Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas Autoentusiastas MERCEDES-BENZ C180 AVANTGARDE, NO USO (COM VÍDEO) – Autoentusiastas

Mercedes-Bens C180 Avantgarde 17

A briga pela liderança entre as marcas de luxo tem sido muito intensa nos últimos anos. A BMW, atual líder, vem expandindo sua linha de produtos de uma maneira muito acelerada, batendo pesado na esportividade e desenhos bem arrojados, e recentemente quebrou a tradição de fabricar carros apenas com tração traseira ou integral para expandir ainda mais a sua linha. A Audi, não tão forte nos EUA, mas muito bem na China, também obteve muito sucesso com o A3 e recentemente com o A3 sedã. E a Mercedes, que durante muito tempo reinou na liderança, estava demorando muito para reagir e entender as novas demandas.

O grande desafio da Mercedes foi trazer mais esportividade ao modelo sem perder a tradição de prestígio, conforto e até sobriedade, para não deixar de atender a expectativa de muitos que sonham com a estrela. Eu mesmo tenho amigos que simplesmente desejam um Mercedes, sem nem ao menos especificar o modelo ou motor. Isso apenas pela imagem da marca. Ter um Mercedes já dá um status diferente para qualquer um. Mas isso valia apenas para modelos da Classe C e acima — confesso que são amigos um pouco mais velhos que eu.

Agora com a base  já muito bem acertada, os recentes A, B, CLA e GLA estão trazendo um mundo de novos consumidores para a marca. Então chegou a vez de modernizar o modelo de maior sucesso até então, o Classe C. Considero isso um desafio dos grandes, pois assim como esses meus amigos, há muitos consumidores mais tradicionais que ainda desejam da Mercedes o que ela sempre foi.

Nosso intuito aqui não é fazer propaganda dos modelos testados, mas neste caso acho que vale a pena mostrar como a Mercedes está apresentando o novo C. Eu costumo ser bem cético com propagandas, mas após testar o carro acho que essa está bem de acordo com a realidade.

 

O novo C (W205) já chama a atenção pelo desenho da carroceria. A nova frente, bem mais ousada, é mais marcante e com muita personalidade. O perfil da lateral está mais arredondado e o porta-malas com uma caída maior. As lanternas traseiras tem um belo perfil e quando acesas são muito bonitas. O carro aumentou de tamanho com 95 mm a mais no comprimento em relação ao modelo anterior, agora com 4.686 mm , está 40 mm mais largo e com um entreeixos 80 mm maior, com 2.840 mm. Isso melhorou bastante o espaço interno e a dinâmica também. Essas novas proporções o deixaram bem mais bonito e moderno, mas mantendo uma certa tradição que não rompe com o passado. Achei um excelente trabalho, e pelo que tenho observado não sou o único.

Mas é o interior que desbanca a concorrência. Sei que muitos não gostam da combinação de interior com bancos claros e painéis escuros como no carro testado. OK, não vou insistir que isso é realmente bacana. O interior do Classe C é muito moderno e traz uma simplicidade chique e agradável. Não confundam simplicidade com pobreza. A riqueza dos materiais é notória. Tudo absolutamente feito com esmero. Eu nunca experimentei um carro com uma sensação tátil de acionamento de todos os comandos tão perfeita. Vale a pena um visita a uma concessionária da marca para constatar o que estou tentando transmitir.

 

Mercedes-Bens C180 Avantgarde 14

Interior requintado e moderno, um dos diferenciadores do modelo

Há poucos botões, mas todos os comandos são bem intuitivos, inclusive as opções do computador de bordo e do sistema multimídia, nada complicados. Na tela do sistema multimídia não há tantas opções, com foco apenas no básico e importante. Eu cansei de ler que essa tela parece um iPad e que não é legal por esse motivo. Pode até parecer, mas é muito legal e não vejo nenhum demérito. A posição é excelente tanto na altura quanto na distância. Quase não se desvia os olhos para consultá-la. E a definição também é excelente.

A posição de dirigir me surpreendeu positivamente podendo ser bem baixa no limite inferior da regulagem de altura. Os bancos também são bem confortáveis e com bom apoio. Não há estepe e o porta-malas tem generosos 480 litros mais um enorme compartimento onde seria o estepe.

 

Mercedes-Bens C180 Avantgarde 01

O acionamento e toque de todos os comandos é perfeito

O novo C180, que nos faz pensar ter um motor 1,8-litro, é dotado do já conhecido 4-cilindros 1,6-litro turbo com bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas de acionamento por corrente, quatro válvulas por cilindro e injeção direta que gera de 156 cv a 5.300 rpm. O sistema de injeção trabalha com injeções múltiplas com até 5 injeções por ciclo para melhorar o consumo. A sofisticação no gerenciamento dos motores de última geração está impressionante.

Muitos podem imaginar que 156 cv para seus 1.425 kg podem não empolgar, mas usando bem o acelerador e a caixa de sete marchas é possível ter uma boa dose de prazer. O torque de 25,5 m·kgf chega a incríveis 1.250 rpm e se mantém nesse pico até 4.000 rpm. Porém, apesar de uma boa pegada, esse C não tem um caráter explosivo.

Houve uma redução de 60 kg em relação ao modelo anterior, graças ao emprego de alumínio em muitas partes da estrutura. Sob o capô é possível ver as peças nesse material. Essa redução de peso contribui para um bom consumo e o zero-a-100 km/h em 8,5 segundos. A velocidade máxima é de 223 km/h. Com um motor 1,6!

 

Mercedes-Bens C180 Avantgarde 25

O pequeno grande 1,6-litro, repare nas peças de alumínio sem pintura que contribuíram para redução significativa de peso da carroceria

A tração traseira — ainda bem que não mudaram isso— ajuda muito na sensação de prazer, principalmente porque o controles de estabilidade e tração são um pouco mais permissivos que em outros carros, não matam o motor facilmente a qualquer manobra mais intensa. Provavelmente foi uma intenção da Mercedes para aumentar um pouco mais a esportividade. Pena que esse 1,6-litro, ainda mais por ser abafado pelo turbo, não consiga emitir um som mais encorpado.

A caixa automática epicíclica 7G-Tronic Plus de 7 marchas não é tão rápida quanto uma caixa de dupla embreagem. Mas mais uma vez a Mercedes encontra um ponto ótimo entre conforto e prazer. Não há alavanca no console, ela fica na coluna, bem onde tradicionalmente fica a alavanca de controles do limpador de pára-brisa. E é muito parecida na forma com a alavanca do limpador o que faz levar um tempo para domar os nossos reflexos. Eu peguei chuva e intuitivamente procurava os comandos do limpador onde sempre estiveram. Fiz algumas besteiras com o câmbio… Os comandos do limpador estão junto a alavanca da sete. Em compensação, essa posição da alavanca abre espaço para um grande porta-objetos, muito bem-vindo.

 

Mercedes-Bens C180 Avantgarde 21

Cadê a alavanca do câmbio? Está lá na coluna da direção!

O seletor de modos de condução ganhou um nome interessante no C, seletor de agilidade. Ele tem cinco modos, Eco (modo lerdo), Comfort (modo preguiça), Sport (modo se mexe), Sport Plus (modo vamos nos divertir) além do  individual. Nos modos EcoComfort a caixa usa todas as marchas, no Sport só até a 6ª,  e  no Sport Plus até a 5ª. O modo manual entra toda  toda vez que se aciona as borboletas, e passa as marchas para cima sem a menor cerimônia logo que o motor se aproxima da rotação de corte. Esse conjunto proporciona uma boa dose de prazer, lembrando que quem deseja pender a balança para a esportividade deve optar pelo C250, com motor 2-litros de 211 cv. Aí sim!

 

Mercedes-Bens C180 Avantgarde 04

Menus muito simples e fáceis de usar. Descomplicar é chique

A suspensão também ajuda muito, com triângulos superpostos na frente e multibraço atrás, é muito competente. As buchas são um mais duras o que a deixa um pouco mais seca e levemente mais ruidosa em pisos muito irregulares, mas isso sem perder o conforto e mantendo a esportividade. A direção é muito precisa, sempre com uma assistência correta, variável, com um volante de 370 mm de diâmetro. Mais firme, com excelente pega e 2,2 voltas de batente a batente e relação também variável de acordo com o ângulo de esterço. Os pneus 225/50 R17 são run flat, que podem rodar mesmo sem arque na Mercedes recebem a designação MOE (Mercedes-Benz Original Extended ), o que significa que foram desenvolvidos para atender os padrões de segurança e desempenho da marca com menos sacrifício do conforto. No carro testado eram Michelin Primacy 3, com uma aderência muito boa e baixo nível de ruído.

O sistema liga-desliga (start-stop) funciona muito bem. Eu já estou me acostumando com esse sistema e acho que logo ele estará presente em muitos outros carros. Eu não sinto mais vontade de desligar o sistema. No Mercedes, e possivelmente em outros modelos também, um sensor identifica posição em que virabrequim parou quando o motor desliga e o módulo de injeção inicia a partida no cilindro que estiver melhor posicionado. Um belo refinamento técnico. Outro refinamento está no sistema de freios. Quando se levanta o pé do acelerador de forma mais abrupta, mesmo sem acionar os freios, há uma pré-carga que aproxima as pastilhas dos discos, já preparando todo o sistema para uma frenagem.  E o sistema de som usa a estrutura das laterais da carroceria como câmara de ressonância para os woofers.

 

Saudade desse dia

Saudade desse dia

Durante toda a semana, com usos diversos, na cidade, na estrada, comportado e agitado, o consumo de combustível foi de 8,0 km/l. O preço do C180 Avantgarde é de R$ 142.900.

Em resumo, esse novo C com certeza vai rejuvenescer os consumidores da marca, mesmo aqueles que já têm mais idade! Ele proporciona algo que vai um pouco além do prazer em dirigir, que eu chamo de satisfação. Proporcionada por uma máquina muito bem concebida e muito bem construída. Que bom que a Mercedes-Benz decidiu enfrentar a concorrência com toda a sua experiência e tradição. Eu, que só desejava os modelos AMG V-8, agora incluo mais um modelo na minha listinha de desejos.

Antes de devolver o carro eu o levei para Juvenal Jorge dar uma volta e acrescentar a sua opinião.

PK

 

Mercedes-Benz C180, já estou com saudade
Juvenal Jorge

Andar de Mercedes é algo inesquecível. Eu só conhecia a experiência de embarcar numa das marcas mais históricas de todas de carona, e essa foi minha primeira condução.

Logo de cara, a primeira acelerada e aquele choque do carro moderno. Um 1,6 litro, quatro cilindros, com turbo, num sedã de marca sangue azul, é algo estranho, mas que em nada resulta em problemas no uso do carro. O motor trabalha junto com a caixa automática com perfeição, e o carro é tão fácil de dirigir que nos achamos ótimos motoristas nas ruas. Foi também o primeiro carro que avaliei que desliga o motor sozinho ao parar, e liga de novo quando aliviamos o freio. É o sistema, agora muito melhorado, chamado de start-stop, que já foi colocado no mercado há muitos anos, por volta de 1992, com alguns Volkswagens europeus, e que não foi sucesso devido à necessária fase longa de desenvolvimento para manter os equipamentos funcionando com confiabilidade. Hoje, com muito mais capacidade eletrônica embarcada, várias marcas já têm conjuntos confiáveis.

Infelizmente o que acontece em estrada só o PK que vai explicar. Mas fiz um “no uso curto” citadino, e não faltou nada de que eu precisasse e o C180 não me respondesse a contento. Além de ser absolutamente ótimo visualmente por fora, o interior é quase indescritível. Mesmo sendo algo desenhado lá na Europa por pessoas que não me conhecem, me senti como alguém especial ao entrar no carro e observar os detalhes de painel, bancos, portas e tudo mais ao meu redor. Um conjunto feito para mim, caso eu fosse escolher um carro desse tipo (sedã), importado, e que estivesse ao meu alcance financeiro.

Mesmo sendo o mais barato da Classe C, as cores, encaixes e texturas das peças internas é de parabenizar os artistas e engenheiros que os definiram. Nada é exagerado nem menosprezado, e isso faz com que o conjunto de cabine seja um ambiente especial. Ao contrário de muitos carros que têm uma ótima aparência no acabamento interno, mas que quando tocamos e fazemos força sobre as peças fica claro que o projeto de fixação das mesmas foi econômico, no Mercedes nada aparenta estar preso com o mínimo dos mínimos. Tudo é sólido, e ao menos por essa análise, aparenta que ficará assim por muito tempo. Isso só é possível com trabalho conjunto entre o designer e o engenheiro, para que nenhum dois dois resolva o problema apenas a seu contento, esquecendo do outro. Certamente os times de projeto entregam bons produtos para a produção, e o resultado é notável.

Há pelo menos dois pontos que notei como sendo de economia de custos. Um deles é o painel dianteiro de alumínio (quase metade da carroceria é em liga de alumínio), onde estão fixados radiador, faróis e outros elementos. Não há pintura nessa área, o que mostra a economia, mas deixa visível um pouco da tecnologia de carrocerias da marca. Outro deles é o encosto do banco traseiro, que não tem nenhum revestimento na parte traseira que está voltada para o porta-malas. Como muitos carros baratos, apenas chapa de aço pintada em preto. Nada que desabone, já que não há intrusão de ruído por aí, e um carpete se torna mesmo desnecessário.

No mais, um carro que eu queria mesmo “roubar” do PK, e deixar ele explicando por que não foi devolvido. Eu ia resistir bravamente a deixar o azulão ir embora, mas a cidadania falou mais alto, e desembarquei triste do carro com uma estrela de três pontas lotada de história, lá no centro da linda grade dianteira.

JJ

 

Vídeo:

 

 

Galeria de fotos, com a ficha técnica a seguir:

 

 

 

FICHA TÉCNICA MERCEDES-BENZ C 180 AVANTGARDE
MOTOR
Tipo L-4, duplo comando por corrente, 4 válvulas por cilindro, turbocompressor com interresfriador, dianteiro longitudinal, gasolina
Cilindrada (diâmetro e curso) 1.595 cm³ (83 x 73,7 mm)
Material do bloco e do cabeçote Alumínio
Taxa de compressão 10,3:1
Potência 156 cv a 5.300 rpm
Torque 25,5 m·kgf de 1.250 a 4.000 rpm
Formação de mistura Injeção direta
TRANSMISSÃO
Câmbio Automático epicíclico de 7 marchas à frente mais ré, tração traseira
Relações das marchas 1ª 4,38:1; 2ª 2,86:1; 3ª 1,92:1; 4ª 1,37:1; 5ª 1,00:1 (direta); 6ª 0,82:1; 7ª 0,73:1; Ré 3,42:1
Relação do diferencial 3,07:1
SUSPENSÃO
Dianteira e traseira Independente, braços triangulares superpostos, tensor longitudinal, mola helicoidal e amortecedor pressurizado concêntricos e barra estabilizadora
Traseira Multibraço, mola helicoidal,amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Caixa de direção Pinhão e cremalheira com assistência elétrica indexada à velocidade
Relação de direção n.d., variável
Nº de voltas entre batentes 2,2
Diâmetro mínimo de curva 11,2 m
FREIOS
Dianteiros A disco ventilado Ø 295 mm
Traseiros A disco ventilado Ø 300 mm
Freio de estacionamento Elétrico, rodas traseiras
Controle ABS, distribuição eletrônica das forças de frenagem e auxílio à frenagem
RODAS E PNEUS
Rodas Alumínio, 7Jx17
Pneus 225/40R17
CONSTRUÇÃO
Arquitetura Monobloco em aço com partes em alumínio, subchassi dianteiro, sedã 4-portas, cinco lugares
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto (Cx) 0,24
Área frontal (calculada) 2,08 m²
Área frontal corrigida 0,499 m²
DIMENSÕES
Comprimento/largura s/ espelhos/altura 4.686/1.810/1.442 mm
Distância entre eixos 2.840 mm
Bitola dianteira/traseira 1.584/1.573 mm
CAPACIDADES E PESOS
Porta-malas 480 L
Tanque de combustível 66 L
Peso em ordem de marcha 1.425 kg
DESEMPENHO E CONSUMO
Aceleração 0-100 km/h 8,5 s
Velocidade máxima 223 km/h
Consumo, cidade (Europa, NEDC) 14,7 km/l
Consumo, estrada (Europa, NEDC) 21,7 km/l
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 7ª 53,7 km/h
Rotação a 120 km/h em 7ª 2.200 rpm
Rotação à velocidade máxima em 5ª 5.700 rpm

Sobre o Autor

Paulo Keller
Editor Geral

Engenheiro mecânico com pós-graduação em marketing e administração de negócios iniciou um grupo de discussão sobre o mundo do automóvel no final dos anos 90. Em 2008 percebeu que a riqueza do conteúdo desse grupo não deveria ser restrita aos seus integrantes e então criou o blog AUTOentusiastas. Seus posts são enriquecidos com belas fotos que ajudam a transmitir sua emoção e sensibilidade. Além de formatar e manter as mídias sociais do site. Visite: www.paulokeller.tumblr.com.

  • Davi Reis

    Gostei muito do carro, apesar de ser todo novo, a sensação de dirigir ele é de algo familiar, mesmo para quem não está acostumado com os carros da marca. Anda bem, mas senti falta de um pouco mais de potência, mas nada gritante. As linhas externas é que não me agradaram muito, me deixaram com uma impressão de peso, como se o carro fosse um trambolho (e não é). O interior direto, sem inventismos, me agradou, mas o estilo BMW ainda faz meu coração bater mais forte. É um ótimo carro, mas nessa faixa de preço, ficaria em dúvida entre A3 1.8 e a 320i.

  • Thiago Teixeira

    Não acredito que o alumínio exposto seja economia, mas opção. Já a parte traseira do banco traseiro foi vacilo mesmo. Solução simples. No meu carro eu mesmo coloquei um carpetão lá que parou de fazer barulho quando tem coisa solta na mala.

    Esse design da MB parece um retrô futurista. Combina linhas elegantes com cromados e estilo anterior e coloca rodas de desenho esportivo e vincos de modernidade.

    Um show esses detalhes técnicos como a identificação do cilindro melhor posicionado para a partida. Já o recurso da “preparação” dos freios para a frenagem acho excesso. Recurso antigo nos Porsches.
    O melhor MB que já andei foi um Sprinter chassi longo. Quem “mandei” ser pobre?

    • REAL POWER

      Há pelo menos 20 anos, desde o uso de sistema de injeção seqüencial, já é possível identificar qual cilindro esta na condição de explosão. O sistema seqüencial apenas injeta combustível no cilindro que estiver admitindo ar e somente inicia a ignição no cilindro que estiver na fase de combustão. A MB apenas deve ter uma programação para partidas mais suaves do motor, fazendo uso da variação do comando de válvula.

  • Rodrigo Mendes

    Adorei o carro! Apesar do meu coração bater mais forte por um BMW. Agora que esse “tablet” estragou o painel, estragou….

  • lightness RS

    Este carro é um soco na cara de tão lindo.

  • Filipo

    Continuo achando esta central multimídia dos Mercedes feia. Dá um aspecto “genérico” ao interior do veículo, que é um belo veículo.
    Mesmo que se pareça com um xique iPad, não achara legal, mas para mim, mais se parece com um tablet “xing-ling”.

    • Lucas

      Nem vi a central multimídia. Por mim poderia vir sem. Não me faz falta.

    • Junior

      Realmente não condiz com o padrão do carro. Parece a solução do VW up! ou do Logan (esse pelo menos com um “tablet” encaixado no painel). De resto o carro é excelente.

    • vidgal

      Pode ser um MB, mas é inadmissível um carro nesse tamanho, preço e categoria, vir sem os sensores de estacionamento de fábrica.
      Estacionar este carro nas vagas de hoje em dia, sem arranhar ou pipocar os para-choques ou laterais; tem que ter muita paciência; coisa que deveria ser evitado num carro desse nível.
      Quanto à central multimídia, vocês vão me desculpar: mas é de tremendo mau gosto, e falta de outras alternativas menos ”xing-ling”. Parece que faltou um pouco mais de paciência para o projeto dessa central.
      Eu sei que gosto não se discute, se lamenta…
      Mas , na minha opinião, o carro pode ser maravilhoso em qualidade, construção,…mas deixo de comprar um carro desses, somente por esses pequenos(grandes) detalhes.

  • Fórmula Finesse

    Eu realmente gostei desse carro; ficou mais “Mercedes” – lembra um Classe S menor com idêntico esmero interno. A engenharia mais do que centenária da marca alemã em seu melhor (até agora): aperfeiçoamento sem revolução, grande carro, ótima pauta e matéria.
    FF
    (P.s: o interior do Classe C foi considerado o melhor perante o dinheiro entregue; coisas de um carro que transpira qualidade)

  • Z_H

    Ô, lá em casa……..Faz tempo que quero um desses na minha garagem…

  • disqus_tHjSUs6BnQ

    Esteticamente é um belo carro, mas parece ser um carro com desempenho muito fraco para o preço cobrado.
    Mesmo o consumidor que quer ter um Mercedes pela imagem do carro e não preza por um desempenho esportivo, tende a ficar incomodado com o desempenho descrito na ficha técnica.
    Em contrapartida nem consigo imaginar como tenha ficado o desempenho da C63 com o motor biturbo.
    Poderia ser um pouco mais forte tal qual o BMW 320i, que não é um carro com motor de desempenho sublime, mas anda bem pela proposta de sedã de entrada.

  • Arruda

    O interior é lindo, mas dá para tirar o tablet do painel? Acho que me incomodaria dirigir com esse treco “pendurado” aí.

    • Juvenal Jorge

      Arruda,
      eu sou um que abomina telonas no meio do painel. Aliás, automóvel é uma coisa, e conectividade é outra. Eu preferiria qualquer carro sem esses badulaques, mas é o “mercado” que pede, infelizmente.

  • Ricardo – Vitória ES

    Algo errado com os dados de diâmetro e curso do motor

  • Victor_maravs

    É tão legal quando a engenharia é levada a sério, não?

  • Roberto

    Parabéns aos dois autores! Esse carro com certeza lhes deu muita inspiração! Quando estiver disponível para aluguel na própria Mercedes, com certeza eu vou curti-lo um pouco! Já vi vários na rua e para mim nenhum Audi ou BMW chega aos pés da beleza desses novos Mercedes.

    • Juvenal Jorge

      Roberto,
      obrigado pelo elogio.
      Concordo com seu gosto a respeito da beleza desse Mercedes. Eu fiquei extasiado.

  • Bob Sharp

    Ricardo
    O curso era o do 2-litros. O dele é 73,7 mm, já devidamente corrigido. Obrigado pelo toque!

  • Mr. Car

    Eu não desgosto deste interior, mas acho que todos vocês já sabem: iria gostar muuuuito mais se fosse monocromático clarinho. Já a alavanca de câmbio na coluna de direção…sempre achei isso chic no “úrtimo”, he, he, he! Demais!

  • Félix

    Infelizmente fotos não conseguem retratar toda a beleza do interior do C180. Ao vivo impressiona! Opinião minha, mas achei muito mais bonito que o BMW e Audi.

  • RoadV8Runner

    Realmente, o requinte do interior desse novo Classe C é de tirar o chapéu. Sem frescura ou modernismos que cansam a vista, transmite uma solidez bastante agradável. A combinação de cores também me é particularmente agradável, quebra a monotonia de interiores de cor única. Só tiraria essa tela do sistema multimídia, que não faço questão e está encobrindo parte do painel.
    O tom de azul da carroceria ficou fantástico. As partes sem pintura no cofre do motor me parecem de propósito, não uma economia, para enfatizar as partes em alumínio, pois onde é pintado, a qualidade de pintura me parece ser a mesma do restante da carroceria.

  • Adriano

    142 mil reais em um carro com motor 1,6 e 156 cv? Parem o mundo que eu quero descer!

    Obs: Sei muito bem que falar de preços não é bem visto no Ae – o que até concordo, senão isso aqui acaba virando um NA – mas dessa vez não agüentei ficar quieto. Também sei muito bem que um carro é muito mais do que cilindrada e cavalaria, ninguém precisa me explicar isso. Mas dentro dessa própria categoria, o BMW 320i e o Audi A4 oferecem custo-benefício muito melhor.

    • $2354837

      Adriano, além do que o Bob falou, depende de quando as pessoas estão dispostas a pagar no carro. Não importa se o carro custa 15 mil para produzir, se as pessoas se dispuserem a pagar 150 mil nele, é assim que será feito, visto que a fábrica tem fins lucrativos.
      O IPhone custa uma merreca para fazer na china, coisa de 80 dólares se não me engano, e vendido a 2000 dólares nos EUA. Perfume é outra coisa com 1000% de ágio sobre o preço de produção.
      Não adianta a fábrica querer ser “boazinha” também. Temos o caso da Honda, quando anunciou seu scooter PCX 150 por R$ 8 mil. As concessionárias começaram a vender por R$ 9, R$ 9,5 mil colocando o ágio no bolso.
      Visto que o consumidor estava disposto a pagar, a fábrica reajustou os preços.

      Se não está de acordo com o preço, simplesmente não compre. Não adianta reclamar.

      Digo a mesma coisa sobre a indústria da multa. Se as pessoas estivessem realmente interessadas em acabar com ela, se esforçariam para não levar mais multa e sufocar os contratos de concessão de dispositivos de fiscalização de vias.

      • Andre

        A Honda Twister também, se não me engano tinha um preço sugerido de 10.500 mas as concessionárias vendiam por em torno de 12 mil, isso lá para 2005.

  • Arruda, pelo contrário, como apontado na matéria a posição é excelente! Abraço!

  • Bob Sharp

    Adriano
    Você pediu, explico. A Mercedes-Benz do Brasil resolveu importar o C 180. Fez as contas, objetivou determinado lucro e, para tanto, o preço público teria que ser 142 mil reais. A fabricante estimou que haveria comprador por esse preço, senão atribuiria um preço mais baixo ao produto. Assim, quem fizer questão de ter essa estrela na garagem terá que se sujeitar a pagar o preço estabelecido. Já quem achar que o BMW 320i ou o Audi A4 sedã oferecem mais, têm custo-benefício mais favorável, pode comprar aquele que mais lhe atrai. Como você vê, a coisa toda é bem simples e está muito longe de ser motivo para você descer do mundo. A explicação o ajudou? Ah, em tempo: esqueça que o motor é1,6-L, pois na verdade é 1.595 x 1,7 = 2.711,5 cm³. Quem diz não sou eu, mas o Anexo J ao Código Desportivo Internacional da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

    • REAL POWER

      Mesmo assim concordo com o Adriano. Numa relação direta de 1.6 turbo = 2,7 aspirado, um aspirado de 2.7 l hoje teria no mínimo 200 a 210 cv. Ou seja, este 1.6 esta abaixo do ideal para o carro. Veja que o 2.0 entrega justamente 211 cv. Na minha cabeça não me parece bom comprar carros de marcas luxuosas nas versões de entrada ou as mais baratas, justamente pelo fato de grande parte do valor cobrado ser em relação ao emblema que o carro ostenta. Um Mercedes de entrada para mim, representa algo que quer parecer superior mas não é. Uma pessoa que quer parecer mais rica, mas não é. Sim, não tenho grana para comprar este MB, mas mesmo que o tenha, não o compraria.

      • Peter Losch

        Real, acredite: este Mercedes é extremamente bem construído, um legítimo representante de automóvel do século XXI. Não se deixe enganar pela falta de alguns equipamentos ou o motor pequeno. Você pode não comprá-lo por não ter gostado, que foi exatamente meu caso, mas nunca por desconfiança do modelo ou fabricante. A estrela na grade, mais do que um símbolo de status, é a certeza de um objeto de ponta, com a melhor engenharia possível e a certeza de muitos anos de bons serviços.

    • Cadu Viterbo

      Eu concordo um pouco com o Adriano, mas por outras razões. Não me importo com cilindrada, mas com os números de desempenho. E convenhamos, esses cavalos alemães de BMW, Audi e MB são puros-sangue! A Audi reduziu 20 cv no A4 e anda praticamente igual ao antigo. A BMW com 184cv consegue ter desempenho melhor que o 6 cilindros de tempos atrás.
      O MB C250 com a mesma cilindrada e potência dá um banho no 2.0 TSI da VW

      Minha crítica é a falta de alguns equipamentos nestes sedãs premium, pelo valor que se paga. Claro que é um segmento premium, de status, qualidade de construção e refinamento, mas modelos “inferiores” como Jetta e Fusion trazem itens de conforto e conveniência, que me fazem perguntar se essa diferença de preço tão grande não é simplesmente lucro (o famoso “vai que cola” na hora de tabelar um veículo).

      Cadê os sensores de estacionamento? O teto solar? O rebatimento dos retrovisores? Banco elétrico? Será que os concorrentes “nacionais” são 50 ou 60 mil reais PIORES que os alemães?
      Isso é extensível aos hatches médios Classe A e 118i, mais “depenados” ainda

    • Aldo Jr.

      Trabalhei com a marca apenas dois anos, período em que montei o Pós-Vendas do antigo Classe A e dos Importados para um grupo econômico detentor da concessão. Tive a oportunidade de conhecer em detalhes a qualidade, não só do produto mas também do projeto e dos materiais empregados. Não achem que tenho capital para tanto, (e ainda que tivesse, não gastaria com isso), mas considerando o resultado final, acho justo o preço do carro em vista do custo-benefício de outras tantas marcas a venda no Brasil. Abraços a todos;

  • Rafael Malheiros Ribeiro

    Tive a oportunidade de dirigir um A200 e também fiquei impressionado com o bom gosto, requinte e aconchego do interior, talvez a C180 seja ainda superior nesse aspecto. O desempenho do motor 1,6 turbo me satisfez plenamente, me fazendo sorrir de uma orelha à outra pelo resultado entregue por algo tão pequeno, num carro desse porte.

  • Eurico Junior

    O carro é soberbo, só esse “tablet” espetado no painel me irrita profundamente. Parece uma adaptação.

  • Fórmula Finesse

    Eu senti falta do canal estriado típico Mercedes no console. Aquilo era pura identidade Benz, mas é perdoável – rsrsrs!

  • Cadu Viterbo

    Acredite: o 320i anda MUITO. Os cv alemães são garanhões puro sangue e os nossos, pangarés!
    Não é um superesportivo, mas tem desempenho comparável a um 325 de 5 anos atrás!

  • Cadu

    Bela matéria. Bem descritiva e as fotos estão maravilhosas!
    Pensando no carro, a MB deu uma boa guinada para o lado esportivo, principalmente com o 250, com pinças, rodas e interior mais “AMG”
    Bela cor! Sou fascinado com tons de azuis!
    Outra coisa muito interessante e que vale a pena discorrer são os faróis FULL LED, a nova geração de luzes automobilísticas. Vai ser uma nova revolução como foi com a halógena e o HID.

  • Caro Rafael, posso te garantir que o C está muito acima do A em acabamento. É um outro mundo, embora o A seja muito bom também! Abraço.

  • Bob Sharp

    REAL POWER
    A Mercedes não deu mais potência a este motor não porque não soubesse, mas porque não quis. Acho que você, como conhecedor que é do assunto, tem noção perfeita disso. Objetivo era nitidamente oferecer uma versão de baixo consumo, como, aliás, é mostrado na ficha técnica. Além disso, da maneira alguma um carro que vai de 0 a 100 km/h em 8,5 segundos e atinge 223 km/h pode ser considerado decepcionante. Agora, com sempre digo, achou caro? Não se compre. Achou que anda pouco? Compre-se uma versão mais potente ou carro de outra marca. Mas antes de ser resolver não se deve considerar apenas números, mas procurar dirigir o carro antes.

    • REAL POWER

      Bob, Mas é justamente isso. Não o fez mais potente por que não quis. Esse 1.6, tenho certeza que pode entregar 30 kg/f e 200 cv sem mexer nele, apenas programação do sistema de injeção e pressão de turbo. Quanto custa isso para a MB?. Quando custaria isso ao cliente? Não seria mais barata que a versão 2.0?
      É esse ponto que mais me faz ser crítico em relação aos preços cobrados pelos carros e tudo mais. Exigir mais por menos. Não o considero decepcionante, jamais. Mas eu sempre faço a seguinte relação. Quanto pedem por algo e quando realmente algo vale. Tem muita diferença nisso. Como falou, depois de dirigir um é possível que se mude de opinião.

    • Renan V.

      Nessas questões, por mais que várias pessoas sonhem em boicotar a marca e os preços praticados por ela (que não são arbitrários, mas vindos de pesquisas de mercado), o que vale é a lei mandatória do comércio: Oferta e procura.

    • Domingos

      Bob, será que nisso não estamos sofrendo com uma certa falta de opção de motores mais adeqüados para esses carros devido a mania européia de economia?

      Sinto que esse 1,6, como você mesmo disse, poderia ter uma potência mais adeqüada a um carro que aqui no Brasil tem uma proposta e uma expectativa muito diferentes.

      Talvez um 1,6 não tão econômico, mas com seus 200 cavalos agradaria em cheio aos seus compradores.

      Na Europa, onde esses carros custam menos e também se espera menos deles, partir para a opção de motor mais cara não é problema. Aqui é outra coisa…

  • V12 for life

    Matéria incrível, já tive oportunidade de dirigir um da empresa mas daquela geração com faróis em forma de 8 na época 0-km já achei o carro excelente, fico imaginando como é um desses turbos com muito torque em baixa.

  • Real Power, somos todos críticos a todos os preços no Brasil, não só os de automóveis. Mas é chover no molhado. Além do C180 ainda há o C200 e o C250. A estratégia de modelos e versões de uma marca é complexa e na maioria das vezes não é uma questão de poder fazer e sim da própria estratégia. O que podemos fazer é comparar preços e nos entendermos com nosso bolso e critérios individuais para escolhermos o que comprar.
    Muitos falam de lucros abusivos de fabricantes de qualquer produto. Sinceramente o nosso país ainda continua uma promessa. Nesse momento, com o real fraquinho, qualquer importado, seja carro completo ou componentes, deve estar custando mais do que o mercado pode pagar. E aí as marcas tem que se desdobrar, trazendo modelos de entrada e com um conteúdo minimanente aceitável. É o preço da instabilidade e de querer se manter no negócio. Nada aqui é fácil. ainda lembrando que existe um A 45 2-litros com 350 cv! Abraço

  • Valeu Cadu! Abraço!

  • Rogério Ferreira

    Esse é aquele Mercedes com aerodinâmica exemplar, aliás um dos casos raros de automóveis que evoluíram nesse sentido, sem recorrer a nenhuma excentricidade visual: Nada de soluções radicais como a eliminação dos retrovisores e ocultação parcial das rodas. Eis uma prova evidente de onde engenharia (especialmente a alemã) consegue ir. O resultado disso: bastam 156 cv, para alcançar outros carros, de potência bem maior, Mas o melhor efeito desse aprimoramento, não é apenas a apenas a velocidade final incrível, No ritmo normal cruzeiro, é necessário exigir muito pouco do motor, o que resulta em grande economia de combustível (e baixa emissão de poluentes). O câmbio de 7 marchas, fazendo o motor girar a meras 2200 rpm a 120 km/h, colabora ainda mais pela excelência. Esse Mercedes é uma aula para todas os fabricantes, de como deve ser feito um automóvel no século 21. Encontrar algum aspecto negativo, acho difícil… Caro? De forma alguma! Vale o que custa, mas é claro, só reconhecerá o seu valor, quem realmente entende, assim como uma obra de arte.

  • Peter Losch

    Fiz o test drive em um C200 e não gostei do carro, apesar de tê-lo achado lindo.

    Primeiro, o interior do carro é muito volumoso. Há um console central enorme, largo e alto, que vai até o final dos bancos dianteiros. Ali, certamente, passa o câmbio e o cardã para as rodas traseiras. Depois, o túnel central também é alto, pouca coisa mais baixo que o assento traseiro. A linha de cintura da carroceria e o painel ficam muito altos em relação aos passageiros. Isto tudo, por fim, causou uma sensação de claustrofobia que não me agradou.

    Dirigindo o carro por poucos quarteirões, percebe-se que ele é um tanque de guerra, Suspensão e carroceria panzer. Achei o câmbio lento e o motor apenas valente. Tive a impressão de conseguir escutar o câmbio trabalhando, mas pode ser uma impressão minha.
    Também achei o acelerador meio anestesiado (chocho) e a direção muito macia. Mudei o “Agility Control” para Sport e não senti nada de diferente. Deve ser assim mesmo.

    Se eu fosse escolher uma única palavra para descrevê-lo, seria excêntrico. Um carro enorme e volumoso por fora, com um interior angustiantemente pequeno, que ainda perde um valioso espaço para um câmbio e eixo cardã de aparência demoníaca (para aquele espaço todo no console…) que irá tracionar as rodas traseiras, empurrado por um motor de espantosos 181 cv!

    Por dentro você se sente em um carro de corrida dos anos 50 e quando finalmente o carro anda, a mágica se desfaz e você só pensa: Para que um câmbio enorme dentro do carro e uma bela tração traseira para ser empurrado por 181 cv? Para que?

  • Lucas dos Santos

    Coisa linda essas lanternas de LED que formam um filete contínuo:

    http://autoentusiastas.com.br/wp-content/uploads/2015/04/Mercedes-Bens-C180-Avantgarde-30.jpg

    A luz fica distribuída uniformemente. Bem mais harmonioso que aquele famoso efeito “pontilhado”, que é bastante comum…

    • Domingos

      E que é visualmente cansativo para quem vem atrás. Muito bom isso.

      Mas tirando esse detalhe, não gostei do desenho do carro. Me parece bastante pensado para quem quer grife, com muita assinatura por todo lugar, e o tal conceito de “painel tablet” que me desagrada.

      A Mercedes deve estar a procura de novos consumidores mas deve lembrar que os seus clássicos devem estar fugindo um pouco disso aí.

      Vejo a BMW ter um melhor equilíbrio entre agradar novos e velhos compradores, com um carro que agrada aos zé novidade e zé “carro Apple” mas que não desagrada os que buscam um BMW mesmo.

      A Classe C de 2009 me parecia infinitamente mais bonita por dentro e por fora, essa atual eu acho ok em alguns ângulos e em outros não

      O tablet no painel é removível?

      Seria melhor se ao menos pudesse desligá-lo após fazer as regulagens desejadas.

  • Domingos

    Esses modos de regulagem costumam ter o efeito de mudar um belo nada. Eu não sei se é medo de processos ou se é realmente para serem mais psicológicos que qualquer coisa, mas na maioria absoluta dos carros não muda quase nada.

    No máximo o acelerador fica mais agressivo em alguns deles. Poucos realmente mudam conforme o que você manda no botão ou na seleção.

  • Domingos

    A traseira bem bunduda e certas linhas revelam que é meio excêntrico sim. É aerodinâmico como um GTR, que não usa maiores artifícios mas tem formas de proporções meio engraçadas para alcançar os efeitos desejados.

    • Peter Losch

      O exterior é perfeito. Lindo. O problema é o interior, este sim excêntrico.

  • Domingos

    Idem. E o interior segue um pouco o conceito tablet também, bem limpão e com umas linhas meio informáticas.

    Não sei qual é a obsessão da época atual em fazer tudo voltado em formato e usabilidade para como se fosse um tablet ou similar. Já vi até microondas com esse conceito.

  • Yuri Coelho

    Gostei demais do carro, mas só para deixar na própria Mercedes, eu preferiria o CLA ante o C180, mas apenas por questão de gosto pessoal

  • Dieki

    Só por serem Mercedes Benz, não precisam fazer de 0-100 em 5 segundos em todas as versões. Se a básica faz em 8,5 segundos, ficou bem bom. Em termos de medidas externas, ele é menor que um Fluence (embora seja mais largo), mas tem o entreeixos 14 centímetros maior. Então acho que ele deva ser mais espaçoso que o francês, que já tem um excelente espaço interno. As janelas pequenas dão essa sensação de andar num bunker e só ter aquela frestinha para encaixar a arma.

    Acredito que pelo menos para as pernas dos dois ocupantes traseiros, seja bom. Uma coisa que eu tenho notado é que quanto mais luxuoso o carro, mais sofre esse passageiro do meio. É meio um contra-senso comprar um Rolls-Royce gigantesco e só poder levar 4.

    Quanto ao motorzinho, acho que os seus muitos quilogramas-força·metro de torque cumprem bem sua função. No dia a dia, o que importa é o torque, por isso os americanos tinham V-8 enormes e pouco potentes. E não é o perfil do dono de Mercedes-Benz, sair fritando pneu em cada esquina.

    • Peter Losch

      Ótima opinião. Um problema com estes motores pequenos e econômicos é que o câmbio trabalha como um relógio muito rápido, não dando muita margem para explorar o motor da forma que você quer e sim como os componentes mecatrônicos foram programados. No final das contas, esta sensação de bunker (excelente!), pouco espaço traseiro e motorzinho que não condiz com o automóvel (por mais eficiente que seja) me fizeram escolher um outro automóvel. De toda forma, o modelo Estate é deslumbrante.

  • Max Felipe

    O carro é legal e TD mas prefiro meu Jetta TSIi, não perde em nada para esse Mercedes.

    • John Goldwater

      Tem uma coisa que se chama estilo e uma estrela de três pontas, além de quase 130 anos fabricando automóveis. Definitivamente um VW não tem isso.

      • Max Felipe

        Aceito sua opinião, mais posso lhe falar muito sobre o carro mais vendido na história. Mas para poupar o meu tempo eu prefiro a potência do que mostrar o que não é com uma simples C 180 com 156 cv. Para eu ter um Mercedes seria um C63, aí sim é carro de verdade… No resto, amigo o Jetta dá um banho!

  • André, não necessariamente. O que vale mais é o casamento motor-câmbio.