Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas NISSAN MARCH SV 1-LITRO 3-CILINDROS, NO USO (COM VÍDEO) – Autoentusiastas

NISSAN MARCH SV 1-LITRO 3-CILINDROS, NO USO (COM VÍDEO)

Nissan March 3-cilindros 18

O Nissan March até que tem aparecido bastante aqui no Ae, mas ainda estava faltando um ‘no uso’ com o motor 3-cilindros que iniciou as vendas em março último. Quando apareceu a chance de testá-lo eu mas que depressa me candidatei, pois venho de uma série de muitos carros menos acessíveis à grande maioria. Além do que eu também queria andar de 3-cilindros. Então já fui buscar o March bem preparado psicologicamente.

Eu já tive vários carros de 1 litro. Só passei para 1,4 quando fui comprar um 1-litro bem equipado e o vendedor me convenceu que por pouca coisa a mais eu levaria um conjunto melhor. Era pouco mesmo. Mas o carro era para minha esposa que roda no máximo 5.000 km por ano e só na cidade. O 1-litro seria mais que suficiente.

E com os modelos mais recentes beirando ou ultrapassando os 80 cv de potência, bem completos nos equipamentos básicos, e com uma boa economia de combustível, em termos de necessidades racionais os 1-litro atendem bem, muito bem. Outro dia alguém escreveu que considera os 1-litro perigosos. Eu já acho que perigoso é o motorista que não sabe bem qual é a capacidade dos seu carro. E diga-se de passagem, deve ser a grande maioria. Claro que carros 1-litro são bem mais lentos em retomada e levam um tempo bem maior para recuperar velocidade. Mas um bom motorista deveria saber disso e se comportar tendo as limitações em mente. Por exemplo, em subidas deveria sempre ficar na direita e evitar ultrapassagens; nestas, em vias de mão dupla, deve considerar muito antes de se colocar em risco. Não é o carro que o coloca em risco, nunca. E acima de tudo, o bom motorista deve saber usar o câmbio para explorar o motor ao máximo. Então não sofri nem um pouco nos mais de 800 km que rodei com o March.

 

Nissan March 3-cilindros 20

1-litro 3-cilindros, a nova tendência

Logo que sentei ao volante e saí andando tive três impressões iniciais. Eu gosto de guardar bem essas impressões e reavaliá-las ao final do teste. Isso no caso delas serem negativas ou positivas, mas algumas vezes não há esse caráter de bom ou ruim, são apenas constatações.

No caso do March a primeira impressão que tive é de que ele tem o ponto “H” (altura do acento) mais elevada. Ajustei a a altura do banco no mínimo e continuei me achando alto. Sabidamente prefiro carros baixos por um motivo muito simples: quanto mais baixo melhor o comportamento dinâmico (claro que generalizando a afirmação). Mas o March 1-litro é um citadino típico e não há necessidade ou propósito prático em ser baixo. E o assento um pouco mais alto tem suas vantagens. Todos os de estatura mais baixa adoram. As mulheres adoram e agora os homens que estão se acostumando com suves e crossovers também estão gostando. A altura mais elevada, de fato, proporciona uma visão um pouco melhor e ainda há outra vantagem, o conforto para entrar e sair do carro.

 

Nissan March 3-cilindros 13

Posição de dirigir mais elevada e excelente visibilidade

Outro ponto que notei imediatamente é o conforto de rodagem. O conjunto pneus (185/60R15),  suspensão, e bancos, que são todos os amortecedores entre o chão e o nosso corpo, absorve muito bem as imperfeições do piso. Já vou aproveitar e falar da suspensão. Diante dessa primeira impressão achei que o March fosse mole demais. Mas não é. Seu conjunto McPherson e eixo de torção é muito bem calibrado e aceita bem uma tocada mais forte. Pude experimentar bem na Serra de Campos do Jordão. O conforto é aumentado pela maciez da espuma dos bancos. Por outro lado, os bancos quase não têm suporte algum em curvas, onde devido à altura (o March é o mais alto do segmento, com 1.526 mm de altura) há uma rolagem um pouco maior quando se exige mais. Porém na cidade ele é bem gostoso. Apenas em piso muito irregular a suspensão se perde um pouco, talvez pelo curto entreeixos (2.450 mm).

 

Nissan March 3-cilindros 25

Rodas aro 15″ com pneus 185/60, uma boa combinação para priorizar o conforto

E minha terceira impressão é o sobre o que todo mundo quer saber, o motor 3-cilindros. Já de saída sente-se um som bem diferente. Mas esse som tem mais relação com a caixa de ar, pois o motor é bem liso. Quando eu tinha uns 16 anos meus amigos tiravam os filtros de ar de suas motos 125, CG e RD, para deixar o som de aspiração mais grosso. Esse é mais ou menos o som do March enquanto o motor enche. E ele também apresenta uma sensação diferente. Muita gente pode se enganar em um primeiro momento achando que ele vibra mais. Não vibra mais, vibra diferente. Com o uso a gente vai se acostumando e até gostando.

 

Nissan March 3-cilindros 21B

Novo coração nipo-brasileiro, repare no longo coletor de admissão

O Bob já descreveu com detalhes as características desse motor quando o March foi apresentado a imprensa em janeiro. Mas vou dar uma relembrada, pois as vendas só começaram em março. O novo motor HR10 teve sua potência aumentada em 3 cv em relação ao motor anterior (Renault D4D) passando a 77 cv a 6.200 rpm e o torque foi mantido em 10 m·kgf, mas agora a 4.000 rpm ante 4.350 rpm no motor substituído. O 3-cilindros tem um duplo-comando com acionamento por corrente e variador de fase na admissão, 4 válvulas por cilindro e  coletor de admissão bem longo para privilegiar o enchimento dos cilindros em baixa. É um conjunto bem moderno só faltando o variador de fase no escapamento (que o 1-L Ford tem). O curioso é a aceleração de zero a 100 km/h caiu de 13,9 para 15 segundos, com álcool. A velocidade máxima informada é de 154 km/h, perdendo bastante para o 4-cilindros, em  que era informado 167 km/h  E o consumo de combustível não melhorou tanto assim, ao menos no papel.

Segundo o Inmetro/PBEV: cidade 12,9 e 8,8 km/l (gasolina/álcool);  estrada, 15,1 e 10,3 km/l, idem. Com o outro motor, 10,7 e 8,7 km/l e 14,8 e 12,5 km/l, mesmas ordens. Na cidade, em São Paulo, minha média foi 11,4 km/l com gasolina, chegando a 11,8 e depois caindo para 10,6. A melhor média que eu já consegui fazer, talvez durante toda minha vida. E olha que não dou moleza para o pedal direito. Talvez o que justifique mais essa alteração seja o fato de agora o March 1-litro ter um coração Nissan e fabricado no Brasil, em Resende (RJ). E ainda acho que logo esses 3-cilindros vão ganhar mais alguns cm³ e receber um turbinho para equipar as versões mais caras. 

 

Nissan March 3-cilindros 03

Consumo rodando em São Paulo: 11,8 km/l com gasolina

Mas os números nem sempre revelam tudo. A caixa não mudou com o novo motor, exceto a quinta ficou mais longa. O March tem 1ª e 2ª marchas bem curtas, algo em torno de 10% mais curtas que na versão com motor 1,6-litro (sendo 3ª e 4ª as mesmas para as duas versões. Isso o deixa bem espertinho nas arrancadas, mas há um espaçamento um pouco maior entre a 2ª e a 3ª. Não chega a ser um buraco, a Nissan não faria isso, mas nitidamente se sente a perda de fôlego. Como na cidade não se chega nunca a 100 km/h eu suspeito que em medição de zero a 60 km/h o March se saia parelho com os outros 3-cilindros do mercado. No caso o up! faz o zero-a-100 km/h em 12,4 segundos, o Ka em 13,9 e o HB20, em 14,9.

Um ponto de destaque do March é o trambulador. O acerto de primeira linha. Muito importante especialmente num 1-litro, que exige exercício constante do braço direito e perna esquerda. Isso tanto na cidade quanto na estrada. E a embreagem também excelente, macia sem ser muito mole e com um curso na medida exata. Não me cansei nem um pouco. Na estrada, quem quiser acompanha o tráfego bem próximo do limite de velocidade, 120 km/h, tem que trabalhar. Não dá para ficar dando sopa, não, pois nos aclives se chama a terceira com facilidade. A versão testada, a topo de linha dos 1-litro, a SV, tem isolante acústico no capô. Mas mesmo assim a 120km/h  o ruído interno poderia ser menor. Não me incomodei muito na viagem para Campos pois o sistema de áudio, de série na versão SV, é de primeira linha também. Excelente qualidade do som quase sem distorção alguma e pela conectividade muito fácil, seja pelo Bluetooth para o telefone, com comando no volante, ou usando as entradas USB ou auxiliar. Essas entradas ficam alojadas em um cantinho abaixo do porta-luvas e evitam ter os fios pendurados diretamente no áudio como em alguns modelos.

 

Nissan March 3-cilindros 01

Excelente sistema de áudio com Bluetooth e comandos no volante

O March é um carro muito urbano. Em tamanho apenas o up! é menor que ele. Seus retrovisores, apesar da boa visibilidade também são pequenos. A direção tem assistência elétrica regressiva com a velocidade, com uma calibração muito bem acertada também. Junte-se a isso um diâmetro de giro de apenas 9 metros, altura mais elevada e 1ª e 2ª mais curtas e aí dá para entender bem sua vocação. Eu usei e abusei dele na cidade, fiz duas balizas incríveis estacionando em vagas com no máximo 20 cm de folga na frente e atrás. Fazia tempo que eu não estacionava tão bem. Com o entreeixos bem curto, o espaço traseiro não é tão generoso. “Bob atrás do PK” vai mais ou menos; “Bob atrás do Bob’ até que vai bem. Carros altos melhoram a sensação de espaço, mas nada ajudam para as pernas. O porta-malas tem 265 litros, em linha com o segmento, mas o espaço é muito bem aproveitado, pois as caixas de roda quase não invadem o compartimento. E o estepe é operacional.

 

Nissan March 3-cilindros 14

Interior muito bem executado, mas com a racionalidade característica dos japoneses

O acabamento interno é muito bom e bem-feito. Acho apenas que texturas mais modernas podem das um aspecto mas moderno e agradável. Na versão SV o nível de equipamentos é muito bom com todos os equipamentos necessários. Outro destaque é o ABS com assistência de frenagem, um diferenciador no segmento.

Meu corpo foi muito bem tratado pelo March. Some-se a isso um bom nível de equipamentos e a confiabilidade tradicional das marcas japonesas, e tem-se uma boa opção para um transporte urbano. A versão testada, SV, tem preço sugerido de R$ 41.000 (tire R$ 10 para saber o preço exato…).

Nesse primeiro trimestre de 2015 a Nissan ocupou o 9º lugar em emplacamentos, ficando atrás de Toyota e Honda. Mas as duas japonesas emplacaram pouco mais que o dobro da Nissan. No entanto, agora a Nissan parece estar acertando sua oferta de produto para o Brasil, mas ainda tem o desafio de conquistar novos clientes, o que está cada vez mais difícil, pois todas as marcas estão se mexendo a presentando boas opções.

Só falta mesmo a Nissan informar a velocidade máxima, embora dê para estimar que seja ao redor de 160 km/h. Mas é sempre bom ter esse dado oficial da fábrica. Afinal, é um direito da imprensa e, principalmente, do consumidor, tê-lo.

Nota: A Nissan informou em 8/05/15 que a velocidade máxima é 154 km/h.

Gostei: conforto, consumo de combustível  e sistema de áudio
Pode melhorar: desempenho, texturas e acabamentos internos

PK

 

 

 Fotos: autor

FICHA TÉCNICA NISSAN NEW MARCH 1,0 SV (3-cilindros)
MOTOR
Designação HR10
Instalação Dianteiro, transversal
Material do bloco/cabeçote Alumínio/alumínio
Configuração/nº de cilindros Em linha / 3
Diâmetro x curso 78 x 69,7 mm
Cilindrada 999 cm³
Taxa de compressão 11,2:01
Potência máxima 77 cv a 6.200 rpm (G/A)
Torque máximo 10 m·kgf a 4.000 rpm (G/A)
Nº de válvulas por cilindro Quatro
Nº de comandos de válvulas/ acionamento/ localização Dois/corrente/cabeçote
Formação de mistura Injeção eletrônica no duto, acelerador eletrônico
Combustível Gasolina comum e/ou álcool
TRANSMISSÃO
Rodas motrizes, câmbio Dianteiras, manual
Nº de marchas Cinco à frente + ré
Relações das marchas 1ª 4,091:1; 2ª 2,238:1; 3ª 1,393:1; 4ª 1,029:1; 5ª 0,795:1; ré 3,546:1
Relação do diferencial 4,500:1
SUSPENSÃO
Dianteira Independente, braço triangular, mola helicoidal, amortecedor pressurizado com batente hidráulico e barra estabilizadora
Traseira Eixo de torção, mola helicoidal e amortecedor pressurizado
Curso da suspensão dianteira 146 mm
Curso da suspensão traseira 203 mm
DIREÇÃO
Tipo Pinhão e cremalheira com assist. elétrica indexada à velocidade
Diâmetro mínimo de curva 9 m
Relação de direção 18,3:1
Voltas entre batentes 3,4
FREIOS
Comando Hidráulico, duplo circuito em diagonal, servoassistido a vácuo
Dianteiros A disco ventilado Ø 260 mm
Traseiros A tambor Ø 203 mm
Controle ABS, EBD e auxílio à frenagem
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 6Jx15 (estepe de aço)
Pneus 185/60R15H (Bridgestone Turanza ER300)
PESO
Em ordem de marcha 964 kg
CONSTRUÇÃO
Tipo Monobloco em aço, hatchback, 4 portas, 5 lugares, subchassi dianteiro
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto 0,33
Área frontal (calculada) 2,04 m²
Área frontal corrigida 0,673 m²
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento 3.827 mm
Largura sem espelhos 1.675 mm
Altura 1.526 mm
Distância entre eixos 2.450 mm
Bitola dianteira/traseira 1.470/1.475 mm
CAPACIDADES
Porta-malas 265/1.132 litros (VDA)
Tanque de combustível 41 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h 15 s (A)
Velocidade máxima 154 km/h
CONSUMO (Inmetro)
Cidade 12,9 km/l (G), 8,8 km/l (A)
Estrada 15,1 km/l (G), 10,3 km/l (A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª 30,9 km/h
rpm a 120 km/h em 5ª 3.890 rpm
rpm em velocidade máxima (4ª) 6.470 rpm

(Atualizado em 8/05/15 às 15h20, informação de velocidade máxima)

Sobre o Autor

Paulo Keller
Editor Geral

Engenheiro mecânico com pós-graduação em marketing e administração de negócios iniciou um grupo de discussão sobre o mundo do automóvel no final dos anos 90. Em 2008 percebeu que a riqueza do conteúdo desse grupo não deveria ser restrita aos seus integrantes e então criou o blog AUTOentusiastas. Seus posts são enriquecidos com belas fotos que ajudam a transmitir sua emoção e sensibilidade. Além de formatar e manter as mídias sociais do site. Visite: www.paulokeller.tumblr.com.

  • $2354837

    Como esses flex gastam não? O carro mais econômico que tive foi um Fiesta Class (Street) Rocam 2000, gasolina. Com trânsito pesado de 2 horas para percorrer 20 km, o carro ainda fazia 12,5 km/l. E o carro andava muito bem.

    • Fat Jack

      Meu Street 2004 não faz isso não, em compensação o 206 1.4 Flex do meu pai… ô carrinho econômico!

    • Rafael Sumiya Tavares

      Com o PK dirigindo não seria tão econômico, tenha certeza, o motorista é o que mais influência o consumo, e o querido PK é pé na tábua !

  • Mr. Car

    Se fosse trocar de carro hoje, o March teria grandes chances. Ensaiei uma troca ano passado, fui ver assim que lançaram o nacional, fiz test-drive, aprovei, mas meu carro está tão novo que acabei desistindo. Como uso o carro praticamente só em rodovias, e muitas de pista simples, gosto de ter reserva de potência e torque maior, para ultrapassagens e retomadas mais folgadas. Então, pelo mesmo preço deste 1,0 SV, eu ficaria com um 1,6 S, um pouquinho menos equipado, mas com aquele belo 1.6 16v, ou quem sabe gastasse R$ 3.000,00 mais, e levasse logo o SV, tão equipado quanto este.

  • Fórmula Finesse

    A nova safra de carros de um litro é terrivelmente eficaz, passados os primeiros 1000, 2000 kms, quando bem amaciados – não deixam nada a desejar (se vazios) em desempenho. Se o motorista for esperto e estudar bem as curvas de torque (porquê ninguém vai ficar o tempo todo na linha vermelha do contagiros), vai ter um companheiro sobre rodas bacana nas mãos.
    Ótima matéria PK!
    FF

  • TDA

    Boa matéria PK. Se eu fosse trocar de carro, o March seria uma boa escolha. Gosto muito do custo-benefício dele, mas pegaria a versão 1.6 pois prefiro ter mais torque disponível e menos trocas de marchas. Ainda não andei nesse modelo, mas pelas matérias que li, fotos e o vendo pelas ruas, gostei do aspecto geral da frente, do conforto que a direção com assistência elétrica e os pedais bem posicionados e leves devem proporcionar, o bom câmbio também deve agradar. O que não gosto no March é o aspecto da traseira, principalmente lanternas, não gosto de faróis monoparábola, fico meio dividido com o painel e os instrumentos. O estilo japonês super-sóbrio não me agrada muito. E detesto carro com isolamento acústico deficiente.

  • CorsarioViajante

    Fiz test-drive no March anterior, e notei o mesmo no tocante ao banco: sempre muito alto. Me incomodou.
    O que você diz do interior, eu diria do carro inteiro: faltou emoção. É tudo mais ou menos acertado, funciona bem etc, mas falta emoção, sei lá. Eu dirigi o 1,6, que é um ótimo motor, mas a dinâmica não me seduziu. Enfim, espero que a Nissan encontre seu público e ofereça mais uma boa opção por aqui.

    • Lyn

      Na versão 1-L é bem sem emoção mesmo, já nos 1,6 o motor é simplesmente excelente, mas o carro não acompanha tal excelência.

      • CorsarioViajante

        Exato. Este motor parece ter um ótimo compromisso entre consumo e desempenho, mas merecia um carro mais “acertado” para um entusiasta.

    • Cesar Mora

      Exatamente, em 2013 precisei comprar um carro 0-km e econômico, e ele era imbatível no custo-benefício, à época paguei 29.000,00 em um 1,0S completinho (só não tinha roda de liga e som original) e era um carro muito bem feito, mas…ele não te empolga nunca… mesmo sem me decepcionar em nada, quando pude voltar a ter um carro com mais motor e sobretudo emoção (já que estou longe de ter um esportivo hoje) em uma vantajosa troca entre particulares, passei o simpático Gohan para frente.

  • Paulo Júnior

    O que dizer da estabilidade, a uma velocidade mais elevada (acima de 100 km/h), bem como da rigidez torcional? Li algumas análises que não foram de elogios nesse sentido, mas realmente fico em dúvida de outros veículos de imprensa que não o Ae. A Nissan não iria dar “bobeira” de fazer um carro ruim de curva.

  • Rogério Ferreira

    Sem querer comparar alhos com bugalhos, a questão é que o March, por mais que tenha bons predicados, é vendido por 37.990 (mesmo preço do HB20). Um take up! 4 portas, com ar-condicionado sai por R$ 36.100. Novo Uno 1-L, 4 portas, por 36.500. Gol 1-L 4 portas Com ar. + DH por 34.740(!) Ka, por R$ 38.990 e Sandero 1, por 34.070(!)… Todos oferecendo o conforto mínimo de ar- condicionado e direção assistida. A Nissan só precisava baixar um pouco o preço, cerca de R$ 2.000, para alavancar as vendas do March e depois cativar o cliente pela qualidade. E por falar em pós-venda, sabemos que esse é um outro ponto crucial para Nissan. Espero que melhore, com a nacionalização, pois a fama atualnão é das melhores.

    • Rafael Sumiya Tavares

      Rogério,
      O preço é curioso, pois comprei um 1.6 SV em dezembro de 2014 por R$ 39.000, a tabela era R$ 41.000 na época, já no Ka não me deram 1 real de desconto e não tinha para pronta entrega. Levei em consideração também o seguro. Por enquanto estou satisfeito com o pós-venda.

  • BlueGopher

    O que ainda faz (muita) falta à Nissan é oferecer em seus produtos um estilo marcante, cativante.
    Parece que falta ousadia, seus carros se perdem na multidão.
    E, para os brasileiros, beleza é fundamental.

  • Roberto Alvarenga

    O motor 1-litro de 4 cilindros da Renault é muito bom. Minha mãe tem um Clio, é excelente. Eu não entendi até agora a vantagem de a Nissan ter adotado o motor de 3 cilindros. Pelo que tenho lido nos testes por aí, o desempenho é pior, o consumo é igual…

    • Fat Jack

      Faço minhas as suas palavras, na prática, acho que foi mais pelo efeito “estético” da coisa, ou seja dizer: “Olha, mercado, temos um 3 cilindros também, já podem comprar!”

      • Roberto Alvarenga

        A diferença para a concorrência é que, no caso da VW e da Ford, os motores de 3 cilindros representaram uma evolução evidente ante aos antigos 1-litro 4-cilindros. No caso da Nissan, parece que a coisa regrediu um pouco (ao menos em termos de resultados práticos de desempenho e consumo, que é algo que importa muito pra quem compra carro 1-litro).

  • Fat Jack

    PK, há uma coisa que tem me intrigado bastante nas avaliações (em geral) do March 1.0 3 cilindros, praticamente todas indicam que houve uma pequena melhora de desempenho, enquanto os números dizem o oposto, não seriam as características deste novo motor que dão maior “sensação de velocidade” que o anterior? Nem mesmo nas medições de retomada ele consegue empatar em desempenho com a versão anterior (segundo as publicações que li).
    A Nissan tem que resolver pelo menos alguns grandes problemas para “embalar” no mercado nacional: pós-venda, fornecimento de peças e atendimento da rede de concessionárias. Tenho um conhecido que é dono de auto-escola e comprou alguns, estando hoje bastante arrependido, não pela qualidade dos carros em si, mas pela dificuldade de manutenção, falta de peças e absoluto descumprimento dos prazos combinados para a entrega dos carros, desnecessário dizer o quanto isso é agravante para quem tem o carro como ferramenta de trabalho…

    • CorsarioViajante

      Minha tia também está penando com isso com sua Livina.

  • Roberto Alvarenga

    P.S.: Parabéns pela qualidade do vídeo! Excelente!

  • Leonardo Mendes

    Esse March do teste ficou bem atraente, mais discreto que o “irmão” azul com rodas diamantadas que apareceu em todo canto no lançamento.

    • Mr. Car

      O “irmão” azul era um SL, com as rodas diamantadas (além de outro desenho), e maçanetas cromadas. O azul chamativo eu acho muito interessante em um carro do porte do March, mas também prefiro as rodas mais discretas do SV, bem como suas maçanetas na cor da carroceria.

  • Lyn

    Muito bom o video.

  • Arthur

    Apartir da 3ª as relações são como do 1,6, mas o diferencial é bem mais curto.

  • João Guilherme Tuhu

    Ainda prefiro o 1,6. Mas que os 1-L estão andando bem, é inegável.

  • Domingos

    Idem. A moda de rodas diamantadas é outra praga que virou mundial. Acho que estão tentando conquistar consumidores de novos mercados e logo começa aquele papo de “adequar gosto”.

    Tudo bem, apesar que carro bonito é carro bonito em qualquer lugar. O problema é que começam a apelar pra coisas bem duvidosas que às vezes um único mercado gosta, aí com a produção em massa passam a fazer isso para todo santo lugar…

  • João Alcim Neves

    Concordo contigo, Fórmula Finesse. E olha que o meu 1-L nem é tão novo assim: é um Celta Life 2009 com mais de 100.000 km rodados (praticamente 50% deles comigo) e… Que carrinho bacana de ter, viu? Sempre acabo lembrando desse texto do Carlos Maurício Farjoun quando falo dele: http://autoentusiastas.com.br/2012/02/carrocinha-divertida/

    JJ

    • Fórmula Finesse

      Como diz o AK; ´´e o motorista que faz o carro…

  • Domingos

    Desisti da compra de um March recentemente por esse exato motivo. Adorei a versão 1.6, mas infelizmente toda pessoa que pesquisei teve reclamações com esses itens.

    As concessionárias Nissan também não me passam a mesma confiança que Honda e Toyota já na hora da venda…

    De resto, o PK matou a charada: o carro deve ser melhor no 0-60, comprometendo o 0-100. O 0-60 na cidade é mais usado, claro, porém isso deixa as coisas meio “interessantes” na estrada…

  • Domingos

    Integração de linha, provavelmente. O 3-cilindros deve ter mais espaço para melhoria também, quando for necessário.

  • Domingos

    Esses 11,8 que o PK achou incrível eu fazia num Corolla manual… E com trânsito e ar, apesar da gasolina ser a E20/22 na época.

    Nunca dirigi para fazer média exclusivamente, ainda por cima.

  • marcus lahoz

    Eu acho que deveríamos ter motores 1,2-L no Brasil, tornar parelho com a Europa. Mas o certo mesmo seria que o imposto fosse em cima do consumo, quanto menor o consumo, menor o imposto.

    Sobre o March parecer ser bom, a Nissan que precisa melhorar, principalmente na questão de peças. E entre um March, um up! e um Ka; pego primeiro o VW, depois o Ford.

  • Rafael Sumiya Tavares

    PK,
    Tenho um 1.6 SV modelo 2015, gostei de tudo, mas justamente o trambulador me incomodou, já enrosquei a terceira e quinta algumas vezes, talvez tenham melhorado. Já o punta tacco sai fácil, mesmo com o meu pé 38. Estou adorando o carro, durante uma semana indo de Barueri a Interlagos fiz espantosos 17,5 km/L com gasolina comum! E é incrível como anda esse 1.6… Lobo em pele de cordeiro!

    • Sergio

      Vivendo e aprendendo, eu sempre achava que era ‘triangulador’ que se falava, agora aprendi que o correto é trambulador! 🙂
      Até assisti de novo o video do PK e ele também fala corretamente, eu é que estava viciado no erro e ouvia errado… hehehe
      Lembrei do blog Virunduns, que acho que não existe mais, mas achei esse vídeo com alguns exemplos: https://youtu.be/PW0gOr0b-TY 🙂

  • Félix

    Eu não consegui me acertar com o banco do March. Tenho apenas 1,70 m, mas acho que estou ficando fora de moda e achando os bancos da maioria dos carros atuais muito altos. Estranho também o volante que despenca quando você tenta regular a sua altura.

    • CorsarioViajante

      Também senti essa nova “tendência” de sentar nas alturas. Acho que é para ganhar espaço interno, forçando o motorista lá para a frente. Vide Polo x Fox.

  • Aureo Teixeira

    Gostei do som do motor, lembra o do DKW!!! Abraços.

  • Arruda

    Sei que provavelmente a causa é o ângulo das lentes, mas a tonalidade do pára-choque dianteiro está destoando do pára-lama em pelo menos três fotos. A mais gritante na foto do topo.

    • Domingos

      Não é muito incomum os para-choques e outras partes plásticas terem cores ligeiramente diferentes entre elas e o resto do carro.

  • Leonardo Mendes

    Exatamente.
    Mesmo o vermelho que apareceu no post do Bob quando do lançamento dessa motorização ficou bem bonito e discreto, a despeito da cor.

  • Hugo Borges

    Também penso assim, Lipe. Estava de 1-L e agora estou com um 1,4-L. As ultrapassagens são bem mais fáceis e a força do motor ajuda a manter 120 km/h constantes, confortáveis e seguros. Todavia, o 1-L fazia o mesmo, porém, com mais paciência e trocas de marcha. Dentro da cidade, o carro era mais do que suficiente (anda e pára) e super-econômico. Por isso, também não entendo essa birra com os milzinhos. (rs)

  • Lucas dos Santos

    Estava curioso para ver o “No uso” desse carrinho. É um carro “tipicamente japonês”, em que os refinos sempre estão sempre mais voltados para o desempenho e tecnologia do que para acabamentos e perfumarias.

    Como já comentei em avaliações anteriores, esse volante da Nissan, com botões somente de um lado, causando assimetria, me incomoda! Dá impressão que está faltando algo do outro lado.

    Quanto ao vídeo, o PK acertou em cheio! Um carro urbano apresentado em ambiente urbano! Acho que foi um dos melhores testes do Ae com um carro de 1 litro. Deu para explorar bem as características do carro e mostrou que um carro “um-ponto-zero” nesse contexto é perfeitamente viável. Só faltou pegar uma ladeira, hehehe!

    Gostei da idéia de colocar o microfone dentro do cofre do motor, ficou bem interessante.

    Quanto ao preço, creio que é “o preço da novidade”. Quando motores de três cilindros deixarem de ser novidade e se tornarem mais comuns, creio que o valor deva ficar mesmo patamar dos atuais 1,0 de quatro cilindros.

  • Lucas CRF

    Penso da mesma forma, Félix. E olha que nem nos 1,70 m consegui chegar. Talvez seja herança dos antigos Voyage e Santana que tivemos em casa, mas sempre preferi sentar baixo.

    Abraço

  • Paulo Belfort

    Me incomoda o botão pequeno do ar-condicionado, destoando do painel. Talvez se fossem do mesmo tamanho…
    Outro detalhe que me incomoda são os botões, apenas de um lado do volante. Poderiam colocar as funções do computador de bordo do outro lado, tirando o pino próximo ao velocímetro.

    Carro tipicamente urbano!
    Seria interessante ver mais “no uso” com modelos 1-litro de três cilindros.

  • Rafael Guerra

    Paulo, volto aqui para deixar um video lá de fora com o HR12DE com CVT, queria saber qual a dificuldade de lançar essa opção aqui no Brasil com o HR10DE, faria sucesso.

  • Rogerio

    P.K ao andar em primeira marcha tem relatos na internet que esse cambio faz barulho como a marcha ré,percebeu algo?abraço.