DSC02169 c  JAC T6, UTILITÁRIO ESPORTE ELEGANTE E ACESSÍVEL DSC02169 c

Quando mostrado no Salão do Automóvel no ano passado, o JAC T6, primeiro suve da fabricante chinesa (bem) representada no Brasil pelo Grupo SHC, chamou a atenção pelo visual elegante e pelo acabamento que em nada denunciava ser um produto chinês. Por isso, quando vi e andei no veículo esta semana, a constatação de a marca vir se impondo no mercado há quatro anos não é por acaso. Nota-se claramente o empenho da JAC e do seu importador oficial, a JAC Motors Brasil em melhorar os produtos a passos largos.

 

DSC02168 c  JAC T6, UTILITÁRIO ESPORTE ELEGANTE E ACESSÍVEL DSC02168 c

Linhas agradáveis e bem inseridas no contexto

Como o segmento dos suves cresce na preferência dos brasileiros, haja vista a torrente de lançamentos recentes como o Honda HR-V, Jeep Renegade e Peugeot 2008, complementados pelo EcoSport e Duster, aqueles que estão pensando em aderir à onda têm agora uma acessível opção, pois o T6 custa R$ 70.000, podendo vir com dois pacotes de opcionais, por R$ 72.000 e R$ 75.670.

Uma das novidades bem-vindas é o sistema multimídia do segundo pacote incluir o Mirror Link, que é pareamento do smarphone na tela de 7 polegadas integrada ao painel, significando dizer que o Waze passa a ser visto nesta tela tátil e que o T6 não tem navegador GPS. Ovo de Colombo? Sem dúvida, dado que o famoso aplicativo criado por um israelense e comprado pela Google é muito superior a um GPS normal, além de nunca ficar desatualizado.

 

DSC02172  JAC T6, UTILITÁRIO ESPORTE ELEGANTE E ACESSÍVEL DSC02172

O T6 traz dados interessantes como a suspensão independente e freios a disco nas quatro rodas.  Seu câmbio á manual de cinco marchas (virá opção de automático no ano que vem) e é o único que exibe no painel a marcha em uso, além da conhecida em outros carros  sugestão de subir ou reduzir. O motor, flex, conta com aquecimento do álcool, não tendo sistema auxiliar por injeção de gasolina. Como em outros modelos da marca,  é desenvolvimento com a especialista austríaca de motores, a AVL.

 

DSC02170  JAC T6, UTILITÁRIO ESPORTE ELEGANTE E ACESSÍVEL DSC02170

Legibilidade dos instrumentos poderia melhorar, mas a localização do termômetro da água e do medidor de combustível, no centro dos instrumentos principais, é genial

 

A dotação de equipamentos é farta, como pode ser visto na lista ao final e inclui itens bem-vindos como cintos de três pontos retráteis para os três ocupantes do banco traseiro e ajuste elétrico dos fachos dos faróis, além dos indispensáveis faróis e luz traseira de neblina — ou para uso sob fumaça, algo relativamente comum nas estradas brasileiras. O espaço atrás é muito bom e o porta-malas é excepcional com seus 610 litros.

 

DSC02179  JAC T6, UTILITÁRIO ESPORTE ELEGANTE E ACESSÍVEL DSC02179

Eu “atrás de mim”, ótimo espaço

Como anda

Os dados oficiais indicam 0-100 km/h em 12,2 segundos e velocidade máxima de 186 km/h, resultado do motor de 160 cv a 6.000 rpm e 20,4 m·kgf a 3.500 rpm, mas para empurrar os 1.505 kg não é tarefa fácil. Apesar da elasticidade proporcionada pelo comando de admissão variável em fase, as retomadas na mesma marcha são algo penosas. Nada que não impeça sua utilização normal, apenas exige mais atenção nas baixas rotações requerendo uso do câmbio (o que num automático seria mascarado).

 

DSC02180  JAC T6, UTILITÁRIO ESPORTE ELEGANTE E ACESSÍVEL DSC02180

O motor “austríaco” de 2 litros, 160 cv

O comportamento em curva é excelente dada as boas características da suspensão e dos pneus escolhidos, 225/60R17. O rodar tem viés para  duro, mas, como conversamos com o pessoal técnico no lançamento, basta reduzir um pouco a carga dos amortecedores na compressão que isso se resolve.

A assistência elétrica da direção é indexada à velocidade em dois degraus, até 80 km/h e acima. Em velocidade é perfeita, tem a carga que se espera, mas no degrau inferior é mais leve do que o necessário. Uma pequena recalibração corrigirá o efeito.

 

DSC02183  JAC T6, UTILITÁRIO ESPORTE ELEGANTE E ACESSÍVEL DSC02183

O câmbio tem v/a000 em quinta de 35,8 km/h, o que dá 3.350 rpm a 120 km/h que, se por esse lado é bom, por outro significa longo demais  tanto para retomadas nessa marcha quanto para velocidade máxima. Nesta o motor está a 5.200 rpm, 800 rpm abaixo do pico de potência, que é 6.000 rpm. Seria o caso de a JAC pensar num seis-marchas. E outro detalhe que precisa ser revisto é o corte de rotação, exatamente quando o motor está entregando a potência máxima. Mas não há nada a fazer no comando de câmbio: é “Wolfsburg”, perfeito. A carga do pedal de embreagem é das mais baixas.

A JAC não informou consumo, mas na rodovia dos Bandeirantes o computador de bordo indicou 9 km/l, com álcool, rodando a 100 km/h. Está dentro da média.

Mas o melhor do teste proporcionado foi o roteiro escolhido pela JAC: a “nossa” (que pretensão…) Estrada dos Romeiros.  Só não passou pelo Vickers Viscount em seu repouso eterno em Araçariguama…

 

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BS

 

Fotos: autor, exceto no sentado no banco traseiro,  que é de Caio Moraes

 

FICHA TÉCNICA JAC T6
 
MOTOR
TipoQuatro cilindros em linha, transversal, bloco de ferro fundido, cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas, correia dentada, variador da fase na admissão, 16V, flex
Diâmetro x curso85 x 88 mm
Cilindrada1.997 cm³
Formação de misturaInjeção no duto
Potência155 cv (G), 160 cv (A); a 6.000 rpm
Torque20 m·kgf (G), 20,4 m·kgf (A); a 3.500 rpm
Corte de rotação6.000 rpm (sujo)
Taxa de compressão10:1
TRANSMISSÃO
CâmbioTranseixo manual de cinco marchas, tração dianteira
Relações das marchas1ª 3,615:1; 2ª 2,053:1; 3ª 1,393:1; 4ª 1,031:1; 5ª 0,837:1; Ré 3.250:1
Relação do diferencial4,294:1
SUSPENSÃO
DianteiraIndependente, McPherson, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora, em subchassi
TraseiraIndependente, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
TpoCaixa de pinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade
Diâmetro mínimo de curva11 metros
FREIOS
DianteirosA disco ventilado
TraseirosA disco
ControleABS e EBD
RODAS E PNEUS
RodasAlumínio, 6,5Jx17
Pneus225/60R17 (estepe temporário T155/90R16M)
CONSTRUÇÃO
TipoMonobloco em aço, suve, 4 portas, 5 lugares
AERODINÂMICA
Coeficiente aerodinâmicon.d
Área frontal2,45 m² (calculada)
DIMENSÕES
Comprimento4.475 mm
Largura1.840 mm
Altura1.670 mm
Distância entre eixos2.645 mm
Bitola dianteira/traseira1.590/1.590 mm
Balanço dianeiro/traseiro925/905 mm
Distância mínima do solo150 mm com carga máxima
Ângulo de entrada26°
Ângulo de saída22°
PESO
Em ordem de marcha1.505 kg
Carga útil375 kg
DESEMPENHO
Velocidade máxima186 km/h
Aceleração 0-100 km/h12,2 s
CAPACIDADES
Tanque de combustível60 litros
Porta-malas610 litros
CALCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 5ª35,8 km/h
Rotação a 120 km/h em 5ª3.350 rpm
Rotação à vel. máx. em 5ª5.200 rpm

 

 

EQUIPAMENTOS JAC T6
 
Acendedor de cigarrosS
Acionamento elétrico dos vidros dianteiroa e traseirosS
Acionamento uma-varrida do limpador da pára-brisaS
Ajuste elétrico dos retrovisores externosS
Alarme antifurtoS
Alças de teto (4)S
Antena de rádio impressa no pára-brisaS
Apoio de cabeça (3) para no banco traseiroS
Banco traseiro rebatívelS
Barras de teto longitudinaisO
Cãmera de réO
Cintos de 3 pontos retráteis p/ os passageiros do banco traseiroS
Cintos dianteiros com pré-tensionadorS
Computador de bordoS
Desembaçador traseiroS
Espelho retrovisor interno prismáticoS
Faróis de neblinaS
Iluminação do porta-malasS
Indicador da marcha em uso e de sugestão de troca subir/descerS
Lavador e limpador traseiro, com temprizadorS
Luz traseira de neblinaS
Luzes de leitura dianteirasS
Luzes de segurança nas portasS
Pára-sóis com espelho e iluminaçãoS
Pisca-3S
Porta-revistas no encosto dos bancos dianteirosS
Protetor de cárterO
Rebatimento elétrico dos espelhos externosO
Regulagem de altura do facho dos faróis de lâmpadas halógenasS
Repettidoras das setas nos espelhosS
Sensor de estacionamento traseiroS
Sistema multmídia Foxconn com conexão HDMI, Bluetooth, MP3, USB, SD card e função Mirror Link em tela tátil de 7 pol.O
Terceira luz de freioS
Tomada 12 VS
Travas elétricas com conrole remoto, travamento a 15 km/hS
Volante com comandos multifunçãoS
Volante revestido em couroS
  
S – de série O – opcional 

 

Sobre o Autor

Bob Sharp
Editor-Chefe

Um dos ícones do jornalismo especializado em veículos. Seu conhecimento sobre o mundo do automóvel é ímpar. História, técnica, fabricação, mercado, esporte; seja qual for o aspecto, sempre é proveitoso ler o que o Bob tem a dizer. Faz avaliações precisas e esclarecedoras de lançamentos, conta interessantes histórias vividas por ele, muitas delas nas pistas, já que foi um bem sucedido piloto profissional por 25 anos, e aborda questões quotidianas sobre o cidadão motorizado. É o editor-chefe e revisor das postagens de todos os editores.

Publicações Relacionadas

  • Lipe.·.

    Não tem como não lembrar dos celulares chineses, invasão de uns 6 ou 7 anos atrás (que persiste até hoje).
    – Desenho imitando o de iPhone (no caso do SUV em tela, a traseira de Audi salta aos olhos);
    – Preço de Nokia (aquele quadradinho e durável como rocha, aqui comparado com um Honda HR-V LX CVT), porém tamanho maior e muito mais funcionalidades.
    Quem comprava, adorava o aparelho por uma ou duas semanas, dependendo do caso. Depois, ou voltava para o bom e velho Nokia (ou o Honda), dando-se conta da sua efetiva situação financeira, ou gastava seu dinheiro bem gasto num iPhone (ou Audi Q3).
    HOJE, depois de bastante tempo, tem chineses fortes no mercado internacional, como Huawei, Lenovo etc. Ainda não fazem minha cabeça, mas há quem aprecie.

    • Lorenzo Frigerio

      Meu Nokia flip tem mais de 5 anos; nunca quebrou e não dá pau de jeito nenhum. É o Toyota Corolla dos celulares.

      • Pablo

        Tenho um Nokia N95 8GB de 2008 que além de todas as funcionalidades dos celulares atuais ainda conta com um design diferenciado e durabilidade “militar grade”. Toyotão!

    • Matheus Ulisses P.

      Palmas para seu comentário! Realmente os chineses estão muito melhores mesmo, mas quanto aos carros há muito ainda pra que eles possam convencer. Eles são bem rápidos, em 5 anos acho que eles chegam com tudo de vez!

    • Mauro Luz

      Excelente comparação.

    • Arthur

      Tempos mudam. Mais ou menos quatro décadas atrás, autopeças japonesas eram motivo de risos.

    • Arruda

      Como se o iPhone não fosse chinês!

    • Rogério Ferreira

      Se lembra da Hyundai de 1990? Aquela importadora, que deixou na mão, muitos proprietários de Accent e Excel…Piada total! Então… Na primeira quinzena desse mês, o HB20 foi o carro mais vendido, e se tal feito se manter, será o primeiro a quebrar 4 décadas de hegemonia das 4 grandes. As coisas mudam e muitos conceitos e principalmente preconceitos devem mudar.

    • Jesse Ferreira

      Os primeiros que vieram com 2 chips imitando o nokia E71, foram muito bons, tirando a resolução da Câmera, o problema que aflige a China é a cópia da cópia da …, Tenho um dos primeiros desde 2010 e funciona.

  • Mr. Car

    Falando em chinês, Bob…vai rolar alguma matéria sobre o Chery Celer feito por aqui?
    Abraço.

    • Mr. Car
      Não já, pois a assessoria de imprensa se esqueceu de nos chamar para o lançamento. E olhe o dono é meu amigo há décadas. Inclusive, ele está afastado uns dias se recuperando de uma cirurgia, pode ter sido isso. Tão logo volte teremos o carro. Quero também testar o QQ, acho que andam falando mal dele injustamente.

      • Mr. Car

        Ok, no aguardo.
        Abraço.

      • Danilo Grespan

        Olha Bob, quando o QQ chegou por aqui, há anos atrás, eu fui conhece-lo, assim como o Cielo. O QQ não é um carro que gostaria de ter, devido tamanho diminuto e lentidão, indisposição para curvas e inexistência de preocupação estética. Mas pensando pelo valor X entrega, até não era negócio tão mau assim. Conheci quem teve, e durou muito bem, mas o assunto quando ele chegava com o carro era sempre assim: “Você tem um QQ?”

  • Mineirim

    Falando só do design, tenho a impressão de que não há muito o que inventar nesse segmento.
    Só não gosto da grafia do painel de instrumentos. Os números têm que ficar para fora dos círculos, com as marcas para dentro, e abandonar essa iluminação azul esmaecida.

  • Christian Sant Ana Santos

    Bob, saindo um pouco do assunto, sabe dizer se as velas de ignição do Renegade Flex são diferentes das utilizadas nos Fiat, pois o plano de manutenção do Renegade prevê substituição aos 60.000 km enquanto os Fiat 1.8 aos 30.000 km? Vi em algumas publicações européias que os Renegade tem versões sem estepe, só kit reparo, aumentando o porta-malas. Sou adepto do estepe convencional, mas como o pessoal anda reclamando, poderia ser opcional ao menos na 4×2.

    • Eurico Junior

      Certamente são velas com eletrodo de irídio, padrão no Primeiro Mundo há anos.

      • Arthur

        Só que o prazo de troca para elas no Brasil está muito curto. Acho que só a Toyota chega mais perto da real, com 100 mil km. É jogar produto bom fora, igual à troca de óleo com 5 mil km antes de 1 ano.

  • R.

    Achei bonito , linhas elegantes e modernas.
    Lembra muito o Sportage da Kia
    Porém , nessa faixa de preço , eu iria de HR-V sem nenhuma dúvida.

    • R.
      Lembro-lhe que carro se escolhe de duas maneiras: 1) preço e 2) querer determinado carro. Se eu quero o carro A não vou comprar o B só porque está na mesma faixa de preço.

    • Arthur

      Esse, “eu iria de x com esse valor”, é sinal de que você não compraria o carro preterido de qualquer modo. Não faz sentido. É um clássico ler isso no NA.

  • KVF

    O T6 foi totalmente depenado p/ chegar no Brasil…, basta dizer que na China ele tem motor turbo, com controle de estabilidade, seis airbags, Hill Holder, controle de descida, ar-condicionado digital, bancos dianteiros e traseiros com aquecimento, controle de cruzeiro, bancos revestidos de couro, acesso e partida sem chave, sensor de pressão dos pneus, iluminação interna por LEDs, e caixa manual de 6 marchas, na versão tupiniquim tudo isso foi retirado do carro…, como é importado dentro da cota não cabe a alegação do super IPI, a ideia é faturar o máximo possível por unidade…

    • braulio

      Bom, minha humilde opinião é que nada disso faz falta. O contador digital de marchas também poderia ter ficado na China. Ou o carro é bom (eficiente, gostoso de dirigir, confortável, etc.) e não precisa desses opcionais, ou ele tem algum defeito que o comprador não tolera, e não são os opcionais que vão mudar isso.

    • V12 for life

      Em outro site li que esses itens incluindo o motor turbo pode vir em uma versão top futuramente, talvez queiram ver o desempenho dessa versão primeiro.

  • Renato Mendes Afonso

    Esse motor 2.0 cairia muito bem no JAC J5.

    No mais, apesar dos detalhes, me parece um ótimo carro para seu segmento.

    Ótimo post Bob.

  • Christian
    Provavelmente as velas são diferentes. Sobre o estepe, a FCA deve ter estudado o assunto e decidido pelo estepe. Mas nada é impossível.

  • braulio

    Não é feio. Eu, particularmente, não gosto de bancos de couro e preferiria uma opção em veludo: Pode ser psicológico, mas quando tiro a camisa depois de dirigir um carro com bancos em couro, sinto um cheiro estranho, parecido com chulé. Não que eu vá pedir para alguém cafungar as minhas costas, mas é uma sensação que se puder evitar, eu evito.
    Mas, que seja: O acabamento é bonito, o motor (quase que exatamente quadrado, algo cada vez mais raro!) parece ser bom, um câmbio elogiado, boas suspensões independentes… Só faltou não ser um suve de uma tonelada e meia! Um sedã ou hatch com essas características e preço adequado seria extremamente desejável. Um cupê ou perua seria não só desejável como necessário!

  • Fat Jack

    Bob, concordo plenamente com a sua observação:
    “Nota-se claramente o empenho da JAC e do seu importador oficial, a JAC Motors Brasil em melhorar os produtos a passos largos.”, pois apesar de sua vendas certamente não estarem no patamar esperado pela JAC (culpa do efeito “taxaço” aos importados do governo federal?) o próprio aprimoramento interno e externo dos J3 demonstra justamente o que você comentou.
    Suas avaliações técnicas e racionais continuam sendo referência!

  • V12 for life

    Tamanho de Sportage com preço de HR-V é uma excelente opção, pena que a versão turbo como as que estavam em teste não veio, apesar da pouca potência a mais, o torque mais abundante em todas as faixas resolveria os problemas citados de desempenho.

  • Fabio Vicente

    Não tem como olhar para este carro e não lembrar do Hyundai ix35.
    Bem equipado, mas como disse o Lipe no comentário anterior, é preferível gastar um pouco mais em um carro de outra marca. Ainda tenho sérias restrições em relação a carros de origem chinesa.

    • ussantos

      A JAC tem parceria com Hyundai na China (não lembro onde li isso), logo não duvido que o T6 seja um fruto dessa parceria.

  • Danilo Grespan

    Parece bom carro, meu receio com chineses é pela durabilidade, tanto de peças fundamentais como de plásticos, pintura, etc. Se a JAC provar sua qualidade ao longo de uns anos, certamente entra bem no mercado, pois está com belo desenho.

    • ussantos

      Entendo seu ponto. Mas acho que a JAC esta indo bem nesse quesito, pois temos um caso na família de um J3 2011 (um dos primeiros) usado sem dó diariamente por uma pessoa que mal lembra de trocar o óleo. O carro ainda esta inteiro, tanto nos acabamentos, quanto na mecânica, nunca deu oficina.

      • Danilo Grespan

        Ótimo saber. É dificil conhecer quem tenha um JAC para dar suas impressões. Sabe o que pode estar faltando? Lançarem um carro para despertar o gosto do brasileiro, como quando a Hyundai lançou o i30 e emendou com o Veloster. Podia não ser um primor mecanico, de pós-venda e durabilidade, mas suas linhas obviamente chamaram atenção, e mesmo já tendo outros carros conhecidos por aqui, a questão estética foi determinante (e ajuda até hoje com o HB20).

  • Arthur

    Tenho medo de usar o Waze como GPS, pois para ganhar tempo desviando do trânsito, aqui em SP ele já me jogou em uns locais perigosos.

    Mas o Maps atende bem, usando caminhos normais, pra quem não tem muita pressa. Espelhar ele no aparelho já resolve alguma coisa. Mas tem a questão do sinal, sobretudo em rodovias.

    Num caso ou noutro, o problema não é o aplicativo, mas os desmandos desse país.

    • ussantos

      Quando não houver sinal, utilize o here drive da Nokia, pois ele possui mapas offline e também é gratuito.

  • Welyton F. Cividini

    Muito baixa a carga útil deste Jac, pois uma família mais “encorpada” com malas passa facilmente disso…

    • Welyton
      Baixa mesmo. Pode ser erro da ficha técnica fornecida. Vou verificar.

  • Arthur
    Tanto o Waze quanto o GPS só mandam para locais perigosos se estiver selecionada Rota mais curta. Sempre escolha Rota mais rápida.

    • Vinicius

      Quando estou em local que não conheço e sendo guiado pelo GPS, se eu vir no mapa ruas pequenas, com quadradinhos, diferentes do padrão, vem logo a voz na cabeça: “É cilada, Bino!”

      • Jesse Ferreira

        Isso mesmo Vinicius, o Waze é ótimo mas ele não tem como adivinhar quais os locais perigosos ou não, quando não conheço e/ou estou em uma cidade diferente, me mantenho nas vias principais, mas se estiver sem rede o App te manda pelo caminho mais curto, ai pode dar problema.

    • Arthur

      Já verifiquei isso. Num GPS comum estando no modo Rota Mais Curta, faz isso mesmo: te joga em lugares perigosos. Mas no Waze, isso me aconteceu mesmo estando no rota Mais Rápida, pois ele procura o caminho com menos tráfego.

  • Arthur
    Exatamente, rolamento japonês, nem pensar.

    • mecanico anonimo

      Ferramentas manuais japonesas da década de 60 também eram muito ruins (e baratas), tal qual as chinesas atuais. Hoje, ferramentas manuais japonesas, excelentes, sequer chegam ao mercado brasileiro. Realmente, os tempos mudam…

    • Lucas

      No filme De Volta Para o Futuro 3 (sim, eu matei a saudade recentemente), depois de o Dr. Brown jovem e o Marty Mcfly reencontrarem o DeLorean, escondido numa velha mina abandonada durante quase 70 anos (!), eles começam a analisar as instruções de como consertar o carro para o Marty poder voltar para 1985 – deixadas numa carta escrita pelo Dr. Brown velho, em 1885, e postada com instruções precisas de a quem e quando ser entregue – o Dr. Brown jovem (de 1955) faz um comentário do tipo “como não teria queimado? Essa peça foi feita no Japão!”, ao que o Marty rebate “mas é lá que são feitas as melhores coisas!”.

  • Fabio Vicente
    Houvesse esse tipo de restrição há 40 anos não haveria carro japonês e nem sul-coreano…Lembre-se, a China tem programa espacial e uma indústria ferroviária notável.

    • Fabio Vicente

      Corcordo Bob. Inclusive em termos tecnologicos, a China está anos luz distante do Brasil.
      Mas o que me deixa com um pé atrás em relação aos chineses além da confiabilidade de seus produtos (que segundo relatos está em bom patamar), é eles não atingirem seus objetivos no país, e abandonarem a produção de automóveis, como Chrysler e Mercedes já fizeram em outra ocasião.

  • V12 for life

    Existem informações sobre motores turbo nos modelos que serão produzidos no país pela JAC?

    • V12 for life
      Nada existe a respeito.

      • Fat Jack

        Bob, permita um off-tópico, mas falando da marca: já se fala de uma possível a curto prazo substituição dos J3 por um modelo (salvo engano) mundial, sabes algo a respeito? Grato!

        • Fat Jack
          Nada se fala, porém o J3 é geração 2, surgida em 2010, portanto uma novidade para o ano que vem não seria surpresa.

  • braulio
    Eu lhe daria razão na questão do contador de marchas se incomodasse, e isso não acontece. Além disso, o indicador que sugere subir ou reduzir marcha já existe numa infinidade de carros, portanto a informação de em que marcha está já existe. Foi só acrescentar um mostrador.

  • Mr. Car

    Receio também pela disponibilidade de peças de reposição (e com preços razoáveis). Realmente, precisam provar sua qualidade e confiabilidade em todos os sentidos, e isto vai levar uns anos.

  • César

    Bob, deve haver algum engano com a carga útil de 375 kg, visto que um Celta carrega 400.
    Quanto aos automóveis chineses, não tem como não desconfiar da qualidade. Aqui na cidade onde moro, os poucos QQ que ainda encontram peças para se manterem rodando estão sendo rapidamente carcomidos pela corrosão.

  • braulio

    A suspensão traseira é McPherson também?

    • braulio
      Sim, não tem o braço de controle transversal superior.

  • Thiago Teixeira

    Desenho inspirado em Hyundais e Audis.

    • Thiago Teixeira
      Ainda bem, foi melhor do que se inspirar em SsangYong…

      • Rogério Ferreira

        Muito bom. SsangYong e a referência de como não se desenhar nada sobre rodas, se bem que deu uma “melhoradinha”

      • Thiago Teixeira

        Ainda que fosse nos SSangYongs, se for inspiração eu admiro. Critico só as cópias. O Brasil não pode, jamais, criticar um produto (carro) Chinês sem ao menos ter uma fabrica genuinamente nacional. Nosso governo não investe nem nas universidades, braço forte de toda indústria.
        A JAC esta de parabéns.

  • ussantos
  • Rogério Ferreira

    Gosto dos carros da JAC, acho o J3 uma opção válida. Aprovado sem problemas no teste de longa duração da Quatro Rodas. Compraria, sem problemas, se tivesse concessionária próxima. A mais perto de onde moro, fica a 150 km, em Uberlândia – MG. Ter carros que necessitam de revisões obrigatórias, em cidades do interior é complicado. Aqui em Catalão, cidade de 100.000 habitantes, temos as quatro tradicionais além de Renault, Hyundai, Mitsubishi (é claro, a fabrica fica aqui), Toyota e Citroën. Não temos Peugeot, Nissan, Honda, Kia, JAC e Chery, Tais marcas deveriam ter “oficinas autorizadas” onde se poderia fazer as revisões obrigatórias, e claro, manter o devido estoque de peças. A Fiat fazia isso na década 80, quando sua rede de concessionárias era bem pequena. Deu certo! Não sei por que não conseguem enxergar o potencial do mercado no interior.

  • RoadV8Runner

    Embora não goste dos suves, gostei da JAC ir na contra-mão da tendência brasileira atual e lançar primeiro a versão com câmbio manual.
    Sobre a necessidade de um câmbio de 6 marchas, não seria possível apenas reescalonar o câmbio atual? Digo isso porque a relação peso-potência do T6 é muito parecida com a do Focus Mk1, onde o câmbio 4+E é perfeito. O fato da maior área frontal é que prejudicaria apenas um reescalonamento para o conjunto ficar bom?
    Gostei do nome T6, pois me lembrei imediatamente das aeronaves North-American T6 usadas pela Esquadrilha da Fumaça até 1976.

  • Marcos Alvarenga

    Para mim o 2008 continua imbatível. Com câmbio manual e o motor THP, mais parece perua do que suve.

  • Victor

    Consumo muito bom, se comparado ao medido no teste do Renault Fluence. O preço é que poderia ser mais distante dos produtos equivalentes de marcas consagradas, caro por caro, paga-se mais de uma vez.

  • Roberto Alvarenga

    Passo todos os dias perto de uma concessionária JAC e hoje pela manhã decidi entrar no T6 para conhecer.

    Não gosto de SUVs, mas confesso que tanto o T6 como o 2008 me agradaram bastante. O T6, pelo porte (não tão grande, nem tenta passar a imagem de que é mais robusto do que realmente é) e pelo acabamento, e o 2008 pelo “jeitão” de perua.

    O T6 me pareceu muito bem acabado nos detalhes, tanto no painel e nos bancos, como na carroceria. Distância pequena entre as peças, soldas “limpas”, sem rebarbas, tudo feito com esmero, contrariando a má fama dos chineses. O cofre do motor é muito bem organizado, as mangueiras têm cotovelos que se encaixam perfeitamente, os cabos não se cruzam, tudo tem um bom padrão de qualidade.

    Ainda não fiz um test drive para sentir o carro do ponto de vista do uso, mas espero que tenham corrigido algumas falhas crônicas dos primeiros JAC, como pedais de freio e embreagem com folga, falta de batente no pedal do acelerador, trambulador impreciso, direção mole demais e sem precisão e suspensão erguida demais desnecessariamente (falhas que outros carros também apresentam, diga-se). Aparentemente equacionaram algumas destas questões – o câmbio me pareceu mais firme, e olhei o carro por baixo e a suspensão não parece ter sido tão erguida (talvez a suspensão independente na traseira, que sempre melhora a estabilidade, ajude). Tenho certeza de que com o tempo, tanto os carros da JAC como os da Chery só tendem a evoluir.

  • Vinicius

    Pois é, Jesse. Ainda vão evoluir esse quesito. rs.

    • Jesse Ferreira

      Na verdade poderia até colocar, mas esbarra na idéia subjetiva de onde é ou não perigoso, poderiam os moradores ou comerciantes do local representarem contra o app, pois pode um local ser perigoso para mim e não para você.
      Este recurso já é usado em Israel, mas lá é guerra mesmo, aqui é “máscara”.

      • Vinicius

        E no Brasil, tudo acabará em preconceito. Embora, aqui no Rio poderiam se valer do IPTU dos imóveis (e da área), que oferece isenções às denominadas áreas de risco.