PERUAS DO BRASIL

Suprema  PERUAS DO BRASIL Suprema

Perua, veículo de uso misto no qual passageiros e carga coexistem em um  mesmo espaço. Pelo Código de Trânsito Brasileiro este tipo de veículo é definido como camioneta.

Fico pensando com meus botões o porquê de as peruas terem perdido força no Brasil, mesmo sendo inteligentes em sua concepção longilínea, confortáveis para passageiros e úteis para transportar pequenas cargas quando necessário, além de terem comportamento dinâmico de sedã ou hatchback, até melhor em alguns casos. Resposta imediata: os veículos utilitários esportivos tomaram o seu lugar.

Gostaria de divagar um pouco a respeito do SUV — sigla, em inglês. de sport utility vehicle.

Em primeiro lugar,  o que são veiculo utilitários?  São veículos com fins específicos, por exemplo, o Jeep e veículos assemelhados para uso das forças armadas, os tracionadores de reboques, os “caçambeiros”, as picapes, as plataformas “mulas” etc.

 

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Exemplos de veículos utilitários

Não vejo como o SUV possa se enquadrar na categoria de veículo utilitário.

E então me veio a idéia de traduzir SUV como “veículo de utilidade esportiva” em vez de “veículo utilitário esportivo”. Me parece mais lógico, pois utilidade esportiva denota passeios fora de estrada, trilhas, dunas, subida de morros etc, mais condizente com a aparente proposta do veículo. Conclusão óbvia,  SUV somente faz sentido com tração nas quatro rodas, no mínimo.

Eu não tenho esta pesquisa, porém fica a pergunta: quantos proprietários de SUV realmente o utilizam esportivamente ? O fato é que os SUV são grandalhões e de utilitários não têm nada. Gastam mais combustível, são sensíveis a ventos laterais, ocupam mais espaço no tráfego das grandes cidades, são mais pesados e de maneira geral o seu volume interno é pequeno relativamente ao seu grande volume externo. O que me parece é que  o proprietário de SUV se sente mais seguro pela posição  elevada de dirigir e querem status pensando em se valorizar com o tamanho e aparência do veículo.

A realidade é que as peruas perderam o embalo no mercado brasileiro.

Falando das peruas, a Vemaguet e a Jangada marcam minha lembrança de infância, principalmente a primeira, que fazia parte da família; minha tia possuía uma modelo 1961

 

1956 perua dkw  PERUAS DO BRASIL 1956 perua dkw

Perua DKW Universal 1956, o primeiro automóvel brasileiro, passou a se chamar Vemaguet a partir de 1960

 

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Vemaguet 1960

 

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Simca Jangada, de 4 portas, derivada do Simca Chambord, em seu lançamento no Salão do Automóvel de São Paulo de 1961

Outra perua de que tenho boas lembranças é a Belina que tive contato já como engenheiro da For- Willys em 1971. Derivada do Corcel, tinha muito espaço interno e era muito robusta de maneira geral. Lançada em março de 1970 em três versões de acabamento, Básica, Luxo e LDO (de luxury decor option), esta última chamando a atenção pelas faixas laterais imitando madeira, detalhe emprestado das station wagons americanas, as antigas woodies das décadas de 1940 e 1950.

A Belina tinha linhas muito agradáveis com as estrias de reforço do teto ajudando em estilo jovial. Com o banco traseiro abaixado dava acesso a uma plataforma significativa com 1,77 m de comprimento, 1,22 m de largura e 0,85 m de altura completando o bom volume interno.

 

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Belina “woody” 1970…..Lindona!

Tenho más lembranças dos problemas das cruzetas das semi-árvores de tração, que deram muita dor-de-cabeça a engenharia da Ford. Demorou muito para resolver a fragilidade das cruzetas que tinham graves problemas de quebra e desgaste prematuro. Somente em 1974/75 as problemáticas cruzetas foram substituídas pelas modernas juntas juntas homocinéticas semelhantes às do Passat 1974.

Problema muito mais sério foi o desgaste prematuro dos pneus dianteiros por incorreção dos valores de convergência do sistema de direção e que originou o primeira convocação para reparo brasileira (ver minha matéria a respeito no AUTOentusiastas).

Como a Ford ainda não tinha campo de provas no Brasil, os testes de durabilidade eram realizados em Mato Grosso do Sul, em rota pré-determinada, junto da divisa com o  estado de São Paulo. Mantínhamos dois engenheiros residentes e um grupo seleto de pilotos de prova e técnicos na base MT, como a chamávamos. Como curiosidade, a comunicação entre MT e o Centro de Pesquisas em São Bernardo do Campo era feita via potente rádio PY, ligado 24 horas por dia, recebendo e transmitindo informações em tempo real.

Outro problema relevante foi o desgaste prematuro das buchas dos tensores  do eixo traseiro, porém prontamente resolvido com a mudança do composto de borracha, aumentando sua dureza e a constante de elasticidade.

 

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Suspensão traseira mostrando as buchas dos tensores (indicadas pelas flechas) que apresentavam desgaste prematuro e duravam pouco

 

Com a chegada do Corcel II em 1977 veio também a Belina II com suas linhas desenvolvidas no túnel de vento do Centro Técnico Aeroespacial em São José dos Campos.

 

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Belina II no túnel de vento do CTA

 

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Belina II em teste pela revista Quatro Rodas

E em 1982 era vez da perua Scala, baseada no recém-lançado Ford del Rey, em 1981, com todo o luxo que tinha direito, como bancos de veludo navalhado, cintos de segurança retráteis, trava elétrica das portas, comando elétrico para os vidros, rodas de liga leve, console no teto com o inusitado relógio digital com mostrador azul, e aquele quadro de instrumentos com iluminação amarela e azul que dava inveja de tão bonito. Parecia um cockpit de avião.

Embora o Dey Rey tivesse as versões, duas e quatro portas, a Scala foi lançada somente com duas.

A Scala continuou coexistindo com a Belina até o final de produção do Corcel II em 1986.  Dai em diante a Scala passou a se chamar Belina Del Rey

A Belina em suas três gerações foi produzida de 1970 até 1991, quando foi descontinuada. Foram 21 anos de sucesso.

 

Ford-Scala-1985-650x494  PERUAS DO BRASIL Ford Scala 1985

Del Rey Scala, propaganda de seu lançamento

 

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Painel muito chique todo iluminado, tinha até manômetro do sistema de lubrificação do motor

 

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Relógio digital no console do teto

 

81-84 rodas-del-rey-ouro  PERUAS DO BRASIL 81 84 rodas del rey ouro

Rodas de liga com bonito desenho e a mesma fixação por três parafusos, característica Renault herdada do primeiro Corcel

Depois que a  Simca Jangada foi descontinuada em 1967, nenhuma outra perua de quatro portas foi produzida no Brasil até a chegada da moderna e inovadora perua VW Santana  Quantum em 1985, derivada do sedã Santana.

Perua moderna, espaçosa, confortável e com bom desempenho,  foi divisor de águas no segmento

 

vw quantum  PERUAS DO BRASIL vw quantum

A bonita Santana Quantum com suas quatro portas

E a Ford somente teve uma nova perua em 1992 já no período da Autolatina, a Ford Royale,  lançada somente com duas portas, mas basicamente a Quantum com algumas diferenças cosméticas.

 

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Ford Royale com suas duas grandonas

Vou contar uma pequena história. Certa vez voltando de viagem tomei um táxi e o motorista falava todo orgulhoso que sua perua Royale era muito mais confortável que a Quantum e que as suspensões da Ford faziam a diferença. Então falei ao motorista que as suspensões da Royale e da Quantum eram exatamente iguais até o último parafuso. Incrédulo o motorista não aceitou o que falei, Ford é Ford em conforto e acabamento disse ele.

Por aí o leitor pode ver como a marca tem influência direta na mente do consumidor.

As outras peruas vou deixar para uma próxima matéria, especialmente a rainha de todas, a Chevrolet Omega Suprema, mostrada na foto de abertura.

Espero que o modismo SUV seja passageiro e que as peruas voltem a fazer parte do cotidiano dos brasileiros.

Encerro a matéria com uma homenagem à Audi, com sua perua Rs 4 Avant, perfeita para quem quer status com funcionalidade — e desempenho exuberante.

 

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Audi RS 4 Avant

 

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Audi RS 4 Avant

 

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Audi RS 4 Avant

 

CM

Créditos: Audi.com – flickr – quatro rodas – delreyghia.blogspot.com.br – arquivo pessoal do autor – bestcars.uol.com.br – ultimatecarcollection.com

Sobre o Autor

Carlos Meccia

Engenheiro mecânico formado pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) em 1970, trabalhou 40 anos na Ford brasileira até se aposentar. Trabalhou no campo de provas em Tatuí, SP e por último na fábrica em São Bernardo do Campo. Dono de amplo conhecimento de automóveis, se dispôs a se juntar ao time de editores do AUTOentusiastas após sugestão do editor Roberto Nasser.

Publicações Relacionadas

  • Não tem como não se emocionar com as fotos do quadro de instrumentos e do conjunto relógio/cronômetro e luzes de leitura do Del Rey, duas das peças mais lindas que tivemos nos carros brasileiros.
    Meccia, poderia nos contar sobre a Corcel Van? Acho que foi a pioneira desse conceito no país, ou estou enganado?

    • R.

      O Del Rey tinha um dos painéis mais bonitos e completos da nossa indústria… Mesmo considerando os carros produzidos atualmente.
      Para mim, só perdia para o maravilhoso painel do Alfa 2300 Ti4. Esse sim era fantástico!

  • Daniel S. de Araujo

    Belo texto, Carlos Meccia!

    Como não lembrar da Scala Ghia de 1985/1986 que vinha com ar-condicionado e direção hidráulica? Isso para não se esquecer que foi o primeiro nacional a vir com pneus de perfil baixo (195/60R14) numa época dominada pelos 185/70R13! Único pecado da linha Del Rey Scala/Belina: faltava-lhe motor para tocar o ar-condicionado e a direção hidráaulica (e fora aquelas mangueiras malucas do sistema de arrefecimento das versões com ar).

    Saudades da Quantum, um grande carro, grande, espaçoso, que cabia a família inteira e tinha 4 portas! Era uma delícia viajar de Quantum! Aos mais abonados, tinha a Caravan Diplomata e seus 4,1L. A Parati, a Marajó, a Ipanema, apenas para lembrar de mais algumas peruas. Aliás, a Marajó foi o meu primeiro carro e foi ela quem me ensinou a dirigir carro com motor dianteiro, cardã e tração traseira!

    Parece que sou de um tempo que não voltará mais. As peruas foram abandonadas em prol das minivans e essas, agora em nome dos SUVES, que não mais representam carrões grandões mas até EcoSport virou SUV!

    Mais uma vez, belo texto Carlos!

    • Lucas CRF

      Caro Daniel,

      creio que o primeiro a vir com pneus de perfil baixo foi o Escort XR3, no final de 83, com o 185/60 R14 . Depois, o Gol GT em 84. Em 85, já tínhamos mais: Passat Pointer, Santana CG, Monza SR, lembando que os dois últimos usavam 195/60 R14.

      Abraço

      Lucas CRF

      • Daniel S. de Araujo

        LucasCRF

        Na verdade me expressei mal: O primeiro carro de luxo (não sendo de apelo esportivo). Já o Santana CG sempre usou 185/70R13. Somente o GL a partir de 1987 vinha com o 195/60R14 enquanto o GLS conservou os 185/70R13 (um contra-senso).

  • Piero Lourenço

    Acho que a última perua nacional foi a Renault Grand Tour… Na época com um excelente preço e conteúdo…

  • Jad Bal Ja

    Essa Ford Royale com 2 portas foi uma das coisas mais bisonhas do mercado brasileiro, errou feio a Ford a não perceber que a ojeriza brasileira aos carros de 4 portas já tinha passado. Virou rapidamente um grande mico.

  • gpalms

    Meu pai tinha uma Belina 2, e me lembro até hoje o dia que entrei na Scala dourada de um tio mais abonado… Que acabamento!! O relógio azul do teto, junto com a iluminação de mesma cor do painel de instrumentos me hipnotizou… Era pequeno, já louco por carros, e ainda posso sentir o cheiro daquele carro novo e a textura do veludo!
    A propósito, meu sonho de consumo automotivo atual é a Passat Variant…

  • cleyton faria

    Ótimo texto Carlos, também torço para que acabe logo essa tara por SUV, não tem lógica usá-los em vias asfaltadas, ‘e uma influência do mercado americano, assim como as horríveis rodas enormes e cromadas. Para mim, roda grande serve para acomodar disco de freios maiores, saudades de quando a influência do nosso mercado era europeu.

    • Lorenzo Frigerio

      Dependendo da dimensão dos pneus, você pode ter discos maiores. São os pneus que seguram o carro, não os discos. Hoje em dia, as rodas são grandes, mas é modismo. O que define o tamanho dos discos, nesse caso, é o peso do carro, e os sistemas de freios atuais são bons, sem necessidade de upgrade.

      • cleyton faria

        O que define o tamanho das rodas normalmente são os freios, não os pneus, pois apesar de ser raro nada impede de um pneu ter aro de diâmetro pequeno e largos, como o caso de alguns Countach que usam 345/35R15 na traseira. Como o sistema de freio normalmente vai dentro da roda por economia de espaço e ventilação, quando se necessita de maior eficiência de frenagem pode se utilizar pinças com mais pistões, pastilhas com maior área de contato ou material mais macio e aumentar o tamanho do disco.

      • Domingos

        É verdade isso, mas disco grande dá toda uma outra característica à frenagem. E é bem mais barato colocar discos maiores que encher de pistões ou materiais exóticos nas pastilhas…

  • Leister Carneiro

    Meccia, sou fã de Corcel e Del Rey( derivados) , fui criado neles. O último lançamento de perua legal foi da Parati G3, a 2-L 16v e a turbo eram muito bonitas. Poderiam voltar.

  • Mr. Car

    Meccia, mais um grande post, especialmente para um fã de peruas (ou stations), como eu. Essa Belina “woody” eu também achava lindona, bem como a Jangada. Quanta coisa tivemos, neste segmento: Jangada, Vemaguet, Belina (I e II), Scala, Royale, Caravan, Marajó, Ipanema, Quantum, Parati, Tempra SW, Suprema, Panorama, Marea Weekend, Elba, Grand Tour, 206 SW, 306 SW, Xsara Break…faltou alguma? Agora estamos órfãos (ou quase, já que para mim, a Livina é uma perua) destes práticos veículos de uso misto, confortáveis, e com comportamento igual ou bem próximo ao de um carro de passeio. Pena.

  • Esse relógio da linha Del Rey era um charme. Lendo essa matéria fiquei com mais saudade ainda da minha Caravan 85. O problema do RS 4 é que o motorista não pode se empolgar depois de ir ao supermercado, principalmente se não gostar de omelete.

  • Diego Clivatti

    Sou muito fã do Del Rey, mas a Belina Del Rey é meu sonho de consumo, pena não ser fácil achar alguma inteira, por sua robustez foi utilizada como carro de trabalho/lazer pelos agricultores da minha região, principalmente na primeira década do nosso século, quando seu valor de compra já havia baixado e, no mais das vezes a manutenção só era feita quando algo quebrava, minha única mágoa foi nunca ter achado uma posição de dirigir em que eu pudesse visualizar todo o painel.
    PS: Heresia ou não, desejo uma com o 1,8 da VW, o CHT é ótimo, mas falta fôlego.

  • Mr. Car

    Em tempo: e claro, foram feitas artesanalmente e tiveram um número reduzidíssimo de exemplares, mas é bom lembrar a versão station do Passat nacional, bem como a do Monza, e a que ficou melhor entre elas três, a do Maverick.

  • Thiago Teixeira

    Esses carros, Del Rey, Corcel, Belina e derivados, me lembram muito minha infância com meu pai, que nas décadas de 80 e inicio de 90 fazia serviço mecânico para reforçar o sustento da família (e com muito orgulho digo que ele sempre foi muito honesto, o que esta difícil ver hoje). Eu o ajudava com as ferramentas e nos parafusos, coisas mais simples (não era exploração infantil nem escravidão e eu só tinha uns 10 anos). Era a dupla, carinhosamente apelidada de Professor Pardal e Lampadinha. Mas no fim eu acho que mais atrapalhava que ajudava. A Quantum também me traz boas lembranças.
    Esse painel completo do Del Rey é um espetáculo. Não cabe hoje a maioria dos carros visto que muitos dos motorista não sabem interpretar suas funções. Tem gente que não consegue tirar proveito nem de um conta-giros.
    As homocinéticas internas da linha Corcel/Del Rey continuaram a quebrar mesmo depois da correção, talvez em menor escala, não sendo necessário intervenção do fabricante. Eu mesmo quebrei algumas apenas em saída normal de sinal.

  • Lucas

    Falou de Belina logo me vem na mente eu e meus primos, lá por 1989, 1990, todos com menos de 10 anos, no “chiqueirinho” (o porta-malas) da Belina dos pais deles. Quanta farra!! Que infância!! =)

  • Fabio Vicente

    Carlos, elogiar suas matérias é redundância.
    Atualmente sou dono de uma perua. Adoro de paixão meu carro, é confortável, robusto, confiável. A suspensão é firme, do jeito que eu gosto, e durante o rodar percebe-se que é um carro pesado, mas nada que desabone o bom comportamento. Um inconveniente é a frente muito baixa, que raspa em qualquer local minimamente inclinado ou mais elevado, e em alguns casos impede até acessar algumas garagens dependendo do angulo de inclinação da rampa. Trafegar em ruas sem asfalto? Só depois de analisar o trecho, pois dependendo do tamanho do buraco, o carro nem passa…
    De uns meses pra cá, mais necessariamente, 2 meses, passei a defender as suves ou carros com suspensão mais alta: em dias de chuva, trechos com alagamento vêm se tornando frequentes nas ruas brasileiras. E eu me deparei com um desses. Cadê a coragem para atravessa-lo? O que poderia haver por debaixo de tanta água? E o risco de ocasionar um calço hidráulico, por não saber exatamente a profundidade? E ainda por cima, formou-se uma fila enorme atrás do meu carro. Somente depois que um Tucson passou pelo trecho – e percebi que daria para transpô-lo, apesar do medo – é que prossegui.
    Esses argumentos seriam inválidos em qualquer país do mundo, mas como nesta terra parece que a banana come o macaco, fico na dúvida se vale a pena ser dono de um carro “normal”… É complicado.

  • Renato

    Eu também sempre fui fã de peruas, conseqüência do gosto de meu pai, que teve algumas Belinas. Sensacionais.

    Mas, me parece, que estamos chegando a alguma boa solução para esta questão.

    O novo HR-V já não é tão alto. Comparando com o Fit são apenas 51 mm a mais e contra o Civic são 136 mm. Considero dimensões mais interessantes que os 1.696 mm do EcoSport.

    Renato

  • Marcos Namekata

    Suvês não são utilitários… Faz todo sentido. A maior utilidade delas hoje é relacionada a status, e não a utilidade como eficiência como meio de transporte. Utilitário mesmo são a Toyota Bandeirante, carregando aquilo que não poderia ser carregado de outra forma a lugares onde veículos comuns não chegariam, ou a Kombi, que é capaz de levar seu próprio peso em carga.

    • Domingos

      Boa!

  • Rafael Ribeiro

    Belo texto! As peruas sempre foram minha preferência, pela versatilidade Tive Escort SW, Palio Weekend, Toyota Fielder. Tenho agora um CR-V. O que comprar hoje 0-km? Fiquei quase órfão.

  • Fórmula Finesse

    O que faltava em motor, espaço no banco traseiro, acesso e comportamento dinâmico na Belina, sobrava em cuidado dos materiais do interior, qualidade da manufatura, painel bonito, completo e em imagem de carro macio e durável. A versão de 1.781 cm³ a álcool riscou da lista acima o primeiro item: era até divertido soltar abruptamente os 98 cv declarados sobre borracha tão macia e estreita dos pneus GPS2 (se não me engano); era grito de pneu de segunda para terceira – ajudados pela nova e rápida caixa de câmbio – um cenário até tão improvável para um carro tão civilizado e “careta”.
    Precisaríamos de mais Belinas (e Caravans, e Paratis, e Marajós etc) hoje em dia!
    FF

  • João Carlos

    Essa história com o taxista é o que muitas vezes lemos e ouvimos todos os dias sobre carros. Ô negócio para reunir achismos e mitos esse tal de automóvel!!

  • Para mim peruas sempre foram mais interessantes.

    Mas Meccia, uma pergunta: acho que a Scala foi até 1986, por que o modelo 1985 da Scala já tinha grade dianteira e faróis iguais aos últimos Del Rey(pode ser que esteja errado…). não é 1986 em vez de 1983?

    Aliás como você trabalhou na Ford, você sabe que a Renault 12 Break e a Dacia 1300 Break tiveram quatro portas, por que a Belina nunca teve quatro portas como asa suas irmãs? Questão de projeto?

    De fato, uma perua é bem melhor que um SUV (nada contra quem tenha) por exemplo, a maioria dos utilitários esportivos tem porta-malas bem pequeno, ao passo que peruas sempre tiveram porta-malas grandes e isso era bem melhor para acomodar bagagem.

    E outra, vocês nunca experimentaram colocar o motor 2,3 no Del Rey?

    • XRS250,
      Já corrigi o texto para 1986 .
      Muito obrigado.

  • Wagner Bonfim

    Sobre o fim dos modismos, principalmente dos SUVs, SAVs, e qualquer que seja a nomenclatura, picapes em versões 4×2 com uso predominantemente urbano, atualmente uma preferência inexplicável de muitos, segue meu reforço: tomara!

    Em relação a Royale ter ajustes de suspensão mais favoráveis ao conforto, até ler este artigo também acreditava nessa lenda.

  • agent008

    Grande Meccia, que maravilha lembrar das stations mais queridas do Brasil. Falo em station pois sempre costumava dizer que meu sonho era ter uma perua, diziam não entender se era um carro ou uma mulher. (rs) No caso da Royale, era puro efeito psicológico ou está tinha bancos mais macios que a Quantum? Sendo diferentes estaria aí a explicação para o pensamento do taxista… Afinal, lembro que o XR3 branco da mãe tinha bancos bem mais macios que o Gol GL do pai. Abraço

  • Silvio

    CM,

    As suspensões podiam ser iguais entre Quantum e Royale, mas os bancos da Royale/Versailles eram muito superiores aos da VW, tinham regulagens de lombar, eram espetaculares. O tecido dos bancos também eram mais bem escolhidos, em casa tivemos 2 Versailles (GL 1.8 e GLX 2.0), e dirigi muito a quantum de um amigo (CLi 1.8). O bom acabamento Ford só deixava a desejar naquela mascara de plástico que circundava o painel, e apresentava um vão considerável em quase todos os Versailles e Royale que já vi.

    • Domingos

      Banco bom é algo maravilhoso. Pena que aparentemente ninguém liga para isso, até andar em um carro com bons bancos.

      A GM tem feito um baita trabalho nisso. Do Agile em diante só saiu carro com banco bom.

  • Matheus Ulisses P.

    Excelente texto, como sempre!
    Simplesmente encantadora essa Belina estilo “woody”! De uma simplicidade e elegância amável!
    Carlos Meccia, se a Focus Wagon européia estivesse a venda por aqui ela honraria o legado da Scala/Belina?

  • Marcelo Bales

    Na minha infância viajei muito nas Belinas do meu pai, inclusive uma verde Wood, além de uma amarela. Já entre meus carros, o mais inesquecível foi minha Quantum Sport vermelha 90, que mantive por anos. Era sensacional.

  • Marcelo Altomare Carreiro

    Ótimo texto…em relação à Scala, aquele interior todo em veludo marrom era de um tempo em que a Ford era símbolo de excelente acabamento interno. Ela se queimou um pouco neste quesito quando começou a fabricar os carros em Camaçari, sem preocupação com materiais e qualidade nos encaixes…foi-se embora a boa fama.

  • Rogério Ferreira

    Mais um brilhante texto. Como a Scala era caprichada! Se não era a melhor do segmento, era a mais confortável. Com o motor AP, a partir de 1989, ganhou desempenho sem perder em consumo. Eu também pactuo com a idéia de que o consumidor comum, ao preferir SUVs às peruas, está pagando mais por um veículo tecnicamente pior, em todos os aspectos: maior peso, pior aerodinâmcia, menor desempenho, maior consumo, menor estabilidade, e mesmo espaço, com as dimensões externas ampliadas Se peso e altura significasse segurança, os caminhões seriam os veículos mais seguros do mundo. Aponto ainda uma desvantagem dos grandalhões, mas é apenas uma suspeita a ser confirmada: Num eventual atropelamento de pedestre, causado hatch, sedan ou perua em baixa velocidade, o perfil baixo e em cunha da frente, projeta o corpo da vítima para cima do veículo, e chance de sobrevivência será maior. já num SUV, ou picape média, com seus para-choques elevados, há grande chance da vítima parar abaixo do veículo e ser esmagada pelas rodas. A Nora que gosta estatísticas, poderia nos confirmar essa suspeita. Mas isso é assunto para outra pauta. Bem interessante essa questão psicológica envolvendo Quantum e Royale, se bem que nunca achei a Quantum dura… É o VW mais macio que já existiu. Agora, Sr Carlos, nos confirme: O mesmo acontecia em outros pares da Autolatina? Meu pai tinha um Escort MK5 e na mesma época eu tinha um Logus, Achava o Ford muito mais macio e confortável que meu psedo-VW, o mesmo eu percebia entre Verona e Apollo… imaginava que amortecedores e molas tinham calibrações diferentes, para agradar a ambos perfis de consumidores, sendo que os da VW preferiam suspensões firmes, e os da Ford, já apreciavam conforto e molejo. Será nestes casos também não existiam diferenças, era só psicológico? E por falar nisso, quando puder, nos presenteie com artigo sobre o desenvolvimento do Logus e do Pointer, um dos projetos mais interessantes da Autolatina. Um abraço.

    • Victor

      Rogério, tenho que discordar deste trecho: ” Se peso e altura significasse segurança, os caminhões seriam os veículos mais seguros do mundo.” As leis da física são irrevogáveis. Não sei se você costuma ver as notícias sobre acidentes rodoviários da sua região, mas por aqui (SC) é geralmente assim: “Colisão entre caminhão e carro (tal), os ocupantes do carro morreram no local, o motorista do caminhão não se feriu com gravidade”. Não há quantidade de air bags que proteja satisfatoriamente os ocupantes de um veículo pequeno numa colisão contra um veículo pesado. É fato. Não há marketing que consiga ludibriar a física.

      • Rogério Ferreira

        É interessante Victor, Não se trata de questionar leis da Física. Acho curioso como as pessoas só pensam na colisão frontal, e as vezes usam tal argumento como pretexto para adquirir um veículo alto, e se sentir “fortalecido” no trânsito. Analisando sobre essa sua ótica, (um tanto simplista, me desculpe) deveria ser proibido andar de motocicleta dado a desigualdade de massas. É muito fácil perder o controle de um caminhão carregado. Se você pensa que se trata de um veículo grande e se sair da pista nada acontecerá ao caminhoneiro, te digo que depende muito! Perdi um colega, um grande amigo meu, padrinho da minha filha: perdeu o controle do caminhão que saiu da pista, arrancou uma árvore. Como era um Ford Cargo, a galhada atravessou o enorme pára-brisa e o dilacerou dentro da cabine. A grande energia cinética a ser dissipada só complicou as coisas. Se ele estivesse num bom automóvel, escaparia com ferimentos leves, ou até ileso. A segurança veicular é, sobretudo, a capacidade de controlar um veículo em situações de emergência. É a estabilidade, a capacidade que ele possui de contornar uma curva sem perder a aderência. E já que estamos falando de Física, vamos falar dos dois fatores físicos mais importantes para a segurança de um veículo do que seu tamanho: centro de massa e centro de gravidade. Quando mais elevado for, mais precária será a estabilidade e é neste ponto que os caminhões são os veículos mais instáveis que existem, sobretudo quando estão carregados, e especialmente quando a carga se move (como, por exemplo, grãos) alterando a todo momento, o centro de massa do conjunto. Em menor grau, o mesmo se aplica à estabilidade de um SUV. Por mais que tenha a engenharia aperfeiçoada, sempre será inferior a de um hatch ou de um sedã, pelo simples fato de que estes possuem centro de massa gravidade próximo ao solo. Assim, quem compra SUV pensando em segurança está cometendo um grande equívoco. E voltando à questão da colisão frontal, e reiterando a questão que tamanho não é documento quando se trata de automóvel, imagine se você pudesse optar em estar numa Duster e ou num up! que estão prestes a colidir de frente. Em que carro você gostaria de estar? Eu sinceramente, preferia estar no pequeno VW. Sei que nele as minhas chances de sobreviver ao acidente serão maiores.

        • Fabio

          Se o Duster bater de frente no up!, sem dúvida prefiro estar no Duster. A diferença de massa é muito grande, de modo que os ocupantes do carro mais leve, mesmo que seja um modelo moderno e seguro, levarão a pior.

          • Domingos

            Entre outros motivos, é por isso que carro muito leve não é bom para as ruas.

  • Mineirim

    Saudades da minha Scala Ouro 84… Era azul Marselha com bancos e carpete cinza claro. Realmente luxuosa.

  • WSR

    Meu carro é uma Parati. A paixão por Parati nasceu ainda quando criança, em 1984, quando vi uma branca no trânsito, enquanto esperava para cortar o cabelo no segundo andar de um prédio que não existe mais.

    Meu pai teve uma Marajó 89 e o único “defeito” dela era não ter um motor mais potente como o do Monza. Mas eu curtia a suspensão dela, que não era muito dura.

    Meu avô materno teve uma Caravan Comodoro 81 zero-km na cor bege e meu pai teve a sorte de ficar um tempo com ela, inclusive tendo viajado do Espírito Santo para Alagoas. Sabe o que mais me chamava a atenção nela? O cheiro de carro novo que era característico dos Opalas da época.

  • Silvio, concordo com a sua observação, os bancos fazem parte da impressão de conforto do veículo, embora não sendo tão significativos como as suspensões.

  • agent008,
    Os bancos da Royale eram mais confortáveis.
    Concordo que os bancos, além das suspensões, influenciam a sensação de conforto do veículo.

  • Wagner Bonfim, é lenda realmente

    • Daniel S. de Araujo

      Meu avô, um fervoroso cliente Ford, dizia que mesmo sendo um projeto VW, “Ford era Ford”. E de fato a Royale GL 2L dele tinha um interior com aparência mais refinada que a Quantum CL/GL.

  • XRS250,
    Na época era moda os veículos de duas portas. A maioria dos consumidores brasileiros não gostava de quatro portas.

    • Obrigado Meccia! Então era questão de mercado apenas e mais nada. Ah, então nesse caso não é culpa da Ford brasileira.

      • Guilhermino

        Coisas da época em que brasileiro achava que carro quatro portas “parecia táxi”. E, no entanto, quantos táxis de duas portas circulavam por aí…

        • Lamentável, mas Ford poderia ter diferenciado a Scala com quatro portas.

          Mas, enfim, a cabeça do brasileiro é assim, infelizmente muitos carros poderiam ter quatro portas e acabaram gerando casos curiosos como o do Chevette exportado em CKD com quatro portas para os países vizinhos, sendo que duas portas só foi vendido aqui de 1978 a 1988 e é bem raro.

          Mas enfim a primeira perua de quatro portas da Ford acabou sendo a Royale que na verdade é uma Quantum com emblema da Ford.

  • XR250,
    O texto quer dizer que quando o Corcel II foi descontinuado em 1983, a perua Scala continuou no lugar da Belina até 1991, quando também foi descontinuada.

    • Agora me perdi de vez, mas o Corcel não saiu de linha em 1986? Na linha 1985 ele não ganhou o face-lift? Com dianteira igual do Del Rey? (pouca coisa é verdade). Ah, tá, no caso a Scala passou se chamar Belina Del Rey e foi até 1991. mas enfim Meccia, bacana o seu post.

    • Meccia, foi mal. agora entendi a Scala virou Belina Del Rey, valeu pelo post! esqueça meu erro! rsss. mas a pergunta da duas portas, agradeço por ter me respondido, aliás eu sempre ficava doido “Por que a Belina nunca teve quatro portas” e aí quando vi a Renautl 12 Break e a Dacia 1310 Break tomei um choque, mas agora você me citando, foi coisas do mercado brasileiro, aí é culpa do mercado brasileiro e não da Ford.

  • Mr.Car,
    Você sempre agregando valor aos posts !
    Obrigado

  • Jad Bal Ja,
    Concordo que a Ford errou em não lançar a Royale 4-portas

    • Mauro Cesar

      Trabalhei em uma empresa de material médico no final dos anos 90 e meu chefe tinha uma Royale Ghia 4-portas comprada da frota da Ford com 5 mil km. Era o carro mais completo que havia, até teto solar elétrico! Este modelo chegou ao mercado ou ficou só para uso interno? Andei muito nela e lembro do conforto até hoje.

    • Holandês Louco

      Acho que foi imposição da VW…

  • Rodrigo

    Alguém conhece a perua Mégane GT 220 que a Renault vende na África do Sul, Austrália e em alguns outros mercados? Sonho de consumo. Poderiam pensar em trazê-la, ao invés do Mégane R.S., que parece ter subido em cima do muro em função da alta do dólar. Seria uma concorrente do nível da perua Golf, mas com câmbio manual de 6 marchas. Pense num Fluence GT perua com 40 cv a mais e 34 mkgf de torque. Carro de imagem, mas garanto que teria seu público.

    • Bruno

      Não conhecia essa Mégane Gran Tour 220. Fantástica!

      Para mim nem precisava disso tudo. Uma perua Fluence seria muito bem-vinda na minha garagem.

    • Domingos

      A polícia francesa usa uma versão da Mégane SW com a parte mecânica e de suspensão do Mégane R.S.

      Já pensou que delícia? Melhor ainda, as rodas são as do Mégane R.S. só que com cor de roda mesmo e não pintadas de preto. Quando eu vi quase parei para tirar foto.

  • Cadu Viterbo

    Ainda temos a Passat Variant com seu belo 2.0T. Acabamento e requinte impecáveis!
    E o Golf Variant vem aí

    • Rafael Malheiros Ribeiro

      Adivinhou meu desejo de consumo: Golf Variant!

  • Cadu Viterbo

    Belo texto!
    Tenho carinho por peruas por herança. Meu pai teve Elba 1,6, Escort Zetec SW e Marea Weekend 2,4
    Hoje sou fã incondicional das “funerárias”

    Mas a deusa do Olimpo para mim é a RS 6!

    • Luciano Miguel Santos

      Também tenho boas lembranças, meu pai teve uma Variant II Marrom, Belina Scala 86 Prata, Marajó 86 Dourada e a ultima foi uma Elba CSL 93/94 Azul 1.6 à álcool, essa eu aproveitei bastante porque dirigi muito ela, um bom acabamento, um painel de instrumentos lindo com o conta-giros do lado direito, painel igual ao do último Uno 1.6R, aliás o mesmo motor também, um carro visto na época como de tiozão, meus amigos na época começaram a ver o carro de forma diferente porque eu gostava de pisar e fazer o motor girar até o inicio da faixa vermelha do conta-giros, lembro que de 5.500 rpm à 6.000 rpm os traços da escala eram amarelos, lógico que não era um carro top da época mas agente fazia andar, aliás meu pai também gostava de acelerar, o velho manja da “tocada”, nas saídas de farol ele cansou de levar muito carro mais potente, trocava da primeira pra segunda muito rápido sem deixar o giro do motor cair muito…..tantas histórias, agente lê as histórias das pessoas e vamos levantando no backup, nessa Elba já viajamos 1.900km em 22 horas de São Paulo à Bahia, eu tinha 16 anos e não dirigi na estrada, após essa viagem ele passou a fazer acupuntura por 1 ano porque ferrou a coluna de tanto ficar sentado dirigindo.

  • Roberto Alvarenga

    Salvem as peruas!! Só sobrou a Palio Weekend…

    • Roberto Alvarenga
      E que mudou de nome, agora é Fiat Weekend.

      • Bob, com todo respeito a GM mudou o nome para Classic e até hoje eu chama ele de Corsa Classic, sempre chamei o Uno Mille de Uno Mille e a Palio Weekend, para mim vai continuar sendo Palio Weekend,

        Os fabricantes e seus “marketeiros”.

        • XR250
          E o VW Passat CC agora é VW CC….

          • Bom eu continuo chamando ele de Passat CC. afinal me acostumei assim e não vou mudar. é brincadeira como os fabricantes brincam com a gente…

          • XR250
            Concordo!

          • Eu mesmo chamo essa estratégia de “engana-bobo” a Fiat por exemplo chamava o Uno antigo de Mille, mas todo mundo sabe que ele é um Uno, quer esconder o quê? O mesmo caso da Palio Weekend, o mesmo caso do Corsa (dá para chamar assim, já que o Corsa C se aposentou) e do Passat CC que agora é CC, qualquer um sabe que é o Passat CC.

          • Domingos

            Também acho uma bobagem tremenda. Fora que o nome completo costuma soar melhor, Corsa Classic era melhor que só Classic.

          • Concordo! é bem melhor assim do que apenas Classic. e do caso do Uno Mille. Palio Weekend e Passat CC a mesma coisa.

      • Daniel S. de Araujo

        Bob, parece que a Fiat matou a Weekend pelo que escutei de um vendedor da marca…

    • Bruno

      Tem também a SpaceFox.

      Meu sonho de consumo é uma perua média, na plataforma Civic, Corolla, Jetta… Espero que quando eu trocar meu carro daqui a uns 10 anos eu tenha uma alternativa desse nível.

      Existe a possibilidade do Golf Variant. Vamos ver se a VW lança mesmo por aqui.

    • CorsarioViajante

      E SpaceFox. O 2008 também tem mais ares de perua fortinha que de SUV urbanóide.

  • Matheus,
    São épocas diferentes. Realmente o Focus faz por merecer todos os elogios

  • Thiago Rocha

    É uma pena mas creio que as peruas não voltem mais ao gosto do consumidor. Em minha opinião é o tipo de carroceria ideal para um carro e também o que deixa as proporções mais bonitas.

    • Lucas

      Tenho um amigo que tem dois filhos pequenos, um de 3 anos e outro de uns 6 ou 7 meses. Como é possível imaginar, nas viagens deles transportam muitos brinquedos, por vezes volumosos, e outros tantos apetrechos das crianças. Ele está bastante chateado com o Corolla XRS (!) dele por ter dificuldades de acomodar tudo no carro. “Se fosse uma perua era só tirar o tampão” diz ele. Se lamenta de não mais encontrar uma boa perua para comprar no nosso mercado. Gostaria muito que houvesse uma Fielder da geração do Corolla dele, mas não há. E suve ele também não quer, pois sabe dos problemas que as acompanham e porque teria que vender um braço e um olho para ter uma….

  • Tessio R R Bonafin

    Tento diariamente diminuir meus preconceitos, em relação a tudo. Inclusive aos SUV´s. Mas está difícil…rsrsrs.

    No fim de semana fui à Honda conhecer o HR-V. É bonito, verdade, mas absurdamente caro pelo que oferece. Fiquei alí, durante minutos, olhando o HR-V e um Civic ao lado e pensando: como tantas pessoas em sã consciência (??!!), por puro status e modismo, deixam de comprar um sedã médio para comprarem um carro menor e tecnicamente inferior, pelo mesmo preço?!! Citei o Civic simplesmente por não existirem mais peruas médias no Brasil com preços acessíveis. Muito provavelmente a Golf Variant vai custar uns 100 mil.

    Há três anos aluguei um Focus SW na Alemanha. Show de bola. Essa foi a última vez que guiei uma perua. Como queria poder comprar uma daquela…

    • Fórmula Finesse

      O HR-V oferece muito mais espaço interno que o Civic, basta sentar no banco traseiro. Tecnicamente não fica a dever também – se compararmos as duas versões com motor 1.8 – e o HR-V é competente nas curvas (falando na tão propalada dinâmica ruim dos crossovers; coisa de antigamente), e seu limite dificilmente será atingido pelo motorista comum.
      Carro por carro, em versões ntermediárias/equivalentes…não vejo vantagem em um Civic, que terá ainda que lidar com estradas de péssimo pavimento.

      • Tessio R R Bonafin

        Tem razão, concordo com você. Mas meu caro, quando você entra nos dois carros é notório, ao menos pra mim, a maior qualidade, solidez, espaço lateral e conforto do Civic. Afinal, o sedã é um carro médio, e o SUV é compacto – e ambos cobram o mesmo preço, esse é meu ponto.
        Mas é questão de gosto. Abraços!

      • Domingos

        Bom, o Civic é um carro. E um senhor carro. Certas coisas só se sentem pelo bom senso ou na sensação mesmo.

        Corro um certo risco aqui pois ainda não dirigi o HR-V, mas o Civic é delicioso de dirigir. Duvido que o HR-V seja similar.

  • Fat Jack

    Minha perua predileta na adolescência era a Parati, que conseguia como poucas unir as qualidades de perua e estilo jovial, lembro que meu sogro teve uma GLS (salvo engano 1983, aquelas ainda sem ponteiro indicador de temperatura do motor, mas com conta-giros) era fantástica…
    Eu tive 2 peruas, tão concorrentes quanto distintas: Caravan Comodoro 4.1 90 e Quantum GL 2.0 91 (carroceria antiga), ambas extremamente confortáveis, velas e velozes, mas o que se faz com a VW com uma das mãos não se faz na GM nem com as duas, sendo a VW muito mais agradável e menos cansativa em longas viagens…
    A Ford abdicou de muitos modelos para o mercado interno, entre ele a perua Escort, que poderia ter concorrido com a Parati e nos tempos de Autolatina conseguiu dar dois belos tiros no pé: optou por um sedan médio 4 portas, o “que vendia” era o 2 portas (Verona/Logus) e por uma perua grande 2 portas, o que vendia era a 4 portas (Royalle/Quantum), sempre fui “Fordeiro” mas acho o painel dos Versailles e Royale desleixado, era uma mistura de tipos e tamanhos de botões de Escort, de Santana, dando a impressão de que haviam pego o primeiro que encontraram nas prateleiras e também poderia ter recebido um volante mais bonito, não?(vide foto)
    Durante algum tempo sonhei com uma Suprema, que na sua época certamente deve ter sido espetacular.
    Os SUV’s invadiram o mercado devido a maior proporção de motoristas mulheres, que claramente preferem este tipo de veículo por entenderem estar mais seguras (?!?!).
    Não vou dizer que sou órfão das peruas, pois gosto também de sedans, mas que ficaria feliz se elas retomassem o seu devido lugar no mercado interno, é certeza!!

    • J Paulo

      Viagem sua, a linha Versailles/Royale é linda, e o painel também. Vida longa aos Versailles!

      • Fat Jack

        Compare com o dos Santana/Quantum, todos “falam a mesma língua”, a Ford deveria ter optado por desenvolver uma nova linha de botões, ou usar todos da linha Escort, repare na diferença entre os acionadores do vidro elétrico e os demais a esquerda do volante, são totalmente destoantes… Quanto as alterações externas concordo com você, neste sentido sempre preferi os Ford aos VW desta linha

  • LC

    Tenho a esperança e a suspeita que a perua Golf, se não vier com preço muito absurdo, vai dar uma sacudida no segmento

    • Lucas

      Tomara!!

  • Enno Höchli

    Prezados amigos do “autoentusiastas”, parabéns pelo site, sempre trazendo textos excepcionais. Gostaria apenas de comentar que me junto aos saudosistas dos modelos tipo “perua”, às vezes com o mesmo comprimento do modelo sedã, mas com maior espaço interno e melhor visiblidade traseira para manobras. Aqui em casa temos uma Parati GL 92 cinza andino que, por motivos de problemas de saúde da proprietária, ficou guardada na garagem desde 98 (tem 10.000 Km rodados). Nos aventuramos a recuperá-la, e ficou perfeita, a um custo muito menor do que o esperado (se fosse um um carro mais moderno, com toda a eletrônica embutida, talvez o custo fosse inviável…). O único problema é que ela ainda está com a “placa amarela” e o Detran está dificultando demais, já estamos batalhando há mais de um ano e nada…Já me falaram que não vale a pena, para mandar para o ferro-velho etc., mas é um carro tão bom que eu não me conformo…Abraços!

    • Aldo Jr.

      Enno, acredito que você não deve desistir. Apesar de o modelo não ser um clássico, com essa quilometragem é uma raridade! Particularmente nunca fiz, mas já vi vários casos em que se trocou a placa amarela pela cinza, sem grandes dificuldades. Não sei qual o caminho que tentou mas, como tudo no Brasil, talvez seja o caso de entregar a um bom despachante que o problema se resolve. Porém, se nada der certo, você ainda consegue vender o carro com as placas amarelas mesmo, por um bom valor. Isso se você mesmo não quiser deixar como um carro de curtição, para pequenas voltas de final de semana. Por favor, se for para mandar para um desmanche, me avise que eu me candidato a ficar com ela! Parabéns pelo carro e abraços;

      • Enno Höchli

        Olá Aldo, obrigado por sua resposta! Só explicando o caso um pouco melhor, minha tia comprou a Parati zero-km, por meio de consórcio e sempre pagou todas os impostos em dia. A propriedade continua sendo dela (apesar dela não dirigir mais, pois sofreu um AVC), apenas precisamos da mudança de município (de Araruama para o Rio) e da atualização da placa. Entregamos o caso a um despachante que nos foi bem recomendado. A princípio, ele não viu dificuldade. No início de 2014, chegamos a fazer a vistoria, levando de reboque, e a Parati foi aprovada com louvor. Aí, o tempo foi passando e eu era informado de que o Detran ainda não dera resposta. No final do ano, o despachante me chamou para devolver os documentos e dizer que ele desistia, pois o cadastramento de veículos com placa antiga estava suspenso. Eu acho muito injusto, a gente vê tanto carro em situação muito pior sendo regularizado (tem gente que consegue até tirar documento de carro roubado…). Bom, eu pesquisei e parece que podemos entrar com um recurso junto ao Detran, então vamos tentar isso. Às vezes minha tia perde a paciência e diz que vai fazer doação ao museu da VW, em Wolfsburg… Se a gente realmente desistir e decidir vender, você terá preferência! Abraços!

  • R.

    Meu pai teve uma Belina II prata 81 como a da foto.
    Era um carro bem macio e bastante luxuoso por dentro…
    Viajamos para o sitio levando muitas malas, um periquito e um cachorro, que iam bem acomodados no porta-malas..
    Eu era moleque e aprendi a dirigir nela.. Pegava as vezes estradinhas vazias na região de São José no interior paulista…
    Claro , sempre com meu pai ao lado, dando valiosas dicas…
    Ô, saudade!

  • R.

    Carlos Meccia
    Seus textos são muuuuuito bons!
    Me faz sentir como se estivesse trabalhando, na época, nos departamentos de engenharias das fábricas de automóveis!
    Incrível!
    (rs)

  • Mr. Car

    Lembrei mais algumas: Escort SW, Corsa Wagon, e Toyota Fielder. Se for mais lá para trás, e desconsiderar que ao contrário de muitas das mais recentes, não tinham um comportamento dinâmico “de carro” propriamente falando, podemos colocar Amazonas, Veraneio, e Rural nesta lista. Ou não?

    • Lucas

      Na minha opinião, não. São altas, com chassi separado de carroceria, derivadas de picapes, estão mais para ancestrais de SW4, Trailblazer e afins.

      • Mr. Car

        Sim, existem estas características, mas que eu me lembre, também eram chamadas de peruas em suas épocas.

        • Guilhermino

          Na época não existia a designação SUV.

  • Mr. Car

    Off-topic: Não sei vocês, mas eu, meio maluco, trago comigo até hoje uma fantasia de criança. Toda vez que vejo uma foto antiga como esta da Belina “woody”, fico imaginando se fosse possível “mergulhar” nela, e como que por algum portal de tempo e espaço, estar diante dela, 0km, entrar, fuçar, sentir o cheirinho de carro novo, ligar, e sair dirigindo no colorido e bem menos complicado trânsito de 1970, vendo os lugares como eram então, he, he!

    • Lucas

      E melhor ainda se fosse possível fazer esse mergulho a bordo de um De Lorean hehehehe

    • Domingos

      Faria uma Belina Woody com um Zetec 2.0 enterrado nela. Seria uma viagem no tempo interessante.

      Em algumas coisas evoluímos, ao menos até o começo dos anos 2000…

  • Meccia, acho que você se equivocou, o Corcel II foi fabricado até 1986 e não 1983.
    E ainda em 1986 havia Scala:
    http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-634680314-folder-raro-ford-del-rey-scala-86-1986-87-1987-cht-_JM

    Abraço!

  • Renato Mendes Afonso

    Ótimo post CM, “camionetas” para mim, é o que há.

    Aguardando a matéria sobre o Chevrolet Suprema.

  • Eduardo Sérgio

    O Corcel II foi produzido até 21 de julho de 1986. Observem inclusive na foto oficial abaixo, com a inscrição “Corcel 86” na placa.

    • Antônio do Sul

      Carlos A. e Eduardo Sérgio, vocês estão corretos. Conheço um Corcel II 1986, só que versão L (o da foto me parece ser o GL), de único dono, com cerca de 70.000 quilômetros rodados. Na linha 85, Del Rey, Scala, Corcel e Belina ganharam aquelas frentes “bicudas”, menos aletadas (e com barras mais grossas) para os primeiros e com mais aletas para os primos pobres, que só eram vendidos nas versões L e GL. Na linha 1987, a Belina se tornou a perua Del Rey, nas opções L, GL, GLX e Ghia, e o sedan ganhou duas versões mais básicas, L e GL.

      • Aliás eu também levantei isso, pouco antes e estava certo!

        Obs: o Meccia já corrigiu, talvez ele estivesse com 1986 na cabeça e escreveu 1983, isso é coisa comum de acontecer.

  • Cesar

    Meccia, esse painel do Del Rey me lembra um outro Ford (?): o Aero 71 que meu pai teve, que tinha um painel completo.

  • Cezar Rodrigo Lopes

    Sou um feliz proprietário de uma Jetta Variant 2011. Aguardo ansiosamente a Golf Variant.

  • Carlos A.

    Carlos, gostei muito do texto. Realmente esse painel completo e o relógio no teto eram muito interessantes. Só um detalhe: abaixo da foto da Belina II em teste pela revista Quatro Rodas, existe a informação no texto que o Corcel II foi produzido até 1983. Que eu me recorde a produção foi até 1986 correto?

    • Carlos A.
      O Corcel II foi produzido até 1986. O texto já está corrigido. Obrigado.

  • Maurilio Andrade

    Além de preferir peruas a qualquer outro tipo de carroceria, principalmente aos suves, tenho algo sentimental e saudosista por elas.
    Entre 1975 e 1986 meu pai teve 6 Caravans, sendo que a última ficou na família até 1997.
    A GM Caravan fez parte da minha infância e juventude. Era em uma que viajamos para o litoral do Espírito Santo todos os anos, foi em uma que aprendi a dirigir (com apenas 12 anos), era o carro onde namorei muito, e por aí vai.

  • Antonio Carneiro

    Ótimo Post: lembrei imediatamente da Citroën C5 Tourer. Quase compro uma!

  • RoadV8Runner

    Eu simplesmente não me conformo pelo fato das peruas terem sido praticamente extintas aqui no Brasil. Sou fã incondicional delas e, até meados dos anos 1990, era razoavelmente farta a lista de opções, já que todos os principais fabricantes as ofereciam. SUV sequer cogito ter algum dia na vida… (a não ser que sejam a única opção de transporte sobre quatro rodas disponível).
    Gostava muito da Scala, principalmente dos modelos até 1984, antes do facelift que deixou a frente um tanto quanto pesada visualmente (perdeu a harmonia das linhas anteriores, na minha humilde opinião). O interior desses modelos era um desbunde, a começar pelo painel muito bonito e terminando no interior bege claro. O tecido navalhado dos bancos é um capítulo à parte na história de interiores automobilísticos no Brasil. Para mim, somente a Ford ofereceu tecido tão agradável ao tato. O único porém da Scala era o desempenho modesto, já que o valente pré-CHT não tinha como fazer milagres. Mas dava para melhorar o desempenho como um amigo fez com sua Belina 1985: instalou o cabeçote do Escort XR3, aumentou um pouco a taxa de compressão e alterou a giclagem do carburador para a nova condição do motor. Era notório o melhor desempenho, mantendo o consumo (de álcool) praticamente inalterado.
    Eu tive um Caravan 1988 por 10 anos (me arrependo até hoje de ter vendido!). Rebater o banco traseiro abria espaço para um belo latifúndio com 1,95 m de comprimento. Quase o troquei pelo Omega Suprema, mas devido à necessidade de carro menor, não rolou (outro certo arrependimento que me bate…)

  • Lorenzo Frigerio

    Tirando as exóticas Audi, a Passat Variant é há anos uma perua muito bonita. Deve ser um belo carro de se ter.
    Mas nacional, não tem nenhuma.

  • tadeu augusto de oliveira

    Boa noite a todos. Excelente texto. Parabéns!
    Vamos então a mais algumas histórias. Meu primeiro “emprego remunerado” foi numa cantina aos 17 anos, fazendo de tudo, mas principalmente entregando marmitex de bicicleta ( usava uma daquelas mochilas “tubulares” pretas da Gatorade e algumas vasilhas de plástico….levava umas 6 por vez….pedalava igual um doido e na hora mais quente do dia! era uma loucura..por 65 reais por mês, em 2000).
    E o que isso tem com a matéria? É que o meu chefe tinha uma Quantum marrom e um Del Rey azul… não faço idéia de ano e tal… mas eu usava os carros para fazer algumas entregas de grande volume em empresas …sem habilitação, óbvio. Adorava os dois carros. Coisa mais deliciosa de dirigir… o Del Rey super confortável e a Quantum mto robusta, resistente. Tenho excelentes lembranças daquele tempo de muito trabalho e aprendizado, porque dinheiro era pouco (rs).
    Também gostaria de dizer que fiquei feliz semana passada quando consegui reencontrar o site do Ae. Calma que explico. Como muitos por aqui, vivo xeretanto por sites sobre carros e no início do ano, numa reportagem do Carplace um leitor comentou desse site. Entrei e gostei. Tempos depois tentei entrar novamente, mas não salvei e não lembrava mais a grafia do site ( meu PC configurei para nâo salvar históricos de mais de uma semana).
    Cheguei a tentar vários nomes. Sem sucesso. Enfim encontrei. Só não pergunte como, porque também não lembro.
    Apesar de gostar demais do meu carro e achar ele excelente, tenho interesse em trocar meu Civic 2005 por uma Fielder. tenho boas referências sobre ela. Se alguém aí tem uma e quiser me ajudar nessa empreitada, agradeço a força!
    A Audi é o supra-sumo das peruas! Mas sem chance para mim…Sou professor! Preciso falar mais alguma coisa?
    Para finalizar, mais uma vez parabéns pela matéria!! e também outras tantas do site sobre peruas e outros temas… Gosto dos textos porque neles percebo realmente as análises dos carros, a opinião de verdade do editor, escrevendo como se estivesse falando com a gente, sem serem tendenciosos, sem aquele texto politicamente correto e super perfeitinho que me irritam só nas primeiras linhas. Continuem assim. Abandonei os outros sites por conta das nítidas reportagens compradas. Um absurdo!!!
    Abraço!

  • João Carlos
    • Mr. Car

      Merecia mesmo. Já passei muita raiva por conta desta porr*, he, he!

      • Danniel

        Uma das melhores coisas na área de normas de elétrica nos últimos anos foi a adoção deste novo padrão de tomadas.. Nunca mais tive problemas com mau contato.

        O fato de alguns aparelhos terem apenas dois pinos significa que ele é um aparelho “classe II”, ou seja, totalmente isolado, muito embora todas as fontes chaveadas deveriam utilizar o pino terra devido ao acoplamento capacitivo entre primário e secundário.

        • Mr. Car

          Eu nunca tive nenhum tipo de problema antes. Agora tenho, por conta desta jabuticaba elétrica, como diz o Fat Jack.

        • Daniel S. de Araujo

          Danniel, desculpe, mas com todo respeito, esse novo padrão de tomadas não tem nada de bom. E explico: o mau contato nas tomadas antigas advinham da baixa qualidade do material plástico fornecido pelos fabricantes. Plugues ruins, tomadas mal fabricadas, etc.

          Meu pai, Engenheiro Civil sistemático, sempre fez questão de usar material elétrico de primeira qualidade e na casa deles, com mais de 35 anos de construída, nós nunca tivemos problemas de mal contato em tomadas. O mesmo vale para o meu apartamento, cujo material elétrico foi 100% comprado por ele.

          Esse padrão novo veio consagrar a bagunça e a insanidade dos orgãos técnicos

          Em tempo, é muito pior ter um sistema de aterramento mal feito do que não ter nenhum.

          • Danniel

            O problema é este, antes não havia qualquer normatização e qualquer porcaria chegava ao mercado. Não estamos imunes a isso com a norma, mas até agora todas as que peguei tem qualidade bem razoável. Concordo que seria mais fácil normatizar o padrão NEMA, mas como dito pelo colega este possui problemas de segurança inerente à sua construção. Só porque os EUA utilizam determinado padrão não significa que este é o melhor

            Concordo também que o padrão tem suas falhas ao não respeitar integralmente a IEC 60906-1, mas isso se deve à confusão (isso sim é de dar raiva) das tensões de distribuição existentes no Brasil. Caso fosse seguida, teríamos tomadas e plugues diferentes para 127 V e 220 V.

            O transtorno é neste momento de transição. Depois de um tempo, só vai precisar de adaptador quem precisar utilizar um plug pack (aquelas fontes que já vem com os pinos embutidos na carcaça) em outro formato, mas só dos mais baratinhos. Os de qualidade já vem com a parte de contatos destacáveis para ligar em tomadas norte-americanas, britânicas, brasileiras, australianas, etc. Abaixo um exemplo de uma fonte que utilizamos no meu serviço

            http://www.luxus.cz/obchod_pic/acps220___universal_power_supply___(zdroj).jpg

            E aqui os utilizados nas fontes da Apple:

            http://www.arj.no/wp-content/2011/10/Apple-MacBook-Magsafe-85W-AC-Adapter-1.jpg

            Em casa à medida que é necessário eu substituo o cordão do equipamento (quando ele é IEC C13 ou C8) ou substituo o plugue na ponta do cabo. Acho que só tenho um adaptador em casa guardado para alguma emergência.

            Quanto ao aterramento, concordo integralmente. Este é um dos assuntos que talvez tenha mais mitos dentro das instalações prediais e poucos sabem fazer (e projetar) bem-feito.

          • Daniel S. de Araujo

            Danniel, como você falou nem sempre o mais difundido é o tecnicamente melhor, mas ele geralmente apresenta mais vantagens do que desvantagens. E gostemos ou não, os EUA mandam nos padrões. E dou exemplos.

            -> Sabemos que os sistemas de cores de televisão era o PAL europeu ou o NTSC anglo-saxônico. O Brasil, na ânsia de ser superpotência, inventou o PAL-M que não era compatíel com nada nem nos EUA, nem na Europa e nem na AL. Precisava dos famigerados Transcoders.
            -> Inventamos agora o padrão digital brasileiro. Não era mais fácil aceitarmos um padrão já existente do que sermos ufanistas e criarmos o nosso?
            -> Agora vem o sistema de tomadas. Que só existe no Brasil.
            -> Agora, o Brasil quer até inventar nova língua portuguesa (pasmem!). Com tanta coisa mais útil e importante para resolver, tem gente inventando regras gramaticais novas para….para que mesmo?

            Lembre-se, o Betamax sempre foi melhor que o VHS mas a Sony nunca emplacou o Betamax e teve de se render ao VHS, de qualidade inferior.

          • Domingos

            Ao menos o PAL-M era um padrão superior aos outros. E com o tempo os equipamentos foram saindo de todo lugar do mundo com compatibilidade interna para todos os padrões (TVs de tubo mais novas tinham suporte até de PAL-M mesmo sendo feitas aqui).

            O padrão da TV digital pegamos o do Japão, que ao menos também é o melhor. Dizem que funciona um equipamento de lá por aqui também e vice-versa.

            Agora, essa tomada é um pé no saco e muito mal pensada. A primeira coisa era ser tudo uma bitola só e a segunda era vender legalmente todos os adaptadores necessários. Tudo o que foge dela é ilegalizado, mesmo que sendo adaptador.

            A terceira era não inventar…

          • Domingos

            Arrebentar um plugue original peça única de fábrica para colocar esses plugues meia-boca de casa de construção é não só um desperdício como nega qualquer vantagem de segurança.

            A emenda nos fios é MUITO mais arriscada do que a tal tomada antiga.

          • Domingos

            Digo o mesmo. Tenho quase tudo no padrão antigo, aterrado e com chave diferencial.

            São quase 20 anos e ZERO de problemas elétricos ou de mau contato.

            Mas o pessoal queria comprar a tomada mais baratinha, que parecia um brinquedo, e ainda economizar em todo o resto.

            Ao menos as tomadas novas tem isso de bom: parece que não tem nenhuma muito ruim ainda à venda no mercado. Mesmo a mais baratinha parece decente.

        • $2354837

          Babilônica eletrica em relação a tomadas não é exclusividade do Brasil. Na Europa cada país tem uma voltagem inclusive com ciclos diferentes com relação a corrente alternada, que causa problemas em transmissões. O padrão adotado no Brasil é baseado no IEC 60906-1 que deveria se tornar padrão mundial dentro em breve. Resolvo meus problemas de tomada com um adaptador xing-ling de 5 reais.

          • Domingos

            Isso, aí você tem que comprar um desse a cada novo equipamento e depois, se decide mudar a tomada, tem que comprar outro.

            E o adaptador xing-ling ainda corre o risco de dar mau contato ou de ser “ilegal”, nesse caso só sobra usar uma tomada antiga até ela desintegrar ou fazer uma adaptação caseira com fita isolante no fio do equipamento.

            Na Europa costumam convergir para o padrão alemão e existe sempre uma tomada no cômodo que usa ele. Se acha adaptador dele para qualquer outro tipo de tomada (a italiana, a suíça etc.) sendo que nenhum é ilegalizado.

            Caramba, ilegal tem que ser usar droga e roubar. Adaptador não deveria sofrer esse triste fim.

      • RoadV8Runner

        Como comentei mais acima, antes tudo me parecia mais simples. Hoje, tenho que ter alguns adaptadores para casar o padrão anterior a essa jabuticaba… O que me deixa possesso de raiva é existirem dois padrões de diâmetro de pinos. Pode uma coisa dessas?!!!

        • RoadV8Runner
          Que ver outra? Teclados. O meu 101/102 US teve de ser substituído e no Brasil só existe agora a “arte” chamada ABNT2. Pronto, lá sei foi a minha velocidade de digitação para o espaço. Uso o !01/102 há mais de 20 anos sem nenhum problema, e agora o patrulhamento me forçou a comprar um teclado que não me atende como o anterior. Já estou providenciando um 101/102 na Amazon. Parece que esses caras da ABNT não têm mais o que fazer, caramba!

          • RoadV8Runner

            Bob,
            Essa dos teclados me incomoda também. Na fábrica temos vários equipamentos que vieram dos EUA. Advinha o que acontece quando o teclado estraga? Instalam um ABNT no lugar e você é obrigado a ficar adivinhando onde estão alguns caracteres. Mas você precisa ver o teclado francês. Por exemplo, as letras “A” e “Q” ficam em posições invertidas. Vou tirar uma foto para mostrar a loucura que é.
            Certa vez, meu pai comprou um teclado antigo, da IBM, provavelmente lá dos idos de 1980. Gostava por ser extremamente robusto e sem as firulas do padrão ABNT. E pagou uma pechincha pelo teclado.
            Sem contar os notebooks. Quando comprei o meu não notei que é padrão sem-padrão. Para digitar a barra, tenho que pressionar as teclas “Alt Gr” e “Q”… Ainda bem que ele é feito pela ASUS Brasil! Rssss…

          • Guilhermino

            Pessoalmente, eu gosto do teclado ABNT. Tanto que tenho teclados US e uso o driver do ABNT neles. Driver que tive que adaptar porque no US há teclas a menos e ficaria sem / ? |. Acredito que o caminho inverso (usar driver US no teclado ABNT) seja mais fácil e não precise de adaptações. Pelo menos como um paliativo enquanto não chega o teclado novo.

          • Domingos

            A ABNT poderia encher a sacola com esses teclados completamente sem padrão de notebooks (alguns são sem noção mesmo, com a barra ou a interrogação em qualquer lugar) no lugar de forçar quem quer usar outro padrão a usá-lo.

            É tudo feito na China mesmo. China comunista, sempre vale lembrar.

          • Daniel S. de Araujo

            Bob, sobrevivi até bem recentemente com um teclado comum e acentuando normalmente. Até a invenção desses teclados com Ç e o ~ deslocado. Vira e mexe tenho que parar para pensar no que estou fazendo.

          • Daniel
            Exatamente isso, tem que parar e pensar e, mais, a localização das teclas de acentuação não me parece lógica.. Imagine que conectei o ABNT2 e mesmo com as teclas trocadas eu escrevia certo sem olhar, só por ter memorizado as teclas de acentuação do US. Depois, claro, configurei para o ABNT2. E volta e meia vou à tecla errada agora…

          • Danniel

            Eu também prefiro o US, mas acabei me habituando ao ABNT por ser o único disponível no trabalho.

            Agora o pessoal fica maluco de me ver acentuar no Macintosh com o layout US padrão, onde acento agudo é Option + E, o til é Option + N e por aí vai.

          • WSR

            Bob, você pode comprar um jogo de adesivos US e colar no seu teclado ABNT2. Sai bem mais em conta que importar um teclado: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-638595163-adesivo-de-vinil-pteclados-letras-grandes-ou-normais-_JM

    • Cesar Maia

      O engraçado é que parece que esses três pinos já caíram no desuso.
      Já comprei diversos eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos com apenas dois pinos. Vai entender esse Brasil!

      • lightness RS

        O pior é que não caiu, não amigo, os dois pinos é para rede normal, com três para aterramento. Se o aparelho precisa disto, tem que ter o terceiro pino nesse padrão tosco aí… O que está acontecendo é que muitos aparelham que antes vinham com aterramento já não vem mais, talvez pelo fato de que uma porcentagem mínima das casas no Brasil dispõe desses ”recurso”.

        • Domingos

          Perfeitamente. Muitos fabricantes simplesmente eliminaram o pino do aterramento para permitir que usem o equipamento novo em tomadas antigas.

          Um retrocesso, porque quem tinha aterramento agora perde as vantagens disso em segurança e durabilidade. E quem não tinha sempre dava um jeito de usar algum adaptador.

    • Fat Jack

      Morte à “jabuticaba elétrica”!

    • Lucas

      É bem por aí. A coisa não é só eleger um judas e malhá-lo. Temos o hábito de buscar resolver os nossos problemas atacando as consequências ao invés de atacar suas causas.

      • Domingos

        Mas o Judas é para malhar sim. E mandar para fora.

    • Ivan Rocha

      Além de que o brasileiro comprando aparelho com três pinos, corta um deles. Mais fácil que comprar a tomada nova. Tem aqueles montes de adaptadores também. Que acaba ficando mais perigoso do que o modelo normal de dois pinos. Esses aí que cortam o pino com certeza são eleitores do PT.

    • Domingos

      “Isso é lobby do setor de equipamentos elétricos/construções.. Pura e simplesmente. Não tem nada a ver com o PT em si”.

      Tem sim, pois a lei não seria aprovada caso o governo não quisesse e lobby só acontece quando setor privado e governantes deitam na cama juntos – não há possibilidade de estupro num ente que possui exército.

      Inclusive, outra coisa é que o PT é comunista e usa essa mesma lógica do “eu? não tenho nada a ver com isso”. O PT tem a ver sim e as construtoras têm lobby com o partido até o inferno.

      No mais, espero que a “bancada da bala”, seja bem forte e bem paga sim. Nos EUA lobby é legalizado e acho melhor um país com direito de defesa – UM DIREITO HUMANO RECONHECIDO ATÉ PELA ONU – do que um país que gasta com tomadinha.

      Direitos humanos ficou caracterizado como defender bandido, sendo pelo próprio meio legal aqueles que até JESUS deu a nós relegados a termos como “bancada da bala” ou “reacionarismo”.

      Minha casa é toda aterrada e com fio rígido e mudar as tomadas têm sido um parto. Mas foi bom porque eu compro ainda menos coisa nova :).

  • Professor Tadeu
    No próximo comentário procure caprichar mais no Português, está bem? Me deu um trabalho enorme acertar tudo. Todo leitor tem o direito de ler um texto bem escrito. Não me leve a mal.

    • tadeu augusto de oliveira

      Ok Bob. Peço desculpas. Não foi minha intenção escrever um texto pobre. E nem faz meu estilo. Devo ter me empolgado enquanto redigia o comentário. Abraço

  • Luciano Gonzalez

    Eu sempre fui tarado por peruas, mas por ironia do destino, só após 16 anos de comprar o meu primeiro carro fui ter a minha primeira perua, uma SpaceFox 0-km.
    Meu desejo mesmo era uma Jetta Variant 2,5, mas ainda não dá para ser, andar todos os dias com um 5-cilindros é complicado, para tal, teria que comprar um up! para a patroa rodar durante a semana. Uma Passat Variant seminova também não seria descartada, mas tenho receio.
    Durante anos, admirei a VW Parati, sempre que ia trocar de carro ela era a minha primeira opção (até a geração III) e sempre acontecia uma zebra e eu acabava comprando um Gol.
    Com relação à SpaceFox, tive uma surpresa positiva (já andava bastante com as da frota, mas nada como um veículo seu para enfrentar diversas situações), o centro de gravidade alto sempre me deixava com o pé atrás, mas, para a altura dela, o comportamento é muito bom (longe de ser um puro sangue ou veículo com características esportivas), é muito honesta, bem acabada, gostosa de tocar, cabe tudo o que eu preciso, enfim, estou bem contente.
    E de pensar que o povo está preferindo os SUV à uma boa perua… que lástima…

  • Professor,
    O sr. não tem culpa, é o hábito na internet que nos leva a “afrouxar” a vigilância do escrever corretamente. Seja bem-vindo aqui.

    • Ivan Rocha

      Quando vejo alguém falando do ano 2000 com nostalgia eu vejo que já passei de velho, já estou indo para o museu. Pensar que aprendi a dirigir num fusca 72…

  • Lucas CRF

    Belo texto. Que coisa linda essa Scala! Linda mesmo. Agora, percebe-se que ela foi ligeiramente rebaixada para dar uma encorpada no visual.

    Esse truque nas peças publicitárias chegou ao absurdo da Fiat “colocar” rodas exageradamente grandes nas propagandas de seus veículos no início dos 2000.

    Abraço

    Lucas CRF

  • Eduardo Sérgio

    Acredito que o desinteresse pelas peruas deve-se a uma conjunção de fatores, tais como:
    – as famílias estão ficando cada vez menores, e atualmente quem tem filhos prefere um carro modelo sedã;
    – as peruas, apesar de algumas serem muito bonitas (Megané Gran Tour, minha preferida), sempre foram associadas à imagem do tipo “tiozão e de pouca jovialidade;
    – os modelos tipo SUV viraram um realidade acessível ao consumidor brasileiro e sinônimo de “status” sobre rodas;

    Por falar em peruas, meu pai tinha uma linda Chevrolet Caravan Comodoro 1979, bege, calotas cromadas, interior todo marrom. Saudades, do meu pai e da Caravan.

  • francisco greche junior

    Acho que essa parte aqui respondeu tudo ” o proprietário de SUV se sente mais seguro pela posição elevada de dirigir e querem status pensando em se valorizar com o tamanho e aparência do veículo.”
    Infelizmente parece que no mínimo quanto maior melhor.
    De pronto me lembro de 2 exemplos de perua modernas que acho mais bonita em relação ao sedã: 300C e C63 AMG Touring.

  • Cleber

    Peruas, eu as amo! Alfa 156 sportwagon, Volvo 850 T5R, Citroën C5 Tourer… Essas eu teria na minha garagem fácil!

  • Fat Jack

    Concordo plenamente com sua citação sobre a dinâmica da SpaceFox, tive a mesma percepção após ficar experimentá-la por umas semanas, se não fosse a questão preço (que convenhamos, é elevado) eu teria uma também.

  • GSabino

    Caro Meccia,

    Só para ilustrar, no final de 1994, como modelo 1995, foi lançada a Royale com 4 portas, uma longa solicitação da Abradif.

    A maior sensação de conforto em relação aos modelos VW, devia principalmente a espumagem diferenciada dos bancos.

    Parabéns pelas postagens, sempre magnificas.

    Grande abraço !

    • GSabino,
      Obrigado pela complementação da informação.Foi antes tarde do que nunca a decisão de incluir 4 portas na Royale.

    • Antônio do Sul

      Quando corrigiram o erro, a imprensa já havia noticiado o fim da Autolatina. Ao negociarem a cisão, foi acordado que, em dois anos, todos os modelos hibridos sairiam de linha.

  • Peter Losch

    Estou saindo de um SUV justamente para uma perua.

    Aproveitando o espaço, estou pegando um Audi A4 Avant, 1.8 CVT. Vocês tem alguma coisa a ser dita deste carro? Nunca dirigi um CVT na vida… A aceleração deste A4 é boa? Como se comporta o carro no dia a dia e na estrada?

    Valeu!

    • Renato Mendes Afonso

      Há uma matéria no site que, apesar de não ser necessariamente sobre o A4 Avant, fala sobre esse conjunto de motor e transmissão.

      http://autoentusiastas.com.br/2015/01/audi-a4-e-a5-com-novo-motor/

      Aperar das diferenças de carroceria, acredito que muito do que foi dito sobre saqueles carros pode se aplicar ao Avant também.

  • Luciano Miguel Santos

    Me veio na cabeça agora, antigamente não chamávamos as Belinas, Paratis etc de perua, lembro quando era criança que perua era a Kombi……ou não?

    • Holandês Louco

      Depende de onde você mora. No Paraná, Belina era chamado de perua.

      • Luciano Miguel Santos

        Então, sou de São Paulo e quando eu era criança na década de 80 não lembro das Belinas, Marajós, Caravans serem chamadas de perua….acho mais interessante o termo station wagon usado a partir dos anos 90, na minha opinião soa bem mesmo sendo um termo em inglês, que aliás o termo Sedan também deve ser de influência da língua inglesa, esse soa bem melhor.

  • Eurico Junior

    Meccia, esse relógio digital foi o fetiche supremo da minha infância! Fabricação Philco Ford, correto?

    • Eurico,
      Exatamente….eu também gostava muito
      Abraço

  • Bons carbura

    Permita a sugestão de incluir a melhor perua já fabricada no Brasil, Corolla Fielder. 14 km por litro na estrada com ar ligado,câmbio automático excelente, carro confortável, de bom desempenho e inquebrável se usado por quem sabe dirigir. Sou feliz proprietário de uma que está com 100.000 km. O carro tem 10 anos (a minha e 2005) e é muito melhor do que muito carro novo fabricado e importado vendido por aqui. A indústria nacional tem muito ainda a aprender sobre como construir um automóvel de qualidade. Tive uma Parati GTi comprada com 35.000 km único dono e em estado de 0-km. Linda com rodas 16 mas não chega perto da Fielder em nada somente andava mais um pouco.

    • Lucas

      Meu pai tem uma 2007/08 e me permita fazer algumas críticas a ela, extensíveis ao sedã. Acho a suspensão dela muito macia, abaixa muito quando está carregada e raspa com facilidade em certas lombadas. A mesma coisa acontece com a traseira que baixa muito e raspa com facilidades em lugares que meu velho Astra sedã não raspa. Por não ter regulagem de distância do volante – que meu Astra tem, e por isso o acho melhor nesse aspecto – não consigo achar uma boa posição de dirigir, ficando ou com os braços muito esticados ou com as pernas muito dobradas. Última crítica com relação ao câmbio automático de 4 marchas, que por vezes me parece bem indeciso, não sabendo em qual marcha deixar. Se alivio o pé ele sobe uma marcha. Aí a velocidade cai e eu preciso acelerar, provocando redução de marcha. Aí a velocidade cresce além do que eu quero, e o pé direito precisa subir, fazendo o câmbio mandar marcha para cima. Aí a velocidade volta a cair e seguimos nessa indecisão. Isso aconteceu bastante na recente viagem que fiz com meus pais, na Fielder deles, para Lages/SC.

      • Domingos

        Ninguém com mais de 1,70 m ficava em boa posição de dirigir nessa geração do Corolla, mas o carro é muito bom.

        A suspensão é mole mesmo, mas com bons pneus o carro é decente de curva. Só que tem que estar tudo certo. A suspensão dele não chega a ser sem acerto ou completamente ruim de curva, inclusive o carro não inclina, mas qualquer coisa errada (pneus, amortecedores, alinhamento) e o carro muda – com fortes saídas de traseira ou dianteira que larga a curva do nada.

        A minha alegria com esse carro era viajar conforme eu gostaria, calmo quando quisesse e pé embaixo quando fosse bom/seguro, e fazer 13, 14 km/L.

        Dizem que o 1,6 era ridículo de econômico e posso dizer que mesmo o automático era bom de dirigir. Motor com uma dirigibilidade incrível devido ao variador de fase bem atuante (algo que foi modificado nos novos pois desagradava alguns em termos de NVH).

        • Bons carbura

          Lucas, tenho 1,82 m e não fico apertado no carro não.

          • Lucas

            Não é questão de ficar apertado, mas de achar a melhor posição de dirigir para mim.

    • Leonardo Mendes

      Assino embaixo.

      Ficou uma buraco enorme na linha Corolla com a descontinuação dela… deixou inúmeros órfãos.

  • Ivan Rocha

    Meu sogro tinha uma Belina 78. Amarela. Deixou saudades. O Corcel II, tanto sedã quanto, perua eram muito silenciosos.

  • Victor

    Um fator não mencionado no texto, e, acredito eu, contribui também para o crescente sucesso dos veículos mais altinhos, os chamados jipinhos, é a perda da capacidade para trafegar em vias mal conservadas e para entrar e sair de rampas mal feitas e cuidadas. Sim, nunca vi tamanho descaso com as entradas de garagens e estacionamentos. Me parece que o projeto e execução da obra de entrada fica a cargo dos pedreiros, que o fazem da forma mais fácil e rápida (para eles mesmos) e os motoristas que forem usar depois que se virem. Vejam na foto da Belina II a altura e o ângulo de entrada e saída que ela tinha, já diminui na Scala e é uma tendência que tem sido observada pelos fabricantes. Ora, o consumidor que se vê prejudicado pelas raspadas nas entradas de garagem vai guardar aquilo na memória, e da próxima vez que for à loja, vai olhar com mais atenção um jipinho! Outro fator tipicamente brasileiro são os alagamentos, as estradas mal cuidadas, as estradas não pavimentadas, as lombadas, são todos convites ao uso de jipinhos.

  • J Paulo

    Já andei muito em porta-malas de Belina e Caravan quando criança. mas nunca dirigi uma. E a Royale é lindona!

  • Lorenzo Frigerio

    Os plugs da Panasonic são muito ruins. A parte superior do pino é isolada, e o pino parece ser mais estreito. Todas dão mau contato, especialmente nas tomadas de adaptadores e no-breaks. As antigas, com pino chato, sendo um pino um pouco mais largo, que travava na tomada, eram melhores.

    • Domingos

      O padrão americano, não?

  • Egberto Pulino Mascarenhas

    Se podemos considerar Elba 1,5 e Palio Wekend 1,0 16V como peruas, tive as duas com boas lembranças de uso. Hoje tenho uma Lívina N&D muito econômica e boa de estrada, e agora lamento que a Nissan interrompeu sua produção. Bom carro com preço muito atraente. Fui comprar uma SpaceFox e não deu nem para comparar em custo e acessórios. Das antigas mencionadas abaixo a Del Rey e a Quantum eram muito interessantes,

  • Thiago

    Aprendi a dirigir na Belina Corcel prata 1986 do meu pai. Tinha interior marrom, era macia e econômica com o CHT a álcool. Foi nossa companheira de longas viagens com robustez, espaço e nunca nos deixou na mão.

  • Mr. Car
    Ninguém teve, nunca, em época alguma.

    • Mr. Car

      Bem-vindo ao clube, Bob. Agora, aposto que tem.

    • Domingos

      Coisas que ainda estou para viver: problema elétrico em casa com o antigo padrão “bagunçado” e “errado” de tomadas.

  • RoadV8Runner

    O problema são os equipamentos antigos, que tenho em casa e usam plugues anteriores a esse novo padrão. Vou trocar o plugue antigo, que é feito em peça única (cabos e pinos com a proteção de borracha “fundida” em peça integrada) só para me adequar ao novo padrão? Não mesmo. Só me sobra a opção de usar adaptadores. Ou seja, qualquer uma dessas soluções me cheira a gambiarra. E, para coroar a encheção, existem dois padrões de diâmetro dos pinos: até 15 A é mais fino. Se usar a tomada para pino mais grosso, os finos ficam relativamente folgados. Já se usar a de pino fino, os mais grossos não cabem. Por que então não usar somente a meleca do pino grosso (como é feito na Europa), cáspita?
    Sem contar que eu, antes, usava plugues diferentes para aparelhos 127 V e 220 V, de forma a eliminar qualquer possibilidade de engano. Hoje, só me resta a opção de usar vermelho para tomadas 220 V. Portanto, no meu caso, esse padrão veio para solucionar um problema que antes eu não tinha…

    • Danniel

      A tomada de “pino fino” é até 10A. A de 20A deve receber plugues de 10A sem folga.

      O motivo de possuir dois tipos de tomada é o mesmo de não colocar condutores de 4 mm² de seção em toda a instalação: Custo.

      Quanto ao fato de não ser mais possível diferenciar tomadas 127 de 220 V, concordo, até porque isso é previsto na norma IEC original. Mas isso se deve à bagunça que são as tensões de distribuição no Brasil. Neste caso vc precisaria de um adaptador de tomada para ligar um aparelho Bivolt/full range. Imagina a briga que seria se resolvessem padronizar tudo em 220 V.

      • Domingos

        Custo esse que ficou para os camaradas e a gente que paga. Era só fazer tudo pela bitola maior, dado que o custo ao consumidor ficaria irrisório e muito mais econômico que ter que comprar dois padrões diferentes conforme o caso.

        Além disso a tomada do padrão novo não prevê adaptadores, sendo esses proibidos por lei, para tomadas como a australiana e a inglesa – que muitos eletrodomésticos usavam no Brasil.

        Ainda por cima o padrão foi feito de um jeito que apenas fios flexíveis sejam de fácil instalação, sendo que muitas casas usavam o fio único rígido.

        Praticamente se obriga a pessoa a refazer todo o esquema elétrico da casa e a gente sabe muito bem que o fio do aterramento é aquele que o brasileiro vai pedir para não colocar e economizar um troco.

  • agent008

    Amigos, este padrão foi na realidade definido há décadas por um órgão internacional, outros países desenvolvidos não o adotaram talvez por já terem outros bons padrões. Mas aqui era uma bagunça, com diversos riscos, um dos piores eram as tomadas “universais” onde um plugue do tipo americano com aterramento (terceiro pino cilondrico) poderia ser ligado com o pino do terra no fase, gerando grave risco de choque elétrico. Dentre outras coisas ruins que poderiam acontecer, ex. Tomadas e plugue derretidos por excesso de corrente, hoje com a diferenciação entre tomadas tipo 10 amperes e tipo 20 amperes este risco também está mitigado. Sou muito a favor deste padrão, é um raro passo deste país rumo à seriedade que se encontram em outras terras.

    • Leo-RJ

      Caro Agent008, sinceramente, acho que você é o único que é muito a favor deste padrão.
      Certamente um passo deste país rumo à seriedade que se encontra em outras terras seria, simplesmente, usar o padrão americano ou o padrão europeu, simples assim.

      Na verdade, este padrão único no mundo, na contramão do progresso (como nossa gasolina única no mundo), justamente nos afasta dos outros países, e a única razão do uso deste padrão único foi tentar frear a compra dos importados em detrimentos aos produtos aqui produzidos, criando um verdadeiro desestimulante ao consumidor em trazer ou comprar produto de fora.

      • agent008

        Adotou-se um padrão internacional que deveria também ser seguido pelos outros países, pois substitui com vantagens os antigos padrões alemão (Schuko), europeu, americano (NEMA), suíço, etc. Comparado ao NEMA, tem a questão da segurança contra choques pois os pinos só ficam energizadas depois que o plugue entrou completamente no recesso da tomada; em relação ao Schuko p3la economia de matéria prima e de espaço (cabem até 3 tomadas ABNT onde cabe só uma Schuko); etc. etc. Se já tivéssemos um verdadeiro padrão sério e seguro antes, eu concordaria que a mudança seria desnecessária, o que não é o caso

        • Leo-RJ

          Caro agent008, mantenho o que disse, com todo o respeito pela sua opinião, que também levo em consideração. Porém, nos fatos, trata-se de um padrão único no mundo, e, se com tantas vantagens, não foi seguido por outros países, só sendo utilizado no Brasil, continuo achando que vai na contramão de tudo o que é feito. Uma tomada que é usada unicamente no Brasil, especialmente pelo lobby feito no Congresso para “reduzir” as compras exteriores, não é vantagem. Como vemos nos comentários, ninguém nunca teve problemas antes, mas agora os tem.

          • agent008

            Também entendo e respeito sua opinião, mas como antes era uma salada mista, qualquer padrão que fosse adotado iria gerar dificuldades. Sei que é uma chateação essa coisa de adaptadores, mas acho que a comissão que cuidou disso decidiu da forma correta: já que não havia um padrão consistente, e queriam adotar um, escolheram aquele que foi criado para ser internacional, e que levou em consideração as vantagens de todos os outros. Sem contar que a maior parte dos plugue de dois pinos já existentes ficou compatível com o novo padrão. Se fosse usado o americano, japonês, ou australiano para dar alguns exemplos, a incompatibilidade seria ainda maior… Quanto à placa que foi mostrada antes, onde creditam a mudança ao PT, acho que a adoção do novo padrão foi gestada desde antes deste partido entrar no poder, não fazendo portanto parte da enorme cesta de desmandos que esta turma fez…

        • Domingos

          Ninguém segue acordo internacional de gaveta, diplomacia é a arte do fazer bonito. Aprendamos isso. É a política no seu melhor e mais avançado nível.

          Só a Suíça adotou o mesmo padrão que o nosso. Só.

          Padrão seguro era obrigar o aterramento, coisa completamente possível com o padrão antigo e sem drama nenhum.

    • Danniel

      Exatamente Agent008, não tínhamos um padrão. Tomadas de dois pinos eram iguais ou semelhantes ao Europlug. Tomadas para equipamentos com aterramento eram NEMA. E se precisasse ligar um ar-condicionado ou máquina de lavar precisava trocar para o padrão australiano de três pinos chatos, que não servia para mais nenhum equipamento. Já vi até equipamentos com plugue Schuko (alemão) sendo vendidos aqui. No caso de produtos importados, o importador que tem a obrigação de solicitar que o fabricante forneça o plugue de acordo com o país. A Apple quando vende um computador para o Reino Unido deve mandar com o cabo com o padrão britânico. E nunca ninguém viu problema nisso.

      • Domingos

        Era muito mais fácil antes, só ir na loja e comprar o padrão certo. Agora é tudo proibido e temos uma quantidade gigantesca de aparelhos vendidos aqui até recentemente de forma LEGAL com plugue americano e australiano.

    • Domingos

      Tudo mito. O padrão antigo aguentava 15 A em todas as tomadas, pode ler se tiver alguma aí ainda.

      Mau contato é má instalação e tomada vagabunda, ou então emenda porca – o que pode acontecer no padrão novo também.

      A tal bagunça funcionava bem pois o padrão usado era compatível com o americano, o japonês, o “europeu” de alguns países de lá e encaixava tudo sem problemas.

      Minha casa é toda com esses “perigosos” universais, com o terra mais a tomada chata/redonda.

      Equipamento bom, instalação boa e bom senso e não queimou nada aqui e nunca deu problema.

      A questão do aterramento é questão de instalação e só um imbecil ia conseguir fazer a proeza de ligar essa tomada com o fase no terra, pois a medida na diagonal é diferente e teria que forçar bem o encaixe.

      O que o governo deveria ter feito era tornar o aterramento obrigatório e só.

    • Lorenzo Frigerio

      Poderiam então ter adotado o sistema inglês, que é vastamente superior a esse. O sistema “ABNT” não passa de apenas mais um meio-termo, como o PAL-M.

  • Leo-RJ

    Já escrevi aqui, dezenas de vezes, o quanto sou fã dos modelos “peruas”. Tive Parati (da antiga) e Ipanema (a Wave a outra GL 4 portas), e adorava essas. Minha mãe teve uma Omega Suprema 3.0 que eu adorava… que carrão! Pena que, no Brasil, está em “desuso” pela preferência pelos SUV. Na Europa as peruas continuam reinando.

    Também gostaria de ter visto a perua Focus por aqui…

    Aguardo ansioso do texto do Meccia sobre a Suprema, que é impressionante!

    • Domingos

      Na Europa deram uma caída também, imbecilidade costuma quebrar barreiras internacionais. Lá também anda vendendo muito crossover e SUV no lugar das mais práticas e mais “carro” peruas.

  • Leandro Castro

    Cadê a Ipanema?

  • Leandro Castro

    Muito bom o teu comentário! Conheço pouco da Fielder mas, me admira muito o modelo! Já o tinha como uma compra futura, e agora então, me entusiasmei ainda mais!

    • Bons carbura

      Compre sem medo, não vai se arrepender. Duas dicas, não compre a flex. Bebe mais e o álcool só serve para humanos beber e não carros. Suba a medida dos pneus para 195/65, melhora o conforto sem perda alguma. Se achar uma de segundo e único dono e pouco rodada então vai casar com ela para sempre. Quem se separa de uma mulher linda, boa de cama e mesa e ainda que te pede pouco ou quase nada de dinheiro?

      • Domingos

        Ninguém. A não ser louco. Mas não coloque o “vestido” errado nela.

        A linha Fielder e Corolla dessa época já eram bem macias e confortáveis, em prejuízo de um acerto ou melhor resposta dinâmica.

        Na automática os perfil 65 ainda devem alongar mais o câmbio já bem longo.

        Pneu é simples: compre um bom. No meu usei um bom jogo de Bridgestone mais grudentos na primeira troca e o carro mudou absurdamente.

        Se quiser conforto, um bom P7 ou um Michelin valem a pena.

        Pneu remold e marca/modelo ruim nele fica bem ruim, já dirigi alguns assim. A suspensão não tem maiores refinamentos e revela bem a “qualidade” desses pneus.

        Aí também, quem quer economizar tanto com pneu precisa de vergonha na cara e não de um carro…

        • Bons carbura

          Usei Continental Contipremiumcontact ou algo assim na medida 195/60 e agora estou com um jogo zero de Hankook Optmo que estou gostando muito na medida 195/65

  • Aldo Jr.

    Realmente, Enno, o Brasil é um país muito estranho! A gente vê cada coisa, e um caso plenamente justificado fica assim! Desejo-lhe sorte com o recurso mas, se precisar, estamos aí. Abraços;

    • Enno Höchli

      Valeu, Aldo! Abraços!

  • Luciano Miguel Santos

    Também concordo, a Fielder é um baita carro e hoje em dia tem um preço mais acessível, acredito que seja pela normal depreciação e pelo fato do público atualmente preferir os tais SUV´s.

    • Bons carbura

      Luciano,tomara que ninguém olhe para as Fielder. Ache ela feia,careta,de tios-avôs ou seja lá o que for. Vai sobrar mais para comprar e a melhores preços. Você pode não acreditar, mas o motor do Corolla 1.8 já foi adaptado até em avião. Olhe no YouTube para ver. O carro é realmente muito bom.

    • Domingos

      Quando a Fielder saiu de linha, imediatamente houve uma depreciação dela. Muitos inclusive começaram a falar bobagens como “falta de peças”, sendo que o carro usa pouca coisa diferente que o Corolla e a Toyota não bobeia com fornecimento de peças.

      Infelizmente muitas são bem massacradas, tanto pela desvalorização como pelo perfil de uso. Dono de Corolla não costuma ser muito cuidadoso com o carro devido a resistência dele e a Fielder parece que o perfil geral era usar sem dó mesmo.

      Achar uma bonita é difícil.

  • Guilhermino

    Chevette 4-portas é bem legal; como faz tempo que não vejo um! E tem vários casos de carros que tiveram que ser adaptados para duas portas por aqui, como Santana, Monza hatch, Tempra…

    • Sim bem esses mesmos, tiveram que fazer versão duas portas. fora que o Voyage de quatro portas foi lançado simultâneamente em 1983 no Brasil e na Argentina, só que três anos depois o quatro portas dava adeus no Brasil só voltaria em 1990 importado da Argentina, onde ele sempre foi fabricado…

  • Danniel

    Enno, talvez não seja a solução mais fácil, mas talvez tentando em outro estado.

    Os carros de placa amarela “não existem” na BIN, nem Renavam eles têm. Uma vez meu pai comprou um Jeep para deixar na fazenda que mal e mal tinha tinha chassis gravado e o despachante conseguiu levantar placas cinza para ele e tudo mais. Só não sei se ele seguiu todos os meios legais.

    • Enno Höchli

      Olá Danniel, realmente a questão é o impedimento para o cadastramento na BIN, mas o curioso é que o Renavam continua ativo, tanto que todo ano a gente consegue o boleto para o pagamento do IPVA (quer dizer, das outras taxas, já que é isento). Ou seja, para fins de cobrança, o carro existe. Para fins da gente poder usufruir dele, não… Em todo caso, vou estudar sua sugestão, muito obrigado! Abraços!

  • KzR

    Pelo menos a Golf Sportwagen vai desembarcar por aqui, já que roda em fases de teste. Abaixo do 100 mil, difícil ver outra.
    Espero que o apelo das peruas retome fôlego. Gostava de ver os modelos 80 e 90 durante a infância.
    Fato curioso: meu pai já teve um Monza, mas sempre achei que ele precisava mesmo era de uma Ipanema.

  • WSR
    Agradeço seu interesse e indicação, mas sei disso. Um amigo (o agora colunista do Ae Fernando Calmon) comprou um notebook nos EUA e achava um absurdo ter que usar as teclas de acento agudo + c para fazer o ç, e fez o que você me recomendou, só que ao contrário, de US para ABNT2. Como ele vai aos EUA no mês que vem, vai me trazer um US na mala. Teclados simples são baratos (esse meu custou R$ 17,10 na Kalunga) e prefiro as teclas sem os adesivos. Hoje comprar no exterior é muito fácil, a Amazon entrega no hotel. Quem faz o favor não tem trabalho algum. Dr novo, obrigado pela dica.

  • Fernando

    “Espero que o modismo SUV seja passageiro e que as peruas voltem a fazer parte do cotidiano dos brasileiros.”

    Amém!

  • Lorenzo Frigerio

    A “superioridade” do PAL-M é discutível. O Brasil fez uma salada entre o padrão M americano de imagem (60 Hz) e o padrão PAL de cor (alemão). Com isso, dispensamos a cintilação do PAL europeu e o controle de matiz do NTSC. Mas na prática foi um “Betamax”, incompatível com tudo. É necessário lembrar que o NTSC melhorou ao longo dos anos; creio que a compatibilidade era muito mais importante, e realmente não havia nada de errado com o NTSC. Você pode acessar programas de TV a cores americanos dos anos 60, e a cor é perfeita. Mas o Brasil é meio que nem francês, tem que ser sempre diferente.

    • Domingos

      Sim, fizeram diferente para fazer as TVs aqui – algo que hoje seria estúpido, pois vem tudo de fora na prática.

      O PAL-M dá mesmo um pouco mais de qualidade e uma imagem mais agradável, quando mexo nos equipamentos antigos aqui de casa já compatíveis com todos os padrões (NTSC, PAL-M, PAL-N) é bem nítido isso.

      Mas era pouca diferença, especialmente em relação ao PAL-N. A justificativa estava mais em dar uma inventada mesmo.

      Ao menos foi algo bom. A qualidade era maior e na época pouco se importavam fitas ou TVs/vídeos de outros locais.

      Hoje seria um problema enorme. Felizmente os padrões digitais meio que acabaram com isso.

      O caso do Betamax foi bem pior porque não tinha como ser intercompatível, tal como as nossas novas tomadas.

      Os televisores e equipamentos depois dos anos 90 já eram quase todos multi-padrão.

      NTSC eu só percebo que tem que ajustar bem a matiz, caso contrário a imagem fica horrorosa e irritante com as cores.

  • Lorenzo Frigerio

    Imagino que não seja o caso da Apple, mas no Reino Unido os aparelhos elétricos vêm sem plug, só com os três rabichos arrematados com um ponto de solda para não desfiar; você compra e instala o seu plugue, que é uma bela peça de desenho industrial, contendo inclusive um fusível interno de 13A.

    • Domingos

      Mas isso é com todos eles? Não há como comprar já com o plugue?

      Essa questão dos fusíveis parece ser pelo desenho padrão das instalações elétricas lá, que é em série e assim exige o fusível por algum motivo que não lembro…

  • Lorenzo Frigerio

    Se o carro não tiver pneu, não adianta aumentar o tamanho do disco. Simplesmente a roda irá travar. Digo por experiência própria.

    • Domingos

      O ABS pode ser questão de calibração, mas provavelmente indica mesmo que ficou errada a proporção das coisas.

      Não tem como fugir da regra da física que o carro só vai fazer tanto quanto os pneus permitem, tanto para frenagens como para curvas.

      Não adianta da mesma forma ter uma suspensão muito evoluída com pneus minúsculos ou errados/de baixa qualidade.

      No seu caso, 288 para um carro com pneu 195 e perfil alto é mesmo exagero. O Corolla usava essa mesma medida de pneus e vinha com algo em torno desses mesmos 250 mm de disco.

      Não freava nada mal, pelo contrário. E essa medida já é grandinha para o peso/tamanho de rodas e pneus do carro.

      No seu caso se resolve fácil colocando os 205/55 ou os 205/50 com aro 16.

  • Lorenzo Frigerio

    Numa roda de aro 15, cabe um disco de 288 mm de diâmetro. Nenhum carro médio normal, no Brasil, precisa mais que isso; apenas que você não vai encontrar um pneu maior que 205 para esse aro, então tem que partir para aro 16. Daí para cima, é “perucagem”.
    Ponha uma coisa na cabeça: se o pneu não tiver capacidade de segurar o carro sob um determinado grau de frenagem, discos grandes são desperdício para a fábrica. Se você quiser aumentar o tamanho do disco, terá que mexer de acordo nos pneus.
    Quanto ao Countach, além de ser um carro de 40 anos, é um exemplo extremo para você tomar.

  • Leonardo Mendes

    Em 89 meu pai comprou um Santana e uma Quantum, ambos GLS e automáticos… a Quantum era exatamente idêntica a esta da foto e a única diferença entre eles era o mítico teto solar em chapa metálica que meu pai se “esqueceu” de incluir no pedido da Quantum (mas veio no Santana).
    Depois de 5 Caravans se adaptar a uma nova filosofia de carro foi algo meio traumático mas depois aprendemos (especialmente eu, que tinha acabado de tirar carta) a apreciar as qualidades e novidades da Quantum.

    Nessa saga das Caravans entraram duas Belina II, uma L estuprada por um ônibus e uma LDO que encontrou seu fim numa estrada virando de pernas pro ar… meu pai até hoje brinca que minha mãe “matou” os carros por não gostar deles.

    E o melhor carro que já tive até hoje foi uma 206 SW Présence 1,6, versão rara e cor mais rara ainda (azul de Chine)… saudades da Kátia Flávia e seus 611 km rodados com um tanque de 55 litros de gasolina, uma versão bem equilibrada dentro da linha.

  • Fórmula Finesse

    O HR-V é um pouco monótono em virtude da caixa CVT, mas a direção é rápida, a suspensão apoia bem e a ergonomia é bacana – sem contar que o console elevado (manopla da caixa baixinha) dá um temperinho psicológico para quem vai dirigir…Igual ao Civic não é, mas os quadris ficam lá embaixo como ele se ajustar o assento, dá para se divertir se a intenção não é andar sempre buscando limites nas curvas.

  • Domingos

    Mas será que usando 195/60 já não seria macio o suficiente? Ouço bem dos Hankooks há um bom tempo também.

    Os Continentais não são dos mais macios, embora os ache muito bom nesse compromisso.

  • Domingos

    Não entendia a fascinação com esse relógio, embora fosse algo muito útil com o cronômetro junto dele.

    A gente vivia tempos diferentes mesmos. Ao menos eram mais inocentes, mas que a gente ficava maravilhado com certas coisas sem sentido era verdade…

    • Domingos,
      Numa época analógica, um relógio digital incluindo cronômetro era tecnologia de ponta.

  • Domingos

    Exatamente. Os braços ou ficam muito distantes ou muito próximos do volante. Os bancos também são de um formato bem ruim no encosto.

    • Lucas

      Domingos, mais ou menos isso. Se regulo a distância do banco para e melhor posição para as pernas, o volante fica distante, me obrigando a manter os braços muito esticados. Se regulo o banco para a melhor posição para os braços, fico com as pernas muito próximas dos pedais, me forçando a deixá-las muito erguidas e flexionadas.

  • pedro rt

    Acho que as SW morreram mesmo. Elas só vão existir em certos nichos como a linha A4/A6 e classe C, E e CLS na Audi e Mercedes. A Volvo só tem uma, a V60, e a BMW faz parte da maioria que tirou todas de linha para investir na linha X aqui no Brasil.

  • pedro rt

    Espero uma história sobre as peruas Chevrolet como a Caravan, Marajó, Corsa Wagon, Ipanema e a Suprema para fechar com chave de ouro. Infelizmente a GM aboliu esse segmento em 2001 com a Corsa Wagon.

  • Carlos Eduardo

    Uma correção: A Belina/Corcel LDO surgiram somente na linha 75. A com lateral de madeira era chamada Country Square Luxo

  • Carlos Eduardo, obrigado pela lembrança, realmente a sigla LDO para o Corcel nasceu em 1973. Eu tive um laranja mandarim zerinho

  • Sr. Olívio.

    Del Rey/Belina, o mais lindo painel do Brasil.