas que mais me chamou a atenção quando compramos o 207 daqui de casa.

  • Daniel S. de Araujo

    Bob, uma curiosidade: Como é a assistência e o esforço no volante dessa nova safra de Peugeots (neste caso o 2008)? Pergunto porque a empresa tinha a tradição de sistemas de direção requerendo maior esforço e foi uma das coisas que mais me chamou a atenção quando compramos o 207 daqui de casa.

    • Zelig

      No 206/207 ainda era assistência hidráulica. Hoje ficou mais leve com a elétrica.

      Se bem que o tipo de assistência não tem relação com a leveza. O Gol é bem leve (e de relação bem rápida, que teoricamente requer mais assistência para deixá-la leve); o Fit de primeira e segunda geração eram mais pesadas em relação ao padrão dos últimos anos.

    • Zelig

      No 206/207 ainda era assistência hidráulica. Hoje ficou mais leve com a elétrica.

      Se bem que o tipo de assistência não tem relação com a leveza. O Gol é bem leve (e de relação bem rápida, que teoricamente requer mais assistência para deixá-la leve); o Fit de primeira e segunda geração eram mais pesadas em relação ao padrão dos últimos anos.

  • Renato Mendes Afonso

    Carro bem bacana, e mesmo sem cambio automático para a versão THP, imagino que o 1.6 ainda seja suficiente para a grande maioria dos compradores, caso o câmbio seja razoavelmente acertado. Apesar de que 4 marchas a princípio parece pouco, mas é esperar avaliações mais sérias para ver.

    E até bom saber que não da para colocar THP + automático no 208, pelo menos diminui as chances de se fazer um 208 GT com esse câmbio.

    No aguardo pelo 208 GT.

  • Renato Mendes Afonso

    Carro bem bacana, e mesmo sem cambio automático para a versão THP, imagino que o 1.6 ainda seja suficiente para a grande maioria dos compradores, caso o câmbio seja razoavelmente acertado. Apesar de que 4 marchas a princípio parece pouco, mas é esperar avaliações mais sérias para ver.

    E até bom saber que não da para colocar THP + automático no 208, pelo menos diminui as chances de se fazer um 208 GT com esse câmbio.

    No aguardo pelo 208 GT.

    • Douglas

      Acho que deve vir logo.
      Não fizeram ainda porque o THP foi flexibilizado há pouco tempo e devem ter dado logo preferência ao 2008 que deve ter maior volume de vendas.

  • Erick

    A boa é comprar um THP, importar a suspensão do 208 GTI, trocar os pneus por 205/55 e ter um bom esportivo em mãos!

    • Douglas

      Essa dos pneus eu já tinha pensado.
      Na Europa com aro 16″ ele usa 195/60 ou 205/55.
      Aqui para ficar com jeitão de suve meteram o 205/60.

    • Ilbirs

      Uma possibilidade seria usar as molas do 2008 europeu, que rebaixam o carro em 35 mm, e passá-lo a usar nos 165 mm de altura livre do solo de lá, que ainda te deixam bem longe dos buracos, mas rebaixam o centro de gravidade e melhoram a aerodinâmica do modelo.

  • Ilbirs

    1) Creio que o 2008 vá seduzir parte do público por seu tamanho contido. Consigo imaginá-lo sobrerrepresentado em São Paulo, ainda mais se considerarmos que são 13 cm a menos que um HR-V e 15 a menos que um Duster. Quem mora em São Paulo já viu uma boa quantidade de ups! rodando no trânsito e é de se acreditar que seus bem aproveitados 3,60 m de comprimento estejam pesando bastante na compra;

    2) Esse carro é um SUV atípico, a exemplo do X1 da atual geração e seus 1,52 m de altura ou o GLA e seus 1,49 m de altura. Por vezes os segmentos têm produtos atípicos, como é o caso das minivans pequenas e a Livina, com seus 1,57 m de altura;

    3) Continuo achando estranha essa alegação da PSA de não haver automático no THP, tanto por já ter lido rumores de que a transmissão de seis marchas vem daqui a seis meses como também olhando as caixas em questão. É correta a alegação de que o AL4 não suporta o torque do THP, mas em relação às dimensões, tenho cá minhas dúvidas, como se pode ver pelo formato da caixa em questão:

    http://blogs.c.yimg.jp/res/blog-f2-c9/nado1298/folder/1597215/00/47598300/img_0

    http://alltomcitroen.files.wordpress.com/2014/03/al4.jpg

    Que se compare com a Aisin de seis marchas (AW TF-80 SC) usada na plataforma PF2 (C4 Lounge, 308 e 408):

    http://files.kotisivukone.com/vaihdelaatikko.tarjoaa.fi/nayttokuva_2012-04-19_kohteessa_12.43.19.png

    http://peugeot-408.ru/attachment.php?attachmentid=6953&d=1375126097

    O desenho da unidade com meia dúzia de velocidades parece-me até mais compacto que o da AL4. Infelizmente não achei as dimensões de ambas as caixas para saber se procede a alegação da PSA, ainda que tenhamos esse rumor de THP automático daqui a meio ano. Também temos de lembrar que a plataforma PF1 está em fim de ciclo de vida, sendo substituída a longo prazo pela EMP1, a estrear no próximo DS3;

    4) Ainda assim, creio que o THP responda por um número importante de vendas, considerando-se que a curva de torque bem plana “automatiza” qualquer transmissão manual. Imagino eu que esse veículo vá ter um estilo de pilotagem parecido com o que veríamos em Opala ou Galaxie manuais de três marchas: sempre se vai até a última marcha em qualquer situação e lá chegando, esquece-se a alavanca em tal velocidade, somente reduzindo-se quando houver algo muito extraordinário, com a diferença de aqui haver o dobro de marchas. Logo, vou acreditar que boa parte dos THPs vá também consumir menos que o divulgado com a metodologia do Inmetro, que sabemos ser bastante pessimista;

    5) Ainda quero conhecer o 2008 para saber se esse quadro de instrumentos elevado funciona de fato. No 208, parte dele fica obstruído pela parte superior do aro do volante e perde-se parte de sua utilidade, que aumentaria caso estivesse mais recuado;

    6) Se estou certo, esses 200 mm de altura livre são 35 mm a mais que no equivalente europeu, como se pode ver por aqui, para o qual divulgam 165 mm, bem como esta imagem da Peugeot inglesa com as dimensões divulgadas lá:

    http://www.peugeot.co.uk/media/showrooms/showroom-peugeot-2008-crossover-kppv3/medias/Visuel/Heading/Technology/Peugeot_2008_dimensions_width.jpg

    Logo, fica coerente com os 1.583 mm divulgados para cá;

    7) É possível que o 2008 THP surpreenda quem não estiver dando nada por um veículo de tração dianteira, a se julgar por estes vídeos europeus em que vemos o Grip Control em ação:

    Logo, somando-se ao fato de o modelo daqui ter 35 mm a mais de altura livre do solo e subsequentes ganhos em ângulos de ataque e saída, bem como vão central, creio eu que muito dono de Renegade 4X2 vai ficar atônito em ver um Peugeotzinho que ninguém dá nada de mais passando por umas voçorocas que ninguém acredita. Pode ser que esse veículo seduza alguns donos de Fiats com sistema Locker. E, como já disse em tom de piada em outros lugares em que comento, provavelmente os potiguares adoraram saber que o Grip Control tem a opção Areia, pois daria para fazer com certa tranquilidade o que dá para fazer com um Twingo:

    8) Há algo estranho na especificação da plataforma PF1 do 2008: seu diâmetro de giro de 11,2 m é igual ao do 208 do qual deriva. Os 11,2 m ficam mais normais no 2008 se considerarmos que ele calça quatro 205/60 R 16, mais largos e de maior diâmetro que os 195/60 R 15 ou 195/55 R 16 do 208. Porém, o mais estranho de tudo é que o C3 da atual geração, com a mesmíssima base, faz um círculo de 10,3 m de diâmetro, sendo que a geração anterior era penalizada com 11,3 m. Como é que a Citroën cortou quase um metro nesse quesito e a Peugeot não conseguiu isso?

    9) Gostei das informações do aplicativo MyPeugeot. Vai praticamente automatizar aqueles cálculos que fazemos quando abastecemos um carro sem computador de bordo. Seria interessante saber mais informações sobre o sistema, pois ele pode ter mais funções que essas divulgadas;

    10) Também acho que o 2008 poderá vender mais do que se está pensando a respeito. Vamos ver se teremos mesmo transmissão automática de seis marchas no 1.6 THP, a se contar pelos tais rumores de daqui a seis meses.

  • Ilbirs

    1) Creio que o 2008 vá seduzir parte do público por seu tamanho contido. Consigo imaginá-lo sobrerrepresentado em São Paulo, ainda mais se considerarmos que são 13 cm a menos que um HR-V e 15 a menos que um Duster. Quem mora em São Paulo já viu uma boa quantidade de ups! rodando no trânsito e é de se acreditar que seus bem aproveitados 3,60 m de comprimento estejam pesando bastante na compra;

    2) Esse carro é um SUV atípico, a exemplo do X1 da atual geração e seus 1,52 m de altura ou o GLA e seus 1,49 m de altura. Por vezes os segmentos têm produtos atípicos, como é o caso das minivans pequenas e a Livina, com seus 1,57 m de altura;

    3) Continuo achando estranha essa alegação da PSA de não haver automático no THP, tanto por já ter lido rumores de que a transmissão de seis marchas vem daqui a seis meses como também olhando as caixas em questão. É correta a alegação de que o AL4 não suporta o torque do THP, mas em relação às dimensões, tenho cá minhas dúvidas, como se pode ver pelo formato da caixa em questão:

    http://blogs.c.yimg.jp/res/blog-f2-c9/nado1298/folder/1597215/00/47598300/img_0

    http://alltomcitroen.files.wordpress.com/2014/03/al4.jpg

    Que se compare com a Aisin de seis marchas (AW TF-80 SC) usada na plataforma PF2 (C4 Lounge, 308 e 408):

    http://files.kotisivukone.com/vaihdelaatikko.tarjoaa.fi/nayttokuva_2012-04-19_kohteessa_12.43.19.png

    http://peugeot-408.ru/attachment.php?attachmentid=6953&d=1375126097

    O desenho da unidade com meia dúzia de velocidades parece-me até mais compacto que o da AL4. Infelizmente não achei as dimensões de ambas as caixas para saber se procede a alegação da PSA, ainda que tenhamos esse rumor de THP automático daqui a meio ano. Também temos de lembrar que a plataforma PF1 está em fim de ciclo de vida, sendo substituída a longo prazo pela EMP1, a estrear no próximo DS3;

    4) Ainda assim, creio que o THP responda por um número importante de vendas, considerando-se que a curva de torque bem plana “automatiza” qualquer transmissão manual. Imagino eu que esse veículo vá ter um estilo de pilotagem parecido com o que veríamos em Opala ou Galaxie manuais de três marchas: sempre se vai até a última marcha em qualquer situação e lá chegando, esquece-se a alavanca em tal velocidade, somente reduzindo-se quando houver algo muito extraordinário, com a diferença de aqui haver o dobro de marchas. Logo, vou acreditar que boa parte dos THPs vá também consumir menos que o divulgado com a metodologia do Inmetro, que sabemos ser bastante pessimista;

    5) Ainda quero conhecer o 2008 para saber se esse quadro de instrumentos elevado funciona de fato. No 208, parte dele fica obstruído pela parte superior do aro do volante e perde-se parte de sua utilidade, que aumentaria caso estivesse mais recuado;

    6) Se estou certo, esses 200 mm de altura livre são 35 mm a mais que no equivalente europeu, como se pode ver por aqui, para o qual divulgam 165 mm, bem como esta imagem da Peugeot inglesa com as dimensões divulgadas lá:

    http://www.peugeot.co.uk/media/showrooms/showroom-peugeot-2008-crossover-kppv3/medias/Visuel/Heading/Technology/Peugeot_2008_dimensions_width.jpg

    Logo, fica coerente com os 1.583 mm divulgados para cá;

    7) É possível que o 2008 THP surpreenda quem não estiver dando nada por um veículo de tração dianteira, a se julgar por estes vídeos europeus em que vemos o Grip Control em ação:

    Logo, somando-se ao fato de o modelo daqui ter 35 mm a mais de altura livre do solo e subsequentes ganhos em ângulos de ataque e saída, bem como vão central, creio eu que muito dono de Renegade 4X2 vai ficar atônito em ver um Peugeotzinho que ninguém dá nada de mais passando por umas voçorocas que ninguém acredita. Pode ser que esse veículo seduza alguns donos de Fiats com sistema Locker. E, como já disse em tom de piada em outros lugares em que comento, provavelmente os potiguares adoraram saber que o Grip Control tem a opção Areia, pois daria para fazer com certa tranquilidade o que dá para fazer com um Twingo:

    8) Há algo estranho na especificação da plataforma PF1 do 2008: seu diâmetro de giro de 11,2 m é igual ao do 208 do qual deriva. Os 11,2 m ficam mais normais no 2008 se considerarmos que ele calça quatro 205/60 R 16, mais largos e de maior diâmetro que os 195/60 R 15 ou 195/55 R 16 do 208. Porém, o mais estranho de tudo é que o C3 da atual geração, com a mesmíssima base, faz um círculo de 10,3 m de diâmetro, sendo que a geração anterior era penalizada com 11,3 m. Como é que a Citroën cortou quase um metro nesse quesito e a Peugeot não conseguiu isso?

    9) Gostei das informações do aplicativo MyPeugeot. Vai praticamente automatizar aqueles cálculos que fazemos quando abastecemos um carro sem computador de bordo. Seria interessante saber mais informações sobre o sistema, pois ele pode ter mais funções que essas divulgadas;

    10) Também acho que o 2008 poderá vender mais do que se está pensando a respeito. Vamos ver se teremos mesmo transmissão automática de seis marchas no 1.6 THP, a se contar pelos tais rumores de daqui a seis meses.

  • Zelig

    Que bola fora não poder ter o câmbio mais moderno. Mas duvido que teria o turbo manual se pudesse ter o automático, homologar duas caixas para vender a conta-gotas fica caro demais, e fábrica de automóveis não é entidade filantrópica, convenhamos. Vamos ver quantos dos que aqui queriam essa opção vão comprar…

  • Zelig

    Que bola fora não poder ter o câmbio mais moderno. Mas duvido que teria o turbo manual se pudesse ter o automático, homologar duas caixas para vender a conta-gotas fica caro demais, e fábrica de automóveis não é entidade filantrópica, convenhamos. Vamos ver quantos dos que aqui queriam essa opção vão comprar…

  • marcus lahoz

    Ao vivo achei que o tamanho lembra bem um Space Cross.

    Pena o câmbio de 4 marchas, um dupla-embreagem seria destaque na categoria. Se tivesse um câmbio diferente poderia pensar em trocar o 208 que temos em casa.

  • marcus lahoz

    Ao vivo achei que o tamanho lembra bem um Space Cross.

    Pena o câmbio de 4 marchas, um dupla-embreagem seria destaque na categoria. Se tivesse um câmbio diferente poderia pensar em trocar o 208 que temos em casa.

  • Carlos Ribeiro

    Só por curiosidade, esse 2008 vem importado aqui para o Japão com motor de 3 cilindros,1,2 litros com 82 cv e 12 m·kf de torque com câmbio automático de cinco marchas.

    • Ilbirs

      No caso, o câmbio usado no 2008 europeu é o ETG, um robotizado monoembreagem aperfeiçoado em relação ao anteriormente usado pela marca (CMP).

  • Lorenzo Frigerio

    (…) “a Peugeot alega não haver espaço para instalar o automático Aisin de seis marchas”. Ótimo. Agora ela pode contar a do papagaio. Imagina se uma empresa do porte da Peugeot cometeria um erro de dimensionamento desse naipe na plataforma. E se ela é a mesma do 208, o AT6 tem que servir. Mentira descarada, para insistir no erro crasso de marketing, o mesmo do Fluence GT só com câmbio manual.

    • Daniel

      Não existe 208 com AT6, nem mesmo na Europa.

      • Lorenzo Frigerio

        Então cometeram um erro crasso de projeto. Pois isso significa que até aposentarem a plataforma, ficará restrito ao AL4 que ninguém quer. É inacreditável. É por isso que não gosto de carro francês: bom para ver, mas não para ter.

        • Daniel

          Essa é a sua opinião. E sinceramente, duvido muito que você conheça bem os franceses.

    • Douglas

      O 208 também não usa o câmbio automático de 6 marchas.

  • Douglas

    Bob,
    Tem como conseguir as relações de marchas dos 3 câmbios? não achei em lugar algum.

  • Alisson Vechi

    Adorei, pena que passa do meu dinheiro. 🙁

  • Junior

    Parece mesmo um SW, talvez uma opção ao excesso de SUVs que estão nas ruas. Um diâmetro de giro de 11,2m complica um pouco para manobras em garagens apertadas. Agora, não ter cambio automático no topo de linha e uma falha mortal para o mercado brasileiro.

  • REAL POWER

    O 2008 entrega o que muitos sempre pedem. Um motor forte e um câmbio de 6 marchas manual. Comparando preços com possíveis concorrentes, o 2008 esta muito bem, principalmente quando não se quer um carro fantasiado de Jeep. Se a comparação for apenas o que se pode comprar com 80 mil, que tenha motor turbo + 6 marchas manual, creio não ter concorrente a esse 2008. A VW anunciou o SpaceFox completo a quase 80 mil!!!!!!
    Como já mencionado, esse carro bem que poderia ter a altura livre mais baixa, sendo então um ótimo modelo para que quer diversão ao volante. Quem sabe a Peugeot não faz uma versão puramente street, tornando o 2008 uma opção a consumidores que buscam mais esportividade e menos estradas de terra.

  • Bob Sharp

    Douglas
    Acha mesmo que de 55% para 60% em perfil faz tanta diferença?

    • Douglas

      Bob,
      Dá 10,25 mm de diferença.
      Só pela foto do carro já percebi logo que era 205/60, e lendo o texto veio a confirmação.

  • Bob Sharp

    Daniel
    A calibração da assistência é boa, cargas adequadas em todas as velocidades.

  • Bob Sharp

    Lorenzo
    Acha mesmo que a PSA erraria numa questão tão primária como essa? Fizeram o que queriam fazer, não devem sequer pensado num 6-marchas. Quanto a gostar e não gostar, não discuto; gosto é algo pessoal e nem sempre racional.

    • Lorenzo Frigerio

      Se o Onix, que é um carro de faixa de mercado mais baixa, tem o Auto 6, então das duas uma: ou a plataforma do 208 é a mesma do 206 com apenas uma bolha bonitinha, e querem mantê-la em fabricação por mais essa geração, ou foram míopes, mesmo. Ou então, mais provável, cometeram outro erro, o de encomendar um número grande demais de AL4, que precisam ir “desovando”. Então, não faria sentido mesmo alterar a plataforma para que o AT6 coubesse.
      Não sou um grande fã dos carros GM, mas a empresa tem essa visão de futuro e de múltiplas possibilidades e variações. São mais profissionais.

      • Ilbirs

        A plataforma do 208 (e também de C3, C3 Picasso/Aircross, DS3, 2008, 301/C-Elysée e Cactus) é a PF1, estreada na primeira geração do C3, lançada em 2002. Parte dela foi antecipada pelo 206, que usava também outra parte dos componentes da plataforma do 106.
        Obviamente que com o tempo a PF1 foi sendo aperfeiçoada e demonstrou competência bem grande para até hoje gerar produtos, como os mais recentes lançamentos de 2008 e Cactus, que estão em seu geral bem parelhos com a concorrência.
        Porém, a plataforma em questão está em viés de descontinuação progressiva, uma vez que a próxima geração do DS3 estreia a plataforma EMP1, ultraflexível que tudo leva a crer que servirá para subcompactos e compactos tal qual a EMP2 serve para tudo aquilo acima dessa faixa de tamanho. Logo, provavelmente não está valendo a pena continuar a investir na PF1.

        Também temos de levar em conta outros rumores sobre a PSA, como uma possível transmissão de duas embreagens sobre a qual já li alguma coisa. De repente poderia valer mais a pena montar tal transmissão do que uma Aisin de seis marchas e pode até ser que seja uma transmissão pensada para também ser montada na PF1, em que pese essa ser uma base a ser descontinuada com os próximos lançamentos de compactos do grupo francês.
        Ainda assim, como já havia comentado antes, olhei fotos da AL4 e da Aisin TF-80SC usada nos médios da marca e elas não me pareceram ter tantas diferenças dimensionais. A AL4 inclusive pareceu-me mais “caixotão” que a TF-80SC:

        https://alltomcitroen.files.wordpress.com/2014/03/al4.jpg

        Comparem com a japonesinha:

        http://newpic.jxnews.com.cn/0/11/09/41/11094174_677084.jpg

        Se olharmos a prateleira da Aisin, há também a opção da AW6F25, também de seis marchas e cujo veículo mais conhecido a usá-la é o Fiat 500 mexicano, sendo que recentemente a versão Abarth também passou a usá-la, em uma versão mais reforçada, com mais discos para suportar o torque de um T-Jet. Se formos olhar o torque, também não há tanta diferença assim entre a unidade da Fiat e o THP, uma vez que este último só tem 1,5 kgfm a mais (23 kgfm para o T-Jet, 24,5 kgfm para o THP Flex). Logo, essa transmissão poderia ter alguma possibilidade na PF1, ainda mais se considerarmos que ela foi montada em um cofre que nunca havia sido pensado para ela e que está funcionando bem (no caso, o da plataforma de Panda e 500). E esse cofre, como sabemos, também é apertadinho.

        Infelizmente não achei as dimensões de AL4, TF-80SC e AW6F25, pois isso ajudaria a elucidar bastante a questão. O que sei é que a plataforma PF1 é feita para abrigar motores de até 2 l, imaginando aí obviamente que se está falando de distâncias entre centros de cilindros e o tanto de largura do cofre que o comprimento de um motor transversalizado toma.

        • agent008

          Não aparece a imagem da caixa Aisin, no seu outro comentário também não consegui ver!

          • Ilbirs

            Tenho notado que está dando uns paus vez ou outra. Se bem que agora eu abri o comentário e estavam aparecendo tanto a AL4 quanto a TF-80SC.

        • Lorenzo Frigerio

          Ótima explicação, Ilbirs.

          • Ilbirs

            Nesta terça li a mais recente edição da Car & Driver Brasil e na seção de rumores há algo que corrobora aquele outro rumo que li em outras fontes sobre daqui a seis meses termos o 2008 THP automático de seis marchas: falam de uma reestilização do Aircross/C3 Picasso que viria acompanhada de caixa automática de seis marchas, sendo que lá a mencionam conciliada ao 1.6 16v FlexStart.
            Sendo essa minivan tão PF1 quanto o 2008, não haveria por que esse desenvolvimento ficar de fora do 2008. Agora fica a dúvida sobre se o câbio será o TF-80SC que conhecemos, o AW6F25 que especulei ou alguma outro.

      • agent008

        Acredito que a PSA fez nestes últimos anos, de tripas coração, pois estava à beira da falência, passando talvez pela mais grave crise de sua história. Ainda assim conseguiu com a linha “final 8” resgatar a sua tradição de carros com acerto impecável de suspensão, estáveis, confortáveis, muito prazerosos de guiar. Pelo que sei o câmbio Aisin de 6 velocidades não foi projetado para aplicação em compactos, e ao desenvolver a plataforma 208/2008 os franceses se viraram o máximo que puderam, com o que tinham em casa. Sei, por exemplo, que o 508 derivou da plataforma do 407, e digo que a evolução entre um e outro é absurda, quem dirige nem sonha que vieram da mesma base, ou seja, fizeram bem a tarefa de casa. Não sei se o 208 também deriva do 206/7, acredito que não. Se eu fosse eles, estaria empenhadíssimo em finalizar o desenvolvimento de uma caixa substituta da AL4/AT8, com pelo menos 6 marchas (se não 7 ou 8) apropriada para a plataforma do 208, e estaria fazendo isso pra ontem. Mas não sou a PSA e certamente tem algum motivo que faz com que esta caixa ainda não esteja disponível. Duvido que seja teimosia ou mesquinhez, pois eles têm assistido sua participação nas vendas no Brasil cair e certamente estão atentos a isso. Quanto à robustez da velha caixa de 4 marchas, hoje nesta geração nova (AT8) não incomoda mais, bastando seguir a risca o plano de manutenção…

        • Ilbirs

          O 208 é feito sobre a plataforma PF1, a mesma de duas gerações do C3 (estreou nesse modelo inclusive), C3 Picasso/Aircross, 301/C-Elysée, DS3 e, mais recentemente, 2008 e Cactus. No passado ficaram o 207 verdadeiro (o europeu), o C2 e o Pluriel.
          No caso do 206/207 brasileiro, ele tem uma especificação híbrida de plataforma, em que antecipou parte do que viria a ser a PF1 (como a possibilidade de usar motores de até 2 l da PSA), mas teve carryover de componentes originalmente usados no 106. Logo, podemos dizer que a PF1 surgiu de maneira gradual na PSA, sendo que a PF1 de fato só surgiu mesmo com o primeiro C3.

          Não é incomum que marcas europeias aproveitem plataformas até não dar mais e isso não é exclusividade da PSA. Temos o exemplo da Opel, cujo Astra A era basicamente um Kadett E com outra carroceria e, mais recentemente, temos o Corsa E, que na prática é um D com pesadas alterações. Na VW, temos o exemplo da PQ35, que já foi Golf V, passou a Golf VI e hoje em dia é conhecida por Jetta e Fusca. Lembremos que a MQB será reaproveitada com o passar do tempo, pois seu ciclo de vida previsto é de 12 anos. A sorte da PSA foi a de a PF1 não apenas ser uma boa plataforma e capaz de suportar bem as circunstâncias do tempo como também tem capacidade de ser aproveitada para coisas maiores que veículos compactos, como mostra o recém-lançado Cactus, que é menor que o C4 de segunda geração, mas internamente mais espaçoso que este, sendo que esse modelo é feito sobre a PF2.
          Também favoreceu a PSA o fato de ela há muito tempo fazer muitos carros sobre poucas bases. A PF1 abriga qualquer coisa de um 208 ou C3 até um Cactus ou, contando só pelo maior comprimento atingível, o 301/C-Elysée, enquanto à PF2 cabe qualquer coisa entre um 308 e um 408 ou C4 Lounge e a PF3 abriga 508 e C5, sendo que já abrigou também o C6. PF2 e PF3 serão substituídas pela EMP2, o que na prática significa que o grupo já leva para essa nova base uma experiência acumulada principalmente na PF2, uma vez que esta abriga variação de tamanho maior que a possível na PF3. Já a PF1 será substituída pela EMP1, a ser apresentada na segunda geração do DS3. Fora essas bases, na linha PSA só há mesmo aquelas compartilhadas com Mitsubishi, Toyota e Fiat, algo que pode mudar principalmente se levarmos em conta que a Sevel Nord (parceria com a Fiat) está para ser desfeita e obrigará a PSA a pôr as mãos na obra para suceder Partner e Jumper, uma vez que o Jumpy/Expert será feito sobre a EMP2.

          Em relação a uma caixa automática de seis marchas na PF1, já circulam rumores de que a PSA irá apresentar uma transmissão de duas embreagens, que de repente poderá já ter a PF1 entre as bases em que pode ser usada, uma vez que há modelos recém-lançados feitos sobre ela. Também não descartemos a possibilidade de a EMP1 já ter a Aisin TF-80SC entre as transmissões possíveis de serem montadas nela, ainda que por ora essa base não exista. Logo, vamos acreditar que o futuro de médio a longo prazo da PSA já esteja mais ou menos bem encaminhado ao menos no que tange às plataformas.
          Porém, há a questão imediata no grupo, ao menos no contexto brasileiro, que é a tal história de o 2008 THP não ter transmissão automática nem a AL4 suportar o torque dessa unidade. Lembremos que 2008 com a unidade turbinada de 1,6 litro só existe aqui no Brasil mesmo. Por ora, circula o rumor de que daqui a seis meses haverá o THP automático e que essa transmissão seria de seis marchas. O pensamento mais simples seria o de que a PSA brasileira de alguma forma conseguiu socar a TF-80SC no cofre e está apenas fazendo últimos acertos de chassi para que tudo fique certinho, uma vez que isso diminuiria o inventário das concessionárias e uma mesma peça poderia servir tanto ao 2008 quanto também a 308, 408 ou C4 Lounge.

          Mas, se supusermos mesmo que a TF-80SC não cabe no cofre da PF1 mas mesmo assim a PSA brasileira quer dotar o 2008 de transmissão de seis marchas automática, há outra opção na prateleira da Aisin, que é a AW6F25, cujo uso mais conhecido está no Fiat 500 mexicano. Essa transmissão recentemente também foi adaptada ao Abarth em uma versão com mais discos. A exemplo da PF1, a plataforma do 500 originalmente não era pensada para transmissão automática, mas a venda desse modelo na América do Norte acabou obrigando a que isso acontecesse no pequeno Fiat. E aí surgiu a tal outra opção da Aisin, que acabou sendo bem recebida. E, como sabemos, o cofre do 500 não é nenhum primor de espaço:

          http://image.motortrend.com/f/roadtests/oneyear/hatchbacks/1303_2012_fiat_500_sport_verdict/35372434/2012-fiat-500-sport-engine.jpg

          Mas, como a prática mostrou, cabe sim uma AW6F25 e sua meia dúzia de velocidades. Olhemos para o cofre da PF1:

          http://www.autonocion.com/wp-content/uploads/2013/05/motor-peugeot-2008.jpg

          A exemplo da plataforma do 500, é outro caso em que temos um motor que fica extremamente espremido no compartimento. Coincidentemente, há o fato de tanto 500 quanto os PSAs PF1 terem a bateria sobre a transmissão e uma extensão da parede corta-fogo na qual vão montados limpadores de para-brisa e grade de ventilação interna ser bem para a frente. Logo, poderíamos supor que a PSA brasileira pudesse ter a AW6F25 como salvadora da lavoura para esse caso (e, quem sabe, também dos outros modelos sobre a base, que ganhariam um argumento a mais no mercado e umas vendas conquistadas). Estrutura de manutenção para a AW6F25 já existe, uma vez que é usada em um carrinho que ficou razoavelmente comum em nossas ruas e isso significaria para a PSA largar em vantagem.
          Também há o fato de a AW6F25 suportar um bom tanto de torque, como mostra sua recente incorporação ao 500 Abarth mexicano. O 1.6 THP tem 1,5 kgfm a mais que o 1.4 T-Jet, o que me parece ainda estar em uma margem boa para essa especificação com mais discos. Logo, pode ser apenas questão de tempo mesmo para que o 2008 THP tenha versão automática, se o rumor estiver certo, e que só esteja mesmo ocorrendo o acerto do conjunto, uma vez que seis marchas automáticas nunca entraram no cofre da PF1.

      • 1) a plataforma do 208 é a do 207 europeu. O comprimento é que é um pouco menor em comparação ao 207 europeu.

        2) a AL4 é fabricada pela própria PSA.

    • Cristiano

      Bob, se não me engano o 406 V-6 usava a AL4, será que não suporta mesmo o torque do Prince?

      • O 406 V6 usava uma caixa de 4 marchas, mas não era a AL4, era a 4HP20, da ZF. A AL4 é um projeto conjunto entre PSA, Renault e Siemens. Essa caixa suporta um torque máximo de 23 kgfm, e o torque máximo do THP é de 24,5 kgfm.

      • Daniel

        Cristiano, se não me engano, a AL4 suporta torque máximo de 23kgfm. O Prince supera esse valor mesmo.

  • agent008

    Seria a 208 SW THP. Carro perfeito!

  • agent008

    Aí está um motivo que me faz pensar que um automático epicíclico novo, substituto da AT8, está a caminho. Se não houvesse, por que raios a PSA não aplicaria a CMP/ETA aqui no Brasil?

  • REAL POWER

    Pelo diâmetro de giro, creio que a Peugeot fez modificações para em breve oferecer com câmbio automático de 6 marchas. Vale lembrar que o 306 com câmbio de 6 marchas manual tem diâmetro de giro maior que o de versão de 5 marchas, devido a comprimento maior da caixa, exigindo modificações em caixa de rodas longarinas, se eu não tiver enganado.

  • Douglas

    Como conseguir as molas do europeu?

    • Optimus

      e bay

  • Alfredo Massaranduba

    Fiz o test drive do Griffe THP, olhe amigo, aqui entre nós, duvido muito que o cara dirija um, tenha dinheiro e não compre. Eu comprei na hora.

    • KVF

      Estou pensando em comprar também, mas não tinha o THP para test-drive. Te informaram quando estará disponível o kit multimídia com câmera de ré e TV? E o preço do kit? Estou de olho no THP também, me pediram o preço de tabela com tapetes e Insulfilm de brinde, mas pode ter mais na negociação. Você conseguiu mais algum de extra? Boa sorte com o carro.

  • Alfredo Massaranduba

    Respondi no ”
    #270 Backstage Exclusivo – Test Drive no Peugeot 2008″

  • joel junior

    Comprei um Griffe. Excelente carro, se comparar não compra outro, 72.000, 6 airbags, couro, multimídia, teto de vidro, sensores de estacionamento na frente e atrás, controle de velocidade de cruzeiro, faróis de LED, ar digital duas zonas, e um acabamento esplêndido!

    Tocada de hatchback, estabilidade incrível para um carro com centro de gravidade alto!
    no primeiro abastecimento só cidade 10 km/l, uma boa marca! acredito que melhore mais com uns 5.000 km

    No meu caso o automático não faz falta, mas realmente um de 6 marchas seria muito bom! Recomendo o carro