Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas MOTOCICLETA, SERÁ MESMO UM VEÍCULO PERIGOSO? – Autoentusiastas

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Por mera coincidência essa foi a “Semana da Motocicleta” no Ae. Teste da Honda CTX 700N pelo AK, a história do leitor Marcos Alvarenga e o triste evento da Simone, a matéria de ontem. Os três assuntos geraram até o momento em que escrevo esta um total de 117 comentários entre 12 horas do dia 31/3 a agora de manhã. Portanto, motocicleta é um assunto importante e por isso mesmo muito discutido.

Por isso, faço a pergunta (como sempre me fiz): será mesmo a motocicleta um veículo perigoso?

Tudo leva a crer que sim e há praticamente um consenso quanto a isso. Pais e mães que se recusam taxativamente a dar uma para seu filho, como minha mulher quando nosso filho falou no assunto anos atrás.

Um leitor-amigo do Rio comentou a matéria de ontem dizendo andar de moto há 40 anos sem nenhum tipo de problema. Disse ele: “Este ano completo 40 anos andando de moto,TODO DIA, cada vez me cuidando mais, mais atento, mais cerebral… Não temos mais peças de reposição, amigo.”

Em vista do que ele disse, afirmo aqui : a motocicleta NÃO é um veículo perigoso. Tudo está na pecinha que está sobre a sela e com as mãos no guidão, só que com uma importância um pouco maior do que a outra que fica entre o banco e o volante.

O que o amigo-leitor carioca disse sobre ficar cada vez mais atento, mais cerebral, é a síntese de como deve ser o comportamento do motociclista. Com atitudes como essa, por acaso exatamente a minha desde que comecei a andar de bicicleta a motor em 1955, com 12 anos, dificilmente quem anda de motocicleta se verá causando ou se envolvendo num acidente.

Infelizmente não é o que se vê.

Nunca vou vou esquecer a morte do Milton Silva, irmão de um grande amigo, o Nélson Silva, brincando de empinar sua Honda CB 500, excedeu a potência e a moto caiu para trás, ele batendo a cabeça no solo e tendo morte instantânea. Estava sem capacete, claro, afinal era apenas um brincadeira diante de amigos num sábado à tarde.

Creio que o maior problema da motocicleta é ser necessário conhecimento perfeito do veículo e ter a técnica e habilidade para pilotá-la, algo muito parecido quando se trata de aviões. Isso, obviamente, não existe e até certo ponto é impraticável.

 

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A Honda ministra cursos de pilotagem de motociclistas (foto motonline.com.br)

Por ser impraticável um aprendizado e treinamento semelhante  a um curso de pilotagem de avião, o motociclista novato apenas aprendeu a fazer a moto andar, mas praticamente nada conhece de seu funcionamento, das leis de Física envolvidas nela que, combinado com atitude pouco ou nada séria em relação ao veículo que está conduzindo, leva ao acidente e, como conseqüência, à pecha de “veículo perigoso”.

Isso se combina com a tendência de experimentar, vivenciar a velocidade (até com automóvel acontece) e aí temos o que se vê, mortes, lesões graves, seqüelas.

A coisa é tão absurda e chegou a tal ponto de distorção da realidade que o hoje a profissão de motomensageiro passou a ser classificada como de alta periculosidade pela lei que rege as relações trabalhistas — só porque o índice de acidentes com motociclistas — em especial  com motoboys —é catastrófico, praticamente duas mortes por dia em São Paulo.

Entretanto, casos como o do leitor-amigo carioca e meu próprio são mais numerosos do que se pensa.

Quando começou a onda de motocicletas bem no começo dos anos 1970, resultado da ofensiva japonesa nos mercados mundiais, comprei uma Yamaha DS7 250 bicilíndrica e um ano depois, uma RD 350. Menos de dois anos depois, uma Honda CB 500. Quando vim para São Paulo em 1978, pouco depois comprei de um vizinho de prédio uma Honda CB 450 pouco rodada. Usei muito essas três motos como transporte pessoal, raras vezes (e só no começo, pela novidade) em passeios. Portanto, sempre em meio ao tráfego. Nunca tive problemas de acidentes senão um pequeno tombo ao parar no sinal devido a óleo na pista com a RD e um raspão num táxi (Corcel branco, me lembro) com a 500. Machucar-me, jamais.

 

DS7

Minha primeira japonesa, Yamaha DS7 (foto caldas.com.br)

É perfeitamente possível andar de motocicleta com toda segurança desde que se conheça o veículo, se tenha treinamento de verdade e não se procure fazer do uso normal a prática do motociclismo de competição. Também, é claro, ter a moto em perfeito estado de manutenção e sem esquecer dos únicos dois pontos de contato com o solo: os pneus. Eles não podem jamais ter profundidade de sulco inferior a 2 mm.

Tão importante quanto esses cuidados, o conhecimento pleno do código de trânsito, seus deveres e obrigações.

E a motocicleta deixará simplesmente de ser um “veículo perigoso”.

BS

Foto de abertura: fisherlawgrouptennessee.com


Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

  • ccn1410

    O que falta para muitos é conhecimento e medo.
    Qualquer um, que apenas sabe escrever alguns rabiscos e que nunca leu um livro ou mesmo um artigo de revista, poder ser habilitado.
    Aqui em minha cidade, por exemplo, existe um número muito grande de motocicletas, mas a cada ano que passa diminui o número de alunos no colégio. E aí o que vemos são malucos sem conhecimento algum, a cometer atos bárbaros na cidade e rodovias próximas.

    • João Pedro

      Medo: é ele que nos preserva. Perdeu o medo, perdeu a segurança.

  • Guilherme Spader

    Tem muito o tal “o cara me fechou, passou o pare, etc”, mas quem pilota uma moto não pode se dar ao luxo de esperar que o outro faça o que seria normal. Vejo muitos vídeos de pessoal com motos de alta cilindrada a 40, 50 km/h no corredor de veículos! Bicho, qualquer mancadinha, uma mudança de pista de um carro e já era. Aqui onde moro, no norte de MG, os motoqueiros são campeões em cortar caminhão, ônibus, carro, o diabo, pela direita. Uma conversão sem olhar direito e a motoca vai pra baixo, resultando em vários “amassados ” embaixo desses veículos. Ah, o cara não ligou o pisca…. É meu cocoruto que tá em jogo, não confio neles nem a pau! Tem muita coisa errada, mas uns 80% dos culpado somos nós mesmos, pilotos das motocas os culpados.

    • Felipe

      Falou tudo parceiro. E eu ainda arrisco dizer que em 98% dos acidentes envolvendo motos, o culpado é o motoqueiro mesmo. Ou se o motoqueiro não é o culpado, ele poderia ter evitado ou amenizado o acidente. Tenho uma Honda Lead que uso todos os dias para ir ao trabalho já faz 5 anos e no meu caso o único acidente que me envolvi foi culpa totalmente da motorista que bateu na minha traseira quando parei no sinal vermelho. Pelo menos ela estava devagar e os danos foram apenas materiais.

  • V_T_G

    Como não é perigoso? Imaginemos uma situação hipotética onde o condutor da faixa ao lado inadvertidamente invade abruptamente sua faixa de rodagem. Num carro o resultado é um amassado e o transtorno numa moto pode ser sua vida. Não há parâmetro que permita comparação.

    • Bob Sharp

      V_T_G
      Primeiro, é uma situação apenas hipotética. Segundo, nada um pouco de freio não resolva ao se perceber que o carro ao lado vem para nossa faixa.

      • Mr. Car

        Bob, continuo com minha convicção: é perigoso, mesmo com todos estes cuidados que você citou, e que, em teoria, tornam o perigo menor. Se a situação da invasão de pista é hipotética, a de que haja tempo de frear, também o é, pode simplesmente não haver tempo, e aí, ainda que o motociclista não tenha em nada colaborado para o acidente, ele leva a pior. Claro que há muitos casos como o seu e o do seu conhecido que anda há 40 anos sem nada acontecer, mas temos também o caso do Jô Soares, que andou de moto por 30 ou 35 anos sem nada acontecer, e depois sofreu dois acidentes em curto espaço de tempo. Resolveu que não ia dar chance para um terceiro. Você certamente conhece aquela famosa e divertida (eu acho, he, he!) frase em inglês: “shit happens”. Pois é: quando acontecer, eu não quero estar sobre um veículo onde sou o para-choque. Em tempo: um dia, na juventude, eu também quis uma moto. Muitos amigos tinham, e eu andava com meus próprios pés. Tal como o Vital da música dos “Paralamas”, eu precisava do meu sonho de metal para me sentir total, he, he! Eu vivia então, aqueles dias em que achamos que somos imunes a tudo, que nada pode nos acontecer, que somos imortais. Meu pai não quis nem colocar o assunto em pauta. Fiquei p*to, claro, mas logo depois um amigo morreu aqui, outro ali, passei a ter acesso aos carros do meu avô, descobri que era muito bom estar dentro de um nos dias de chuva e frio, no aconchego do quentinho, ouvindo um sonzinho no “Roadstar” enquanto os amigos se molhavam e tiritavam de frio sobre suas motos…desisti de vez. E claro, essa discussão é tão infinita quanto aquela outra de “carro 0km mais pelado, ou usado completão”, e nenhum dos defensores de cada lado vai se convencer dos argumentos do outro. A diversão está nisto, he, he!
        Abraço.

        • João Pedro

          Mr. Car, na verdade viver é perigoso. O prazer de conduzir uma motocicleta é algo que compensa o risco, exatamente como acontece com um automóvel (nesse caso, risco menor, prazer menor, mas nem por isso deixa de ser também um prazer)

      • V_T_G

        Sr. Sharp,
        sabemos que nem todos os acidentes são evitáveis, dai o nome. O que estou dizendo é que nestas situações o motociclista sempre estará em desvantagem.

    • Jonas Jorge

      Nesse caso, perigoso é o condutor do outro veículo. Ou o que eu chamaria de “conduzido”, pois não possui domínio do veículo, para deixá-lo invadir a pista contrária. Dependendo da velocidade, o dano será grande a vítima estando de carro, moto, tanque de guerra…

      • V_T_G

        Ahan,
        por que um esbarrão de carro possui os mesmos efeitos em um outro carro e numa moto….
        LOGICO que é uma situação desigual! Não há como negar!!

    • João Pedro

      Quem é o perigoso nessa situação hipotética? O motociclista ou o condutor da faixa ao lado?

    • $2354837

      Já tive esse colisão conforme indicado. Estava conduzindo um scooter. Um carro veio em minha direção na faixa da direita para cortar os carros (sim, ele estava fazendo gracinha). Joguei a moto na porta dele para não cair. O resultado foi uma porta amassada e uma moto arranhada. Não me feri.

    • $2354837

      Já tive esse colisão conforme indicado. Estava conduzindo um scooter. Um carro veio em minha direção na faixa da direita para cortar os carros (sim, ele estava fazendo gracinha). Joguei a moto na porta dele para não cair. O resultado foi uma porta amassada e uma moto arranhada. Não me feri.

      • V_T_G

        Ahan, quem morre não esta aqui para depor.

  • Newton (ArkAngel)

    Como diz-se usualmente na aviação, “um acidente é o resultado de uma série de erros”, creio que esse raciocínio também possa ser aplicado às motos., e, atualmente, às bicicletas.
    Some-se uma série de fatores, tais como: péssima manutenção da máquina, péssima formação dos pilotos, péssima formação cultural e péssimas condições das ruas, e o resultado não poderia ser outro.
    Ressalto ainda que, devido à demonização dos carros por vocês já sabem quem, e ao incentivo ao uso das bicicletas em ciclovias mal planejadas que prestam um desserviço aos ciclistas mal informados, os acidentes envolvendo bicicletas com carros e pedestres tendem a aumentar, com resultados ainda mais trágicos em relação às motos.

  • Victor

    Concordo com o ponto de vista do texto desde que se retirem todos os outros usuários da via, aí sim, conhecendo a moto e andando com prudência o condutor dificilmente vai se acidentar, não estaria completamente livre da possibilidade, ainda pode ter um cachorro atravessando a rua correndo. Acho a moto muito parecida com o cigarro: dá prazer, é viciante, mas pode matar. Então é melhor não provar. Depois que experimenta o prazer é difícil largar.

    • João Pedro

      Victor, o condutor (ou motociclista) cuidadoso pode antecipar as “bobagens” dos demais em praticamente todas as situações.

  • Marcos Alvarenga

    Exatamente o que eu tentei falar no meu texto, Bob.
    Dominando a técnica os riscos são minimizados.

    A explicação do alto número de acidentes está na forma como as motos são conduzidas. Qualquer um pode ser adestrado naquela pista ridícula, sem aprovado no exame e sair no transito de qualquer cidade, em qualquer moto, muitas vezes sem nem ter a noção de que é preciso muito mais para se pilotar com segurança.

    Tenho certeza que me tornei um motorista muito melhor depois de ter começado a pilotar motos.

  • Angelito

    Excelente texto BS! Infelizmente o maior problema do motociclista e do motorista é o mesmo: falta de treinamento e de atenção ao dirigir.

  • Jonas Jorge

    Meu pai sempre teve motos (lembranças da RX 180), e nunca as julguei perigosas. No meu emprego anterior, eu tinha que me locomover para o local de trabalho cerca de cem quilômetros diários, 85% estrada, e o fiz por quatro anos, de motocicleta, prioritariamente. Estar sempre atento, ao comportamento dos outros motoristas, e sobretudo me livrando do automatismo, são medidas essenciais. Aproveito desde já para agradecer ao Bob por uma dica que ouvi antes mesmo de dirigir, na época do Best Cars: variar ao foco de visão, alternando o foco de forma frequente.

  • jr

    A moto é extremamente perigosa, intrinsicamente perigosa até. É muito fácil ocorrer uma situação que provoca desequilíbrio e acidente que sempre pode ser muito grave, independente da velocidade, pois o condutor e carona não possuem qualquer tipo de proteção. Não há técnica que impeça muitos dos acidentes, pois muitos não dependem do condutor nem de seu equipamento. Tenho vários amigos que conduzem motos há décadas. Todos já se arrebentaram severamente. Uns são teimosos e continuam a usar motos, outros as abandonaram. Só para ficar nuns poucos casos… Um recentemente voltava de viagem com um grupo de colegas motoqueiros. Um motoboy, que estava parado no acostamento, arrancou, entrou na pista fechando o grupo. Foi um esparrame, um strike, o meu amigo levou um tombo e fraturou o tornozelo. Por sorte o tornozelo apenas, que o deixou gemendo de dor por 4 horas no pronto-socorro até ser sedado e 4 meses sem encostar o pé no chão. Outro voltava para casa como todo dia, final de tarde, escurecendo. Naquele fatídico dia do acidente a prefeitura instalou uma lombada no meio da quadra da casa dele. A lombada, que ele não conhecia pois não existia pela manhã quando saiu de casa, era de material escuro (pré-fabricada?), não estava pintada nem havia sinalização. Bom, uma semana de UTI, mas sobreviveu sem sequelas. Um outro caso recentíssimo, um colega conduzia sua moto pelo caminho habitual por rua próxima de casa sem qualquer movimento, rua interna de bairro. Quando se aproximava da esquina um carro veio pela travessa, ignorou o PARE e entrou na rua, vindo em sua direção. Voou um 10 metros e por sorte nada sofreu, graças ao capacete, roupa especial e sorte, muita sorte. São alguns dos casos que conheço, que ilustram a fragilidade da situação do motociclista frente ao inesperado. Por mais técnica ou perícia que se tenha, o trânsito, o brasileiro em particular, inclui instabilidades incontroláveis. Não basta ser treinado, seguir as regras, etc. Tem uma surpresa a cada esquina. Aqui na esquina de casa, por exemplo. Ruas perfeitas, sinalização semafórica funcional. Domingo passado mesmo, uma senhora atravessou um sinal vermelhíssimo com seu novo Uno e se chocou contra um CR-V, um outro carro que não me lembro. Estes, com o choque e desvio de trajetória, atropelaram uma moça que conduzia docemente (lembre-se, Domingo 10h00 da manhã) sua Honda Biz (ou algo assim). Nos carros, vários danos materiais. A moça quebrou uma perna, um braço e estava na UTI pelo choque da cabeça com a calçada (estava de capacete).
    Enfim,. é isso!

    • Ricardo – Vitória ES

      É isso tudo aí mesmo que disseste! Não há como dissociar a moto de um acidente eventual não obstante todo o cuidado, perícia e prudência do condutor da moto. As variáveis externas indiferentes ao condutor da moto são imprevisíveis.

    • Bob Sharp

      jr
      Não existe isso de “equilíbrio” em motocicleta ou qualquer veículo de duas rodas. Ela se mantém “de pé” por efeito giroscópico das rodas, nada mais.

  • Mineirim

    Moto é veículo perigoso, sim!
    Já tive três motos: ML125, CB400 e Elefantre 30.0. Com a ML e a CB, percorria cerca de 70 km diariamente, no percurso casa-trabalho-faculdade-casa. Com a CB fazia viagens, inclusive entre SP e BH.
    Atropelei um cachorro com a CB e me ralei todo “surfando” no asfalto.
    Com a Elefantre, quebrei o ombro. Ao entrar numa avenida, ainda em baixa velocidade, atropelei outro cachorro e caí de lado. Depois disso, desisti.
    Foram muitos anos de pilotagem, sem nunca ter acertado um retrovisor. Mas não há margem de manobra em duas rodas.

  • Acyr Junior

    Aprendi andar de moto em 1980 visto que no colégio onde estudei, alguns dos meus amigos já tinham as 80tinhas, Garelli e afins. Um desses amigos (amigo até hoje, diga-se) ao me ensinar disse o seguinte:
    – ” fica frio que ninguém cai de moto aprendendo, quem tem ** (pííí), tem medo !! O trouxa só vai cair quando achar que já sabe pilotar, que não precisa de mais experiência. Aí vai ficar com gracinhas até se estatelar na traseira de um carro ou no chão.”
    Eu que sei: tomei meu único tombo de moto em 1992, com uma CBR, por estar pilotando com uma única mão e sem nenhum equipamento de segurança. Por estar muito próximo de casa, fui relaxando, diminuindo a velocidade e, na primeira depressão na pista, caí !!! Deprimido fiquei eu na hora que vi o estrago na moto zerinho. Nem liguei para os esfolados (joelhos, cotovelos e mãos) …

  • Renan V.

    As motos, chegará um dia, sairão todas da fábrica com ABS, só isso reduzirá muitos acidentes, mas ainda sim aposto que serão muitos outros pela elevada confiança que o aparelho passará ao condutor: Ele, todo seguro da potência e eficácia de frenagem e da impossibilidade das rodas travarem numa freada brusca, aumentará a dose no acelerador.
    Pesa também o fator cultural aqui: Abrir escapamento é moda e parece que instinga abusos em acelerações, arrancadas e etc…, poucos se contém e quase nenhum dos garotos avalia o risco, creio que nem pensam nisso. Conseguem se matar com motos pequenas, imagine as grandes e médias. Tem também os sujeitos de maior poder aquisitivo e maior idade, que, longe de serem habilidosos ou estarem treinados, compram motos de desempenho assustador e saem pelas rodovias “imitando” Valentino Rossi, Casey Stoner e outros. Poucos sabem que a moto está anos-luz a frente deles em desempenho, frenagem, capacidade de inclinação, aceleração e principalmente; velocidade máxima.
    Concordo com tudo o que o Bob disse, moto não é um veículo perigoso, mas muito poucos poderiam ter uma sob seu poder.

  • Boni

    É perigoso, sim. Você fica cada dia mais “viciado” (risos).

  • Rolim

    Se é perigoso?
    Tente fazer seguro de uma moto e compare com o seguro de um carro (ambos com mesmo proprietário/condutor), levando para um fator “valor de veículo” X “valor do prêmio”.
    Ou será que as seguradoras são preconceituosas?

    • Marcos Alvarenga

      Acho que adoçante engorda. Já percebeu que todo mundo que usa adoçante é gordo?

    • $2354837

      Roubos de motos são muito maiores.

    • $2354837

      Roubos de motos são muito maiores.

  • Eduardo

    Motociclos são tão perigosos quanto qualquer outra máquina, seja ela uma prensa, um automóvel, uma aeronave, uma arma de fogo, etc.

    A moto, em si, não mata. Quem “morre”, são os inconsequentes que abusam (Geralmente há sim um excesso de confiança por parte dos “moTRanqueiras”). Há sim um fator sorte… Mas esse é destinado ao acaso.

    Falo pois uso minha motoca quase todos os dias. Quer seja no trânsito caótico da “paulicéia desvairada”, quer seja nos passeios de finais de semana/viagens. A maioria dos colegas de asfalto que vi morrerem, foram por pura inconsequência. Uns poucos por inexperiência e um ou outro por “azar”.

  • Mr. Car

    Nem sempre. Certos prazeres não compensam o risco.

    • F A

      Cair da corda bamba no circo sem rede de proteção também é hipotético mesmo com profissionais treinados. E aí? É perigoso?

      • Domingos

        Questão de semântica. A corda si, tal como a moto, não representa maiores perigos a não ser seu desequilíbrio nato – por isso é uma boa comparação.

        O desequilíbrio pode ser perfeitamente compensado e controlado com cuidado e habilidade. Aviões voam perfeitamente com poucos acidentes dessa forma.

        O problema é que, no caso do equilibrista, a habilidade perfeita é cansativa e não existe num ser humano. E, no caso do motociclista, o problema é o logos onde se tem 1 milhão de variáveis sendo controladas por outras pessoas que não são perfeitas – e em todas as falhas dessas, você corre o risco de cair.

        Portanto não é o veículo que é perigoso e sim que é impossível estar seguro nele dentro de condições normais. Mesma coisa com a corda bamba.

        Só que uma coisa fica tão associada a outra, mas tanto mesmo, que não tem como fugir: são coisas perigosas mesmo.

    • Renato Mendes Afonso

      O risco maior existe quando você não tem a perícia, não conhece e menos ainda respeita o veículo e suas características e as características do ambiente (e isso inclui também o comportamento dos outros condutores, seja qual veículo eles estiverem). Nesse caso até mesmo andar a pé pode ser um enorme risco dependendo da experiência, saúde, ambiente e como você encara tal atividade.

      Vejo que o problema maior é a formação dos motociclista que a motocicleta em si. Um ótimo motociclista dificilmente se envolverá em um acidente, menos ainda em um acidente grave, por mais que algumas características da motocicleta, da via e do trânsito não sejam favoráveis.

      • Mr. Car

        Eu já vejo que um ótimo motociclista só esta pilotando a moto dele, e como você disse, está cheio de péssimos motociclistas e motoristas pilotando e dirigindo outras motos e carros.

      • V_T_G

        O problema, caro Renato, é o imponderável. E no imponderável a balança infelizmente pende contra o motociclista.

    • Domingos

      Exato. E também não vejo graça no risco da moto. Simplesmente existe uma divisão entre quem gosta de moto e quem não.

      O prazer da moto para mim seria chegar rápido, o que é descompensado pelo chegar vivo.

      Vento na cara, paisagem por todo lado, cheiro de gasolina etc. simplesmente tem zero valor para mim – quando não é negativo.

      Aliás, se eu gostasse de moto talvez já estaria morto. Imagino como seria ter a puxada de um Ferrari num negócio de 30 mil reais.

      Porém como não gosto e o risco simplesmente não tem justificativa ou atrativo para mim, pode puxar como um Bugatti Veyron por 10 mil que vou preferir um bom carro simples com 0-100 na casa dos 12 segundos (mas dá para aceitar até uns 18 se for para não ter que andar de moto).

  • Renato Mendes Afonso

    Lendo comentários de uns dias para cá, vejo que tenho uma opinião totalmente divergente em relação as motos: Por mais que eu adore fortemente carros, vejo que, como meio de transporte rotineiro (trabalho/casa, casa/faculdade ou pequenas comprar) atualmente não há nada motorizado que seja mais eficiente que uma motocicleta. Culpar a motocicleta pelos acidentes graves não me parece muito diferente de culpar o álcool devido acidentes causados por motoristas embriagados.

    Motos conseguem ser tão seguras quanto carros, entretanto, como o Bob falou, exigem muito mais do motociclista para tal do que um carro de seu motorista. E realmente, nessa altura da sociedade, infelizmente não é para qualquer um conduzir propriamente uma motocicleta, embora a aprendizagem sempre seja possível. O problema é o mesmo: deficiência dos CFCs para formar bons condutores e, se com condutores de carros já é um problema, com motociclistas a situação tende a ser pior.

    Vejo algumas pessoas colocando o veículo como perigoso devido o suposto potencial em “fazer vítimas graves”, mas vejo que, assim como qualquer veículo, quem faz sua segurança é o condutor, com sua direção defensiva, conhecimento sobre o veículo respeito aos seus limites: motos exigem atenção sempre no que você está fazendo e no ambiente em sua volta e tudo isso, aliado ao conhecimento sobre a máquina, eu diria que torna 90% dos acidentes evitáveis, e do percentual que sobrou, a maioria não passará de sustos caso o motociclista esteja devidamente protegido (capacete, uma boa jaqueta e calçados específicos, pelo menos).

    • César

      Concordo com você no tocante à formação propiciada pelos CFC’s.
      Entretanto, as estatísticas demonstram que o número de acidentes envolvendo motociclistas sem habilitação é muito maior do que envolvendo aqueles que passaram pelas aulas. Inclusive, a proporção é assustadora.

      • Lucas dos Santos

        Como motos são veículos relativamente baratos, é comum as pessoas, na ânsia de “se livrarem” logo do transporte público, comprarem a moto primeiro e só depois se preocuparem em obter a habilitação.

        Alguns ainda permanecem um bom tempo sem habilitação até se cansarem de procurar caminhos alternativos e evitar determinados horários para não cair em blitz e acabam optando por se regularizar.

        É como eu disse em outro comentário: a formação de condutores – especialmente de motos – é precária. Mas quem é habilitado e prestou o mínimo de atenção nas aulas têm pelo menos uma noção de como as coisas funcionam, especialmente em relação a leis de trânsito e regras de circulação. Já quem não é habilitado, muitas vezes, nem mesmo se interessa em aprender antes por conta própria e sai às ruas completamente “cru”, tentando aprender com uns erros em um ambiente que não costuma tolerar erros!

        No trânsito eu costumo ter cuidado redobrado quando avisto uma moto. Não tenho como saber se quem a conduz possui a mínima noção do que está fazendo. Eu sequer atravesso a rua se uma moto estiver se aproximando. Trato esse tipo de veículo da mesma maneira que veículos de emergência: só atravesso depois que ele já passou pelo local!

      • Renato Mendes Afonso

        Essas estatísticas ainda sim não invalidam o que eu falei, inclusive até ajudam a validar. Leve em consideração que é um veículo de facílimo acesso comparado a um carro (com 3 mil reais da para comprar uma moto em excelente estado tranquilamente) e que como o Bob falou, depende muito mais do motociclista para fazer sua segurança do que o carro do seu motorista. Soma-se isso a deficiência em perícia dos motociclistas no Brasil, e não é de se surpreender essa estatística que você apontou. Se mesmo com habilitação os motociclistas em media não tem noção do veículo que estão conduzindo, como esperar que inabilitados o tenham?

        Sem contar o “manter se cerebral”: Moto exige muito mais atenção a sua volta, senão o maior prejudicado será o motociclista. E na minha opinião, não adianta responsabilizar qualquer meio de transporte por seus acidentes e respectivas vítimas.

  • braulio

    Por partes: Sim, acredito que o ABS será obrigatório em motos num futuro não muito distante. Mas não acredito que isso irá reduzir o número de eventos com consequências indesejáveis (ainda estou na dúvida se posso chamar alguns desses eventos, principalmente os que envolvem comportamento perigoso, embriaguez e velocidades incompatíveis com a rua de acidente. O sujeito sabe que vai dar m* e assume o risco. Cadê o acidente disso?). Se pegarmos as estatísticas do primeiro trimestre de 2013 e compararmos com as de 2015, veremos pouca mudança nos acidentes de carros (em que pese a gasolina mais cara, o medo de gastar num passeio e não sobrar para pagar alguma conta depois, etc.), apesar de o ABS ser obrigatório nos carros desde o ano passado.

    • Renan V.

      A maior parte dos condutores não sabe o que é ABS e os que sabem não tem idéia de como usar isso a seu favor.

  • Bob Sharp

    Rolim
    Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O fato do fator risco ser maior com a motocicleta tem apenas a ver com o que eu disse no texto, a falta de habilidade/conhecimentos para conduzir uma. Não é a motocicleta que é perigosa, mas quem a pilota é quem a torna assim.

    • Rolim

      Então as seguradoras são preconceituosas?
      Ainda que nivelando a situação com mesmo proprietário/condutor dos 2 veículos.

      Qualquer veículo na garagem é seguro; qualquer veículo se torna mortal se entregue a um irresponsável.
      Mas na moto a coisa fica bem pior do que num carro nas mesmas CNTP (rsrsrs, mesma condição de pista, condutor e velocidade).

      • Bob Sharp

        Rolim
        Fica pior, sim, é evidente, mas só SE bater. E andar bem de moto é garantia para que isso não aconteça. Como muitos se acidentam, as seguradoras, que não são bobas, se garantem com prêmios mais altos. Não há mistério nisso.

        • Domingos

          Bob, me desculpe, mas garantia de não bater me parece acreditar também que carro com boa nota em crash-test é “imortal”. Isso não existe.

          O problema da moto é que qualquer besteira microscópica é chão. Isso poderia ser resolvido com o uso de roupas como a do Moto GP, porém é de um parto sem tamanho e que quase ninguém usa.

          O veículo não é “perigoso ou não”, o problema é que se você não bater alguém vai.

    • gpalms

      Bob, acho que o que a maioria dos que discordam do texto entenderam que a motocicleta em si não é o problema, e sim o condutor, que pode ser despreparado ou desatento. Mas mesmo preparando-se e tendo atenção máxima, ainda sim não se consegue mudar a realidade dos outros condutores! Ao seu redor ainda sim terão desatentos e inábeis. E isso é que é perigoso.

  • V_T_G

    Nossa, difícil, hein! A questão não é quem está certo mas quem vai se ferrar num incidente desses, um carro ou uma moto.

    • Domingos

      Esse é o xis da questão. Tem hora que não interessa muito quem é o errado, até porque geralmente o errado não paga a conta – depois a vida cuida dele, mas isso é outra história.

  • claudio fischgold

    Até o inicio dos anos 70 não tinha e nem andava de moto. Em 1973 a Honda, para difundir as motos, criou o primeiro rali de motos no Brasil, denominado Rally Honda – JB, visto que era co-patrocinado pelo finado Jornal do Brasil. Depois de muito papo de convencimento, o Aluísio Lemos (sócio da revenda Puma Lemos e Brentar) conseguiu que eu concordasse em ser o navegador dele neste rali. Fui para o mesmo me borrando de medo, mas ao final eu tinha sido picado pelo mosquitinho das motos. Em 1980 comprei minha primeira moto (uma CB 400) e rodei com ela e outras duas CB 450 até 1994, quando tive um acidente indo para o trabalho, às 7:30 h da manhã. Estava indo da minha casa na Barra da Tijuca para Santa Cruz, pela antiga Rio – Santos (hoje Av. das Américas) quando, no início da subida da Grota Funda, vinha, em sentido contrário um ônibus, e, atrás dele um carro, que resolveu fazer uma saída à esquerda para pegar a estrada dos Bandeirantes. Quando o cara do carro me viu, tentou voltar para a pista dele, mas, ainda assim, o espelho lateral dele bateu na minha manete esquerda e me jogou no chão. (Sim, por poucos centímetros ele não me acertava em cheio, de frente). Como eu estava com a indumentária necessária, só tive umas ralações, mas mesmo assim me levaram para o hospital. Lá chegando, o médico, quando soube que era acidente de moto, resolveu me gozar, e ficou perguntando se aquele era meu décimo quinto ou vigésimo acidente. Quando respondi que era o primeiro, ficou calado. Como isto ocorreu na mesma época em que o Jô Soares tinha tido dois tombos de moto em menos de um ano, a família me convenceu a vender a moto.

    • $2354837

      Nos anos 70? Jô Soares caiu nos anos 90.

    • $2354837

      Nos anos 70? Jô Soares caiu nos anos 90.

  • Lucas

    Eu diria que motocicleta é mais perigosa que carro. Só. No mais, em ambos é possível se matar ou matar alguém, basta “querer”.

  • Jesiel

    Tenho 49 anos e 28 conduzindo motos quase que diariamente, ainda estou virgem de acidentes. Pode ser também um pouco de sorte, mas nunca dou chance ao azar.

  • César

    Para mim, é absolutamente impossível “apreciar a paisagem” durante a condução de uma motocicleta. Não há qualquer margem para a distração. Não consigo relaxar ao guidão (não que relaxe ao volante, mas me sinto mais tranquilo).
    Mas como tudo tem um lado bom, depois que comecei a andar de moto, além de me tornar um motorista melhor, comecei a perceber que bons condutores, de qualquer veículo que sejam, podem antecipar as barbeiragens dos outros e prever situações de risco de modo a tomar providências preventivas imediatas, com uma margem de segurança bem ampla.
    O perigo existe, mas que coloca “um pouco de sal na vida”, ah, disso não tenho mais dúvida…

    • Gabriel Bastos

      Concordo com o César. Andar de moto nos torna melhores motoristas, nos da mais noção de tempo e espaço e nos da aquela famosa vista de outro ângulo do trânsito e seus coadjuvantes.

      • Domingos

        É o “sensor de Deus” e o “sensor de c*gada”. Isso se aprende mesmo com o trânsito, caso contrário ou é uma colisão por semana ou um tombo por semana.

        Quanto mais a necessidade de treiná-lo, como andar rápido ou andar de moto, melhor ele fica mesmo…

    • Cadu Viterbo

      Sem dúvidas. Com moto, sua visão se amplia para além dos próximos 2 veículos. Você passa a antever o cruzamento, a entrada da marginal adiante, o asfalto 50 m antes, seu retrovisor é mais visitado pelos olhos e percebe segundos antes a intenção de um motorista!

  • Ricardo – Vitória ES

    Não vejo como o tema deste post possa chegar a resposta certeira fora do óbvio. Se é evidente que uma pessoa, ou mais de uma, sentada sobre um motor com nada ao redor a não ser o próprio deslocamento/movimento, pior, no meio de uma via a mercê de outros veículos com potencial de causar morte instantânea numa eventual colisão.
    O fato do motociclista ter prudência é apenas um atenuante para o perigo eminente.
    Subir numa moto e participar do trânsito (outras motos, carros, obstáculos, animais e pessoas) é perigoso, não há como contestar.

  • Lucas Peixoto

    Discordo. Jamais poderemos controlar ou prever a conduta de todos os outros condutores. Se de carro já há mortes por culpa exclusiva de terceiros, o que dizer das motos que não possuem nenhuma barreira física? Isso é indiscutível. Nesse caso, contra números não há argumentos. Insistir o contrário será demagogia.

    • Domingos

      Eu acho o mesmo. É inevitável que alguém vá bater em você um dia, não conheço UM único motorista que nunca tenha sofrido uma batida de alguém.

      O veículo em si eu tenho certeza que é seguro. Ao menos na mão de talvez menos de 10% da população que saiba ser responsável e manter bem a moto. O contexto é que deixa a moto intrinsecamente perigosa e desse contexto só se escapa andando no campo ou em área fechada…

      É a divisão entre quem é “do carro” e quem é “da moto”. Coisas parecidas com responsabilidades parecidas, mas não adianta que geralmente quem tem a mentalidade do carro não entende quem tem mentalidade da moto e quem tem a da moto não entende como quem tem a mentalidade do carro pode não gostar ou não achar perigoso a moto.

      Não aprecio em nadas as motos. A praticidade deve ser a maior entre absolutamente todos os veículos e a puxada em reta das esportivas é boçal de forte, mas ainda assim não me atrai em nada – e o perigo é boa parte da razão.

  • Leonardo Mendes

    Gostar de moto aqui em casa foi algo inevitável.

    Nos anos 80 meu levava a mim e a meu irmão numa reluzente CB 500 para a escola… eu na garupa, meu irmão no tanque, singrávamos a av. Ana Costa… de maneira irresponsável, claro, não dá pra negar.
    Hoje, depois de alguns tombos no passado, papai faz uso de um Burgman 650 para viajar com os amigos… aos 74 anos cai na estrada com eles, para desespero da minha mãe.
    Na TV eu vibrava com os dramas e peripécias de Devlin, o Motoqueiro… daí para a moto entrar na nossa vida foi um pulo.

    Andei de moto de 95 até 2008, quando um ladrão se apaixonou pela minha Falcon e a levou para dar uma volta que dura até hoje (saudades eternas, Scarlett)… sustos eu tomei de montão, mas jamais caí, parte por cuidado, parte por medo.
    Meu irmão, pelo contrário, levou um sonoro tombo com uma DR 650, mas porque foi cortar um ônibus pela esquerda, rodando sem retrovisores, piscas e capacete… sobreviveu, graças a Deus, e hoje roda num PCX 150 com o quádruplo do cuidado de outrora.

    Aprendeu a lição, ainda bem.

  • Fórmula Finesse

    A motocicleta não é um veículo perigoso por si só, apenas é (bem) mais vulnerável que um carro. Por exemplo: se a condição de aderência na tua frente mudar violentamente (óleo, brita superfina…etc); de nada adiantará moto em perfeitas condições ou conhecimento de pilotagem: quase certo que haverá um tombo.

  • RoadV8Runner

    Para mim, motocicletas são mais perigosas em caso de acidente, sejam eles causados pelo condutor, sejam causados por outros. Como eu não tenho experiência ao volante de motocicletas, hoje em dia penso com reservas em ter uma.
    Porém, penso da mesma forma em relação a motos quando se trata de carros antigos: a insegurança existe, mas é tudo questão de postura ao dirigir e até que ponto o indivíduo aceita correr riscos. Sei que ao voltante de meu Opala a segurança é mínima em caso de acidente, mas daí a um acontecer, tem muito chão pela frente…

  • Como diz Jô Soares: a moto foi feita para cair para esquerda ou direita. Um dia ela vence.

  • Bob Sharp

    Lucas Peixoto
    Só para relembrar: “É perfeitamente possível andar de motocicleta com toda segurança desde que se conheça o veículo, se tenha treinamento de verdade e não se procure fazer do uso normal a prática do motociclismo de competição.
    Também, é claro, ter a moto em perfeito estado de manutenção e sem esquecer dos únicos dois pontos de contato com o solo: os pneus. Eles não podem jamais ter profundidade de sulco inferior a 2 mm.”

    • $2354837

      Bob, considero o formato do pneu (“enquadrando” por andar muito em reta) pior que o sulco em si. O formato do pneu já tem um grande fator de tirar a água e não formar a lâmina de aquaplanagem.

    • $2354837

      Bob, considero o formato do pneu (“enquadrando” por andar muito em reta) pior que o sulco em si. O formato do pneu já tem um grande fator de tirar a água e não formar a lâmina de aquaplanagem.

  • Luiz_AG

    Contar que ele ia nos encontros de Harley de plataforma e descia na rua de trás ninguém conta…

    • Leonardo Mendes

      Rapaz, eu já tinha ouvido isso em encontros de moto e em rodas de amigos mas achava que era lenda.

      • $2354837

        Ele andava há muito tempo, tem foto dele circulando por aí com uma DT. Talvez pela idade ou ser uma figura pública, sei lá, começou a levar as motos de plataforma. O último tombo que gerou esse discurso xiita dele tinha andando poucos metros depois de sair da loja do Edgard Soares com uma Fat Boy. Parece que se esfregou com um carro….

      • $2354837

        Ele andava há muito tempo, tem foto dele circulando por aí com uma DT. Talvez pela idade ou ser uma figura pública, sei lá, começou a levar as motos de plataforma. O último tombo que gerou esse discurso xiita dele tinha andando poucos metros depois de sair da loja do Edgard Soares com uma Fat Boy. Parece que se esfregou com um carro….

  • Eduardo Silva

    Sim, Rolim, as seguradoras são “preconceituosas”. Mas não é só com moto não. E não são ó as seguradoras. Planos de saúde, por exemplo, têm a mania de achar que velhos vão morrer antes de crianças.

    Pegue o mesmo carro que uma mulher de 40 anos casada tem e tente fazer o seguro para um recém habilitado de 18 anos, solteiro e universitário.

    O risco de roubo é maior, e por que? Porque a bandidagem adora uma moto, principalmente potente, justamente pelas vantagens citadas aí em cima.

  • Gabriel Bastos

    Obviamente pilotar motos é mais perigoso que guiar carros, porém o exagero de acidentes que chegamos no Brasil se deve sem dúvida ao baixo nível de educação de nossos pilotos em especial moto boys. Basta andar nas ruas de São Paulo ou então nas comunidades do Rio de Janeiro que da um misto de pena destas pessoas e nojo de suas atitudes,( Rio gente pilotando sem capacete, avançando sinal, cortando pela direita descalço e por ai vai ) (SP, mototaxistas loucos buzinando infernalmente arrancando retrovisores e fechando a todo instante , como um bando de cães raivosos ) . As estatísticas contam estes acidentes, porém está mascarado por uma atitude suicida e/ ou de baixo nível. Quantos acidentes vemos de pilotos sérios ? Não se equipara ao de motoristas de carros sérios ? Tenho dois amigos que faleceram em acidentes de carro e nenhum em acidente de moto.

  • Luiz_AG

    Bom, ando de moto há 22 anos,continuamente. Na cidade de São Paulo desisti de usar o automóvel. Com o excesso de veículos (só para irritar o Bob Sharp) e as políticas totalmente errôneas a respeito da mobilidade urbana, o que tenho utilizado para percursos médios e longos é a moto. Para curtos, até 10 km utilizo bicicleta, desde que não tenha compromissos que tenha que estar apresentável ou não tenha chuveiro por perto. Utilizo uma rede de academias que possui várias unidades na cidade para tomar banho. Assim em uma unidade que esteja perto entro e tomo banho.

    Desde 2007 eu não me utilizo de carro para deslocamento diário em São Paulo, para mim (eu! eu! eu!) é totalmente inviável. Trânsito, tempo de deslocamento, custo de estacionamento… Prefiro utilizar uma scooter Honda Lead 110 que faz 37 km/l em ciclo urbano e estaciona em qualquer buraco. Para bagagem a mesma possui dos compartimentos, um com mais 50 litros em baixo do banco e um baú com 33 litros. Quase o mesmo tanto que um Ford Ka de primeira geração.

    Cada ano economizo por volta de 10 mil reais não utilizando carro para percurso diário. Contando que um carro tenha um custo anual de 15 mil reais…

    Todo final de semana me desloco para uma cidade distante 250 km de São Paulo onde tenho residência e moram familiares. O custo ida e volta dá por volta de de 70 reais de moto contra 190 reais contando combustível e pedágio de moto. Toda a bagagem é presa a bagageiros e alforges e não pego trânsito na chegada a São Paulo.

    Uma economia absurda de 8 mil reais ao ano. Ao total dá mais de 10 mil reais ao ano, que faz uma absurda diferença ao final de 5 anos, suficiente para colocar mais um carro bom dentro da garagem.

    Sobre acidentes? Calculo ter andado de volta durante esses 22 anos por volta de 700 mil km de moto. Poucos acidentes, o mais grave foi um pé trincado resolvido rapidamente. Sempre utilizando equipamentos de qualidade e confortáveis.

    Chego a conclusão que ou estou fazendo hora extra ou moto não é mortal. Perigoso sim, como viver é. Nunca mortal.

    • Domingos

      Bom, preferia não economizar. Motociclista costuma ter um espírito meio de não ligar para muita coisa, como conforto ou praticidade.

      Quando penso numa vida onde até para a viagem do fim de semana teria que tomar cuidado quintuplicado ao pegar uma rodovia com um veículo pequeno como uma bicicleta, porém motorizado, e ainda por bagagem em pequenos compartimentos, se vestir mais do que um piloto de F1 e ainda ter que tomar banho na chegada e na saída eu prefiro os tais mil reais mais bem gastos do que na minha conta.

      Também não vejo graça em economizar tanto tempo assim, seja no dia-a-dia ou em viagem. Viajar rápido é legal mantendo uma velocidade de cruzeiro constante, por exemplo. Ficar andando de final o tempo inteiro enche…

      Talvez por isso a população em geral queira melhor infra-estrutura e transporte. Bicicleta e moto são coisas que poucos têm espírito e paciência para usar, porque são soluções muito compromissadas.

      Tomar banho fora de casa é outro porre. Ciclista realmente é outro ser.

      Não vejo essas coisas como solução para cidade alguma.

      • $2354837

        Domingos, é um direito seu. Respeito isso. Mas percebo pelo seu discurso que nunca subiu em uma moto. Também é um direito seu.
        Mas não é o calvário que você imagina. Pelo menos para mim.
        Outro dia fui conduzindo um Mercedes C 180 de um aparentado (1.6 turbo, belo carro) econômico, confortável no mesmo trajeto e pasme! Cheguei mais cansado do que de moto. Talvez ter me tirado da rotina, me deslocar pela cidade até encontrar o aparentado e se preocupar com o conforto do passageiro tenha me deixado mais tenso durante a viagem.
        Outra coisa que recomendo é que não se ponha no lugar de quem anda de carro, moto, avião asadelta, skate, bicicleta ou qualquer outro veículo sem nunca ter provado. Aparenta preconceito.

        Abraços.

        • Domnigos

          Certos preconceitos a gente aprende que é bom ter e que, na verdade, não é preconceito. Preconceito bem embasado não é preconceito.

          Por exemplo, prefiro não experimentar nunca nenhuma droga e achar ruim “por ignorância ou preconceito” mesmo, prefiro ser um pouco “atrasado” mesmo, já que o mundo moderno prova cada vez mais que isso não passa de verborragia.

          Eu sei que, por exemplo, algumas drogas possuem um efeito que em muitos é extremamente “legal”, porém prefiro continuar com o meu preconceito de achar tudo bem ruim. O que se justifica plenamente quando você enxerga a realidade total da situação.

          O mesmo tipo de pensamento dogmático nos leva a não ter sexo com parentes, por um ótimo motivo. É muito bom o homem ser um pouco “preconceituoso” e dogmático.

          Levo aqui apenas o assunto como discussão filosófica, sem comparar a moto com drogas ou com esse comportamento é claro.

          Agora, o que penso efetivamente sobre o assunto é que realmente eu nunca subi mesmo e tenho condições de dizer que realmente não quero e não acho legal.

          Talvez seja um dogma, mas com certeza não é por má razão. É um “preconceito”, portanto, e não uma burrice de verdade ou falta de saber do que se fala.

          Eu tomo por exemplo que em nenhum veículo que dirigi me agrada o barulho de vento ou a exposição ao vento.

          Também tomo por exemplo que nenhum motorista que conheço nunca bateu ou foi batido e que não gosto de sofrer quedas ou acidentes.

          Também me é um porre me sujar durante o transporte.

          Logo, não tem como para mim ser legal o transporte via moto. E não tem subir ou não em uma que mudaria isso, logo…

          Enfim, no caso da sua opinião e vivência eu realmente não posso falar nada. Isso sim seria burrice.

          É o que comento da divisão motociclistas e motoristas: o que o motociclista nem liga e até gosta (tomar vento, chuva, tomar cuidado etc.) o motorista não entende. E o que o motorista não gosta ou até sente prazer (não ter tanta agilidade, ter que esperar um pouco mais etc.) o motociclista não entende ou quer…

          São perfis muito diferentes de pessoas. Mas uma coisa eu afirmo: o modelo urbano deveria ser pensado exclusivamente para ou transporte público ou carros. Os veículos de duas rodas devem ser sempre pensados como lazer ou para quem quer/gosta das dificuldades e dos riscos.

          Exceção para cidades pequenas, bem pequenas mesmo, em que a bicicleta cai como uma luva.

  • Ricardo Taira

    Antes de iniciar meu comentário, permita-me apresentar. Possuo motocicletas há quase 30 anos (29 para ser mais exato), tive várias motos, desde as pequenas de 125 cm³ à esportivas que de acordo com vídeos da internet ultrapassam os 299 km/h no velocímetro (nunca cheguei a testar) minha moto atual é uma Super Duke que considero bastante potente, divertida e rápida. Sempre que alguém me pergunta sobre motos eu digo: “Se você nunca andou, não ande. É um veiculo viciante”. A matéria coloca somente um ponto de vista sobre a segurança. Além dos riscos de acidente, há o risco de assalto (que pode sim tirar sua vida além do veículo), há o risco de cerol… Podemos ter atitudes que mitigam os riscos, dirigindo prudentemente, fazendo manutenções, andar em grupos em áreas de menor risco de assalto, porém isso não “zera”o risco. Embora seja amante das motos, não compartilho da idéia que os perigos das duas rodas estejam exclusivos nas mãos dos condutores. Como comentei acima, se alguém me pergunta, não incentivo ninguém a iniciar a pilotagem, porém aos que estão “infectados”, sugiro mitigar os riscos. Somente dois casos que conheço… 1-Um amigo estava de capacete e uma linha cerol chegou a cortar a viseira e fez um sulco no capacete fazendo um corte em seu rosto. Não foi grave, porém mostra o corte destas linhas. Tenho dúvidas se uma antena anti-cerol daria conta do recado. 2- Um outro amigo meu estava desatento dirigindo seu carro e não percebeu que havia uma moto parada no semáforo e acabou batendo na traseira. Este meu amigo socorreu o motociclista que acabou tendo algumas fraturas… Eu fico indignado que haja motos com freio dianteiro a tambor sendo comercializadas até hoje. Quem já teve uma ou um carro com freios a tambor na dianteira sabe sobre o que estou falando. Infelizmente nosso ambiente (ruas, avenidas e rodovias no Brasil) está longe de ser seguro e infelizmente temos aqui não se protege o mais frágil (sim ciclistas é mais perigoso ainda). É muito provável que não teria a mesma opinião se estivéssemos em outro país. Eu tampouco havia comentado sobre os guard-rails que são como lâminas em caso de uma queda. Os viadutos possuem muretas baixas que no caso de um motociclista sofrer uma colisão pode “voar” e cair ponte abaixo. Algumas sinalizações no asfalto possuem relevo (ou menor aderência) que em 4 rodas não faz tanta diferença, mas nas duas rodas pode aumentar bastante o risco de queda.

  • João Carlos

    Noto que o principal fator das pessoas discordarem de sua opinião é o fato destas pessoas desconhecerem ou não praticarem direção defensiva.

    Esse número espantoso de mortes na capital paulista ocorre exclusivamente por isso.

  • André K

    Muito bom!

    • MAC

      Ótimo de novo. Nada nas estradas em termos de segurança foi feito pensando em motos. Se você derrapar, cair e bater no guard-rail a 110 km/h, por exemplo, velocidade normal de pista e perfeitamente aceitável em curvas de raio longo, seu corpo é dividido em 5 partes: duas ficam grudadas no guard-rail e as outras três passam por baixo, pelo meio e por cima deste. Dá um certo trabalho aos bombeiros juntarem tudo depois…..

  • Bob Sharp

    Domingos
    Leia de novo essa parte: É perfeitamente possível andar de motocicleta com toda segurança desde que se conheça o veículo, se tenha treinamento de verdade e não se procure fazer do uso normal a prática do motociclismo de competição.

    • Domingos

      Bob, entendo. Prevenção, cuidado com a moto e habilidade. Mesma coisa com qualquer veículo…

      Porém não há garantia de não acidentes em qualquer veículo, seja por falha eventual do equipamento, seja por falha dos outros.

      E o acidente em moto é sempre chato…

      • Mingo

        Não adianta. O dia que o cara deixa o carro e a moto na garagem e entra no helicóptero, ele se espatifa e mata todo mundo que estava dentro.
        A hora que o sujeito tem que morrer ele morre, nem que seja numa casca de banana jogada na calçada…

        • $2354837

          Tem gente que morreu afogado tropeçando no quintal e caindo de cara na vasilha de água do cachorro.

        • $2354837

          Tem gente que morreu afogado tropeçando no quintal e caindo de cara na vasilha de água do cachorro.

  • gpalms

    Em medicina diz-se que uma boa intervenção clínica ou cirúrgica tem que ter validade externa, ou seja, funcionar com a maioria das pessoas, na maioria dos lugares e nas mais diversas circunstâncias.
    Esse é o ponto chave, que me faz discordar do texto. A moto é um veículo seguro para aqueles cuidadosos, atentos e experientes. Quantos dos habilitados para motocicletas tem essas características?
    Outro é o fator sorte. Eu por exemplo, ja sofri duas colisões traseiras (em carro) parado em semáforo. Nenhuma das duas tinha freado bruscamente, pelo contrário, já estava imóvel há alguns segundos… E se fosse em uma motocicleta?

  • Luiz_AG

    Existem várias matérias a respeito. Roberto Agresti é jornalista do meio motociclistico.

    • Bob Sharp

      Luiz_AG
      Não só jornalista como tem uma revista de moto há 18 anos.

  • Luiz_AG

    Cara, embaixo do colchão você não controla se um piloto vai levar um chifre e decidir deburrar um avião com todos os passageiros em cima da sua casa. Ninguém morre de véspera. Cuidado ao sair do banheiro. É estatisticamente onde acontece maiores acidentes, inclusive com morte.

  • Bob Sharp

    Alex Kidd

    O Jô Soares diz muita besteira achando que é citação inteligente. Essa foi uma das “melhores” besteiras dele.

    • Também não sou fã desse metido a intelectual, mas na minha opinião pessoal, pelo menos nesse caso, ele tem razão.

      • Milton Evaristo

        Agora não dá para voltar atrás, você é fã.

  • Bob Sharp

    Jesial
    É exatamente isso, nunca dar chance ao azar.

  • Bob Sharp

    Lucas
    Nem um, nem outro, é perigoso.

    • Lucas

      De acordo, Bob. Quando disse que a moto é mais perigosa que o carro quis dizer no sentido de ser mais vulnerável que o carro, de deixar seus ocupantes mais expostos. Perigosos, na verdade, são seus condutores.

  • Bob Sharp

    V_T_G
    Você parece o prefeito de Nova York, que diz que sempre haverá atropelamento, como se fosse rotineiro moto levar esbarrão. Você está completamente errado nisso.

    • V_T_G

      Caro Sr. Sharp,
      sempre lhe chamei de Sr. pois lhe respeito muito, oxalá um dia eu seja para minha área a referencia que é para a sua. Dito isto, não conhecia a visão do prefeito de NY mas concordo com ele. Para mim o ser humano é inerentemente falho doravante sujeito a acidentes. É nossa condição. Concordo com o senhor no sentido de que muitos destes acidentes são resultantes de imprudência evitável mas mesmo se estes forem reduzidos ao minimo ainda restara o imponderável. Nestas situações o motociclista sempre estará em desvantagem dada a diferença de massa dos veículos e a reduzida contenção da movimentação do condutor no caso de acidentes com moto. Me dizer que estou errado, simplesmente, não irá me convencer disto.

  • Luiz_AG

    “Mas uma coisa eu afirmo: o modelo urbano deveria ser pensado exclusivamente para ou transporte público ou carros. Os veículos de duas rodas devem ser sempre pensados como lazer ou para quem quer/gosta das dificuldades e dos riscos.”

    Estava tudo bem até esse parágrafo. Infelizmente a Europa inteira pensa diferente de você. Inclusive locais onde há restrições de carros não há para motos e scooters. Inclusive podendo estacionar na calçada.

    Lamento mas o mundo não será moldado à sua vontade. Bom trânsito aí na volta do feriadão.

    • Domingos

      Infelizmente mesmo. Sou europeu e posso comentar com autoridade.

      A propósito, existe sim restrição a motos e scooters em diversas cidades européias, com o transporte público via bonde ou mesmo ônibus sendo aceitos nesses lugares – uma prova de que em meio urbano é mais adequado mesmo ou o carro ou o transporte de massa.

      A bicicleta é inadequada em meios que não sejam quase rurais e a moto tem riscos que a maioria das pessoas não querem passar – devendo, nesse caso, ser uma questão de ESCOLHA e JAMAIS de política pública.

      Alguns lugares, como Londres, tendem a pensarem diferente de mim. Por enquanto eram minoria, agora estão tendendo a serem dominantes.

      Nesses centros a bicicleta foi priorizada até mesmo frente ao transporte público e a moto é “descriminalizada”, com o olho grosso das autoridades e não sendo submetida a quase nenhuma das restrições e controles por que passam os outros meios de transporte.

      O resultado são as notícias diárias de mortes mesmo num lugar onde o transito é tão lento e travado que os acidentes ocorrem a 30 Km/h.

      O resultado também é uma sensação de caos que nem mesmo aqui em São Paulo se encontra. Uma cidade que, apesar da estrutura, tem ruas e trânsito violentos e caóticos – algo que não acontece nos centros europeus onde foi feito o certo: carro onde pode e prioridade exclusividade do transporte público onde não tem como.

      Prioridade para bicicletas e veículos duas rodas é uma enorme furada e mais uma imposição de causa, outra das tantas entre as da esquerda e seus delírios bem-pensados para provocar caos, do que uma verdade positiva.

      A Europa também não pensa o mesmo que eu no que tange à destruição da família, que levou pela primeira vez desde sempre – excluídos os períodos entre-guerras – a aumentar os níveis de violência, conflito social e pobreza.

      Com o fim da família européia, pela primeira vez desde que a Europa é Europa, se precisa importar gente para repor a população local e se precisa lidar com coisas típicas de primeiro mundo como vandalismo (muitas vezes feito pelo próprio novo-europeu diplomado e que aprende que “mãe solteira é ótimo para a sociedade”, o qual é mal criado e acha bacana esse tipo de coisa).

      O mesmo pessoal é geralmente o que acha que a bicicleta deve ser o priorizado acima de tudo e que ela tem uma espécie de poder e direito divino, mesmo sendo historicamente inadequada.

      De resto, o feriadão aqui foi ótimo, na paz de Deus, com um tráfego maravilhoso em São Paulo em que deu para andar de carro tranqüilamente e sem o menor trânsito.

      Um abraço para nossos irmãos da Venezuela nessa páscoa.

    • Domingos

      *Típicas de terceiro mundo, no ante-penúltimo parágrafo. Também esqueci de comentar que as restrições atuais em Paris englobavam as motos e scooters.

      Mas não que eu concorde com restrição. Apenas com escolha pessoal nesse caso. A prefeita lá é a Haddad da França, mas é aquilo que sempre acontece: votaram porque achavam bonito, agora o próprio povo reclama.

  • Orizon Jr

    Há argumentos sólidos pró e contra motocicletas. O que muda mesmo é o peso que cada um dá as vantagens/desvantagens desse veículo.

    Eu não fui um grande motociclista, mas sabia das minhas limitações. nunca sofri um acidente grave.

    Risquei as motos da minha vida no dia em que tive de dizer a uma mãe que seu filho havia morrido num acidente. Provavelmente, este foi o dia mais triste pelo qual passei.

    Eu respeito muito quem anda de moto e vejo consistência nos argumentos apresentados.

    Moto não é para mim. Simples assim.

    Forte Abraço e Paz a todos. Seja em duas ou quatro rodas.

  • Ricardo Taira

    Outra forma de analisar o assunto é possuindo um olhar externo, desta forma não nos “contaminamos com as emoções”. Normalmente nós analisamos de forma 0 ou 1, preto ou branco, e em nosso caso seguro ou inseguro… Vamos supor que somos donos de uma companhia de seguro na qual o condutor é o assegurado (não o bem). As companhias de seguros trabalham sob dois aspectos de risco: probabilidade do incidente e gravidade. Vamos pegar o exemplo de um avião, considerado o meio de transporte de passageiros mais seguro que existe. Neste caso ele é seguro porque a probabilidade de acidente é relativamente baixa devido aos dispositivos de segurança, treinamento dos profissionais, regulamentações e baixo número de aeronaves no ar (se comparados à densidade de veículos terrestres em grandes metrópoles). Porém caso haja um acidente a fatalidade é grande. Vejamos o caso das motocicletas. Se comparados a outras formas de transporte é relativamente alta devido aos dois fatores acima descritos ou seja há boa probabilidade de acidente e grande chance de lesão. Ou seja se tivermos que assegurar tanto fisicamente os condutores, assim como o bem, teremos que cobrar um valor maior que condutores de automóveis por exemplo (mantendo o mesmo perfil de condutor, trafegando em mesmas vias, horários, etc.) ou seja comparado com carro por exemplo, é menos seguro. Se compararmos com uma bicicleta, é mais seguro.

    • Domingos

      Também enxergo a bicicleta como sendo mais perigosa que a moto. Ao menos fora de ciclo-vias e calçadas, o ciclista na via é meio que um alvo ambulante e sempre é pego por trás ou de surpresa.

      Em Londres são comuns os acidentes e as fatalidades com ciclistas, pois esses são vítimas constantes de ônibus (os quais não os enxergam e os quais não podem serem ultrapassados com segurança pelas bicicletas, que levam muito tempo para isso).

      Porém é tudo muito bem escondido e a culpa é SEMPRE e sistematicamente colocada no motorista.

    • MAC

      Excelente resposta! matou a charada. O problema da moto é que em havendo acidente a probabilidade de danos tanto na moto quanto no motociclista é altíssima. o mesmo caso do avião. Bem comparado. A moto até nos dá uma sensação de segurança maior devido a visibilidade muito maior que as dos carros. Ficamos geralmente ao dobro da altura da visão de um motorista em um carro comum. dá para ver e antecipar muita coisa. Ando de moto desde os 8 anos, inicialmente em Puchs e tenho 52. Nunca caí, jamais me machuquei, a não ser algumas queimaduras em encostões nas descargas. Mas já escapei de boas e poderia não estar aqui escrevendo esta…. Não considero a moto viável para o transporte urbano de jeito algum neste trânsito. As variáveis são muitas e todas com resultados desastrosos para o motociclista. Ultimamente até estou meio receoso de usá-la em passeios. Isto não é legal. Tenho uma estradeira de alta cilindrada e ela pede passeio. E eu adoro estrada. Mas o stress com o trânsito está tão grande, tanto cara doido, tanto novato de carro mil que dá medo.

  • Milton Evaristo

    Isso está embutido no texto do Bob.

    Ficou claro que esse pessoal não faz uso e/ou não tem noção do que é isso.

  • Mingo

    Falou pouco mas falou tudo!

  • Diego Mayer

    Concordo com o Bob em quase tudo, mas em certos posts ele passa a impressão de que é possível ser imune a acidentes; o que não é verdade. Há situações que você pode ter o melhor carro, freio, pneu, habilidade, que a colisão será inevitável; não andamos sozinho na rua. Me diga qual a solução que o motorista deve tomar, ao ver, em uma curva, uma carreta desgovernada na contra mão, ou quando o fluxo pára e um caminhão perde o freio, passando por cima de dezenas de carros. São situações que fogem ao controle do condutor. Não é possível usar a exceção para explicar a regra. Eu até andaria de moto na Europa, onde os condutores são mais conscientes. Porém, no Brasil, é um risco enorme. Não temos trânsito, temos um massacre nas vias.

  • Luiz_AG

    “Nunca discuta com um ignorante, você desce ao nível dele e ele ganha pela experiência”.

    Acabo minha discussão aqui.

    • Domingos

      Ok. Me sinto bem confortável em ser ignorante. Significa não apoiar o transporte inadequado e ideológico e também não apoiar as políticas de caos e destruição pós-modernas.

      Muitos dinossauros europeus pensam como eu, por enquanto, e felizmente. Aposto ainda que a crise lá deve colocar muitos pingos nos i’s, como já há alguns anos na França.

      • $2354837

        Nossa só você é europeu não? Sou filho de português e tenho dupla nacionalidade. Já morei em Bournemouth, England. Sei do que estou falando. Graças a Deus meu pai nunca me passou esses ensinamentos retrógrados. Nunca tive problema em casa em andar de moto, pois quando vivia em Portugal a moto fazia parte do cotidiano de meu pai. Isso me traz um conforto em saber que você representa praticamente nada da população européia.

  • Luiz_AG

    Só uma pergunta: Que relevância tem em falar que você é europeu? E o que tem a ver a Venezuela no assunto?

    • Domingos

      Tem relevância no mesmo sentido que muita gente se acha no direito de opinar por demais da cidade de São Paulo – aqui dando um exemplo, não falando que é seu caso – e nem é morador da cidade.

      Como você meio que me colocou como um “homem das cavernas” frente ao “bondoso padrão europeu” de transportes, acho que coube falar que eu posso falar com propriedade por ser europeu.

      E posso, também como muitos europeus, ver a BABOSEIRA que é a priorização e a ideologia do transporte urbano via ciclística, sendo que o “ódio ao ciclista” é tão comum quanto em Londres do que aqui – aliás, lá é mais.

      A Venezuela foi só uma sacadinha pra quebrar um pouco o clima de esquerda, bicicleta, preconceito, pensa diferente e todo esse aparato manjado que não cai bem aqui.

      • $2354837

        Lõgico, você supos que sou esquerdista… Só porque não concordo com UM de seus conceitos já concebeu que sou esquerdista e boliviarista.
        Triste… O ser humano precisa de rótulos ou de seguir por uma ideologia. Não é capaz de analisar as possibilidades e criar sua própria. Muito triste isso. Ou você é azul ou é vermelho. Não pode haver meio termo. Não é possível apontar defeitos tanto de um lado como de outro. Não há nada de bom no lado contrário… Aceitos todos os pensamentos desde que sejam iguais aos meus.
        Esse país está sendo dividido por ideologistas altamente capazes na esfera psicológica, dividindo o país em dois. Criando dois exércitos que levarão o país ao buraco e a guerra civil.
        Triste, triste ler que quem se considera europeu se considera superior Triste ler seus comentários. Triste ler também que me conota, sem ao menos me conhecer, sem ao menos saber que meu pai era português e portanto eu ter dupla cidadania, tendo morado um tempo em bournemoth.
        Triste saber que o mundo não está mais evoluído por pessoas como você, que não consegue ver nada de bom no que diverge nos seus ideais, e portanto não evolui, pois não é capaz de mudar.

  • Bob Sharp

    V_T_G
    Então continue errado, ora, fazendo coro com quem acha que motocicleta “é perigoso”. Você (você, e não “senhor” – não há lugar para tratamento cerimonioso numa seção de comentários nos sites) deve saber que eu e muitos que já passaram dos 70 anos andaram (muitos ainda andam) de moto e estão aí vivinhos. Mas muitos que estavam em automóveis e lhes tombou um ônibus em cima, não estão. Hoje mesmo, em São Paulo, houve um caso desses numa das marginais. Então, pelo sua “lógica” automóvel é perigoso…Por favor, raciocine e releia a matéria.

  • Eu discordo. Moto foi feita para fazer curva 😀

  • Mibson Fuly

    Ando de moto todos os dias há quase 15 anos e sei que o grande problema é o fato de não haver “corpo” de veículo suficiente para proteção, como em um carro. Assim, andar de moto é prever tudo o que pode acontecer nos próximos 20 m continuamente. Seguem alguns mandamentos:

    Esteja em condições físicas e psicológicas para conduzir.
    Considerar uma frenagem de emergência o tempo todo e ainda fique atento a quem pode te atingir por trás.
    Fazer-se notado ao máximo por quem está ao redor.
    Analisar com muito mais cuidado o pavimento (triste Brasil).
    Nunca hesite em usar lampejo de farol, sinal sonoro e retrovisores.
    Esteja bem equipado e cuide de sua moto.
    Guarde as disputas para ocasiões esportivas adequadas.
    Prudência e gentileza não são demais.
    Treine em local adequado sempre que possível.
    Peça proteção a Deus.

    Sofri 4 acidentes ao longo deste anos:
    1 – Inexperiente: fui ao chão por uma frenagem de emergência temendo um fio de nylon atravessado na rua. Esse fio não existia. Foi uma ilusão causada por uma viseira vagabunda. Aprendi a estar melhor equipado. Danifiquei farol, piscas e pedais. Sofri apenas arranhões e hematomas.
    2 – Inexperiente: Caí sozinho novamente ao ser surpreendido por um buraco. Aprendi a analisar melhor o piso e a ficar mais alerta a condições pessoais para conduzir (estava passando por problemas no trabalho). Nada sofri.
    3 – Experiente: Um taxista cruzou (falando ao telefone) a via arterial por onde eu trafegava. Freei bem a tempo. Apenas encostamos lateralmente. Nada sofri. E “puxei a orelha” do taxista para se concentrar no ato de dirigir.
    4 – Experiente: Um menor louco num ciclomotor nos atingiu (estava com minha esposa na garupa) na diagonal traseira direita, numa saída de semáforo, ao mudar de faixa sem condições para tal. Eu notei a tempo de evitar o engancho de guidões nos levasse ao canteiro central e às árvores. Reduzi a velocidade, inclinei a moto para a direita e o empurrei no melhor estilo Road Rash. Nada sofremos.

    Espero ter contribuído. Morar na cidade do país com mais motociclistas por habitante te dá uma boa aprendizagem.

  • Guilherme Keimi Goto

    Acho que 90% dos acidentes o motociclista pode evitar:
    1. Mantenha a cabeça fria
    2. Não faça graça
    3. Não ande no corredor muito mais rápido que o fluxo de carros

    Sabemos não ser fácil seguir os 3 à risca, mas acho que é aí que entra o piloto responsável. A auto-vigilância tem que ser constante. O resto é sorte.

  • Bob Sharp

    Guilherme Keimi Goto
    Digo 99%. O 1% restante fica para aquilo que o jornalista e teatrólogo Nélson Rodrigues (1912–1980) dizia: “Na vida temos que ter sorte para tudo, até para comer um picolé.”

  • Cadu Viterbo

    Isso é pessoal. Direito seu não gostar, não querer para você.

  • Cadu Viterbo

    O que não é bom para mim, certamente não é para a humanidade inteira, não é?
    A solução é ser como eu sou: perfeito! E que a cidade e o mundo me atenda!

  • Cadu Viterbo

    Não concordaram com você sobre o GOSTO de andar de moto e automaticamente, você o colocou na prateleira da esquerda, vermelha, anti-família, feio, fora de moda e qualquer outro adjetivo que te desagrade? Quanta ignorância….

  • Luiz_AG

    Quem morre de acidente de carro volta para depor? Aff…

  • Tudo é perigoso se não tivermos discernimento para dirigirmos com cautela

  • Marcus Vinicius, belo discurso, mas a motocicleta só se torna perigosa se o motociclista não tiver capacidade ou habilidade para pilotá-la e desrespeitar as regras de tráfego. Até correndo a pé pode-se morrer ao colidir contra um poste. Ou um ciclista trafegando rápido num descida de serra e bater em algo. A motocicleta não oferece segurança numa colisão ou tombo em alta velocidade, nada mais óbvio, mas isso não significa que seja um veículo perigoso. Tudo depende do motociclista.

    • Marcus Vinícius

      É questão de semântica. Seria improdutivo alimentarmos essa discussão.

  • Antonio Moraes, mas é claro que numa motocicleta, pois nunca parei num sinal ocupando uma faixa, mas sempre entre duas, e as chances de um carro me acertar por trás são bem menores nesse caso. E lhe digo mais, como já o fiz aqui inúmeras vezes: eu nunca vou sofrer colisão num cruzamento, seja de dia, de noite, com sinal, sinal, sinal apagado, simplesmente porque para mim todo cruzamento é perigoso e deve ser atravessado com a devida atenção, em velocidade capaz de evitar que me acertem. Foi uma das primeiras coisas que ensinei aos filhos quando chegou a hora de dirigirem. Só vou levar batida na lateral se eu rodar, mas isso é bem pouco provável.

  • Apolônio Kant

    Então não ande a pé. Já pensou na possibilidade de ser atingido? Acontecem muito mais mortes de pedestres, estatisticamente. Se informem melhor antes de falar bobagens. Hoje eu ando de carro, mas sempre afirmo que só fala mal de moto quem nunca andou e não sabe andar de moto.